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SEMANÁRIO

FUNDADO EM 05 DE OUTUBRO DE 1922 DIRETOR ANTÓNIO MAGALHÃES SUB DIRETOR EDUARDO COSTA Nº 4554 - 22 ABRIL DE 2014 PREÇO 0,50 € (IVA INCLUÍDO) www.correiodeazemeis.pt Taxa Paga | Devesas - 4400 V. N. Gaia | Autorizado a circular em invólucro de plástico fechado | Autorização n.º 5804/2002 DCP-2

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Distinguido pelo Governo com Diploma de Louvor de Mérito Jornalístico e Empresarial da Comunicação Social Regional e Local

> NESTA EDIÇÃO:

> ‘É PRECISO TER LATA’ ULTRAPASSOU AS MELHORES EXPETATIVAS

Sete toneladas de alimentos angariadas

> DOTAÇÃO APENAS DE 3M€

Página 15

> HÁ 500 ANOS D. MANUEL I ATRIBUIU-O A FIGUEIREDO E BEMPOSTA

‘Festa do Foral’ até dezembro!

PETI 3+ aquém das necessidades para a reformulação da Linha do Vouga Página 07 > EM CUCUJÃES

Idosa em casa nova graças à Junta Página 13 > DIZIA QUE ANDAVA À PROCURA DE EMPREGO

Mulher apanhada a furtar casa em Nogueira do Cravo Página 28 >JUNTO À ESC. SOARES BASTO

Tentativa de assalto em quiosque no centro da cidade Página 28

‘Azeméis faz bem’ Às terças-feiras, pelas 18h00 A voz das nossas empresas

‘Bolsa de €mprego’

Páginas 16 e 17

O Correio de Azeméis publica, novamente, ofertas de emprego, em colaboração com IEFP. Consulte na página 31 PUB


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Terça-feira, 22 de abril de 2014

POESIA

Ilusões

BILHETE POSTAL

“Asneiredo”

Olha aquela borboleta Tão linda e multicolor A voar no meu jardim E a pousar numa flor! Fiz de mim uma criança E corri para agarrá-la. Agora, tendo-a na mão, Já nem sei como tratá-la! Transformado em menino Corri atrás duma ilusão, Como fazem as crianças Com bolinhas de sabão. Mesmo sem eu ser criança, Também gosto de ilusões, Que deem vida à vida E a paz aos corações. A. EVANGELISTA DE PINHO

ESTANTE

A Mulher de Verde Arnaldur Indridason, INDRIDASON, ARNALDUR Há segredos que não podem ficar enterrados para sempre… Numa encosta perto de Reiquejavique, algumas crianças brincam junto aos alicerces de uma nova casa em construção quando, de forma inesperada, encontram uma costela humana.A mórbida descoberta leva de imediato o inspetor Erlendur e a sua equipa da polícia científica a instalarem-se no terreno, unindo esforços para desenterrar o resto do corpo secretamente sepultado e ao mesmo tempo investigar aquele estranho caso feito de contornos brutais, escondido debaixo da terra desde o período da II Guerra Mundial.À medida que cada osso vai sendo desvendado, também a história de violência doméstica e corrupção no seio de uma família vem ao de cima, oferecendo àquele mistério sinais cada vez mais tenebrosos de que o terror pode ser coisa de gente comum.O caso exige toda a coragem que o inspetor Erlendur possa encontrar em si, ele que, assistindo à morte lenta da própria filha toxicodependente, que depois de abortar entra num coma profundo, não pode evitar confrontar-se com as responsabilidades de ter levado, também ele, a sua família a uma degradação quase completa.

ABERTURA

EDUARDO OLIVEIRA COSTA

Qualquer orçamento tem uma percentagem de estrago. Seja pessoal, familiar, de empresa ou de país. O que é fundamental é que essa percentagem seja tão reduzida que não ponha em causa a saúde financeira. Quando se fazem muitas asneiras, o orçamento rebenta e lá se vai o equilíbrio. “Asneiras” engloba muita coisa. As que são fruto de decisões erradas e as que são criadas artificialmente para beneficiar interesses! Há “quem” chame a estas últimas corrupção, quando envolve dinheiros públicos. Depois há aquelas asneiras dos que não sabem, não gostam ou não lhes convém dizer que não. E quem vier atrás que feche a porta! Até porque não há memória de ver os ditos cujos a pagar do seu próprio bolso as “asneiras” que fizeram... as mais das vezes, são “castigados” com algum tacho, ainda melhor do que tinham, ou outras prateleiras douradas... Ou acabam a sofrer (muito!...) como presidentes honorários de empresas que (só por acaso!) foram beneficiadas com as “asneiras” que fizeram, com o dinheiro de todos nós.

Quando o somatório da “asneirada” atinge somas insuportáveis, quem paga é o mexilhão. Como sempre! Nada de que não sejamos merecedores... Nós que os elegemos! Temos a nossa quota parte de responsabilidade coletiva. Por isso, biquinho calado e há que aprender com as asneiras. As que são feitas pelos que elegemos e as nossas, por elegermos candidatos com tendência para o asneiredo permanente! Sempre me disseram para desconfiar dos que usam falinhas mansas, dos caladinhos e dos sonsos. Também dos que prometem mundos e fundos! Lembro o resultado dum estudo duma Universidade americana, que conclui que as pessoas mais puras e honestas são as que dizem (mas não fazem!) umas asneiras e em voz alta, que se exaltam e etecetera! Lá diz o ditado que cão que ladra não morde. As “asneiras” silenciosas de muitos “sapientes” governantes, essas “mordem” e de que maneira!

Moradores da Rua Augusto da Silva Pereira, em Santiago de RibaUl, pediram esta ajuda ao ‘Correio’. Para a instalação de uma conduta do saneamento, o pavimento foi levantado em grande extensão. Mas a reposição do piso demora, e, entretanto, os residentes, sobretudo os de mais idade, sentem dificuldade em caminhar por ali, uma situação agravada pela longa e dura quadra invernosa.


ABERTURA

EDITORIAL

SEMÁFORO

PLANO DOS CENTENÁRIOS

Um património a preservar O Plano dos Centenários celebrizou-se como um arrojado programa de construções para o ensino primário. Teve início em 1940 e prolongou-se até aos finais da década de sessenta. Embora não se conheçam números oficiais finais, sabe-se que já em 1950 havia mais de 7000 edifícios com um total de salas superior a 12000. Apesar do minguado interesse do Doutor Oliveira Salazar pela causa da instrução, a verdade é que a imprensa estrangeira considerou o plano como um dos mais arrojados de toda a Europa. Dada a urgência, o histórico ministro Duarte Pacheco teve a intenção de rapidamente iniciar a construção de 200 edifícios em todo o país. Os projectos de Rogério de Azevedo e Raul Lino seguiram uma tipologia comum, adaptada às condições locais, ao número de alunos e ao clima da região. Em regra, havia edifícios de uma, duas e quatro salas de aula, todas com lareira, átrio, alpendre e instalações sanitárias. O nome surgiu da celebração, em 1940, do 8.º centenário da nacionalidade (1140) e 3.º da independência (1640). Pretendia-se a afirmação de Portugal no Mundo, promovendose, em 1940, a célebre Exposição do Mundo Português, que os historiadores classificam como a maior manifestação do género até à Expo 98. Beneficiando de generosa oferta de deslocações bonificadas, portugueses de todo o império de então terão visitado pela primeira vez Lisboa… As câmaras custeavam o terreno. A Direcção das Construções Escolares lançava os concursos, acompanhava a construção e suportava todos os custos. As autarquias, futuras proprietárias dos edifícios, pagariam em dez anos 50% do total das obras, sem qualquer juro e dispondo de um período de carência de três anos. Não tão mau como às vezes injustamente se propagandeia… Quase todas as cidades, vilas e aldeias de Portugal passaram a dispor de escolas do Plano dos Centenários, no nosso concelho também. A arquitectura típica impôs-se como imagem de marca. Muitos edifícios estão desactivados, ainda que continuem – e bem! – ao serviço das comunidades. Apenas duas breves reflexões. Por um lado, as autoridades responsáveis devem estar atentas a eventuais e disparatadas adaptações, ainda que na melhor intenção, revelando-se intransigentemente zelosas na defesa deste património arquitectónico. E, em tempo de dura crise, será desperdício o gasto em edifícios que, a prazo curtíssimo, engrossarão o já longo rol dos desocupados. Para além, obviamente, dos indispensáveis trabalhos de manutenção.

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Fundador: BENTO LANDUREZA (1922) SEDE: Edifício Rainha, 8º piso Telefs. 256049890 • Fax: 256046263 3720 OLIVEIRA DE AZEMÉIS Horário de 2ª a 6ª • 9.00/18.30H Assinatura anual : (C/IVA 6%) (Entre Douro e Vouga) 20,00 (Resto do País) 22,50 (C/IVA 6%) (Europa) 65,00 (C/IVA 6%) (Resto do Mundo) 97,00 (C/IVA 6%)

ANTÓNIO MAGALHÃES

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Terça-feira, 22 de abril de 2014

Revolução dos Cravos A revolução iniciou-se à meianoite de 25 de Abril de 1974. A senha para o início do movimento – uma proibida canção de Zeca Afonso - foi dada através da rádio. O prolongado desgaste com a guerra colonial provocara crescente descontentamento na população e nas forças armadas. Completam-se agora quarenta anos. Infelizmente, e uma vez mais, a evocação da data aparece envolvida em polémica. As formações partidárias, as centrais sindicais, etc., revelam-se incapazes de abater bandeiras durante um dia e reunir o consenso mínimo para que a passagem da data seja comemorada com a exigível dignidade e a possível adesão popular.

Dia Mundial da Terra O Dia Mundial da Terra celebrase a 22 de Abril. Apesar de terceiro planeta do nosso sistema solar, o facto de nele vivermos torna-o o mais importante. Dizem-nos que a Terra contará a bonita idade de cinco mil milhões de anos. Na verdade, uma insignificância. Apesar desta tão longa idade, só há poucas décadas os homens principiaram a preocupar-se com o problema da vida na Terra, após se certificarem que foram os seres vivos que conduziram o planeta à actual situação, e que é precisamente da acção dos seres vivos que depende o futuro da Terra. No sentido de provocar estas reflexões surgiu o Dia Mundial da Terra, que se assinala uma vez mais.

Primeiro… os amigos! A Imprensa deu-nos notícia da tese de doutoramento de uma investigadora da Universidade de Aveiro, de seu nome Patrícia Silva, que analisou 11 mil nomeações em 15 anos e concluiu que a maioria serviu para recompensar lealdades partidárias. Uma análise com início em 1995 revela que, quase vinte anos depois, as nomeações para os cargos dirigentes na administração pública são influenciadas pelos partidos políticos e podem ter como motivação a “recompensa por serviços prestados anteriormente ou em antecipação aos mesmos”. Um estudo que vem de algum modo confirmar o que a população pensa. Se, pelo menos, fossem escolhidas pessoas com currículo!

A ‘RESSACA’ DA SEMANA Saiu a ‘páscoa’ ao Sport Lisboa e Benfica. Quatro anos de espera, eis que a conquista do título de campeão nacional regressa à Luz, logo em domingo de Páscoa. Uma conquista que se vinha a adivinhar há algum tempo quando faltam ainda duas jornadas para o fim da prova grande nacional. Os benfiquistas saborearam umas ‘amêndoas’ com ‘recheio’ do melhor, comemoraram com champanhe, atiraram foguetes e as ruas ‘pintaram-se’ de vermelho por esse país fora. Ontem, muitos ficaram em casa, ‘ressacando’ a proeza do clube da águia... merecida, reconheçamos. Os parabéns e as felicitações a todos os adeptos do Benfica aqui ficam, em época que ainda é de ‘ressaca’. Entretanto, o fim de semana foi muito mais do que isso. Parece ser ‘fado’ deste país ‘à beiramar plantado’, ‘futebol’ e ‘fé’, apesar de pouco se conciliarem ou nada, andarem de ‘mãos dadas’. Vários foram os que não compreenderam e criticaram a existência de jogos de futebol em período pascal, vivido com maior ou menor intensidade por cada um de nós. Verdade, verdade é que a tradição já não é o que era. Porém, ainda foram muitas as casas que abriram as portas a Cristo Ressuscitado. O compasso visitou diversos lares, a Cruz de Jesus foi carregada e levada até nós, que a recebemos (ou não) com o espírito de quem quer entregar a vida nas Suas mãos. As cerimónias religiosas celebraram-se, como habitualmente, nos templos e a reconciliação com Deus espera-se agora e para sempre, entre os que n’Ele acreditam. Religião e futebol à parte, importa ‘ressacar’ aqui o arranque das comemorações dos 500 anos da atribuição, pelo Rei D. Manuel I, do foral de Figueiredo e Bemposta. Esta é a nossa História, uma História que os oliveirenses não esquecem e que vão assinalar até ao final deste ano. É ela que dá vida à memória, mantendo vivos os grandes factos e feitos notáveis de um povo. Já a requalificação da Linha do Vouga volta a centrar as atenções de autarcas e políticos de Oliveira de Azeméis e de concelhos atravessados por esta ferrovia, também histórica. O Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas (PETI 3+) para 2014-2020 inscreve o projeto com uma dotação muito aquém da esperada e necessária para se poder cumprir o objetivo principal, que é ligar esse troço à Linha do Norte. O investimento previsto para a remodelação aponta para um total entre os 60 e os 70 milhões euros... enquanto o PETI 3+ tem apenas inscrita uma verba de três milhões de euros. Resta saber para que darão estes escassos milhões... a ver vamos. A REDAÇÃO

Diretor: António Magalhães • Subdiretor: Eduardo Costa (Cart. Prof. nº 1738) • Chefe de Redação: Ângela Amorim (Cart. Prof. nº 2855) • Redatores: • Gisélia Nunes (Cart. Prof. nº 5385) • Diana Cohen (Cart. Prof. nº 9479) •CORRESPONDENTES: Carregosa: António Amorim: Cesar: Carlos Costa Gomes; Macieira de Sarnes: Manuel Lopes; Macinhata da Seixa: António Magalhães; Nogueira do Cravo: Alírio Costa; Ossela: A. Jesus Gomes; S. Martinho da Gândara: Arlindo Gomes e Sérgio Tavares; S. Roque: Eduardo Costa; Ul: Olímpio Costa. Fotógrafo: Alfredo Pinho • COLABORADORES: • Adelino Ramos • António Vidal • António Santos • Batalha Gouveia • Beatriz Costa • Frederico Bastos • Hugo Tavares • João Araújo • Joaquim Silva • Manuel Costa • Manuela Inês • Manuel Alves Paiva • Maria Emília Costa • Mário Rui • Manuel Laia • Marisa Gonçalves • Paulo Rui • Rodrigo da Cunha (Pe) • Rui Duarte • Samuel Oliveira • Sérgio Costa • Tavares Ribeiro. (Os artigos assinados são da inteira responsabilidade dos seus autores não vinculando necessariamente a opinião da direção) Os textos do Correio de Azeméis já obedecem às regras do acordo ortográfico, salvo os da responsabilidade de autores ainda não aderentes.

Propriedade: Globinóplia, Unipessoal, Lda NIF: 509 071 341 Ed. Rainha, 8º Piso • Oliveira de Azeméis Telef.: 256 049 890 • Fax 256 046 263 Impressão: CORAZE Oliveira de Azeméis Telf.: 256 040 526 / 910 253 116 / 914 602 969 e-mail: geral@coraze.com Depósito Legal nº 27755/89 Nº ICS 104639 Tiragem média: 6.500 exemplares


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Terça-feira, 22 de abril de 2014

CONCELHO

> DIA DO COMBATENTE E ANIVERSÁRIO DA BATALHA DE LA LYS ASSINALADOS PELO NÚCLEO DE OLIVEIRA DE AZEMÉIS

Sócio José Santos Lopes foi homenageado Indo ao encontro do que vem fazendo há alguns anos, o Núcleo da Liga dos Combatentes de Oliveira de Azeméis (NLCOA) comemorou o Dia do Combatente e o aniversário – desta vez, o 96.º - da Batalha de La Lys. As comemorações tiveram lugar na Praça José da Costa, junto ao Monumento dos Combatentes da 1.ª Grande Guerra, no passado dia 13. Nesta sessão evocativa, para além da direção do NLCOA, inclusive do seu presidente Joaquim Cabete, estiveram presentes o autarca de Oliveira de Azeméis, Hermínio Loureiro; o líder da União das Freguesias de Oliveira de Azeméis, Santiago de Riba-Ul, Ul, Macinhata da Seixa e Madail, Carlos Silva;

O sócio do NLCOA José Santos Lopes foi homenageado pelos seus 25 anos de vínculo à Liga dos Combatentes

parência de todos nesta “cerimónia singela, mas carregada de grande significado”, como também recordou “todos os combatentes que derramaram o seu sangue em defesa da Pátria e dos mais elevados interesses de Portugal”. E, na sequência, foi depositada uma coroa de flores junto ao Monumento dos Combatentes Combatentes da 1.ª Grande Guerra, a que sehomenageados guiram o toque de homenagem Na oportunidade, Joaquim aos mortos e, depois, um minuCabete não só agradeceu a com- to de silêncio em memória dos

Murilo Gama Pinto, em representação da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Azeméis; assim como cerca de duas dezenas de associados, que não quiseram deixar de marcar presença em mais este ‘momento alto’ da vida do NLCOA.

‘Foto de família’ tirada junto ao Monumento dos Combatentes da 1.ª Grande Guerra, na Praça José da Costa

combatentes que morreram ao serviço da Pátria. Outro aspecto a destacar foi o reconhecimento público do sócio ex-combatente José Santos Lopes, pelos seus 25 anos de vínculo à Liga dos Combatentes, através da entrega, por Hermínio Loureiro, da medalha do NLCOA e do diploma, assinado pelo presidente da direção central da Liga dos Combatentes, Tenente-General Joaquim Chito Rodrigues.

NLCOA representado nas comemorações nacionais De salientar ainda que o NLCOA também se fez representar nas comemorações nacionais do Dia do Combatente e do 96.º Aniversário da Batalha de La Lys, que, a 05 de abril, decorreram na cidade da Batalha e cujo programa incluiu um almoço convívio no Regimento de Artilharia N.º 4, que reuniu largas dezenas de combatentes e familiares.

> NO DIA MUNDIAL DO TEATRO

GOTA assinalou 38 anos de existência A 27 de março, data em que se assinala o Dia Mundial do Teatro, o Grupo Oliveirense de Teatro Amador (GOTA) promoveu uma noite artística e inaugurou uma exposição internacional. Um bom programa de variedades completou as comemorações do seu 38.º aniversário. O auditório da sede da União de Freguesias de Oliveira de Azeméis, Santiago de Riba-Ul, Macinhata da Seixa, Ul e Madail foi o palco da celebração – bem festiva – do 38.º aniversário do GOTA, que aproveitou o dia para assinalar, igualmente, o Dia Mundial do Teatro. Primeiramente, inaugurou a exposição internacional de ‘Mail Art’, que foi muito participada, com a representação de 60 artistas de 21 países, prosseguindo com um bom programa de variedades. Protagonistas do seu elenco de atores/atrizes puderam vivenciar a magia da arte no palco, representando pequenas encenações que mereceram o grande agrado do público e justificados aplausos.

Ana Garcia é um dos rostos do GOTA, estando, neste momento, a presidir à sua direção

Quase quatro décadas do GOTA Em Oliveira de Azeméis, o teatro desenvolvido pelo GOTA surgiu há 38 anos, levando a que a arte de representar começasse a ‘respirar’ de forma intensa. De facto, este grupo cénico bem se pode rejubilar de alegria e orgulho ao rever-se no trabalho continuado desde há quase quatro décadas. Tanto tempo de união à arte! Tantas gotas de criatividade, dedicação, trabalho e canseiras continuadas... O encontro de todas as artes torna-se possível no teatro pelo que foi possível apresentar um espetáculo de cruzamentos disciplinares, mostrando que o diá-

logo, entre teatro e outras linguagens artísticas (como a poesia e a música), está bem presente nas várias manifestações culturais onde se encena arte. E também pode construir laços muito fortes entre os seus participantes, que, especialmente, durante os ensaios, podem partilhar experiências num meio favorável à reunião de muitas artes, todas elas bem-vindas ao espaço cénico. É que, afinal, “a origem do teatro remonta ao homem primitivo e a todas as suas formas de rituais (associados à caça, colheita, morte, etc.), danças, imitações de animais, culto aos deuses e práticas lúdicas” TAVARES RIBEIRO

e de Não foi um ‘mar de espuma’ mas, sim, uma ‘font , tarde da nal fi ao 11, espuma’ que, no passado dia Luís o Larg no ou pass despertou a atenção de quem ira de Camões, junto ao Edifício Rainha, em Olive ter o, temp o muit há de Azeméis. Depois de, não nado, sido notícia devido a um automóvel desgover ter Reis, dos o Albin Dr. vindo do cimo da Avenida volta fonte a mesm a a, entrado por ela adentro, agor que por lá -se sabe – ém a ser noticiada, porque algu ou te rgen dete ar coloc motivo(s) - se lembrou de gosto algo do género na água. “Brincadeiras de mau eiro, Lour ínio Herm [recorrentes]”, como escreveu, na de presidente da Câmara Municipal, na sua pági facebook.


CONCELHO >S. ROQUE PODE VIR A ALBERGAR…

‘Fundação Flávio Capuleto’ Com apresentações agendadas para o ‘Continente’ em S. João da Madeira já no dia 25, em Viseu, no dia seguinte, na Bertrand do Palácio do Gelo, e em Coimbra (também na Bertrand) dia 03 de maio, entre diversas visitas a escolas e instituições, Flávio Capuleto encontra tempo, ainda, para escrever: “Já tenho uma história romanceada sobre Jesus e Madalena, mas ainda não sei quando sairá. Também já escrevi umas 70 páginas de uma outra obra sobre o Vaticano”. Mas a grande novidade é mesmo a sua intenção – neste momento “não passa de uma ideia” – da criação de uma fundação dedicada à cultura, na freguesia de S. Roque. “Há pessoas que defendem que ninguém é profeta na sua terra, mas eu gosto das pessoas que ali vivem e os meus conterrâneos também gostam de mim, têm-me acarinhado muito. Fiz lá uma apresentação e fui muito aclamado”. Quanto à fundação, “ainda está tudo muito no ar, não há nada concreto. Porém, a Junta de Freguesia, nomeadamente o meu amigo Amaro Simões [presidente da autarquia local], que é uma pessoa extraordinária, está na disposição de me ajudar e irmos em frente. Obviamente, que teremos que envolver nisto, igualmente, a Câmara Municipal. Já fiz pesquisas e há, a nível europeu, subsídios e outras oportunidades, bem como poderemos contar com algumas doações. Será uma fundação em jeito de biblioteca, virada para a área cultural”, adianta Flávio Capuleto ao Correio de Azeméis. Aproveitando a ocasião e a propósito, a nossa reportagem apresentou a ideia à vereadora da Cultura do município. Gracinda Leal manifestou abertura para “avaliar e analisar”, até porque “a Câmara vê sempre com bons olhos todas as iniciativas levadas a cabo pela sociedade civil”.

