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CORREIO DOURO do

director|OSCAR QUEIRÓS

ano|59

número|13

nova série

Sexta, 18 de dezembro de 2009 preço|0,25€

QUINZENAL

REGIONALISTA

Com a participação das crianças da cidade

Ermesinde

JUNTA PROMOVE DECORAÇÃO DAS ROTUNDAS PÁGINA 9

Actualidade Ainda o Red Bull Air Race

Regional Vila Real

Pinto da A PSP Costa diz que na caça à a culpa é de multa Rui Rio PÁGINA 13 PÁGINA3

Actualidade

Sociedade

Sociedade

Campo

Matosinhos

Maia: Falso

Violento Incêndio na residência Paroquial

Matou a mulher e suicidou-se a seguir

peditório em nome de menina com leucemia

PÁGINA 4

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Ă rea metropolitana Vamos ajudar o Hospital de S. JoĂŁo?

Valongo

PERSONALIDADES ENVOLVEM-SE NA ANGARIAĂ‡ĂƒO DE FUNDOS PARA NOVA PEDIATRIA

TRÊS MIL IDOSOS NO ALMOÇO DE NATAL DA AUTARQUIA

AndrĂŠ Carvalho/CMV

A Câmara Municipal de Valongo, como jå vem sendo håbito hå vårios anos, vai oferecer um almoço de Natal a cerca de três mil munícipes portadores do Cartão Idoso Municipal. Este jå tradicional almoço natalício serå servido nos próximos dias 19, 20 e 21 de Dezembro no Pavilhão Gimnodesportivo da Escola Secundåria de Ermesinde e contarå, como sempre, com a presença de Fernando Melo, presidente da Câmara de Valongo. O autarca faz questão de estar presente durante os três dias uma vez que muitos dos idosos fazem deste almoço a sua única e verdadeira refeição natalícia. Do repasto farão parte todas as iguarias da Êpoca. Sopa de legumes, bacalhau cozido com todos, pão, ågua, aletria, bolo-rei, rabanadas e cafÊ compþem o menu. Tendo em conta que à mesa vão juntar-se pessoas das cinco freguesias do concelho, a Câmara Municipal de Valongo disponibiliza o transporte às pessoas que necessitem de apoio na deslocação.

Rui Rio e o cineasta Manoel de Oliveira sĂŁo algumas das personalidades do Porto que vĂŁo apoiar a campanha natalĂ­cia do Hospital de S. JoĂŁo para angariação de fundos para a construção da nova ala pediĂĄtrica. “JoĂŁozinhoâ€?, a mascote que ĂŠ o rosto da campanha de angariação de fundos para a nova ala pediĂĄtrica daquela unidade hospitalar do Porto, vais sair Ă  rua, juntamente com algumas personalidades da cidade, para que a “sociedade civil se envolva neste projectoâ€?, refere, em comunicado, o S. JoĂŁo. O “JoĂŁozinhoâ€? desloca-se hoje (sexta-feira) Ă  Associação Comercial do Porto, de onde sairĂĄ depois, acompanhado pelo presidente daquela associação, Rui Moreira, e pelo chefe HĂŠlio, os estilistas Gio Rodrigues e Miguel Vieira e vereadores da autarquia, para passear naquela zona da baixa portuense. No sĂĄbado, a mascote visitarĂĄ a Reitoria da Universidade do Porto, seguindo em comitiva conduzida pelo reitor Marques dos Santos atĂŠ Ă 

Rua da FĂĄbrica. Nesta sua deslocação, o “JoĂŁozinhoâ€? estarĂĄ ainda acompanhado por polĂ­ticos, designadamente o socialista Nuno Cardoso, o bloquista Teixeira Lopes, o social-democrata JosĂŠ Pedro Aguiar Branco, o centrista Ribeiro e Castro e o comunista HonĂłrio Novo, entre outros. JĂĄ no domingo a mascote acompanharĂĄ o desfile de pais Natal, com inĂ­cio marcado para as 15:00. O cineasta Manoel de Oliveira

acompanharå esta iniciativa, que se centrarå na Rua de Santa Catarina, no domingo à tarde. A iniciativa do Hospital de S. João vai prolongar-se pela próxima semana, estando prevista a participação do presidente Câmara do Porto, Rui Rio, acrescentou fonte da unidade hospitalar. A nova Pediatria do S. João tem um custo estimado de 14 milhþes de euros, estando prevista a sua conclusão para 2011.

blocos operatĂłrios. Nos prĂłximos dias, assegura a secretaria de Estado, serĂĄ desencadeado “o processo conducente Ă  preparação dos documentos legalmente exigidos para lançamento do concurso, como sejam, o cĂĄlculo do Custo PĂşblico Comparado, o Caderno de Encargos e o Programa de Procedimentoâ€?.

decisĂŁo de lançar um hospital em parceria pĂşblico-privada estĂĄ sujeita Ă  garantia de que o preço que o Estado pagarĂĄ serĂĄ inferior Ă quele que pagaria se fossem as entidades pĂşblicas a construir o hospital. “Avançamos para parcerias pĂşblico-privadas quando houver condiçþes para avançar, e garantindo que hĂĄ valor para o Estado, ou seja, se as propostas

Vila do Conde

NOVO HOSPITAL VAI CUSTAR 120 MILHĂ•ES

DeverĂĄ estar concluĂ­do em 2013 O Governo anunciou esta quarta-feira que atĂŠ 2013 o futuro Centro Hospitalar PĂłvoa de Varzim/Vila do Conde estarĂĄ concluĂ­do, disse na quinta-feira MĂĄrio de Almeida depois de uma reuniĂŁo em Lisboa com o secretĂĄrio de Estado da SaĂşde. “A decisĂŁo da construção da futura unidade [que vai substituir os hospitais existentes nos dois municĂ­pios] estĂĄ tomada e estĂĄ definida a calendarização de todo o processoâ€?, disse o autarca de Vila do Conde, Ă  saĂ­da do encontro com o governante. A primeira fase da obra “serĂĄ a da finalização dos documentos indispensĂĄveis ao lançamento do concurso, a qual incluirĂĄ a Declaração

de Utilidade Pública dos terrenos, necessåria à expropriação ou negociação dos mesmos�, explicou o autarca. AtÊ final do primeiro semestre do próximo ano serå lançado o concurso público internacional de concepção e construção daquela unidade de saúde que vai decorrer de uma parceria público-privada para servir os municípios da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde. Os restantes seis meses de 2010 serão destinados à elaboração e apresentação das propostas, por parte dos diversos concorrentes, que posteriormente serão analisadas pela Comissão de Acompanhamento e respectivo júri de concurso.

Os quatro meses seguintes são dedicados à fase negocial com os dois concorrentes que tenham apresentado as melhores propostas. A adjudicação e consignação dos trabalhos deverå acontecer ainda em 2011, seguindo-se um prazo de construção de 21 meses, o que atira a inauguração do hospital para o ano de 2013. Segundo dados da secretaria de Estado da Saúde, tutelada por Óscar Gaspar, a nova unidade vai ficar orçada em 117 milhþes de euros, sendo que 84 milhþes são para construção e os restantes 33 para equipamentos. O Centro Hospitalar, edificado numa årea de 48 mil metros quadrados, vai ter cerca de 156 camas e seis

PARCERIA PERMITE POUPANÇA Óscar Gaspar sublinhou que a

forem inferiores ao custo público comparado�, disse o governante.

ficha tĂŠcnica

CORREIO DO DOURO

– QUINZENà RIO www.correiododouro.pt

Propriedade Condor Publicaçþes, Lda. Contr. 508923190 Sede e Redacção Rua Dr. João Alves Vale, 78 – Est. D – 4440-644 VALONGO Tel. 224210151 – Fax 224210310

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18 de Dezembro 2009

Director|Oscar Queirós Chefe de Redacção|João Rodrigues Redacção e Colaboradores|Victorino de Queirós - J. Rocha - J. Silva - E. Queirós -Nuno Victorino - Carlos Silva, Marquês do Vale.  Editor Miguel Pereira João Rodrigues Filho

CORREIO ELECTRĂ“NICO:         

        

 

      

      

        NÂş. Registo ERC 125216    


Actualidade Ideia para o fim-de-semana Foto-legenda André Carvalho/CMV

Concerto de Natal em Valongo

Nem o frio nem a hora tardia retiraram dignidade e publico ao Concerto de Natal que a Câmara de Valongo promoveu na Capela da Nossa Senhora da Saúde, no Susão, na noite do último Sábado. Acompanhados ao piano pelo consagrado Paulo Figueiredo, Inês Santos e Pedro Migueis interpretaram as mais conhecidas canções de Natal, nomeadamente “Let it Snow” e “Santa Claus is Comming to Town”.

