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Pinto vai governar com PSD

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Gondomar

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CORREIO DOURO Pg.|8

www.correiododouro.pt

do

director|OSCAR QUEIRĂ“S

ano|59 nĂşmero|10 nova sĂŠrie

Sexta, 6 de novembro de 2009

preço|0,25₏

QUINZENAL

REGIONALISTA

Fernando Melo empossado pela 5.ÂŞ vez

Vila Real

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Entrevista com Pedro Ramos

PĂ GINA|9

Por: JoĂŁo Rodrigues

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PJ prende armas em Amarante

Purga no PS/Porto

Valongo

Policia



               

            

           

O número de militantes que a distrital do PS/Porto pode expulsar, no âmbito do processo que inclui nomes como Narciso Miranda (Matosinhos) e Maria JosÊ Azevedo (Valongo), poderå ascender aos 150, noticiou hå dias a agência Lusa, citando fontes socialistas.

O Rotary Clube de Valongo promoveu um jantar de homenagem Ă  MisericĂłrdia de Valongo, evento que decorreu no Lar da homenageada a quem os rotĂĄrios valonguenses reconhecem a imensa obra de solidariedade que vem desenvolvendo no concelho.

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A fechar PolĂŠmica de regresso?

CruciďŹ xos nas salas de Aumentam as mortes aula, sim ou nĂŁo? AlguĂŠm se importa?

A presença de crucifixos nas salas de aula das escolas pĂşblicas deve ser equacionada pelo conselho geral de cada escola ou agrupamento, considera a Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE). “A questĂŁo deverĂĄ ser equacionada a nĂ­vel do conselho geral de cada escola/agrupamento, a fim de mandatar o director para uma tomada de decisĂŁoâ€?, lĂŞ-se num comunicado daquela entidade. Aos jornalistas a presidente da CNIPE, Maria JosĂŠ Viseu, justificou a posição com o facto de o conselho geral ser “o ĂłrgĂŁo mĂĄximo de decisĂŁo das escolas, onde estĂĄ representada toda a comunidade educativaâ€?. Por esse motivo, a questĂŁo dos crucifixos “deverĂĄ caber a cada escola ou agrupamento, processando-se de acordo com a realidade de cada territĂłrio educativo e salvaguardando sempre o respeito pelas mino-

riasâ€?, afirmou. Maria JosĂŠ Viseu opĂľe-se Ă  existĂŞncia de uma lei geral sobre o assunto, jĂĄ que, no seu entendimento, “a decisĂŁo sobre a colocação ou a retirada de sĂ­mbolos religiosos das salas de aulas deverĂĄ ser tomada segundo os critĂŠrios de cada comunidadeâ€?. O comunicado da CNIPE recorda, por outro lado, que a Constituição portuguesa ĂŠ laica, apesar da forte tradição catĂłlica do paĂ­s, e que a escola pĂşblica recebe cada vez mais alunos de outras tradiçþes religiosas ou ateus. Recorde-se que a polĂŠmica regressou a Portugal depois de, na Ăşltima terça-feira, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos pronunciar-se unanimemente contra a obrigatoriedade da presença de sĂ­mbolos religiosos nas escolas pĂşblicas, em resposta a uma queixa de uma italiana que pediu a retirada dos crucifixos das salas de aula de um estabelecimento escolar pĂşblico onde os seus filhos estudavam. O tribunal considerou que “a exibição obrigatĂłria do sĂ­mbolo de uma determinada confissĂŁo em instalaçþes utilizadas pelas autoridades pĂşblicas e, especialmente em aulasâ€?, restringe os direitos paternos de educarem os seus filhos “em conformidade com as suas convicçþesâ€?. E adiantou que a exposição do sĂ­mbolo cristĂŁo tambĂŠm limita “o direito das crianças a crerem ou nĂŁoâ€?.

COMENTà RIO CURTO Hå por aí milhentos cafÊs e similares com símbolos que detesto, designadamente o de um clube de futebol que me causa urticåria. E o pior Ê que o meu filho tambÊm frequenta alguns desses estabelecimentos pelo que temo que possa ser influenciado‌. Vou fazer como a italiana, vou recorrer ao Tribunal Europeu para que ordene a sua retirada. E jå que estou com a mão na massa, vou pedir tambÊm que retirem a cerveja Sagres. Só gosto da Super Bock.

por causa da droga

As mortes provocadas pela droga subiram 45 por cento entre 2006 e 2007 em Portugal, segundo os dados do ObservatĂłrio Europeu da Droga e da ToxicodependĂŞncia, ressalvando, porĂŠm, que este nĂşmero ĂŠ “inflacionadoâ€? pelo mĂŠtodo usado pelas autoridades portuguesas para as calcular. O relatĂłrio anual do ObservatĂłrio, apresentado anteontem, regista 314 mortes por consumo de droga em 2007, mas salienta que, no caso portuguĂŞs, qualquer traço de estupefaciente detectado na autĂłpsia conta como morte induzida pela droga, o que produz um nĂşmero “inflacionadoâ€?. As mortes contabilizadas em Portugal em 2007 representam, segundo o relatĂłrio, um aumento de 45 por cento em relação a 2006. Entre 2003 e 2007, estes nĂşmeros aumentaram mais de 150 por cento. O relatĂłrio esclarece ainda que hĂĄ duas estatĂ­sticas concorrentes para o cĂĄlculo destes nĂşmeros: as do registo geral de mortali-

dade do Instituto Nacional de Estatística e as do Instituto de Medicina Legal, consideradas as mais fiåveis por se basearem em testes toxicológicos. Na lista dos países europeus analisados, Portugal estå no oitavo lugar da contagem dos países com mais mortes por milhão de habitantes, liderada pelo Luxemburgo, que registou apenas 22 mortes em 2007, mas tem menos população. O país com mais mortes no total Ê o Reino Unido, com 2025 casos. Dos países analisados, a Turquia Ê o que regista menos mortes por milhão de habitantes, com menos de cinco casos. Em 55 por cento dos casos contabilizados em Portugal, apenas opiåceos ou opiåceos usados com cocaína e ålcool foram encontrados. A idade mÊdia dos mortos portugueses Ê de 34 anos e 91 por cento são homens.

PSP PRENDE SUSPEITOS DE ROUBOS SOB AMEAÇA DE ARMA

- Um deles ĂŠ de Valongo A PSP do Porto deteve ontem quatro indivĂ­duos e apreendeu duas viaturas, uma das quais associada a diversos roubos sob ameaça de arma de fogo. Foi durante a madrugada de quinta-feira, no Bairro do Aleixo, que a PSP deteve um ajudante de tipĂłgrafo de 18 anos, residente em Valongo, “suspeito da prĂĄtica reiterada de inĂşmeros ilĂ­citos criminaisâ€?, diz a polĂ­cia. As autoridades apreenderam, ainda, “um veĂ­culo ligeiro de passageiros de marca Renault, modelo Laguna, que constava para apreenderâ€?, de acordo com uma “denĂşncia formalizada junto da Esquadra da PSP de Rio Tintoâ€?. A viatura estava “associada a diversos roubos sob ameaça de arma fogoâ€?, alguns dos quais foram cometidos na segunda, terça e quarta-feira, em Valongo, Paredes e S. Mamede Infesta. A PolĂ­cia JudiciĂĄria foi informada sobre a situação “para continuação das diligĂŞncias processuais relacionadas com os roubos da sua exclusiva competĂŞnciaâ€?, acrescentou fonte da PSP. TambĂŠm no bairro do Aleixo, a PSP deteve, quarta-feira, um homem de 30 anos, residente em Matosinhos, tendo apreendido “uma arma de fogo, tipo caçadeira, seis muniçþes de calibre 12 milĂ­metros, um par de luvas e uma viatura ligeira de passageirosâ€?. O carro, um Honda Civic, constava para apreender conforme denĂşncia formalizada na PSP de Braga. Para alĂŠm disso, foi detido no mesmo dia, no bairro da SĂŠ, um sujeito, desempregado, de 21 anos que tinha na sua posse heroĂ­na, cocaĂ­na e haxixe suficientes para 31, 19 e 120 doses individuais respectivamente. Em Gaia, na rua Soares dos Reis, a PSP deteve um estudante de 17 anos, que estava na posse de haxixe suficiente para 27 doses individuais.

ficha tĂŠcnica

CORREIO DO DOURO

– QUINZENà RIO www.correiododouro.pt

Propriedade Condor Publicaçþes, Lda. Contr. 508923190 Sede e Redacção Rua Dr. João Alves Vale, 78 – Est. D – 4440-644 VALONGO Tel. 224210151 – Fax 224210310

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6 de Novembro 2009

Director|Oscar Queirós Chefe de Redacção|João Rodrigues Redacção e Colaboradores|Victorino de Queirós - J. Rocha - J. Silva - E. Queirós -Nuno Victorino - Carlos Silva, Marquês do Vale.  Editor Miguel Pereira João Rodrigues Filho

CORREIO ELECTRĂ“NICO:         

        

 

      

      

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Actualidade

ROTÁRIOS DE VALONGO HOMENAGEARAM SANTA CASA DA MISERICÓRDIA

O Rotary Clube de Valongo promoveu um jantar de homenagem à Misericórdia de Valongo, evento que decorreu no Lar da homenageada a quem os rotários valonguenses reconhecem a imensa obra de solidariedade que vem desenvolvendo no concelho. Os rotários aproveitaram a ocasião para procederem à entrega de uma cadeira de rodas eléctrica a um sobradense tetraplégico.

