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Cadastro começa a aceitar estrangeiro Página 8

Embrapa/Div./CR

Almir Dupont/Div./CR

ADOÇÃO

AGRICULTURA

Ave caipira diversifica a produção familiar Página 13

Correio Riograndense CR

Ano 106 - Nº 5.393 - R$ 2,00 - Caxias do Sul - 30 de abril de 2014 - Para assinar ligue: (54) 3220.3232 - www.correioriograndense.com.br 9912326314 - DR/RS

IGREJA

Canonização, presidida pelo Papa Francisco, reuniu quase um milhão de pessoas na Praça de São Pedro e arredores. A presença de Bento XVI fez a celebração entrar para a história como o “dia dos quatro papas”. Página 18

Vincenzo Pinto/AFP/Correio Riograndense

João XXIII e João Paulo II, dois papas, dois santos


CORREIO RIOGRANDENSE • Caxias do Sul, 30 de abril de 2014

“O Marco Civil é um avanço no que tange aos direitos dos usuários; pois protege sua privacidade e liberdade de escolha.” Editorial

CR Editorial 2

Temos legislação de Internet

O

Marco Civil da Internet é uma das primeiras iniciativas desse tipo no mundo. É a lei que regula o uso da Internet no Brasil. Esta nova lei prevê os direitos e deveres dos cidadãos no que se refere à rede de comunicação virtual, que, até então, era terra de todos e de ninguém. Ela serve também para dizer até onde o estado pode agir ou não. O projeto que regula o uso da rede vem de longa data, tramitava desde 2007, mas somente agora foi sancionado pela presidente Dilma Rousseff, virando a Lei nº 12.965 de 23 de abril de 2014. É um avanço no que tange à questão dos direitos

dos usuários, pois o Marco Civil vem proteger a privacidade dos “internautas”, tanto na relação com o governo quanto nas relações com empresas que atuam na Internet, e a sua liberdade de escolha. “As comunicações são invioláveis, salvo por ordem judicial específica”, lembrou a presidente por ocasião da aprovação. A lei traz ainda regras claras para a retirada de conteúdo da rede. Esta regulamentação era necessária, mas que venha, de fato, a ser respeitada. Que não seja apenas mais um código, pois já temos tantos que carecem de melhor aplicabilidade: o Código Civil, o de defesa do

CR Memória

Consumidor, o da Criança e do Adolescente etc. Há um excesso de leis, redundantes e mal compreendidas que apenas aumentam o custo operacional dos cofres públicos e deixam o Brasil deitado em berço de ineficiência crônica. O Marco Civil, pelo qual o Brasil é elogiado internacionalmente, aponta para frente, faz vislumbrar o desenvolvimento futuro da mídia digital, mas só deve ser, de fato, aplaudido se vier ao encontro das reais necessidades das pessoas, da democracia e da liberdade. Esta lei deverá, sim, punir os abusos, pois o uso natural, cotidiano da Internet, não precisa de regras.

Correio do leitor

• Neste 1º de maio, o Brasil recorda os 20 anos da morte de um herói nacional, Ayrton Senna, piloto de Fórmula 1. Nascido em São Paulo, em 21 de março de 1960, Senna começou sua carreira na F-1 em 1984. No ano seguinte, já conquistaria sua primeira vitória em um Grande Prêmio. Em 1º de maio de 1994, na sétima volta do GP de San Marino, na Itália, Senna, a bordo da Williams, passou direto pela curva Tamburello, a mais de 300 quilômetros por hora, e chocou-se contra o muro de concreto. Era o fim do tricampeão mundial, que enlutou uma nação inteira. Na edição seguinte à morte do idolatrado piloto, o Correio Riograndense registrou a tragédia em suas páginas, em 4 de maio de 1994.

Divulgação/CR

O Judiciário

Ayrton Senna: um ídolo brasileiro

CR Correio Riograndense Leitura crítica FUNDADO EM 13 DE FEVEREIRO DE 1909 Filiado à ADJORI-RS e ABRAJORI Diretor de Redação: frei João Carlos Romanini Editora-chefe: Andressa Boeira Editores-assistentes: Maria de Fátima Zanandrea e Marcelino C. Dezen Editado por: ASSOCIAÇÃO LITERÁRIA SÃO BOAVENTURA / EDITORA SÃO MIGUEL

Direção-geral: frei Álvaro Morés Redação, Administração, Comercial e Assinaturas: Av. Alexandre Rizzo, 534 CEP: 95110-000 - Caxias do Sul - RS Telefone: (54) 3220-3232 Impressão: Zero Hora Editora Jornalística S.A. / Jornal Pioneiro

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Equilíbrio por um fio contratar mais e mais apadrinhados políticos, emprestar (vamos receber?!) dinheiro para Cuba, via BNDES, subsidiar uma política econômica mal ncerradas as contas da arrecadação tributária de planejada e, pior, inconsequente a longo prazo, ao 2013, adivinhem? Mais um recorde! É simples- usar recursos do Tesouro (da sociedade) para valimente espantosa a capacidade dos governos fe- dar sua “estratégia” de reduzir o preço da energia deral, estaduais e municipais de manter em níveis elétrica e minguar o reajuste dos combustíveis. Um dia vamos pagar a conta. Esse governo, do escorchantes a carga de tributos sobre a sociedade. Tomemos a evolução comparativa dos crescimen- PT, está prestes a completar 12 anos sucessivos tos do PIB e da arrecadação federal dos últimos seis no comando do Executivo Nacional e não há um anos. Em 2008 e 2009, diante da grave crise mun- projeto de Estado. É a política por um projeto sim, dial, PIB e arrecadação apresentaram praticamente mas um projeto de poder e não de Estado! Tereo mesmo crescimento, mas a partir de 2010 houve mos mais quatro anos do mesmo?! Parece que sim, com este ou qualquer um completo e brutal descasamento entre a realidade do Nossos problemas continuam, outro governante de plantão. Pobre Brasil, carente de liproduto e a força arrecadatócomo chagas abertas, a ferir deranças e de estadistas! ria do governo central. Desde as ambições de um povo Gasta-se demais e, pior, 2008, o PIB cresceu 19,5% trabalhador gasta-se mal. E os nossos em termos reais e a carga de problemas continuam, como tributos cresceu 32,6%. Não podemos deixar de destacar a impactante política chagas abertas, a ferir as ambições de um povo de desoneração e incentivos tributários concedidos trabalhador e de uma classe empresarial pujante pelo governo nesses últimos seis anos, o que redu- e inteligente. Saúde em frangalhos, educação de ziu sobremaneira a arrecadação. Não fosse isso, a baixíssima qualidade, infraestrutura sofrível. Não cansamos de nos debater contra a mesmice da hidiferença seria ainda mais acentuada. O processo de transferência de renda no Brasil pocrisia e incapacidade de gestão dos governannão se dá somente pelos programas assistenciais, tes, sem controle, sem autoridade e, para nossa como o Bolsa Família. Faz-se a transferência, infelicidade, sem perspectivas e sem estratégias. também, do setor produtivo e trabalhador para um Temos muito governo e pouco Estado. estado obeso, perdulário e sem eficiência. Alega A sociedade, mesmo que de modo exacerbado precisar dos recursos da sufocante arrecadação e por vezes até desordeiro e criminoso, tem depara cumprir suas obrigações sociais, mas vale-se monstrado sua insatisfação. Não aleguem, depois, dela para engordar a máquina burocrática estatal, que não foram avisados. Paciência tem limite! Enio De Biasi

De Biasi Auditores Independentes, São Paulo - SP

E

“Estou plenamente de acordo com a indignação de dom Dadeus Grings (Leitura Crítica de 23/4). Infelizmente, em nosso país, a insensibilidade tomou conta de muita gente, principalmente dos homens públicos. Bem lembrou o Papa Francisco: o homem, quando se afasta de Deus, perde a noção de pecado, perde a sensibilidade. Os homens públicos, mesmo que bem intencionados de início, acabam sendo engolidos pela máquina da corrupção, cuja lei é “ou dança conforme a música ou cai fora”. A ética naufraga diante da possibilidade de obter vantagens pessoais. Agindo assim, os poderes constituídos estão traindo o povo. Esquecem que o direito e o dever possuem o mesmo conteúdo, mas em sentidos contrários. Resta aos cristãos comprometidos agirem segundo sua consciência cristã, cientes de que a justiça divina nunca falhará”. Osmar Duarte Garcia Flores da Cunha - RS

Golpe militar “Quem viveu na época pode saber que tudo o que divulgam hoje é para denegrir o regime. Ocorreram coisas horrendas, mas lembremo-nos também das coisas boas que havia na época. Fiz parte de passeatas contra o regime, fui ferrenho defensor da democracia, mas a bem da verdade, hoje somos mais escravos do que na época dos militares. Impostos escorchantes, segurança nem no presídio, educação só para quem pode, saúde só para quem paga. Apesar das injustiças que ocorreram na época, tenho saudades de Castelo Branco e Médici, patriotas. Estudei no Julinho e todas as noites atravessava o parque da Redenção sem ser molestado. Hoje como ficaria? Acredito que só de cueca se tiver sorte. Respondamme os que acham que vivemos numa época melhor”. Bruno Pedro Rech Sarandi - RS

Cartas e e-mails devem conter endereço completo e telefone do remetente. As correspondências não são necessariamente publicadas na íntegra.


CORREIO RIOGRANDENSE • Caxias do Sul, 30 de abril de 2014

“As reivindicações receberão um tratamento mais técnico, ganharão mais força e os resultados devem ser melhores.” Gustavo Toigo, presidente do Legislativo

CR Caxias 3

CÂMARA VAI AOS BAIRROS

Inicia projeto itinerante

Olhar à vida

JAIME BETTEGA

Um barco a remo

Novidade deste ano é a participação das comissões temáticas

O

das demandas junto ao Executivo: a participação das comissões temáticas do Legislativo. As comissões respondem por Saúde e Meio Ambiente; Desenvolvimento Urbano, Transporte e Habitação; Desenvolvimento Econômico, Fiscalização e Controle Orçamentário; Legislação Participativa e Comunitária e Comissão Temporária Especial do Idoso. “A intenção é organizar a distribuição das demandas conforme o caráter temático de cada comissão”, explica Toigo. “Assim, as reivindicações receberão um tratamento mais técnico, ganharão mais força e os resultados devem ser melhores”, destaca. As comissões podem propor moções, audiências públicas ou projetos de lei, além de fiscalizar e cobrar as ações do Executivo. Para este ano, também estão previstas reuniões itinerantes na região rural, dia 9 de junho, e no meio estudantil, em 3 de novembro, em locais ainda não definidos.

Didática - No primeiro encontro, após pronunciamento dos vereadores, foi exibido um vídeo institucional da câmara. Em seguida, falou o presidente da UAB, Valdir Walter. Após, os participantes, juntamente com os vereadores integrantes das comissões temáticas, formaram grupos de trabalho para discutir os problemas. Ao final do encontro, as demandas de cada grupo foram compartilhadas com todos. Não é responsabilidade da Câmara de Vereadores resolver os problemas normalmente enumerados nas reuniões itinerantes, como falta de vagas em creches, construção de posto de saúde etc, mas é função do Legislativo intermediar a solução desses problemas apontados pela população, encaminhandoos às autoridades competentes. Esse é o objetivo do Câmara Vai aos Bairros, projeto desenvolvido em parceria com a UAB, associações de moradores, clubes de mães, igrejas, instituições de ensino e outras entidades interessadas. Luiz Chaves/Correio Riograndense

Legislativo caxiense deu início à edição 2014 do projeto Câmara Vai aos Bairros. Este ano, as reuniões itinerantes apresentam duas novidades. Em um único encontro voltado à zona urbana, na segunda 28, no salão dos capuchinhos, os 23 vereadores ouviram as demandas de moradores de 228 bairros e loteamentos que integram a União de Associações de Bairros (UAB). Até o ano passado, a área urbana do município era dividida em seis regiões (Norte, Sul, Leste, Oeste, Centro e Interior), sendo realizado um encontro em cada uma delas. A realização de apenas uma reunião para toda a zona urbana do município foi justificada pelo Legislativo pelas particularidades do ano: Festa da Uva, Copa do Mundo, eleições. O presidente da Casa, Gustavo Toigo (PDT), acredita que não haverá prejuízos diminuindo-se o número de encontros porque outra novidade deste ano deve agilizar a mediação

Rio Branco: reunião urbana reuniu moradores de 228 bairros e loteamentos no salão dos capuchinhos

A

s comparações favorecem a compreensão. E como ajudam! Sem alguns referenciais comparativos, a assimilação é difícil e demorada. Alguém, um dia, comparou o casamento com uma longa viagem em um pequeno barco a remo. O casal deverá equilibrar o barco, manuseando adequadamente os remos. É insuficiente que apenas um remo seja utilizado. O barco fará apenas círculos e não alcançará o destino. Com a devida simetria, os dois remos favorecem que distâncias sejam eliminadas e garantem equilíbrio à embarcação. Se um dos ocupantes começar a balançar o barco, o outro terá que estabilizá-lo, caso contrário os dois afundarão. Se um estiver alterado, o outro deverá manter-se calmo, à escuta; se um dos dois avançar o sinal, o outro deverá provocar volta à calma. Assim como um barco precisa de equilíbrio para navegar serenamente sobre as águas, da mesma forma um casal necessita de harmonia e de entendimento mútuo para dar conta das agruras da longa viagem, denominada ‘vida a dois’. Para ocupar um barco, isto é, para dar forma à vida conjugal, é necessário A existência um mínimo de disposição de problemas e de entendimento. Avennão inviabiliza tureiros também precisam sonhos, de bússola. É tão fácil pero rumo ou desanimar favorece der de remar. Primeiramente maturidade é preciso ter um barco. ‘Quem casa quer casa.’ Um lugar apropriado é condição para uma convivência harmoniosa. Os espaços físicos podem ajudar na espontaneidade. Não basta querer ficar juntos. Condições mínimas não podem ficar à margem dos sonhos. Uma família precisa valer a pena. O amor que une duas pessoas descortina incontáveis oportunidades. Ser feliz, quando lado a lado com a pessoa amada, significa fazer o outro feliz. É na mesma proporção que o amor retorna. Quanto maior for a dedicação ao outro, maior será a própria felicidade. Então, despojados de egoísmo e dispostos ao altruísmo os dois remos são movimentados numa cadência sem fim. As correntezas chegam, os obstáculos se apresentam, os ventos sopram forte, e o barco segue no rumo desejado. Onde há amor, o eterno se apresenta de uma forma suave, com jeito de normalidade. A existência de problemas não inviabiliza sonhos, favorece maturidade. Tempestades também passam. Podem deixar sinais, mas passam. O amor é capaz de superação e de aprendizado. Enquanto os dois remos forem utilizados, o barco avançará.

Informe CR Campanha do Agasalho O governo do RS lançou neste domingo 27 a Campanha do Agasalho. No ano passado, 1,5 milhão de peças foram arrecadadas. “Doação aquece o coração” é o tema da campanha do agasalho do comércio gaúcho, a ser lançada dia 10 de maio.

Marco Civil da internet é exemplo provedores. Para muitos, o Marco Civil da Internet, espécie de constituição da rede Brasil deu exemplo ao mundo mundial de computadores, foi ao criar uma legislação que regula sancionado, na quarta 23, pela a Internet. “O país está na vanguarda, porque é o primeiro do mundo presidente Dilma Rousseff, após ser aprovado pelo Senado. a ter uma lei que consolida a O texto trata dos direitos, deve- Internet como espaço livre e democrático”, disse a presidente. res e garantias dos usuários e

Usuários protegidos Com a aprovação do Marco Civil, o Brasil tem agora um instrumento efetivo para garantir a liberdade de expressão, o respeito à privacidade das pessoas e das empresas e aos direitos humanos na Internet, com neutralidade e responsabilidade.

RS é promissor O Rio Grande do Sul é um estado do futuro, é o que diz o ranking da revista FDI, do grupo Financial Times. O estudo avaliou 237 áreas. Os gaúchos se destacam com programa de atração de investimentos. RS é o nono estado mais bem avaliado no país.


CORREIO RIOGRANDENSE • Caxias do Sul, 30 de abril de 2014

“Sem a regulamentação, o comércio trava e os municípios têm seu desenvolvimento retardado.” Valdir Andres, presidente da Famurs

CR Municípios 4 Giro

SEGURANÇA PÚBLICA

Inaplicabilidade da Lei Kiss Problemas em 38 dos 59 artigos da legislação emperram concessão de alvarás Débora Szczesny/Divulgação/CR

U

m documento com mudanças em 38 dos 59 artigos da Lei Kiss (nº 14.376 - leia abaixo) foi entregue ao governo do Rio Grande do Sul e aos deputados estaduais pela Famurs, logo após a realização do seminário que discutiu a lei, na quinta 24, no auditório do Ministério Público (MP), em Porto Alegre. De acordo com o presidente da Federação, Valdir Andres, a lei 14.376 tem problemas de interpretação no texto que emperram a concessão de licenças para novos estabelecimentos. “Com as exigências, os bombeiros não estão dando conta de atender a demanda por alvarás. Sem a regulamentação, o comércio trava e os municípios têm seu desenvolvimento retardado”, alerta. Outro setor que sofre com as exigências são as indústrias. Conforme o vice-presidente da Federação das Indústrias do RS (Fiergs), Paulo Garcia, as fábricas não têm estrutura física para se adequar no prazo de 12 meses. “As nossas indústrias terão extrema

Tapejara e Erebango O governo federal prometeu liberar R$ 1,219 milhão para Erebango e R$ 700 mil para Tapejara. Os municípios foram atingidos por tornado dia 12 de abril. Tapejara contabiliza 756 residências atingidas, além do ginásio e de escola, num total de R$ 9.369.065,00 milhões. Já Erebango teve uma vítima fatal.

Seminário: para prefeitos e empresários, a lei gera insegurança e impede o desenvolvimento dificuldade para se adaptar. Qualquer solução feita no calor da tragédia tende a ter exagero nas suas definições”, avalia Garcia. Para o subprocurador do Ministério Público, Marcelo Dornelles, a falta de regulamentação tam-

bém afeta a instituição. “Estamos amarrados e temos dúvidas quanto à aplicação da lei e aguardamos a regulamentação”, destacou. Ainda participaram representantes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), da

Fecomércio e do Sinduscon. A lei - A lei estadual 14.376 foi aprovada como uma resposta à tragédia de Santa Maria, que vitimou 242 jovens, após incêndio na boate Kiss, no dia 27 de janeiro de 2013.

O 11º Encontro de Mulheres com Atividade no Leite reuniu 2.000 produtoras rurais associadas à Cooperativa Santa Clara, sediada em Carlos Barbosa, na quinta 24, em Farroupilha. O evento, realizado pela Santa Clara a cada dois anos, aconteceu no Santuário de Caravaggio e reuniu representantes de

100 municípios onde a Cooperativa coleta leite. O encontro teve pronunciamentos do presidente da Cooperativa, Rogerio Sauthier; do presidente da Fecoagro, Paulo Pires; prefeito de Farroupilha, Claiton Gonçalves, e do padre Gilnei Fronza. A missa foi celebrada pelo padre Santa Clara: evento reuniu representantes de 100 municípios Ezequiel Dal Pozzo, de Paraí.

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Assinale a opção de assinatura: □ Via Agente: R$ 135,00 □ Via Correio: R$ 145,00 (endereço na capa - mala direta) □ Carta: R$ 230,00 (dentro de envelope lacrado)

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Flores da Cunha/asfalto Flores da Cunha está pavimentando a Estrada das Indústrias, antigo desvio do pedágio, localizada no Travessão Lagoa Bela. A obra recebeu R$ 250 mil, emenda do deputado federal Osmar Terra. Veranópolis/obras A Secretaria de Infraestrutura de Veranópolis está plantando flores no pórtico de entrada; consertando a tubulação da rua Benjamin Constant e realizando pintura de meio-fio na rua Fiorindo Dalla Coletta.

EDITAL SINDICATO DOS VIGILANTES DE CAXIAS DO SUL DIREITO DE OPOSIÇÃO À CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL

Preencha o cupom e envie. Não precisa selar. Basta recortar este cupom e colocar em qualquer caixa de coleta dos correios. A cobrança será feita por boleto bancário.

Nome: _______________________________________ CPF / CNPJ: _________________________________ Rua: __________________________________________ _____________________________ Nº ______________ Compl.: ____________ Bairro: _____________________ Cidade: ________________________________________ CEP _____________________ Estado _____________ Telefones: ( ) __________________________________ E-mail: ________________________________________

Divulgação/CR

FARROUPILHA

Encontro reúne 2.000 mulheres

Garibaldi/frutas nativas A secretaria de Educação de Garibaldi promove a 5ª Mostra Municipal Escolar de Frutas Nativas, dia 6 de maio. As atividades acontecem na União de Moços Católicos, das 9h às 19h. Haverá exposição de trabalhos realizados por alunos e professores de escolas e clubes de mães e o resgate dos saberes e sabores da cultura local. Informações pelo telefone (54) 3462-1431.

Assine

O Presidente do Sindicato Profissional dos Vigilantes, Empregados de Empresas de Segurança, Vigilância e dos Trabalhadores em Serviços de Segurança, Vigilância Orgânica, Segurança Pessoal, Cursos de Formação e Especialização de Vigilantes, Similares e seus Anexos e Afins de Caxias do Sul e Região da Serra Gaúcha, através da representação legal conferida pelo Estatuto Social desta entidade, pelo presente notifica todos os trabalhadores representados por esta entidade sindical, associados ou não, empregados de Empresas de Segurança, Vigilância, Cursos de Formação e Especialização de Vigilantes, de Empresa de Vigilância Eletrônica, Informatizadas e Tele-Alarmes, Vigilância Orgânica e demais empresas prestadoras de segurança, enquadrados nas leis nº 7.102/83, 8.863/94 e 15.092/95 e demais legislação pertinente sobre os seguintes itens: 1 - O prazo de oposição a Contribuição Assistencial, Taxa Confederativa ou Negocial Dissídio Data Base 01/04/2014. O sindicato profissional garantirá aos empregados o direito de oposição ao desconto acima previsto. A oposição deverá ser manifestada pessoal, diretamente e por escrito pelo empregado na sede do sindicato profissional, no prazo de 30 (trinta) dias, a contar da data de publicação deste edital. 2 - Os trabalhadores residentes fora da sede do sindicato profissional poderão manifestar sua oposição mediante carta escrita de próprio punho com firma reconhecida. 3 – Após o vencimento do prazo de oposição ao desconto, considera-se ratificada a decisão de autorização de desconto da Contribuição Assistencial, para todos os beneficiários da presente Convenção Coletiva de Trabalho, definida e aprovada pela Assembleia realizada em 07/12/2013 que aprovou a pauta de reivindicação e acordo firmado em 07/12/2013. Caxias do Sul - RS, 30 de Abril de 2014. Marco Antônio Bortagaray Montanari. Presidente.


CORREIO RIOGRANDENSE • Caxias do Sul, 30 de abril de 2014

CR Municípios 5 Giro

FESTA

Festa de Picada Café, a 22ª Kaffeeschneis’ Fest, que ocorre de 2 a 4 de maio, está recheada de atrações, concentradas no Parque Histórico Jorge Kuhn. “A estimava é de receber 45 mil pessoas”, frisa a prefeita Cláudia Schenkel, que esteve no CR, acompanhada da rainha Jaqueline da Silva e das princesas Fernanda Rafaele Papke e Fernanda Thaís de Siqueira. Os destaques são os shows das bandas Acústicos e Valvulados, San Diego, Banda Real, Porto do Som, Estribo de Prata, Os Atuais, entre outros; a exposição de fotos do município e o Picada Café em um Click que acontece no domingo 4, com dicas do fotógrafo Robison Kunz. Haverá ainda o passeio Caminhos e Trilhas, exposição e venda de produtos da agricultura familiar e de Parque Kuhn: rainha Jaqueline e princesas Fernanda e Fernanda Thaís divulgam a Cidade dos Lírios empresas locais.

Vacaria/Feira do Livro Cláudia Schenkel/Divulgação/CR

A

Kaffeeschneis’ Fest movimenta Picada Café

COTIPORÃ

CORONEL PILAR

6ª Fest In Vêneto

Premiados vencedores do passeio

Atrações e shows estarão preAndrea Brochier, Jenifer Benini, Vitória Fachinelli Furlanetto, vistos de 8 a 11 de maio de 2014, Luís Augusto Pianezzola e Ma- durante a 6ª Fest In Vêneto, de Cotiporã. Com o slogan Conviva, o teus Escobar. evento se caracteriza pela cultura da imigração. Estão confirmados os grupos Rodeio, Os Serranos e Detonautas. Pães e biscoitos tirados do forno a lenha serão servidos durante a festa, além de “cappelletti in brodo”, pizza, copa, salame e queijo. A rainha Thaís Zancanaro Cesca, princesas Ana Júlia Griguol e Letícia Girardi Cendron e o presidente da festa, Ivaldo Wearich, Ganhadores: passeio de 15 de abril lembrou aniversário da cidade divulgam o evento. Corte: soberanas divulgam festa Fotos Divulgação/CR

O 1º Passeio Ciclístico de Coronel Pilar premiou Caroline Veronese Vieceli, Jean Carlos Delai Vieceli, Guilherme Pianezzola,

FAGUNDES VARELA

Terceira idade é valorizada Aos domingos, um ônibus parte da Praça Bella Vista, no centro de Fagundes Varela, rumo a um município diferente. São os idosos do grupo Conviver, que reiniciaram também os encontros mensais. Nesta Páscoa, a Prefeitura os pre-

senteou com ovos de chocolate. O bem-estar das pessoas da terceira idade é preocupação do prefeito Jean Fernando Sottili, que recebeu o troféu do Prêmio Responsabilidade Social 2013, conquistando o primeiro lugar no RS. Conviver: viver feliz na terceira idade é prioridade municipal

O bispo emérito dom Orlando Dotti (foto), a professora Maria Medeiros, da Escola Dalva Zanotto de Lemos, e o médico José Camargo são os homenageados da 33ª Feira do Livro de Vacaria, que realiza-se de 19 a 26 de outubro, na praça Daltro Filho. “A homenagem a dom Orlando se deve à forte dedicação dele aos temas relacionados à educação”, frisa a secretária de Educação, Luzmari Camargo.

Tupandi/Porco no Rolete Dia 11 de maio Tupandi (RS) realiza a 16ª Festa do Porco no Rolete. A promoção é do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Feliz faz 55 anos Para maio, Feliz promove atividades especiais para comemorar o aniversário de 55 anos. Os destaques são o Torneio do Trabalhador, apresentação da Orquestra de Sopros, Recital de Canto com Angela Diel e Fernando Rauber, Encontrão de Idosos, Feira do Livro e o espetáculo teatral Maluquinho por Futebol. Nova Prata/creche O Badesul Cidades beneficiou quatro municípios gaúchos com R$ 4,420 milhões que se destinam a infraestrutura urbana. Nova Prata recebeu R$ 720 mil para construir uma creche.

Camila Domingues/PP/Div./CR

RONDA ALTA

COMUNICADO AOS ASSINANTES Os boletos para pagamento das assinaturas do Correio Riograndense com vencimentos em 24/04/2014 e 30/04/2014, enviados anteriormente, estão com os códigos de barras inválidos. Por isso, não podem ser pagos na rede bancária. mento.

Espaço: indígenas revivem hábitos locais perdidos no tempo

Índio reaprende hábitos e costumes Raiz kaingang, esta é a tradução de kanhgág Jãre, nome dado ao primeiro ponto de cultura indígena do país reconhe-

cido pelo Ministério da Cultura. Está situado na reserva indígena de Ronda Alta (RS). O espaço é uma volta às raízes.

Cada assinante receberá uma carta explicativa e um novo boleto para paga-

Qualquer dúvida, favor entrar em contato com o setor comercial do jornal, pelo fone (54) 3220 3232 ou através do e-mail comercial@jornalcr.com.br Agradecemos pela compreensão e pedimos desculpas pelo transtorno.


CORREIO RIOGRANDENSE • Caxias do Sul, 30 de abril de 2014

CR Opinião 6

“Como se pode falar do amor de Deus perante a miséria dos pobres e a injustiça do mundo?.” Maria Clara Bingemer, citando Gustavo Gutiérrez

A pobreza do outro MARIA CLARA LUCCHETTI BINGEMER

A teóloga é autora de “Deus amor: graça que habita em nós” (Editora Paulinas), entre outros livros. (wwwusers.rdc.puc-rio.br/agape)

A A Teologia da Libertação ajudou a Igreja a redescobrir o anúncio da boa nova aos pobres como um de seus imperativos centrais

Igreja respira encantada com o Papa Francisco e o movimento que inaugurou e mantém de volta ao Concílio Vaticano II e sua renovação. Seu pontificado vem marcado por essa retomada do espírito de liberdade e abertura daquele inesquecível evento eclesial ocorrido há 50 anos. Na América Latina, a recepção do Concílio se deu em uma direção bem marcada de fidelidade ao contexto do continente, feito de pobreza, injustiça e opressão. Toda Igreja do continente releu o grande evento do Vaticano II com uma atenção qualificada às grandes maiorias que se encontravam mais necessitadas, mais fragilizadas e mais empobrecidas. A chamada opção preferencial pelos pobres foi o nome cunhado para “batizar” essa escolha evangélica feita pela comunidade eclesial naquele momento histórico. Após um tempo longo que já foi chamado por grandes teólogos e pessoas da Igreja de “inverno eclesial”, onde parecia que – entre outras – a primordialidade dos pobres havia ficado na sombra, eis que foi lançado em Roma o livro do Prefeito para a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, Gerhard Müller: “Ao lado dos pobres”. Trata-se da mais alta autoridade em termos de doutrina da Igreja Católica e, portanto, guardião da indiscutível legitimidade do conteúdo do livro. Müller não escreveu o livro sozinho. Acompanhou-o outro teólogo: o pai da Teologia

da Libertação, o sacerdote peruano da Ordem dos Pregadores, Gustavo Gutiérrez. No prefácio, Joseph Sayer, presidente da Obra Assistencial Misereor, identifica o teólogo como uma pessoa apaixonada. E como não haveria de sê-lo quem passou a vida servindo os pobres, vivendo junto a eles e lidando apaixonadamente com a pergunta: “Como se pode falar do amor de Deus perante a miséria dos pobres e a injustiça do mundo?”. Ou seja, o alerta lançado por Hans Jonas após a Segunda Grande Guerra e o holocausto nazista: “Como falar de Deus depois de Auschwitz”? ecoa novamente diante de outro genocídio: aquele cotidiano que mata milhões de pessoas em todo planeta. Gutiérrez descobriu, vivendo com os pobres, que toda teologia deve fazer-se esta pergunta e deixar-se atingir por ela, para então construir seu discurso sobre Deus. Pois, concordando com a frase de Berdiaev, “se eu tenho fome, é um problema biológico. Se o meu irmão tem fome, é um problema teológico”. E foi justamente a pobreza do outro a interpelar com pungente insistência a fé que levou Gutiérrez a criar a corrente chamada Teologia da Libertação. Essa teologia e seus protagonistas também conheceram dificuldades e conflitos devido à opção de fazer teologia ao lado dos pobres e a partir de suas interpelações.