SERRALVES CELEBRA NATAL COM MÚSICA, TEATRO, CINEMA, OFICINAS E VISITAS GUIADAS

Um programa que inclui e um conjunto de iniciativas diversificadas destinadas às famílias marca, sábado e domingo, a celebração do Natal em Serralves. O ponto alto do próximo fim-desemana será no domingo, às 16:00, no Auditório, com a apresentação da peça “Óscar”, pelo Teatro de Marionetas do Porto. Na Biblioteca, Luís Correia Carmelo e Nuno Coelho, tornam-se, sábado e domingo, em contadores de histórias que darão vida aos “mais fantásticos contos do imaginário natalício”. Nestes dois dias decorrem também, na sala Multiusos do Museu, as oficinas em família, com actividades para todas as idades, pensadas pare serem efectuadas em família. A Livraria de Serralves preparou ainda uma selecção especial de livros para ler em família. A acompanhar a venda de livros, está também em funcionamento o já tradicional Bazar de Natal, que abriu

as portas a 14 de Novembro e continua até 31 de Dezembro A entrada em Serralves é gratuita

em todos os fins-de-semana de Dezembro, assim como o acesso a todas as actividades deste programa.

AMP

Ainda o Red Bull Air Race

PINTO DA COSTA DIZ QUE A CULPA É DE RUI RIO

O presidente do Futebol Clube do Porto, Pinto da Costa, considerou ontem que a transferência da Red Bull Air Race para Lisboa demonstra que “o tão falado prestígio do presidente da Câmara do Porto é falso”. “É uma situação normal” e “só vem sublinhar que o tão falado prestígio nacional do Presidente da C.M. do Porto é falso! Aliás só ‘existe’ para ser usado por aqueles que se querem aproveitar da sua antipatia pelo FC Porto para tentarem centralizar ainda mais o país”, sustentou Pinto da Costa. O presidente do FC Porto considera ainda que “fica dada mais uma prova” da “inferioridade ne-

gocial” do autarca “quando a disputa é com Lisboa, perdendo até uma das suas maiores bandeiras populistas que era a realização desta prova”. O acordo de deslocalização da prova de aviação foi assinado na passada terça-feira pelo Turismo de Lisboa, em representação dos municípios de Lisboa e Oeiras, e a Red Bull Air Race. Segundo o documento, as autarquias que recebem o evento devem “providenciar à competição, gratuitamente, o uso do espaço onde o evento decorre, incluindo as áreas dedicadas aos aviões, e uma pista de aterragem, para que seja possível realizar os voos de teste, treinos e voos de qualificação facilmente”. As autarquias devem ainda garantir “os equipamentos necessários para a cobertura mínima de 100 mil espectadores”. Os municípios de Lisboa e Oeiras têm até 31 de Janeiro para concluir a elaboração de um protocolo que vai estabelecer as obrigações e direitos das três partes envolvidas.

PS GANHA ASSEMBLEIA METROPOLITANA O PS foi o partido mais votado na eleição para a Assembleia Metropolitana do Porto, na última terça-feira, conseguindo o apoio de 182 dos 436 votantes. Aquele órgão consultivo reúne representantes das assembleias municipais dos 16 concelhos da Área Metropolitana do Porto. Em comunicado a Federação do PS/Porto congratula-se afirmando que “num universo de 436 votantes a lista do Partido Socialista venceu as eleições com 182 votos, derrotando o PSD partido que tem mantido a hegemonia na

liderança da Área Metropolitana”. A mesma nota refere ainda que o “Partido Socialista venceu o acto eleitoral nas Assembleias Municipais de Matosinhos, Porto, Santo Tirso, Trofa e Valongo”. Ao contrário do que se passa na Assembleia da República, o PS Porto exalta o facto de existir na Assembleia Metropolitana do Porto “uma maioria dos partidos de esquerda”, salientando que “a conjugação de votos do PS, CDU e BE (217) superaram a votação recolhida pelo PSD (172) e CDS (44)”, salienta.

Segundo o mesmo comunicado, “esta votação constitui um inequívoco sinal quanto à vontade da maioria dos cidadãos e autarcas dos concelhos que constituem a A.M.P. no sentido de um reforço da participação de todos na construção de uma Área Metropolitana mais coesa, mais solidária e mais atenta àquilo que são os desafios que se colocam no futuro próximo e que passarão necessariamente por uma mais eficaz e coerente gestão dos Fundos Comunitários ao dispor desta região”.

™™™Porto PSD, CDS E PS ACABAM COM APOIO AO CCD DOS TRABALHADORES

A Câmara do Porto aprovou na terça-feira, com o voto contra da CDU, a denúncia do contrato celebrado com o Centro Cultural e Desportivo (CCD) dos Trabalhadores da autarquia, que previa o apoio de 200 mil euros anuais para questões de saúde. A maioria PSD/CDS justifica a decisão com um relatório do Tribunal de Contas deste ano, mas o vereador da CDU, Rui Sá, lembra que existem pareceres contrários do secretário de Estado e da direc-

ção-geral da Administração Local. “Ainda estamos numa fase de contraditório. Só devíamos revogar o contrato quando houver uma decisão final. O presidente Rui Rio achou que não. Infelizmente esta maioria continua a tomar decisões contra os trabalhadores”, observou Rui Sá, no final da reunião camarária, registando que também os seis vereadores do PS votaram a favor da proposta da maioria liderada por Rui Rio. Tendo em conta o “mérito, o

trabalho de animação e as obras” do CCD, Rui Sá pretende, agora, propor ao executivo que aprove a atribuição de um subsídio noutros moldes. Isto porque o relatório do Tribunal de Contas que motivou a denúncia do contrato refere “a cessação de quaisquer financiamentos públicos de sistemas de particulares de protecção social ou de cuidados de saúde”, pelo que apenas estará em causa o apoio para estes fins.

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Actualidade Porto perde Red Bull Air Race para Lisboa

RUI RIO DIZ QUE “O PAÍS NÃO TEM JUÍZO”

O presidente da Câmara Municipal do Porto considera que a transferência do Red Bull Air Race para Lisboa “é mais um factor negativo” do caminho trilhado por um país “que não tem juízo” por “tudo acontecer na capital”. “Qualquer coisa que tenha êxito fora da capital de imediato é absorvida por ela. Com isto estou a criticar um país que não tem juízo porque não podemos ter um país desenvolvido se tudo acontecer na capital”, afirmou Rui Rio em conferência de imprensa realizada anteontem. O autarca explicou que “Portugal não fica melhor nem pior” com a prova da Red Bull a ser realizada em Lisboa, “mas não é bonito, nem correcto nem sério”. Rio recordou ter apresentado uma proposta de “intercâmbio” de eventos entre as cidades de Lisboa e Porto, o que seria “uma coisa sensata e equilibrada” “Mas o sensato, equilibrado e com bom senso é algo que não tem grande espaço para se movimentar em Portugal”, lamentou. Acrescentou ainda que considera “lamentável” que um evento “com este êxito não tenha sido tratado devidamente, mantendo-o no Porto, ou fazendo um intercâmbio”.

O autarca salientou que não critica “minimamente as câmaras de

Lisboa ou Oeiras”, já que os seus presidentes “foram eleitos para de-

™™™ERMESINDE

™™™GONDOMAR

PJ DETEVE JOVEM SUSPEITO DE ROUBO À MÃO ARMADA A Polícia Judiciária (PJ), através da Directoria do Norte, anunciou a detenção de um jovem de 18 anos, presumível autor de um roubo à mão armada ocorrido a 18 de Novembro, em Gondomar. O indivíduo, sem profissão, tem

diversos antecedentes policiais por crimes de natureza idêntica, refere a PJ, em comunicado. O crime ocorreu há cerca de um mês, quando, ao princípio da madrugada o jovem abordou a vítima, que se dirigia, a pé, para uma para-

gem de autocarro. Sob a ameaça de uma arma de fogo, o indivíduo exigiu-lhe a entrega dos seus bens, tendo-se apropriado de um telemóvel no valor de 200 euros e uma quantia em dinheiro.