Esta reunião-homenagem dos rotários valonguenses teve a participação de vários convidados, designadamente personalidades oriundas dos clubes congéneres de Amarante, Vila Real, Vila de Conde, mas também outras figuras, como Manuel Lemos, presidente do secretariado nacional da União das Misericórdias Portuguesas que, apesar da “agenda carregada, a um acto destes não podia faltar”, salientando “o nosso lema: um português um abraço, três portugueses uma misericórdia”. Carmindo Cardoso, após fazer a apresentação personalizada dos rotarys, lembrou a essência do clube: “dar de si sem pensar em si”. Manuel Poças, no seu discurso fez uma incursão pelas valências da Santa Casa da

O número de militantes que a distrital do PS/Porto pode expulsar, no âmbito do processo que inclui nomes como Narciso Miranda (Matosinhos) e Maria José Azevedo (Valongo), poderá ascender aos 150, noticiou há dias a agência Lusa, citando fontes socialistas. O processo foi desencadeado pelas estruturas do PS/Porto contra os militantes do partido que concorreram nas recentes eleições em listas opositoras às do partido. O presidente da Comissão de Jurisdição Distrital do Porto, Luís Cunha, disse que “o número de militantes que poderão vir a ser expulsos varia entre os dois e algumas dezenas”, não querendo avançar com mais dados uma vez que “os processos estão ainda em averiguação para instrução”. No entanto, outras fontes asseguraram que o número de militantes que

Uma cadeira para tornar um pouco melhor a vida a quem o infortúnio bateu à porta

Timóteo Jorge Moreira Misericórdia de Valongo, incluindo a “Mãe d Água”, casa de apoio a crianças em risco, tudo razões que justificam a homenagem. Albino Poças, Provedor da Santa Casa, mostrou-se bastante emocionado pela homenagem prestada à instituição que dirige e lembrou que cada vez mais a obra cresce dando como exemplo a recente construção do Pavilhão Multiusos, a inaugurar no próximo dia 8 de Dezembro. Finalmente, Timóteo Jorge Moreira, presidente do Rotary Clube de Valongo interveio para uma sumária explicação dos fundamentos e objectivos do movimento rotary que em todo o mundo trabalha para os mais necessitados, aproveitando para salientar uma das prioridades do movimento

que é a luta contra a poliomielite, uma doença incapacitante que pode ser combatida. O Rotary em Valongo tem quatro clubes – Valongo, Ermesinde, Rotaract e Interact – e faz parte do movimento internacional. Tem por objectivo estimular o ideal de servir, promovendo e apoiando o desenvolvimento.

“EU PAGO” Rotary Clube de Valongo aproveitou esta homenagem para em conjunto, proceder à entrega de uma cadeira eléctrica a um doente tetraplégico de Sobrado vítima de um acidente rodoviário. A cadeira custou cerca de 25 mil euros, valor que deixou perplexos alguns dos pre-

sentes. Carmindo Cardoso, no acto da entrega esclareceu que “a palavra desistir é proibida no movimento rotary. E apesar de ainda haver um buraquito na aquisição [da cadeira], cá estamos nós, muitos felizes por fazer mais uma pessoa feliz, contribuindo para uma melhor qualidade de vida a quem o infortúnio bateu à porta”. No final da sua intervenção, um dos rotários presentes, questionou sobre a dimensão do “buraquito” ao que Cardoso respondeu ser de cerca de 2000 euros. O rotário que perguntara decidiu “dar de si sem pensar” e rematou: - Eu pago!

CARLOS SILVA

Purga no PS/Porto

MAIS DE UMA CENTENA DE MILITANTES PODERÃO SER EXPULSOS

Renato Sampaio podem vir a ser expulsos do partido ultrapassa os cem, podendo mesmo chegar aos 150. Luís Cunha avançou apenas com os no-

mes dos concelhos onde as expulsões podem ocorrer: Felgueiras, Valongo, Marco de Canaveses, Matosinhos e Porto. Recorde-se que no dia 19 de Outubro, o presidente da distrital socialista, Renato Sampaio, anunciou que tencionava levar

à Comissão de Jurisdição do partido processos internos que poderiam levar à expulsão de militantes como Narciso Miranda e Maria José Azevedo, além dos filiados que tenham apoiado as suas listas.

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Valongo A mensagem

O gato e o canĂĄrio O Valonguenses JosĂŠ Moreira, tambĂŠm conhecido por “Diogoâ€? ĂŠ um criador de canĂĄrios, tendo em sua casa - e em condiçþes apropriadas – centenas de exemplares. Todos os anos a reprodução ĂŠ enorme pelo que se vĂŞ na contingĂŞncia renovar os pĂĄssaros. E como convive diĂĄria e apaixonadamente com os bichinhos, a separação ĂŠ sempre um processo difĂ­cil. Diogo gosta de todos os canĂĄrios mas sabe que tem que haver cedĂŞncias de lugar de uns para os outros. Mas abater uma ave ĂŠ que nĂŁo. “NĂŁo se abate este cantadorâ€?, diz ele, “abre-se-lhe a gaiola e ele voarĂĄ para as ĂĄrvores, onde cantarĂĄ livrementeâ€?, enfatiza. E foi o que fez recentemente com um dos seus “cantadoresâ€?: abriu a gaiola e soltou o pĂĄssaro. Era mais um adeus a um dos seus. SĂł que, ao contrĂĄrio dos ante       bicho, nascido ali, decidiu que era aquela a sua casa pelo que regressou. AtĂŠ aqui, nada que jĂĄ nĂŁo tenha acontecido, dirĂĄ o leitor. Pois claro‌ Mas espere pelo resto:      Moreira regressava apĂłs o horĂĄrio laboral, foi recebido pela sua gata que, espante-se, ostentava na boca, com suavidade, o canĂĄrio libertado essa manhĂŁ. VivĂ­ssimo! O pĂĄssaro havia regressado e como o dono nĂŁo estava decidiu     gato. E este, para o proteger – calcula-se – deu-lhe guarida na boca, sem lhe provocar o mais leve dos danos. “Diogoâ€? percebeu que nĂŁo podia mais separar-se daquele canĂĄrio. Nem da gata. Num mundo onde entre nĂłs, humanos, vale tudo, literalmente, a Natureza, ou Deus – ou ambos – decidiu mandar uma mensagem. “Diogoâ€? entendeu-a. NĂłs tambĂŠm.

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EXPOSIĂ‡ĂƒO DE CANĂ RIOS NO PAVILHĂƒO

Carlos Silva

O PavilhĂŁo Gimnodesportivo de Valongo recebeu hĂĄ dias a 4ÂŞ Postura Show de Valongo, assim se chamou o evento em que foram expostos vĂĄrias centenas de canĂĄrios. O certame, que embora pouco divulgado, foi visitado por um milhar de pessoas, aproximadamente, alguns curiosos mas a maior parte apaixonados pela “passaradaâ€? que puderam assim admirar 600 canĂĄrios de porte, de vĂĄria raças, propriedade de 35  canaricultores vindos de vĂĄrios pontos do paĂ­s. As aves expostas foram levadas a jĂşri composto pelos juĂ­zes classificadores Jorge Quintas e pelos belgas François Steegmans e Marcel Verchulerem, responsĂĄveis pela atribuição das vĂĄrias classificaçþes. Das centenas de canĂĄrios em concurso, apenas sete sobressaĂ­ram de forma clara, sendo considerados os melhores da exposição. A saber: Classes: Gibber Italicus, uma ave quase toda depenada, venceu JosĂŠ Silva GuimarĂŁes Yorkshire – Paulo Carvalho Fife Fancy – Leandro Santos Rizardo do norte - o valonguense AmĂŠrico Ferreira Gloster, uma ave com uma espĂŠcie de chapĂŠu – Fernando Silva

Vitor Neves, campeão do Mundo e AmÊrico Ferreira, tambÊm galardoado Norwich - Carlos Gião Finalmente em borders venceu o valonguense Vítor Neves que Ê o actual campeão do mundo nesta raça, título alcançado este ano em Itålia O vencedor geral desta edição foi Carlos Gião (Portimão) A organização esteve a cargo do Clube Canårios A Postura de Valongo que, digase, esteve à altura do evento.

No segundo e Ăşltimo dia do certamecompetição foi feita a entrega de prĂŠmios, acto  que contou com a presença de Rui Marques, em representação da Câmara de Valongo, e de Fernando Oliveira, em nome da Junta de Freguesia. Resta acrescentar que na “arteâ€? de criar lindas aves, existem no concelho dezenas de amantes da modalidade mas apenas dez marcaram presença.

ATLETAS VALONGUENSES DESTACAMďšşSE EM TORNEIO DA CORUNHA Fernando Branco Pode-se considerar de excelente a participação dos atletas da Academia Tigre Branco no Torneio de Taekwondo de TĂŠcnica de “As Pontes de Garcia Rodriguezâ€? realizado no passado dia 31 de Outubro na Corunha/Espanha, nele participando nove equipas, trĂŞs das quais portuguesas, num total de mais de 200 atletas. ResponsĂĄveis e atletas da academia valonguense foram para esta competição com um objectivo: dar o mĂĄximo e converter cada ponto ganho na classificação final por equipas em quilos de alimentos a oferecer a uma Instituição de Solidariedade. E graças ao talento e esforço postos no torneio, os valonguenses classificaram-se no lugar cimeiro da tabela, obtendo 145 pontos que foram convertidos em outros tantos quilos de mantimentos que brevemente serĂŁo entregues. Um pequeno passo conseguido por atletas maioritariamente de palmo e meio.

