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Alguém, por fim teve olhos

para a igreja da

Matriz

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CORREIO DA SEMANA jornalcorreiodasemana@yahoo.com.br

Ridendo Castigat Mores

Fundador - J. Maia de Andrade

Ano XIX - Nº 572

Capital - R$ 2,00 - Interior R$ 2,50

Cuiabá, 15 a 21 de fevereiro de 2011

O Mundo pede comida 2

Considerando-se a média Brasil, alta da arroba consegue superar expressiva elevação dos custos de produção

s aúde

E ducação

A ssembléia Legislativa

Hipotireodismo: a disfunção que ajudou Ronaldo a engordar

Novo Fies terá crédito mais barato e maior tempo de carência

Obras de mobilidade urbana é tema de audiência na Assembleia

A presidente Dilma Rousseff anunciou no dia 14 de fevereiro, que o novo Programa de Financiamento Estudantil (Fies) terá condições gerais de financiamento “muito mais leves” - incluindo juros de 3,4% e maior tempo de carência. Em seu programa semanal “Café com a Presidenta”, ela disse que o aluno só terá que começar a pagar

A Assembleia Legislativa realizará audiência pública nesta quinta-feira (17), para discutir os efeitos da implantação dos projetos de mobilidade urbana em Cuiabá e Várzea Grande. As obras estão previstas para serem realizadas nos próximos quatro anos com vistas a preparar as duas cidades para Copa do Mundo do Pantanal de 2014. O requerimento para a

O jogador Ronaldo, ao se despedir do Corinthians e do futebol no início da tarde da segunda-feira (14), revelou que, além das contusões, sofreu com o ganho de peso e o hipotireoidismo. A disfunção hormonal é caracterizada pela diminuição dos hormônios T3 e T4 e pode atingir homens e mulheres, apesar de a incidência ser maior nas mulheres.

A causa mais frequente da disfunção é a tireoidite autoimune, conhecida por tiroidite de Hashimoto. Os principais sintomas do hipotireoidismo são o desânimo constante e o aumento de peso. Os problemas com a balança enfrentados por Ronaldo surgiram em 2007... Leia mais pág. 06

Claudio Humberto lézio jr

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o financiamento do curso superior um ano e meio depois de formado. Nesse período, segundo Dilma, será possível encontrar um emprego e obter uma renda. Dependendo do curso escolhido na faculdade, como no caso de medicina, o pagamento poderá ser feito em até 20 anos. Leia mais pág. 06

discussão foi feito pelo deputado Emanuel Pinheiro (PR). A audiência será realizada às 14 horas, no Auditório Milton Figueiredo. O governo federal já autorizou a liberação de recursos à execução das obras de mobilidade urbana no valor de R$ 384 milhões.

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A rtigos

Contribuições sindicais acessórias 

Por: Luiz Leitão

contradição que aumenta a confusão e não desfaz o imbróglio. Diz ofensivas essas cláusulas de acordos, convenções e sentenças normativas estabelecendo contribuições, mas não age contra isso. No sindicalismo brasileiro trabalhadores e empresas vivem Afinal, é preciso reiterar isso todos os anos, ou, pior, todos os mesituação singular. ses em que vier uma cobrança sindical? O Ministério não sabe dizer! A Constituição desobriga a associação a sindicatos, que, O advogado Fabio Zanão, representante de entidades sindicais, ignorando-a, cobram, de associados ou não, contriesclarece a questão: uma só carta, no prazo definido buições de diferentes designações acessórias, como na convenção - quando não há assembleia específica Confederativa e Associativa, só exigíveis dos seus para as contribuições, em data não claramente determiassociados de fato. nada ou identificável, - vale para o ano todo. Segundo “A contribuição sindiO paradoxo: todo trabalhador brasileiro é ele, a obrigação de oposição nasce da “vinculação cal, o antigo imposto, presumido sindicalizado e para evitar as contribuiautomática” do trabalhador à categoria ao integrá-la. ções acessórias arca com o ônus de manifestar, em Como nem todos enviam as cartas ao empreé compulsória, devida até 10 dias do recebimento de carta do sindicato, sua gador, uma Ação Civil Pública facilitou as coisas num uma só vez ao ano por oposição. É pouco tempo. sindicato de SP, permitindo que os trabalhadores proA contribuição sindical, o antigo imposto, é todos os trabalhadores tocolem as cartas de oposição na própria empresa. compulsória, devida uma só vez ao ano por todos os trabalhador sabe o mês do seu dissídio. Na formais, associados ou falta deOinformações trabalhadores formais, associados ou não a sindicato. do sindicato, ele pode procurar não a sindicato. Ponto Ponto final? Não. a convenção de 3 maneiras: afixada em locais visíveis Nas convenções anuais de dissídio salarial da empresa, no sindicato, ou no site, mesmo dos patrofinal? Não”. cada categoria age à sua maneira; algumas realizam nais, pois a convenção vale para ambos os lados. duas: a específica, que define as contribuições oponíMuitos funcionários de edifícios e outros não veis – após sua publicação no Diário Oficial abre-se têm acesso à internet; deveriam zelar pela informação o prazo de oposição -; e a que discute os dissídios. sobre esse direito, nos condomínios, o sindicatos de Associados não podem se opor às contriempregados e os Secovis, legando aos síndicos a buições aprovadas nas assembleias gerais ou específicas, estas nem tarefa. sempre coincidentes com o dissídio, e fixadas nas convenções ou Então, pela data do dissídio, localiza-se a convenção - não hajudicialmente. vendo acordo, ela vai a julgamento, permanecendo a anterior, caso do Portanto, a desfiliação só desonera o sócio de pagar a mensaliSEAAC, Sorocaba. dade. Justas ou não, o caso aqui é mostrar ao trabalhador como contestáAs coisas estão invertidas: se ninguém é obrigado a se filiar a sin- las. Sempre haverá bons e maus sindicatos. Quem é bem atendido e achar dicato, tampouco se justifica que alguém cumpra obrigação de filiado. que vale contribuir, e até se associar, deve fazê-lo. Para se opor o Ministério do Trabalho (MTE) recomenda ler a convenção coletiva, mas diz que a oposição pode ser feita por carta, Luiz Leitão é jornalista. E-mail: luizmleitao@gmail.com com AR, após o recebimento da cobrança enviada pelo sindicato. Uma

Por: João Francisco Salomão

perecíveis, empresários e trabalhadores em serviço, famílias em passeio ou viagens de urgência continuam enfrentando Embora prioritária para o Acre, Rondônia, Amazônia filas imensas para atravessar o Madeira de balsa. O problema agrava-se em algumas épocas do ano, e o País, pois é estratégica para o acesso aos portos do Pacífico Sul, a ponte sobre o rio Madeira, ligando aqueles quando o rio fica com o nível das águas até três metros abaidois estados, é mais uma vítima da famigerada burocracia xo do normal, prejudicando a navegação. Nessas ocasiões, nacional. Esta, aliás, é unanimemente considerada um dos a espera chega a 24 horas. Ora, quem se importa com isso principais empecilhos aos investimentos e à melhoria do nos corredores de algumas repartições públicas? O que significam algumas toneladas de mercadorias que chegam ambiente de negócios. ao destino impróprias para consumo? Será A licitação (Concorrência Pública nº que não passa pela cabeça dos burocratas 134/2010-00) foi suspensa pelo Departaque a obra também é muito importante para mento Nacional de Infraestrutura de Transo intercâmbio bilateral entre Brasil e Peru, portes (DNIT), devido a Decisão Cautelar “Alegação baseou-se o qual o Acre é estratégico? Com a imiemitida pelo ministro Valmir Campelo, do no indício de sobrepre- para nente inauguração da Rodovia Interoceânica Tribunal de Contas da União (TCU). Aleço decorrente do crité- ligando os dois países, é inaceitável que não gação baseou-se no indício de sobrepreço seja concluída, principalmente se levarmos decorrente do critério de cálculo de mão de rio de cálculo de mão consideração que todas as pontes do obra das categorias de servente e operáde obra das categorias em lado peruano já estão sendo entregues. rios qualificados, da utilização de areia e de servente e operários O lamentável caso é emblemático brita e do preço do aço CA-50. qualificados, da utiliza- para ilustrar o que indica o relatório Doing É inquestionável o dever do TCU de Business do Banco Mundial, que apresenzelar pelo erário público. No entanto, a deção de areia e brita e cisão de suspender a licitação foi publicada do preço do aço CA-50” ta o ranking da burocracia num grupo de 183 países. No relatório de 2010, o Brasil no Diário Oficial da União em 30 de agosto classifica-se na 129ª posição, atrás de naúltimo. Lá se vão mais de quatro meses e ções como a Nicarágua (117ª) e Suazilândia não se providenciou nova concorrência ou, (115ª). Para podermos comparar melhor, o o que seria mais lógico, a rápida correção México, que tem PIB e nível de desenvolvimento similares dos eventuais aspectos não condizentes da peça original. A última informação do TCU é de que ainda estão sendo aos brasileiros, ficou no 51º lugar. Eis aí um desafio prioritário tomadas providências para o lançamento do novo edital, para a presidente Dilma Rousseff. mas sem nenhuma data específica. Enquanto a burocracia exacerbada, os documentos e João Francisco Salomão é o presidente da Federação das Indúscarimbos locupletam-se de modorrento turismo pelos gabinetrias do Estado do Acre — FIEAC (salomao@fieac.org.br). tes com ar-condicionado de Brasília, caminhões com cargas

Impulso ou incentivo? 