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Terça-feira, 22 de abril de 2014

>FLÁVIO CAPULETO ‘APRESENTOUSE’ NA BIBLIOTECA MUNICIPAL

“É pecado não ler ‘Inferno no Vaticano’ ” Flávio Capuleto, autor do best seller ‘Inferno no Vaticano’, já não é desconhecido entre nós. E, desde o passado dia 12, tornou-se ainda menos. No âmbito do programa ‘Um escritor apresenta-se…’, esteve na Biblioteca Ferreira de Castro, onde integrou também a agenda de outra iniciativa municipal, ‘Abril, livros mil’. ANGELA AMORIM

‘Inferno no Vaticano’ vai na sua segunda edição e projetase já o lançamento da terceira. Com um fim deixado ‘entreaberto’, dar continuidade ao romance não deixa de ser uma conjetura (quase realidade), avançando-se mesmo para a hipótese de uma trilogia, como não confirmou nem desmentiu o escritor ao nosso jornal. Quando o escreveu, Flávio Capuleto estava longe de adivinhar tamanho sucesso, como confessou ao Correio de Azeméis. Chegada às prateleiras, a obra de imediato tornouse n.º 1 do top nacional de vendas, um best seller editado pela ‘Guerra e Paz/Clube do Livro SIC’. “O público efetivamente reagiu favoravelmente”, adianta-nos Flávio Capuleto quando indagado pelo nosso semanário. A adesão obtida encontra alguma explicação, na opinião do escritor natural de S. Roque, “talvez devido ao tema. O Vaticano foi, ao longo de séculos, ‘pano de fundo’ para muitos livros de escritores, mesmo a nível mundial, pelo clima de mistério que envolve a cidade do Vaticano”. Por outro lado, “o tema religioso interessa a muitas pessoas, pois são milhões e milhões que pertencem à Igreja Católica” e “aquele aspeto relacionado com a teoria da conspiração gera sempre muita polémica, sobretudo depois do livro de Dan Brown [‘O Código de Da Vinci’]”. Além de tudo isso, quase

Flávio Capuleto esteve na Biblioteca, onde foi apresentado o seu livro, de forma brilhante, por Isabel Barbosa (1.ª à dir.ª), vendo-se, também, a vereadora Gracinda Leal.

>GRACINDA LEAL

‘Abril, livros mil’ encerra com contos “É com muito orgulho que vemos uma pessoa da nossa terra subir tão alto neste mercado concorrencial que é a literatura, a escrita. E é também uma responsabilidade, porque a Câmara deve ter a noção de apresentar e divulgar aquilo que melhor o concelho tem e faz. como uma antítese, “o título provoca a curiosidade do leitor, o próprio suspense na leitura” e leva, por vezes, “a uma ideia deturpada do conteúdo”, especulando-o pela sua “vertente mais negativa”. Todavia, “não é isso… é ‘inferno’ noutro sentido. Há ali um tesouro templário e a luta pela sua posse, entre reformistas e conservadores, criando o tal clima de ‘inferno’. A história do livro torna-se interessante, pois, após quatro assassinatos de padres, verifica-se uma enorme agitação no Vaticano, acabando com as partes a chegarem a acordo: Será criada uma fundação [com esse tesouro] para ajudar não apenas os países que estão em crise na Europa, como sobretudo em África, onde se morre à fome”, sintetiza-nos o autor de ‘Inferno no Vaticano’. O resto o leitor terá de descobrir por si ou ainda um pouco mais com a ajuda de Isabel Barbosa, amiga do autor. Um livro para ler de “um só fôlego” Em 1942 nasceu, na freguesia de S. Roque, Flávio Capuleto. “Autodidata” e com “uma evidente capacidade de entrega, de trabalho e de humildade para aprender”, o escritor deste “best seller democrático” teve muito que “estudar para

É nesta vertente que a nossa biblioteca, desde há muitos anos, promove o programa ‘Abril, livros mil’ [ver pág. 07]e, durante um mês, é a festa do livro em Azeméis. As atividades são variadas, desde uma estafeta de leituras, que vai encerrar o mês com um serão de contos no dia 26 de abril, até à apresentação de livros e autores. Desta feita, foi com muito agrado que recebemos Flávio Capuleto, na rubrica ‘Um escritor apresenta-se’ ”.

escrever este livro”, como afirmou a professora de Física e Química, convidada para apresentar a obra na Biblioteca Municipal Ferreira de Castro, num sábado à tarde. Para ela, “o livro lê-se de um só fôlego”, sem grandes narrativas e muitos diálogos, pelo que – como defendeu – “é pecado não ler ‘Inferno no Vaticano’”. Este aborda “temáticas importantes e atuais”, como enunciou Isabel Barbosa. A desigualdade na distribuição da riqueza, a relação da fé e do quotidiano, e da Igreja com a sociedade e a política, a ligação da Igreja com Ciência são apenas alguns deles, a que se associa uma boa dose de ero-

tismo, já que “fala de prazer, paixão e do amor, mais como uma bênção do que como um pecado”, remata a amiga de Flávio Capuleto. De reter que a soirée de apresentação deste livro – que pecou apenas pela pouca adesão dos oliveirenses - teve honras de declamação de poesia e música, graças à contribuição de Manuel Dias, Carla Carvalho, Rui Amorim, entre outros. A jornalista do Correio de Azeméis foi (honrosamente) surpreendida, no momento, com o convite de Flávio Capuleto para ler a carta por este enviada a Sua Santidade, o Papa Francisco, a quem o escritor residente na Feira dedica o livro.

O autor de ‘Inferno no Vaticano’ na sessão de autógrafos em Oliveira de Azeméis.


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Terça-feira, 22 de abril de 2014

CONCELHO

> LIVRO DE CARLOS COSTA GOMES AGORA APRESENTADO NA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PORTO

‘O pensamento bioético de Daniel Serrão’ Ler ‘O pensamento bioético de Daniel Serrão: Génese e fio condutor’, como diz Walter Osswald, “é um prazer e uma oportunidade de um reencontro com o Professor Daniel Serrão. O livro de Carlos Costa Gomes foi, agora, apresentado na Universidade Católica do Porto. ANDRÉ RUBIM RANGEL*

Obra de Carlos Costa Gomes - doutorado e docente de Bioética do IB – intitulada ‘O pensamento bioético de Daniel Serrão: Génese e fio condutor’ foi apresentada, no passado dia 24 de março, agora na Universidade Católica do Porto (UCP), por Artur Santos Silva, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian. Daniel Serrão: Visão e criatividade infindáveis Ana Sofia Carvalho, diretora do Instituto de Bioética da UCP, presidiu e abriu a sessão, cuja apresentação estava a cargo de Artur Santos Silva. Este

Ana Sofia Carvalho presidiu e abriu esta sessão que teve lugar na Universidade Católica do Porto, vendo-se à esq.ª o autor do livro, Carlos Costa Gomes

considerou o livro de Carlos Costa Gomes “excelente e de grande rigor”. E afirmou ser “uma ousadia ter aceite o convite, mas a admiração pelo Prof. Daniel Serrão falou mais alto”, assim como também o “gosto em vir à casa onde comecei a lecionar, por convite do Prof. Carvalho Guerra”. O ex-presidente do BPI e atual presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, “Daniel Serrão é uma personalidade maior na vida da sociedade, na medicina, na bioética, na educação, na cultura, na política da saúde e na cidadania. É um homem de convicções, de valores firmes e de afetos sempre presentes”. Na senda do elogio traçado, salientou o facto deste estar

“sempre apoiado por análise rigorosa e a sua retórica sempre nos estimular e convidar à participação, porque as suas visão e criatividade são infindáveis”. Citando o autor, Carlos Costa Gomes, o líder da Fundação Calouste Gulbenkian referiu que Daniel Serrão, também, se destacou por se ter entregue à investigação, ao amor pelo ser humano e pela dedicação aos mais frágeis da humanidade. Daniel Serrão é, ainda, “dotado de um espírito formidável de ação, com uma inteligência excecional”, recordou Artur Santos Silva, citando a definição proferida por João Lobo Antunes, objeto de estudo na obra de doutoramento de Carlos Costa Gomes.

Mais uma vez, ‘casa cheia’ na apresentação de mais uma obra de Carlos Costa Gomes

A gráfica de Coimbra e Carlos Costa Gomes Após a apresentação de Artur Santos Silva, o diretor da Gráfica de Coimbra, reforçou a importância da obra de Carlos Costa Gomes e o prazer de se associar ao autor e à obra, dado considerar Daniel Serrão, uma figura incontornável da cultura portuguesa. Carlos Costa Gomes agradeceu aos que participaram e possibilitaram que a obra viesse à luz do dia. Não esqueceu, particularmente, o autor estudado por ter permitido entrar na sua vida pessoal e vasculhar o seu arquivo. Disse, ainda, que este livro não é o fim, mas apenas o começo da vida e da obra de Daniel Serrão.

“Faltava uma tentativa de visão holística” Walter Osswald que conhece a obra como ninguém, pelo facto de ter sido o orientador da tese de doutoramento de Carlos Costa Gomes, sublinhou que “faltava uma tentativa de visão holística e integrante do seu multímodo estar presente, do pensamento motor da sua intervenção, do núcleo fundante da sua obra. Ora, Carlos Costa Gomes dedicou anos de paciente, cuidada e séria investigação de que o título aqui apresentado (…) representa público testemunho, acrítico labor e aguda hermenêutica. Ler este livro é um prazer e uma oportunidade de um reencontro com o Prof.Daniel Serrão”. (* IN VOZ-PORTUCALENSE)

Fotos: Alfredo PInho

também assinalou esta última quadra A Academia de Música de Oliveira de Azeméis O serão passou rapidamente para quem festiva, a 04 deste mês, no Cine-Teatro Caracas. oa 2014 desta instituição. Com a plateia teve o privilégio de assistir ao concerto de Pásc ’ e, melhor do que ninguém, mostraram muito bem composta, os alunos ‘deram show Muitos e bons artistas se preparam (e se o que valem e do que realmente são capazes. organizado em parceria com a Câmara prepararam) nesta entidade. O espetáculo foi Municipal.

ao público Até ao próximo dia 26 do corrente, está patente António de a exposição ‘Riscos fora do tempo’, da autoria o acerv Alves, na Galeria Tomás Costa. Trata-se de um entre s de obras em pequeno formato e compreendida nga os anos 2000 e 2014. ‘Riscos fora do tempo’ prolo ae poet espaços migratórios de afetos com o filho do o lho), (fi es uma homenagem especial a Agostinho Gom Alves nio maior admirador da sua obra - “a arte de Antó tante de leve, policroma, divertida numa provocação cons ironia, sua a ‘adivinha onde está…’, onde estão plasmados o seu bom humor e a sua bonomia”.


CONCELHO

Terça-feira, 22 de abril de 2014

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>PARA A REQUALIFICAÇÃO ANSIADA ERAM PRECISOS CERCA DE 60 A 70 MILHÕES DE EUROS

Linha do Vouga com três milhões no Plano Estratégico dos Transportes O PETI 2014-2020 inclui, ao nível ferroviário, o projeto para a denominada Linha do Vouga, com uma dotação de três milhões de euros, isto é, um valor que anda muito longe dos 60 a 70 milhões que são necessários investir na requalificação da estrutura. ANGELA AMORIM

O investimento estimado, inscrito no Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas 3+ (PETI 3+) no horizonte 2014-2020, para a requalificação dos troços Aveiro-Sernada e Oliveira de Azeméis-Espinho da Linha do Vouga queda-se pelos três milhões de euros, dois de financiamento comunitário e um de investimento público nacional. Uma verba que fica muito longe da necessária para a obra prevista, que deve incluir uma reabilitação compatível com a Linha do Norte, apontando-se, para isso, os 60 a 70 milhões de euros. Recorde-se que esta é, pelo menos, a ideia defendida pelo nosso município e pelos vizinhos do Entre Douro e Vouga que a ferrovia atravessa, bem como pela Área Metropolitana do Porto

Não será com os três milhões inscritos no PETI, que a Linha do Vouga conseguirá uma requalificação compatível que possibilite a ligação à Linha do Norte.

>PETI 3+ APONTA PARA OS 6.067 MILHÕES DE EUROS NO TOTAL

Transportes ferroviários levam maior fatia

terços do esforço direto do Orçamento de Estado), segundo pode ler-se no PETI 3+. O financiamento dos projetos será feito com recurso a verbas comunitárias (2.828 milhões de euros, que correspondem a 47% do total), a financiamento privado (1.880 milhões de euros, 31% do total) e à contrapartida pública nacional (1.359 milhões de euros, 22% do total). Por setores, a maior fatia do investimento vai para o ferroviário, com 2.639 milhões de euros (43% do total), seguindo-se o marítimoportuário (com 25% do total).

Pode haver investimento privado Este assunto ‘veio à baila’ O Plano Estratégico de Transportes e Infrana última reunião pública da estruturas 3+ (PETI 3+) engloba, no total, Câmara Municipal, na passa59 projetos prioritários a concretizar nos da quinta-feira. Os vereadopróximos oito anos, que envolvem um inres socialistas estranharam a vestimento global de 6.067 milhões de euros. dotação tão baixa para a inA maior percentagem beneficia o desenvoltervenção na Linha do Vouga vimento do interior, com um total de 2.746 e interpelaram o executivo. O milhões de euros (45% do total e quase dois seu presidente considerou ser já “muito importante estar inscrita no PETI” e explicou (AMP). E isto porque os pla- forme temos vindo a noticiar. de nível”, e deve estar con- que “esses valores são de nos dos respetivos autarcas e Ainda de acordo com do- cluído “após 2016 e o fim do referência”, podendo ainda populações (baseados em es- cumentos anexos ao PETI 3+ QCA [Quadro Comunitário vir a encaixar investimento tudos) apontam para a futura 2014-2020, este projeto da de Apoio]”. privado. Esta foi mesmo uma ligação do ‘Vale do Vouga’ à Linha do Vouga compreende Na ficha disponibilizada questão discutida na AMP, Linha do Norte, integrando-a “a requalificação da via e a pelo Governo no ‘Portal do recentemente, conforme inna concessão CP Porto, con- automatização de passagens Cidadão’, pode ler-se, tam- formou Hermínio Loureiro. PUB

> À BIBLIOTECA MUNICIPAL FERREIRA DE CASTRO

Estafeta de leituras regressa dia 26 de abril A Biblioteca Municipal Ferreira de Castro (BMFC) promove, até ao dia 26 de abril, a ‘Estafeta de Leituras’, integrada no programa ‘Abril, livros mil’ deste ano. A iniciativa destinase a utentes de lares e centros de dia do município, grupos seniores informais, crianças e jovens das escolas do município (desde o 1.º ciclo do ensino básico ao secundário). Após definir o itinerário da Estafeta de Leituras, as instituições participantes recebem contadores e dinamizam sessões de leitura

bém, que esta reabilitação “visa melhorar os níveis de segurança da exploração ferroviária, elevando os níveis de fiabilidade e qualidade de serviço”. Na vertente da otimização, “a realização deste projeto apresenta um potencial moderado de captação de tráfego de passageiros, sendo de destacar, ao nível da dimensão de intermodalidade, a melhoria de ligações consideradas insuficientes a núcleos urbanos densos e equipamentos públicos, serviços e indústria localizados ao longo do eixo ferroviário”. Já a principal premissa, em termos de sustentabilidade financeira e operacional, é “o aumento do grau de cobertura dos atuais custos O&M [operacionais e de manutenção]”.

nas suas instalações, passando depois o testemunho às instituições seguintes. A ‘Estafeta de leituras’ teve início no dia 01 de abril, pelas 10h00, tendo sido a biblioteca municipal a primeira instituição agendada no itinerário, com a leitura de um conto destinado ao público infantil. O contador da BMFC foi à instituição seguinte do itinerário, no dia e hora agendados, levando consigo o livro da estafeta que entregou ao contador que se seguia e ao público que

aí estivesse para ouvir. Esta segunda instituição teve de encontrar, localmente, alguém que contasse um conto (escolhido pela própria instituição) e que partisse para o participante posterior, passando o testemunho – livro da estafeta. O circuito encerra com a entrega da última estafeta ao contador da Biblioteca, seguindose depois um serão de contos, então no dia 26 de abril, pelas 21h30, um momento ímpar de tradição oral com estórias para todas a idades.


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Terça-feira, 22 de abril de 2014

CONCELHO/OPINIÃO

> COM A PALESTRA ‘AUTISMO: DESDE A IDENTIFICAÇÃO À INTERVENÇÃO’

Rotary assinala Dia do Autismo No passado dia 02 de abril, foram muitos os que, na sala polivalente da Biblioteca Municipal Ferreira de Castro, assistiram à palestra ‘Autismo: Desde a identificação à intervenção’ promovida pelo Rotary Club de Oliveira de Azeméis (RCOA). Neste Dia Mundial da Consciencialização do Autismo - vulgo Dia Mundial do Autismo –, assinalado pelo segundo ano consecutivo pelo RCOA, rotários, pais, professores, técnicos da saúde, etc., ouviram, atentamente, Reut Peleg e Cláudia Patrício a falarem sobre os sinais de alerta que podem facilitar uma identificação precoce, o historial das intervenções ABA (Applied Behavior Analysis) junto da população de indivíduos com autismo, caraterísticas de intervenções eficazes e procedimentos recomendados de inclusão no sistema educacional. Coube a Adílio Bastos Pinto, presidente do clube de serviço oliveirense, abrir a sessão, começando por dar as boas vindas

viço’, que, no final da sessão, receberam, cada uma, um exemplar do livro ‘Rotary Club de Oliveira de Azeméis - 30 Anos’.

Pelo segundo ano consecutivo, o Rotary Club de Oliveira de Azeméis assinalou o Dia Mundial do Autismo

aos presentes e, depois, agradecendo às pessoas e entidades que permitiram a organização deste iniciativa, em particular à vereadora da divisão municipal de Ação Social, Gracinda Leal, e à Câmara de Oliveira de Azeméis, pela cedência do espaço. Seguiu-se Manuel Bastos Pinto. O diretor de protocolo aproveitou a ocasião para dissertar sobre o movimento rotário e os clubes que o compõem, desta-

25 de abril

Um dia que faz parte do calendário do tempo há, pelo menos, 2014 anos. Mesmo assim e talvez por isso, várias dessas datas têm alguma significação: Nascimentos, batizados, comunhões, namoros, casamentos, separações ou divórcios, etc., terminando nos falecimentos. Porém, este escrito destina-se ao 25 de abril de 1974 e, por efeito da sondagem que dá a saber que grande parte dos inquiridos referiu que, nos últimos cem anos, foi “a coisa” mais importante que aconteceu em Portugal, havendo até quem recuasse centenas de anos, como se neles vivesse… Provavelmente ‘essa conclusão’ terá resultado do facto dos interpelados terem pouco mais de quarenta anos de idade e pouco ou nada saberem do modo de vida dos seus antepassados e das condições em que ela decorria. Há um ditado que com poucas palavras define esses tempos – ‘pobres mas alegres’. Igualmente que havia ricos, fossem proprietários latifundiários, comerciantes, industriais (poucos) capitalistas, milionários e outros beneficiados por cargos públicos ou empresariais. Ao todo não excederia um décimo da população. Após a II Grande Guerra as dificuldades de todo o género se iam agravando, as populações ‘comeram o pão que o diabo amassou’, o que veio piorar nas décadas de 60 e 70, do último século ‘a guerra no Ultramar’ atitude que nunca

cando “o papel importante da Rotary Foundation, que congrega e lidera as ações dos clubes, apoiando causas importantes em todo o mundo, como a cegueira evitável, o combate à poliomielite e a consciencialização do autismo”. Entretanto, também João Azevedo tomou a palavra, tendo este membro do RCOA e principal impulsionador da palestra apresentado as oradoras ‘de ser-

percebi, porque nem qual a finalidade, uma vez que na história sempre nos era ensinado que Portugal se tornou numa nova nação com D. Afonso Henriques, vindo a perder independência durante umas dezenas de anos, recuperando-a a 01 de dezembro de 1640. Essa foi uma data que pela sua importância mereceu um hino cuja letra começa assim ‘aos famosos de quarenta…’. E qual é o do 25 de abril?! Grândola Vila Morena! … Claro que a designada ‘Revolução dos Cravos’ não passou de uma grande manifestação de regozijo, com flores e tudo, incluindo ‘os foguetes dos tiros disparados para o ar’, como, normalmente, acontecia nos ‘salons’ dos filmes de cowboys que, raramente, acabavam com ‘a morte do artista’. Era justificável tanta alegria, mas nessa altura pouco mais se cantava ou gritava! Viva à liberdade, liberdade e mais liberdade. Este foi o melhor prémio, porque, logo, foram libertados os presos inocentes (e não só), assim como possibilitou o regresso ao país daqueles que se haviam refugiados por discordância, medo ou cobardia. Uma semana depois – o 1.º de maio – foi o dia da grande comemoração. Foi bonito de se ver. Porém, já se passaram quarenta anos, tantos quantos os anteriores designados por ditadura. Dá vontade de perguntar quais os benefícios que temos hoje após esses quarenta anos. O mais evidente é que a quantidade de ricos é maior e estes são mais abastados. Mas não devere-