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A ‘embaixada’ de Valongo na Corunha

CLASSIFICAĂ‡ĂƒO GERAL POR EQUIPAS 1Âş LUGAR - ACADEMIA TIGRE BRANCO (Valongo) 2Âş LUGAR - ACADEMIA TAEPAR 3Âş LUGAR - GIMNASIO OLIMPIA


Actualidade

“FACE OCULTAâ€? PODERĂ TER REVELADO FINANCIAMENTO ILEGAL DO PS Algumas das vĂĄrias certidĂľes extraĂ­das do processo “Face Ocultaâ€? poderĂŁo desencadear uma tempestade polĂ­tica pois poderĂŁo pĂ´r a nu um eventual ďŹ nanciamento oculto do partido socialista. É o que resulta de escutas feitas a pessoas da sua Ăłrbita, no âmbito do processo que levou Ă  prisĂŁo preventiva de JosĂŠ Godinho e Ă  constituição de mais 13 arguidos, entre os quais Armando Vara e JosĂŠ Penedos. O nosso jornal estĂĄ em condiçþes de adiantar que “a procissĂŁo ainda vai no adroâ€?, no que toca ao caso “Face Ocultaâ€?, em que Manuel JosĂŠ Godinho, um empresĂĄrio de Ovar, ĂŠ acusado de liderar uma “rede tentacular integradaâ€? que lhe garantia chorudos negĂłcios com algumas das grandes empresas do Estado, pagando con-

trapartidas, em dinheiro ou bens valiosos, num valor que a acusação estima prĂłximo dos 500 mil euros, com a parte de “leĂŁoâ€? – 270 mil – a ir para Paulo Penedos, filho do presidente da REN, JosĂŠ Penedos, ex-secretĂĄrio de estado do governo de AntĂłnio Guterres No decorrer do inquĂŠrito, a cargo da PJ de Aveiro, os inspectores ter-se-ĂŁo deparado com fortes indĂ­cios de financiamento ilegal do partido do governo. Ă€ medida que as investigaçþes avançavam foram “apanhadosâ€? nas escutas da PJ – alĂŠm dos jĂĄ conhecidos e constituĂ­dos arguidos neste processo, como Armando Vara, JosĂŠ Penedos e Lopes Barreira – outras “pessoas de pesoâ€? ligadas ao PS, em pleno processo de angariação ilegal de fundos para o partido, aflito com as trĂŞs campanhas eleitorais deste ano.

universo “rosaâ€?. Subornos, favores, influĂŞncias sobre pessoas ligadas ao poder, tudo visando contrapartidas financeiras para o partido no poder. A determinada altura o procurador JoĂŁo Marques Vidal decidiu, com a anuĂŞncia de TeĂłfilo Santiago, o responsĂĄvel da PJ de Aveiro, começar a extrair certidĂľes para nĂŁo “congestionarâ€? o processo “Face Ocultaâ€? com o aumento substancial do nĂşmero de arguidos o que o tornaria num complexo mega-processo, de eficĂĄcia bastante questionĂĄvel. Quanto a quem investigarĂĄ os processos desencadeados por estas certidĂľes, ĂŠ coisa que ainda nĂŁo se sabe. Como sĂŁo factos ocorridos em vĂĄrias comarcas, do norte a sul do paĂ­s, o mais provĂĄvel ĂŠ que seja a Unidade Nacional de Combate Ă  Corrupção da Policia JudiciĂĄria.

“VERĂƒO QUENTEâ€?

ESCUTAS AMBIENTAIS

Foi em plena campanha para as eleiçþes europeias que a PJ “apanhouâ€? conversas que nĂŁo deixavam dĂşvidas sobre o comportamento de vĂĄrios indivĂ­duos do

Muita gente ficou surpreendida com a forma como a Policia JudiciĂĄria conseguiu obter alguma da alegada prova, designadamente o teor de conversas tidas em reserva-

Vara no seu gabinete nas instalaçþes do Millenium BCP, sitas no nÂş. 19 da Avenida JosĂŠ Malhoa, em Lisboa, onde lhe entregou os 10.000,00â‚Ź que lhe havia solicitadoâ€?. Ao que soubemos, trata-se de equipamento israelita, tido como o mais eficaz do mundo e que permite a obtenção de som e atĂŠ de imagem. NĂŁo sendo atĂŠ hĂĄ pouco muito comum nas investigaçþes policiais, tambĂŠm nĂŁo se pode dizer que seja inĂŠdito tendo sido vĂĄrias vezes utilizados em casos de trĂĄfico de droga. No entanto, segundo fonte fidedigna, o recurso a este equipamento tem aumentado devido Ă  crescente dificuldade na obtenção de prova em escutas telefĂłnicas. Hoje “jĂĄ sĂŁo poucas as pessoas, de todos os sectores, a falarem Ă  vontade ao telemĂłvel. O medo das escutas estĂĄ generalizadoâ€?, no dizer de um investigador. Este equipamento estĂĄ confiado Ă  UPAT (Unidade de Prevenção e Apoio TecnolĂłgico), que depende directamente do director nacional, Almeida Rodrigues

PS ajuda empresa de comunicação? Fonte próxima do processo garantiu ao nos-

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so jornal que no decorrer das investigaçþes da            ao perceberem que o partido socialista teria ajudado uma empresa proprietåria de vårios órgãos de comunicação social a ultrapassar sÊrias        tada este Verão.

As empresas de Godinho Manuel Godinho era atĂŠ o ano 2002 um simples

Salto Ă  Vara

Manuel JosĂŠ Godinho

dos de restaurantes ou no recato de gabinetes, tal como aconteceu, com Godinho e Armando Vara. Diz o despacho de acusação que “No almoço do dia 07 de Fevereiro de 2009, realizado em Vinhais com Armando Vara, Manuel Godinho, para alem de lhe ter solicitado que, juntamente com Lopes Barreira, a troco de contrapartidas patrimoniais e/ou nĂŁo patrimoniais, exercesse a sua influencia, real ou suposta, junto de titulares de cargos polĂ­ticos, governativosâ€?. Ao que se sabe, a PJ nĂŁo foi convidada para este almoço, nem sequer terĂĄ entrado no restaurante. No entanto os inspectores andavam lĂĄ por perto e gravaram a conversa recorrendo aquilo a que vulgarmente se chama “escutas ambientaisâ€?, feitas com sofisticada aparelhagem, microfones e antenas direccionais, que permitem ouvir e gravar o que se passa para lĂĄ dos vidros e paredes. E foi com recurso a este equipamento que os inspectores conseguiram apurar que “no dia 25 de Maio de 2009, pelas 10h00, Manuel Godinho encontrou-se com Armando

                Vara continua a causar alguma admiração na sua terra natal, Vinhais. Segundo um seu conterrâneo, “nada fazia prever que seria um homem                          !       "!#   $  % & '! '   (      #    )*         +       

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sucateiro de Ovar. Daí para cá, segundo a PJ                   !              anualmente muitos milhões. Godinho detém a SCI-Sociedade Comercial e Industrial Meta " #$$ % &'(    )*  #$$%+  /$1 3  45 6 #$$ % 6 7 * 8  mércio por Grosso de Materiais de Construção, #$$%8  #  1 3 ) %#9 #   9    #$$ % ;8< 8   4=   ;4=  <  )$ % ;>?9;)@(   >   )$ % 68 )78 A  9  B   6   9 A  9  B @ )$%'+ E ; 3(!;  *4= 6   9 A  9  B @ )$%# 8<# ; 3;H #$$

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Sociedade

PJ prende traficante de armas de Amarante

VENDEU A METRALHADORA QUE MATOU O INSPECTOR JOÃO MELO

A Policia Judiciária deteve na zona de Amarante cinco indivíduos, alegados traficantes de armas, liderados por Soares, “o pistoleiro”, o indivíduo sobre quem há muito recaem as suspeitas de ter vendido ao bando dos Ferreiras a metralhadora que em 2001 ceifou a vida de um inspector daquela polícia. Durante as buscas agora efectuadas, a Judiciária aprendeu dezenas de armas de diferentes tipos e calibres, milhares de munições, sofisticado equipamento para transformação de armas, documentos, dinheiro e automóveis. Trata-se, segundo fonte bem colocada, de uma enorme machadada numa organização de tráfico internacional de armas que visava abastecer o mercado português do banditismo. O seu pretenso líder, Manuel Augusto Soares, também conhecido como “o pistoleiro”, estava há muito referenciado pelas autoridades que, entre outras, tinha sobre ele a suspeita ter vendido a metralhadora com que, em 2001, o líder dos Ferreiras assassinou, durante uma perseguição, o jovem inspector João Melo. Após vários meses de investigação, com vigilâncias e escutas, inspectores da Unidade Local da PJ de Vila Real, desencadearam

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há dias uma operação que redundou em cinco detenções e a apreensão de 37 armas de diferentes calibres, todos “de guerra”, oito mil munições, além de outro material e equipamento relacionados com o tráfico e transformação de armamento. Apresentados ao TIC do Porto, os detidos foram ouvidos durante dois dias por uma juíza de Instrução que mandou que todos aguardassem julgamento em prisão preventiva.

