Issuu on Google+

PUB PUB

Estação inaugurada com dois anos de atraso

PUB

Obra custou 16 milhões de euros, mas continua por abrir o silo automóvel. Demora na conclusão prejudicou comerciantes e utentes mas Agualva-Cacém tem nova cara.

Cacém 12

Encerramento de CTT

Autárquicas 2013

Vandalismo em Queluz

SOCIEDADE. Três presidentes de junta

POLÍTICA. Candidatos estão no terreno e

contestam o encerramento de postos de correios nas suas freguesias.

têm apresentado listas às juntas e apoiantes das candidaturas. Concelho, 6

SOCIEDADE. Parques e jardins da freguesia têm sido alvo de atos de vandalismo. A PSP investiga os crimes. Queluz, 14

Concelho, 5

PUB


2 Correio de Sintra

10 de maio de 2013

A abrir

Q

uando pensávamos que tínhamos já atingido o fundo do poço relativamente a medidas de austeridade, eis que, o primeiro-ministro nos brinda com mais medidas, muito mais restritivas. Desta vez nada nem ninguém ficará de fora. Os anos de 2014 e 2015 serão talvez os piores para as famílias, para os pensionistas e reformados, se estas novas medidas forem efetivamente implementadas. Sangrar ainda mais aqueles que já se encontram anémicos não pode nem deve ser o caminho que nos levará ao fim do martírio. Numa altura em que se julgava que o descaramento dos políticos que nos governam tinha um limite, eis que surge uma nova política que tudo tem de liberal e que poe em causa um estado que se quer social. Atirar para o desemprego, sem direito a subsídio social, mais de 30 mil pessoas. É triste, é repugnante e põe em causa os alicerces da nossa tão curta, mas tao sofrida, democracia. ‘Foi para isto que nos libertaram das garras de uma ditadura?’, perguntam alguns dos mais velhos, aqueles que sofreram às mãos do Estado Novo. Trocar uma ditadura política por uma ditadura económica, em que os políticos tudo fazem sem terem que prestar contas não foi certamente o objetivo da nossa democracia. Em 2009, a secretária-geral da Amnistia Internacional, alertou que no mundo há uma crise de direitos humanos a acontecer a par da crise económica. Irene Khan estava preocupada com o modo como a crise agrava as violações de direitos humanos.

Ora, em Portugal despedem-se pessoas, aumenta-se horários de trabalho sem o devido aumento de remuneração, cortam-se subsídios de desemprego, corta-se nas pensões, poe-se os idosos – com fracas reformas – a pagar impostos anuais com efeitos catastróficos na sua qualidade de vida. Deixam de ir ao médico, deixam de se alimentar corretamente. Não será esta política de austeridade uma clara afronta aos direitos humanos do povo português? Os novos desenvolvimentos políticos mostram um sinal claro de que, pelo menos, estas medidas começam a envergonhar, espero, os governantes. O presidente do CDS-PP, por acaso, ministro de Estado, deixou bem patente no seu discurso de domingo passado que existem sinais de um desgaste que começa a ferir de morte a coligação governativa. Defendeu que existe uma linha de decência que não pode ser ultrapassada, nomeadamente a criação de mais uma contribuição especial imputada aos reformados e pensionistas. Andou adormecido, alheado da realidade, escondendo-se entre os pingos da chuva (diga-se no estrangeiro) e só agora começa a recordar os princípios democratas-cristãos que deveriam reger o seu partido. Só agora começa a dar a cara, esperemos, pela defesa dos mais indefesos, dos mais vulneráveis, que por acaso são, ou têm sido, parte do seu suporte eleitoral. Esperemos pelos próximos episódios.  JOAQUIM JOSÉ REIS

Salta à vista...

A

s redes sociais ganham cada vez mais utilizadores e, com a proximidade às autárquicas, foram criados grupos de discussão política com adeptos (em alguns casos comportam-se como autênticos adeptos de futebol) dos vários partidos e movimentos que já oficializaram as suas candidaturas. Neste caso, a página Autárquicas 2013 será a de maior expressão. Peca pela não divulgação dos seus mentores.

Sintra em ruínas

Crise… e os direitos humanos?

