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circuito CADERNO ENCONTRO

Debutante

Roberto e Glauco De Lorenzi na confraternização dos formandos do Ginásio do Estado e Escola Normal PÁG. 4

Beatriz Cabeza comemora os seus 15 anos com Elaine, Cid e Leonardo Cabeza PÁGs. 2 e 3

entrevista

anderson magalhães

BEATZ

elton ishikawa

O DIÁRIO MoGi Das CRuzEs, DoMiNGo, 3 DE MARÇo DE 2013

A Silene da Cunha Pinto

Uma carreira focada em salvar vidas Major Jean Carlos de Araújo Leite, que desde a infância já ‘morava’ no Corpo de Bombeiros, tem experiência em várias frentes

CURTO CIRCUITO A que está por vir Convite irrecusável... Viajar O que tem 1001 utilidades? O Corpo de Bombeiros  Programa de domingo? Sair com a família Meu sonho de consumo é... Conhecer o máximo que puder do mundo Qual foi o melhor espetáculo da minha vida? Minha filha Cartão-postal da Cidade... Igreja do Carmo O que falta na Cidade? Parques Qual é a química da vida? A felicidade Deus me livre de... Falta de vontade

TRAJETÓRIA Jean Carlos Leite, ao lado do amigo Carlos Archimedes Monfort, já falecido, e com a mulher Dagmar e a filha Jady e o casal em Roma

gustavo rejani

Viver em Mogi é... Estar em casa entre familiares e amigos O melhor da Cidade é... Ser uma cidade grande com características de cidade do interior E o pior ? O trânsito  Sinto saudade da... Mogi dos anos 70 Encontro paz de espírito... Junto à minha família Pra ver e ser visto... O mundo Meu prato preferido é... Carne moída com batata Livro de cabeceira... “Os Reis Malditos” (Maurice Druon - 7 volumes) Peça campeã de uso do meu guarda-roupa? Jeans O que não tem preço? O sossego Uma boa pedida é... O lazer É proibido... Mentir A melhor festa é...

Na mesa de sua sala, próximo ao computador, ele colocou uma foto que já diz tudo quanto ao apreço que tem pela profissão escolhida. A imagem traz o major Jean Carlos de Araújo Leite, ainda criança, em frente a um carro do Corpo de Bombeiros. O pai João José Leite - fazia parte da corporação e por isso ele praticamente ‘morava’ dentro do quartel. Aos 47 anos, quando recorda daquele tempo, tem a certeza de que nunca realmente pensou em outra coisa para fazer em sua vida profissional. Em 1985, já adolescente, resolveu entrar para a Academia de Polícia Militar do Barro Branco, na zona norte de São Paulo. Durante cinco anos, dedicou-se integralmente aos estudos até que se tornou aspirante oficial do 3º Grupamento de Busca e Salvamento, no Guarujá. Mas, mesmo estudando e trabalhando fora, nunca deixou de morar em Mogi. Mais tarde, partiu para o 5º Grupamento de Bombeiros, em Guarulhos, e passou um ano fazendo curso de especialização, como uma residência. Logo depois, seguiu para o 14º Grupamento de Bombeiros de Presidente Prudente. De 1992 a 1994, foi atuar no 11º Grupamento de Bombeiros de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, e voltou para a Região do Alto Tietê. Até 2004, permaneceu por aqui. Mas quando recebeu uma promoção e assumiu o posto de capitão precisou partir para a região de Barueri/Osasco, em São Paulo. De lá, ainda trabalhou em Ribeirão Preto e no Centro de Operações de Bombeiros. Neste período, chegou a assumir a divisão de ensino do corporação. Em 2011, retornou à Região como major, assumindo o posto de subcomandante do recém criado 17º Grupamento de Corpo de Bombeiros. Em toda a sua trajetória, ele atuou em diversas frentes. De salvamento nas praias, onde o maior trabalho é o preventivo, passando por comando de postos, até a área técnica, onde passou a maior parte da carreira - 14 anos. Quando ficou em São Paulo teve uma rotina pesada de até 12 horas de trabalho ininterruptas. Lá ficava na central 193, que atende a todas as chamadas do Estado. Coordenava a distribuição das operações. Hoje, aqui na Cidade, é responsável pelo trabalho administrativo e operacional, interna e externamente, do 17º Grupamento. Como tudo passa pelo subcomandante, ele trabalha o dia todo. Isso sem contar ocorrências de emergência que exigem sua presença in loco. E o que nesse tempo todo o faz gostar tanto de sua profissão é justamente a falta de rotina. Estar de prontidão para tudo o que acontece. Paralelamente, o major ainda faz parte da comissão técnica de instrução das normas do comércio varejista de fogos de artifício. Cada grupo de oficiais dentro do Corpo de Bombeiros é responsável por uma temática. Além da carreira militar, o major também resolveu apostar em outro curso universitário, o de Engenharia Civil, na Universidade de Guarulhos. Além de complementar o conhecimento dentro do Corpo de Bombeiros, pode ser que ele exerça a profissão após sua aposentadoria na Corporação. Também pensa em fazer Engenharia de Segurança ou Engenharia de Clínica Hospitalar, mas esses são planos sem data certa para serem concretizados. Por enquanto, a ideia é continuar se dedicando ao máximo ao 17º Grupamento, onde tem a possibilidade de fazer o que gosta e ainda estar mais próximo à família. Casado com Dagmar Caporali Leite e pai de Jady Christine Caporali Leite, nas horas de folga, o major dá atenção a elas. Também gosta de viajar e praticar mergulho, ainda que seja uma atividade menos presente nos últimos tempos. Com mais dois anos de serviço ativo pela frente, Jean foca no presente e tem certeza de que fez a escolha certa. fOTOS arquivo pessoal


Major Jean 17ºGB