PERIGOSO E SEM SENTIMENTOS A PJ tem por hábito mostrar-se bastante “económica” na divulgação da natureza

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e circunstâncias das suas investigações. E também desta vez não fugiu à regra. No entanto, informações por nós obtidas, em origem fidedigna, asseguram que o líder do bando agora detido, Manuel Augusto Soares, conhecido em Amarante como “o pistoleiro” é “um indivíduo sem grandes escrúpulos, disposto a tudo para ganhar dinheiro. E a polícia tem quase a certeza absoluta que foi ele quem forneceu as armas a vários bandos, incluindo o dos Ferreiras, e entre essas armas estava a metralhadora com que assinaram João Melo”. Recordese que esse homicídio ocorreu no Marco de Canaveses na noite de 25 de Janeiro de

2001, durante uma perseguição da PJ, após ter surpreendido os Ferreiras num assalto, em Amarante, a uma carrinha de transporte de valores. Os fugitivos, sabendo-se perseguidos, ensaiaram uma cilada aos homens da lei, na estrada de Carvalhosa (Marco) que custou a vida ao jovem inspector, atingido no pescoço por uma bala da arma empunhada pelo líder do gang, José Augusto Ferreira Barbosa, que empunhava uma AK47, vulgo Kalashnikov.

CADASTRO “INVEJÁVEL” Soares, “o pistoleiro”, está há muito referenciado pela polícia que maugrado o eleva-


Sociedade

do empenho, nunca havia conseguido ligĂĄlo indubitavelmente ao trĂĄfico de armas. No entanto nem por isso o â&#x20AC;&#x153;pistoleiroâ&#x20AC;? logrou escapar, por duas vezes, Ă  prisĂŁo: uma vez porque simulou um roubo de 300 (trezentas) caçadeiras, para receber o respectivo seguro. A manobra correu-lhe mal, acabando na cadeia. A outra experiĂŞncia prĂĄtica do sistema prisional teve-a quando foi acusado e condenado por roubo, em Amarante. Segundo fonte policial, â&#x20AC;&#x153;pelos vistos, nenhum desses â&#x20AC;&#x153;ensaiosâ&#x20AC;? se revelou dissuasivo e a prova estĂĄ aquiâ&#x20AC;?, assegura, referindose a esta nova detenção e suas causas. Ao que apurĂĄmos, o arsenal agora apreendido estava escondido numa divisĂŁo da garagem, disfarçada por uma parede falsa. A entrada estava ardilosamente camuflada

por um enorme cofre-forte.

DE CERTEZA QUE SE SALVARAM MUITAS VIDAS Um conceituado e jĂĄ reformado elemento da PJ, no activo aquando dos relevantes trabalhos que levaram ao desmantelamento e prisĂŁo de alguns dos mais perigosos grupos criminosos que assolaram o norte, declarou ao nosso jornal que â&#x20AC;&#x153;este trabalho dos meus antigos colegas, embora para muitos nĂŁo passe de mais uma apreensĂŁo de armas, evitou muitos assaltos e outras situaçþes de perigo para a comunidade. Tenho a certeza atĂŠ que esta apreensĂŁo salvou vidas. Aquilo era, de certeza, para ser vendido a gente do piorio. E nĂŁo era para adorno mas sim para utilização violentaâ&#x20AC;?.

O pistoleiro e um dos seus alegados cĂşmplices quando entravam para o TIC

JOĂ&#x192;O MELO JoĂŁo Melo era natural de Bornes, freguesia de Macedo de Cavaleiros (Bragança). Na altura da sua morte integrava a SRCB (Secção Regional de Combate ao Banditismo) da Directoria do Porto. Nascido em 1972, o inspector foi ceifado em Janeiro de 2001, com apenas 29 anos. Morreu em serviço mas quase uma dĂŠcada depois, os seus pais â&#x20AC;&#x201C; que todos os dias o choram no pequeno cemitĂŠrio de Bor     " indemnizada. NĂŁo porque estejam Ă  espera de dinheiro  # "    mas apenas por uma questĂŁo de Justiça e decĂŞncia. Do Estado e da instituição ao serviço da qual morreu.

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Actualidade

Â&#x2122;��&#x2122;Â&#x2122;Gondomar SANTOS SILVA IMPEDIDO DE DISPUTAR A PRESIDĂ&#x160;NCIA Ă&#x20AC; ASSEMBLEIA MUNICIPAL

AtĂŠ 13 de Novembro

Exposição de pintura no Centro Cultural de Alfena O Centro Cultural de Alfena tem em exposição, atĂŠ ao prĂłximo dia 13 de Novembro, a mostra â&#x20AC;&#x153;â&#x20AC;ŚSerâ&#x20AC;Śâ&#x20AC;?, do pintor Albertino Valadares. Albertino Valadares nasceu em 1959 e reside em Gondomar. Autodidacta, dedica-se Ă s Artes PlĂĄsticas desde 1986. Foi sĂłcio fundador da ARGO â&#x20AC;&#x201C; Associação ArtĂ­stica de Gondomar, da qual ĂŠ o actual presidente. Ă&#x2030; sĂłcio da Sociedade Nacional de Belas Artes e associado da Fundação Lugar do Desenho. Participou em vĂĄrias exposiçþes colectivas, entre elas: no SalĂŁo Primavera do Casino Estoril; no â&#x20AC;&#x153;Concurso Nacional dos Jovens nas Artesâ&#x20AC;?, organizado pela Associação Nacional de Jovens EmpresĂĄrios, no FĂłrum da Maia; na XI e XII Exposição dos SĂłcios da Ă rvore; na Fundação Eng. AntĂłnio de Almeida, no Porto; na exposição â&#x20AC;&#x153;50 Anos de Pintura e Escultura em Portugalâ&#x20AC;?, no PalĂĄcio Foz, em Lisboa; na Galeria Caixa da Arte, no Porto; e noutros espaços do Barreiro, de Esposende, de Matosinhos e, na sua maioria, de Gondomar. Grande parte das suas mostras individuais decorreram, tambĂŠm, em espaços de Gondomar, como o Posto de Turismo, o AuditĂłrio Municipal, ou a Galeria D. ExpĂ´s ainda individualmente no Centro SĂłcioCultural de Ermesinde, no Centro Cultural de Rio Tinto, no VictĂłria Pub (Bragança), no CafĂŠ Progresso (Porto), em duas galerias do Porto (Caixa da Arte e Craesbeeck), no Museu $ #" % & '   Vila Real, na Junta de Freguesia de Fânzeres, entre outros recintos. Recebeu o PrĂŠmio do Governo Civil do Porto em 2000; ĂŠ o autor do painel cerâmico na Piscina Municipal de Fânzeres; participou num workshop a convite da Câmara Municipal de Valongo, na semana dedicada Ă  juventude intitulada â&#x20AC;&#x153;Concelho Vivo, Valongo Jovemâ&#x20AC;?, em 1998.

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O agendamento para a Ăşltima quarta-feira da tomada de posse dos ĂłrgĂŁos autĂĄrquicos de Gondomar impediu que o ministro Augusto Santos Silva, retido em Lisboa por responsabilidades governamentais, disputasse a presidĂŞncia, pela lista do PS, Ă  Assembleia Municipal. Santos Silva era o cabeça de lista pelo partido socialista Ă  Assembleia Municipal de Gondomar, mas nĂŁo pode estar presente na cerimĂłnia oficial de tomada de posse devido ao facto de quinta-feira se discutir o programa do Governo na Assembleia da RepĂşblica. A candidata pelo PS Ă  Câmara de Gondomar, Isabel Santos, que tomou posse como vereadora, explicou Ă  margem da cerimĂłnia oficial que Augusto Santos Silva â&#x20AC;&#x153;nĂŁo renunciouâ&#x20AC;? ao cargo de deputado municipal, mas que devido â&#x20AC;&#x153;Ă 

apresentação do programa de Governo foi-lhe completamente impossĂ­vel, dada a hora e a data para que foi marcada a reuniĂŁo, estar presente e por isso nĂŁo pĂ´de tomar posseâ&#x20AC;?. E como nĂŁo estava presente â&#x20AC;&#x153; nĂŁo foi aceite pela mesa a candidatura do Dr. Santos Silva a presidente da Assembleia Municipal, uma vez que hĂĄ uma interpretação - que estĂĄ na lei - que hĂĄ uma diferença entre a qualidade de eleito e qualidade de membroâ&#x20AC;? afirmou Isabel Santos. A vereadora socialista acrescentou ainda que apesar de deter â&#x20AC;&#x153;uma declaração de aceitação de candidatura de Santos Silva e a justificação da ausĂŞncia dele, nĂŁo hĂĄ forma de contornar esse entrave legalâ&#x20AC;? e por isso o PS teve de recorrer a uma lista alternativa,â&#x20AC;? encabeçada pelo segundo elementoâ&#x20AC;?.