Diagnóstico deve ser precoce Cláudia Patrício iniciou a sua alocução enumerando as áreas que o autismo abrange, nomeadamente a linguagem, comunicação, comportamento adaptativo, níveis de comportamento e interação social. Na oportunidade, salientou ainda que o diagnóstico deve ser precoce, feito com cuidado e obedecendo a um conjunto de caraterísticas e apontando os sintomas mais evidentes. Por sua vez, Reut Peleg explicou o significado de ABA (Applied Behavior Analysis) como análise aplicada do comportamento, focada em resultados mensuráveis e em que é analisada a sua eficácia. O objetivo do método é provocar uma mudança comportamental, quer desenvolvendo ou aumentando, quer extinguindo

mos esquecer que os finais dos anos 70 e as décadas de 80 e 90 foram tempos de ‘vacas gordas’, não sendo necessário grande esforço para ‘se viver à grande e à francesa’. Atingiu-se uma fase de gastos supérfluos, para os quais não estávamos preparados nem com capacidade de pensar no futuro. Muito se estragou, mas também se gozou. Vias rápidas para chegar mais depressa ao Algarve ou estrangeiro, esquecendo que, neste caso, as dívidas, que já não eram nossas, voltavam para os credores que, assim, iam recebendo ‘por dois carrinhos’. Tempos depois chegou a altura daqueles que nos enganaram com promessas de progresso e bem-estar e que aparecem para receberem os seus créditos, que, anos, antes dizia-se ‘ser a fundo perdido’. Daí acontecer que os governadores apanhados na malha que havia sido armada com a denominação de troica, não tiveram hipótese de solver os encargos assumidos (incluindo estádios de futebol desnecessários) subscritos por uns e outros. Por isso, aconteceu o volte-face das pessoas e responsáveis que nunca pensaram no futuro: ‘Quem vier atrás que feche a porta’… Aliás, aumentou desmedidamente o número daqueles que ainda vão dizendo que o que interessa é o dia de hoje, hoje que o de amanhã pode vir ou não… o que é contrariado pelas muitas manifestações justas dos descontentes, não só com o hoje como com o amanhã e o depois e os seguintes! Não é

ou diminuindo, sendo que Reut Peleg considerou-o uma metodologia em que se verifica empiricamente o autismo, um sistema que se autocorrige, pois se baseia em recolha de dados. Na sua ótica, trata-se, “acima de tudo”, de uma “ciência”. A esse propósito, focou ainda as componentes da intervenção, principalmente, o ensino no ambiente tradicional, generalização, grupo pequeno, sala de aula, coaching de pais, comunidade e vida ativa. Segundo esta entendida na matéria, todo o processo para ser bem sucedido deve ser intensivo e envolver a família, a escola e a comunidade, havendo recolha de dados e análise de desempenho – por exemplo, uma criança autista deve ter “40 horas semanais de acompanhamento”. Na altura, foram, de igual modo, referenciadas a seleção de comportamento alvo e estratégias a utilizar, sendo ainda visionados vários vídeos temáticos.

de admirar! Como se consegue viver sem emprego ou, mesmo trabalhando, com salários ao mínimo indispensável para se ter alguma dignidade. E que dizer sobre os reformados já com idades avançadas e incapacitados, a quem são atribuídas pensões tão baixas que se forem doentes ou tiverem de pagar rendas de casa conseguem sobreviver?! É uma dor de alma para quem sente e vê! Recordo pedintes que, de mãos erguidas ou estendidas, rezavam uma Avé Maria na esperança de receberem um ou meio tostão ou um pedaço de broa e uma malga de caldo. Talvez de maneira diferente esses tempos tenham regressado e se não houver quem acuda as dificuldades serão piores que as anteriores e quem sabe se com mais gravidade. Contudo, já há quem diga (mais valia estarem calados) que a situação só mudará pela força. E alguns que o referem tem responsabilidades esquecem serem dos mais culpados. Não será de esperar que as festas do 25 de abril continuem como dantes. Pode não estar distante a data em que a população, sem cartazes mas com alfaias enferrujadas e a dos centros urbanos com vassouras e esfregonas, sem esquecer a lixívia, demonstrem a tal força. Isso também faz parte da Liberdade. Senhores do Governo, da Assembleia da República, dos partidos e comparsas não confiem que o povo português seja sempre pacífico. Analisem a Nossa História! ARTUR COSTA


CONCELHO

A iniciativa teve lugar no auditório da Escola Superior de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa de Oliveira de Azeméis, um espaço onde ‘se respira Educação’

Terça-feira, 22 de abril de 2014

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Max Haetinger (à esq.ª) e Isidro Figueiredo

> PALESTRA DE MAX HAETINGER DEBATEU A EDUCAÇÃO ATUAL

‘A Escola que encanta e transforma vidas’ No início deste mês, a palestra de Max Haetinger subordinada ao tema ‘A Escola que encanta e transforma vidas’, que teve lugar no auditório da Escola Superior de Enfermagem, mereceu boa adesão de participantes. Na oportunidade, debateuse a educação atual. TAVARES RIBEIRO

No âmbito desta palestra promovida pela Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, debateu-se a educação atual, em que educadores preocupam-se não apenas “se o aluno aprende ou não aprende” ou “quanto ele aprende”, mas voltados para uma nova realidade pró-ativa de tentar perceber “de que modo podemos favorecer a aprendizagem?” e que ações pedagógicas a adotar para facilitar a construção de conhecimentos. Na abertura da sessão, o edil Hermínio Loureiro disse que ao título da palestra ‘A Escola que encanta e transforma vidas’ acrescentaria que é “a escola ideal, a escola desejável, a escola que todos nós queremos, a escola onde queremos andar, a escola onde queremos trabalhar, onde queremos ensinar, onde queremos dar aulas”, não havendo dúvidas que “a escola é uma coisa que marca cada um de nós para toda a vida”. Assim, predispôs-se também a aprender com quem sabia da matéria e dominava bem o tema proposto, pois, em seu entender

Nesta palestra por si promovida, a Câmara fez-se representar pelo presidente e elementos ligados à DME

“a escola tem de ser sinónimo, logicamente, de educação, mas também de alegria, motivação e ambição. Todos nós queremos saber mais, nós queremos saber, ter melhores conhecimentos, porque o investimento na educação é aquilo que melhor nos garante o futuro!”. A propósito do trabalho desenvolvido pelo município oliveirense, na sua vertente educativa, sublinhou que “os euros aplicados na educação nunca são levados à conta de custo. São sempre considerados um investimento. Um investimento nas novas gerações.” Por outro lado, esse investimento, segundo o autarca, é feito não apenas em termos infraestruturais, mas também nos bens imateriais, garantindo que os “instrumentos de aprendizagem sejam modernos e motivem alunos, pais e professores, para que seja uma escola participada”.

Max Haetinger - doutorado em Educação e Psicologia na Universidade do Porto, mestre em Educação; especialista em Criatividade e em Tecnologias Aplicadas na Educação, psicopedagogo e autor de vários livros - realçou que o ato de aprender a ensinar não se confina nos livros. Este, de acordo com o palestrante convidado, tem uma outra palavra – inter-relação: “Sem inter-relação, sem integração boa, determinada, ninguém aprende, ninguém ensina. Isso começa logo em nossa casa com os nossos filhos, com os nossos alunos, quando estão a aprender as primeiras lições, depois, no trabalho”… ou onde quer que seja”. Na perspetiva de educador, ao analisar “como os alunos aprendem”, questionou: “Mas, afinal, como se aprende?” E para responder a essa e outras questões, desenvolveu uma ‘aula prática’ onde não aprenderam só os professores, mas tamAto de aprender não se bém os que estiveram na sala. E limita aos livros no seu desenvolvimento todos Já entrando na abordagem foram pró-ativos, a melhorar da temática propriamente dita, as inter-relações, com sorrisos,

valorizando a pessoa que estava ao lado, cumprimentando, dando aperto de mãos, com abraços, beijos… e música, e diversão, enquanto desenvolviam essa prática! A diversidade da sala de aula Pondo em destaque metas qualitativas do ato de aprender, que é de extrema relevância para quem trabalha a educação – tendo em conta o seu papel de realce nas descobertas e na aprendizagem dos seus educandos – interrogou: “Vocês já viram como está a evolução? Pois… tanta mudança em cada período de tempo curto! “No século passado, isso se verificava em cada dez anos. Neste século, é três anos, às vezes, até dois ”. Modificam-se o jeito, a forma, a motivação, os destinos… Focou também que a sala de aula é uma diversidade. Apesar de termos lá vinte e poucos alunos, eles estão constantemente juntos, sendo que um segura o outro no processo de aprendizagem, onde é necessá-

rio “aprender a trabalhar mais com o outro”. No século passado, a competição era mais individual. Então era eu contra ele; um indivíduo contra outro indivíduo. Por este século, isto se modificou. “Não basta eu ser bom, significa pouco no século hodierno”. E trabalhar em grupo é “um processo que demora a se estabelecer na escola”. Do muito ‘sumo’ que a ‘lição’ teve, em jeito de conclusão, observamos: Vivemos num mundo em transformação, onde se dá lugar à ‘curiosidade’ - devendo-se entrar com “os olhos voltados para o futuro e para um mundo cada vez melhor”; à ‘diversidade cultural’; ao ‘encantar’, “encantar em sala de aula é fazer aquilo que o aluno não espera, é surpreendê-lo, é fasciná-lo”. E cabe ao educador “realizar coisas novas, Inovar e, principalmente, proporcionar e buscar de seus alunos a ‘criatividade’ no tratamento dos temas e conteúdos”. E, na construção desse conhecimento, também se deve atuar em rede. Assim, fica a questão: “Como revitalizar os espaços educativos reais frente a um mundo digital e virtual?” E como motivar os educandos “a interagir em um espaço limitado frente a um mundo ilimitado e mediático?” O tema é vastíssimo, daí muito ter ficado por dizer. Por isso, como sublinhou no encerramento, Isidro Figueiredo, vereador da divisão municipal de Educação (DME), “a Câmara terá toda a disponibilidade e gosto em poder repetir [a iniciativa], em local e dia adequados a uma participação ainda mais ampla”. É que, promovendo ações como esta, a escola também se renova e encanta.


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CONCELHO

Terça-feira, 22 de abril de 2014

> JORNADAS TECNOLÓGICAS NO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS SOARES BASTO

“Um estrondoso sucesso” A primeira edição das Jornadas Tecnológicas do Agrupamento de Escolas Soares Basto decorreu durante dois dias e cumpriram com “sucesso” os objetivos: Sensibilizar dos alunos para a importância da via profissionalizante e abrir a comunidade educativa à sociedade e ao tecido empresarial. Nos dias 03 e 04 do corrente na escola sede do agrupamento Soares Basto (AESB), teve lugar a primeira edição das Jornadas Tecnológicas. Tratou-se de uma iniciativa a cargo do Departamento de Tecnologias do AESB, que integra as áreas de formação profissional relacionadas com a Mecânica, Eletrónica e Informática. Para Luís Veloso, coordenador deste departamento e responsável por uma equipa de 21 professores, “estas jornadas foram um estrondoso sucesso. Ultrapassaram as expetativas iniciais; foram pensadas e construídas para cumprir dois grandes objetivos”. De uma forma mais imediata, “considero ser importante a realização de ações como esta para sensibilizar a comunidade educativa, em particular os jovens alunos que pretendem optar por uma via mais profissional, o que foi conseguido através da mostra e de trabalhos desenvolvidos pelos alunos de nível secundário, pós-secundário e superior. De reter, neste âmbito,

Daniela Silva/Nádia Paiva

A EBS Soares Basto recebeu a primeira edição das Jornadas Tecnológicas

> DURANTE O DECORRER DAS JORNADAS

Oficinas de Mecânica abertas à comunidade Durante os dois dias, foi possível visitar, livremente, as oficinas de Mecânica, onde o grupo de professores dessa área, liderado por Manuel Oliveira e acompanhado pelos alunos dos cursos profissionais dessa área, estiveram sempre disponíveis, juntamente com a empresa Tecmacal, para mostrarem alguns processos de fabrico e realizarem diversas demonstrações de produtos e soluções utilizadas na indústria. que contámos com a presença da Escola Superior Aveiro Norte [ESAN], pólo da Universidade de Aveiro, a par com a demonstração de outros desenvolvimentos tecnológicos, ferramentas, equipamentos e soluções implementadas na indústria local, regional e mundial. Neste sentido, trouxemos a estas jornadas algumas empresas, como a Fagor Automation, grupo Canela, grupo Simoldes, JDD – Empresa de Moldes, OMRON e Tecmacal”. Por outro lado, ainda de acordo com

o professor, “o segundo grande objetivo passou pelo estreitar de relações e pela aproximação das empresas e de outras instituições importantes, parceiras do desenvolvimento e do ensino tecnológico”. Neste campo, salientou a presença da Câmara, através de Isidro Figueiredo, vereador da divisão municipal de Educação, e da Associação Empresarial do Concelho de Oliveira de Azeméis (AECOA), representada pelo seu vice-presidente, Manuel Tavares.

Região com desemprego abaixo da média nacional A sessão de abertura ficou marcada pelo painel ‘Ensino tecnológico no desenvolvimento social e económico do concelho de Oliveira de Azeméis’. Neste, a diretora do AESB, Maria José Cálix, centrou a sua intervenção em três ideias fortes: “O peso e a responsabilidade de pertencermos a esta instituição; o esforço que desenvolvemos para contribuir para o desenvolvimento da comunidade oliveirense; e a necessidade e os benefícios de um trabalho colaborativo entre os vários parceiros aqui representados”. Por seu turno, Manuel Tavares, da AECOA, felicitou a organização pela pertinência e atualidade do programa e sublinhou ser necessário continuar a desenvolver este tipo de iniciativas no sentido de se assegurar, com maior eficiência e rendimento, todos os esforços desenvolvidos pelos vários parceiros - autarquia, escola e empresas - com responsabilidade na educação e formação dos futuros profissionais e quadros intermédios tão necessários para o desenvolvimento tecnológico e empresarial. Partilhou, ainda, das ideias expostas por Maria José Cálix, tendo lembrado, aos futuros quadros intermédios (alunos dos 1.º, 2.º e 3.º anos das áreas profissionais de Mecânica, Eletrónica e Informática), que se podem considerar uns privilegiados por se encontrarem numa região altamente industrializada e cuja taxa de desemprego ronda os 6%, em contra-ciclo com a do país que anda nos 16%. Não se cansou de felicitar os responsáveis por esta iniciativa, pela visão estratégica, pertinência, importância e contri-

> ESCOLA SOARES BASTO

Uma referência nacional “A aposta no ensino profissional e vocacional tem sido reconhecida, ao longo dos anos, por diversas entidades nacionais, regionais e locais, ligadas ao ensino e à formação profissional. Na verdade, a Escola Básica e Secundária [EBS] Soares Basto tem sido apontada como uma das três escolas referência pela Agência Nacional para a Qualificação (ANQ), o que naturalmente muito nos orgulha. Este reconhecimento público, aliado à sua prestigiada história, impõe-nos obrigatoriamente uma acrescida responsabilidade. Sentimo-nos agradecidos pelo apoio que temos recebido das empresas locais e regionais para o complemento da formação aqui iniciada e estamos seguros que a articulação formativa estabelecida, a todos beneficia. Com efeito, se à Escola interessa poder beneficiar de parceiros que em contexto real de trabalho contribuam para a conclusão da formação profissional dos alunos, também às empresas interessará investir, desde cedo, na qualificação dos nossos alunos, que serão, muito provavelmente, os seus futuros profissionais”. MARIA JOSÉ CÁLIX, DIRETORA DO AESB

buto fundamental para o necessário desenvolvimento do ensino tecnológico e tecido empresarial e económico.

Daniela Silva

> UM PROGRAMA DIVERSIFICADO

Dois dias de intensa atividade No primeiro dia, na sala polivalente da Biblioteca Municipal Ferreira de Castro, integrado no programa das Jornadas Tecnológicas, com o apoio e reconhecimento do Centro de Formação da Associação de Escolas de Arouca, Vale de Cambra e Oliveira de Azeméis, decorreu um seminário, durante a manhã, e um workshop, à tarde, sobre ‘Fotografia’. Professores e alunos do Curso Profissional Multimédia e do Curso Vocacional de Fotografia acompanharam as experiências dos três profissionais convidados, Kim Ramalho, de Oliveira de Azeméis, João Cosme, de Vouzela, e Paulo Moreira, de Ílhavo. Em simultâneo, no auditório da Escola Básica e Secundária Soares

Basto (EBSSB), sede do agrupamento, decorreu uma palestra apresentada pela Fagor Automation sobre alguns produtos e soluções para a indústria que encerrou a manhã. A ‘impressão 3D’ foi outro dos grandes temas abordados, durante a tarde deste primeiro dia e que foi uma agradável surpresa, conforme se comprovou pela elevada assistência e curiosidade manifestada pela comunidade educativa e industrial. A manhã de 04 de abril, último dia de aulas do segundo período, serviu para tratar dos ‘Percursos formativos no secundário e pós-secundário”, através dos esclarecimentos prestados pelas docentes Cecília Oliveira da EBSSB e Cármen Guimarães da ESAN. A Universidade de

Aveiro preencheu o resto da manhã, com a presença de dois professores e investigadores, que abordaram temas relacionados com ‘Robôs e realidade virtual’ e ‘Telemóveis 5G e internet em 2020’ respetivamente Paulo Dias e Paulo Marques. A fotografia foi um dos temas em destaque A iniciativa encerrou com a palestra ‘Indústria de moldes, presente e futuro”, com duas intervenções: Manuel Alegria do grupo Simoldes deceu a toda a comunidade escolar viços de ‘coffee break’ e almoço. Luís e Hugo Pinto da empresa de moldes do AESB, Câmara Municipal, AE- Veloso não esqueceu de reconhecer, JDD. COA, ESAN-UA, empresas que ainda, a delicadeza dos professores se fizeram representar e a todos os e alunos do Curso Profissional de Interação na comunidade convidados que aceitaram o desa- Turismo da EBSSB, que aceitaram escolar da‘Soares Basto’ fio da participação. Um agradeci- colaborar e na organização funcioNo final, o coordenador do de- mento muito especial aos alunos e nal, recebendo e acompanhando partamento de Tecnologias, Luís professores do Curso Profissional os visitantes e, assim, contribuindo, Veloso, manifestou a sua satisfação de Restauração da ESSB, sempre significativamente, para o sucesso com o sucesso deste evento e agra- disponíveis para garantirem os ser- deste evento.


opinião

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Visão de futuro Causa comum Momento de reflexão A revolução de Abril faz 40 anos.

Foi uma revolução em que a violência, habitual nestes processos, deu lugar à festa nas ruas com os militares de armas “silenciadas” por cravos vermelhos a festejar com o povo a queda de uma das mais velhas e repressivas ditaduras da Europa. Um exemplo para o mundo! Acerca desta efeméride, em que os militares movidos por ideais abriram caminho a um impressionante movimento popular que culminou com a instalação do regime democrático, gostaria de abordar três aspetos que, no atual contexto, considero relevantes. O primeiro tem a ver com as dúvidas que alguns ainda têm acerca dos méritos da revolução. Há quem questione a qualidade dos políticos e o funcionamento dos órgãos de soberania em regime democrático; se interrogue se a descolonização poderia ter sido feita de uma ou de outra forma; ou se o País se desenvolveu do melhor modo. Porém, não há dúvidas acerca da maior das vitórias da “Revolução dos Cravos”: a conquista da liberdade e a possibilidade de escolhermos os nossos representantes; e, só por má-fé, se poderá duvidar da onda de progresso e modernização que Portugal viveu nestes 40 anos de democracia. O segundo aspeto diz respeito ao facto de ter sido vedada a possibilidade de um representante dos capitães de Abril discursar na “casa da democracia” durante a sessão comemorativa do 25 de Abril. Independentemente do incómodo que o teor desse discurso pudesse causar junto da classe política, é incompreensível que não se destaque e valorize o papel das forças armadas na revolução e libertação do nosso povo das mordaças da ditadura. Autorizar o discurso de um representante destes militares seria um importante sinal de maturidade democrática e um justo reconhecimento a todos os que ativamente contribuíram para a maior das conquistas do 25 de Abril: o direito de nos podermos expressar livremente. Finalmente, destaco o papel da revolução de Abril para a consolidação da autonomia do poder local ao longo dos últimos 40 anos. Com altos e baixos, com virtudes e defeitos, as autarquias protagonizaram o modelo de descentralização do estado em democracia e têm sido o verdadeiro motor do desenvolvimento do País. Hoje, discute-se a transferência de novas competências para as autarquias locais, reforçando-se a importância que têm na melhoria da qualidade de vida das populações e no desenvolvimento mais equitativo do nosso território. Acredito que a correção das assimetrias que ainda persistem passará por promover políticas de proximidade, cujo sucesso dependerá da nossa capacidade de aproximarmos ainda mais os centros de decisão às populações, através do reforço do papel das autarquias locais. Por isso, faz todo o sentido assinalar condignamente os 40 anos da revolução de Abril e manifestar muito orgulho naquilo que construímos e conquistamos até hoje. Viva o 25 de Abril; Viva Portugal!

Joaquim Jorge

É já no próximo fim-de-semana de 17 e 18 de Maio que se realiza mais uma edição do Mercado à moda Antiga de Oliveira de Azeméis. Estamos a menos de um mês do seu início. É um certame que, de ano para ano, assume uma dimensão cada vez maior, com uma notoriedade crescente, e acima de tudo, uma qualidade que impressiona todos os que nos visitam. O mercado à moda antiga enche de orgulho todos os que nele participam. As muitas associações envolvidas, a camara municipal e todos os organizadores têm mostrado ao país que é possível realizar uma festa desta natureza de uma maneira tão competente. É a competência natural das gentes de Oliveira de Azeméis. É inegável a relevância que este evento assume a nível local, regional e até nacional. A afluência de público é sempre muita e esperemos que este ano a chuva não nos visite e que o bom tempo permita que a festa e as atividades adstritas ao Mercado à Moda Antiga tenham ainda mais brilho. Tenho por diversas vezes aproveitado o privilégio de escrever esta coluna para louvar e sobretudo lembrar aos mais distraídos, aos que semana após semana preferem ter uma postura negativista em relação ao nosso concelho e ao que cá se faz, que em Oliveira de Azeméis são felizmente muito mais os aspetos positivos, do que os negativos. Claramente, e acima de tudo, mérito da capacidade dos Oliveirenses. E ao contrário do que os profetas da desgraça gostam de apregoar, Oliveira de Azeméis… Acontece. Esta semana celebramos igualmente 40 anos da revolução dos Cravos. Tive a sorte de nascer num tempo em que em Portugal já se vivia uma democracia plena. Não deixo no entanto de me sentir muito grato a todos aqueles que no antes, no durante e no depois (no chamado período do PREC) do 25 de Abril, lutaram por esta liberdade que muitos infelizmente continuam a não valorizar. Mais uma vez, e tristemente diria eu, vimos sinais de alguma polémica sobre as comemorações e as festividades que serão levadas a cabo. Gostaria que o bom senso imperasse, gostaria que todos os atores políticos, todas as associações ligadas ao 25 de Abril e toda a população em geral percebesse que Abril é uma conquista de todos, e não é exclusiva de ninguém…

José Campos

Estimados leitores mais uma Páscoa passa pelas nossas vidas e relembra-nos o papel da religião católica no nosso quotidiano e a importância dos seus ensinamentos. Quer queiramos quer não a religião acaba por interferir um pouco em cada dia da nossa vida pelos mais variados aspetos. Vivemos numa sociedade que na sua grande maioria professa a religião Miguel católica e daí o papel importante que Portela a religião acaba por ter em vários aspetos da nossa realidade diária. Mesmo na política a religião tem um papel fundamental e foi isso mesmo que nos lembrou recentemente o Papa Francisco, numa homilia, quando referiu a obrigação dos cristãos darem o seu contributo na política. Segundo as suas palavras e passo a citar: “Envolver-se na política é uma obrigação para os cristãos. Nós cristãos, não podemos fazer de Pilatos e lavar as mãos, devemos entrar na política porque a política é uma das formas mais altas de caridade porque busca o bem comum. Os leigos cristãos devem trabalhar na política. A política está suja porque os cristãos não entraram nela com o espirito do Evangelho.” Este Papa tem surpreendido a humanidade pela sua capacidade de perceber as fraquezas que afligem as sociedades, pela sua proximidade àqueles que mais precisam de sentir o seu estímulo, pela profundidade das suas palavras e pela grandeza do seu exemplo. Com a afirmação que faz lembra-nos que para conseguirmos um bom rumo para a nossa sociedade devemos reger-nos pelo que fará maior sentido para o bem comum e para o que nos rodeia. É verdade que vivemos numa sociedade exigente e multifacetada, que nos põe á prova constantemente, e que é comprovadamente mais fácil embarcar naquilo que mais agrada, mesmo que seja provavelmente o menos correto. Gostaria de vos citar Adelino Amaro da Costa, um democrata-cristão de referência, que dizia: “Ser autêntico, viver de acordo com aquilo que se pensa até às últimas consequências é difícil, mas tem um grande prémio.”, e deverá ser com base neste prémio, que não será mais que uma consciência tranquila e o sentimento do dever cumprido, que devemos trabalhar. A sociedade que estamos a construir será aquilo que todos fizermos dela, ela é assente nos princípios que lhe quisermos incutir e, o futuro das novas gerações depende daquilo que formos fazendo e lhes formos ensinando, pois será baseado nessas premissas que os futuros adultos farão as suas opções. Despeço-me com amizade


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CUCUJÃES/S. ROQUE E NOGUEIRA DO CRAVO> AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DR. FERREIRA DA SILVA

Uma semana de ‘intensa’ leitura… De acordo com o plano anual de atividades, teve lugar de 16 a 24 de março, a ‘Semana da Leitura’ subordinada ao tema genérico, selecionado a nível nacional, ‘800 Anos da Língua portuguesa”. O Agrupamento escolar Dr. Ferreira da Silva associouse à efeméride… naturalmente. O evento, destinado a celebrar e a incentivar o prazer de ler, contou com múltiplas atividades direcionadas à promoção da leitura, ao encontro entre os livros, os seus leitores e aqueles que os escrevem, tudo isto em contexto de sala de aula e/ou biblioteca escolar. Os alunos, docentes, pais e encarregados de educação do Agrupamento de Escolas Dr. Ferreira da Silva (AEFS) participaram ativamente nos diversos eventos que a biblioteca escolar lhes proporcionou, nomeadamente o encontro com seis distintos escritores e as suas obras literárias: Ana Macedo, com os livros ‘Lágrimas coloridas’ e ‘Sem pecados na culpa’, para os alunos dos 2.º e 3.º ciclos; Rui Sousa Basto, com o livro ‘Por um punhado de dólares’, dirigido aos do ensino secundário; o escritor natural de S. Roque, Flá-

Foram vários os escritores que vieram partilhar a sua experiência com os alunos do AE Dr. Ferreira da Silva, no âmbito da ‘Semana da Leitura’.