Santos canônicos e anônimos Escritor, autor de “Fome de Deus” (Paralela), entre outros livros. http://www.freibetto.org

D

omingo, 27 de abril, o Papa Francisco proclamou como santos, dignos de ocupar lugar nos altares, os papas João XXIII e João Paulo II. Quem conhece os bastidores da Igreja Católica sabe que se trata de uma no cravo e outra na ferradura. João XXIII, à revelia da Cúria Romana, convocou o Concílio Vaticano II (1962-1965). Pôs o pé no acelerador da renovação. João Paulo II enfiou o pé no freio. Tinham concepções diferentes quanto ao papel da Igreja. As atas do Concílio comprovam que o então bispo Wojtyla, futuro João Paulo II, votou com os conservadores, derrotados pelas decisões conciliares. Foi na Idade Média, a partir do século XI, que se iniciou o costume de canonizar cristãos falecidos sob a aura de Santo não santidade. Criou-se toda uma vaticana em função é quem é burocracia disso. Até lobbies em Roma. perfeito, e sim Basta pesquisar o processo aquele que que canonizou Escrivá, o faz de sua polêmico fundador da Opus Processos de canonização capacidade Dei. são dispendiosos. Obedecem de amar a uma série de critérios, como um serviço a comprovação de que o libertador candidato operou, lá da glória ao menos um milagre. a quem sofre celestial, Em geral curas que escapam à ou vive excluído explicação da ciência. Nos últimos tempos essa exigência tem sido relegada. Não consta que João XXIII tenha feito, até agora, algum milagre. Se o fez, foi quando vivo: o Vaticano II. João Paulo II teria curado uma religiosa. E o padre Anchieta, canonizado dia 3 de abril, também foi dispensado do milagre comprobatório. Os santos foram, de fato, pessoas acima de todo mal? Ora, como diz o Papa Francisco, somos todos pecadores, e precisamos de muita oração. Como canta Chico Buarque, “Procurando bem/ Todo mundo tem pereba/ Marca de bexiga ou vacina/ E tem piriri,

FREI BETTO

tem lombriga, tem ameba/ Só a bailarina que não tem” (Ciranda da Bailarina). Entretanto, há fiéis, como Francisco de Assis e tantos anônimos, que se destacaram por uma existência coerente com o que Jesus pregou e testemunhou. A canonização de Anchieta é oportuna? Há quem duvide, pois ele favoreceu o colonialismo lusitano no Brasil, ao contrário de meu confrade, Bartolomeu de las Casas que, na América hispânica, se opôs à empresa colonialista espanhola. Em carta ao governador-geral Mem de Sá, definiu os indígenas como “lobos vorazes, furiosos cães e cruéis leões que nutriam o ávido ventre com carnes humanas”. À exceção de Judas, todos os apóstolos de Jesus são considerados santos. Nem por isso os evangelhos encobrem seus defeitos: Pedro negou Jesus três vezes; Tomé duvidou; Tiago e João não se opuseram que a mãe, Salomé, pressionasse Jesus para privilegiá-los no Reino... É a devoção popular que faz os santos, ainda que Roma não os reconheça. É o caso, no Brasil, do Padre Cícero; do índio Sepé Tiaraju, que dá nome ao município gaúcho de São Sepé; Nhá Chica (já beatificada); e a menina Odetinha. Na Igreja primitiva só os mártires, aqueles que derramaram seu sangue em nome da fé cristã, eram tidos como santos, como é o caso, no Brasil, de frei Tito de Alencar Lima, morto há 40 anos em decorrência das torturas sofridas sob a ditadura. Sua tumba é das mais visitadas no cemitério de Fortaleza. “Até o papa tem pecados”, disse Francisco na audiência de 29/05/2013. Santo não é, portanto, quem é perfeito, e sim aquele que, em meio às contradições, erros e defeitos, faz de sua capacidade de amar um serviço libertador a quem sofre ou vive excluído e oprimido. Isso vale também para quem tem uma fé distinta da professada pelos cristãos ou é ateu, conforme diz Jesus no Evangelho de Mateus (25,36-41). Há muito mais santos anônimos neste mundão de Deus do que supõe a nossa vã teologia.

A teologia de Gutiérrez ofereceu essa prova em suas obras, nas quais o compromisso inarredável com os pobres se alia à mais profunda espiritualidade cristã e à mais profunda fidelidade à Igreja. Ela ajudou a Igreja a redescobrir o compromisso com a justiça e o anúncio da boa nova aos pobres como um de seus imperativos centrais. O Papa Francisco, em prólogo feito ao livro, agradece aos autores que chamam assim a atenção para este tema fulcral na Igreja: a pobreza do outro que é critério de verificação da confissão de fé cristã. Afirma sua esperança de que os leitores terão o coração tocado pela exigência de uma conversão a esses que, maltratados pela sociedade injusta, são os prediletos de Deus. E diz: “E bem saibam, amigos leitores, que nesta exigência e nesta via, me encontram desde agora com vocês, como irmão e sincero companheiro de caminho”. O cardeal Müller, o teólogo Gutiérrez e Francisco querem dizer que enquanto a pobreza empalidecer no rosto do outro o fulgor de sua imagem e semelhança com Deus, a Igreja não pode descansar. O que importa nem é tanto tal ou qual corrente teológica. Importa, sim, a realidade vital dos pobres. Enquanto esta for uma interpelação dolorosa e cruel lançada à consciência da humanidade, as preocupações e a reflexão da Teologia da Libertação estarão mais do que vivas.

Orei pelos ladrões Escritor, compositor e intérprete de músicas

V

i o rapaz que me roubou. Tinha cerca de 25 anos. Era o único que estava perto. Uma pequena distração o tornou um pouco mais rico e eu um pouco mais pobre. O dinheiro era para comprar uma peça de computador. Levou tudo: dinheiro e documentos. Corri atrás e ele sumiu no meio da multidão do shopping. O outro ladrão enfiou seus enormes O mundo pés na inteiro sofre porta do com o roubo, quarto onde me mas o Brasil hospedei no é um seminário, dos mais quebrou atingidos tudo e por esse tipo levou o que de desvio sobrara. em mental e Tudo cinco moral dias… Orei por eles! Vagabundo por profissão, o ladrão quer o dinheiro imediato. É preciso ser muito egoísta para mergulhar no mundo do roubo e do desvio de verbas. No Brasil, já se disse, 90% nascem para ser roubados e 10% nascem para roubar. Muitos deles moram em apartamentos de cobertura e têm casas monumentais. O triste é que milhares de brasileiros acham que a esperteza compensa. Dão

PE. ZEZINHO sempre um jeito de meter a mão no dinheiro do povo e desviar milhões ou bilhões dos cofres do país para famílias, partidos ou agrupamentos associados para delinquir. E não se arrependem. Descobertos, negam e vão para a cadeia, mas não dizem onde está o dinheiro roubado. Orar pelos ladrões, porém, não é o mesmo que aplaudilos ou deixar passar. O sincero desejo é o de que se convertam e devolvam. Talvez um em mil o faça. Talvez seja doença. Ou podridão de alma. Por causa deles há milionárias indústrias de proteção da pessoa, de fábricas, domicílios, máquinas e produtos de valor. Assim mesmo eles conseguem desviar, roubar e apossar-se do que não lhes pertence. Estão sempre à frente do cidadão honesto. O mundo inteiro sofre com esta praga humana, mas o Brasil tem sido um dos mais atingidos por esse tipo de desvio mental e moral. E aí, oramos por eles para que parem de roubar ou pelos policiais e juízes para que os prendam? Onde? Com que dinheiro? É que, para o governo, um ladrão costuma custar cinco a dez vezes mais caro do que um cidadão honesto! Faça as contas você mesmo!


CORREIO RIOGRANDENSE • Caxias do Sul, 30 de abril de 2014 • PÁGINA 7

Spheros Climatização do Brasil S.A.

Relatório da Diretoria Senhores Acionistas: Em cumprimento aos preceitos legais e estatutários, submetemos à apreciação de V.Sas., o Balanço Patrimonial encerrado em 31/12/2013 e respectivos Demonstrativos CNPJ 04.576.105/0001-44 - NIRE 43300041514 pertinentes ao período. Colocamo-nos à inteira disposição de V.Sas., para as informações e esclarecimentos adicionais que desejarem. Caxias do Sul (RS), 31/12/2013. A Diretoria Demonstrações do Resultado Demonstrações dos Fluxos de Caixa Balanços Patrimoniais em 31 de dezembro - Em milhares de reais Exercícios findos em 31 de dezembro Exercícios findos em 31 de dezembro - Em milhares de reais Controladora Consolidado Controladora Consolidado Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma Controladora Consolidado Passivo e patrimônio líquido 2013 2012 2013 2012 2013 2012 2013 2012 Ativo Circulante Controladora Consolidado 2013 2012 2013 2012 Circulante Fornecedores (Nota 13) 11.077 10.915 12.387 11.050 27.422 20.947 28.576 20.947 2013 2012 2013 2012 Lucro antes do IR e da CS Caixa e equivalentes de caixa (N. 6) 764 707 1.514 1.406 Arrendamento financeiro 93 76 93 76 Ajustes de Receita líquida de vendas Salários e encargos sociais 2.482 2.261 2.680 2.354 Contas a receber de clientes (N. 7) 10.061 15.039 15.197 16.252 e serviços (Nota 17) 132.732 119.008 144.914 124.137 Deprec. e amortizações (N. 19) 868 764 992 806 Tributos a pagar 841 426 1.026 444 Estoques (Nota 8) 12.022 9.230 17.721 12.526 (Lucro) prej. da alien. de imobiliz. – 96 – 96 Custo dos produtos vend. Comissões a pagar 1.789 1.673 1.789 1.673 e serviços prestados (N. 19) (98.925) (88.955) (105.724) (92.642) Tributos a recuperar (Nota 9) 1.056 453 5.727 4.390 Prov. para créd. de liquid. duvid. 64 34 64 34 Provisão para garantias (Nota 14) 1.286 1.286 1.286 1.286 Lucro bruto Juros sobre arrend. financeiro 25 22 25 22 33.807 30.053 39.190 31.495 257 1.087 2.058 2.528 Outros ativos Dividendos a pagar (Nota 16) 1.600 – 1.600 – Resultado de equivalência Desp. com vendas (Nota 19) (3.878) (4.733) (4.617) (4.477) 24.160 26.516 42.217 37.102 192 249 197 219 Outros passivos patrimonial com controladas (1.583) (494) – – Desp. administrat. (Nota 19) (4.190) (3.815) (5.408) (4.658) Não circulante 19.360 16.886 21.058 17.102 Result.de equival.patr. com colig. 2.681 281 2.681 281 Outras receitas (desp.) Não circulante Realizável a longo prazo Variações no capital circulante operac., líquidas (Nota 18) 1.160 (2.602) 1.040 (2.602) Arrendamento financeiro 148 115 148 115 Contas a receber de clientes (N. 7) 12.533 9.411 – – Estoques (2.792) (96) (5.195) 855 Particip. nos lucros (prej.) Prov. para passivo a descob. (N. 10) 4.926 1.630 2.911 230 Partes relacionadas (Nota 22) 11.491 6.590 11.081 5.898 Contas a receber de clientes de controladas (Nota 10) 1.584 494 – – Provisão para contingências (N. 14) 2.920 2.641 2.920 2.641 Tributos a recuperar (Nota 9) 103 100 105 100 e outros recebíveis 1.888 (3.828) (90) (4.544) 7.994 4.386 5.979 2.986 Lucro operacional 28.483 19.397 30.205 19.758 Fornec. e outras obrigações 684 5.180 2.064 5.107 IR e contrib. social diferidos (N. 15) 1.388 1.385 1.491 1.385 Patrimônio líquido (Nota 16) Desp. financeiras (Nota 20) (959) (455) (1.110) (455) Capital social 15.000 15.000 15.000 15.000 Investimentos em controladas (N. 10) 6.308 2.234 – – Receitas financ. (Nota 20) 1.414 1.234 1.482 1.234 Fluxos de caixa das ativ. operac. Reservas de capital 13 13 13 13 Juros pagos (25) (22) (25) (22) Intangível (Nota 11) 1.506 1.634 1.531 1.662 Var. monet. e cambiais (N. 20) 1.165 1.052 680 691 Ajustes de avaliação patrimonial (154) (110) (154) (110) (8.794) (8.358) (9.992) (8.358) IR e contribuição social pagos 1.620 1.831 1.052 1.470 4.716 4.326 5.463 4.865 Imobilizado (Nota 12) Reservas de lucros 19.992 16.021 19.992 16.021 Receitas financ., líq. (N. 20) Partic.nos prej.de colig.(N.10) (2.681) (281) (2.681) (281) Caixa líq. gerado p/ativ. operac. 20.438 14.526 19.100 15.224 38.045 25.680 19.671 13.910 34.851 30.924 34.851 30.924 Fluxos de caixa das ativ. invest. 27.422 20.947 28.576 20.947 62.205 52.196 61.888 51.012 Total do passivo e patrimônio líquido 62.205 52.196 61.888 51.012 Lucro antes do IR e da CS Total do ativo Aquisições de imobilizado (N.12) (1.131) (1.112) (1.457) (1.651) IR e CS (Nota 15 (c)) As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras Aporte de capital através Corrente (9.374) (7.583) (10.630) (7.583) de ativos imobilizado (Nota 12) 94 – 94 – Demonstrações das Mutações no Patrimônio Líquido - Em milhares de reais Diferido (77) 558 25 558 Res. de capital Res. de lucros Aquis.de ativos intangíveis (N.11) (93) (53) (96) (81) Lucro líquido do exercício 17.971 13.922 17.971 13.922 Ágio na Ajustes de Res.de Aporte de capital em Lucro por ação atrib. aos acion. Capital subscrição avaliação retenção Lucros controlada e coligada (Nota 10) (2.000) (51) – (51) da Cia durante o exercício Total de ações patrimonial Legal de lucros acumul. social (4.901) (6.297) (5.183) (5.898) Partes relacionadas (expresso em R$ por ação) Em 1º de janeiro de 2012 15.000 13 (287) 1.895 8.954 – 25.575 Caixa líq. aplic. nas ativ. invest. (8.031) (7.513) (6.642) (7.681) básico (Nota 21) 1,1981 0,9281 1,1981 0,9281 Fluxos de caixa das ativ. financ. Lucro líquido do exercício – – – – – 13.922 13.922 – – 177 – – – 177 Variação cambial de investidas no exterior (Nota 10) As notas explicativas da administração são parte integrante Obtenção de empréstimos 149 99 149 99 Total do resultado abrangente do período – – 177 – – 13.922 14.099 das demonstrações financeiras Pagamento de empréstimos (99) (45) (99) (45) Destinação do lucro líquido do exercício: Dividendos pagos Demonstrações do Resultado Abrangente Dividendos e juros sobre capital próprio (Nota 16) – – – – – (8.750) (8.750) aos acionistas da Cia (Nota 16) (12.400) (8.750) (12.400) (8.750) Exercícios findos em 31 de dezembro - Em milhares de reais Transferência entre reservas – – – 696 4.476 (5.172) – Caixa líq. aplic. nas ativ. financ. (12.350) (8.696) (12.350) (8.696) 15.000 13 (110) 2.591 13.430 – 30.924 Em 31 de dezembro de 2012 Controladora Consolidado Aumento (red.) de caixa Lucro líquido do exercício – – – – – 17.971 17.971 2013 2012 2013 2012 57 (1.683) 108 (1.153) e equival. de caixa, líquidos Variação cambial de investidas no exterior (Nota 10) – – (44) – – – (44) Lucro líquido do exercício 17.971 13.922 17.971 13.922 Caixa e equival. de caixa – – (44) – – 17.971 17.927 Total do resultado abrangente do período Outros comp. do result. abrangente 707 2.390 1.406 2.559 no início do exerc. (Nota 6) Destinação do lucro líquido do exercício: Var. cambial de invest. no ext. (N.10) (44) 177 (44) 177 Caixa e equival. de caixa Dividendos e juros sobre capital próprio (Nota 16) – – – – – (14.000) (14.000) 764 707 1.514 1.406 no final do exercício (Nota 6) Transferência entre reservas – – – 409 3.562 (3.971) – Total do result. abrang. do exercício 17.927 14.099 17.927 14.099 Em 31 de dezembro de 2013 15.000 13 (154) 3.000 16.992 – 34.851 As notas explicativas da administração são parte integrante As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras das demonstrações financeiras As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2013 - Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma 1. Informações gerais: A Spheros Climatização do Brasil S.A. (“Sphe- Ativos mensurados ao custo amortizado: A Companhia avalia no fi- os riscos e benefícios da propriedade, são classificados como arrenda- bre capital próprio: A distribuição de dividendos e juros sobre capital ros” ou a “Companhia” quando tratar-se do consolidado) é uma socie- nal de cada período do relatório se há evidência objetiva de que o ativo mentos financeiros. Estes são capitalizados no início do arrendamento próprio para os acionistas da Companhia é reconhecida como um pasdade anônima de capital fechado com sede em Caxias do Sul, Estado financeiro ou o grupo de ativos financeiros está deteriorado. Um ativo ou pelo menor valor entre o valor justo do bem arrendado e o valor presen- sivo nas demonstrações financeiras da Companhia ao final do exercído Rio Grande do Sul. A Companhia tem como objeto social e atividade grupo de ativos financeiros está deteriorado e os prejuízos de impair- te dos pagamentos mínimos do arrendamento. Cada parcela paga do cio, com base no estatuto social da Companhia. Qualquer valor acima preponderante a montagem, a comercialização, a importação e a ex- ment são incorridos somente se há evidência objetiva de impairment arrendamento é alocada, parte ao passivo e parte aos encargos finan- do mínimo obrigatório somente é provisionado na data em que são portação de equipamentos de refrigeração e climatização, bem como como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimen- ceiros, para que, dessa forma, seja obtida uma taxa constante sobre o aprovados pelos acionistas, em Assembleia Geral. O benefício fiscal das respectivas peças e componentes de reposição. A emissão das to inicial dos ativos (um “evento de perda”) e aquele evento (ou eventos) saldo da dívida em aberto. As obrigações correspondentes, líquidas dos juros sobre capital próprio é reconhecido na demonstração de redemonstrações financeiras da Spheros Climatização do Brasil S.A. in- de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo dos encargos financeiros, são incluídas na conta de empréstimos. sultado. 3. Estimativas e julgamentos contábeis críticos: As estimadividuais e consolidadas foi autorizada pela Diretoria da Companhia financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de ma- Os juros das despesas financeiras são reconhecidos na demonstração tivas e os julgamentos contábeis são continuamente avaliados e baem 14 de abril de 2014. 2. Resumo das principais políticas contá- neira confiável. Os critérios que a Companhia usa para determinar se do resultado durante o período do arrendamento, para produzir uma seiam-se na experiência histórica e em outros fatores, incluindo beis: As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas há evidência objetiva de uma perda por impairment incluem: (a) dificul- taxa periódica constante de juros sobre o saldo remanescente do pas- expectativas de eventos futuros, consideradas razoáveis para as cirdemonstrações financeiras consolidadas estão definidas abaixo. Essas dade financeira relevante do emissor ou devedor; (b) uma quebra de sivo para cada período. O imobilizado adquirido por meio de arrenda- cunstâncias. 3.1. Estimativas e premissas contábeis críticas: Com políticas vêm sendo aplicadas de modo consistente em todos os exercí- contrato, como inadimplência ou mora no pagamento dos juros ou prin- mentos financeiros é depreciado durante a vida útil do ativo. 2.13. Pro- base em premissas, a Companhia faz estimativas com relação ao futucios apresentados, salvo disposição em contrário. 2.1. Base de prepa- cipal; (c) a Companhia, por razões econômicas ou jurídicas relativas à visões: As provisões para ações judiciais (trabalhista, civil ou tributária) ro. Por definição, as estimativas contábeis resultantes raramente serão ração: As demonstrações financeiras foram preparadas considerando dificuldade financeira do tomador de empréstimo, garante ao tomador são reconhecidas quando: a Companhia tem uma obrigação presente o custo histórico como base de valor. A preparação de demonstrações uma concessão que o credor não consideraria; (d) torna-se provável ou não formalizada (constructive obligation) como resultado de eventos iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e tam- que o tomador declare falência ou outra reorganização financeira; (e) o passados; é provável que uma saída de recursos seja necessária para apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um bém o exercício de julgamento por parte da administração da Compa- desaparecimento de um mercado ativo para aquele ativo financeiro de- liquidar a obrigação; e o valor tiver sido estimado com segurança. Quan- ajuste relevante nos valores contábeis de ativos e passivos para o prónhia no processo de aplicação das políticas contábeis da Companhia. vido às dificuldades financeiras; (f) dados observáveis indicando que há do houver uma série de obrigações similares, a probabilidade de liqui- ximo exercício social, estão contempladas abaixo. (a) Imposto de renAquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem uma redução mensurável nos futuros fluxos de caixa estimados a partir dá-las é determinada, levando-se em consideração a classe de obriga- da, contribuição social e outros impostos: A Companhia está sujeita maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e es- de uma carteira de ativos financeiros desde o reconhecimento inicial ções como um todo. Uma provisão é reconhecida mesmo que a ao imposto de renda em todos os países em que opera. É necessário timativas são significativas para as demonstrações financeiras con- daqueles ativos, embora a diminuição não possa ainda ser identificada probabilidade de liquidação relacionada com qualquer item individual um julgamento significativo para determinar a provisão para impostos solidadas, estão divulgadas na Nota 3. As demonstrações financeiras com os ativos financeiros individuais na carteira, incluindo: • mudanças incluído na mesma classe de obrigações seja pequena. As provisões sobre a renda nesses diversos países. Em muitas operações, a deterindividuais e consolidadas foram preparadas e estão sendo apresenta- adversas na situação do pagamento dos tomadores de empréstimo na são mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser neces- minação final do imposto é incerta. A Companhia também reconhece das conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo carteira; • condições econômicas nacionais ou locais que se correlacio- sários para liquidar a obrigação, usando uma taxa antes de impostos, a provisões por conta de situações em que é provável que valores adicioComitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs). 2.2. Consolidação: nam com as inadimplências sobre os ativos na carteira. A Companhia qual reflita as avaliações atuais de mercado do valor temporal do dinhei- nais de impostos forem devidos. Quando o resultado final dessas ques(a) Demonstrações financeiras consolidadas: As seguintes políticas avalia em primeiro lugar se existe evidência objetiva de impairment. O ro e dos riscos específicos da obrigação. O aumento da obrigação em tões é diferente dos valores inicialmente estimados e registrados, essas contábeis são aplicadas na elaboração das demonstrações financeiras montante do prejuízo é mensurado como a diferença entre o valor con- decorrência da passagem do tempo é reconhecido como despesa fi- diferenças afetam os ativos e passivos fiscais atuais e diferidos no períconsolidadas. Controladas: Controladas são todas as entidades nas tábil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados nanceira. 2.14. Imposto de renda e contribuição social corrente e odo em que o valor definitivo é determinado. (b) Vida útil do ativo imoquais a Companhia tem o poder de determinar as políticas financeiras (excluindo os prejuízos de crédito futuro que não foram incorridos) des- diferido: As despesas de imposto de renda e contribuição social do bilizado: Os bens do ativo imobilizado são depreciados pelo método e operacionais, geralmente acompanhada de uma participação de mais contados à taxa de juros em vigor original dos ativos financeiros. O valor período compreendem os impostos corrente e diferido. Os impostos linear durante a vida útil dos ativos (Nota 12). A vida útil desses bens é do que metade dos direitos a voto (capital votante). As controladas são contábil do ativo é reduzido e o valor do prejuízo é reconhecido na de- sobre a renda são reconhecidos na demonstração do resultado, exceto revisada anualmente por especialistas externos. Na opinião da administotalmente consolidadas a partir da data em que o controle é transferido monstração consolidada do resultado. Como um expediente prático, a na proporção em que estiverem relacionados com itens reconhecidos tração da Companhia a vida útil dos bens do imobilizado estão corretapara a Companhia. A consolidação é interrompida a partir da data em Companhia pode mensurar o impairment com base no valor justo de um diretamente no patrimônio líquido ou no resultado abrangente. Nesse mente avaliadas e adequadamente apresentadas nessas demonstraque o controle termina. Transações entre companhias, saldos e ganhos instrumento utilizando um preço de mercado observável. Se, num perí- caso, o imposto também é reconhecido no patrimônio líquido ou no re- ções financeiras. 4. Gestão de risco financeiro: 4.1. Fatores de risco não realizados em transações entre empresas da Companhia são eli- odo subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminui- sultado abrangente. O encargo de imposto de renda e contribuição so- financeiro: As atividades da Companhia a expõem a diversos riscos minados. Os prejuízos não realizados também são eliminados a me- ção puder ser relacionada objetivamente com um evento que ocorreu cial corrente é calculado com base nas leis tributárias promulgadas, ou financeiros: risco de mercado, risco de crédito e risco de liquidez. nos que a operação forneça evidências de uma perda (impairment) do após o impairment ser reconhecido (como uma melhoria na classifica- substancialmente promulgadas, na data do balanço dos países em que O programa de gestão de risco da Companhia se concentra na impreviativo transferido. As políticas contábeis das controladas são alteradas ção de crédito do devedor), a reversão da perda por impairment reco- as controladas da Spheros atuam e geram lucro tributável. A administra- sibilidade dos mercados financeiros e busca minimizar potenciais efeiquando necessário para assegurar a consistência com as políticas ado- nhecida anteriormente será reconhecida na demonstração do resultado ção avalia, periodicamente, as posições assumidas pela Companhia tos adversos no desempenho financeiro da Companhia. A tesouraria do tadas pela Companhia. (b) Demonstrações financeiras individuais: consolidado. 2.6. Contas a receber de clientes: As contas a receber nas declarações de impostos de renda com relação às situações em Grupo identifica, avalia e protege a Companhia contra eventuais riscos Nas demonstrações financeiras individuais as controladas são conta- de clientes correspondem aos valores a receber de clientes pela venda que a regulamentação fiscal aplicável dá margem a interpretações. financeiros em cooperação com as unidades operacionais do Grupo. bilizadas pelo método de equivalência patrimonial. Os mesmos ajus- de mercadorias ou prestação de serviços no decurso normal das ativi- Estabelece provisões, quando apropriado, com base nos valores estites são feitos tanto nas demonstrações financeiras individuais quanto dades da Companhia. Se o prazo de recebimento é equivalente a um mados de pagamento às autoridades fiscais. O imposto de renda e (a) Risco de mercado: Risco cambial: Os resultados da Companhia nas demonstrações financeiras consolidadas para chegar ao mesmo ano ou menos as contas a receber são classificadas no ativo circulante. contribuição social diferidos são reconhecidos usando-se o método do estão suscetíveis a sofrer variações, pois os seus ativos e passivos resultado e patrimônio líquido atribuível aos acionistas da controladora. Caso contrário, estão apresentadas no ativo não circulante. As contas a passivo sobre as diferenças temporárias decorrentes de diferenças en- estão atrelados à volatilidade da taxa de câmbio, principalmente do dó2.3. Conversão de moeda estrangeira: (a) Moeda funcional e moeda receber de clientes são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, tre as bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contábeis nas lar norte-americano. Como estratégia para prevenção a redução dos de apresentação: Os itens incluídos nas demonstrações financeiras subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do demonstrações financeiras. Entretanto, o imposto de renda e contribui- efeitos da flutuação da taxa de câmbio, a Administração tem adotado a de cada uma das empresas da Companhia são mensurados usando método da taxa efetiva de juros menos a Provisão para Créditos de Li- ção social diferidos não são contabilizados se resultar do reconheci- política de manter hedge natural com a manutenção de ativos vinculaa moeda do principal ambiente econômico, no qual a empresa atua quidação Duvidosa (impairment). 2.7. Estoques: Os estoques são de- mento inicial de um ativo ou passivo em uma operação que não seja dos suscetíveis também à variação cambial. A Companhia possuía ati(“a moeda funcional”). As demonstrações financeiras consolidadas es- monstrados ao custo ou ao valor líquido de realização, dos dois o me- uma combinação de negócios, a qual, na época da transação, não afeta vos e passivos denominados em moeda estrangeira nos montantes tão apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Spheros e, nor. O método de avaliação dos estoques é o da média ponderada o resultado contábil, nem o lucro tributável (prejuízo fiscal). O imposto descritos a seguir (equivalentes em Reais): 2013 2012 também, a moeda de apresentação da Companhia. móvel. O custo dos produtos acabados e dos produtos em elaboração de renda e contribuição social diferidos são determinados, usando alí- (i) Controladora Contas a Fornece- Contas a ForneceDenomiMoeda compreende os custos de projeto, matérias-primas, mão de obra direta, quotas de imposto (e leis fiscais) promulgadas, ou substancialmente receber dores receber dores nação funcional País outros custos diretos e as respectivas despesas diretas de produção promulgadas, na data do balanço, e que devem ser aplicadas quando o Moedas Controladas Dólares americanos 21.412 1.577 18.024 1.994 Spheros Pesos (com base na capacidade operacional normal), excluindo os custos de respectivo imposto diferido ativo for realizado ou quando o imposto dife312 2.312 265 266 Euros Spheros México S.A. de C.V. México mexicanos México empréstimos. O valor líquido de realização é o preço de venda estimado rido passivo for liquidado. O imposto de renda e contribuição social dife21.724 3.889 18.289 2.260 Spheros Thermosystems Spheros Pesos no curso normal dos negócios, menos os custos estimados de conclu- ridos ativo são reconhecidos somente na proporção da probabilidade 2013 2012 Colômbia Ltda. Colômbia colombianos Colômbia são e os custos estimados necessários para efetuar a venda. 2.8. Ati- de que lucro tributável futuro esteja disponível e contra o qual as dife- (ii) Consolidado Contas a Fornece- Contas a ForneceReparts Com. de Peças vos intangíveis: (a) Marcas registradas e licenças: As marcas regis- renças temporárias possam ser usadas. Os impostos de renda diferidos receber dores receber dores para Veículos Ltda. Reparts Reais Brasil tradas e as licenças adquiridas separadamente são demonstradas, são reconhecidos sobre as diferenças temporárias decorrentes dos in- Moedas Dólares americanos 7.894 1.996 4.043 1.994 DenomiMoeda inicialmente, pelo custo histórico. (b) Softwares: As licenças de softwa- vestimentos em controladas, exceto quando o momento da reversão Pesos mexicanos 4.090 – 5.064 – nação funcional País re adquiridas são capitalizadas com base nos custos incorridos para das diferenças temporárias seja controlado pela Companhia, e desde Coligada 312 2.365 265 266 Setbus Soluções Automotivas Ltda. Setbus Reais Brasil adquirir os softwares e fazer com que eles estejam prontos para ser que seja provável que a diferença temporária não será revertida em um Euros 1.316 – 1.952 – Pesos colombianos (b) Transações e saldos: As operações com moedas estrangeiras são utilizados. Esses custos são amortizados durante sua vida útil estimada futuro previsível. Os impostos de renda diferidos ativos e passivos são 13.612 4.361 11.324 2.260 convertidas para a moeda funcional, utilizando as taxas de câmbio vi- de três a cinco anos. Os custos associados à manutenção de softwares compensados quando há um direito exequível legalmente de compengentes nas datas das transações ou da avaliação, na qual os itens são são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. (c) Desenvolvi- sar os ativos fiscais correntes contra os passivos fiscais correntes e (b) Risco de taxa de juros: Os resultados da Companhia são susremensurados. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquida- mento: Refere-se aos gastos com projeto para melhoria nos sistemas quando os impostos de renda diferidos ativos e passivos se relacionam cetíveis a perdas por conta de flutuações nas taxas de juros que aução dessas transações e da conversão pelas taxas de câmbio do final de fixação dos aparelhos de ar-condicionado. A amortização desses com os impostos de renda incidentes pela mesma autoridade tributável mentem as despesas financeiras relativas as operações comerciais do exercício, referentes a ativos e passivos monetários em moedas es- gastos iniciou em 1º de janeiro de 2010 e pelas projeções da Adminis- sobre a entidade tributária ou diferentes entidades tributáveis onde há mantidas, principalmente, com empresas do Grupo Spheros GmBH, trangeiras, são reconhecidos na demonstração do resultado. Os ganhos tração, o produto trará benefícios futuros em um período de dez anos. intenção de liquidar os saldos numa base líquida. 2.15. Benefícios a além de vendas para clientes fora do grupo no mercado externo, ou e as perdas cambiais relacionados com empréstimos, caixa e equiva- 2.9. Imobilizado: O imobilizado é mensurado pelo seu custo histórico, empregados: Participação nos lucros: A Companhia reconhece um medidas políticas que diminuam a receita financeira relativas às aplilentes de caixa são apresentados na demonstração do resultado como menos depreciação acumulada. Os custos subsequentes são incluídos passivo e uma despesa de participação nos resultados com base em cações financeiras. A Companhia monitora continuamente as taxas receita ou despesa financeira. (c) Empresas do Grupo com moeda no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, uma fórmula que leva em conta o lucro atribuível aos acionistas da de juros de mercado com o objetivo de avaliar a eventual necessidafuncional diferente: Os resultados e a posição financeira de todas as conforme apropriado, somente quando for provável que fluam benefí- Companhia após certos ajustes. A Companhia reconhece uma provisão de de contratação de operações para proteger-se contra o risco de entidades da Companhia (nenhuma das quais tem moeda de economia cios econômicos futuros associados ao item e que o custo do item pos- quando está contratualmente obrigado ou quando há uma prática pas- volatilidade dessas taxas. (c) Risco de crédito: A política de vendas hiperinflacionária), cuja moeda funcional é diferente da moeda de apre- sa ser mensurado com segurança. O valor contábil de itens ou peças sada que criou uma obrigação não formalizada (constructive obligation). da Companhia considera o nível de risco de crédito a que está dissentação, são convertidos na moeda de apresentação, como segue: substituídos é baixado. Todos os outros reparos e manutenções são 2.16. Capital social: As ações ordinárias são classificadas no patrimô- posta a se sujeitar no curso de seus negócios. O acompanhamento (i) Os ativos e passivos de cada balanço patrimonial apresentado são lançados em contrapartida ao resultado do exercício, quando incorridos. nio líquido. 2.17. Reconhecimento da receita: A receita compreende o dos prazos de financiamento de vendas por segmento de negócios convertidos pela taxa de fechamento da data do balanço. (ii) As contas A depreciação dos ativos é calculada usando o método linear para alo- valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comercializa- e limites individuais de posição são procedimentos adotados a fim de resultado são convertidas pela cotação média mensal do câmbio. car seus custos aos seus valores residuais durante a vida útil estimada, ção de produtos e serviços no curso normal das atividades da Compa- de minimizar eventuais problemas de inadimplência em seu contas a (iii) Todas as diferenças resultantes de conversão de taxas de câmbio como segue: Anos: Prédios e construções - 25-40; Máquinas e equipa- nhia. A receita é apresentada líquida dos impostos, das devoluções, dos receber. No que diz respeito às aplicações financeiras e aos demais são reconhecidas no patrimônio líquido, conta “Ajustes de avaliação mentos - 10-15; Veículos - 3-5; Móveis e utensílios - 3-7. Os valores re- abatimentos e dos descontos, bem como das eliminações das vendas investimentos, a Companhia tem como política trabalhar com instituipatrimonial”. 2.4. Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes siduais e a vida útil dos ativos são revisados e ajustados, se apropriado, entre empresas da Companhia. A Companhia reconhece a receita de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários, outros investimentos ao final de cada exercício. O valor contábil de um ativo é imediatamente quando o valor da receita pode ser mensurado com segurança, é pro- ções de primeira linha. (d) Risco de liquidez: A previsão de fluxo de de curto prazo de alta liquidez, com vencimentos originais de três me- baixado para seu valor recuperável se o valor contábil do ativo for maior vável que benefícios econômicos futuros fluirão para a entidade e quan- caixa é realizada nas entidades operacionais da Companhia e agreses, ou menos e com risco insignificante de mudança de valor. 2.5. Ati- do que seu valor recuperável estimado (Nota 2.10). Os ganhos e as do critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das ativi- gada pelo departamento de Finanças. Este departamento monitora as vos financeiros: 2.5.1. Classificação: A Companhia classifica seus perdas de alienações são determinados pela comparação dos resulta- dades da Companhia, conforme descrição a seguir. A Companhia previsões contínuas das exigências de liquidez da Companhia para ativos financeiros apenas sob a categoria de empréstimos e recebíveis. dos com o valor contábil e são reconhecidos em “Outras receitas opera- baseia suas estimativas em resultados históricos, levando em conside- assegurar que ele tenha caixa suficiente para atender às necessidaA classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros cionais” na demonstração do resultado. 2.10. Impairment de ativos ração o tipo de cliente, o tipo de transação e as especificações de cada des operacionais. A Companhia investe o excesso de caixa em contas foram adquiridos. A administração determina a classificação de seus não financeiros: Os ativos que estão sujeitos à amortização são revi- venda. (a) Vendas de produto: As vendas são reconhecidas sempre correntes com incidência de juros, depósitos a prazo, depósitos de curativos financeiros no reconhecimento inicial. (a) Empréstimos e rece- sados para a verificação de impairment sempre que eventos ou mudan- que se efetua a entrega dos produtos para o cliente, o qual passa a ter to prazo e títulos e valores mobiliários, escolhendo instrumentos com bíveis: Os empréstimos e recebíveis são ativos financeiros não deriva- ças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser re- total responsabilidade sobre o produto adquirido e não há nenhuma vencimentos apropriados ou liquidez suficiente para fornecer margem tivos com pagamentos fixos ou determináveis, que não são cotados em cuperável. Uma perda por impairment é reconhecida pelo valor ao qual obrigação não satisfeita que possa afetar a aceitação desses produtos. suficiente conforme determinado pelas previsões acima mencionadas. um mercado ativo. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles o valor contábil do ativo excede seu valor recuperável. Este último é o O reconhecimento da receita não ocorre até que: (i) os produtos tenham 5. Instrumentos financeiros por categoria Controladora Consolidado com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data de emissão valor mais alto entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda sido entregues para o cliente; (ii) os riscos de obsolescência e perda 2013 2012 2013 2012 do balanço (estes são classificados como ativos não circulantes). e o seu valor em uso. Para fins de avaliação do impairment, os ativos tenham sido transferidos para o cliente; (iii) o cliente tenha aceitado os Empréstimos e recebíveis Ativos, cfme. o balanço patrimonial Os empréstimos e recebíveis da Companhia compreendem “Caixa e são agrupados nos níveis mais baixos para os quais existam fluxos de produtos de acordo com o contrato de venda; e (iv) as disposições de Caixa e equivalentes de caixa 764 707 1.514 1.406 equivalentes de caixa” e “Contas a receber de clientes” (Notas 6 e 7). caixa identificáveis separadamente Unidades Geradoras de Caixa aceitação tenham sido acordadas, ou a Companhia tenha evidências Contas a receber de clientes 22.594 24.450 15.197 16.252 2.5.2. Reconhecimento e mensuração: As compras e as vendas regu- (UGC). Os ativos não financeiros que tenham sofrido impairment, são objetivas de que todos os critérios para aceitação foram atendidos. As Partes relacionadas 11.491 6.590 11.081 5.898 lares de ativos financeiros são reconhecidas na data de negociação. Os revisados subsequentemente para a análise de uma possível reversão vendas são registradas com base no preço especificado nos pedidos de 34.849 31.747 27.792 23.556 investimentos são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, acresci- do impairment na data de apresentação do relatório. 2.11. Contas a venda e são descontadas ao valor presente. (b) Receita financeira: dos dos custos da transação para todos os ativos financeiros não clas- pagar aos fornecedores: As contas a pagar aos fornecedores são A receita financeira é reconhecida conforme o prazo decorrido, usando Outros passivos financeiros Passivos, cfme. o balanço patrim. sificados como ao valor justo por meio do resultado. Os ativos financei- obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos de for- o método da taxa efetiva de juros. Quando uma perda (impairment) é Arrendamento financeiro 241 191 241 191 ros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos necedores no curso normal dos negócios, sendo classificadas como identificada em relação a um contas a receber, a Companhia reduz o Fornecedores 11.077 10.915 12.387 11.050 investimentos tenham vencido ou tenham sido transferidos; neste último passivos circulantes se o pagamento for devido no período de até um valor contábil para seu valor recuperável, que corresponde ao fluxo de 11.318 11.106 12.628 11.241 caso, desde que a Companhia tenha transferido, significativamente, to- ano. Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo caixa futuro estimado, descontado à taxa efetiva de juros original do Controladora Consolidado dos os riscos e os benefícios da propriedade. Os empréstimos e recebí- não circulante. Elas são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, instrumento. Subsequentemente, à medida que o tempo passa, os juros 6. Caixa e equivalentes de caixa 2013 2012 2013 2012 veis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do são incorporados às contas a receber, em contrapartida de receita fi764 707 1.514 1.406 taxa efetiva de juros. A Companhia avalia, na data do balanço, se há método de taxa efetiva de juros. 2.12. Arrendamento financeiro: nanceira. Essa receita financeira é calculada pela mesma taxa efetiva Recursos em bancos e em caixa 764 707 1.514 1.406 evidência objetiva de perda (impairment) em um ativo financeiro ou um A Companhia arrenda certos bens do imobilizado. Os arrendamentos de juros utilizada para apurar o valor recuperável, ou seja, a taxa origi- Total do caixa e equivalentes de caixa grupo de ativos financeiros. 2.5.3. Impairment de ativos financeiros: do imobilizado, nos quais a Companhia detém, substancialmente, todos nal do contas a receber. 2.18. Distribuição de dividendos e juros soCONTINUA >>>