Por: Luciano Pires

No intervalo de uma palestra, ao assistir a posse do Deputado Everardo Oliveira da Silva, ex-Tiririca, me perguntei o que leva um artista a seguir a carreira política? Para refletir a respeito partirei de dois crimes recentes: o do goleiro acusado de mandar matar a amante, sumindo com o corpo, e o do advogado acusado de afogar a ex-namorada na represa. A coisa mais importante para solucionar esses crimes é simples: a motivação. Encontrada a motivação, a solução aparece. No caso do goleiro Bruno, a motivação foram as ameaças da vítima de contar o que sabia. No crime contra a advogada, a motivação não está clara e o suspeito continua livre. Tudo que fazemos (tá bem, quase tudo), fazemos por algum motivo, já dizia Miguel de Cervantes: “Tirado o motivo, tirado o pecado”.

do impulso com o incentivo que motiva a ação. Se a única “moça” que você encontrar na balada for um travesti, o impulso terá que ser muito forte para complementar o fraco incentivo. A não ser que você seja chegado, é claro... E a recíproca é verdadeira. Uma mulher maravilhosamente sexy é o incentivo que desperta um fraco impulso.

“Motivação é o processo físico e psicológico que nos impulsiona em direção a um objetivo definido. Portanto motivação é um processo, uma somatória de forças. Se a motivação vem de dentro, é impulso”.

Existem várias definições para “motivação”. Uma que gosto muito é: motivação é o processo físico e psicológico que nos impulsiona em direção a um objetivo definido. Portanto motivação é um processo, uma somatória de forças. Se a motivação vem de dentro, é impulso. Vinda de fora, é incentivo. Por exemplo, digamos que você é um homem heterossexual, essa coisa tão fora de moda. Sua necessidade de sexo (de dentro para fora) é o impulso que leva você a sair para “azarar” na noite. E a visão (de fora para dentro) da Mulher-Pêra na pista de dança da balada é o incentivo para que você tente abordá-la. É a soma

Bem, mas esse é tema pra psicólogos. O que quero aqui é refletir sobre a motivação para alguém escolher a carreira de político. Pensando no impulso (de dentro para fora) conclui que pode ser a vontade de fazer o bem a seus semelhantes, de contribuir como cidadão. Pode ser a necessidade de impedir que bandidos tomem conta do bem público; a vontade de contribuir para o progresso do país. Legal, né? Mas ao refletir sobre o incentivo (de fora para dentro), tomei um susto: ganhar muito dinheiro fácil; ter todo tipo de mordomia; ser bajulado como autoridade; arrumar aposentadoria com pouco tempo de trabalho; arranjar a vida de parentes; faltar no trabalho sem problemas...

Ué, é claro! O incentivo não vem de fora pra dentro, das coisas e exemplos que vejo? Então... Tô aqui pensando. O que será que foi mais forte pro Deputado Tiririca e para a maioria de seus colegas?

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Ivaldo Lúcio

Diretora Administrativa Eva Fernanda Diretor Comercial Carlos Rachid Fone: (65) 8403-1295

Cortes no Orçamento atingem Forças Armadas É grande a preocupação nas Forças Armadas. Além da compra dos aviões de combate, o projeto do submarino nuclear brasileiro, estimado em R$ 1,1 bilhão, também está ameaçado com o corte de R$ 50 bilhões nos recursos para investimento, previstos no Orçamento e anunciados pela presidenta Dilma. Os cortes também podem atingir os programas criados para recuperar e reequipar o Exército Brasileiro. O sem-prestígio Os cortes na Defesa são motivo de insônia para o ministro Nelson Jobim, que, com o prestígio em baixa, tem dificuldades de revertê-los. Joia da França O presidente de honra da Dassault, Serge Dassault, atribuiu ao euro o encalhe dos caças Rafale. Ele admitiu que “é o mais caro” do mercado. Esqueça o que prometi Em debate na TV com o rival

O MP quer entender por que veículos de mídia in-door, em elevadores, tiveram a maior fatia de publicidade do governo do DF: R$ 12 milhões. Caça ao tesouro A ONG Justiça Global ameaça responsabilizar criminalmente o governo do Rio pelos roubos e invasões de domicílio no Alemão. Não cogita processar traficantes pelo longo domínio da área, sob a mira de armas. Vanguarda do atraso Mulheres, anotem este nome: deputado André Vargas (PTPR). Quer uma Frente Parlamentar Brasil-Irã, de relevância zero, para bajular o regime do maluco Mahmud Ahmadinejad, que sufoca as liberdades e maltrata mulheres, condenando-as até à morte por apedrejamento. Cartão Correios Os Correios pretendem introduzir modificações em seu Banco Postal, no caminho da profissionalização. Uma delas é a criação de um cartão de crédito próprio, para ganhar algum na ciranda financeira. Suspense

A comissão de senadores que vai elaborar uma proposta de reforma política será instalada na próxima semana. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pretendia instalar a comissão no máximo até amanhã para que os parlamentares pudessem iniciar os trabalhos. Porém, por um pedido do presidente do colegiado, Francisco Dornelles (PP-RJ), as atividades foram adiadas para o próximo dia 22, pois ele já teria combinado com todos os membros da comissão. tucano José Serra, a candidata Dilma prometeu: o salário mínimo estaria acima de R$ 600 no fim de 2011. Midas de peruca A AUX Canadá Aquisition, de Eike Batista, comprou por US$1,5 bilhão a mineradora canadense Ventana Gold, que explora ouro na Colômbia. DF: MP devassa gastos com publicidade oficial O Ministério Público faz devassa nos contratos de publicidade dos dois últimos anos, no governo do DF, nas gestões de José Roberto Arruda e Rogério Rosso. Segundo fonte do MP, o depoimento de Haroldo Meira, um dos operadores do esquema, comprometendo até o parceiro dele, ex-secretário de Comunicação Welinton Morais, seria um instrumento valioso na investigação. A agência AV Comunicação, de Meira, controlava na prática 80% da verba de publicidade do governo do DF. Impressionante Incluindo estatais, o governo do DF gastou cerca de R$ 400 milhões em propaganda nos dois anos sob investigação do MP. Dengue era pretexto O governo do DF chegou a fazer campanha contra dengue em junho, quando o mosquito não sobrevive à seca e à umidade muito baixa. Esquisito

A lista dos portadores de passaporte diplomático, requisitada ao Itamaraty pelo Ministério Público Federal, e que deverá sair mês que vem, vai aborrecer senadora plastificada e seu intragável exmarido. É fogo Em nome da alegria e do turismo, a prefeitura do Rio liberou R$ 3 milhões para escolas de samba incendiadas. Já o hospital Pedro II, na Zona Oeste, está fechado há três meses, após pegar fogo. Impasse O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) quer indicar André Barbosa para a vaga de conselheiro da Anatel. O ministro Antonio Palocci (Casa Civil) resiste. A decisão vai para as mãos da presidenta Dilma. Tô fora O senador Gilvam Borges (PMDB-AP) garante que não participa, nem indiretamente, das emissoras da família. A Constituição proíbe que deputados e senadores exerçam cargos em estações de rádio e tv. Sem divergências O deputado Gabriel Chalita (PSB-SP) garante que não pretende brigar com a entidade católica Canção Nova, onde milita há anos e em cujas emissoras apresenta programas: “Defendemos os mesmos valores”.

PODER SEM PUDOR Adesões importantes

Luciano Pires. Visite: www.lucianopires.com.br

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José Maia de Andrade

com Teresa Barros e Donizete Arruda

Impulso ou incentivo?

C orreio da Semana Fundador:

Claudio Humberto

Comissão inicia análise de reforma política a partir da próxima semana

Retrógrada burocracia

Editor

Cuiabá, 15 a 21 de fevereiro de 2011

C orreio da S emana

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Jornal associado à adjore/ Associação de Jornais do Estado de Mato Grosso

Diagramação

Vergilio de A. Filho 99640369

* Os artigos de opinião assinados por colaboradores e/ou articulistas Eduardo Moura são deJosé responsabilidade exclusiva de seus autores

Redação e Circulação Rua Ivan Rodrigues Arraes, 295 - Coxipó Cuiabá - MT Cep: 78.085-055 Fone: (65) 3661-6612

Em 1996, a atriz Ruth Escobar promoveu almoço de adesão de mulheres à candidatura de José Serra à prefeitura paulistana. Compareceu gente importante, como a então primeira-dama Ruth Cardoso. Elas se apresentaram: - Eu sou a secretária estadual de... - Eu presido a associação... Até chegar a vez de a atriz Dercy Gonçalves quebrar a monotonia: - Eu não sou p(*) nenhuma!