Campo

ARDEU A CASA DO PADRE

Um violento incêndio destruiu completamente o interior da Residência Paroquial de Campo, obrigando à retirada de crianças e idosos do Centro de Dia da Igreja Paroquial que funcionava no edifício contíguo. O alerta foi dado por volta das 11h00 da manhã, quando as chamas já tinham atingido o telhado da re-

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fender os interesses das suas cidades”, mas alegou que “fazer coisas

em Lisboa é muito simples” porque “o capital está lá”. Por contrapartida, destacou, ”quando se quer fazer fora [de Lisboa] é tudo muito difícil”. A transferência da prova de aviões para Lisboa torna-se assim “mais um factor negativo do caminho negativo que temos vindo a trilhar há muitos anos”, sublinhou. A cidade do Porto perde assim “um evento que tem visibilidade à escala nacional, que animava bastante a cidade e uma bandeira que o Rio Douro conseguiu e que facilmente lhe foi tirada”. “O contrário nunca acontece. Não há nada de importante que aconteça em Lisboa que depois Évora, Beja ou Faro consigam tirar e isso é mau para o País”, rematou. Rui Rio garantiu por fim que a cidade do Porto está disponível para acolher aquela prova de aviões, depois de passar pela capital. O acordo, assinado na terça-feira pelo Turismo de Lisboa, em representação dos municípios de Lisboa e Oeiras, e a Red Bull Air Race, demonstra o “desejo de que uma prova do campeonato internacional se realize sobre o rio Tejo na área entre a Torre de Belém e a Ponte 25 de Abril em 2010”.

sidência, onde imperavam madeiras e tecidos, produtos altamente combustíveis. Na origem do sinistro terá estado uma salamandra que o Padre Macedo acendeu durante a noite para combater o intenso frio que ultimamente se tem feito sentir. Os Bombeiros de Valongo fize-

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ram deslocar para o local, seis viaturas e 20 homens que extinguiram as chamas, não conseguido, contudo, evitar a completa destruição do interior. Segundo o pároco, os prejuízos são bastante avultados. A GNR de Campo tomou conta da ocorrência.

26.ª S. SILVESTRE No próximo dia 3 de Janeiro vai correr-se a 26ª. Corrida de S. Silvestre de Ermesinde, uma organização da Câmara Municipal de Valongo. A corrida tem partida às 10 horas, diante dos Paços do Concelho, seguindo-se um percurso de 10,5 km, até à meta, instalada no Parque Urbano Dr. Fernando Melo, em Ermesinde. Além de medalhas e outros troféus, existem prémios monetários. Para seniores, masculinos e femininos e para veteranos (I, II, II, IV).  

2.ª MINI-CAMINHADA No mesmo dia, às 9h00 da manhã, terá lugar a 2.ª mini-caminhada de Ermesinde. Aberta a todos e com a inscrição gratuita, a concentração dar-se-á na parte superior do Parque Urbano Dr. Fernando Melo, estando previsto um percurso de 4,5 km pelas ruas de Ermesinde. Partida - Rua Joaquim Ribeiro Teles, Av. Primavera, Rua 5 de Outu-

bro, Rua António Castro Meireles, Rua Rodrigues de Freitas, Rua Manuel Ferreira Ribeiro, Av. João de Deus, 2a Rotunda (junto ao pavilhão municipal), onde será feita a inversão de marcha; depois pela Travessa João de Deus, Rua de Ermesinde, Travessa Filipa Vilhena, Rua Filipa de Vilhena, Rua João Rangel, Rua Rodrigues de Freitas, Rua Fábrica da Cerâmica e chegada ao Parque Urbano.


Sociedade ™™™Matosinhos

MATOU A MULHER E SUICIDOU-SE A SEGUIR

lómetro e meio da casa dos pais. Quem o descobriu foi o irmão, Fernando, que tentou abrir a porta do carro porque o irmão não respondia. Quebrou o vidro para constatar que levara até ao fim a ameaça: matara-se, com um tiro na boca. Foi o fim de um inferno com duas décadas, mas apenas para ele e para a malograda Paula. Os filhos, esses, sofrem agora ainda mais, pelos contornos da tragédia que os tornou órfãos.

Enquanto foram casados agredia a mulher; depois de separados, continuou a agredi-la, obrigando-a a mudar de casa constantemente. Há dias, decidiu acabar com tudo: deu-lhe três tiros e suicidou-se a seguir. Ficaram dois órfãos.

Paula Joaquina Mesquita, de 43 anos, empregada de limpeza, viveu no inferno durante os últimos 21 anos. Casada com António Mesquita, vendedor de peixe, de 48 anos, de quem teve dois filhos, a mulher era recorrentemente agredida pelo marido, de pouco valendo as queixas e as ameaças de separação. Decidida a deixar de sofrer, há um ano Paula saiu de casa, levando consigo o filho mais novo, agora com 14 anos. O outro, com 20, ficou a viver com o pai. Se pensava que indo viver para longe do marido deixava de ser agredida, Paula enganou-se. António, que nunca aceitou a separação nem o divórcio que se seguiu, procurava-a sempre, acabando por a encontrar. E nessas alturas, voltava a “enchê-la de porrada” e ameaçava-a de morte, como nos contou uma amiga. Paula Mesquita mudou – só este ano – três vezes de casa, numa procura incessante de se esconder do ex-marido. Tentativas todas elas vãs, pois ele encontrou-a sempre. Aquando de uma das últimas agressões o filho mais velho, de 20 anos, resolveu também deixar o pai, indo viver com a mãe. Seria uma forma de estar mais próximo dela e impedir o pai de a agredir. De nada valeu. Na última quarta-feira à noite António que já havia descoberto o local onde a ex-mulher trabalhava - na limpeza de um parque de diversões próximo de Vila do Conde – foi esperá-la à saída. Paula quando o viu recuou, pois sabia que dali não vinha coisa boa. Tinha razão mas sucumbiu às palavras de António: só queria falar-lhe a respeito dos filhos e jurava que nunca mais a ameaçaria nem agrediria. Paula aceitou e mandou, via telemóvel, uma mensagem aos filhos: “vou chegar mais tarde”. E entrou para o carro do ex-marido, terrível e fatalmente enganada. Ele estava ali para a matar. António andou, “sabe lá Deus por onde”, sempre com a mulher sequestrada no automóvel. Por volta da meia-noite mandou uma mensagem aos filhos dizendo, fria e cruelmente, que lhes ia matar a mãe. Os rapazes ficaram aflitíssimos e começaram a pedir auxílio. Pouco tempo depois juntavam-se-lhes familiares, designadamente Fernando, um irmão do pai, para os procurar. Andavam nessa busca, correndo ruas e ruelas de Matosinhos, quando Fernando recebeu uma mensagem do irmão dizendo que tinha morto Paula e que se ia matar. A aflição aumentou e a busca – agora também alargada à PSP, entretanto avisada – acentuou-se. Mas a tragédia já estava a acontecer: ainda não era uma hora da manhã quando um homem que passava numa artéria próxima da praia da Lavra viu um corpo estendido no chão. Aproximou-se e viu que era uma mulher, “com três buracos no corpo”, alagada num mar de sangue. Era Paula, alvejada pelo marido “na bacia, no peito e na cabeça” e depois abandonada ao relento. Conduzida ao hospital de S. João, no Porto, foi-lhe diagnosticada morte cerebral. Extinguir-se-ia completamente 48 horas depois. Quando a notícia chegou aos familiares eram 3 da manhã. Apenas pouco depois seria encontrado o presumível autor. Estava dentro do carro, diante da EXPONOR, a escasso qui-

QUERIA REFAZER A VIDA MAS… Segundo uma vizinha de Paula, esta tinha, “há dois meses, uma nova relação. Os filhos tinham conhecimento mas ninguém falava de nada porque todos tinham um medo muito grande que o pai soubesse e matasse o namorado dela”, disse-nos, adiantando que Paula confiava “em Deus, para lhe dar outra oportunidade”. Não teve tempo.

NOVA CASA DE TRÊS EM TRÊS MESES

Paula não teve oportunidade de refazer a vida

Paula e os filhos viviam em constante angústia por causa das ameaças de António. Para fugir dele, Paula, apenas este ano, mudou três vezes de residência. O ex-marido encontrava-a sempre pelo que nos últimos tempos a senhora ponderaria mudar-se “para mais longe” onde tencionava refazer completamente a sua vida. O destino não quis assim.