>ALGUNS OBJETIVOS DESTA SEMANA

Em busca do gosto pela leitura De acordo com press release enviado à nossa redação, a organização pretendeu, com todas estas iniciativas, apostar na promoção da leitura, na inventariação e valorização das vio Capuleto, com o livro ‘Inferno no Vaticano’, orientado para os estudantes do terceiro ciclo; a jovem escritora Diana Filipa Almeida e Silva, também natural de S. Roque e antiga aluna da EB 2,3 Comendador Ângelo Azevedo, com o seu livro ‘Fica comigo: amanhã pode ser tarde demais’; o docente e escritor Álvaro Reis, direcionado aos alunos do 9.º ano do agrupamento, e Carla Maia de Almeida com as obras ‘Não Quero usar óculos’ e ‘Onde

práticas pedagógicas, na consolidação e ampliação do papel das bibliotecas escolares no desenvolvimento de hábitos de leitura e na elevação dos níveis de literacia, saindo os alunos mais enriquecidos e sensibilizados para o gosto, necessidade e utilidade de lerem cada vez mais e melhor.

moram as casas’, dirigidas aos mais pequeninos do pré-escolar e do 1.º ciclo do AEFS. De salientar, igualmente, a participação de individualidades do concelho em iniciativas de promoção da leitura, como Isidro Figueiredo, vereador da Educação da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, José Rosa, diretor da Associação de Escolas de Arouca, Vale de Cambra e Oliveira de Azeméis, presidentes de Junta de Freguesia de

Cucujães, S. Roque e Nogueira do Cravo, Simão Godinho, Amaro Simões e Agostinho Tavares, respetivamente, representantes das Associações de Pais e Encarregados de Educação das respetivas escolas e o diretor do Agrupamento, António Figueiredo. Porque… ‘Ler está na moda’ Pela primeira vez, este ano, a iniciativa teve alguma originalidade com o envolvimento de ca-

sas comerciais na promoção da leitura, através da atividade ‘Ler está na moda’. Nesta ação foram divulgados escritores e respetivos textos em casas comerciais das três freguesias abrangidas pelo território educativo deste agrupamento de escolas (Cucujães, S. Roque e Nogueira do Cravo). A par deste conjunto de iniciativas da responsabilidade do AEFS, os jovens estudantes participaram, ainda, em atividades concelhias comuns, como ‘Um minuto de leitura’; ‘Leituras à mesa’ - toalhetes para os tabuleiros, na hora de almoço; ‘Escritores (nossos) por todo o lado’ - frases de escritores selecionados espalhadas por diferentes espaços das escolas; ‘Convidado de Leitura’, boletim bibliográfico com compilação de todas as obras de fundo local das bibliotecas escolares do concelho; e, ainda, a peça de teatro ‘A Missão’ e uma Caminhada Literária, baseada nos caminhos de Ferreira de Castro. A abertura oficial da ‘Semana da Leitura’ neste agrupamento foi marcada por uma cerimónia específica, em que participaram entidades autárquicas várias, escritores, docentes e alunos. Estes foram convidados a visitar uma exposição, de quinze quadros, de ilustrações da obra ‘Era uma vez…a Selva’, do escritor José Carlos Soares e do pintor José Emídio, uma homenagem a Ferreira de Castro, escritor nascido na freguesia de Ossela do concelho nosso concelho.

CUCUJÃES> PARA OS MAIS NECESSITADOS DA FREGUESIA

Aulas de dança ‘dão’ cabazes pascais Numa iniciativa das comissões social e da cultura da Junta de Freguesia, foram angariados diversos cabazes de bens alimentares para serem distribuídos por famílias carenciadas da vila de Cucujães. Num período cuja conjuntura económica favorece o empobrecimento de muitas pessoas que, anteriormente, dispunham de uma vida mais desafogada, ações como esta são efetivamente louvar. O grupo ‘Kidança’, orientado por Quitéria Correia (fot à dir.ª), conseguiu concretizar o seu Importa, então, adiantar que objetivo: Angariação de cabazes com bens alimentares para famílias carenciadas de Cucujães. a angariação destes bens foi a forma encontrada para o pagamento das aulas do grupo instrutora Quitéria Correia. no Centro Cultural de Cucu- pelas danças que ensina. Sem tura e a solidariedade. Bem‘Kidança’, por parte dos alu- Estas aulas decorrem aos jães. De reter, portanto, que a dúvida uma maneira de fazer haj quem assim procede. VALTER SANTOS nos da turma orientada pela sábados das 18h00 às 19h00 instrutora dá e nada recebe interagir na sociedade a cul-


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Terça-feira, 22 de abril de 2014

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CUCUJÃES> JUNTA AJUDA FREGUESA SEM CONDIÇÕES MÍNIMAS DE HABITABILIDADE

Idosa vivia em casa degradada, sem luz e água

Travessa da Rua Fonte Escura e antiga casa, onde Maria Margarida de Jesus Dias vivia sem condições

No passado dia 14, a Junta de Freguesia da Vila de Cucujães pôs termo a um caso de drama social que, durante décadas a fio, envolveu Maria Margarida de Jesus Dias, esperando, agora, também poder contar com a colaboração da Câmara Municipal.

O caso que se segue é o de Maria Margarida de Jesus Dias, nascida em 1947, em Fonte Escura, numa casa insalubre, onde também vieram ao mundo os seus seis irmãos. Tal como o nome deste lugar da Vila de Cucujães, à vida desta, agora, idosa com 67 anos foi faltando ‘luz’. Com o passar do tempo, os seus familiares foram tomando outros rumos, mas ela não, deixando-se ficar na habita-

ção cada vez mais degradada e passando cada vez mais necessidades. Entretanto, uma atenta cucujanense – a D.ª Ludovina -, apercebendo-se da miséria em que vivia Maria Margarida de Jesus Dias, deu-a a conhecer à Junta de Freguesia (JF) liderada por Simão Godinho – autarquia que, logo no local, se apercebeu que “aquilo não era vida”. Segundo o presidente da JF da Vila de Cucujães, “sem luz e

A mudança para a nova habitação, no lugar de Vila Nova, foi feita no passado dia 14

água e com a velhice a acentuar-se a passos largos, nada de bom se augurava” para aquela sua freguesa. E, por isso, procura aqui, procura ali e eis que aparece, na Rua António da Costa Sol, em Vila Nova, uma casa com as mais elementares condições de habitabilidade, para a qual Maria Margarida de Jesus Dias se mudou no passado dia 14 de abril. Não é que sua vida vai passar a ser fácil, pois, com uma reforma tão pequena, vão

continuar a haver dificuldades, mas, pelo menos, passou a ter luz e água. A Junta de Freguesia comprometeu-se a ajudar, dentro das suas possibilidades, no pagamento da renda e também vai informar a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis sobre esta situação, estando convencida que a divisão municipal de Ação Social não vai ficar indiferente a este drama social. VS

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FAJÕES>NO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS

Banda Militar do Porto dá ‘Concerto Pedagógico’ Pelo segundo ano consecutivo, a Banda Militar do Porto deslocou-se ao Agrupamento de Escolas fajoense para atuar em concerto. Desta feita, em vez de um foram dois concertos: um em Carregosa, outro em Fajões. Na manhã do dia 03 de abril, teve lugar o primeiro concerto da Banda Militar do Porto, no auditório da Junta de Freguesia de Carregosa. Este permitiu garantir condições de igualdade de oportunidades aos alunos das escolas que se situam na parte sul do território do agrupamento. Da parte da tarde, foi a vez dos alunos da Escola Básica e Secundária (EBS) de Fajões e dos estabelecimentos de ensino que se situam em seu redor terem a oportunidade de ouvir as peças interpretadas pelos exímios elementos desta conceituada filarmónica, tendo, à semelhança do ano anterior, atuado no pavilhão ginodesportivo desta escola, já que pairavam no céu ameaças de chuviscos. A música como um projeto de vida Como já se tornou num hábito, os músicos interagi-

A Banda Militar do Porto trouxe música e a oportunidade de sensibilizar os jovens para a música.

Os músicos da filarmónica foram (muito bem) servidos pelos alunos do curso profissional de ‘Técnico de Hotelaria e Restauração’.

ram com os alunos, apresentando os instrumentos que integram a Banda, de acordo com a classe a que pertencem. Pelo caráter de descontração impresso a esta interação, os estudantes tiveram a oportuni dade de compreender como a música pode ser um for te pilar na construção de um projeto de vida feliz. Do repertório das obras interpretadas, as quais foram escolhidas tendo em conta a faixa etária do público, destacamos duas, brilhantemente dirigidas pelo capitão Alexandre Coelho: ‘Tony`s Favorite cartoon’s’, de Pascal Devroye, e ‘Disney Selection’. No encerramento, os músicos da Banda Militar do Porto interpretaram o Hino Nacional, para gáudio dos presentes que a eles se associaram, entoando-o entusiasticamente. Os elementos desta filarmónica tiveram, ainda, a oportunidade de, entre o concerto de Carregosa e o de Fajões, almoçarem no restaurante pedagógico da EBS de Fajões, sendo servidos pelos alunos do curso profissional de ‘Técnico de Hotelaria e Restauração - variante Restaurante/Bar’. Os responsáveis pela organização consideram que “este tipo de iniciativas é sempre uma via privilegiada para alargar os horizontes dos nossos alunos no âmbito da formação pessoal e social, vertente fundamental do plano anual de atividades”.

UF NC / NOGUEIRA DO CRAVO-PINDELO> PARA APOIAR PAVILHÃO DE ‘A NOZ’

‘Fire Proof’ nas ‘Noites longas anos 80’ Na passada sexta-feira, dia 11, os ‘Fire Proof ’ deram mais uma alegria aos seus fãs e animaram a festa ‘Noites longas anos 80’, evento organizado pela Associação ‘A NOZ’ de Nogueira do Cravo. Casa cheia para assistir ao concerto da banda rock de Pindelo, que abriu a noite que se prolongou até de madrugada. Como não podia deixar

de ser, a banda tocou músicas da década de 80, que fizeram a delícia do público assistente, trazendo-lhe grandes memórias daquela época. Após mais uma grande atuação dos ‘Fire Proof ’, a festa continuou animada com um DJ que passou grandes temas e êxitos desses anos que foram inesquecíveis em termos musicais. ANTÓNIO LEITÃO

Os ‘Fire Proof’ de Pindelo associaram-se, solidariamente, à construção do pavilhão de ‘A Noz’ de Nogueira do Cravo.


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Terça-feira, 22 de abril de 2014

FAJÕES> EM NÚMERO DE PARTICIPANTES, ALIMENTOS ANGARIADOS E INSTITUIÇÕES BENEFICIADAS

2.ª Edição do ‘É preciso ter lata!’ superou a de 2013 No ‘É preciso ter lata’ de 2014 foram angariadas 50.000 latas, o equivalente a cerca de sete toneladas de alimentos, que, agora, vão ser distribuídas pelas 52 instituições ou projetos comunitários indicados pelas 17 equipas participantes. Para o ano há mais, estando a organização já a ponderar abrir o concurso ao ensino superior. GISÉLIA NUNES

Chegou ao fim mais uma edição do ‘É preciso ter lata! Canstruction Portugal’ - a versão portuguesa do ‘Canstruction® Junior Project’, um projeto internacional de solidariedade com mais de duas décadas, patenteado pelo American Institute of Architects. Pelo segundo ano consecutivo, o Agrupamento de Escolas de Fajões (AEF), no concelho de Oliveira de Azeméis, assumiu a organização deste concurso interescolar com o apoio exclusivo da marca de atum ‘Bom Petisco’ e que, desta vez, contou com Fernando Alvim e Ana Galvão – duas caras bem conhecidas do mundo dos media - como padrinhos. Aliás, a ideia é que, no futuro, ambos os profissionais de comunicação continuem a apadrinhar esta causa contra a fome, levada a cabo em Portugal pelo AEF e que, precisamente, neste ‘país à beira-mar plantado,’ conta já com inúmeros seguidores. Segundo dados que, na passada quarta-feira, nos foram adiantados por Francisco Moreira, equipas compostas por alunos, professores, pais e encarregados de educação de 17 agrupamentos de escolas – ou seja, mais do dobro das participações registadas na primeira edição – concorreram com esculturas construídas com latas de conservas (atum, milho, feijão, ervilhas, salsichas, tomate, etc.), revelando, uma vez

Jéssica Santos

Escultura ‘Adeus, fome’ , da autoria do Instituto Duarte de Lemos, foi a preferida do júri

FAJÕES> ESCULTURA DO AEF OBTEVE 3688 VOTOS/LATAS

‘Uma corrida contra a fome’ foi a favorita do público Tal como na 1.ª edição do ‘É Preciso Ter Lata! Canstruction Portugal’, a escultura mais votada pelo público voltou a ser a da autoria do Agrupamento de Escolas de Fajões (AEF). O trabalho ‘Uma corrida contra a fome’ ganhou a categoria ‘Favorito do público’, com 3688 votos/ latas, seguindo-se, em segundo lugar, com 478 votos/latas ‘Um outro olhar’, do Agrupamento de Escolas D. Pedro IV, e em terceiro, com 402 votos/latas, ‘A nossa capuchinha’, do Agrupamento de Escolas de Castro Daire. Ainda a propósito do AEF, note-se que este foi mais, uma grande criatividade aliada a um também grande sentido de solidariedade e responsabilidade social. Também de acordo com este professor de Educação Moral e Religiosa Católica - que, sob a coordenação do seu colega de Educação Física, Dénis Conceição, e juntamente com outros docentes do AEF, integra a comissão organizadora do ‘É Preciso Ter Lata! Canstruction Portugal’ - foram angariadas, no total, 50.000 latas, o equivalente a cerca de sete toneladas de alimentos, que, agora, vão ser distribuídas pelas 52 instituições ou projetos comunitários, indicados, previamente, pelos participantes. A todos os que participaram, mas também aos professores, alunos, pais, encarregados de educação, pessoal não docente, direção do AEF, Juntas de Freguesia de Fajões e de Cesar, e Câmara de Oliveira de Azeméis (divisão municipal de

Nádia Paiva

15 FAJÕES> EXPOSIÇÃO CONTOU COM DUAS ESCULTURAS DA BOM PETISCO

Empresa doou 18 mil latas de atum Enquanto que, em 2013, a empresa ‘Bom Petisco’ patrocinou o ‘É preciso ter lata! Canstruction Portugal’ com 6.000 latas de atum, este ano, doou 18.000, possibilitando, assim, que os participantes distribuam, pelas instituições e projetos comunitários por si indicados, mais mil latas para além das que eles próprios angariaram. Já agora, registe-se que, nesta segunda edição do concurso interescolar, com 6.000 das latas doadas pela ‘Bom Petisco’, o Mestre João Nunes construiu, com os seus alunos do curso de Design da Universidade de Aveiro, um imponente ‘atum solidário’. Já os LIKEarchitects (Diogo Aguiar e Teresa Otto) responderam afirmativamente ao desafio da organização e, com Miguel Neiva (ColorADD® – sistema de identificação de cores para daltónicos), construíram, com 12.000 latas de atum ‘Bom Petisco’, a escultura ‘Alimenta o mundo’.

ção (APEE), que já, no primeiro ano, tinha colaborado, mas que, em 2014, “quis materializar a sua colaboração” com uma eso único agrupamento de escolas do município cultura; e da Escola Superior de de Oliveira de Azeméis que participou este ano. Enfermagem do Porto (ESEP). E por falar na ESEP, foi a primeira vez que uma instituição Educação), Francisco Moreira Nova de Gaia), Agrupamento de ensino superior participou agradece, publicamente, por de Escolas de Gondomar, Es- no ‘É preciso ter lata!’, levando nosso intermédio. cola Secundária José Falcão a organização a ponderar abrir, (Coimbra), Agrupamento de já no próximo ano, o concurso Mais do dobro das Escolas de Arouca, Escola Car- ao ensino superior. participações registadas deal Costa Nunes (Pico, Açona primeira edição res), Agrupamento de Escolas Vencedores de 2014 Depois da construção in loco, D. Pedro IV (Mindelo - Vila No ‘É preciso ter lata! Cansno pavilhão ginodesportivo da do Conde), Agrupamento de truction Portugal’ deste ano, o Escola Básica e Secundária de Escolas de Castro Daire, Agru- prémio ‘Favorito do júri’ foi Fajões, no dia 11, as esculturas pamento de Escolas de Vagos, e atribuído ao Instituto Duarte estiveram em exposição de 12 Escola Profissional Agrícola de de Lemos (‘Adeus, fome’), ena 16 de abril, tendo o público, Marco de Canaveses. quanto as categorias ‘Melhor durante esse período, podido Em troca de uma ou mais la- refeição’ e ‘Melhor escultura’ apreciar as obras criadas pelo tas de conserva (custo da entra- foram conquistadas, respetiAEF, Instituto Duarte de Le- da no local da mostra), os visi- vamente, pelo Agrupamento mos (Águeda), Agrupamento tantes (comunidade educativa, de Escolas de Caranguejeira de Escolas de Castelo de Paiva, mas também grupos organiza- (‘Like’) e pelo congénere de CaAgrupamento de Escolas de dos provenientes de lares de ter- nedo (‘KnockOut’). Canedo (Santa Maria da Fei- ceira idade, jardins de infância, Por sua vez, o ‘Morango sora), Agrupamento de Escolas ATL, etc.) ainda puderam apre- lidário’ do Agrupamento de Esda Madalena, Agrupamento ciar os trabalhos da autoria do colas D. Pedro I foi considerado de Escolas de Cristelo, Agru- Mestre João Nunes e dos seus o ‘Melhor uso de rótulos’. pamento de Escolas de Caran- alunos do Curso de Design da Já o ‘Um outro olhar’, do guejeira (Santa Catarina da Universidade de Aveiro; dos Agrupamento de Escolas D. Serra – Leiria), Agrupamento LIKEarchitects (Diogo Aguiar Pedro IV, teve direito a uma de Escolas Dr. Manuel Laran- e Teresa Otto) e Miguel Neiva menção honrosa e ‘Uma corrijeira (Espinho), Agrupamen- (ver caixa); da Associação de da contra a fome’, do AEF, foi o to de Escolas D. Pedro I (Vila Pais e Encarregados de Educa- ‘Favorito do público.


16 > COMPARADO À ‘CARTA GERAL DA AUTORIDADE TRIBUTÁRIA E ADUANEIRA’

Foral foi determinante para desenvolvimento do antigo concelho Segundo Norberto Martins, “este foral manuelino, como outros, é um documento muito caraterístico, especialmente para quem não tem formação histórica, onde em meio cento de páginas manuscritas não encontramos mais do que referências às terras, lugares que constituiriam o concelho de Figueiredo e Bemposta, e o que as pessoas teriam de pagar de impostos (direitos reais, tributos) em reais, alqueires de milho, centeio e aveia, galinhas, capões, cabritos, cordeiros, ovos, almudes de vinho, etc., correspondentes aos rendimentos e comércio”. Ainda de acordo com o presidente da Assembleia da União das Freguesias de Pinheiro da Bemposta, Travanca e Palmaz, “uma carta de foral – uma espécie de carta geral da Autoridade Tributária e Aduaneira de hoje - é, claramente, elucidativa do tipo de atividade que marcava a vida das populações destas redondezas” e, também na sua ótica, um “prémio para o desenvolvimento que a Bemposta prometia e concretizou”. Recorde-se que o concelho foi extinto em 1855 na chamada reforma administrativa de Mouzinho da Silveira. E, já agora, a título de curiosidade, o mesmo abrangia as freguesias de Branca, Canelas, Fermelã, Palmaz, Pinheiro da Bemposta, Ribeira de Fráguas, Salreu e Travanca.

Terça-feira, 22 de abril de 2014

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UF PB/P. BEMPOSTA> COMEMORAÇÕES VÃO ESTENDERSE ATÉ 14 DE DEZEMBRO

500 Anos do Foral de Figueiredo e Bemposta No próximo dia 15 de agosto completam-se 500 anos sobre a atribuição pelo Rei D. Manuel I do Foral de Figueiredo e Bemposta. Desde a passada terça-feira até 14 de dezembro, vão ser levadas a cabo mais de duas dezenas de atividades para assinalar os cinco séculos daquele documento régio.

