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Trabalhadores da Segurança - Irmãos de ofício

Ano XVI - nº 215 A P E S P

Textos literários

Distribuição gratuita Maio de 2013

Também, faz parte da construção profissional São seus colegas os autores - Magna Carta - Conto do Cel Paulo Francisco de Martins Pacheco pág. 08 - Pitacos e piripaques - Crônica do Cel Joaquim Moncks, O Poetinha pág. 08 - Sombras irmãs - Conto do Tenente Carlos Dornelles pág. 10 - A rodada da petiça - Conto do Capitão Armando P. Mendonça pág. 10 - Brigadiano Super Herói - Crônica da jornalista Ana Maria Rivielo pág. 12 - Vulgo - Conto do Cel Alberto Afonso Landa Camargo pág. 14 - Negro não! - Conto do Cel Alberto Rosa Rodrigues pág. 14

Construtores da Segurança Pessoas que devotaram a vida ao serviço da sociedade riograndense

Ten Cel Alberto Zazicki Precursor da família na BM Pág 7 Ten Cel Voleciano Coelho Não existem “Provisórios” Pág 13 Clã dos Ventura Homem Família brigadiana Pág 9 Cândido Juarez de Lima Sgt em reinclusão Pág 15

- Quem é o Comandante? - Conto do Coronel Moisés Meneses pág. 16 - Espécie quase extinta... - Cauxo do Sargento Bombeiro Claiton pág. 16 - Agravante do “Luto” - Conto do Tenente Claudio Bayerle pág. 16 - Livro sobre Polícia Comunitária do Ten Cel Reis, do 23ºBPM pág. 18 - Mãe Brigadiana ! - Conto do Tenente Everaldo José Cavalhieiro pág. 18

Participe Mande à redação do jornal o seu texto ou conto teremos prazer em publicá-lo.

Errata José Zingali Bueno Sgt CVMI do 23º BPM Pág 17 do JCB 214

Cel Gelson Vinadé Comunicador Pág 19 do JCB 213

Nossas escusas, aos Sgt José Zingali Bueno e ao Cel Gelson Airton Vinadé, pelo erro ocorrido na capa da edição 214, onde constou a foto do Sgt José Zingali Bueno e o nome do Cel Gelson Mesquita Vinadé.

Cel Hélio Moro Mariante Pró Memória JME Pág 11 Paulo Francisco C. Vinholes Sgt excluído Pág 17 Marcelo Arigony Delegado de Polícia Pág 19 Queremos que a história da segurança pública do Estado do Rio Grande do Sul, quando lida, pesquisada ou processada para qualquer finalidade, tenha a referência concreta de todos os seus construtores e de todas as suas instituiçõs policiais (BM, PC, Susepe e IGP).

PMs CBMs discriminados no GGI/Senasp do Ministério da Justiça Pág - 3

Cel David, comandante da PM/SC é o novo presidente do CNCG PM e CBM Pág - 3


O PINIÃO

Mural do Leitor

pág 2 - Maio de 2013 Nossos agradecimentos às postagens e recados deixadas no Correio Brigadiano on-line De josefina almeida sobre GTAM do 6º BPM efetua várias prisões em Rio Grande amigos sei que o trabalho de vocês não é fácil, mas sigam em frente com a bravura de sempre ... (obrigado colega e amiga) Tem como mandar o jornal para mim ? Estou aposentado, (25º BPM) e gostaria de ler os acontecimentos. Grato Nilton Antunes de Jesus Rua Angola quadra 33 casa 15 - Feitoria - CoHab - São Leopoldo, RS CEP 93056 - 120 - (faremos contato, estamos nos organizando). De cristiano freitas sobre CRPOVS / 25º BPM / PATRES / PRENDE POR

Jornal “abc da Segurança Pública”

Associação Pró-Editoração à Segurança Pública Utilidade Pública Estadual e Municipal Correio Brigadiano Editora Jornalística Ltda CNPJ: 05974805/0001-50

Correio Brigadiano

Quem anda em sinceridade , anda seguro; mas o que perverte os seus caminhos ficará conhecido. Provérbio 10 v.9

ROUBO A ESTABELECIMENTO COMERCIAL ...... É bom ressaltar a participação do SIM sistema integrado de monitoramento onde trabalha em conjunto da GM um Policial Militar o qual ajudou no cerco policial através das câmeras da cidade de são Leopoldo cristiano freitas De dias sobre Santini e Schuch reúnem governo e brigadianos CVMI: Por gentileza pode enviar copia do projeto,via direto aguardo. Dias (vamos contatar) Os artigos publicados com assinatura nesta página não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. As cartas devem ser remetidas para a coluna Mural do Leitor, com assinatura, identificação e endereço. A Redação do JCB fica na Rua Bispo Willian Thomas, 61, CEP.: 91.720-030, Porto Alegre/RS. Por razões de clareza ou espaço, as cartas poderão ser publicadas resumidamente.

Alguns dirão: Essa LOOp é a previsão para o orçamento... A Lei de Organização Operacional (LOOp) da Brigada Militar, objeto desta proposta, é essencial à prestação de serviços mais qualificados à instituição policial do Rio Grande do Sul e, por conseguinte, para beneficiar a sociedade gaúcha. Ela não fica adstrita à Brigada Militar, também deverá ser desenvolvida para a Polícia Civil. Pode ser considerada uma previsão do orçamento anual, ou uma orçamentação ânua autônoma, que garante às instituições de segurança, que a política de Estado seja uma responsabilidade executiva do governo do Estado e não um instrumento político de barganha e negociação de interesses que não devem compor objeto das questões da segurança da sociedade. A segurança pública deve ser uma política de Estado e não uma política de governo, a menos que o governo a queira liberar, a Polícia, como já o é o MP. Quando instituída a LOOp, ela se tornará muito importante, um objeto de permanente estudo dos quadros superiores das organizações. Será o mais importante instrumento de administração estratégica e operacional da polícia no Estado do Rio Grande do Sul. Ela

liberará os gerentes regionais e de outros escalões considerados das repetidas, constantes e enfadonhas solicitações pessoais de meios para o cumprimento do que seja seu serviço ordinário. Ordinário como diz na própria doutrina, daquilo que se tenha fazer no dia à dia. Viagens à Capital com comparecimentos nos órgãos logísticos, afora a infindável lista de telefonemas solicitando o fornecimento de meios que compete ao governo distribuir regularmente aos órgãos policiais. Tudo da logística necessário ao cumprimento de todas as missões de segurança da população. Qualquer manipulação dessa premissa deve ser entendida, por todos os agentes do serviço policial, principalmente coronéis e delegados de polícia de 4ª, como um crime contra a sociedade e à sua capacidade de defesa contra a delinquência. Não pode estar certo, ou ser possível, muito menos crível, que um coronel comandante de CRPO, um tenente coronel comandante de CRB, ou um Delegado Regional, tenham de contatar, às vezes, diariamente, com órgãos de Porto Alegre, na busca de meios destinados à situação do serviço ordinário e, garantidamente,

dos especiais e extraordinários. Ora se até aquilo que pertence ao dia a dia institucional (do planejamento ordinário) necessite da intermediação dos altos escalões, para liberação de meios, então nossas Operações Especiais e Extraordinárias, são imbróglios para esses mesmos administradores. Essa conduta emaranhada do fluxo logístico está emaranhado no contexto de que a liberação de meios logísticos aos órgãos policiais pertencer à política de Estado e não de governo. O governo que recebe prefeitos, comandantes e delegados, para liberar aquilo que seria de sua obrigação já ter liberado, por assim ter um histórico procedimento necessita que a política dessas liberações sejam reguladas previamente pelo legislativo. Inclusa nos orçamentos das instituições policiais e não cumprida pelo governo passa a ser crime de responsabilidade. Crime de responsabilidade por colocar a segurança pública da sociedade em nível de risco. A LOOp é orçamento prévio da Câmara de Deputados estaduais que o governo deverá orçamentar a cada exercício.

Questões legais

Presidente: Ten Claudio Medeiros Bayerle Vice-Presidente: Cel Délbio F. Vieira Tesoureiro: Ten RR Luiz Antonio R. Velasques Secretário: Maj RR Pércio Brasil Álvares

Marlene Inês Spaniol - Cap QOEM Mestre em Ciências Criminais pela PUC/RS Doutoranda em Ciências Sociais pela PUC/RS

MUDANÇAS IMPLEMENTADAS NA JME COM A EC Nº. 45/2004: A JURISDIÇÃO CÍVEL DA JUSTIÇA MILITAR CRIMES MILITARES – PARTE VII Diretor: Vanderlei Martins Pinheiro – Ten Cel RR Registro no CRE 1.056.506 INPI nºs 824468635 e 824466934 Direção do JCB: Vanderlei Martins Pinheiro Administrativo: Franciele Rodrigues Lacerda Apoio: Estagiáro João Gabriel Amaral da Silva Relações Institucionais: Cel Délbio Ferreira Vieira e Ten Valter Disnei Comercial: Paulo Teixeira Apoio: Estagiária Paula Gisele Machado Ambos Redação: TC Vanderlei Martins Pinheiro – MTb/RS nº 15.486 Colaboração: TC e Jorn Paulo César Franquilin Pereira – MTb/RS nº 9751 Web Mídia/Redator: Sgt Rogério de Freitas Haselein Fotografia: Ten RR Enídio Pereira – Fotógrafo Jornalista MTE nº12368 e arquivos de OPMs E ACS da BM/RS e Arq da ACS PC/RS.

Distribuição gratuita para todos os servidores civis e militares, da ativa e inativos da BM, policiais da ativa e aposentados da Polícia Civil, servidores da Susepe, IGP, instituições municipais de segurança, vereadores, prefeitos e parlamentares. Informações e arquivos JCB: (HIst.de Vida) www.abcdaseguranca.org.br (Notícias) www.correiobrigadiano com.br (Notícias) correiobrigadiano@hotmail.com (comercial) correiobrigadiano. jcb@gamil.com (Adiminsitração) adm_jcb@hotmail.com

Telefones e Fax: (51) 3354-1495 (51) 8481-6459 Tiragem: 15.000 exemplares Impressão: Gráfica Correio do Povo

Endereço: Rua Bispo Willian Thomas, 61 - CEP: 91720-030 - Porto Alegre/RS Ano XVIII – nº 215 – Maio de 2013 – Correio Brigadiano: uma voz na Segurança Pública

As mudanças operadas nas Justiças Militares Estaduais com a entrada em vigor da EC45/2004 apenas iniciaram as alterações esperadas nestes colegiados especializados, uma vez que vem tramitando proposta de modificação através da Emenda à Constituição (PEC 358/2005) que visa a ampliação da competência da Justiça Militar da União, que passará a “exercer o controle jurisdicional sobre as punições disciplinares aplicadas aos membros das Forças Armadas”, além da competência que já possui hoje. Tratar-se-á de uma nova atribuição, de natureza cível, numa Justiça que até hoje é predominantemente criminal, e que exigirá algumas mudanças para adaptar a Justiça Militar da União a essa nova realidade, assim como ocorreu nas justiças estaduais, tanto na comum, que deixou de apreciar tais demandas, como na militar que passou a recebê-las e julgá-las, de forma singular, pelo Juiz de Direito do Juízo Militar. Atualmente a competência para apreciar as ações de natureza disciplinar é dos Juízes Federais de primeiro grau, com recurso para o Tribunal Regional Federal da região onde se deu a infração, o que tem dificultado muito a uniformização das jurisprudências.

Algumas alterações previstas e necessárias na estrutura da Justiça Militar da União, pretendem alterar dispositivos constitucionais, deixando-os com o seguinte teor: “Art. 123. O Superior Tribunal Militar compor-se-á de onze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a indicação pela maioria absoluta do Senado Federal, sendo dois dentre oficiaisgenerais da Marinha, três dentre oficiais-generais do Exército, dois dentre oficiais-generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e quatro dentre civis. Parágrafo único. Os Ministros civis serão escolhidos pelo Presidente da República dentre brasileiros com mais de trinta e cinco anos e menos de sessenta e cinco, sendo: I – dois dentre juízes-auditores; II – um dentre advogados de notório saber jurídico e reputação ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional; III – um dentre membros do Ministério Público Militar’. “Art. 124. À Justiça Militar da União compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei, bem como exercer o controle jurisdicional sobre as punições disciplinares aplicadas aos membros das Forças Armadas”.

Essa nova composição também permite manter a atual proporcionalidade quando da redução do número de Ministros, pois cada categoria representada na Corte (Marinha, Exército, Aeronáutica e Ministros civis) perderá um membro, em comparação com a composição que possui hoje. No tocante à escolha dos Ministros civis (parágrafo único do art. 123), a proposta procura prestigiar os integrantes da carreira da magistratura militar, reservando-lhes duas vagas na Corte Superior Castrense, ao contrário do sistema atual, em que somente uma vaga era destinada àquela carreira. As duas vagas restantes serão destinadas, respectivamente, a um representante da advocacia (atualmente são três) e do Ministério Público Militar. A PEC 358/2005 também condiciona a aprovação dos Ministros indicados pelo Presidente da República para terem assento no Superior Tribunal Militar (STM) ao quorum mínimo de maioria absoluta dos membros do Senado Federal, a exemplo do atualmente já exigido para os Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e dos demais Tribunais Superiores. (continua na próxima edição)


pág 3 - Maio de 2013

E S PA Ç O

P O L Ê M I C A

PMs CBMs discriminados no MJ A Estratégia Nacional de Segurança Pública não os quer

Parceria IBCM Parque Tupã isenta de ingresso quem doar alimentos

A parceria entre IBCM e parque Tupã garantindo acesso a todos os brinquedos com isenção do pagamento de ingresso a quem doasse alimentos terminou com a arrecadação de toneladas de produtos alimentícios, que serão doados a associados em vulnerabilidade social e à comunidade carente atendida pela instituição. A promoção foi nos dias 4 e 5 de maio. “Queremos agradecer ao proprietário do parque, Hugo Mayer, que teve um gesto de grandiosidade nessa parceria com a IBCM para ajudar a quem precisa”, disse o presidente da instituição, Daniel Lopes dos Santos. O setor de Serviço Social organizou a atividade, que fez parte da Campanha do Agasalho 2013 IBCM. O projeto, que também arrecada alimentos, será lançado oficialmente em 21 de maio.

Correio Brigadiano

O Conselho Nacional dos Comandantes Gerais de PM e CBM (CNCG) não se encontra inserido no rol de instituições – Enasp, do Ministério da Justiça. As instituições militares estaduais estão excluídas conceitualmente do Ministério Justiça do Brasil. Em pesquisas efetuadas, pelo jornal, sobre o Conselho Nacional dos Comandantes Gerais de PM e CBM - CNCG , encontrou uma página no Face tratando do “Colégio Nacional dos Secretários de Segurança

Pública”. Ali estava inserida a expressão “órgão governamental”. No empolgamento de ser a página bastante ativa, as pesquisas rolavam na barra, até o início de seus primeiros textos, analisando todas as postagens do colégio. Mas, em paralelo, buscava no Google, pesquisar notícias com o nomes e cargos do Colégio e sem querer, houve o fechamento do Facebook. Infelizmente não havia sido feito a copia do link daquela página. E depois, não foi conseguido resgatar o link daquela página e ainda está sendo buscada. A partir de então, a pesquisa foi dirigida para o portal do Ministério da Jusitça (MJ). Dirigida para a parte atinente à Segurança Pública do Ministério em busca da existência desse colégio como órgão governamental citado no Facebook. O Ministério da Justiça, sob o comando do Ministro José Eduardo Cardoso, tem estrutura bastante complexa. No tocante ao que

interessa, o mais importante para a Segurança Pública é atuar no cenário nacional construindo ou alterando conceitos. E aí, o Gabinete Gestor Integrado (GGI) tem uma dupla função de atuar junto ao próprio Ministro, através da Senasp ou Conasp, mas também, diretamente integrando o Enasp, na produção da Estratégia de Justiça e Segurança Pública brasileira. Na data de 23 de abril, terça-feira, deste ano de 2013, o Conselho Nacional dos Comandantes Gerais de PM e CBM (CNCG/PM e CBM) não se encontrava inserido no rol de instituições desse importante Enasp, ficando diretamente, inferiorizado aos seus pares o Conselho dos Chefes de Polícia Civil. Não é um simples erro de digitação ou omissão inintencional. Houve há pouco tempo a deliberação da secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Filomena de Luca Miki, que atendeu pedido do Conselho de Chefes de Polícia Civil e incluíu, esse Conselho no GGI.