Fernando (ao meio) foi avisado pelo irmão de que ia matar a mulher

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Sociedade ™™™Maia

FALSO PEDITĂ“RIO EM NOME DE MENINA COM LEUCEMIA

O nome de uma menina de 4 anos que padece de uma doença rara – Leucemia MieloblĂĄstica Aguda – serviu para que uma pretensa associação “sem fins lucrativosâ€? fizesse, na FIL, um peditĂłrio em seu nome. O caso chegou ao conhecimento dos pais que se apressaram a desautorizar publicamente a iniciativa. Quem tambĂŠm se “descolouâ€? do peditĂłrio foi o IPO do Porto, igual e “abusivamenteâ€? envolvido no assunto, por um pretenso “protocolo verbalâ€?. CĂĄrmen Pinheiro tem 4 anos, o Ăşltimo dos quais carregado de nuvens negras que sĂł se dissiparĂŁo quando for encontrado um dador compatĂ­vel. A pequenina precisa com urgĂŞncia de um transplante de espinal medula para afastar um monstro chamado Leucemia MieloblĂĄstica Aguda. É esta a necessidade de CĂĄrmen, que reside com os pais na Maia (Ă rea Metropolitana do Porto). Dinheiro, felizmente, nĂŁo ĂŠ o problema da famĂ­lia. E por isso Paulo Pinheiro e Bela Nascimento, pais de CĂĄrmen, mostraram-se surpresos – e atĂŠ revoltados – pela “iniciativaâ€? da Social Kids, uma associação presidida por Carlos Azevedo, que montou um stand na Fil onde decorreu hĂĄ dias decorreu a Natalis, durante a qual foi feito um peditĂłrio para a CĂĄrmen. Para explicar quem era a menina, os promotores da iniciativa tinham exposta a revista Lux, de 4 de Dezembro, cuja capa foi dedicada Ă  pequena CĂĄrmen. NĂŁo se sabe bem como, a verdade ĂŠ que o facto chegou ao conhecimento dos pais da menina que logo se apressaram a manifestar o seu desconhecimento do peditĂłrio que consideraram abusivo pois nunca deram autorização – nem lhes foi pedida – para tal. Segundo Paulo Pinheiro, em declaraçþes ao nosso jornal, “a notĂ­cia apanhou-nos de surpresa. Efectivamente viemos a apurar que numa banca dessa tal associação, exposta na FIL, estavam a utilizar a revista LUX com a foto da nossa filha. Nunca pedimos dinheiro a ninguĂŠm, apenas dadores que possam salvar a nossa menina e

“CASO VOS SOLICITEM, NUNCA, DE MANEIRA ALGUMA, OFEREÇAM DINHEIRO PARA A CARMENâ€?

Este caso suscitou uma råpida reacção da Cårmen e família. No blog da menina

(http://carmenpine.blogspot.com)

pode ler-se que “Caso vos solicitem, nunca, de maneira alguma, ofereçam dinheiro. A minha famĂ­lia e eu sĂł pedimos a vossa solidariedade para que possam doar um pouquinho do vosso sangue     tos no Banco de Dadores. SĂł desta forma ĂŠ que me podem ajudar, como tambĂŠm a outras pessoas que necessitem! NADA MAIS!â€?

Carmen Pinheiro tem 4 anos, foi-lhe detectada “Leucemia MieloblĂĄstica Agudaâ€?

14 MilhĂľes de dadores A esperança ĂŠ a Ăşltima a morrer e por isso os pais de CĂĄrmen estĂŁo convencidos que acabarĂŁo por encontrar um dador compatĂ­vel com a menina. De qualquer modo insistem em agradecer a todos os (milhares) que, de Norte a Sul, tĂŞm respondido ao apelo: “O facto de as pessoas responderem, numa prova de amor e solidariedade para com o prĂłximo, ĂŠ sempre muito bom pois ao participarem na recolha de sangue estĂŁo a integrar um banco internacional que jĂĄ conta, neste momento, com 14 milhĂľes de potenciais dadores, o que constitui uma enorme esperança para os que, como a nossa CĂĄrmen, padecem destas terrĂ­veis doençasâ€?.

A menina continua à espera Como referimos, Cårmen ainda não encontrou dador compatível. Por isso o movimento continua. Hoje, haverå recolha num hipermercado de Braga e no próximo dia 21, serå na Têxteis Riopele, em Pousada de Saramagos. Para acompanhar as iniciativas de gÊnero que se sucederão, basta ir ao blog da Cårmen, onde toda a informação vai sendo actualizada. E Ê sempre uma forma de acompanhar o percurso desta menina de quatro anos que, maugrado tudo, não perde o sorriso. Força Cårmen.

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outras pessoas que padecem de doenças como esta. Desconhecemos essa associação e de todos os modos nunca irĂ­amos autorizar um peditĂłrio porque nĂŁo ĂŠ dinheiro que nos aflige, mas sim um dador. Soubemos que tambĂŠm foi utilizado o nome do IPO do Porto como ‘parceiro’ da Social Kids. ContactĂĄmos o instituto e foi-nos garantido que desconheciam completamente o assunto, garantindo que nĂŁo tinham qualquer acordo com essa tal entidade, como supostamente foi ditoâ€?. Paulo Pinheiro adiantou que, “jĂĄ depois de termos conhecimento do assunto e de nos termos manifestado contra, fomos contactados, via correio electrĂłnico, por esse senhor Carlos Azevedo que manifestou interesse em falar connosco. Respondemos como convinha e nĂŁo vimos qualquer interesse em falar com ele. Quanto ao resultado desse peditĂłrio, nĂŁo sabemos que destino foi dado ao dinheiro, nem quem o utilizou. Para nĂłs nĂŁo veio – nem precisĂĄmos – e tambĂŠm nĂŁo foi para o IPOâ€?.

RECOLHA DE FUNDOS AUTORIZADA? A reacção dos pais de CĂĄrmen e do IPO do Porto teve por condĂŁo “interromperâ€? o peditĂłrio. No entanto a Social Kids manteve o stand na feira de Natal da FIl com uma fonte da organização, em declaraçþes aos jornalistas, a referir que lhes tinha sido apresentando pela associação “um documento que prova estar autorizada a fazer uma recolha de fundosâ€?. A mesma fonte declarou desconhecer “qualquer ilĂ­citoâ€?. O nosso jornal esteve no espaço da Social Kids mas nĂŁo conseguiu qualquer reacção dada a ausĂŞncia de pessoa autorizada a falar. Foi-nos dado o contacto telefĂłnico de Carlos Azevedo mas, atĂŠ ao fecho desta edição, nĂŁo conseguimos estabelecer contacto.


Sociedade ™™™Marco de Canaveses

ASSASSINOU PADRASTO À FACADA Um rapaz de 18 anos matou com duas facadas o padrasto alegando que o fez para defender a mãe que estaria a ser agredida. O argumento não colheu e o rapaz foi mandado, preventivamente, para a prisão. Os factos passaram-se no Marco de Canaveses, num quadro de miséria, álcool e violência doméstica. Ricardo André, de 18 anos, foi preso, acusado de matar o companheiro da mãe. Os factos aconteceram no final da tarde da última sexta-feira, no lugar de Pousado, freguesia de Várzea de Ovelha, Marco de Canaveses. Em circunstâncias não totalmente apuradas, o jovem desferiu duas facadas no ventre do padrasto, Manuel Adriano Rocha Moreira, de 46 anos, matando-o em poucos minutos. O crime ocorreu no interior de um barracão onde além do Ricardo André, viviam a sua mãe, Natália, de 37 anos, a avó materna, de 82 anos, e o falecido, Adriano. Ao que apurámos, naquele “miserável casebre” – como o classifica a vizinhança – eram comuns os actos de violência doméstica “mas a vítima era sempre o padrasto, um homem bom que só tinha um defeito, abusava do álcool”, como nos referiu uma fonte conhecedora. Pelo contrário, “o Ricardo é um tipo mau, violento e sempre pronto a quezílias. Já foi acusado de deitar fogo à mata, de agressões, de vandalismo e a última que se lhe conhece foi o furto de uma caçadeira da casa de um vizinho”, incidentes que serão do conhecimento das autoridades.

“FOI PARA DEFENDER A MINHA MÃE” Pouco faltava para as 18 horas quando alguém de Várzea de Ovelha alertou os Bombeiros e a GNR do Marco de Canaveses, dizendo que havia um morto naquela localidade, indicando o local exacto onde se encontraria o corpo. Quando os socorros e as autoridades, seguindo as indicações, chegaram diante do barracão onde viviam Natália, a sua mãe, o filho e o companheiro, depararam, no exterior, com o corpo deste, já sem vida, estendido por terra, no exterior. Lá dentro estava o resto da família, com Ricardo a assumir a autoria da morte, “para defender a minha mãe” que estaria a ser vítima de agressão por parte do companheiro, terá dito, informação logo corroborada por Natália. No entanto, mercê dos antecedentes

Bombeiros recolhem o corpo para o IML do jovem bem como pelas declarações da vizinhança – que afiançavam que o morto era boa pessoa e, ele sim, vítima de violência no interior daquela casa – a GNR decidiu deter mãe e filho, conduzindo-os ao Quartel, na cidade do Marco. Foi aí que foram entregues e logo interrogados pela Policia Judiciária. Horas depois Natália era libertada mas o filho continuaria detido, sendo transferido para os calabouços da PJ, onde passou a noite. No dia seguinte, sábado, o rapaz foi apresentado ao Juiz de turno junto do tribunal de Penafiel que, depois de o ouvir, decretou que ficasse em prisão preventiva, à espera de julgamento. Tal como os

vizinhos, também a polícia como o magistrado não acreditaram na versão do jovem que supostamente reagira em defesa da mãe.

nhava, isso sim, para os braços da morte.

