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# MACRÓFITAS

Página 12

Marcelo Camargo/ABr/CR

Acervo Itá/Div/CR

Proliferação em excesso provoca danos ambientais e econômicos

# SAÚDE

Meninos também serão vacinados contra o HPV a partir de 2017 Página 5

Correio Riograndense CR Ano 108 - Nº 5.518 - R$ 2,50 - Caxias do Sul - 19 de outubro de 2016 - (54) 3220.3232 - facebook.com/jornalcr - www.correioriograndense.com.br

# TURISMO

Não faltará suco de uva na mesa dos brasileiros

Termas e Longevidade é divulgado na capital Divulgação/Correio Riograndense

# VINICULTURA

Apesar da quebra de 57% na safra, bebida está garantida até o fim do ano, segundo o Ibravin. Estoque do semestre, de 67 milhões de litros, é 5,5% superior ao vendido no mesmo período de 2015 Página 13

# CAXIAS DO SUL

Comunicação Secretaria da Cultura/Div/CR

Livros levam 247 mil à feira

Vendas: em 17 dias, mais de 41 mil obras foram comercializadas por 30 livreiros. Página 3

Cotiporã: município integra roteiro e atrai pela simplicidade do cotidiano. Página 5


CORREIO RIOGRANDENSE • Caxias do Sul, 19 de outubro de 2016

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CR Editorial 2

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À

Desafios e avanços na luta contra o aquecimento global

s vésperas da 22ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, que começa em 7 de novembro em Marrocos, chama atenção o pedido de socorro dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento. Eles pedem ajuda externa para enfrentar os desafios das alterações climáticas, já que são altamente vulneráveis, mas contam com recursos suficientes para enfrentá-las. Também serve de alerta relatório da Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO) das Nações Unidas que aponta a urgência de ajudar o setor

agrícola a adaptar-se às alterações climáticas, sob pena de deixar mais de 122 milhões de pessoas na pobreza. O setor agrícola enfrenta um duplo desafio: reduzir suas emissões de gases de efeito estufa e, ao mesmo tempo, aumentar a produção de alimentos. Reformular a agricultura é um processo complexo, mas que precisa ser iniciado. O relatório sublinha que o sucesso da transformação da agricultura depende em grande medida da ajuda aos pequenos proprietários, que somam 475 milhões de famílias nos países em desenvolvimento, produzindo em contextos socioeconômicos e agroecológicos muito

distintos - daí a complexidade, não existe uma só resposta! Porém, como bem assinala a FAO, “os benefícios da adaptação ultrapassam os custos da inação". Mas não só más notícias cercam a questão do clima. Há poucos dias, 197 países, incluindo Brasil, firmaram acordo para redução de hidrofluorcarbonetos (HFCs), gás de efeito estufa usado em refrigeradores e aparelhos de ar condicionado. Segundo os especialistas, a medida é uma das maiores contribuições ao acordo do clima firmado

em Paris em 2015 (COP21). O objetivo é reduzir o consumo desses gases em até 85%, o que pode ajudar a evitar um aquecimento de até 0,5°C na temperatura média global até o fim deste século. Tal acordo é visto como efetivo porque tem prazos específicos e o compromisso de os países ricos ajudarem os pobres na adaptação de tecnologias. É uma demonstração de que a humanidade é capaz de enfrentar e superar os problemas ambientais. Serve de modelo para que outras ações sejam efetivadas para combater o aquecimento global que já penaliza diversas regiões.

FATO EM FOTO

Correio do leitor

Nobel de Literatura a Bob Dylan

Segundo turno “Cumprimentos ao Guilherme Barp pelo artigo “Por que segundo turno só para alguns?” (CR de 5/10, página 2). As razões apresentadas são muito claras e, de fato, é uma injustiça que em muitos municípios os eleitos não têm a maioria dos votos de seus cidadãos. Concordo com o articulista quando afirma que esta distorção precisa ser corrigida”. Leonardo Martini Santa Maria – RS

O cantor e compositor americano Bob Dylan foi anunciado, na quinta 13, como ganhador do Nobel de Literatura 2016. A escolha foi divulgada em um evento da Academia Sueca em Estocolmo. Além do título, o músico receberá 8 milhões de coroas suecas, algo em torno de R$ 2,9 milhões. Aos 75 anos, Dylan é considerado um dos grandes nomes da música americana do século XX. A distinção ao artista, segundo as autoridades suecas, deve-se ao fato de “ter criado novas expressões poéticas dentro da grande tradição da canção americana”. Também poeta e com diversos livros lançados, é aclamado sobretudo pelo lirismo de suas letras. A solenidade de entrega do prêmio será em 10 de dezembro.

CR Correio Riograndense Leitura crítica FUNDADO EM 13 DE FEVEREIRO DE 1909 Filiado à ADJORI-RS e ABRAJORI Diretor de Redação: frei João Carlos Romanini Editora-chefe: Andressa Boeira Editores-assistentes: Maria de Fátima Zanandrea e Marcelino C. Dezen Editado por: ASSOCIAÇÃO LITERÁRIA SÃO BOAVENTURA/EDITORA SÃO MIGUEL

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Safra da esperança José Zeferino Pedrozo

O arroz retomou áreas não cultivadas na safra anterior, com uma produção entre 11,6 e 12 milhões de toneladas. Já o feijão primeira safra deve obter produção de 11,9 a 18,7% superior à safra passada. A lém da importância para a segurança alimen- projeção para a soja é de crescimento entre 6,7 e 9% tar do país, o setor primário em geral e a agri- na produção, podendo atingir de 101,8 a 104 milhões cultura em particular têm uma capacidade ex- de toneladas. Base de grandes cadeias produtivas, como a avitraordinária de gerar respostas econômicas. Por isso, importantes lideranças nacionais vêm defendendo cultura e a suinocultura, o milho, também primeira uma estratégia de Estado – e não apenas de governo safra, deverá atingir patamar superior em relação à – para o agronegócio brasileiro, como a saída mais produção do período anterior, após três anos de queda. Esse fato, aliado à importação de milho dos EUA, rápida e viável da crise em que se meteu o Brasil. dará alguma tranquilidade Não há dúvidas da imàs agroindústrias. Entreportância da agricultura e O setor primário em geral e a tanto, o mercado terá que do agronegócio para o futuagricultura em particular têm uma conviver com a escassez ro, pois o Brasil faz parte de um grupo restrito de países capacidade extraordinária de gerar de milho até meados do próximo ano, na entrada com grande potencial ecorespostas econômicas da próxima safrinha. Só nômico em razão de três em maio de 2017, quando fatores: superfície agrícola com mais de 140 milhões de hectares, PIB maior for conhecida a produtividade da safrinha, é que o que US$ 1 trilhão e população acima de 80 milhões mercado deve voltar à normalidade, que é paridade de pessoas. O Brasil terá um grande papel no cenário de exportação. A expectativa é que os preços, ainda mundial porque a segurança alimentar é condição firmes no segundo semestre de 2016, e a escassez essencial para a manutenção da paz universal. Pro- do produto estimulem o plantio do grão. Se o clima duzir mais alimentos, aumentando a produtividade contribuir, a produção pode ultrapassar 60 milhões e intensificando a sustentabilidade, num contexto de de toneladas de milho, o que traria o mercado brasileiro para um equilíbrio. crise, é um grande desafio. São incríveis os efeitos que uma projeção de safras Nesse ambiente, a estimativa da produção de grãos para a próxima safra (2016/17) poderá ficar em elevação produz: aumenta a taxa de confiança, entre 210,5 e 214,8 milhões de toneladas, de acordo reduz incertezas políticas, mitiga a retração da ativicom projeções da Conab. Significa um crescimento dade econômica, aumenta o consumo, estimula inde até 15% em relação à safra anterior (2015/2016), vestimentos, baixa a inflação, reduz o desemprego etc. Não há dúvida: a saída está na agricultura. que atingiu 186,4 milhões de toneladas. Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc)

A

Opinião “Gostei demais da página de Opinião do dia 28 de setembro. Cada um, a seu modo, aborda temas que são atuais e fazem refletir. Mas destaco o excelente artigo do Pe. Zezinho “O dedo na urna”. Se todos tivéssemos consciência da importância e da responsabilidade que o voto representa, nossas escolhas seriam mais justas e nossas cobranças mais intensas. Com certeza, somos culpados por muitos dos maus políticos que hoje estão em evidência no país”. Gabriela Monari Mendes Campinas - SP Agrotóxicos “Cumprimentos ao CR por nos oferecer matérias como a do dia 21/09, sobre agrotóxicos. Preocupante e, diria, até assustadores os dados contidos na reportagem. Mais um ‘primeiro lugar’ extremamente indesejado. A quem cabe orientar os agricultores sobre essa ‘violência silenciosa’?”. Artur Rebouças Florianópolis – SC Gilmar Zampieri “Teus comentários são todos muito bons, frei Gilmar. Acompanho todos, concordo com a maioria, mas o que fazer se somos a minoria neste universo demagogo? Abraço e parabéns por tudo o que escreves”. Vera Regina (comentado no site do CR) Cartas e e-mails devem conter endereço completo e telefone do remetente. As correspondências não são necessariamente publicadas na íntegra.


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FEIRA DO LIVRO

A

Evento atrai 247 mil

Olhar à vida

JAIME BETTEGA

Ter fé está na moda

Apesar do público 9% menor que em 2015, avaliação foi positiva

lvo de diversos protestos, sobretudo dos livreiros, o novo endereço da Feira do Livro caxiense parece ter surpreendido os visitantes, de forma positiva. Em 17 dias, 247 mil pessoas passaram pela Praça das Feiras e Largo da Estação Férrea, no bairro São Pelegrino. Devido à descentralização, o público foi 9% menor que em 2015, quando a Praça Dante Alighieri recebeu 270.000. Com o tema “Ler ou reler, eis a paixão”, o evento homenageou os 400 anos de Willian Shakespeare. Encerrado no domingo 16, o evento reuniu 30 livreiros, dezessete a menos que na edição passada. Além disso, foram comercializadas 41.221 obras. Apesar da quebra de quase 40%, a organização avaliou como “superpositiva”, uma vez que a Associação dos Livreiros Caxienses (Alca) não se fez presente e lançou feira paralela. A coordenadora da 32ª edição da Feira do Livro e 3º Festival Literário Entrelinhas, Daniela Zanandréa, destaca que a aprovação do espaço fez com que, na média de bancas, a venda fosse maior que em 2015. “Tanto público, quanto escritores e livreiros elogiaram e aprovaram. Se fizermos uma média pelo número de bancas, o total vendido por cada livreiro é maior, comparou”. Ainda segundo a coordenadora, a grande aprovação se deu por parte do público que permaneceu na Praça das Feiras. “Muitos voltaram várias vezes, vieram muitas crianças, famílias. Alguns até fizeram roda de chimarrão”, conta. Já a secretária de Cultura, Rúbia Frizzo, enumerou vi-

Rafael Lopes/Divulgação/Correio Riograndense

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CR Caxias do Sul 3

felipe@jornalcr.com.br I www.correioriograndense.com.br

Palco: Praça das Feiras e Biblioteca Parque da Estação sediaram diversas atividades vências da Feira deste ano. “Quem não se emocionou ao ver o pai e sua filha de mãos dadas sentados em frente a uma banca lendo cada um seu livro após serem comprados; de ver pessoas com deficiência andando com autonomia por este espaço; de ver crianças correndo com autonomia e segurança?” Além da estrutura montada na Praça das Feiras, os visitantes tiveram à disposição a Praça do Trem e a Biblioteca Parque da Estação. Essa última recebeu bate-papos, palestras, contações de histórias e outras atividades literárias. A organização prevê, ainda neste ano, uma reunião de avaliação com os livreiros. Na cerimônia de encerramento, o prefeito Alceu Barbosa Velho enalteceu o trabalho realizado para que

a Feira pudesse acontecer, mesmo depois das críticas da comunidade sobre a troca de local. “Precisamos inovar, andar pra frente, gosto de avançar e sempre com a consciência tranquila, porque se precisar eu posso dar um passo atrás”, concluiu. Feira dos Livreiros – Descontentes com a mudança de endereço, os livreiros de Caxias desenvolveram uma feira paralela. Na programação, realizada em 12 livrarias da cidade, foram realizadas palestras, bate-papos e mesas redondas. Associados à Alca, comercializaram livros novos com 25% de desconto e usados com até 80%. A entidade pretende divulgar, nos próximos dias, um balanço paralelo sobre a Feira do Livro e sobre a Feira dos Livreiros.

# TRÂNSITO

Lançado aplicativo para pagamento de estacionamento rotativo Se o pagamento for realizado com a utilização do software, não há necessidade de colocação do ticket impresso no painel do veículo. Nesse caso, a fiscalização é feita por meio da placa. A utilização do sistema operacional é simples e requer apenas um cadastro que pode ser feito diretamente no aplicativo. O utilitário é gratuito e está disponível nas lojas virtuais para Android

e IOS. O sistema permite a aquisição de valores pelo cartão de crédito, débito, boleto bancário, SMS ou pelo 0800 941 3444. O app também pode ser utilizado para a compra de créditos de estacionamento. Para esses usuários, o valor correspondente à compra dos créditos vai para o Banco Central e é transferido para a empresa concessionária somente quando da sua utilização.

Convênio CIC e Banestágio

Simulado Enem na FSG

Vestibular Murialdo

A Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) firmou, na segunda 10, convênio com o Banco Nacional de Estágios (Banestágio). Esse vínculo tem a finalidade de ampliar a colocação de estudantes no mercado. Mais informações pelos fones (54) 3538.1268 e 3538.1269.

O Centro Universitário da Serra Gaúcha (FSG) promove, no sábado 22, o simulado voltado para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As provas têm início às 14h, com duração de quatro horas. Serão 60 questões divididas em quatro áreas do conhecimento. Os organizadores pedem a doação de um litro de leite.

Seguem, até o dia 24 de novembro, as inscrições para o vestibular de verão da Faculdade Murialdo (Famur), podendo ser realizadas pelo site www. faculdademurialdo.com.br. A taxa é de R$ 30. Para o primeiro semestre de 2017, a instituição oferece o ingresso em sete cursos superiores, dentre os quais, Medicina Veterinária e RH.

A Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMTTM) lançou, na segunda 17, o aplicativo Digipare, para o estacionamento rotativo municipal. A ferramenta permite ao usuário pagar a tarifa para estacionar nas áreas do estacionamento rotativo regulamentado. Além disso, permite renovar a permanência sem que seja necessário comparecer ao parquímetro.

Informe CR

A

s famílias eram conhecidas. Vi o crescimento dos filhos. Antes de marcar o casamento, o celular tocou para uma breve consulta à agenda. O grande dia chegou. Sempre gostei de cerimônias de matrimônio. É a festa máxima do amor familiar. A homilia não deve ser longa. O simbólico tem uma capacidade tremenda de comunicar o que vai além das palavras. Nem sempre nos damos conta de que algumas frases são realmente de efeito. Aquele sábado fora de agenda lotada. Os imprevistos também ocupam espaço. Há acontecimentos que merecem ser atendidos. Não podem ser adiados. Acabei não participando da festa social do referido casamento. Não foi por falta de vontade. No dia seguinte, a agenda continuaria praticamente lotada. Quando cheguei no convento, ouvi o sinal de uma mensagem no celular. Era de um casal amigo que estava na cerimôA fé não é um nia de casamento. A era curta: enfeite, nem um mensagem ‘Ter fé está na moda’. efeito. A fé é um Somente isso. Imediatamente recordei dom que ilumina que fora a frase que o amor. Para ser eu havia pronunciado aos jovens noivos. feliz para sempre Uma profunda alegria conta do meu é imprescindível tomou coração. Adormeci ter fé, muita fé com a certeza de que os jovens têm escuta seletiva. Talvez não prestem atenção em muitas palavras, mas captam o essencial. Na tentativa de resgatar a caminhada cristã, eu havia dito aos noivos que ter fé, hoje, é estar na moda. Há um retorno visível à espiritualidade. O cenário já não é mais de rejeição ou de indiferença. Outro acréscimo interessante diz respeito à aceitação das diferenças. Evidente que o caminho ainda é longo, quando se trata de um olhar crítico, pois nem tudo é espiritualidade. Não tenho dúvidas de que os próximos tempos serão de muita fé. Talvez as manifestações religiosas terão diferentes formatos. Mas a espiritualidade será resgatada como garantia da própria felicidade. Ter fé está na moda. Ou melhor, nunca saiu de moda. Os antigos filósofos não vacilavam: o ser humano é corpo e alma, matéria e espírito. As buscas mais profundas continuam aspirando pela transcendência. Em cada época as acentuações até podem se alternar. Porém, é impossível negar o que vai na essência. Os noivos estavam felizes. Os pais também. Todos estávamos felizes. A fé não é um enfeite, nem um efeito. A fé é um dom que ilumina o amor. Para ser feliz para sempre é imprescindível ter fé, muita fé. Ter fé está na moda. Venda de veículos novos e seminovos. Nacionais e importados

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CR Municípios 4

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# ALFABETIZAÇÃO

Indicadores assustam

16% não sabem ler e 25% não conseguem escrever palavras

A

educação, no Rio Grande do Sul, põe a sociedade em alerta. Embora esteja em situação melhor que a média brasileira, chama a atenção que 16% das crianças gaúchas do 3º ano do ensino fundamental de escolas públicas não têm capacidade de localizar informações explícitas em textos e 25% não conseguem escrever determinadas palavras e continuar narrativas. Tal fenômeno, entretanto, não é homogêneo no estado. Dos 473 municípios contemplados na pesquisa da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), 72 têm 100% dos alunos participantes em nível adequado em

ambos os exames - ANA é uma das estratégias para execução do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), criado pela União em 2012. Segundo Marcos Vinicio Wink Junior, do Núcleo de Indicadores Sociais e Ambientais da Fundação de Economia e Estatística (FEE), propor políticas públicas para o estado utilizando casos municipais de sucesso parece ser uma possível solução para melhorar a alfabetização. “Difundir as práticas pedagógicas que fazem, por exemplo, os municípios de Centenário e de Três Arroios (ver tabela), localizados no Corede Norte, serem referência quando analisamos os

resultados municipais da ANA pode ser fundamental para o desenvolvimento das habilidades cognitivas das crianças gaúchas”, analisa. Terceira - A terceira edição da Avaliação Nacional da Alfabetização será aplicada em novembro de 2016 aos alunos do 3° ano do ensino fundamental de todas as escolas brasileiras. Os indicadores de 2014 foram semelhantes aos números de 2013, primeiro ano em que a avaliação foi feita. Na época, o Ministério da Educação (MEC) não divulgou oficialmente os dados da edição por serem apenas um diagnóstico inicial.