Já começaram as comemorações da atribuição, pelo Rei D. Manuel I, do Foral de Figueiredo e Bemposta

GISÉLIA NUNES

Já começaram as comemorações dos 500 anos do Foral de Figueiredo e Bemposta. Decorrendo de 15 de abril até 14 de dezembro, a celebração dos cinco séculos da atribuição daquele documento pelo Rei D. Manuel I teve início, na passada terça-feira, nos Paços do Antigo Concelho, na Bemposta, com a apresentação pública de “um programa transversal”, com “mais de 20 atividades, muito diversificadas e que vão encontro de várias faixas etárias”. Segundo Gracinda Leal, “todos vão ser chamados a participar” e a dar novas sugestões, visto que estamos perante “um programa em aberto, que pode ser enriquecido com outras ideias”. Aliás, de acordo com a vereadora da Câmara com responsabilidades no ‘património histórico/cultural’, “o grupo de trabalho [Junta da UF de P. Bemposta, Travanca e Palmaz, autarquia oliveirense, Agrupamento de Escolas de Loureiro e movimento associativo] vai con-

tinuar a reunir-se mensalmente”, contando “uns com os outros de modo a que estas sejam umas comemorações de que todos nos possamos orgulhar”. Junto ao Pelourinho – “marco indissociável dos forais manuelinos que simbolizava, na altura, o poder e a autoridade municipal”, Gracinda Leal deu a conhecer as várias ações já programadas. Mas isto só após uma breve caraterização histórica deste foral novo, concedido a 15 de agosto de 1514, feita por Ricardo Freitas, responsável pelo Gabinete de Gestão do Património Histórico/Cultural da CMOA. Um programa para todas as idades Depois da cerimónia solene que fez ‘viajar no tempo’ (ver pág. 17), segue-se, de abril a junho, a iniciativa ‘À descoberta do foral’, cujo público-alvo são os alunos a partir do 1.º ciclo. Terá lugar no AE de Loureiro e pretende fomentar a História Local e

aproximar a comunidade do Arquivo Municipal. Durante o mesmo período, será divulgado o Foral junto das bibliotecas escolares, coletividades e instituições da UF. Em maio, nos dias 17 e 18, o Mercado à Moda Antiga contará, este ano, com uma novidade – ‘Bemposta quinhentista no Mercado à Moda Antiga’, através da qual vão ser dadas a conhecer as comemorações. Para 30 desse mês, está agendado ‘Um dia na época quinhentista’, na EB2,3 Dr. José Pereira Tavares, no âmbito do qual será recriado este momento importante da história. A 07 de junho, na sede da UF de P. Bemposta, Travanca e Palmaz, realiza-se a atividade ‘De visita à história do concelho de Figueiredo e Bemposta’, incluindo um concurso/desfile de trajes da época quinhentista. No mesmo mês, a 13 e 14, serão feitas uma visita guiada ao centro histórico da Bemposta e uma conferência acerca do poder local no final da Idade Média/

Época Moderna (locais de realização: Bemposta e Paços do Antigo Concelho). Ainda a propósito de visitas à Bemposta, estão previstas, de junho a setembro, visitas livres, mediante as quais se procura que as pessoas fiquem com uma ideia da história do edificado, bem como do seu enquadramento no contexto do antigo concelho. Para 12 de julho está marcada uma nova visita, desta feita guiada, uma conferência alusiva ao foral e, ainda, um concerto misto da Banda de Música e do Orfeão de Barrô – Águeda. A 15 de agosto vai ser descerrada, na Bemposta, uma placa evocativa da efeméride, estando também planeados para este dia a apresentação do percurso pedestre ‘Rota do Rey’ e o arranque da ‘Bemposta manuelina’, esta última uma ação que vai animar até dia 17 o espaço histórico da Bemposta. Destinada aos cidadãos da UF, sobretudo às mulheres, a 06 de setembro, tem lugar nos Paços do Antigo Concelho uma tertúlia acerca do papel da mulher desde há 500 anos. Nota ainda para um concurso de fotografia subordinado ao ‘Património histórico do concelho da Bemposta’ (de 06 de setembro a 26 de outubro) e para a respetiva entrega de prémios, bem como para a ‘Noite na eira’ (27 de setembro), uma exposição de fotografia e objetos antigos (de 05 a 12 de outubro), a conferência ‘O passado, o presente e o futuro das terras de Bemposta’ (08 de novembro) e uma cerimónia religiosa, na igreja matriz (14 de dezembro).

UF PB/P. BEMPOSTA> PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA UF APELA À PARTICIPAÇÃO ATIVA DE TODOS NAS VÁRIAS INICIATIVAS

“As terras fazem-se com homens, ideias, vontade e atos” Aproveitando o ‘tempo de antena’ que lhe fora concedido neste arranque das comemorações dos 500 anos do Foral de Figueiredo e Bemposta, Norberto Martins apelou à participação ativa de todos: “Colaborem nas iniciativas e tornem viva e fecunda esta comemoração”. De acordo com o presiden-

te da Assembleia da União das Freguesias (UF) de Pinheiro da Bemposta, Travanca e Palmaz, esta é uma “ocasião para refletirmos o presente que vivemos, pensando, esperando, construindo bases sólidas para uma vida justa, digna e feliz das gerações destas terras que vêm a caminho”. Aludindo a um artigo sobre

Pinheiro da Bemposta que, em 1972, escrevera para o jornal Correio de Azeméis, o autarca voltou a afirmar que “as terras fazem-se com homens, ideias, Norberto Martins, presidente da Assembleia da UF, no uso vontade e atos”, pretendendo da palavra com estas suas palavras motivar as gentes que agora pertencem à UF de Pinheiro da Bemposta, Travanca e Palmaz e, sobretudo, no sentido de continuarem a destas terras e suas gentes. GISÉLIA NUNES quem as dirige politicamente pugnar pelo desenvolvimento


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Terça-feira, 22 de abril de 2014

UF PB/P. BEMPOSTA> PATRIMÓNIO SECULAR TIDO COMO “ESTRATÉGICO” PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO

“Temos de aproveitar o passado para lançar o futuro” Para Armindo Nunes, “não chega celebrar o passado” nem “ter uma cultura de séculos”. Segundo o autarca, “Pinheiro da Bemposta tem um património que precisa de ser aproveitado” e ao qual, hoje, mais do que nunca, a Câmara deve dedicar especial atenção. GISÉLIA NUNES

“Temos de aproveitar o passado para lançar o futuro. Precisamos de aproveitar este património único no concelho e na região. Temos de o potenciar, temos de o pôr a render”, defendeu aquele que foi o último presidente da Junta de Freguesia de Pinheiro da Bemposta e é o primeiro a presidir à Junta da União das Freguesias (UF) de Pinheiro da Bemposta, Travanca e Palmaz. Na cerimónia que marcou o início das comemorações dos 500 anos do Foral de Figueiredo e Bemposta, Armindo Nunes fez um apelo ao autarca da edilidade oliveirense, Hermínio Loureiro, que, ali, se encontrava presente: Agora que “se

Para Armindo Nunes, “não chega celebrar o passado” nem “ter uma cultura de séculos”... no entender do autarca, há todo “um património que precisa de ser aproveitado”

aproxima o novo quadro comunitário é importante que a Câmara Municipal tome o aproveitamento e o desenvolvimento deste vasto património como estratégico para o desenvolvimento económico, para o progresso destas terras e destas gentes”.

de Azeméis, “não é o momento de discutir as virtudes ou os pecados da reforma”, mas, sim, de “dizer que recuperámos uma pequena parcela da dimensão do que foi o concelho da Bemposta” e que “a consolidação da União de Freguesias é o nosso principal objetivo”. “Consolidação da União Perante largas dezenas de das Freguesias é o nosso cidadãos, não só pinheirenses, principal objetivo” mas também provenientes de “Por ironia do destino, aca- Travanca e Palmaz, Armindo bámos de passar por uma Nunes assegurou ser “com nova reforma administrati- muita honra que participo va, desta vez pela agregação nesta missão de unir as três das freguesias de Travanca freguesias em torno de valoe Palmaz”. Para o líder desta res comuns, com um sagrado UF do concelho de Oliveira respeito pela identidade, pela

ca de Pinheiro da Coube ao Ensemble de Metais da Banda de Músi anos do Foral de Bemposta dar início às comemorações dos 500 que levou quem Figueiredo e Bemposta. Um momento musical ínquo século XV e esteve presente a ‘viajar no tempo’ até ao long Nunes, respetivamente, que - segundo Hermínio Loureiro e Armindo ira de Azeméis e da os presidentes da Câmara Municipal de Olive a, Travanca e Palmaz União das Freguesias de Pinheiro da Bempost “valorizou muito esta cerimónia”.

cultura de cada uma delas”. “Dar vida” a património secular “Estamos num local único do concelho”, ao qual “não chega fazer a sua recuperação (…). Precisamos [também] de lhe dar vida”. A afirmação é de Hermínio Loureiro e foi proferida também no âmbito da sessão solene da passada terça-feira. Tal como Armindo Nunes, o edil oliveirense é de opinião que “temos de ter a sabedoria, a arte e o engenho de encontrar as soluções adequadas” para dinamizar este “património único no concelho e na região”. E, precisamente,

“Se há terra que, por tantos títulos e com tanta justiça, mereça o nome de Bemposta, é ela própria, pois está bem situada e bem assentada em antiquíssima vila, hoje humilde burgo, que o tempo e os homens se vão encarregando de fazer desaparecer de todo”. Abel da Silva Ribeiro por isso, desafiou o grupo de trabalho que desenhou o programa comemorativo do V centenário da atribuição, pelo Rei D. Manuel I, do Foral de Figueiredo e Bemposta a “continuar a reunir-se e, quem sabe, a propor soluções para a animação deste espaço [da Zona Histórica da Bemposta, em particular, e do Pinheiro da Bemposta, em geral]”. “Mais do que recuperá-lo, o importante é dar-lhe vida”, defendeu o presidente da Câmara para quem “somos um concelho moderno, virado para o futuro, que deve ter orgulho do seu passado e valorizá-lo”.

foi apresentado Já o encerramento desta sessão solene, na qual decorrer até ao vai que publicamente o programa comemorativo ficou a cargo da 16), a págin ém próximo dia 14 de dezembro (ver tamb da Bemposta. eiro Pinh de ca Desafio d’ Arte – Associação Cenográfi à época, dos vesti se, eiren Dois dançarinos desta agremiação pinh ra, outro que, s ciana trouxeram até à Bemposta as danças pala os. idad entretinham a família real e os seus conv


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CARREGOSA> FILARMÓNICA REGISTA OS 125 ANOS EM NOVO SITE

Festival de Bandas na freguesia é dia 25 de abril O 3.º Festival de Bandas Filarmónicas realizase no próximo dia 25 de abril e integra-se nas comemorações do 125.º aniversário da Banda de Música de Carregosa. Quatro são as filarmónicas que animam o dia, incluída já a anfitriã. JÉSSICA SANTOS E NÁDIA PAIVA

À semelhança dos anos anteriores, é esperada uma grande adesão por parte da população local (e não só) para assistir à terceira edição do Festival de Bandas Filarmónicas de Carregosa, que tem lugar na sextafeira, 25 de abril, na Praça Comendador Fernando Pinho Teixeira. O certame conta com a participação de quatro filarmonias: Banda de Música de Carregosa e as suas congéneres de Mineiros do Pejão, Associação da Banda Musical da Póvoa de Varzim e Sociedade Musical 1.º Agosto - Banda de Coimbrões. O festival integra-se nas comemorações dos 125 anos da banda anfitriã e tem marcado o seu

A apresentação do Festival de Bandas Filarmónicas foi animada e, como não podia deixar de ser, ouviu-se música.

> NUMA PARCERIA ENTRE A YAMAHA E A BANDA DE CARREGOSA

Novo projeto para a escola de música A Banda de Música de Carregosa apostou, recentemente, num novo projeto em parceria com a Yamaha, propondo o estudo dos alunos na própria escola de música, o que os tornará mais motivados. Para isso, a Yamaha irá fornecer instrumentos por um preço relativamente mais baixo, o que possibilitará

aos alunos menores gastos na aquisição de instrumentos. Este acordo tem, também, a vantagem de adaptar-se a todas as idades, porque é possível começar do nível zero. Deste modo, “mesmo pessoas de 70 anos podem aprender música”, afirmou Jorge Silva, líder da filarmónica da terra do Bispo Conde. Com este projeto, a Banda de Música de Carregosa espera receber mais alunos na sua escola e que fiquem mais motivados ao estudar música.

UF OAZ/O. AZEMÉIS> PELO GRUPO FOLCLÓRICO DE CIDACOS

Tradição das maias recuperada As maias estão hoje praticamente extintas. Tratava-se de coroas de flores presas em tufos de palha. De flores autênticas, que os plásticos vinham longe; flores rústicas, geradas espontaneamente nos cômoros, porque longe estavam também os hortos e os viveiros. As mulheres de todas as idades primavam, noite fora, no mais completo segredo, na preparação da sua maia, a dependurar madrugada ainda, em cada dia 01 de maio, no cocuruto da casa. No dia seguinte ver-se-ia qual a mais vistosa... A tradição foi morrendo e hoje praticamente não se veem maias. Muitos resistentes, limitam-se a dependurar na frontaria das casas alguns ramos de giesteiras floridas, para que a fome não entre… Contra tal estado de coisas e no sentido de recuperar, de

início para as 11h00 com o desfile, seguindo-se os concertos a partir das 15h00. Estas foram algumas das novidades trazidas a público, recentemente, em conferência de imprensa marcada para dar a conhecer este encontro de filarmónicas, que vai já no seu terceiro ano de realização. Na mesa de honra sentaram-se o presidente da direção e maestro da Banda de Música de Carregosa, respetivamente Jorge Silva e Nelson Jesus, e o responsável da Yamaha, Mário Cardoso. Apesar desta noite ser dedicada à divulgação do Festival de Bandas, os responsáveis pela filarmónica organizadora aproveitaram, ainda, para apresentar o novo site da coletividade carregosense. Segundo o presidente da direção, este “está concebido de uma forma muito simples para ser apelativo e as pessoas poderem consultar o que vamos fazendo ao longo do ano”. De reter que o site conta com várias novidades, nomeadamente a agenda do presente ano e dos anos anteriores, a apresentação de todos os membros da Banda. Os interessados em visitá-lo podem fazê-lo em www.bandadecarregosa.com .

> COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL

Ary, o poeta das canções O Cine Teatro Caracas recebe, no próximo dia 25 de abril, pelas 21h30, o concerto ‘ARY, o poeta das canções’. Esta iniciativa é um tributo a José Carlos Ary dos Santos e decorre no âmbito da ‘revolução dos cravos’. >SEGUIDO DE TERTÚLIA

PS organiza almoço comemorativo dos 40 anos da ‘revolução de abril’

algum modo, a tradição das maias, o Grupo Folclórico de Cidacos promove uma ‘lição prática’ da confeção de maias. E assim, na próxima quarta-feira, dia 30 de abril, no Largo da República, fronteiro aos Paços do Concelho, todas as interessadas – e espera-se que sejam muitas!

- poderão participar nesta aula e aprender, facilmente, como os nossos antepassados preparavam estas coroas de flores. Quem puder leve flores, mas quem não as tiver compareça na mesma. Colaboremos nesta jornada de defesa da secular tradição.

O PS de Oliveira de Azeméis realiza, no próximo dia 25, pelas 13h00, no restaurante Hídrica do Caima, no Vale do Rio Hotel Rural, em Palmaz, um almoço comemorativo dos 40 anos da ‘revolução de abril’, seguindo-se, depois, às 15h30, uma tertúlia sobre o acontecimento histórico que marcou para sempre o país. O PS apela a todos os que aceitarem este seu convite a trazerem recordações da altura (recortes de jornal, músicas, indumentária militar, etc.) e a partilhá-las com os participantes neste repasto, cujo custo por pessoa é de 15 euros. ‘Todos somos abril, 40 anos depois’… por isso, os interessados em participar devem inscrever-se através do mail oliveira.azemeis@ps.pt ou dos números de telemóvel 919 128 508/919 888 811.


22 de abril de 2014

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LIGA CABOVISÃO> VITÓRIA ASSENTA BEM AOS HOMENS DE ARTUR MARQUES

Oliveirense segura três importantes pontos a três jornadas do fim OLIVEIRENSE, 3 BEIRA-MAR, 1

Alfredo Pinho

Oliveirense: João Pinho; Carela, Angelo, Sérgio, Califo, Laurindo, Godinho (Renan, 69´), Rui Lima, Duarte Duarte (Carlitos, 73´), Guima e Yero (José Sousa, 90´+1). Treinador: Artur Marques. Beira-Mar: Renato; Hugo Lopes, Dias, Daniel Martins, Jeferson, Dafarra, Helder Tavares (Dudu, 70´), Tiago Cintra (Nanu, 46´, Ofori, 83´), André Sousa, Cocco e Pité. - Treinador: Daniele Fortunato. Jogo no Estádio Carlos Osório, Oliveira de Azeméis Árbitro: Manuel Mota (Braga). Cartões amarelos: Tiago Sintra (30´), Hélder Tavares (36´), Hugo Lopes (55´), Godinho (64´) e Cocco (81´). Marcadores: Rui Lima (31’, g.p., e 56, g.p.), Pité (65’) e Yero (90’)

Com o campeonato a chegar ao final, a Oliveirense tinha na receção ao Beira-Mar um jogo demasiado importante, em que uma vitória poderia significar uma fuga à despromoção. E os homens de Artur Marques cumpriram a tarefa, ao assegurarem três preciosos pontos que catapultam o emblema para o 17.º lugar da tabela, com os mesmos 44 pontos do Santa Clara e do Covilhã, mas uma diferença pontual mínima a separá-lo das equipas que ficaram para trás, nomeadamente o Leixões e o Trofense (43 pontos), o Marítimo (42) e o SC Braga B (41). A sete pontos de distância vai ficando o Atlético, numa altura em que restam três jornadas para cumprir. Pela frente, a UDO ainda tem saída ao Trofense e receção, precisamente, ao Atlético, partidas, teoricamente, mais acessíveis do que a última, frente ao Portimonense. Perante um ‘Carlos Osório’ bem recheado de adeptos, os unionistas não desiludiram e

A três jornadas do fim, o perigo da despromoção fica mais longe

arrasaram a formação aveirense, por 3-1, numa partida em que o domínio dos locais foi evidente desde os primeiros minutos. Mas só aos 12 minutos é que surgiu o primeiro lance de perigo, com Yero, das alturas, a cabecear junto à trave defendida por Renato. Neste jogo da 39.ª jornada da Liga Cabovisão, os comandados de Fortunato tardaram a aparecer no jogo e, só com 21 minutos jogados, André Sousa esteve perto de marcar, através de um remate de fora da área, que passou bem perto do poste azul e vermelho, mas para fora. O indiscutível ascendente da UDO viria a ser premiado com um golo, que surgiu da cobrança de um penálti, que sancionou o derrube de Arlindo, carregado por Tiago Cintra. Rui Lima, claro, não facilitou, atirou pela certa e inaugurou o marcador. A Oliveirense era dona e senhora do relvado, contudo,

Renato ia contendo as investidas dos anfitriões. Foi ele que tirou o doce da boca de Godinho, após um cabeceamento que levava selo de golo. No regresso dos balneários, a partida estava ainda por decididir, mas era evidente que a formação mais empenhada em conquistar os três pontos em disputa era a UDO. A vantagem chegaria aos 54 minutos, depois de Hélder Tavares cometer, sobre Guima, uma falta que o juiz da partida voltou a punir com o castigo máximo. Rui Lima voltou a ser eficaz e dilatou a vantagem para os unionistas. Os forasteiros pareceram acordar com o segundo golo dos locais e reagiram. Jefferson ameaçou primeio, obrigando João Pinho a empenhar-se para defender a bola. No entanto, depois, aos 63 minutos, o guardião da UDO não conseguiu parar o tento de Pité, que reduziu para a margem mínima. Aos 80’, André Sousa ainda fez a massa associativa azul e

vermelha levar as mãos à cabeça quando desferiu um remate que fez cantar o travessão da baliza da casa. Mas, ao cair do pano, os adeptos respiraram de alívio quando Yero completa, da melhor maneira, a cobrança de um canto, tendo, desta feito, sido feliz no cabeceamento, que colocou o esférico no fundo das redes de Renato. No rescaldo da partida, Artur Marques não usa de falsas modéstias ao falar na ‘grande

primeira parte’ efetuada pela sua turma, lamentando que não tivessem sido marcados mais golos nessa fase. Confiante na manutenção da UDO na Liga 2, o técnico lembra que, matematicamente, ainda não está assegurada. “Mas merecemos”, enfatiza, ao mesmo tempo que reconhece que a necessidade de pontuar coloca bastante pressão sobre os jogadores, dentro das quatro linhas.


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FESTA> AZEMÉIS AO RUBRO COM 33.º TÍTULO BENFIQUISTA

Onda vermelha inundou a cidade A onda encarnada que anteontem, ao final da tarde, varreu o centro da cidade celebrou a conquista do 33.º título nacional do SL Benfica. Centenas de fervorosos adeptos encheram as ruas, com a habitual concentração em torno da rotunda da Fonte Luminosa a juntar uma multidão que ergueu cachecóis em honra do ‘glorioso’ - o qual, a duas jornadas do fim, venceu o jogo daquela tarde e garantiu a ‘faixa’ de campeão nacional. O ‘bis’ de Lima deu outro sabor à vitória – que muitos começaram a festejar antecipadamente, certos de que as águias não desiludiriam e iriam confirmar o favoritismo ante o Olhanense – em último na tabela, o que acabou por acontecer, por 2-0. Mas no domingo não se festejou apenas o título, ren-

A festa benfiquista juntou centenas no centro de Oliveira de Azeméis.

deu-se homenagem a um clube que, além de impedir o rival FC Porto de ‘sacar’ o tetra, conseguiu inscrever um novo marco no futebol europeu: É que o Benfica é a primeira equipa do ‘top 10’ das ligas europeias da UEFA a chegar aos 33 títulos, superando os 32 do Real Madrid.

Os benfiquistas oliveirenses alimentam, ainda, a esperança de voltar em breve às ruas, pois o conjunto orientado por Jorge Jesus está na final da Taça de Portugal e nas meias finais da Taça da Liga e da Liga Europa, tendo tudo para realizar uma época de sonho.

