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Depoimentos Zethamaxx Adriano Candido Prado - Gerente do grupo UNIAGRO - fazenda Santiago do Tinguara - Naviraí/MS "Na área tratada com ZethaMaxx notou-se performance superior no controle de capim-amargoso, trapoeraba e aveia, ervas com maior incidência no local. Tivemos um retardamento significativo na entrada de glifosato na área, que conferiu excelente resultado em custo/benefício". Alexandre Palharini - Gerente das fazendas do grupo Antonini - Naviraí/MS "Excelente opção para nós que tentamos minimizar aplicações de glifosato em pósemergente nas áreas, visto as perdas que o mesmo pode gerar na cultura da soja, mesmo sendo RR. Á área tratada com o produto não necessitou entrar com nenhuma aplicação de pós-emergente, sendo um excelente benefício que o Zethamaxx proporcionou". Claudinei Antigo - Sócio proprietário do grupo Antigo - Naviraí/MS "Áreas com ZethaMaxx identificamos controle satisfatório principalmente nas folhas finas, no geral e trapoaraba que eram nossos principais problemas. Até no momento da colheita foi notado menor supressão de trapoeraba na área com Zethamaxx".

Edson Yukishigue Shingú - Sócio-proprietário fazenda Ypuitá - Naviraí/MS "ZethaMaxx é excelente produto como pré-emergente. Eliminou a mato competição e retardou a entrada do glifosato em pós emergência. Vamos continuar trabalhando com o produto verificando os resultados".

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REVISTA

EXPEDIENTE

EDITORIAL

DIRETORIA EXECUTIVA Diretor-Presidente: Gervásio Kamitani Diretor Vice-Presidente: Nelson Antonini Diretor Secretário: Everaldo Jorge dos Reis CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Aguinaldo Miguel de Souza Junior Edson Yukishigue Shingu Garon Alves de Paula Rubim José Carlos Marchetti Rodrigo Antonini Sebastiaan Simon Petrus Spekken CONSELHO FISCAL Alexandre Palharini Cassia M. Santi Hakamada Fernando Casali Leandro Scalabrin Rodrigo de Pauli Fragnan Rita de Cassia V. Pontin Revista Copasul: Uma produção da Assessoria de Comunicação da Copasul Jornalistas responsáveis: Gabriela Borsari – DRT 510/MS Glarin Bif – MTB 8980/PR Conselho editorial: Gervásio Kamitani, Vanderson Brito, Rodrigo Bianchi de Oliveira, Antonio José Meireles Flores (Tuca) e Everaldo Jorge dos Reis Fotos: Assessoria de Comunicação e Divulgação Projeto gráfico: Fixa Comunicação Tiragem: 1.000 exemplares ENTRE EM CONTATO CONOSCO: imprensa@copasul.coop.br (67) 3409-1234 copasul.coop.br facebook.com/copasul twitter.com/copasulcoop instagram/@copasul https://goo.gl/59NzJx

A Revista Copasul não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos assinados. As pessoas que não constam no expediente da revista não têm autorização para falar em nome da publicação. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte.

Gervásio Kamitani Presidente da Copasul Atitudes simples movem o mundo. Esse foi o tema do Dia de Cooperar 2018. Uma iniciativa que promove o voluntariado em benefício da comunidade. No mundo em que vivemos, cooperar em ações sociais nunca foi tão necessário. E foi o que pudemos ver na prática, afinal, em 2018, tivemos aproximadamente 150 voluntários que beneficiaram mais de 1.000 pessoas em 07 municípios de Mato Grosso do Sul. Foram ações de reforma, pintura e interação com projetos sociais que fizeram a diferença e levaram a mensagem da importância da cooperação, principalmente para crianças. Aliás, acreditamos que valorizar o ser humano seja uma necessidade na construção de empresas e relacionamentos sólidos. Nos últimos meses tivemos uma conquista muito importante para a Copasul: fomos eleita uma das melhores empresas para se trabalhar na Região Centro-Oeste do país. Acreditamos que isso é resultado de um bom ambiente de trabalho, ou, como falamos, ao “jeito de ser Copasul”, nossa postura no cotidiano com nossos públicos e comunidade. Esse jeito de ser, que está muito relacionado à forma de agir do Sr. Sakae, é algo que está nas linhas das próximas páginas. É o nosso jeito de ser que se resume também no Programa de Fidelidade, que abordamos em nossa matéria de Capa, uma forma de valorizar nossos cooperados com uma série de vantagens, mas principalmente, mantendo a nossa filosofia de relacionamento. Perto dos nossos 40 anos, para inspirar as gerações atuais e futuras, alguns dos nossos fundadores contam as dificuldades e desafios de começar uma Cooperativa “do zero”. Ao longo da nossa história sempre foi necessário inovar e investir em novas áreas e agora, um novo projeto está surgindo: a piscicultura, que também abordaremos nesta edição. Além disso, você vai encontrar informações sobre o nosso Programa de Trainee, o perfil do cooperado Lúcio Basso, artigos técnicos, de mercado, clima e muito mais. Tenha uma boa leitura. revista copasul

