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Ano XX - nº 219 A P E S P

Distribuição gratuita Outubro de 2013 Trabalhadores da Segurança - Irmãos de ofício

Princesas da Oktober Fest em Santa Cruz visitam comando da Brigada Militar

XVI Congresso Nacional da Umceb em Fortaleza

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Ministra dos Direitos Humanos Maria do Rosário Pede a extinção das PMs Pág -6

Construtores da Segurança Pessoas que devotaram sua vida ao serviço da sociedade

Cb Elpídio de Oliveria Netto Reserva - 1º B O E Pág 7 Ten Daniel Lopes dos Santos Presidente da IBCM Pág 13 Cel Rudy da Silva Martins PresidenTe da SicrediMil Pág 17

1º Sgt Fabiane Chaves 3º B O E Pág 9 Cb Daniel Bortoluzzi Reserva - Pastor Pág 15 Cel Agenor Barcellos Feio Herói de 30 Pág 19

Cel Arlindo Bonete Pereira Reserva Pág 11 Queremos que a história da segurança pública do Estado do Rio Grande do Sul, quando lida, pesquisada ou processada, para qualquer finalidade, tenha a referência concreta, de todos os seus construtores e de todas as suas instituições policiais (BM, PC, Susepe, IGP, Detran e outras).


O PINIÃO

Mural do Leitor

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Notícias do Site da Brigada Militar

Houve uma significativa melhora, no tocante ao manejo de notícias da corporação, postadas para uso de outras mídias. Está mais facilitado o acesso e cópias de fotos. Estas, agora, disponibilizadas em excelente resolução. O sistema passou a permitir pesquisa por período de data. O único senão ocorre pela forma de numeração do sistema das páginas. Sendo ordinário crsecente, a página do dia, ou do momento, é a número um. Em completando-se a página, pelo lançamento de novas notícias, as notícias daquela página, são transferida para a página dois e, sucessivamente, em todas as demais. Se a programação mudasse para numeração decrescente, as fotos da página seriam permanentes, até a abertura de novo período.

JCB

Quando o senhor restaurou a sorte de Sião, ficamos como que sonha. Nossa boca se encheu de riso e nossos lábios de júbilo. E então, entre as nações, se dizia: “o Senhor tem feito muita coisa por eles”. Com efeito é verdade, o Senhor tem feito muito coisa por nós. Salmo 126, vs iniciais

Correio Brigadiano

Nós é que agradecemos, Sd Catiane

Olá, obrigada pela publicação da Formatura do PROERD de Barracão no Correio Brigadiano. Gostaria que dentro do possível fosse remetido para este OPM um exemplar do Jornal com a referida publicação. - catiane@brigadamilitar.rs.gov.br ATT, Catiane E. S. Henrique Novaes – Soldado - Instrutora do PROERD

Obrigado Sgt Fábio

As associações não estão preocupadas, pois não atinge, diretamente, eles. Pois estes, como líderes de entidades representativas, só buscam os INTERESSES DELES MESMOS. sgtfabio@gmail.com Os artigos publicados com assinatura nesta página não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. As cartas devem ser remetidas para a coluna Mural do Leitor, com assinatura, identificação e endereço. A Redação do JCB fica na Rua Bispo Willian Thomas, 61, CEP.: 91.720-030, Porto Alegre/RS. Por razões de clareza ou espaço, as cartas poderão ser publicadas resumidamente.

A grande vendeta da história se arma para acontecer...

Jornal “abc da Segurança Pública”

Associação Pró-Editoração à Segurança Pública

Unificação policial A reunião da presidente Dilma Rousseff com o governador de Brasília, Agnelo Queiroz, no Palácio do Planalto, trouxe à discussão um tema polêmico, que pode causar uma verdadeira guerra fardada na capital federal. A presidente aguarda o senador Pedro Taques, que está na relatoria da comissão especial dedicada a estudar saídas para o aumento da criminalidade e da violência, entregar o seu relatório em 90 dias. O projeto de Agnelo é a unificação das polícias civis e militares, criando um único comando. A presidente Dilma exigiu do governador um relatório minucioso num prazo de 60 dias. Agnelo viajou para Europa e ficou de, no retorno, se empenhar para atender as ordens da presidente. Enquanto isso a assessoria técnica do governador tenta correr com o projeto para apresentá-lo, antes mesmo, do senador Pedro Taques concluir os trabalhos da comissão. O projeto de Agnelo é a unificação das polícias civis e militares, criando um único comando. A presidente Dilma exigiu do governador um relatório minucioso num prazo de 60 dias. Publicado na imprensa de Brasília

Utilidade Pública Estadual e Municipal Correio Brigadiano Editora Jornalística Ltda CNPJ: 05974805/0001-50

Poderia parecer que tudo, já está dito, ao lado, no box em azul, onde está retranscrita a notícia recente, de Brasília, sobre uma determinação da presidente, Dilma Roussef, ao governador do Distrito Federal, Agnelo Queirós. Ela quer que se faça o laboratório, ou seja, bote o bode na sala. Até porque, ele - o governador, já está pelas caronas, não tendo a mínima chance de concorrer a reeleição. Assim, a presidente determinou que ele trate da unificação da Polícia Militar - e respectiva desmilitarização, com a Polícia Civil. Não creio que os polícias civis do Distrito Federal, ou de outros Estados da Federação, tenham essa aspiração. Não vou entrar em discussões corporativas ou de interesses personalíssimos. Somente, vamos avaliar se o interesse é da sociedade ou da ideologia

de alguns mandatários, que ainda não revisaram o programa de seu partido sobre esse assunto. Por isso, está muito mais para uma vendeta. Trato, profundamente, desse motivo na página 6 - Polêmica. Por certo, que esse assunto, já deve ter sido tratado internamente, no partido da presidente. Claro que apresentarão a legitimidade obitida em eventos, minúsculos e manipulados, que serão, como embasamento. A sociedade já tem sua opinião. Ou então, nós a maioria dos PMs, não entendemos o recado da sociedade, ou a presidente e sua ministra, não entenderam. Mas o mais importante, a partir de agora, é serem tirados de suas zonas de conforto, os comandantes gerais, que terão de falar a imprensa em suas aldeias. Vamos esperar...

Questões legais Marlene Inês Spaniol - Cap QOEM Bacharel em Ciências Jurídicas pela PUC/RS Mestre em Ciências Criminais pela PUC/RS Doutoranda em Ciências Sociais pela PUC/RS À disposição da PGE

Presidente: Ten Claudio Medeiros Bayerle Vice-Presidente: Cel Délbio Ferreira Vieira Tesoureiro: Ten RR Luiz Antonio R. Velasques Secretário: Maj RR Pércio Brasil Álvares

PODERES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – PODER HIERÁRQUICO INTRODUÇÃO DO TEMA – PARTE 2

Diretor: Vanderlei Martins Pinheiro – Ten Cel RR Registro no CRE 1.056.506 INPI nºs 824468635 e 824466934 Administrativo: Franciele Rodrigues Lacerda Relações Institucionais: Cel Délbio Ferreira Vieira e Ten Valter Disnei Comercial: Paulo Teixeira e Janaina Bertoncello Apoio: Estagiária Gislaine Guimarães Redação: TC Vanderlei Martins Pinheiro – MTb/RS nº 15.486 Colaboração: TC e Jorn Paulo César Franquilin Pereira – MTb/RS nº 9751 Web Mídia/Redator: Sgt Rogério de Freitas Haselein Fotografia: Ten RR Enídio Pereira – Fotógrafo Jornalista MTE nº12368 e arquivos de OPMs E ACS da BM/RS e Arq da ACS PC/RS. Distribuição gratuita para todos os servidores civis e militares, da ativa e inativos da BM, policiais da ativa e aposentados da Polícia Civil, servidores da Susepe, IGP, instituições municipais de segurança, vereadores, prefeitos e parlamentares. Informações e arquivos JCB: (HIst.de Vida) www.abcdaseguranca.org.br (Notícias) www.correiobrigadiano com.br (Notícias) correiobrigadiano@hotmail.com (comercial) correiobrigadiano. jcb@gamil.com (Adiminsitração) adm_jcb@hotmail.com

Telefones e Fax: (51) 3354-1495 (51) 8481-6459 Tiragem: 15.000 exemplares Impressão: Gráfica Correio do Povo

Endereço: Rua Bispo Willian Thomas, 61 - CEP: 91720-030 - Porto Alegre/RS Ano XVIII – nº 219 – Out de 2013 – Correio Brigadiano: uma voz na Segurança Pública

De acordo com o mestre Hely Lopes Meirelles (Direito Administrativo Brasileiro, p. 105) o poder administrativo é aquele de que “dispõe o poder executivo para distribuir e escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes, estabelecendo a relação de subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal. Poder hierárquico e poder disciplinar não se confundem, mas andam juntos, por serem os sustentáculos de toda organização administrativa.”, ou seja, é aquele pelo qual a Administração distribui e escalona as funções de seus órgãos, ordena a rever a atuação de seus agentes, estabelece a relação de subordinação entre os servidores públicos de seu quadro de pessoal. No seu exercício dão-se ordens, fiscaliza-se, delega-se e avoca-se. Portanto o poder hierárquico é o de que dispõe o executivo para organizar e distribuir as funções de seus órgãos, estabelecendo a relação de subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal. Trata-se de um poder que não existe no Judiciário e no Legislativo, sendo a hierarquia privativa da função executiva, como elemento típico da organização e ordenação dos serviços administrativos. O poder hierárquico tem como objetivo ordenar, coordenar, controlar e corrigir as atividades no âmbito interno da administração pública. É através dele que se ordenam as atividades da administração ao repartir e escalonar as funções entre os agentes de maneira que cada um exerça

eficientemente o seu cargo. A função coordenadora se dá na busca de harmonia entre todos os serviços desenvolvidos pelo mesmo órgão, ou seja, a atividade de controle se dá quando faz cumprir as leis e as ordens em vigor, acompanhando o desempenho dos servidores, corrigindo possíveis erros administrativos, além, também, de agir como meio de responsabilização dos agentes ao impor-lhes o dever de obediência de maneira hierarquizada. É através da hierarquia imposta aos agentes da administração que se impõe a estrita obediência das ordens e instruções legais superiores, além de se definir a responsabilidade de cada um, decorrendo deste poder faculdades implícitas ao superior, tais como dar ordens e fiscalizar o seu cumprimento, delegar e avocar atribuições e rever atos de seus subordinados, cabendo a estes dever de obediência. A atividade de fiscalização significa vigiar permanentemente os atos praticados pelos seus subordinados, com o intuito de mantê-los de acordo com os padrões legais e regulamentares instituídos por aquela organização para a atividade administrativa. O ato de delegar significa conferir a outro agente público delegações originalmente competentes a quem delega, destacando que no sistema brasileiro não são admitidas delegações entre os diferentes poderes, nem de atos de natureza política. As delegações podem ser feitas nos casos em que as atribuições forem genéricas e não fixadas como privativas de um cargo ou função. O ato de avocar significa trazer para si a responsabilidade sobre as

funções originalmente atribuídas a um subordinado, enquanto que rever os atos significa apreciá-los em todos os seus aspectos para mantê-los ou invalidá-los. MEIRELLES (2011) destaca a subordinação da vinculação administrativa decorrente do poder hierárquico, admitindo todos os meios de controle do superior sobre o subordinado. Destaca que a vinculação é resultante do poder de supervisão ministerial sobre a entidade vinculada, sendo exercida nos limites estabelecidos por lei, sem retirar a autonomia do ente supervisionado. No poder hierárquico, a organização administrativa é baseada em dois pressupostos: distribuição de competências e hierarquia (relação de coordenação e subordinação entre os vários órgãos que integram a administração), sendo que desta organização administrativa decorrem para a Administração Pública diversos poderes como, por exemplo: - o poder de dar ordens aos subordinados o que implica o dever de obediência para estes últimos, ressalvadas as ordens manifestamente ilegais; - poder de controlar a atividade dos órgãos inferiores, para examinar a legalidade de seus atos e o cumprimento de suas obrigações, podendo anular os atos ilegais ou revogar os inconvenientes ou inoportunos, seja ex officio, seja mediante provocação dos interessados, por meio de recursos hierárquicos; - poder de avocar atribuições, desde que estas não sejam da competência privativa do órgão subordinado; - poder de delegar atribuições que não lhe sejam exclusivas, etc.


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E S PA Ç O

Correio Brigadiano

L I V R O S - CULTURA

Jair Soares presidente da Funperacchi Foi realizado o lançamento de um segundo livro sobre memórias políticas

Gabriel (centro) com prefeito de Alegrete, Erasmo Silva, e vice, Maria de Fátima Mulazzani

Os municípios de Bagé, Alegrete, Santana do Livramento, Uruguaiana e São Gabriel foram os contemplados deste semestre pelo projeto que a IBCM desenvolve visando a estreitar laços entre a instituição, o associado e o credenciado. A equipe percorre clínicas parceiras e unidades próprias ouvindo profissionais e usuários do sistema. “A ideia central da proposta é melhorar o atendimento ajustando aquilo que for preciso e captando bons exemplos a serem seguidos”, disse o presidente da instituição, Daniel Lopes dos Santos. Na edição passada, Passo Fundo e Cachoeira do Sul também foram visitadas pela equipe.

Com o título de “Jair Soares, Memórias Políticas - Fragmentos”, o exgovernador Jair Soares, atual presidente da Fundação Walter Peracchi de Barcellos, lançou sua segunda obra memorialista. O evento foi realizado no dia 03/07, às 18h, no Hall da Assembléia Legislativa e contou com a presença do presidente da Assembléia, Pedro Westphalen. O segundo livro de Jair trata principalmente da época, em que o autor, era ministro

da Previdência. A obra dá continuidade a iniciada, em seu primeiro livro. Seu primeiro livro com o titulo “Jair Soares, uma vida em ação memórias políticas “ foi lançado em agosto de 2006 e, sem chamar de “Fragmentos” como agora, ele tratou sua visão como governador do Estado, desde sua saída, do bairro Glória, em Porto Alegre. O ex-governador, fora sua ação pessoal, se torna um relator da história do Estado gaúcho.

...o Deus cósmico do Capitão Tavares O oficial lança uma discussão instigante sobre o transcendental

Os associados ouvidos e relataram como avaliam o atendimento nos municípios. As sugestões colhidas estão sendo analisadas e serão utilizadas nos programas elaborados visando a facilitar o atendimento ao associado e seus familiares. “A IBCM continuará percorrendo o interior do Estado buscando melhorias para o associado, conforme projeto da diretoria da instituição”, explicou o responsável pelo setor de convênios, Gabriel Gonçalves. A IBCM tem planos a partir de R$ 131. Por esse valor, o associado garante atendimento de qualidade não só para ele, mas também para a família dele. Visite o site http://www.ibcm.org.br ou ligue para a Central de Atendimento (51) 3230 5511 e descubra. Bacharel em Direito, Valnei Tavares é oficial da reserva da Brigada Militar e foi vereador na cidade de Pelotas

Valnei Tavares o autor utiliza dados científicos atuais e conceitos teológicos tradicionais para concluir que a divindade tem de ser percebida em *“dimensão” cósmica, envolvida com a totalidade da criação! ...tal fato acarreta consequências relevantes: a caminhada da humanidade está inserida em um plano cósmico, perfeito e harmonioso no seu todo; a consciência individual é levada a evoluir passando pela aprendizagem através de múltiplas existências; a verdadeira identidade de cada um é transpessoal; e o

pecado (como “ofensa a Deus”) não pode existir! ...o plano cósmico envolve energias poderosas; é possível a conexão direta com tais energias e o livro aponta procedimentos, métodos e caminhos que permitem a qualquer pessoa fazê-lo e, assim, viver bem melhor! ...a imensidão do Universo, com bilhões e bilhões de galáxias e cada galáxia com bilhões de estrelas, contém trilhões de planetas semelhantes à Terra, com condições de abrigar vida inteligente! Por outro lado, no íntimo do átomo, a Fisica Quântica desvenda microcosmo que promete acesso a outros planos e dimensões. Ante tais fatos, não há como perceber-se Deus senão como um ser de “dimensão” cósmica, envolvido com a totalidade da criação. ...com isso, a aventura humana tem de estar inserida também em plano cósmico, uno e harmonioso; nesse plano, o aperfeiçoamento evolutivo da consciência individual só pode ocorrer pela multiplicidade de existências: o ciclo da vida terrena é breve demais e, às vezes, muito injusto para ser um só! ...como a ordem cósmica envolve energias poderosas, é possível às pessoas a conexão com tais energias, vivendo melhor desde já - e o livro nos aponta (concretamente) algumas dessas possibilidades

Valnei Tavares nasceu em Canguçu, RS (1949). Cursou o ensino fundamental e médio nas seguintes instituições: Escola Municipal Santo Antonio, Escola Estadual Alberto Wienke, Ginásio Nossa Senhora Aparecida, Seminário São Francisco de Paula e Colégio Municipal Pelotense. Fez os cursos de ensino superior: APM, Porto Alegre (CFO e CAO); UFSM, Santa Maria (Químico Industrial); UFRGS, Porto Alegre e UFPEL, Pelotas (Direito). É Oficial PM da reserva. Foi Diretor do Colégio Tiradentes em Porto Alegre (1980/1981) e Adjunto da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, Governo do Estado (1983/1986). Foi Vereador em Pelotas (1989/ 1996) e Diretor - presidente da Fundação Gaúcha do Trabalho e Assistência Social, FGTAS (1997/1998). Foi Conselheiro Estadual da OAB (2004/2006), é Quí­mico (não ativo) e Advogado (em atividade).