Quanto ao campeonato, o Benfica segue com 23 vitórias, quatro empates e apenas uma derrota (frente ao Marítimo, na primeira jornada). A festa vermelha e branca na cidade contou com a dinamização da Casa do Benfica de Azeméis, a número oito do país – tudo começou na

sede, com a presença de mais de 300 adeptos; Confirmada a vitória, partiram em direção à rotunda levando a ‘loucura’ encarnada, juntando-se a outras centenas de manifestantes espontâneos, conforme bem o ilustram as fotos captadas por André Ferreira e cedidas pela Casa do Benfica. Resultado: Uma moldura humana surpreendente, que deixa satisfeitos os atuais órgãos gerentes da Casa do Benfica, que estão gratos aos benfiquistas oliveirenses por terem contribuído para colorir de vermelho a cidade. Satisfação, também, por verem a Casa do Benfica a ‘rebentar pelas costuras’. Um sinal de que valeu bem a pena a reabertura do espaço, proporcionada pela antiga direção e num esforço personificado por José Antunes, cujo bom trabalho está – aliás – a ser continuado pela atual, que tem Adelino Sá a presidente e Pedro Nogueira a vice-presidente de Eventos, que contam, ainda, com o bom trabalho do restante elenco.


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Terça-feira, 22 de abril de 2014

CN SENIORES – SUBIDA> LIMIANOS ARRANCAM NO MERGULHÃO PRIMEIRA VITÓRIA DA FASE

Cesarense devia ter feito melhor FC CESARENSE, 0 AD OS LIMIANOS, 2 FC Cesarense: João Silva, Americo (Tiaguinho, 58’), Tiago Resende ©, Hugo (Diogo Mota, 31’), Marquitos, Bruno Fogaça, João Pinto, Bruno Anciães, Castro (Careca, 45’), Alex, Zé Mário. - Treinador: Luis Miguel. AD Os Limianos: Litos ©, Digo, Lucas (Jean Phillipe, 86’), Win, Gustavo (Luis Pimenta, 81’), Zé Pedro (Ricardo, 71’), Pedro Maciel, Mickael, Ribeira, Rafael, Joni. - Treinador: Carlos Cunha. Jogo no Estádio do Mergulhão, em Cesar Àrbitro: Luis Maximo (AF Castelo Branco), auxiliado por Ângelo Correia e Pedro Ribeiro. Cartões Amarelos: Zé Mário (32’), Marquitos (50’), Mickael (63’), Tiago Resende (67’) e Lucas (76’) Marcadores: Mickael (2’) e Ribeira (26’)

Na véspera do domingo de Páscoa, os Limianos de Ponte de Lima vieram arrancar, de forma categórica, a sua primeira vitória nesta fase dos primeiros.

O Cesarense lutou na segunda parte, mas não conseguiu mudar o resultado

Mickael. Os primeiros 15 minutos da partida foram sempre de muita aflição para o último reduto do Cesarense, que denotou muita dificuldade em recuperar do golo sofrido. R. CASTRO Só aos 22’ o Cesarense criou a sua primeira jogada de O Cesarense, tal como perigo. Aproveitando um mau aconteceu em Guimarães, não atraso de um defensor adverentrou bem no jogo e permitiu sário, Bruno Anciães leu muique na primeira jogada da par- to bem o lance intercetando a tida, desenvolvida pela esquer- bola, mas não teve o discernida de forma rápida e eficaz, a mento suficiente para rematar equipa visitante inaugurasse o com eficácia. marcador, por intermédio de Quase em resposta, aos 26’,

Os Limianos voltam a marcar. Alívio de bola deficiente, esta caiu nos pés de Ribeira que, dentro da área, com muita calma e sangue frio, rematou para golo. Ainda antes do intervalo, a equipa da casa sofreu mais um revés. Hugo lesionou-se com muita gravidade e teve de ser substituído. No reatamento, a equipa da casa entrou melhor no jogo, mais agressiva e voluntariosa, pressionando bastante a defensiva adversária, contudo sem conseguir criar lances de

grande perigo. Aos 60’, Fogaça recuperou a bola ainda no meio campo adversário e, rapidamente, desmarcou Alex, mas este chegou um pouco atrasado à bola, perdendo-se, talvez, a melhor oportunidade de golo do Cesarense. A equipa forasteira, até final da partida, procurou defender o melhor que podia e partindo para o contra-ataque, sempre com muito perigo. Aos 70’, mais um ataque rápido do Cesarense. Bola cruzada para a área de Bruno Anciães, mas este não conseguiu rececionar a bola, devido à antecipação do guarda-redes, que defendeu com alguma facilidade. Com a equipa do Cesarense muito subida no terreno o Limianos aproveitou nos últimos minutos para desferir alguns contra-ataques perigosos, permitindo algumas excelentes defesas a João Silva. Já ao cair do pano, o Cesarense conseguiu marcar. Porém, o árbitro assistente, do lado da bancada, assinalou fora de jogo. Uma partida pouco conseguida do Cesarense, especialmente, na primeira parte. Na segunda metade, apesar do evidente empenho e esforço, a equipa não conseguiu fazer o suficiente para dar a volta ao resultado, perante um adversário que soube gerir bem a vantagem conseguida

Sorteio ‘Golden Premium’

R. CASTRO

II DISTRITAL – PRIMEIROS> JUNIORES

Título será discutido até ao final

> FORMAÇÃO FC CESARENSE

No intervalo da partida entre o FC Cesarense e Os Limianos, o Departamento de Formação do FC Cesarense fez o sorteio de uma viagem à Madeira para duas pessoas. Este sorteio foi realizado pelos atletas da Escola do clube. O número sorteado foi o 347 e o feliz contemplado foi Nuno Azevedo, sócio-gerente da Celar. O Departamento de Formação do FC Cesarense agradece a todos aqueles que, de alguma forma, contribuíram e fizeram com que este sorteio fosse um sucesso. A sua receita será destinada. exclusivamente, para as necessidades da Formação do Cesarense.

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FC CESARENSE, 3 CF U.LAMAS, 3 FC Cesarense: Jacinto, Filipe ©, Pedro Ferreira, Simão, Batista, João Marques, Suarez, Elsio (Flavio, 45’), Paulo Coelho, Rafael (Semedo, 45’), Nelson. - Treinador: Justino Marques. CF U.Lamas: Moisés, André, Rafael ©, Ricardo, Nelson Santos, João Pedro, Diogo, Helder, Ruben, Landy, Marco. - Treinador: Rui Filipe. Jogo no Campo Nr. 2 do Mergulhão, em CESAR Árbitro: R. Silva (AF Aveiro) Cartões Amarelos: Ricardo, Helder, Andre, Paulo Jorge, Diogo, Marco, Nelson, Filipe, Flávio e Semedo. Cartões Vermelhos: Rafael, Ricardo (AA) Marcadores FCC: Flávio (gp), Filipe e Semedo (gp)

Partida em atraso do dia 05 de abril, que tinha sido adiada por falta de visibilidade devido a intenso nevoeiro. Um mau jogo do Cesarense, na primeira parte, a permitir que o adversário chegasse ao intervalo a vencer por dois golos. No reatamento, o U. Lamas conseguiu dilatar a diferença e tudo fazia prever que os juniores do Cesarense já não seriam capazes de dar a volta ao resultado. Mas assim não foi. Flávio reduziu a diferença para duas bolas na conversão de uma grande penalidade. O capitão Filipe deu mais ânimo ao conjunto, ao marcar o segundo golo do Cesarense. Já perto do final, nova grande penalidade e expulsão de um atleta adversário. Chamado a converter, Semedo garantiu o empate para o Cesarense. Apesar de jogar os minutos finais em vantagem numérica, a equipa do Cesarense já não foi capaz de se colocar em posição de vencer. Com este empate, o Cesarense iguala o Gafanha, no primeiro lugar da tabela classificativa, sendo cada vez mais evidente que o título de campeão será, duramente, disputado até final. R. CASTRO

A receita deste sorteio destina-se às necessidades da Formação do FC Cesarense


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CN SENIORES – PERMANÊNCIA> BUSTELO VOLTA A CEDER TERRENO

Empate aceita-se mas locais foram superiores S.C.BUSTELO, 0 LUSIT. LOUROSA, 0 S.C. Bustelo: Janita; Paivinha, Renato, Aguiar, Zé Pedro (Bruno Tiago, 85’); Dani, Diego, Marcelo, Miguel Soares (Rafa, 45’); Ayrton e Muge (Nani, 60’). Lusitânia Lourosa: Rui Pedro; Sanguedo, António, Rui Jorge, Ivo; Vitor Fonseca, Moisés (Lima, 60’), Batista (Nelson, 70’), Andrezinho; Chapinha (Hugo Bazuka, 78’) e Inverno. Jogo no Estádio da Quinta do Côvo. Árbitro: Luis Dionisio (Leiria) Cartão amarelo: Marcelo (23’), Rui Jorge (36’e 65’), Moisés (45’), Renato (72’), Zé Pedro (75’), Andrezinho (77’) e Diego (90’+1) Cartão Vermelho: Rui Jorge (65’a.a.)

A equipa comandada por Miguel Oliveira procurava, neste jogo, dar seguimento à vitória da semana anterior diante do Estarreja, mas encontrou um opositor muito forte e que se situava numa posição mais tranquila na classificação.

Bustelense não permitiu grandes situações de perigo junto da baliza de Janita. O nulo ao intervalo aceitava-se, pese embora o ligeiro ascendente forasteiro. Na segunda metade, a turma anfitriã apresentou-se bastante diferente e determinada a alterar o rumo do encontro. E, com a entrada de Rafa, conseguiu superiorizar-se, logrando chegar com perigo, por diversas vezes, à baliza de Rui Pedro, que esteve em bom plano neste período. A superioridade local acentuou-se ainda mais quando a equipa visitante ficou reduzida a dez elementos e as situações de perigo foram surgindo. O primeiro sinal foi dado por Bustelo desloca-se ao reduto do Vildemoinhos na Nani, com um remate de fora próxima jornada da área, que saiu ligeiramente ao lado, sendo que, no entanto, a mais flagrante foi desperdiTalvez por isso os visitantes ram melhor, fechando todos çada por Rafa, enviando uma tenham entrado melhor no os caminhos para a sua bali- bola ao poste quando já todos encontro e não permitiram za, não permitindo aos locais gritavam golo no estádio. quaisquer veleidades aos lo- colocar em campo o futebol a Pouco depois, a equipa locais, que demonstraram algum que equipa habituou os seus cal reclamou uma grande penervosismo face à importância adeptos. Assim, os visitantes nalidade, já que Nani – quanque este jogo representava. foram-se superiorizando, mas do se preparava para fazer o Foi uma primeira metade sem criar grandes oportunida- cruzamento para um seu coem que os forasteiros estive- des de golo, já que a defensiva lega – foi, literalmente, atrope-

lado por um defensor visitante, com o árbitro da partida a nada assinalar. Pouco depois também surgiu um lance algo duvidoso, novamente no interior da área Lourosense, com Zé Pedro a ser impedido de cabecear devido a um encosto do seu opositor. Quase ao cair do pano os locais estiveram, de novo, perto do golo, mas os dois remates, já no interior da área, foram travados pelos defensores visitantes que ofereceram o corpo à bola, evitando males maiores para a sua baliza. No final, o resultado acaba por se aceitar já que o jogo teve duas partes distintas. Mas o nulo acaba por penalizar os locais pela falta de eficácia, na segunda metade da partida, num encontro em que a haver um vencedor seria, naturalmente, a equipa Bustelense. Na próxima jornada, o Bustelo tem mais um jogo muito importante, com a deslocação a um adversário direto na classificação, o Lusitano de Vildemoinhos.

II DISTRITAL – A> LOUROSA B É A EQUIPA QUE SE SEGUE

Macieirense desperdiçou dois pontos seu adversário, o Macieirense ampliou a vantagem, por intermédio de Sérgio Gomes, onde a simulação de Moisés revelou-se Mosteirô: Gina, Gabi, Arménio, Leitinho, Jorge Brandão (Machado, 68’), Guima, fundamental, numa finalização Fábio Ferreira, Peixinho (Pedro Barros, 64’), semelhante ao primeiro golo. Bruno Silva, Rama (Diogo, 49’) e Alemão Treinador: José Julião O intervalo chegou com o marcador a indicar 0-2 a favor Macieirense: Hugo, Bernardo, Moisés dos visitantes, que revelaram (Fabito, 89’), Xavi, Brunito, Samu (Dani, 66’), Ruben, Miguel, Catrina (Godinho, uma excelente organização e 69’), Marcelo e Sérgio Gomes puseram em prática a ideia de Treinador: Miguel Tavares jogo imposta pelo treinador MiJogo no Parque de Jogos de St.º André guel Tavares, tal como, aliás, em em Mosteirô, St.ª Maria da Feira Árbitro: João Pinho auxiliado por Vítor quase toda a temporada. Castro e Tiago Azevedo Porém, na segunda parte, a Cartões amarelos: Samu (44’), Leitinho O próximo adversário do Macieirense é o Lourosa B, com partida foi, totalmente, diferen(53’), Moisés (77’), Guima (80’), Xavi (83’), o qual disputa o terceiro lugar Hugo (88’) e Diogo (90’+8’) te, principalmente devido à naMarcadores: Catrina (33’), Sérgio Gomes tural reação do Mosteirô à des(34’), Fábio Ferreira (88’, g.p.) e Machado (90’+1’) vantagem no marcador. Logo em fase de acabamento, já que feita, foi a favor da formação de aos 47 minutos, Leitinho, em sofreu obras de ampliação, o Macieira de Sarnes. boa posição, atirou muito por Num jogo a contar para a 26.ª equilíbrio marcou o início do Aos 33 minutos, Catrina, cima, na resposta, Sérgio Gojornada, o Macieirense teve os encontro, onde nenhuma equi- num lance de insistência, conse- mes cabeceou ao travessão, após três pontos na mão, mas os mi- pa se conseguiu superiorizar à guiu tirar o esférico a um defesa um cruzamento de Marcelo e, a nutos finais foram fatais para a outra. contrário e, com o pé direito, fez terminar um reinício diabólico concretização do objetivo com Tal como no último jogo fren- o 0-1. do desafio, Alemão também que a equipa preparou esta par- te ao U. Lamas, o primeiro lance No minuto seguinte, e apro- acertou no ferro, neste caso, no tida. de perigo deu origem à abertura veitando um claro momento poste da baliza de Hugo. Num terreno de jogo ainda no marcador, sendo que, desta de desorientação coletiva do Após tanto desperdício de

MOSTEIRÔ, 2 MACIEIRENSE, 2

parte a parte, o jogo entrou numa fase de muitas quezílias, motivadas, essencialmente, pela extrema agressividade evidenciada pelos locais, tal como na primeira volta. Quando nada o fazia prever, um penálti assinalado e, posteriormente, convertido por Fábio Ferreira, contra o Macieirense, quando faltavam dois minutos para os 90’, marcou o início de uma enorme alteração no encontro, que teve, volvidos apenas três minutos, a sua conclusão, injusta, diga-se, desde já, com o golo do empate por parte de Machado. Numa partida em que teve o jogo controlado até uma certa fase e onde foi a melhor equipa em campo, o Macieirense só se pode queixar de si próprio por ter desperdiçado dois pontos, numa altura da época em que luta com o Lourosa B, que até será o seu próximo adversário, pelo terceiro lugar no campeonato. PAULO RUI


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II DISTRITAL – B> COM MENOS AZAR RESULTADO PODIA TER SIDO DIFERENTE

DISTRITAL> I DIVISÃO

Pinheirense não conseguiu adiar festa da subida da Ovarense

Dérbi deu empate AT. CUCUJÃES, 1 JD CARREGOSENSE, 1 Cucujães: Pedro; Paivinha, João Lamas, Litos, Márcio, Jorge (Julinho, 80’), Rui Miguel (Ricardo Nuno, 70’), Casalinho, Puskas (Tiago Rogério, 64’), Brinca e Rebelo. Treinador: Durbalino Lima. Carregosense: Penetra; Vitinha, João Couto, Bruno, Tiago Ribeiro, Tiago Barros (Correia, 89’), Ivo (Zé Américo, 61’), António, Barbosa, Deco e Zé do Porto (Nélson, 85’). - Treinador: Carlos Manuel.

OVARENSE, 3 PINHEIRENSE, 0 Ovarense: Crujeira; Fonseca,Nunes,Júli o,Tavares,Tiago Lopes, Sampaio,Parreira, Barroqueiro, Flecha e Joca. Suplentes utilizados: David (61’), Lirio (76’) e Daniel (85’). - Treinador:Arménio Henriques.

Jogo no Parque de Jogos de Cucujães Árbitro: André Castro, auxiliado por André Marques e Catarina Amorim. Cartão amarelo: Puskas (49’). Marcadores: Brinca (45’) e Zé Américo (68’, g.p.)

Pinheirense: Carlos; Monteiro, Caxana, Benjamim, Rafina, Victor, T.D., João Silva, Rato, Pardal, Figueiredo. Suplentes utilizados: Nuno Rios (66), Ricardo (71’), Miguel (72’). - Treinador: Rui Marques. Arbitro:Claudio Filipe Pereira Cartões amarelos: João Silva (9’), Monteiro (15’ e 85’), Figueiredo (17’), Rato (23’), Júlio (37’), Tiago Lopes (54’ e 90’), Joca (59’), Nunes (72’), Ricardo (78’), Pardal (88’). Cartões vermelhos: Monteiro (85’, a.a.), Tiago Lopes (90’, a.a.) e Benjamim (90’).

O Pinheirense deslocou-se a Ovar para adiar a festa da equipa visitada. Um jogo bastante polémico, devido à fraca arbitragem e com alguns erros tendenciosos, que ajudaram na vitória do Ovarense. CARLA COSTA

Com um bom começo do

Minutos finais marcados por um futebol mais duro.

Pinheirense, em que Pardal podia ter marcado aos seis minutos, a Ovarense só chegou à área da equipa visitante, através de alguns livres e pontapés de canto. O golo até chegou cedo, aos 9 minutos, mas foi Victor que introduziu na própria baliza. Mesmo assim o Pinheirense mostrou atitude e podia ter chegado ao empate aos 15 minutos. Num lance dentro da área do Pinheirense, o árbitro assinalou penálti a favor a equipa

da casa e cinco minutos depois aconteceu lance idêntico ao anterior na área visitante, mas o árbitro nada assinalou. Aos 40 minutos, na marcação de um canto, a bola bateu na trave da baliza de Crujeira, descendo e passando a linha de golo e, mais uma vez, a equipa de arbitragem não assinalou golo. Aos 57 minutos, mais uma infelicidade para Victor que voltou a marcar auto-golo na sequência de um cruzamento rasteiro.

A fraca arbitragem incentivou uns minutos finais muito duros, o que fez com que Monteiro visse o segundo cartão amarelo e Benjamim o cartão vermelho direto. Também Tiago Lopes foi amarelado mais uma vez e foi expulso. A equipa do Ovarense mostrou-se forte durante os 90 minutos, com bons lances que podiam ter resultado em golo. O homem do jogo foi Carlos, que de maneira confiante impediu várias vezes que a bola entrasse.

II DISTRITAL> E FOISE O SONHO DA SUBIDA...

Péssima arbitragem prejudica S. Roque VISTA ALEGRE, 2 S. ROQUE, 1 Vista Alegre: Fábio, Erikson, Jesualdo, Miguel, Rafa, Malheiro, Hélio (Gerson), Adilson, Wilson, Rúben e Abel (Rúben Matos). S. Roque: Luís; Talheiro, Xavi, Guedes, Vasco, Leo, Cabilha, Dani (Tiago), Zé Pedro (João Marques), Joel e João Paulo. Jogo no Estádio Municipal da Vista Alegre Árbitros: Pedro Ribeiro, auxiliado por Diogo Brandão e Ricardo Martins. Marcadores: João Paulo (4’), Adilson (19’) e Malheiro (74’). Cartão vermelho: Joel (34’, a.a.).

O S. Roque averbou a terceira derrota no campeonato, quase que dizendo, assim, adeus à possibilidade de poder chegar ao segundo lugar , o qual permitiria o acesso ao play off para discutir a subida ao escalão máximo da Associação de Futebol de Aveiro. Numa saída que se antevia difícil, não foi – porém – pela qualidade da equipa adversária que os visitantes deixaram de amealhar uma vitória, mas sim pela péssima qualidade da arbitragem. Os forasteiros entraram bem na partida e, muito naturalmente, João Paulo abriu o ativo , fruto do grande pendor

atacante inicial. Procurava o S. Roque ampliar a vantagem, mas, aos 19 minutos, na primeira bola à área canarinha os locais empataram a contenda, por Adilson. A partir dessa altura desencadeou-se o descalabro na arbitragem. Primeiro, um penálti que ficou por assinalar, depois a invalidação de um excelente golo de Talheiro, vindo detrás da defensiva adversária. Joel, capitão da equipa, indagou o auxiliar o que fora assinalado e enquanto o fazia foi amarelado (pela segunda vez) pelo juiz da partida, e acabou expulso. Faltavam 11 minutos para o intervalo.