Cmt da PMSC o novo presidente Comandante da PMSP passou o CNCG/PM e CBM

o seu trabalho; agradeceu pela participação do Cel Nazareno, que exerceu com maestria a função de presidente do CNCG, cuja figura reflete o posicionamento de todos os ComandantesGerais; parabenizou o presidente substituído pela aprovação e encaminhamento da proposta de substitutivo do PL4363/2001 e informou que, doravante, o conselho trabalhará pela aprovação da lei orgânica no Congresso Nacional; pediu uma salva de palmas ao presidente substituído; A nova presidência ficou assim constituída:

Houve formação de filas para doação de alimentos. Foto: divulgação IBCM

Parque Tupã Há quase 40 anos o Parque Tupã proporciona diversão saudável e segura pelas cidades por onde passa. As manutenções nos brinquedos são diárias e os profissionais que atuam no local são treinados para seguir normas de segurança internacionais. A partir de 1º de junho até setembro o parque estará instalado na zona Norte de Porto Alegre, ao lado do Lindóia Shopping, na avenida Assis Brasil.

A ONG voltada para a cultura policial

Na tarde do último dia 17/04, durante o segundo dia de reunião do CNCG, aconteceu a eleição e posse da nova Presidência do Conselho No início da Assembléia para eleição, o Cel Nazareno Marcineiro, Ex-Presidente, usou da palavra para explanar que, ao assumir, tinha alguns propósitos, de forma que foram realizadas as seguintes ações: criação do novo site, aquisição de materiais para a reunião, encaminhamento da sede em Brasilia, maior aproximação com a SENASP, fortalecimento do CNCG, aproximação com outros conselhos, aprovação em assembleia da minuta do substitutivo ao PL 4363/2001. Finali-

zando, agradeceu a todos que ao longo de sua gestão contribuíram para que o CNCG alcançasse as conquistas obtidas; agradeceu à equipe de trabalho do CNCG, citando o Cel Derner, secretário do conselho, Maj Matiuzzi, Ten Cel BM Graff, Sub Ten Vanice, bem como os oficiais da Assessoria parlamentar da PMDF, Maj Jorge e Cap Pedro, e o Cap Cordesco da PMESP; por fim, desejou sucesso ao novo presidente. Já com a palavra, o novo Presidente do CNCG, Cel David, afirmou que sua amizade com o Cel Nazareno se iniciou ainda em 1996, em Santa Catarina, ocasião em que passou a admirar

Pres - Cel PMMS Carlos Alberto David dos Santos Conselho Deliberativo: 1º Vice Presidente: Cel Manoel Leocádio de Menezes, Comandante-Geral do CBMRR; 2º Vice Presidente: Cel Márcio Martins Sant’ana, Comandante-Geral da PMMG; Presidente Regional Sul: Cel Roberson Luiz Bondaruk,Comandante-Geral da PMPR; Presidente Regional Sudeste: Cel Benedito Roberto Meira,Comandante-Geral da PMESP; Presidente Regional Centro-Oeste: Cel Suamy Santana da Silva, Comandante-Geral da PMDF; Presidente Regional Norte: Cel Paulo César de Figueiredo,Comandante-Geral da PMRO; Presidente Regional Nordeste: Cel PM Francisco Canindé de Araújo Silva, ComandanteGeral da PMRN.


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CHEFIA DA PC

Correio Brigadiano

Comandante Gerial da BM recebe conselheiro do TCE Marco Peixoto

BM entrega documento ao MP sobre a atuação em manifestações populares

Foi criado um Conselho de Segurança Escolar em Território da Paz do 1ºBPM

10º CRB realiza aula inaugural dos Bombeiros Mirins

O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Fábio Duarte Fernandes, recebeu o 2º vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Marco Peixoto, na segunda-feira, dia 22 de abril, no gabinete do comando geral da corporação. No encontro, o conselheiro colocou o TCE à disposição da Corporação para assuntos que possam ser resolvidos de maneira conjunta. O coronel Fábio, enfatizou a importância de pôr em prática o projeto de uma política de paz social, que trabalhe na mediação dos conflitos, para a diminuição do índice de criminalidade no Estado.

Em 16/04, o comandante-geral da BM, coronel Fábio Duarte Fernandes,visitaram o Ministério Público Estadual e entregaram ao procurador-geral, José Barrôco de Vasconcellos, um documento contendo informações relativas às últimas manifestações populares ocorridas em Porto Alegre. Conforme o Cel Fábio Fernandes, as informações vão subsidiar o MP mover ações judiciais pertinentes aos casos. Documento semelhante foi entregue à Polícia Civil para análise e possível inclusão no inquérito em andamento na Instituição. A BM também remeteu as informações por meio eletrônico à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RS).

No Colégio João XXIII, em Porto Alegre, em 16/4, foi realizada uma reunião com a criação do Conselho de Segurança Escolar do Território da Paz. Estiveram presentes o Comandante da 2ª Cia/1ºBPM, Major José Carlos Pacheco Ferreira; o Tenente-Coronel Carlos Alberto da Silva Souto; o Tenente Paulo Roberto Nunes Correa; o efetivo da 2ª Companhia, e representantes das escolas estaduais, municipais, privadas e do Comitê de Prevenção a Violência nas Escolas (COPREVE).

Na manhã de quarta-feira, dia 17 de abril, em Santana do Livramento, o 10º Comando Regional de Bombeiros (10º CRB) realizou aula inaugural dos Bombeiros Mirins 2013. Estiveram presentes no evento o Prefeito Municipal de Santana do Livramento, Glauber Lima, o Presidente da Câmara de Vereadores de Santana do Livramento, Dagberto Reis, o Coordenador de Políticas Sobre Drogas da Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos, Tenente Carlos Alberto Almeida Dias, o Chefe

Na quinta-feira (18/4), às 14h, na sede do 10º Batalhão de Polícia Militar (10º BPM), em Vacaria, ocorreu a solenidade de entrega de uma viatura oriunda do Programa de Participação Popular e Cidadã do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, que será empregada no policiamento do Pelotão de Operações Especiais (POE) do 10º BPM. Estiveram presentes no evento o comandante do 10º BPM, major Fabiano Domenico Paim; o comandante da 1ª Companhia do 10º

BPM, capitão Rodrigo Schwaab da Silva; o coordenador do Projeto Participação Popular e Cidadã, Renato Mascarelo; o chefe do Departamento de Assuntos de Segurança Pública Municipal, major RR José Gilmar Vieira; o diretor executivo da Prefeitura Municipal de Vacaria, Orimar Luiz Pizamiglio; o representante do prefeito municipal, Elói Poltronieri; o coordenador do Corede Nordeste, Alessandro Dalla Santa Andrade; o chefe do 6º Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF) de Vacaria, inspetor Jocir Prandi, e representantes de rádios e jornais locais. O comandante do 10º BPM e o coordenador do Corede Nordeste ressaltaram, durante a entrega da viatura, a importância do programa junto à comunidade e do reconhecimento desta ao eleger como demanda prioritária a vinda de novas viaturas para a Brigada Militar.

10º BPM recebe uma viatura do Programa de Participação Popular e Cidadã

Codipe da SARH reúne-se com comandante-geral da BM Reuniram-se nesta segunda-feira (15) com o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Fábio Duarte Fernandes, o secretário-executivo do Comitê de Diálogo Permanente (Codipe) da Secretaria Estadual da Administração e Recursos Humanos (SAHR), Heitor Lermen, e a assessora parlamentar do deputado federal Henrique Fontana, Simone Schäffer. Eles trataram de questões relativas à região

do Vale do Taquari e também informaram ao comandante-geral que, por meio do Codipe, o Governo do Estado vai iniciar discussões para a elaboração de uma lei que trate sobre o assédio moral. Lermen falou que a Brigada Militar deverá integrar a câmara temática que vai debater a proposta. O coronel Fábio Fernandes falou que a Corporação tem interesse no tema e indicará um representante para participar dos debates de construção da nova legislação.

da Inspetoria da Receita Federal de Santana do Livramento Adilson Valente, o Secretário de Cultura e Laser, José Newton Canabarro e o Presidente da UNIMED de Santana do Livramento, Luiz Antonio Costaguta de Arruda. O projeto, que está na sua 7ª edição, formará 60 crianças, entre 10 e 12 anos. O objetivo é tornar os alunos multiplicadores do conhecimento de prevenção obtido durante as aulas, aumentando a segurnaça contra incêndio das comunidades.

PALAVRA DO CHEFE DE POLÍCIA Ranolfo Vieira Junior – Delegado de Polícia Chefe da Polícia Civil RS

O agradecimento público do Correio Brigadiano ao chefe da Polícia Civil, do Estado do Rio Grande do Sul, por ter há dois anos atrás, confiado no “abc da Segurança Pública”, denominação, mais adequada ao jornal e ter aceito publicar um editorial, na página 4, de cada edição. Mais que um instrumento eficaz de comunicação, busca nossa proposta ser um simples canal de integração das linguagens institucionais pelo estarem lado a lado. Nossa preocupação atual é publicar os contistas e cronistas da Policia Civil, junto aos policiais militares, que já estão publicando seus crônicas e contos. Obrigado Delegado de Polícia Ranolfo Vieira Junior.


COMANDO DA BM

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Palestra da escrivã Raquel do Denarc no”Sticando”

Em 26 de abril, a Divisão de Prevenção e Educação - DIPE/DENARC realizou palestra para 100 funcionários do Sindicato dos trabalhadores da Construção Civil do RS no bairro Cidade Baixa. O Evento fez parte de um projeto do Sindicato denominado “Sticcando”, cuja proposta é trazer conhecimentos aos funcionário no final das tardes de sexta-feira. Convite formulado pelo Radialista e Comentarista Esportivo João Garcia, da Rede Bandeirantes, por conhecer o trabalho da DIPE que é desenvolvido em todo o Estado do Rio Grande do Sul. A palestra “Prevenção às Dro-

gas - Responsabilidade de Todos”, ministrada pela Escrivã Raquel Viegas Mazzucco, recebeu abordagem diferenciada, uma vez que os próprios participantes expuseram suas dúvidas a respeito de substância lícitas e ilícitas, que causam dependência e ocasionam diversos males ao organismo humano. Após expor todos os prejuízos e consequências advindas do uso de substâncias psicoativas, foram distribuídos materiais fornecidos por diferentes parceiros da DIPE/DENARC. O Disque-Denarc 0800-518518 foi divulgado, bem como todo o trabalho do Departamento.

Correio Brigadiano

PC presente na apresentação Integrantes da Polícia Civil com dos novos soldados da BM vaga garantida no Panamericano em Porto Alegre

Na manhã desta terça-feira (23.04) o Chefe de Polícia, delegado Ranolfo Vieira Júnior, prestigiou a cerimônia de incorporação dos novos soldados da Brigada Militar nos serviços efetivos da Guarnição de Porto Alegre. Foram apresentados 530 soldados em solenidade realizada em frente ao Palácio Piratini. O evento contou com as presenças do governador Tarso Genro, do vice Beto Grill, do secretário da Segurança Pública, Airton Michels; do Comandante-Geral da BM, Cel. Fábio Duarte Fernandes, entre outras autoridades.

PALAVRAS DO COMANDANTE Sérgio Roberto de Abreu– Coronel QOEM Comandante Geral da Brigada Militar RS

O agradecimento público do Correio Brigadiano aos comandantes-gerais da Brigada Militar que desde junho de 1996, prestigiaram o jornal publicando suas mensagens aos brigadianos, na forma de um editorial. Talvez, que hoje, com a profusão de mídias e facilidade de divulgação, não tenha a mesma significância. Por isso, há exatamente dois anos, iniciou-se nossa 3ª fase de integração, onde os órgãos da segurança pública gaúcha, através da pulbicação do editorial dos mandatários da BM e PC. O chefe de Polícia Civil publica na página 4 e, o comandante da BM, na página 5. Um ao lado do outro, sendo que ambos, em suas respectivas páginas, ficam cercados pelas notícias da co-irmã. Ou seja, uma convivência midiática de companheirismo que coopera com a integração. Nossos desejos de um excelente comando ao Coronel Fábio Fernandes.

A equipe de judô da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, composta pelos atletas/policiais Marcelo Vaz, Roberto Schulze,lotados na Delegacia de Roubos do DEIC, Thiago Franco, lotado na DPPA-Gravataí, e Celso Cardoso lotado na DPPA/DEIC, participou da seletiva nacional realizada neste final de semana na cidade de São Paulo. Os quatro atletas conquistaram a vaga para o Pan-americano de Artes Marciais de policias e bombeiros, que será realizado em Brasília entre os dias 23 e 27 de outubro de 2013.

A competição contou com atletas de diversas partes do Brasil, sendo policiais civis, policiais militares, policiais federais, bombeiros e guardas municipais. Os três primeiros colocados de cada categoria garantiam a vaga para o Pan. Marcelo Vaz e Roberto Schulze obtiveram a primeira colocação na seletiva, nas categorias meio pesado e medio respectivamente, enquanto Thiago Franco ficou em segundo lugar na categoria meio médio seguido de Celso Cardoso em terceiro lugar.

A Divisão de Prevenção e Educação DIPE/DENARC esteve nodia 22/04/2012, em mais uma escola da Rede Romano, desta vez na Unidade Romano Santa Marta, no bairro Azenha, em Porto Alegre, Representando a Divisão, a Escrivã Raquel Viegas Mazzucco ministrou a Palestra “DrogasVocê Não Precisa Disso!” para alunos do ensino médio da escola, totalizando 180 ouvintes, a convite da Coordenadora Pedagógica da Escola. Após a explanação, vários questionamentos de alunos esgotaram suas curiosidades em relação às substâncias psicoativas.

A Polícia Civil prendeu na manhã do dia 27 de abril, Marcelo de Barros Martins, o Alemão, 33 anos, suspeito de liderar seis homens nos assaltos a dois bancos em Pedras Altas, no último dia 22/4, fazendo seis reféns e a usar uma viatura da BM na fuga. Ele foi preso numa casa no centro de Lajeado com três pistolas .380, com numeração raspada, colete da BM, rádio sintonizado na frequência da BM e materiais de roubo à prefeitura de Mato Leitão, a prefeita do município, e também de ter atirado no delegado Antônio Firmino da DP de Tupanciretã, no dia 5/4.

Palestra preventiva na Escola Santa Marta da rede Romano em Porto Alegre

Polícia Civil prende o líder do assalto ocorrido na cidade de Pedras Altas

Delegado Adalberto Lima faz em Viamão palestra sobre drogas

O delegado Adalberto Lima, do Serviço de Prevenção e Educação do Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (DECA), da Polícia Civil, palestrou na Escola Municipal de Ensino Fundamental Monte Alegre, que funciona no CAIC - Centro de Atendimento Integral à Criança, na cidade de Viamão. O evento, ocorrido na tarde desta sextafeira (26/04), foi direcionado para 200 alunos das 6ª, 7ª, 8ª e 9ª séries do ensino fundamental,

além de professores, pais e comunidade em geral, tendo como tema principal “Violência Escolar e Bullying”. O ciclo de palestras promovido pelo DECA/ PC em escolas públicas e particulares faz parte do planejamento do departamento para diminuir a violência escolar e inserir a Polícia Civil à comunidade.


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ESPAÇO

CULTURA & ENSINO

Correio Brigadiano

Chargista Cursio se despede da BM Como estava previsto em sua história de vida deixou a Corporação

SICREDI MIL VAI DISTRIBUIR EM CONTA ATÉ 25% DOS RESULTADOS DE 2013. Sicredi Mil é uma instituição financeira cooperativa, por isto ao final do ano quando é apurado o resultado parte das sobras são destinados aos seus associados, geralmente depositados em Cotas de Capital. Considerando o contínuo crescimento patrimonial, que vem ocorrendo ao longo da sua história, torna-se viável a partir de agora o pagamento de bonificações, pelo fato de você usar e ser sócio de uma instituição financeira cooperativa. Por decisão do Conselho de Administração, foi estabelecido que na próxima Assembleia Geral apresentar aos associados à distribuição de até 25% dos seus resultados, diretamente nas contas correntes. Com isto á cooperativa está cada vez mais tornando evidente os seus propósitos de agregar renda aos seus associados. A partir de agora parte dos juros que foram pagos no crédito, parcela dos custos do seguro, os valores que manter conta, enfim, o uso dos produtos da Sicredi Mil terá um retorno maior Vantagem que só uma cooperativa de crédito consegue oferecer. Lembrando que a distribuição é feita proporcional a movimentação do associado no uso de produtos e serviços. Quanto mais usar o Sicredi mais você vai ganhar.

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Belquis, a mãe do Soldado Eriston faz agradecimentos... A mãe do Sd Eriston tem os nomes de algumas pessoas que me ajudam muito na recuperação do Éristom e que são:Juliana Ellwanger, Ramon Vivian Pereira, Henrique Dutra, Ânderson Rodrigues,Gheisa Marques, Maurício Resende, Daniela Bittencout, Guilherme Ludtke, Jordana Bittencort,Daniela Furrati, esses são os fisioterapeutas. Genifer Shuts é psicóloga, Cleusa Santos Haetinger pedagoga ocupacional,Evelin Fabiane Gomes de Andrade Alves fonoaudióloga, Paulo Garcia enfermeiro, mas tem mais gente que me auxiliam no posto de saúde que não peguei o nome, mas que o fará, oportunamente.