REGRESSOU PARA MORRER

Na vizinhança diz-se que “nem os cães queriam viver num barraco daqueles”, que é como classificam a “casa” onde se deu a tragédia. Outra coisa que espanta os vizinhos é o facto de ali viver, “num sítio miserável, a mãe dela, uma velhinha com mais de oitenta anos, acamada e sem meios para se cuidar”. No entender da vizinhança, “A Natália levou para ali a mãe para poder receber uma pensão da Segurança Social que – dizem os vizinhos – nunca ligou àquele quadro de miséria e desleixo”.

Adriano Moreira já tinha vivido com Natália e família até há um ano. Nessa altura decidiu deixá-los – “davam-lhe maus tratos”, diz um vizinho – e voltar à sua freguesia, Paredes de Viadores, no outro extremo do concelho do Marco. No entanto, “muito recentemente” decidiu regressar para os braços de Natália. Mal ele sabia que cami-

VIDA MISERÁVEL

Fosse como fosse a situação foi agora remediada com os bombeiros do Marco de Canaveses a levarem a senhora para casa de um outro filho que mora numa freguesia vizinha.

FILHO RETIRADO Se a Segurança Social nunca “reparou” para nas condições em que a idosa ali vivia, o mesmo não se poderá dizer de um outro filho, menor, de Natália. Trata-se de uma criança agora com 11 anos, em tempos retirada à mãe e entregue a um “padrinho” que vive numa aldeia vizinha. “Ao menos isso”, diz-se por ali, em jeito de louvor á Segurança Social.

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Valongo Santa Casa da Misericórdia de Valongo

FESTA NO NOVO EDIFÍCIO

■ Carlos

Silva

Conforme oportunamente noticiámos, a Misericórdia de Valongo inaugurou há dias um novo edifício que, para além de permitir mais, maiores e melhores instalações para os serviços administrativos e de apoio logístico, como armazéns e garagem, dotou a instituição de um (há muito ansiado) espaço multiusos que é já considerado um dos melhores espaços do concelho para espectáculos e outras manifestações culturais. Albino Poças, o provedor da Santa Casa e principal mentor da obra, e Agostinho Silva, presidente da Mesa da Assembleia da instituição, eram homens felizes quando viram abrirem-se as portas para a inauguração do novo edifício. A cerimónia contou com a presença de inúmeros convidados, designadamente Manuel Lemos, presidente do Secretariado da União das Misericórdias Portuguesas; João Paulo Baltazar, vice-presidente da Câmara de Valongo; os vereadores Maria Trindade, Arnaldo Soares e Pedro Panzina; o padre Alfredo e os técnicos que se empenharam, graciosamente, para que a obra fosse uma realidade, nomeadamente o Arqt.º Borges Araújo (que deu o nome ao salão principal), Eng.º Miguel Dória e João Rafael, pessoas que mereceram destaque especial na alo-

Utentes já têm local cómodo e digno para cultura e lazer-

Albino Poças, um provedor feliz por mais esta obra

cução do provedor. No final, e num salão repleto de utentes e convidados, o grupo “cantares de Valongo” prendou os presentes

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Agostinho Silva e Borges Araújo

com uma belíssima actuação, a que se seguiram momentos de boa disposição com espaços de humor protagonizados pelo Grupo de Teatro da Associação

“VALONGO A PRETO E BRANCO” O Arquivo Histórico Municipal de Valongo está a pedir a colaboração dos munícipes para a cedência de fotografias antigas, a preto e branco, que permitirão reconstruir mais fielmente a história do concelho. Trata-se de um “empréstimo” pois as fotos serão simplesmente digitalizadas, retornando os originais aos seus legítimos donos.

‘Cantares de Valongo’

Os temas pretendidos são as comuns cenas da vida familiar, vida militar, actividades profissionais, culturais e outras; Cidade e freguesias do concelho. Isto significa que todas as fotos de Valongo (concelho) e dos munícipes, em qualquer circunstância, servirão para enriquecer o guardião da nossa história que é o Arquivo Municipal.

Recreativa da Retorta. Está de parabéns a Santa Casa e o seu provedor, Albino Poças, que se recandidata a novo mandato de três anos.


Ermesinde Com a participação das crianças da cidade

JUNTA PROMOVE DECORAÇÃO DAS ROTUNDAS Atendendo à especificidade desta época festiva, a Junta de Freguesia de Ermesinde lançou um concurso para a decoração das rotundas, destinado às crianças das escolas do 1º. Ciclo do Ensino Básico e Jardins de Infância da cidade. A Iniciativa visou também incentivar a participação e a criatividade dos intervenientes, incutindo nas crianças de Ermesinde “uma salutar concorrência entre si contribuindo, assim, para o desenvolvimento de várias capacidades, designadamente o espírito de equipa e imaginação.

Aderiram à iniciativa as Escolas: E.B. 1 e Jardins de Infância da Costa, Saibreiras, Sampaio e Gandra. Os trabalhos dos miúdos foram avaliados por um júri composto por um membro do Executivo da Junta, Esmeralda Carvalho, e por dois elementos indicados pelos Agrupamentos Verticais de S. Lourenço e D. António Ferreira Gomes, Teresa Ascensão e Manuela Ferreira, respectivamente, que decidiram de acordo com os seguintes critérios: imaginação e criatividade; utilização de materiais reutilizados/reciclados; diversida-

de de materiais utilizados e participação activa dos alunos. A decisão foi a seguinte: 1º. Prémio - Rotunda da Vila Beatriz, realizada pela Escola EB 1 JI da Gandra; 2º. Prémio - Rotunda do Maiashoping, realizada pela Escola EB 1 JI de Sampaio; 3º. Prémio - ae-exequo, às decorações das rotundas da Avenida João de Deus, realizada pela EB 1 e JI das Saibreiras e da rotunda do Bombeiro, realizada pela EB 1 e JI da Costa.

1.º lugar para a escola EB 1 e JI da Gandra

2.º lugar para a Escola EB1 e JI de Sampaio

3.º lugar, ae-exequo, para a EB1-JI da Costa

3.º lugar, ae-exequo, para a EB1-JI das saibreiras

Rotunda do Bombeiro

Rotunda do Maiashoping

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Região ™™™AMARANTE

Comerciantes contra obras Os comerciantes de Amarante estão contra as obras em curso no centro da cidade que, dizem, têm provocado quebras de mais de 50% nas vendas, facto que terá levado ao encerramento de várias lojas. As obras de requalificação no Largo Conselheiro António Cândido, conhecido como Largo do Arquinho, em pleno centro histórico da cidade, decorrem há mais de um ano e obrigaram, nos últimos meses, ao corte completo da circulação rodoviária.

“Estamos cansados desta confusão das obras. Assim os clientes fogem”, ouve-se das bocas de vários comerciantes, agastados com os prejuízos acumulados e “fartos” do barulho incessante das máquinas que ali operam. Para a imensa maioria dos comerciantes esta situação tem-se arrastado por demasiado tempo, tornando quase impossível a tarefa de manter abertos os estabelecimentos, grande parte de pequena dimensão. “É verdade, temos uma queda acentuada, muito acima dos 50 por cento”, afirmou Maria do Carmo, proprietária de uma loja que vende sistemas de aquecimento. Joaquim Pinha, proprietário de um salão de cabeleireiros aberto há 27 anos, também admite quebras acentuadas no volume do negócio, mas lembra que após as obras outro problema vai surgir.

™™™Porto

O comerciante diz estar preocupado com o projecto em curso e a anunciada supressão de vários lugares de estacionamento. A Associação Empresarial de Amarante (AEA) também está descontente, garantindo que a forma como estão a ser realizadas as obras não está a corresponder ao prometido pela câmara. Luís Miguel Ribeiro, presidente da AEA, afirmou que o tempo de interrupção do trânsito está a ser superior ao anunciado previamente pela autarquia. No âmbito destes contactos com a autarquia, disse, conseguiu-se garantir a colocação de um corredor provisório em alcatrão que assegurasse a circulação rodoviária. Esta solução assegura também a passagem no Arquinho de um comboio turístico que a AEA contratou para a promoção comércio nesta quadra natalícia.

No entanto, o tapete betuminoso provisório não suscita grande entusiasmo em vários lojistas porque se receia que possa atrasar ainda mais a conclusão das obras. Alegam também os comerciantes que a solução garante a passagem de viaturas, mas não o estacionamento de potenciais clientes. O presidente da Câmara, Armindo Abreu (PS) disse que compreende o descontentamento dos comerciantes, mas garante que não há atrasos na obra. No entanto, admite que o corte no trânsito foi mais prolongado do que o previsto, o que atribuiu às dificuldades nas obras, sobretudo nas infra-estruturas associadas à linha de água que passa no subsolo. O autarca lembrou, por outro lado, que a abertura do referido corredor em betuminoso nesta quadra do Natal foi uma solução que procurou minimizar os prejuízos dos comerciantes e melhorar a circulação rodoviária na cidade.