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Guardas da segurança do TJ gaúcho são formados na PC

A Polícia Civil, através da Academia de Polícia (Acadepol), formou 41 guardas de segurança do Tribunal de Justiça do RS. A cerimônia ocorreu no início da noite desta sexta-feira (11/10), no Auditório do Palácio da Justiça, na Capital. Estiveram presentes à solenidade, compondo a mesa diretiva, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Marcelo Bandeira Pereira, o ex-presidente do TJ, desembarga-

Polícia realiza uma ação preventiva no dia das crianças na Capital

dor Leo Lima, o presidente da Comissão de Segurança do TJ, desembargador Cláudio Baldino Maciel, o diretor da Acadepol, delegado Francisco José Salatino Tubelo e o chefe de segurança do TJ, Antônio César Carré. Na plateia, estavam o diretor-geral do TJ, desembargador Omar Amorim, o diretor de ensino da Acadepol, delegado Fábio Motta Lopes e demais delegados e agentes professores do curso de formação.

Polícia Civil realiza evento em comemoração ao Dia da Criança em Caxias do Sul

INSTITUIÇÕES DE SEGURANÇA

Correio Brigadiano

Polícia Civil realiza festa em comemoração ao Dia das Crianças

Chefe PC na cerimônia em que Dilma anuncia o metrô

Em comemoração ao Dia das Crianças, policiais civis integrantes das 1ª e 3ª Delegacias de Polícia de Alvorada realizaram evento recreativo em Alvorada. Cerca de 60 crianças, internas de quatro abrigos para vítimas de violência foram convidadas a participar da tarde de recreação. Segundo o delegado Maurício Barison Barcelos, o evento ocorreu na sede do abrigo municipal e contou com a distribuição de lanches, doces e presentes para as crianças. Além disso, foram distribuídos materiais necessários à manutenção dos abrigos, como objetos de cama, mesa e banho.

O chefe de Polícia, delegado Ranolfo Vieira Júnior, esteve presente à cerimônia em que a presidenta Dilma Rousseff anunciou investimentos para a construção de uma linha de metrô em Porto Alegre. No ato, ocorrido às 10h de sábado 11/10, na Assembleia Legislativa, o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, destacou a reserva de recursos do PAC 50, no valor de R$ 210 milhões, para obras de mobilidade urbana na Região Metropolitana.

As obras beneficiam Porto Alegre, Viamão, Eldorado do Sul e Guaíba. Participaram da solenidade, além da presidenta Dilma Rousseff, o governador do Estado, Tarso Genro, o prefeito municipal, José Fortunati, os ministros da Cidade, Aguinaldo Ribeiro, dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, da Comunicação Social, Helena Chagas, do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, e o presidente da AL, deputado estadual Pedro Westphalen.

PALAVRA DO CHEFE DE POLÍCIA Ranolfo Vieira Junior – Delegado de Polícia Chefe da Polícia Civil RS

Polícia Civil recebe 110 viaturas O Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (DECA), durante o dia das crianças (12/10), disponibilizou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) atualizado. Segundo a psicóloga Suzana Braun, a ação preventiva faz parte das atividades comemorativas em razão ao dia das crianças.

Polícia Civil realiza evento em comemoração ao Dia das Crianças na Capital

Em14/10, o Serviço de Prevenção e Educação do Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (DECA) e o Serviço de Odontologia/Policlínica do Departamento de Administração Policial (DAP) realizaram um evento em comemoração ao Dia das Crianças. Foram distribuídos lanches, sucos e presentes para as 105 crianças e adolescentes do Instituto Pão dos Pobres.

Nesse sábado (12/10), a Polícia Civil promoveu a primeira edição do projeto “Polícia Civil + Criança Feliz, por uma humanidade melhor!”, na comunidade Vila Lobos/Vergueiro, no município de Caxias do Sul. A ação pelo Dia das Crianças reuniu mais de 650 pessoas na Escola Municipal de Ensino Fundamental Vila Lobos.

PC presente na 42ª Festa de Nª Sª de Aparecida e dos Motoristas

A Polícia Civil, representada pela Delegacia de Polícia (DP) de São Marcos, esteve presente na 42ª Festa de Nossa Senhora de Aparecida e dos Motoristas, ocorrida no dia 11/10, naquela cidade. A festa é conhecida nacionalmente e gera grande movimento na região. A Polícia Civil instalou a Delegacia Móvel, para que a comunidade pudesse realizar eventuais registros de ocorrências.

Ocorreu no dia 17/10 do corrente ano, a cerimônia de entrega de viaturas à Polícia Civil. A solenidade aconteceu às 10hs em frente ao Palácio Piratini. Na ocasião, o governador Tarso Genro entregou 110 viaturas, que serão utilizadas pela Polícia Civil nas suas atividades de prevenção e combate à criminalidade. Destas, são 72 veículos Mitsubishi, 33 Pálio Adventure e cinco S-10. As viaturas foram adquiridas com recursos provenientes do Consulta Popular e do programa Estratégia Nacional de Fronteiras (Enafron). Elas serão distribuídas em diversos municípios, entre interior e região metropolitana. Na mesma ocasião, também foram entregues viaturas para a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e para o Instituto Geral de Perícias (IGP). Estiveram presentes na solenidade o Secretário da Segurança Pública, Airton Michels, o Secretário Adjunto da Segurança Pública, Juarez Pinheiro, o Chefe de Polícia, Delegado Ranolfo Vieira Júnior, o Subchefe de Polícia, Delegado Ênio Gomes de Oliveira, o Comandante-Geral da Brigada Militar, Coronel Fábio Duarte Fernandes, o Diretor-Geral do IGP, José Cláudio Teixeira Garcia, o Superintendente da Susepe, Gelson Treiesleben, o Diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI), Delegado Mário Wagner, o Diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), Delegado Antônio Vicente Vargas Nunes, além de outras autoridades e demais servidores


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INSTITUIÇÕES DE SEGURANÇA

Correio Brigadiano

O GSVG atua na fisclização de setor da segurança Privada

21º BPM leva crianças para ver treino do Internacional e conhecer seus ídolos

Comandante-geral recebe a corte da 29º Oktoberfest

O Grupamento de Supervisão de Vigilância e Guardas (GSVG) da Brigada Militar recebeu a visita do Comando-Geral da Corporação nesta segunda-feira (14). O órgão, vinculado ao Comando de Operações Especiais (COE), está localizado no bairro Menino Deus, na Capital, e é responsável pela fiscalização, registro, licenciamento e emissão de credenciais às empresas que prestam serviços de portaria e zeladoria patrimonial, segurança não especializada (vigias),

No sábado (12/10), policiais militares do 21º Batalhão de Polícia Militar (21º BPM), levaram com o microonibus da Brigada Militar (BM) cerca de 60 crianças, de idade entre 03 anos e 12 anos, da Associação Chácara dos Bancos – Restinga Nova e Velha e Crack só com bola Restinga, até o CT do Parque Gigante para que todos acompanhassem o treino do Internacional. Os portões do gramado foram abertos para as crianças, que puderam realizar o sonho de conhecer os seus ídolos bem de perto.

instalação, comercialização e monitoramento de alarmes ou de equipamento de sistema de segurança eletrônica. Também tem a competência de realizar o cadastro das Guardas Municipais e de empresas especializadas, com registro na Polícia Federal, emitindo-lhes certidão de regularidade, além de homologar e vistoriar conexões de alarmes de instituições financeiras com órgãos policiais militares no Estado. Existe em torno de 2 mil empresas enquadradas para essa fiscalização.

Uma voz na segurança Júlio Cézar Marobin - Coronel QOEM Coordenador Estadual de Policiamento Comunitário da SSP/RS

A corte da 29º Oktoberfest, de Santa Cruz do Sul esteve nesta segunda-feira (07), no Quartel do Comando-Geral da Brigada Militar, para entregar o convite com a programação da festa ao comandante-geral da BM, coronel Fábio Duarte Fernandes. A rainha Gabriela Rossa e suas princesas Carolina Appel e Maria Helena Lersch estiveram acompanhadas do coordenador de divulgação e ex-presidente da 28º Oktoberfest, Ênio Ernesto Wermuth, que elogiou o trabalho da Corporação

na região. “Estamos entusiasmados com a nossa festa e com a quantidade de turistas que vem nos visitar, graças ao trabalho que a Brigada Militar desenvolve junto à festa, dando mais segurança para os nossos visitantes”, afirmou Ênio Wermuth. A festa, que é palco de muitas comemorações com resgate das tradições germânicas, foi aberta oficialmente na noite da última quartafeira (02) e segue até 13 de outubro. O tema deste ano é “Festejando Nossas Tradições”.

17º BPM realiza “Dia da Criança Solidária”na sede em Gravataí

Comandante-geral recebe visita do Inspetor Geral de PM do Exército

Em 12/10, na sede da Estância Província de São Pedro, em Gravataí, o 17º BPM, em parceria com o Rotary Club de Gravataí - Ulbra, o Coral Carlos Bina/Sogil, ONG Atitude Social RS, Corpo de Bombeiros, e Estância Província de São Pedro, promoveu o “Dia da Criança Solidária”, onde 250 crianças carentes da comunidade foram comtempladas com esta ação social.

O general de Brigada Mauro Sinott Lopes, da Inspetoria-Geral das Polícias e Bombeiros Militares (IGPM), visitou, na tarde da quinta-feira (10/10), o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Fábio Duarte Fernandes. O inspetor-geral veio participar do IV Congresso Latino-americano de Instrutores de Tiro, VI Seminário de Oficiais de Material Bélico das Polícias Militares.

Em 8/10, o 4º Regimento de Polícia Montada (4º RPMon), em seu projeto “Quartel Legal” desenvolveu atividades alusivas ao dia das crianças, em parceria com a Fundação Pão dos Pobres de Santo Antônio. O evento contou com a presença de duas turmas da fundação, que vieram acompanhados pelas monitoras Isabel Cristina Machado e Clea Hansen. As turmas são atendidas na fundação, a partir de convênios com a SMED e FASC.

O Conselho Superior da Brigada Militar realiza a sua reunião mensal em 9/10 de outubro, na sede da Secretaria da Comissão de Avaliação e Mérito (CAM), no bairro Teresópolis. O diretorpresidente da Fundação Brigada Militar (FBM), Cel Carlos Frederico Azevedo Hirsch,explicou as possibilidades de convênios que as Unidades da Corporação e o comando da BM, as questões de operacionalidade e estratégias para o aperfeiçoamento dos serviços prestados.

SOBRE O POLICIAMENTO COMUNITÁRIO Acerca de três décadas atrás, oficiais da Brigada Militar muito escreveram sobre o policiamento comunitário, motivados por experiências conhecidas na Europa e nos Estados Unidos. Ao reler estes textos, verifica-se que na verdade estavam reescrevendo a doutrina de policiamento de quarteirão, instituída na Brigada Militar a partir do início das atividades de policiamento preventivo/ostensivo/fardado. Daquela época para os nossos dias, muito pouco foi escrito sobre este tema e também pouco se exercitou a filosofia do policiamento comunitário, apesar das experiências bem sucedidas realizadas por oficiais e praças da corporação. Este fenômeno ocorreu, principalmente, pela falta de investimentos em pessoal, ao longo de muitos anos, fazendo com que o policiamento de quarteirão, cujo processo era realizado prioritariamente a pé, fosse sendo substituído pelo policiamento motorizado. O crescimento das cidades e a defasagem de pessoal fez com que o policial militar que cobria dois, três ou até quatro quarteirões, passasse a cobrir seis, oito ou

até dez quarteirões, até que o policiamento a pé restou impraticável, adotando-se o policiamento motorizado. Foi nesse momento que a Brigada Militar começou a se afastar das suas origens. Buscando regatar este processo que produziu resultados positivos na segurança pública através da prevenção da violência e da criminalidade, o Estado do Rio Grande do Sul, através da Secretaria Estadual da Segurança, em junho de 2011 desenhou um projeto de policiamento comunitário, seguindo a tendência nacional e mundial de aproximar a polícia da comunidade com o objetivo de identificar problemas locais de segurança e buscar formas conjuntas de resolvê-los. Esse projeto foi denominado de “Núcleos de policiamento comunitário”, instalados, inicialmente, em municípios com população superior a 50.000 habitantes. Cada núcleo é formado por quatro policiais, os quais moram e também trabalham no mesmo perímetro do núcleo, a saber, o conjunto de um ou dois bairros que juntos abrangem uma população de 10.000 habitantes, aproximadamente. E para que o policial possa morar nesse mesmo perímetro, as prefeituras municipais pagam, mensalmente,

uma bolsa-auxílio moradia, cujo valor possibilita ao policial militar locar um imóvel que lhe sirva de residência. Para cada núcleo o Estado entrega uma viatura nova, e para cada policial empregado no Programa entrega um colete balístico, rádio portátil, pistola, um par de algemas e uma bicicleta possibilitando, assim, que o trabalho comece a partir do local de convivência. Isto já é realidade em 8(oito) municípios do estado os quais, juntos, receberam ao longo dos dois últimos anos quarenta e seis núcleos de policiamento comunitário.Outros sessenta e dois núcleos serão implantados até o início de 2014 atingindo, nesta segunda fase, mais 10(dez) municípios. São estes, na ordem, os municípios já contemplados e os que serão contemplados com o Programa Estadual de Policiamento Comunitário: Caxias do Sul, Canoas, Bento Gonçalves, Passo Fundo, Cruz Alta, Campo Bom, Esteio, Sapucaia do Sul, Novo Hamburgo, Rio Grande, Pelotas, Santa Cruz do Sul, Vacaria, Farroupilha, Guaíba, Bagé, Lajeado e Parobé.

4º RPMon realiza, em sua Conselho Superior da BM sede, festa “Quartel Legal” fez a reunião mensal, deste à criançada mês, na Capital


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ESPAÇO

Promoção Guarde para o Futuro Campanha promocional, na qual o associado ganha brindes ao fazer aporte em investimentos na Cooperativa Nos meses de outubro e novembro, a Sicredi Mil estará focando produtos de investimento no intuito de estimular seu quadro social a planejar o futuro guardando recursos, promovendo a educação financeira e incentivando o hábito de poupar. Através das várias modalidades de investimento e poupança, o associado participa da promoção especial: “Guarde para o Futuro”. De acordo com o valor de depósito realizado, você ganha brindes, tais como: Guarda Sol de Lona, Cooler para bebidas, cadeira de praia, Garrafa Térmica.