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SUMÁRIO

ENTREVISTA: MARCOS FAVA NEVES O entrevistado do mês é engenheiro agrônomo e

professor titular da FEA/USP, em Ribeirão Preto/SP

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COOPERADO Rally do Milho reúne informações e fortalece laços de amizades

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PERFIL DO PRODUTOR

Conheça a história do produtor Lúcio Basso, de Sidrolândia/MS

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CAPA

COPASUL LANÇA PROGRAMA DE FIDELIDADE O objetivo é oferecer benefícios e prêmios aos cooperados

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DIA DE COOPERAR

TRAINEE COPASUL

Programa tem atraído recém-formados de diversas regiões do Brasil

Uma iniciativa para promover ações em benefício da comunidade

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NOVA ÁREA HOMENAGEM

Depoimentos de fundadores e pessoas que participaram da história da Copasul

Cooperativa vai investir em piscicultura

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ENTREVISTA - Marcos Fava Neves

PERSPECTIVAS DO AGRO O Brasil passou nos últimos meses por diversos episódios com impacto na economia, no mundo agro e na sociedade como um todo. Greve dos caminhoneiros, cenário político imprevisível, tudo isso mexe com o cotidiano dos brasileiros. Confira a entrevista com Marcos Fava Neves, Professor Titular da FEA/USP, Campus de Ribeirão Preto e especialista em planejamento estratégico do agronegócio, que traz dados e informações relevantes. Revista Copasul: Quais as perspectivas do desempenho da economia brasileira para 2018/19? O cenário atual deve se traduzir num crescimento mundial esperado de 4% em 2018, com impactos positivos ao agro e ao Brasil, pois cresce da demanda mundial de alimentos, e se a produção não responder a este crescimento, teremos alguma reação de preços das commodities em 2018, como a FAO já trouxe em 2017. 6

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O consumo mundial de grãos deve crescer de 1% a 1,5%, representando de 25 a 30 milhões de toneladas a mais, e a China pode importar 100 milhões de toneladas de soja. Seguem sendo gerados espaços no mercado internacional que o Brasil tem que ocupar. As exportações brasileiras devem novamente nos trazer perto de US$ 100 bilhões, ajudando a interiorizar o desenvolvimento e manter o valor da nossa moeda. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio (considerando as cadeias todas) deve aumentar cerca de 0,5% a 1% em 2018. Recortando apenas a agropecuária, o PIB deve aumentar 5% em 2018, contra os 11% de 2017. O Valor Bruto da Produção (VBP) deve aumentar 7,1%, chegando a R$ 559,6 bilhões, sendo 6% de aumento no agrícola e 9% na pecuária. Ou seja, se o clima não atrapalhar, o agro gera quase R$ 560 bilhões em renda a ser gasta em nossos municípios.


ENTREVISTA

As exportações brasileiras devem novamente nos trazer perto de US$ 100 bilhões.

RC: E para o longo prazo do agro? Somos produtores de comida, e o mundo segue crescendo e precisando deste produto. O “Outlook Fiesp - Projeções para o Agronegócio Brasileiro 2027” trouxe importantes projeções, a saber: na soja em 10 anos teremos aumentos de 17% na área (39,7 milhões de hectares), 8% na produtividade (3,6 toneladas por hectare) e 27% no total produzido (144,4 milhões de toneladas), levando as exportações para quase 90 milhões de toneladas (43% acima). No milho teremos aumentos de 10% na área (19,3 milhões de hectares), 10% na produtividade (6,1 toneladas por hectare) e 20% no total produzido (117,7 milhões de toneladas), levando as exportações para 53 milhões de toneladas (75% acima). Nas proteínas animais também são boas as projeções e a carne bovina deve crescer 21% no total produzido (11,2 milhões de toneladas), 53% nas exportações (2 milhões de toneladas) e 14% no consumo interno, atingindo 8,7 milhões de toneladas. A carne de frango cresce 23% no total produzido (15,8 milhões de toneladas), 31% nas exportações (5,7 milhões de toneladas) e 19% no consumo interno, atingindo 10,7 milhões de toneladas. Na carne suína, os saltos projetados são ainda maiores - o da demanda doméstica chega a 27%, para 3,6 milhões de toneladas. RC: Tem alguma ressalva ou algo negativo para o agro brasileiro? Um fato negativo ao agro brasileiro vem sendo na Rússia, a política do Presidente Putin de autossuficiência em alguns produtos alimentares. Conseguiram no açúcar, em alguns grãos e agora tem dado foco relevante nas carnes, onde são grandes compradores do Brasil. A Rússia pretende também dobrar as exportações agrícolas, atingindo US$ 40 bilhões até 2025. Os russos deixaram de comprar soja dos EUA, graças a um embargo e passaram a comprar mais do Brasil, de onde vem 60% das