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“Se você quiser uma criança que fuja desse ‘padrão eurocentrista’, consegue adotar no dia seguinte ao do processo de avaliação” Marcelo Santoro, advogado e professor de Direito de Família

CR Especial 8

ADOÇÃO

Cadastro está aberto a estrangeiros Objetivo é facilitar o acolhimento de crianças e adolescentes mais velhos e de grupos de irmãos estrangeiros só poderiam adotar crianças que não tivessem sido adotadas por meio do cadastro nacional, ou seja, após elas não terem despertado o interesse de brasileiros. Dados atualizados do cadastro nacional mostram que há em todo país mais de 30 mil pretendentes à adoção e 5,4 mil crianças e adolescentes de até 17 anos à espera de uma família, sendo 3.081 meninos e 2.359 meninas. O estado com maior número de crianças cadastradas é São Paulo (1.341), seguido do Rio Grande do Sul (702), Minas Gerais (669) e Paraná (667). Se há bem mais adultos interessados em adotar do que crianças aguardando por acolhimento, por que os pequenos continuam nos abrigos? Porque, segundo Marcelo Santoro, advogado e professor de Direito de Família, a relação entre crianças disponíveis e

O cadastro Crianças disponíveis para adoção 5.440 Por raça

Menos de 1 ano - 8 1 ano - 40 2 anos - 59 3 anos - 91 4 anos - 99 5 anos - 89 6 anos - 148 7 anos - 146 8 anos - 197

Brancas - 1.763 Negras - 1.033 Pardas - 2.594 Amarelas - 25 Indígenas - 31 Por idade 9 anos - 288 10 anos - 320 11 anos - 405 12 anos - 458 13 anos - 555 14 anos - 569 15 anos - 593 16 anos - 628 17 anos - 567

Pretendentes à adoção 30.424 Estado civil Faixa etária Casado - 23.639 18 a 20 - 11 Divorciado ou separado - 762 21 a 30 - 1.007 Solteiro - 2.618 31 a 40 - 10.392 Já têm filhos biológicos? União estável - 3.174 41 a 50 - 13.011 Sim - 7.335 Viúvo - 231 51 a 60 - 4.341 Não - 23.089 Mais de 61 - 928 Aceitam crianças da raça Branca - 27.772 Negra - 12.219 Parda - 20.534 Amarela - 12.905 Indígena - 12.009 São indiferentes à cor - 12.929 Aceitam crianças da idade 0 - 4.335 1 ano - 5.530 2 anos - 6.124 3 anos - 5.950 4 anos - 3.501 5 anos - 3.287 6 anos - 1.284

7 anos - 617 8 anos - 305 9 anos - 121 10 anos - 228 11 anos - 49 12 anos - 79 13 anos - 26 14 anos - 20 15 anos - 24 16 anos - 11 17 anos - 43 Aceitam adotar irmãos

Sim - 5.928 Não - 24.496

Fonte: Cadastro Nacional de Adoção (CNA) - março/2014 - (*) Eventuais diferenças entre o número total de crianças e de pretendentes com os dados detalhados são fruto de dados indisponíveis no cadastro

pretendentes no cadastro não “encaixa”. “O que vimos diariamente é que existe um padrão de adoção no Brasil e a opção é, na maioria das vezes, por meninas com até dois anos e brancas; um absurdo para a realidade populacional brasileira”, declara. Aproximadamente 98% dos que pretendem adotar no país buscam crianças com menos de sete anos. Porém, crianças nessa faixa etária são menos de 10% das disponíveis. A maioria delas tem entre nove e 16 anos. Outra discrepância: 75% das crianças e adolescentes que esperam ser adotados têm irmãos - a Justiça sempre busca que eles sejam adotados juntos para não perderem o vínculo familiar. Entre os pretendentes, 80% querem adotar uma única criança. Do total de cadastrados, 2.588 são pardos; mas dos 30,4 mil pretendentes, 8.995 querem “só” crianças brancas. Preferência: 98% dos pais buscam crianças menores de sete anos

Fotos Almir Dupont/Divulgação/Correio Riograndense

A

adoção de crianças brasileiras por casais estrangeiros ou brasileiros residentes no exterior está mais fácil desde a aprovação, em março, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de uma mudança na resolução que trata do Cadastro Nacional de Adoção (CNA). Agora, o cadastro – por onde são feitos os processos de adoção no Brasil – está aberto também a pretendentes estrangeiros. O objetivo é aumentar as adoções de crianças mais velhas e de grupos de irmãos. A resolução foi elaborada após consenso entre especialistas da área e mais de um ano e meio de discussões entre os membros do grupo de trabalho instituído para tal função. De acordo com a assessoria do CNJ, a publicação da nova resolução faz com que brasileiros e estrangeiros sigam o mesmo trâmite no processo de adoção. Antes, os casais

Brasileiro segue tendo preferência É devido às preferências dos candidatos a pais adotivos que a fila de crianças e adolescentes à espera de um lar é longa. “Se você quiser uma criança que fuja desse ‘padrão eurocentrista’, consegue adotar no dia seguinte ao do processo de avaliação”, afirma o advogado Marcelo Santoro. Segundo ele, a inclusão de estrangeiros no cadastro nacional de adoção aumenta a chance de muitas crianças conseguirem uma família. “O perfil de criança que o estrangeiro quer adotar não é o mesmo do desejado pelo brasileiro”, observa. “Sabe-se que casais estrangeiros importam-se menos com a idade da criança a ser adotada; é uma questão cultural”, diz. “Brasileiros procuram

criança pequena e da mesma cor para que ela não tenha ‘lembrança’ da adoção e sinta-se como filho biológico”, completa. Os procedimentos para adoção internacional preveem análise detalhada do perfil do pretendente. A preferência para adotar continuará sendo do brasileiro – a adoção internacional é exceção. A nova resolução também visa dar mais transparência para a adoção internacional. A presidente da Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Angaad), Suzana Schettini, declarou que, a partir de agora, será possível saber onde os estrangeiros adotam as crianças, o que ficava sempre um pouco na obscuridade.

Processos ganham transparência Antes da nova resolução, para adotar uma criança, o estrangeiro tinha que se habilitar em seu país, em uma entidade credenciada pela Autoridade Central Administrativa Federal (Acaf), ligada à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. O pretendente passava por preparação, enviava a documentação para as Comissões Estaduais Judiciárias de Adoção (Cejas), que tentavam localizar as crianças. Depois que o juiz analisava o caso e eventualmente concedia a adoção, era iniciado o procedimento de emissão de passaporte para a criança ou adolescente. O

casal estrangeiro ou residente no exterior precisava ficar um mês com a criança no Brasil, sob supervisão. A Acaf acompanhava a adoção por mais dois anos. Em 2013, cerca de 300 crianças foram adotadas no Brasil. Os principais destinos no exterior foram Itália e França. Para os especialistas da área, a inclusão dos estrangeiros no cadastro nacional de adoção vai dar mais transparência aos processos internacionais, permitindo o cruzamento de dados. Até então, não se tinha informação sobre o favorecimento ou não de estrangeiros ante os brasileiros.

Cor começa a perder relevância As preferências da família quanto à cor da criança a ser adotada ainda são significativas, mas a boa notícia é que o número de pretendentes à adoção que se dizem indiferentes à cor da criança vem aumentando no país. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que, hoje, 42% dizem não se importar com a etnia do filho ou da filha que procuram. Em 2011, eram 31%. O percentual de pais que só aceitam crianças da cor branca também caiu no período de três anos: de 38% para 30%. Já os índices dos que aceitam crianças indígenas, pardas ou negras subiram.

Criança especial tem prioridade Outra lei sancionada este ano pela presidente Dilma Rousseff na tentativa de melhorar os processos de adoção no Brasil é a de nº 12.955, que estabelece prioridade de tramitação aos processos adotivos em que a criança ou o adolescente envolvido tem deficiência ou doença crônica. A intenção é acelerar o andamento dos processos nos quais o adotado se encontre em uma dessas condições. Isso não significa ultrapassar etapas ou flexibilizar procedimentos. Ainda assim, todos os cuidados devem ser tomados para que a família acolha essa criança ou adolescente com toda responsabilidade e segurança.


CORREIO RIOGRANDENSE • Caxias do Sul, 30 de abril de 2014 • PÁGINA 9

ASSOCIAÇÃO CULTURAL E CIENTÍFICA VIRVI RAMOS CNPJ 88.665.914/0001-12 - Rua Alexandre Fleming,454, Bairro Madureira - Caxias do Sul - RS

BALANÇO PATRIMONIAL DOS EXERCÍCIOS ENCERRADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 E 31 DE DEZEMBRO 2012 (em reais) RELATÓRIO DA DIRETORIA Srs. Associados, CTI neonatal. Com data de entrega da obra prevista para abril de 2014, haverá a ampliação na oferta de serviços à comunidade, A Associação Cultural e Científica Virvi Ramos apresenta suas Demonstrações Contábeis e Notas Explicativas, acompanhadas do dentro das exigências da vigilância sanitária e das normas da Resolução RDC 07. Os recursos utilizados para esses investimenparecer dos auditores independentes – Audisa Auditores Associados - e parecer do Conselho Fiscal, relativos ao exercício findo tos foram obtidos, em grande parte, do FINAME-BNDES, com prazo de pagamento em 96 meses, com carência de 24 meses. em 31 de dezembro de 2013. Preocupada em promover a sustentabilidade social, através de um sistema integrado de saúde e - Na área de gestão de pessoas, sempre preocupada com a excelência no atendimento às pessoas e espírito humanitário, maneducação, com máxima qualidade, empregando recursos tecnológicos e conhecimentos científicos capazes de garantir serviços tém um programa de educação continuada que atinge 100% de seus colaboradores, meta atingida em 2013. Além das capacitacom resolutividade, a Associação Cultural e Científica Virvi Ramos em 2013: ções, a área de Recursos humanos vem fazendo um importante trabalho de revisão de suas politicas, incluindo a de benefícios, - Investiu em seu parque tecnológico, aproximadamente R$3,9 milhões, nas áreas de estação de tratamento de efluentes, diag- que tem resultado em uma excelente redução nos índices de “turnover” e absenteísmo.Para 2014, a previsão é de aumento de nóstico por imagem, bloco cirúrgico, terapia intensiva, lavanderia, informática e educação. Além desses investimentos iniciou-se suas receitas, através da disponibilização de novos leitos CTI e novas tecnologias, maior eficiência operacional em seus negóao final do ano a readequação do espaço da CTI, com aumento de seis para dez leitos na CTI adulto e de cinco para nove leitos na cios, mantendo o equilíbrio nos custos e despesas administrativas. IGUATEMY FERREIRA FILHO

ATIVO NOTA ATIVO CIRCULANTE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA SERV. SAÚDE A RECEBER MENSALIDADES EDUCACIONAIS A RECEBER (-) PROV. CRED. LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA OUTROS ATIVOS CIRCULANTES ESTOQUES ATIVO NÃO CIRCULANTE ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO IMOBILIZADO INTANGÍVEL TOTAL DO ATIVO

4 5 5 5 6 7 8 9 9

SAÚDE 5.070.760,27 1.123.664,68 3.225.888,02 (262.145,90) 174.698,44 808.655,03 11.171.274,50 1.463.140,49 9.234.085,74 474.048,27

EDUCAÇÃO 1.158.583,68 11.687,22 1.316.323,25 (285.849,56) 116.422,77 2.186.267,20 534.012,79 1.575.704,65 76.549,76

16.242.034,77

3.344.850,88

31/12/2013 6.229.343,95 1.135.351,90 3.225.888,02 1.316.323,25 (547.995,46) 291.121,21 808.655,03 13.357.541,70 1.997.153,28 10.809.790,39 550.598,03

31/12/2012 6.006.459,69 342.877,26 3.908.951,82 1.227.466,66 (175.660,85) 164.121,94 538.702,86 10.407.654,51 1.790.888,63 7.769.911,99 846.853,89

19.586.885,65

16.414.114,20

Presidente CPF. 183.969.250-20

PASSIVO NOTA

PASSIVO CIRCULANTE SALÁRIOS E ENCARGOS SOCIAIS FORNECEDORES OBRIGAÇÕES FISCAIS EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS OUTRAS OBRIGAÇÕES A PAGAR RECEITAS DIFERIDAS PASSIVO NÃO CIRCULANTE EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS OUTRAS OBRIGAÇÕES A PAGAR PROVISÕES PATRIMÔNIO LÍQUIDO PATRIMÔNIO SOCIAL AJUSTE DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL SUPERÁVIT/DÉFICIT DO PERÍODO TOTAL DO PASSIVO

SAÚDE 11.778.771,68 4.782.862,10 2.367.534,16 44.048,02 3.558.445,83 749.525,77 276.355,80 10.050.565,70 8.365.029,39 880.132,78 805.403,53 (5.587.302,61) (4.558.562,18) 251.989,63 (1.280.730,06) 16.242.034,77

10 11 10 11 12 14

EDUCAÇÃO 731.770,98 665.765,80 49.305,54 2.672,06 5.463,53 8.564,05 212.051,52 5.445,26 206.606,26 2.401.028,38 2.944.448,65 44.802,33 (588.222,60) 3.344.850,88

31/12/2013 12.510.542,66 5.448.627,90 2.416.839,70 46.720,08 3.558.445,83 754.989,30 284.919,85 10.262.617,22 8.365.029,39 885.578,04 1.012.009,79 (3.186.274,23) (1.614.113,53) 296.791,96 (1.868.952,66) 19.586.885,65

31/12/2012 12.154.121,53 4.856.935,34 2.922.572,49 39.938,86 3.954.678,66 378.333,76 1.662,42 5.577.314,24 3.769.278,20 1.214.939,02 593.097,02 (1.317.321,57) (2.513.148,81) 812.130,50 383.696,74 16.414.114,20

O Conjunto de Notas Explicativas é parte integrante das demonstrações contábeis. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO PERÍODO DOS EXERCÍCIOS ENCERRADOS EM 31/12/2013 e 31/12/2012 RECEITA BRUTA SERVIÇO HOSPITALAR E AMBULATORIAL CONTRATUALIZAÇÃO SAÚDE PLANOS DE SAÚDE PRIVADOS PARTICULARES ATENDIMENTOS GRATUITOS SERVIÇO EDUCACIONAL RECEITA DE MENSALIDADES TAXAS ESCOLARES ATIVIDADES PRÓPRIAS DOAÇÕES SUBVENÇÃO MUNICIPAL ISENÇÕES USUFRUÍDAS COFINS ISENTA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA ISENTA GERAÇÃO DE RENDA RENDIMENTOS DE ALUGUÉIS DE BENS OUTROS SERVIÇOS (MÉDICOS/ENFERMAGEM) OUTRAS GERAÇÕES DE RENDA OUTRAS RECEITAS RECUPERAÇÃO DE DESPESAS REVERSÃO DE ESTIMATIVAS (-) DEDUÇÕES DA RECEITA (-) SERVIÇO GRATUITO HOSPITALAR E AMBULATORIAL ATENDIMENTOS GRATUITOS PACTUADOS - LEI 12.101/09 (-) BOLSAS DE ESTUDOS INTEGRAIS - LEI 12.101/09 (-) BOLSAS DE ESTUDOS PARCIAIS - LEI 12.101/09 (-) DEMAIS BOLSAS DE ESTUDOS CONCEDIDAS (-) CANCELAMENTOS E DEVOLUÇÕES (-) IMPOSTOS S/ RECEITAS COFINS S/ FATURAMENTO COFINS S/ ALUGUÉIS ISS Retido (=) RECEITA LÍQUIDA (-) CUSTOS DOS SERVIÇOS E ATIVIDADES (-) CUSTOS DOS SERV. HOSPITALARES E AMBULATORIAIS (-) CUSTOS DOS SERV. HOSPITALARES E AMBULATORIAIS (-) CUSTOS DOS SERVIÇOS EDUCACIONAIS (-) CUSTOS DOS SERVIÇOS EDUCACIONAIS (=) SUPERÁVIT/DÉFICIT BRUTO (-) DESPESAS OPERACIONAIS (-) ADMINISTRATIVAS (-) PESSOAL, SERVIÇOS CONTRATADOS E GERAIS (-) CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA (-) DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÕES (-) DESCONTOS CONCEDIDOS (=) SUPERÁVIT/DÉFICIT ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO (+/-) RESULTADO FINANCEIRO LÍQUIDO (+) RECEITAS FINANCEIRAS (-) DESPESAS FINANCEIRAS (+/-) OUTRAS RECEITAS E OUTRAS DESPESAS (-) PERDAS NA ALIENAÇÃO DE IMOBILIZADO (=) SUPERÁVIT/DÉFICIT LÍQUIDO DO PERÍODO

NOTA

SAÚDE 71.192.683,92 53.173.721,94 9.222.364,36 38.216.980,93 2.443.342,47 3.291.034,18 3.945.849,25 23.157,43 3.922.691,82 8.135.717,07 1.746.678,61 6.389.038,46 5.937.122,44 652.826,17 5.129.169,11 155.127,16 273,22 273,22

EDUCAÇÃO 7.751.047,25 6.822.870,17 6.704.502,05 118.368,12 2.781,50 2.781,50 897.802,16 207.971,83 689.830,33 18.197,44 12.917,87 5.279,57 9.395,98 9.395,98

(6.406.147,92) (3.291.034,18) (3.291.034,18) (983.764,33) (2.131.349,41) (1.746.678,61) (1.483,19) (383.187,61) 64.786.536,00 (48.522.342,43) (48.522.342,43) (48.522.342,43) 16.264.193,57 (16.895.531,04) (16.895.531,04) (9.540.514,66) (6.389.038,46) (949.654,15) (16.323,77) (631.337,47) (643.759,29) 609.650,18 (1.253.409,47) (5.633,30) (5.633,30) (1.280.730,06)

(1.585.814,21) (947.801,30) (362.135,73) (33.462,07) (34.412,71) (208.002,40) (207.971,83) (30,57) 6.165.233,04 (2.596.352,33) (2.596.352,33) (2.596.352,33) 3.568.880,71 (4.114.784,06) (4.114.784,06) (2.299.950,21) (689.830,33) (186.211,74) (938.791,78) (545.903,35) (41.163,58) 128.142,57 (169.306,15) (1.155,67) (1.155,67) (588.222,60)

22

18 19

22 24 24 24 19

17 17

17 19 9

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (método indireto) DOS EXERCÍCIOS ENCERRADOS EM 31/12/2013 e 31/12/2012 31/12/2013 78.943.731,17 53.173.721,94 9.222.364,36 38.216.980,93 2.443.342,47 3.291.034,18 6.822.870,17 6.704.502,05 118.368,12 3.948.630,75 25.938,93 3.922.691,82 9.033.519,23 1.954.650,44 7.078.868,79 5.955.319,88 665.744,04 5.129.169,11 160.406,73 9.669,20 9.669,20 (7.991.962,13) (3.291.034,18) (3.291.034,18) (947.801,30) (362.135,73) (33.462,07) (1.018.177,04) (2.339.351,81) (1.954.650,44) (1.513,76) (383.187,61) 70.951.769,04 (51.118.694,76) (48.522.342,43) (48.522.342,43) (2.596.352,33) (2.596.352,33) 19.833.074,28 (21.010.315,10) (21.010.315,10) (11.840.464,87) (7.078.868,79) (1.135.865,89) (955.115,55) (1.177.240,82) (684.922,87) 737.792,75 (1.422.715,62) (6.788,97) (6.788,97) (1.868.952,66)

31/12/2012 76.191.270,56 52.469.402,99 6.391.343,44 37.138.609,38 2.486.151,17 6.453.299,00 5.939.015,97 5.819.503,49 119.512,48 2.784.557,62 30.620,56 2.753.937,06 8.524.868,08 1.793.384,42 6.731.483,66 6.388.893,28 547.413,85 5.673.894,65 167.584,78 84.532,62 5.880,15 78.652,47 (10.871.070,09) (6.453.299,00) (6.453.299,00) (885.648,93) (391.133,19) (73.560,06) (890.566,40) (2.176.862,51) (1.793.384,42) (16.561,02) (366.917,07) 65.320.200,47 (45.344.963,47) (42.970.435,39) (42.970.435,39) (2.374.528,08) (2.374.528,08) 19.975.237,00 (18.604.072,71) (18.604.072,71) (10.355.318,79) (6.731.483,66) (903.253,41) (614.016,85) 1.371.164,29 (932.707,47) 484.511,33 (1.417.218,80) (54.760,08) (54.760,08) 383.696,74

ATIVIDADES OPERACIONAIS SUPERÁVIT/DÉFICIT LÍQUIDO DO PERÍODO (+) DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÕES (=) SUPERÁVIT/DÉFICIT AJUSTADO

31/12/2013 (1.868.952,66) 1.135.865,89 (733.086,77)

(+/-) VARIAÇÕES ATIVOS OPERACIONAIS DE CURTO E LONGO PRAZO CLIENTES A RECEBER OUTROS CRÉDITOS ESTOQUES ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO

31/12/2012 383.696,74 903.253,41 1.286.950,15

363.325,73 (1.885.818,61) 878.111,95 (1.957.453,52) (34.343,74) 50.311,22 (274.177,83) 147.335,21 (206.264,65) (126.011,52)

(+/-) VARIAÇÕES PASSIVOS OPERACIONAIS DE CURTO E LONGO PRAZO SALÁRIOS E ENCARGOS SOCIAIS FORNECEDORES OBRIGAÇÕES FISCAIS OUTRAS OBRIGAÇÕES A PAGAR RECEITAS DIFERIDAS PROVISÕES (=) FLUXO DE CAIXA GERADO/CONSUMIDO NAS ATIVIDADES OPERACIONAIS

826.656,61

1.045.833,37

591.692,56 (505.732,79) 6.781,22 31.745,42 283.257,43 418.912,77

593.287,31 567.084,55 11.429,52 316.716,76 (334.750,88) (107.933,89)

456.895,57

446.964,91

DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS (+/-) IMOBILIZADO E INTANGÍVEL (+/-) ALIENAÇÃO/AQUISIÇÃO DE BENS IMOBILIZADOS E INTANGÍVEIS

(3.879.488,43) (1.346.459,10)

(=) FLUXO DE CAIXA GERADO/CONSUMIDO NAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS

(3.879.488,43) (1.346.459,10)

(3.879.488,43) (1.346.459,10)

DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS (+/-) EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS (+/-) CAPTAÇÃO/PAGAMENTO DE EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS (=) FLUXO DE CAIXA GERADO/CONSUMIDO NAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO (=) AUMENTO/DIMINUIÇÃO DE CAIXA E EQUIVALENTES (+) SALDO INICIAL DE CAIXA E EQUIVALENTES

(=) SALDO FINAL DE CAIXA E EQUIVALENTES

4.215.067,50

1.139.071,88

4.215.067,50

1.139.071,88

4.215.067,50

1.139.071,88

792.474,64 342.877,26

239.577,69 103.299,57

1.135.351,90

342.877,26

O Conjunto de Notas Explicativas é parte integrante das demonstrações contábeis. DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO NOTA

PATRIMÔNIO SOCIAL SAÚDE EDUCAÇÃO

AJUSTE DE AVAL. SAÚDE EDUCAÇÃO

SUPERÁVIT/DÉFICIT PERÍODO SAÚDE EDUCAÇÃO

TOTAL

SALDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011

(3.262.841,07)

1.731.460,78

624.114,65

201.756,49

98.117,23

(1.093.626,39)

(1.701.018,31)

INCORPORAÇÃO DO SUPERÁVIT/DÉFICIT DE 2011 REALIZAÇÃO DE AJUSTE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL REALIZAÇÃO DE RESERVAS APURAÇÃO DO SUPERÁVIT/DÉFICIT DE 2012 MUDANÇA DE POLÍTICA CONTÁBIL DE 2012, IDENTIFICADA EM 2013 RETIFICAÇÃO DE ERROS, REFERENTES A 2011, IDENTIFICADAOS EM 2012 SALDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012

98.117,23 7.943,01 (2.767.144,29) (5.923.925,12)

(1.093.626,39) 5.797,63 2.767.144,29 3.410.776,31

(7.943,01) -

(5.797,63) -

616.171,64

195.958,86

(98.117,23) 1.140.830,75 1.140.830,75

1.093.626,39 (757.134,01) (757.134,01)

383.696,74 (1.317.321,57)

1.140.830,75 (757.134,01) 364.182,01 151.156,53 (364.182,01) (139.649,82) 139.649,82 (4.558.562,18) 2.944.448,65 251.989,63 O Conjunto de Notas Explicativas é parte integrante das demonstrações contábeis.