Sicredi Mil disponibiliza capital de giro para o 13º Salário Solução auxilia empresários a reforçar o caixa para as despesas de fim de ano. Para oferecer soluções que cooperam com o dia a dia dos associados pessoa jurídica, o Sicredi disponibiliza o Sicredi Capital de Giro 13º Salário. O produto foi criado especialmente para oferecer uma linha de crédito às empresas que precisam reforçar o caixa, quitar as despesas com a folha de pagamento e garantir o 13º salário dos seus funcionários. Com o Sicredi Capital de Giro 13º Salário é possível financiar até 100% destas despesas e o pagamento pode ser realizado em até 12 parcelas. Além disso, as taxas de juros são bastante competitivas. Esta condição facilita bastante a adequação do fluxo de caixa, principalmente de pequenos e médios empresários associados, evitando um impacto único no fim de ano. No Sicredi, existe a vantagem da redução da alíquota de IOF a zero, o que também reduz custos. Unidade Centro – Tr. Francisco Leonardo Truda, nº 40 Sala 23 Fone 51 3221 40033 Unidade Menino Deus – Getúlio Vargas 1039 Fone 51 3233 4333 OUVIDORIA SICREDI 0800 646 2519

P O L Ê M I C A

Correio Brigadiano

Ministra Maria do Rosário, diz: Violência da PM em protestos é “resquício da ditadura“ Reproduzimos, na íntegra o texto publicado na Internet, pelo Site do Uol/Rio, assinado por Janaina Garcia, onde a Ministra da presidente Dilma, dos Direitos Humanos, (in box amarelo) a gaúcha Maria do Rosário, em Não será a primeira vez na história do Brasil que instituições de segurança são extintas ou restauradas. Isso faz parte da caminhada na construção de uma sociedade. Voltando no tempo vamos ter a extinção das Guardas Civis,em 1967. Muito foi atribuido à Revolução. Não citam os relatórios, elaborados, por autoridades públicas policiais de décadas anteriores, em que isso, já era proposto de forma indireta. Já naquela época, explicitavam nos relatórios, que um Soldado da BM, era mais barato que um Guarda Civil (GC). E , que estes, em razão do ofício tinham alto índice de tuberculose e problemas de conduta. Para melhor entender e sair da esfera pública, um livro de exaltação à história da GC, de autoria de Rejane Penna e Luiz Carlos da Cunha Carneiro, em 1994, se intitula “Os vigilantes da ordem - Guarda, Cachaça e Meretrizes”. Então, os fatos publicados em livros da própria PC/RS, bem anteriores, a extinção, bem como da sociedade ou dos próprios guardas diagnosticavam uma instituição com problemas, naquele momento, sem deixar de considerar que tenha tido um passado glorioso. Assim, hoje, a história da Brigada Militar e suas co-irmãs é gloriosa, mas os governantes têm legitimidade para propor a extinção ou a unificação com desmilitarização. Não cabe aos governantes fazerem discursos mentirosos em organizações internacioanais, que de há tempos, ocorre. Até porque o grande exemplo que devem considerar as PMs brasileiras está na Guarda Civil espanhola. É uma organização militar como nome de civil. Porque nossos governantes, que vão seguido a Espanha, não criticam a existência maculante de um órgão militar com o nome de civil, fazendo policiamento. Sejam mais coerentes e menos cínicos. O propósito da desmilitarização não tem nada a ver com a sociedade. É do projeto de poder que consta no Estatuto partidário desde de 1981. Eu tenho e guardo um original mimiografado e todo marcado, nestas questões. O decreto é um mero formalismo político do vencedor. Se Maria do Rosário e Dilma acham que tem de extinguir ou transformar e, isso já é um assunto partidário, deliberado desde a fundação do partido, que tomem urgentemente as providências e não fiquem inventando motivo. Quero me manter o mais tranquilo em rela-

um evento internacional, da UNESCO, realizado no Brasil, ataca as polícias militares brasileiras e, expõe todo seu revanchismo, que já tentara excercer aqui no Estado. Ao mesmo tempo a presidente Dilma, solicitava em Brasília, ao Os ataques recentes da Polícia Militar a jornalistas que cobriam protestos nas grandes cidades brasileiras, nos últimos meses, representam “resquícios da ditadura militar” que governou o país ao longo de mais de duas décadas (1964-1985). A avaliação foi feita pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, no Rio, nesta terça-feira (15). Ao lado de representantes da Unesco, a ministra participou do colóquio sobre segurança de jornalistas durante o encerramento do Congresso da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) na capital fluminense. Desde o último sábado (12), segundo a organização, o evento reuniu cerca de 1.300 jornalistas do Brasil e de outros países. ção a esse assunto e não farei pressão contra, que não seja a do exercício da palavra. Mas muitos policiais não conhecem os verdadeiros motivos e alguém tem de informá-los. Estamos na quarta investida socializante no Brasil. A primeira foi muito incipiente, logo após a Revolução Russa. A massa na rua em São Paulo gritava “Viva o Exército” e “Abaixo a polícia”, enquanto a carga da cavalaria da, então Força Pública daquele Estado, com seu tropel, dispersava os manifestantes. Basicamente, era um sindicalismo incipiente e uma massa acrescida de imigrantes italianos (sem terras e sem tetos vindos da Itália) bem versados no anarquismo. E ocorreu em diversos locais da federação, inclusive, aqui em Porto Alegre, com intervenção e atuação de tropas da Brigada Militar, O ano de 1917 foi marca da primeira derrota socialista no Brasil. Já, mais organizados e com o reforço de militares dissidentes - no caso de Luiz Carlos Preste, milico e maior nome comunista brasileiro, voltam os socialistas/comunistas em 1937. Mas o projeto, desse momento dos socialistas, era o de quarteladas. Achavam que assumindo alguns quartéis, começariam a revolução e que o povo os seguiria. Eles mataram dormindo, quase 40 colegas militares, soldados, sargentos e oficiais. Sublevaram duas unidades em Pernambuco e outra no Rio de Janeiro, mas foram derrotados. E o Getúlio Vargas, aproveitou para fechar o sistema e implantar a “Polaca”, a constituição de sua

governador Agnelo Queirós, um estudo para a “unificação (PM e PC) e, consequente, desmilitarização, no sistema.Esse quadro faz olhar no tempo medidas dessa natureza que se concretizaram, como tema desta reportagem. A violência da PM contra manifestantes e jornalistas marcou manifestações recentes como as realizadas em São Paulo, no dia 13 de junho, e no Rio, durante a Copa das Confederações, em julho. “Quando a violência contra os jornalistas acontece no âmbito das manifestações, o que cada um de nós rememora é a ideia de que as polícias estejam tentando impedir que a população que não vai a estes protestos saibam como esses policiais agem”, declarou a ministra. “Continuamos com um modelo de polícia que herdamos da ditadura --e os manuais com os quais os policiais são formados, bem como as práticas de abordagem das pessoas nas manifestações e nas ruas, são resquícios daquele regime”, afirmou. (final da transcrição) ditadura em 1937. O projeto de chegada ao poder dos socialistas/comunistas continuou e chegava a seu auge em 1963. Greves, convulsões sociais de toda a espécie. A liberalidade inconsequente e desrespeito à constituição, inclusive por oficiais e prlo próprio presidente, da época. Um clima meio semelhante ao de hoje, exceto pelo nível de violência, que agora temos hoje. Deu no que deu. Mais uma vez o próprio socialismo arquivou seu projeto. Ao final do século passado, a criação do Foro de São Paulo, mostrou a dimensão continental, não mais só Brasil, para a quarta investida do socialismo por aqui. Pois são justamente as polícias, com viês militar, os alvos do socialismo sulamericano. O Gendarme argentino, o Carabinierei chileno e as Polícias Militares do Brasil. O mundo sabe que o projeto socialista sempre foi abortado e a instituição garantidora do insucesso deles foram elas. Integrantes da Brigada Militar, do soldado ao coronel, têm direito e a liberdade de escolherem doutrinas, classificadas pelos verbetes do mundo inteiro, como totalitárias. Têm direito de pleiterar a desmilitariazaçaõ, escrever, discursar e fazer parte em seus eventos, lembrando sempre que nenhuma começa totalitária.. O que não devem é continuar na doutrina que preconizar crimes. Serão iguais aos policiais corruptos. Isso é a corrupção constitucional. Crime de lesa à pátria.


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Maj Guntzel: Meu pai Cb João Elpidio de Oliveira Netto Uma comovente declaração de amor ao trabalho de seus pais que lhe deu a condição de ser Oficial

Recebi a nobre missão de falar sobre o meu finado pai, é difícil resumir uma vida tão prodiga de alguém sempre ativo e de tantas realizações, vou tentar sabendo que cometerei ato falho em algum nome ou fato. Ele nasceu em Ibirapuitã em 29 de dezembro de 1943, filho de Pedro de Oliveira e Duzina Coelho. Recebeu o nome do seu Avô João Elpidio, um homem valente que ajudou a fundar Ibirapuitã conhecido e muito respeitado. Contava muitas historias de seu Tataravô, Teobald Schimdt, oficial alemão que veio ao Brasil para lutar na Guerra do Paraguai trazido pela Princesa Dona Leopoldina. Filho de tropeiros que levavam o gado até Passo Fundo teve uma infância pobre, mas digna, muitas histórias das dificuldades das tropeadas de gado desde cedo, durante a infância ajudou a defender as terras da ação de invasores e oportunistas e grileiros. Amigos daquela época eu conheci como o

O cabo PM João Elpídio de Olveira Netto, ainda é lembrado por todo o pessoal que com ele serviu ou teve contato. O articulista do JCB Cel Paulo Rogério Machado Porto, conviveu com o Cb Elpidio e não conhecia essa história, inclusive acostou publicações do BG/BM sobre fatos como uma viagem fora do Estado a serviço. O Próprio Maj Guntzel, filho do extinto cabo, escreveu este texto, em minutos e complementou com depoimento, a parte, para a redação do jornal. É uma história emocionante. Acima, precisosas lembranças guardadas pelo oficial. também finado Julio Stein, que serviu toda sua General após ler uma noticia que este General vida no PCSv da antiga Centro de Instrução assumiria tal comando. Militar, hoje APM, cuidando dos eqüinos da CarNo EB, galgou posto e alcançou a condição riere. O Seu Julio Stein, alias foi nosso vizinho de Chefe de Peça, de Armeiro. historias que anos meu amigo e padrinho inclusive. ouvi meu finado pai contar sobre os tempos de Meu pai falava das dificuldades de estudar EB, de sua dedicação e amor ao militarismo. a quase vinte quilômetros a pé daonde morava, Dois de seus amigos Arno e Manoel, praças tendo de atravessar cursos d’água a pé inverno do EB a época, que por coincidência casaram e verão, para chegar a Escola Rural. Muito ouvi com irmãs da minha mãe. da lida com o campo e com agropecuária, fez Em 1965, meu pai casou com a minha mãe parte da minha infância esta convivência. Elvira Güntzel de Oliveira, que muitos oficiais Meu pai entrou para o Exercito Brasileiro conhecem pois durante mais de trinta anos aos 17 anos, em Cruz Alta RS, no 17º Regimen- lavou roupas em frente ao Presidio Central, to de Infantaria, unidade que teve participação para muitos oficiais que hoje estão na reserva na FEB. Desde cedo meu Pai demonstrou uma da Brigada, vários Comandantes Gerais, paixão impar com a caserna e o militarismo, vários Coronéis. Como citou certa vez o Cel com uma ficha excepcional no Exercito, com Pafiadache sou filho de um Cabo da Brigada uma postura e apresentação pessoal impar Militar e de uma Lavadeira, com muito orgulho logo foi chamado para ordenança do Coman- sem a proteção especial ou apadrinhamentos. dante do 17º RI, oficial que posteriormente ele Meu pai contava que devido às condições reencontrou no Comando Militar do Sul como financeiras saiu do Exercito, meu tio contava

que meu pai admirava o militarismo e o garbo dos Brigadianos, na epoca uma fração do 3º RPMont que ele via marchar próximo da linha ferra onde hoje fica o 16º BPM. Meu pai narrou da tristeza do General quando ele pediu baixa do EB, ele lhe chamou em sua sala e implou que permanecesse, oferecendo promoções etc. Meu pai contava que a única coisa que pediu foi como lembrança o Cinto de Guarnição do oficial, com fiel de espada, coldre o que ele guardou anos como lembrança e que eu insistia quando criança em usar nas minhas brincadeiras, sempre recebendo uma reprimenda por isso. Logo entrou na Brigada Militar, no antigo Núcleo de Preparação de Praças do 9º Batalhão, no Glorioso Voluntários da Praça. Mesma época que nasci em 1966, não durou muito tempo logo que se formou foi convocado pelo Cel Nilo Vaz Franco, a época Capitão, para entrar para a Cia PM, que daria origem ao Batalhão de Policia de Choque, hoje BOE. Na época a Brigada Militar recém assumia o Policiamento de rua fruto do Decreto lei 667/69. Meu pai pela sua apresentação pessoal, postura foi um dos primeiros policiais a serem colocados em substituição da Guarda Civil nas Ruas de Porto Alegre. Ele detinha um impar

admiração do Cel NILO pela postura, firmeza e caráter que muitos conhecem. Salientava que a escolha de policiais naquela época eram para homens altos, sem bigode, sem punições, e com uma ficha ilibada. Logo as agitações políticas da Época e as exigências de uma tropa especializadas o levaram a Cia P Choque. Meu pai serviu na Cia P Choque como soldado. Posso citar vários oficiais que conheceram e serviram com o meu pai, Cel Nilo, Cel Bortoluzzi, que tinha uma amizade com nossa família desde que era pequeno,Cel Ludwig, Cap De Paula (Promotor), Cap Fortes (Promotor) Cel Nunes, Cel Bonete, Cel Tarso, Cel Cortez, Cel Reuvaldo, Cel Valmor, Cel Sanfelice, e vários outros que peço desculpa se não lembrar. Meu pai falava das inúmeros louvores que desde cedo conquistou, menções honrosas do antigo RD, ate que em 27 de abril de 1972, foi promovido por ato de Bravura a Graduação de Cabo pois em um incêndio em um apartamento

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Cel Alberto Rosa Rodrigues Mataram o comandante

Existem certos acontecimentos que, com o passar dos anos, quando relatados, não merecem credulidade. O caso que vamos relatar é um dos tantos que, talvez, só os protagonistas seriam capazes de crer no que se passou. São os verdadeiros casos de “acredite se quiser”. Pois vamos a um destes. O coronel Valdir Guterres Pontes, era Comandante do 1º BPM, aquele que está localizado ali na 17 de Junho, a antiga rua dos Coqueiros. O Comandante foi sempre um grande amante dos esportes. Praticava tudo que era jogo – futebol, futebol de salão, basquete, volibol, tênis, pião, pauzinho, bola de gude, escova, pif paf, pôquer, esporte branco e outros mais. - o homem era um tremendo esportista. E como soe acontece, todo sujeito que pratica esporte gosta de acerca-se de todas as comodidades que auxiliam na reposição das energias perdidas (imersão, massagens, sauna, etc.). E com o coronel Pontes acontecia o mesmo.

O cabra era muito caprichoso nestes detalhes e por isto ele mandou confeccionar uma sauna. Era uma sauna individual, daquelas que se assemelham a um banho turco, onde a pessoa fica só com a cabeça de fora, através de um orifício circular. O Valdir mandou colocar a sauna num local que dava acesso ao banheiro dos oficiais. E sempre após a prática de qualquer atividade física, ele ia se deliciar com uma sauninha particular. Na época do fato, servia também no Batalhão Aparício Borges, um aspirante que era um estouro, o homenzinho era cria do interior, mas apesar disto ele sabia das coisas. Apesar de ter nascido lá “onde o bugio é delegado” ele conhecia tudo, no entanto havia umas coisas que ele desconhecia e uma delas era o tal de sauna. Talvez fosse pela sua origem que ele Reportagem com a matéia completa: www.abcdaseguranca.org.br/ Menu: L I T E R A T U R A

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Tenente Carlos Dornelles Roupa Diaba

Lá pelos idos de 1934 meu pai se mudou do município de São Borja para um lugarejo denominado Manuel de Freitas, pertencente ao município de Santiago. Meu pai possuía uma boa ponta de gado, duzentas cabeças mais ou menos, um lote de cavalos, três carretas, e etc. Por esse motivo não lhe sobrava tempo para a roça. Então, veio como peão um afilhado de nome Leonel que se dedicaria ao serviço da roça. Iniciavam-se as plantações no mês em que nos mudamos setembro. O Leonel, como os demais jovens da campanha, era tímido e pouco falava, mas era trabalhador e de bons costumes. Certa manhã de domingo, dia de folga e de visitar as moças da redondeza, Leonel foi ao açude se banhar. O açude ficava em uma canhada há uns quinhentos metros da casa. Após algumas braçadas o Leonel foi até a fralda da coxilha para, talvez, ter uma visão melhor dos campos. Minha mãe que andava na horta colhendo temperos avistou o Leonel que de longe pareceu estar sem sunga, isto é: nu. O Leonel mal avistou minha mãe e desceu a coxilha em

desabalada corrida. Chegou no açude, vestiu a roupa e se foi para casa. Meio arisco, meio se escondendo. Leonel, como sempre fazia, cortou uma braçada de lenha e levou para a madrinha. Minha mãe quando o viu, falou em tom de brincadeira: - Ué? Leonel o que andavas fazendo pelado na coxilha? Leonel ficou branco, vermelho, roxo e sempre olhando para o chão respondeu: “Não madrinha, não estava pelado não! Eu estava com a “roupa diaba”, isto é, de ceroula!”.