C orreio da S emana

Cuiabá, 15 a 21 de fevereiro de 2011

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Pergunta na padaria  Por:

de cinco mil entrevistas realizadas por ele, a minha resposta foi a mais demorada. Todos os outros consultados responderam de bate-pronto: prédios públicos. Não contente com o sucesso da sua pesquisa, encerrada com a Um amigo da padaria, sócio convidado do Clube dos Fuxiqueiminha resposta, ainda me provocou. ros, me fez uma pergunta à queima-roupa, quando estava na fila para Sabendo do meu fanatismo pela saúde pública, comprar pães. tendo dedicado toda a minha vida a preparar gente para - Em sua opinião, qual ou quais as construo exercício profissional em saúde, principalmente; ções mais lindas, suntuosas, deslumbrantes e caríssiTendo participado da implantação dos dois mas da nossa cidade? cursos de Medicina de Cuiabá e criado cursos na A minha resposta não foi imediata. Pela opção “Ficou fácil a resposta. área da saúde; de viver enclausurado, solicitei alguns detalhes que Às vezes sou obrigado Com participação no governo do Estado, atendessem à curiosidade do madrugador. onde fui diretor de um hospital e por dois períodos - Pode ser casa, mansão, edifício de apara resolver certos prosecretário de Saúde; tamentos, restaurante, boate, clube, hospital, estádio blemas em repartições Com mais de meio século exercendo a profisde futebol (mesmo em projeto), escola, prédio de são de médico, e professor aposentado de medicina repartição pública? públicas.” pela UFMT; A resposta veio antes do ponto de interrogaA maldade da pergunta: ção: - Com o dinheiro do luxo dessas construções, - Sim! Qualquer construção realizada com você construiria quantos hospitais no Estado? o dinheiro público. Volto para casa com os pães e pensando em Ficou fácil a resposta. Às vezes sou obrigado como maltratamos os pobres, utilizando o seu nome. a resolver certos problemas em repartições públicas. Pobre cidade pobre, que humilha, com os seus prédios, os huQuando me deparo com o edifício desses abrigos de funcionários públicos, mildes. penso que estou em Dubai! Quantos hospitais não construídos se refletem nas vestimentas de Luxo, ostentação, gosto ornamental duvidoso e cheiro do nosso blindex dos nossos prédios públicos. dinheiro. - São os prédios públicos! - finalmente respondi ao já nervoso Gabriel Novis Neves, é médico em pleno exercício interpelador. de sua profissão em Cuiabá Ele me abraça por ter acertado a resposta e confessa que, das mais Gabriel Novis Neves, 

O “simples” não pode complicar 

excluiu mais de 35.000 empresas do regime especial de arrecadação exclusivamente em razão de débitos de tributos. Em resumo, todas as micro e pequenas empresas que estiNão é segredo que as Microempresas e Empresas de Pequeno verem em débito com a Receita serão ainda mais prejudicadas com porte são responsáveis por mais ou menos um quarto do PIB nacional a sua exclusão do SIMPLES NACIONAL, ou seja, um verdadeiro e aloca não menos que 70% dos empregos formais da nação. absurdo!!! Certo também que o setor é responsável por grande parte das Tal medida é injusta e ilegal por vários aspectos, pois, em inovações econômicas e mercadológicas apresenprimeiro lugar, se a Constituição determina o tadas desde o final do século XX até os dias de hoje apoio ao setor, é certo configurar-se uma imensa e diante de tamanha importância há legislações em falta de bom senso castigá-lo no momento em “ Os que optam pelo todo o mundo que protegem e apóiam o desenvolque mais precisa, quando está com dificuldades vimento das pequenas e micro empresas. de pagamento. SIMPLES NACIONo Brasil não é diferente e a Constituição Se há débitos, ao invés de piorar a situação NAL pagam diversos de 1988, há mais de vinte anos, já determina escom a exclusão do benefício fiscal, o Fisco deveria tributos (IRPJ, IPI, pecial reverência aos pequenos empreendedores proporcionar parcelamentos, ou mesmo aceitar as que vem pavimentando o futuro da economia CSLL, COFINS, PIS, novas opções independentemente de pagamento nacional. das anteriores, especialmente porque estas podem INSS, ICMS e ISS) O exemplo mais evidente de tal benefício ser cobradas normalmente sem paralisar as ativimediante um único é o conhecido regime especial de recolhimento de dades das empresas. tributos chamado de “SIMPLES NACIONAL” que Neste sentido é que emerge a principal ilerecolhimento mensal foi instituído pela Lei Complementar nº 123/2006 galidade da referida exclusão, isto porque utilizarproporcional ao seu para substituir o antigo “simples” e caracteriza-se se da ameaça, ou mesmo da própria exclusão, faturamento”. por ser um regime tributário simplificado ao qual como meio de coagir o contribuinte a recolher podem aderir as micro e pequenas empresas. administrativamente os tributos é ato ilegal e Os que optam pelo SIMPLES NACIOabusivo já por muitas vezes afastado pelo poder NAL pagam diversos tributos (IRPJ, IPI, CSLL, Judiciário Nacional. COFINS, PIS, INSS, ICMS e ISS) mediante um único recolhimento Portanto, mais uma vez o contribuinte deverá se levantar mensal proporcional ao seu faturamento. contra nosso “querido” agente arrecadador e buscar seus direito Este recolhimento simplificado beneficia o contribuinte não nas esferas competentes, como forma de assegurar a existência das somente por conta dos valores reduzidos dos tributos, mas, princi- micro e pequenas empresas, bem como garantir a aplicação da mais palmente, afasta também a imensa burocracia que se impõe como lídima Justiça. grande entrave à economia nacional. Bruno Henrique da Rocha, Advogado Tributarista - Mattiuzo e Mello Contudo, como de praxe, a Secretaria da Receita Federal Oliveira Advogados Associados do Brasil vem criando óbices na aplicação da determinação constitucional de apoio à micro e pequena empresa e, no início do ano, Por: Bruno Henrique da Rocha

ALÔ, ALÔ, CHAMANDO A BASE! 

Assim é se assim não fosse, Pedro Bó!

Por: Percival Puggina

Não havia no país mesa de economista na qual as luzes amarelas das contas nacionais e da inflação não estivessem acesas, intranquilizando as madrugadas. Mas o processo sucessório não permitia condescendências. Quando o Brasil foi descoberto, reinava em Portugal D. Manuel Para o realismo cínico, as eleições vêm em primeiro lugar. O interesse naI, sob cujo cetro o país viveu período de grande glória e esplendor. Foi cional chega mais tarde, bem depois de coisas essenciais como o partido, descoberto o Caminho das Índias e, mais importante ainda, o caminho o poder, os fundos de pensão, o marketing e os cargos. das Molucas, pequeno arquipélago a leste da Indonésia, de onde vinham O noticiário da semana mostra que a presidenpara o entreposto de Constantinopla as especiarias que te Dilma, bem antes do que esperava, topou com as genoveses e venezianos revendiam a peso de ouro no agruras da vida. Cortar R$ 50 bilhões do orçamento mercado europeu. Portugal enriqueceu e impressionannão contribui para a popularidade de quem quer que “Você, leitor, pode distes obras públicas adornaram a paisagem de Lisboa, O brasileiro é tolerante até com a corrupção, mas com um estilo que levou seu nome. Por essas e outras cordar, bater pé, abanar seja. não admite austeridade. Metam a mão, mas não me empreitadas, D. Manuel credenciou-se ao sonoro título a cabeça, mas Lula sabe cortem os gastos públicos! E dona Dilma tomou essa de Rei de Portugal e dos Algarves, d’Aquém e d’Alémdecisão que não apenas retira R$ 50 bi da gastança. que é assim. E é o que Mar em África, e Senhor da Guiné e da Conquista, senhor! Tira-os também da lambança. Tira-os basta. Custou-lhe muito Não Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e das emendas parlamentares, o que equivale a rarear a Índia. Entrou para a história como “O Venturoso”. alcançar essa condição”. moeda de troca com cujo tilintar se rege a orquestra da Seriam necessários cinco séculos de governanbase de apoio. tes inúteis, explorações e frustrações para que o Brasil Não nos surpreendamos se, em breve, os telegerasse seu próprio Venturoso, graças à feliz combinafonemas da Casa Civil para seus deputados e senadores ção astral que nos regalou Lula como presidente. Você, começarem a retornar com sinal de fora de área. E enquanto isso, D. Lula, leitor, pode discordar, bater pé, abanar a cabeça, mas Lula sabe que é assim. Patriarca do Brasil e Protetor do Irã, Defensor Perpétuo da Democracia E é o que basta. Custou-lhe muito alcançar essa condição. d’Além-Venezuela e d’Aquém-Cuba, e senhor do Comércio com Gabão, Não pense ser fácil, leitor, governar um país do tamanho do Brasil Congo, Burkina Faso e Tuvalu, diz que estão querendo desconstruir sua durante dois mandatos, trazer para o regaço do governo os maiores pilantras sacrossanta imagem. da política nacional, entregar o posto, passados oito anos, com a Educação entre as piores do planeta, o SUS num caos e a segurança do jeito que todos sabemos. E, ainda assim, contar com 87% de aprovação. Tem que ser muito venturoso! À sua sucessora, num mandato recebido de bandeja, restaram as desventuras e os ônus políticos de dar jeito na crise que o Venturoso empurrou para diante com a pança e o papo. Com gastança e lambança ao longo dos últimos anos de sua gestão.

Percival Puggina é titular do blog www.puggina.org, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões.