Polémica em Paredes

GONÇALO AMARAL CENTENÁRIO DA REPÚBLICA: COMISSÃO APRESENTOU APROVA MASTRO GIGANTESCO A “MORDAÇA INGLESA”

O ex-inspector da PJ Gonçalo Amaral apresentou na terça-feira, no Porto, a sua nova obra ‘A Mordaça Inglesa’, um livro que “nunca” pensou escrever e no qual aborda a temática das providências cautelares “que põem em causa o direito dos cidadãos”. “Nunca pensei escrever este livro. Aborda a liberdade de expressão, que pensei ser uma coisa definida neste país. Mas vou-me apercebendo que há algo que não está a funcionar bem neste regime, com decisões que são inconstitucionais”, afirmou Gonçalo Amaral. O seu livro, ‘Maddie - A verdade da Mentira’ foi alvo de uma providência cautelar apresentado pela família McCann e levou a que a obra fosse retirada do mercado em Setembro deste ano, por ordem de uma Juíza portuguesa. Os pais de Madeleine McCann, desaparecida em 03 de Maio de 2007 na Praia da Luz, no Algarve, alega-

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ram que o livro e o vídeo comercializado após um documentário exibido na TVI divulgam a tese de Gonçalo Amaral, que consideram insustentável, de que os dois estão envolvidos no desaparecimento da filha. Na qualidade de coordenador do Departamento de Investigação Criminal da PJ de Portimão, Gonçalo Amaral integrou a equipa de investigadores que tentou apurar o que aconteceu a Madeleine McCann. O início do julgamento deste processo esteve agendado para 11 de Dezembro mas acabou adiado para Janeiro por doença do advogado do antigo inspector. Gonçalo Amaral esclareceu que este novo livro “não traz novidades em termos de casos policiais” até porque não pode “exprimir nada” sobre a sua tese a qual, defendeu, “é uma opinião fundamentada e partilhada por outros inspectores”. ‘A Mordaça Inglesa “traz à opinião pública a questão das providências cautelares que põem em causa os direitos dos cidadãos”, salientou o antigo inspector segundo o qual “as providências cautelares têm sido utilizadas pelos advogados dos McCann para intimidar outras pessoas”. Na nova obra, Gonçalo Amaral discute “a fundamentação da providência cautelar” (de que foi alvo) e que “está baseada em mentiras”. Amaral considera que seria “o cúmulo dos cúmulos” e um “atentado à inteligência dos portugueses” se este seu novo livro for igualmente alvo de uma providência cautelar. O livro ‘A Mordaça Inglesa - A História de um Livro Proibido’ foi apresentado pelo advogado e professor de direito Carlos Abreu Amorim.

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O presidente da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República (CNCCR) disse desconhecer os custos um milhão de euros – do projecto da Câmara de Paredes de erguer um mastro gigante, de, mas considerou a iniciativa interessante. A Câmara de Paredes quer associar-se às celebrações do centenário da implantação da República com a construção de um mastro com cem metros de altura para suportar a bandeira de Portugal, a maior do país e uma das maiores do Mundo, segundo o autarca local, mas os custos do projecto, estimados em um milhão de euros, estão a suscitar polémica no concelho. Em declarações aos jornalistas à margem da cerimónia de posse de Rui Vieira Nery como vogal da Comissão Nacional, no Palácio de Belém, o presidente da comissão, o ministro da Defesa, Artur Santos Silva, confirmou ter dado aval ao

projecto, mas disse desconhecer os custos envolvidos. “A Comissão foi solicitada para dar o seu apoio no sentido de considerar que era uma iniciativa interessante”, disse Santos Silva, adiantando que a CNCCR fez algumas propostas, nomeadamente para que seja prevista a intervenção de um “escultor de mérito português” no mastro. Santos Silva acrescentou que a

iniciativa também mereceu “palavras de estímulo” por parte do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva. Quanto aos custos da iniciativa, o responsável afirma que a Comissão Nacional não teve qualquer “envolvimento no suporte financeiro”, referindo apenas saber que o presidente da Câmara de Paredes, Celso Ferreira (PSD), “pretende mobilizar alguns apoios na comunidade local”. A Comissão Nacional encara esta iniciativa como “mobilizadora e interessante”, disse Artur Santos Silva, para quem as celebrações devem servir “para reforçar a nossa identidade” e a bandeira nacional é “um dos elementos centrais da nossa identidade” que deve ser “revalorizado”. O responsável dá o exemplo de cidades de outros países onde as bandeiras de grande porte constituem uma referência, designadamente em Madrid.

™™™TROFA

CONCURSO DA RABANADA 2009 ANIMA NATAL

Luísa Menezes foi a vencedora, entre 21 concorrentes, do Concurso da Rabanada, edição 2009, organizado pela Câmara Municipal da Trofa e pela Associação Empresarial do Baixo Ave. A concurso estiveram mais de 460 Rabanadas que depois foram distribuídas por quem aproveitou a tarde do passado domingo, 13 de Dezembro, para fazer compras nas principais ruas da Trofa. O Concurso da Rabanada insere-se

no programa de animação do Natal 2009 e é, segundo a Presidente da Câmara Municipal da Trofa, Joana Lima, “uma excelente oportunidade para preservar e divulgar as tradições gastronómicas locais e para promover e animar o comércio tradicional”. A avaliar as rabanadas a concurso estiveram José Magalhães Moreira, vice-presidente da Câmara Municipal da Trofa, Manuel Pontes, Presidente da Associação Empresarial do Baixo Ave, Luciano Lagoa, Pároco da Freguesia de S. Martinho de Bougado e Elísio Bernardes, Chefe e Professor na Escola de Hotelaria e Turismo.

Este ano foram ainda distinguidas as Rabanadas apresentadas a concurso pela Padaria PANTIR com o segundo prémio e as Rabanadas confeccionadas pelo Restaurante Flor do Ave com o terceiro prémio. Depois do concurso e da festa da rabanada, a festa das iguarias de Natal continua com a realização da Rota das Rabanadas, que permite, durante todo o mês de Dezembro, a quem visite os estabelecimentos aderentes (cafés, restaurantes e confeitarias) provar as mais diversas receitas deste típico doce, dando mais sabor à quadra natalícia dos trofenses e promovendo a visita ao comércio local.


Sobrado Tribuna do Leitor

O RIO FERREIRA (1) INTRODUÇÃO Há 570 milhões de anos (Ma), Valongo e arredores encontravamse cobertos pelo mar. A posição dos continentes não era que é hoje e os mares do Período Ordovícico ainda cobriam estas terras há 450 Ma. No final do Período Ordovícico e início do Silúrico, há cerca de 435 Ma, o clima era muito frio nestas zonas, onde ocorrem depósitos com características glaciárias que se sobrepõem às já existentes. Arenitos e xistos, os sedimentos mais antigos registados, foram depositados nestas zonas há cerca de 375 Ma. Dessas ficaram, até hoje, para além de outras, duas coisas muito importantes: Fósseis de animais marinhos e de plantas, que vieram possibilitar a criação do actual Parque Paleozóico de Valongo e, em fase de diferenciação magmática, com a conjunção de diversos processos de origem turbídita (actividade vulcânica submarina e pré-concentração do tipo paleo-placas), surgiu o que hoje se designa por “Distrito auriantimonífero Dúrico-Beirão”. Este distrito é constituído por dezenas de jazigos de metais, entre os quais o ouro, os quais vieram a ser explorados pelos Romanos (havendo, até, indícios de exploração em épocas pré-romanas) e, mais tarde, pelos Mouros. Essas explorações foram, no Concelho de Valongo, levadas a cabo no que são hoje as Serras de Santa Justa e Pias, em diversas minas designadas por “fojos”. Desse evoluir geológico foi-se “acertando” a paisagem em geral e a da nossa zona em particular. Ficaram os montes, os planaltos, as planícies e, claro, os cursos de água. Destes cursos de água, e para este momento, interessa-nos especialmente o Rio Ferreira.