A história do ex-Sd Cursio, no jornal Correio Brigadiano, passa pela duas centenas de charges que produziu, entre publicadas no jornal impresso, as publicadas no sites e as preparadas para situações especiais. Ficará para sempre na história da corporação a série de charges que produziu como recepção aos comandantes-gerais que assumiram a Brigada Militar, até 2010, referente aos comandos: Cel Roberto Ludwig - 1999-2000; Cel Nelvio Alberto Neumann – 2000-2001; Cel Gerson Nunes Pereira - 2001-2003; Cel Nelson Pafiadache da Rocha – 2003-2004; Cel Airton Carlos da Costa – 2004-2006; Cel Paulo Roberto Mendes Rodrigues (Juiz Militar); e Cel Nilson Nobre da Silva Bueno. À coleção dele se agregam três charges desenvolvidas pelo

famoso “São Paulo” na fundação do jornal. A grande maioria de suas charges estão publicadas no portal do abc no endereço: www.abcdaseguranca.org.br. No curso desses 16 anos de Correio Brigadiano, ele com muito esforço fez o curso de bacharelado em Ciências Jurídicas e cuidou de sua filha, apoiado por sua esposa a jornlaista Luciane Franco - neta do Cel Solon Pelanda Franco. E hoje, Cursio, também avô, como todo avô é o herói e, faz todos os dengos da Betina, sua neta. Muito ansioso e, sempre em busca do perfeccionismo, desiludiu-se com algumas situações institucionais da Brigada Militar, as quais julga poder contibuir, de uma forma mais eficaz, com o exercício da advocacia. Sua primeira charge ocorreu na edição nº 29, que circulou em maio de 1997 e talvez sua última esteja, ocorrendo nesta edição. Uma relação com a família brigadiana - grande paixão de mostrar sua arte e sensibilidade, ao longo de 16 anos. Apesar de bem preparado e com postura independente, só veio a ser solicitado, para apresentar texto, na edição anterior

(214) quando apresentou o escreveu o texto “Verão de Eriston”. Guardaremos com carinho guardaremos lembrando que um chargista é um cronista do desenho, mas também tem todas as condições de retratar o cotidiano da sociedade. Lembraremos sempre de ti, principalmente, enquanto garimpamos um novo chargista. Usaremos tuas charges passadas, que estejam aplicadas ao momento atual. Leva em teu coração nossa eterna gratidão. Leva a satisfação em te ver progredir e decidir seguir teu novo caminho. Todos os integrantes do JCB, de todos os tempos só tem gratas e alegres lembranças de ti. Quem gostaria de substituir o Cursio na elaboração de charges sobre as questões da segurança pública gaúcha e braileira. www.correiobrigadiano.com.br

Discurso do Cel Jerônimo Braga

Ex-comandante geral da Brigada Militar e atual comandante da Reserva Altiva, no memorial do policial morto na APM Para a Legião Altiva da Brigada Militar, composta pelos homens e mulheres da Reserva e Reformados da Corporação, acrescida de voluntários da sociedade, que nutrem respeito para com a Brigada, tornou-se tradição vir anualmente, na Semana do Policial, prestar sua homenagem aos que tombaram no cumprimento do dever, defendendo vidas e patrimônios, salvando, protegendo e socorrendo. Injusta é a sociedade que esquece os que por ela morrem mais injusta a Instituição à qual pertenceram se deles se esquece. É por essa razão que hoje estamos aqui, todos irmanados, Ativa, Reserva, Reformados e Voluntários Civis, para lembrá-los. Para dizer-lhes que nos curvamos humildemente pelo enorme sacrifício de doar o maior bem que possuíam, suas vidas. Li na Coluna do Leitor da ZH do dia 20 de abril, mensagem de Mario Webwe, Administrador em São Leopoldo: “Surpreende a apologia que o Senador fez ao chamar de “bravos gregos” os estudantes que promoveram manifestações,

com alguma violência, quando do protesto sobre o aumento das passagens de ônibus. Qualquer manifestação que usa de violência deveria ser condenada. Será que o Senador foi no dia 7 ao Brique da Redenção, quando houve manifestação pacifica, em nome do soldado Eriston, apedrejado e hospitalizado em estado grave, provavelmente por um “bravo grego” que no anonimato prejudicou a saúde

de modo definitivo de um soldado que estava fazendo seu trabalho?” Pobre a sociedade em que seus políticos só pensam na conquista de simpatizantes, incapazes de analisar o fenômeno social em que vivemos e pobre a sociedade que se comporta pensando que a Polícia só é boa se aplicada aos outros. Coragem. Talvez por isso mesmo, pelo sacrifício esquecido é que tens como teu dia o Dia do Patrono da Nação Brasileira, o Alferes de Milícia Joaquim José da Silva Xavier. Quem melhor a representar os que se sacrificam pela sociedade, que em seu conjunto é a Pátria? Parafraseando o digno Cel Otávio Frota vos digo: “Fostes fé onde havia descrença. Fostes amor onde havia cupidez, fostes virtude onde campeava o vício. Construístes a ti e à Brigada. Erigistes-te homem em meio às sombras. Forjastes-te digno em meio à indignidade. “Exibistes tua verticalidade moral como insulto a venialidade.”


pág 7 - Maio de 2013

História de Vida - Edição 215

Correio Brigadiano

A família, a Brigada Militar e a equitação, vistas no

Resumo autobiográfico do Ten Cel QOEM Alberto Zazycki - sua trajetóra na vida brigadiana

Nascido em Santo Angelo, Rio Grande do Sul, em 01/06/1957. Oriundo de uma família típica de descendentes de imigrantes poloneses da Região Noroeste do estado, filho de João Zazycki, aposentado, de profissão Ourives e Óptico atualmente passa o tempo restaurado antiguidades e concertando relógios antigos e de Valéria Zazycki, aposentada, de profissão cabeleireira. Sendo o primeiro Brigadiano da família, possui quatro irmãos de sangue e uma irmã de adoção. Destes, dois irmãos seguiram seus passos na trajetória brigadiana: o Ten Cel João Zazycki Filho, falecido no ano de 2009, e o Sd PM Júlio Antonio Rafael Vettorello Zazycki, servindo atualmente no 2º RPMon. Em 1962, a família mudou-se para a cidade de Santana do Livramento, onde cursou o primário na Escola Estadual Professor Chaves, o ginásio (secundário) na Escola General Neto e concluiu com o científico no Colégio Estadual Liberato Salzano Vieira da Cunha; Cursou o profissionalizante em tornearia mecânica no Senai durante três anos, também em Santana do Livramento. Casado com Mara Virginia Fialho Zazycki, o casal tem três filhos, Paulo Alberto Fialho

Zazycki, casado, Instrutor de Equitação; Claudio Roberto Fialho Zazycki, solteiro, Sistemata da Informação (Informática), e Luiza Cristiane Fialho Zazycki, solteira, Engenheira Agrônoma. Ingressou na Brigada Militar em Fevereiro de 1977, onde ocupou diversos cargos de comando, chefia, funções de oficial intermediário e subalterno. Passando pelos postos da corporação, sempre com o nome de guerra Zazycki. Foi homenageado e recebeu as Medalhas de Serviço Policial Militar S/1 e S/2. Sua carreira teve início na Academia de Polícia Militar em Porto Alegre, tendo como primeira unidade operacional o 2ºRPMon, em Santana do Livramento, servindo também em diversas localidades como: Alegrete, Quaraí, Santa Maria e Porto Alegre, onde encerrou suas atividades pela Brigada Militar como Chefe do Centro de Manutenção e Tecnologia, da Diretoria de Informática. Sua formação profissional foi complementada por cursos advindos da profissão e os obrigatórios para o seu acesso aos níveis superiores da corporação. Destacando-se entre eles o Curso Superior de Policia, realizado no ano de 1996, na República Oriental del Uruguay, curso este de Comando e Estado Maior da Policia Nacional del Uruguay, onde obteve a

3ª colocação, entre Oficias da Argentina, Paraguay e Uruguay. Também realizou o curso de Formação de Instrutores de Microinformática na corporação, no ano de 1997. Cursou a faculdade de Administração na URCAMP (Universidade da Região da Campanha), sendo que nesta oportunidade foi concluído cerca de 50% do curso. Atuou na coordenação de inúmeras atividades de serviço, destacando-se entre elas, as enchentes que assolaram o município de Quaraí no ano de 1982; na Operação Golfinho em 1988/89, na cidade de Rainha do Mar; na desocupação de terras em Santa Maria, Julio de Castilhos, Bagé e em Santana do Livramento, pelo MST, onde as Operações regulamentares foram realizadas de maneira eficiente e eficaz. Também foi o Comandante do Policiamento em Santana do Livramento na ocasião da realização da Copa America no ano de 1995, realizada no Uruguay, onde foram realizadas as disputas da primeira fase de classificação de grupos na cidade de Rivera, cidade fronteiriça com Santana do Livramento, a qual contou com a participação de quatro seleções: Brasil, Colômbia, Equador e Peru, sendo que as Equipes do Brasil e da Colômbia, ficaram concentradas em Santana do Livramento. No ano de 2002, o oficial participou ativamente na organização e planejamento de

uma das maiores operações realizadas pela BM: a “OPERAÇÃO AFTOSA II – PREVENÇÃO – OPERAÇÃO ALFA II”, a qual reuniu os comandos regionais CRPO-FO,CRPO-SUL, CRPO-CAMPANHA, CRPO MISSÕES e CRPO-NOROESTE, envolvendo aeronaves, embarcações, patrulhamento motorizado, a pé e a cavalo e a utilização de barreiras policiais, que culminaram com total êxito para a BM. Integrou o quadro docente de diversos cursos de formação de soldados, cabos e sargentos nas unidades em que serviu. Entre os cargos que exerceu na Brigada Militar destacou-se como 2º Tenente, no 2º RPMon no período de 21Dez79 à 17Nov82; Secretário – Cmt PCS – Adj do P3 – Cmt de Pel em Alegrete - Cmt Pel destacado na cidade de Quaraí; como 1º Tenente, também no 2º RPMon, entre 18Nov82 à 19Set90, Cmt Pel – Tesoureiro – Cmt Pel P Chq - Resp Ch P/2 – Resp Cmt Esqd – Resp Ch P/4 – Almoxarife; como Capitão no 2º RPMon de 20Set90 à 21Nov90 Ch P/4; transferido para o 1º RPMon, em Santa Maria entre 06Dez90 à 13Jun94 foi Ch P/2 – Ch P/4 – Cmt Esqd e Cmt Esqd Hipo; retornando para o 2º RPMon entre 27Jun94 à 02Ago98, Ch P/3 – Cmt Esqd – Ch P/2 – S

Cmt Intº; transferido para o CRPO/Fronteira Oeste para sua organização em 03Ago98 à 23Set98, desempenhando função de Adj SLPO; Promovido a Maj continuou servindo no CRPO/Fronteira Oeste entre 23Set98 à 31Dez03, foi Ch SEL – Ch SLPO – Ch SIOT, acumulando a função de Ch do Estado Maior durante todo o tempo. Promovido a Ten Cel em Abril de 2004 foi classificado na Diretoria de Informática passando a chefiar o Centro de Manutenção e Tecnologia, até Agosto de 2004, quando solicitou seu afastamento do serviço ativo da BM, passando para a Reserva Altiva. Seu hobby foi a Equitação e o Tiro ao Alvo, onde participou de diversas competições realizadas na Brigada Militar e entidades Civis, dentre as diversas premiações recebidas destacamos a de Vice Campeão Gaúcho de Saltos de Obstáculos categoria principal 1,20 metros, no ano de 1987. Sendo que, no tiro também foi chefe da equipe campeã da BM. Reportagem com a história completa: www.abcdaseguranca.org.br/ Menu: HISTÓRIA DE VIDA

Submenu: 1. Brigadianos


Contos & Crônicas - Edição 215

pág 8 - Maio de 2013

Magna Carta

Conto do Cel Paulo Francisco Martins Pacheco

Ainda na época dos anos dourados, no Regimento Cel Lenolindo Landoaldo Veneroso, acantonado a sudeste da Antares do Érico Veríssimo e a noroeste da Vila Velha do Sérgio Jockymann, o encarregado de datilografar o Boletim Regimental era o praça Galvãozinho,diminutivo este que sempre o deixava meio cabreiro e a perquirir, pela inflexão da voz, se constituía um aceno carinhoso ou uma capitis diminutio. Orgulhoso da missão que lhe fora cometida, dedicadíssimo, mas de escasso, volume psíquico, o praça velho, baixinho, feio e solteiro, considerava o Boletim: A Lei das Leis, Suprema Lex, ápice de todo o ordenamento jurídico, capaz de se sobrepor, na avaliação de um fato histórico, à própria CRONOLOGIA, que, consabidamente, lhe é fundamental. Empolgado no exercício da função, Galvãozinho sempre dava um jeito, de suprimir expressões dubitativas, promover atalhos, adicionar interjeições impertinentes e a consagrar discutíveis modismos da época dos anos sessenta, tais como: SMJ, alaúza, a toque de caixa, fugar, bater as botas, escafeder-

se, que comumente passavam despercebidos pelo despercebido Comandante de então, um cavalariano fanático - com perdão da redundância - desses de “colar decalco” e distribuir flâmulas. Mas ocorreu que certo dia Galvãozinho resvalou para uma perigosa expressão de forte cunho ideológico: “Reformas de Base”, o que lhe resultou em 21 dias de prisão. De outra feita, recém egresso de um Cursilho da Cristandade, teve o topete de apor na 4ª parte do Boletim, em punição redigida de próprio punho, pelo Comandante, a pacifista expressão: SHALON, do que lhe resultou mais 30 dias de cadeia. Escusado lembrar a velhos praças, mas lembramos: na caserna, 21 dias de xilindró configura punição mais grave do que a de 30 dias, por ser considerada aquela: CADEIA DE CORNETEIRO. Padecíamos naquela época - e poucos se atreviam a avançar o sinal - a tirania de uma inviolável membrana: o HÍMEN (e sequer desconfiávamos que a poluição sonora de hoje, acabaria violando homens e mulheres noutra membrana: o

TÍMPANO). Ainda por cima, o praça nubente tinha de requerer permissão ao Comandante, que baixava o requerimento ao Subcomandante, que o baixava ao Ajudante, para este informar se havia vaga para casados na Unidade. Obtida a permissão, 15 dias antes do casamento, surgiu o impasse: a noiva não queria mais saber do Galvãozinho. Indignado e já febricitante pelos oito dias de GALA que ia perder, exacerbados por ser virgem a noiva e também um convite ao pecado. Portando o Boletim debaixo do braço, nosso praça dirigiu-se à casa da nubente e enquadrou toda a família: “Agora não tem mais volta, como o Boletim já publicou, eu e a Rosiclete somos obrigados a casar”.

Cel Paulo Francisco de Martins Pacheco * Publicada com as devidas correções

Contos & Crônicas - Edição 215

Correio Brigadiano

Pitacos e piripaques

Cel Joaquim Moncks, o poetinha....