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O tempo na construção de um profissional de qualidade

Sgt Fabiane Chaves, bem quista e estimada por superiores, colegas e subordinados. Erro em confiar...

Ela nos conta sua trajetória, na matéria, logo apos essa apresentação. A sociedade tem um custo muito alto para prroduzir um profissional de qualidade para seus quadros da segurança públida. A pessoa adentra aos quadros de uma das instituições (PC, BM, IGP ou Susepe) e se dedica. A maioria além, do que lhe é ensinado institucionalmente, busca seu próprio aperfeiçoamento. A Sgt Fabiane Chaves é uma grata citação deste tipo de profissional Pena que tenha confiado sua segurança jurídica a um profissional relapso, que não acompanhou seu processo. Que não fez juntada nem de suas lesões, laudadas pelo IML, nem apresentou testemunhas de defesa para oitiva. Seu erro foi confiar e não fiscalizar o trabalho de seu defensor. Hoje, amarga uma condenação excessiva, por isso, injustificada. Filha de João Correa de Chaves (comer- de caixa, mas sempre tive o sonho de ser militar, ciante) e Maria Erotilde Chaves (professora), então em 1993, ouvi no rádio que estavam abnascida em 16/12/1974, na cidade de Soledade ertas as inscrições para o concurso da Brigada Militar, sendo 90 vagas em Porto Alegre. RS, filha mais velha de três irmãs. Mesmo contra a vontade dos pais que Nasci e me criei em Soledade RS, cursei o ensino fundamental na Escola Estadual Mauricio achavam a profissão muito perigosa, decidi Cardoso, gostava de brincar com as crianças do prestar as provas na época no Cresa em Porto bairro e colegas de escola, brincadeiras como Alegre, realizei todas as etapas do concurso jogar amarelinha, andar de bicicleta, pular com apenas 18 anos estava prestes a me tornar policial militar, cheia de alegria pedi demissão fogueira de São João nas festas juninas..... Aos 14 anos meus pais mudaram-se para do emprego e aguardei a convocação.... Que Passo Fundo, onde cursei o ensino médio na veio em 18 de janeiro de 1994, quando incluí Escola Estadual Joaquim Fagundes dos Reis, nas fileiras da Brigada Militar, indo fazer o CFSd frequentava festas de garagens nas casas Fem no município de Canela RS, na época 3ª de amigos e aos domingos a noite (quando CIA do 12º BPM. Estava seguindo para um mundo novo e os pais deixavam) frequentava a danceteria do clube dos Sub Tenentes e Sargentos da desconhecido, mas com a certeza que havia feito a escolha certa, então lá cheguei e durante Brigada Militar. Aos 16 anos em 1991 comecei a trabalhar 09 meses eu e mais 27 colegas com muita luta em um supermercado na função de operadora e determinação conseguimos concluir o curso

de soldado feminino. Lá fiz muitos amigos que tenho contato até hoje, o ingresso na Brigada Militar, era mais ou menos o que eu esperava, mesmo com as dificuldades era aquilo que eu queria... Lembrome que para conseguir me corresponder com minha família era através de cartas, ou às vezes eu ligava para a casa de uma vizinha que tinha telefone e pedia para chamar minha mãe para conversar um pouco. Tive duas relações de união estável, de 04 anos cada uma, não tive filhos e atualmente estou solteira. Permaneci em Canela por 03 anos, depois fui transferida para o 12º BPM (escola de policiamento) em Caxias do Sul onde permaneci por 05 anos, em 2001 fui transferida para o 3º RPMon Passo Fundo onde permaneci até 2003 tive a oportunidade de trabalhar na seção de inteligência onde muito aprendi, então fui integrar a Força Tarefa na Penitenciária Estadual do Jacuí em Charquedas, fiquei lá por 06 meses posterior vim trabalhar no Presídio Central de Porto Alegre até 2006, lá conheci o outro lado da vida.... Em 2006 tive uma breve passagem pelo CIOSP de Porto Alegre, posterior retornei a Passo Fundo para o 3º BOE onde permaneci por 05 anos e tive oportunidade de conhecer boa parte do estado, participando das diversas

missões executadas por esta OPM, também tive a oportunidade de ser auxiliar disciplina da primeira turma de Soldados formada no 3º BOE. Em 2010 passei no concurso de sargento e fui cursar o CTSP na EsFAS em Santa Maria onde permaneci por 08 meses e pude aprender muito, retornando a Passo Fundo fui transferida novamente os 3º RPMon minha atual OPM, onde novamente tive a oportunidade de formar mais duas turmas de soldado em 2012/13, também tive a oportunidade de integrar a equipe da PM5 durante a 42ª Operação Golfinho em 2011/12, lá aprendi muito e adquiri experiência na área da Comunicação Social. Desde criança sempre gostei de praticar esportes na escola, participava do time de vôlei e da equipe de atletismo, ainda hoje costumo correr, e às vezes pratico rapel, parei com o vôlei devido uma lesão no braço. Também gosto de viajar conhecer lugares novos, rever os velhos amigos que fiz em minhas andanças pelo estado.

Em 1998 ainda quando servia no 12º BPM, recebi o prêmio de honra ao mérito pelos relevantes serviços prestados a comunidade da serra gaúcha, em 2002 recebi o prêmio de PM Destaque do 3º RPMon, em 2006 recebi o prêmio destaque pelo maior número de apreensões realizadas na sala de revista do presídio central. Quando incluí na Brigada meus pais não queriam muito, mas depois aceitaram e me incentivaram muito e hoje sentem muito orgulho de mim. Nestes 20 anos de caserna dediquei-me inteiramente a corporação, pois acho que independente de gostar do que se faz também temos que ter vocação, também pude ver de tudo um pouco... Pois existem momentos que só nossa profissão nos proporciona, por isso devemos aproveitar as oportunidades e por maior grau de dificuldade que seja nosso serviço devemos executar com muito amor e dedicação.


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Ten Everaldo Jose C. Pavão Sd Jeferson/Brigada em Cena Monólogo de um velho e seu espírito moribundo

- Hoje eu durmo até às dez horas da manhã. Mas fazer o que acordado? Como massa ‘nissim’ de sabor galinha caipira, no almoço e na janta. Não faço exames clínicos para não me aborrecer. Os médicos são todos uns bundões! Nos fundos de minha casa, tenho um depósito de materiais apodrecidos que está entulhado de laranjas. Laranjas que caíram do pé, laranjas que não comi, não vendi e não dei. Quem quiser que vá plantar e cuidar da árvore que nem eu cuidei. Todo dia tomo um ou dois ‘martelinhos’ de cachaça. Ela faz eu me sentir melhor. Minha mulher me incomoda e diz que se eu não parar vou virar um bêbado. Eu digo pra ela que não tenho carro e nem sei dirigir, então não me enche o saco, que ainda não proibiram o vivente de caminhar embriagado! Quando escurece, entro pra dentro de casa e assisto todas as novelas na televisão. Quando termina a das nove, o sono chega. Aos domingos visito o meu irmão mais novo de manhã. De meio dia tem massa com maionese. Quando entra a noite, estou de olho no Silvio Santos. O Silvio, nesses

últimos anos, também virou um bundão! Tomo regularmente meus remédios e leio a bíblia. Já a li todinha umas cinco vezes, mas se você me perguntar uma passagem dela, eu não sei contar até o fim. Não sou padre. Os padres são todos uns bundões. Menos o Papa. Esse é gente boa! O cabelo branqueou e caiu. Não faço mais sexo, ou melhor, se sexo é somente enfiar aquilo naquilo... De vez em quando, involuntariamente, uma ou duas vezes por mês, o pratico, mais por hábito que por vontade. Não tenho caminhado muito. Minhas cadeiras (coluna), doem. Tenho seis filhos, e são todos uns bundões. Não sabem conversar comigo. Então solto a voz mesmo é no karaokê lá na área de serviço. Político bom era o Jango! Nasci chorando e pelo jeito é assim que vou morrer. Paciência. E quem achar que eu é que sou um bundão, que vá para o inferno! Hoje em dia, não se respeitam mais os velhos, mesmo...

Histórias Brigadianas!

Outro dia lendo as colunas do abc/JCB me deparei com textos de colegas contando de ocorrências (ou quase ocorrências) vivenciadas durante o serviço da nossa gloriosa Brigada Militar. A premissa é verdadeira: todos têm histórias para contar. Algumas tristes, outras emocionantes e ainda outras, cômicas. Mas sem dúvida nenhuma, todas muito interessantes e é claro, que merecem ser compartilhadas. Aqui vai uma delas: Verão de 2008 uma cidade do interior aos arredores de Cruz Alta é assolada por uma onda de ataques de um animal. Com a economia da região voltada para o campo (leite, suinocultura e grãos) várias propriedades se espalhavam pelo interior... O fato é que isoladas e próximas a matos e extensões de campos tal fato poderia até ser tomado como natural. Se não fosse a ferocidade com que ocorreram tais ataques. Cães foram estraçalhados como se tivessem sido rasgados por dentes e garras muito afiadas, depois com algumas noites passadas outros animais começaram a ser encontrados mortos, vacas, leitões e galinhas... Os mora-

dores locais logo se alvoroçaram. Pois um fato assim mexia completamente com suas pacatas rotinas e as ocorrências se aproximavam mais e mais das zonas urbanas. Não é difícil perceber o rumo desta história, muitas teorias foram levantadas, muitos culpados foram apontados, desde o famoso “chupa-cabra” até extraterrestres impiedosos. Mas como a razão sempre prevalece (ou quase sempre) se chegou à conclusão após especialistas da área animal terem feito um estudo aprofundado (na verdade foram encontradas marcas das patas do animal em muitos dos ataques), que o culpado era um leão baio, ou puma ou jaguatirica de enorme tamanho, o que na minha humilde idéia o animal é o mesmo, mas foi isso que os especialistas apontaram. Bom, é certo que a Brigada Militar já estava mais que alertada por todas as lideranças municipais, crianças não brincavam mais na rua ao entardecer e mulheres e homens Reportagem com a matéia completa: www.abcdaseguranca.org.br/ Menu: L I T E R A T U R A

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Cel Arlindo Bonete Pereira: exemplo de CPC operoso

Foi um dos apogeus desse coronel, que pretende ainda contribuir com sua profissão e seus camaradas

O coronel Arlindo Bonete Pereira se destacou e ficou conhecido, em toda Brigada Militar, quando exerceu o comando do policiamento da cidade de Porto Alegre. No Comando do Policiamento da Capital CPC, Bonete grangeou a simpatia dos policiais militares de linha dos órgãos policiais não só do CPC, mas de outras áreas operacionais e administrativas da corporação. Ele que era oriundo de unidades do Interior, mas teve um crescente de atuação, quando serviu em unidades como BPRv, BOE e 9º BPM, delas chegando ao CPC, com uma carga pessoal de atividade operacional de qualidade. Muitos de seus trabalhos, eminentemente operacionais, obtiveram repercussão pública, cuja mídia reforçou para os que não o conheciam, o mesmo sentimento dos que serviam com ele, que propagavam seu apoio e sentimento de justiça. O filho de Profeto Pereira e Joaquina Bonete Pereira (seu pai agricultor e sua mãe, do lar), nasceu em 25 de setembro de 1948. De origem humilde, vindo do interior do município de Dom Pedrito, do distrito de Três Vendas,

onde nasceu. Seus parentes na Brigada Militar são: (tio - Tenente Moisés Bonetti, e irmão, Sargento veterinário Alvino Bonetti, já falecido) e no Exército Brasileiro (irmão - Tenente já falecido). Na família de Barroso (apelido do pai) e Joaquina nasceram mais seis (06) filhos. Quando veio para Porto Alegre com objetivo de ingressar no Curso de Formação de Oficiais (CFO-BM), foi orientado pelo tio e irmão que lhe deram todo o apoio e orientação para acesso a Brigada Militar. Viveu no início de sua infância em Três Vendas e a partir do primeiro ano do primário mudou-se para Dom Pedrito onde cursou o ensino fundamental (1º e 2º Grau – até 2º ano do 2º Grau). As lembranças de infância são brincadeiras com motivos de campo (gado, cavalo, etc.), inclusive com brinquedos feitos de ossos e depois, na cidade, as brincadeiras de “bandido e mocinho”. O último ano do 2º Grau concluiu nos anos iniciais do CFO-BM, que nos dois anos iniciais dos quatro de formação tinha, na época, esse objetivo. Na adolescência frequentava as “reuniões dançantes” no Clube Comercial de Dom Pedrito e aproveitava os passeios na volta da praça da cidade, que era um dos locais de muita movimentação. Além do concurso para o CFO-BM, fez tam-

bém concurso na EsSA (Escola de Sargentos do Exército), que embora aprovado, optou pelo CFO. A opção pela Brigada Militar foi particular e muito comemorada pelos familiares. A escolha pela vida militar foi determinada pela convivência com familiares, amigos e colegas de escola que também fizeram exame, mas não lograram êxito. Incluiu no CIM (Centro de Instrução Militar) em 20 de fevereiro de 1967, para o Curso de Formação de Oficiais - CFO. Durante o curso a instituição foi redenominada de EsFAQ (Escola Superior de Formação e Aperfeiçoamento de Quadros). E, acabou formando-se e sendo declarado a Aspirante a Oficial em 21 de novembro de 1970, já com a denominação que perdura até hoje,de APM (Academia de Polícia Militar). Seu curso de formação teve a duração de quatro anos e ele pertence ao grupo de oficiais, hoje todos na reserva da Turma/ 70 ou CFO/70. As suas expectativas iniciais foram superadas com o passar dos anos. Depois de declarado Aspirante a Oficial, serviu no 7º BPM (Três Passos) promovido a 2º Ten em 29 de junho de 1971, por antiguidade; Foi servir na Academia de Polícia Militar, onde foi instrutor por quatorze (14) anos; suas promoções a 1º Ten e Cap, ocorreram, respectivamente, em 29/06/74 e,por antiguidade e, 20/09/77, por mere imento, já estando servido na Cia PChq, embrião do 1º BOE.

Continuou seu périplo funcional servindo no 3º RPMon (Passo Fundo), sendo destacado em Cruz Alta; Saiu major em 23 de novembro de 1989, por merecimento, e foi ser Sub Cmt do 9º BPM; Saiu Ten Cel, em 16 de abril de 1993, por merecimento, e foi chefiar o Centro de Educação Física - CEFID (atualmente Escola de Educação Física), situado no prédio conhecido como ginásio da Brigada. Foi transferido para comandar o BPRv (Batalhão de Polícia Rodoviária) e posteriormente o Batalhão de Choque (atualmente 1º BOE); Saiu coronel, em 28 de dezembro de 1995, por merecimento e foi comandar o CPC (Comando de Policiamento da Capital).; encerrou sua carreira, depois de transferido para Diretoria de Ensino, de Brigada Militar, a DE/BM em fevereiro de 2001. Bonete tem dois filhos e três netos. Os filhos formados em Biologia e Ecologia e Pedagogia e Psicologia. Além do CFO, frequentou o CAO (Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais) em Santa Catarina, o CSPM (Curso Superior de Polícia Militar) na Academia de Polícia Militar – RS, na Marinha do Brasil-RJ o Curso de Técnica de Ensino e na Brigada Militar o Curso de Operações com Helicóptero. Na vida civil formou-se em Educação Física com duas especializações e no Curso de Direito. Gosta de caminhar e sua leitura principal são os romances.