Por: Marli Gonçalves

Antes de entrar, verifique se o elevador está parado no andar. Passarão trezentos anos e toda vez que eu ler essa placa vou ter é muita vontade de rir, embora saiba até que muita gente já abriu a porta e fuimmm pelo poço. Certas perguntas, certas respostas, recomendações e avisos são tão idiotas e redundantes que garantem uma dose de humor todo dia. Ou nos dão uma irritação e uma vontade de matar, de esganar, de picar um. Fizeram isso e remendaram o slogan do nosso país. Como assim? São umas batatadas umas coisas que a gente tem de ouvir nessa vida. Algumas a gente tem que ficar quieto, até esquecer, por motivos, digamos, hierárquicos, ou mesmo por elegâncias. Só que isso em um cotidiano tenso, sem grana, com muito calor acumulado, dependendo da temperatura natural do seu sangue, torna-se uma tortura. Se o fluxo sanguíneo for fervente como o meu, o resultado será nome de tira de jornal e peça de teatro: Mulheres Alteradas. Podíamos inventar uma variação Mulheres Alteradas e Homens Cabeça Inchada. “La Niña” pode até não fritar nossos miolos. O que frita é sempre umas poucas e boas que a gente vê e ouve. Lembra do Pedro Bó? Vou ter que dar uma explicadinha porque há entre nós, gracias, leitores bem jovens. Na Chico City, o mundo imaginário que Chico Anysio criou nos tempos áureos, ele fazia um coronel, Pantaleão, que só se jactava de grandes feitos, mentiras descaradas. Ele era casado com a Terta, dona que não podia nem pensar em contrariar o coronel, que perguntava: “É mentira, Terta?” “Verdade”, ela confirmava. Eles tinham um agregado simplório, o Pedro Bó, interpretado pelo comediante e circense Joe Lester - e que só fazia perguntas bobas e observações que já eram óbvias. Foi um sucesso, principalmente entre as crianças, que com isso até exercitavam certo tirocínio. “Não, Pedro Bó!” Depois a Revista MAD criou uma seção “Respostas Cretinas para Perguntas Imbecis”, que desfilava um rosário de situações. Enfim, essa conversa mole veio a propósito de duas coisas. Uma, a pendenga de um amigo com a Net. “Estou sem internet há dois dias”. O atendente: “Vou dar um site para o senhor acessar agora”. “Dá, Pedro Bó!” Virou uma novelinha que, de longe, me faz “Marca é marca. “País rir. Outro dia ele pegou no rico é país sem misé- Google Maps a foto de satélite ria”, que o governo do local exato onde fica a central de atendimento e fez um passará a usar é vergo- círculo. Temo nhoso. Burro. Nega- mo planejando que esteja mesum atentado. tivo. Óbvio. EsquerA outra é séria e dinha. Sem sentido. coisa requer sua atenção, e que penUlulante, lululante. pare, sacuda a se comigo, que cabeça, volte AH! Melhor parar de a si, recupere a consciência. Não engula. dizer o que achei”. Trata do tal slogan lançado essa semana para carimbar nosso país. Um slogan deveria servir para definir algo de bom, que nos valorize, positivo, que agregue à “Marca Brasil”. Slogan é slogan. Marca é marca. “País rico é país sem miséria”, que o governo passará a usar é vergonhoso. Burro. Negativo. Óbvio. Esquerdinha. Sem sentido. Ululante, lululante. AH! Melhor parar de dizer o que achei. Assim é se assim não fosse. É Pedro Bó, de nascença. Então, tá, a proposta é slogan? Ou propaganda para fazer as pazes com a América Latina, se esfregar na perna do Chávez? Até quando a gente vai aguentar essa bazófia, essa proposta diária de luta de classes, de que pobres subirão aos céus, e de tudo disporão? Ouço alguém aí atrás levantando a mão e defendendo a frase, que essa é uma boa proposta? Respondo amigo, que nem precisa falar. Precisa é combater a miséria de verdade, não apenas fazer dominá-la por discursos, por filiação partidária. Não haverá miseráveis realmente, sei lá, nos EUA? Podem ser considerados pobres, então. Nosso IDH lá embaixo, amargamos lá atrás no ranking mundial de detalhes sociais básicos, carregando o analfabetismo, falta de saneamento. E vocês vêm botar embaixo do nome da Nação que “Pais rico é país sem miséria?”. Sob essa égide, passaremos esses próximos anos por baixo da lona, por baixo da “carne seca”, como diriam nordestinos arretados. Com o fiofó a risco. Equação simples: já que “país rico é país sem miséria”, conclui-se então que “nosso país é pobre de marré deci”. Pobre de marré, marré, marré... Portanto... Levamos um grande projeto brasileiro para o exterior e, ao apresentarmos surgirá o lindo slogan emoldurando a batucada. Antes, era Brasil - Um País de Todos. Não era mal, não me lembro dele ter sido criticado e a idéia que trazia rendeu vários bons comerciais oficiais, inclusive na época da candidatura Dilma. Como sou otimista, acho que, com muita coisa para pensar, Dilma deve - só pode - ter deixado essa área tão importante, a comunicação, para outros, e ainda não atinou com esse estrago anunciado. (Ainda) Não simpatizo com ela, mas imagino que ela seja inteligente e também não goste do óbvio, dadas algumas respostas atravessadas e rápidas que sabemos que já sapecou por aí. Vou torcer para dar tempo dela se ligar e trocar. Ou deixar morrer. Afinal, se a turma que está no Poder, decidindo e mandando, quer tanto tanto acabar com a miséria, não deve precisar ser lembrada disso logo lá no slogan da Nação. Nem fica bem. Podiam escrever a frase no espelho de seus banheiros, por exemplo. “Bom Dia. É mentira, Terta?”. - “Não, Pedro Bó!” .São Paulo, Jeca Tatu, olhe para os dois lados, espere o sinal fechar. Não feche o cruzamento. Você chegou agora? 2011 acalorado. Marli Gonçalves é jornalista. Se você parar para prestar atenção nas frases vazias que nos invadem por todos os lados, vai ver que é “café pequeno” o repertório do Bó. “Trrrrimm”, bem cedinho... “Alô”. “Você

Suíça diz não ao desarmamento em plebiscito histórico 

Por: Bene Barbosa

A pacata e civilizada Suíça é hoje um dos países mais armados do mundo, rivalizando talvez com os Estados Unidos. E, no que depender de sua população, continuará assim por muito tempo. A proposta de restrições à posse de armas no País foi rejeitada por quase 60% dos suíços neste domingo, em plebiscito que guardou impressionante semelhança ao referendo brasileiro de 2005. Lançada em 2006 por uma ampla coalizão de organizações não-governamentais (ONGs), sindicatos e partidos de centro-esquerda, a iniciativa pretendia introduzir regras extremamente rigorosas para a posse de armas e um cadastro nacional e centralizado para todas as armas de fogo. No entanto, a proposta de registro nacional já havia sido recusada tanto pelo governo quanto pelo Parlamento, em especial devido ao seu custo. Car-

tazes espalhados por toda a Suíça, debates públicos calorosos, embates sobre estatísticas controversas e uma enxurrada de cartas de leitores aos jornais marcaram o período que antecedeu o plebiscito.

E as coincidências nos processos não se restringem a isso. Em período anterior ao referendo suíço, as pesquisas apresentadas por ONGs pró-desarmamento apontavam para uma vitória folgada pelas restrições. Tal qual aconteceu no Brasil, o resultado foi exatamente oposto.

“Fato explicado bem pela teoria da Espiral do Silêncio, na qual um indivíduo se priva de tomar uma posição por acreditar que o seu grupo de convivência tem opinião dominante oposta”.

Há uma grande diferença entre opinião popular e opinião publicada. Fato explicado bem pela teoria da Espiral do Silêncio, na qual um indivíduo se priva de tomar uma posição por acreditar que o seu grupo de convivência tem opinião dominante oposta.

A semelhança entre as consultas públicas e os resultados no Brasil e na Suíça não causa espanto, entretanto. Nós somos países diferentes, com culturas diferentes, mas a necessidade de defesa é universal. Trata-se de um direito natural de todo ser humano e é absurda a ideia de que uma minoria pode tirar isso de todos.

De acordo com analistas suíços, este foi mais um duríssimo golpe nos militantes pró-desarmamento de todo o mundo nos últimos anos, como já havia acontecido no referendo brasileiro de 2005. Aguardemos, então, qual será o próximo país escolhido para o embate. Bene Barbosa - Especialista em segurança pública, armas e munições, presidente da ONG Movimento Viva Brasil e um dos coordenadores da campanha do “NÃO” no referendo das armas de 2005.