Amada! Saúde e Paz! Sim, aos 65 anos ninguém escapa de alguns problemas na saúde pessoal. Tive um piripaque no coração e botei umas molinhas, em 2009, e agora sou um cyborg bem conservado. Também estou diabético há mais de onze anos, sendo que, de vez em quando, os níveis de glicemia escapam ao controle. Agora estão bem, nos trinques. Os joelhos já não são os mesmos e os estou “castigando forte” com cápsulas de barbatanas de tubarão, receitados por uma vidente, curandeira renomada, que atende em Jacinto Machado, a cerca de 70 km. No inverno, a artrose – amante recente – andou tinhosa. Nada de me largar... Porém agora, com o sol, mar e exercícios, cansou de me assediar e de tentar me levar pro berço... Acho que anda tomando sol todos os dias, curtindo o lombo na areia... Estas minhas amantes – asma, diabetes,

cardiopatias e a artrose – são o meu “tetra campeonato” pessoal... Mas acho que chego até a Copa Mundial de 2014 sem problemas... Acho até o técnico Filipão vai me querer pra servir de ‘gandula’, pra ajuntar as bolas que saírem pra fora das quatro linhas... O consolo é que verei os jogos mundiais pertinho dos astros do futebol! Não te amofines por não me conheceres pessoalmente... Sossega que nos conheceremos ainda na vertical... Se não, vou te puxar os pés quando dormires... Rsssssss! Nada como o bom humor pra vencer o que não se pode mudar... O Senhor Tempo é padrasto (desnaturado) com os viventes. Em verdade, o passar dos dias é o dono de tudo neste plano físico... – Do livro AVE FUGIDIA – Palavra & Diversidade, 2009/13. http://www.recantodasletras.com.br/humor/3534445


pág 9 - Maio de 2013

História de Vida - Edição 215

Correio Brigadiano

O clã dos “Ventura Homem” na história da Brigada Militar A família estruturada a partir da instituição Brigadiana onde fez relicário de seus valores (1ªparte)

É como um romance de costumes. O rapaz descontente com o tratamento recebido de sua madastra, abandona a família e migra para o Sul do Brasil. Esse é Claudino Antônio da Ventura Homem, um jovem paulista apto a lecionar, nas fazendas de Porto Alegre, lá no século XVIII. Em uma dessas fazendas, nessa atividade, conheceu Eva, com 16 anos de idade. Se apaixonaram e casaram. Ele 20 anos mais velho que sua esposa, agora, Eva Silveira Homem. Durante 20 anos de matrimônio tiveram muitos filhos. Eva adoece e falece aos 36 anos de idade (tubeculose, o mal da época), Claudino estava com a idade de 56 anos. Sua filha Edelmona questiona o pai, se ele irá casar-se novamente, ao que em acontecendo, ela com as irmãs iria morar com os avós maternos. Claudino garante que não. Tanto, que mantém seu luto até morrer, simbolizado por uma gravata de cor roxa, costume da época. E Edelmona passa a ser a cuidadora dos irmãos. Os quatro filhos homens de Claudino se tornaram brigadianos. O mais velho deles, que

ficou conhecido como tio Targino, falecido em 1930 como tenente da Brigada Militar, já na reserva, foi o esteio, no cuidado e encaminhamento dos irmãos. Ele tratou de engajar, na corporação brigadiana, seus três irmãos mais moços. O 1º irmão, logo abaixo dele, era o Adonis Ventura Homem, sobre o qual, em razão dos Almanaques da BM, se tem maiores informações. Nasceu em 1º de setembro de 1898; incluiu em 17 de março de 1916; e se formou Aspirante Oficial em 10 de maio de 1923. Em sua carreira militar chega a coronel, comandante dos Bombeiros e fundador do MBM Previdência e Seguros, à época com a denominação de Montepio da Brigada Militar. O 2º irmão a ser encaminhado por Targino, talvez quando ainda sargento, foi o Nadir e o 3º, o Darci. Assim tem início a formação do Clã Ventura Homem: 1) Tenente Targino; 2) Coronel Adonis; 3) Tenente Nadir; e 4) Tenente Darci. Os netos do professor Claudino descendentes de seus filhos brigadianos, também,

Foto de filhos do Tenente Darci, quando o Cel Antero assumiu o comando do 21ºBPM, na zona Sul da Capital (Restinga). Destaca-se a “Picucha” entre o Antero e o Targino, este ao lado do Darci. A partir da esquerda Angelo, Adonis e Jonathas.

geraram uma descendência brigadiana. Porém, a mais significativa dessas gerações de brigadianos ficou por conta do caçula Darci e do caçula dele. Apesar de todos terem gerados descendência para a corporação o caçula Tenente Darci e seu filho mais moço, o coronel Antero, mantiveram a tradição brigadiana da família, vigindo ainda hoje com dois oficiais, na ativa. Os filhos do Tio Targino ou do tenente Targino, o grande e esmerado articulador do “Clã”, juntamente com ele foram acometidos de tuberculose como a Avó deles, a Eva. Os três filhos de Targino incluiram na BM: (por ordem de idade) o João Batista, o Targino Fº e o Antero. Os três foram acometidos da doença e dois faleceram, sendo que o mais velho, o João

Batista servia no Hospital da Brigada Militar. O coronel Adonis Ventura Homem, filho do tenente Targino, teve duas filhas. Não gerando estas brigadianos. O tenente Nadir Ventura Homem, filho do tenente Targino, teve seu filho Claudio Adão, que serviu na Tipografia da Brigada Militar, na Ajudância Geral da BM, foi especialista e tenente na reserva. Inclusive na reserva, foi proprietário de uma tipografia próximo ao QG. O tenente Darci Ventura Homem teve uma sucessão grande. Foram nove filhos e, é dele, que a sucessão foi mais intensa e ainda permanece. Os filhos do Tenente Darcy Ventura Homem com as respectivas datas de nascimento e com sua vinculação à Brigada Militar: 1. Claudino (falecido) chegou a incluir e estar nos Bombeiros, mas optou por ser servidor do DAER; 2. Cel Ângelo (falecido) foi de soldado a coronel e comandou o 4º RPMon; 3. Jonathas, coronel da reserva com filhos no Colégio Tiradentes. (afetivamente chamado de Boca); 4. Claudio foi funcionário da DEAL, empresa sucedida posteiormente pela Corlac. 5. Ulmerinda Uviversina (Picucha e prefere o apelido), nascida em 17/3/45, formada em

odontologia, casada com falecido Cel Edmundo Dante Zanetti Porto, um pesquisador de história da BM; 6. Targino, nascido em 29/11/42, coronel da reserva BM, oficial da Turma/70, conhecido pelo apelido afetivo de jacaré, hoje já, sem broncas no uso do apelido. 7. Adonis Honório, nascido em 2/9/46, capitão da reformado da BM, conhecido como o Venturinha. 8. Darci Juarez, nascido em 5/7/50, chegou a incluir, mas optou por ser servidor civil, adentrando por essa modalidade à BM em 29/11/77, É o atual presidente do Sindicato dos Servidores Civis da Brigada Militar - Sindcivis. 9. Antero Batista, nascido em 21/7/55, coronel da reserva da Brigada Militar, oficial da Turma/... Ele seguindo a tradição do Clã Ventura Homem, onde a sucessão fica a cargo dos caçulas. O Cel Antero brindou a família e a Brigada Militar com dois filhos (capitães) da ativa da corporação: Márcio e Maurício Batista Nunes

Reportagem com a história completa: www.abcdaseguranca.org.br/ Menu: HISTÓRIA DE VIDA

Submenu: 1. Brigadianos

Darci Juarezi, servidor civil da BM, apo- Cel Jonathas - ex-comandante Cel Targino - oficial da turma de Cel Antero, filho mais moço ex-Cmt dos 21º Cel Portinho (falecido), Chefiou o e 1º BPM e do CPC, onde se inativou. CSMM/MB, genro do Ten Darci sentado e Presidente do Sindcivis do 2º BPM, em Rio Pardo. 1970, inativou em 94, Dir CT.


pág 10 - Maio de 2013

Sombras Irmãs

Contos & Crônicas - Edição 215

Conto do Ten da reserva Carlos Dornelles

Eu era apenas promessa de guri quando no longínquo ano de 1934 conheci no município de Santiago, à margem da estrada que leva a São Borja um lugar denominado “Tapera do Cerro”. Era uma tapera que, com suas lendas, seus mistérios e suas histórias de assombração, aos poucos ia morrendo no lombo de um coxilhão. Mais tarde, como carreteiro, tropeiro ou simples andante campeiro de liberdade, sesteava no frescor da sombra de duas robustas figueiras que ao leve sopro do pampeiro seus longos galhos se alcançavam num toque de esperança. Eu ficava emocionado com aqueles movimentos suaves e contínuos parecendo que exclamavam: “Rio Grande, onde estás que não ouves o nosso grito de socorro?” Em que mato te embrenhastes? Nós somos a tua legenda, a tua história! Em nossa sombra, defensores do Império e republicanos de Piratini traçaram planos para o encontro de Ponche Verde. Pica-paus e maragatos sestearam a caminho para

o Capão do Carovi. Não sei o “porquê”, mas, as imagens daquelas Sombras Irmãs, estavam sempre vivas em minha memória evocando um passado que aos poucos se distanciava. Em 1990, já meio estropiado pela contagem dos anos, fui visitá-las e não as encontrei. O homem dito civilizado a procura dos chamados “enterros”, (moedas de ouro enterradas) cavocou suas raízes até tombarem sem defesa. Ao deparar-me com aquele quadro desolador quase chorei e fiquei me perguntando: “Que sou? Poeira, lama ou um marco solitário na imensidão da campanha? Ou, quem sabe, um saudoso do passado?

Correio Brigadiano

A rodada da petiça

Conto do Capitão Armando Pereira Mendonça Era no mês de agosto, eu era guri, havíamos queimado campo para o pasto. Numa fralda de coxilha na cabeceira da sanga, a terra estava molhada e as cinzas ainda frescas, enquanto a vara se banhava no lodo, fui dar uma corridinha na petiça moura que ao desfraldar a cabeceira da sanga, perdeuse de cabeça cravada na grama, voei horizontalmente e fui baixando até cravar o nariz nas cinzas e me fui lavrando aquele pretume. Neste trajeto só ouvi o grito de “eia te baiano, abre a perna chê” proferido pelo meu irmão Alfeu, que me aguardava junto do João, comendo guavirova do campo. Levantei-me meio tonto e com a boca cheia de farelos de capim. A pobre

moura continu ava deitada de tão veterana, já era meia troncha e já havia passado a idade de debutar, mas quando me aproximei de rebenque na mão ela se pôs de pé e sacudiu o lombo; de imediato enforquilhei-me novamente na coitada e continuamos aquela histórica campereada, foi assim que me aconteceu a primeira rodada de petiça. “Um ano passado quando voltei naquela sanga de longe avistei alguns urubus e fui verificar se tinha ali alguns animais mortos para reunir tantos corvos, mas não era animal, era o couro do meu nariz que caiu com a rodada e estava esperando a minha volta para ocupar o seu lugar de origem”.


pág 11 - Maio de 2013

História de Vida - Edição 215

Correio Brigadiano

JME no resgate à memória do Cel Hélio Moro Mariante Entrevista procedida, em 26 jun 2006, pelos técnicos do projeto e os capitães da BM Rosa e Medina

Nota do Projeto Memória JME Depoimento concedido aos historiadores Márcia de la Torre e Júlio César Pires de Jesus, com a participação do Cap Marcelo Rosa, em Porto Alegre, no dia 26 de junho de 2003. Degravação do Departamento de Estenotipia e Taquigrafia do Tribunal de Justiça/ RS. Textualização de Márcia de la Torre. Observações do JCB: O depoimento é do Cel Hélio Moro Mariante, apoiado por seu amigo e seguidor, o então Cap Aroldo Medina, hoje major da ativa da Brigada Militar. A entrevista ocorreu na geriatria Ipanema, na zona Sul da Capital, onde residiu os últimos anos de sua vida o ilustre historiador brigadiano Cel Marante. É feita essa ressalva, pois no original consta como depoimento de ambos. P - Cel. Hélio onde o senhor nasceu? R - Em Caxias do Sul. P - : Conterrâneo do Governador Germano Rigotto. R - Dizem que é terra de gente gorda, só que eu fui sempre magrela. Mas com muita saúde. P - E os seus pais eram de Caxias do Sul? R – Não. Papai era aqui de Porto Alegre, a mamãe é que era de Caxias. P - O que o levou a ingressar na Brigada? R - Tirar Carteira de reservista. Naquele tempo, não se arrumava nada sem esta carteira, acredito que até hoje, o homem sem ter sido reservista não arruma emprego. Fui, vi e gostei. Então resolvi ficar na Brigada. P - O seu pai era militar? R - Não.

P - Houve tempos em que a carreira, era uma boa opção, principalmente, para os jovens de classes sociais menos favorecidas, não é? R - Para mim foi uma boa opção, gostei do sistema. Sempre fui muito rígido nas coisas, a vida militar exige muito da gente. Dei-me bem com o regime. P - Cel. nós estamos resgatando a História da Justiça Militar e claro que também contando a História da Brigada Militar, viemos aqui para aprender com o senhor... R - Acho que é difícil registrar, penso que há muito pouca coisa registrado, quase não tem nada, é isso que eu estou dizendo. Quase nada. Estava procurando agora rememorar, mas não vejo quase nada. O brigadiano, o soldado, nunca foi muito dedicado às letras, a escrever. Ele era acostumado a agir, já o militar tinha que parar para planejar. É difícil contar a História porque ela varia muito. A percepção minha e deste moço, sobre o mesmo fato, pode ser completamente diferente, e as

duas podem ser certas. Isso é que é a coisa mais engraçada. P - Por isso, estamos aqui e pretendemos ouvir todos aqueles que de alguma forma contribuíram com essa História. R - Sim, isso serve para separar o joio do trigo, como se diz. Sempre estive completamente sozinho, na tarefa de preservação dos documentos da Brigada Militar. P - O senhor ainda participa do Instituto Histórico e Geográfico do RS? (CAP. MEDINA): Atualmente, o coronel não participa mais, mas segundo o Prof. Luiz Alberto Cibilis, expresidente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, o Cel. Hélio Moro Mariante foi um dos melhores Secretários-Gerais que ele teve ao longo de todo o seu exercício a frente do Instituto Histórico-Geográfico. Inclusive, este testemunho, o Prof. Cibilis deu numa reunião no Clube Farrapos, dos Oficiais da Brigada Militar, quando nós fundamos a Sociedade Defensor do Patrimônio Histórico e Cultural da Brigada Militar. Na fundação dessa sociedade que hoje está sendo presidida pelo Cel. Jerônimo Carlos Santos Fraga, atual Diretor da FAMECOS da PUC/RS, o coronel Mariante foi homenageado por ela e passou a ser o seu patrono em vida. Assim, prestamos ao coronel Mariante uma justa homenagem de reconhecimento da Brigada a sua valorosa contribuição nesta caminhada de construção da História da Brigada Militar. Também entendo que ações institucionais de preservação da memória militar, como o Projeto Memória da JME, são raras e esparsas no meio brigadiano. Os documentos da história da Brigada estão, por exemplo, dispersos em várias

Unidades da Corporação. É preciso trabalhar para reverter esta mentalidade e criar uma outra de preservação de nossa identidade e história, resgate e reunião de documentos históricos no meio militar de forma permanente. Esta é uma das propostas da Sociedade Defensor que fundei em 1999. R - O mais difícil que há é você encontrar algo registrado. Eu escrevi algo sobre a história da Brigada naquela fronteira do vai-e-vem. Quando estava lá dentro da Brigada, na ativa, senti uma dificuldade terrível para arrumar elementos históricos e poder retirar ilações... (CAP. MEDINA): Foi quando o Cel. Hélio Moro Mariante, então tenente da Brigada Militar, começa a manifestar a sua vocação para historiador, por iniciativa própria, passa a desenvolver um movimento interno na Corporação que começa em 1947, e, culmina com a inauguração do Museu da Brigada Militar, em 1955, em uma sala do QG da Brigada ... R - E para reunir essa pouca documentação foi difícil. A gente quando quer uma coisa, torna-se até enjoado, de tanto insistir na

mesma coisa até que consegue. É difícil, difícil porque havia pouca coisa escrita do passado da Brigada Militar ou mesmo podem ter se perdido estes documentos... Eu sou um dos primeiros a se dedicar a esta tarefa. Passei um trabalho danado para escrever esse pouquinho. P – O senhor escreveu muito. Atualmente, o Museu da Brigada Militar, reúne importante documentação não só para o resgate da história da Brigada, como também do Rio Grande do Sul. R - Nós não tínhamos nada reunido. Pelo menos, acredito ter conseguido botar alguma coisa lá, não é, no passado eu fiz isto. P - O senhor acha que dá para contar a história do Rio Grande sem falar da Brigada Militar? R - É difícil. É difícil porque as duas histórias se fundem e sempre que os governos necessitaram de determinadas coisas, tiveram que se valer muitas vezes da Força. E qual é a Força que existia? A Brigada Militar. (CAP. MEDINA): Quando falamos sobre pontos de interseção destas histórias, seguidamente ouvimos o pessoal dizer que a história da Brigada se confunde com a do próprio Rio Grande do Sul. Eu concordo com o coronel Mariante quando ele diz que estas histórias se fundem, mas não confundem. Não gosto da idéia de confusão... O Cel. Mariante sempre encontrou um incentivo muito grande fora da Brigada Militar para conseguir prosperar na sua carreira de historiador, porque, internamente, a Reportagem com a história completa: www.abcdaseguranca.org.br/ Menu: HISTÓRIA DE VIDA

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Contos & Crônicas - Edição 215

pág 12 - Maio de 2013

Correio Brigadiano

Brigadiano Super-Herói

Uma publicação do informativo “Notícias da Brigada Militar”, nº 9, de dezembro de 1980

Texto de Ana Maria Rivielo, publicado no informativo da Brigda Militar, nº 9, do mês de dezembro de 1980, no comando do Cel Milton Weyrich. Com a influência da televisão, em nossas casas, o que mais se ouve, hoje em dia, é falar sobre os super-heróis. Não há uma criança que não queira se parecer com o Super Homem,

Mulher Maravilha, Homem Aranha, Aqua Man ou o Batman. Todos estes personagens foram criado para as revistas em quadrinhos e a televisão, fazendo com que as pessoas se esqueçam do verdadeiro super-herói. Muitos de vocês dirão que isto não existe. Não? Pois é só se olharem no espelho e analisarem suas vidas e verão refletida a imagem do maior super-herói de carne e osso. Ainda não entenderam? Pois

bem, vou lhes contar como foi que descobri. A pouco tempo atrás, num aniversário de criança, cuja mãe pediu que os convidados fossem vestidos de Super-Heróis e uma das criança estava vestida de bombeiro. O que espantou a grande maioria. O mais interessante é que o menino não era filho de brigadiano e nenhum de seus familiares pertencia a Corporação. A minha curiosidade foi grande, e quando lhe perguntei o porquê, a resposta foi tão simples que me dei conta de como havia sido tola a minha pergunta. Este havia me respondido: “Por quê? Ora, ele faz tudo o que os outros fazem, só que é de carne e isso, e não usa fantasia. Pensando nisso me dei conta de que não só o bombeiro, mas todo o efetivo da Brigada Militar tem muito dos Super-Heróis que povoam a cabeça de nossas crianças. O nosso bombeiro se parece muito com o Homem Aranha, ao subir, pela escada Magirus e retirar uma pes-

soa do meio das chamas ou com a Aqua Man, ao mergulhar em um rio a procura de algum afogado. Já o policial fazendo o patrulhamento, diariamente, das ruas se parece com o Batman. Ele não teme o perigo e enfrenta qualquer tipo de tempo, resguardando a população. Da Mulher Maravilha nós temos a presteza de salvar as vidas das pessoas que se encontram em perigo nas estradas e, finalmente, o Super-Homem, que para mim se assemelha bastante ao Policial da Companhia de Choque, tendo que enfrentar os maiores conflitos. E é claro que existem ainda muitos outros Super-Heróis, e todos eles com qualidades semelhantes aos nossos homens. Se vocês procurarem descobrirão isso facilmente. A única diferença entre os desenhos e o Brigadiano é que cada personagem criado pelos desenhistas possuam apenas alguns poderes, ao contrário dos nossos soldados que possuem um pouco

de cada um deles. Por isso, é que eu volto a afirmar: cada elemento da Brigada Militar é mais do que um Super-Herói. É, antes de tudo, um homem de verdade.