Na segunda parte - e pensando-se que o intervalo iria trazer alguma serenidade à equipa de arbitragem – a atuação daquela manteve-se negativa, mercê de muita dualidade de critérios, além de que o segundo golo do Vista Alegre, marcado com dois jogadores em evidente posição irregular, deveria ter sido invalidado, mas tal não aconteceu. Os cinco minutos de compensação, dados por Pedro Ribeiro, acabaram por traduzir-se em dois, graças ao antijogo praticado pelos anfitriões, perante a inação do próprio [árbitro]. MANUEL JOAQUIM

Dérbi concelhio entre Cucujães e Carregosense, que começou com os homens da casa a criarem perigo. Logo no primeiro minuto Brinca, em boa posição, atirou perto do poste. Depois o jogo não foi muito equilibrado, com o Carregosense a aparecer num canto cobrado da esquerda e Bruno, solto, a atirar fraco e à figura de Pedro. Aos 45 minutos, os anfitriões chegaram à vantagem, com Brinca a isolar-se e, na cara de Penetra, a não perdoar. Na segunda parte, o primeiro aviso foi do Cucujães, por Jorge, que atirou perto do poste. Aos 68 minutos o Carregosense chegou ao empate ao converter, por Zé Américo, uma grande penalidade. Aos 73’ Litos, de cabeça, obrigou Penetra a uma grande defesa. Nesta altura o Cucujães procurava chegar à vitória mas, aos 80’, foi o Carregosense que ficou perto do golo, tendo valido a atenção de Pedro. No final, um empate que se ajusta, pelo que se passou em campo. JD Carregosense


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Classificações

desporto Futsal> II Divisão Nacional

Arbitragem prejudicou festa do futsal Azagães, 5 Sangemil, 7 Azagães: China, Carlos, Messi, Joge, Diogo, Jogaram ainda: Piu e David. Treinador: Paulo Lima. Sangemil: Galocha, Ângelo, Tocha, Jesus, Tocha Jogaram ainda: Serginho, Joel, Mauro, Fadu, Tiger, Alicante, Toca. Treinador: Bruno Guimaraes. Arbitragem: Filipe Silva e Alberto Silva. Cronómetro: Vitor Faria Cartões amarelos: China, Carlos, Piu, Mauro e Toca. Cartão vermelho: Davide (a.a.) Marcadores: Messi, Jorge, Diogo (2x), Piu, Angelo, mauro, Fadu, Tocha, Jesus (3x)

Já com os lugares definidos ainda existe quem acredite que nem tudo está definido. Uma partida dividida entre

as duas equipas em campo, onde o resultado pouco interessava: Apenas o querer vencer, como em qualquer partida desportiva, estava em causa, visto que ambas as turmas já têm traçado o seu destino. Melhor na primeira parte esteve a turma do Azagães, que, ao intervalo, se encontrava a vencer por 3-1. Na segunda parte, mais equilibrada, a equipa forasteira logrou igualar a contenda e conseguiu, mesmo, ficar na frente do marcador. O Azagães desperdiçou oportunidades de matar o jogo e acabou por deixar o adversário chegar à vitoria, desperdiçando pontos e caindo

alguns lugares na tabela, até ao nono lugar (29 pontos). Refira-se que os lugares do pódio pertencem ao Feirense (58 pontos), ao Lamas e ao Nelas (ambos com 51). Razões de queixa de ambos os conjuntos contra uma arbitragem que em nada dignifica a Federação Portuguesa de Futebol, com erros que influenciaram o resultado e expulsões para ambas as equipas no banco de suplentes. Caso para se pensar que na arbitragem distrital existe mais rigor e qualidade do que na arbitragem nacional. Frederico Bastos

I Distrital> Ainda na luta pelo título

Futsal de Azeméis volta a golear bom futsal. A equipa forasteira até chegou a estar em vantagem, num lance de contra ataque, numa FC Azeméis: Paulinho; Ruca, Paulo Azevedo (1), Joel e Pipokah (1). Jogaram altura em que o jogo estava ainda: Spock, Padeiro (3), Robinho (1) equilibrado e em que o FCA e Andorinha (2). - Treinador: Ricardo Canavarro. tinha algumas dificuldades em criar lances de perigo. Os hoCP Esgueira: Torrão; Sérgio Peixinho, mens de Oliveira de Azeméis Tomé, Teófilo (2) e Paulito. Jogaram ainda: Tiago (1), Óscar e Gil. - Treinador: Luís acusaram, por momentos, alSilva. gum nervosismo com este golo Cartões amarelos: Teófilo e Paulito. e não conseguiram explanar o Cartão vermelho: Óscar. seu futsal. Mas uma bomba Árbitros: Luís Costa e Paulo Santos. do meio da rua do estreante Padeiro quebrava a muralha O Futsal Clube de Azeméis montada pela equipa visitante. (FCA) continua na senda das Um golo, nos instantes finais vitórias e continua na luta pelo da primeira parte, que galvatítulo aveirense. Desta vez, nizou o FCA para a segunda a ‘vítima’ foi a equipa da C.P. parte. Animados com o golo nos Esgueira, turma muito bem orientada e que pratica um minutos finais da parte ante-

Futsal Azeméis, 8 C.P. Esgueira, 3

rior, o Futsal Clube de Azeméis marcou dois de rajada, através de Andorinha e de Pipokah. Isso fez com que a equipa do Esgueira subisse no terreno à procura de algo mais. A partida ficou mais aberta e isso beneficiou o FCA, que marcou, por mais duas vezes, através de Andorinha e Padeiro. A equipa visitante apostava, agora, no quinto elemento, e até tirou partido disso para marcar mais dois golos. Em contrapartida os locais marcariam mais três, por intermédio de Robinho, Paulo Azevedo e Padeiro (estreia de sonho com hattrick). Vitória justa do FCA, que continua na luta pelo título a cinco jornadas do fim.

> Por uma Causa social

FCA solidário O Futsal Clube Azeméis (FCA) associou-se a uma causa. O clube está a tentar ajudar o Rodrigo, um jovem que sofre do síndrome de Angelman e está a tentar minimizar a doença. O Rodrigo encontra-se em terapia: Tratamento denominase Pediasuit, que ajuda a minimizar os reflexos patológicos e fomenta o estabelecimento de

novos padrões de movimentos corretos e funcionais, melhorando a qualidade de vida, tanto da criança como do cuidador. Este tratamento comporta custos para família, que tem grandes dificuldades em suportar, pelo que o FCA vai tentar ajudar a reunir fundos para esse fim. Com esse intuito surgiu a

organização de um torneio de um a dois dias, em que o valor das inscrições e outras iniciativas vão reverter para o Rodrigo. O torneio será nos dias 30 de abril (a partir das 19h00) e 01 de maio. Decorrerá no Pavilhão Municipal de Oliveira de Azeméis e o custo da inscrição é de 50 euros.


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> É O NÚMERO DOIS DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL

Núcleo Sportinguista comemora 38 anos Cerca de uma centena de sportinguistas e amigos reuniu-se, no passado dia 06 de abril, para comemorar o 38.º aniversário do Núcleo Sportinguista de Oliveira de Azeméis. A emoldurar os festejos do aniversário do Núcleo Sportinguista de Oliveira de Azeméis (NSOA), um almoço convívio realizado na Quinta da Lomba, em Santiago de Riba-Ul, que contou com as presenças de Menezes Rodrigues, em representação dos Leões de Portugal, e Cátia Azevedo, reconhecida pelas prestações no atletismo. Miguel Albuquerque, da equipa de futsal leonina, era outro homenageado da tarde, mas à última da hora acabou por não poder estar presente.

Fotos: Alfredo pinho

Mesa que presidiu a este almoço festivo, vendo-se de pé alguns dos sócios do NSOA homenageados

Na presença de Isidro de Figueiredo, vereador da Câmara Municipal de Azeméis, e de André, uma velha glória da U.D.Oliveirense, foram distinguidos seis associados do NSOA pelos 25 anos de filiação. Nota especial para o facto de terem estado representados os núcleos congéneres de

Gondomar, S. João da Madeira, Murtosa, Estarreja, Águeda, São Bernardo, Ílhavo, Brasfemes, Penacova e Pereira. António Gomes e Djalma Marques, respetivamente, os presidentes da direção e da assembleia-geral ofereceram também o seu carisma a esta bela jornada de confraternização e de exaltação leonina.

Aos presidentes da direção (à dt.ª) e da assembleia-geral coube a tarefa de cortar o bolo de aniversário

Apenas se lamentou a não comparência de elementos do conselho diretivo, até porque, naquele dia, o Sporting equipa B de futebol estava em Santa Maria da Feira, onde jogou contra o Feirense para a 2.ª Liga. Antes do encerramento deste almoço comemorativo cantaram-se os ‘parabéns a

você’ a este que é o núcleo n.º 2 do Sporting Clube de Portugal. Para que conste, os sócios com 25 anos de filiação distinguidos foram Rui Manuel Alves Carvalho, António Jorge Oliveira Costa, José Marques Barbosa, José Manuel Henriques, Luís António Fernandes e Alberto Amorim Costa.

> BASQUETEBOL

Festa juvenil em Albufeira Terminou a grande festa do Basquetebol Juvenil, realizada no Pavilhão Desportivo de Albufeira, onde durante três dias, se viveram momentos ines-

quecíveis que irão, certamente, perdurar nas memórias da juventude. Foi, sinceramente, de estranhar que a União Desportiva

Oliveirense, que possui um contingente de jovens, femininos e masculinos, bem como de treinadores, que expressa bem a vitalidade da modalida-

de nesta cidade de Oliveira de Azeméis, não tivesse um único representante nesta grande festa. Exceção para o massagista das equipas da União Desporti-

va Oliveirense José França, um dos mais conceituados a nível do país, que tem repetido a sua participação neste evento. ADELINO RAMOS

MOTORES> PILOTOS DEBUTANTES DE AZEMÉIS INTEGRAM EQUIPA RECÉMESTREADA

Numeroscópio Roadgalaxy Kart Team com início prometedor Começou, este fim-de-semana, o VENTIL Troféu de Karting 2014, no Kartódromo de Oiã. A Roadgalaxy marca presença com a Numeroscópio Roadgalaxy Kart Team e os pilotos João Gaspar e Marco Azevedo, do concelho de Oliveira de Azeméis, além do gaiense Miguel Martin. A Numeroscópio Roadgalaxy Kart Team foi lançada em 2014 pela Roadgalaxy, Powercoaching e Kartódromo de Oiã com o intuito de, segundo João Rebelo Martins, “ acompanhar pilotos que queiram evoluir no desporto automóvel, dando-lhes formação, conselhos, passando a minha experiência, e de Tó Zé Ferreira tratar da

portantes mas sim a evolução, empenho e superação”. No entanto, estando a Numeroscópio Roadgalaxy Kart Team a participar no VENTIL Troféu de Karting 2014, a parte competitiva também assume papel preponderante. O oitavo lugar final obtido na primeira corrida do troféu de karting não espelha a qualidade da equipa, já que conseguiu obter o segundo lugar nos treinos cronometrados, vitória e Marco Azevedo, Miguel Martin e João Gaspar (da esq.ª para segundo lugar em duas mangas. a dt.ª) integram a Numeroscópio Roadgalaxy Kart Team Contudo, uma avaria mecânica que ditou a desistência numa das mangas e a dificuldacomunicação e imagem. Ou petição”. de de arrancar, posteriormente seja, poder preparar amantes Portanto, segundo o mentor no final do pelotão, fez com que do desporto motorizado para da Roadgalaxy, “neste momen- o somatório das diversas manentrarem no mundo da com- to os resultados não são im- gas apenas permitisse alcançar

o oitavo lugar. Miguel Martin, no final, disse que “foi bom voltar aos karts, após algum tempo de ausência. Ganhar a primeira manga e na segunda recuperar até 2.º do fundo da grelha foi o possível”. Já Marco Azevedo, visivelmente emocionado no final da sua primeira corrida, referiu que acabava de concretizar “um sonho de criança”.. A Numeroscópio Roadgalaxy Kart Team vai voltar aos treinos, preparando-se da melhor forma para a segunda prova do troféu, no próximo dia 10 de maio, com o apoio da SPAR, Mitra`s Car, Print na Hora, Eletroleite, Rexel, Talho Arouquês, In Forma Te e Numeroscópio.


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TORNEIO>MILHAR E MEIO DE PESSOAS PASSARAM PELO DR. TEIXEIRA DA SILVA

UDO com dupla deslocação ao Benfica

Jovens mostraram os seus dotes A Juventude Desportiva Carregosense organizou, no passado fim-desemana, o Torneio Benemérito Ernesto Gonçalves. Uma forma de homenagear um dos maiores benfeitores do clube, com uma competição para escalões mais jovens, mais propriamente para os Traquinas, Benjamins e Infantis. Ao longo dos dias 18 e 19 passaram pelo Campo Dr. Teixeira da Silva cerca de 1500 pessoas (jogadores, diretores e adeptos). Após o pontapé de saída, no dia 18 de manhã, pelo patrono do torneio, foi dado início a uma maratona de jogos que culminou,

O benemérito Ernesto Gonçalves na entrega de um dos troféus

no dia 19, com as finais que ditaram o Fiães S. C., em traquinas, o G. D. Milheiroense, em benjamins, e a J. D. Carregosense, em infantis b, como os grandes vencedores da competição.

No final, a entrega dos prémios aos vencedores contou com as presenças do presidente da J. D. Carregosense, João Campos, do patrono do torneio, Ernesto Gonçalves,

>HÓQUEI EM PATINS

e do presidente da Junta de Freguesia, António Aguiar. Foi oferecida uma lembrança ao benemérito Ernesto Gonçalves pela sua dedicação, motivação e amor ao clube.

A equipa sénior de hóquei em patins da UDO tem, esta semana, duas saídas ao reduto do SL Benfica: no dia 23, a partir das 21h00, disputará os oitavos de final da Taça de Portugal e, no sábado, volta a enfrentar as águias em jogo a contar para a 26.ª jornada do Campeonato Nacional. Sob o comando de Hélder Pinho desde que Nuno Resende abdicou das funções de treinador, a Oliveirense parte para estes encontros com um importante antecedente: é que na época 2013-2014 os unionistas já defrontaram, mas a jogar em casa, a turma encarnada, tendo vencido por 4-3. No campeonato, depois de uma fase menos positiva dos azuis e vermelhos, o Benfica está em quarto lugar, com 59 pontos, mais quatro que os homens capitaneados por Diogo Silva, numa altura em que restam cumprir cinco jornadas. Quanto à Taça, só a vitória interessa para a União passar à fase seguinte. Nos oitavos, a região estará ainda representada pelo HA Cambra (que defrontará o Gulpilhares) e pela AD Sanjoanense, que milita na segunda Divisão e no passado sábado impôs uma pesada derrota ao Paço D’Arcos, emblema do escalão maior do hóquei nacional, a quem surpreendeu com uma expressiva goleada (6-2). Agora encontrará o Famalicense AC.

Columbofilia ASSOCIAÇÃO COLUMBÓFILA DE CUCUJÃES

Prova de Granada I

2.º António Jorge, 2722 3.º Danilo Resende, 2686 Ordem de chegada 4.º Rui Frio, 2625 Classificação na 1.º, 7.º Tiago Estrela; 2.º, 5.º, 5.º Ilídio Reis, 2595 Prova de Granada I 10.º Mário R. Sá; 3.º, 8.º Aure- 6.º Loja do Canário, 2493 liano E. Aguiar; 4.º, 6.º, 9.º Au- 7.º Marco Castro, 2476 Ordem de chegada reliano Azevedo & Filho 8.º Miguel Almeida, 2362 1.º, 5.º João & Nuno Marques; 9.º Paulo Cunha, 2325 2.º, 3.º Júlio Manuel Silva Mi- Classificação geral 10.º José Godinho, 2179 guel; 4.º,7.º,8.º,9.º Manuel Al- 1.º Mário R. Sá, 245 berto Silva Pereira; 6.º,10.º Se- 2.º Aureliano E. Aguiar, 207 ASSOCIAÇÃO COLUMBÓFILA rafim Lopes Santos Coelho 3.º Tiago Estrela, 202 4.º Aureliano Azevedo & Filho, DE VILA CHÃ Classificação geral 189 Classificação na 1.º Alfredo S. C. Lassal, 1688 Prova de Granada I 2.º João & Nuno M., 1682 ASSOCIAÇÃO COLUMBÓFILA Ordem de chegada 3.º Júlio M. S. Miguel, 1672 DE RIBA-UL 4.º Danilo C. Resende, 1579 1.º, 3.º, 6.º, 10.º Mário R. Sá; 2.º, 5.º Alberto M. N. G. Pereira, 1561 Classificação na 9.º António Rebelo; 4.º Augus6.º Serafim L. S. Coelho, 1510 to Costa; 5.º, 8.º Luis Silva; 7.º 7.º Loja do Canário SAD, 1505 Prova de Granada I Rufino Oliveira 8.º Manuel A. S. Pereira, 1438 Ordem de chegada 9.º Pereira & Pinhos, 1333 10.º Américo A. A. Almeida, 1269 1.º Marco Castro; 2.º, 8.º, 9.º Classificação geral Rui Frio; 3.º, 6.º Ilídio Reis; 1.º Mário R. Sá, 910 4.º, 7.º Júlio Miguel; 5.º, 10.º 2.º Luis Silva, 906 ASSOCIAÇÃO COLUMBÓFILA António Jorge 3.º António Rebelo, 846 NOGUEIRENSE 4.º Manuel Torres, 807 Classificação geral 5.º Rufino Oliveira, 804 Classificação na 1.º Júlio Miguel, 2736 6.º Augusto Costa, 704

7.º Artur G. Conceição, 669 8.º Armando Valente, 650 9.º Augusto Aires, 580 10.º Sebastião Valente, 491

& Filho 4º e 5º - Manuel J. Goncalves 6º Artur Rocha 7º António O. Rodrigues

CENTRO COLUMBÓFILO DE CESAR

Sociedade Columbófila de Cesar

Concurso Granada com solta em 19/04/2014 às 07.45 Horas Classificação Geral 10 Primeiros Pontos 1- Irmãos Oliveira, 1318 2- Albertino & Filho, 1260 3- Pombal Qtª Moutas, 1197 4- Arlindo Rocha, 1170 5- Jorge Miguel Santos, 1145 6-Serafim S. Queirós, 1133 7-António O. Rodrigues, 1114 8- Manuel J. Gonçalves, 1091 9- Manuel Dias Castro, 1084 10- Nelson G. Rocha, 1040 Os dez primeiros prémios no concurso: 1º, 2º, 3º, 8º, 9º, 10º - Albertino

Ordem de Chegada 1º Agostinho Ferreira; 2º e 8º Antonio Martins; 3º e 6º - Mário Sá; 4º António Rebelo; 5º Aureliano Azevedo & Filho; 7º Manuel Pereira; 9º Alvaro Resende e 10º Hernani Monteiro Classificação Geral 1º F. Damas & Jorge 1475 2º Antonio Rebelo, 1431 3º Soares & Fernandes, 1414 4º Agostinho Ferreira, 1347 5º Miguel Almeida, 1319 6º Torcato Ribeiro, 1288 7º Aureliano A. & Filho, 1163 8º Rufino Oliveira, 1158 9º Mário Sá, 1110 10º João Assunção, 1049


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ARTES MARCIAIS> DAVID MALVA OBTÉM SEGUNDO LUGAR

Dois oliveirenses no Campeonato do Mundo Inter Estilos Realizou-se nos dias 11, 12 e 13 de abril, em Vagos, sob a égide da Federação Mundial ICKKF, o 4.º Campeonato Mundial Inter estilos de Artes Marciais – WAC 2014. Este evento contou com a participação de quase 4000 praticantes, oriundos de 63 países, representando mais de vinte estilos de diferentes artes marciais. Em representação do concelho de Oliveira de Azeméis esteve a escola da Ambo Training Martial Arts de Oliveira de Azeméis, com sede na Desafio d’ Arte - Pinheiro da Bemposta. Esta escola oliveirense fezse representar no Campeonato Mundial por dois atletas: O treinador David Malva e o jovem praticante André Malva, incluídos na equipa internacional da Ambo Training Martial Artes, que reuniu atletas portugueses, espanhóis, suíços e polacos. O atleta André Malva, na sua primeira participação numa prova desportiva e participando na categoria de combate Rumble, dos 6 aos 8 anos de idade, para atletas de peso infe-

André Malva executando técnica de pontuação elevada

rior a 26 kg, conseguiu imporse no primeiro combate a um fortíssimo atleta libanês, por superioridade técnica. No segundo encontro viria a ser eliminado pelo seu colega de equipa Alexandre Tavares que viria a classificar-se na terceira posição, num encontro muito equilibrado entre ambos. Já David Malva classificou-se em segundo lugar neste Campeonato Mundial Inter estilos de artes marciais, na categoria de mais de 40 anos e menos de 79 kg, na modalidade de Light Kick. Isto após uma final atribulada entre dois portugueses e

David Malva, após derrota de atleta espanhol da arte marcial Kempo

um espanhol. Este atleta, por erro da organização, foi obrigado a disputar quatro ‘rounds’ consecutivos, facto que muito contribui para o menor desempenho face ao mais ‘descansado’ colega de final, o que, em parte, lhe custou a possível vitória e o alcançar do mais alto lugar do pódio. Neste Campeonato Mundial a equipa da Ambo Traininig Martial Arts International obteve oito primeiros lugares, sete segundos lugares e cinco terceiros lugares, assim, distribuídos, pelas diferentes modalidade e categorias: Rumble: Carolina Silva e Sofia Tavares – 1.º lugar; Alexandre Tavares e Eduarda Sousa - 3.º lugar. Knock Down – Bruno Traguedo – 1.º lugar; Ion Bojoga, Daniela Vaz e David Estrela – 2.º lugar; Duarte Montanha – 3.º lugar. K1 – Jeremy Ottenheimer – 3.º lugar. Boxe Chinês – Eloisa Mota, Daniela Vaz, Pavel Matel – 1.º lugar; Marc Habermacher, Duarte Montanha, David Estrela e Tiago Silva – 2.º lugar. Low Kick – Stefan Wütrich – 2.º lugar; Vlado Kukic – 3.º lugar. Light Kick – Hernani Silva (+ 80 Kg) – 1.º lugar, David Malva (- 79 Kg) 2.º lugar.

ATLETISMO> ATLETA NOGUEIRENSE BRILHA NOS 800 E 1500 METROS EM PISTA COBERTA

António Vieira é campeão nacional O atleta enverga o emblema da AFIS-Ovar, mas é natural de Nogueira do Cravo. A consagração foi obtida nas provas da ANAV, em Pombal. Conquistar o título de campeão nacional, seja qual for a modalidade, é motivo de satisfação orgulho pessoal e coletivo. Quando o feito é conseguido por um conterrâneo, é obrigatório manifestar as felicitações pelo êxito obtido. Sabendo que essa conquista é fruto de imenso trabalho e sacrifício a que estão sujeitos os atletas, especialmente os amadores, impunha-se ouvir o campeão nacional António Vieira, atleta que, quase a troco de uma mão vazia, se dedicam em prol do bem-estar físico e desportivo muito do seu tempo. Antes do

me preparado durante muito tempo para ganhar as provas, por isso, optei por controlar os adversários e atacar para vencer na altura certa”, apontou o campeão. Natural de Nogueira do Cravo, mas a representar o emblema do AFIS-Ovar, Vieira é treinado por Fernando Adrião, bem conhecido na modalidade pela cua competência e experiência. “Os treinos são diários”, António Vieira acrescentou uma grande conquista ao seu adianta António Vieira em palmarés declarações ao Correio de Azeméis, e normalmente efetuatletismo, por exemplo, o cam- Associação Nacional Atletismo ados no parque da Senhora dos peão já praticara futebol. Veterano, realizadas na cidade de Milagres, em S. João da Madeira, Agora consagrou-se campeão Pombal a 08 de março. podendo ainda realizar-se em nacional em 800 e 1500 metros Vieira cumpriu os 800 metros estrada, consoante o local onde em pista coberta, no decorrer das em 2’21’’ e os 1500 metros em se vai realizar a prova seguinte. provas organizadas pela ANAV- 4’49’’, na categoria 55M. “TinhaNo seu currículo, para além

da participação em provas em todo o território continental, também calçou as sapatilhas para correr nos Açores e, mesmo, além fronteiras, nomeadamente em Espanha: Santiago de Compostela e a clássica Vigo – Baiona já viram o empenho deste apaixonado do desporto. É grande a quantidade de taças, troféus, medalhas, salvas em prata, e prémios monetários conquistadas ao longo da carreira, tanto em pista coberta quanto em estrada, corta-mato, maratona e milha. Vieira, apreciador de todas as disciplinas da modalidade, diz preferir as provas de velocidade, embora participe em todas, contribuindo para o êxito coletivo da equipa. ALÍRIO COSTA


28 UF PB/TRAVANCA> UMA ORGANIZAÇÃO DO NÚCLEO DE CAMIONISTAS

Festa da Cerveja no recinto da N.ª Sr.ª das Flores

É já este sábado, 26 de abril, que, pelas 22h00, tem lugar, no recinto da N.ª Sr.ª das Flores, em Travanca, a 1.ª Festa da Cerveja do Núcleo de Camionistas Terras de La Salette (NCTLS). A entrada é livre e a animação está, desde já, garantida. Para mais informações contatar o NCTLS através do telemóvel n.º 916 484 013 ou do site www. nucleocamionistasterrasla-salette.com. CUCUJÃES > NO CENTRO CULTURAL

Concerto de Páscoa É já no próximo dia 24 de abril, pelas 21h00, o concerto de Páscoa, pelo coro ‘Dos Pequenos Cantores e Pais’. O evento terá lugar no Centro Cultural de Cucujães e é promovido pela Junta de Freguesia local, através da sua comissão consultiva da Cultura. CUCUJÃES > DESFILE PRIMAVERIL

‘Carnaval de primavera’ na vila A comissão consultiva da Cultura da Junta de Freguesia de Cucujães promove, no dia 31 de abril, o ‘Carnaval de Primavera’. Esta iniciativa tem início às 15h00 na Rua Ferreira de Castro, sendo o local previsto para a concentração. O desfile inicia-se às 16h00 e percorrerá as seguintes ruas: Rua Dr. Ferreira da Silva, Av. João Pinto Bessa, Rua do Mosteiro e Rua do ACC, e acabará na Fonte das Manguelas. A tarde irá contar, ainda, com a entrega de prémios aos três melhores grupos em desfile e a entrega de troféus a cada grupo participante.