Valentim nĂŁo pede â&#x20AC;&#x153;nada a ninguĂŠmâ&#x20AC;? Valentim Loureiro, que nas Ăşltimas eleiçþes de 11 de Outubro perdeu a maioria absoluta, garantiu que nĂŁo pediu â&#x20AC;&#x153;nada a ninguĂŠmâ&#x20AC;?, nem tentou qualquer negociação com â&#x20AC;&#x153;nenhum dos partidos que tĂŞm vereadores eleitos na câmaraâ&#x20AC;?. Questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade de atribuir pelouros Ă  oposição, o presidente gondomarense foi peremptĂłrio: â&#x20AC;&#x153;NĂŁo admito nada. Admito falar com a oposição, apresentar as propostas com que queremos avançarâ&#x20AC;?. â&#x20AC;&#x153;NĂŁo sei qual ĂŠ a disponibilidade deles, mas eu nĂŁo vou tomar a iniciativa de falar com nenhum. Se eles tiverem disponĂ­veis, naturalmente que eu estou aqui para conversarâ&#x20AC;?, * + â&#x20AC;&#x153;O que se estĂĄ a passar aqui em Gondomar,

passa-se em muitas outras câmaras e juntas de freguesia, onde nĂŁo hĂĄ maiorias absolutas, hĂĄ maiorias relativasâ&#x20AC;?, disse o autarca, acrescentando que â&#x20AC;&#x153;com maiorias relativas tambĂŠm se pode trabalhar como ainda hĂĄ dias disse o Presidente da RepĂşblica, quando empossou o Governoâ&#x20AC;?. â&#x20AC;&#x153;O programa com que nos apresentamos aos gondomarenses foi o mais votado - tal como a nĂ­vel nacional foi o programa apresentado pelo partido socialista - e nĂłs aqui em Gondomar naturalmente esperamos, sobretudo pelo PS, que tenha um comportamento idĂŞntico aquele que o Eng. JosĂŠ SĂłcrates quer que seja feito pelos outros partidos da oposição a nĂ­vel da Assembleia da RepĂşblicaâ&#x20AC;?, reiterou.

MENEZES QUER ESTAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DO TGV EM GAIA O presidente da Câmara de Gaia, LuĂ­s Filipe Menezes, defende a construção de uma estação â&#x20AC;&#x153;Porto-Sulâ&#x20AC;?, em Vila Nova de Gaia ou na zona da Boavista, para a rede de comboio de alta velocidade (TGV). â&#x20AC;&#x153;Ă&#x2030; uma asneira enorme a ida a CampanhĂŁ. O TGV deveria ir ao aeroporto de Pedras Rubras e seguir para a Galizaâ&#x20AC;?, afirmou LuĂ­s Filipe Menezes em Gaia, Ă  margem de uma discussĂŁo pĂşblica sobre o troço Oliveira do BairroGaia do TGV. O autarca salientou que na zona ocidental do Porto vivem â&#x20AC;&#x153;dois terços da população da cidadeâ&#x20AC;?, precisamente o grupo que tem â&#x20AC;&#x153;mais poder econĂłmicoâ&#x20AC;?. Menezes realçou que a população da zona ocidental do Porto estĂĄ a â&#x20AC;&#x153;um/dois quilĂłmetros de uma estação PortoSul em Gaia e a oito/dez quilĂłmetros da estação PortoNorte em CampanhĂŁ, com um trânsito infernal para lĂĄ chegarâ&#x20AC;?.

â&#x20AC;&#x153;Em alternativa, tambĂŠm nĂŁo me repugnava que fosse na zona da Boavista, como jĂĄ foi equacionadoâ&#x20AC;?, disse. O autarca frisou que â&#x20AC;&#x153;seria um erro dramĂĄticoâ&#x20AC;? e â&#x20AC;&#x153;uma espĂŠcie de albanização do paĂ­sâ&#x20AC;? se Portugal ficasse fora do TGV, deixando que a rede europeia terminasse no seu â&#x20AC;&#x153;vizinho de dimensĂŁo imperialâ&#x20AC;?, a Espanha.


Actualidade

™™™Valongo

FERNANDO MELO QUER TODOS EMPENHADOS NA GOVERNAÇÃO DO MUNICÍPIO

Fernando Melo quer todo o executivo empenhado no desenvolvimento do concelho, neste que será o seu último mandato. A mensagem, clara, foi transmitida durante a tomada de posse decorreu na última segunda-feira “Quero ser o Presidente de todos os Valonguenses e continuar a trabalhar para o desenvolvimento de Valongo”, afirmou no curto discurso que proferiu quando era empossado pela quinta vez como presidente da Câmara de Valongo. Reeleito a 11 de Outubro último, Fernando Melo dirigia-se especialmente à oposição ao afirmar claramente o objectivo de “ em conjunto com todas as forças, encontrarmos os melhores caminhos para atingirmos os objectivos que com certeza todos desejam” para o município.

E para que dúvidas não restassem quanto à sua vontade, Fernando Melo foi mais explícito: “Pretendo envolver a oposição na resolução de todos os processos, ouvindoos, acordando com eles as soluções, enfim trabalhando em conjunto com todos e para todos, para encontrarmos todos juntos o que de melhor podemos querer para o município de Valongo”. Há 16 anos na condução do município, o autarca legitimou essa vontade de governar em diálogo em nome e “em prol da população que todos representamos”. As restantes intervenções foram no mesmo sentido, com invocação aos supremos interesses dos munícipes, o que implica uma enorme capacidade de diálogo de todos os eleitos. Recorde-se que Fernando Melo vai governar em minoria, o que o obrigará a acordos

pontuais com o PS de Lobão ou de Maria José Azevedo

CAMPOS CUNHA PRESIDE À ASSEMBLEIA MUNICIPAL Campos Cunha, da coligação vencedora (PSD/CDS) foi eleito sem dificuldade para a presidência da Assembleia Municipal, sucedendo a Sofia Freitas. O PS, segunda força mais votada, apresentou apenas um candidato a primeiro secretário, o mesmo que o movimento de Maria José Azevedo. Os socialistas “regulares” acabaram por levar a melhor sobre o candidato do movimento “Coragem de Mudar”. Assim a mesa da Assembleia Municipal passa a ser constituída por Campos Cunha (presidente), tendo como “asas” António Queijo Barbosa (1º. Secretário - PS) e Jerónimo Pereira (2º. Secretário - PSD/PP).

Pinto vai governar com PSD

“COLIGAÇÃO” EM MATOSINHOS A Câmara de Matosinhos definiu, na primeira reunião do novo mandato, a distribuição dos pelouros, tendo o presidente da autarquia, Guilherme Pinto, assumido a pasta do Urbanismo e o social-democrata Guilherme Aguiar ficado responsável pelo Desporto. Depois de ter ganho as eleições do passado dia 11 de Outubro sem maioria absoluta, o presidente socialista, Guilherme Pinto, chegou a um “entendimento político” com os vereadores eleitos pelo PSD, tendo ficado definida a atribuição de um pelouro a Guilherme Aguiar. Com a realização da primeira reunião do executivo camarário, o Pelouro do Desporto foi entregue a Guilherme Aguiar, tendo Guilherme Pinto ficado responsável pelo urbanismo, reabilitação urbana, habitação e

“Coligação de “guilhermes”

comunicação, assumindo ainda a presidência da MATOSINHOSHABITE. Na reorganização do executivo, quando comparado com o do mandato anterior, há a extinção, como pelouro independente, da Acção Social e Saúde - que passa agora para as competências de Nuno Oliveira, o vice-presidente, que assume as Finanças, Modernização Administrativa e Desenvolvimento Estratégico - e a criação do pelouro do Desporto, que fica com Guilherme Aguiar. Fernando Rocha mantém a Cultura, Voluntariado e Juventude, enquanto que o pelouro da Educação e Formação, Recursos Humanos e Espaço Urbano fica igualmente com António Correia Pinto. Joana Felício garante o Ambiente, Polícia Municipal e Protecção Civil.

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Actualidade

Regional Valonguense e Quinta da Aveleda

O VERDADEIRO PRAZER À MESA O prestigiado restaurante A Regional Valonguense, promoveu, em colaboração da Quinta da Aveleda, um jantar vínico, no decorrer do qual foram apresentados vários vinhos da afamada e premiada produtora de vinhos de Penafiel. Sendo um evento pouco comum em Valongo, o jantar teve forte participação de apreciadores que tiveram ali uma ocasião única de degustar especialidades daquele conhecido restaurante, acompanhadas de vinhos, eles também especiais como os Follies Alvarinho Loureiro 2008, Quinta da Aveleda 2008, Follies Cabernet Sauvignon 2004 e Grande Follies, entre outros. Para “casar” com estes reconhecidos néctares, a cozinha da Regional Valonguense preparou uma elaboradíssima ementa: aperitivo: Casal Garcia Rosé; entradas: enchidos, tábua de queijos, salmão fumado e um sortido de mariscos, regados com Quinta

Representantes da Quinta da Aveleda: Manuel Oliveira – gestão de mercado de exportação António Azevedo Guedes – director vinicultura e enologia Rui Soares – Primedrink Pedro Azevedo – coordenador António Coelho – armazenista

de Aveleda 2008 e Follies Alvarinho Loureiro 2008; Sopa: caldo à lavrador. Prato de peixe: bacalhau à Miquelina, servido com Follies Cabernet Sauvignon 2004; Prato de carne: Cabrito assado no forno, com arroz do mesmo e migas, tendo por companhia o Grande Follies. E as iguarias continuaram com a sobremesa, composta por Sopa Seca de Valongo, Doce de Chila Tostado e pudim de Abade de Priscos. Isto acompanhado de um excelente Moscatel Superior. No fim, para ajudar a digestão de tamanho manjar, a gerência da Regional Valonguense mandou servir café com “Adega Velha”, outra especialidade da Quinta da Aveleda. Quem lá esteve diz que não faltará ao próximo, já marcado para o próximo dia 20, às 20 horas. Os interessados devem fazer a reserva. Vale a pena. (Nós já lá estamos).