Buscamos saber sobre a notícia e o desenho acima. “Foi no período em que eu estava chegando na PM5. Ana Maria era uma jornalista da PM5, filha de um coronel do exército. Da mesma época do Edgar e do Victor.Fiz um trbalho a nanquim desse PM (acima), à pedido de um dos jornalistas da PM5. Cel Gelson Vinadé


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História de Vida - Edição 215

Correio Brigadiano

Ten Cel Voleciano Coelho Cmt do 2º Corpo Provisório

Elogios do General Cmt da 3ª RM, em 1926, quando da dispensa à tropa comandanda por Velociano Injustiça histórica é não aceitar Brigadiano, o “Provisório” que lutou ou deu a vida pela Brigada Militar Alguns dirão que o TC Voleciano foi um “Provisório”. Houve uma corrente histórica da Brigada Militar que tinha esse pensamento. Mas quem era o respectivo “Permanente“, deste provisório, se não o próprio brigadiano. E todos os provisórios eram formados por brigadianos, eram fardados de brigadiano e vencendo soldo pela folha da Brigada Militar. Muito pouca ou quase nenhuma diferença do que hoje (no ano de 2013) temos com os brigadianos chamados de “Temporários”. Assim, o TC Voleciano morreu nas atividades de segurança pública e de sedições revolucionárias, modelo daquela época. Esteve preso, foi anistiado, voltou a conspirar e morreu, enfartado, durante os atos conspiratórios sob as órdens do Cel Barão. Sua biografia foi escrita pelo coronel Hermito Lopes Sobrinho, no livro “Personagens de nossa história”, que retrata, principalmente, grandes nomes da região Central do Estado. O Ten Cel Voleciano atuou politica e militarmente, nessa região, e seu filho, Mário Tupinambá Coelho, nascido em São Pedro (próximo a Santa Maria), oficial superior do do Exército Brasileiro. Esse oficial do exército, aos 13 anos de idade, foi soldado do 1ºRC da Brigada Mlitar (atual 1º RPMon), tendo uma certidão de seu período de alistamento, que foi de 14 de agosto de 1934 a 11 de dezembro de 1930, conforme aviso nº 572, do Ministéiro da Guerra.

Nasceu em Rosário (hoje Rosário do Sul) em 4 de setembro de 1883. Era casado com Dona Irene Coelho. Dessa união possui os filhos: Maria Clara, Marieta, Mário Tupinambá, Morena, Milton Caramurú, Moreno Índio do Brasil e Marina. O coronel Voleciano Coelho era um homem leal de procedimento exemplar, decidido, com muita coragem, iniciativa, desprendimento e grande envergadura moral. Participou com destaque, em numerosos e violentos combates, defendendo a legalidade no período revolucionário, compreendido entre 1923 a 1930, demonstrando sempre excepcional bravura e determinação, sendo sua aptidão e senso de responsabilidade reconhecida e comprovada no comando de Corpos Auxiliares da Brigada Militar. Ainda bem jovem, Voleciano Coelho foi incluído, como tenente, no legendário 2º Corpo Provisório, aquartelado no Catí, sob o comando do Coronel João Francisco de Souza. Após 14 anos de atividades, primeiramente em

campanha, durante o período da Revolução Federalista e, a seguir, como Guarda de Fronteira no combate ao contrabando, abigeato e, principalmente, no policiamento da campanha, o Dr. Carlos Barbosa, presidente do Estado, resolveu dispensar os serviços dessa Unidade, fazendo sua dissolução, conforme Ordem do dia nº 748 de 4 de janeiro de 1909. Os oficiais, de acordo com o artigo 2º do referido decreto, “se quisessem, poderiam ficar adidos aos corpos da Brigada Militar, para serem aproveitados nas vagas que se forem dando na mesma milícia”. O tenente Voleciano optou pelo Corpo de Guardas, do Serviço de Repressão ao Contrabando. Voleciano Coelho iniciou sua participação política em 1910, filiando-se ao Partido Republicano Rio-grandense, prestando, no decorrer dos anos, uma série inestimável de serviços ao Estado. Em 1913 assumiu a subintendência do 2º distrito da cidade de Rosário, até 1915, acumulando com as funções de subdelegado de polícia do distrito. Em 1915 foi nomeado escrivão distrital de São Martinho, então 6º distrito de Santa Maria, hoje São Martinho de Cima da Serra. De 1916 a 1920 exerceu, com eficiência, o cargo de subintendente e subdelegado de Polícia de São Pedro, então 3º distrito de Santa Maria, hoje São Pedro do Sul. De 1921 a 1923 exerceu as mesmas funções na cidade de Jaguarí. Em 1923 foi incorporado às forças auxiliares da Brigada Militar, participando de vários combates, em defesa das leis e da ordem constitucional. Pesquisando à sua atuação nas forças legalistas, verificamos que, no dia 22 de abril

de 1923, foi criada a 2a Brigada Provisória do Oeste, sob o comando do Cel. Claudino Nunes Pereira. A 2a Brigada dispunha, na ocasião, apenas do 1º Regimento de   Cavalaria, sob o comando do capitão Cândido Alves de Mesquita, o 3º Corpo Provisório, sob o comando do Ten.Cel. Lídio Nunes Pereira e um Esquadrão Provisório, criado em 7 de abril de 1923, adido ao 1º Regimento, sob o comando do capitão Modesto Lara, tendo como subalterno o tenente Voleciano Coelho, perfazendo um efetivo aproximado de 600 homens. O objetivo da 2a Brigada era perseguir e combater os sediciosos de Honório Lemes e outros revolucionários que agiam na região da fronteira. Depois de alguns dias de marcha em perseguição ao inimigo, no dia 28 de abril, às 16h30 min, a 2a Brigada acampou nas pontas do Saican. Em diligência, um piquete, constituído de praças do 1º Regimento de Cavalaria e do 3º Corpo Provisório, sob o comando do tenente Voleciano Coelho, pertencente ao esquadrão adido ao Regimento, ataca e destroça completamente um grupo de sediciosos, tomando-lhe uma carabina Comblein e 41 cavalos No dia 29 de abril, às 12 h 19 min, logo que a Brigada do Oeste acampou na Estância da Serra, de propriedade da família Vasconcellos, estabelecimento situado no 2º distrito de Rosário, os revoltosos, chefiados pelo deputado estadual Dr. Gaspar Saldanha, Honório Lemes, Anibal Padão, Hortêncio Rodrigues, Antônio Azevedo e outros revolucionários, atacaram de surpresa as tropas legalistas. Depois de mais de 24 horas de combate, o inimigo, em face da feroz resistência

da 2a Brigada do Oeste, retirou-se às 17h32 min do dia seguinte, com elevado número de baixas. No dia 19 de maio, em virtude de enfermidade do Cel. Claudino, que seguiu para Bagé, assumiu o comando o Dr. Flores da Cunha, nomeado pelo Governador do Estado. Voleciano Coelho foi nomeado, em 19 de maio de 1923, para servir no estado-maior da Segunda Brigada do Oeste, no posto de capitão-assistente do material. Mais tarde foi nomeado comandante do 2º Corpo Auxiliar. Em 19 de janeiro de 1924, o governo do Estado baixou o Decreto nº 3.246, mantendo “em caráter provisório e policial,” vários Corpos Provisórios de 1923 entre eles o de Alegrete, comandado pelo Ten.Cel. Voleciano Coelho. No período revolucionário, iniciado em outubro de 1924, Voleciano Coelho, estava comandando o 2º Corpo Auxiliar, aquartelado na cidade de Alegrete- RS. Os revoltosos tomaram a cidade de Uruguaiana, na noite de 28 para 29 de outubro de 1924 e, na noite de 30 do mesmo mês, tentaram invadir a cidade de Alegrete sob o comando de Juarez Távora e outros oficiais revolucionários. O Cel. Voleciano Coelho, comandante do 2º Corpo Provisório deu o primeiro combate aos invasores que estavam tentando tomar posse da cidade. A cidade de Alegrete foi defendida pelo 2º Corpo Auxiliar, comandado pelo Cel. Voleciano Coelho. Reportagem com a história completa: www.abcdaseguranca.org.br/ Menu: HISTÓRIA DE VIDA

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Vulgo...

Um conto do Cel Afonso

Quando 2º Tenente eu comandava o Destacamento de Rosário do Sul, terra boa, que ficou melhor ainda quando lá nasceu a minha filha. Lá havia um soldado cujo apelido era GUAIACA. Explicando-se o apelido, disseram-me que certa feita, quando ele incluíra no 2º Regimento de Santana, fora receber o material que era pago para os recrutas. Após o recebimento do material, fardamentos, chapéu de aba-larga, esporas, observou que seus companheiros todos, tinham sido contemplados com um cinto preto de couro com coldre e porta-munição e ele não; dirigiu-se a um dos companheiros e perguntou: - Aonde tão distribuindo essa GUAIACA? E assim ficou conhecido. Pois eu dizia que em Rosário do Sul, certa vez, o Guaiaca entrou no meu gabinete, soltando fogo pelas ventas de tão brabo, perguntei-lhe o que estava acontecendo: ele me mostrou requisição do Juiz de Direito, que pedia o seu comparecimento no foro para ser ouvido corno testemunha, onde constava, entre outras formalidades, o seguinte: “Solicito o comparecimento, neste foro, às 14:O0 horas, do

Contos & Crônicas - Edição 215

funcionário JARI LEMOS, VULGO GUAIACA a fim de, etc... “ - Mas, Jarí - disse eu - que mal tem que o Juiz te chame de GUAIACA? Afinal todo mundo te trata dessa maneira, teu apelido já é, inclusive uma demonstração de carinho, de amizade... - Quanto ao apelido eu não me importo, mas o VULGO eu não admito! VULGO se diz pra marginal e bagaceira!

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Negro não !

Um conto do Cel Rosa

Quando eu fui promovido a 3º sargento, passei a servir no 1º BC, nas Bananeiras, ao lado do CIM. Servia no CIM, o 1º sargento José Carvalho, que era professor de Educação Física, juiz de futebol, praticante de várias modalidades esportivas. Era um cabra competente mesmo gozava de grande conceito e era muito respeitado. Era o Zé Carvalho, para os mais íntimos. No CIM, era costume a realização de treinos de voleibol, entre os oficiais e os sargentos, numa quadra existente ao lado da 2ª Cia, mas nem sempre tinha o número exato de jogadores, para a realização dos jogos. Uma tarde eu resolvi descer até ao local onde estava se realizando uma destas brincadeiras, simplesmente para assisti-Ia. Porque, na época, eu não era muito “manso “com voleibol, estava na fase do aprendizado ainda. Mas, mesmo assim, chegando no local, fui convidado para participar do treino e entrei no time dos colegas sargentos. Entre os jogadores que compunham os dois quadros, havia os cobras, os bons, os regulares e o pior. E este era eu. Estava o jogo em andamento, quando uma bola passa

por mim sem que eu esboçasse o menor gesto de defesa, resultando em ponto para o adversário. O sargento José Carvalho, que mandava no time, se irritou e gritou comigo: - Vai na bola, O negro! Eu simplesmente olhei para ele e respondi: - Olha aqui, sargento, negro não, ouviu! E o Zé Carvalho se empinou todo, estufou o peito, disposto, talvez, até para “um pega pra capar”. E se veio na minha direção. Negro não, por quê? Aí foi a minha vez. - Porque agora eu sou sargento, portanto é “Seu Negro”. Enquanto a turma toda caia na risada, o Zé Carvalho se desmanchou todo e veio me abraçar.


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História de Vida - Edição 215

Correio Brigadiano

Sgt Candido Juarez de Lima, a Justiça anulou sua exclusão

De réu em um processo criminal, passou à vítima de seu comandanate de Arvorezinha. Garantindo o retorno

Nossa proposta editorial é de trabalhar histórias de vida completas. Dentro do todo da história focarmos o mais importante na vida do policial. Fizemos um esforço junto ao Sgt Candido Juarez de Lima, para que nos fornecesse seus dados. Ele compreendeu, mas revelou que tinha dificuldadades em passar os dados. Na realidade ele se encontra focado, só em sua vitória jurídica e no seu retorno à ativa. Talvez não desejando a publicação na forma tradicional que normalmente fazemos. Mas seu caso merece ser olhado e avaliado pelos administradores em todos os níveis. Ele apenas remeteu material, já publicado, do qual transcrevemos texto por ele próprio rediigdo. Suas fotos são de sua página no Facebook, bem como das poucas postagens que, têm duas se sobressaem: a de maior compartlhamento é uma síntese de seu caso, que corre o “face” de brigadianos. A outra é um pequeno banner crítico sobre o cuidado com o que se diz, para seu caso bastante significativo. Comunidade arvorezinhense e região, por uma questão de justiça e de honra, da minha parte, venho através deste meio de comunicação esclarecer o motivo de minha transferência de Arvorezinha para Encantado e, por conseqüência a minha exclusão da Brigada Militar. No ano de 2001 eu estava trabalhando há aproximadamente 12 anos na cidade de Tapera, CRPO Alto do Jacuí , Cruz Alta. Solicitei transferência por permuta para Arvorezinha onde trabalhei até março de 2003, quando

fui transferido , contra minha vontade para Encantado. Em arvorezinha encontrei bastante dificuldade para trabalhar, não com relação à cidade mas sim, com relação ao comando da época e alguns de seus subordinados, os quais trabalhavam muitas vezes de maneira arbitrária, ilegal, parcial, dissimuladora, parecia que eles eram os verdadeiros donos da Brigada Militar. Por não cumprir algumas de terminações absurdas do senhor comandante da época, pois este me determinou que tivesse rigor absoluto com os veículos da prefeitura, já que ele e alguns de

seus subordinados não gostavam do prefeito da época, e o relacionamento entre a BM e a prefeitura era péssimo. Para atender as ocorrências rotineiras dentro da área de ação deste município em apoio ao conselho tutelar, eu tinha que primeiro pedir autorização para ele. Muitas vezes fui solicitado pelo conselho e o senhor comandante não encontrava se em casa, mas mesmo assim apoiei os mesmos nas ocorrências. Isto ocorria por que o comandante não gostava de uma conselheira tutelar. Recebi elogios do Conselho Tutelar e isso deixou eles furiosos comigo e o relacionamento entre a BM e o Conselho Tutelar era bastante prejudicado por este fato. O meu relacionamento com os Policiais Civis deveria ser restrito ao serviço na BM, pois o comandante da época vivia fazendo denúncias infundadas dos Policiais Civis da Delegacia de Policia de Arvorezinha para a Delegacia Regional de Policia de Lajeado. Chegou ao ponto de ter sido feita uma reunião entre o Ministério Público e o Judiciário de Arvorezinha, delegados e Policia e Comandantes da BM local e regional

de Lajeado, por iniciativa do Judiciário e Ministério Publico, reunião esta realizada no Fórum de Arvorezinha com o objetivo de encontrar uma forma de harmonizar as Policias, pois o relacionamento entre as policias da época era péssimo. Eu particularmente sempre me dei bem com os Policiais Civis da Cidade. Durante o tempo em que trabalhei em Arvorezinha sempre trabalhei dentro da legalidade, de maneira justa e imparcial, isso deixou o senhor comandante e alguns subordinados seus descontentes comigo. Devido a uma abordagem de rotina do trânsito, feita por mim e, devido à maneira arbitraria autoritária do comandante da época e alguns subordinados e protegidos seus trabalharem, esta resultou em um processo administrativo que foi instaurado contra mim, onde sofri acusações pelos mesmos. Fui absolvido e, por conseqüência, transferido para a cidade de Encantado. No decorrer deste tempo eu sofri graves e levianas acusações por parte daquele comandante que demonstrou em seus depoimentos prestados na Brigada Militar e no Judiciário de Arvorezinha, o ódio que ele tem de mim, pois esse me difamou perante a Brigada Militar e o Judiciário, sem medir as conseqüências em suas palavras. Eu desafio quem tiver algum fato

que desabone a minha conduta para que me denuncie aos órgãos competentes por escrito e não em forma de fofoca. Existem pessoas na Brigada Militar, em especial no CRPO vale do Taquari que, quando estão perante o Judiciário e Ministério Publico se fazem passar por verdadeiros demônios. Sabemos que a denuncia anônima é um meio das pessoas denunciarem algumas irregularidades ou crimes cometidos por alguém, por isso foi enviado por alguém algumas cartas anônimas ao Comandante do CRPO Vale do Taquari denunciando irregularidades cometidas pois alguns integrantes da BM de Arvorezinha, dentre eles o próprio Comandante. Porém o encarregado de investigar as referidas cartas com a pasta do arquivo aberta para o conteúdo da carta somente com o objetivo de apurar quem enviou as referidas cartas . Sempre o culpado de ter enviado as cartas fui eu, mas só que nunca puderam provar nada contra mim, É ASSIM QUE FUNCIONA A JUSTIÇA DA BRIGADA MILITAR, QUEM PAGA COM ISSO É A SOCIEDADE, pois ficam com o efetivo reduzido. Reportagem com a história completa: www.abcdaseguranca.org.br/ Menu: HISTÓRIA DE VIDA