(151.156,53) 44.802,33

(1.140.830,75) (1.280.730,06) (1.280.730,06)

757.134,01 (588.222,60) (588.222,60)

(1.868.952,66) (3.186.274,23)

INCORPORAÇÃO DO SUPERÁVIT/DÉFICIT DE 2012 REALIZAÇÃO DE AJUSTE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL REALIZAÇÃO DE RESERVAS ADEQUAÇÃO DO PATRMÔNIO SOCIAL ENTRE AS ÁREAS APURAÇÃO DO SUPERÁVIT/DÉFICIT DE 2013 SALDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS LEVANTADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 E 31 DE DEZEMBRO 2012 NOTA 01 - CONTEXTO OPERACIONAL - A ASSOCIAÇÃO CULTURAL E CIENTÍFICA VIRVI RAMOS é uma uma Entidade civil filantrópica, registrada no CNAS conforme resolução no 061 de 17/03/1999 DOU 18/03/1999, portadora do Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos conforme processo no 44006.007248/97-87, com prazo de validade até 17/03/2008, sendo protocolado pedido de renovação do referido CEBAS pelo processo no 71010.005238/200816, deferida a renovação através da Resolução 007/2009 de 03/02/2009, publicada no DOU em 04/02/2009 válida até 17/03/2011 com registro de renovação protocolo nº 25000043819/2011-53 de 17/03/2011 e 25000-157627/2013-95 de 10/09/2013. A Associação tem por finalidade: a) promover ações de saúde, educação e assistência social; b) promover e incentivar os estudos e pesquisas nos diversos campos da saúde e educação, ou qualquer outro julgado de interesse para a associação; c) criar e manter cursos de especialização, promover congressos, mesas redondas e conferências sobre assuntos culturais e científicos em geral; d) criar e manter cursos de nível primário, médio ou superior nos vários campos de ensino, devidamente autorizados pelo poder público; e) colaborar com outras instituições congêneres, quer oficiais, quer privadas, na realização de estudo e pesquisas; f) manter intercâmbio com outras instituições culturais, nacionais ou estrangeiras; g) publicar, através de boletim, revistas, anúncios de resultados dos trabalhos e estudos realizados, bem como editar monografias de importância cultural ou científica comprovada; h) criar e desenvolver atividades e serviços voltados para a área da saúde, educação e assistência social; i) operar plano privado de assistência a saúde, através de contrato de cobertura de custos assistenciais, com a finalidade de garantir, sem limite financeiro, e por prazo indeterminado, a assistência à saúde, através de rede própria ou credenciada para tanto. NOTA 02 - APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2013 foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, com base nas disposições contidas na Lei nº 6.404/76 alteradas pelas Leis nº 11.638/07 e normas contidas na NBC TG 1.000 e NBC TG 27, aprovada pela Resolução CFC 1.255/09, do Conselho Federal de Contabilidade, observando os critérios estabelecidos na Lei nº 12.101/09.

14

As demonstrações contábeis também foram preparadas e estão sendo apresentadas de acordo com os Padrões Internacionais de Demonstrações Financeiras (International Financial Reporting Standards - IFRS) emitidos pelo International Accounting Standards Board, sendo que, conforme faculta a Resolução CFC 1.319/10, a Entidade considerou 01/01/2009 como a data de transição para as novas regras contábeis. NOTA 03 - PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS a) Apuração do Resultado O resultado foi apurado segundo o regime de competência. Os rendimentos e encargos sobre os Ativos e Passivos e suas realizações estão reconhecidos no resultado. b) Ativo Circulante e Não Circulante O contas a receber está demonstrado ao seu valor líquido de realização. A Entidade constitui provisão para créditos duvidosos em montante julgado suficiente para fazer face às eventuais perdas na realização de créditos e contas a receber. Como a entidade opera com valores pré-estabelecidos os créditos estão registrados pelo valor justo das contraprestações recebidas ou a receber, conforme previsto na NBC TG 1.000, seção 23.Os estoques estão demonstrados ao custo médio de aquisição, líquidos dos impostos recuperados, e não superam os preços de mercado ou custo de reposição (Nota 07). Os demais ativos são apresentados pelo valor justo de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidas. c) Imobilizado Conforme determina o NBC TG 27, o imobilizado está demonstrado ao custo de aquisição, construção e atribuído, deduzido de depreciações acumuladas. As depreciações são calculadas pelo método linear sobre o custo atribuído, com base em taxas determinadas em função do prazo de vida útil estimado dos bens (nota 09), sendo adotado o valor recuperável (impairment), quando necessário. d) Intangível Os gastos registrados no ativo intangível estão demonstrados a valores de custo, ajustado por amortizações acumuladas calculadas a partir do momento em que começam a ser usufruídos os respectivos benefícios, em períodos que não ultrapassam o prazo de vigência dos direitos contratuais ou outros direitos legais.

e) Passivo Circulante e Não Circulante São demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e variações monetárias incorridas. Como as principais operações da Entidade envolvem valores pré-estabelecidos os débitos estão registrados pelo valor justo dos valores pagos ou a pagar, conforme previsto na NBC TG 1.000, seção 13. f) Estimativas de Ativos e Passivos Contingentes Em atendimento as práticas contábeis adotadas no Brasil a Administração da entidade, mediante julgamento efetuado em conjunto com os assessores jurídicos, procedeu à mensuração e, conforme o caso, a respectiva escrituração de Ativos e Passivos considerados contingentes que possam afetar significativamente as demonstrações contábeis. Entretanto, a liquidação dos eventos provisionados poderá ocorrer por valor divergente do estimado, fato inerente a este tipo de registro. g) Contas de Compensação A Entidade classifica os registros do controle do programa de promoção e prevenção à saúde e do custo de isenção de contribuições sociais usufruídas em rubricas de resultado. h)Moeda Funcional e de Apresentação das Demonstrações Contábeis A moeda funcional da entidade é o Real, que também é adotada na preparação e apresentação das demonstrações contábeis. NOTA 04 - CAIXAS E EQUIVALENTES DE CAIXA O saldo deste grupo está composto pelos valores abaixo relacionados:

Caixa Bancos Aplicações Total

Saúde 16.366,47 26.126,90 1.081.171,31 1.123.664,68

Educação 154,82 11.532,40 11.687,22

2013 Total 16.521,29 37.659,30 1.081.171,31 1.135.351,90

2012 Total 11.139,13 330.996,94 741,19 342.877,26 Continua


“Não passamos fome, sempre chega doação da Igreja, mas fiquei um mês coando água suja nos panos para poder beber, tomar banho.” Francisca de Souza, ribeirinha

CR 10

CORREIO RIOGRANDENSE • Ca

Espe Fotos Joaquim Souza

RIO MADEIRA

A vida se esvai Cheia do rio amazônico tira 30 mil pessoas de suas casas, alaga distritos inteiros, provoca o caos em Porto Velho e aponta indícios de epidemias

H

á mais de dois meses convivendo com as consequências da cheia do rio Madeira, a população de Rondônia agora conta os prejuízos e reascende a esperança de voltar para casa, mas a situação ainda é crítica. Apesar de as águas estarem baixando, lentamente, o cenário é de destruição. A cheia devastou plantações, destelhou, destruiu e arrastou casas. Nas edificações que permanecem de pé, lama e sujeira. Muitas famílias continuam alojadas em barracas, escolas, paróquias e dependerão de doações por muito tempo, já que perderam tudo. “Tive 13 filhos e todos eu criei na beira do rio, desse rio Madeira. Nunca vi uma cheia dessas, foi-se tudo.” O desabafo é de Francisca de Souza, uma das cerca de 30 mil pessoas desabrigadas no estado de Rondônia, vítimas da cheia histórica do rio Madeira. Aos 83 anos, Francisca falou à reportagem na Escola Municipal Ermelindo Monteiro Brasil, entre as comunidades Maravilha e Boa Fé, no médio rio Madeira. É

Niterói: famílias permaneceram no rio ou acamparam na floresta

Karla Maria* ali que a ribeirinha divide os colchões, se abriga com outras 18 famílias que perderam tudo na cheia, que os atingiu em 12 de fevereiro. “Vim para cá no dia 14, e, desde então, estamos aqui. Não passamos fome, sempre chega doação da Igreja, mas fiquei um mês coando água suja nos panos para poder beber, tomar banho”. Às margens do Madeira, peixes apareciam mortos e crianças pulavam em torno da voadeira da Defesa Civil de Porto Velho à espera de cestas básicas e água. “Esta é a primeira vez que nos trazem água em dois meses. Nós só conseguimos água na paróquia (São João Bosco). Lá nos deram 18 galões e depois o meu esposo conseguiu 15 galões na empresa, mas se fosse esperar da prefeitura não ia dar nada”, disse Deiseleide da Silva. Mesmo precária, a condição das 19 famílias que estão abrigadas na escola municipal é mais favorável do que a de tantas outras, que

Francisca de Souza: 83 anos, ribeirinha, desabrigada permanecem no rio ou acampam na floresta, essas estão ilhadas. O agricultor Aldívio de Oliveira Costa, da comunidade ribeirinha Niterói, localizada à jusante do rio Madeira, optou por se manter perto do rio, do peixe, dos frutos da floresta. “Minha família foi salva, graças a Deus. Agora, nós plantamos alguma coisinha, porque perdi toda a minha horta. Fiquei sem nada, mas peixe não falta. Dizem que ele está contaminado, mas se não for ele, vamos viver de quê?”, explicou. É ali, no meio da floresta, que o agricultor permanece com a esposa, filhos e netos. O cenário, uma TV de plasma está instalada debaixo de uma abafada lona azul, aberta no chão de barro, amparada por estacas de madeira. Sofás e camas

Patrimônio histórico perdido nas águas Os impactos ambientais na cidade de Porto Velho não foram menores. Sem saneamento básico algum, a cidade contava, até o fechamento desta reportagem, com 21 ruas intransitáveis, todas debaixo d’água. O comércio, repartições públicas, casas e praças, entre elas a Praça da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, que guarda um patrimônio cultural e histórico do Brasil, estavam submersos. Segundo o historiador e doutor em ciências sociais da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Marco Antonio Domingues Teixeira, nada foi preservado, ocasionando ao patrimônio histórico e cultural um prejuízo incalculável. “Nós não tivemos resposta satisfatória de lado nenhum, a prefeitura se mostrou absolutamente inábil, até certo ponto desinteres-

sada pela tragédia. Porque ela já sabia, sobre a enchente, o próprio prefeito já sabia. A ação preventiva poderia ter sido tomada com um pouco mais de cuidado, para não expor mais a população, nem perder tanto do patrimônio”, avaliou o historiador. Nas águas, além do patrimônio, esvai-se também a saúde dos moradores e ribeirinhos. O lixo que boiava já apontava o risco à saúde, com iminentes epidemias de leptospirose, dengue, malária entre outras. “Quando as águas começarem a baixar, teremos Porto Velho: bolsões d’água, e as doenças vão cidade debaixo proliferar. A secretaria precisa d’água. Praça de ajuda, tanto que já pedimos à da Estrada Força Nacional do Sistema Únide Ferro Madeira co de Saúde. O estado está em conjunto com a gente”, disse Do- Mamoré, patrimônio histórico, submersa mingos Sávio.

estão ao lado do fogão que prepara a comida, da pia onde se lava o peixe recém-pescado. Francisco de Souza, também morador de Niterói, não abandonou o rio com a cheia histórica. Mora com sua esposa no segundo andar da casa que está parcialmente submersa pelas águas. “Se eu fosse para a cidade, teria de dividir banheiro com muitas pessoas, ficar morando em escolas. A gente nunca fica da maneira que gosta. Achei melhor ficar”, disse. A reportagem acompanhou, por dois dias, o trabalho da Defesa Civil de Porto Velho, pelo médio e baixo Madeira e, ainda que insuficiente, o trabalho dos agentes é hercúleo. Debaixo de sol ou chuva, navegam pelo rio levando o pouco alimento, a escassa água e a vontade de ajudar. Em uma voadeira, a equipe visitou 15 comunidades e, a cada uma das 150 famílias cadastradas, entregou uma cesta básica com cerca de 20 quilos de alimentos e dois galões de cinco litros d’água cada. O que significa dizer que uma família ribeirinha conta com menos

de 700 mililitros de água por dia para o consumo, até que chegue a próxima embarcação da Defesa Civil ou algum outro tipo de doação. Questionado sobre a falta d’água, o secretário municipal de Saúde de Porto Velho, Domingos Sávio, admitiu. “É pouca água. Sabemos que o que está sendo encaminhado para a população deveria ser o dobro, pelo menos para evitar que voltem ao rio, mas temos dificuldade na aquisição. Todo o lençol freático está contaminado.” Segundo o coordenador da Defesa Civil no médio e baixo Madeira, Dione Barroso Brito, a falta de água potável atinge, no médio Madeira, 700 famílias que permaneceram no rio. Aos que podem voltar para casa, a Secretaria de Saúde de Porto Velho alerta para que evitem contato com água e sujeira. A preocupação é grande neste período de pós-enchente, principalmente por causa da contaminação da água, de poços e a formação de criadouros de mosquitos causadores de doenças como malária, dengue e febre amarela.


xias do Sul, 30 de abril de 2014

ecial

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CR

“A culpa é dos gestores, são incapazes de levar a cabo estudos preventivos e agem de forma canhestra quando a tragédia se faz sentir.” Marco Teixeira, professor e historiador

Ação civil pública questiona as usinas

U

ma consultoria da Companhia Brasileira de Projetos e Empreendimentos (Cobrape) alertou que a área alagada e os impactos em decorrência das barragens poderiam ser maiores do que os dados apontados por Furnas, que na época fez os estudos aceitos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Baseados nessa consultoria, os Ministérios Público Federal e Estadual de Rondônia, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RO) e as Defensorias Pública da União e do Estado de Rondônia ingressaram com uma ação civil pública contra o Ibama, a Energia Sustentável do Brasil (Usina de Jirau) e a Santo Antônio Energia (Usina de Santo Antônio). Na ação, os órgãos pedem à Justiça Federal que obrigue as hidrelétricas a atenderem imediatamente às necessidades básicas (moradia,

alimentação, transporte, educação, saúde etc.) de parte da população atingida pela enchente do rio Madeira, o que está ocorrendo com a doação de cestas básicas (10 mil), caixas-d’água (1 mil) e fornecimento de balsas para transporte. Também pedem que a Justiça ordene que o Ibama suspenda imediatamente as licenças das usinas até que novos estudos sobre os impactos das barragens sejam feitos. “Dentre as carências dos estudos previstos das duas hidrelétricas, não existe nenhum estudo de ciclos de longa duração das enchentes. Existe uma ausência dessa informação: qual é o ciclo de enchente do Madeira?”, questionou o historiador Marco Teixeira. Para Marco Teixeira, os problemas se agravaram com o montante das hidrelétricas, porque os reservatórios inundaram rapidamente e esparramaram água por lugares que eram considerados terra firme,

como a BR 364, que foi inundada, mesmo com todo o aterro que foi feito antes. “Não houve uma previsão. Essa falha é injustificável. Eu atribuo essa falha ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA), e aí quem deveria ser cobrado era o Ibama”, apontou o professor. “Essa ação civil é importantíssima, pois a Justiça se pronuncia diante do fato. A Justiça de Rondônia já deu um parecer favorável, espero que em Brasília reconheça esse erro. Há grandes projetos do Governo Federal aqui na Amazônia. Mas, e os estudos? Claro que precisamos de energia elétrica, mas e as formas alternativas para se obter a energia?”, questionou dom Esmeraldo. Por telefone, a assessoria da Santo Antônio Energia registrou não querer se pronunciar sobre as possíveis falhas nos estudos técnicos em resposta à ação civil pública a que responde.

Defesa civil: alimentos e água, limitada, são entregues aos que ficaram às margens do rio, ilhados

Voluntários: equipe da paróquia São João Bosco separa donativos

Paróquias prestam apoio às vítimas Muitas vítimas da enchente encontram solidariedade nas paróquias. Moradores do bairro Triângulo, na Estrada de Ferro da Madeira Mamoré, hoje alagada, perderam tudo. O vigilante Rovilson Denic Nunes é um deles. Hoje, vive de modo improvisado em albergue na Paróquia São João Bosco. “Nós não queríamos sair, achávamos que a água não ia chegar, mas ela cobriu toda a minha casa, e o padre foi nos socorrer”, disse o vigilante. O padre mencionado é o carioca Miguel Fernandes, pároco da Igreja São João Bosco e coordenador da campanha de solidariedade da Arquidiocese de Porto Velho, que junto aos desabrigados já entregaram 63 toneladas de donativos. Caminhoneiro, o padre segue carregando mantimentos, solidariedade e esperança de um lado para o outro. “Esse momento em que vivemos tem três notas básicas, primeiro o sofrimento, são milhares de pessoas que perderam o seu referencial, estão fora de suas casas, perderam tudo. Segundo, a solidariedade, que é grande. E terceiro é a incerteza, o que será que vai acontecer com esse povo?”, questionou padre Miguel. Em sua paróquia,

estão instaladas 12 famílias; na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, outras 58, além dos mais de 20 abrigos espalhados em escolas públicas, o que já atrasou o ano letivo em mais de dois meses. A organização nos cadastros e na logística de entrega dos donativos é seguramente mais eficiente que a dos órgãos públicos. “Com três pessoas na rua e um motorista voluntário, já visitei 500 famílias. Isso não era papel da prefeitura? Isso tem de desenrolar”, disse o padre, apontando a burocracia como um entrave para uma ajuda efetiva. Para dom Esmeraldo Barreto de Farias, arcebispo da arquidiocese de Porto Velho, o momento é de ajudar as pessoas sim, mas também de questionar se os órgãos competentes sabiam ou não da possibilidade de enchente em 2014 no rio Madeira. “O Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) realizou alguma pesquisa referente às enchentes deste ano? Existe algum documento sobre isso? Eu não tenho! E se sabiam, por que não preveniram?”, questionou o bispo. Procurado, o Sipam informou que avaliações foram emitidas aos órgãos competentes.

Reconstrução de Rodônia exigirá R$ 5 bilhões As usinas hidrelétricas de Jirau e de Santo Antônio são o segundo e terceiro maior potencial hidrelétrico do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal e também o carrochefe de um ambicioso plano registrado na Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O governo já contratou a construção de 19 usinas hidrelétricas, e há mais 29 projetos da mesma natureza em estudo pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os recursos que financiam as obras saem dos cofres públicos. Jirau, que tem previsão de investimentos de 15,5 bilhões de reais, já recebeu 9,5 bilhões de reais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio de empréstimos diretos e indiretos. O mesmo banco também financia a Santo Antônio, orçada em 15,1 bilhões de reais, que também recebe verba de dois fundos públicos: o Fundo Constitucional do Norte e o Fundo de De-

senvolvimento da Amazônia. Em agosto de 2011, a Assembleia Legislativa de Rondônia aprovou uma lei que estende a isenção dada a algumas empresas locais, às usinas do rio Madeira. Um mês depois, o Ministério Público Estadual entrou com um pedido de Ação Direta de Inconstitucionalidade e obteve liminar que suspendeu provisoriamente a validade da lei. Embora alto, o valor estimado pelo governo para a reconstrução de Rondônia, R$ 5 bilhões, é baixo comparado aos valores investidos nos megaprojetos do rio Madeira. A cheia histórica na região atingiu principalmente os municípios de Porto Velho, Nova Mamoré e Guajará-Mirim. As três cidades têm estado de emergência reconhecido pelo governo federal. A projeção leva em conta custos com infraestrutura, saúde e ações sociais – mais de 30 mil pessoas foram atingidas, entre desabrigados e desalojados. “Até que ponto vão deixar a coisa acontecer, até que ponto a floresta

vai ser sacrificada em nome do que é uma economia literalmente mercantilista? A Amazônia hoje é tratada como uma colônia do Brasil, de onde se retira tudo e se joga todo o lixo”, ressalta o historiador Marco Teixeira. “A enchente do rio Madeira apresenta diversas facetas: grave desequilíbrio ambiental, inadaptação das populações migrantes para o convívio ambiental com a natureza e o meio amazônicos, as graves alterações climáticas de fundo antrópico (ainda mal compreendidas), intervenções desastradas sobre o meio natural e a desfaçatez dos políticos e governantes que nunca agem preventivamente, e quando são forçados a agirem reativamente o fazem da forma mais medíocre possível. Quem tem culpa pelas enchentes? Obviamente não é São Pedro. A culpa está nos gestores em primeiro lugar, por serem incapazes Enchente histórica: comunidades inteiras ficaram alagadas de levar a cabo estudos preventivos Reportagem produzida numa parceria entre os veículos: revistas Rainha e por agirem de forma tão canhesdos Apóstolos, Cidade Nova e Família Cristã, jornal Correio Riograndense tra quando a tragédia se faz sentir”, e Rede Católica de Rádio, com o apoio de Signis Brasil. conclui o professor.


CORREIO RIOGRANDENSE • Caxias do Sul, 30 abril de 2014 • PÁGINA 12

ASSOCIAÇÃO CULTURAL E CIENTÍFICA VIRVI RAMOS CNPJ 88.665.914/0001-12 - Rua Alexandre Fleming,454, Bairro Madureira - Caxias do Sul - RS

NOTA 05 - CLIENTES E OUTROS RECEBÍVEIS O saldo deste grupo está composto pelos valores abaixo relacionados: Saúde Particulares SUS Operadoras de Plano de Saúde Outros Créditos Provisão p/Devedores Duvidosos Total Educação Mensalidades Alunos Outros Créditos Provisão p/Devedores Duvidosos Total NOTA 09 - IMOBILIZADO E INTANGÍVEL Detalhe

2013

2012

40.093,84 1.208.608,94 1.825.147,59 152.037,65 (262.145,90) 2.963.742,12

27.363,85 990.631,32 2.741.059,71 149.896,94 (87.961,52) 3.820.990,30

1.055.401,88 260.921,37 (285.849,56) 1.030.473,69

1.131.266,40 96.200,26 (87.699,33) 1.139.767,33

Equipamentos Hospitalares

Custo do imobilizado Saldo em 31/12/2012 Aquisições Baixas Atribuição Valor Justo Transferências Saldo em 31/12/2013 Depreciação e Amortização Acumulada Saldo em 31/12/2012 Depreciações e Amortizações Baixas Atribuição Valor Justo Transferências Saldo em 31/12/2013 Intangível e Imobilizado Saldo em 31/12/2012 Saldo em 31/12/2013

Equipamentos de Máquinas e Informática Equipamentos Móveis e Utensílios

Finame

- 2.702.411,22

Software

Total

376.319,12 21.099,97 397.419,09

506.618,75 3.938.010,26 (3.966.338,11) 478.290,90

3.664.945,25 339.890,98 4.004.836,23

150.130,55 150.130,55

2.250,00 2.250,00

1.734.352,80 9.312,68 1.743.665,48

13.105.485,61 3.938.010,26 (60.884,91) 16.982.610,96

(314.757,32) (274.949,31) (589.706,63)

(409.232,01) (105.415,45) 656,93 (513.990,53)

(346.181,44) (50.832,34) (397.013,78)

(1.233.023,08) (109.136,45) 1.706,15 (1.340.453,38)

(156.790,80) (156.790,80)

(235.516,04) (32.337,25) (267.853,29)

-

(903.470,13) (257.626,55) (1.161.096,68)

-

-

(889.748,91) (305.568,54) (1.195.317,45)

(4.488.719,73) (1.135.865,89) 2.363,08 (5.622.222,54)

1.060.672,95 3.540.927,13

499.912,30 605.597,46

612.682,79 1.050.632,45

2.037.616,45 2.010.906,55

-

140.803,08 129.565,80

506.618,75 478.290,90

2.761.475,12 2.843.739,55

150.130,55 150.130,55

2.250,00 2.250,00

844.603,89 548.348,03

8.616.765,88 11.360.388,42

- De 2,50%

2023

Alienação fiduciária

2015

Aval

2013 2012 Total Total 150.130,55 150.130,55 735.447,49 1.064.808,47 885.578,04 1.214.939,02

NOTA 12 - PROVISÕES Os passivos contingentes com prognóstico de Êxito Remoto decorrentes de litígios cíveis e trabalhistas foram apurados e provisionados tendo por base a opinião dos assessores jurídicos, os quais levaram em consideração a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de nossos Tribunais. 2013 2012 Saúde Educação Total Total Contingências Trabalhistas 627.986,93 187.900,00 815.886,93 410.542,08 Contingências Cíveis 177.416,60 177.416,60 163.848,68 Outras Contingências 18.706,26 18.706,26 18.706,26 Total 805.403,53 206.606,26 1.012.009,79 593.097,02 A Entidade também é parte em processos judiciais que na avaliação dos Consultores Jurídicos, baseada em experiências com naturezas semelhantes, apresentam riscos possíveis de perda no montante de R$ 5.997.231,04 NOTA 13 - OBRIGAÇÕES PROVISIONADAS 2013 2012 Educação Total Total 280.308,19 2.414.166,85 2.236.237,95 22.390,76 192.971,54 178.877,94 302.698,95 2.607.138,39 2.415.115,89

NOTA 14 - PATRIMÔNIO SOCIAL a) Reservas Patrimoniais As reservas patrimoniais totalizam R$(3.186.274,23) em 31 de dezembro de 2013, contemplando um superávit em 2012 de R$383.696,74 e o déficit do exercício de R$1.868.952,66. b) Ajuste de Avaliação Tendo por base Laudo elaborado por avaliador especializado, a administração da Entidade, dentro do que faculta as disposições contidas na Interpretação Técnica ITG 10, do Conselho Federal de Contabilidade – CFC, mensura o imobilizado pelo custo de aquisição ou construção e avaliados pelo custo atribuído (deemed cost) na data de transição, 01/10/2010. O acréscimo ocorrido no valor dos bens foi registrado em contrapartida do Patrimônio Líquido – Ajuste de Avaliação Patrimonial. A seguir, apresentamos os valores reconhecidos pela Entidade: Descrição TAXA DEPRECIAÇÃO(%) CUSTO ATRIBUÍDO – MAIS VALIA Equipamentos Hospitalares 3,0303 a 20% 98.713,94 Equipamentos Informática 2,9412 a 50% 113.304,23 Máquinas e Equipamentos 2,8571 a 50% 153.538,99 Móveis e Utensílios 2,8571 a 50% 460.313,98 Total 825.871,14 No ano de 2013, o valor depreciado, bem como os valores baixados dos bens objeto de atribuição de novo valor, foram transferidos da conta Ajustes de Avaliação Patrimonial para a conta Patrimônio Social. O saldo das contas em 31/12/2013 são os abaixo relacionados. Detalhe Equip. Hosp. Equip. Infor. Máq. e Equip Móv e Utens Total Ajuste Aval. Patrim. Saldo em 02/01/2010 98.713,94 113.304,23 153.538,99 460.313,98 825.871,14 Baixa dos Bens - (15.868,83) (6.559,92) (45.663,56) (68.092,31) Baixa do Ajuste Aval. Patr. (31.932,15) (94.665,14) (70.600,00) (263.789,58) (460.986,87) Saldo em 31/12/13 66.781,79 2.770,26 76.379,07 150.860,84 296.791,96 NOTA 15 – CONTRATOS DE SEGUROS Em 31 de dezembro de 2013, todos os ativos relevantes estão cobertos por seguro: Cobertura Incêndio/Queda de Raio/Explosão Danos Elétricos Equipamentos Eletrônicos/Danos Elétricos Respons. Civil Operações/Garagista Vendaval até Fumaça Roubo ou Furto Despesas com Recomposição de Documentos Incêndio/Queda de Raio/Explosão Danos Elétricos Vendaval/Fumaça Danos Elétricos Danos Materiais Danos Morais Total

Marcas e Patente

156.790,80 156.790,80

Saúde Educação 150.130,55 730.002,23 5.445,26 880.132,78 5.445,26

Saúde Provisão de Férias 2.133.858,66 FGTS Sobre a Provisão de Férias 170.580,78 Total 2.304.439,44

Bens em Comodato

Benfeitorias

3.270.639,53 (43.431,59) 124.151,99 3.351.359,93

Os empréstimos estão registrados pelos valores contratados e acrescidos das taxas de juros pactuados e apropriados pro-rata-tempori. NOTA 11 - OUTRAS OBRIGAÇÕES A PAGAR O saldo deste grupo está composto pelos valores abaixo relacionados: CURTO PRAZO 2013 2012 Saúde Educação Total Total Repasse folha de pagamento 35.569,98 4.899,04 40.469,02 47.370,52 Aluguéis e Outros a pagar 315.088,13 - 315.088,13 286.098,90 Seguros a pagar 6.262,62 564,49 6.827,11 3.161,12 Outras Mercadorias 7.396,92 7.396,92 9.257,37 Credores 369.658,98 - 369.658,98 32.445,85 Cheques a compensar 15.549,14 15.549,14 Total 749.525,77 5.463,53 754.989,30 378.333,76 LONGO PRAZO

Imobilizações em andamento

958.864,23 (4.037,40) 492.819,40 1.447.646,23

De 6,17% a Inves529.636,56 149.688,59 433.217,52 1.310.448,99 20,13% a.a. timentos Total 3.558.445,83 8.365.029,39 3.954.678,66 3.769.278,20