PERCURSOS E RECURSOS O rio Ferreira nasce em Paços de Ferreira e aí permanece numa extensão de 13 km, entra em Paredes em 6,2 km, espraia-se por Valongo em 16 km e desagua em Gondomar, num braço de 7,8 km, indo desaguar no Rio Sousa, no Lugar da Ribeira de Cima, mas a sua bacia hidrográfica ocupa 183,45 km2 e o perímetro de 83 km. Na área da bacia hidrográfica do rio Ferreira residem cerca de 200 mil habitantes e existem uma minihídrica em Lordelo e dois sistemas de tratamento de águas residuais (ETAR), um no concelho de Paços de Ferreira e outro em Valongo. Dizem as Memórias Paroquiais acerca do Rio Ferreira: “(…) nasce na serra de Santa Águeda, e tem o seu princípio com duas fontes, que nascem separadas

meio quarto de légua; uma nasce em São Pedro de Raimonda, outra em São João de Codeços, freguesias do Arcebispado de Braga; juntam-se estas fontes ambas por baixo da Ponte de Sobrão na freguesia de Paços de Ferreira, que dista de seus nascimentos uma légua”(…). No seu trajecto, passa pelas freguesias de Pedro de Raimonda, Ferreira, Paços de Ferreira, Sobrão, Frazão, Arreigada, Modelos (estas no Concelho de Paços de Ferreira), Lordelo, Rebordosa (no Concelho de Paredes), Sobrado, Campo (no Concelho de Valongo), S. Pedro da Cova e Foz do Sousa (no Concelho de Gondomar). O Rio Ferreira tem vários afluentes, entre os quais os rios Eiriz e Carvalhosa e vários ribeiros e ribeiras, alguns hoje já quase sem importância. O rio Ferreira desenvolve-se ao longo de, aproximadamente, 43 km, possui um módulo de 5,17 m3/s e uma inclinação média de 0,89 %. As águas do Rio Ferreira sempre foram aproveitadas para irrigar os campos marginais e alimentar a indústria moageira, principalmente a moagem do milho, centeio e linho para as povoações vizinhas. Era, então, também aproveitado para a lavagem da roupa. Hoje, o Rio Ferreira, embora bastante poluído, serve para irrigação dos campos marginais e lavagem da roupa, já que muitas senhoras, em Belói (S. Pedro da Cova), teimam em lavar lá a sua roupa. Foi, também, e ainda é, em parte, um importante meio para o mundo da pesca, também de concurso, pois sempre foi uma fonte abundante de peixe até a poluição dar cabo dele. Contribui, ainda, como sub-

afluente do rio Sousa para o abastecimento de água à cidade do Porto. Foi palco de batalhas (a mais conhecida é a Batalha de Ponte

Ferreira a 23 de Julho de 1832 entre Liberais – de D. Pedro IV - e Miguelistas/Absolutistas – de D. Miguel, irmão daquele) e de outras lutas muito mais antigas que de-

ram lendas, como, por exemplo, a Lenda do S. João de Sobrado. (continua)

Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Ferreira e dos seus afluentes

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Douro ™™™OPINIÃO

™™™MESÃO FRIO

CONCERTO DE NATAL QUE É FEITO DA AUDITORIA? AQUECE NOITE FRIA

Entidade Turística do Douro

O Douro tem sido, ao longo dos anos, um anjo protector do político socialista António Martinho: passou pela Assembleia da República, como deputado, onde mesmo com atraso lá foi falando no Douro; em seguida passou pelo Museu do Douro transitando daí para Governador-Civil do Distrito de Vila Real e agora, de uma maneira surpreendente, tem o destino do Turismo do Douro nas suas mãos. Pelo menos assim consta no papel já que é opinião generalizada que o homem forte e com mais visibilidade nesta área tem sido Ricardo Magalhães. Como poderemos constatar, em nome do Douro, António Martinho tem levado uma vida recatada, demonstrando um apurado sentido de oportunidade. Um dos primeiros actos públicos de António Martinho, fugindo à incerteza de Governador Civil para assumir os garantidos quatro anos de mandato no Douro, foi a denúncia de um deficit da nova entidade turística do Douro a que presidia, como sendo, só para começar, de perto do meio milhão de euros. Noutra declaração posterior, fez constar que iria fazer uma auditoria às contas das três entidades que “herdara”. Como se sabe, e Martinho assim e então o justificou, aquele valor era devido à integração na Turismo do Douro da Junta de Turismo das

Termas das Caldas do Molêdo e das ex-regiões de Turismo do Douro Sul e da Serra do Marão, como então a nova lei das regiões de turismo determinava. Assim, parecia que as três entidades que se extinguiam deixavam atrás de si um imenso rol de dívidas. Apareceu então, num direito de resposta que como tal não foi pedido, onde o responsável da Serra do Marão dava conta que, além do valioso Património imobiliário (Palácio dos Marqueses de Vila Real), ainda entregara cerca de 400 mil euros no encerramento das suas contas e na transferência para o Douro. Nunca se soube de um desmentido ou pedido de desculpas por parte de António Martinho à Serra do Marão e aos seus responsáveis, permanecendo a dúvida de quem estaria a falar verdade: se o Marão fechou as contas na positiva e o desmentido era verdadeiro, ou se se mistificou as contas. Martinho nem desmentiu, nem se justificou nem pediu desculpa a quem eventualmente ofendera. Isto é tão mais grave quanto, não havendo até hoje qualquer notícia, nomeadamente sobre a famigerada auditoria às contas, se analisam e se comparam, com os dados que conhecemos, os resultados do Marão e Douro Sul. Sabendo nós que o Douro Sul tinha um saldo negativo – bem perto daquele primeiro valor em fal-

ta – e sendo verdade o que o responsável do Marão afirmava, como era possível que de duas entidades em tudo semelhantes – atribuições, obrigações, competências, encargos, e verbas disponíveis – como era possível tal discrepância? Fazendo as duas o mesmo, com idênticos orçamentos, e uma entrega de um valor positivo em tudo semelhante ao que o outro apresenta como negativo? E sobre as Termas do Molêdo o que há para dizer? São devidos esclarecimentos não só à Assembleia Geral da Turismo do Douro, onde pontificam os 19 autarcas da Região e representantes de entidades governamentais e regionais e ainda o sector privado, mas também uma justificação clara e cabal do sucedido à Comunicação Social que, pelo menos até agora, parece ter esquecido o assunto, principalmente os órgãos que então fizeram eco das lamúrias e do desmentido da Serra do Marão. Não tem a Turismo do Douro um “Fiscal Único” responsável pelas contas? Ou será que o acordo pré-eleitoral em Lamego para garantir eleição e lista única também contemplava o silêncio contabilístico? Aguarda-se... João Rodrigues

A Câmara Municipal de Mesão Frio promoveu, no passado sábado, dia 12 de Dezembro, na Igreja de Santa Cristina, um Concerto de Natal. A convite da Câmara Municipal, o Coro do Mosteiro de Grijó, Vila Nova de Gaia, brindou os presentes com uma admirável prestação. A noite apresentava-se fria e nem isso afastou os amantes do canto coral e gregoriano da Igreja de Santa Cristina que ali se deslocaram para assistirem ao Concerto de Natal promovido pela Câmara Municipal de Mesão Frio. O programa prometia e

™™™VILA REAL

o Coro do Mosteiro de Grijó fez jus à fama que o precede, oferecendo ao público presente na Igreja de Santa Cristina, em Mesão Frio, obras musicais de compositores de vulto, tais como, Palestrina, Vodnansky, Hassler, Michael Praetorius, Gaspar Fernandes, Rheinberger, Morten Lauridsen e Francis Poulenc. Foi a primeira apresentação do Coro do Mosteiro de Grijó em Mesão Frio. Dirigido pelo maestro Joaquim Marçal, este coro - que existe desde 1989, já percorreu os quatro cantos do mundo.

A PSP E O EXCESSO DE ZELO

Em plena época natalícia os comerciantes da zona histórica da cidade de Vila Real vivem num enorme desespero em virtude da estratégia levada a cabo pela autarquia já que, em toda esta zona, as dificuldades para o estacionamento dos potenciais clientes são muitas. Só se consegue encontrar lugar para estacionamento pagando. Segundo os comerciantes tudo isto acontece para favorecer o centro comercial Dolce Vita. Dizem mesmo que para aquela zona, do Centro Comercial, todos os acessos são largos e os espaços para estacionamento gratuito são muitos. Como se tudo isto -já por si- não fosse suficientemente danoso para o comércio tradicional a PSP tem atacado nos últimos dias toda a zona histórica com vários agentes e várias viaturas salientando-se nesta acção a viatura de reboque para actuar de imediato. Os comerciantes afirmam que o negócio está fraco e dizem mesmo ter colegas que passam dias sem que um cliente lhes entre pela porta dentro. Não compreendem que a PSP, assim como outras autoridades com responsabilidade, não tenham em conta a época natalícia e as condicionantes naturais da zona histórica. Em situações idênticas, no resto do País, a PSP tem uma actuação compreensiva e tolerante, afirmam. Em causa não está a perturbação e o normal fluxo do trânsito mas sim uma descarada caça à multa por parte da secção de trânsito da PSP de Vila Real, actuando de rompante com vários elementos para que a surpresa seja eficaz. Não deixa de ser caricato que durante a noite a mesma zona tenha sido alvo de vários assaltos devido à falta de patrulhamento eficaz. Afinal… Com esta actuação a PSP vai “direitinha para o Céu”. João Rodrigues

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Actualidade Ambiente

Sismo

TEMPERATURA EM PORTUGAL AUMENTA ABALO SENTIDO NO PORTO NÃO MOTIVOU PREOCUPAÇÃO MAIS QUE NO RESTO DO PLANETA A temperatura média em Portugal está a aumentar a um ritmo mais rápido do que no resto do mundo, com um crescimento de 0,33 graus por década, segundo a análise climatológica da última década. “Verifica-se um aumento da temperatura média de 0,33 graus à década, um ritmo de crescimento superior ao que se verifica fora de Portugal, em termos mundiais. A temperatura de 2009 ficou muito acima dos valores médios, quase um grau”, afirmou Adérito Serrão, presidente do Instituto de Meteorologia. O responsável, que citava dados do relatório preliminar da análise climatológica de Portugal Continental da década 2000-2009, precisou que, tendo em conta apenas os valores de referência do país, a temperatura média em 2009 ficou 0,9 graus acima do normal. Comparativamente às temperaturas no resto do mundo, Portugal ficou este ano entre 0,55 e 0,33 graus acima dos valores médios.