suas importações, bem como nas carnes, que tinham esta participação até o embargo no final do ano passado, por acusação de uso de hormônio. Mas a perspectiva no médio prazo é a redução da importância deste que é relevante comprador brasileiro. RC: O que podemos concluir neste novo cenário? A “agro-máquina geradora de renda” teve um desempenho notável em 2017, contribuindo muito com nossa sociedade e tem tudo para ir muito bem nos próximos anos, pelos cenários colocados. Importantes reformas foram aprovadas em 2017 que permitirão melhorar o desempenho desta máquina, destacando as de limitação do tamanho do Estado (gasto público), das terceirizações, reforma trabalhista, entre outras que devem permitir já melhoria do ambiente de negócios. Mas para esta máquina avançar mais fortemente na geração de renda, o foco do setor privado é adotar os pacotes tecnológicos e melhorar sempre a gestão e o aparelho gestor público deve ter foco em reduzir cada vez mais seu peso e aprovar mais reformas que permitam reduzir os crescentes custos totais da produção, ligados à infraestrutura (projetos de concessões e privatizações), redução do problema previdenciário, agilidade e eficiência do judiciário, simplificação fiscal/tributária, aumento do crédito, seguro, financiamento, facilitar os processos de expansão da atividade agrícola (licenças, outorgas, autorizações) e redução da assustadora criminalidade no campo, entre outros. Com isto o Governo, ao remover entraves, facilitará a competitividade nos próximos anos e criará mais combustível para esta máquina geradora de renda. Bons Governos estimulam a geração de renda, pois com isto seus orçamentos permitem criar, ampliar e melhorar programas de distribuição de renda. O caminho contrário a sociedade brasileira viu nos últimos anos que não funciona e vem pagando alto preço por isto, com desemprego, exclusão e menos distribuição de renda. Máquina do agronegócio, siga firme gerando renda no Brasil, precisamos desta para melhorar nossa sociedade, gerando mais oportunidades às pessoas. RC: Quais as perspectivas para o cooperativismo? O cooperativismo é fundamental para o Brasil conseguir galgar a posição de fornecedor mundial de alimentos, sou um grande fã da ação coletiva. O cooperativismo permite algo muito importante hoje em dia no processo de construção de margens, que é obter escala e poder de negociação, além de eficiência. revista copasul

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COOPERADO RALLY DO MILHO REÚNE INFORMAÇÕES E FORTALECE LAÇOS DE AMIZADES

EVENTO CHEGOU A OITAVA EDIÇÃO COM DISSEMINAÇÃO DE CONHECIMENTO E INTEGRAÇÃO ENTRE COOPERADOS Conhecimento e integração, foi isso que os cooperados da Copasul encontraram ao participar da 8ª edição do Rally do Milho, realizado no dia 06 de junho, em Naviraí. Na programação, palestras e visualização de campos de híbridos e experimentos. Apesar do clima frio, cerca de 200 pessoas estiveram presentes. A programação teve início na UDT - Unidade de Difusão de Tecnologias da Copasul, localizada em Itaquiraí. No local, os técnicos da Cooperativa apresentaram campos com diversas variedades de híbridos e experimentos focados em fertilidade do solo.