Comodato Aluguéis e Outros a Pagar Total

Biblioteca

909.144,31 (13.415,92) 223.859,60 1.119.587,99

Aval e Cessão fiduciária de direitos De 10,56% a creditorios 2.458.829,21 16,08% aa 2018 decorrentes de créditos de conta de depósito

-

Veículos

2012 Total 70.907,99 5.339,65 65.075,65 22.798,65 164.121,94

NOTA 07 - ESTOQUES O saldo deste grupo está composto pelos valores abaixo relacionados: 2013 2012 Saúde Educação Total Total Estoques Hospitalares 536.527,54 536.527,54 335.777,53 Estoques de Apoio 137.618,98 137.618,98 139.498,91 Estoque Laboratório 134.508,51 134.508,51 63.426,42 Total 808.655,03 808.655,03 538.702,86 NOTA 08 - ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO O saldo deste grupo está composto pelos valores abaixo relacionados: 2013 2012 Saúde Educação Total Total Depósitos Judiciais 973.954,78 47.951,49 1.021.906,27 668.374,89 Contrato de venda Ativi. Sustentável 489.185,71 489.185,71 460.766,63 Fundaplub - Mensalidades 486.061,30 486.061,30 661.747,11 Total 1.463.140,49 534.012,79 1.997.153,28 1.790.888,63

1.375.430,27 2.755.203,49 4.130.633,76

NOTA 10 - EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS O saldo deste grupo está composto pelos valores abaixo relacionados: 2013 2012 Detalhes Curto PrazoLongo Prazo Curto Prazo Longo Prazo Taxa Vcto Garantias Capital 3.028.809,27 5.512.929,58 3.521.461,14 de Giro

NOTA 06 - OUTROS ATIVOS CIRCULANTES O saldo deste grupo está composto pelos valores abaixo relacionados: 2013 Saúde Educação Total Adiantamento a Funcionários 49.063,29 21.923,08 70.986,37 Impostos e Contribuições a Recuperar 2.654,13 2.654,13 Alugueis e Outros a Receber 52.996,16 1.482,16 54.478,32 Despesas Antecipadas 30.059,42 2.596,13 32.655,55 Adiantamento a Fornecedores 25.696,05 88.429,87 114.125,92 Crédito Devolução a Fornecedores 4.225,66 4.225,66 Valores bloqueados judicialmente 10.003,73 1.991,53 11.995,26 Total 174.698,44 116.422,77 291.121,21

e responsabilidades de valores e riscos Objeto Vencimento Valor Segurado Prédios mai/14 43.080.000,00 Prédios mai/14 739.000,00 Prédios mai/14 298.000,00 Prédios mai/14 108.600,00 Prédios mai/14 888.000,00 Prédios mai/14 221.600,00 Prédios mai/14 11.320,00 Prédios ago/14 5.000.000,00 Prédios ago/14 500.000,00 Prédios ago/14 30.000,00 Veículos jul/14 500.000,00 Veículos jul/14 200.000,00 Veículos jul/14 20.000,00 51.596.520,00

NOTA 16 - DOS RECURSOS Os recursos da Entidade foram aplicados em suas finalidades institucionais de conformidade com seu Estatuto Social, demonstrado pelas suas despesas e investimentos patrimoniais. NOTA 17 - DESPESAS POR NATUREZA Em atendimento ao item 5.11 da NBC TG 1.000, apresentamos as despesas por natureza: 2013 2012 CUSTOS DOS SERV. HOSPITALARES E AMBULATORIAIS Pessoal, Encargos e Outros 25.096.765,87 23.810.143,05 Serviços de Terceiros 6.815.784,54 4.801.202,23 Medicamentos e Materiais Hospitalares 15.016.255,36 13.082.230,73 Outros Materiais 1.593.536,66 1.276.859,38 Total 48.522.342,43 42.970.435,39

CUSTOS DOS SERVIÇOS EDUCACIONAIS Pessoal, Encargos e Outros Serviços de Terceiros Outros Materiais Total DESPESAS OPERACIONAIS

Saúde Educação Despesas com Pessoal e Encargos 2.843.555,20 601.920,78 Serviços de Terceiros 768.323,18 105.609,60 Outros Materiais 52.316,10 17.946,04 Indenizações Trabalhistas 195.331,65 313.421,70 Despesas com estrutura 4.954.058,68 711.011,16 Despesas Comerciais 26.548,00 106.272,24 Despesas Tributárias 112.761,36 22.867,10 Provisões 587.620,49 420.901,59 Total 9.540.514,66 2.299.950,21

2.315.768,70 2.066.011,46 227.851,18 243.130,03 52.732,45 65.386,59 2.596.352,33 2.374.528,08 2013 2012 Total Total 3.445.475,98 3.553.734,77 873.932,78 838.049,45 92.758,23 70.262,14 51.426,19 508.753,35 5.665.069,84 5.184.704,24 132.820,24 111.505,97 84.973,51 135.628,46 1.008.522,08 438.166,43 11.840.464,87 10.355.318,79

NOTA 18 - SUBVENÇÕES E/OU CONVÊNIOS PÚBLICOS RESOLUÇÃO CFC Nº 1.305/10 (NBC TG 07) São recursos financeiros provenientes de convênios firmados com órgãos governamentais, e tem como objetivo principal operacionalizar projetos e atividades pré-determinadas. Periodicamente, a Entidade presta conta de todo o fluxo financeiro e operacional aos órgãos competentes, ficando também toda documentação a disposição para qualquer fiscalização. Os convênios firmados estão de acordo com o estatuto social da Entidade e as despesas de acordo com suas finalidades. Para a contabilização de suas subvenções governamentais, a Entidade, atendeu a Resolução nº. 1.305 do Conselho Federal de Contabilidade – CFC que aprovou a NBC TG 07 – Subvenção e Assistência Governamentais e a Resolução do CFC Nº 1409/12 que aprovou a ITG 2002. A entidade recebeu no decorrer do período as seguintes subvenções do Poder Público Municipal: Exercício 2013 2013 Total Geral

Concedente Nº Convênio Vlr. Recebido Vlr. Realizado Governo Municipal 1090/2011 755.080,00 755.080,00 Governo Municipal 1142/2012 3.167.611,82 3.167.611,82 3.922.691,82 3.922.691,82

NOTA 19 - CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS USUFRUÍDAS (ISENTAS) A Entidade possui o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS), renovado pela Resolução 007/2009, publicado na data de 04/02/2009, no Diário Oficial da União, com validade até 17/03/2011, com Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social em análise do triênio 2008/2009/2010, no Ministério da Saúde, com registro de renovação protocolo n° 25000043819/2011-53 de 17/03/2011 e 25000-157627/2013-95 de 10/09/2013, no qual usufrui da Isenção Tributária até o julgamento do seu processo, conforme determina o artigo 8º do Decreto No. 7.237/10. Conforme o artigo 29 da Lei No. 12.101/09 entidade beneficente certificada fará jus à isenção do pagamento das contribuições de que tratam os artigos 22 e 23 da Lei no 8.212/91. Abaixo demonstraremos as contribuições sociais usufruídas e o montante apurado e não recolhido no ano de 2013. Contribuições Sociais Usufruídas Saúde Educação Total Cofins isenta 1.746.678,61 207.971,83 1.954.650,44 Contribuição Previdenciária isenta 6.389.038,46 689.830,33 7.078.868,79 Total Geral 8.135.717,07 897.802,16 9.033.519,23 NOTA 20 - OBRIGAÇÕES DA SAÚDE PARA FINS DE CEBAS Conforme determinação do artigo 40 da Lei Nº. 12.101/09 e a Portaria MS No. 1.970/11 a Entidade procedeu ao recadastramento no Ministério da Saúde, pelo site no departamento de certificação D-CEBAS. A Entidade formalizou seu convênio e/ou contratualização com o Gestor Local do SUS, em atendimento a Portaria MS Nº 1.034/10. A Instituição de saúde mantêm seus dados atualizados no Cadastro Nacional de Entidades de Saúde (CNES). Os serviços de saúde desenvolvidos pela Entidade são atividades de inserção ou proteção nas Políticas Públicas de Saúde (Política Nacional de Saúde, Política Nacional de Humanização, Política Nacional de Atenção Básica à Saúde e outras) que ela está inserida e como consequência, por elas, regulamentadas. NOTA 21 - DA CONCESSÃO DOS RECURSOS EM ASSISTÊNCIA À SAÚDE Conforme determinação do art. 4º, Lei nº 12.101/09, do art. 19, Decreto nº 7.237/10, e do art. 7º Portaria do MS nº 1.970/11; a Entidade cumpriu: - as metas estabelecidas em convênio e/ou contrato de contratualização; - ofertou a prestação de seus serviços ao Gestor Local do SUS no percentual mínimo previsto, sendo comprovado pelas informações que a Entidade inseriu no Sistema de Informação Ambulatorial (SIA), no Sistema de Informação Hospitalar (SIH) e no Comunicado de Internação Hospitalar e Ambulatorial (CIHA); Nos quadros abaixo demonstramos, conforme determina o art. 5º, Lei nº 12.101/09, art. 18, Decreto nº 7.237/10 e art. 5º, Portaria do MS nº 1.970/11 2013 Total PACIENTES DIA SUS - CONFORME DATA SUS (AIH) 15.612 PACIENTES DIA NÃO SUS - CONFORME DATA SUS (CIHA) 12.068 PROCEDIMENTOS AMBULATORIAIS SUS (SIA) 727.977 PROCEDIMENTOS AMBULATORIAIS NÃO SUS (CIHA) 528.147 % SUS INTERNAÇÕES SUS 56,40% AMBULATORIAL SUS 57,95% (-) AMBULATORIAL SUS EXCEDENTE (LIMITE 10%) - 47,95% PERCENTUAL SUS FINAL - ANTES DA VERIFICAÇÃO DO ART. 33 CASO A ENTIDADE ATUE EM UMA DAS AREAS DO ART. 33: I - atenção obstétrica e neonatal; II - atenção oncológica; III - atenção às urgências e emergências; IV - atendimentos voltados aos usuários de álcool, crack e outras drogas; e V - hospitais de ensino.

66,40% NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO

PERCENTUAL SUS FINAL AO CEBAS 66,40% NOTA 22 - DA COMPLEMENTAÇÃO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE PELO SUS Conforme determinação do art. 8º, Lei nº 12.101/09, do art. 18, Decreto nº 7.237/10, e do art. 9º, item I, Portaria do MS nº 1.970/11; a Entidade cumpriu 66,40% em atendimentos SUS. A Entidade permanece aplicando gratuidade (programa de promoção e prevenção à saúde e atendimentos gratuitos), reconhecidos pelo gestor local do SUS. O percentual aplicado em gratuidade sobre a receita efetivamente recebida da prestação de serviços de saúde, no exercício de 2013, alcançou 6,64% : 2013 Total BASE DE CÁLCULO R$ Receita de serviços de saúde a receber no inÍcio do exercício 3.908.951,82 (+) Receita Bruta de serviços de saúde do exercício 53.173.721,94 (-) Atendimentos Gratuitos (3.291.034,18) (-) Devolução /cancelamentos serviços de saúde do exercício (983.764,33) (-) Descontos condicionais concedidos sobre serviços de saúde do exercício (16.323,77) (-) Serviços de Saúde a receber no final do exercício (3.225.888,02) (=) Total da receita efetivamente recebida (Base de Cálculo) 49.565.663,46 (=) GRATUIDADE REALIZADA - Anexo II - Portaria 1.970/11 3.291.034,18 (+) Promoção de ações de educ. em saúde coletiva junto à população local 3.291.034,18 Percentual da aplicação em gratuidades 6,64% NOTA 23 - OBRIGAÇÕES DA EDUCAÇÃO PARA FINS DE CEBAS Conforme determinação do artigo 40 da Lei Nº. 12.101/09 e o Decreto Nº. 7.237/10 a Entidade já

procedeu ao recadastramento no Ministério da Educação, pelo site no SISCEBAS (http://cebas.mec. gov.br/). A Instituição Educacional mantêm seu cadastro atualizado no EDUCACENSO (Dados do Censo Escolar da Educação Básica) e/ou do E-MEC (Sistema de Regulação do Ensino Superior). Os serviços de educação desenvolvidos pela Entidade são atividades de inserção ou proteção nas Políticas Públicas de Educação (Plano Nacional de Educação - PNE) e a Lei de Diretrizes e Bases (Lei No. 9.394/96) que está inserida e como consequência, por elas, regulamentadas.Em atendimento no artigo 13 da Lei No. 12.101/09 e o artigo 25 do Decreto No. 7.237/10 para manutenção do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS) a Entidade cumpriu as diretrizes e metas do Plano Nacional de Educação vigente na forma do artigo 214 da Constituição Federal. NOTA 24 - RECEITA BASE PARA APLICAÇÃO DAS BOLSAS DE ESTUDO CONCEDIDAS Em atendimento no artigo 13 da Lei Nº. 12.101/09, e artigo 25 do Decreto Nº. 7.237/10 para obtenção/manutenção do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS) a Entidade cumpriu em 2013 as diretrizes e metas do Plano Nacional de Educação na forma do artigo 214 da Constituição Federal, conforme quadro abaixo: Total Total Educação Educação TOTAL Básica Superior BASE DE CÁLCULO R$ R$ R$ Receita de mensalidades a receber no inÍcio do exercício 169.497,76 1.057.968,90 1.227.466,66 993.607,60 5.710.894,45 6.704.502,05 (+) Receita Bruta de mensalidade do exercício (-) Bolsas de estudo integrais e parciais (119.242,06) (1.224.157,04) (1.343.399,10) (-) Devolução /cancelamentos anuidades do exercício (8.020,80) (26.391,91) (34.412,71) (-) Descontos condicionais concedidos sobre mensali- (213.439,05) (725.352,73) (938.791,78) dade do exercício (-) Mensalidades a receber no final do exercício (242.773,83) (1.073.549,42) (1.316.323,25) (=) Total da receita efetivamente recebida (Base de Cálculo) 579.629,62 3.719.412,25 4.299.041,87 Aplicação mínima em gratuidades (art. 13 Lei 12.101/09) 115.925,92 (=) GRATUIDADE REALIZADA (+) Bolsas Concedidas Integrais - Lei 12.101/09 (+) Bolsas Concedidas Parciais - Lei 12.101/09

726.196,48

119.242,06 1.190.694,97 106.820,76 840.980,54 12.421,30 349.714,43

Percentual da aplicação em gratuidades 20,57% 32,79% NOTA 25 - DEMONSTRATIVO DE CUMPRIMENTO DO MÍNIMO DE BOLSAS INTEGRAIS A Entidade atendeu ao disposto no Artigo 13 da Lei 12.101/09, concedendo uma bolsa integral para cada 09 (nove) alunos pagantes no ano de 2013, conforme quadro abaixo: EDUCAÇÃO ENSINO BÁSICA SUPERIOR (=) TOTAL DE ALUNOS BOLSISTAS INTEGRAIS - Lei 12.101/09 24 60 (+) Total de alunos matriculados 232 491 (-) Total de alunos pagantes (inclusive bolsistas parciais) - 208 - 431 Total mínimo de bolsistas integrais por aluno pagante (art. 13 Lei 12.101/09)

23

48

Concessão de bolsas de estudos integrais por aluno pagante SUFICIENTE SUFICIENTE RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

A Diretoria 1) Examinamos as Demonstrações Contábeis da ASSOCIAÇÃO CULTURAL E CIENTÍFICA VIRVI RAMOS, que compreende o Balanço Patrimonial em 31 de dezembro de 2013, e as respectivas Demonstrações do Resultado do Período, das Mutações do Patrimônio Líquido, e do Fluxo de Caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. 2) Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis: A administração da Entidade é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às pequenas e médias empresas (NBC TG 1000), e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. 3) Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. 4) Opinião sobre as Demonstrações Contábeis: Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da ASSOCIAÇÃO CULTURAL E CIENTÍFICA VIRVI RAMOS em 31 de dezembro de 2013, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis para pequenas e médias empresas (NBC TG 1000). 5)Outros assuntos:Auditoria dos valores correspondentes ao exercício anterior: Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2012, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros auditores de acordo com as normas de auditoria vigentes por ocasião da emissão do relatório em 08 de março de 2013, que não conteve modificação. Porto Alegre – RS, 09 de abril de 2014. AUDISA AUDITORES ASSOCIADOS CRC/SP 2SP “S” “RS” 024298/O-3 Ivan Roberto dos Santos Pinto Junior Contador CRC/RS 058.252/O-1 CVM: Ato Declaratório Nº 7710/04

Alexandre Chiaratti do Nascimento Contador CRC/SP “S” “RS” 187.003/ O- 0 CNAI – SP - 1620

PARECER DO CONSELHO FISCAL O Conselho Fiscal da Associação Cultural e Científica Virvi Ramos, de conformidade e no uso de suas atribuições estatutárias dispostas no artigo 20, item II, do Estatuto Social da Entidade, examinou as Demonstrações Financeiras da Associação Cultural e Científica Virvi Ramos, compreendendo o Balanço Patrimonial do exercício findo em 2013 e o respectivo Relatório da Diretoria, Demonstração do Superávit ou Déficit do exercício findo, Demonstração das Mutações do Patrimônio Social do exercício findo, Demonstração do Fluxo de Caixa do exercício findo e as Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis levantadas pela Auditoria. Com base nos documentos examinados, nos esclarecimentos prestados por representantes da Entidade e pelo parecer dos auditores independentes – Audisa Auditores Associados; os membros do Conselho Fiscal, signatários deste parecer, concluíram que as referidas Demonstrações Financeiras expressam adequadamente a situação financeira e patrimonial da referida entidade filantrópica, inclusive quanto às disposições da Lei 12.101/09 e alterações posteriores, finaliza opinando favoravelmente quanto à aprovação dos referidos documentos, conforme dispõe o artigo 25, h, do Estatuto Social, merecendo ser aprovados pela Assembleia Geral. Caxias do Sul (RS), 15 de Abril de 2014. ADRIANO AUGUSTO DE ALMEIDA TÚLIO STEDILE ZATTERA LUIZ EDUARDO GAZOLA IGUATEMY FERREIRA FILHO Presidente CPF. 183.969.250-20

PATRICIA ZAPPAROLI SCHUCK Contadora - CRC-RS 054899/O-2 CPF: 591.578.790-87


CORREIO RIOGRANDENSE • Caxias do Sul, 30 abril de 2014

CR Agricultura 13

“O sistema de produção do frango colonial obedece legislação do Ministério da Agricultura.” Embrapa

Da terra

AVICULTURA

Frango colonial diversifica Aves beneficiam, em especial, produção familiar em regiões de monocultura Embrapa/Divulgação/CR

A

avicultura colonial e a avicultura orgânica podem contribuir para a diversificação das atividades da agricultura familiar, especialmente nas regiões que apresentam atividades de produção centradas em monoculturas, como o caso da fumicultura ou a monocultura da cebola e outras (ver quadro). A inclusão da produção de aves (carne e ovos) apresenta benefícios diversos sobre os sistemas de produção da agricultura familiar, contribuindo para a geração de renda em períodos diversos ao longo do ano, transformando resíduos de baixo valor comercial (restos de culturas, como por exemplo, raízes e folhas de batata-doce, mandioca) em produtos nobres, como a carne de frango e ovos de galinhas, com proteínas de alto valor biológico e comercial. Estas produções, que avançam no caminho da sustentabilidade (econômica, social e ambiental), minimizam a utilização de agrotóxicos e medicamentos preventivos, contribuindo para o abastecimento dos mercados urbanos com produtos com menor teor ou ausência de resíduos de agrotóxicos. O sistema de criação da avicultura colonial, juntamente com as linhagens utilizadas (frango de corte colonial - Embrapa 041 ou poedeira colonial Embrapa 051),

Poedeira 051: linhagens permitem integrar produções vegetais e exigem pouca mão de obra permite que agricultores, com pequenos investimentos, possam integrar suas produções vegetais com a avicultura, independentemente da existência de empresas integradoras. Outro fator positivo na atividade é a pouca mão de obra necessária para a criação. Manejo - Os frangos e ovos coloniais são produzidos obedecendo a legislação federal (ofício circular DOI/Dipoa nº 007/99, O.C. Dipoa

Ração usada é de origem vegetal A ração utilizada para alimentação das aves é constituída exclusivamente por produtos de origem vegetal, sendo proibidos os aditivos e promotores de crescimento, bem como ingredientes de origem animal. O sistema de produção do frango colonial obedece legislação do Ministério da Agricultura. Esse sistema possibilita o aproveitamento de alimentos alternativos como pastagens, grãos, hortaliças, frutas e tubérculos, que complementarão a ração e diminuirão os custos com alimentação. Nas propriedades onde existe produção de batata-doce ou mandioca, os resíduos (ou a própria produção comercial), podem ser aproveitados para alimentação das aves. Nas regiões onde a produção de batatadoce é atividade tradicional da agricultura familiar, existem excedentes de batata-doce, que muitas vezes nem são colhidos, devido à falta de padrão comercial. Estas raízes fora de padrão comercial, que podem atingir mais de 7 ton./ha., podem ser

aproveitadas para composição de ração para aves, substituindo o componente energético da ração (tradicionalmente o milho). Linhagens - A utilização de resíduos de culturas, como raízes e folhas de batata-doce ou mandioca, podem representar economia substancial no custo de rações, gerando também benefícios ambientais pela menor emissão de carbono. O fornecimento destes alimentos diversificados, bem como o manejo preconizado contribuem para melhor qualidade do produto final. As linhagens utilizadas são rústicas e bem adaptadas ao sistema de produção colonial, sendo originárias da Embrapa Suínos e Aves. Para produção de ovos utiliza-se a linhagem Embrapa 051, que produz ovos de casca castanha, com cerca de 280 - 300 ovos até a 80ª semana. Para a obtenção de carne utilizase a linhagem frango colonial Embrapa 041, que atinge cerca de 2,5 kg de peso vivo aos 91 dias, oferecendo carne mais consistente e com maior sabor.

nº 60/99). No sistema colonial as aves são criadas em confinamento, aproximadamente até os 28 dias de vida e soltas em piquetes após este período. A diferença entre o manejo colonial e o convencional ocorre principalmente após este período, quando as aves terão livre acesso, durante o dia, a um piquete ao redor do aviário, onde terão pasto, sombra e espaço para caminhar livremente. Isto proporciona maior bem-estar aos animais, diminuindo o nível de

tensão e o risco de doenças. O frango colonial apresenta características sensoriais diferenciadas do frango convencional, especialmente com referência ao teor de gordura (menor), cor (amarelada) e textura mais firme, realçando o sabor da carne. No caso dos ovos, a cor amarelada intensa, resultado da diversificação da alimentação (pastagens), é outra característica positiva procurada pelos consumidores.

Fórmula de ração para frangos de corte coloniais Ração

Farinha de batata-doce Milho (8,0 /740) Farelo de arroz (AVP-gordo) Farelo de soja 44/80 Calcário 36% Sal branco comum Óleo de soja Núcleo Brastec*

Inicial 0-21 dias

Crescimento 22-60 dias

42% 21% 0% 33% 0,4% 0,4% 0,2% 3,0%

62,7% 0% 0% 33% 0,1% 0,3% 0,9% 3,0%

Abate 61 dias até abate

54,2% 0% 8% 30% 0% 0,3% 3,5% 4,0%

*na Embrapa

Peso do frango de corte Embrapa 0 41 Peso dos pintos - 1 dia • 40 gramas Peso dos pintos - 28 dias • 555 gramas Peso vivo aos 91 dias • 2,4 kg Consumo de ração (1-91 dias) •7,9 kg Mortalidade média • 6%

O QUE É COLONIAL

A avicultura colonial é um sistema de produção que preserva o bem-estar das aves, com a consequente estimulação do sistema imunológico, diminuindo ou eliminando a necessidade de medicamentos quimioterápicos. A alimentação é baseada exclusivamente em produtos de origem vegetal, sendo proibido o uso de promotores de crescimento e ingredientes de origem animal (farinhas de sangue, penas etc).

O QUE É ORGÂNICO

É um outro sistema de criação, diferente do colonial. No sistema orgânico as aves são criadas com acesso a pastagens, sem uso de antibióticos e com ração orgânica. O bem-estar animal também é garantido, como no colonial. A madeira usada nas instalações e a cama das aves deverá estar livre de resíduos não permitidos para produção orgânica. O sistema é regido pela instrução normativa 64/2008. A diferença maior em relação ao colonial referese à exigência de alimentação orgânica.

Terra de herança A Câmara dos Deputados aprovou na terça 22 o projeto que permite que parte de uma propriedade recebida de herança possa ser comprada por outro herdeiro com recursos do Banco da Terra. A matéria também aumenta de 20 anos para 35 anos o prazo de amortização dos contratos de financiamento. Agora, o projeto vai à sanção. Banco da Terra O Banco da Terra concede financiamentos com juros limitados a 12% ao ano, mas pode haver redutores de até 50% sobre as parcelas da amortização do principal e sobre os encargos financeiros durante todo o prazo de vigência da operação. Podem ser beneficiários os trabalhadores rurais não proprietários, que precisam comprovar, no mínimo, cinco anos de experiência na atividade agropecuária. Concurso/queijo serrano O 1º Seminário e o Concurso Regional do Queijo Artesanal Serrano serão realizados no dia 2 de maio, durante a 9ª Festa do Pinhão, em Muitos Capões. A promoção é da Emater, com apoio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Vacaria e de Muitos Capões e do Sindicato Rural e Prefeitura de Muitos Capões. Haverá palestras sobre a importância do processamento e da qualidade do leite na produção do queijo, ministradas pelo veterinário João da Luz e pelo zootecnista Jaime Ries, da Emater. Coronel Pilar/Emater A Emater de Coronel Pilar comunica que os agricultores interessados na aquisição de mudas frutíferas deverão efetuar o pedido até o dia 11 de julho de 2014. Lembra ainda que para a aquisição de calcário subsidiado será necessário efetuar análise de solo. As amostras de solo podem ser entregues à Emater. Mais informações pelo telefone (54) 3435-1067. Vila Flores/ecologia Com o objetivo de qualificar o trabalho junto à agricultura familiar, Vila Flores sediou a Jornada Regional de Agroecologia Aplicada, promovida pela Emater. O evento reuniu profissionais da Instituição, Embrapa, Centro Ecológico de Ipê e Secretaria da Agricultura de Vila Flores.


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CORREIO RIOGRANDENSE • Caxias do Sul, 30 de abril de 2014 • PÁGINA 14