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Entrevista

Vila Real Pedro Ramos, presidente da Assembleia-geral

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proximase um novo acto eleitoral e os actuais responsáveis vão pedir um 3º mandato, ao arrepio dos estatutos que apenas prevêem, e mesmo assim excepcionalmente, a possibilidade do exercício de dois consecutivos. O facto está a levantar uma onda de indignação entre a irmandade. Fomos ouvir Pedro Ramos, presidente da Assembleia-geral que se manifesta defensor acérrimo do princípio da limitação dos mandatos. No entanto neste caso tem uma posição curiosa. O leitor julgará.

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POLÉMICA NA CASA DA MISERIC

QCorreio do Douro – A Misericórdia de Vila Real é bastante antiga

Pedro Ramos – Não há uma data certa mas tudo leva a crer que tenha sido fundada em 1528. Em 2010 prevemos actividades já relacionadas com os 500 anos da Fundação. QConsidera que a cidade avalia o trabalho da Instituição de forma positiva? Respondo-lhe em duas vertentes. Como irmão da Misericórdia que sou há muitos anos, de 1999 a 2004 como Presidente do Conselho Fiscal e desde 2005 como Presidente da Assembleia Geral tenho assistido a uma grande evolução da Instituição que se tem dotado de meios cada vez mais sofisticados que lhe permitem cumprir os seus objectivos estatutários e os seus princípios quer corporais quer espirituais. Também tenho ouvido os irmãos nas assembleias e as reacções são muito positivas. Na qualidade de cidadão e de vila-realense venho assistindo aos encómios e aos elogios que se vão fazendo à obra da Misericórdia e ao apoio que temos prestado a todos aqueles que nos batem à porta a pedir socorro. QFoi editado o 2º número da revista da Misericórdia e nela o Provedor manifesta o desejo de que a Instituição “... saia do “escondimento”, do “mistério”ou de “famas acumuladas ao longo de anos, qual pó que lhe tenha caído “. Quando o próprio Provedor refere estes aspectos é porque algo não estará assim tão bem. Não nos podemos esquecer de que somos homens e que estaremos sempre confrontados com os mais díspares comportamentos. Por vezes também o que se passa dentro de portas não transparece para o exterior sendo desconhecido do “mundo” embora este esteja, naturalmente cada vez mais atento. No entanto, há também distorções e disfunções na transmissão da mensagem. Um dos objectivos do boletim que refere é precisamente o de informar e esclarecer sobre as actividades da Santa Casa. Penso que é um instrumento útil que tem as reflexões do Provedor e, naturalmente, também está aberto a todos aqueles que se lhe queiram

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dirigir levantando problemas e colocando questões. Isto vem de encontro à necessidade de abrir a Misericórdia à sociedade civil até porque, por razões históricas, in illo temporae, as Misericórdias eram instituições fechadas, controladas pela Igreja de forma um tanto ou quanto secreta, embora sujeitas também ao poder civil, eram, de certa forma, Instituições fechadas. Hoje, para poderem continuar a praticar a sua obra, as Misericórdias têm que ultrapassar essas práticas que, para algumas pessoas, parecem nebulosas. Na qualidade de Presidente da Mesa e dirigindo uma assembleia

de cerca de 100 irmãos activos posso testemunhar que a actuação tem sido aberta e nos termos da democracia em que vivemos. QMas entende que alguns, talvez para evitarem confrontos, se abstenham de colocarem as suas objecções internamente e depois o façam cá fora de forma a contribuírem para as tais “famas” a que se refere o Provedor? Por exemplo há o caso do funcionário que foi colocado numa sala isolada, outra que foi “encostada” porque requereu o estatuto de trabalhadora-estu-


Entrevista

SANTA CĂ&#x201C;RDIA

Somos 100 irmĂŁos que servem cerca de 500 utentes e hĂĄ 200 funcionĂĄrios. Obviamente a relação com esses funcionĂĄrios estĂĄ sujeita ao poder cĂ­vel. Os funcionĂĄrios tĂŞm direitos e obrigaçþes, assim como quem tem que zelar por esses direitos e obrigaçþes ĂŠ o ĂłrgĂŁo executivo que se chama â&#x20AC;&#x153;Mesa Administrativaâ&#x20AC;? com os seus ministĂŠrios (cada mesĂĄrio tem a sua ĂĄrea de intervenção) e, naturalmente, nas suas reuniĂľes devem debater esses aspectos e apurar responsabilidades. Em relação Ă  questĂŁo em concreto: os irmĂŁos, no pleno uso dos seus direitos, podem interrogar os ĂłrgĂŁos prĂłprios. Eu prĂłprio tenho casos de irmĂŁos que, ou porque nĂŁo estiveram numa determinada reuniĂŁo ou porque surgem dĂşvidas, se me dirigem e eu coloco as questĂľes Ă  Mesa Administrativa, ou directamente ao Provedor, que me respondem e eu, imediatamente, dou a resposta a esse cidadĂŁo (irmĂŁo, ou nĂŁo) que me questione sobre esses problemas. Portanto, a MisericĂłrdia ĂŠ cada vez mais uma instituição aberta porque a sua missĂŁo ĂŠ de serviço. E quando se servem populaçþes carenciadas temos atĂŠ o dever redobrado de prestar com toda a transparĂŞncia essas informaçþes e efectuar as correcçþes devidas. AliĂĄs, lembro-me de hĂĄ uns anos quando se passou aquele caso do lar dos rapazes no final acabou por nĂŁo se provar absolutamente nada. PoderĂĄ haver no espĂ­rito de algumas pessoas dĂşvidas mas afinal onde estĂĄ a razĂŁo? Ă&#x2030; uma razĂŁo divina (digamos assim) ou ĂŠ uma razĂŁo cĂ­vel e humana? QExistem condiçþes prĂŠvias para se ser irmĂŁo da MisericĂłrdia? Sim, existem. Normalmente a propositura ĂŠ feita por 2 irmĂŁos Ă  Mesa Administrativa que analisa as candidaturas e a sua adequação aos fins estatutĂĄrios da Instituição. HĂĄ regras prĂŠvias, as pessoas serĂŁo sujeitas a um juramento â&#x20AC;&#x201C; ĂŠ certo que este ĂŠ muito relativo mas hĂĄ exigĂŞncias prĂŠvias que devemos ter em conta.

dante, o caso do elemento da Mesa Administrativa que retirou o espaço a um utente para lĂĄ colocar um irmĂŁo, etc. Lamenta-se quando acontecem situaçþes dessasâ&#x20AC;Ś o que faz parte da natureza humana. NĂłs nĂŁo somos todos iguais, existem atitudes atĂŠ menos racionais (quer de uns quer de outros) e acontecem esses factos. NĂłs nĂŁo podemos deixar de o lamentar porque na MisericĂłrdia existem ĂłrgĂŁos prĂłprios que podem e devem apurar responsabilidades. A criação deste boletim pretende tambĂŠm - como refere o Provedor â&#x20AC;&#x201C; acabar com esses mexericos, digamos assim.

QEssas condiçþes podem ser usadas para impedir a entrada de alguĂŠm que nĂŁo agrade apenas por questĂľes pessoais? Sabe-se que algumas pessoas, incluindo clĂŠrigos, foram vetadas sem que se conheçam as razĂľes concretas que os impedissem de serem irmĂŁosâ&#x20AC;Ś Pois, em relação aos membros da Igreja, desconheço em profundidade as regras visto que estarĂŁo sujeitos a algumas orientaçþes da sua tutela. Esses critĂŠrios ultrapassam mesmo os irmĂŁos que estĂŁo numa Mesa Administrativa. O que ĂŠ sempre de lamentar, no meu ponto de vista, ĂŠ que haja quem considere questĂľes meramente pessoais, ou comerciais ou atĂŠ polĂ­ticas na ponderação do seu voto quando da admissĂŁo de novos irmĂŁos. Q Alguns irmĂŁos tĂŞm tambĂŠm sido, efectivamente, excluĂ­das como ĂŠ o caso do AntĂłnio Lopes, do Prof. Valente, do Dr. AntĂłnio Silva e atĂŠ de um antigo Provedor o Eng.Âş Humberto Carvalho. Comenta-se muito isso na cidade e nĂŁo se compreendem as razĂľes.