Blogue Algueirão-Mem Martins

editorial

http://www.sintraemruinas.blogspot.com/

Casa abandonada Praia das Maçãs NOTAS Casa Senhorial com vista para o mar completamente abandonada e em avançado estado de degradação. PROPOSTA DE INTERVENÇÃO Recuperação das fachadas e da cobertura. Limpeza e conservação do logradouro. Ideal para exploração de turismo de habitação.


PUB


4 Correio de Sintra

10 de maio de 2013

Concelho

SOCIEDADE. Junto ao IC19 surgiram ao longo dos anos várias hortas urbanas que ajudam a alimentar os mais desfavorecidos, mas que agora preocupam a Estradas de Portugal, que aponta riscos de segurança e o perigo que representam para as estruturas rodoviárias.

JR

Hortas urbanas preocupam Estradas de Portugal

A

empresa refere que a atual “ocupação dos terrenos é ilegal e constitui um perigo para a segurança dos condutores que circulam no IC 19” e alerta que a “existência destas hortas junto às estradas põe em causa a estabilidade dos taludes das próprias estruturas rodoviárias”. A Estradas de Portugal adiantou que ”irá repor a legalidade desta situação, removendo as hortas, em colaboração com as entidades camarárias”. Estas hortas são cultivadas maioritariamente por reformados e desempregados, que cultivam a terra como uma oportunidade para poupar algum dinheiro. Vítor Manuel tem a sua horta nas margens do IC19 há cerca de dois anos. Aprendeu a cavar em criança, aos oito ano, e planta de tudo um pouco, desde batatas, favas, alhos, cebolas, couve portuguesa, alfaces a feijão-verde. Conta que soube através de um grupo de amigos que já ali tinham a sua horta, entre a Amadora e Queluz,

Desempregados e reformados dedicam-se ao cultivo de hortas urbanas.

e que, como tinha sido despedido da empresa onde estava, aproveitou para ocupar o tempo e para poupar dinheiro em alimentação. “No ano passado não comprei cebolas, batatas também não. [Hoje em dia] alfaces não compro, favas tenho aí e ervilhas também”, disse, lamentando atos de vandalismo que por vezes provocam vários estragos na sua horta. No Cacém, Carlos Oliveira e Luís Ribeiro conheceram-se há dois anos quando começaram a plantar hortas vizinhas, num terreno onde antes se fazia a feira semanal. Carlos Oliveira, aposentado aos 42 anos, já só compra massa, arroz, carne e peixe. Tudo o

resto sai da pequena horta. Grão, cebola, alho, feijão, batatas, repolhos, ervilhas e até morangos enchem hoje a sua dispensa. “Aqui à volta somos todos ou reformados ou desempregados. É uma tendência dos dias de hoje, da crise. As pessoas voltaram-se para as terras”, disse. Luís Ribeiro, desempregado, deu início à sua horta por necessidade, de forma a contornar as dificuldades financeiras. “Temos que aproveitar o que a terra nos dá. Vimos quase todos os dias, trocamos sementes e produtos uns com os outros. E nasceu uma grande amizade aqui com o Carlos”, afirmou.

Estes hortelãos afirmaram desconhecer quem é o proprietário do terreno onde cultivam os seus produtos agrícolas. Noutra horta, o cabo-verdiano Humberto Andrade dedica os seus dias ao cultivo e mostra as marcas nas suas mãos: “Não foi fácil tirar este mato todo que aqui estava. É muito trabalhoso”, disse. Ficou desempregado depois de a empresa de construção civil onde trabalhava ter deixado de pagar os salários aos trabalhadores. Mais um retrato da crise que o país atravessa. “Estamos aqui para nos tentarmos distrair e não nos preocuparmos com as coisas que se estão a passar”, disse, justificando porque mantém aquele espaço. A paisagem do IC19 é hoje em dia marcada por estas hortas, muitas delas em encostas de montes, com caminhos de terra improvisados e que dão os vegetais a estes hortelãos urbanos, em troca de muito trabalho. E a falta de água é superada pelos inúmeros garrafões que acartam, ou por recipientes que recolhem a água das chuvas. Mas o resultado final agrada a estes homens que fazem do regresso às terras uma forma de contornar as dificuldades. “Os produtos daqui são bons”, reconhece Humberto Andrade, garantindo que a poluição envolvente causada pela passagem de milhares de veículos todos os dias não afeta o que ali semeia.  Joaquim José Reis

Assembleia Municipal aprovou contas de 2012 SOCIEDADE. A Assembleia Municipal de Sintra aprovou o relatório de contas do município referente a 2012, documento que aponta para uma taxa de execução de receita de 92,% e de despesa de 85%.