Spheros Climatização do Brasil S.A. CNPJ 04.576.105/0001-44 - NIRE 43300041514

Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2013 - Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma 7. Contas a receber de clientes e demais contas a receber para transporte de perecíveis, bem como a fabricação de equipamen- 13.Fornecedores vez que a data para a escolha ainda não está definida na legislação. Controladora Consolidado Controladora Consolidado tos de ar condicionado e componentes para veículos automotores. 2013 2012 2013 2012 A administração elaborou estudos sobre os possíveis efeitos que po2013 2012 2013 2012 (d) Setbus Soluções Automotivas Ltda.: A Setbus Soluções Auto- Fornecedores nacionais deriam resultar da adoção desta nova norma e concluiu que os efeitos 7.167 8.655 8.034 8.655 Contas a receber de clientes 5.295 7.317 13.362 14.127 motivas Ltda. tem como objeto social fabricar e comercializar produtos Fornecedores no exterior 2.301 869 2.458 1.004 de sua aplicação serão irrelevantes para a Empresa. 16. Patrimônio Menos: provisão para impairment líquido: (a) Capital social: O capital social autorizado da controladoeletroeletrônicos, principalmente para o setor automotivo. É sediada em Partes relacionadas 1.609 1.391 1.895 1.391 de contas a receber de clientes (636) (572) (636) (572) Caxias do Sul. 11.077 10.915 12.387 11.050 ra é de 15.000 ações ordinárias, com valor nominal de R$ 1,00 cada. Contas a receber de partes relac. 37.387 29.812 21.513 14.112 (b) Reservas de lucros: A reserva legal é constituída anualmente % de 14. Provisões: (a) Cíveis e tributárias: A Companhia tem passivos (7.961) (5.517) (7.961) (5.517) Nome Adiant. contrato de exportação País Negócio partici. contingentes relacionados a ações judiciais decorrentes do curso nor- como destinação de 5% do lucro líquido do exercício nos termos do 34.085 31.040 26.278 22.150 artigo 193 da Lei nº 6.404/76, e não poderá exceder a 20% do capital Comercialização de mal dos negócios. Não é esperada nenhuma exigibilidade relevante reMenos parcela não circulante de equip. de refrigeração, sultante dos passivos contingentes, além do valor provisionado referen- social. A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital contas a receber de clientes social e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízo e auSpheros México S.A. bem como das respectite a processo administrativo de auto de infração decorrente de Regime (24.024) (16.001) (11.081) (5.898) e de partes relacionadas de C.V. México vas peças de reposição. 99,99 Aduaneiro Especial de Drawback, no valor de R$ 2.920 (R$ 2.641 em mentar o capital. A reserva de retenção de lucros refere-se à retenção 10.061 15.039 15.197 16.252 Parcela circulante do saldo remanescente de lucros acumulados, após a constituição de Comercialização de 31 de dezembro de 2012). (b) Provisão para garantias: A CompaTodas as contas a receber não circulantes vencem em até cinco anos equip. de refrigeração, nhia oferece um contrato de garantia de um ano sobre seus produtos. reserva legal e proposição de dividendos mínimos de 25%. Com a apua contar da data do balanço. Em 31 de dezembro de 2013, a inadim- Spheros Thermosystems ração do lucro líquido de R$ 17.971, destinado à conta de reserva para bem como das respectiCom base em eventos passados, a companhia sabe que é provável plência nas contas a receber consolidadas alcança o montante de Colômbia Ltda. Colômbia vas peças de reposição. 99,99 que alguns dos aparelhos de ar condicionado vendidos apresentem retenção de lucros, o saldo total das reservas de lucros ultrapassou o R$ 4.660 (2012 - R$ 4.201). Em 31 de dezembro de 2013, a inadimvalor do capital. Dessa forma, em atendimento ao que estabelece o arComercialização de peproblemas no primeiro ano, que serão cobertos por esta garantia. Asplência nas contas a receber de partes relacionadas alcança o monças para veíc. automosim, o fato gerador da obrigação é a instalação do ar condicionado nas tigo 199 da Lei no 6.404/76, a Assembleia Geral Ordinária que aprovará tante de R$ 14.592 (2012 - R$ 9.411). Em 31 de dezembro de 2013, as presentes demonstrações financeiras deverá, ainda, deliberar pela tores, fabri. de compomontadoras. A provisão visa cobrir os gastos com garantias, baseada no Consolidado, contas a receber de clientes no montante de R$ 4.024 Reparts Com. de Peças destinação do valor excedente das reservas de lucro em relação ao nentes e importação de na melhor estimativa disponível. (2012 - R$ 3.629) encontram-se vencidas, mas não impaired. Essas capital social no ano de 2014. (c) Distribuição de dividendos: A Compara Veículos Ltda. Brasil óleos para refrigeração. 99,99 Controladora Consolidado contas referem-se a uma série de clientes independentes que não têm Fabricação e comer2013 2012 2013 2012 panhia destina 25% (vinte e cinco por cento), no mínimo, do lucro remahistórico recente de inadimplência. Em 31 de dezembro de 2013, na nescente, para o pagamento de dividendo a todas as ações, a título de cialização de produtos Em 1º de janeiro 1.286 1.286 1.286 1.286 Controladora, contas a receber de clientes no montante de R$ 18.616 Setbus Soluções eletroeletrônicos, princip. Realização da provisão (1.008) (1.149) (1.190) (1.279) dividendo obrigatório. A Companhia distribuiu dividendos intermediários (2012 - R$ 13.041) estavam vencidas mas não impaired. Os saldos referentes ao exercício de 2013 no montante de R$ 10.000, aprovados Automotivas Ltda. Brasil para o setor automotivo. 51,00 Constituição de provisão 1.008 1.149 1.190 1.279 anteriormente mencionados relacionam-se com saldos de clientes da Segue abaixo a participação do Grupo nos resultados das controladas Em 31 de dezembro 1.286 1.286 1.286 1.286 na assembleia geral extraordinária em 12 de agosto de 2013 e no monCompanhia e fora desta, para os quais não há histórico de inadimplên- e da coligada, como também no total de seus ativos e passivos: tante de R$ 4.000, aprovados na assembleia geral extraordinária em 15. Imposto de renda e contribuição social: (a) Imposto de renda e cia. A análise de vencimentos dessas contas a receber está apresen5 de novembro de 2013. Abaixo apresentamos a movimentação do salPatr. líq. contribuição social diferidos tada a seguir: do de dividendos a pagar e a base de cálculo dos dividendos propostos: Pas- (passivo a Lucro 31 de dezembro Controladora Consolidado (i) Base de cálculo dos dividendos propostos Controladora Consolidado 2013 2012 Ativo sivo descob.) Receita (prej.) Ativo de 2013 2013 2012 2013 2012 2013 2012 2013 2012 Spheros México S.A. Lucro líquido do exercício 17.971 13.922 Provisão para garantias 1.286 1.286 1.286 1.286 Até três meses 1.475 2.139 370 1.239 (409) (696) Reserva legal (5%) de C.V. 9.806 11.820 (2.014) 5.826 (507) Provisão para comissões 292 203 292 203 Base de cálculo para os dividendos Acima de três meses 17.141 10.902 3.654 2.390 Spheros Thermosystems 17.562 13.226 Prov. para créditos de liquid. duvidosa 210 147 210 147 18.616 13.041 4.024 3.629 Valor dos dividendos mínimos obrigatórios (25%) 4.390 3.306 Colômbia Ltda. 4.469 2.694 1.775 2.176 (525) Provisão participação nos resultados 917 761 1.220 761 Em 31 de dezembro de 2013, no Consolidado, contas a receber de Reparts Com. de Peças Dividendos distribuídos no ano 14.000 8.750 Provisão para perdas nos estoques 800 800 800 800 clientes, no total de R$ 636 (2012 - R$ 572) estavam impaired e pro9.610 5.444 Dividendos distrib. em excesso ao mínimo obrigat. para Veículos Ltda. 7.877 3.344 4.533 15.982 2.616 Provisão para contingências 1.952 1.766 1.952 1.766 visionadas. Em 31 de dezembro de 2013, na Controladora, contas a Setbus Soluções Dividendos pagos no ano 12.400 8.750 Ajuste a valor presente de vendas 260 372 260 372 receber no total de R$ 636 (2012 - R$ 572) estavam impaired e proDividendos a pagar 1.600 – Automotivas Ltda. 12.271 17.780 (5.509) 6.302 (5.258) Base de cálculo 5.717 5.335 6.020 5.335 17. Receita: A reconciliação das vendas brutas para a receita líquida visionadas. As contas a receber individualmente impaired referem-se Patr. líq. Alíquota nominal % 34 34 34 34 principalmente a empresas cujos esforços de recebimentos foram esé como segue: Pas- (passivo a Lucro Imp. de renda e contrib. social diferidos 1.944 1.813 2.047 1.813 gotados. Os vencimentos dessas contas a receber são como seguem: 31 de dez. de 2012 Controladora Consolidado Ativo sivo descob.) Receita (prej.) Passivo Controladora e consolidado 2013 2012 2013 2012 Spheros México S.A. Leasing 14 16 14 16 Vendas brutas de prod. e serv. 167.752 149.227 185.492 154.356 2013 2012 de C.V. 10.323 11.640 (1.317) 10.074 63 Ajuste de avaliação patrimonial 154 110 154 110 Acima de um ano 636 572 Spheros Thermosystems Impostos sobre vendas (35.020) (30.219) (40.578) (30.219) 1.466 1.133 1.466 1.133 Ajuste da vida útil para depreciação 636 572 132.732 119.008 144.914 124.137 Colômbia Ltda. 5.060 2.825 2.235 4.105 515 Base de cálculo 1.634 1.259 1.634 1.259 18. Outras receitas (despesas) operacionais As contas a receber de clientes e demais contas a receber da Com- Reparts Com. de Peças Alíquota nominal % 34 34 34 34 panhia são mantidas nas seguintes moedas (equivalentes em Reais): Controladora Consolidado para Veículos Ltda. 1.574 1.657 (83) – (83) Imp. de renda e contrib. social diferidos 556 428 556 428 Controladora Consolidado 2013 2012 2013 2012 Setbus Soluções Imposto diferido ativo (líquido) 1.388 1.385 1.491 1.385 2013 2012 2013 2012 93 16 93 16 Automotivas Ltda. 6.293 6.794 (501) 82 (552) (b) Estimativa das parcelas de realização do ativo fiscal diferido: Reversão de provisões Reais 12.361 12.751 12.666 10.826 11. Intangível Recuperação de despesas 1.320 – 1.200 – Controladora A recuperação dos créditos fiscais está baseada em projeções de resulDólares americanos 21.412 18.024 7.894 4.043 Outras receitas 25 23 25 23 Marcas tados tributáveis, bem como na realização das diferenças temporárias Provisão para contingência (N. 14 (a)) (278) (2.641) (278) (2.641) Euros 312 265 312 265 registr. e Desenvolpara os seguintes exercícios: Peso colombiano – – 1.316 1.952 1.160 (2.602) 1.040 (2.602) licenças Softwares vimento Total Controladora e consolidado – – 4.090 5.064 Em 1º de janeiro de 2012 Peso mexicano 19. Despesas por natureza Controladora Consolidado 12 274 1.520 1.806 2013 2012 34.085 31.040 26.278 22.150 2013 2012 2013 2012 Adições – 53 – 53 Até 12 meses 1.944 1.813 Mat.-primas e mat. de consumo As movimentações na provisão para impairment de contas a receber de 86.562 77.569 91.789 81.124 Amortizações – (36) (189) (225) 1.944 1.813 clientes do Grupo são as seguintes: 11.124 10.828 12.997 11.735 Saldos em 31.12.2012 12 291 1.331 1.634 (c) Conciliação da despesa de imposto de renda e contribuição Salários e ordenados Controladora e consolidado Remuneração dos administrad. 800 738 800 738 Custo do intangível 12 674 1.900 2.586 social correntes 2013 2012 Encargos de depreciação Amortização acumulada – (383) (569) (952) Controladora Consolidado Em 1º de janeiro 572 538 Saldo contábil, líquido e amortização (Notas 11 e 12) 868 764 991 806 12 291 1.331 1.634 2013 2012 2013 2012 Garantias Prov. p/impairment de contas a receber 16 13 Em 31 de dez. de 2012 1.008 1.149 1.190 1.279 12 291 1.331 1.634 Conciliação 48 21 Variação cambial Despesas com comissões Adições – 93 – 93 Lucro antes do IR e CS 27.422 20.947 28.576 20.947 636 572 Em 31 de dezembro 7.431 6.455 7.982 6.095 e outras despesas – (31) (190) (221) Amortizações 34 34 34 34 Custo total das vendas, despesas Alíquota nominal - % A constituição e a baixa da provisão para contas a receber impaired Saldos em 31.12.2013 12 353 1.141 1.506 (9.323) (7.122) (9.716) (7.122) foram registradas no resultado do exercício como “Despesas com vencom vendas e administrativas 107.793 97.503 115.749 101.777 Custo do intangível 12 767 1.900 2.679 Adições e exclusões permanentes das”, já a despesa com desconto a valor presente foi registrada como Controladora Consolidado 20. Receita e despesas financeiras Amortização acumulada – (414) (759) (1.173) Equivalência patrimonial (283) 132 (283) 132 “Despesa financeira”. Os valores debitados à conta de provisão são Saldo contábil, líquido 2013 2012 2013 2012 12 353 1.141 1.506 Particip. dos administradores (130) (128) (130) (128) Despesa financeira geralmente baixados quando não há expectativa de recuperação dos Taxas anuais Outras adições (exclusões) 285 93 (476) 93 recursos. A exposição máxima ao risco de crédito na data de apreEmpréstimos bancários 796 333 794 333 de amortização - % – 25 10 – IR e contribuição social sentação do relatório é o valor contábil de cada classe de contas a Outras despesas financeiras 163 122 316 122 Consolidado Corrente (9.374) (7.583) (10.630) (7.583) receber mencionada acima. A Companhia não mantém nenhum título 4.321 3.041 5.634 3.218 Perdas cambiais de ativid. financeiras Marcas Diferido (77) 558 25 558 como garantia. 5.280 3.496 6.744 3.673 Desenvolregistr. e (9.451) (7.025) (10.605) (7.025) Receita financeira Controladora Consolidado 8. Estoques licenças Softwares vimento Total (d) Avaliação dos impactos da Medida Provisória 627/13: No dia 2013 2012 2013 2012 Em 1º de janeiro de 2012 Receita financeira de depósitos 12 274 1.520 1.806 11 de novembro de 2013 foi publicada a Medida Provisória nº 627 que Matérias-primas e mat. de reposição 12.664 9.977 18.363 13.273 bancários de curto prazo – 83 – 83 Adições – 81 – 81 revoga o Regime Tributário de Transição (RTT) e traz outras providênProdutos acabados 158 53 158 53 Ajuste a valor presente 996 1.118 996 1.118 Amortizações – (36) (189) (225) cias, dentre elas: i. alterações no Decreto-Lei nº 1.598/77 que trata do (–) Provisão para perdas no estoque (800) (800) (800) (800) Saldos em 31.12.2012 Outras receitas financeiras 418 33 486 33 12 319 1.331 1.662 imposto de renda das pessoas jurídicas, bem como altera a legislação 12.022 9.230 17.721 12.526 Ganhos cambiais de ativid. financeiras 5.486 4.093 6.314 3.909 Custo do intangível 12 702 1.900 2.614 pertinente à contribuição social sobre o lucro líquido; ii. estabelece que Em 31 de dezembro de 2013, 0 custo dos estoques reconhecidos Receita financeira 6.900 5.327 7.796 5.143 Amortização acumulada – (383) (569) (952) a modificação ou a adoção de métodos e critérios contábeis, por meio como despesas e incluídos em “Custo das vendas” totalizou R$ 98.925 Saldo contábil, líquido 1.620 1.831 1.052 1.470 12 319 1.331 1.662 de atos administrativos emitidos com base em competência atribuída Receitas (despesas) financ., líquidas (31 de dezembro de 2012 - R$ 88.955) na controladora e R$ 105.724 no Em 31 de dez. de 2012 12 319 1.331 1.662 em lei comercial, que sejam posteriores à publicação desta MP, não terá 21.Lucro por ação: O lucro básico por ação é calculado mediante a consolidado (31 de dezembro de 2012 - R$ 92.642). divisão do lucro atribuível aos acionistas da Companhia, pela quantidaAdições – 96 – 96 implicação na apuração dos tributos federais até que lei tributária reguControladora Consolidado 9.Tributos a recuperar – (37) (190) (227) le a matéria; iii. inclui tratamento específico sobre potencial tributação de média ponderada de ações ordinárias emitidas durante o exercício, Amortizações 2013 2012 2013 2012 Saldos em 31.12.2013 excluindo as ações ordinárias compradas pela sociedade e mantidas 12 378 1.141 1.531 de lucros ou dividendos; iv. inclui considerações sobre investimentos Imp. s/Circul. de Mercad. e Serv. (ICMS) 666 321 715 522 Custo do intangível 12 798 1.900 2.710 avaliados pelo método de equivalência patrimonial. As disposições pre- como ações em tesouraria. Imp. sobre Produtos Industrializ. (IPI) 369 100 922 151 2013 2012 Amortização acumulada – (420) (759) (1.179) vistas na MP têm vigência a partir de 2015. A sua adoção antecipada Programa de Integração Social (PIS) 21 21 21 40 Saldo contábil, líquido 17.971 13.922 12 378 1.141 1.531 para 2014 pode eliminar potenciais efeitos tributários, especialmente Lucro atribuível aos acionistas da Companhia Contrib. Fin. da Segur. Social (COFINS) 103 111 103 200 Taxas anuais Qde. média pond. de ações ordin. emitid. (milhares) 15.000 15.000 relacionados com pagamento de dividendos até a data de publicação Lucro básico por ação - R$ – – 4.071 3.577 Imposto sobre Valor Agregado (IVA) 1,1981 0,9281 de amortização - % 25 10 desta MP, bem como juros sobre capital próprio e resultados de equiva- O lucro líquido diluído por ação tem valor igual ao lucro básico por ação, 1.159 553 5.832 4.490 Controladora lência patrimonial. A administração acompanha as diversas emendas já assim seu cálculo não está sendo demonstrado. 22. Partes relaciona(–) Não circulante (*) (103) (100) (105) (100) 12. Imobilizado Préd. e Máq. e Móv. e Outras propostas no legislativo ao texto da Medida Provisória e tomará a deci- das: Os principais saldos de ativos e passivos com partes relacionadas, Circulante 1.056 453 5.727 4.390 constr. equip. utens. Veíc. imobil. Total são de adoção antecipada ou não quando esta se transformar em Lei bem como as transações que influenciaram o resultado do período en(*) Refere-se a créditos de ICMS sobre compras de ativo imobilizado. Em 1º de jan. de 2012 278 2.399 242 614 318 3.851 ou antes, se assim for determinado por atos da Receita Federal, uma contram-se detalhadas no quadro a seguir: 10. Investimentos em controladas e coligada: (a) Movimentação Adições 283 404 99 249 77 1.112 das controladas Baixas – – – (78) (20) (98) Em 31 dezembro de 2013 Spheros Spheros Depreciações 50 (373) (41) (98) (77) (539) Saldos ativos por Contas a receber Contas a pagar Compras de Vendas de Receitas Movimentação México Colômbia Reparts Total 611 2.430 300 687 298 4.326 Em 31.12.2012 mútuo e c. corrente por vendas por compras prod./serv. prod./serv. financeiras Em 1º de janeiro de 2012 – 1.405 – 1.405 Custo do imobilizado 999 4.843 569 998 749 8.158 Spheros Europa GmbH – – 208 379 – – Var. cambial do investimento (138) 315 – 177 Deprec. acumulada (388) (2.413) (270) (310) (451) (3.832) Spheros GmbH – – 78 1 – – Equivalência patrimonial 63 514 (83) 494 611 2.430 299 688 298 4.326 Spheros S.A. (PTY) South Africa Ltd. Valor residual – 686 130 13 105 – Revers.de passivo a descob. (1.242) – – (1.242) Em 31.12.2012 611 2.430 299 688 298 4.326 Spheros Thermosystems Colombia Ltda. – 2.348 – 70 264 – 1.317 – 83 1.400 Reclas. p/passivo a descob. Adições 100 771 80 147 33 1.131 Spheros Termo Sistemleri – 5 – – 36 – – 2.234 – 2.234 Em 31 de dezembro de 2012 Baixas – (94) – – – (94) Spheros Middle East – – – – – – Aumento de capital – – 2.000 2.000 (10) (436) (47) (96) (58) (647) Spheros Motherson Thermal System Depreciações – 5 10 53 21 – Var. cambial do investimento (190) 66 – (124) Em 31.12.2013 701 2.671 332 739 273 4.716 Spheros Mexico S.A. de C.V. 394 11.170 – – 1.429 12 Equivalência patrimonial (507) (525) 2.616 1.584 Custo 1.099 5.455 649 1.145 783 9.131 Spheros Yangzhou Lmited – – 1.161 3.946 132 – Revers.de passivo a descob. (1.317) – (83) (1.400) Deprec. acumulada (398) (2.784) (317) (406) (510) (4.415) Spheros North America – – – – – – 2.014 – – 2.014 Reclas.p/passivo a descob. Valor residual 701 2.671 332 739 273 4.716 Spheros Climate Systems PTE ltd. – – – – 7 – Em 31 de dez. de 2013 – 1.775 4.533 6.308 Taxas anuais 6,67 a 14 a 3 a 10 a Setbus Soluções Automotivas Ltda. 11.082 2.848 22 437 825 300 (b) Movimentação da coligada de depreciação - % 2,5 a 4 10 33 20 28 Reparts Com. Peças para Veículos Ltda. 15 2.069 – 6.128 3.679 – Movimentação Setbus (*) Os arrendamentos financeiros referem-se a veículos, com prazos de Marcopolo S.A. – 6.765 – – 101.611 – Em 1º de janeiro de 2012 11.491 25.896 1.609 11.027 108.109 312 Integralização de capital 51 vencimentos de 48 a 55 meses e taxas que variam de 1,30 a 7,7% a.a. Consolidado Em 31 de dezembro de 2012 Equivalência patrimonial (281) Préd. e Máq. e Móv. e Outras Saldos ativos por Contas a receber Contas a pagar Compras de Vendas de Receitas Reclassificação para passivo a descoberto 230 constr. equip. utens. Veíc. imobil. Total mútuo e c. corrente por vendas por compras prod./serv. prod./serv. financeiras Em 31 de dezembro de 2012 278 2.439 242 614 317 3.890 Spheros Europa GmbH – – 71 180 6 – Equivalência patrimonial (2.681) Em 1º de jan. de 2012 Adições 389 560 132 466 104 1.651 Spheros GmbH – 17 2 268 – – Reversão passivo a descoberto (230) Baixas – – – (78) (17) (95) Spheros S.A. (PTY) South Africa Ltd. – 450 114 23 258 – Reclassificação para passivo a descoberto 2.911 Depreciações 50 (345) (41) (166) (79) (581) Spheros Thermosystems Colombia Ltda. – 2.673 – – 1.858 – Em 31 de dezembro de 2013 – 717 2.654 333 836 325 4.865 Spheros Termo Sistemleri – 6 9 15 19 – (*) A Spheros Climatização do Brasil S.A. possui investimento de 51% Em 31.12.2012 Custo do imobilizado 1.105 5.090 604 1.217 776 8.792 Spheros Middle East – 6 – – 66 – de participação da Setbus Soluções Automativas Ltda. (“Setbus”), exerDeprec. acumulada (388) (2.436) (271) (381) (451) (3.927) Spheros Motherson Thermal System – 90 6 553 99 – cendo influência significativa, porém sem exercer controle sobre suas 717 2.654 333 836 325 4.865 Spheros Mexico S.A. de C.V. Valor residual 331 11.309 – – 5.143 10 operações. 717 2.654 333 836 325 4.865 Spheros Yangzhou Lmited – 5 1.189 2.766 86 – Outras informações: (a) Spheros México S.A. de C.V.: Em 31 de Em 31.12. 2012 Adições 102 1.057 99 147 52 1.457 Spheros North America – 497 – – 763 – dezembro de 2013, a controlada, sediada no exterior, cuja moeda funBaixas – (94) – – – (94) Spheros Climate Systems PTE ltd. – – – – – – cional é o peso mexicano, apresentou passivo a descoberto (patrimônio (46) (471) (52) (129) (67) (765) Setbus Soluções Automotivas Ltda. Depreciações 5.899 487 – – 861 – líquido negativo) no montante de R$ 2.014 devido a prejuízos acumu773 3.146 380 854 310 5.463 Reparts Com. Peças para Veículos Ltda. 360 1.231 – – 326 – lados em suas operações. Consequentemente, a Companhia consti- Em 31.12.2013 Custo 1.207 5.988 703 1.364 828 10.090 Marcopolo S.A. – 6.451 – – 83.965 – tuiu provisão para o passivo a descoberto, proporcionalmente à sua Deprec. acumulada (434) (2.842) (323) (510) (518) (4.627) 6.590 23.222 1.391 3.805 93.450 10 participação societária. A administração estuda medidas para reversão 773 3.146 380 854 310 5.463 do passivo a descoberto da controlada durante o exercício de 2014. Valor residual 6,67 a 14 a 3a 10 a (b) Spheros Thermosystems Colômbia Ltda.: O patrimônio líquido da Taxas anuais As transações entre a Companhia e suas partes relacionadas refe2013 2012 de depreciação % 2,5 a 4 10 33 20 28 Spheros Thermosystems Colômbia Ltda., sediada no exterior, cuja mo323 332 rem-se à compra e venda de equipamentos de refrigeração e climati- Salários e contribuições sociais eda funcional é o peso colombiano, foi convertido em moeda nacional Composição dos valores referente a despesa de depreciação segregaGratificações 390 406 às taxas de câmbio vigentes na data das demonstrações financeiras. da entre “custo dos produtos vendidos”, “custo de vendas e marketing” zação, bem como das respectivas peças e componentes de produção 713 738 e reposição. Os mútuos com partes relacionadas são corrigidos pela 23. Seguros: As coberturas de seguros em 31 de dezembro de 2013 O cálculo da equivalência patrimonial compreende apenas participa- e “despesas administrativas”: Controladora Consolidado ção no resultado da Empresa. Os efeitos das variações cambiais foram variação cambial mais 3% a.a. e não possuem prazo de vencimento foram contratadas pelos montantes a seguir indicados, consoante apó2013 2012 2013 2012 determinado. Remuneração do pessoal-chave dos administradores: lices de seguros: registrados na conta “Ajuste da avaliação patrimonial”, no patrimônio 443 345 482 387 líquido. (c) Reparts Comércio de Peças para Veículos Ltda.: A Re- Custo dos produtos vendidos Importâncias seguradas Ramos 69 60 110 60 A remuneração dos administradores relativa aos exercícios findos em Responsabilidade civil parts Comércio de Peças para Veículos Ltda. tem como objeto social Custo de vendas e marketing 2.705 135 134 173 134 31 de dezembro de 2013 e 2012 foi divulgada em rubrica específica na Compreensivo empresarial comercializar peças para veículos automotores, principalmente no Despesas administrativas 29.200 647 539 765 581 demonstração do resultado do exercício. ramo de refrigeração, ar condicionado e equipamentos de refrigeração Veículos 4.550 Diretoria Contador Jayme de Oliveira Comandulli - Diretor Geral - CPF 236.861.890-20 Ruben Antônio Bisi - Diretor - CPF 198.624.820-87 Anselmo Francisco Berwanger - CRC/RS n° 28.834 - CPF 217.727.620-91 Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas Aos Administradores e Acionistas sabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras: te. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auSpheros Climatização do Brasil S.A. A administração da Companhia é responsável pela elaboração e ade- para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações ditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Examinamos as demonstrações financeiras individuais da Spheros Cli- quada apresentação dessas demonstrações financeiras individuais e apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos se- Opinião: Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima refematização do Brasil S.A. (“Companhia”) que compreendem o balanço consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil lecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação ridas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, patrimonial em 31 de dezembro de 2013 e as respectivas demonstra- e pelos controles internos que ela determinou como necessários para dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, in- a posição patrimonial e financeira da Spheros Climatização do Brasil ções do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patri- permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distor- dependentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliação S.A. e suas controladas em 31 de dezembro de 2013, o desempenho mônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, ção relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro. de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a das operações da Companhia e seus fluxos de caixa, bem como o debem como as demonstrações financeiras consolidadas da Spheros Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsa- elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras sempenho consolidado das operações e os seus fluxos consolidados Climatização do Brasil S.A. e suas controladas (“Consolidado”), que bilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações fi- da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas compreendem o balanço patrimonial consolidado em 31 de dezembro nanceiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião contábeis adotadas no Brasil. de 2013 e as respectivas demonstrações consolidadas do resultado, do normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas reque- sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma audiCaxias do Sul, 14 de abril de 2014. resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos rem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria toria inclui também a avaliação da adequação das políticas contábeis PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes de caixa para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela admiCRC 2SP000160/O-5 “F” RS principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Respon- de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevan- nistração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações Fábio Abreu de Paula - Contador CRC 1MG075204/O-0 “S” RS


CORREIO RIOGRANDENSE • Caxias do Sul, 30 de abril de 2014

CR Editais 15

LOTERIA FEDERAL 26/04/2014 1º .............................13.696 2º .............................27.789 3º .............................14.192 4º .............................10.856 5º .............................83.158 QUINA Concurso 3469 15 - 36 - 51 - 52 - 63 Concurso 3470 12 - 16 - 21 - 56 - 78 Concurso 3471 15 - 40 - 42 - 43 - 52 Concurso 3472 07 - 38 - 57 - 66 - 73 Concurso 3473 03 - 28 - 49 - 70 - 73 Concurso 3474 09 - 37 - 42 - 50 - 52 LOTOFÁCIL Concurso 1045 02 - 03 - 05 - 06 - 09 11 - 15 - 16 - 17 - 20 21 - 22 - 23 - 24 - 25 Concurso 1046 03 - 04 - 05 - 07 - 08 11 - 12 - 13 - 14 - 18 20 - 21 - 22 - 23 - 25 Concurso 1047 04 - 07 - 08 - 09 - 10 11 - 12 - 15 - 16 - 17 20 - 21 - 22 - 24 - 25 MEGA-SENA Concurso 1593 04 - 09 - 17 - 18 - 21 - 38 Concurso 1594 06 - 07 - 08 - 23 - 43 - 53 LOTOMANIA Concurso 1446 01 - 04 - 08 - 13 - 16 - 21 - 22 27 - 39 - 42 - 43 - 44 - 46 - 55 62 - 68 - 70 - 76 - 86 - 92

Coluna do Agente

BOLETO DOS AGENTES Pedimos aos agentes que não efetuem o pagamento de assinaturas do jornal com boleto bancário, referente ao vencimento 30/04/2014. Foram enviados dois boletos, em datas diferentes. Porém, ambos apresentam problema no código de barras e não podem ser pagos em banco. Sugerimos que todo o agente que receber estes boletos façam o pagamento através de depósito bancário, até dia 10/05/2014 em uma das contas a seguir:

Outros Créditos Subvenções a Receber Adiantamento a Fornecedores Não Circulante Investimentos Imóveis (-) Depreciação Imobilizado Bens Móveis (-) Depreciação PASSIVO Circulante Fornecedores Impostos e Contribuições a Recolher Obrigações Trabalhistas a Pagar Encargos Sociais a Recolher Provisões Trabalhistas Subvenções a Realizar

Morre o vice-presidente da Faesc

PAtRIMÔNIO SOCIAL Reservas de Reavaliação Superavit Acumulados

RECEItAS SOCIAIS RECEItA BRUtA DE SERVIÇOS Prestação de Serviços Receita de Locação Bens Imóveis CONVÊNIOS Fundação Assistência Social-FAS Governo do Estado-Nota Solidária 1.470,14 DOAÇÕES 1.470,14 Doações e Contribuições RECEItAS EVENtUAIS 73.860,00 Promoções e Feiras 70.860,00 3.000,00 (-) DEDUÇÕES DAS RECEItAS Impostos e Contribuições s/Receitas 257.941,83 248.367,52 SUPERAVIt BRUtO 281.500,00 (33.132,48) DESPESAS OPERACIONAIS Despesas Administrativas 9.574,31 Despesas com Pessoal 32.243,52 Despesas Tributárias (22.669,21) DESPESAS ASSIStENCIAIS 439.365,13 Despesas c/Projeto So Rim Do 83.036,06 Despesas com Nota Solidária 797,03 Despesas c/Projeto PAIF 569,75 3.887,88 RESULtADOS FINANCEIROS LIQUIDOS 1.560,12 Despesas Financeiras 5.361,28 Receitas Financeiras 70.860,00 OUtRAS DESPESAS OPERACIONAIS 356.329,07 Custos na Alimentação Imobilizado 46.224,81 310.104,26 SUPERAVIt/DEFICIt DO EXERCICIO 439.365,13 181.423,30 106.093,16 12.244,06 1.003,54 92.845,56

178.547,17 31.179,06 12.409,44 18.769,62 84.150,36 58.558,25 25.592,11 50.768,75 50.768,75 12.449,00 12.449,00 (2.394,19) (2.394,19) 176.152,98 (122.855,33) (63.417,42) (57.838,54) (1.599,37) (120.005,82) (7.895,24) (49.579,38) (62.531,20) 4.742,41 (2.642,06) 7.384,47 (611,10) (611,10) (62.576,86)

DEMONStRAÇÃO DAS MUtAÇÕES DO PAtRIMÔNIO LíQUIDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013

HIStóRICO SALDO INÍCIO DO EXERCÍCIO DEFICIT DO EXERCÍCIO SALDO FINAL DO EXERCÍCIO

PATRIMÔNIO FDO DESENV. RESERVA SUPERAVIT DEFICIT TOTAIS LÍQUIDO SOCIAL REAVAL. 372.681,12 372.681,12 (62.576,86) (62.576,86) 310.104,26 310.104,26

DEMONSTRAÇÃO DO SUPERAVIT OU DEFICIT ACUMULADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013

APLICAÇÕES RECURSOS 1- Saldo Inicial/Superavit Acumulados 372.681,12 10 - Transferência para reservas Reserva legal 2- Ajustes Credores exercícios anteriores Reserva estatutária 3- Reversão de Reservas De Contingências Reserva p/contingências De lucros a realizar Reserva de lucros a realizar 4- Outros recursos Reserva p/investimentos 5- Superavit do exercício 11- Dividendos ou lucros distribuídos pagos ou creditados 6- Superavit Acumulado 12 - Parcela de lucros incorporados ao capital 7- (-) Ajustes devedores de exercícios anteriores 13 - Outras Aplicações 8- (-) Deficit líquido do ano (62.576,86) 14- Total das Aplicações 9- total dos recursos 310.104,26 15- Superávit/Déficit Acumulados (Recursos-Aplicações) 310.104,26

se prefeito de Urupema para o mandato de 1993 a 1996. Presidiu a Cidasc de 1979 a 1983. Foi secretário executivo da Acaresc e presidente do Núcleo de Engenheiros Agrônomos do Vale do Rio do Peixe.