Na minha qualidade de Presidente e no ĂłrgĂŁo prĂłprio para discutir esses assuntos que ĂŠ a Assembleia Geral nunca fui confrontado directamente com essas questĂľes. Agora, hĂĄ efectivamente situaçþes em que os irmĂŁos sĂŁo excluĂ­dos, por exemplo quando nĂŁo cumprem com as suas obrigaçþes como ĂŠ o caso do pagamento de quotas e hĂĄ casos de incumprimento prolongado neste aspecto. Como tambĂŠm ĂŠ motivo de exclusĂŁo a tomada de posição ou determinadas atitudes que lesem o bom nome da MisericĂłrdia. Mas isso, naturalmente, nĂŁo pode passar pelo livre arbĂ­trio quer do Provedor quer mesmo da Mesa Administrativa e hĂĄ, como tambĂŠm jĂĄ referi, a possibilidade do recurso para o cĂ­vel. QHĂĄ esses casos de exclusĂŁo e de nĂŁo-aceitação mas depois tambĂŠm      3  X Provedor seja aceite facilmente e sem contestaçþes. Quem partilhou de perto comigo quer profissional, quer pessoal, quer politicamente conhece-me por ser muito exigente e rigoroso. Agora, tambĂŠm nĂŁo me parece que o facto de ser familiar de alguĂŠm que exerce funçþes seja impeditivo de poder ser admitido. Q Sim, mas o que se comenta ĂŠ o facto de ser um jovem ainda sem provas dadas enquanto noutros casos se excluĂ­ram pessoas por critĂŠrios de imenso rigor Sim, mas pelo simples facto de ser jovem nĂŁo serve de argumento para exclusĂŁo, logo Ă  partida. Se assim fosse os jovens estariam impedidos do acesso ao mercado de trabalho por falta de experiĂŞncia. AliĂĄs, os Estatutos sĂŁo claros e os interessados nĂŁo podem ter intervenção directa na anĂĄlise dessa propositura. Q O Provedor lançou um apelo para que haja um alargamento e uma renovação dos irmĂŁos. A MisericĂłrdia de Vila Real hoje pode ser considerada como uma grande empresa e necessita de se abrir, de se modernizar e de alargar o seu nĂşmero de associados. Lamentavelmente tal nĂŁo tem acontecido muito. Mas ĂŠ uma responsabilidade individual porque temos que ser nĂłs, irmĂŁos, a propor. NĂŁo ĂŠ uma incumbĂŞncia do Provedor ou de qualquer ĂłrgĂŁo. Temos que ser nĂłs a encontrar as pessoas que reĂşnam o perfil certo e a propĂ´-las, atĂŠ, inclusivamente, pelo arejamento que se torna necessĂĄrio, para dar oportunidade a pessoas com outras vivĂŞncias, ideias novas e outro dinamismo porque temos que reconhecer que, neste momento, a maioria dos irmĂŁos sĂŁo pessoas jĂĄ com uma certa idade. Q A Seg. Social ĂŠ o grande esteio  +BY Sim, o Estado tem nas MisericĂłrdias um apoio de grande excelĂŞncia e reconhece que tĂŞm vindo hoje a cumprir o seu papel com muito mais eficĂĄcia, rapidez e qualidade. E, portanto, vai encontrando nas MisericĂłrdias parceiros como recentemente para o caso das â&#x20AC;&#x153;Unidades de cuidados continuadosâ&#x20AC;?.

O que por vezes acontece ĂŠ que o Estado nĂŁo cumpre os prazos de pagamento criando-nos situaçþes difĂ­ceis. No nosso caso fizemos um investimento de meio milhĂŁo de Euros e os pagamentos da Segurança Social nĂŁo tĂŞm sido tĂŁo tardios como no caso de outras MisericĂłrdias, mas algumas sentem grandes dificuldades neste campo. A nossa prĂłxima aposta serĂĄ o refeitĂłrio social, na Rua Monsenhor JerĂłnimo do Amaral, o qual serĂĄ a nossa nona valĂŞncia e que, nas actuais circunstâncias, serĂĄ de grande utilidade para suprir dificuldades prementes e para que possamos, com maior dignidade, atender todos - e sĂŁo muitos, infelizmente que se nos dirigem. QEm casos de emprĂŠstimo, nĂŁo ĂŠ necessĂĄria a aprovação prĂŠvia da Assembleia? NĂŁo, sĂł quando estiverem em causa valores que impliquem a necessidade de hipotecar prĂŠdios como garantia. Foi um dos casos que ainda hĂĄ pouco tempo me foi colocado por um dos irmĂŁos e que eu perguntei Ă  Mesa que me respondeu nesses termos com pareceres fundamentados. Q Falando em patrimĂłnio, tem sido vendido algum sendo que hĂĄ quem questione a forma como tal tem sido feito. NĂŁo sĂŁo feitos editais, nĂŁo hĂĄ pedido de propostas como foi o caso de dois prĂŠdios na Camilo Castelo Branco e como esteve para acontecer com a sede do PSD. NĂŁo deveria haver mais cuidado com a divulgação dessa vontade de alienação de forma a haver maior transparĂŞncia e a proporcionar que surjam propostas que atĂŠ podem ser mais vantajosas para a Instituição? Esses procedimentos, o seu modus faciendi, estĂŁo perfeitamente definidos. E as MisericĂłrdias nĂŁo tĂŞm grande apetĂŞncia pela venda de patrimĂłnio atĂŠ porque ĂŠ um acto que traz Ă  memĂłria alguĂŠm que foi benfeitor sendo que o patrimĂłnio doado passa a caber Ă  Santa Casa a sua gestĂŁo e zelo. QMas sobre esses dois casos concretosâ&#x20AC;Ś Nesses dois casos foi concedida autorização Ă  Mesa para encetar negociaçþes mas sempre no pressuposto de que a autorização final teria de ser aprovada pela Assembleia. No que se refere Ă s propostas, ĂŠ Ăłbvio que se pretende - e cada vez mais - que o processo decorra com o mĂĄximo de transparĂŞncia. Nesses casos o que me parece ĂŠ que tal aconteceu, atĂŠ porque Ă  MisericĂłrdia o que interessa ĂŠ vender pela melhor proposta porque o apuro financeiro obtido serĂĄ reinvestido. QMas nesses dois casos da Camilo Castelo Branco a MisericĂłrdia acabou por deixar quase tudo em impostos fazendo com que a transacção fosse quase ruinosaâ&#x20AC;Ś A Santa Casa nĂŁo estĂĄ isenta de fiscalização por parte das Finanças. O que nĂłs irmĂŁos reconhecemos ĂŠ que nĂŁo damos qualquer mandato Ă  Mesa para efectuar os negĂłcios de sua livre vontade. Estes actos estarĂŁo sempre sujeitos ao escrutĂ­nio e Ă  aprovação

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Entrevista e será isso que os sócios deverão decidir no próximo dia 12.

final da Assembleia. QEntão, neste caso, foi tudo aprovado pela Assembleia? Sempre, sempre aliás na formalização da transacção tem sempre que ser apresentada uma acta da assembleia com a aprovação da mesma.

QO actual Provedor, o Padre Gomes, já manifestou o seu cansaço nomeadamente em termos da gestão da Minerva Transmontana que tem 10 trabalhadores. Não será sobrecarregá-lo mantendo-o à frente da Santa Casa que tem 200 funcionários e mais umas centenas a dependerem da sua actuação? É óbvio que com a idade se vai perdendo o fulgor e a garra da juventude. Eu tenho uma grande estima e consideração pelo senhor Provedor.

Q Mas a Assembleia pode autorizar o Provedor a fazê-lo. Sim, mas a Assembleia é que tem sempre a última palavra. Q Convocou uma Assembleia-Geral para o próximo dia 12 em que consta um ponto que está a provocar alguma polémica porque visa criar condições no sentido de que esta Mesa, ou parte dela, continue em funções quando os Estatutos dizem que só podem exercer dois mandatos (de 3 anos) consecutivos. E preparam-se para um terceiro Houve uma reunião alargada (em que estiveram presentes todos os órgãos sociais) em que se pede à Assembleia uma situação de excepção. Os próprios estatutos no nº 1 do art. 15 prevêem essa possibilidade. Dizem: “Os membros dos corpos gerentes só podem ser eleitos consecutivamente para dois mandatos para qualquer órgão da irmandade, salvo se a Assembleia-Geral reconhecer expressamente que é impossível ou inconveniente proceder à sua substituição”, portanto, está dentro dos Estatutos este pedido de autorização para se poder concorrer porque no final deste mandato, em Dezembro, haverá eleições. Neste momento é apenas um pedido para uma situação excepcional de se poder concorrer. É, digamos, um medir da tensão dos irmãos em relação a este facto. QMas não acha que neste momento em que os próprios partidos políticos colocam limitações a reeleições sistemáticas e em que até há uma lista que se vai apresentar a sufrágio, isto não tem razão de ser? Tem toda a razão de ser porque enquanto não houver alterações aos estatutos é possível fazê-lo. QSim, mas, havendo ainda por já alternativas, não parece que colha o argumento de impossibilidade de proceder à sua substituição Parece que dos cem irmãos apenas os que lá estão é que são capazes O espírito não pode ser esse os estatutos prevêem a possibilidade em casos excepcionais QMas não é esse o caso visto que até há alternativas O acto eleitoral irá decorrer em Dezembro, nessa altura qualquer irmão poderá apresentar lista. Este pedido tem toda a legitimidade é apenas para autorizar que os actuais corpos sociais possam concorrer. Q Não é a opinião de alguns juristas com quem falámos sobre o