O

relatório de gestão de 2012 – ano em que a autarquia eliminou as dívidas em atraso a

Pub

fornecedores - foi aprovado com votos a favor da Coligação Mais Sintra (PSD/ CDS-PP) e da CDU, votos contra do Bloco de Esquerda e com a abstenção do PS. De acordo com o documento aprovado, a Câmara de Sintra fechou o ano de 2012 com uma receita total cobrada de 195,9 milhões de euros (acréscimo de 6,3 milhões face ao ano anterior) e de 183,8 milhões de euros de despesa

(acréscimo de 9,7 milhões). O município eliminou as dívidas em atraso, tem por pagar 2,1 milhões de euros a fornecedores cujo prazo ainda não venceu e a divida a bancos atinge os 81,6 milhões de euros, a maior parte por empréstimos a 20 anos. O presidente da Câmara, Fernando Seara - que cumpre o terceiro e último mandato à frente da autarquia - afirmou

que é com grande “satisfação” que deixa “Sintra numa boa situação financeira”. “Deixo Sintra numa boa situação financeira, com pagamentos a 27 dias, o que é extraordinário. As contas são saudáveis, representam esforço financeiro e significam taxas de execução expressivas”, disse Fernando Seara.  Joaquim José Reis


10 de maio de 2013

5

SOCIEDADE.Os presidentes das juntas de Algueirão-Mem Martins, Colares e São João das Lampas estão contra o encerramento de postos de correio nas suas freguesias, considerando que vai prejudicar cerca de 90 mil pessoas.

DR

Juntas contra encerramento de correios

O

s três presidentes eleitos pela Coligação Mais Sintra (PSD e CDS-PP) – já anunciaram as suas recandidaturas às juntas pelo movimento independente liderado pelo vice-presidente da câmara, Marco Almeida - entregaram uma carta nos CTT de Sintra, na qual manifestam o seu desagrado à administração da empresa quanto à decisão de encerrar as três estações de correios. Segundo o presidente da junta de Algueirão-Mem Martins, a maior freguesia do país, o encerramento da estação de correios das Mercês vai prejudicar uma população de cerca de 20 mil pessoas. Manuel do Cabo adiantou que outras das medidas anunciadas pelos CTT contemplam quer o encerramento, durante o período de almoço, da estação de Algueirão-Mem Martins, quer a suspensão do posto móvel do Cacém, que afeta as zonas de Pexiligais e do Recoveiro, cujos moradores serão agora obrigados a deslocar-

CTT vão encerrar pelo menos três postos de correios no concelho de Sintra.

-se vários quilómetros para tratar de assuntos relacionados com os correios. “É lamentável. Prejudica gravemente os idosos que ainda tratam tudo nos correios, desde receber as suas pensões até ao pagamento de despesas. Os correios deviam ser vistos também como uma instituição

social”, disse. Segundo o presidente da junta de São João das Lamas, Guilherme Ponce Leão, apesar de os CTT cederem os serviços na sua freguesia a um privado (uma papelaria), os serviços de encomendas expresso não estarão englobados e obrigarão a deslocações de dezenas de quilómetros para

levantar encomendas. “As populações de Almoçageme, São Julião, Galamares e de quase metade do concelho de Sintra têm que ir à sede do concelho levantar encomendas. Vou fazer tudo por tudo para que isto não aconteça”, afirmou. Os CTT referem que esta transferência de serviços é consequência do “sobredimensionamento da oferta dos CTT” em Sintra, onde entre 2007 e 2011 o tráfego caiu 15,4 por cento e que, dada a “elevada densidade” de balcões no concelho, esta “transferência” de serviços terá um impacto nulo. Segundo os CTT, todos os serviços postais continuarão disponíveis, incluindo os pagamentos de vales de prestações sociais, a cobrança de faturas e a receção de objetos registados e encomendas e, nos casos em que “os clientes o desejarem, os correios poderão inclusivamente garantir o pagamento de vales ao domicílio”. A oferta do grupo CTT em Sintra contempla 17 estações de correio (lojas próprias dos CTT), 16 postos de correio (lojas exploradas por privados), 74 postos de venda de selos e 92 agentes Payshop. A empresa vai remodelar a estação de Massamá e reinstalar a de Pêro Pinheiro num novo local.  JJR PUB


6 Correio de Sintra

10 de maio de 2013

Autárquicas

PSD e CDS: Pedro Pinto quer aeroporto em Sintra O candidato da Coligação Mais Sintra (PSD e CDSPP) Pedro Pinto defende a instalação de um aeroporto para voos ‘low cost’ na Base Aérea nº1 para dinamizar a economia e gerar emprego.