Participou junto com seus comandados em várias ocorrências e operações sempre com o intuito de prestar o apoio e solidariedade. Dentre várias ocorrências uma bem marcante foi o motim na PEJ (Penitenciária Estadual do Jacuí) onde como Capitão acompanhou todo o desenrolar de uma tomada geral do local pelos detentos e que durou mais de 24 horas. Já na reserva foi diretor da seguradora Montepio da Brigada Militar – MBM e por sete anos presidente da Fundação da Brigada Militar. Foi Venerável (dirigente) na Loja Maçônica General Moreira Guimarães nº 26. Uma grande característica de toda sua atividade, já na reserva da Brigada Militar, foi a de não se desconectar, totalmente da corporação. Ela é seu olhar preponderante, seus integrantes, para ele, continuarm constituindo uma mesma família funcional

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Inspetor Luis F. Quaresma Ele está Chegando

Uns adoram, outros odeiam. Independente de nós gostarmos ou não, ele acaba chegando todos os anos. Estou escrevendo sobre ele: o horário de verão. O horário de verão foi usado pela primeira vez no Brasil no Governo Novo de Getúlio Vargas. Ele prolonga os dias, nos dá mais algumas horas de claridade e, com isso, há uma diminuição significativa no consumo elétrico em nosso país. Começamos a usar a iluminação artificial um pouco mais tarde. Com o horário de verão, temos um happy hour todos os dias. Saímos do trabalho, da escola, da faculdade e vamos curtir um pouco do dia mais longo...seja nas cidades, na praia, onde estivermos. Por outro lado, acordamos mais cedo do

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que o habitual. Levamos algum tempo para acostumarmos nosso ritmo de vida com ele. Passamos mais sonolentos e dormimos mais tarde. Mas, fazer o quê? Estamos contribuindo com a economia do país. Seria interessante se houvesse uma consulta popular sobre ele. Teríamos uma real noção de que o povo acha dessa mudança em suas vidas. Já que ele é imposto, o negócio é relaxar e curtir o horário de verão, gostando ou não. http://www.luisfsquaresma.blogspot.com.br/ - Blog do Inspetor com seus textos

Capitão Oscar Bessi Fº Os baita e a espionagem do Obama

Esse negócio de internet e telefone grampeado para tudo que é lado gerou rebuliço na ainda não fundada República de Vapor da Macega. O governo central, em Vapor Velho, temporariamente instalado no Galpão do Chiru Cornélio, reunido para um salchipão com canha, reuniu os generais de seita Baita - principal sustentáculo enquanto grupo político, religioso e de carteado do governo provisório. Cada um trepado em seu CC. Cepo de Confiança. Tadeu, o homem da cuia grande, encheu um mate e fez a pergunta que todos aguardavam: - Mas tchê! Nem uma costelinha, neste espeto? Chiru torceu o bigode. Não gostava de visita reclamando do que ele oferecia. E eram tempos de economia, explicou. Precisava pagar a conta do celular e internet no galpão. Que mal pegavam, mas cobravam muito do bem. - Pôs! E o Obama? Chom, chomp! – indagou Adauras, boca cheia de salsichão, aproveitando o assunto – Será que anda nos espionando também? Debateram. Por que Obama os espionaria? Estaria de olho nos aipins do Seu Luiz? Nas motocas da Trilha do Toco? Ou desejaria tornar o Sítio Steffen Área Internacional de Segurança? - Internacional, duvido. Área Grêmio até acredito. – resmungou

Golias, da bombacha miúda e alpargata de couro, numa saudade danada dos tempos de avalanche no Olímpico. “Aquele calor humano, aquela euforia empurrando a gente assim, por trás”, suspirava, gremisticamente. Chiru palestrou sobre a necessidade de ficarem atentos. Vapor Velho e Macega, segundo estudos perdidos perto de um barril de chope, seriam em breve as maiores potências mundiais. Os únicos lugares livres da intervenção dos exploradores do capital internacional. Ou o último lugar do mundo onde eles tentariam ganhar alguma coisa, vá saber. “Então, se alguém perceber um grampo, me avise!”. Adauras, o Taura, se remexeu no cepo, desconfortável. E mui envergonhadamente levou a mão ao cabelo. Catou algo, estendeu a mão e mostrou a Cornélio, o generalíssimo do Vapor. Um grampo. “É de mamãe”, explicou. Tinha o encontrado caído no pátio, sendo raptado por uma saúva legalista e metrossexual. Na dúvida, guardou no cabelo. Não que usasse, claro. Conhecia o estatuto Baita. Nada de grampo. Ou de brinco. Ou de pulseirinha da Beyoncé. Em lugar nenhum, ainda que oculto. Tensão e silêncio no galpão. Tadeu passou seu cuião adiante. E ninguém quis comentar o assunto.


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Ten Daniel Lopes dos Santos será um legenda à IBCM Foi o primeiro brigadiano não oficial superior eleito para dirigir a entidade em mais de 80 anos

O Ten Daniel foi o primeiro oficial não superior, da Brigada Militar,a assumir o cargo de presidente da Instituição Beneficente Cel Massot - IBCM, em mais de 80 anos de existência da entidade. Foi reeleito com forte sufrágio pelos associados. Ele está integrado no Grupo União - a entidade que associativamente desenvolve, em sentido de coletivo, a política de gestão estratégica institucional da IBCM. Contrariando opiniões sobre satisfação da clientela e a solução de continuidade administrattiva, a IBCM da gestão de Daniel, continua sendo a guardiã da saúde da família brigadiana. E, o Ten Daniel um exemplo de trabalho administrativo comprometido com a instituição, fiel ao grupo político de gestão institucional, que ajudou a criar. Sou o Primeiro Tenente da Brigada Militar, Daniel Lopes dos Santos, filho de Valmor Severo dos santos e Celanira Lopes dos Santos, nascido em 13 de outubro de 1956, na localidade de Pinheiro, no município de Candelária/RS. Meus pais são agricultores e por isso conheço muito bem a vida de campo, pois morei naquela localidade até meus 17 anos de idade. Tive uma infância bem interiorana, nossa família se alimentava com o que se plantava, nunca passamos dificuldades. Tenho mais três irmãos, sendo que nenhum familiar meu aderiu a carreira militar. Durante minha infância além de ajudar meus pais nas pequenas lidas da casa, nosso passatempo além dos estudos era jogar futebol, nadar nos açudes de meu pai e pescar. Estudei meu primário, no grupo escolar de Pinheiro, até a 5ª série. Fiz a admissão ao ginásio na cidade de Candelaria, fui aprovado

em 1968, frequentei o ginásio no Colégio agrícola G astão Bragatti Le Page até o ano de 1971, como Tec. Agrícola. De 1972 até 1974, frequentei o antigo cientifico na escola Nossa Senhora Medianeira. Em 1975, inclui na Brigada Militar em Santa Maria, na Esfas, como aluno sargento com 18 anos de idade. Me formei 3º sargento em 1976, e fui classificado no 1º BPM – Batalhão de ferro da BM, onde servi até 1981. Em 1980, fiz a escola de educação física do exercito no estado do Rio de Janeiro. Em 1982 fui classificado no CRESA ( Centro de recrutamento , seleção e acompanhamento), onde tive o privilégio de ser examinador nos exames físicos para ingresso na BM, de 1981 à 1995. Fui um policial militar privilegiado pois conheci todas as OPMs da Brigada Militar até minha reserva remunerada em 2001.Fui um policial militar que labutei muito na vida social classista, fui recreacionista nas colônias de

férias dos cabos e soldados, e colônia de férias dos Tenentes, Subtenentes e sargentos da BM. Fui conselheiro, Diretor de esportes e Diretor da Colônia de férias da associação dos Tenentes, sub. Tenentes e sargentos da BM,durante a minha vida militar, a opção para ser brigadiano partiu de meu pai, que apaixonado pela farda da Brigada Militar e tinha como grande amigo o soldado Jacomini que era comandante do Destacamento da Localidade de PinheiroCandelária. Meu pai reuniu seus 3 filhos e disse que, seu maior orgulho seria se um de nós fosse para a brigada Militar. Nenhum de meus irmãos quis ir para a BM. E eu, para não magoar meu pai e satisfazer sua vontade, fui servir na BM. Meu pai é muito orgulhoso de ter um filho brigadiano, meu pai tem 84 anos e ainda lembra quando inclui na BM. Durante minha vida tive muito orgulho de ter três filhos- Giovanni, Daianny e Daiane, dois netos Gregory e Geane. Atualmente sou casado com a Sra. Catarina Zuleica Braga dos Santos, pessoa muito companheira amiga e minha confidente e apoiadora de minhas ações. Além de ter servido no 1º BPM de 1976 à 1982 e CRESA de 1982 à 1995, servi também na Diretoria de Saúde da BM, de (1996 à 1998), Hospital da Brigada Militar e Operação Canarinho (força tarefa), no presidio da penitenciaria Estadual do Jacui em Charqueadas/RS, quando passei

a disposição, enquanto servia no HBM/PA de 1999 a 2001. Fui para a reserva remunerada da BM em 2001, no posto de 1º tenente da BM. Participei de uma eleição para conselheiro da IBCM em 2001, fui eleito conselheiro efui eleito Diretor Administrativo de 202 à 2004, e de 2005 a 2007, fui vice-presidente e de 2008 até a data de hoje, estou presidente da IBCM, eleito pelo voto dos associados para dois mandatos consecutivos 2008 à 2010/2011 à 2014. Em 2012, formei-me em administração de empresas, pela Universidade Luterana do Brasil. Em 1984, fiz curso de treinador de voleibol, 1º nível pelo Instituto Porto Alegre - IPA, quando fui treinador de voleibol no CEFID, para sargentos da BM. Em 1987, fui fisicultor dos Tenentes subtenentes e sargentos da BM, por acosião do 150 anos da Corporação, no CEFID, hoje escola de educação física da BM. Durante a vida militar recebi as medalhas de bronze de serviços prestados a BM e medalha de reconhecimento do governo do Estado. Como Presidente da IBCM, juntamente com a atual diretoria recebi as medalhas: Top empresarial, pelo Mercosul, Chave de sol e Anita Garibaldi, e dezenas de reconhecimento pelos serviços prestados pela IBCM. Nove prêmios de responsabilidade social pela assembleia Legislativa, incluindo a medalha Dom João IV de Portugal, oferecido pela Academia

de letras de aguas de Lindóia, do Estado de São Paulo. Recebi as comendas do batalhão turístico de Gramado/RS, 9ºBPM – Batalhão voluntário da Pátria, 1ºBPM-Batalhão Cel. Aparício Borges, 4º RPmon, Regimento Bento Gonçalves, 21ºBPM-Restinga/POA, Batalhão Ambiental de POA, 28ºBPM de Charqueadas, 24º BPM de Alvorada, 4ºBPM de Pelotas e varias medalhas e mimos de reconhecimento, de várias entidades e OPMs da BM, Tais como: reserva altiva, ASSTBM, ABAMF, APESP, Tribunal de justiça militar, Comando da BM, Comando do Policiamento da Capital, inativos de Pelotas, UMERGS, (Policial Militares Evangélicos), Grupo união da IBCM etc... Gosto muito de praticar esportes coletivos e cuidar de minha saúde através de

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Inspetor Richardson Luz Entrevista com Tico Neves

A repórter tinha tentado inúmeras vezes passar este trabalho para algum colega. Ela odiava Rock e mais ainda seus ídolos e agora tinha que entrevistar um deles. Seria um dos piores trabalhos de sua vida, mas teria que fazê-lo, não tinha escolha, a ordem viera do alto escalão da empresa. No local combinado, uma garagem fétida e toda pixada onde o grupo iniciara seus ensaios antes da fama. Mal comprimentou o Roqueiro um rapaz cheio de piercings e correntes vestindo roupas típicas de “Heavy Metal”. Querendo já tomar as rédeas da situação e com todo o garbo de alguns repórteres de grandes empresas jornalísticas, sentaram-se (ela a contragosto) em uns pneus velhos empilhados, ela deu início à entrevista. - Olha, são só algumas poucas perguntas tipo bate pronto, sabe? - Sei. Respondeu o rapaz enquanto tirava meleca do nariz. - Nome. Disse a repórter. - Tico, Tico Neves. - Idade.

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- A de Cristo. - Trinta e Três? - Não, mil novecentos e noventa e sete. Respondeu o jovem com um sorriso sarcástico no rosto enquanto coçava a bolsa escrotal. Não gostando mas deixando essa passar a repórter continua a entrevista como se nada tivesse acontecido. - Comida preferida. - Xis. - Bebida. - Coca é claro, a preta. - Sexo. Não sabendo muito bem por que falara essa palavra, ela procurou não desfazer a pergunta. - Sado, animal, homo, hetero, tudo. Falou o artista enquanto contava com os dedos os tipos de sexo que enumerou. Reportagem com a matéia completa: www.abcdaseguranca.org.br/ Menu: L I T E R A T U R A

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Sd Ubal, do Proerd Portão O policial, a menina e o lápis

Numa bela manhã de sol, uma escola que atende muitos alunos em vulnerabilidade social, partia o policial Proerd para mais uma aula do quinto ano. Tudo corria normalmente, lição número dois “cortina de fumaça”, a professora em sua classe num cantinho da sala, como de praxe e os alunos fazendo sua lição. Crianças do quinto ano adoram o Proerd, segundo relatos elas esperam a semana toda por esse encontro com o policial. Um dos pilares do Proerd é a família, a famosa base familiar, mas digo-lhes com a experiência de seis anos em sala de aula, doze anos na frente de um grupo escoteiro, algumas dessas crianças não recebem um carinho ou um abraço em casa, aí a importância da presença do policial em sala de aula, muitas vezes não conseguimos nem entrar em sala de aula sem ter três ou quatro crianças penduradas. Mas voltamos à sala de aula, me chamou atenção uma menininha pequena para sua idade, roupas esfarrapadas, cabelos embaraçados, mas que fazia sua lição com notável prazer e atenção, de forma vagarosa ela escrevia como se desenhasse cada letra pacientemente, um gesto um tanto estranho, um dedo na parte de cima do lápis, olhei ao longe,

passo a passo me aproximei para não ser notado, firmei os olhos e aí que vi uma cena que com certeza ficará na minha memória para o resto da vida, tamanho o prazer dessa menina de olhar fixo na sua lição Proerd que seu lápis era velho e de uma suma inferioridade que essa menininha precisava segurar o grafite com um dedo na parte de cima para poder escrever. Isso me deixou muito angustiado, que tão logo saí da escola, fui numa papelaria comprar um punhado de lápis, mas como em cada turma temos uma aula por semana, levando em consideração que era início de semestre, contei nos dedos para chegar novamente o dia “D” da próxima aula, onde eu com extremo prazer, entregaria de presente um lápis a essa aluna tão dedicada, mas nem toda história tem final feliz, pois eu estava tão fixo na cena do lápis que, mal consegui dar minha terceira lição, onde eu procurava A MENINA DO LÁPIS, mas ela durante a semana deve ter trocado, ou ganhado outro lápis, não gravei a imagem do desenho do seu rosto, fiquei apenas com A CENA DO LÁPIS na mente, e, ainda continuo com essa imagem em minha cabeça e me resta somente uma enorme frustração de não ter conseguido dar O LÁPIS a ela, pois nunca mais a vi.