Correio da

04 - Cuiabá, 15 a 21 de fevereiro de 2011

E conomia

O Mundo pede comida 2 Considerando-se a média Brasil, alta da arroba consegue superar expressiva elevação dos custos de produção O Custo Operacional Total (COT) e o Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária de corte subiram expressivamente no acumulado de 2010 (de janeiro a dezembro), conforme pesquisa realizada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/ USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Considerando-se a média Brasil (GO, MT, MS, PA, RO, RS, MG, PR, TO e SP), o COT teve aumento de 20,9% e o COT, de 21,9%. Essa foi uma das maiores altas já verificadas para um ano. Se observada toda a série de custos do Cepea, iniciada em 2004, a alta do COT registrada em 2010 só foi menor que a de 2008. Apesar desse cenário, os preços da arroba subiram ainda mais: 40,4% no acumulado do ano – média ponderada de 10 estados. De modo geral, 2010 surpreendeu todos os agentes do setor pecuário, com os preços da arroba e da carne atingindo patamares recordes, em termos reais. Conforme dados do IBGE, de

janeiro a setembro daquele ano, o volume de abate foi maior que o do mesmo período de 2009. Assim, apesar de a percepção de agentes de mercado ter sido de oferta enxuta ao longo de todo o ano, constata-se que a força motriz do mercado foi mesmo a demanda, sobretudo a do brasileiro. Quanto às exportações, o volume embarcado de janeiro a dezembro de 2010 foi 2,72% maior que o do mesmo período de 2009. A oferta, portanto, foi coadjuvante. Ainda que crescente, aparentava ser pequena dado o comparativo com o ritmo de vendas. Em relação aos custos, o COT e o COE subiram de janeiro a novembro de 2010; somente em dezembro deram trégua, com o COT caindo 1,07% e o COE, 1,3%. No correr de 2010, empresas de insumos acompanharam a forte recuperação nos preços da arroba e reajustaram os preços de seus produtos. Assim, o COT foi impulsionado, principalmente, pela valorização do sal mineral (de 15% de janeiro a dezembro de 2010), que representa 21,22% do COT. A semente forrageira, apesar de representar apenas 2,33% do COT, valorizou 37,51% no acumulado do ano. Essa forte alta da semente se

deve ao grande volume de chuvas no período de plantio e de colheita, que ocasionou quebrou de safra. Outro item que teve forte valorização no ano foi o bezerro, que elevou os gastos de produtores de recria, recriaengorda e confinadores. De janeiro a dezembro/10, o preço do bezerro subiu quase 20% – este insumo representa quase 30% dos custos do boi gordo. A mão-de-obra, que corresponde a 22,65% dos custos, foi reajustada em 9,68%, em acordo com a variação do mínimo. Em relação aos estados acompanhados nesta pesquisa, Goiás registrou o maior aumento do COT, de 26,6% em 2010, seguido por Mato Grosso do Sul (24,45%) e Mato Grosso (22,77%). DÓLAR CAI 12% EM 2010, MAS SAL MINERAL ENCARECE 15% Em períodos de valorização do dólar, notava-se forte alta do sal mineral, tendo em vista que importantes ingredientes que o compõem são importados, como o fosfato bicálcico. Esse cenário foi bastante sentido pelo produtor em 2007 e 2008, por exemplo. Em 2010, no entanto, apesar da forte queda do dólar – a mé-

dia anual recuou 12% frente à de 2009 –, o sal mineral ficou 15% mais caro. Vale lembrar que esse insumo corresponde, em média, a 22% dos gastos totais. Conforme pesquisadores do Cepea, a alta nos preços do sal pode estar atrelada à demanda. A forte seca registrada em meados de 2010 impulsionou as vendas do sal, como forma de complementar a alimentação do animal. De modo geral, os maiores gastos de pecuarista sempre foram com a suplementação mineral, a reposição de animais e a mão-de-obra. Considerando-se o histórico de preços, esses três itens sempre se alteram como o que mais pesa no bolso do produtor (ver Gráfico 2). De 2004 para cá, a reposição tem ocupado o topo da lista de principais dispêndios, com exceção do período entre meados de 2008 e início de 2009, quando o sal mineral tomou esse lugar – ao longo de 2008, a suplementação mineral valorizou quase 92%. Quanto aos gastos com a mão-de-obra, que, em janeiro/04 representavam 15,63% dos custos, em dezembro/10 passaram para 22,65%, ocupando o segundo lugar entre as maiores despesas para a produção de um boi.

A previsão de 2,1%, faz Brasil seguir líder no setor O Brasil pode se tornar o maior fornecedor de carne bovina para o mundo devido ao aumento da demanda mundial pelo produto. A previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) é de crescimento de 2,1% no comércio mundial de carne bovina, com destaque para a projeção de aumento de 8,1% nas vendas externas brasileiras. Estimativas do Fórum Nacional Permanente de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) indicam que, neste ano, o Brasil deve registrar embarques de aproximadamente dois milhões de toneladas em equivalente carcaça. Com mais de 200 milhões de cabeças, o país garante a produção de quase 10 milhões de toneladas de carne por ano, destinadas principalmente a Rússia, União Européia e Irã. “O Brasil já é o maior

Câmara Árabe: saída de Mubarak não deve afetar comércio com Brasil A saída de Hosni Mubarak da presidência do Egito depois de quase 30 anos no governo não deve causar alterações profundas nas relações comerciais entre o país e o Brasil, na opinião do secretário-geral da Câmara de Comércio ÁrabeBrasileira, Michel Alaby. “Não cremos que haverá uma quebra abrupta nas trocas comerciais, já que as empresas que realizam comércio são parceiros tradicionais, algumas com negociações que perduram por décadas. (...) Acreditamos que todos os acordos e compromissos assumidos pelo Egito serão honrados”, disse. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que as exportações brasileiras para o Egito somaram US$ 1,97 bilhão (cerca de R$ 3,28 bilhões) em 2010, valor 36% superior aos US$ 1,44 bilhão de 2009. O país é o segundo maior comprador de produtos brasileiros no mundo árabe, atrás apenas da Arábia Saudita. Segundo o secretáriogeral da Câmara Árabe, os principais produtos importados pelo Egito são carnes (bovina e frango), açúcar, minérios, cereais, veículos e maquinário. No sentido contrário, o movimento ainda é bem menor.

Em 2010, o Brasil importou o equivalente a US$ 168,8 milhões do Egito. Entre os principais produtos importados estão fertilizantes, combustíveis fósseis, algodão, químicos inorgânicos, couro e borracha.

exportador mundial de carne. E só fica atrás na produção para os Estados Unidos. Como vivemos um momento favorável, com a melhoria nos preços pagos ao produtor, temos grandes condições de aumentar a produção e abastecer o mercado mundial”, enfatiza Neuzedino Assis, superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Espírito Santo (Senar/ES). Segundo Neuzedino, o Brasil possui clima tropical com luminosidade durante todos os dias do ano e temperatura média elevada, o que contribui para o aumento da produção de alimento para o rebanho e consequentemente. “Além do clima favorável, o volume de chuva é bom durante o ano e contamos com o empreendedorismo do brasileiro, que está sempre em busca de novas tecnologias e investindo em formação de pastagens de qualidade e boa genética para o rebanho”, comenta.

Egito aumenta sua importação de frango brasileiro em 235% O desabastecimento de carne de frango no Egito, decorrente da crise política vivida pelo país, impulsionou a compra desse produto brasileiro em janeiro deste ano. O crescimento das exportações do setor foi de 235%, na comparação com o mesmo mês de 2010, de acordo com a Ubabef (União Brasileira de Avicultura). “Há um elevado nível de desabastecimento no Egito e eles estão gostando dos produtos brasileiros”, afirma o presidenteexecutivo da Ubabef, Francisco Turra. O aumento das exportações ocorreu mesmo com a cautela de alguns produtores, que preferiram procurar outros mercados, diz Turra. Produtores de carne bovina também afirmam buscar novos compradores. Carregamentos que estavam em portos egípcios foram enviados para Argélia, diz Antônio Jorge Carmadelli, da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes. A tendência é que a agropecuária brasileira se beneficie ainda mais quando a situação se normalizar na região, diz o presidente da Câmara de Co-

mércio Árabe-Brasileira, Salim Schahin. “É uma região árida, com perspectivas difíceis no setor de alimentação. A proximidade política com o Brasil facilitará o aumento das exportações”, afirma Schahin. A compra de produtos brasileiros pelos 22 países representados pela câmara cresceu 58,7% em janeiro de 2011, na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Exportação voltará a atingir o mesmo patamar de 2010: 600 mil t Em 2011, os preços devem se manter elevados no mercado interno, favorecendo o segmento. O impacto da alta do preço das commodities deverá ser repassado aos produtos, mas não deve trazer forte impacto para o setor. Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, a alta nos preços das commodities só é ruim quando o consumo é baixo, o que não acontece neste momento. “Nós temos que lidar com essas instabilidades”, diz. Camargo Neto analisa que 2012 será o ano para ultrapassar fortemente a marca de 600 mil toneladas exportadas, já que este será um ano de sedimentação do setor e de iniciativas visando conquistar, em especial, a abertura de países da Ásia como Japão, Coréia do Sul e China. “Essa conquista deve mudar a equação do mercado”, diz Camargo Neto, ressaltando que os três países são fortes importadores e devem sustentar o crescimento do volume de carne suína exportada. Em relação ao Japão, representantes do governo brasileiro estão nesta semana no país negociando para que haja uma primeira visita técnica ao Brasil.