# EDUCAÇÃO

# CREA-RS

Garibaldi novamente é destaque educacional no Brasil. Desta vez, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Madre Felicidade vai receber a certificação do Programa de Escolas Associadas à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A confirmação foi anunciada durante o Encontro Nacional Programa das Escolas Associadas (PEA), no dia 7, em Natal, Rio Grande do Norte. Na Serra gaúcha, o primeiro colégio a ser associado à Unesco foi a Escola Municipal de Primeiro Grau Pedro Cattani, também de Garibaldi. O certificado precisa ser renovado anualmente. A escola Madre Felicidade apresentou, em março deste ano, o seu projeto pedagógico ao PEA.

Fotos Divulgação/CR

Garibaldi tem sua segunda escola municipal associada à Unesco

Escola: projeto pedagógico foi apresentado pela diretora Vanessa Hack A diretora Vanessa Morelatto Hack foi convidada para expor a experiência pedagógica do educandário como destaque no Rio Grande do Sul. Agora, com o pro-

jeto pedagógico transpondo a etapa nacional, passa a ser avaliado na sede da Unesco, em Paris. “Quando temos professores qualificados e comprometidos,

# CARLOS BARBOSA

Barragens são fiscalizadas

obtêm-se excelentes resultados. E este é mais um exemplo de eduO Conselho Regional de Encação de qualidade”, ressalta a secretária de Educação, Simone genharia e Agronomia do Rio Grande do Sul (Crea-RS) está Cristina Rosanelli Chies. fiscalizando as barragens das reO PEA- A Unesco tem 20 anos gionais II e V. Essas abrangem de atuação no Brasil e somente as inspetorias de Ijuí, Santa Rosa, 300 escolas são associadas, sendo Frederico Westphalen, Ibirubá, 16 no RS. Para ser escola associa- Três Passos, Palmeira das Misda, o educandário precisa desen- sões, Cruz Alta, São Luiz Gonvolver projetos pedagógicos que zaga, Santiago, Santo Ângelo, estejam em consonância com as Panambi e São Borja, pertencenvertentes da Unesco no mundo tes à zona V. Já na zona II estão nos últimos cinco anos e com- Bento Gonçalves, Canoas, Caneprovados por meio de documen- la, Caxias do Sul, Esteio, Novo tação, fotos e relatórios, ou seja, Hamburgo, São Leopoldo, Tacultura da paz, sustentabilidade, quara, Vacaria. O objetivo é evivalorização da diversidade cultu- tar tragédias como a de Mariana, ral e inclusão social, os quais são em Minas Gerais. A fiscalização princípios e valores universais da da estabilidade das barragens é de encargo do Crea. Unesco.

# PICADA CAFÉ

A Feira do Livro 2016, de Carlos Barbosa, já tem data definida. O evento será realizado de 4 a 9 de novembro próximo, no Parque da Estação (neste ano, em frente à Torre da Estação). O tema dessa edição será Mágica e Literatura. O patrono de 2016 é o mágico e escritor Eric Chartiot, natural da França. Atualmente, o escritor reside em Morro Reuter (RS). Além dele, outros quatro escritores estão confirmados: Lucio Alves, Luiz Antônio Aguiar, Alessandra Pontes e Celso Sisto, ambos com obras para todas as faixas etárias. A feira terá sete livreiros participantes, de Carlos Barbosa e da região. O evento contará também com espaço infantil, a Brinquelândia, enquanto os pais ou resLiteratura: o Parque da Estação vai sediar a feira do livro 2016 ponsáveis fazem as compras.

Obra: a casa antiga é restaurada e sua história também

Casa de Cultura de Joaneta é entregue A antiga subprefeitura do 9º distrito de São Leopoldo, prédio tombado pelo patrimônio histórico, agora sedia a Casa de Cultura Joaneta, em Picada Café. O espaço de mais de 100 m² foi entregue à comunidade na terça-feira 11. A inauguração contou com a

presença do secretário estadual de Cultura, Victor Hugo Alves da Silva. “A entrega dessa casa é seguramente o fato cultural mais importante do Rio Grande do Sul hoje”, destacou. A historiadora Josiane Mallmann contribuiu com a restauração.

Marco Dieder/Divulgação/CR

25ª Feira do Livro será realizada de 4 a 9 de novembro


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CR Municípios 5 # TURISMO

Cris Paulus/Divulgação/CR

Vila Flores: Cantina dos freis Capuchinhos Vanice Dal Magro/Div./CR

Roteiro Turístico Termas e Longevidade participa do projeto Arte e Turismo no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs). A ação para divulgação turística da região foi organizada a convite da Secretaria do Turismo, Esporte e Lazer (Setel), em parceria com o Margs, onde acontecem as atividades, com entrada franca. A programação inicia às 10 horas do dia 21, com experiências feitas pelos empreendedores do roteiro como L’Arte Ceccato, com cerâmica; Kariane Modelski, com arte polonesa; SPA Day com algumas terapias, entre outras atividades envolvendo os visitantes com o que eles encontram nos atrativos turísticos dos municípios de Cotiporã, Nova Prata, Protásio Alves, Veranópolis e Vila Flores (ver abaixo). À tarde, às 14 horas, no Auditório Margs, acontece a abertura oficial com talentos culturais e divulgação do Roteiro Turístico Termas e Longevidade; Ás 15 horas, no Café do Margs, terá degustação de produtos típicos do roteiro e apresentação musical. Durante toda a tarde haverá divulgação de materiais informativos no Foyer. Para o grupo gestor do Termas e Longevidade esta é mais uma oportunidade de divulgar a região na capital gaúcha, mostrando os atrativos e despertando a curiosidade no público para visitar o roteiro. Em 2016, o Termas e Longevidade participou de feiras estaduais e o resultado está no aumento do número de turistas que têm escolhido o roteiro para passear, desfrutar de experiências únicas de cultura, lazer e arte, da gastronomia, bem-estar e saúde.

Fotos Divulgação/CR

O

Roteiro Termas e Longevidade vai ao Museu de Arte na capital

Veranópolis: situado na Torre Mirante da Serra, é o único restaurante giratório do Brasil

Filó: festa característica na região dos artistas locais às meditações dos frades capuchinhos. Há ainda a Pousada, onde o turista pode desfrutar da gastronomia, vinhos e sucos naturais.

Protásio Alves: Ferrovia do Trigo passa pelo território de Termas Protásio Alves se destaca pela tranquilidade e pelos costumes típicos do interior. A qualidade de vida e a simplicidade dos moradores cativam nos detalhes singulares.

longevidade estão por toda parte. No clima, na gastronomia, nos hábitos saudáveis e em tradições que são cultivadas com prudência, como os parreirais da região. Cidade e roça dividem espaços equilibradamente, cercados pelo Veranópolis - Os encantos da belo vale do Rio das Antas. Potásio Alves - Conhecida como ‘Pérola da Serra Gaúcha’, terra que guarda os segredos da

Cultura: artesanato polonês Vila Flores - Uma viagem no tempo acontece durante o Filó, quando a antiga festividade dos imigrantes italianos ganha vida, com cantorias, brincadeiras, muita alegria e o farto cardápio típico colonial. Vila Flores é um lugar que respira e expira cultura, arte e energias positivas, das mãos

Cotiporã - A tranquilidade e a aventura são duas formas de encontrar oportunidades de reflexão em Cotiporã. Dos icônicos trilhos do trem, passando por cachoeiras e cascatas, o turismo equestre ou optando pela vivência da espiritualidade, Cotiporã conquista pela simplicidade do cotidiano. Nova Prata - É destino certo para quem busca combinar gastronomia diversificada, lazer, saúde e belezas naturais. As águas termais do complexo Caldas de Prata se completam com o parque florestal, um lugar preservado por suas plantas nativas e espécies exóticas e a fauna surpreendente.

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CR Reportagem 6

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Antigua e Barbuda

Tuvalu

Vanuatu

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CLIMA

Trinidad e Tobago

Tonga

Taiwan

Timor Leste

Seicheles

Sri Lanka

Estados insulares

Bahamas

São Vicente e Granadinas

Fenômenos como a erosão dos solos, cheias e desertificação ameaçam países

São Tomé e Príncipe

Fotos Divulgação/CR

Bahrein

Barbados

São Cristovão e Nevis

Santa Lucia

Brunei

Saona: é a maior ilha caribenha adjacente à República Dominicana, na América Central. Devido às suas praias e belezas naturais é polo turístico

Cabo Verde

Chipre

Cingapura

Comores

Cuba

Dominica

Micronésia

Fiji

Filipinas

Granada

Haiti

O

impacto das alterações climáticas põe os pequenos países insulares (leia abaixo) em alerta. Representantes da Aliança dos Pequenos Estados Insulares (Aois) sublinharam a importância das parcerias para enfrentarem conjuntamente os desafios das alterações climáticas. “As alterações do clima já nos afetam”, declarou Angus Friday, presidente da Aois, às Nações Unidas (ONU). Fenômenos como a erosão dos solos, as cheias, a desertificação, os furacões ou a salinização afetam particularmente os 47 países insulares. “Assim, devemos ini-

ciar imediatamente o processo de adaptação”, insistiu. Para isso, são indispensáveis parcerias, pois “a vulnerabilidade ecológica dos pequenos estados insulares é grande e o financiamento, insuficiente.” Angus Friday, também representante de Granada, citou o caso das Maldivas, compostas por 1.900 ilhas, 210 das quais são habitadas. “Criaram uma ilha artificial que lhes custou US$ 100 milhões. Mas seriam necessárias 14”, disse. Os recursos do Fundo de Adaptação não serão suficientes para financiar o que há a fazer em todos os países, pelo que é preciso estabelecer parcerias.

Embaixadores - O representante de Granada observou que a Aliança já trabalhava com a Comissão Europeia, com vista à adaptação dos países em questão, e expressou os seus agradecimentos à Fundação das Nações Unidas e ao “Friends on Climate Change”, um grupo de 25 embaixadores junto à ONU, pela ajuda prestada. Sublinhou também que a Grécia doou a soma de um milhão de euros à Aliança, para ajudar esses países no processo de adaptação. Por sua vez, Antônio Pedro Monteiro Lima, representante de Cabo Verde, alertou para a vulnerabilidade do seu país. “A de-

sertificação avança. Os esforços que desenvolvemos desde há 20 anos são anulados pelos efeitos do aquecimento climático”, frisou. Insistiu também na dimensão mundial do fenômeno. “Ao ajudarem-nos, os países desenvolvidos ajudar-se-ão a si próprios”, afirmou. Colin Beck, representante das ilhas Salomão, disse que os habitantes de certas ilhas tiveram de ser evacuados e transferidos para ilhas maiores, em movimentos de população que, infelizmente, na sua opinião, passaram despercebidos, por se tratar de uma questão interna.

Geralmente, esses territórios não possuem fronteiras terrestres Um país insular é um estado independente cujo território é composto de uma ilha ou grupo de ilhas. Geralmente não possui fronteiras terrestres, embora haja casos raros em que 20 países partilhem a mesma ilha e façam, assim, fronteira terrestre uns com os outros. São 47 os países insulares. A maioria, 44, compõe a Aliança dos Pequenos Estados Insulares (Aois). Dos 44 países da Aliança, 37 são estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU). Os estados abrangem territórios habitados por cerca de 41 milhões de pessoas. Entre eles, há nações importantes, economicamente e historicamente, como o Japão, Nova Zelândia, Reino Unido, Taiwan, Indonésia, Filipinas, Cuba, Irlanda; e outros “minúsculos”, como Tuvalu, na Oceania, com apenas 26 km², ou Nauru, com 21,2 km², situado no Pacífico Sul. Há ainda países curiosos, como Kiribati, formado por 33 ilhas, atóis e recifes espalhados por uma vasta

Ilhas Marshall

Ilhas Salomão

Samoa

República Dominicana

Reino Unido

Papua-Nova Guiné

Palau

Nova Zelândia

Nauru

Maurícia

Tuvalu: arquipélago, localizado a meio caminho entre Austrália e Havaí, é composto por 4 recifes de coral e 5 atóis área ao centro do Oceano Pacífico, abrangendo da Micronésia à Polinésia. É o único país do mundo com territórios nos quatro hemisférios da Terra (ver bandeiras).

Indonésia

Irlanda

Apesar disso, seu território terrestre total, somado, coloca-o entre os menores países do mundo. É o primeiro país do mundo a mudar de ano, na ilha de Kiri-

Islândia

Jamaica

timati, devido ao fuso horário (UTC+14, hora mundial), de modo que a República de Kiribati é o país mais adiantado em questão de horário.

Japão

Kiribati

Malta

Maldivas

Madagáscar


CORREIO RIOGRANDENSE • Caxias do Sul, 19 de outubro de 2016

CR Nacional 7

# TELEFONIA MÓVEL

Panorama geral

Resolução da Anatel incluirá 9º dígito nos celulares do RS, SC e PR Rafael Neddermeyer/Div./CR

A

partir do domingo 6 de novembro, os gaúchos, catarinenses e paranaenses deverão aderir ao nono dígito nos números de celular. A resolução da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) teve início em 2012, no estado de São Paulo. A região Sul será a última a migrar para o novo formato. Com a nova medida, válida para os DDDs do RS (51, 53, 54 e 55), SC (47, 48 e 49) e PR (42, 43, 45 e 46), todos os celulares terão o dígito nove acrescentado à esquerda dos atuais números. A partir de então, nas ligações para telefones móveis, será necessário digitar 9xxxx-xxxx.

Atenção: agenda deve ser atualizada

De acordo com a resolução da Anatel, o objetivo é aumentar a disponibilidade de números na telefonia celular, além de facilitar o processo de padronização na marcação de chamadas. As ligações com oito dígitos ainda serão completadas até o dia 15 de novembro. As lojas Google Play e App Store disponibilizam diversos aplicativos gratuitos para smartphones que podem ajudar na atualização automática da agenda de contatos. O WhatsApp, por sua vez, vincula de forma automática o número antigo e o modificado, não sendo necessária a criação de nova conta ou a alteração do cadastro.

# ELEIÇÕES 2016

Reforma eleitoral derruba em 48% os gastos de campanha ção do tempo de campanha, de 90 para 45 dias. Além disso, o magistrado aponta que a proibição das doações de empresas para as candidaturas também repercutiu diretamente nas prestações de contas. Com a reforma eleitoral aprovada pelo Congresso em 2015, várias regras de campanha foram alteradas e entraram em vigor já no pleito deste ano. A partir da Lixo: em 2016 sujeira foi menor mudança, os candidatos e os partidos devem apresentar atualização ao Executivo só puderam gastar, dos dados de doação a cada 72 no primeiro turno, 70% do maior horas. Além disso, os candidatos gasto declarado no pleito de 2012.

Divulgação/CR

O levantamento parcial divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na terça 11, revela que em todo o Brasil, os 496.896 candidatos a prefeito e vereador arrecadaram, até então, R$ 2,5 bilhões. O valor representa uma queda de 48% do total recebido nas eleições municipais de 2012. O montante, no entanto, ainda não recebeu a correção inflacionária. De acordo com o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, o decréscimo nas arrecadações pode ser um reflexo da diminui-

Grupo DiPaolo reinaugura restaurante número 1 Ícone da gastronomia italia- gante e receptiva. O salão que na no Brasil, retornou às ati- consagrou a marca ao longo de vidades no dia 11 de outubro, 12 anos como o “melhor galeapós amplas reformas, o res- to do Brasil”, segundo o Guia taurante DiPaolo. Localizada Quatro Rodas, ganhou tecnolona BR 470, entre Bento Gon- gia e nova forma arquitetônica. çalves e Garibaldi, a casa que Entre os convidados, recepciomarcou o início da trajetória nados pelo fundador Paulo Gedo Grupo DiPaolo, há 22 anos, remia, a secretária de Turismo volta mais moderna, aconche- de Garibaldi, Ivane Fávero. Alexandra Ungaratto/Div/CR

Mudança na região Sul

marcelino@jornalcr.com.br

Cara nova: Paulo Geremia e secretária de Turismo Ivane Fávero Agrale/novidade Empresa com 54 anos de tradição na fabricação de tratores, a Agrale apresenta mais uma novidade no mercado – o trator 540 cabinado. É a única marca do segmento com oferta de cabine para tratores com potência abaixo de 50 cv. O modelo é uma excelente opção para pequenas propriedades e cultivos especiais, como hortifrutigranjeiros e café. O trator 540 cabinado oferece mais conforto, segurança e proteção ao operador.