54 3712 0064 | 9141 8979 fluxovital@hotmail.com Rua Porto Alegre, 380 - sala 603 Erechim | RS


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Daniel Bortoluzzi é mais um dos chamados Brigadianos PDV Um Soldado artífice comprometido com o conhecimento. E, mais um pastor das hostes brigadianas

Em 1983, minha turma do Curso de formação de Soldado - CFSd, na EsFeCS

Eu, minha esposa, meu filho Vinicios e minha Nora Daniela, no casamento deles

Nasci na cidade de Santa Maria, no dia 29 de agosto de 1961, sendo o caçula num total de seis irmãos. Quando tinha três meses, minha mãe que se chamava Judith, com 29 anos, fora diagnosticada com câncer, então fui dado pra minha tia um ano mais nova que minha mãe. A rotina de tratamento de minha mãe duraria por mais três anos e meio, quando ela veio a falecer em janeiro de 1965. Meu pai casou de novo e meus irmãos ficaram com ele, por alguns anos, após seguiram seu próprio destino. Minha mãe adotiva, chama-se Elen e é funcionária aposentada da Universidade de Santa Maria - UFSM, sempre procurou me proporcionar tudo de bom. Em 1970 ela casou-se com Luiz Savagnago, o qual passou a ser meu pai. Em 1972, ele requereu e conseguiu minha guarda junto ao Juizado de menores. Foram os melhores pais que alguém desejaria ter. Em 2005 ele faleceu. Eles ajudaram a moldar o meu caráter, proporcionaram a mim saúde, educação e lazer. Fui aluno no Instituto de Educação Olavo Bilac, 1ª a 5ª serie, depois 6ª serie o Coronel Pilar e 8ª serie na Escola Municipal D. Luis Victor Sartori. Quando tinha 16 anos, num gesto de rebeldia, decidi parar de estudar e ir para Porto Alegre para trabalhar, onde não permaneci nenhum ano. Comecei a passar dificuldades,

fiz um curso de computação na Datacontrol. Tinha que conciliar os horários, pois o Sgt Aux. do Pelotão, não me facilitava na escala, dizia que o curso era inútil e não seria aproveitado na Brigada. Terminado o curso, foi publicado em Boletim Interno - BI, para constar nos meus assentamentos. O Sgt encarregado do BDB (Banco de Dados da Brigada), no 1ºBPM, iria entrar em férias e queria alguém para assumir sua função no período, percebeu a publicação e falou comigo. Trinta dias após o término do curso de informática, eu já estava emprestado por um mês à 1ª Sessão - P1. Isto aconteceu no dia 1º de novembro de 1988. Permaneci lá até maio de 1996. Em 1989, fui transferido para AJG/DP/ BDB. Ajudei na implantação do BDB em vários OPMs do interior. “Modéstia à parte”, eu era bem competente na área, dava instruções para praças e oficiais. Sai então da diretoria de Pessoal da Brigada Militar, - Diretoria de Pessoal (à época), devido a uma injustiça preparada por ciúmes

Eu e minha esposa 1987, Formatura do curso de Formação de Cabo - CFC

Eu e meu neto Leonardo

Quando tinha cinco anos de idade

então como filho pródigo, voltei pra casa. Antes de incluir na Brigada Militar. Frequentar um curso de eletricista e passei a trabalhar em minha pequena oficina de reparos elétricos. Casei-me em 1984, com minha vizinha, Maria Helena Mendonça Bortoluzzi. Dessa união temos dois filhos, 28 e 14 anos, respectivamente, também temos um neto de oito meses. Tenho vários parentes brigadianos. No dia 23 de abril de 1981, meu saudoso tio, João Batista Oliveira Teixeira, o “BO”, ligou para o meu pai adotivo, questionando se eu tinha profissão e se eu queria incluir na Brigada. – Informou-lhe que eu era Eletricista. Viajei, à Porto Alegre, na mesma noite, Às sete horas da manhã, já estava no Centro de Recrutamento e Seleção da Brigada Mlitar - CRESA, que na época funcionava na José do Patrocínio. Depois de vários dias fazendo os procedimentos de praxe (exames físico, intelectual, médico, pscotécnico e também de capacidade profissional), minha inclusão

deu-se à contar de 24 de abril de 1981. Fui designado artífece, para servir no Centro de Suprimento e Mateial de Obras - CSMO. Éramos 29 incluídos na mesma data. Fizemos um Curso de Formação de Soldado - CFSd, com duração de 30 dias, na antiga Cia Pchq, na Av. Bento Gonçalves, na Caplital. Trabalhei na minha área técnica por aproximadamente dois anos, em vários OPMs e também nos próprios residenciais da corporação. Devido a algumas discordâncias, que não vem ao caso, fui considerado apto, para conduzir viaturas leves, pesadas e motos, da Brigada Militar. Passei a ser motorista. Transportei lenha pra olaria da BM e também tijolos. Com o passar dos anos, eu e mais alguns colegas, que incluíram da mesma forma, começamos a desejar ascender à carreira. Nosso requerimento para o Curso de formação de Cabo - CFC foi indeferido. O motivo alegado era de que nosso CFSd, não tinha a carga horária mínima exigida para tal. A solução aplicado foi um novo curso, com duração de,

aproximadamente, seis meses. Concluído o curso, entrei com requerimento para o próximo CFC, desta vez, deferido. Eu estava prestando serviço na Olaria, quando recebi a comunicação que deveria apresentar num prazo de 24 horas, alguns exames médicos, as informações, lá chegavam sempre atrasadas. Não haveria tempo hábil, para fazer os exames no HBMPA. A única solução foi fazer em laboratórios particulares. Esbarrei em um novo problema: Não tinha dinheiro para pagar. Os colegas que lá trabalhavam, sensibilizados com minha situação, do sargento ao soldado (não cito os nomes para não correr o risco de esquecer alguém) fizeram uma “vaquinha” e em pouco tempo tinha em mãos o valor necessário. Fiz os exames na cidade de Gravataí e no ano de 1987, após “longos” seis meses, houve a formatu ra, promoção e classificação, como cabo, no1º BPM. Fiquei mais ou menos, um ano na 1ª Cia., a pé, motorizado, Patrulha tático Móvel - PATAMO e outras missões pertinentes. Em quanto estava lá, com certo sacrifício,

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Ten João de Deus Alves Raízes Africanas, Solo Gaúcho

Quando o trem resfolegou na estação, deixando atrás de si , um rastro de fumaça, lágrimas e infância perdida. Quando a retina plasmou a moldura dos campos e o contorno dos cerros. Venâncio acomodou-se no banco de madeira com a trouxa de roupas contra o peito, e lançou a chispa de seu olhar em direção ao futuro. Anos mais tarde, com os filhos espalhados, esmolando nos sinais, a mulher que morreu cedo, na fila interminável da previdência social. Os lábios grossos ressecados, mal seguram as baganas e o tremor e inchaço são sintomas do trago e fumo. Não mais o verdor dos campos, cancha reta, jogo de osso, truco, galpão e siesta nos pelegos. Albergue e sopa do pobre. Portas na cara e desprezo. O brilho de outrora, é opaco, a voz roufenha repete a ladainha, e perturba quem espera ônibus no fim-da-linha. “ Foto, olha a foto, fotooo” O vento da primavera mostra seus primeiros sinais e as juntas doridas alertam que o mês será chuvoso, ouve que num parque da cidade há grade acampamento,

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festas e poderá catar latinhas para vender e quem sabe, as sobras da festança lhe sejam alcançadas, para aplacar a fome que é sua parceira “hace tiempos”. Negro forte, num upa estava no lombo de algum malino, por diversão e farra, garantindo o municio e os vícios , e um chego na zona de meretrício , onde as chinas candongueiras e de pernas grossas amainam o minuano e tornam as noites mais aconchegantes. Os caminhos são os mesmos, as avenidas largas da indiferença, de cada ser ensimesmado, nos labores da faina diária. Sob a marquise no meio da cidade que pulsa ao redor, a saudade dói e corrói como ácido, o vento da madrugada uiva em seus ouvidos, batendo de encontro ao rosto aguça os sentidos, máscaras de granito e ferro, luzes Reportagem com a matéia completa: www.abcdaseguranca.org.br/ Menu: L I T E R A T U R A

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Cap Armando P. Mendoça O cachorrinho bambi

Escrevi a minha neta Caroline, pedindo-lhe que lesse com atenção a historinha que eu iria escrever, para deixa-la muito mais feliz. E comecei assim: Caroline lembro-me como se fosse hoje, mas foi em 1973> Eu estava na escola, meus filhos eram muito pequenos. Certa vez, à tardinha, cheguei em casa, e nossa família estava em festa. Curioso, quis logo saber o motivo de tanta euforia. -Adivinha?...Adivinha paizinho?! Disse uma das minhas filhas. Como não adivinho nada, mandaram-me olhar para os lados e para baixo. Quanto mais eu olhava e nada via de diferente, mais curioso eu ficava. Até que a pequena Salete pegou-me na mão, chamando-me a atenção e dizendo:

-Paizinho, hoje é o dia mais feliz de minha vida. “Ele” é coisinha mais querida. Imediatamente, mostrou-me um cachorrinho que ela batizara de Bambi. Realmente, ele era lindo. Os pelos de Bambi pereciam bordados. Ele era especial. Então, criamos com muito amor o cachorrinho que sempre se mostrou amigo. Costumávamos comentar que ele só faltava falar. Bambi viveria em nossa casa até os seis anos de idade. Um dia, um mau vizinho o matou envenenado. O pobre animal amanheceu morto, deitado em um degrau da porta de nossa casa, sem ter recebido nenhuma assistência. Mergulhamos em um período de tristeza, mesmo sabendo que os cães não tem vida longa. Gostaríamos que ele tivesse morrido de velho e, confortavelmente, com assistência. Jamais da forma como acontecera. Em nossa opinião, querida neta, o crime do mau vizinho seria digno de uma punição exemplar, voltado a pessoas que se dizem humanas, mas que agem pior que os animais irracionais. - Com carinho,, Seu avô!


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A vida do coronel Rudy Martins da Silva e a Sicredi Mil

Depoimento do retorno à corporação, na vontade do cooperativismo, que cria um novo conceito institucional

O Cel Rudi não chegou a viver, na plenitude, sua transferência para a reserva da Brigada Militar. Foi como se tivesse tirado, apenas, férias. Ao 45º dia de reserva foi indicado por alguém, ao mentor de criação da Sicredi - Cel Cairo Bueno de Camargo, devido a forte relação de Rudy, com as questões de administração e finanças, da prórpria corporação. Já era de berço, pois auxiliou e apreendeu com seu pai que tinha um grande escritório de contabilidade. Rudy está no terceiro mandato, de três anos, na Sicredi Mil, mas na prática é seu quarto mandato, já que completou o 2º mandato do 1º Presidente, o coronel Jarbas Silva Alves. Ele recorda que foram oito meses, só para a montagem dessa nova instituição brigadiana, hoje, já legitimada. Há 63 anos nasci em na Beneficência Por- matemática, quando tinha que decorar alguma tuguesa em Porto Alegre, onde meu avô, Por- coisa entrava em pânico. A partir do segundo tuguês da cidade do Porto, com muito orgulho, grau comecei a pensar seriamente em ser constantemente me mostrava ao longo de sua médico, influenciado por um tio e um primo, vida o título se sócio, categoria proprietário. grandes amigos meus de infância, que estuNa época representava além de um plano de davam medicina. Mas aos 19 anos fui fazer o saúde para toda a família, uma forma de estar CPOR e cheguei à conclusão que tinha que ser representado junto a comunidade portuguesa militar e o mais perto e imediato que encontrei aqui residente. foi a Brigada. Na época iria iniciar o primeiro Filho de uma dona de casa e um con- Curso de Formação de Oficiais, com o que hoje tabilista, fui criado na Cidade Baixa de Porto é o segundo grau. Feito as provas acabamos Alegre, jogando bola na calçada, sempre du- passando e ingressei na Brigada em 1971. rante as partidas dando preferência aos carros e A Brigada não foi o primeiro emprego, as pessoas que insistiam em passar na hora do desde os 15 anos tive as minhas primeiras tarejogo, acho que por isto que nunca joguei muita fas laborais, ajudando meu pai no seu escritório coisa. Tenho duas irmãs que casaram com de contabilidade. Duas horas diárias que incluía brigadianos, como não poderia deixar de ser. lançar em livros os movimentos de vendas de Entrei no colégio muito cedo, naquela empresas que usavam o seu escritório. Como época não tinha limite de idade, estudei no salário recebia o valor das entradas dos cinemas Colégio das Dores, aquele que até hoje fica do fim de semana, geralmente dois filmes de na Rua Riachuelo em Porto Allegre. Embora “mocinho” em sequência, assim que chamavam grande facilidade em matérias como física e na época, no Cine Avenida ou no Cine Garibaldi,

mais recursos para comprar um pacote de bala azedinha. Concluído o CFO casei e tive três filhos, os melhores filhos que alguém pode ter, todos hoje bem definidos em seus aspectos familiares e profissionais. Há dois meses tive a grande emoção de saber que serei avô de um dos filhos que hoje reside no Estado de Nevada, próximo a Las Vegas, nos Estados Unidos da América. Definitivamente vou ter que aprender a falar inglês. Já remeti uma camiseta do Grêmio para ele usar, afinal a primeira obrigação de um avô é dar bons exemplos. Na Brigada servi em três unidades, 9º BPM, Centro de Suprimento de Subsistência e Estado Maior. Das três unidades guardo grandes recordações, onde sempre exerci funções ligadas à área financeira. Das grandes lembranças do 9º BPM a maior foi o incêndio das Lojas Renner, no dia era Oficial de Serviço do batalhão. Só quem esteve neste dia lá, sabe o que foram as cenas vistas e o heroísmo de bombeiros e policiais que salvaram muitas vidas. Acho que até hoje não se fez justiça por completo com

estas pessoas. Na Subsistência, onde passei uma década, guardo as filas do primeiro dia da “melhor compra”, quando se comprava com longo prazo para pagar, com os cupons de compra e a eterna briga com os toureiros, que eram geralmente inativos que repassavam a mercadinhos mercadorias comprados do nosso pessoal com até 50% de deságio, em troca de dinheiro vivo, contando que a cobrança ia aparecer no contracheque 75 dias depois. Na época não tinha cartão de crédito e o cheque especial, nem a Sicredi Mil. Da Subsistência acredito que o meu maior feito, foi tornar uma instituição financeira lucrativa, quando assumi as contas estavam com quatro meses de atraso. Com o auxílio do pessoal que lá trabalhava, com um plano de recuperação fielmente seguida por todos e com o apoio decisivo do Comando da Brigada, na época o Cel. Vanderlã, o CSSub se tornou a 20º rede de supermercado do Rio Grande do Sul em faturamento. Com preços competitivos, principalmente por comprar exclusivamente da indústria, que com a adimplência das contas voltou a vender para esta entidade. Com isto toda a rede foi modernizada, comprado novos veículos e contratadas empresas para substituir a maioria dos brigadianos que lá trabalhavam. Quando encerrei a minha carreira na Brigada era Tenente Coronel e trabalhava na extinta

PM6 do Estado Maior, onde servi por quase oito anos. A PM6 na época tinha como principal função efetuar o planejamento orçamentário da Brigada e efetuar o seu acompanhamento. Hoje trabalho na Cooperativa de Crédito dos Integrantes da Brigada Militar, a Sicredi Mil, onde passei a conhecer uma das formas mais fantásticas de organização de trabalho, que é o cooperativismo. Embora amplamente divulgado em países do primeiro mundo ainda desconhecido na sua essência nos países em desenvolvimento. Convidado pela AsofBM na época fui juntamente com o Cel. Jarbas Silva Alves e do Ten. Cel. Fernando Dias de Castro, recentemente falecido, os primeiros diretores desta empresa. Após longo aprendizado, tornei o segundo presidente, assumindo uma empresa já com bases e princípios sólidos deixados, especialmente pela forma correta e segura que a conduziu o Cel Jarbas.. Apanhamos muito para nos especializarmos, embora ao longo da vida ter frequentado vários cursos na área de contabilidade pública e das lembranças do “guarda livros” sem graduação e alguns semestres na Administração da PUC, tivemos um desafio muito grande para nos aprimorarmos para a gestão de uma instituição financeira e para entender um mercado como este que é altamente competitivo. Hoje temos a satisfação de ver uma empresa sólida e com grandes serviços para a comunidade brigadiana.


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Cel Afonso Landa Camargo Tudo é cavalo

Nas unidades de policiamento montado (os Regimentos) sempre são realizadas instruções obrigatórias “a cavalo”, participando todos, oficiais e praças indistintamente. Num desses regimentos, servia um Major, como subcomandante. Bastante corpulento, por essa condição, tinha dificuldades até para calçar as botas. Sem contar a dificuldade dos pobres cavalos para suportá-lo. Apesar dos problemas, associados ao fato de que nunca foi bom cavalheiro, para dar exemplo aos demais participantes das instruções, nunca deixou de montar, mesmo que fosse por poucos minutos. Na instrução, quando todos os cavalheiros se preparam, com suas montarias, para saltar obstáculos armados na pista de treinamento, o Major, com de hábito, tomou a iniciativa. Esporeando o cavalo, galopou em direção ao primeiro obstáculo, não muito alto, e o animal, já com dificuldade em suportar o pesado cavaleiro, recusou-se a saltar, dando o tradicional “refugo” antes do obstáculo e levantando - o por diante. O nosso cavaleiro, com a “freada” inesperada, saiu de cima da sela e foi parar no pescoço do pobre animal, se

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cair, no entanto. Tudo isso aconteceu abaixo das risadas dos demais participantes que assistiam a cena, satisfeitos. Afinal, não é comum montar um cavalo, assim, pelo pescoço. Ouvindo e não gostando das risadas, o Major, no pescoço do quadrúpede, que cedeu e lhe fazia encostar os pés no chão, dirigiu-se ao alegre grupo: -Vocês estão rindo de quê? Por acaso pescoço também não é cavalo?

AP Márcio Fuão Mércio Todo mundo roubando

Empresários não roubam, sonegam. Só troca o nome. É como estelionatário, falsifica, engana, não é ladrão. Só troca o nome.