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Q Não é isso que está em causa. Todos o estimam e consideram… Certo! Mas essa estima e consideração que tenho por ele tem também a ver com a sua capacidade e a sua forma de actuação. É um homem extremamente activo, actuante, interventivo, atento aos pormenores, meticuloso e que tem dado o seu melhor na gestão da Santa Casa. É completamente diferente o caso que apresenta; na Minerva a gestão é meramente comercial e aqui o Padre Gomes está rodeado de um colectivo que o ajuda na gestão. A Mesa é um órgão colegial. QO Bispado de Vila Real, qual é a sua intervenção no processo? Bem, as Misericórdias são uma obra da Igreja; o poder civil é que se foi apoderando de alguns aspectos que elas supriram durante séculos. É óbvio que o bispado está atento e acompanha eventuais desvios aos princípios da Igreja na Misericórdia. Se não me atraiçoa a memória os próprios estatutos, cuja última alteração data de 1992, tiveram o acordo e a anuência da Igreja Católica para além de estarem em consonância com os princípios gerais da lei vigente. caso… Sendo assim os irmãos que não concordam podem sempre pedir o parecer desses juristas e apresentá-lo na Assembleia. Mas essa situação acabou de ocorrer também com o Presidente da União das Misericórdias. Q Há irmãos que se lamentam pelo facto de o actual provedor os estar a pressionar para não participarem numa lista com a qual já se comprometeram… Bem, as pessoas têm a liberdade de fazerem essas afirmações - agora têm sempre que as provar, há a questão do “ónus da prova”. Por outro lado isto é apenas um pedido que tem toda a legitimidade e que será sujeito ao voto dos irmãos. Q Mas assim até parece que dos 100 apenas 7 têm capacidade e que os outros 93 não têm valor para exercer cargos de gestão Se me perguntar a minha opinião pessoal eu sou a favor da limitação de mandatos e exprimi-o publicamente e até em variadas ocasiões quando exercia cargos políticos. Agora, também não posso deixar de ser solidário com a decisão dos restantes órgãos de gestão. Não posso deixar de ser solidário quando se alega que há exigências relacio-

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nadas com actos de gestão que foram tomados e que necessitam de continuidade. Os mandatos são de 3 anos, o primeiro ano de quem entra de novo é necessário para tomar conhecimento das obras anteriores, da dinâmica e do pulsar da Instituição. Só nos 2 anos subsequentes é que se começam a tomar medidas de novo dinamismo de novos projectos, etc, etc. Se há projectos ainda em curso, nomeadamente a dos cuidados integrados, a da introdução da nova contabilidade interna (que dantes era feita externamente), sei que existe uma intenção de certificação de qualidade junto dos órgãos próprios. Tudo isto exige conhecimentos e continuidade dado que o Governo agora é muito exigente no acompanhamento destes aspectos e também no cumprimento dos prazos e da apresentação das respectivas candidaturas. É óbvio que há muitos irmãos capazes de gerirem a Instituição mas, neste momento, pede-se a abertura de uma excepção tendo em conta a situação concreta. Infelizmente, cá em Portugal temos este hábito de pôr os que saem “na prateleira” e, por outro lado, temos também muita desconfiança para os que querem entrar de novo. Mas, na verdade, o que está aqui em causa é o julgamento do que é o melhor para a defesa do interesse da Santa Casa de Vila Real

QFalando em Lei, não se corre o risco de ver este caso na barra dos tribunais? Espero que não mas não estamos isentos disso, obviamente. Até há uma tese de doutoramento recente de um Prof. de Direito de Coimbra em que se refere a isso mesmo. Embora sejam entidades sujeitas ao Direito Canónico, não implica a incompetência dos tribunais comuns em razão da matéria, nomeadamente no caso dos actos eleitorais. Tanto assim é que eu, ao conduzir uma Assembleia-Geral, estou sujeito às regras civis vigentes. QHá quantos anos exerce cargos directivos? De 99 a 2004 estive à frente do Directório (o equivalente ao Conselho Fiscal) e de 2005 até agora, presido à Assembleia Geral. QEstá cansado? Não, não me sinto cansado, sinto-me é mais útil do que outros irmãos. QNão se sente então agarrado ao lugar? De maneira nenhuma, sou a favor da limitação de mandatos, repito!


Última pg. fim-de-semana

Dia 14 de Novembro, “Vamos ajudar o Matias”

Quem tem coragem de deixar morrer este menino? O Centro de Atendimento a Toxicodependentes, instalações do Instituto da Droga e Toxicodependência, à saída da auto-estrada e junto ao Feira Nova de Santa Maria da Feira, é o ponto de encontro, no dia 14 de Novembro, para uma acção de angariação de dadores de medula, das 9h30 às 17h00. Matias é um menino de seis anos, sofre de leucemia linfoblástica, está a fazer quimioterapia e precisa de um transplante de medula óssea. Vamos ajudá-lo? O Matias tem 6 anos e mora no Porto. Maugrado as inúmeras pessoas que já responderam ao apelo, ainda não surgiu nenhum dador compatível para que se realize o transplante que lhe

vida do menino continua por um fio. Mas há de certeza, algures no país, alguém compatível com este menino. Alhearmonos da sua sorte é imperdoável. Não custa nada. Nesta campanha “Vamos ajudar o Matias” será feita uma pequena colheita de sangue (cerca de 12 ml) a cada participante, para posteriormente ser avaliado, na esperança de encontrar um dador compatível, bem como aumentar o número de pessoas disponíveis para doar medula, que farão parte de uma lista internacional. Para isso, basta ter entre 18 e 45 anos, peso mínimo de 50 quilos, ser saudável e nunca ter recebido uma transfusão de sangue. Por isso vamos a Santa Maria da Feira no próximo dia 14. Esta campanha é organizada pelo Instituto da Droga e Toxicodependência, pode dar a oportunidade de sobreviver!   em parceria com a Câmara Municipal de A esperança residia nos familiares, sobre- Santa Maria da Feira e tem o apoio, entre tudo os mais próximos, mas infelizmente outros, do Centro de Histocompatibilidaos resultados foram negativos pelo que a de do Norte.

Valongo-Campanha de angariação de fundos para a Igreja

ESCUTEIROS PROMOVEM MAGUSTO No próximo dia 15 os escuteiros valonguenses vão organizar um magusto que se espera gigante, junto à Igreja Paroquial de Valongo. A iniciativa do Agrupamento 446 (Valongo) do Corpo Nacional de Escutas insere-se numa campanha de angariação de fundos para as obras da Igreja Matriz. Esta festa da castanha terá início às 15 horas e os organizadores esperam a presença de muita gente pois a iniciativa promete e os fins justificam a participação e empenho de todos. O CORREIO DO DOURO também vai lá estar.

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6 de Outubro 2009

Junto à Igreja de Valongo

Organização:

Agrup. 446 - Valongo Corpo Nacional de Escutas

CAMPANHA DE ANGARIAÇÃO D E F U N D O S P A R A AS OBRAS DA IGREJA

Agenda Portuscalle’09 – Festival de Tunas 7 de Novembro 20h30 Tunas a concurso: TUA - Tuna Universitária de Aveiro; TUCP - Tuna da Universidade Católica Portuguesa – Porto; TAFEP - Tuna Académica da Faculdade de Economia do Porto; EUL - Estudantina Universitária de Lisboa; Hinoportuna - Tuna Académica do Instituto Politécnico de Viana do Castelo Tunas extra-concurso: TUP - Tuna Universitária do Porto; TUNAFE - Tuna Feminina de Engenharia da Universidade do Porto Organização: Tuna da Universidade de Engenharia do Porto Uma iniciativa apoiada pela Câmara Municipal do Porto, através da PortoLazer. Bilhetes à venda na FEUP, AEFEUP, AEFEP, AEFEG (Católica - Campus da Foz) e Coliseu do Porto Mais informações em www.portuscalle.com. Maratona do Porto 8 de Novembro I 9h00 A 8 de Novembro a cidade do Porto recebe novamente esta grande prova desportiva que já vai na 6.ª edição. Uma prova que em 2008 trouxe à cidade do Porto atletas oriundos de 24 países e que regista as melhores marcas de maratona realizadas em território nacional: Lawrence Saina (Quénia) com 2.09.52 em 2006; Maria Barros (Portugal) com 2.31.01 em 2007. Paralelamente decorrerão ainda a Family Race, uma prova convívio com um percurso de 14 Km, e a Fun Race, uma mini maratona com 6 Km. É o regresso ao Porto daquela que muitos afirmam ser uma das mais belas maratonas do mundo. De destacar ainda a realização da ExpoMaratona, a decorrer nos dia 6 e 7 de Novembro, no pavilhão Rosa Mota, entre as 10h00 e as 20h00, onde poderá também ser feita a inscrição, e onde, no sábado dia 7, entre as 13h00 e as 16h00, será realizada a famosa Pasta Party (Festa das Massas). Informações e inscrições: Runporto / Loja do Corredor, Rua Santa Luzia n.º 808, Porto www.maratonadoporto.com - runporto@ sapo.pt ou pelos telefs. 220 304 726 / 916 190 750 – Ou ainda nas lojas SportZone. “ Isto Agora… Ou Vai ou Marcha!” Novembro (dias 6, 7 e 8 / 13, 14 e 15 / 20 e 22 / 27, 28 e 29) I 6.ª e sáb. 21h30 e domingos 16h30 Teatro Sá da Bandeira Um espectáculo com humor, crítica social, música e dança, baseado no Teatro de Revista e que traz à cidade do Porto nomes como Marina Mota, Carlos Cunha, Rui de Sá, Sara Brás, Flávio Gil e Marisa Carvalho, acompanhados por um grupo de seis bailarinos coreografado por Marco de Camillis.


Correio do Douro #10