(Editais nº 27.619 ao 27.624) - Cauê Dutra Bilhalva e Maribel Casara - Vandilmar Fernandes e Eleny de Castro Rosa - João Batista de Jesus e Débora Rossa Nunes - James dos Reis Kowalski e Talita Ernandes - Daniel da Silva Fernandes e Tatiele Dias Cósta (cópia) - Ozeas da Silva Lemos e Fernanda Fagundes de Freitas (cópia) SE ALGUÉM SOUBER de algum impedimento, oponha-o no prazo e na forma da lei. Caxias do Sul, 28 de abril de 2014 ROBERTO RUSCHEL DA SILVA - Oficial Registrador

LEIA

publicidade@jornalcr.com.br

Créditos Clientes Nacionais

Pedimos desculpas pelo transtorno. Informações: (54) 3220 3232

CASAMENTOS

(54) 3220.3232

AtIVO Circulante Disponibilidades Caixa Bancos Conta Movimento Aplicações Financeiras

COOPERATIVISMO

O vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Faesc), Nelton Rogério de Souza (foto), faleceu neste domingo 27, no Hospital de Caridade, em Florianópolis, vítima de câncer e de complicações cardiorrespiratórias. Foi sepultado em Urupema, nesta segunda 28, no jazigo da família. Tinha 72 anos e ocupava a vice-presidência desde 1997. Nasceu em 10 de fevereiro de 1942 em Urupema. Filho de Evaldo e Neci Fontanella de Souza, casou-se com Neusa Carmem Formighieri de Souza, com quem teve Maria Cláudia e Eloísa Cristina. Graduou-se pela Escola de Agronomia Eliseu Maciel, de Pelotas. Teve intensa atividade comunitária, política e sindical. Elegeu-

DEMONStRAÇÃO DO SUPERAVIt DO EXERCíCIO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013

BALANÇO PAtRIMONIAL ENCERRADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013

Banco Banrisul Conta: 06.040005.0.0 Agência: 185 Favorecido: Associação Literária São Boaventura

Fone: 3226-7980 ROBERTO RUSCHEL DA SILVA - Oficial Registrador. FAZ SABER, que por este Serviço, habilitaram-se ao casamento as seguintes pessoas:

CR Correio Riograndense

CNPJ: 01.483.710/0001-82

Avenida Rio Branco, 360 - São Pelegrino - Caxias do Sul/RS Fone: 54 3214 1707 / E-mail: rimviver@brturbo.com.br Inscrição Estadual: 029/0352207 Inscrição Municipal: 60492

Banco do Brasil Conta: 3000-7 Agência: 1487-7 Favorecido: Associação Literária São Boaventura

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL - ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PODER JUDICIÁRIO - COMARCA DE CAXIAS DO SUL SERVIÇO DE REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS DA 1ª ZONA

CR CR CR CRANUNCIE CR noCR CR CR CR CR CR CR

ASSOCIAÇÃO DOS RENAIS CRÔNICOS DE CAXIAS DO SUL - RIMVIVER

MB/Div./CR

Loterias

EXTRAVIO (ROUBO) DE NOTAS FISCAIS

Eunélio Clóvis Pereira da Rosa, CPF 146.885.490-91 e Liane Osório da Rosa, CPF 376.684.550-00, com Inscrição Estadual nº 1191056950, informam que na localidade de Faxinal dos Pelúcios - São Francisco de Paula (RS), foram extraviados (roubados) Notas Fiscais de Produtor do nº 061.442131 ao nº 061.442140. Eles não se responsabilizam pelo uso indevido. Caxias do Sul (RS), 30 de abril de 2014.

CASAMENTOS

Rua Alfredo Chaves, nº 557 - Fone: 3221.7645 CARLOS ALBERTO FRAINER - Registrador PELO REGISTRO CIVIL DE PESSOAS NATURAIS E DE INTERDIÇÕES E TUTELAS DA 2ª ZONA DESTA CIDADE, HABILITARAM-SE PARA CASAR AS SEGUINTES PESSOAS: Editais nº 31.499 á 31.507 - MOISÉS DA ROSA DO NASCIMENTO E FERNANDA ANGIARA DA ROSA PEREIRA - DANIEL TANCREDO SCHNEIDER E LUCIANE BOEIRA DE ANDRADE - ZICO FARIAS E LILIAM BEATRIZ MASCHIO - FRANCISCO EDUARDO DA SILVA E MARLISE MÖLLER - ADILSON JOSÉ PINTO E VANIA LUCIA DA SILVEIRA - TIAGO FRANCISCO CARLET E VANESSA DA COSTA UCHÔA - WAINER ÁVILA DOS SANTOS E MÔNICA WALTER - WILLIAM DE ABREU DOS SANTOS E LUCILENE SCHUMACHER - DANIEL SARTORI PETEFFI E DENISE SOARES KIRCHHOF Caxias do Sul, 28 de abril de 2014

DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS BALANÇO ENCERRADO EM 31/12/2013

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PELO MÉTODO INDIRETO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013

AtIVIDADES OPERACIONAIS Deficit do período AJUStES Depreciação e Amortização Ajustes Alienação Imobilizado VARIAÇÕES NOS ATIVOS E PASSIVOS (Aumento)/Redução em contas a receber e outros Aumento/(Redução) Fornecedores Aumento/(Redução) obrigações Trabalhistas e encargos Aumento/(Redução) obrigações Tributárias e contas a pagar AtIVIDADES DE INVEStIMENtO Aquisição de Imobilizado AUMENtO / REDUÇÃO DAS DISPONIBILIDADES SALDO NO INíCIO DO PERíODO SALDO NO FINAL DO PERíODO

ORIGEM DE RECURSOS (62.576,86) Superávit/Déficit do Exercício Depreciação do Exercício Alienação Bens Imobilizado 17.364,38 Custo Venda Imobilizado 611,10 TOTAL DAS ORIGENS (75.132,25) 313,03 (1.928,55) 71.079,92

APLICAÇÕES DE RECURSOS Aquisição de Imobilizado tOtAL DAS APLICAÇÕES VARIAÇÃO NO CAPItAL CIRCULANtE LíQ. AUMENtO NO CAPItAL CIRCULANtE LIQ.

(62.576,86) 17.364,38 611,10 (44.601,38) 760,00 760,00 (45.361,38) (45.361,38)

(760,00) 2012 2013 (51.029,23) AtIVO CIRCULANtE 157.320,28 181.423,30 24.103,02 157.122,39 PASSIVO CIRCULANtE 13.571,66 83.036,06 69.464,40 106.093,16 143.748,62 98.387,24 (45.361,38)

NOtAS EXPLICAtIVAS ÀS DEMONStRAÇÕES CONtÁBEIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 1- CONtEXtO OPERACIONAL - A Associação dos Renais Crônicos de Caxias do Sul - RIMVIVER, entidade inscrita no CNPJ sob nº 01.483.710/0001-82, inscrição municipal nº 60.492 com sede social e foro jurídico em Caxias do Sul, na Av. Rio Branco, 360, Altos – Bairro São Pelegrino, CEP: 95.010.060, é uma associação civil, sem fins lucrativos, de natureza jurídica, isenta e tem por finalidade desenvolver ações visando o bem estar e a realização dos portadores de insuficiência renal crônica, esclarecer e conscientizar a população sobre a importância da doação e transplante de órgãos, das dificuldades enfrentadas por seus portadores e se rege pelo estatuto social e pela legislação aplicável. Em 18 de Janeiro de 2014 ocorreu eleição extraordinária conforme ata numero 193. Ficou eleita a nova diretoria que terá o mandato desta data 18 de Janeiro de 2014 até 29 de Agosto de 2014 assim constituída: PRESIDENTE Maria Belmair Vieira VICE – PRESIDENTE: Evandro Pinho Neckel 1ª SECRETÁRIA: Simone Jaehn. 2º SECRETÁRIO: José Antônio de Oliveira, 1º TESOUREIRO: Ademir Da Silva Godois, 2º TESOUREIRO: Carlos Alberto Borges, DIRETOR DE PATRIMÔNIO E SUPLENTE: Adil Da Silva Pinto e Antônio Ribeiro Barroso, CONSELHO FISCAL – EFETIVOS: Gelson Pontel, Sebastião Santos De Paula, Paulo Roberto Soares de Souza, SUPLENTES: Adilson Chaves, Ricardo Marcelo Vaz da Cunha e Bernardete Angelina Rossa. 2- APRESENtAÇÃO DAS DEMONStRAÇÕES CONtÁBEIS O Balanço Patrimonial e as Demonstrações Contábeis e Financeiras estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis emanadas da legislação societária adotando as alterações produzidas pela Lei 11.638/07 e Lei 11.649/09. 3- PRINCIPAIS PRÁtICAS CONtÁBEIS 3.1 A prática contábil adotada é pelo regime de compe-

tência. 3.2 Direitos e obrigações estão em conformidade com seus efetivos valores reais. 3.3 Aplicações Financeiras estão demonstradas pelo valor de aplicação acrescido dos rendimentos correspondentes, apropriados até a data do balanço. 4- IMOBILIZADO - Os Imóveis adquiridos estão locados e a renda é revertida para a manutenção da entidade. Houve a baixa de bens móveis obsoletos conforme levantamento realizado pela entidade. O imobilizado está apresentado pelo valor original de aquisição, seguidos da depreciação conforme índice abaixo: Imóveis 4% a.a Móveis e Utensílios: 10% a.a Máquinas e Equipamentos 10% a.a Computadores e Periféricos: 20% a.a 5- OBRIGAÇÕES - As obrigações são representadas pelas contas de Fornecedores, Impostos e contribuições a pagar, Encargos trabalhistas a pagar e Férias a pagar com os devidos encargos. 6- RECEItAS - As receitas de prestação de serviços são provenientes de serviços prestados pelos associados voluntários a Pessoas Jurídicas comprovadas através de nota fiscal, e as receitas de alugueis são referente à sala comercial e apartamentos próprios locados, conta também com doações e contribuições da comunidade através de empresas e pessoas físicas ,com serviços de voluntários sem qualquer remuneração ou vantagem, receitas estas revertidas para a manutenção da entidade. A entidade mantém convênio com Prefeitura Municipal de Caxias do Sul via Fundo Municipal de Assistência Social (FAS) com o Projeto Proteção e Apoio Integral as Famílias - PAIF e através do Governo do Estado – Nota Solidária. 7- DESPESAS - As despesas da entidade são apuradas através de notas fiscais, cupons fiscais e recibos de conformidade com as exigências legais e fiscais.

PARECER DO CONSELHO FISCAL e demais documentos contábeis referentes ao exercíNa qualidade de membros do Conselho Fiscal cio compreendido entre 01 de Janeiro de 2013 a 31 de da Associação dos Renais Crônicos de Caxias do Sul Dezembro 2013 constatamos achar-se tudo em perfeita RIMVIVER, declaramos que examinamos o Balanço ordem e exatidão, razão pela qual, somos do parecer, Patrimonial, a Demonstrações de Resultado de Exercício que os mesmos merecem nossa aprovação. Caxias do Sul, 31 de janeiro de 2014 Gelson Pontel Sebastião Santos de Paula Paulo Roberto Soares de Souza Adil da Silva Pinto CPF: 147.494.080-34 CPF: 457.110.620-34 CPF: 299.363.810-68 CPF: 574.513.540-91 Conselheiro Fiscal Conselheiro Fiscal Conselheiro Fiscal Diretor de Patrimônio Meta Contabilidade Ltda - Magda Regina Wormann Maria Belmair Vieira Reg. CRC sob nr 41.818 Presidente CPF: 376.753.890-34 CPF: 525.829.810-87


CORREIO RIOGRANDENSE • Caxias do Sul, 30 de abril de 2014

CR Cultura 16

PIO SODALÍCIO DAS DAMAS DA CARIDADE DE CAXIAS DO SUL HOSPITAL NOSSA SENHORA DE POMPÉIA

Balanço Patrimonial - Encerrado em 31 de dezembro de 2013 (em R$)

Marcas da arte Artista plástico gaúcho já realizou trabalhos em mais de 70 igrejas do país

A

intimidade com os pincéis, a sensibilidade artística e o dom de expressar, através da pintura, sentimentos, emoções e a beleza do sagrado já levaram o artista plástico gaúcho, Dirceu Slavieiro, a deixar sua marca em inúmeras obras, especialmente em igrejas de diversas regiões do país. Dirceu nasceu em Benjamin Constant do Sul, filho de Zenírio e Juvina Moresco Slavieiro. “Iniciei trabalhos com pinturas sacras em 1995, na paróquia São Roque de Benjamin Constant do Sul, a pedido do padre Ivacir João Franco”, conta o artista plástico. Dirceu não parou mais e, hoje, depois de 18 anos, mais

de 70 igrejas contam com obras do artista. “Além do Rio Grande do Sul, meus trabalhos podem ser vistos em igrejas de vários estados, como Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina”, revela Dirceu. Mas como não é possível viver só da arte, Dirceu explica que, como pintor, realiza projetos e execução de obras de arte e, quando não há serviço nessa área, trabalha com móveis sob medida, junto com os familiares. Atualmente, Dirceu reside na rua Antonio Gavenas, 1348, em Barão de Cotegipe (RS). Contatos pelos telefones (54) 9971.1671 ou 9179.1025.

SERAFINA CORRÊA

Privilegiada por uma natureza exuberante, Serafina Corrêa, a Cidade Simpatia, também valoriza seu patrimônio artístico e cultural. Entre os atrativos do município estão o Monumento Cristo Redentor e a Via Sacra, que durante a semana santa foram locais de manifestação da fé e religiosidade do povo serafinense. A Prefeitura está realizando importante obra que compreende a construção das calçadas no entorno de alguns capitéis, melhorando a acessibilidade e o visual da Via Sacra. Outro atrativo é a igreja de Nossa Senhora da Paz, localizada no Camping Carreiro. Em 1988, o então prefeito Sérgio Antônio Massolini estava passando pela capela São Pedro e viu que os moradores estavam desmanchando a igreja antiga da comunidade. Como visionário, teve a ideia de comprar a madeira e reconstruir a mesma igreja no Camping Car-

Divulgação/CR

Cidade valoriza seu patrimônio

Modelo: igreja N. Senhora da Paz reiro. É a única do município dedicada a Nossa Senhora da Paz. Até hoje, é um modelo de arquitetura e preservação da história dos serafinenses.

27.649.648,08 5.141.830,43 124.286,00 1.076.443,39 3.135.104,11 805.996,93 20.411.834,70 20.225.936,53 1.630.046,70 (1.444.148,53) 2.083.445,38 12.537,57 44.114.914,17 2.923.304,47 2.923.304,47 36.761,88 41.154.847,82 71.764.562,25

2012 PASSIVO CIRCULANTE 21.450.138,60 Empréstimos e Financiamentos 2.417.410,00 Fornecedores 97.569,63 391.602,90 Ordenados/Salários a Pagar 1.767.247,70 Contribuições a Recolher 160.989,77 Honorários a Pagar 17.172.419,32 17.328.585,22 Obrigações Diversas 1.912.166,96 Subvenções P/Investimentos (2.068.332,86) NÃO CIRCULANTE 1.846.296,85 Empréstimos e Financiamentos 14.012,43 39.637.124,39 Tributos Parcelados 4.354.521,60 Provisão para Contingências 2.199.995,46 Outras Obrigações 2.154.526,14 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 40.843,71 Patrimônio Social 35.241.759,08 Subvenções Patrimoniais 61.087.262,99 Superávit do Período TOTAL DO PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Demonstração do Resultado do Exercício Encerrado em 31 de Dezembro de 2013 (em R$) 2013 Receita Bruta de Serviços e Vendas 120.558.970,94 Receitas com Atividades Hospitalares 93.928.439,77 Receitas com Escola Enfermagem 1.203.177,26 Receitas de Subvenções Sociais 25.427.353,91 ( - ) Dedução da Receita Bruta (5.200.167,83) ( - ) Dedução da Rec Hospitalar (5.143.324,32) ( - ) Dedução da Receita Escola de Enfermagem (56.843,51) Receita Operacional Líquida 115.358.803,11 Custos Operacionais (109.891.648,27) ( - ) Custos dos Serviços Prestados na Saúde (119.059.121,38) ( - ) Custos dos Serviços Prestados na Educação (1.394.543,35) ( - ) Gratuidade Educação (165.620,07) Isenção INSS 10.727.636,53 Superávit Operacional Bruto 5.467.154,84 Despesas Operacionais (3.321.236,04) Despesas Gerais e Administrativas (4.825.756,26) Despesas Financeiras (894.155,19) Receitas Financeiras 1.056.629,33 Outras Receitas e Despesas Operacionais 1.342.046,08 Superávit do Periodo 2.145.918,80

2013 21.509.330,61 1.751.261,66 9.649.053,59 2.035.130,99 1.134.563,81 1.576.370,53 4.546.993,91 815.956,12 12.433.229,36 8.511.972,97 2.654.614,39 1.059.952,00 206.690,00 37.822.002,28 34.798.523,82 877.559,66 2.145.918,80 71.764.562,25

2012 16.310.034,80 1.312.372,18 6.697.309,84 1.712.898,39 919.275,38 1.605.932,88 3.912.246,13 150.000,00 9.978.704,37 6.533.240,18 2.179.294,19 1.000.000,00 266.170,00 34.798.523,82 32.506.943,41 2.291.580,41 61.087.262,99

Atendimento SUS Número Pacientes/Dia SUS 65,54% 2012 Atendimento Ambulatorial SUS 10,00% 99.079.078,95 Atenção 4,50% 81.326.533,88 Total % Atendimento SUS 80,04% 1.182.987,39 4.2 – Atividades na Educação: Nas atividades de educação foram concedidas 16.569.557,68 (3.583.185,57) 1,07 bolsas para cada 5 alunos pagantes conforme determina a Lei 12.868 de (3.163.540,16) 15/10/2013, conforme quadro: 2013 (419.645,41) DESCRIÇÃO VALOR % 95.495.893,38 FILANTROPIA (s/ Receita efetivamente Recebida) 161.769,05 21,66% (89.699.969,92) 161.769,05 21,66% (97.536.932,92) BOLSAS DE ESTUDO 161.769,05 21,66% (1.057.039,50) Gratuidades com Bolsa de Estudos 0,00 0,00% (156.211,11) PROJETOS SOCIAIS 0,00 0,00% 9.050.213,61 Projetos Sociais na Educação 0,00 0,00% 5.795.923,46 Projetos Sociais na Assistência Social 3.552 100,00% (3.504.343,05) QUANTIDADE DE ALUNOS MATRICULADOS 2.924 82,32% (4.441.855,50) Quantidade de Alunos Pagantes (Integral) 445 12,53% (1.014.222,02) Quantidade de Bolsas de Estudo - 100% 845.215,01 Quantidade de Bolsas de Estudo - 50% 183 5,15% 1.106.519,46 Qtd. de Bolsas de Estudo - 100% (Exigida) 0,00% 2.291.580,41 Qtd. de Bolsas de Estudo (100% + 50%) 0,00% RECEITA EFETIVAMENTE RECEBIDA (Regime de Caixa) 746.846,68 100,00% Nota 5 – Isenções Fiscais e Previdenciárias 5.1 – Isenções Fiscais: A Entidade usufruiu das isenções fiscais no exercicio 2012 de 2013: Descrição Valor 2.291.580,41 COFINS ...... 3% sobre Receitas 3.501.333,15 CSLL .......... 9% sobre Superávit do Período 193.132,69 2.791.243,77 Total das Isenções Usufruídas 3.694.465,84 - 5.2 – Isenções Previdenciárias: A Entidade usufruiu das isenções previ(5.140.242,35) denciárias no exercicio de 2013: 607.424,98 Valor 804.563,83 Descrição 6.734.343.39 (345.788,10) Empresa (20%) 1.284.270.33 (3.874,14) Autônomos (20%) 673.435.89 (400.819,62) Seguro Ac. Trabalho (2%) 1.952.960.87 1.847.206,70 Terceiros (5,8%) 82.626.05 1.281.355,43 Cooperativas (15%) 10.727.636,53 295.155,05 TOTAL 187.043,43 Nota 6 – Subvenções Sociais e Doações - A Entidade recebeu no exercí191.970,53 cio de 2013 as seguintes subvenções sociais e doações: 408.627,06 Valor Origem 153.670,00 Subvenções 3.300,00 Governo Federal 212.293,20 Para Investimento 5.548.772,66 Governo Federal 150.000,00 Para Custeio 15.560.404,02 Pref. Munic. Caxias do Sul 5.331.410,18 Para Custeio Para Custeio 4.314.877,23 Governo Estadual 25.427.353,91 5.832,20 Total Subvenções 10.330,00 Pessoas Físicas e Jurídicas (6.941.952,05) Doações para Custeio 10.330,00 (6.936.119,85) Total de Doações Total 25.437.683,91 (1.861.554,44) As subvenções e doações foram aplicadas nas finaludades a que estavam vinculadas. (1.861.554,44) Nota 7 – Receitas e Despesas - As receitas e despesas foram reconheci5.883.674,11 das de acordo com o regime de competência do exercício e foram compro2.417.410,00 vadas por documentação hábil de acordo com a legislação fiscal e Normas (3.466.264,11) Brasileiras de Contabilidade. Nota 8 – Empréstimos e Financiamentos

Demonstração dos Fluxos de Caixa - Método Indireto Encerrado em 31 de dezembro de 2013 (em R$) 2013 Fluxos de Caixa das Atividades Operacionais Resultado do Período 2.145.918,80 Ajustes para Reconciliar o Resultado do Exercício Depreciação e Amortização 3.680.697,01 Baixa de Bens do Ativo Imobilizado 648.130,52 Aumento em Contas a Receber (2.897.351,31) Redução em Outras Contas a Receber 282.120,26 Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa (624.184,33) Aumento nos Estoques (237.148,53) Redução/Aumento nas Despesas Exerc Seguinte 1.474,86 Aumento nos Tributos a Recuperar (723.309,01) Redução Empréstimos a Receber 2.154.526,14 Aumento/Redução em Fornecedores 2.951.743,75 Aumento Ordenados/Salários a Pagar 322.232,60 Aumento Contribuições a Recolher 215.288,43 Redução/Aumento Honorários a Pagar (29.562,35) Aumento Tributos Parcelados 475.320,20 Redução/Aumento Outras Obrigações (59.480,00) Aumento Obrigações Diversas 694.699,78 Subvenções Patrimoniais 1.543.515,78 Caixa Líq. Proveniente das Atividades Operacionais 10.544.632,60 Fluxos de Caixa das Atividades de Investimentos Investimentos 4.081,83 Compra de Imobilizado (10.241.916,27) Caixa líq. Proveniente das Atividades Investimentos (10.237.834,44) Fluxos de Caixa das Atividades de Financiamentos Empréstimos e financiamentos 2.417.622,27 Caixa Líq. Prov. das Atividades Financiamentos 2.417.622,27 Aumento (Redução) do Caixa e Equivalente a Caixa No início do Período 2.417.410,00 No final do Período 5.141.830,43 Aumento/Redução do Caixa e Equiv. de Caixa 2.724.420,43 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Encerrado em 31 de dezembro de 2013 (em R$) Patrimônio Reserva Superávit do Contas Total Social de Capital Periodo Saldo em 31/12/2011 28.545.617,48 1.003.634,00 2.957.691,93 32.506.943,41 Destinação do Exercício 3.961.325,93 (1.003.634,00) (2.957.691,93) 0,00 Superávit do Exercício 0,00 0,00 2.291.580,41 2.291.580,41 Saldo em 31/12/2012 32.506.943,41 0,00 2.291.580,41 34.798.523,82 Destinação do Exercício 2.291.580,41 0,00 (2.291.580,41) 0,00 Subvenções Patrimoniais 0,00 877.559,66 0,00 877.559,66 Superávit do Exercício 0,00 0,00 2.145.918,80 2.145.918,80 Saldo em 31/12/2013 34.798.523,82 877.559,66 2.145.918,80 37.822.002,28 As Notas Explicativas são parte integrantes das Demonstrações Contábeis

Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis de 31 de Dezembro de 2013 Nota 1 – O PIO SODALÍCIO DAS DAMAS DE CARIDADE DE CAXIAS DO SUL, inscrito no CNPJ sob o número 88.633.227/0001-15, é uma Sociedade Civil, sem fins econômicos, beneficente e de assistência social, fundado em 12 de agosto de 1913, com título de Utilidade Pública Federal nº. 55.976, de 20/04/65; Utilidade Pública Estadual nº. 16.403, de 31/12/63 e, Utilidade Pública Municipal nº. 1.218, de 24/05/63, localizado na Av. Júlio de Castilhos nº. 2163, na cidade de Caxias do Sul – RS. Sua finalidade primordial é exercer as ações e serviços de saúde segundo um critério de relevância pública, subsumindo, no que e no quanto lhe for possível e pertinente, o dever social do próprio Estado, sem qualquer discriminação de clientela. Nota 2 – As demonstrações contábeis estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais incluem as disposições contidas na Lei das sociedades por ações (Lei 6404/76 e alterações), legislação específica aplicável a entidades de fins não econômicos (Lei 12.101/09 e regulamentação) e normas brasileiras de contabilidade, mais especificamente a Resolução 1.409/12. Nota 3 – Destacamos a seguir os principais procedimentos adotados na avaliação dos elementos patrimoniais: • 3.1 – Ativos e Passivos Circulantes – Os ativos realizáveis e os passivos exigíveis até 360 dias são considerados como circulantes. • 3.2 – Provisão para Perdas – A provisão para perdas, no valor de R$1.444.148,53, foi estimada mediante a média de perdas ocorridas nos últimos 3 (três) exercícios. • 3.3 – Estoques – Os estoques foram avaliados pelo custo médio de aquisição e totalizam o valor de R$ 2.083.445,38. • 3.4 – Despesas do Exercício Seguinte – O valor de R$ 12.537,57, demonstrado como Despesas do Exercício Seguinte, se referem a prêmio de seguros. • 3.5 – Realizável à Longo Prazo – O valor de R$ 2.923.304,47, se referem: R$ 2.603.325,08 ao PIS – Programa de Integração Social incidente sobre a Folha de Pagamento, que está sendo discutido em juízo e R$ 319.979,39 de outras ações judiciais de cobrança. • 3.6 – Imobilizado e Intangível– Os bens integrantes do Ativo Imobilizado estão demonstrados pelo custo de aquisição corrigido monetariamente pelos índices oficiais até 31/12/1995. As depreciações foram calculadas sobre o custo corrigido, pelo método linear, dentro dos limites permitidos pela legislação, e está assim composto: Contas Valor Corrigido Deprec./Amort. Valor Residual Edificações 23.325.351,84 8.902.797,72 14.422.554,12 Aparelhos de Medicina e Cirurgia 21.397.868,12 7.696.146,49 13.701.721,63 Benfeitorias e Instalações de Terceiros 140.828,41 108.170,06 32.658,35 Máquinas e Equipamentos Hospitalares 4.209.834,80 1.672.119,53 2.537.715,27 Móveis e Utensílios 2.486.933,66 1.213.133,28 1.273.800,38 Terrenos 7.460.000,00 0,00 7.460.000,00 Veículos 115.235,43 73.537,93 41.697,50 Computadores e Periféricos 1.787.391,16 1.098.733,89 688.657,27 Programas de Computadores 245.192,19 124.039,03 121.153,16 Imobilizado em Andamento 842.190,14 0,00 842.190,14 Aparelhos de Med. e Cirurgia - Subvenc. 36.000,00 3.300,00 32.700,00 Totais 62.046.825,75 20.891.977,93 41.154.847,82 Os valores representados contabilmente não superam aos de mercado. Nota 4 – Dos Fins Filantrópicos e de Assistência Social 4.1 – Atividades da Saúde: De acordo com que estabelece a Lei nº 12.101 de 27/11/2009, Decreto nº 7.237 de 20/07/2010, Decreto nº 7.530 de 21/07/2011, e Portaria 1.970 de 16/08/2011, que dispõe sobre a concessão de Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, os atendimentos na área da saúde atingiram 80,04% de serviços prestados ao SUS – Sistema Único de Saúde do total dos atendimentos realizados no exercício de 2013, conforme dados: Pacientes/Dia Quant. % Número Pacientes/Dia SUS 54.395 65,54% Número Pacientes/Dia Não SUS 28.598 Total Pacientes/Dia 82.993 Atendimentos Ambulatoriais SUS 306.610 88,75% Não SUS 38.854 Total Atendimentos Ambulatoriais 345.464 Atenção a: II - atenção oncológica; S 1,50% III - atenção às urgências e emergências; S 1,50% V - hospitais de ensino S 1,50% Total 4,50%

Tipo

Taxa de juros

fim

saldo parc.

Rio: pintura na paróquia Santa Edwiges, bairro Bras de Pina

2013

CIRCULANTE Caixa e Equivalentes de Caixa Caixa Bancos Cta. Movimento-Recursos Sem Restrição Aplicações Financeiras - Recursos Sem Restrição Aplicações Financeiras-Recursos Com Restrição Créditos Convênios e Contrib. de Assistência Outros Créditos ( - ) Provisão para Perdas Estoques Despesas do Exercício Seguinte NÃO CIRCULANTE Realizável a Longo Prazo Depósitos Judiciais e Valores Vinculados Empréstimos a Receber Investimentos Imobilizado e Intangível TOTAL DO ATIVO

parcelas

Dirceu Slavieiro/Div/CR

OBRAS SACRAS

ATIVO

valor parcela

saldo aTual

5.169,59 1.540.534,18 10.163,11 828.761,44 11.335,77 913.412,46 Fin. Santander BNDES-Ctr.60033500 3,00% aa+TJ-462fev/22 90 3.824,23 311.899,22 Fin. Santander BNDES-Ctr.6004302 3,90% aa+TJLP jul-19 66 9 34.649,15 7.494.968,77 Fin. Santander BNDES-Ctr.60050156 3,50% aa + TJ-462 out/18 60 2.217,54 438.552,91 Fin. Santander BNDES-Contrato 3770 16,77% aa jul/14 59 52 74.962,78 524.739,46 Juros a Transcorrer - (1.789.633,81) TOTAL DO ENDIVIDAMENTO 142.322,17 10.263.234,63 Financ. Bradesco-Contrato 880360

3,90% aa+TJLP mar/13 120 -

Fin. Santander BNDES-Ctr.60033465 3,00% aa+TJ-462 jan/13 90 Fin. Santander BNDES-Ctr.60033464 3,00% aa+TJ-462 abr/22 90 -

Nota 9 – Aplicação de Recursos - Os recursos da entidade foram aplicados em suas finalidades institucionais, em conformidade com seu Estatuto Social, demonstrados pelas suas despesas e investimentos patrimoniais. Nota 10 – Provisão de Contingências - A provisão para passivos contingentes no valor de R$ 1.059.952,00 foi constituída para cobrir eventuais perdas com processos judiciais, baseado em estimativa do departamento jurídico da Entidade. Nota 11 – Cobertura de Seguros - Em 31 de dezembro de 2013, a Entidade possuía cobertura de seguros contra incêndio e riscos diversos para os bens do ativo imobilizado, por valores considerados suficientes para cobrir eventuais perdas. Caxias do Sul, 31 de dezembro de 2013. Zita Zaniol Rech Presidente CPF 660.585.030-00.