Agora leio que empresários e profissionais liberais deste país sonegaram (roubaram) R$ 300 bilhões desviados de tributos federais. E ate fim deste ano serão R$ 415 BILHÕES. O equivalente a 10% do PIB nacional. Vê-se todo dia maracutaias neste país. Agora acaba de estourar enorme fraude (também é apelido de ladrão) no Programa FOME ZERO. Já imaginaram alguém fraudando o FOME ZERO? Dinheirinho que vai para os MAIS NECESSITADOS? Dinheiro para aquisição de ALIMENTO. Quando se pensa que já se sabe tudo, já se viu tudo, ai aparece algo gigantesco, abominável que nos horroriza. Nossa ex-governadora volta a ser ré na Operação Rodin, aquele caso que envolveu o DETRAN e que o Dep. Federal Otávio Germano Filho foi inocentado. Foi mesmo?

Era inocente? Tudo pode ser tudo pode acontecer, enquanto isso falta médicos, faltam hospitais, falta segurança e os funcionários públicos pagam o pato. Sabe-se que funcionário público pode roubar, mas não pode sonegar só troca o nome.


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História de Vida JCB 219

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Cel Agenor Barcellos Feio: brigadiano herói revolucionário

Articulador e trainer dos operadores, participou do ataque ao Quartel da 3ª Região Militar em 3/10/1930

(Texto transcrito na íntegra) As informações que colhemos das mais diferentes fontes reforçaram o que já estávamos pensando de tão importante figura da Revolução de 1930. Realmente, o Cel Agenor Barcellos Feio tinha sido um homem de valor, pois era bondoso, justo e disciplinador. Precisávamos colher elementos para traçar, ainda que superficialmente, a biografia daquele que comandara tão intrépido assalto militar ao Quartel General da 3ª Região Militar, sediado em Porto Alegre, na tarde de 3 de outubro de 1930, e executado por um pugilo de homens da extinta Guarda Civil. Assim percorremos vários caminhos - Sr. Amaro Barcellos Feio, Sras. Luiza Soviero Feio, Maria Fausta Feia Obino e Graziella Ferraz Feio, e mais o Cel EBTolio Soviero, respectivamente, irmão, viúva, filha, cunhada e sobrinho de Agenor. Todos nos cercaram com o carinho e atenção. Tudo começara com as preciosas indicações do Cel PM Paulo Fernandes e Maj.

O opúsculo publicado pela chefia da Polícia Civil/RS, em 1966, que transcreviemso, cuja capa se encontra, na última foto à direita, possibiliou que se obtivesse melhores informações sobre o Cel Agenor Barcellos Feio. Por terem chegado, imediatamente, após inciado o ataque ao quartel da 3ª Região Militar, são retratados como comandantes da ação: Oswaldo Aranha, Flores da Cunha e o então capitão Agenor Barcellos Feio.

PM Wolmer Correa que haviam feito tais orientações. A filha Maria Fausta nos disse, da última homenagem prestada - mesmo decorridos 11 anos da morte de Agenor - isto tinha acontecido no último dia 6 de agosto, quando o Prefeito Municipal de Niterói Sr. Moreira Franco, assinou o Decreto nº 3360/80, com aquela data, e que a certa altura destacava: ...”considerando que o ex-coronel Agenor Barcellos Feio prestou, com invulgar dedicação, assinalados serviços ao Estado do Rio de Janeiro, quer como titular do cargo de Secretario de Segurança Pública quer no desempenho dos mandatos eletivos de Deputado Estadual e Deputado Federal; considerando a desvelada atuação do saudoso homem público no desempenho de todas as importantes missões que lhe foram confiadas, decreta - Art.1º - É denominado Cel Agenor Feio o terminal rodoviário da zona norte de Niterói”... As duas cartas que serão transcritas parcialmente adiante tem a maior valia documental - a primeira - do próprio Agenor - se constituindo em uma autobiografia - e a segunda - da sua

Na foto seguinte, da esquerda para a direita ainda em plena jornada de 1930, Miguel Costa, Góes Monteiro (de pé), Getúlio Vargas e Francisco Morato. Tirando Vargas, o mais importante no futuro foi o então tenente-coronel Góes Monteiro, que depois se tornou uma espécie de condestável do Estado Novo. Na 3ª foto um cartaz sobre a revolução do Estado do Paraná. E na aª foto, um grupo de brigadianos, em Itararé.

filha Maria Fausta - complementa algumas posições e realizações de um homem que também soubera vencer longe de seu Estado. Dados Pessoais Sou filho de Felix Feio, natural de Soledade, e de Maria Fausta de Barcellos Feio, natural de Cachoeira do Sul. Nasci, em 9 de abril de 1896, no lugar denominado Charqueadas – 1º distrito do município de S. Jerônimo. Mas, minha família instalou-se, pouco depois, na cidade de S. Jerônimo, onde faleceram meus saudosos pais. Cargos Ocupados Antes de ser Prefeito de Santana, ocupei os seguintes cargos: No Estado do Rio Grande do Sul Praça de 1913 iniciou o meu oficialato na Brigada Militar, em 14 de dezembro de 1917, quando fui nomeado para o posto de alferes (2º tenente) e classificado no Grupo de Metralhadoras. Fui ajudante de ordens do saudoso Coronel Afonso Emilio Massot, Comandante

Geral da Brigada - chefe de grande envergadura moral, intelectual e profissional - hoje Patrono da Brigada Militar. A seu lado, atuei na guarnição e defesa da Capital do Estado, por ocasião da revolução de 1923, tendo tomado parte na fuzilaria que se travou, numa fria madrugada de agosto daquele ano, na Praça de Bombeiros, em Porto Alegre, entre uma força da Brigada, por mim dirigidos, e revolucionários que pretendiam apoderar-se de metralhadoras dos 3º Batalhão, por meio de suborno dum cabo que foi, entretanto, leal e revelou o plano, permitindo que o grupo sedicioso fosse desbaratado, após a sua reação. Como o 1º Tenente, em 1924, seguiu para a capital de S.Paulo, fazendo parte de um grupo de batalhões de caçadores da Brigada, que para ali se deslocou, com o efetivo de 1.000 homens, para combater, ao lado das forças legais, contra os rebeldes do General Isidoro Dias Lopes, que ocupavam a cidade. Durante mais de umas nós, o G.B.C. combateu, bravamente, os rebeldes nas ruas do Alto da Mooca, na zona do Hipódromo, onde

se travaram renhidos encontros, inclusive, a baioneta, dentro das peculiaridades da luta, nas ruas, quarteirões e edifícios da cidade. Tivemos aí 5 mortos e 31 feridos. Depois da retirada dos rebeldes da capital, o G.B.C. teve ordem de deslocar-se para o Paraná, a fim de evitar a incursão dos mesmos neste Estado, pela fronteira paulista da Alta Sorocabana. Como, entretanto, os rebeldes tivessem seguido, em várias composições de trem, pela Alta Sorocabana, rumo ao Porto Tibiriçá, nos barrancos do Rio Paraná, a divisão de operações deu ordem ao G.B.C. para retornar a S. Paulo, a fim de assumir a vanguarda das tropas do Exército e auxiliares que perseguiam a coluna de Isidoro. Em Presidente, o G.B.C. assumiu a vanguarda e combateu em Santo Anastácio com a “coluna da morte”, coman-

Reportagem com a história completa: www.abcdaseguranca.org.br/ Menu: HISTÓRIA DE VIDA

Submenu: 1. Brigadianos


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Cel Moisés Menezes

Homenageado da Sesmaria da Poesia - Osório em 2013

18ª Quadra da Sesmaria em 28 de setembro na Câmara de Vereadores da cidade de Osório Noite de gala viveu a cultura gaúcha, no auditório da Câmara Municipal da cidade de Osório, no litoral gaúcho, por ocosião da 18ª Quadra da Sesmaria. Noite em que foi apresentado o tradicional concurso de poesias e declamações com temática gaúcha. Evento promovido pela Associação Cultural Sesmaria em parceria com o poder público osoriense. Estavam presentes o presidente da Câmara, Rossano Teixeira e o vice prefeito em exercício, Eduardo Renda. Onze poesias concorreram aos prêmios e o resultado da 18ª Quadra da Sesmaria da Poesia Gaucha de Osório/RS: Poesia - 1º lugar: Zezinho, meu amigo imaginário; autor: Carlos Omar Villela Gomes e Bianca Bergman; declamadores: Gabriela Oliveira e Jader Guterres; amadrinhador: Geraldo Trindade. 2º lugar: Faz tempo sou pé de espora; autor: Gujo Teixeira; declamador: Valdemar; Camargo; amadrinhador: Henrique Scholz. 3º lugar: Roça nova, nova roça; autor: Adão Vargas Dias; declamador: Neiton Perufo; amadrinhador: Marcus Morais. Intérprete - 1º lugar: Neiton Perufo - poema: Roça nova, nova roça; 2º lugar: Jadir Oliveira - poema: Dos valores da alma; 3º lugar: Luis

Afonso Ovalhe Torres- poema: Quando cordas pedem tangos e milongas. Amadrinhador - 1º lugar: Henrique Scholz poema: Faz tempo sou pé de espora; 2º lugar: Eduardo Dedéco - poema: Faces; 3º lugar: Marcus Morais e Cleonice Nobre - poema: Quando cordas pedem tangos e milongas. Melhor tema “amadrinhador” - poema: Amadrinhador, autor: Cândido Brasil e Intérprete: Pedro Júnior da Fontoura. Amadrinhadores: Henrique Scholz e Laudemir Benckenstein No envento deste ano de 2013 o poeta escolhido para ser homenageado da Sesmaria foi o coronel da Brigada Militar, Moisés Silveira de Menezes. Com diversas obras publicadas, entre pesquisa histórica, literatura e poesia, o homenageado tem formação acadêmica em Letras e especialização em espanhol, sendo jurado muito requisitado para todos os eventos da cultura gaúcha. Foi solicitado a formalizar a homenagem, em nome da organização do evento, referindo vida e obra do homenagenado, seu amigo e colega do Menezes, o coronel Joaquim Moncks, mais conhecido como PoetinhaJM. Moncks fez uma retrospectiva do desabrochar intelectual e da vasta obra do Cel Moisés Siveira de Menezes.

Entre diversos momentos de destaque da homenagem, um foi a declamação do poema em espanhol, de autoria de Menezes, “Razonando en la Hora del Mate”, premiado em uma Sesmemaria, declamado por Valdemar Camargo e que estará em seu próximo livro. O Cel Menezes fez o agradecimento, na sua informalidade gaúcha, que perpassa seu permanente contato com o trabalho cultural.

O Poetinha JM rememorou a carreira intelectual do homenageado Cel Menezes e, destacou a sua satisfação de que tenha sido participe, pela amizade, pelo coleguismo de identidade profissional e pela camaragem que os uniu em trabalhos pensados para o bem da sociedade. E que Menezes já passara a ser uma referência, mesmo, para ele.


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Reportagem histórica

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Cel Salomão eleito para presidir a UMESUL

Cel PM paranaense preside os militares evangélicos - UMCEB e Cel gaúcho os da região Sul

Nos dias 12 a 15 de setembro de 2013, ocorreu no Centro de Eventos, na Cidade de Fortaleza, no Estado do Ceará, o XVI CONGRESSO NACIONAL DA UMCEB -União de Militares Cristãos e Evangélicos do Brasil, o Presidente da UMCEB, Cel RRSC Emilson Carlos de Souza e o Presidente da ASSEMPS do Ceará, TCel R1 EB Roberto Gomes Takaoka, recepcionaram as caravanas e comitivas visitantes entre elas o Presidente Mundial da AMCF, General Srilal Weerasooriya e Esposa, da Sri Lanka, a representante da ACCTS para o Brasil e Portugal, Irmã Gina Hraje, o Presidente da Associação Sudamérica - Perú, Cel FA Omar Larrazabal e Esposa, o Presidente da ACCTS - EUA, Cel USMC Phil Exner e

Esposa, o Cientista da NASA, Cel Paul Brian Kim, de Singapura, das Lideranças Regionais da UMCEB, UMECO, UMESUL, UMENE, UMESUD E UMENORTE, Oficiais e Praças, Ativos e Inativos das Forças Armadas, das Policias Militares, Bombeiros Militares, Policia Federal, Policia Civil, Guardas Municipais e de Capelães Militares dos Estados, totalizando 23 Estados da Federação participando com suas Comitivas. A abertura do XVI Congresso, ocorreu às 19hs, do dia 12, após o ato solene, as apresentações das comitivas, louvores especiais, o Presidente da UMCEB, Cel Emilson Carlos de Souza, Declarou aberto o Congresso, a Mensagem de Deus, foi trazida pelo Presidente Mundial dos Militares Evangélicos - AMCF, General Srilal Weerasooriya da Sri Lanka que abordou o Tema: “SENTINELAS QUE EDIFICAM”. O encerramento do Congresso Nacional

da UMCEB, aconteceu no Domingo dia 15, das 08:30 as 13hs, no desenrolar das atividades, o Presidente dos PM DE CRISTO-SP, Capitão PM Joel Rocha, trouxe a Mensagem de Deus, que abordou o Tema: “ LIDER COMPROMETIDO, LEAL E FIEL”, na sequência o Presidente da AMCF-Peru, Cel FA Omar Larrazabal, discorreu sobre experiências e testemunhos de como, o Senhor Deus dos

Exércitos, tem feito e agido no meio Militar, nos Países da América do Sul e América Central, após a apresentação dos relatórios, foi procedida a Posse da Diretoria da UMCEB, eleita em Assembleia Geral Ordinária, para o Bi-Ênio 2014/2015, como Presidente da UMCEB o Cel RR SC Emilson Carlos de Souza, como Presidente da UMESUL-Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato

COLUNA CAP MORAES Cristiano Luís de Oliveira Moraes - Cap QOEM

1º Culto pelo Aniversário da BM

Especialista em Segurança Pública - UFRGS - 2007 Instrutor de Tiro da Brigada Militar - 2009 Instr. de Operações Não-Letais -CONDOR Brasil - 2008 Instrutor TASER - 2009 Serve na Corregedoria da Brigada Militar E-mail: cristiano-moraes@brigadamilitar.rs.gov.br

Comandante aprova proposta da Umergs

O comandante-geral da Brigada Militar, Cel Fábio Fernandes, aprovou a proposição apresentada pelo presidente da União dos Mlitares Evangélicos do Estado do Rio Grande do Sul - Umergs, Cel Salomão Pereira Fortes, para que se crie a tradição dos militares evangélicos da BM, participarem, através de sua fé, dos festejos anuais de aniversario da corporação brigaidana. O convite é expedido pelo Comando Geral da Brigada Militar, em conjunto com o presidente da UMERGS, nos termos abaixo: “Temos o prazer de convidar os Militares das Forças Armadas, da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, da polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Estadual, seus familiares e o Povo de Deus, que orem pelas Forças da Segurança da Sociedade, participando do grande encontro em Ação de Graças, pelos 176º Aniversário da Brigada

Grosso do Sul, pelo mesmo período, o Cel RR RS Salomão Pereira Fortes e como Secretário o 1º Tenente RRRS José Valdoir Soares, da UMERGS, bem como, foram empossados os demais Presidentes Regionais da UMENE, UMECO, UMESUD e UMENORTE, na conclusão, foi servida a CEIA DO SENHOR, ato desenvolvido pelos Capelães Militares dos diversos Estados do País.

50ª Instrução de Nivelamento e Conhecimento da Força Nacional de Segurança Pública Militar. Será Preletor do Culto, o TCel Gedeon Pinto, Comandante da ETPM de Santa Maria ( Esfas Santa Maria). O culto correrá dia 16/11, às 20hs, na Igreja da Av. Bento Gonçalves, 343, em Porto Alegre, tendo os Louvores a cargo da Banda de Musica da BM, do Grupo Eterno Louvores (AD Matriz), do Quarteto de Montenegro (Quinto Batalhao Montenegro), Sgt volnei Dionízio (DE) e Cantores da UMERGS.” Na foto de 7 de agosto, a reunião com o Chefe do EM BM, onde se iniciaram as tratativas da realização do Culto em homenagem ao aniversário da BM. São integrantes da Umergs, além dos evangélicos de todas as igrejas protestantes, integrantes da Brigada Militar, e também, policiais federais, civis e guardas municipais.