“O Japão representaria uma conquista muito grande, porque importa 1,1 milhão de toneladas. Se conseguíssemos 30% desse mercado, já teríamos um volume de 300 a 400 mil toneladas, o que já é quase metade do nosso total exportado”, diz. A Coréia do Sul também é um mercado estratégico porque o país é terceiro maior comprador de carne suína. “O país vai importar 200 mil toneladas a mais este ano”,


da Semana

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urismo e cultura

Alguém, por fim teve olhos para a igreja

da Matriz

O deputado José Riva (PP), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, solicitou ao Governo do Estado, em ofício enviado aos secretários da Casa Civil e da Cultura e ao presidente da Agecopa, apoio financeiro para garantir as obras de reforma externa da Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus de Cuiabá. A Igreja Matriz, como é conhecida, está localizada no Centro da Capital, em frente à Praça da República. A intervenção, segundo o deputado, atende a um apelo da Cúria Metropolitana e da comunidade católica, e prevê a substituição do re-

boco externo, novo telhado, além do conserto dos relógios, que parados há mais de uma década. Inaugurado em maio de 1973, esses relógios já passaram por reparos. O último foi financiado pela Prefeitura Municipal, em 1999, na gestão Roberto França. Os equipamentos, no entanto, funcionaramu durante seis meses e voltaram a parar. Em julho de 2010, o arcebispo metropolitano, dom Milton Santos, apresentou ao governador Silval Barbosa (PMDB) um pedido de apoio para executar a reforma. Na ocasião, ele informou que a restauração da parte interna estava sendo bancada pela

própria comunidade católica. “Com a ação de Riva, iniciase uma nova fase da ‘nova cara ’ da igreja”, disse o arcebispo. “Com a realização da Copa do Mundo em 2014 no Brasil, tendo Cuiabá como uma das sedes, um dos fortes fatores é a questão paisagística. Afinal, a região central é um dos mais importantes cartões postais, pois lá estão localizadas as mais tradicionais igrejas, com destaque para a Igreja Matriz”, observou a turismóloga Mirtes Ferreira. Com pinturas modernas, que, no entanto, precisam ser refeitas, duas torres com um relógio em cada (não funcionam), a igreja é um

Da Assessoria

A forte demanda mundial por alimentos vai turbinar a posição brasileira no mercado internacional na próxima década. A previsão é que a participação do País nas exportações mundiais de grãos e carnes cresça, pelo menos, 7 pontos porcentuais até 2020. Em contrapartida, a fatia de alguns produtos de maior valor agregado, como o farelo de soja e o óleo de soja, sofrerá uma redução no período, em torno de 3 pontos porcentuais. As exportações desses produtos continuarão a crescer, mas em ritmo menor que o dos concorrentes, afirma o coordenador de planejamento estratégico do Ministério da Agricultura, José Gasques. Estudo preliminar do governo mostra que, no caso do farelo de soja, a participação do Brasil no mercado internacional vai encolher de 22% para 19,5% até 2020; e a de óleo de soja, de 21% para 18%. “Vamos perder participação nesse mercado por causa

dos lugares mais visitados da Capital. Abriga imagens do Século XVIII, como a do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, padroeiro da cidade, o crucifixo da cátedra do bispo, entre outras riquezas. De acordo com o deputado Riva, a catedral, por sua importância histórica, social e religiosa, precisa passar por um processo de revitalização. “É uma transformação necessária, inclusive, concertando parte deste cartão postal que tem o relógio como referência do tempo a cuiabania próxima. Somente com a parceria e apoio do Governo do Estado, será possível a execução dessa obra”, disse o deputado.

da concorrência de países como Argentina e Estados Unidos”, diz Gasques. Na avaliação dos produtores, essa redução decorre de uma série de fatores. Um deles é que todos os países querem importar grãos para beneficiarem e agregarem valor ao produto. Assim geram mais investimentos e empregos. Do outro lado, há a necessidade de uma política pública que incentive a exportação, como a redução de impostos, afirma o secretário-geral da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Fábio Trigueirinho. Ele explica que a exportação do grão é isenta de ICMS. Mas, no caso do farelo e do óleo, se o produto for industrializado em Estado diferente do local de produção, há tributação no deslocamento. “Nosso desejo é vender mais farelo e óleo ao exterior. Para isso, o País tem de eliminar esse viés antiexportador.” De acordo com dados da Abiove, entre 2000 e 2010, o volume de exportação de farelo e óleo de soja cresceu 50%, enquanto o de soja em grão teve

Retrato do abandono Em março de 2010, MidiaNews divulgou uma reportagem especial sobre o abandono de um dos principais cartões postais do Centro Histórico de Cuiabá, os relógios da Igreja Matriz (Catedral Metropolitana Basílica do Senhor Bom Jesus). “Os equipamentos estão parados há mais de uma década e configuram o retrato do abandono por parte do Poder Público, no Centro da capital mato-grossense”, diz a reportagem de Antonielle Costa. Inaugurado em maio de 1973, os relógios funcionaram por vários anos, após

salto três vezes maior, de 153%. Esse ritmo deve continuar nos próximos anos. Até 2020, o Ministério da Agricultura projeta que a participação da soja em grãos no mercado mundial suba de 30% para 37%. Carnes O destaque, no entanto, ficará com o avanço das exportações de carne, diz Gasques. Até o fim da década, a fatia de mercado da carne de frango brasileira saltará de 42% para 48%; e a de carne bovina, de 25% para 32%. Nesse caso, o maior aumento deverá ocorrer também em frango in natura, que é mais barata que a industrializada, completa o coordenador do Ministério da Agricultura. Detalhe: o preço médio da carne in natura é de US$ 1,673 a tonelada e a industrializada, US$ 2,755 a tonelada. Para Gasques, embora a expectativa de crescimento da exportação dos produtos de maior valor agregado seja menor que a de matéria-prima, o Brasil terá ganhos significativos no agronegócio. Um deles é a diversificação dos produtos vendidos. “Antes era só café, açúcar e soja. Agora temos o avanço das carnes, sucos, leite, milho e frutas.” No futuro, a lista de mercados liderados pelo Brasil pode incluir produtos como algodão, celulose, frango e etanol.

passar por reparos. O último foi financiado pela Prefeitura Municipal e aconteceu em 1999, quando o padre Gaspar José Goldschmidt era o pároco da Matriz. No entanto, a restauração durou apenas meio ano e os ponteiros voltaram a parar novamente. Em entrevista ao site, na ocasião, o ex-deputado Roberto França, que hoje é diretor de Comunicação e Marketing da Agecopa, afirmou que iria propor um projeto para que a agência faça a recuperação dos relógios, por ser um cartão postal da cidade e a obra seria oportuna, dentro dos projetos com vistas à Copa do Mundo de 2014, na Capital.


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s aúde

estado divulga dados da dengue

A Secretaria de Estado de Saúde divulga dados da dengue referentes ao período de 1º de janeiro a 09 de fevereiro de 2011 A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES/MT) divulga dados da dengue referentes ao período de 01 de janeiro a 09 de fevereiro de 2011. A notificação de casos de dengue no período é de 2.045 casos. Desse total, 09 foram notificados como casos graves de dengue. Cuiabá, a capital do Estado de Mato Grosso tem a notificação de 236 casos de dengue, sendo cinco de casos graves. Desses casos graves registrados em Cuiabá três são residentes em outros municípios do estado (01 em Tangará da Serra, 01 em Nova Brasilandia e 01 em Alto Paraguai) e 01 caso é de pessoa residente no Estado do

Amazonas, em Manaus. Em Várzea Grande a notificação é de 72 casos de dengue. Em Sinop a notificação é de 327 casos de dengue. E em Rondonopólis, a notificação é de 33 casos da doença. óBitos - Os municípios que tiveram a notificação de óbitos por dengue até o momento foram: General Carneiro (01 caso confirmado), Pedra Preta (01 caso confirmado), e Sorriso (01 caso sob investigação). As notificações de casos de dengue em Mato Grosso, no ano de 2010, de 1º de janeiro a 09 de fevereiro foram de 19.332 casos, sendo que Cuiabá notificou 1.606

casos, Várzea Grande notificou 883 casos, Sinop notificou 1.455 casos e Rondonópolis 2.121 casos. Em 2011, as notificações neste mesmo período foram de 2.045 casos de Dengue. Medidas de preVenção A Secretaria de Estado de Saúde reforça a recomendação de medidas de prevenção simples, que devem ser tomadas pela população do estado, que são: manter a caixa d’água, tonéis e barris ou outros recipientes que armazenam água, totalmente tampados e limpos na sua parte interna (lavados com escova e sabão semanalmente). Deve-se

remover tudo o que possa impedir a água de correr pelas calhas e não deixar que a água da chuva fique acumulada sobre as lajes. No caso dos vasos de plantas, encher de areia, até a borda, os pratinhos dos vasos. Se não tiver colocado areia no pratinho da planta, lavar o mesmo com escova, água e sabão, pelo menos uma vez por semana, fazendo o mesmo com vasos de plantas aquáticas. Jogar no lixo todo objeto que possa acumular água, como potes, latas e garrafas vazias. Colocar o lixo em sacos plásticos, fechar bem esses sacos e deixá-los foram do alcance de animais. Manter as lixeiras bem fechadas.