POLÍTICA.

“Proponho que esta Base Aérea seja transformada num aeroporto civil, para voos ‘low cost’, que tem que coexistir com o Museu do Ar e com a academia militar. Temos o segundo maior município do país e temos que nos bater contra todos os

lobbies”, disse Pedro Pinto durante uma visita à Base Aérea que está instalada em Pêro Pinheiro. O candidato escolido pelo PSD e pelo CDS-PP e também vice presidente do Partido Social Democrata, afirmou que Sintra tem a melhor localização das três hipóteses - as outras duas são Montijo e Alverca que foram estudadas pelo Governo para a concretização do projeto aeroporto da Portela+1. “Falamos da localização perfeita. Em todas as alternativas há necessidade de construir novas estradas,

nalguns casos pontes rodoviárias, ferrovias, tudo necessidades que Sintra não tem. Este aeroporto tem ligações à linha férrea e a autoestradas”, referiu. Segundo o candidato do PSD e CDS-PP, a instalação de um aeroporto para voos de baixo custo na base de Sintra permitiria dinamizar a economia, captando empresas e mais turistas para o município e gerar postos de trabalho num concelho que tem “índices de desemprego muito elevados”.  JJR

PS: Basílio Horta quer combater desemprego POLÍTICA. O candidato do PS à Câmara

de Sintra, Basílio Horta, defende que é importante atrair empresas para o município e impedir que as que cá se encontram saiam para outros concelhos.

“Sintra tem condições únicas para ser um território de esperança, de crescimento económico, onde as empresas podem desenvolver os seus projetos empresariais”, referiu Basílio Horta. O candidato socialista destaca a importância de “combater o desem-

prego e gerar receita municipal que permita à autarquia melhorar a qualidade de vida de todos que vivem e trabalham” em Sintra. O co-fundador do CDS-PP e antigo candidato à presidência da República refere que vai colocar a economia no centro de atuação da autarquia. “Atrair investimento, criar parques industriais, tornar a Câmara aliada dos empresários ou mobilizar e dar condições ao comércio tradicional. São tarefas de uma enorme responsabilidade, mas que têm de ser assumidas

com responsabilidade e sem receio”, afirmou Basílio Horta visitou esta semana a Wurth, instalada na Abrunheira, e considera que a empresa é “um exemplo de sucesso e um testemunho das potencialidades do concelho de Sintra”. Com um volume de negócio de 47 milhões de euros em Portugal e de 10 mil milhões de euros a nível mundial, Basílio Horta considera que a empresa cresceu no nosso país desde 1974 “fruto do investimento e capacidade de trabalho dos portugueses”. JJR

António Capucho disponível para Marco Almeida POLÍTICA. O

antigo dirigente do PSD António Capucho admite entrar nas listas da candidatura independente à Câmara de Sintra liderada por Marco Almeida, mesmo reconhecendo que pode ser alvo de um processo disciplinar do partido. “Sou apoiante de Marco Almeida ao nível que ele entender. Estou a abrir portas [para entrar nas listas] porque estou mesmo empenhado no sucesso

desta candidatura”, disse. O também ex-conselheiro de Estado e militante do PSD há 38 anos esteve presente na apresentação dos candidatos às juntas da lista “Sintrenses com Marco Almeida”, numa iniciativa que contou também com a presença de Rui Moreira, candidato independente à câmara do Porto. António Capucho admitiu que pode ser alvo de um processo disciplinar para cessar a sua inscrição no partido - conforme está previsto nos esta-

tutos do PSD - por apoiar uma candidatura “adversa” ao partido. “Que o façam, estou aqui para ver. Havia de ser engraçado moverem-me um processo disciplinar, mas estou convencido que não vai acontecer porque não têm coragem para isso”, desafiou. Segundo Marco Almeida, estes apoios de figuras nacionais, a que se juntarão outros dentro em breve, demonstra que esta candidatura “está a gerar expetativas”. JJR

CDU contra encerramento de postos dos CTT O candidato da CDU, Pedro Ventura, e os deputados do PCP Bruno Dias e Miguel Tiago participaram a 7 de maio numa acção de protesto “contra o encerramento da única estação dos CTT” na freguesia de Queluz.