Prezados leitores:

Dedico esta coluna a todos os Brigadianos que concluíram a 50ª Instrução de Nivelamento e Conhecimento da Força Nacional de Segurança Pública. Esta edição foi realizada no mês passado no Município de Montenegro na ETPM, onde por três semanas os Policiais Militares receberam treinamento de Instrutores de várias Policias Militares do Brasil inteiro, dentre os quais o deste colunista juntamente com o Ten Cel IKEDA, Cmt do 15º BPM e dos monitores 1ºTen BRANCO do CMB e 2º Sgt EDER da Cor-G. Tivemos a grata satisfação de

treina e habilitar estes policiais gaúchos na disciplina de Tiro Policia em duas armas, a Pistola Cal .40 S&W da IMBEL, Modelo MD 5 GC e na Carabina Cal 5,56mm da IMBEL Modelo MD 97 LC. Além desta disciplina os alunos tiveram aulas de conduta de patrulha, agentes químicos, uso diferenciado da força, controle de distúrbios civis, pronto socorrismo, direção policial entre outras tantas. Desta forma após a conclusão desta etapa ficam estes FNs aptos a serem convocados para operarem em qualquer local do território nacional onde a Força Nacional de

Segurança Pública necessite ser empregada. Sirvam de exemplo e de incentivo para nossos Policiais Militares e, onde quer que venham a ser empregados mantenham sempre com orgulho as tradições de nosso estado, bem como elevem cada vez mais o legado histórico e grandioso da nossa Gloriosa Brigada Militar. Parabéns a todos foi um privilégio poder colaborar com o crescimento profissional dos senhores, um forte e fraternal abraço. Com saudações de atirador, um excelente mês e bons tiros!!!!!!!!


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Cel Joaquim Moncks

Em apoio a iniciativa do jornal abc da segurança A direção do jornal gostaria de abrir um espaço poético, no site do abc, com a possibilidade de avaliação crítica e premiação símbólica. Se houver interesse, dos leitores, serão estabelecidos, inicialmente, os critérios sobre a remessa de material. Por outro lado, brindou-nos o Cel Moncks, oportunizando, nesta edição, algumas dicas importantes, para o domínio quem quer expressar, poeticamente, seu sentir. O espaço de comunicação se iniciará pelo email: poemas-abc@hotmail.com O POVO EM POESIA A Poética enquanto manifestação é a expressão do “sentir”, do espiritual de uma pessoa. É a inteira voz da intimidade, aquela que nos ocupa num momento qualquer, no qual o intuitivo surpreende e produz a sua intervenção, o seu recado. Qualquer forma ou formato vale como tal, especialmente nos receptores dotados de baixa escolaridade, porém de sensibilidade aflorada, sem nenhum valor estético afirmado comparativamente através da leitura. Quaisquer palavras valem para expressar este amoroso sentir. Porque Poesia é o amor declarado ao que nos encanta num dado momento. Muitas vezes, por analfabeto ou de poucas letras, o autor fala ou canta o verso, por impossibilitado de escrevê-lo. O melhor exemplo é o cantador nordestino ou o trovador do sul do Brasil, que o faz acompanhado da viola ou do violão. Os seus singelos versos podem ou não conter Poesia enquanto arte capaz de varar os tempos, tal como a concebemos esteticamente dentro dos cânones conceituais da poesia culta, a partir dos gregos – que a cantavam – por reconhecer nela o ritmo e a palavra em seu vestido de festa. No entanto, a genialidade de alguns versejadores populares constrói pérolas de bom gosto, algumas com profundidade e sabedoria. Tal é o caso de Catulo da Paixão Cearense, morto em 1946, mas que, por sua obra singular, ainda está vivo no coração do povo, especialmente o nordestino, quer por onde este esteja vivendo. O caipirismo paulista produziu Cornélio Pires, e por aí vai... No Sul, por exemplo, tivemos Teixeirinha, Gildo de Freitas e Jayme Caetano Braun, expressões regionalistas que encantam cada roda de mate-chimarrão. Entre um e outro sorver do “verde da terra” também se bebe o espiritual ao redor do fogo de chão, no planger de uma guitarra, e entre um naco de carne assada e muita prosa, a presença da alma rude do campeiro se torna açucarada pelos versos durante horas e horas, muitas vezes varando a madrugada. E a vida se torna mais fácil de ser vivida. O verso é música, rosa na boca do cantor que emite o seu canto de esperanças, de condenação ao viver, mesmo que nem tenha o que comer, no dia a dia... Mas naquele momento ele compensa tudo o que lhe é adverso. Canta porque sabe que a vida é dura. Todavia, ninguém é de aço durante todo o tempo... DANDO PANO PRÁ MANGA Entendi bem (e costurei) o que foi aventado sobre o meu artigo “O POVO EM POESIA”, publicado no Recanto das Letras e neste Face, o qual está dando um vistoso “pano pra manga”... Por posição e concepção pessoais, não chego a esses extremos que cortejam a fácil popularidade, como os exemplos concessivos à tolerância ou ao menoscabo da correção vocabular na criação poética. O artigo citado acima se refere, predominantemente, à poesia de raiz popular, que é naturalmente permissiva quanto à correção vernácula e gramatical, preponderando o intuitivo e a inventiva na criação poética sobre a correção dos vocábulos e expressões verbais. No tocante à poesia de raiz culta, não me ofereço tão concessivo quanto à fuga da exação verbal e gramatical. Entendo que especialmente o poeta tem de oferecer um texto obediente à escrita culta, dicionarizada, exceto quando pretende a fixação de neologismo(s) ou referenciais à expressão verbal comumente usada no cotidiano, segundo o jargão popular. Defendo a correção, coerente com a expressão culta da linguagem, buscando e construindo beleza imagética e estilística. Fico com Machado de Assis e o seu escorreito estilo literário que tanto qualifica o idioma luso-brasileiro. Como escritor e autodidata da análise crítica, não consigo acatar Mário de Andrade quando diz que as “regras são transmissíveis, mas o talento não”. Por autocrítico, penso que o talento pode vir a ser aprimorado com o auxílio da criticidade de um bom profissional da palavra escrita e o acréscimo que tal experimentação pode carrear. Ocorre entre ambos – criticado e crítico – um fenômeno semelhante à transmissão por osmose, no organismo emocional e intelectivo, com ralo ou nenhum prejuízo à originalidade e inventiva... Até porque entendo que a arte poética, mercê destas particularidades pertinentes a cada talento, tem como objetivos finalísticos a felicidade pessoal e a afirmação da Confraternidade entre os criadores de várias vertentes, preservando a individualidade de cada um, bem como o ressalto do objeto estético que nos faz bem aos olhos e ao coração... – Ambos do livro A FABRICAÇÃO DO REAL, 2013 - textos postados em http://www.recantodasletras.com.br Há uma terceira propositura de Moncks, sobre o assunto que será publicado, na próxima edição, e com certeza, outras...

Correio Brigadiano

Escritores Policiais

Articulistas http://abcdaseguranca.org.br/abc/ abc on-line do Correio Brigadiano DH do TC Franquilim

Paulo Cézar Franquilim Pereira – TC QOEM Jornalista e Escritor - Quando o amor acaba - Escolas destruídas franquilim.pc@gamil.com - No Facebook pelo nome

Cristo no combate às drogas Joel Vieira Lopes – Sgt PM CRPO Litoral Pastor e Missionário Evangélico - De onde vem meu socorro? - Dois gigantes joelvieiralopes@gmail.com - No Facebook pelo nome

História da BM - Pesquisas

Paulo Rogério Machado Porto Cel - Pesquisador

- A revista brigada gaúcha progeriomp@gmail.com - No Facebook pelo nome

Arte da somar - Parlamentos ... José Luiz Zibetti Ten PM de Passo Fundo - Orçamento participativo ou atualmente participação popular cidadã passo.fundo@asstbm.com.br - No Facebook pelo nome

Questões de Trânsito Lauro Pedot – Sgt do 1º BRBM Consultor em Trânsito - Novas regras para capacetes motociclísticos lauropedot@gmail.com - http://lauropedot.blogspot.com

Ordem e Justiça é Liberdade Jorge Bengochea – Cel - Escritor, Consultor e Blogueiro - Maior problema da segurança bengo54@gmail.com - http://sistemadejusticacriminal.blogspot. com.br/ - http://mazelasdojudiciario.blogspot.com/

Colaboradores para a circulção do jornal, no Interior do Estado, por respectivos municípios

Ten José Luiz Zibetti Em Passo Fundo 54 3313 6077

Ten Nelton José Busin Ten Hélio Valdoir Em Lagoa Vermelha Em Santa Maria 54 9173 5419 55 3028 4128

Sgt Jose Luis Ferrão Ten Plínio Bernardi Em Gramado/Canela Para Vacaria 54 3282 1611 54 3231 1300

Sgt Zingale Bueno Em Santa Cruz 51 3717 1100


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Reportagem histórica

Correio Brigadiano

A Brigada Militar nas “Missões de Paz da ONU”

Em uma das mais nobre atividades de todas as polícias no mundo - a BM representada por sua tropa

Operação de Paz é uma das atividades desenvolvidas pelas Nações Unidas, através de autorização do Conselho de Segurança, que visa auxiliar países em conflito a superar situações de crise e de ameaça à paz mundial, proporcionando condições de segurança e estabilidade interna que possibilitem às instituições de Estado a retomada de suas atividades primordiais. É uma atividade complexa onde são empregados recursos humanos e materiais oriundos de várias partes do mundo. As primeiras Operações de Paz, a partir da década de 40, eram estritamente militares e tinham missões específicas de fiscalização de acordos de paz e cessar fogo entre nações em litígio. Com o passar dos anos, notadamente a partir da década de 90, as operações cresceram em importância e passaram por uma transformação adquirindo um caráter multidimensional agregando três pilares básicos: o militar, o civil e o policial. Cada pilar tem sua missão específica e não existe subordinação hierárquica entre estes diferentes segmentos, no entanto todos estão subordinados a um Chefe da missão,

normalmente um diplomata nomeado pelo Secretário Geral d ONU. A Brigada Militar participou deste processo desde o início, enviando o primeiro contingente de Oficiais para atuarem como observadores policiais na Operação de Paz em El Salvador, na América Central, em junho de 1993. Naquela ocasião foram designados pelo comando da corporação os seguintes oficias: Capitão Aurélio Ferreira Rodrigues, Capitão Dalmo do Nascimento, Capitão Miguel Miranda do Amaral, Capitão Amilcar Cassales de Barros, Capitão Joel Prates Pedroso, Capitão Gaspar Neibson Ribeiro Xavier, Capitão Gastão Juarez Viegas, Capitão Ricardo Luiz Prola, Capitão João Francisco Franco e Capitão Zazicky (ambos falecidos em um trágico acidente de trânsito em 2009), e Capitão Edmur Wagner. Este último falecido no transcorrer da missão e homenageado em um monumento em frente ao prédio central do Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil – CCOPAB - na cidade do Rio de Janeiro. El Salvador nossos Oficiais exerceram atividades ligadas diretamente à reestruturação da Polícia Nacional Civil de El Salvador e fiscalização de violações dos direitos humanos.. Em 1996 o Capitão Sérgio Lemos Simões participou da Operação de Paz na Guatemala – MINUGUA - também na América Central, onde o segmento policial foi fundamental para

o cumprimento dos objetivos de proteção aos direitos humanos e de desarmamento, desmobilização e reinserção de membros da guerrilha ao convívio social. Nos anos 2000 o processo seletivo passou a ser conduzido pelo Comando de Operações Terrestres do Exército, através da IGPM, quando foram introduzidas as avaliações de tiro, direção de viatura 4x4 e exame de proficiência em inglês e francês. Já com base nesse processo, em 2005 o Capitão Emílio Barboza Teixeira integrou a United Nations Police – UNPOL – na Operação de Paz da ONU em Kosovo - UNMIK, na Europa.

Esta mesma missão recebeu o Capitão Rogério Araújo de Souza em 2006. Em Kosovo a UNPOL tinha mandato executivo, ou seja, exercia as atividades de polícia ostensiva e de polícia judiciária, com ciclo completo de polícia, até a conclusão da formação da polícia nacional. A Operação de Paz no Haiti – MINUSTAH - recebeu o Capitão Tales Américo Osório em 2005, o Capitão Marco Antonio dos Santos Morais e Capitão Ricardo Freitas da Silva em 2007, e o Capitão Frederes em 2009. Nesta missão nossos Oficias atuaram como Conselheiros Policiais (Police Adviser) com missões de formação e treinamento da Polícia Nacional do

Haiti, bem como missões de monitoramento dos policiais haitianos nas mais diversas operações policiais na capital, Porto Príncipe, e nas cidades do interior. O segmento UNPOL da operação de Paz na Guiné Bissau – UNIOGBIS -recebeu em 2010 o Capitão Tales Américo Osório em sua segunda experiência internacional a serviço das Nações Unidas.

Reportagem com a matéia completa: www.abcdaseguranca.org.br/ Menu: E S P E C I A I S

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Ten Bayerle & Blog’s way... Claudio Medeiros Bayerle – Tenente Presidente da Apesp Tesoureiro da Abril Membro da ICP Associação Internacional de Polícia Licenciado em Letras pós-graduado em Segurança Pública mestre em Teologia Sistemática

CONECTADOS A Geração “ON” nascida num mundo já totalmente tecnológico, está à beira do ingresso na universidade onde irá otimizar ainda mais o conhecimento teórico adquirido, a práxis desenvolvida com base na ‘curiosidade funcional’ e nas trocas de informações e dados com amigos e colegas. Teremos, então, pessoas ON e pessoas OFF. Gerações passadas que passaram ao largo da tecnologia de acesso a meios da informática estrutural convivendo com a geração futura, totalmente conectada com equipamentos multimídias cuja convivência implica novos processsos sociológicos de interação social e atividades laborais. A cada dia, cada momento surgem novas dinâmicas, novos equipamentos possibilitando rupturas, causando ‘estranha-

mentos’ entre vivências que foram horizontais e paulatinamente transformadas, com as de agora, verticais e lépidas. Hoje já é possível registrar instantaneamente tudo sobre tudo na web, seja por textos e/ou por imagens, havendo, inclusive, uma câmera do tamanho de um chaveiro que pode ser pendurada no pescoço e sair registrando imagens, a cada 30s, localizadas por GPS e com acesso a apps e redes de relacionamentos, possibilitando um diário virtual real time. Recentemente, estudos laboratoriais com ratos, possibilitaram a “transferência” da memória de um rato para outro, de modo que aquele rato que havia vivenciado um processo doloroso o “esquecesse” completamente enquanto outro rato que não o havia presenciado/ vivenciado “sentiu na carne” a dor que sua não

era. Noites dessas assisti a um filme onde os recém nascidos tinham um chip implantado no corpo e, quando morriam, suas vidas eram ‘editadas’ a gosto de familiares e parentes... Com efeito, isso tudo é ainda incipiente, recente, demandando, portanto, estudos mais aprofundados de parte de sociólogos, psicólogos e operadores do direito, sobretudo no que se refere à ética e à vida.

Brasão do 9º BPM OPM do colunista

O Cap Marco Unmiss está frequentando o CAAPM, na Academia de Polícia Militar - APM, da Brigada Militar. Ele escolheu como tema de seu trabalho de conclusão “A participação de Oficiais da Brigada Militar nas Operações de Paz da ONU agrega benefícios teóricos e práticos nas atividades de policiamento ostensivo e de gestão da Corporação?” Seu projeto de pesquisa enviado à FEEVALE, sobre o assunto, foi aprovado com nota 10. Sua hipótese vai discutir a participação nas Operações de Paz da Organização das Nações Unidas na América Central, Europa, Ásia e África agrega benefícios teóricos e práticos nas atividades de policiamento ostensivo e de gestão da Corporação através da troca de experiências profissionais e de vida com policiais de cerca de 100 países participantes da United Nations Police - UNPOL. Ele preparou o texto dessa matéria com base nos dados que já possui


pág 24 - Outubro de 2013

Correio Brigadiano

Ed 219 - Outubro de 2013

Cel Menezes homenageado em Osório

Pág - 20

Missões internacionais da BM

Pág - 23

Venha conosco Qeremos sua poesia, em postagem, no Correio Brigadiano Pág - 22 on-line.

Livro do ex-governador Jair Soares Livro do capitão Valnei Tavares

Pág - 3

JCB 219 Out/2013  

Jornal ABC da Segurança Pública, também conhecido Como Correio Brigadiano.Destinado como familias dos integrantes de Órgãos da Segurança Púb...

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