Após, o cooperado José Sebastião Fernandes Fontes recebeu os participantes na Fazenda Erechim, para a realização da palestra Qualidade no Plantio, com o professor Edson Tanaka. “Falamos dos principais fatores que vão interferir na qualidade de plantio e como isso vai influenciar na produtividade. O conhecimento é o que melhora a produtividade, e o agricultor pode fazer isso revendo alguns processos com custo zero”, disse o professor. 8

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Foto: Ariane Silva

COOPERADO


COOPERADO O almoço foi realizado na Fazenda Meio Século, onde o público foi recebido pelo cooperado Everaldo Jorge dos Reis. O local foi parada para a apresentação do Rally da Safra, uma expedição que percorre o país para um grande levantamento de área, produtividade e cenário de oferta X demanda de milho. Em seguida, os participantes seguiram para a Fazenda Nossa Senhora Aparecida, do Grupo Fragnan, onde parceiros puderam apresentar variedades de milho e empresas de máquinas expuseram equipamentos agrícolas. O evento foi encerrado com uma confraternização. Para os cooperados, o Rally foi muito produtivo. “É a segunda vez que participo desse evento muito importante

para o agricultor, porque através das pesquisas e dos campos apresentados, podemos ver a potencialidade de cada híbrido. Com as palestras aprendemos muito, conseguindo melhorar a nossa produção”, garantiu Gilberto Gonçalves Garcia, cooperado de Deodápolis. “O dia de hoje foi muito proveitoso, conhecemos novas variedades de milho, novas técnicas e comparação de tecnologias, que é algo muito importante. Cada vez temos que agregar mais conhecimento e tecnologias, o custo de produção é alto e temos que otimizá-los”, afirmou o também cooperado Fernando Volpon. O Rally do Milho é uma realização da Copasul e empresas parceiras.

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ALTA PRODUTIVIDADE NA SAFRINHA DO MATO GROSSO DO SUL.

Nidera © 2018 - Todos os direitos reservados.

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niderasementes.com.br revista copasul


Adilson Vicini Dourados – MS

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,0

sc/ha

Área: 50 ha

Data de plantio: 01/02/18 Data da colheita: 28/06/18

NS 50

PRO PRO 2

Máxima produtividade com precocidade e qualidade de grão. Safra: Safrinha. Benefícios: :: Alta produtividade. :: Colheita antecipada.

Características: :: Empalhamento. :: Sanidade de grãos. :: Precocidade. :: Alta capacidade de enraizamento.

Use o seu leitor de QR Code e assista ao vídeo.

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PERFIL DO PRODUTOR

Lúcio Mauro Borges Basso abre as portas da Fazenda Recanto, em Sidrolândia/MS

LAVOURA COM ROTINA INDUSTRIAL: COOPERADO LÚCIO BASSO É EXEMPLO PARA AGRICULTURA REGIONAL A Fazenda Recanto, em Sidrolândia/MS, impressiona não só pela beleza, mas também pelo senso de organização e modernidade. À frente do empreendimento está o cooperado Lúcio Mauro Borges Basso, um produtor que junto com os pais saiu do município de Vacaria, no Rio Grande do Sul na década de 1970, para desbravar as promissoras terras sul-mato-grossenses. Hoje, seu perfil é exemplo quando o assunto é visão empreendedora no campo.

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PERFIL DO PRODUTOR

Grupo de cooperados da Copasul visitou a propriedade para conhecer experiências bem sucedidas

Dizem que o olhar do dono é essencial para o bom andamento do negócio, e é por isso que Lúcio está diretamente ligado à rotina de suas propriedades. Introduziu práticas inovadoras nas suas fazendas, como por exemplo, a instalação de um silos com modelo inovador. A Unidade Armazenadora de Grãos surgiu da necessidade de espaço por causa do aumento da produção na fazenda, e após uma visita aos Estados Unidos, Lúcio trouxe algumas ideias para implantar nesse projeto. Uma dessas melhorias foi o modelo de túnel sem espaço confinado, ou seja, o túnel fica no mesmo nível do solo, onde a base dos silos fica elevada. Outra inovação foi a fornalha prémoldada, permitindo maior vida útil e facilidade na construção. Para diminuir riscos ao trabalhador, a obra não tem poço dos transportadores de grãos verticais (elevadores), onde foram instalados transportadores de correntes (Redler) inclinados, permitindo essa alimentação. Existe um sistema de automação no funcionamento dos motores e um moderno sistema de termometria que pode ser controlado pelo celular. revista copasul