POLÍTICA.

Numa altura em que os Correios de Portugal já anunciaram o encerramento de vários postos, o PCP avançou que o grupo parlamentar

agendou um debate de urgência na Assembleia da República para discutir o encerramento de estações em todo o país. “Queremos obrigar o Governo a cumprir a sua obrigação de dar contas aos portugueses da destruição que está a ser feita pela administração dos CTT”, justificam os deputados, adiantando que foram convidados a assistir todos os sindicatos que actuam nos CTT, bem como comissão de trabalha-

dores da empresa. A candidatura da CDU agendou para sábado, dia 11 de maio, a apresentação dos cabeças de lista às freguesias do concelho de Sintra numa sessão pública a realizar no Centro Lúdico de Massamá. Nesta sessão será também apresentado o ante-projeto de programa eleitoral para concelho de Sintra, que irá ser discutido com a população do concelho.  JJR


PUB


8 Correio de Sintra

10 de maio de 2013


PUB


10 de maio de 2013 Correio de Sintra

Saúde “ Promover a Saúde. Prevenir a doença.” PODOLOGIA: AO SERVIÇO DOS SEUS PÉS A Podologia é, em Portugal, um novo ramo das ciências da saúde que estuda, previne e trata as patologias do pé. Como base de sustentação do corpo humano, os pés estão sujeitos a uma série de doenças, muitas vezes, com graves consequências. Diagnosticar e tratar cabe ao especialista habilitado para tal: o Podologista. A palavra assusta e presta-se a confusões: Podologia. No entanto, não há motivos para mal-entendidos, tanto mais que se trata de uma especialidade que muito pode fazer por si, pela sua saúde e pelo seu bem-estar. A Podologia consiste no estudo, prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças e alterações dos pés e as suas consequências no corpo. Aqui é importante não confundir com pédicure, que apenas realiza tratamentos estéticos nos pés. Em termos clínicos, o Podologista – assim se chama o especialista em Podologia – previne e trata as causas das doenças dos pés propriamente ditas. A evolução da qualidade e diversidade dos serviços de Podologia tem sido uma constante ao longo dos últimos anos e Portugal é pioneiro na Europa, tendo sido o primeiro país a possuir uma licenciatura nesta especialidade. Os pés são a base de sustentação do corpo, podendo por isto, sofrer lesões e traumatismos. Sempre que anda, corre, dá um salto ou pratica exercício de maior impacto, os pés são os primeiros a ser submetidos a esse esforço. Os pés assumem uma extrema importância para o corpo humano e todos os cuidados com a sua saúde são poucos. A prevenção de lesões nos pés é, desta forma, fundamental para evitar complicações gerais e a nível estatoponderal. Aconselha-se con-

11

RECONHECER OS SINTOMAS

Se notar alguns dos sinais ou sintomas que descreveremos, marque uma consulta de podologia: - Dor persistente nos pé se na região tibiotársica; - Mudanças na coloração e textura das unhas e pele do pé; - Ferimentos; - Descamação da pele; - Fissuras interdigitais; - Flictenas (bolhas); - Sinais inflamatórios locais (dor, calor, vermelhidão e inchaço); - Sinais de infecção (presença de pús).

Sabe o que é um podoscópio? O podoscópio é um equipamento constituído por uma plataforma transparente, em vidro ou acrílico, com espelho e iluminação específica que permite uma visualização precisa dos pontos plantares de apoio. Com o auxílio do podoscópio o Podologista poderá identificar possíveis patologias dos pés e membros inferiores, como a existência de desvios a nível da coluna vertebral, bem como as conhecidas diferenças de comprimento nos membros inferiores que podem ser corrigidas com grande benefício para os seus portadores. Na Walk’in Clinics é fácil e cómodo consultar os melhores Podologistas!

