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Terça-feira, 09 de junho de 2015

opinião

>Consultório de Fundos Comunitários

>Passos Coelho apresenta o seu ‘farol’

‘Vale Internacionalização’

Dias Loureiro: ‘Um empresário de sucesso’

Arsénio Leite*

Tive conhecimento de que estão abertos os apoios à internacionalização no âmbito dos ‘vales’. De que se trata? Resposta O ‘Vale Internacionalização’ é um instrumento simplificado que visa o apoio a um projeto individual de aquisição de serviços de consultoria na área de prospeção de mercados. O objetivo deste aviso de concurso consiste em apoiar projetos simplificados de internacionalização, que visem o conhecimento e a prospeção dos mercados internacionais de PME que não tenham iniciado o seu processo de internacionalização ou, tendo já iniciado, não registam atividade exportadora nos últimos 12 meses em relação à data da candidatura. Enquadram-se nestas ações de prospeção e captação de novos clientes em mercados externos os seguintes serviços: - Estudos de caraterização dos mercados, aquisição de informação e consultoria específica; - Deslocações, alojamento, aluguer de espaços e equipamentos, decoração de espaços promocionais e serviços de tradução, associadas a ações de prospeção realizadas em mercados externos. Os beneficiários dos apoios são empresas PME’s (Pequenas e Médias Empresas) de qualquer natureza e sob qualquer forma jurídica que cumpram as seguintes condições específicas de acesso: a) Corresponder a uma empresa com pelo menos três postos de trabalho, existentes à data da candidatura, e demonstrar ter capacidade instalada para desenvolver atividade internacional; b) Efetuar consulta a pelo menos duas entidades acreditadas para o domínio de intervenção da internacionalização, devendo a aquisição de serviços preencher cumulativamente as seguintes condições: - Serem exclusivamente imputáveis ao estabelecimento do beneficiário onde se desenvolve o projeto; - Resultarem de aquisições em condições de mercado a terceiros não relacionados com o adquirente; - Resultarem de aquisições a entidades acreditadas para a prestação do serviço em causa, não sendo admitida a subcontratação de outras entidades. c) Não ter outras candidaturas aprovadas ou em fase de decisão na tipologia de investimento ‘Internacionalização das PME’; d) Comprometer-se a apresentar informação, avaliando o serviço prestado pela respetiva entidade acreditada; e) Possuir situação líquida positiva; f) Não ter projetos apoiados nesta tipologia. São elegíveis todas as regiões NUTS II do Continente (Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve). O limite máximo de despesa elegível é de 20 mil euros. Os apoios a conceder revestem a forma de incentivo não reembolsável e são calculados através da aplicação às despesas consideradas elegíveis de uma taxa de 75%. O concurso do ‘Vale Internacionalização’ encontra-se aberto até 31/03/2016, contudo, funciona por fases. A fase de concurso que se encontra aberta (1.ª fase) termina às 19h00 de dia 15/06/2015, contudo a 2.ª fase abre logo de seguida, terminando em 31/08/2015. A dotação do Fundo FEDER afeta a este concurso é de nove milhões de euros. Além do ‘Vale Internacionalização’, também estão abertas as candidaturas ao ‘Vale Empreendedorismo’, ‘Vale Inovação’ e ‘Vale I&D’. *Economista sibec@sibec.pt

Manuel Martins*

Corre por aí que um empresário de sucesso, ex-ministro e conselheiro de Estado, agora em extrema penúria, esteve imune a qualquer investigação policial, apesar de ser gente de algo num banco, dos dinheiros, cuja administração parecia refúgio de governantes do cavaquismo. Só pode tratar-se de calúnia, a alegada penúria e a proteção malevolamente insinuada por inveja de quem caçava com o Rei de Espanha, agora jubilado, e tem a confiança do Presidente da República e a admiração do primeiro-ministro. Passos Coelho não se considera um cidadão exemplar, por não ter saldado à Segurança Social o que devia e o que ficou por saber. Devido ao alegado sumiço de declarações de IRS, mistérios de um país onde o sol bailou ao meio-dia, há de considerar-se milagre. Talvez por isso, quer ser como Dias Loureiro, um farol da ética e o empresário padrão, impoluto e empreendedor, alheio à escola de técnicos de aeródromos e heliportos da Região Centro, sob os auspícios da Tecnoforma, onde, mais por vocação académica do que por cupidez dos fundos comunitários, quis formar mais de mil técnicos para 10 lugares já preenchidos. Passos Coelho pode ter um passado pouco ‘recomendável’, mas terá futuro ‘recomendado’. Pode confundir o CDS