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PERFIL DO PRODUTOR

Enquanto a madeira não vinha, essa casa de sapê abrigou a família Raízes Assim como muitas famílias da região de Sidrolândia e da vizinha Maracaju, a família Basso veio para Mato Grosso do Sul com muita vontade e garra. Na década de 1970, a região tinha muitos desafios, principalmente ligados à logística, mas também, muitas oportunidades. “Quando meu pai veio para cá, percebeu que era uma região em expansão. Começamos ainda com o arroz, e depois fomos para a soja, mas as primeiras cargas tinham que ser levadas até o Paraná para serem comercializadas. A madeira para a construção da primeira casa na Estância Gaúcha, primeira fazenda adquirida, veio de Ponta Porã, pois aqui na região não tinha serrarias. Como era verão, época de chuvaradas, as estradas ficavam intransitáveis na Rodovia Sidrolândia/Nioaque, devido aos atoleiros; o caminhão teve que ser descarregado na beira da estrada, no Bolicho do Sr. Assunção Paraguaio, há uns 8 km da fazenda; dali até a fazenda, a madeira teve que ser puxada por tratores na medida que o tempo permitia, e tendo que um trator puxar o outro, durante uns 90 dias. Isto em 1974”, recorda Lúcio.

Casa da família Basso, nela está Lúcio e sua mãe Marlene 14

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Paixão pelo algodão A família Basso acompanhou o desenvolvimento agrícola e tecnológico da região, hoje considerada uma das mais produtivas do Estado. “O algodão entrou no nosso sistema em 2002. Na época, a Copasul já estava com a Unidade e havia outros produtores na cultura. Vimos que ela complementava o sistema, dando boa lucratividade, e completava nossa rotação. Já estamos há 15 anos com algodão, uma cultura apaixonante”, disse Lúcio. Hoje, o cooperado é o único produtor do município. Sua produção passa pelo processo de beneficiamento na Usina de Beneficiamento de Algodão da Copasul, em Maracaju, e depois segue para a Fiação da Cooperativa, em Naviraí. Só a produção de Lúcio fornece algodão para dois meses de funcionamento na indústria.

Vista aérea da colheita na propriedade


PERFIL DO PRODUTOR

Imagem aérea da Fazenda Recanto, reunindo as paixões de Lúcio, a piscicultura e o algodão

tem como uma “ Não empresa ser grande

hoje com uma estrutura bagunçada, a gente vê que os vazamentos estão nas pequenas coisas e isso gera despesa que muitas vezes não são vistas. Se na sede começou mal, na outra ponta do talhão também vai estar.

Senso de organização compartilhado Tudo em seu devido lugar, desde um simples parafuso, até grandes tratores e plantadeiras. De acordo com Lúcio, essa conscientização é feita de forma natural na propriedade, contanto sempre com a participação do funcionário. “Sempre que podemos sentamos com os colaboradores para um trabalho de conscientização. Todo mundo participa da organização e é um trabalho de formiguinha, que tem que ser feito todo dia”. Não é à toa que regularmente Lúcio recebe visitantes em sua propriedade, para ver de perto como o sistema funciona. Em maio, um grupo de cooperados da Copasul visitou o local e ficou impressionado.

Organização que nasceu com o bom exemplo do pai. “Meu pai sempre foi muito organizado. Porque quando você cresce e não organiza, isso fica difícil. Não tem como uma empresa ser grande hoje com uma estrutura bagunçada, a gente vê que os vazamentos estão nas pequenas coisas e isso gera despesa que muitas vezes não são vistas. Se na sede começou mal, na outra ponta do talhão também vai estar. Mas não tem uma receita, vai se construindo naturalmente. Vendo bons exemplos de outras propriedades e até fábricas e indústrias, que sempre gostei de visitar e trazer o que acontece de positivo para a nossa rotina”, explica Lúcio, que ressalta a presença do pai em todos os negócios da família, principalmente na comercialização de insumos e venda da produção. Lúcio pretende passar para os filhos o amor pela terra de forma natural, assim como aconteceu com ele mesmo. “Sempre gostei de acompanhar meu pai na fazenda. Hoje, a juventude tem as mais diversas formas de distração, principalmente tecnológicas, mas com o tempo, acredito que a relação de amor com a fazenda vai despertar nos meus filhos”.