Assinatura-presente do CR Surpreenda quem você ama e dê de presente uma assinatura do jornal Correio Riograndense. A assinatura, com valor promocional, dará direito de receber, semanalmente, entre novembro de 2016 a janeiro de 2017, na casa do assinante, um curso de Teologia à Distancia. Assinale a opção de assinatura:

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Contatos: (54) 3220.3247 ou comercial@ jornalcr.com.br

Trator 540: cabinado MPT/Caxias do Sul O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Caxias do Sul, que em setembro completou 10 anos de sua instalação no município, beneficiou 654.428 trabalhadores ao longo da década. A unidade administrativa abrange 63 município da Serra e Nordeste gaúchos. Pequenos frigoríficos A união de 15 pequenos frigoríficos do Oeste catarinense, que juntos faturam mais de R$ 50 milhões ao ano, motivou a criação da Associação de Agroindústrias Alimentícias de Santa Catarina (Asaasc), proprietária da marca Saborense. A rede é sediada no município de Concórdia.

Horário de verão Iniciou no domingo 16 mais uma edição – a 31ª consecutiva – do horário de verão no Brasil, iniciativa que visa reduzir o consumo de energia elétrica. O Ministério das Minas e Energia calcula um ganho equivalente a R$ 147,5 milhões. O horário de verão se estende até o dia 19 de fevereiro de 2017 e vale para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. ExpoBento O governador José Ivo Sartori sancionou, no início de outubro, Projeto de Lei do deputado João Fischer que inclui a ExpoBento no calendário oficial de eventos do Rio Grande do Sul. Tradicional mostra multissetorial, realizada anualmente em Bento Gonçalves, busca fomentar negócios nos setores da indústria, comércio e serviços.

PUCRS/Novo reitor PUCRS/Div/CR

jornalcr@jornalcr.com.br I www.correioriograndense.com.br

Acervo Agrale/Div/CR

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Reitor: ir. Evilázio Teixeira Irmão Evilázio Francisco Borges Teixeira é o novo reitor na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Atual vice-reitor, ele assumirá a reitoria da entidade após conclusão de 12 anos de mandato de irmão Joaquim Clotet. O professor e doutor Jaderson Costa da Costa é o vice-reitor.


CORREIO RIOGRANDENSE • Caxias do Sul, 19 de outubro de 2016

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CR Opinião 8

jornalcr@jornalcr.com.br I www.correioriograndense.com.br

Colômbia: a paz adiada A teóloga acaba de lançar o livro Fé, justiça e paz – o testemunho de Dorothy Day (editoras Paulinas e PUC-/Rio), organizado juntamente com Paulo Fernando Carneiro de Andrade.

L Quando a violência e a morte produzem tantas vítimas e tanto sofrimento não existe inocência. Somos todos responsáveis

embro-me quando, em 1988, os olhos do mundo se voltavam para o Chile, que sofria desde 1973 a cruel ditadura do general Augusto Pinochet. Perante a crescente pressão internacional, Pinochet foi obrigado a sujeitarse a um referendo, a um ano de novas eleições presidenciais. Se o ‘sim’ fosse mais votado, Pinochet governaria por mais 8 anos e o povo chileno continuaria sob seu tacão opressor. Com o ‘não’, o ditador governava por mais um ano e não se recandidataria, realizando-se então eleições presidenciais e legislativas. Celebramos e comemoramos naquele ano da graça de 1988. Bem diferentes os sentimentos de hoje, quando nos sentimos demasiado perplexos para chorar ou sentir raiva com o “não” que derrotou os acordos de paz na sofrida Colômbia. O país vive sob a angústia do conflito com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) há mais de meio século. Como é possível a população recusar um acordo que poria fim à guerra mais longa do continente, que já custou as vidas de mais de 200 mil pessoas? O acordo era fruto de quatro anos de difíceis e sofridas negociações entre o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e o líder das FARC, Rodrigo Londoño, também conhecido como Timoleón Jimenez ou Timochenko. O Papa Francisco apoiava o acordo e havia declarado sua intenção de ir à Colômbia se ganhasse o “sim”, como todos esperavam. No entanto, a opção por não ratificar o acordo foi escolhida por 50,2% dos votos válidos. A campanha pelo “sim” mobilizou o mundo inteiro e, além do presidente Santos, tinha o

apoio de uma série de políticos dentro e fora do país, incluído o secretário-geral da ONU, Ban Kimoon. O referendo mostrou um país rachado ao meio. Sem contar a variável das abstenções que tiveram um nível altíssimo, mostrando claramente que o interesse pelos acordos de paz mobilizara mais a opinião pública internacional do que os colombianos. O resultado mostra também que as feridas abertas pelo conflito permanecem latentes. Falouse muito em perdão. O referendo, no entanto, demonstrou que perdoar 50 anos de agressões e violência não é fácil. Para muitos colombianos, havia manipulação nos acordos e temiam que a vitória do “sim” desse às FARC um espaço político não necessário e mesmo perigoso: tornarse partido político. Uma das cláusulas do acordo era que as FARC receberiam cinco cadeiras no Senado e cinco na Câmara nos dois ciclos legislativos seguintes. Além disso, o acordo previa que os culpados de crimes de guerra ou de crimes considerados contra a humanidade - tanto das FARC como das forças do Estado - não fossem presos. O jesuíta colombiano Francisco de Roux, que muito tem trabalhado com as vítimas nas regiões arrasadas pela guerra, foi uma das pessoas que mais se empenharam pelo acordo de paz. De seus lábios saem palavras serenas e firmes nesse momento em que há tanta desolação no país: “Lutávamos para superar a crise espiritual que nos afundou na destruição de nós mesmos como seres humanos. Sonhamos que íamos dar um primeiro passo, aprovando a negociação com as FARC, mas

O

documento Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos, definido no governo de Barak Obama, assinala que o Brasil representa uma enorme reserva de riquezas naturais estratégicas, essenciais ao desenvolvimento das novas tecnologias. Acrescenta que apenas o nosso país possui o potencial de exercer, na América do Sul, um grau de influência capaz de competir com os interesses hegemônicos dos EUA. Obama foi explícito: “Temos que ter clareza sobre os desafios presentes e futuros, Se o povo e reconhecer que o nosso país conta com a capacidade única de brasileiro mobilizar e guiar a comunidade não reagir, internacional para enfrentá-los”. É a cultura unilateralista em breve teremos e xenofóbica de “destino impregnada tropas manifesto” na mentalidade de muitos ianques estadunidenses. Expressada em acantonadas 1994 por Henry Kissinger em seu em nosso livro En Diplomacy: “Os impérios têm necessidade de equilíbrio país não de poder. Não têm interesse de operar dentro de um sistema internacional. Aspiram a ser o sistema internacional. Esta é a forma com que os EUA têm conduzido sua política externa em relação à América Latina”. Tão logo foram descobertas as riquezas do Pré-Sal, potenciando o Brasil a se tornar grande produtor de petróleo e gás, a IV Frota da marinha estadunidense iniciou atividades no Atlântico Sul. Agora, graças ao governo Temer, se inicia o processo de desnacionalização do Pré-Sal e da Petrobras. A aviação comercial brasileira já está legalmente autorizada a ser 100% controlada pelo capital

não conseguimos como queríamos. Seguramente porque nós também formamos parte da crise como colombianos que somos”. Por aí passa, parece-me, o caminho dos que realmente desejam a paz. Querem construí-la e por isso, como na bem-aventurança evangélica, serão chamados filhos de Deus. Francisco de Roux é um cristão. Há muitos que não compartilham sua fé, mas creem, juntamente com ele e como ele, que a paz é possível e merece todo esforço para consegui-la. Não é hora de apontar dedos e acusar uns e outros pelo fracasso do “sim” na votação. É preciso ver que a Colômbia vive um problema sério de divisão interna e dificuldade de união. E cada um é parte do problema e não o contempla de fora, sem culpa, sem responsabilidade, sem implicação. Citando De Roux, “precisamente porque somos parte do problema, da crise, cresce hoje nossa responsabilidade em ser parte da solução”. Quando a violência e a morte produzem tantas vítimas e tanto sofrimento não existe inocência. Somos todos responsáveis, estamos todos implicados. À tristeza inicial, à decepção, ao desapontamento que hoje são o pão amargo de tantos colombianos que anseiam pela paz tem que seguir-se uma continuação da luta pela paz, com serenidade forte e criativa. Jesus, Príncipe da Paz, seguramente vela pelo povo colombiano e lhe concede seu Espírito que, como diz a sequência da festa de Pentecostes: “...dobra o que é duro, guia no escuro, aquece no frio”.

Fugir do Evangelho

Desmonte do Brasil Frei Betto é escritor, autor de “Reinventar a vida” (Vozes), entre outros livros.

MARIA CLARA LUCCHETTI BINGEMER

FREI BETTO estrangeiro. A ideia de que privatizar significa aprimorar não encontra respaldo na prática. A VASP faliu ao ser privatizada. A Vale definha e, hoje, encontra-se atolada no lamaçal onde se afunda a Samarco. O sistema telefônico, todo em mãos estrangeiras, é o que recebe mais reclamações dos consumidores. Os planos de saúde privados cobram caro de 50 milhões de brasileiros e, na hora da precisão, atendem mal, como se o cliente cometesse o crime de ficar doente... O desenvolvimento capitalista dos EUA sabe que não pode prescindir dos recursos naturais do Brasil, como a água. Nas próximas décadas se prevê que quem controla a água terá o controle da economia mundial. Hoje, apenas 3% da água na superfície do nosso planeta é potável. No entanto, há 94% de água potável subterrânea. A Europa e os EUA enfrentam escassez de água. No Velho Continente, dos 55 rios importantes somente cinco não estão contaminados. Nos EUA, 40% de seus rios e lagos se encontram contaminados. Calcula-se que o país tenha um déficit de 13.600 milhões de metros cúbicos de água. Já a América do Sul possui 47% das reservas superficiais e subterrâneas de água do mundo. A maior parte no Brasil, na região amazônica e no aquífero Guarani. É um mar de água potável de 55 mil km³, contendo elementos químicos essenciais às indústrias de tecnologia e bélica. Não é à toa que os EUA, depois de abrirem uma base militar no Paraguai, agora recebem da Argentina de Macri o sinal verde para mais duas bases, uma na Patagônia e outra na Tríplice Fronteira. Se o povo brasileiro não reagir, em breve teremos tropas ianques acantonadas em nosso país e humilhando o que nos resta de soberania.

Escritor, compositor e intérprete de músicas.

É

mais fácil levantar as mãos para balançá-las festivamente na alegria da fé que emociona; levá-las ao peito para louvar ao Senhor que nos cura e nos aquece a alma; mais fácil usá-las para aplaudir Jesus do que enfiá-las no bolso e ajudar um pobre, ou levantar uma bandeira em favor de uma passarela à frente da escola. Qual dos dois é mais Somos engajado na fé cristã? membros de O casal uma Igreja que que não não apenas perde uma pede: exige quarta-feira de louvor, que seus mas não sai pregadores de casa para falem em nenhum defesa do povo engajamento social; ou o outro que vai à missa ou ao culto de domingo, mas, quando morrem crianças por falta de uma lombada ou passarela à porta da escola vai lá com bandeiras e faixas juntar-se aos pais para pressionar por mais proteção às crianças? Qual das espiritualidades é mais bíblica? Bento XVI, quando era ainda o

PE. ZEZINHO cardeal Joseph Ratzinger, no livro entrevista “O Sal da Terra”, dizia que era um pensamento terrível a ideia de haver bispos que não tomam posição ante os problemas sociais das suas dioceses. Dizia mais. Alertava contra a atitude de “cães mudos”, a dos guardas do rebanho que silenciavam diante do perigo. Em resumo, pregador que não grita em defesa do seu povo quando há um grave problema social ao seu redor é como cão de guarda que não reage diante do lobo. A Igreja, que já gritava em defesa do pobre e dos injustiçados, desde Jesus aos Primeiros Padres, publicou, desde Leão XIII, mais de 100 documentos sobre justiça, política, liberdade e direitos humanos. Somos membros de uma Igreja que não apenas pede: exige que seus pregadores falem em defesa do povo! Não prega sobre os direitos humanos quem não quer! Mas nossa Igreja ordena presbíteros e os envia a pregar para que tomem as dores do povo e falem por ele e com ele. Aqueles microfones não estão lá apenas para cantar e louvar o Senhor. Precisam repercutir a doutrina social da Igreja, até porque fugir dos temas sociais é fugir dos Evangelhos!


CORREIO RIOGRANDENSE • Caxias do Sul, 19 de outubro de 2016

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CR Saúde 9

# VACINAS

Meninos protegidos contra HPV De 2017 a 2020, imunização estará disponível para a faixa etária de nove a 13 anos

A

de 2017, meninas que chegaram aos 14 anos sem a vacina ou sem o esquema completo também poderão se imunizar. A estimativa é de que 500 mil adolescentes estejam nessa situação. A vacinação ainda será estendida a homens que vivem com HIV, com idades entre nove e 26 anos. Antes, só as mulheres com HIV, desta faixa etária, podiam se vacinar gratuitamente. No caso desse público, o esquema vacinal é de três doses (intervalo de 0, 2 e 6 meses). O HPV é um vírus que pode causar câncer do colo do útero

e verrugas genitais. Ele é altamente contagioso. A transmissão ocorre principalmente pelo contato sexual. A vacina distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é quadrivalente, ou seja, protege contra quatro subtipos de HPV: 6, 11, 16 e 18. Dois desses tipos (6 e 11) estão relacionados com o aparecimento de 90% das verrugas genitais. Os outros dois (16 e 18) estão relacionados com 70% dos casos de câncer do colo do útero. Além da vacina, a prevenção contra esse tipo de câncer também continua envolvendo o exame papanicolau, que identi-

fica possíveis lesões precursoras do câncer que, tratadas precocemente, evitam o desenvolvimento da doença. Estimativas da Organização Mundial da Saúde indicam que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras do vírus, sendo 32% infectadas pelos tipos 16 e 18. Em relação ao câncer do colo do útero, estudos apontam que 265 mil mulheres morrem devido à doença em todo o mundo, anualmente. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer estima 16 mil novos casos anuais.

O Ministério da Saúde anunciou também a inclusão, no Programa Nacional de Imunizações, da vacina contra a meningite C para meninos e meninas de 12 a 13 anos de idade já a partir do próximo ano. A vacinação será ampliada para os adolescentes (sexo feminino e masculino) de nove a 13 anos, gradativamente, entre 2017 e 2020. Em 2017, serão contemplados meninos e meninas com idade de 12 a 13 anos e, a cada novo ano, será acrescida uma nova faixa etária, em ordem decrescente. O esquema para esse público será de um reforço ou uma dose única, conforme a situação vacinal de cada um. O objetivo é reforçar a eficácia da vacina meningocócica C, uma vez que, com o passar dos anos, pode haver diminuição da proteção após a imunização, que hoje é realizada durante a infância, aos três, cinco e 12 meses de idade. A meningite é uma doença considerada endêmica no Brasil. Em 2015, foram registrados 15,6 mil casos da doença, de diferentes tipos (A,B,C), em todo o país. A meningite C é o subtipo mais frequente. Representa cerca de 60% a 70% dos casos de meningite registrados em território nacional. A doença é considerada grave e costuma ter uma rápida evolução. A vacina é a melhor forma de prevenção.