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Quem é o Cmt? Um causo do Cel Menezes

Já falei em um relato anterior da quantidade de oficiais que Tupanciretã produziu, desde os convocados ou comissionados e mais modernamente, oficiais que as Academias, tanto das Forças Armadas com da Brigada Militar formaram. Esse relato é do tempo mais recente, envolve oficial formado pela Academia de Polícia Militar (Brigada Militar) já no posto de tenente e no comando de um pelotão na fronteira. Chegou o tenente na sede do esquadrão para uma reunião de praxe com o capitão comandante e notou, em seguida, um rebuliço danado no gabinete do capitão, muito barulho, gritos. Perguntou para alguns sargentos e soldados que estavam no pátio do quartel: - O que está havendo aí? Que confusão é essa?

- O sargenteante, o enfermeiro e o capitão estão tentando acalmar um soldado que surtou, estava furioso e quer matar o co¬mandante do pelotão dele. O Tenente então pergunta: - E quem é o comandante do pelotão dele? Um sargento dá um sorrisinho amarelo e responde: - Até ontem à tardinha quando saiu o Boletim... Ainda era o senhor, só se mudou hoje!!!!!

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Espécie quase extinta... Um causo do Sgt Claiton

O Sgt Alberto ao entrar de serviço, levou para o Pelotão um prato de bolos fritos. Como a quantidade de bolinho era insuficiente para repartir com todos, esperou o pessoal dormir e dirigiu-se até a cozinha onde destapou o prato. Para não chamar a atenção, passou a saborear as guloseimas no escuro. Subitamente, alguém acendeu a luz, para tomar água, e surpreendeu o Sgt com a boca e prato, com os bolinhos, completamente tomado por formigas. Desse dia em diante, o praça passou a ser chamdado “carinhosamente” de TAMANDUÁ e, para os mais íntimos, FORMIGÃO...

Correio Brigadiano

Agravante do “Luto’ Um causo do Ten Bayerle

Pois este causo brigadiano, lhes garanto macanudos brigadianos, aconteceu lá pras ‘bandas de Livramento’ em época antológica, quando um certo Comandante, figura legendária e folclórica da valorosa Brigada Gaúcha, mais conhecido por “mão de ferro”, passou a ser tratado à boca pequena, entre seus subordinados, por ‘Coronel Agravante’, algo que odiava por sinal, pois se achava muito justo e magnânimo para com seus subordinados, à época chamados de inferiores... Bueno, pra encurtar o causo, certa sextafeira, em final de expediente brigadiano, uniforme de passeio bonitaço e de bota de cavalariano reluzente, motorista a posto já com chimarrão, o Coronel se bandeando de seu gabinete, eis que adentra, repentinamente, o segundo Tenente-Secretário do Regimento, falando ofegante: “Coronel, Coronel, peço sua licença, um minuto apenas, para que o Sr

possa assinar esta nota para o boletim interno referente ao luto do Soldado Campanholo para ser publicada e oficializada ainda hoje, meu Comandante!” O Coronel, já de mala e cuia à mão, leu de soslaio, a última linha onde continha “outrossim, em razão do fato, publique-se oito dias de luto ao praça velho...”, Mais que depressa, deu de mão à caneta, rabiscou algo, assinou, entregou ao subalterno, e embarcou na viatura se bandeando à la cria pra Rosário que era longe uma barbaridade. O Tenente, de posse do documento assinado, foi até ao P1, quando então, atônito, leu o despacho de seu Comandante: “AGRAVO para DOZE dias, incomunicável!”


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Correio Brigadiano

Paulo Francisco Corrêa Vinholes - a opção em continuar

2º Sgt excluído por uma briga do tempo de Sd com um 3º Sgt.“mesmo, assim eternamente Brigadiano”...

Em sua poesia “TOQUE DE CLARIM”, abaixo, o ex-sargento Vinholes canta, seu desencanto, no impedimento do clarim, que não lhe dará o “Silêncio”, como um guerreiro da Brigada Militar. Quem ouviu já mais esquece, É o toque do silêncio, como, todos conhecem, Que todo combatente merece, Na hora do repouso e depois da sua prece. Toque que ecoa e faz mal, Porque quando chega ao final. Temos certeza, Aqui jaz um policial. Por que mesmo um toque tão sofrido, Fica a clareza, que é do dever cumprido.

Paulo Francisco Corrêa Vinholes, nascido em 23 de janeiro de 1973, natural de Porto Alegre, filho João José Vinholes e Maria Albina Corrêa Vinholes, por opção de meus pais por volta dos meus 4 anos de idade fui morar em Cascavéu no Paraná, retornando a Pelotas com 10 anos de idade, tendo uma infância tranquila, me criei no bairro Cohab Lindoia, onde brincava de policia e ladrão, sempre como policia e mesmo na época destas brincadeiras já usava duas armas para ter supremacia de força. Em 1992, ápos ter cumprindo com minhas obrigações junto ao Exército Brasileiro ficando como excesso de contingente e sendo dispensado do serviço militar veio a vontade de entrar na Brigada Militar. Em 1993, fiz três vezes as provas para ingressar no curso da BM, sendo que em

Porque só quem tem direito ao toque: - É o policial e não o bandido. Hoje me tiraram esse direito, Que dói dentro do meu peito, Depois de herói e bom sujeito, Nem sempre o mais perfeito. Pois o dia que tombar, O clarim para mim não vai tocar, Marcando o final, De um guerreiro da Brigada militar.

26 de abril do mesmo ano fui classificado na Esfecs-montenegro para o inicio do curso de formação de soldado, passando a ser chamado de Al Sd VINHOLES, onde lá passei 9 meses até a data da formatura 23 de janeiro de 1994. Como nossa turma já era para ser da 2ª Cia ind. charqueadas fomos trabalhar nos presidios, JACUÍ, PEC, e PASC, sendo que logo que fomos para o JACUÍ com mais ou menos 15 dias de formado, eu e outro coléga impedimos a fuga de 12 apenados, sendo assim por reconhecimento fomos remanejados para a PEC onde permaneci por mais ou menos três meses. Fui convidado para fazer parte do Choque que era responsável pela PASC, estava realizado, ou quase, pois entrei na Brigada Militar para ser policia e não para estar dentro de um presidio, onde fiquei uma média de um ano e pouco,

quando fui para o policiamento em Charqueadas permanecendo até o ano de 1996. Em 1996 fui tranferido para o 4º BPM - Pelotas onde o Coronel Paulo Roberto Lima de castro erá o comandante interino me recebeu( por ironia do destino foi quem me excluiu da Brigada Militar) com menos de 2 meses fui para minha primeira Operação Golfinho na praia do Laranjal, quando estava me apresentando ao BTL no término da operação, fui convidado para fazer o curso de PATAMO (patrulha tático móvel) onde me realizei como profissional sobre o comando do 3º Sgt Colman, e os colegas Sd Montiel, Sd Mauricio, Sd Rudi, Sd Brum e Sd Augusto, eu e o Cb Diniz. Estava formada a PATAMO da 1ª Cia do 4º BPM. Em 1998, uma das ocorrências mais importatante da minha vida, entramos em um padaria no bairro Fatima em Pelotas, entramos em um confronto com três meliantes onde eram mantidos quatro reféns, no interior do estabelecimento. Em uma entrada tática e eficaz fizemos uma incursão precisa onde com quatro disparos foi resolvida a situação hostil. Os quatro reféns ilesos e os dois meliantes em óbito e um alvejado. Viramos referência para todo batalhão. Em 2000, pedi tranferência para a Cia de Santa Vitória do Palmar, onde cheguei

e encontrei a pior unidade da Brigada Militar. Cheia de vicíos e coisas erradas, era uma unidade onde tinha muito veterano das antigas da BM sem treinamento mas com muitas vantagens por serem veteranos, coisas do tipo o soldado mais novo ter que render o soldado antigo que estava de serviço no presídio, para jogar futebol com o tenente e seu aquário. Mas nem tudo estava perdido, por que ali também tinha bons guerreiros. Para ter uma idéia do policiamento em Santa Vitória erá uma guarnição com dois PMs na rua, um no presidio e um na sala de operações. O comandante Cap Tomazi tinha uma visão diferente de policiamento. Ele havia sido soldado, sargento e na época já era capitão, só era mal acessorado. Fui motoqueiro da BM mas quando era nescessário a pedido do Cap, eu e outros guerreiros, éramos remanejados para operações, atos e fatos que causaram inveja e intrigas com os veteranos. Quando o 3º Sgt Analio foi promovido por tempo de serviço, ali começava o caos. Ele tinha a visão igual a uma parcela da BM. Não pensava como um Sgt chegando o cúmulo de retirar a viatura do policiamento para jogar damas, tomar chimarrão e comer pipoca na Cia. Neste dia eu estava de motorista com outro veterano e não concordei com a proposta dele, me negando a ficar no quartel. Arrumei um problema eterno com

isso, já estava no ano de 2001. Sendo que tal situação chegou ao ponto de o 3º Sgt Analio me ameaçar, dizendo que iria me “dar um tiro na cara”. Fui até o capitão e prestei queixa mas, por influência do Ten Volmer não foi dado seguimento à queixa. Cada vez mais o convíveo estava ficando indesejável, sendo assim, em um determinado dia, ao chegar cinco minutos de atraso, tive outra discussão assirada, sendo que novamente fui ameçado pelo 3º Sgt Analio, só que desta vez tomando uma postura para sacar da arma. Não exitei desferi um chute no joelho esquerdo e uma cotovelada no rosto. Na hora não tive outra opção a não ser de sair da Cia, liguei para o advogado Dr. Guilherme que representava a Associação de Cabos e Soldados de Pelotas, que me orientou a negar tudo e assim o fiz até minha condenação. Pedi, na época, que o Sgt Analio fosse conduzido para fazer exame de corpo delito, por um profissional um (médico legal),mas não fui atendido. Ele foi encaminhado ao Dr. Rotuno de Santa Vitória que fornecia atestados para o efetivo da BM. Reportagem com a história completa: www.abcdaseguranca.org.br/ Menu: HISTÓRIA DE VIDA

Submenu: 1. Brigadianos


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Contos & Crônicas - Edição 215

Cmt 23ºBPM edita livro

O Ten Cel Reis com seu trabalho comunitário

O 23º BPM, da Brigada Militar, de Santa Cruz do Sul, é comandado pelo Ten Cel Valmir José dos Reis. Este oficial é o autor do livro Segurança Pública & Cidadania - Plano de segurança para unidades policiais como modelo de engenho pacificador. O livro foi feito antes do CEPGESP/2012, retratando o trabalho que vem sendo desenvolvido desde 2007 no 23º BPM. Em que pese o trabalho de conclusão ter como estudo o Plano de Segurança do batalhão, qual consta na referida obra, não se constitui do trabalho de conclusão do curso CEPGESP. A obra tem como origem um Curso de Especialização em Segurança Pública desenvolvido na Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), em 2010, com duração de um ano, oferecido em convênio do SENASP com o Estado do Rio Grande do Sul. A obra aprofundou o trabalho que o TenCel Reis Já publicara como Plano de Segurança para municípios com fundamentos de Polícia Comunitária, do ano de 2000. Com toda a experiência de seu primeiro laboratório operacional na cidade de Lageado houve uma qualificada ampliação.

O livro tem o prefácio do secretário de Segurança Púbica do Estado do Rio de Janeiro, o gáucho de Santa Maria, delegado da Polícia Federal José Mariano Beltrame. Atualmente, o plano de segurança está aplicado a toda área do 23º BPM, que corresponde 22 municípios dos 32 que integram o CRPO/VRP.

Correio Brigadiano

Mãe Brigadiana!

(3º BOE/PF)

Um conto do Ten Cavalheiro

Dona Teresinha é mãe de brigadiano há mais de duas décadas. Ela já se sente tão espartana quanto o filho. Teresinha é uma mulher decidida e arrojada. Uma mãe que, em princípio, não aceitou muito bem a escolha de seu filho, quando esse optou por uma das profissões mais perigosas e estressantes que existe no mundo, mas assim que ele ingressou na Brigada Militar, de imediato, sem titubear um segundo, passou a ser o seu mais forte e caro apoio. Dona Teresinha é uma autêntica brigadiana. Sente os medos, as dores, a tristeza e a alegria do filho no desenrolar de uma ocorrência complicada. Gosta de escrever sobre tudo o que vê, ouve e sente. Ela procura viver em harmonia com suas ‘penas’, em todos os sentidos que a palavra comporta. Transmitiu ao filho, através de seu exemplo, alguns princípios que hoje norteiam sua vida e o fazem ser um policial diferenciado: Viver com HONRA, não ter medo, fazer sempre o melhor, nunca desistir, controlar suas emoções e voltar vivo para casa! Há vinte e dois anos, esta digna senhora brigadiana, traz estampado no rosto, além das fartas rugas, um par de olhos habitados por dúbias intempéries. Olhos que quando secos e brilhosos dizem que o filho está bem, seguro e feliz e quando nublados ou chuvosos, trazem junto com o vento, notícias amargas de que o bravo brigadiano está em alguma situação séria de risco.

Teresinha é uma mãe amiga e paciente. Ela confia no esforço e no talento do filho e espiritualmente está sempre de seu lado quando ele está de serviço, lutando junto bravamente contra a crescente ousadia da delinquência. É guerreira e encara com desprendimento e coragem as agruras da vida, mas também sabe usar as armas da sensibilidade, do carinho e do encantamento quando quer. O amor de Teresinha é bruto, constante e incondicional. Ele passa longe de cálculos e teorias racionais ou morais que algum pseudo-intelectual possa aferir de forma mecanicista. Porém, poucos seres neste mundo, saberiam demonstrar de forma tão sincera, espontânea, clara e objetiva – assim como ela - o que é ser uma verdadeira MÃE BRIGADIANA. Dona Teresinha é um exemplo raro, perfeito e vivo de que a melhor forma de dizer, é FAZER e sinônimo de amor é AMAR!


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História de Vida - Edição 215

Correio Brigadiano

Delegado do “Incêndio da boate Kiss” em Santa Maria

O policial dedicado que conduziu a investigação da maior tragédia do Estado do Rio Grande do Sul

Em 17 de maio de 2010, visita do Delegado Marcelo Arigony e família, no site http://jlemes.blogspot.com.br/ O trabalho do JLemes retrata o policial preocupado com sua comunidade e inserido plenamente, nessa comunidade. Com todas as condições para uma atução de expressão, como aconteceu, sofrendo elogios e críticas típico das grandes obras. Agradecemos ao jornalista profissional, João Lemes, que dirije e edita o jornal Expresso Ilustrado Recebemos há pouco a visita do nosso delegado regional, o dr. Marcelo Arigony, acompanhado de sua família, a esposa Juliane e a filha Ana Luíza. Todos já integrados à cidade, dizendo-se satisfeitos com a receptividade. Conhecendo a redação Nesta visita de cortesia Arigony já ficou conhecendo nossas instalações, estreitando os laços com a imprensa, o que é de suma importância numa comunidade como a nossa. E como ele frisou lá no Expresso no Ar: temos que fazer “polícia, não política” , se referindo à política partidária. Essa da boa vizinhança, temos que fazer sempre.