Hipotireodismo: a disfunção hormonal que ajudou Ronaldo (fenômeno) a engordar A causa mais frequente da disfunção é a tireoidite autoimune, conhecida por tiroidite de Hashimoto. Os principais sintomas do hipotireoidismo são o desânimo constante e o aumento de peso. Os problemas com a balança enfrentados por Ronaldo surgiram em 2007, quando ele ainda atuava pelo Milan e teve este problema de metabolismo diagnosticado. O hipotireoidismo do chamado “fenômeno” consiste na diminuição da produção de hormônios pela tireoide. tratamento

O jogador Ronaldo, ao se despedir do Corinthians e do futebol no início da tarde da segunda-feira (14), revelou que,

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além das contusões, sofreu com o ganho de peso e o hipotireoidismo. A disfunção hormonal é caracterizada pela diminuição

dos hormônios T3 e T4 e pode atingir homens e mulheres, apesar de a incidência ser maior nas mulheres.

No caso do hipotireoidismo, o tratamento deve começar com a reposição do hormônio conhecido como tireoxina, que a tireoide deixa de produzir. Porém, na maioria dos casos, a doença não regride e os medicamentos devem ser tomados por toda a vida.

Remoção de câncer de mama pode ser menos invasiva Médicos americanos divulgaram pesquisa que desencoraja a remoção total de gânglios linfáticos da região das axilas em mulheres diagnosticadas com câncer de mama. segundo os estudiosos do Centro de saúde saint john, na Califórnia, o procedimento se mostrou tão eficiente quanto a remoção apenas dos gânglios afetados por tumores. isso para as mulheres significa uma cirurgia menos invasiva e menos riscos de infecções pós-operatórias, bem como possíveis efeitos posteriores como dores na região e inchaços nos braços. Foram analisados os casos de 850 mulheres que tiveram tumores removidos e depois passaram por sessões de radioterapia ou de quimioterapia. os resultados, publicados no journal of the american Medical association, apontam que as que tiveram apenas os gânglios afetados removi-

dos apresentaram os mesmos índices de cura que as que passaram pela remoção completa. segundo os médicos, as sessões de radio ou quimioterapia são efi cientes para atacar células cangerígenas antes que elas tenham tempo de se espalhar. o procedimento é indicado principalmente para pacientes que tiveram a doença diagnosticada em estágios iniciais, mas outras hipóteses não são descartadas pois são levados em conta dados como idade, histórico familiar, nível de agressividade do tumor e desejo da mulher. a pesquisa vem ao encontro da tendência de se retirar menos tecidos das doentes, a fim de preservar o corpo e evitar operações reparadoras e sequelas. no Brasil, a prática é difundida e muitos médicos realizam a ressecção axilar, que é a retirada de apenas alguns gânglios para análise.

ducação

Ano Letivo 2011 começou em Mato Grosso “Com a inauguração de uma escola o Governo do Estado fortalece a proposta de campanha de colocar Mato Grosso e, principalmente, a Educação do Estado, em 1º lugar”, destacou o vice-governador do Estado, Francisco (Chico) Daltro, na segunda-feira (14.02), durante cerimônia de lançamento do ano letivo 2011, na recémentregue Escola Estadual José Leite de Moraes, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. A cerimônia de abertura reuniu 1.700 estudantes,

professores, pais de alunos e convidados, que juntos ouviram as boas vindas também da secretária de Estado de Educação, Rosa Neide Sandes de Almeida. Na oportunidade, Rosa Neide destacou a importância da escola e principalmente dos professores, para o futuro das crianças e adolescentes. “A escola é a porta de entrada para que o filho do trabalhador se torne um doutor”. Mato Grosso tem atualmente 720 escolas, com total de 430 mil estudantes que retoma-

ram as atividades nas 8.700 salas de aulas. Desse total, cerca de 10% das unidades escolares passam por reformas e outras 22 aguardam para serem construídas. Das escolas a serem climatizadas a José Leite de Moraes é uma das escolas beneficiadas com ar condicionado. A diretora da Escola Estadual José Leite de Moraes, Giuliana Aparecida da Silva, agradeceu as ações do Governo do Estado para a conclusão das obras na escola, após vivenciar momentos difíceis. “A reinau-

guração do prédio fortalecerá a ação de todas as pessoas que nela se instalarem”, disse. A diretora fez um agradecimento especial à secretária Rosa Neide, pela valorização que vem dando a educação do Estado. Euvídio Ferreira da Silva, pai de Fernanda, estudante do 2º ano do 1º ciclo, comemorou junto a comunidade escolar o novo espaço. Conforme ele, a escolha dessa escola para a matrícula da filha se deu pelas próprias referências que tinha da unidade. “Estudei aqui, conheço a escola desde a fundação, foi aqui que aprendi tudo que sei hoje, e quero o melhor para minha filha”, disse. O acolhimento aos estudantes da José Leite teve início com a apresentação da Orquestra de Flautas da escola, seguido pelo show do Coral Vesper e ainda, pelas palavras de boas vindas dos estudantes, representados pela estudante do 1º ano do Ensino Médio, Jaqueline Nogueira e representante dos pais, Maria Conceição Carvalho. Compareceram à cerimônia, o secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Eliene Lima, o secretário municipal de Educação de Várzea Grande, Wilson Coelho Pereira, o deputado estadual Ezequiel Fonseca, e os secretários adjuntos de Educação, Fátima Resende (Políticas Educacionais), José Ricardo Elias (Estrutura Escolar), bem como a superintendente de Gestão Escolar, Catarina Cortez.

Novo Fies terá crédito mais barato e maior tempo de carência

A presidente Dilma Rousseff anunciou hoje, dia 14 de fevereiro, que o novo Programa de Financiamento Estudantil (Fies) terá condições gerais de financiamento “muito mais leves” - incluindo juros de 3,4% e maior tempo de carência. Em seu programa semanal “Café com a Presidenta”, ela disse que o aluno só terá que começar a pagar o financiamento do curso superior um ano e meio depois de formado. Nesse período, segundo Dilma, será possível encontrar um emprego e obter uma renda. Dependendo do curso escolhido na faculdade, como no caso de medi-

cina, o pagamento poderá ser feito em até 20 anos. A presidenta explicou ainda que, caso o aluno que adquiriu financiamento pelo Fies decida fazer um curso de licenciatura e dê aulas em escolas públicas, a dívida no novo Fies será “perdoada”, por meio de uma redução de 1% a cada mês de exercício profissional. Outra novidade já anunciada pelo governo é que o programa vai incluir alunos com renda de até um salário mínimo e meio de renda. Antes, eles precisavam arrumar um fiador para ter acesso ao crédito estudantil. “Agora, o próprio governo é fiador”, disse Dilma.

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a ssembléia legislativa

Mobilidade urbana Obras de mobilidade urbana é tema de audiência na Assembleia

A Assembleia Legislativa realizará audiência pública nesta quinta-feira (17), para discutir os efeitos da implantação dos projetos de mobilidade urbana em Cuiabá e Várzea Grande. As obras estão previstas para serem realizadas nos próximos quatro anos com vistas a preparar as duas cidades para Copa do Mundo do Pantanal de 2014. O requerimento para a discussão foi feito pelo deputado Emanuel Pinheiro (PR). A audiência será realizada às 14 horas, no Auditório Milton Figueiredo. O governo federal já autorizou a liberação de recursos à execução das obras de mobilidade urbana no valor de R$ 384 milhões. “A sociedade precisa conhecer de perto como estão sendo feitas as discussões, como serão feitas as aplicações do dinheiro público e como serão executadas as mudanças de mobilidade urbana. Princípios, esses, fundamentais para o desenvolvimento das duas cidades”, destacou Emanuel Pinheiro. O parlamentar quer que as autoridades expliquem como estão os cronogramas de obras a serem implantados pela Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo do Pantanal. Para o encontro, Pinheiro estendeu o convite aos representantes do Departamento de Trânsito – Detran, da Se-

Riva pede cessão de terreno para ampliação do Pronto Socorro de Cuiabá

cretaria de Estado das Cidades e da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes Urbanos – SMTU. De acordo com Pinheiro, as mudanças vão mexer com o cotidiano dos cuiabanos e dos várzea-grandenses, principalmente, no que se refere ao “ir

e vir” da população. Segundo o deputado, é preciso que todos saibam também sobre a proposta de construção das lombadas eletrônicas e da instalação dos radares eletrônicos. O parlamentar quer saber, ainda, como o governo pretende realizar o rodízio de

veículos nas duas cidades. Outras mudanças nos planos do Executivo são nos horários de entrada e saída dos servidores públicos, do funcionamento das escolas públicas e privadas, do atendimento do comércio e dos bancos e, entre outros assuntos.

Melhorar o atendimento da saúde à população com o aumento do número de leitos; ampliação do Pronto Socorro de Cuiabá e o fortalecimento dos hospitais regionais. Essa tem sido a bandeira de luta do presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PP). E é com base nisso, que na sessão plenária da terçafeira (15), Riva vai apresentar uma indicação ao Governo do Estado mostrando a necessidade de ceder o terreno desativado da Escola Estadual Antônio Cesário Neto para a ampliação do Pronto Socorro Municipal de Cuiabá. Riva justifica que apesar dos esforços da administração municipal em manter suas atividades com eficiência, o PSMC já não suporta a deman-

da de pacientes oriunda de todo o estado, além de pacientes de Rondônia e do Acre. No espaço atual, não há área livre para a ampliação da unidade de saúde. “Por isso, indicamos o terreno da escola que está desativado e inutilizado para melhorar a estrutura física do Pronto Socorro de Cuiabá”, explicou o presidente. Ele defende a firmação de convênio entre o Governo do Estado e Prefeitura Municipal de Cuiabá para a cessão do espaço que fica no mesmo terreno do PSMC. A falta de estrutura tem preocupado as autoridades. Tanto que o governador Silval Barbosa (PMDB), o secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry e o prefeito da Capital, Francisco Galindo, deverão visitar a unidade de saúde.