Dez coisas que toda pessoa precisa saber para melhor condução do problema

A dor é uma experiência desagradável, que pode acometer qualquer indivíduo ao longo da vida. Quando contínua, pode comprometer funções de trabalho e vida pessoal. De tão relevante, tem até dia de “celebração mundial”, 17 de outubro, quando diversas sociedades e serviços de saúde públicos disseminam informações de conscientização e boas práticas para a melhor condução da dor. Tendo como princípio básico para a melhor qualidade de vida a informação sobre o tema, o neurocirurgião especialista em dor pela Unifesp, Claudio Corrêa, reuniu dez tópicos que podem ajudar médicos e pacientes para uma melhor interação e seguimento dos tratamentos. 1 - A dor, por si só, é um sinal vital que nos avisa que algo no organismo não está bem, nos dando condição de procurar por ajuda profissional. Esta condição

Divulgação/CR

# DOR

Esquema: para proteção, são necessárias duas doses, com intervalo de seis meses entre elas

Fotos Públicas/Correio Riograndense

vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) será estendida para os meninos no próximo ano, conforme anúncio do Ministério da Saúde. A vacina, que protege principalmente contra o câncer de colo do útero, já faz parte do Programa Nacional de Imunizações desde 2014, indicada para meninas de nove a 13 anos. A partir de janeiro 2017, meninos de 12 a 13 anos também poderão receber a vacina na rede pública de saúde. A faixa etária será ampliada gradualmente até 2020, quando a vacina estará disponível para meninos de nove a 13 anos. O esquema vacinal consiste em duas doses, com intervalo de seis meses. Segundo o Ministério da Saúde, estudos feitos em outros países mostram que a inclusão dos meninos contribui para a diminuição do câncer de colo do útero e vulva das mulheres, já que isso possibilita a diminuição da circulação do vírus na população, o que beneficia o público feminino. Além disso, os próprios meninos serão beneficiados, já que a vacina protege contra câncer de pênis, garganta, ânus e verrugas genitais, problemas também relacionados ao vírus. A vacinação contra HPV para meninos também é usada nos Estados Unidos, Austrália, Áustria, Israel, Porto Rico e Panamá. Outra mudança é que, a partir

Reforço contra a meningite C

Fisioterapia: o tratamento multidisciplinar é mais efetivo é importante para o rápido atendimento de um infarto do coração, AVC, cólica renal, apendicite, pancreatite, entre outros. 2 - Há dois tipos de dor: crônica e aguda. A dor aguda pode ter duração de até três meses, sendo sintoma de alguma doença que pode ser tratada. A dor crônica é aquela que tem duração de mais de três meses, podendo ela

mesma ser considerada uma enfermidade. Um exemplo é a dor neuropática, causada por lesão no tecido nervoso, como se vê em rupturas de raízes, medula, encéfalo e na doença do diabetes mellitus, por exemplo. 3 - A dor pode ser física e ter componente emocional que a agrava. Exemplo: uma doença que dura por muito tempo pode-

rá afetar o equilíbrio emocional de uma pessoa no longo prazo e desencadear ansiedade, irritabilidade e depressão. 4 - A dor é difícil de ser quantificada, mas é possível medir a sua intensidade por meio de alguns elementos simbólicos de escala, como faixas que sinalizam números de zero a dez, cores que vão da mais clara para a mais escura, e assim por diante. 5 - O tratamento da dor é mais efetivo quando é multidisciplinar, ou seja, envolvendo profissionais de diversas especialidades, como médicos, fisioterapeutas e psicólogos, que integram diferentes terapias complementares para o melhor atendimento das necessidades do paciente. 6 - Existe uma doença chamada analgesia congênita em que a pessoa é incapaz de sentir dor. Embora possa parecer algo bom, não é, uma vez que não há o sinal de alerta sobre machucaduras

importantes, bem como doenças agudas sinalizadas pelo alerta do sinal doloroso. 7 - A dor pode sofrer interferências de mudança de temperaturas, especialmente de climas quentes para muito frios. Crises também podem ser desencadeadas com traumas emocionais. 8 - A automedicação, além de mascarar e dificultar o diagnóstico de doenças, ainda pode gerar o efeito rebote da dor, em que a pessoa precisa de doses cada vez mais intensas para sair da crise. 9 - Atividades físicas bem orientadas e a manutenção das atividades intelectuais ajudam o indivíduo a enfrentar melhor os quadros dolorosos e a manter uma vida com mais qualidade. 10 - O tratamento da dor inerente a qualquer doença é um direito do paciente. É importante informar-se e buscar ajuda. Sentir dor pode ser comum, mas não é normal.


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CR 10

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Espe

# COOPERATIVISMO

Competitividade na crise

Por José Theodoro

Cooperativas apostam na diversificação e na inovação para se manterem no mercado em momento de turbulência

Jornalista

Bento Gonçalves: sede da Vinícola Aurora, a maior do Brasil, com 1.100 famílias associadas, em 11 municípios da Serra gaúcha entre a matriz, em Bento Gonçalves, e as filiais de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Com um faturamento anual de R$ 425.000.000,00, a estimativa é chegar aos R$ 500.000.000,00 milhões. A estratégia da Aurora para enfrentar a crise baseia-se em três nortes, segundo o diretor-executivo, Hermínio Ficagna: redução de gastos sem comprometer a produção; aumento de percentuais de

Alfredochavense eleva produção A cooperativa Alfredochavense, fundada em 21 de maio de 1936, por imigrantes italianos que residiam na antiga localidade de Alfredo Chaves, hoje Veranópolis, aposta na inovação e na melhoria da qualidade para competir no mercado vinícola. Surgiu como alternativa para produtores rurais que, na época, não tinham para onde escoar sua produção vitivinícola. Hoje com 140 associados, tem como estratégia inovar na produção e em tecnologia para enfrentar os momentos de dificuldades, como ressalta o presidente, Tiago Fernando Guerra. “Estamos indo contra a maré, ao invés de diminuir a produção, como muitas empresas estão fazendo, nós resolvemos adotar um plano ousado, triplicar a produção com novos produtos e captação de associados, assim como expandir nossa presença no mercado”, afirma. Segundo o presidente, a cooperativa está investindo na aquisição de equipamentos para a produção

de novos produtos, como sucos e vinhos finos, por acreditar que com produtos de alta qualidade é possível agregar valor e manterse competitivo em momentos de crise. Trata-se de uma estratégia para conquistar novos mercados, abrindo portas para a exportação. Com um faturamento em torno de R$ 7.000.000,00 por ano, a cooperativa pretende aumentar a produção, passando de 1,5 milhão de litros de vinhos e sucos para 3 milhões no próximo ano, sendo 2,5 milhões de litros de sucos. Para isso, está instalando um sistema de termovinificação que vai produzir sucos, principalmente o natural. O vinho é produzido a granel e engarrafado. A maior parte do que é engarrafado é comercializada no mercado gaúcho, o restante vai para São Paulo, Bahia e Mato Grosso. A produção a granel é vendida dentro do estado, em parceria com outras cooperativas. O suco vai para a Cooperativa Aurora, em Bento Gonçalves.

venda, reduzindo preços para estimular a compra; e negociação com fornecedores para manutenção de preços na compra dos insumos. Segundo ele, a empresa já previa as dificuldades na economia neste ano. Sendo assim, adotou essas medidas preventivas. A Vinícola Aurora é a maior do Brasil. A produção é orientada por técnicos em permanente contato com os produtores, dando a assistência necessária e se responsabi-

lizando pelo acompanhamento do processo industrial e pela qualidade final dos produtos. A constante modernização do parque industrial, a alta tecnologia de suas unidades e os rigorosos padrões exigidos nos processos de produção levaram a Aurora à conquista da posição que ocupa há mais de duas décadas. O cuidado com a rotina produtiva, desde a plantação das mudas ao engarrafamento, marca a história da cooperativa.

A cooperativa comercializa 97% da sua produção no mercado interno, mas está presente em 20 países e, no momento, negocia a entrada também na China e Taiwan. Produz vinhos finos e de mesa, espumante moscatel e brut, mas os carros-chefes são os sucos, Keep Cooler e brede. A Aurora processa cerca de 55 milhões de quilos de uva por ano e sua produção ultrapassa os 42 milhões de litros de vinhos, sucos e derivados.

Sucos e espumantes são foco principal da Garibaldi A Cooperativa Vinícola Garibaldi, fundada em 22 de janeiro de 1931, na cidade de mesmo nome, tem hoje 380 famílias associadas, em 14 municípios da Serra gaúcha. Apesar da crise na economia, a cooperativa encontrou na diversificação dos produtos uma forma de crescer. Investimentos, aumento da capacidade de produção, tecnologia, redução de custos e qualidade completam a receita de sucesso. Segundo o presidente Oscar Ló, a principal aposta é o suco de uva, produto com boa aceitação, principalmente em função do crescimento do mercado de produtos naturais. O espumante também é hoje uma boa alternativa para a Garibaldi. No ano passado, a cooperativa obteve faturamento de R$ 110.000.000,00; neste ano pretende chegar aos R$ 125.000.000,00, apesar da última safra da uva ter sofrido redução de cerca de 60%. Em 2015, a cooperativa produziu cerca de 20 milhões de litros; neste ano, apenas 8 milhões de litros. A

Fotos Cassius André Fanti/Div/CR

Aurora - A Cooperativa Vinícola Aurora completou 85 anos em 14 de fevereiro passado. Atualmente conta com 1.100 associados em 11 municípios da Serra gaúcha, distribuídos em 20 núcleos. São 450 funcionários

Roali Majola/Aurora/Divulgação/Correio Riograndense

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arcerias, diversificação, inovação tecnológica e administrativa, qualidade, ousadia e redução de gastos são as receitas adotadas por seis cooperativas da Serra gaúcha para se posicionar no mercado diante da crise. O objetivo maior é manter a essência do cooperativismo sem abrir mão do lucro, do poder de investimento, da qualidade da produção e da melhoria da qualidade de vida dos cooperativados. Com este foco e estratégias, as cooperativas vinícolas Pradense, Alfredochavense, Aurora, Garibaldi, Nova Aliança e São João estão conseguindo sobreviver apesar da turbulência da economia, que atingiu todos os setores, inclusive o vitivinícola. Essas cooperativas são filiadas à Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho), que abrange cerca de 4.500 famílias e têm a responsabilidade de organizar e prestar assistência técnica e administrativa aos associados. Outra função é representar as cooperativas e defender os interesses no âmbito social.

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Varejo: opção para turistas produção é diversificada, incluindo vinhos de mesa, vinhos finos, sucos de uva e espumantes. O foco principal é o suco, chega a 50% do negócio. O mercado da Garibaldi é principalmente interno, nas regiões Sul e Sudeste, com pequeno volume para a exportação. Conforme Ló, há um mercado em franco crescimento no Nordeste, principalmente com o espumante.


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União: dirigentes das cooperativas que deram origem à Nova Aliança Segundo o presidente da Nova Aliança, Alceu Dallemole, a crise no segmento vem e vai, por isso, o primeiro passo para enfrentála foi unificar forças para formar uma indústria nova, com a possibilidade de fazer a inversão da venda a granel. “Não tenho dúvida que o investimento que fizemos, de alguma forma, em

proporções menores, precisava ser feito em todas as cooperativas. Nós íamos fazê-lo, buscando mercado de forma isolada; então ampliamos o investimento, modernizamos a infraestrutura e, agora, atendemos as necessidades das cinco cooperativas”, afirma. “Buscamos esse mercado juntos, não mais um concorrendo

Pradense planeja construção de fábrica para sucos A Cooperativa Agroindustrial Pradense (Cooprado), localizada em Antônio Prado, vislumbra a construção de uma fábrica para a concentração de sucos como estratégia para dar destino ao excedente de uva. Busca também a qualificação dos produtores e a capacitação dos funcionários como medidas para enfrentar o mercado competitivo com uma produção de melhor qualidade. A parceria com a Central das Cooperativas da Serra Gaúcha (Cenecoop) ajuda a resolver o excesso de vinhos, que sempre foi um problema para as cooperativas. Fundada em 20 de janeiro de 1974, a Cooprado conta com 1.331 associados. Segundo Sadi Macagnan, pre-

sidente da cooperativa, a produção é voltada para a indústria de vinhos, sucos e espumantes. Também conta com um secador de grãos, para a secagem do milho, atendendo especialmente aos produtores do setor leiteiro. Eles são beneficiados também com um posto para resfriamento do leite, que após ser entregue pelos associados vai para a industrialização na Cooperativa Dália, em Encantado. Uma câmera frigorífica permite comercializar frutas, como pêssego, ameixa, maçã, kiwi e caqui. A loja agropecuária da cooperativa fornece insumos para os associados e o departamento técnico auxilia nos projetos para custeio, análises e liberação de guias aos cooperativados.

A Cooprado prevê faturamento de R$ 40.000.000,00 para 2016, sendo que 50% será com o vinho. Os produtos são vendidos para indústrias no centro do país, além do varejo que atua mais na Serra gaúcha e em Santa Catarina. A Cooprado tem parcerias com outras cooperativas no fornecimento da matéria-prima dos sucos e vinhos, para serem industrializados e engarrafados. Para atender o associado, a cooperativa instalou também uma fábrica de ração, numa nova unidade que recentemente foi incorporada. Conta ainda com novas incorporações, como a antiga Cooperativa Vinícola Nordeste e a Cooperativa Agropecuária Santana, no interior do município.

Venda a granel ajuda superar dificuldades na São João Localizada na Linha Jansen, município de Farroupilha, a Cooperativa Vinícola São João foi fundada em 1931, por imigrantes italianos. Nesses 85 anos, ganhou espaço no mercado com a linha dos varietais (Castellamare) e com os vinhos de mesa (San Diego). Os produtos são elaborados com uvas cultivadas pelos 450 associados da cooperativa. A tradição e a qua-

lidade dos produtos, a fidelidade dos clientes e a capacidade de estoque são garantias de posição no mercado mesmo diante da crise. Segundo o diretor-executivo da cooperativa, Ismar Pasini, a clientela fixa e a venda a granel estão ajudando a sair da crise, apesar da quebra na safra, que chegou a quase 60% este ano. A cooperativa produz vinhos, es-

pumantes e sucos e também vende a granel para ser engarrafado com outras marcas. Quanto ao suco, sua estratégia é a venda direta em lojas especializadas. O faturamento chega a R$ 40.000.000,00 por ano, para uma produção de 15 milhões de litros, resultado do processamento de 20 milhões de quilos de uva, com previsão de 25 milhões para a próxima safra.

Produção: 30 milhões de litros anualmente

com o outro”, explica. A cooperativa deve fechar esse ano com um faturamento em torno de R$ 160.000.000,00. A sua produção é voltada para vinhos finos, espumantes e sucos. Entre os sucos, o carro-chefe é o de uva, mas a cooperativa produz também sucos de laranja, maçã, bergamota, abacaxi e pêssego - e

novas frutas devem ser agregadas futuramente. Segundo o presidente Alceu Dallemole, a Nova Aliança está mais focada nos mercados da região Sul, Sudeste e Centro Oeste. Com a capacidade de produção da nova planta, se planeja buscar outras regiões do país, como Norte, Nordeste e mercado externo.

Fecovinho orienta os produtores A atividade das cooperativas filiadas à Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul é diversificada. Algumas trabalham com vinho a granel, outras com envazado, produzindo vinhos de alta qualidade, espumantes e sucos. A Fecovinho organiza a base dos agricultores e orienta quanto aos custos da produção, principalmente no que se refere à compra dos insumos de forma coletiva, o que possibilita redução de custos e maior controle dos recursos aplicados. Hoje, a Fecovinho também discute com as associadas a redução do uso de agrotóxicos, para diminuir os custos e oferecer produtos mais saudáveis aos consumidores. Também defende a manutenção do jovem no campo, com rentabilidade e segurança dentro do segmento

em que atua. Ainda realiza um trabalho intenso no envolvimento e participação dos conselhos dos jovens e mulheres, buscando valorizar o produtor de acordo com a realidade e a estrutura de cada cooperativa. Para o presidente da Fecovinho, Oscar Ló, o cooperativismo é um dos sistemas mais justos de distribuição de renda. “Sabe-se que a imagem do cooperativismo passou por um período de dificuldades, há cerca de 20 anos, quando algumas cooperativas tiveram problemas, mas hoje é uma imagem completamente diferente, é um segmento que está crescendo, principalmente na produção rural, observa. “A cooperativa dá ao produtor a segurança que precisa; ele produz a matéria -prima com garantia de entrega da produção”, conclui Ló. Divulgação/CR

Cooperativa Nova Aliança une a força, a experiência e a solidez de uma história de mais de 80 anos de cinco tradicionais cooperativas vitivinícolas da Serra gaúcha: Cooperativa Aliança e Cooperativa São Victor, de Caxias do Sul; Cooperativa São Pedro e Cooperativa Santo Antônio, de Flores da Cunha; e Cooperativa Linha Jacinto, de Farroupilha. Com a fusão, a Cooperativa Nova Aliança congrega cerca de 900 famílias, distribuídas em três regiões produtoras, Serra, Encruzilhada do Sul, Sudeste e Campanha gaúcha. De olho nas demandas do mercado e preservando seus princípios de cooperação, desenvolvimento sustentável e de inovação, modernizou sua infraestrutura com investimentos em tecnologia e no atendimento aos rigorosos padrões exigidos nos processos de produção. Atualmente conta com uma das maiores e mais modernas plantas industriais de suco de uva integral da América Latina. Desde 2013, a produção de suco e o envase de vinho e de espumante estão concentrados na nova sede da cooperativa, em Flores da Cunha, que atualmente recebe em torno de 36 milhões de quilos de uva por ano, mas planeja chegar aos 45 milhões nos próximos anos. A produção chega a quase 30 milhões de litros anualmente.

Rosa Ana Bisinela/Divulgação/Correio Riograndense

Nova Aliança melhora infraestrutura e tecnologia Gilmar Gomes/Nova Aliança/Divulgação/Correio Riograndense

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Presidente: Oscar Ló diz que o cooperativismo garante segurança ao produtor


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CR Agricultura 12

# MACRÓFITAS

Lindas, mas podem ser prejudiciais

As populares marrequinhas atuam como fonte de alimento a espécies, mas afetam todo um ecossistema Acervo Itá/Divulgação/CR

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uem nunca observou em cima de lagos ou rios as lindas paisagens que as plantas aquáticas formam? Estas plantas são conhecidas como macrófitas ou, popularmente, marrequinhas. São responsáveis por atuar como fonte de alimento para algumas espécies, além de filtrar poluentes. Porém, quando em excesso prejudicam a vida dos seres nesses locais. O aumento da poluição em determinado local, como dejetos oriundos do esgoto doméstico e de animais, é ambiente propício para a proliferação descontrolada das macrófitas. O cenário é lindo. Porém, elas podem acarretar problemas de caráter ambiental e econômico. Entre eles a eutrofização (níveis altos de nutrientes) da água, a proliferação de insetos, riscos à fauna aquática, além de interferir na utilização da área atingida para atividades ligadas ao lazer, como pesca e

Limpeza: macrófilas retiradas do rio Fragoso, integrante da bacia na região de Itá, em Santa Catarina navegação. Podem ainda gerar problemas na operação de sistemas geradores de energia. Se não controladas, as macrófitas afe-

tam todo o ecossistema de uma Por isso, recomenda-se a retideterminada localidade. Tam- rada frequente de alguns ramos, bém poderá abrigar moluscos de modo a evitar a proliferação transmissores de doenças ou descontrolada da planta. larvas de mosquitos. As plantas de superfície das

espécies Eichhornia (como aguapé ou baronesa), Pistia (alface d'água) e Salvinia (marrequinha) são alternativas para filtrar a água, como também as submersas Cabomba caroliniana e Myriophyllum aquaticum. A limpeza da água ocorre a partir do processo natural do desenvolvimento dessas plantas. É que, para crescer, elas necessitam retirar os nutrientes presentes no meio aquático, o que elimina a sujeira do ambiente. A espécie Eichhornia, inclusive, pode ser utilizada em áreas que recebem materiais e resíduos jogados pelo esgoto, até mesmo metais pesados. Porém, é importante ressaltar que a planta pode virar uma praga, caso não receba regularmente cuidados necessários. Se a água possuir nutrientes em abundância, a taxa de reprodução será elevada e toda a superfície do lago e represa será tomada pela vegetação.