Walk’in Sintra sultas regulares para avaliar e tratar os seus pés. Na área de saúde da Podologia, poderá encontrar respostas para uma variedade de situações capazes de afectar os seus pés. Na Walk’in Clinics existem profissionais habilitados a responder às alterações que surgem nos pés, efectuando os tratamentos adequados de forma personalizada.

Graças às novas tecnologias, os métodos de diagnóstico e os novos tratamentos têm-se revelado mais eficazes. A Walk’in Clinics acompanha esta evolução e têm ao seu dispor especialistas em Podologia, prontos a tratar os seus pés com profissionalismo e qualidade.

Fórum Sintra (Piso 0 em frente ao Pingo Doce) Clínica Geral Enfermagem Nutrição | Podologia


12 Correio de Sintra

10 de maio de 2013

Agualva - Cacém SOCIEDADE. A estação de AgualvaCacém foi inaugurada ao fim de dois anos de atraso das obras, para desespero dos comerciantes do local, que se queixam quebras de facturação até oitenta por cento.

DR

Estação inaugurada mas obras vão continuar

O

secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Silva Monteiro, e o presidente da câmara de Sintra, Fernando Seara inauguraram a estação de Agualva-Cacém na segunda-feira, 6 de maio, apesar de ainda estarem a decorrer obras junto às infraestruturas. Na ocasião, o secretário de Estado afirmou que o Governo não vai aumentar os preços dos transportes públicos e admite até baixar os preços nos dias de menor procura. “Aumentos extraordinários estão completamente postos de lado, o ajustamento a partir daqui será somente em função da inflação. Pode haver ajustamentos pontuais, aumentos certamente que não. Se houver é diminuição de preços em certos dias, que mostraram que a procura é menor que a oferta”, disse Sérgio Silva Monteiro, acrescentando que o objetivo passa por atrair mais utilizadores para os transportes públicos. Já o presidente da câmara de Sintra destacou a importância para Sintra da construção da nova estação e do impacto que terá numa linha ferroviária na qual circulam cerca de 100 mil pessoas por dia. O autarca referiu que chegou a pedir ao Governo a extensão da linha de metropolitano até ao concelho de Sintra e que, como a resposta foi negativa, uma vez que, adiantou, é a linha de Sintra que rentabiliza a CP, o prometido foi modernizar e recuperar o transporte rodoviário, tal como acabou por acontecer. As obras incluíram a quadrupliPub

Nova estação custou 16 milhões de euros e dias após a inauguração continuavam os trabalhos na sua envolvente.

cação da linha e “a construção de um novo edifício de passageiros subterrâneo, no local do existente, a construção de uma passagem inferior e de uma interface rodoviária, e ainda de um auto-silo” de quatro pisos com capacidade para 308 veículos, que ainda está por inaugurar. O início das obras de construção esteve previsto para o final da década de 90 do século passado, mas só avançaram em 2008. Numa primeira fase, o término das obras estiveram agendadas para agosto de 2011, mas dificuldades financeiras prolongaram a data até abril de 2012. Estes atrasos sucessivos provocaram o descontentamento dos comerciantes do Largo da Estação, que se queixam de prejuízos que rondam os 60 a 80 por cento. A intervenção na Estação de

Agualva-Cacém, custou 16 milhões de euros e incluiu a construção de um novo edifício subterrâneo de passageiros, a construção de uma passagem inferior que assegura o atravessamento pedonal urbano e a construção de interface rodoviário. As obras estão incluídas nos trabalhos de quadruplicação da linha, que teve um custo global de 59 milhões de euros, nas quais está incluída ainda a nova estação de Massamá-Barcarena. A Comissão de Utentes da Linha de Sintra (CULS), que refere que não foi convidada a participar na inauguração, considera que esta cerimónia se tratou de “uma campanha eleitoral do PSD”. “É nossa convicção que seria bem mais frutífero para um responsável governativo que nesta inauguração tivesse a seu lado as organizações que sempre, desde há 23 anos,

defenderam a concretização desta obra, que o mesmo é dizer a Comissão de Utentes da Linha de Sintra, assim como a própria Comissão de Comerciantes, que durante perto de três anos, em conjunto com a CULS, tudo fizeram para que esta obra fosse uma realidade. E assim teria tido a oportunidade de lhe ser transmitida de viva voz as deficiências que se verificam nesta estação e que urge resolver”, refere a comissão em comunicado. A CULS refere ainda que “é de toda a justiça que os comerciantes sejam ressarcidos dos prejuízos sofridos durante mais de 40 meses de obras”. “Os comerciantes estão, por isso, expectantes quanto à necessidade da sua organização, a Associação Empresarial de Sintra, lhes dar todo o apoio de que necessitam para não ficarem tão penalizados”, adianta.  Redação