Francisco Soares Ferrer Ruberlei Maffei Superintendente Geral Contador CRC-RS n. 54684 CPF 30655455000 CPF 64202640063

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS A Diretoria da Pio Sodalício das Damas de Caridade de Caxias do Sul Examinamos as demonstrações contábeis da entidade Pio Sodalício das Damas de Caridade de Caxias do Sul, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2013 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis - A administração da entidade Pio Sodalício das Damas de Caridade de Caxias do Sul, é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes - Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgação apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e apresentação das demonstrações contábeis da empresa para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da entidade. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião - Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da entidade Pio Sodalício das Damas de Caridade de Caxias do Sul, em 31 de dezembro de 2013, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo as práticas contábeis adotadas no Brasil. Outros Assuntos - As demonstrações contábeis referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2012, apresentadas para fins de comparação, foram anteriormente por nós examinadas, conforme parecer, que não conteve qualquer modificação, emitido em 16 de abril de 2013. Porto Alegre, 16 de abril de 2014. ROBSON GASS VALTUR MACHADO SCHIMITT Contador CRC/RS nº 15.737/O - CNAI 91 Contador CRC/ RS nº 069.769/O - CNAI 3216 SCHIMITT & AUDITORES ASSOCIADOS S/S CNPJ/MF 90.987.942/0001-06 CRC/RS Nº 2.589 - REGISTRO CVM 8.565/Código 3964


CORREIO RIOGRANDENSE • Caxias do Sul, 30 de abril de 2014

CR Imigração 17

“Varda, renovemo la nostra missìssia e cossi te resti bìgamo co mi, vui dir, due volte amigo!” Nanetto Pipetta

ARLINDO BATTISTEL

Un mul tropo sgoelto (final) Jones Valentini

Florianópolis - SC

L

u no lo saveva, ma ncora oncoi el mul ghin faria una de bela. Fora dela casa de comèrcio del turco e via al Zatti per magnar, perché la fame romai zera granda. Là i ga magnà un bel piaton de pasta con pomidori e formaio de quel che fea spissa ai denoci. Par bever, un biceroto de vin sampagna là dela cantina de quel che ghe piaseva a far vin col’aqua. Ma, la pasta si zera bona. Mèio che le taiadele dela nona! E cosi, cola pansa piena e dopo un par de ciàcole co’l Zatti per saver le novità dela cità e dele persone congnosseste, riva l’ora de ritornar. E, cosi i se nvia de volta a casa. Ntela mala, el capel novo, per imprimarlo nel giorno dele so nosse, el zùchero e altri potaci che’l ga comprà del Zatti. El zio Quinto, cola so mala voda. Quando i ze drio passar arente la Ciarcada, i sente el rumor del tren, che gera drio vegner de Barbosa, via Farroupilha e Forqueta. La strada che i gaveva de passar zera arente la strada del tren. I lo sentia a pitar fiuuuuuuuu... fiuuuuu. Quel tempo, i bastardi ghe passea saon ai trilii, la da quel montesel via a Julieta sol per veder el tren sbrissiar su i feri. Alora el machinista ghe tochea méterghe sàbia soto le rode del tren par via che el fussa bon de andar su quela riva. Altre volte i ghe metea un corno de muca su i trilii sol par veder la màchina ndar fora dela strada. Bruti fioi de un can. No i gaveva gnente mèio par cavarse la spissa. Che i fussa netarse el cul cole ortighe! Fiuuuu....fuuuuuu e darente la curva granda dela Ciarcada i vede el fun del camin del tren, che vegnea a tuta. I se ferma e i tira fora i mui dela strada par via che noi se spaventessa. - Ma che longo sto tren! Nol fenisse da passar! Cosa saralo drio cargar su? Tante robe da magnar, da bever, da vestirse, màchine per la indùstria, tante altre robe per el comèrcio. Dopo che el tren ga fenio de passar tuti i vagoni, el mul leva su la testa, se volta e taca a córerghe drio al tren a tuto galope. Parea fin che ghe zera el diaol a farlo corer. E de tanto corer, la mala ndea via volando come se’l mul e el so paron gavessa le ale. Cosa de spacarse de tanto rìder solo de imaginar. Ma su la sela, no ghe vegnea mia voia de rìder, nò. Rico ghe gha tocà tégnerse su con tuta la sua forsa. I ghe passa davanti al tren! El mul più sgoelto del mondo! E, per torli in giro, el machinista del tren ghe pita ncora de più fiuuuuuu... fiuuuuuu... fiuuuuuuuu... E el mul via a tuta carera. El ghe varda indrio e el vede che de tanto corer el mul fea fin vegner su el pólver dela strada. E i feri dei caschi del mul via sora i sassi, fea fialive de fogo. El zera squasi drio far le piaghe nel cul de tanto sgorlonar su la sela. Quando el mul se ferma, el tira el fià come se’l fussa drio morir. Dopo un par de menuti, passà via el spavento, i torna indrio e va incontrarse co’l zio Quinto, che’l zera là drio spetarli sentà su un montesel, intanto che el so mul magnava su caressoni. Quando i se incontra, i taca rìder del mul sgoelto e anca medo mato. Robe che i crepessa la pansa. E cada ridada, na spuada! I va a casa, strachi, ma contenti. Cosi, se fenisse la stòria. Dopo tanti ani, ncora i la contea e Rico fea rìder a quei che la scoltea. Ma, che mul!!!

Par rìder un pochetin Cantada: Un toso dise ala pretendente: - Cara mia, par ti navegarò osseani, scalarò montagne, traversarò frontiere, ndarò zo par i pressipissi, viagiarò a la luna... La tosa la se alsa del sofà, assando el toso lu sol. - Ciò! No te credi dele mie intension? E ela: - Parché mi voria maridarme co’n omo che no se ferma a casa?

El ritorno de Nanetto Pipetta (764)

S

Ilustração Derli Dutra, São José do Ouro (RS)

Con quatro gambe devento mul!

e ghe ze na roba che Nanetto fa fàssile ze amighi. Co la so maniera sémplice, sensa darghe drio a frinfrogne se na persona ze dotora, prete o un poro scalsacan, Nanetto romai ga perso la conta de quanti amighi el ga belche fato a sto mondo. Per quela, ghe ze volte che càpita persone, le ghe bate su par le spale e no’l sa chi sia. Ma na roba che’l fa mai ze far de conto che la cognosse. Nanetto ze sempre drito e fianco: - Scuseme paron (o parona), ma no me ricordo de voi! Chi siu vu? Ze sempre la domanda. Tante volte, con sforso dela memòria che, a Nanetto, par desgràssia, la ze più curta che na peada de porco, el se ri-

corda de chi sia sta persona in question, ma più dele volte, o ghe vien gnente in mente e alora parla più alto la fianchessa e la sua spontanietà: - Par pi che tire la cordeta del pensiero, no me ricordo pròpio de vu, ma no stà restar cativo co mi! Varda, renovemo la nostra missìssia e cossi te

Marcelino Carlos Dezen Caxias do Sul - RS

resti bìgamo co mi, vui dir, due volte amigo! E de sta maniera el se la fioca ben sempre e no’l perde la stima de nissun. Ma tute ste considerassion fate fin qua ze par contar del incontro che Nanetto ga bio co’n vècio

amigo na doménega che’l zera drio giugar quatrìlio là ntel salon de San Joani. Zera tempo che Nanetto no vegnea par ste bande, perché i laori drio le vigne de Àndolo i zera tanti pròpio. Come

el volea riformar quei vignai vècii, el ga catà altro che motivi par gratarse. Ma, come disea, el zera là a tola drio giugar con quatro compagni quando vien rento del salon, cola so bengaleta, Achile Degasperi, un noneto che ghe piase schersar, perché el ga sempre de bone par contar, ma anca dirghe su ai polìtichi, come fa Nanetto e tanti altri nte sto paese. El ga i so otanta e passa ani, ma’l ze forte ncora. Sol le gambe che no le ghe acompagna la testa e alora el bisogna dela bengala. - Ma varda chi se vede par dequà! Nanetto, seo can de mato, come vetu?! Nanetto, par rispeto e anca perché el ghe volea ben a quel omo, se ga levà su e lo ga saludà con un bel strucon. E là el ga volesto saver dela faméia, del Sardela, del Turbina e del Chalete, i fioi che Nanetto cognosse. E anca dele vigne, del formaio, dele piégore... Dopo, lo varda ben e el ghe domanda: - Ma come cosi, nono Archile? Adesso cola tersa gamba? - È Nanetto! E par esser fianco, stao peso adesso con trè gambe do che quando gavea sol le due mie! - Ma alora ze ora de catar fora na quarta gamba par ndar mèio! E Archile, cola so fianchessa de sempre, ghe ga dito a Nanetto: - Nò, nò, par carità! Cola quarta gamba resto un mul! Dopo de quel scherso, tuti a torno ga ridesto par un bon tempo!

Sabores da terra Pão integral colonial Ingredientes: 1,8 kg de farinha de trigo; 100 g de farelo de trigo; 100 g de gérmen de trigo; 2 colheres (sopa) de linhaça moída; 8 colheres (sopa) de açúcar; 2 colheres (sopa) de sal; 4 colheres (sopa) de azeite; 2 colheres (sopa) de fermento seco; 980 ml de água.

Reprod./CR

Vita, Stòria e Fròtole

Fonte: Caderno de Receitas.Valorização da Mulher do Meio Rural. Organizado pela Coordenadoria Municipal da Mulher. Caxias do Sul, 2007 2ª edição.

Modo de fazer: misturar a farinha, o sal, o açúcar, a gordura, os integrais, o fermento e a água. Amassar bem até obter uma massa lisa. Cobrir e deixar crescer por uma hora. Modelar e colocar em formas, até dobrar de volume. Cobrir com um pano e Modo de fazer: bater o açúcar com a plástico por cima. Assar em forno mé- na batedeira por 15 minutos. Colocar dio por 50 minutos. em forma untada e assar por 40 minutos. manteiga. Misturar com o sal, as raspas de limão, as gemas, a farinha e o fer• Receita de Laires dos R. Bampi • Receita de Nadir T. Adamatti - Vila Cristina mento, acrescentando aos poucos, para Caravaggio, 3ª Légua não embolotar. Juntar o leite e as claras. Por cima, canela em pó. Derramar em Cuca alemã Bolo Beatriz Ingredientes: 2 xícaras de açúcar; 2 uma assadeira untada e levar ao forno Ingredientes: 3 ovos; 1 e ½ xícara de colheres (sopa) de manteiga; 1 pitada (200ºC) por dez minutos. Baixar a temleite; 1 e ½ xícara de maisena; 2 xícaras de sal; raspas de limão; 3 gemas; 3 peratura (180ºC) e assar até dourar. Code açúcar; 2 colheres de sopa de gordu- xícaras de farinha de trigo; 2 colheres bertura a gosto. ra vegetal. (sopa) de fermento em pó; 1 xícara de leite; 3 claras batidas em neve; ca- • Receita de Maria Tereza G. Zanol Santa Lúcia do Piaí Modo de fazer: bater os ingredientes nela em pó.


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“João XXIII e João Paulo II colaboraram com o Espírito Santo para restabelecer e atualizar a Igreja segundo sua fisionomia originária.” Papa Francisco, na cerimônia de canonização dos dois papas

CR Igreja 18

JOÃO XXIII E JOÃO PAULO II

Dois papas agora santos

Olhar diferente

ALDO COLOMBO

Ó

rfão aos sete anos, viu sua herança ser roubada pelos parentes. Aos 27 anos assistiu a um julgamento no qual um orador chamado Calístrato teve um desempenho brilhante. Neste dia, ele decidiu ser orador, projeto arriscado uma vez que sofria de gagueira. Para superar seu defeito natural, começou a declamar poemas enquanto corria na praia contra o vento, com pequenas pedras na boca. Esta a história do grego Demóstenes (322 a.C), o maior orador da antiguidade. Sua pátria, Atenas, passava por momentos difíceis e foi derrotada na batalha de Queroneia, por Felipe da Macedônia, onde perdeu a própria independência. Diante da derrota e do desânimo, Demóstenes tratou de levantar a moral de seu povo. Ele provocava: “Atenienses, ainda não empregamos toda a nossa força, toda a nossa inteligência, toda a nossa capacidade de lutar. Se assim fosse eu não os desafiaria. Mas ainda não esgotamos nossas forças, nossa determinação, nossa energia, a última palavra não foi dita e por isso precisamos reagrupar as tropas e partir para a luta”. Passaram-se anos, Demóstenes não assistiu ao triunfo, mas suas palavras incendiaram os ateque recupeVencedores nienses raram sua soberania. são aqueles A vida me tratou que apostam muito mal, justinum ideal ficam-se muitos exigente e diante do fracasso. dispõem-se E com isso dispena pagar o sam-se de lutar. vida tratou preço exigido A muito mal Demóspor isso tenes, órfão, pobre e gago. Mas ele não aceitou isso, buscou a superação pessoal e colocou seu talento ao serviço de sua pátria e de seus irmãos. Vencedores são aqueles que apostam num ideal exigente e dispõem-se a pagar o preço exigido. E a história está pontilhada de pessoas assim. Giuseppe Verdi foi reprovado no primeiro exame musical, Winston Churchill foi declarado inapto para o serviço militar, Abraham Lincoln enfrentou a depressão, o luto, o fracasso econômico e uma série de derrotas eleitorais. Verdi está entre os maiores músicos da humanidade, Churchill virou um grande estadista e salvou a Inglaterra na Segunda Guerra Mundial e Lincoln tornou-se presidente e um dos maiores personagens da história norte-americana. Eles sonharam, enfrentaram as dificuldades e venceram. Henry Ford, o pioneiro do automóvel, afirmava: “Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. A vitória nem sempre está ao nosso alcance. Nem mesmo temos obrigação de alcançá-la. Depende de nós a obstinação e a luta. É a teimosia da luta que dá dignidade à pessoa. E um dia, Deus não nos questionará sobre eventuais sucessos, mas quererá saber se lutamos. São Paulo, no fim da vida, avaliava: “Combati o bom combate, guardei a fé, resta-me agora a recompensa” (2Tm 4,7).

Milhões de pessoas, em todo o mundo, acompanharam a canonização

D

iante de uma multidão na Praça de São Pedro, os papas João XXIII e João Paulo II foram canonizados no domingo 27 pelo Papa Francisco, durante missa sem precedentes na história da Igreja Católica. A cerimônia contou com o papa emérito Bento XVI, que sentado ao lado de uns 150 cardeais e mil bispos, recebeu os cumprimentos de seu sucessor. Por conta disso, a celebração vai entrar para a história como “o dia dos quatro papas”. O Vaticano estima que quase um milhão de pessoas acompanharam a missa em Roma, mas, seguramente, foram milhões pelo mundo inteiro. Somente na Polônia, terra natal de João Paulo II, concentrações impressionantes de fiéis se formaram diante dos gigantescos telões que foram montados em Cracóvia e outras cidades para transmitir a cerimônia. Segundo o Vaticano, 97 delegações e organizações internacionais prestigiaram a cerimônia – nenhuma representando oficialmente o Brasil – e mais de 20 chefes de Estado estiveram presentes. Milhares de peregrinos passaram a noite em vigília pelos arredores da Praça e igrejas de Roma para homenagear os novos

Filippo Monteforte/AFP/CR

Não fizemos tudo o que podíamos

Montagem: São João Paulo II e São João XXIII com o Papa Francisco, que os canonizou santos católicos. O Papa Francisco agradeceu as autoridades italianas pelo suporte dado ao evento, considerado histórico também para a cidade. Conforme o Vaticano, duas relíquias foram usadas na cerimônia – um frasco com sangue de João Paulo II, que morreu em 2005, e outro com um pedaço de pele de João XXIII, morto em 1963. A canonização é o reconhecimento de que uma pessoa viveu em estado de

Igreja no Mundo Religiosa denuncia crucificações na Síria Combatentes muçul- se recusaram já foram crumanos na Síria estão exi- cificados. A denúncia foi gindo que os cristãos se feita na Sexta-feira Santa convertam ao Islã. Caso pela religiosa síria Raghise neguem, são ameaça- da, que dirigia uma escola dos de crucificação, como em Damasco e hoje vive Jesus. Alguns cristãos que na França. Atrocidades não têm limites Conforme relato de irmã a cortar as cabeças dos crisRaghida, as atrocidades são tãos assassinados e jogar assustadoras. Em Maalu- futebol com elas. Mulheres la, foram crucificados dois grávidas tiveram seus bejovens cristãos, um deles bês arrancados do ventre e diante do próprio pai. De- enforcados com os próprios pois dos crimes, chegaram cordões umbilicais. O lava-pés do Papa Na Quinta-feira Santa, o e necessidades especiais. O Papa Francisco celebrou o lugar escolhido pelo Papa foi lava-pés com 12 pessoas (de o Centro Santa Maria da Pro16 a 86 anos, um deles mu- vidência, da Fundação Dom çulmano) que sofrem de di- Carlo Gnocchi, onde ele celeversos tipos de deficiências brou a missa da Última Ceia.

graça e pode ser venerada por todos os católicos do mundo. No caso dos dois papas, Francisco mencionou a extrema importância que eles representaram para a Igreja. João XXIII, pela convocação do Concílio Vaticano II, encontro que reformou diretrizes e abriu as portas da Igreja para o mundo moderno. E João Paulo II, pelo vigor, dinamismo e espírito missionário que empregou em quase 27 anos de pontifica-

Indagações da fé

do, permeados de momentos difíceis, alegrias, desafios e muita esperança. Francisco destacou que São João XXIII demonstrou uma “delicada docilidade ao Espírito Santo, deixou-se conduzir e foi para a Igreja um pastor, um guia-guiado, guiado pelo Espírito. E São João Paulo II, no serviço ao povo de Deus, foi o Papa da família”, como ele mesmo disse que gostaria de ser lembrado.

Teólogo - Estef • E-mail: freiglaab@gmail.com

BRUNO GLAAB

Por que nos mistérios gozosos do rosário se diz “Ascensão de Jesus” e “Assunção de Maria”? Não é a mesma coisa? Cristina R. Polli, Florianópolis - SC

Cristina, o mistério da Ascensão de Jesus lembra-nos a vitória definitiva daquele que foi crucificado. Jesus Cristo é “o único Sacerdote da nova e eterna Aliança, e não ‘entrou em um santuário feito por mão de homem... e sim no próprio céu’” (Cat. 662). Importante notar aí o peso dado à palavra “entrou”, isto é, por sua própria autoridade, e não levado por outro. O mistério da Assunção de Maria lembra-nos que a Virgem Imaculada, “terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celeste (...) foi exaltada pelo Senhor como Rainha do universo” (Cat. 966). E o Catecismo da Igreja Católica, no mesmo número, continua explicando: “A Assunção da Vir-

gem Maria é uma participação singular na ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos”. Desta vez deve-se notar a importância dada às palavras “foi assunta”, “foi exaltada pelo Senhor” e “uma participação”, pois Nossa Senhora não “entrou” no céu por sua própria autoridade, mas “foi levada” pelo seu Filho Jesus, “Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte”. Portanto, não é a mesma coisa dizer “ascensão” e dizer “assunção”: o Ressuscitado “subiu ao céu” e a Virgem Maria “foi levada por seu Filho ao céu”. Ascensão é atividade e assunção é passividade. (resposta de padre Mário Fernando Glaab - www.marioglaab.blogspot.com.br)


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CR Igreja 19

Fotos Ir. Murialdinas/Div/CR

JUBILEU

Pioneiras: as primeiras irmãs com padre João Schiavo

Missão: atividades na Vila Restinga, em Porto Alegre

Resumo

Equador, Chile, Argentina e México. No Brasil, a congregação teve início no dia 9 de maio de 1954, graças à ousadia e dedicação de padre João Schiavo, que organizou, preparou e formou o primeiro grupo de murialdinas, com sede em Fazenda Souza. O Servo de Deus Pe. João Schiavo foi um grande animador vocacional, formador e provincial dos josefinos, fundando obras ligadas à educação da juventude e assistência social em diver-

sas cidades gaúchas e catarinenses. Sua vida e morte com fama de santidade estão sendo avaliadas pelo Vaticano, com o processo de beatificação já bastante adiantado em Roma. De Fazenda Souza, as murialdinas foram, progressivamente, ocupando novas frentes. Hoje estão presentes também em Porto Alegre, Maringá (PR) e em Xique-Xique e Jaguara, na Bahia. Atualmente, integram a delegação brasileira 56 religiosas, sendo que cinco atuam no México e Argentina. As crianças, jovens e famílias pobres são as prioridades da congregação, que atua em escolas, creches, centros de promoção, paróquias, pastorais, catequese, grupos de jovens e frentes missionárias. Mais sobre as murialdinas no site www. murialdinas.com.br; e-mail murialdinas@malbanet.com.br, pelos telefones (54) 3221.4504/3225.5632 ou com Centro Vocacional (rua Lino Rech, 5535, CEP 95125-000 - Fazenda Souza, Caxias do Sul (RS), fone (54) 3267.1188/1001).

VILA SECA Divulgação/CR

A

Capuchinhos em assembleia A Conferência dos Capuchinhos do Brasil realiza, de 1º a 4 de maio de 2014, na Casa de Retiros São José, em Belo Horizonte (MG), a Assembleia Anual da CCB. Além da participação de todos os provinciais e custódios, está prevista a presença dos presidentes da Conferência dos Capuchinhos da América Meridional (CONCAM), frei Eusébio Mendonza; e da Conferência dos Capuchinhos da América Central (CCA), frei José Alarcon Gómez, além dos conselheiros gerais, freis Sérgio Dal Moro e Hugo Mejia. Na agenda da assembleia constam diversos assuntos, como a continuidade da ALAC, para os frades do Brasil e América Latina, o site da CCB, constituições, logo- Equipe: casal de honra e os demais festeiros da Festa do Divino marca e carteira de identidade franciscana, patrimônios provinciais, missões, encontro de formandos capuchinhos da CCB O distrito de Vila Seca, Caxias do dieiro, 03/5). No dia 4, missa festiva às etc; além de outros que poderão entrar na Sul, está promovendo a tradicional Fes- 10h30, com procissão e, em seguida, pauta durante o encontro. ta do Divino Espírito Santo. Nos dias escolha dos novos festeiros. Às 12h30, São Luiz de Castro 26 e 27 de abril foi realizada cavalgada, almoço tradicional, seguido de rifão e Será realizada no dia 4 de maio, em São com os cavalarianos saindo do santu- leilão de terneiros e demais animais doLuiz de Castro, Boa Vista do Sul (RS), a ário de Caravaggio e chegada na sede ados. A partir das 16 horas, reunião dan16ª Festa dos Motoristas em honra de do distrito, onde ocorreram festejos na çando com o grupo Estância. No dia 17 Nossa Senhora da Boa Viagem. A progra- capela e no salão paroquial. de maio, sábado do bodo, com bodo aos De 1º a 3 de maio, realiza-se o tríduo carentes e brincadeiras com as crianças. mação conta com missa de ação de graças às 10 horas, celebrada pelo pároco, padre da Festa do Divino, sempre com missa E no dia 18 de maio, Domingo de PenRafael Giovanaz. Após, procissão moto- às 19h30, seguida de jantar (na sexta tecostes, missa às 10h30 com proclarizada, com a imagem de Nossa Senhora, e no sábado, baile com animação dos mação do novo casal festeiro de honra Garotos de Ouro, 02/5, e o grupo Can- e entrega dos prêmios da rifa e bênção. e almoço de confraternização.

Festa do Divino mobiliza distrito caxiense

LUIZ TURRA

Vivendo em ritmo de Páscoa

S

Murialdinas celebram 60 anos de Brasil

s Irmãs Murialdinas de São José celebram, no domingo 4 de maio, em Fazenda Souza, os 60 anos de presença da congregação no Brasil. Para recordar esta caminhada, as irmãs realizam, de 1º a 3 de maio, encontro de revitalização religiosa. No domingo 4, às 10h30, haverá missa solene de ação de graças na igreja matriz de Fazenda Souza e, ao meio-dia, almoço de confraternização no salão paroquial, reunindo familiares das irmãs, amigos, benfeitores e colaboradores. A congregação das murialdinas foi fundada em Turim, na Itália, pelo padre Luiz Casaril, josefino de Murialdo em 22 de setembro de 1953. Tem seu carisma inspirado em São Leonardo Murialdo: “Viver a certeza de que Deus nos ama com amor infinito, atual, terno, pessoal e misericordioso e irradiá-lo sobretudo entre crianças, jovens e famílias empobrecidas”. Da Itália, a congregação foi se ramificando em outros países – Brasil,

No coração da vida

e, por acaso, num dia acordássemos numa sociedade bem organizada e harmônica, numa terra sem males, farta, mas vazia de espontaneidade, como nos sentiríamos? Se andássemos pelas estradas, no meio dos humanos, desprovidos do mistério, da poesia, da alegria espontânea, sem intuição e sem afetividade, como conseguiríamos viver? Se não tivéssemos mais lutas para cantar vitórias, nem barreiras para conquistar liberdades, o que faríamos de nossa existência? É o ritmo que dá beleza a toda a música. E este necessita de tempos fortes e tempos fracos, nem só fortes, nem só fracos. O ritmo da vida normal também experimenta tempos alternados, relevantes e irrelevantes, fracos por nossos limites e fortes por nossas possibilidades e, acima de tudo, pelas possibilidades que Deus potencializou em nós. O ritmo pascal de nossa vida experimenta cruzes e mortes, esperanças e ressurreições. Em nosso viver diário, sempre se faz importante a expressão: “Apesar de...” Como é bonita a fé cristã no Crucificado Ressuscitado que consegue administrar o dia a dia da vida, formulando expressões como estas: “Apesar dos pecados existe a misericórdia”. “Apesar dos sofrimentos existe a força da fé e a solidariedade humana”. “Apesar de nossas perdas temos de novas Cristo possibilidades conquistas”. Apesar de ressuscitou necessárias renúncias, para levar temos uma reserva de consigo cada graças por onde transitar pessoa e toda com novas escolhas. Quando nos falta sentir a humanidade e acolher o ritmo Pascal à possibilidade da vida, vamos tecendo de vida em as alternâncias da vida plenitude como se tudo fosse uma fatalidade. “Tinha que acontecer...!” “É assim mesmo...!” E a vida passa, sem relevância, quando não, sem sentido. Interpretando e experimentando a vida em ritmo pascal, tudo vai se iluminando, até mesmo as trevas. Quando o sol se põe já garante um novo amanhecer! Já sabemos demais que nossa vida não transcorre sempre “num mar de rosas”, até porque não há rosas sem espinhos, como não há ressurreições sem cruzes. Difícil é admitir que a dor faz parte do amor, que a morte faz parte da vida, como o grão de trigo que necessita sujeitar-se a morrer para produzir frutos. Como seríamos diferentes se conseguíssemos ensaiar, cada dia, a vida em ritmo de Páscoa. Certamente iríamos descobrir muitos tesouros no solo e no subsolo de nossa existência, tantas vezes mal vista por nós mesmos e exposta à rotina e à monotonia. Deus nos criou para sermos mais do que somos, para sermos melhores do que aparecemos e maiores do que nossa estatura física. Deus, encantado com o ser humano, criado à sua imagem e semelhança, é também o Deus apaixonado que nos enviou seu Filho; assumiu nossa condição humana em tudo, menos no pecado; sujeitou-se a se tornar pecado por nós, a fim de nos redimir; sendo crucificado, ressuscitou para levar consigo cada pessoa e toda a humanidade à possibilidade de vida em plenitude. Valemos tanto, quanto o amor de um Deus que deu a vida por nós.


CR Correio Riograndense

PARA USO DOS CORREIOS ■ MUDOU-SE ■ CEP ■ DESCONHECIDO ■ NÃO EXISTE Nº INDICADO ■ RECUSADO ■ FALECIDO ■ INORMAÇÃO ESCRITA PELO ■ AUSENTE PORTEIRO OU ■ NÃO PROCURADO SÍNDICO ■ END. INSUFICIENTE

Caxias do Sul - 30 de abril de 2014

RIO MADEIRA

Água sobe e muda o cotidiano

REINTEGRADO AO SERVIÇO POSTAL EM ___/___/___

___/___/___

_________________ RESPONSÁVEL

Palavras Joaquim Souza/Correio Riograndense

Cheia histórica tira cerca de 30 mil pessoas de suas casas em Rondônia

“O que vale na vida não é o ponto de partida, mas a caminhada. Caminhando e semeando, no fim, terás o que colher.” CORA CORALINA (1889-1985), poeta e contista brasileira

“Quase sempre, a responsabilidade confere grandeza ao homem.” STEFAN ZWEIG (1881-1942), escritor austríaco

“O verdadeiro ensinamento não é falar, mas sim conduzir.” Baixo Madeira: famílias ribeirinhas desabrigadas em função da enchente permanecem acampadas às margens do rio. Página central

Curso de Teologia a Distância - Edição 2014

Vocação mal-sucedida

Evangelho de Mateus - Lição 3

Chamados a seguir o Mestre Jesus Ir. Joyce Moreira dos Anjos

Ir. Katia Rejane Sassi

esus não trabalha sozinho. Formou seu grupo de discípulos e discípulas à luz das Escrituras Sagradas e das experiências concretas do dia a dia, pelas estradas da Galileia. Preparou assim, sua primeira comunidade para viver radicalmente o mandamento do amor a Deus e ao próximo, praticando a misericórdia e a justiça. (Ler Mt 4,18-22 e Mt 9,9-13).

de Deus, do querer divino (7,24.26). Mateus tenta corrigir a separação entre falar e fazer, entre ensinar e praticar: “Não é aquele que diz Senhor, Senhor, que entrará no Reino, mas quem faz a vontade do Pai” (7,21). Chamado por Deus, José abandona seus projetos pessoais e assume a missão de cuidadoso guardião de Jesus e Maria.

JOSÉ: MODELO DE DISCÍPULO A primeira pessoa que acolhe Jesus no Evangelho é José (1,24), que não fala absolutamente nada, mas faz. Ele fala com a vida. Nas três cenas, José obedece e a palavra de Deus se realiza (1,22; 2,15.23). José é chamado justo (1,19) como Jesus (27,19). Para os judeus daquela época, “ser justo diante de Deus” era observar todas as normas da lei em todos os seus detalhes. Eram em torno de 613 leis, difíceis de serem todas observadas. Para Mateus, ser justo é obedecer a vontade de Deus e colocar em prática o mandamento do amor. Desta forma, José é colocado na entrada do Evangelho como modelo do discipulado: aquele que faz. Mas não é um fazer qualquer, é um fazer obediente à vontade

OS PRIMEIROS COLABORADORES Cafarnaum, ponto de partida da ação de Jesus, ficava às margens do lago da Galileia (4,13). Entre os pescadores, Jesus encontra seus primeiros colaboradores: Simão Pedro e André, Tiago e João (4,18-22). A iniciativa de Jesus é descrita por meio de dois verbos: “Jesus viu...” e “Jesus chamou...”. São escolhidos e convocados: “Vem e segueme”. Assim também se dá no chamado de Mateus (9,9). “Deixar” é outro verbo que se refere à exigência do chamado. Os cinco deixam tudo - seu trabalho, profissão, laços familiares, bens, planos e interesses pessoais para seguir Jesus. Deixam sua situação anterior e assumem um novo estilo de vida. Aos poucos, vão assimilando o espírito de Jesus para seguir os seus passos com fi-

4º Ano de Teologia na Estef

J

Professora da Estef

SAINT-EXUPÉRY (1900-1944), aviador e escritor francês

delidade. O chamado e seguimento destes primeiros discípulos são um modelo de vocações bem-sucedidas. Mateus considera o grupo das mulheres discípulas de Jesus, da mesma forma como vê os homens, mesmo que não tenha relatado seus chamados (27,55-56). São seguidoras de Jesus desde a Galileia, portanto, elas não duvidaram de deixar para trás cidades, famílias, posses, a fim de seguirem Jesus. Na maioria das vezes, o grupo de seguidores de Jesus é chamado simplesmente de “discípulos” (5,1; 12,1-2; 15,2). Os doze são chamados de “apóstolos” apenas em Mt 10,2. Jesus destaca doze entre os muitos discípulos, formando o novo povo de Israel. Eles são enviados para uma missão especial e recebem recomendações próprias para o encaminhamento da missão. QUESTÕES: 1. Como nós chamamos as pessoas para entrar na comunidade e seguir Jesus? 2. No relato da vocação de Mateus (9,9-13), qual o ponto que mais chamou a sua atenção? 3. Quais as desculpas ou justificativas que as pessoas dão para não participar do seguimento de Jesus, na comunidade?

Há outros seguimentos descritos no Evangelho de Mateus. Normalmente, quem segue Jesus é a multidão de pobres, doentes e famintos (8,1; 12,15; 14,13; 19,2; 20,29). É interessante observar que Mateus apresenta também três relatos de vocação mal-sucedida, em que o seguimento a Jesus não acontece: um mestre da Lei (8,1820), um outro discípulo (8,2122) e o jovem rico (19,16-22). Aqui, o verbo “deixar”, desapegar-se daquilo que é necessário, não é possível: “O jovem foi embora, porque era muito rico”. Ou, ainda, coloca condições para seguir a Jesus: “Deixa primeiro que eu vá enterrar meu pai”.

PRAZO: Para enviar as respostas desta lição: 29 de agosto de 2014 RESPOSTAS PARA: ESTEF - Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana - Rua Tomaz Edson, 50 - 90640-100 - Porto Alegre - RS E-mail: extensao@estef.edu.br Fax: (51) 3217.4567


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