Da terra Vinícolas no Simples I O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na terça-feira 4, por unanimidade, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 25/07 que inclui as vinícolas no Simples Nacional. O parecer do relator, deputado federal Carlos Melles, também abrange as microcervejarias e as empresas que elaboram cachaças artesanais. O diretor de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani, está confiante na sanção da Presidência da República. Cerca de 90% das empresas são de pequeno e médio portes.

Vinícolas no Simples II Com as mudanças, o novo Supersimples amplia o limite de faturamento de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões e cria as Empresas Simples de Crédito para facilitar o acesso ao crédito para as micro e pequenas empresas (MPEs). O limite de faturamento para os microempreendedores individuais (MEIs) passa de R$ 60 mil para R$ 81 mil. O texto também amplia o prazo de parcelamento de 60 para 120 meses, com redução de multas e juros. A aprovação contou com a articulação dos deputados gaúchos Mauro Pereira, Jerônimo Goergen e Pepe Vargas.

Agroindústrias recebem certificação Mais duas agroindústrias famiCom essas, Bento Gonçalves liares de Bento Gonçalves rece- conta com 18 agroindústrias Vitória-régia: planta típica da região amazônica pode chegar a 2,5 m de diâmetro e suportar 40 kg beram certificação do selo Sabor familiares certificadas. A ação de Bento. A distinção evidencia valoriza a produção de alimenas agroindústrias do grupo ali- tos por pequenas famílias agrimentar que apresentam boas prá- cultoras, além de prever auxílio As plantas aquáticas são co- classificadas em cinco grupos Submersas enraizadas - en- ticas de higiene e segurança. Fo- quanto à legislação e desenvolvinhecidas pelos pesquisadores ecológicos, baseados em seu raizadas, crescendo totalmente ram contempladas a Casa Rebelo mento dos empreendimentos, por como macrófitas aquáticas modo de vida (biotipo) no am- debaixo d'água. Ex: elódea, ca- e a Per Tutti I Gusti. meio de assessoria técnica. (macro = grande, fita = plan- biente aquático: bomba. ta). São vegetais que habitam Submersas livres - permanedesde brejos até ambientes Emersas - enraizadas no totalmente submersos (isto é, sedimento, porém, as folhas cem flutuando debaixo d'água. debaixo d'água). As macrófi- crescem para fora da água. Ex: Podem se prender a pecíolos e caules de outras macrófitas. tas têm grande capacidade de junco, taboa. Ex: utriculária. adaptação a diferentes tipos de ambientes, o que torna sua Com folhas flutuantes - enFlutuantes - flutuam livreocorrência muito ampla. raizadas no sedimento e com Devido ao fato de se consti- folhas flutuando na superfície mente na superfície da água. tuírem um grupo muito grande, da água. Ex: lírio d'água, vitó- Ex: alface d'água, aguapé, oreEntrega: o selo Sabor de Bento é resultado de uma parceria lha-de-rato. as macrófitas são geralmente ria-régia.

Mônica Lovera/Divulgação/CR

Vegetais habitam brejos e ambientes submersos


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# EXPOVALE

# VINICULTURA

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suco de uva na mesa do brasileiro está garantido até o final do ano. Levantamento apurado pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), baseado em dados de anos anteriores e em estimativas de projeção para os próximos meses, aponta que, até o fim de 2016, não deverá faltar suco de uva nos estoques. O temor deve-se à quebra de 57% na safra de uva deste ano, que aumentou o custo da matéria-prima, aliada à elevação dos insumos e ao aumento da tributação. Esses fatores impulsionaram o preço do produto e, por consequência, ocasionaram o recuo nas vendas. Segundo o Ibravin, dessa forma, se a procura se mantiver como nos seis primeiros meses do ano, a demanda será atendida e dezembro se encerrará com saldo

Dados do setor Soma de estoque 67.053.562 milhões de litros Vendas de ago. a dez. de 2015 63.528.896 milhões de litros Estimativa de vendas de ago. a dez. de 2016 55.714.842 milhões de litros positivo de mais de 11 milhões de litros. Extras - O segundo semestre de 2016 iniciou com um estoque de 67 milhões de litros de suco de uva, ou seja, 3,5 milhões a mais do que foi comercializado

# EFASERRA

Fotos Divulgação/CR

Não vai faltar suco de uva, diz Ibravin

de agosto a dezembro de 2015, representando 5,5% extras. Ainda segundo a pesquisa, com base no primeiro semestre deste ano e nas vendas do mesmo período dos 12 meses anteriores, estima -se que 55,7 milhões de litros poderão ser vendidos até o mês de dezembro. A venda de suco de uva vinha crescendo em média 25% ao ano, mas em 2016 não se repetiu. “Isso se deve à retração da economia, à redução do poder aquisitivo das famílias e ao aumento do custo de produção”, avalia o vice-presidente do Ibravin, Oscar Ló. “Por isso, acredito que Parque: agroindústrias familiares ficarão no pavilhão 4 até janeiro ou fevereiro teremos produto”, aposta. Em 2017, se a safra for norA Feira Comercial, Industrial Emater, a área é oferecida gratuimal, o mercado será restabelecido. Em 2015, 108,32 milhões de e de Serviços (Expovale), que tamente aos integrantes do Prolitros de suco de uva natural fo- acontece de 11 a 20 de novem- grama Estadual de Agroindústria bro, em Lajeado, está disponibi- Familiar. ram comercializados no Brasil. lizando espaços para as agroinSegundo Jocimar Rabaioli, asdústrias familiares da região e sessor de política agrícola e de do estado. Com uma capacidade agroindústrias da Fetag, a entidapara 50 expositores, a área no de está avaliando o cumprimento pavilhão 4 do Parque do Imi- dos requisitos por parte dos insgrante foi oferecida prioritaria- critos. Os critérios continuam os mente aos empreendimentos do mesmos para os demais interesVale do Taquari, cujas inscrições sados. “Estamos identificando os encerraram dia 10 e contabiliza- segmentos que ainda não estão ram 37 registros. As vagas res- contemplados nas inscrições que tantes são destinadas a empresas já recebemos”, disse. de outras regiões gaúchas. Mais informações podem ser Subsidiada pela Secretaria de obtidas com Jocimar pelo telefoDesenvolvimento Rural e orga- ne (51) 3393.4866. A 20ª edição nizada pela Federação dos Tra- da Expovale é realização da Asbalhadores na Agricultura no sociação Comercial e Industrial RS (Fetag), em parceria com a (Acil) e prefeitura de Lajeado.

Disponibilizados espaços à agroindústria

# GRAMADO

Escola Família Agrícola da Serra Gaúcha abre inscrições A Escola Família Agrícola da Serra Gaúcha (Efaserra) está com inscrições abertas para o Ensino Médio - ano letivo 2017. Os interessados podem se inscrever até o dia 15 de dezembro, na instituição de ensino, que funciona na Terceira Légua, em Caxias do Sul. Atualmente, a Escola Família Agrícola da Serra Gaúcha oferece curso técnico em Agropecuária concomitante ao Ensino Médio e atende aos municípios de Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Garibaldi, Carlos Barbosa, Ipê, Coronel Pilar, Barão, São Francisco de Paula, Farroupilha, Boa Vista do Sul, Antônio Prado, Feliz e Nova Roma do Sul. A instituição trabalha com a Pedagogia da Alternância no Ensino Médio e no curso em Agropecuária. Os jovens ficam uma semana na escola e a outra na propriedade familiar, onde aplicam os conhecimentos teóricos e as aprendizagens obtidas, com o apoio dos mediadores.

“A escola promove a qualificação profissional concreta e eficaz do jovem do campo, priorizando a valorização da agricultura e a sucessão familiar e buscando alternativa de trabalho e desenvolvimento do meio”, explica Angélica Casara Sirtoli, coordenadora-geral e coordenadora pedagógica da Efaserra. A docente revela alegria de ver os alunos e as alunas demonstrarem orgulho de ser agricultores e de pensarem avanços para as propriedades onde residem com os pais ou outros parentes. Entre as melhorias que procuram desenvolver, está a geração de um alimento mais saudável. “Pensamos a agricultura guiados a fazer o bem ao próximo, ao vizinho, ao meio ambiente”, pontua Angélica, convidando mais famílias a aderirem à proposta da escola. No momento, a Efaserra conta com 48 estudantes matriculados de diferentes cidades da região. São 40 alunos

e oito alunas. A mantenedora da instituição é a Associação Escola Família Agrícola da Serra Gaúcha (Efaserra). Informações sobre mensalidades também podem ser obtidas pelo telefone (54) 3026.8522. Inscrição - Os documentos exigidos são certidão de nascimento ou casamento, uma foto 3 x 4. CPF (fotocópia), RG (fotocópia), comprovante de endereço, talão do produtor ou Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). Para matrícula, o aluno precisa comparecer com os pais. Para saber mais - Agenda para visitas por meio do projeto EFA de Portas Abertas, pelo telefone (54) 3026.8522. Endereço: Estrada do Imigrante, 575, São Pedro da Terceira Légua - CEP: 95095-232 - Telefones: (54) 30268522 | (54) 30134499 | (54) 96195495 - e-mail: coopedagogicaefaserra@gmail.com ou www.facebook.com/efaserra

Mosca-das-frutas motiva dia de campo A mosca-das-frutas (Anastrepha fraterculus), praga que ataca diversas frutíferas, foi tema do dia de campo, na quinta 13, em Gramado. O evento, organizado em parceria pela Emater/RS e Cooperativa Piá, contou com a presença de produtores, na propriedade da família Brezolla, na comunidade Linha Nova. A primeira estação foi conduzida pelo chefe do escritório da Emater de Gramado, Alexandre Meneguzzo, que falou sobre a praga. Em sua explanação, res-

saltou a importância do constante monitoramento populacional da praga nos pomares e arredores. Também fez demonstrações de métodos utilizados no controle do inseto. Já o engenheiro agrônomo da Emater de Nova Petrópolis, Luciano Ilha, abordou poda verde e raleio na cultura do pêssego. No encerramento das atividades, o supervisor da microrregião das Hortênsias, Mário Silveira, destacou o ótimo trabalho dos agricultores do município. Emater/Divulgação/CR

Alunos: prazo vai até 15 de dezembro, na sede da instituição, Terceira Légua, em Caxias do Sul

Emater: técnicos demonstram métodos no controle do inseto


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CR Geral 14

publicidade@jornalcr.com.br comercial@jornalcr.com.br

Loterias LOTERIA FEDERAL 15/10/2016 1º .............................73.282 2º .............................39.059 3º .............................25.611 4º .............................18.751 5º .............................75.162 QUINA Concurso 4204 01 – 06 – 42 – 71 – 73 Concurso 4205 04 – 20 – 32 – 75 – 77 Concurso 4206 05 – 08 – 09 – 35 – 54 Concurso 4207 04 – 18 – 27 – 46 – 80 Concurso 4208 20 – 21 – 65 – 68 – 76 Concurso 4209 27 – 49 – 55 – 62 – 74 LOTOFÁCIL Concurso 1421 03 – 05 – 06 – 07 – 08 09 – 11 – 12 – 14 – 17 18 – 19 – 20 – 23 – 24 Concurso 1422 01 – 04 – 05 – 07 – 10 11 – 13 – 14 – 15 – 16 17 – 19 – 22 – 23 – 24 Concurso 1423 01 – 02 – 04 – 05 – 07 08 – 11 – 12 – 13 – 14 15 – 16 – 19 – 22 – 23 MEGA-SENA Concurso 1865 01 – 05 – 31 – 32 – 37 – 42 Concurso 1866 14 – 17 – 36 – 38 – 44 – 60 LOTOMANIA Concurso 1701 06 – 11 – 14 – 15 – 21 – 25 – 26 28 – 30 – 33 – 35 – 36 – 40 – 54 55 – 65 – 80 – 83 – 86 – 89

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CASAMENTOS

Rua Alfredo Chaves, 557 NICÉIA VERONESE FACCHIN, Registradora Designada Fone 3221 7645

PELO REGISTRO CIVIL DE PESSOAS NATURAIS E DE INTERDIÇÕES E TUTELAS DA 2ª ZONA DESTA CIDADE, HABILITARAM-SE PARA CASAR AS SEGUINTES PESSOAS: (Editais nº 33.454 á 33.471) - MARCOS ALEXANDRE DA SILVA E ANDRIELE MARIANE DA SILVA - MAICON ROBERTO BOSCHETTI E MORGANA TSCHOEPKE VARIANI - SEGUNDO HERMES PEREIRA E GREICY ZINI BELOTTI - BRUNO RODRIGUES MONTEMOR E FLÁVIA SALVI - MIGUEL VIEIRA DA ROSA FILHO E MARTA DE LIMA - ANDRÉ LUÍS RHODEN E DANIELE LOVATEL - WANDER PIERRE E ALEXANDRA NELSON - ALEXSANDRO CRESPI E FLÁVIA BERTIN - GUSTAVO SCHWARTZHAUPT E EMANUELE TAÍS PERSSON - LERON DUTRA JUNIOR E SÍLVIA MARIA DE SOUZA - FÁBIO LUIZ HORN KLEIN E CAMILA WEBER DE LIMA - SEBASTIÁN MAURICIO BENITES GONZÁLEZ E LENISEA PEREIRA TOMASI - ADERVAN FERNANDO DRUM DE ANDRADE E DÉBORA CAMARGO DOS SANTOS - RAPHAEL TEDD ROSA E MARIANA CARRER - GUILHERME RICARDO HOLLAS E CARINE LUIZA DA SILVA - TIAGO VEIGA GONÇALVES E ANA SALETE DA SILVA OLIVEIRA - CHRISTIAN MORANDI MURARO E JENIFFER SILVEIRA MOTTA - MATHEUS MARTINELI DOS SANTOS E CAMILA KUWER DE CARVALHO Caxias do Sul, 17 de outubro de 2016.

1º ANO DE FALECIMENTO

Norma Tonietto Bampi, Orlando, Pedro, Francisco (in memoriam), Sérgio, Inácio, José, Avelino, Josefina e Vilson (agente do CR), esposa e filhos de Luiz Bampi, juntamente com as noras, genro, netos e bisneto convidam familiares e amigos para a missa de 1º ano de falecimento deste ente querido, a realizar-se no dia 25 de outubro, às 20 horas, na igreja de São Vigílio da 2ª Legua, Caxias do Sul. “Nossos corações ficaram entristecidos com tua partida, mas aos poucos vamos reunindo forças para seguir a vida sem a tua presença, sempre confortados pelo teus exemplos, virtudes e ensinamentos”.

Cirillo Antonio Piccoli, nascido em 30 de maio de 1930, na localidade São Roque, em Flores da Cunha (RS), faleceu no dia 1° de outubro, aos 86 anos de idade. Partiu deixando a esposa Alzira Sogari; as filhas Maria de Lourdes, Stela Maria e Susete; os genros, os netos Morgana, Mariana, Marina, Mateus, Rafael e Gabriel; e muitos amigos. Foi sepultado no cemitério de São Roque. Foi homem de trabalho e de fé, em uma família numerosa de 11 irmãos. Trabalhou na agricultura, especialmente com videiras, dedicando seu tempo e depositando ali suas expectativas e garantindo o sustento da família. Cirillo e Alzira compartilharam 60 anos de vida juntos, com base no respeito e na fé para o bem da família. Em comunidade, foi sempre atuante e participativo. Ao lado da esposa, cumpriu funções importantes que levaram adiante o trabalho comunitário. Piccoli teve muito amor à família, com imenso amor aos netos.