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“É praticamente o dobro daquilo que foi registado em termos mundiais como anomalia relativamente ao valor de referência. O aquecimento em Portugal vai já para além dos valores médios registados em termos do globo”, disse. Verifica-se mesmo uma “consistência” nesta tendência de aquecimento, pelo ritmo que se mantém há já quatro décadas. “O aumento de 0,33 graus à década é muito significativo. Com este ritmo, em 60 anos atingiam-se os dois graus de aumento de temperatura média em Portugal, isto se se mantivesse o ritmo e não fosse inclusivamente agravado, porque a tendência é de ligeiro agravamento desta elevação da temperatura”, explicou. O relatório revela também uma diminuição da precipitação, com valores abaixo das médias de referência da Organização Meteorológica Mundial (OMM). “Temos primaveras mais curtas em termos de precipitação, assim como invernos, que estamos a alternar entre secos e chuvosos”, afirmou Adérito Serrão, acrescentando que esta década teve o inverno mais seco desde que há registo e o terceiro mais

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chuvoso dos últimos anos. Estes dados traduzem uma intensificação dos episódios extremos, como aconteceu entre 2004 e 2006, com uma seca bastante prolongada. As ondas de calor também têm sido várias, uma delas com duração superior a 15 dias, que teve repercussões como vítimas mortais e incêndios florestais. Foi também nesta década que se bateram recordes: em termos de temperaturas máximas, 2003 registou a maior de sempre, com 47,4 graus na Amareleja. Já em 2005 houve a temperatura mínima mais acentuada, nas Penhas Douradas, e em 2001 ocorreram fenómenos de precipitação elevada. O aumento de calor em Portugal verifica-se pelo aumento do número de noites tropicais, com temperaturas mínimas superiores a 20 graus, e pelo aumento do número de dias de verão, com temperaturas máximas superiores a 25 graus. “O ano de 2009 foi um dos dez mais quentes, sendo que oito deles verificaram-se desde 1990”, salientou. Este estudo para Portugal foi feito a partir do relatório climatológico mundial da última década.

O sismo registado na madrugada de quinta-feira em todo o território nacionall, com maior intensidade no Sul, não motivou grandes preocupações na população do Grande Porto a avaliar pelo reduzido número de chamadas telefónicas recebidas pelas corporações de bombeiros da região. Numa ronda efectuada pela agência Lusa, os bombeiros Sapadores de Gaia contaram ter recebido alguns telefonemas de pessoas a solicitar uma explicação para o que sentiram, já os Sapadores do Porto disseram que “não se registou nada da alarmante” e as chamadas telefónicas foram “poucas”. Os bombeiros de Leixões e de Leça/Matosinhos, Maia e Valongo disseram não ter registado qualquer pedido de apoio ou explicação para o sismo. Também em Gondomar, os bombeiros não registaram “nada de especial”.

No Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) do Porto, o telefonista de serviço contou ter “sentido a cadeira a tremer” mas afirmou que não houve qualquer pedido especial relacionado com o acontecimento. A maioria dos habitantes do Grande Porto parece não se ter apercebido do fenómeno e os que admitiram ter sentido o sismo estavam acordados. Com magnitude 6.0 na escala de Richter, o epicentro do sismo localizou-se a cerca de 100 quilómetros a Oeste-Sudoeste do Cabo S.Vicente.

EM FAFE FOI MAIS INTENSO Se no Porto o abalo passou quase despercebido, o mesmo já não se pode dizer na zona de Guimarães/Fafe. Em Arões, a meio caminho entre as duas cidades minhotas, houve muita gente que acordou alarmada pelo sismo que terá tido ali maior amplitude. No entanto tudo não passou de um susto, não havendo estragos a registar.


Passatempo Cruzadas

Lendas Os Tripeiros

VERTICAIS

HORIZONTAIS

1. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 12. 13.

2. 9. 10. 11. 15. 17. 18. 19.

Que origina o frio Que não tem ordem Que se enganou Que se faz reciprocamente entre duas ou mais pessoas Que remunera Que pertence ou se refere à arte de navegar Que revela imaginação viva Que se estende muito para baixo ou abaixo da superfície Que pertence ou se refere ao metro ou à metrificação Que provém do cruzamento de espécies, raças ou variedades diferentes 14. Que se ferrou 16. Que se isolou

Que não sabe governar-se Que nasceu depois da morte do pai Que se parcelou Que se lavrou Que se enxerga com dificuldade Que se justificou Que não se mexe Que não é transparente

No ano de 1415, construíam-se nas margens do Douro as naus e os barcos que haveriam de levar os portugueses, nesse ano, à conquista de Ceuta e, mais tarde, à epopeia dos Descobrimentos. A razão deste empreendimento era secreta e nos estaleiros os boatos eram muitos e variados: uns diziam que as embarcações eram destinadas a transportar a Infanta D. Helena a Inglaterra, onde se casaria; outros diziam que era para levar El-Rei D. João I a Jerusalém para visitar o Santo Sepulcro. Mas havia ainda quem afirmasse a pés juntos que a armada se destinava a conduzir os Infantes D. Pedro e D. Henrique a Nápoles para ali se casarem... Foi então que o Infante D. Henrique apareceu inesperadamente no Porto para ver o andamento dos trabalhos e, embora satisfeito com o esforço despendido, achou que se poderia fazer ainda mais. E o Infante confidenciou ao mestre Vaz, o fiel encarregado da construção, as verdadeiras e secretas razões que estavam na sua origem: a conquista de Ceuta. Pediu ao mestre e aos seus homens mais empenho e sacrifícios, ao que mestre Vaz lhe assegurou que fariam para o infante o mesmo que tinham feito cerca de trinta anos atrás aquando da guerra com Castela: dariam toda a carne da cidade e comeriam apenas as tripas. Este sacrifício tinha-lhes valido mesmo a alcunha de “tripeiros”. Comovido, o infante D. Henrique disse-lhe então que esse nome de “tripeiros” era uma verdadeira honra para o povo do Porto. A História de Portugal registou mais este sacrifício invulgar dos heróicos “tripeiros” que contribuiu para que a grande frota do Infante D. Henrique, com sete galés e vinte naus, partisse a caminho da conquista de Ceuta.

Sudoku

Mais vale rir Um bêbado estava a descer uma ravina levando nas mãos, fortemente agarrada, uma garrafa de bagaço. De repente estatelou-se, rebolando por ali abaixo. Quando se levantou, apalpou-se e sentiu-se molhado… – Deus queira que seja sangue – exclamou, procurando a “bendita” garrafa.

Cruzadas

s Soluçõe

Sudoku

Dois bêbados entraram num eléctrico, no Porto, e confundiram o revisor com um oficial da marinha. Foram apresentar os bilhetes e o oficial esclareceu-os: – estão enganados, eu não sou o revisor –. Os homens insistiram e ele repete: - não sou revisor, já disse –. Um dos bêbados pergunta: - Não é o revisor? Então quem é? – Sou oficial da Marinha, responde Então eles viram-se um para o outro e exclamam: … arre, como é que viemos ter a um barco? Há uns anos o Jardel foi ao médico do Porto reclamando de uma dor generalizada! O médico pediu que explicasse – Olhe doutor, o meu corpo todo dói. Onde eu ponho o dedo dói. Se boto o dedo na cabeça, dói. Se boto o dedo na perna, dói. Se ponho o dedo na barriga, dói. O senhor sabe o que eu tenho? Será que vou morrer, doutor? - Deixa lá ver a tua mão -, pediu o médico, curioso. E lançou-lhe logo a seguir: Mas que coisa Jardel, o que tu tens é o dedo partido!

18 de Dezembro 2009 CD 15


CORREIO DOURO do

   

                  

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16 CD

18 de Dezembro 2009


Correio do Douro #13