com o principal partido da oposição e Portas com Satanás, mas sabe, na defesa de interesses próprios e dos amigos, que é no leilão do que resta do País e com empresários como Dias Loureiro que se desforra da Revolução, sem ‘autorização superior’, que pôs fim à guerra colonial sem lhe consultar o paizinho. A biografia autorizada é cadastro cheio de lacunas e cortes, onde os professores, que lhe deram o curso e inundam o poder, estão omissos, tal como Dias Loureiro, que foi – ‘ainda é?’ - seu conselheiro político. É certamente o encómio do ‘princípio de Peter’ ou princípio da incompetência de Pedro. Para os menos letrados em literatura, passo a citar o pensamento da obra do mestre de economia Matthias Wahls: Na economia existe o chamado ‘Principio de Peter’. Ele deixa implícito que empregados de uma companhia serão promovidos até que eles tenham alcançado uma posição que não consigam gerir com competência. É nesse ponto que eles geralmente param de escalar a hierarquia. Esse princípio também é aplicável nos serviços públicos. Qualquer um que já teve uma discussão com um membro dos serviços públicos sabe exatamente do que estou a falar. Fim de citação. *TOC

>Já é realidade

Academia Portuguesa da Água

Alda Portugal*

Num momento em que o futuro da água é uma preocupação mundial, foi um imenso prazer que estive presente no lançamento da Academia Portuguesa da Água, que tem como patrono Francisco da Fonseca Henriques, médico da corte de D. João V e autor do ‘Aquilégio Medicinal’, primeiro tratado hidrológico português. O aparecimento desta Academia é revelador da sensibilidade que as suas sócias fundadoras, as Dr.ªs Maria do Rosário Norton, Dulcineia Trancho Loureiro e Maria Luísa Marques da Costa, têm na gestão ética deste recurso, só possível através da sensibilização da população mundial para esta temática. A apresentação pública desta nova associação, sem fins lucrativos, promotora da sustentabilidade da água, decorreu no passado dia 14 de maio, na Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto e contou com a presença de várias entidades que se quiseram juntar a esta iniciativa: Prof. Doutor José Manuel Correia Neves de Sousa Lobo, diretor da Faculdade de Farmácia da UP; Prof. Doutor Nunes Correia, ex-ministro do Ambiente e Ordenamento do Território; Dr. José Alcântara Cruz, diretor de Serviços de Recursos Hidrogeológicos geotérmicos e Petróleo; Prof. Doutor Pedro Cantis-

ta, Médico Fisiatra e presidente da Associação de Hidrologia Médica e Climatologia; Dr. Manuel Cardoso, diretor Regional da Agricultura e Pescas do Norte; Doutor António Ponte, diretor Regional de Cultura do Norte). Também tomou a palavra a presidente da Academia, Dra. Rosário Norton, assim como representante da Ministra da Agricultura e do Mar. Neste evento, foram também nomeados diversos embaixadores que irão divulgar e colaborar com a Academia na sua área profissional, em Portugal e no estrangeiro, assim como assinados protocolos de colaboração com diversas entidades. Um novo caminho foi traçado. Estão previstas diversas atividades, como a atribuição de prémios ao nível da investigação e bolsas de estágio internacional, criar uma nova visão sobre a água, que integre valores fundamentais como a dimensão social, cultural e espiritual, divulgar o valor inestimável de águas minerais naturais e de nascente de Portugal, entre outras. O futuro da água, de todos nós afinal, está nas nossas mãos! É hora de juntar sinergias! Brevemente daremos conta do plano de atividades. *Jurista

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9 06 2015  

9 06 2015  

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