Pub

DR

Opini達o

Pub


PUB

14 Correio de Sintra

10 de maio de 2013

Queluz - Belas

Opinião

Ataques nocturnos aos parques de Queluz DR

SOCIEDADE. O presidente da Junta de Queluz, Barbosa de Oliveira revelou que a junta tem prejuízos anuais de cerca de 15 mil euros, devido a atos de vandalismo nos espaços verdes, como roubo de material e corte de árvores durante a noite.

De há quatro anos para cá que temos vindo a ser alvo de violência sobre os nossos bens. Há pouco tempo alguém foi ao Parque Urbano Felício Loureiro durante a madrugada e cortou três árvores ao meio”, disse Barbosa de Oliveira ao Correio de Sintra. Segundo o autarca, os atos de vandalismo nos espaços verdes da freguesia tinham como alvo, por norma, a retirada de sistemas de rega ou de equipamentos dos parques, avaliados em centenas de euros, mas desta vez, e de “forma estranha” foram as árvores a serem vandalizadas. Barbosa de Oliveira adiantou que, recentemente, foram destruídas dezenas de árvores que ainda estavam em crescimento: “Cortaram a crista de várias árvores. Só pode ter sido feito por alguém com conhecimento nesta área, porque desta forma impedem o crescimento das PUB

Parque Felício Loureiro é alvo de atos de vandalismo que estão a ser investigados pela PSP.

árvores”. Há cerca de uma semana, o Parque Urbano Felício Loureiro voltou a ser alvo de ataques. “Mais uma vez, o Parque Urbano Felício Loureiro foi alvo de vandalismo, na noite de quarta para quinta- feira, o que muito lamentamos. A manutenção deste espaço é uma das nossas prioridades, e é com dolência que vimos o mesmo ser alvo de constantes ataques a árvores, bancos, candeeiros ou

mesmo os equipamentos de ginástica”, refere a junta. Através da página da Junta de Freguesia na internet, Barbosa de Oliveira pediu à população para que esteja atenta e vigie e alerte para estes atos de vandalismo. “Pedimos a colaboração de todos para acabar com estes ataques e que denunciem estas ações. Pedimos também à Polícia de Segurança Pública que vigie, com mais frequência, este local”, refere a

junta. Fonte da PSP disse ao Correio de Sintra que a polícia está a investigar estes atos de vandalismo. “Estas situações parecem ser feitas propositadamente para causarem prejuízo à Junta de freguesia. Parecem atos de vingança. A PSP já contactou com moradores dos locais, mas até ao momento não há testemunhas que tenham visto alguém a trabalhar com motosserras na zona”, afirmou a fonte policial. JJR

Barbosa de Oliveira candidato à câmara O presidente da Junta de Freguesia de Queluz anunciou que vai ser candidato independente à presidência da Câmara de Sintra nas próximas eleições autárquicas. Barbosa de Oliveira vai liderar o movimento “Sintra Paixão com Independência”.

POLÍTICA.

M

ilitante do Partido Socialista desde 1975, Barbosa de Oliveira disse ao Correio de Sintra que o facto de ter sido esquecido pelo PS – que não conta com o autarca – motivou a sua candidatura. Barbosa de Oliveira concorreu e perdeu as eleições internas concelhias onde foi escolhido o candidato à câmara. “Sou um socialista independente. E só sou candidato porque o PS decidiu não me escolher para nada. Dado que não sirvo para o PS avanço como independente”, disse. O presidente da junta de Queluz afirmou que pretende preencher um “vazio” de candidaturas da esquerda, uma vez que essa ala política apenas é “representada por

Pedro Ventura, da CDU”. “Todos os outros candidatos são de direita. Basilio Horta é fundador do CDS-PP e não é socialista nem nunca vai ser. Pedro Pinto é do PSD e Marco Almeida é um candidato independente da ala social-democrata”, adiantou. O autarca explicou que vai apresentar oficialmente a sua candidatura ainda este mês e que já conta com o apoio de cerca de sessenta pessoas, algumas delas mediáticas. “Tenho um background muito grande a nível autárquico que quero pôr ao serviço das pessoas”, acrescentou  REDAÇÃO