Terça-feira, 22 de abril de 2014

GERAL

>JOVEM OLIVEIRENSE PRECISA DO NOSSO APOIO

Bailarina recupera após grave acidente A onda de apoio para ajudar a jovem bailarina, Diana Bastos, a fazer face aos elevados custos decorrentes da reabilitação não pára de crescer. DIANA COHEN

Uma queda de um trapézio repercutiu-se em graves sequelas para uma bailarina profissional, natural de Oliveira de Azeméis. Quase um mês após o acidente, Diana Bastos conta, ao Correio de Azeméis, que os piores dias já lá vão, embora ainda sem certezas de que um dia possa voltar a andar. Ciente de que, sozinha, a família de Diana ‘Niepce’, como é conhecida no mundo artístico, dificilmente conseguirá suportar todas as despesas de reabilitação, alguns amigos tiveram a ideia de criar um movimento

Diana Bastos.

solidário de angariação de fundos. Na rede social Facebook, a página ‘Apoio Niepce’ conta com mais de mil seguidores que não ficaram indiferentes a este caso e que nela têm escrito palavras carinhosas de apoio e incentivo. “Mantenho pensamento positivo” No dia 24 de março, a vida de Diana Bastos mudou, durante um treino de acrobacia. Enquanto praticava exercícios, nas

instalações da companhia de Artes Circenses Performativas com a qual colabora, em Benfica, Lisboa, a jovem, de 28 anos, caiu do trapézio. “A queda foi em cima de um colchão, mas, como estava a uma baixa altura, não consegui dar a volta e caí de cabeça”, recorda Diana Bastos. Uma fratura e luxação de duas vértebras na cervical, com oscilação da medula óssea, deixou a bailarina totalmente paralisada durante vários dias. Transportada para o Hospital de Santa Maria, onde ainda permanece internada, à espera de uma vaga para ser transferida para o Centro de Alcoitão, a jovem foi submetida a uma delicada cirurgia. E, contra todas as probabilidades, aos poucos, foi recuperando a sensibilidade nos membros. “As melhorias têm sido muitas e mantenho o pensamento positivo, porque sei que esta será uma luta infindável”, desabafa.

A luta a que Diana Bastos se refere terá de ser travada com o apoio de vários equipamentos de fisioterapia, bem como outros de apoio à sua nova condição, designadamente, uma cadeira de rodas. Neste momento, qualquer ajuda é bem-vinda e, a pensar nisso, foi criada uma conta bancária - com o NIB 0018 0003 23963952020 23, IBAN PT50 0018 0003 2396 3952 0202 3, BIC/SWIFT: TOTAPTPL - onde poderão ser depositadas contribuições, de maior ou menor valor, consoante as possibilidades e a vontade de cada um. Após ter completado a sua formação académica na Escola Superior de Dança, enquanto bailarina e performer, esta artista trabalhou com várias companhias, entre as quais a conceituada ‘La Fura Dels Baus’. Na qualidade de criadora desenvolveu já vários trabalhos e foi também coescritora do livro ‘O céu de Keersmaeker’.

>JUNTO À ESCOLA BÁSICA E SECUNDÁRIA SOARES BASTO

Quiosque alvo de tentativa de assalto Durante a madrugada de terça-feira da semana passada, o Quiosque ‘Fati’, situado junto à Escola Básica e Secundária Soares Basto, no centro da cidade de Oliveira de Azeméis, recebeu a visita de um ou mais indivíduos que tencionavam efetuar um assalto. Pela segunda vez, no espaço de um ano, o quiosque foi palco de uma tentativa de furto e, uma vez mais, os assaltantes apenas causaram

estragos na porta, não tendo conseguido furtar qualquer artigo. Contudo, ainda que tivessem sido bem sucedidos na tarefa de arrombar a porta, nada de valioso iriam encontrar no seu interior. “Já nos prevenimos e, quando fechamos, levamos sempre connosco os objetos com mais valor”, contou o proprietário, Rui Oliveira, ao Correio de Azeméis. DC

UF NC/NOGUEIRA DO CRAVO>ALEGOU ESTAR APENAS A PROCURAR EMPREGO

Mulher surpreendida a furtar residência Não deixa de ter uma certa dose de ironia um caso recentemente passado nesta vila, em que uma mulher se introduziu numa residência cuja intenção seria furtar algo com valor. Porém, quando foi surpreendida pelo inquilino, este perguntou à intrusa o que andava ali a fazer e, para seu espanto, obteve esta resposta: “Só ando à procuro emprego”. Esta e outras peripécias foram-nos contadas por António P. Silva.

Depois de ter feito compras de material que precisava, foi guardá-lo no anexo. Entretanto notou em casa um barulho esquisito. Pensando ser a esposa, chamou pelo seu nome, como não obteve resposta, foi à procura da origem. Entrou e deparou que, no quarto, estava uma mulher corpulenta algo parecida com uma irmã, a quem questionou o que fazia ali. Pela voz notou ser alguém estranho e, após diálogo pouco amistoso, o nogueirense

quis fechar a porta até chegar as autoridades, no que foi impedido pela força da intrusa, que acabou por fugir para o pátio, tendo aí sido barrada a fuga com o fecho da porta que dá acesso à rua. Vendo-se ‘encurralada’, ameaçou gritar sob acusação de a querer violar. Com a chegada de elementos da GNR do posto de Cesar para tomar conta da ocorrência, efetuada uma revista aos sacos que a mulher transportava, foi encontrado ouro e algum dinheiro produto da in-

desejada visita. Quanto à identificação da mulher, pertencerá a uma freguesia do concelho de Santa Maria da Feira, não se tendo confirmado bem qual devido ao facto do Bilhete de Identidade apresentar algumas deficiências. Este é apenas mais um dos muitos casos que quase, diariamente, nos surpreendem. É preciso estarmos atentos à presença e movimentação de estranhos. ALÍRIO COSTA


NECROLOGIA/PUB.

3.º Aniversário Lutuoso - 23/04/2014

4.º Aniversário Lutuoso - 24/04/2014

Lourenço Dias Pangaio

Aurora Andrade Almeida Gomes

- Pindelo Longe ou perto de ti, estamos sempre a recordar Estás à beira de Jesus, onde um dia te iremos encontrar No dia em que se completa o 3.º aniversário sobre o falecimento deste seu ente querido, sua esposa e filhos recordam-no, com profunda e eterna saudade. Mandam celebrar missa em sufrágio pela sua alma, no dia 26 de abril, pelas 18h00, na igreja de Pindelo.

- Cucujães O valor das pessoas não se mede pelo tempo que duram, mas sim pelo significado que têm na nossa vida

11.º Aniversário Lutuoso - 23/04/2014

Pela passagem do 4.º aniversário lutuoso de Aurora Andrade Almeida Gomes, seu marido e filhos recordam, com profunda e eterna saudade, este seu ente querido. Mandam celebrar missa, em sufrágio pels sua alma, no dia 25 de abril, pelas 19h00, na igreja matriz de Cucujães.

António Augusto França Martins - 74 Anos - Travessa dos Brites-Nogueira do Cravo -

Sua esposa e demais família vêm, por este meio, agradecer a todos quantos se dignaram tomar parte nas cerimónias fúnebres ou que, de outra forma, se lhes associaram na dor. Renovam profunda gratidão pelas presenças amigas na liturgia de 7.º dia, em sufrágio pela sua alma, que se celebra no próximo sábado, 26 de abril, pelas 19h00, em Nogueira do Cravo.

Alfredo de Bastos - S. Martinho-Ossela -

A morte levou aquele que eu tanto amava, mas a sua memória ficará para sempre no meu coração No dia em que se completa o 11.º aniversário sobre o seu falecimento, sua filha Elsa Maria e restante família recordam, com profunda e eterna saudade, este seu ente querido. Mandam celebrar missa em sufrágio pela sua alma, no dia 26 de abril, pelas 19h00, na igreja de Ossela.

Faça-se assinante

Agência Funerária António Oliveira & Guedes, Lda | Rua do Casal, nº 68 | 3700-732 Milheirós de Poiares E-mail: agencia.funeraria.ag@hotmail.com | tel: 968 685 709 - 965 815 114 | Fax: 256 811 124

Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fajões Convocatória

Ao abrigo da competência que me é conferida pela alínea a), n.º 1 do artigo 26.º e do n.º 2 do artigo 58.º dos estatutos desta associação, convoco uma assembleiageral extraordinária para o dia 12 de maio de 2014, pelas 20h30, a realizar no seu auditório, com a seguinte Ordem de trabalhos Ponto um: Apreciação e deliberação do recurso apre-

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Terça-feira, 22 de abril de 2014

Oração da Chave de Cristo

Ligue-nos:

256 049 890

sentado pelo associado n.º 970, Senhor Alcides Paiva Almeida, relativamente a uma pena disciplinar de suspensão de noventa dias, com inibição da frequência das instalações da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fajões; Ponto dois: Discussão e tomada de posição relativa ao contrato celebrado com a SOPOR e relativamente à exploração do Posto de Combustíveis e/ou outras medidas a tomar. Será facultada, no prazo estatutário, a todos os associados interessados a consulta de todos os elementos de suporte relativos aos pontos da ordem de trabalhos

Chave de Cristo vivo, Chave de Cristo morto, Chave de Cristo crucificado, Chave de Cristo sepultado, pelas chaves das 7 chagas de Cristo sepultado pelas agonias de Cristo no Calvário pelas dores de sua mãe Maria Santíssima vendo seu filho na cruz faça-se com que esta mesma chave abra (menciona-se o pedido), depois rezam-se 3 Pai-Nossos, 3 Avé-Marias 1 Glória ao Pai. Reza-se durante 7 dias e quando se obtiver a graça manda-se publicar.

na secretaria da associação durante as horas de expediente. Se à hora marcada não se encontrar presente a maioria absoluta dos associados, a assembleia-geral será reiniciada decorridos trinta minutos, independentemente do número de associados presentes Fajões, 21 de abril de 2014 O presidente da mesa da assembleia-geral, Fernando Manuel Gomes Pais Ferreira, Dr. C. A. n.º 4554 de 22/04/2014

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Terça-feira, 22 de abril de 2014

necrologia

5.º Aniversário Lutuoso 23/04/2009 - 23/04/2014

Luís Miguel Soares Pinto Na passagem do 5.º a­niversário do fale­ cimento de Luís Miguel Soares Pinto, seus pais, irmão, esposa, sogros e demais família continuam a recordar-lo com imenso amor e saudade. Mandam celebrar missa, em sufrágio pela sua alma, no próximo dia 25 de abril, pelas 18h00, na igreja de Loureiro.

15.º Aniversário Lutuoso - 24/04/2014

Ricardo Alexandre Pinho Carvalho - S. Roque Mais um ano que passou Desde a triste separação Mas nunca te esqueceremos Pois vives no nosso coração

Com muito amor e saudade, lembrança de pais e irmãos.

António Alves de Pinho - 67 Anos

7.º Aniversário Lutuoso - 28/04/2014

Firmino Jesus da Costa

- LoureiroNo dia em que se completa o 7.º aniversário da morte de Firmino Jesus da Costa, sua esposa, filhos, netos e restante família recor­ dam-no com grande saudade e agradecem, antecipadamente, a todos que assistirem à missa em sufrágio pela sua alma, que será celebrada no dia 30 de abril, pelas 18h00, na igreja matriz de Loureiro. Paz à sua alma.

4.º Aniversário Lutuoso - 25/04/2014

Eduardo Gonçalves da Silva

- Oliveira de AzeméisNo dia em que se completa o 4.º aniversário sobre o falecimento de Eduardo Gonçalves da Silva, seus familiares recordam-no com profunda e eterna saudade. Mandam celebrar missa em sufrágio pela sua alma, na próxima, sexta-feira, dia 25 de abril, pelas 19h30, na igreja matriz de Oli­ veira de Azeméis.

1.º Aniversário Lutuoso - 26/04/2014

Fernando Tavares da Silva - Loureiro -

Faz um ano que partiste e nos deixaste a chorar, mas rezamos por ti todos os dias e sabemos que um dia te vamos encontrar No dia em que se completa o 1.º aniversário sobre o falecimento de Fernando Tavares da Silva, sua esposa, filha, netas, bisnetos e restante família recordam, com profunda e eterna saudade, este seu ente querido. Mandam celebrar missa em sufrágio pela sua alma, no dia 26 de abril, pelas 07h00, na igreja de Loureiro.

- Rua Central de Cesar-Cesar -

Natália Rosa de Oliveira - 84 Anos

Sua família vem, por este meio, agradecer a todas as pessoas que se dignaram tomar parte nas cerimónias fúnebres, realizadas em Cesar, no passado dia 15 de abril, ou que, de outra forma, se lhe associaram na dor. Renova profunda gratidão pelas presenças amigas na liturgia do 7.º dia em sufrágio pela sua alma, que será celebrada na igreja matriz de Cesar, hoje, dia 22 de abril, pelas 20h30.

Seus filhos, nora, genros, netos, bisnetos e demais família agradecem, reconhecidamente, a todas as pessoas que acompanharam as cerimónias fúnebres, assim como a missa do 7.º dia, ou que, de outra forma, lhes manifestaram o seu pesar.

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Manuel de Almeida - 77 Anos (F. 20-04-2014) - Alviães-Palmaz -

A família de Manuel de Almeida, sensibilizada e reconhecida com todas as provas de carinho e pesar recebidas aquando do seu falecimento e missa de 7.º dia. Funerária José Pina Lda. - Praça José da Costa n.º 107 – 3720-217 -Oliveira de Azeméis - R. Visconde n. 2259 – 3700-269 S. João da Madeira - Tel. 919743670 e 256682116 - E-mail: funerariajosepina@hotmail.com

Maria Dorinda de Bastos Correia - 82 Anos (F. 15-04-2014) - Oliveira de Azeméis -

A família de Maria Dorinda de Bastos Correia, sensibilizada e reconhecida com todas as provas de carinho e pesar recebidas aquando do seu falecimento e missa de 7.º dia. Funerária José Pina Lda. - Praça José da Costa n.º 107 – 3720-217 -Oliveira de Azeméis - R. Visconde n. 2259 – 3700-269 S. João da Madeira - Tel. 919743670 e 256682116 - E-mail: funerariajosepina@hotmail.com

Maria Amélia da Conceição Silva - 89 Anos (F. 15-04-2014) - Oliveira de Azeméis -

A família de Maria Amélia da Conceição Silva, sensibilizada e reconhecida com todas as provas de carinho e pesar recebidas aquando do seu falecimento e missa de 7.º dia. Funerária José Pina Lda. - Praça José da Costa n.º 107 – 3720-217 -Oliveira de Azeméis - R. Visconde n. 2259 – 3700-269 S. João da Madeira - Tel. 919743670 e 256682116 - E-mail: funerariajosepina@hotmail.com

Maria Prazeres dos Reis Pereira - 60 Anos - Rio d’Ossos-Vila de Cucujães -

Seu marido, filhos, nora, genro e neto vêm, por este meio, agradecer a todas as pessoas que se dignaram tomar parte nas ceri­ mónias fúnebres, ou que, de outra forma, se lhes associaram na dor. Renovam profunda gratidão pelas presenças amigas na litur­ gia de 7.º dia, em sufrágio pela sua alma, que se realizou, ontem, dia 21 de abril, pelas 19h00, na Igreja da Vila de Cucujães. Funerária Cristino Ld.ª - Santiago de Riba-Ul - Telf.: 256 682 451 * Telm.: 919 697 374

- Lomba-Vilar-Oliveira de Azeméis -

Agência Funerária Beira-Mar – Rua Conde Santiago de Lobão, n.º 230 – Oliveira de Azeméis Filial: Rua S. João Baptista (Lugar da Igreja) Loureiro – Telf.: 256 682 905 * Telm.: 917 533 018 (24 horas)

Artur Soares - 81 Anos - Rua do Serro - Ul -

Seus filhos, nora, netos, bisnetos e demais família agradecem, reconhecidamente, a todas as pessoas que acompanharam as cerimónias fúnebres, ou que, de outra forma, lhes manifestaram o seu pesar, assim como a missa do 7.º dia, que será celebrada quinta-feira, dia 24 de abril, pelas 18h00, na igreja matriz de Ul. Agência Funerária Beira-Mar – Rua Conde Santiago de Lobão, n.º 230 – Oliveira de Azeméis Filial: Rua S. João Baptista (Lugar da Igreja) Loureiro – Telf.: 256 682 905 * Telm.: 917 533 018 (24 horas)

Jaime Tavares Brandão - 75 Anos - Aldas-Oliveira de Azeméis -

Sua esposa, filhos, noras, netos, bisneta e demais família agradecem, reconhecidamente, a todas as pessoas que acompanharam as cerimónias fúnebres, ou que, de outra forma, lhes manifestaram o seu pesar, assim como a missa do 7.º dia, que será cele­ brada quinta-feira, dia 24 de abril, pelas 19h30, na igreja matriz de Oli­veira de Azeméis. Agência Funerária Beira-Mar – Rua Conde Santiago de Lobão, n.º 230 – Oliveira de Azeméis Filial: Rua S. João Baptista (Lugar da Igreja) Loureiro – Telf.: 256 682 905 * Telm.: 917 533 018 (24 horas)

10.º Aniversário Lutuoso - 06/04/2014

José Maria Pinto Almeida

- Nogueira do Cravo A morte levou aquele que tanto amávamos Mas a sua memória ficará sempre no nosso coração Na passagem do 10.º a­niversário do falecimento de José Maria Pinto Almeida, sua família recorda, com profunda e eterna saudade, este seu ente querido. Mandou celebrar missa, em sua memória, no passado dia 06 de abril, na igreja de Nogueira do Cravo.


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Nos dias em que o Fran­cisco, o Miguel e o João comemoram mais um aniversário, seus pais e restante família desejam-lhes muitas fe­li­cidades e fazem votos para que esta data se repita por muitos anos. Parabéns.

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Terça-feira, 22 de abril de 2014

EMPRESAS&EMPRESÁRIOS

‘O Cantinho d’Anita’ enriquece e ‘ornamenta’ a Rua Bento Carqueja, mesmo por detrás dos Paços do Concelho (zona pedonal).

>NA ZONA PEDONAL DA CIDADE DE OLIVEIRA DE AZEMÉIS

‘O Cantinho d’Anita’: A arte e os sabores transmontanos A zona pedonal de Oliveira de Azeméis ficou mais rica com a abertura de ‘O Cantinho d’Anita’, logo atrás do edifício da Câmara, direcionada à comercialização de artesanato em cerâmica, tecidos/ roupas e gourmet, principalmente originários do Planalto Mirandês. A.G.

A ideia inicial de Ana Maria Brandão e Celestino Matos foi de relançar uma casa de comércio tradicional em Oliveira de Azeméis, de preferência na rua pedonal, vocacionada para o artesanato e produtos de gourmet, originários, em primeiro lugar de Trás-os-Montes, artigos que comercializavam de porta-a-porta, entre amigos e conhecidos. Serviu de estímulo importante - para resposta a esse anseio - a participação no concurso municipal de ideias de negócios de 2013, ‘Azeméis Youth Business’, levado a cabo pela Câmara, com um projeto que obteve a primeira de duas menções honrosas. Para abertura, produtos do Planalto Mirandês Segundo Celestino Matos, inicialmente “quisemos investir em ceramistas portugueses de renome nacional e internacional, com algumas peças numeradas, portanto exclusivas. Em várias viagens a Trás-os-Montes, concreta-

Fotos: Foto Procion

artesanal, de qualidade garantida e sem intermediários. Conhecemos, pessoalmente, os produtores e fabricantes das variadas áreas, assistimos ao seu fabrico e isso dá-nos confiança na qualidade dos produtos que vendemos”. O cliente pode encontrar na nova loja, localizada na Rua Bento Carqueja, artesanato em rendas antigas, bordados, burel, pardo, sorrubeco, sedas pintadas à mão, e, ainda, pochetes e bolsas de senhora, artigos para casa como tapetes e atoalhados; na área dos barros e grés, deparámos com cerâmica artística e antiguidades. Já a nível do gourmet, compõem-no o fumeiro regional, doçaria Os promotores da nova casa: Ana Maria Brandão e Celestino Matos. tradicional e conventual, vinhos e azeites, do Planalto Mirandês. Contudo, os proprietários de ‘O Cantinho d’Anita’ irão ter sempre fruto de produção artesanal e tradicional, artigos de Viana do Castelo e, num futuro próximo, da região alentejana. Associado à área comercial, os proprietários da casa têm em estudo, a curto/médio prazo, um intercâmbio cultural diversificado e de parceria com as câmaras municipais, trazendo Trás-os-Montes a Oliveira de Azeméis. Com uma decoração airosa e trabalhada, o ‘Cantinho d’Anita’ é digno de ver visitado, dentro do horário habitual: de segunda-feira a sábado, das 09h00 às 20h00, permanentemente aberta, sem interrupção No dia da abertura, ‘O Cantinho d’Anita’ recebeu a visita de autarcas locais. à hora do almoço, de modo “a dar às pessoas que trabalham possibilidade de virem mente ao Planalto Mirandês, dos, em produtos de gourmet. zado. Tudo o que vendemos fazer as suas compras tanto fomos tomando contato com Não aceitamos - afirma - pro- em ‘O Cantinho d’Anita’ é fa- no gourmet, como em tudo o artesãos em madeira, em teci- dutos de fabrico industriali- brico eminentemente caseiro, que aqui temos”.

22 04 2014  
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