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DO SUL/RS EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA - Empregados em entidades culturais, recreativas, de assistência social, de orientação e formação profissional no município de Caxias do Sul. No uso de minhas atribuições legais e estatutárias, CONVOCO os empregados da CATEGORIA PROFISSIONAL EM GERAL, sócios e não sócios, inclusive os colaboradores do SESC, SENAC, SESI, SENAI, CURSOS LIVRES para a ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, a qual será realizada no dia 28 (vinte e oito) de outubro de 2016, às 18h30min e 19horas, respectivamente, na sede do SENALBA/CAXIAS – av. Julio de Castilhos, 2020, auditório 604 Edifício Jaguaribe- centro de Caxias do Sul, obedecido o intervalo entre a primeira e a segunda convocação, com a presença de 2/3 dos interessados ora convocados para a primeira convocação e, em segunda e última chamada, quando as decisões serão tomadas pela maioria de 2/3 dos presentes, para apreciar e deliberar a respeito da seguinte Ordem do Dia: 1 - Conveniência ou não de se instaurar processo de revisão de Convenção, Acordo, Dissídio Coletivo de Trabalho e/ou Arbitragem Judicial contra as entidades representativas da categoria econômica, por representação do SENALBA; A.1 – Aprovando-se o item 1, definição das Cláusulas de natureza jurídica e econômica que deverão ser objeto do pedido de novas condições de trabalho segundo as respectivas Entidades e datas-bases; B.1 – Aprovando-se o item 1, procedimento a ser adotado para as negociações judiciais e extrajudiciais junto as empresas e Sindicatos que representam a categoria econômica, entre os quais e especialmente o SECRASO/RS, SINDIOMAS, SINDEPARS, etc, inclusive concessão de plenos poderes para o Presidente do SENALBA para que possa firmar Convenções e/ou Acordos Judiciais, aceitar ou recusar propostas e/ou contrapropostas, variar do pedido e o que mais for necessário e de interesse geral da categoria; C.1 – Aprovando-se o item 1, discussão e deliberação, aprovando ou não, sobre a concessão de poderes ao sindicato profissional para ajuizar ações trabalhistas como substituto processual de integrantes da categoria. 2 – Conveniência ou não para DELEGAR poderes a FESENALBA para, em nome da categoria, instaurar processo de revisão de Convenção, Acordo, Dissídio Coletivo de Trabalho e/ou Arbitragem Judicial contra as entidades representativas da categoria econômica para o ano base de 2017; A.2 – Aprovando-se o item 2, concessão de plenos poderes de representação para a FESENALBA/ RS negociar, conciliar e ajustar acordos e/ou convenções coletivas de trabalho, bem como instaurar processo de dissidio coletivo e/ou arbitragem judicial e extrajudicial. B.2 – Aprovando-se o item 2, autorização para que a FESENALBA/RS, observando as condições de trabalho segundo as respectivas Entidades e datas-bases, inaugure em seu nome o processo de negociação coletiva e possa também em seu nome convocar a categoria profissional, negociar e firmar as negociações coletivas, podendo deliberar quanto às cláusulas de natureza jurídica, social e econômica que deverão ser objeto do pedido de novas condições de trabalho; C.2 – Aprovando-se o item 2, concessão de plenos poderes para o Presidente da FESENALBA/RS para firmar Convenções e/ou Acordos Judiciais, aceitar ou recusar propostas e/ ou contrapropostas, variar do pedido e o que mais for necessário e de interesse geral da categoria. Caxias dos Sul 17 de outubro de 2016 Alceu Adelar Hoffmann - Presidente.

CASAMENTOS

REGISTRO CIVIL DE ANA RECH CAXIAS DO SUL - RS BR116, km 147, nº 15.999 - CEP 95059-520 Caxias do Sul-RS - Fone: (54)3238.1111 Cláudio Klering - oficial Emerson R. Klering - oficial substituto Comunica que pretendem contrair matrimônio as seguintes pessoas: EDITAIS: 6582/137 até 6585/140 1- FELIPE SCARIOT E BIANCA DE JESUS DA ROSA. 2- CLAUDINEI GODOY DE OLIVEIRA E FRANCIELE NEVES. 3- TCHAÍSON PATRIK MACALI E DÉBORA CRISTINA DE CORDOVA. 4- RODRIGO MARTINÉLI E NATÁLIA ALBÉ DO AMARAL. Caxias do Sul, 11 de outubro de 2016. REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PODER JUDICIÁRIO - COMARCA DE CAXIAS DO SUL SERVIÇO DE REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS DA 1ª ZONA

CASAMENTOS

Fone: 3226-7980 ROBERTO RUSCHEL DA SILVA - Oficial Registrador do Registro Civil das Pessoas Naturais da 1ª Zona. FAZ SABER, que por este Serviço, habilitaram-se ao casamento as seguintes pessoas: (Editais nº 29407 ao 29427)

comercial@jornalcr.com.br publicidade@jornalcr.com.br

CNPJ/RF 93.196.020/0001-60 - NIRE 43 3 0003131 4 Assembleia Geral Ordinária - Convocação. Convocamos os acionistas da Vap Participações S.A. para reunirem-se em Assembleia Geral Ordinária, que se realizará às 14h do dia 20 de outubro de 2016, na sede social da Companhia situada na cidade de Nova Prata, Estado do Rio Grande do Sul, na Rua Buarque de Macedo nº 365, Centro, a fim de deliberar sobre a seguinte Ordem do Dia, a saber: (i) retificar as disposições contidas na Assembleia Geral Ordinária, realizada em 16 de maio de 2016, relativas à substituição Correio Riograndense do órgão da imprensa privada CR responsável pelas publicações legais; (ii) incluir disposição estatutária atinente as deliberações da Assembleia Geral da Companhia; e, (iii) consolidar o Estatuto Social. Nova Prata, RS, 05 de outubro de 2016. Nair Ana Paludo Barreto Hoffmann - Diretora. Ilda Paludo - Diretora.

ASSISTÊNCIA SOCIAL, DE ORIENTAÇÃO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL NO MUNICIPIO DE CAXIAS

Falecimento

Fone: (54) 3220 3232 Y = 100

SENALBA/CAX - SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ENTIDADES CULTURAIS,RECREATIVAS, DE

Nicolau Chiamolera e Lurdes Poloni Chiamolera festejaram Bodas de Ouro, em 14 de maio passado. A cerimônia de ação de graças aconteceu na capela São Roque, em Lacerdópolis (SC). A missa foi celebrada pelo pároco, padre Marcos. Logo após, foi servido almoço com a participação de mais de 300 pessoas. O casal tem três filhos, seis netos e um bisneto. Nicolau é assinante do Correio Riograndense há mais de 60 anos e agente há mais de 50 anos, graças a Deus e com a ajuda da boa leitura do jornal. Foi ministro da Eucaristia por 30 anos. Ele a sua família são exemplo na comunidade e muito felizes.

- FELIPE APOLIANO DO NASCIMENTO E CINTIA MARIA NASCIMENTO CRUZ - CLAUDIOMIRO PAIM DOS REIS E JANETE TERESINHA DE BARBA - FELIPE SCHIOCHET E MARIANA CASAGRANDE HOPF - RODRIGO AVER E FERNANDA KIELING KIST - HENRIQUE VEDAM WEINSCHÜTZ E MAURO KRATZ FONSECA - WILLIAN PERONI E MARGARETE DE SOUZA DA CRUZ - FRANCISCO ANTONIO ANDREIS E SIMONE DE OLIVEIRA GROSS - CLEDIR QUADRI E ADRIANE VAZATTA - DIEGO ELIAS MARTINS ORTELLI E ANDRESSA ORSO SOARES DE OLIVEIRA (CÓPIA) - IVAN CARLOS GASPARETTO E ADRIANA GRANZOTTO DE VARGAS - CRISTIANO JOSIMAR KNOPKA E AMANDA PAIM PEREIRA - MICHEL GOULART E KAREN OLIVIA BAZZO - ANDERSON ELIAS KARPER E JUCILEI DA SILVA - RAFAEL DA SILVA VIEIRA E ANGÉLICA ROCHA BETTES - JOSÉ RIBEIRO DE ARAUJO JÚNIOR E GABRIELA DE ROSSI VICENZI - GIOVANI SAMPAIO DE CASTRO E ROCHELLE LOVAT BONDAN - VINÍCIUS TROIAN MEZZARI E ELIANE TAMAGNO ZAMBONI - MARCO AURELIO MACHADO RODRIGUES E DANIELA HOLLWEG GONZALEZ - RODRIGO TOLEDO DE SOUZA E FERNANDA FRIGHETTO BATTISTI - LUCAS DA SILVA DA ROSA E BIANCA SILVA NEVES - MAICON DE ALMEIDA RIBEIRO E TATIANE APARECIDA PALHANO DE OLIVEIRA DE BORBA *SE ALGUÉM SOUBER de algum impedimento, oponha-o no prazo e na forma da lei. Caxias do Sul, 17 de outubro de 2016 ROBERTO RUSCHEL DA SILVA Oficial Registrador


CORREIO RIOGRANDENSE • Caxias do Sul, 19 de outubro de 2016

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CR Variedades 15

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# DECORAÇÃO

Plantas que purificam o ar

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ngana-se quem pensa que o trabalho da Nasa se resume à análise do espaço. Muitas vezes, a agência espacial norte-americana se dedica a pesquisar coisas bem úteis para aplicação aqui, na Terra! Um de seus estudos indica espécies comuns de plantas que conseguem absorver toxinas em ambientes fechados, ajudando a melhorar a qualidade do ar dentro de casa ou nos escritórios. A pesquisa iniciou quando a Nasa buscava encontrar melhores maneiras de limpar o ar em estações espaciais. Como os astronautas vivem confinados em um pequeno espaço com ar reciclado, precisava haver uma solução para remover as substâncias tóxicas de tais ambientes. A solução veio da natureza. A seguir, as dez plantas indicadas. Lírio-da-paz (Spathiphyllum) - Está no topo da lista da Nasa para a remoção das três substâncias tóxicas mais comuns – formaldeído, benzeno e tricloroetileno. Além disso, pode combater o tolueno e xileno. É uma das melhores para se ter dentro de casa, já que não exige muita manutenção. É recomendado mantê-la longe de correntes de ar. O lírio deve ser cultivado em lugares que não recebam a luz do sol diretamente, já que suas folhas ficam danificadas caso isso aconteça. Babosa (Aloe vera) - Ajuda na limpeza de poluentes encontrados em produtos quími-

Divulgação/Correio Riograndense

Espécies comuns são capazes de absorver toxinas em ambientes fechados

Espada-de-são-jorge: espécie libera oxigênio durante a noite, ao contrário da maioria das plantas cos de limpeza e tintas, como o formaldeído e benzeno. O mais legal é que, quando a quantidade de substâncias nocivas no ar torna-se excessiva, as folhas da planta apresentam manchas em tom castanho. Samambaia (Nephrolepis exaltata) - Funciona como um verdadeiro umidificador natural, melhorando as condições de ar dentro de casa. Por conta dessa liberação de umidade no ar, a

planta remove poluentes como benzeno, formaldeído e xileno, além de fornecer ar limpo dentro das residências. Ela cresce melhor sob a luz do sol e em condições úmidas. Gerbera (Gerbera jamesonii) - É eficaz na remoção de tricloroetileno, presente em carpetes e móveis, por exemplo. É também boa para filtrar o benzeno que vem em tintas. Pode ser colocada na lavanderia, sala

ou quarto, mas é preciso deixar na luz solar diretamente. Crisântemo (Chrysantheium morifolium) - As flores coloridas podem fazer muito mais do que iluminar a sala de estar. O crisântemo ajuda a filtrar o benzeno, que é comumente encontrado em colas, tintas, plásticos e detergentes. Esta planta gosta de luz, portanto, é bom deixá-la perto de uma janela aberta. Ficus (Ficus benjamina) - Ter

um na sala de estar pode ajudar a filtrar poluentes que normalmente acompanham carpetes e móveis, tais como formaldeído, benzeno e tricloroetileno. Seringueira (Hevea brasiliensis) - Não dá para plantar a árvore em qualquer lugar, mas ela tem suas vantagens. É um poderoso eliminador de toxinas e purifica bem o ar. É eficiente na eliminação do benzeno, xileno e tolueno e também age contra o formaldeído e o tricloroetileno. Também pode possui grânulos que reduzem a poeira ao seu redor. Espada-de-são-jorge (Sansevieria trifasciata) - Eficiente na absorção de dióxido de carbono, além de liberar oxigênio durante a noite (enquanto a maioria das plantas faz este processo durante o dia). Um bom local para deixála é o banheiro. Azaleia (Rhododendron simsii) - Tem a capacidade de filtrar os poluentes presentes no ar, como o formaldeído proveniente de madeiras compensadas ou espumas de isolamento. Jiboia (Scindapsus aures) Capaz de limpar impurezas do ar, absorve o formaldeído, xileno e benzeno. É uma planta benéfica para ter na sala de estar ou pendurada, pois as folhas crescem para baixo, em cascata. É também indicada para a garagem, por causa do escapamento do carro (formaldeído). Cuidado: é venenosa e deve ser mantida longe de crianças pequenas e animais de estimação.

Ingredientes: meia xícara de farinha de trigo integral; meia xícara de amido de milho; meia xícara de aveia Biscoito integral de em flocos; 100 gramas de mar- gergelim com linhaça garina; 1 clara; 3 colheres (sopa) de semente de linhaça; 2 colheres (chá) de gergelim; meia colher (chá) de sal.

Pacotes de frango com alho-poró Ingredientes: 6 filés de peito de frango; 1 colher (chá) de sal; 1 xícara de suco de laranja; 1 dente de alho picado; 6 colheres (sopa) de margarina; 1 alho-poró picado; 1 tomate, sem sementes, cortado em cubos pequenos; 1 colher (sopa) de cheiro-verde picado (para salpicar). Modo de fazer: preaquecer o forno em temperatura média (180º C).

Em uma tigela, temperar os filés de frango com o sal, o suco de laranja e o alho. Reservar por 15 minutos. Em uma panela pequena, aquecer a margarina até derreter, juntar o alho-poró, o tomate e aquecer por um minuto. Retirar do fogo e reservar. Para a montagem, colocar um filé de frango no centro de cada quadrado de papel-alumínio e regar

com o tempero. Espalhar a mistura de margarina reservada sobre os filés de frango e fechar as extremidades do papel, formando um “pacote”. Passar os pacotes para uma assadeira média (33cm x 23cm) e levar ao forno por 30 minutos. Retirar do forno, abrir os pacotes, salpicar o cheiro-verde e servir em seguida. Rende seis porções.

Modo de fazer: em uma tigela média, juntar a farinha de trigo integral, o amido de milho, a aveia, a margarina, a clara, a linhaça, o gergelim e o sal. Misturar com a ponta dos dedos até obter uma massa úmida que solte das mãos. Paquecer o forno em temperatura média (180°C). Em uma superfície enfarinhada, abrir a massa com o rolo, na espessura de 0,5 cm, e cortar quadrados com 4 cm x 4 cm. Colocar os biscoitos em duas assadeiras grandes (40 cm x 28 cm) e fazer furos com um garfo. Levar ao forno por 15 minutos ou até dourar levemente. Deixar esfriar e retirar da assadeira. Servir em seguida. Rende 45 unidades.

Maizena/Div./CR

Becel/Div./CR

Receitas


CORREIO RIOGRANDENSE • Caxias do Sul, 19 de outubro de 2016

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CR Sabe -Tudo 16

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Você sabia?

300 ANOS

Os mantos de Aparecida Tricentenário do encontro da imagem revela curiosidades

Manto vermelho - O padre Júlio Brustoloni, autor do livro “História de Nossa Senhora Aparecida”, cita a utilização de um manto de coloração

Foto CR

T

odos os brasileiros, católicos ou não, conhecem alguém que leva o nome de Aparecida. Talvez ele esteja ligado à devoção mariana da padroeira do Brasil. A devoção à Nossa Senhora Aparecida surgiu no ano de 1717, na vila de Guaratinguetá, interior de São Paulo. Na época, o governador da província iria visitar a região e queria comer peixes. Pescadores lançaram, sem sucesso, as redes no rio Paraíba do Sul. De repente pescam uma imagem negra. Logo após, as redes colhem a cabeça da estátua. A partir daí a pesca foi abundante. Assim, a devoção espalhou-se pelo Brasil inteiro e, em 1930, ela foi proclamada padroeira da nação brasileira. O que muitos não sabem é que a imagem, como conhecemos hoje, com manto azul, coroa e broche não foi sempre assim. Durante esses quase 300 anos, ela já foi vestida de diversas formas e cores. A história dos mantos e adornos remonta aos anos 1750. Peritos constataram que a estátua primitiva era originalmente policromada, tinha a pele do rosto e das mãos brancas, um manto de cor azul escuro e o forro vermelho granada. Ao longo dos anos, foi adicionado o manto em forma triangular e a coroa.

• Zelo popular: a imagem de Aparecida sofreu um atentado em 1978, durante a última missa celebrada na Basílica Velha. Um jovem de 19 anos quebrou o vidro que a protegia e jogou a estátua no chão. Ela esfacelou-se em mais de 200 pedaços. Percebeu-se a grande comoção e zelo popular. Depois do ocorrido, foi levada em segredo ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), para restauração, que durou 33 dias.

Palavras Cruzadas PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS

www.coquetel.com.br Conflito durante o qual ocorreu a A Batalha do Riachuelo 5ª vogal

© Revistas COQUETEL

Recinto de teatros Programa de smartphones A refeição pobre em açúcar

Objeto levantado pelo fisiculturista

Consciência (?): respeito à natureza

Cantor carioca do sucesso "A Flor do Querer" Gracejava Ter fé religiosa

Atividade estimulada em oficinas literárias

Vitamina do limão (símbolo)

Fecho tradicional de jaquetas de couro

Função do Ctrl+X, no Word (Inform.)

Fazer parar

Batata (?), acompanhamento da carne assada

Louco, em espanhol Coronel (abrev.)

Último livro do Novo Testamento

Manto: colocado para disfarçar o local onde a estátua estava quebrada A estátua usou, também, diversos cordões de ouro. Documentos arquivados pelo Santuário Nacional atestam que esses ornamentos foram vendidos para ajudar na reforma da antiga capela. O manto que, atualmente, cobre Nossa Senhora Aparecida foi confeccionado por uma família aparecidense. Nele, estão destacadas as bandeiras do Brasil e do Vaticano, identificando assim a unidade da Igreja com o Papa. Ao longo dos últimos 300 anos, o manto de Aparecida sempre quis representar a realeza de Maria, enquanto mãe de Deus.

Cervídeo que habita a tundra

Opus (abrev.)