Ideia contra violência Desde o início notei a desenvoltura desse novo chefe de polícia, o seu empenho em diminuir a violência, o seu poder de liderança. Fico feliz por saber que não me enganei. Falando sobre este programa do governo estadual, o PPV - de prevenção à violência, descobri outra grande iniciativa de Arigony, a de criar a Delegacia de Vulneráveis. Só existe um posto da Mulher, então, a ideia seria transformar ele numa delegacia dos ditos “vulneráveis”, reunindo os queixosos da violência doméstica em geral, as vítimas de crimes de racismo etc, enfim, dando mais praticidade e evitando constrangimentos por parte de quem vai fazer a queixa. Lógico que esta nova delegacia não poderia ser no mesmo prédio das demais, mas num ambiente separado. Arigony já alou com os vereadores e outras lideranças. Amanhã é dia de visita da filha da governadora, a Tarsila Crusius. Está na hora de pressioná-la e obter uma palavra favorável a esta baita ideia de Arigony, pois quem ganha é Santiago, ou seja, todos nós. postado por joão lemes http://jlemes.blogspot.com.br/

Marcelo Arigony não quer deixar Santa Maria, Mesmo que as relações tenham ficado abaladas após o inquérito sobre a tragédia, delegado não pretende sair da cidade Texto do jornalista Luiz Roese - publicação do dia 22 de março (Luiz Roese/A Razão) Agradecemos permitir ser perpetuado este momento, da segurança pública, na história no Estado gaúcho. A maior missão da vida do delegado regional de Polícia Civil, Marcelo Mendes Arigony, ainda não terminou. O inquérito sobre a tragédia da Boate Kiss, que causou a morte de 241 pessoas e deixou centenas de feridos, foi concluído no dia 22 de março, mas o caso não terminou, seja porque ainda há investigações sobre o fato a cumprir, seja porque as relações pessoais e profissionais ficaram abaladas. Foi justamente na cidade onde Arigony nasceu e se formou que tudo aconteceu. Filho de um agente policial que depois se tornou delegado, ele sempre batalhou por uma transformação na Polícia Civil. E já viu muito acontecer. Para se ter uma ideia, chegou a comprar um computador para uma delegacia pela qual passou em Santa Maria. Hoje, essa

necessidade não existe mais. Arigony começou a trabalhar aos 15 anos no Banco do Brasil, como menor auxiliar. Depois de um concurso interno, seguiu carreira na instituição, onde ficou por 10 anos. Muito por influência do pai, ingressou no curso de Direito da UFSM quando ainda era bancário. Depois de passar em concurso público para delegado de Polícia Civil, a carreira começou em 1999, por Rio Grande e Porto Alegre. Depois, na terra natal, Arigony passou por várias delegacias – incluindo a 1ª DP, da qual seu pai também foi titular. Depois de mais uma passagem por Porto Alegre, em 2010 assumiu como delegado regional de Santiago, onde ficou por um ano. O retorno para Santa Maria foi também como delegado regional, cargo que ocupa há pouco mais de dois anos. Sem receber qualquer gratificação pelo cargo que ocupa, Arigony é um idealista: acredita em um mundo melhor, em pessoas melhores, em uma polícia melhor. Durante o inquérito da tragédia, conseguiu passar esse recado várias vezes e provar que sua dedicação era uma prova disso. Agora, quer um pouco de sossego. E não tem planos de sair de Santa Maria, terra que ama. Para os partidos que estão

de olho em uma possível filiação de alguém que ganhou notoriedade, podem desistir. Enquanto ele for delegado –e ainda faltam sete anos para se aposentar –, o partido de Arigony é a Polícia Civil. E olha que ele foi nomeado delegado de polícia regional, por siglas adversárias. Confira a seguir trechos da entrevista dada com exclusividade para o jornal A Razão: A Razão – Delegado, passado mais de um mês da conclusão do inquérito policial sobre a tragédia na Boate Kiss e depois da denúncia do Ministério Público sobre o caso, qual o sentimento que fica? Marcelo Arigony – Passado o turbilhão, a gente ainda tem bastante serviço pela frente. Na verdade, nós conseguimos descansar ainda, porque na sequência da conclusão do inquérito policial, houve diversas diligências, com relação ao encaminhamento das cópias do inquérito, teve a visita à comissão externa da Câmara dos Deputados.

Reportagem com a história completa: fotos www.abcdaseguranca.org.br/ Menu: HISTÓRIA DE VIDA

Submenu: 4. Polícia Civil


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E S PA Ç O

MBM entrega doações para entidade de Osório Os colaboradores do MBM Seguro de Pessoas entregaram doações de alimentos à Associação Comunidade Terapêutica Ecumênica, localizada em Osório, em 10 de abril. A iniciativa é resultado do projeto de formação profissional da empresa, que incentiva o repasse de donativos mensais em troca do benefício de bolsas de estudo. A Comunidade auxilia no tratamento da desintoxicação e ressocialização de crianças, jovens e adultos usuários de drogas. Ao todo, cerca de 50 pessoas foram favorecidas. Além dos inscritos no projeto, outros colaboradores e amigos do MBM também realizaram doações.

Equipe Bike Adventure - MBM Seguros é segunda colocada em volta ciclística O atleta Silvio Soares, da equipe Bike Adventure - MBM Seguros, que recebe o apoio do MBM Seguro de Pessoas, ficou em segundo lugar na 1ª Volta Ciclística Femar, que ocorreu nos dias 30 e 31 de março, em Rio Grande. A competição foi dividida em duas etapas. No primeiro dia, a prova contrarrelógio marcou 9 km e no segundo dia, no circuito de estrada, o trajeto foi de 56 km. A volta ciclística reuniu 120 atletas brasileiros e uruguaios. “A prova exigiu muita força física em função dos ventos fortes e contou com equipes bem preparadas”, disse Soares. MBM Previdência Privada - Entidade Aberta de Previdência Complementar / MBM Seguradora S.A Matriz: Rua dos Andradas, 772 - CEP 90020-004 - Porto Alegre - RS - Centro (51) 3216-2500 - 0800-5412555

ÓRGÃOS POLICIAIS

Pronatec forma primeira turma da Brigada Militar para a Copa do Mundo

Em 25/4, na sede do Comando Ambiental da Brigada Militar (CABM), em Porto Alegre, foi realizada formatura da primeira turma da Brigada Militar para a Copa do Mundo. Os 56 policiais participaram dos cursos de inglês e espanhol básico do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que teve duração de 160 horas/aula, no SENAC. Essa preparação profissional busca ampliar a proteção ambiental, através da melhor comunicação dos policiais em outros idiomas. Estiverem presentes respondendo pelo CABM, Major José Luis Rosa, a Secretária de Estado do Turismo, Abigail Pereira, a Diretora do Senac, Karina Pereira Alalam, a Diretora de Qualificação da Secretaria de Turismo, Cintia Mayer, os instrutores Roberto Bauer de Borba e GLadys Miriam Fama e demais autoridades.

Correio Brigadiano

Regina Miki diz: expulsar maus policiais não é a melhor estratégia

A expulsão de maus policiais, a principal estratégia da Secretaria de Segurança do Rio para lidar com a corrupção na Polícia Militar e na Polícia Civil, é equivocada. A avaliação é da secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, diante dos dados da Pesquisa Nacional de Vitimização, divulgados ontem pelo EXTRA e que apontam a liderança da PM fluminense no ranking da corrupção policial, com 30,2% dos casos de extorsão no país: — Alguns estados estão promovendo essa limpeza dentro das polícias, como o Rio. O número de policiais expulsos me preocupa, porque as milícias do Rio cresceram muito por causa dessas expulsões de PMs. Tenho medo

de ser mal interpretada. Não acho que a gente deva ficar com o policial de qualquer jeito. Toda polícia que deu certo no mundo passou por reestruturação. A corporação do Rio tem que ser reestruturada. A crítica feita pela titular da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça, se refere aos números de expulsos e demitidos das fileiras policiais do estado. Miki critica a ausência de política de recuperação do policial e de um acompanhamento social dele após a expulsão, o que poderia evitar que ele se tornasse, por exemplo, miliciano: — O cara não sabe fazer nada na vida, a não ser o que já faz. O Estado investe muito alto na formação deste policial e depois o expulsa. O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, também critica as expulsões. A histórica realidade da polícia carioca, por um lado, e as questões paulistanas, por outro, são geradores dos problemas das demais polícias. Os quais, talvez, sem possiveis contágios, ou exposição aos modelos, não ocorreriam.

Cel Pafiadache se manifesta no Facebook Ex-comandante da BM, expressa apoio institucional, com reservas

Agora preciso ser direto: entendo que não fica muito legal estarmos fazendo tantas considerações sobre atuação de nossos sucessores na atividade, pois temos o nosso tempo de fazer e só nós sabíamos as nossas limitações humanas e materiais e, no meu caso, dou graças à Deus pela proteção que tive na minha vida pessoal e na carreira. Meus veteranos foram, na maioria deles, impecáveis e quando na ativa, via-me livre desses canais de comunicação tão instantãneos como este, onde a crítica em situações pontuais, por vezes chegam a arranhar o sentido ético das nossas relações. Digo que algumas situações precisam ser comentadas sem comedimento e

cuidado excessivo e com tal, esta da Prefeitura não ficou bem para a BM, porque devemos atuar sempre e com antecipação, pois seguidamente nos queixamos que querem usurpar nossa missão; vide Pelotas, NH, etc. Insisto em discurso de sempre, que mesmo que algumas autoridades da PC, do MP, PF pousem em melhores posições nas fotos e nas falas, quem garante somos nós; somos o companheiro incansável do sol inclemente, da chuva fina e do frio dolorido a cuidar do povo do Rio Grande e quando a noite chega e muitos se divertem e até se invertem, somos os únicos servidores de 24 horas a contar com a companhia da lua a enternecer nossas angústias, mágoas e apreensões; somos os brigadianos cantados em prosa e verso, no dizer de Retamozzo, estamos no meio da rua de braços abertos... E agora retraímos e não fomos proativos, sob a desculpa de que a Guarda Municipal estava lá. Diga-se aos Cmt, inclusive do meu 9º BPM, do qual foi Aspirante e Comandante que NÃO ACEITO QUALQUER ESPÉCIE DE RETRAÇÃO, NEM QUE NÃO SEJA DA NOSSA COMPETÊNCIA - Pior é estarmos nos Presídios

tirando a cara pelos incompetentes e quando deixamos tudo no ponto, a SUSEPE assume e ganha os louros; pior é não fazer depois nos queixarmos que a Guarda Municipal faça POL OST, dentre outras disfunções. Estamos sendo atacados todos os dias pela imprensa de que desaparecemos do cenário dos Bairros e de pontos necessários. Isso tem um peso muito grande. O Cmt em questão deve ter suas razões, mas sempre vou divergir de quem atua dessa forma, que embora com boa feição de legal e aceitável por muitos, deixa em aberto um flanco! Sei que o Cmt do 9º BPM é um Oficial preparado e corajoso, porém a ação na Prefeitura, com o saldo de danos materiais pode transparecer ter pairado algum comedimento ou alinhamento com uma visão equivocado do sentido verdadeiro da ação policial mundo afora - Nunca fomos uma milícia truculenta com formação militarista tosca como alguns andam apregoando, apenas, em qualquer governo ou ideologia temos o dever legal de manter a ordem pública! Publicado na Internet nas primeiras horas do dia 25 de abril de 2013.


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Situação da “geral na Arena” do Grêmio FP, decidida no QG Em reunião ocorrida na tarde da quintafeira (25), no Comando-Geral da Brigada Militar, a Corporação apontou que o setor geral da Arena do Grêmio pode ficar sem cadeiras, desde que sejam atendidos diversos itens de segurança, entre eles a colocação de barras antiesmagamento. A decisão foi tomada com base no parecer da Comissão Técnica de Prevenção e Proteção contra Incêndio do Corpo de Bombeiros, pois a presença ou não de cadeiras naquele local não interfere na segurança dos torcedores. “A manifestação do Grêmio e da Arena PortoAlegrense foi pela não colocação de cadeiras e agora a empresa terá que fazer as adequações para atender as medidas de segurança”, falou o comandante-geral da BM, coronel Fábio Duarte Fernandes, que conduziu a reunião. A Arena Porto-Alegrense deverá apresentar projeto ao Corpo de Bombeiros para depois iniciar a obra, obedecendo a colocação de barras antiesmagamento, cálculo do número de torcedores na geral, controle de acesso ao setor e compartimentação do local. A empresa terá 30 dias, que poderão ser prorrogados por

igual período, para realizar a obra. Outro item definido foi a colocação de guarda-corpo no quarto nível do estádio, devido ao grau de inclinação do local. O comandante-geral da Brigada Militar considerou positiva a discussão, que reuniu os órgãos envolvidos no assunto. “Foi um consenso com maturidade, uma decisão compartilhada, numa forma justa de encaminhamento da solução”, falou o coronel Fábio Fernandes. A reunião contou com representantes do Grêmio, Arena Porto-Alegrense, OAS, Federação Gaúcha de Futebol, Ministério Público, Secretaria Municipal de Segurança Urbana e CREA/RS, além do Comando-Geral da Brigada Militar, Comando do Corpo de Bombeiros(CCB), Comando de Policiamento da Capital (CPC) e Batalhão de Operações Especiais (BOE).

ÓRGÃOS POLICIAIS

Defesa Civil ministra curso de Emergências Sociais ao pessoal da Casa Militar

Colégio Tiradentes de Porto Alegre realiza formatura de entrega de boinas

Vereador Kopittke trata de segurança púbica com o comandante-geral

Em 29 e 30 de abril, ocorreu na Escola de Bombeiros de Porto Alegre, o curso de Emergências Sociais, ministrado pela Defesa Civil. Os responsáveis pela instrução do curso foram o Subchefe da Casa Civil, tenente-coronel Locatelli; o tenente-coronel Ongaratto, o major Benhur, o capitão Reginaldo, o tenente Poncio, o sargento Luz, a sargento Jurema e o sargento Paulo Sérgio, todos pertencentes à Defesa Civil. O curso foi direcionado aos servidores da Subchefia de Operações e aos servidores administrativos da Casa Militar.

Em 27/4, no Ginásio de Esportes do Departamento de Ensino da Brigada Militar, localizado na avenida Aparício Borges, bairro Partenon, em Porto Alegre, foi realizada a entrega de boinas aos novos alunos do Colégio Tiradentes. Na ocasião foi entregue medalhas de Mérito Disciplinar, que é concedida ao aluno que se destacar e demonstrar pró-atividade no exercício das funções de comando e demais atividades do Colégio, possuindo nota disciplinar dez, sendo aprovado pelo conselho disciplinar, formado pelos oficiais do liceu.

O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Fábio Duarte Fernandes, recebeu nesta sexta-feira (26), o vereador de Porto Alegre Alberto Kopittke para tratar de assuntos relacionados à segurança da Capital, em seu gabinete. O coronel Fábio enalteceu a visita do vereador e lhe expôs os três pilares de seu Comando: gestão, correição e educação policial. A reunião faz parte dos projetos do Comando-Geral, que busca parceria de trabalho para intensificar a segurança na Capital.

COLUNA CAP MORAES Cristiano Luís de Oliveira Moraes - Cap QOEM

Especialista em Segurança Pública - UFRGS - 2007 Instrutor de Tiro da Brigada Militar - 2009 Instr. de Operações Não-Letais -CONDOR Brasil - 2008 Instrutor TASER - 2009 Serve na 1ª Cia de Operações Especiais do 1º BOE – POA E-mail: cristiano-moraes@brigadamilitar.rs.gov.br Mestrando em Ciências Criminais na PUC/RS Servindo na Corregedoria da BM

Salão nobre QCG/BM com livro sobre a vida do Cel Peracchi

O livro “Cel Walter Peracchi de Bracellos, organizado pela professora de Santa Maria, Aristida Réquia, será lançado, oficilamente, dia 13 de maio de 2013, às 15 horas. Direção, associados e brigadianos que desejarem, ocorrerá às 12 horas, do mesmo, dia, antecendendo a importante solenidade, um almoço comemorativo, no Restaurante Freio de Ouro, na Rua José de Alencar nº 460. A obra pode ser considerada o fundamento da existência da Fundação Walter Peracchi Barcellos (Funperacchi), presidida atuamente, pelo ex-governador Jair Soares. O ex-governador prefaciou o livro, com aquele sentimento de brigadianeidade, pelos laços familiares com a Corporação gaucha e que sempre manifesta. A obra em tamanho A4 com 256 páginas, contém muitas fotografias de época, sua autora e organizadora desenvolve até à página 104, a história familiar e a trajetória política do ex-comandante geral da Brigada Miitar;

Correio Brigadiano

Portaria Interministerial 4.226, de 31 de dezembro de 2010

Estabelece diretrizes sobre o uso da força pelos agentes de segurança púbica

ex-secretário de Interior e Justiça do Estado; ex-governador do Estado; ex-ministro da Previdência; e ex-presidente do Banco do Brasil. Um político exemplo das gerações futuras. Não aceitou nem um apartamento para morar, que um grupo de amigos, lhe ofertou, fazendo de imediato, doação a uma entidade filantrópica. Este era Peracchi.