10 de maio de 2013

Tribuna

Os Novos Desafios das Freguesias As eleições autárquicas de 2013 vão marcar uma nova era para as freguesias com a entrada em vigor de nova legislação relativa às suas competências, que depois da aprovação da 1ª versão, Decreto da Assembleia 132/XII começa a ganhar forma. As freguesias recebem algumas novas competências no licenciamento de actividades passando a ser responsáveis pelo licenciamento da venda ambulante, de lotarias, arrumadores de automóveis e de actividades ruidosas de carácter temporário que respeitem a festas populares, romarias, feiras, arraiais e bailes. Contudo outras áreas de licenciamento que têm vindo a ser reivindicadas pelas freguesias ficaram de fora, a saber: de utilização/ocupação da via pública; e de afixação de publicidade de natureza comercial, quando a mensagem está relacionada com bens ou serviços comercializados no próprio estabelecimento ou ocupa o domínio público contíguo à fachada do mesmo; de actividade de exploração de máquinas automáticas, mecânicas, eléctricas e electrónicas de diversão; para recintos improvisados; Venda de bilhetes para espectáculos ou divertimentos públicos em agências ou postos de venda; Realização de leilões; Guarda-nocturno. Ou seja, a alteração quanto ao licenciamento é manifestamente minimalista. Um conjunto de competências no que podemos apelidar de espaço público, e que em muitos municípios já eram objecto de delegação, passam para as freguesias:cGerir, conservar e promover a limpeza de balneários, lavadouros e sanitários públicos; Gerir e manter parques infantis públicos e equipamentos desportivos de âmbito local; Conservar e promover a reparação de chafarizes e fontanários públicos; Colocar e manter as placas toponímicas; Conservar e reparar a sinalização vertical não iluminada instaPUB

lada nas vias municipais; Proceder à manutenção e conservação de caminhos, arruamentos e pavimentos pedonais. Aqui levanta-se a questão de como serão apurados os devidos meios financeiros que necessariamente as freguesias terão de passar a receber para poder fazer face a estas novas competências. Finalmente gostava de referir duas competências que são manifestamente importantes para o desenvolvimento local: Promover e executar projectos de intervenção comunitária nas áreas da ação social, cultura e desporto; Participar, em colaboração com instituições particulares de solidariedade social, em programas e iniciativas de acção social; Ambas, na prática já aconteciam, mas com base em artigos do cinquentenário Código Administrativo, ainda em vigor, e que só vão ser revogados – um exemplo de legislação que vai ficando em vigor, porque ninguém se lembra de a revogar – e que estavam manifestamente desactualizados. Agora as

freguesias podem assumir em toda a plenitude projectos de natureza social, cultural e desportiva, abrangendo todas as áreas de intervenção comunitária, o que permitirá uma maior criatividade aos eleitos de modo a transformar a Junta de Freguesia num grande polo de desenvolvimento comunitário. O próximo mandato irá permitir o lançamento de novos projectos e novos desafios para as freguesias, mas também implicará uma complexificação da gestão, exigindo pessoas devidamente preparadas para as liderarem. São Marcos pode ser um exemplo, porque será certamente uma das freguesias com maior número de actividades desportivas, culturais e sociais, apesar de ser uma das mais pequenas freguesias do Concelho de Sintra. Assumimos o desafio da modernidade, crescemos em população, crescemos em dimensão financeira, crescemos em dimensão de actividades. O que aconteceu em São Marcos nos últimos sete anos, deverá ser replicado em várias freguesias, mas para isso é essencial que as necessárias competências de gestão estejam presentes, quer ao nível dos gestores políticos, quer ao nível dos trabalhadores e colaboradores. Porque temos a consciência da qualidade do nosso projecto continuamos a lutar até ao fim para que São Marcos continue como freguesia, até porque uma freguesia nossa vizinha, no Concelho vizinho com menor crescimento, menor número de habitantes, menor número de actividades, menor dimensão financeira continuará como tal. O desafio de acreditar na qualidade e no trabalho é o grande desafio de todos os autarcas. Nuno Anselmo Presidente Junta São Marcos

15


PUB


Ediçãp 58