Obstáculo comum em estradas de terra após chuvas

vermelha. “Um manto de carmesin – vermelho forte – com ramos de ouro aplicados no mesmo, doado por Francisco Soares Bernardes, da cidade de Mariana, Minas Gerais”. De acordo com o redentorista, os objetos eram utilizados para disfarçar a quebra da imagem. Dos mantos que já cobriram a imagem da padroeira do Brasil, ao longo dos 300 anos, as informações são escassas e poucos foram preservados e armazenados. Os que foram encontrados, de coloração azul anil, estão relacionados à coroação de Nossa Senhora Aparecida, em 1904.

Movimentos realizados pela Terra ao redor do Sol Veículo de lotações

Substância da parte interna de conchas

Juntar (?)-roxo, planta medicinal

Equipamento de segurança em navios

Furar com objeto pontiagudo (?) de família: sustenta o lar "A (?) e as Uvas", fábula de Ésopo Tamanho da roupa na moda plus size A mão de obra buscada por empresas

Trabalha com afinco Poder, em inglês Palco dos blocos de Carnaval

Ganhar, em inglês

Deus (Rel.) Indecente; obsceno

BANCO

R U A O dono, no bumba meu boi (Folcl.)

Selo plástico de placas de carros

Abreviatura de "Distrito", em DP

Movimentos opostos às vindas

Frédéric Chopin, compositor polonês

Morada das estrelas Símbolo da Apple

3/can. 4/gain — loco. 5/nácar — zíper. 7/recorte. 8/atoleiro. 10/aplicativo. 11/qualificada.

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Solução

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Divulgação/CR

Com o tempo, a invenção foi aprimorada pelas empresas do setor de higiene pessoal, até dar origem à fralda descartável que conhecemos hoje. A produção industrial de fraldas utilizava 25 folhas de papel tissue envolvidas numa película plástica, para aumentar a proteção. Em 1959, a empresa P&G recriou a fralda descartável e colocou o nome do produto de Pampers, marca que permanece até hoje. Atualmente, os papais contam com vários modelos, e marcas, de fraldas descartáveis, No entanto , o preço do produto continua alto, sem contar seu grande potencial poluente, desses artefatos, uma vez que levam 450 anos para se decompor.

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R V O A T N A Ç Ã C O O R TE A R D A A N S I L D A A ÇÃ S O

As fraldas descartáveis se tornaram, ao longo do tempo, um item insubstituível para os pequenos. Há alguns anos, fraldas que pudessem ser colocadas no lixo eram artigo de luxo nas famílias brasileiras. No entanto, elas foram criadas ainda na metade do século passado. Em 1951, a norte-americana Marion Donovan inventou um produto que revolucionou a vida das mamães modernas. A primeira fralda descartável foi feita com uma fralda de pano unida a um forro plástico. Mas existem relatos históricos de que até as antigas civilizações do Egito, Império coelho e grama. A capa impermeável que proAsteca e Roma usavam tipos de fraldas improvisadas. Eles as con- tegia a fralda era produzida com feccionavam com musgo, pele de restos de cortinas de banheiro.

A R E C R O L C O E G L I C U A E C A M R O

Quem inventou a fralda descartável?

H C A A P L I M O T T A E R R Z O L E I P T ER E R E A G R I P P O S A E C R A L C R L I F I P M S D E C O

HIGIENE

G U E D R I C R E A T D E B O T P I R A C R A A G G Q U A P A I I N

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Uma história de superação Em Mariana, a escritora Ana Rapha Nunes conta a tragédia vivida no município mineiro de Mariana, pelos olhos de uma menina de 12 anos, com o mesmo nome da cidade. A obra, carregada de emoção, visa trazer aos jovens uma reflexão sobre os acontecimentos recentes da história. Uma narrativa de mudanças, perdas e superação, mas, sobretudo, de sonhos e esperanças. Editado pela Inverso, ilustrações de Karen Basso.


CORREIO RIOGRANDENSE • Caxias do Sul, 19 de outubro de 2016

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Vita, stòria e fròtole

El ritorno de Nanetto Pipetta (889)

Arlindo Dallegrave

Loreto, Caxias do Sul - RS

l Bragheta, co’l gera ncora un tosato, ale doméneghe lu ndea su al Monte dei Bechi insieme de so popà sol par veder le coride de cavai che ghe gera sempre dopo mesogiorno, ntela cància de corsa de cavai là a quel posto. Per quela, desde picinin lu el ga ciapà tanta passion par quel sporte che sempre el ghe disea al so popà che un giorno anca lu volea esser montà insima a un caval de corsa e farlo sgalopiar. E lu ga cressesto sempre con quela idea de esser un coridor ntela cància del Pignal. Dopo che’l gera deventà grando, deromai omo, un di el ga volesto comprarse un caval de corida anca lu, contrariando so popà che no’l volea veder so fiol metesto in confusion, che gera quel che ocorea sempre ala fine dele corse de cavai. Ma lu lo ga comprà stesso, un bel caval e na bela fornimenta e dopo l’è ndat diverse volte a trenar el caval nte quela cància de cariere. E dopo passà due trè mesi, quando che lu ga catà che el caval gera pronto par corer, el ze ndà scrìverse anca lu par la corsa che saria fata la doménega de Pàscoa de quel ano. Quando quela benedeta doménega ga rivà, pena dopo mesogiorno scomìnsia a vegner gente par giugar soldi nte quela carierada de cavai. Ghe gera diversi cavai par corer, cada un col so cavalier par montar. El Bragheta gera el più fassero de tuti e el ghe disea ala gente che fea le aposte che quel giorno el caval che guadagnea el gera el suo. Là ala cància del Pignal ndava gente dela Forqueta Bassa, Nova Palmira, San Valentim, Loreto e anca de tante altre frassion, tuti coriosi par veder come vegnea fora este cariere e, sicuro, anca par giugar che guadagnea uno o l’altro de quei cavai. Ogniun gavea un palpite. Dopo que quela gente fenia de far giugo el paron dela cància fea i coredori méterse a posto coi so cavai, tuti a par uno co l’altro. Dopo el ndea darente a un toc de trìlio de tren tacà su par na pianta e con toc de cano de fer lu el batea con forsa ntel trìlio, che fea tammmmmm. Quel el gera el segnal dela partensa. E co i cavai se partia ntrea in assion la torsida. Tuti che osea, fando forsa pa’l caval che cadauno gavea giugà. Suito dopo dela partensa el caval del Bragheta se ga ciapà avanti dei altri. Ma quando i riva in fondo dela cància, a pochi metri de guadagnar, salta entro ntela cància un dela torsida davanti al caval del Bragheta par fermarlo perché lu gavea fato giugo nte nantro caval. El cavalier, porogramo, par no ciapar soto le sampe del caval quel stùpido, el volta el caval davanti a quelaltri cavai che, cola velocità che i vegnea, i bate ntel caval del Bragheta e là, cari, uno se intrabuca col’altro e i casca par tera e i rabalta anca el caval del Bragheta a gambe alte. Là se ga fato na bruta confusion. Tuti che osea e se lamentea. De na banda cavai rabaltadi, de l’altra, cavalieri par tera che se ramenea intorno par levar su. El Bragheta, poareto, come el gera stat el primo a cascar, lu ze restà tut co marche negre su pal corpo. Co’l se ga visto cossi el ga dito che la voia gera de ciapar el invasor e sgagnarlo perché lu no gavea gnente de méterse entro la cància e che par poco no se ga copà gente e cavai par colpa soa. Più tardi, pensàndoghe sora, Bragheta ga dito: - Cossa me adianta guadagnar la corsa e soldi se dopo go da morir soto le sampe e pestoni dei cavai dei altri?! Basta, no vado più a corer col caval, nò!

Ilustração Derli Dutra, São José do Ouro (RS)

Primo, Petisso e Nenui i ze trè mui! (ùltima parte)

Le coride de cavai

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CR Cultura 17

marcelino@jornalcr.com.br I www.correioriograndense.com.br

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opo molar i mui ntel potrero, Nanetto ga ringrassià Rovìlio. - Gràssie, caro frate Rovìlio! Per molto poc no te ò racomandà ndar far el tuo laoro e assarme in pace. Confesso che gere a punto de bestemar e quande me gavé dito quelo, go idea che ze stà mio Àngelo Custode a serarme la boca e vèrderme la suca, perché sùbito me ga vegnesto sto persiero: “Perché no go pensà sora sto tanto vanti?” - Go visto che te deventea rosso e te tirea le rèdene con tanta forsa che poreti i mui, anca lori i gera a punto de sgagnarte. - Gràssie e tante gràssie. No sò mia se i me ga capio, ma vanti molarli ntel potrero ghe ò domandà scuse e anca ghe ò dato da magnar el dópio de costume. - San Francesco el parlea coi osèi. Vero? Perché no se pol parlar con altre bèstie? Chissà, da qua tanti ani, quande

Eduardo Grigolo Jundiaí - SP

te sarà belche morto, la gente no la preghe per “Santo Nanetto” el “Santo dei Mui”. Chià! Chià! Chià! - Primo, Petisso e Nenui i ze trè mui, l’è vero. Ma pi de na volta go pensà se noi sarà umani mascarà? Quel che ghe manca l’è sol parlar! - Pol esser nantro mistèrio dea vita umana. La verità sarà descoerta ntel nostro ùltimo viàio! Capìssitu? Nanetto se ga spissà la testa e el ze ndà lavarse perché gera ora del disnar. Toni, che’l gera drio rossar per pareciar la tera par semenar formento, anca lu, dopo sentir so pansa brontolar, ga ritornà par magnar e refar le forse. Nanetto no’l ghe à dito gnente sora la speriensa coi trè mui. Per questo, adesso el volea proar se quel fato gera pròpio vero o se

# LIVROS

ze stà una essession. Gnanca lu gavea securansa cento par cento. Ma el gavea fede che tuto quel se ripeteria nantra volta. Alora el ga metest Petisso e Nenui par tirar la careta voda e Primo ligà dadrio. Due ore dopo el gera de ritorno cola careta piena, i trè mui coerti de sudor, ma sensa mostrar strachitùdine. Toni ga visto Nanetto rivar tuto contento. - Nanetto daquà avanti no vao dir più gnente. Vedo che te si pi furbo che mi e alora te sarà ti el capitan de questa colònia, par el tempo che te resti qua co noantri. - Gràssie, paron Toni. Ma mi scòio sevitar esser solamente pion e soto le vostre òrdine. Adesso, con permesso vao ringrassiarghe a Primo, Petisso e Nenui, che i ze trè mui, ma i podaria esser gente come noantri. El ghe ga dato un bagno e dopo damagnar a bastansa.

# PONTO DE CULTURA

Romance retrata antepassados italianos Semana das Etnias em Caxias Italiano Imigrante, Ivanor Ferronatto, Editora CRV, 426 págs. A obra é um romance ímpar, diferente de tudo o que já se leu ou ouviu sobre as histórias dos antepassados italianos. Ferronatto, natural de Osbaio Alto, Sarandi (RS), filho de descendentes italianos, contabilista e jornalista, oferece um enfoque abrangente e amplo de como cada personagem se transforma ao longo do tempo, inserindo-se e observando os hábitos e costumes do novo mundo,

ao mesmo tempo em que transfere seus valores, como agente transformador, que influenciou a política, a economia, as artes, as letras da nação brasileira. No convívio entre os inúmeros personagens desta história, o sentimento humano aflora a cada hora, a cada dia, a cada ano. Interessados em adquirir o livro podem manter contato diretamente com o autor pelo e-mail ferronatto@ via-rs.net.

O Ponto de Cultura Casa das Etnias promove, de 24 a 29 de outubro, a 6ª edição da Semana das Etnias de Caxias do Sul. O evento será realizado na sede da entidade, na av. Independência, 2542. A programação prevê, no dia 24, às 20h30, a peça Gluck, die deutsch Gemeinschaft (Felicidade, a comunidade alemã), apresentada pela Associação Cultural Germânica de Caxias, no dialeto hunsrickisch. Dia 27, Noite de Canto Coral, a partir das 20h30, com Miseri Coloni, Quinteto Alles Gut, Vozes da Terra e Radize D’Itália. Dia 28, Danças Folclóricas, com a Associação Cultural Germânica, Gruppo Ricordo D’Itália e Grupo Projeção Folclórica, também a partir das 20h30. Todos os eventos ao preço de R$ 5,00 por noite. E no dia 29, das 16 às 20 horas, quermesse das etnias, artesanato, gastronomia, música e diversão. Criada pelo Legislativo em 2006, a Semana busca resgatar e comemorar a história das várias etnias que formam a diversificada população caxiense.


CORREIO RIOGRANDENSE • Caxias do Sul, 19 de outubro de 2016

@

CR Igreja 18

marcelino@jornalcr.com.br I www.correioriograndense.com.br

# 500 ANOS DA REFORMA

Papa Francisco vai à Suécia

Olhar diferente

ALDO COLOMBO

LWF/Div/CR

O

mercado está cheio de receitas milagrosas para todas as situações. Prometem o bem-estar, prometem a felicidade, mas não a entregam. E as promessas enganosas nos fazem esquecer velhas soluções que não custam nada e não têm contraindicações. Estamos falando do velho e conhecido abraço. Todas as maravilhas que se diziam dele acabam de ser comprovadas pela Universidade de Viena. Ele atua na alma e no corpo, melhora nosso psiquismo e nossa alegria de viver. E sua ausência diminui a qualidade de vida. Os especialistas dizem que uma média aceitável é de 12 abraços por dia. Este número pode ser superado sem qualquer prejuízo. Essa atitude tem efeito multiplicador, pois o abraço funciona em duas direções: quem abraça recebe um abraço. As situações para o abraço são infinitas. É o abraço da mãe para o bebê de poucos dias, é o abraço de dois irmãos que há tempo O abraço é não se encontravam, é um remédio o esperado abraço de milagroso, reconciliação, é o abramágico dos amantes elaborado ço de qualquer idade, é o no laboratório abraço por um triunde um coração fo conquistado, é o maduro e que abraço para quem está se derrama triste, é o abraço por qualquer motivo ou no outro mesmo sem motivo. A pesquisa da Universidade de Viena aponta a força medicinal do abraço. Ele libera a oxitocina, o hormônio da felicidade, queima as enzimas negativas, reduz o estresse e a pressão arterial, aumenta a autoestima e fortalece todo o sistema imunológico. Os benefícios continuam: alivia a dor, combate os resfriados e melhora a comunicação. O Evangelho fala do velho pai, que ao ver o filho pródigo regressando, corre ao seu encontro e o abraça e cobre de beijos (Lc 15,20). O abraço nunca se repete, é sempre novo, com um significado sempre diferente. Pode significar: eu te peço perdão ou eu te perdoo, pode significar um novo momento na vida dos dois, pode extinguir um abismo existente. O abraço sempre vem revestido de amor. Pode significar: eu te amarei para sempre, pode significar: você é maior do que suas limitações. É sempre um abraço no corpo e na alma, é um momento mágico que continuamos lembrando anos depois. É remédio milagroso, que não se encontra em farmácias, mas é elaborado no laboratório de um coração maduro e que se derrama no outro. Nada pede e tudo oferece. Nas primeiras páginas da Bíblia lemos que Deus criou o homem, à sua imagem e semelhança, e o beijou (Gn 2,7.). O beijo de Deus à humanidade tem um nome próprio: é o amor.

Viagem visa estreitar laços de uma colaboração ecumênica cada vez mais evidente Rádio Vaticano/Div/CR

Força medicinal do abraço

Reforma: catedral de Lund, onde haverá uma celebração, e Younan entregando ao Papa réplica da cruz que estará no local da oração comum

N

o dia 31 de outubro o Papa Francisco realiza viagem apostólica à Suécia, para as celebrações ecumênicas dos 500 anos da Reforma Protestante. O Pontífice visitará as cidades de Malmö e Lund. Conforme a programação, a cerimônia ecumênica dos 500 anos da Reforma se realizará em dois momentos. Terá início com a liturgia da catedral protestante de Lund e prosseguirá com um evento no estádio de Malmö, aberto ao público. O encontro conjunto

pretende evidenciar os 50 anos do diálogo ecumênico contínuo entre católicos e luteranos. A comemoração luterano-católica dos 500 anos da Reforma concentra-se nos temas da ação de graças, do arrependimento e do compromisso do testemunho comum. A catedral de Lund será o local onde se celebrará a cerimônia de oração comum e o estádio de Malmö, o cenário onde se realizarão as atividades dedicadas ao compromisso do testemunho e do serviço comum de católicos e luteranos no mundo.

Igreja no mundo Sacerdote é encontrado morto na Argentina Padre Juan Heraldo Viroche, pároco da igreja Nossa Senhora Del Valle de La Florida, em Tucuman, a 70 km de Buenos Aires, foi encontrado morto em sua casa no dia 5 de outubro. As causas e a forma como o sacerdote foi morto

ainda são desconhecidas. Padre Juan era conhecido na região por sua ferrenha luta contra o narcotráfico, fato que, conforme ele confidenciou a migos, vinha lhe causando constantes ameaças por parte das máfias da droga.

Carros leiloados Três automóveis uti- polonesa. Os valores lizados pelo Papa Fran- arrecadados serão desticisco durante a Jornada nados à compra de uma Mundial da Juventude, clínica móvel para atenem Cracóvia, foram der refugiados sírios no leiloados pela Caritas Líbano. Papa em Fátima O Papa Francisco tenário das aparições de deve ir a Portugal, em Nossa Senhora, em Fámaio de 2017, para as tima, a cerca de 130 km comemorações do cen- de Lisboa.