Prezados leitores, dando continuidade a nossa linha de edições temos procurado auxiliar os operadores de segurança publica esclarecendo algumas questões, em especial aquelas que envolvam o uso da força e de armas de fogo. Seguindo nesta linha e, em função de alguns operadores terem desconhecimento da referida portaria trarei na íntegra o que o referido mandamento estabelece, em especial o seu item número 8, no tocante a necessidade de porte pelo agente, que pelo exercício da função possa a vir a envolver-se em situações do uso da força - de no mínimo dois instrumentos de menor potencial ofensivo, independentemente de portar ou não arma de fogo. Esta portaria tem caráter obrigatório para os agentes de segurança federais, todavia apenas norteadora para os agentes de segurança dos Estados, pois cada Estado tem a sua autonomia para tratar as questões de segurança pública. Assim sendo seguem as diretrizes sobre o uso da força e armas de fogo pelos agentes de segurança pública (a diretriz contém 25 ítens, por questões de limitação de espaço publicaremos apenas até a diretriz número 8) : 1. O uso da força pelos agentes de segurança pública deverá se pautar nos documentos internacionais de proteção aos direitos humanos e deverá considerar, primordialmente:

a. ao Código de Conduta para os Funcionários Responsáveis pela Aplicação da Lei, adotado pela Assembléia Geral das Nações Unidas na sua Resolução 34/169, de 17 de dezembro de 1979; b. os Princípios orientadores para a Aplicação Efetiva do Código de Conduta para os Funcionários Responsáveis pela Aplicação da Lei, adotados pelo Conselho Econômico e Social das Nações Unidas na sua resolução 1989/61, de 24 de maio de 1989; c. os Princípios Básicos sobre o Uso da Força e Armas de Fogo pelos Funcionários Responsáveis pela Aplicação da Lei, adotados pelo Oitavo Congresso das Nações Unidas para a Prevenção do Crime e o Tratamento dos Delinqüentes, realizado em Havana, Cuba, de 27 de Agosto a 7 de setembro de 1999; d. a Convenção Contra a Tortura e outros Tratamentos ou penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes, adotada pela Assembléia Geral das Nações Unidas, em sua XL Sessão, realizada em Nova York em 10 de dezembro de 1984 e promulgada pelo Decreto n.º 40, de 15 de fevereiro de 1991. 2. O uso da força por agentes de segurança pública deverá obedecer aos princípios da legalidade, necessidade, proporcionalidade, moderação e conveniência. 3. Os agentes de segurança pública não deverão disparar armas de fogo contra pessoas, exceto

em casos de legítima defesa própria ou de terceiro contra perigo iminente de morte ou lesão grave. 4. Não é legítimo o uso de armas de fogo contra pessoa em fuga que esteja desarmada ou que, mesmo na posse de algum tipo de arma, não represente risco imediato de morte ou de lesão grave aos agentes de segurança pública ou terceiros. 5. Não é legítimo o uso de armas de fogo contra veículo que desrespeite bloqueio policial em via pública, a não ser que o ato represente um risco imediato de morte ou lesão grave aos agentes de segurança pública ou terceiros. 6. Os chamados “disparos de advertência” não são considerados prática aceitável, por não atenderem aos princípios elencados na Diretriz n.º 2 e em razão da imprevisibilidade de seus efeitos. 7. O ato de apontar arma de fogo contra pessoas durante os procedimentos de abordagem não deverá ser uma prática rotineira e indiscriminada. 8. Todo agente de segurança pública que, em razão da sua função, possa vir a se envolver em situações de uso da força, deverá portar no mínimo 2 (dois) instrumentos de menor potencial ofensivo e equipamentos de proteção necessários à atuação específica, independentemente de portar ou não arma de fogo. Desejo a todos um excelente mês e bons tiros... para aqueles que apreciam o esporte.

BOMPRATODOS


ÓRGÃOS POLICIAIS

pág 22 - Maio de 2013

Correio Brigadiano

Articulistas http://abcdaseguranca.org.br/abc/ abc on-line do Correio Brigadiano

Fernando Grella Vieira destacou a participação de adolescente no crime e pediu por um debate sobre alterações no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente Depois de anunciar a prisão de três assaltantes envolvidos na morte bárbara da dentista Cinthya de Souza, 47 anos, o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Fernando Grella Vieira, defendeu a necessidade de reformas na lei que ajudem a combater o crime. A dentista foi queimada viva pelos criminosos - um deles menor de idade. “Esse é mais um caso de violência cruel com a participação de um adolescente. Não podemos mais viver situações como essa, que deixam os cidadãos que pagam seus impostos expostos à violência“, disse o secretário durante coletiva de imprensa realizada na tarde deste sábado. Grella Vieira citou a proposta do governador Geraldo Alckmin de alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A proposta é que a pena máxima dos jovens reincidentes em crimes graves, como homicídio e latrocínio, passe de três anos para oito anos. “Existe uma necessidade cada vez maior de a sociedade discutir uma reforma das leis — seja a legislação penal, seja o ECA — para proteger o cidadão de bem“, afirmou.

História da BM - Pesquisas Paulo Rogério Machado Porto Cel - Pesquisador - Protestos de taxistas de 18 para 19/10/74 escrito pelo Cel Danesi progeriomp@gmail.com - No Facebook pelo nome

Arte da somar - Parlamentos ... José Luiz Zibetti Ten PM de Passo Fundo - Paralamentarismo X Presidencialismo passo.fundo@asstbm.com.br - No Facebook pelo nome

Questões de Trânsito

Carlos Pedot – Sgt do 1º BRBM Consultor em Trânsito - A vida será mais colorida para os que possuem daltonismo - Dicas para conduzir veículos em dias de geada lauropedot@gmail.com - http://lauropedot.blogspot.com

Ordem e Justiça é Liberdade bc

Em razão do caso da dentista, SSP em São Paulo, reverte em favor da maioridade penal aos 16

Joel Vieira Lopes – Sd PM CRPO Litoral Pastor e Missionário Evangélico - Prisioneiro da própria liberdade - Mudar de vida, ou mudar de nome... joelvieiralopes@gmail.com - No Facebook pelo nome

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*valores aproximados O pagamento poderá ser realizado em até 36 parcelas, consignado na folha de pagamento do Estado ou em conta corrente da Cooperativa. DUCUMENTOS PARA ASSOCIAÇÃO Carteira de Identidade, CPF, Comprovante de Residência e Comprovante de Renda.

Cristo no combate às drogas

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*valores Obs.: O aproximados associado deverá apresentar por ocasião da solicitação de O pagamento ser Mil, realizado em até 36para parcelas, consignado na financiamento juntopoderá à Sicredi a “Autorização Aquisição de Arma”, folha de pagamento do Estado ou em conta corrente da Cooperativa. expedida pelo Exército Brasileiro, de acordo com a legislação vigente. DUCUMENTOS PARA ASSOCIAÇÃO SIMULAÇÃO Carteira de Identidade, CPF, Comprovante de Residência e Comprovante de Renda. VALOR 12 Parcelas 24 Parcelas 36 Parcelas 3.000,00 284,21 157,42 115,86

Paulo Cézar Franquilim Pereira – TC QOEM Assessor de Direitos Humanos do Cmt-Geral - Sem explicação para matar - Habemos Chavez franquilim.pc@gamil.com - No Facebook pelo nome

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Associados da Sicredi Mil passam a usufruir de uma linha de crédito especial, através de convênio de cooperação com a Empresa Taurus, em que poderão contar com taxas e prazos diferenciados para a aquisição de PISTOLAS.40

DH do TC Franquilim

1ª P

SICREDI MIL FIRMA PARCERIA COM A TAURUS PARA FINANCIAMENTO DE ARMAS AOS POLICIAIS MILITARES

Jorge Bengochea – Cel - Escritor, Consultor e Blogueiro - O sistema de justiça Criminal bengo54@gmail.com - http://sistemadejusticacriminal.blogspot. com.br/ - http://mazelasdojudiciario.blogspot.com/

Articulistas Especiais JCB T Ú N E L D O T E M P O - Militares Estaduais discriminados no Ministério da Justiça B A T E & A S S O P R A - Conselho Nacional de Comandantes Gerais com novo Presidente abcdaseguranca@hotmail.com


ÓRGÃOS POLICIAIS

pág 23 - Maio de 2013

Correio Brigadiano

A Saúde PM pode ter avanços. Ou, continuará sem rumo?

O pouco uso dos HBMs por parte dos Brigadianos tem suas variáveis. O Cmt Geral definirá esse destino.

Vista aérea do Hospital da Brigada Militar em Porto Alegre, em privilegiado,

GRUPO CENTAURO - A questão dos hospitais da BM está de volta, à pauta legislativa, após a reapresentação do PLC 168/2011. Ela está na “ordem do dia” para a data de 23 de maio, próximo, para apreciação. Segundo um membro do Grupo Centauro, este é o mesmo PLC sobre o qual o grupo, convidou o diretor do HBMPA, para falar e este foi impedido, pelo então comandante-geral, da época, mandando um outro oficial, que acabou não fornecendo informações satisfatórias. E com isso, o assunto acabou caindo no esquecimento. Outro integrante, acha que será o primeiro passo para que o HBMPA, quem sabe, acabe se transformando futuramente no “postão da Zona Sul”, além de render dividendos particulares aos atendimentos também particulares, o que poderá determinar, ao cabo de tudo, preferências para estes atendimentos em detrimento dos servidores. As discordâncias ficam por conta da ausência de garantias de precedências aos brigadianos. Outra questão levantada é de não se ter sido veiculada a ampla discussão com as categorias representativas dos brigadianos, segundo o pessoal centaurino. “Seria bom sabermos da postura do comando da BM, assim como das nossas entidades representativas, a não ser que tudo esteja sendo tratado em segredo, ou, quem sabe, todos estão de acordo” entendem. Há necessidade de ser mais claro quanto às garantias aos Servidores Militares. Mas, à época, pareceu incluisive que os “de branco” - Quadro de Saúde, na linguagem corrente, poderião dar prioridades aos atendimentos particulares, por render pagamento, inclusive médicos brigadianos. Mas, também, oficiais médicos, na época se manifestaram no sentido da necessidade de garantias, que, se não forem expressas, no PCL. E que pode se transformar em passo para o HBM se tornar um postão, sonho que já foi expresso e escrito no governo petista anterior.. Quem sabe convidando, o atual comando, em uma próxima reunião Centauro, possamos ouvir e entender a intensão e oferecermos sugestões.

Ampliado pela PCL nº 168/2011 o atendimento nos Hospitais/BM Projeto de Lei Complementar nº 168 /2011 Proponetne: Deputado(a) Jorge Pozzobom Dispõe sobre a ampliação do atendimento médico-hospitalar no Departamento de Saúde da Brigada Militar, mediante alteração da Lei Complementar nº 10.990, de 18 de agosto de 1997. Art. 1º - No art. 51 da Lei Complementar n. 10.990, de 18 de agosto de 1997, fica renumerado o parágrafo único para § 1º e inserido o § 2º, com a seguinte redação: “Art. 51 - ... § 1º - ....

§ 2º - O Departamento de Saúde da Brigada Militar poderá utilizar da capacidade médico-hospitalar disponível para o atendimento de servidores públicos e seus dependentes, convênios e particulares, mediante ressarcimento, desde que não haja comprometimento ao atendimento dos militares estaduais e seus dependentes. Art. 2º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 3º - Revogam-se as disposições em contrário. Sala das Sessões

A Brigada Militar busca readaptar os policiais com deficiência física

SSP investiu R$ 5,3 milhões em equipamentos para o Hospital da BM/PA

O Comando-Geral da Brigada Militar pretende readaptar PMs considerados incapazes para a atividade-fim, devido à deficiência física decorrente de ação em serviço, mas que podem atuar em outras funções. A readaptação é o aproveitamento do militar estadual em atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física, verificada em inspeção médica oficial, observada a habilitação exigida e o nível de escolaridade de cada função e cargo. A proposta será apresentada ao Governador do Estado para a elaboração de projeto de lei.

O Hospital da Brigada Militar de Porto Alegre (HBM) reinaugurou, na quarta-feira, dia 24 de abril, quatro blocos cirúrgicos e o centro de materiais, que foram reformados. Para a obra e compra de equipamentos, a Secretaria da Segurança Pública investiu R$ 5,3 milhões. Durante o ato, o secretário adjunto da SSP, Juarez Pinheiro, fez questão de ressaltar a importância de incentivos desse tipo aos profissionais da segurança pública. “Essas reformas são fundamentais para que consigamos um hospital de referência para atender nossos policiais militares e suas famílias.”

Hospital da Brigada Militar em Santa Maria, junto ao complexo de OPMs daquela cidade

Ten Bayerle & Blog’s way... Claudio Medeiros Bayerle – Tenente Presidente da Apesp Tesoureiro da Abril Membro da ICP Associassão Internacional de Polícia Bacharel em Letras Mestre em Teologia Sistemática

Continuação dos blogs da útlima edição Impressionante a LEGIÃO de seguidores dos equipamentos e ferramentas virtuais que cresce, vertiginosamente, a cada dia que passa. Basta uma simples visualizada em todos os locais: parques, clubes, shopings, restaurantes, veículos, ou um canto qualquer de uma esquina e lá estão eles e elas, de cabeixa baixa, sentados, parados ou caminhando, com o olhar ‘vidrado’ no celular, tablet ou note, dedilhando mensagens, compartilhando fotos e curtindo posts. De notar, que, por vezes, amigos se encontram pra dar um rolê pela cidade ou local específico, mas, quando se encontram, pouco ou quase nada falam, limitando-se a ‘intaragir’ com outros pessoas, de outros lugares, ainda que ali estejam “face to face” com colegas, amigos e familiares. Novos tempos, novas culturas midiáticas e sociais. Eventos dessa natureza, de certa forma, também já estão intronizados na cultura

POLICIAL, seja pela comunicação instantânea de câmeras, pelas ferramentas de consultas de pessoas, fiscalizações e autuações, ou até mesmo por aqueles policiais (ainda raros, felizmente) cujo binômio ‘ATITUDE EXPECTANTE’ e ‘OBSERVAÇÃO CONSTANTE’ não passa de mero ensino esquecido nos livros policiais acadêmicos. Ei-los estagnados nas esquina, embarcados em viaturas ou no posto policial absortos da missão e encalacrados num aplicativo ou bate-papo, via celular muitas vezes, cumprindo o “vício-rito” dos três Cês: Curtir, Compartilhar e Comentar. Evidentemente que tal ação não condiz com o compromisso policial, além de expor o Agente a riscos constantes e transmitir uma péssima imagem de desleixo à sociedade e falta de comprometimento para com a Segurança Pública. É preciso que estejamos atentos a estes. É preciso corrigir possíveis vícios antes que estes tornem-se hábitos...

http://a4demaio.blogspot.com/ Blog dos MILITARES do ACRE http://policiapenaldealagoas.blogspot. com/ Blog dos Agentes Penais de Alagoas http://ciasbope.blogspot.com/ Blog SubTen Éwerton - PM Amapá http://segurancaemfocoba.blogspot.com. br/ Cel PM Claudio Brandão - PM Bahia http://www.facebook.com/BlogCombatePolicial / Policial Militar - Ceará http://glauciapaiva.com/ Sd GLÁUCIA PM Rio Grande do Norte http://aderivaldo23.wordpress.com Sd Aderivaldo Cardoso - PM Distrito Federal http://www.maranhao190.com Soldado DA COSTA- PM Maranhão http://blogdospracinhas.blogspot.com.br Soldado PAULO - PM Minas Gerais

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Correio Brigadiano

pág 24 - Maio de 2013

215 - Maio de 2013

Articulistas do www.abcdaseguranca: - Cel Rogério Porto - Ten Cel Franquilim - Ten Zibetti - Sgt Calos Pedot - Sgt Joel Vieira Lopes - Cel Jorge Bengochea (Novo) Coluna do Chefe da PC/RS Nossos agradecimentos

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Coluna do Comandante da BM Nossos agradecimentos

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IBCM e Parque Tupã em parceria

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jcb215 Maio 2013  

Jornal ABC da Segurança Pública, também conhecido Como Correio Brigadiano. Destinado aos integrantes de Órgãos da Segurança Pública BR / RS...

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