Comissão de Constituição, Justiça e Redação será instalada nesta quarta-feira A Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa fará sua reunião de escolha dos dirigentes na próxima quartafeira (16) durante o período da Sessão Ordinária deliberativa, na sala anexa ao plenário das deliberações Deputado Renê Barbour. Com base no Regi-

mento Interno da Casa – artigo 396 - a convocação será feira pelo deputado Sebastião Rezende (PR) que presidiu a CCJR em 2011 e foi reconduzido à comissão. Compõem a CCJR em 2011, além dele, os deputados Ezequiel Fonseca (PT) Dr. Wallace, Guilherme Maluf e

Ademir Brunetto (membros); Emanuel Pinheiro, Walter Rabello, Romoaldo Júnior, Dilmar Dal Bosco e Zeca Viana (suplentes). Rezende disse ainda que em havendo consenso a primeira reunião deliberativa será na terça-feira da próxima semana, dia 22, às 14 horas, na Sala das

Comissões Luiz Carlos Campos no 2º piso da AL. Havendo necessidade de emissão de parecer esta semana os trabalhos ocorrerão dentro das sessões. Sobre uma possível recondução ao cargo de presidente da comissão, Sebastião Rezende foi ponderado ao afirmar que “estamos conversando, não

está nada definido, mas gosto da Comissão e se o grupo assim entender eu terei maior prazer em presidir”. A Comissão de Constituição, Justiça e Redação é considerada a mais importante da AL porque é responsável por analisar todas as matérias que tramitam no parlamento quanto

E ntrevista g

Ações de Segurança guiadas pela Inteligência

anderson a dos santos garcia, secretário adjunto de inteligência sesp Lidiana CUiaBano Assessoria/Sesp-MT

Atividade que dá suporte às ações operacionais de investigação e policiamento ostensivo, sendo um instrumento de assessoramento na formação de provas qualificadas para a investigação criminal, atuando no estudo e compreensão de fatos criminógenos. A inteligência policial busca auxiliar as atividades de polícia por meio de análise e produção de conhecimentos de interesse da Segurança Pública, sobre fatos e situações de imediata ou potencial influencia da criminalidade. O setor também produz conhecimento em nível estratégico, para subsidiar os gestores na tomada de decisões em relação aos problemas da criminalidade e a questões administrativas. Criada dentro da nova estrutura da SESP, a secretaria adjunta de Inteligência está sob comando do delegado da Polícia Judiciária Civil Anderson Aparecido dos Anjos Garcia. Natural de São Paulo, Anderson

criou o Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO) de MT e por quase dez anos foi delegado chefe da Inteligência da Polícia Judiciária C. do Estado. em entrevista, o secretário adjunto de inteligência fala sobre as atribuições e projetos da nova pasta. licial?

o que é inteligência po-

A inteligência policial tem dois segmentos: preventivo e repressivo. Na esfera repressiva significa produção de prova qualificada. Atuamos em nível de assessoramento em crimes de alta complexidade e de difícil elucidação em virtude do número de pessoas envolvidas. Já na vertente prevenção trabalhamos estatísticas, análise criminal, para que possamos pontuar as manchas da criminalidade no Estado e depois realizar ações preventivas ou proativas. qual será a atribuição da secretaria adjunta de inteligência?

Fomentar a realização desse tipo de inteligência, que é uma ferramenta nova, existente no mundo da Segurança Pública há menos de uma década. Porém já se demonstrou altamente eficaz e eficiente. Se conseguirmos transformar esta ferramenta em efetiva, mudamos a cultura e o modo de visão da investigação e de se fazer Segurança Pública. quais são as formas de atuação do setor de inteligência na área da segurança? A Inteligência é muito ampla. Como ela tem um cunho de assessoramento, de tomada de decisão, é a ferramenta que vai trazer a qualidade da informação para a Segurança. Dentro disso vamos atuar na busca de criminosos de maior potencial que se encontram foragidos, desenvolvendo um trabalho para que possamos localizar essas pessoas de alta periculosidade, prendê-las e trazer com isso paz e tranqüilidade para a sociedade. Uma meta de governo

é a implantação dos escritórios regionais de inteligência. o que é e como vai funcionar? Será a interiorização da inteligência em todos os seus segmentos, dentro das instituições que compõem a Segurança Pública. Cada região polo do Estado terá um escritório de inteligência, que será composto por policiais militares e civis. Os policiais civis vão atuar na inteligência policial vertente repressão, atendendo todas as delegacias da região que eles fazem parte. Teremos a inteligência estratégica, que é a parte de análise e estatística referente à prevenção, onde vão ter os policiais militares para que possamos ver a mancha da criminalidade na região, podendo atuar e prevenir o crime. Isso é uma meta de Governo que pretendemos transformar em meta de Estado e também prioridade da pasta adjunta de Inteligência. em quais outras áreas a secretaria adjunta vai atuar? Vamos atuar na conscientização no que tange a contra-inteligência, que se preocupa com a guarda e o manuseio de informações sensíveis e na forma como se trata a informação. A contra-inteligência se preocupa também na questão do terrorismo e contra-terrorismo. Teremos uma Copa do Mundo em Cuiabá e temos que nos preparar para isso. Uma das ações que vamos realizar, por exemplo, será com a rede hoteleira do Estado. Mato Grosso estaria preparado para detectar alguma atitude suspeita que por ventura poderia ser de alguma organização criminosa ou terrorista? Se estiver, vamos estreitar os laços para que esse tramite de informação flua da melhor forma possível. Se não, cabe a nós transmitir sugestões, dicas e idéias de como detectar e tentar se prevenir disso, para que nada de errado aconteça durante o mundial esportivo na Capital.

quais serão as prioridades visando a Copa do Mundo? Qualificação dos servidores, interiorização da Inteligência e dotação de recursos tecnológicos mais eficazes. qual a importância da inteligência policial na repressão e prevenção de crimes, e de que forma pode contribuir para redução dos índices de criminalidade? Todas as operações que a Polícia Judiciária Civil desencadeou nos últimos dois anos foram feitas com base na cultura de inteligência. A prova é diferente, é mais qualificada. Na cultura de inteligência se avalia a fonte e o conteúdo, e quando se dá o resultado, ele é mais qualificado. Além disso desencadeamos e acompanhamos as operações, diferente do que ocorria antigamente, quando os inquéritos e as investigações eram feitos e encaminhados ao Poder Judiciário e depois perdíamos o contato. Hoje cada instituição da segurança pública conta com um setor de inteligência. Como vai funcionar esse trabalho agora com a secretaria adjunta? Vão continuar da mesma forma. Tecnicamente serão subordinados à secretaria adjunta de Inteligência, que vai determinar a doutrina, o modo de processamento, pois a Inteligência de Mato Grosso faz parte de um Sistema maior ainda, que é o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), cujo órgão central é a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e a Senasp. e quanto aos investimentos em tecnologias de inteligência? Temos um orçamento este ano destinado para compra de equipamentos. Temos a questão da viatura da inteligência, que é diferente da viatura

policial tradicional, pois são adaptadas com recursos tecnológicos como filmadoras, câmeras fotográficas e computadores de bordo. Essas viaturas serão destinadas aos setores de Inteligência das instituições para que eles possam desenvolver as ações de busca e desencadear operações de combate à criminalidade. Pretendemos trazer para Mato Grosso, em parceria com o Governo Federal, o laboratório de lavagem de dinheiro. Também queremos desenvolver a criação de um banco de dados que tenha interação das instituições por meio de softwers de relacionamento, para que haja o cruzamento de informações. Hoje o problema não é mais a informação, e sim o excesso e o tratamento da informação. Então, vamos investir muito em softwers e qualificação dos servidores para que saibam fazer esse tratamento da informação, para torná-la qualificada. Temos na área de inteligência policial o guardião web, um equipamento de interceptação de sinais, sendo uma ferramenta de investigação que atende os núcleos de inteligência da Polícia Civil na busca de provas qualificadas. Agora queremos expandir essa tecnologia para o interior nos escritórios regionais que deverão ser implantados nas cidades de Cáceres, Sinop, Barra do Garças e Tangará da Serra. O senhor ficou quase 10 anos na inteligência da polícia Civil de Mato grosso, criou o gCCo e agora assume a pasta adjunta de inteligência. o que isso representa? Um grande desafio. Saio de uma esfera para outra muito maior. Agora vou me preocupar não só com uma instituição, e sim com todo Estado. A visão como administrador muda, pois agora passo a compor quatro instituições com doutrinas diferentes mas com único objetivo. É um desafio que vamos vencer da melhor forma possível para deixar um legado positivo.


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C orreio da S emana

Cuiabรก, 13 a 19 de julho de 2010

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www.jornalcorreiodasemana.com.br

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