O Papa Francisco, o presidente da Federação Luterana Mundial, Munib A. Younan, e o secretáriogeral desse organismo, Martin Junge, guiarão a cerimônia de oração comum, em Lund; e o evento em Malmö, junto com os responsáveis da Igreja Evangélica Luterana da Suécia e da diocese católica de Estocolmo. A pedido da Federação Luterana Mundial, no local da oração comum será colocada uma cruz confeccionada pelo artista salvadorenho Christian Chavarria Ayala.

Indagações da fé E-mail: freiglaab@gmail.com

A cruz ilustra o logotipo da viagem do Papa à Suécia. Protestantes - a Reforma iniciou no dia 31 de outubro de 1517, quando o então padre agostiniano Martinho Lutero protestou em frente à igreja do castelo de Wittenberg, na Alemanha, apresentando suas 95 teses, que logo se espalharam pela Europa. Lutero foi processado por heresia, excomungado e exilado por um ano. Em resposta à Reforma, a Igreja Católica iniciou a Contra-Reforma, para frear os protestantes.

BRUNO e MÁRIO GLAAB

Se a comissão instituída pelo Papa Francisco aprovar o diaconato para as mulheres, isto significa que até o momento a Igreja estava errada por não aceitar a ordenação delas? Pedro Ivo, Cascavel – PR

Jesus, quando formou seus discípulos, não deu todas as normas como eles deveriam se comportar através da história. Ou seja, ele não detalhou todas as formas que seus discípulos tivessem de escolher através dos tempos. Por isto mesmo, Jesus escolheu Pedro como aquele que, juntamente com os demais apóstolos, tivesse de coordenar e adaptar o rebanho ao momento histórico (Mt 16,16ss). Logo após a ascensão de Jesus, Pedro toma as rédeas da Igreja na mão e escolhe o que fazer em novas circunstâncias (At 1,13ss). Caso a Igreja aceite o diaconato feminino, isto seria uma adaptação aos tempos modernos. Nada diria sobre a prática da mesma Igreja em tempos passados. Sabemos que nos primór-

dios da Igreja havia diáconos casados e, segundo alguns historiadores, havia também diaconisas. Com o passar do tempo, não se sabe bem porque razão, tanto os homens como as mulheres que exerciam o diaconato, sumiram. A partir de então o diaconato só era conferido aos futuros padres, ou seja, quem quisesse ser padre, uns seis meses antes, era ordenado diácono. Só no Vaticano II (1962-65) se restabeleceu o diaconato permanente, ou seja, não apenas para quem se prepara para o sacerdócio. Assim como se restabeleceu o diaconato permanente, poder-se-ia, também, restabelecer o diaconato feminino. (Por frei Bruno Glaab)


CORREIO RIOGRANDENSE • Caxias do Sul, 19 de outubro de 2016

CR Igreja 19 # CONSISTÓRIO

Papa Francisco nomeia 17 novos cardeais ABr/Divulgação/CR

Os novos cardeais: Dom Mario Zenari, núncio apostólico da Síria Dom Dieudonné Nzapalainga, arcebispo de Bangui (República Centro-africana) Dom Carlos Osoro Sierra, arcebispo de Madri (Espanha) Dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília (Brasil) Dom Blase Cupich, arcebispo de Chicago (Estados Unidos) Dom Patrick D”Rozario, arcebispo de Daca (Bangladesh) Dom Baltazar Enrique Porras Cardozo, arcebispo de Mérida (Venezuela) Dom Jozef De Kesel, arcebispo de Malines-Bruxelas (Bélgica) Dom Maurice Piat, arcebispo de Port Louis (Ilhas Maurício) Dom Kevin Farrel, prefeito do dicastério para os Leigos, a Família e a Vida (EUA) Dom Carlos Aguiar Retes, arcebispo de Tlalnepantia (México) Dom John Ribat, arcebispo de Port Moresby (Papua Nova Guiné) Dom Joseph William Tobin, arcebispo de Indianápolis (Estados Unidos)

Eméritos e presbítero escolhidos pelo Papa:

Cardeal do Brasil: dom Sérgio da Rocha

C

om alegria, anuncio que sábado, 19 de novembro, na véspera do fechamento da Porta Santa da Misericórdia, realizarei um consistório para nomear 13 novos cardeais, de cinco continentes”. Assim se expressou o Papa Francisco na manhã do domingo 9 de outubro, ao revelar a criação de 17 novos cardeais, três dos quais são arcebispos e bispo emérito e um sacerdote, escolhidos pelo próprio Papa. No domingo 20 de novembro, conclusão do Ano da Misericórdia, Francisco celebrará missa com os novos cardeais, com o colégio cardinalício, arcebispos, bispos e presbíteros. Os novos cardeais são provenientes de 15 nações e somente os EUA

Dom Anthony Fernandez, arcebispo emérito de Kuala Lumpur (Malásia) Dom Renato Corti, arcebispo emérito de Novara (Itália) Dom Sebastian Koto Khoarai, bispo emérito de Mohale’s Hoek (Lesoto) Padre Ernest Simoni, presbítero da arquidiocese de Shkodre-Pult (Scutari-Albânia)

têm mais de um entre os nomeados. Dom Sérgio da Rocha, presidente da CNBB, é o representante do Brasil na relação. Ele soube que tinha sido nomeado cardeal enquanto visitava uma região pobre de Brasília. “Tive a graça de receber a nomeação justamente no momento de presença numa comunidade mais carente, mas também num momento missionário, o que faz pensar que quem está a serviço da Igreja, especialmente um cardeal, não está recebendo uma honraria, mas deve viver isto com espírito de serviço”, salienta dom Sérgio. Para dom Maurice Piat, arcebispo de Port Louis, Ilhas Maurício, no oceano Índico, a nomeação dos novos cardeais revela o quanto, para o

Divulgação/CR

# PORTO ALEGRE

atual Pontífice, são importantes as “periferias” do mundo para a vida da Igreja. “Como sabemos, o Papa Francisco ama muito as periferias e, por conseguinte, buscou um cardeal em terras longínquas: e essa é a mais distante que se poderia levar em consideração!”, disse dom Maurice à Rádio Vaticano. Entre os quatro cardeais escolhidos pelo Papa está o padre albanês Ernest Simoni, de quase 90 anos, que passou 27 anos na prisão, foi torturado, obrigado a trabalhos forçados e, várias vezes, condenado à morte. “Estive cinco vezes perto da morte; pegaramme na prisão para eliminar-me, mas Deus me salvou”, contou padre Simoni em entrevista à Rádio Vaticano.

Resumo Dia da Juventude No domingo 30, a Igreja do Brasil celebra a 30ª edição do Dia Nacional da Juventude. Neste ano, o evento busca inspiração na encíclica Laudato Si, a partir do lema “Vou criar novo céu e nova terra”. O tema escolhido é “Juventude e Nossa Casa Comum”. Apesar de a data do DNJ ser o último domingo de outubro, em várias dioceses o momento é comemorado em outras ocasiões.

Clarissas capuchinhas O mosteiro Nossa Senhora do Brasil, Centro de fé: missa campal foi celebrada ao lado do santuário em construção das Irmãs Clarissas Capuchinhas, de Flores da Cunha, tem nova madre. Foi eleita irmã Maria Bernarda de Cristo Rei. Ela terá como vice-madre irmã Lioba Maria do Sagrado Coração de Jesus e O santuário de Nossa Senhora do Ro- tação do hino, uma prece do peregrino como conselheira, irmã Maria Emanuele sário de Fátima, de Porto Alegre, cele- que chega à casa da Mãe para louvar da Santíssima Trindade. As clarissas brou a padroeira no domingo 9 de outu- e agradecer. Composto por frei Luiz estão em Flores da Cunha desde 1979. bro. Foi mais um passo em preparação Carlos Susin, músico e teólogo capuPadre assassinado no Rio ao centenário da aparição de Fátima, chinho, foi cantado pela primeira vez que será celebrado no dia 13 de maio durante a festa de Fátima. Frei Susin Padre Francisco Carlos Barbosa de 2017. Na capital gaúcha, a data será presidiu a missa, concelebrada pelo Tenório, 38 anos, da diocese de Nova comemorada com a inauguração do reitor do santuário, padre José Schae- Iguaçu (RJ), foi encontrado morto novo santuário, na área norte da cidade. dler, e pelo assistente espiritual, padre no domingo 9, em Nova Iguaçu. Durante a missa campal no dia 9, re- Inácio Selbach. Após a missa, houve Pernambucano, ordenado em 2011, alizada ao lado do santuário em cons- almoço de confraternização, sorteio de estava no Rio há 10 anos. Ele apresentava trução, mais um marco foi colocado no brindes e recreação para as crianças e marcas de facadas. Seu carro, celular e caminho para o centenário – a apresen- familiares. documentos desapareceram.

Lançado hino oficial do santuário de Fátima

No coração da vida

LUIZ TURRA

Estive na cadeia e me visitaste

Q

uando o evangelista Mateus, no capítulo 25, vai declarando os critérios do julgamento das nações, tudo nos parece claro e razoável. Porém, quando chega ao versículo 36b e 43b ficamos perplexos e questionamos o Cristo: “Quando foi que te vimos preso e te visitamos, ou não te visitamos?”. Não cabe no imaginário que temos de Cristo pensá-lo como merecedor de tal punição. Então, ele mesmo nos recorda que todas as vezes que fizemos, ou não fizemos, isto a um nosso irmão, ou irmã, foi a Ele que visitamos ou não visitamos. Diante desse apelo que nos é feito por esta obra de misericórdia, a questão que nos inquieta não é a visita, em si, mas o que vem antes e depois, a causa e o efeito de uma condenação prisional. Que tipo de humano é preso? Qual é o motivo de sua prisão? A sociedade quer de volta alguém que foi preso? É possível recuperar alguém na prisão? E o potencial de uma liberdade consciente e responsável, como reage dentro de uma prisão? E mesmo na visita a um prisioneiro, que sentimento vai conosco? Qual remédio vamos oferecer? Quais palavras ou gestos vamos comunicar? Diariamente ficamos estremecidos com notícias que nos inquietam. Além de aumentarem os crimes e delitos, comprova-se que o modo como isso acontece Os fatos está ficando cada vez mais violentos recrudescido, repugnante e grotesco. Além disso, mexem com confirma-se que os autores os sentimentos desses desmandos são pessoas profundos do de carne e osso, cujas vítimas igualmente o são. Não é ser humano, difícil ouvir responsáveis tanto em pela segurança da sociedade nível pessoal proclamarem, em alto e bom que precisamos construir quanto tom, mais presídios de segurança coletivo máxima. No meio de tudo isso, parece aumentar sempre mais a torcida dos que acham que a única solução é a pena de morte. Ficamos chocados com as denúncias sobre superlotação de cadeias e prisões, maus tratos infligidos aos presos, torturas, massacres, fugas, chacinas, excessos de guardiães da ordem, revoltas nas prisões, dificuldades de reintegração no convício social e reprovação dos gastos públicos na manutenção de cada condenado etc. Não é difícil ouvir julgamentos com dois pesos e duas medidas. Enfim, a misericórdia humana sente-se muito enredada neste campo de relações com o mundo da criminalidade, da corrupção e do delito. Os fatos violentos mexem com os sentimentos profundos do ser humano, tanto em nível pessoal quanto coletivo. Despontam as mais controvertidas reações, desde a indiferença, a rejeição, o medo, o desejo de vingança, até a misericórdia e a compaixão. É muito fácil ceder ao medo ou deixarse levar pelo primeiro impulso do preconceito. Os meios de comunicação social, com sua força de convencimento e de formação da cultura, servem-se, com frequência e de forma ampla, do sensacionalismo da violência para temas de filmes, novelas, reportagens e comentários. Tanta divulgação, mais do que formar, deforma a relação humana, generalizando a desconfiança, dificultando a serenidade necessária para refletir e perdoar e desmotivando a obra de misericórdia relacionada à visita dos encarcerados.


# CLIMA

■ MUDOU-SE ■ CEP ■ DESCONHECIDO ■ NÃO EXISTE Nº INDICADO ■ RECUSADO ■ FALECIDO ■ INFORMAÇÃO ESCRITA PELO ■ AUSENTE PORTEIRO OU ■ NÃO PROCURADO SÍNDICO ■ END. INSUFICIENTE

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Um outro mundo

REINTEGRADO AO SERVIÇO POSTAL EM ___/___/___

___/___/___

_________________ RESPONSÁVEL

Palavras

Alterações climáticas desafiam os pequenos estados insulares

“Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e pensar no passado, poderá obter prazer uma segunda vez” DALAI LAMA, líder religioso tibetano

“A punição que os bons sofrem quando se recusam a agir é viver sob o governo dos maus” PLATÃO (428-348 a.C), filósofo grego

Divulgação/CR

“As feridas que um homem produz em si mesmo dificilmente se curam”

WILLIAM SHAKESPEARE (15641616), poeta e dramaturgo inglês

Ilhas Seychelles: país insular localizado no Oceano Índico ocidental e constituído por 115 ilhas. Fica na África Central. Página 6

Curso de Teologia a Distância - Edição 2016 3º Módulo – Jesus, o rosto da misericórdia do Pai – Lição 06

Estive doente e vieste me visitar

Lembra-te que és pó e ao pó voltarás

A

enfermidade é uma realidade dolorosa da existência humana. Ela nos coloca diante da limitação e da finitude. Ela nos coloca diante da possibilidade da morte e nos mostra os limites da existência. Enquanto tal, ela, ao mesmo tempo que produz em nós sofrimento, também pode ser ocasião para novas aprendizagens vitais. Na nossa sociedade moderna e funcional, a enfermidade, assim como outros momentos difíceis da existência humana, é vivida cada vez mais de forma individual. A cultura do êxito e da performance faz com que a doença seja estigmatizada e sejamos levados a ocultá-la. Os hospitais tornam-se verdadeiros esconderijos onde a sociedade procura ocultar seus doentes e os doentes esconder suas doenças. E do isolamento nasce a angústia e a depressão que, não raro, são piores que as doenças do corpo. Para romper esse ciclo vicioso, é necessário resgatar a dimensão social da doença. Não podemos separar a doença da pessoa doente. Quem está enfermo é uma pessoa e, como tal, ela precisa manter as relações sociais que a caracterizam. Afastar a pessoa para um lugar isolado ou afastar-se dela é um ingrediente social que quase sempre agrava a doença que a pessoa porta. O carinho, a presença, a manutenção dos laços de sociabilidade, são um ingrediente

Vanildo Luiz Zugno

Capuchinho, doutor em Teologia e professor da Estef, Porto Alegre

fundamental para o restabelecimento da saúde da pessoa doente. A enfermidade e o sofrimento na Bíblia A Bíblia fala da doença a partir da expectativa da salvação. No Antigo Testamento, a doença é vista a partir da Aliança. Pela Aliança, Deus se comprometera com o povo em lhe dar o melhor destino possível e garantir-lhe todos os bens, principalmente saúde e vida longa. No entanto, todos constatam que sofrimento e enfermidade estão presentes mesmo entre os filhos de Israel. Como é isso possível? A primeira resposta é: sofrimento, enfermidade e morte entraram no mundo pela ruptura da Aliança. Mas como explicar o sofrimento dos justos? Várias respostas são ensaiadas. Alguns textos afirmam que todos participamos dos pecados uns dos outros, por isso, mesmo aquele que não peca, sofre por causa do pecado dos outros (Jer 31,29; Ez 18,1). Outros textos afirmam que a doença serve para medir a sua verdadeira fé e ajudá-lo no seu próprio aperfeiçoamento (Jó 42,4). Outros ainda, colocam sua esperança na vinda imediata do Reino de Deus. Nele todo sofrimento será superado (Is 19,22; 53,4; 57,28) e a própria morte será vencida (Dn 12,ls; Sab

2-5; 2Mac 7,9-23; 12,43ss). Há, finalmente, os que afirmam que o sofrimento pode ser um instrumento de salvação: por ele, os justos expiam os pecados dos outros (Is 52,1353). Diante da doença e da morte, a palavra de Jesus é clara: elas necessitam ser vencidas para que o Reino de Deus possa acontecer. Sua missão é curar enfermos e superar toda espécie de sofrimento (Lc 4,12-20). As curas e vitórias sobre a morte que Jesus faz são sinais de que o Reino de Deus está presente no meio do povo (Mt 11,2-6). Jesus não tem medo de se aproximar e acolher as pessoas doentes. Pelo contrário: faz questão de estar junto delas, tocá-las com suas próprias mãos, deixar que o toquem e dirigir-lhe uma palavra de consolo e esperança. QUESTÕES:

Solidariedade Por vezes, o fato de não poder curar, de não poder ajudar como Jesus, nos intimida. Busquemos superar este embaraço. O importante é caminhar ao lado do homem que sofre. Talvez, mais do que da cura, ele precise da nossa presença, do homem, do coração humano repleto de misericórdia e da solidariedade humana. (Papa Francisco, Mensagem do Dia Mundial do Enfermo, 28 de janeiro de 2016).

PRAZO:

1) Ler: Mt 8,3; 8,15; 9,20-21; 9,29; Para enviar as respostas desta lição: 14,36; 17,7; 20,34: Por que Jesus 10 de dezembro de 2016 toca as pessoas para curá-las? RESPOSTAS PARA:

2) Como as pessoas, hoje, se sentem diante da doença e da morte? 3) O que, como cristãos, fazemos para dar força e esperança às pessoas que sofrem?

Estef – Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana – Rua Tomaz Edson, 50 – CEP 90640-100,Porto Alegre – RS E-mail: extensao@estef.edu.br Fax: (51) 3217.4567 CONTATOS: Fone/fax: (51) 3085.4566 – 3217.4567

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Caxias do Sul 19 de outubro de 2016

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