Algodão sendo transportado para o beneficiamento na Unidade da Copasul revista copasul

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PALAVRA DO ESPECIALISTA CLIMA PREVISÃO DE EL NIÑO PODE ANTECIPAR INÍCIO DAS CHUVAS Muito tem se comentado nas últimas semanas, tanto nos sites especializados em notícias do agronegócio, quanto nas redes sociais sobre um possível retorno do El Niño para essa próxima safra. Porém, o que tem de verdade e/ ou mentira nesses informativos? A verdade é que realmente as águas da região equatorial do Oceano Pacífico estão em processo de aquecimento, desde meados do outono desse ano. Assim, a La Niña que influenciou o clima durante a safra de 2017/18, estará dando lugar a um clima neutro, porém com um viés positivo. Isto é, a tendência é que esse aquecimento das águas do Oceano Pacífico continue se elevando nos próximos meses, mas sem que venha, de fato, formar o El Niño. Entretanto, segundo os modelos de previsão de ENSO (sigla em inglês para denominar a Oscilação Sul – El Niño) sinalizam que as águas do Pacífico poderão atingir valores superiores a +0,5°C de anomalia entre o final desse ano e início de 2019, sendo que, desse modo, o El Niño viria mais para o verão de 2019, do que propriamente para o começo dessa safra, como alguns informativos comentam. Mas vale ressaltar que mesmo que o El Niño se configure entre o final da primavera e começo do verão, a sua intensidade deverá ser de fraca a no máximo moderada. E, portanto, seus impactos seriam pequenos a safra de verão 2018/19. Algo muito semelhante ao que ocorreu com a La Niña durante a safra 2017/18. Esse fenômeno apenas potencializou a estiagem onde normalmente o verão é mais seco, como a região sul do Rio Grande do Sul e a Argentina. Além de atrasar a regularização do regime de chuvas em grande parte das regiões central e norte do país, incluindo desse modo, toda a região de abrangência da Copasul. Nesse ano, as condições deverão ser as mesmas, caso venha a se formar realmente o El Niño ele irá potencializar apenas as regiões que normalmente ocorrem secas durante o verão/19, que são o interior do Nordeste e algumas localidades do MATOPIBA e, em contrapartida, potencializaria as chuvas em toda metade sul do país. Além disso, já podemos observar que devido ao aquecimento das águas do Pacífico, as temperaturas desse inverno estão mais altas do que a média, porém, também é fato que as ondas de frio que vem ocorrendo estão mais intensas, mas estão sendo de curtíssima duração. Assim, já podemos nos preparar que devido às águas 16

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Marco Antonio dos Santos Agrometeorologista mais quentes do Pacífico as chuvas tendem a chegar mais cedo esse ano em toda a região sul do Mato Grosso do Sul e oeste de São Paulo, possibilitando assim, que o plantio da nova safra de grãos venha a ocorrer juntamente com o término do vazio sanitário. Além disso, como as chuvas também estarão retornando para toda a região CentroOeste e Sudeste, não há previsões de que a primavera venha a ser marcada por longos períodos de invernadas que possam atrapalhar ou até mesmo inviabilizar a colheita das lavouras de inverno, assim como o plantio das lavouras de milho 1ª safra e, principalmente da soja. E como o fato das águas do Pacífico tendem a se manter num processo de aquecimento, dificilmente haverá longos períodos de veranico sobre as áreas de atuação da Copasul durante o ciclo das culturas de soja. Entretanto, vale um alerta que esse mesmo padrão climático do Pacífico poderá levar a alguns veranicos durante a segunda metade do verão e, principalmente no outono. Podendo acarretar perdas em lavouras de milho 2ª safra. Mas está muito longe para saber o que de fato irá ocorrer com o clima durante a 2ª safra de 2019. Vamos deixar isso para futuros boletins que serão escritos nessa revista. Por ser um ano agrícola onde a regularização do regime de chuvas deverá ocorrer dentro da normalidade, a pressão para doenças será maior, já que haverá hospedeiros mais cedo no campo e assim, condições meteorológicas mais favoráveis à proliferação dos fungos. Fazendo com que o produtor tenha que tomar mais cuidado no manejo de suas lavouras. Mas o bom é que tudo está se caminhando para que tenhamos um ano novamente com boas perspectivas de produtividade, principalmente nas lavouras de soja e milho 1ª safra. Agora em relação ao milho 2ª safra e/ou demais culturas de 2ª safra a tendência é que a produção seja muito semelhante a ocorrida nessa safra 2018. Mas como citado acima, ainda é muito cedo para fazer qualquer tipo de diagnóstico, pois ainda tem muita água para passar por baixo dessa ponte, como falava meu finado avô e produtor.


Confiança é como uma semente. No começo, é pequena e representa apenas uma possibilidade. Mas, com o tempo, ela cresce, se fortalece e se multiplica. Vira peça fundamental de uma grande engrenagem. E traz benefícios para todo mundo. Mas, para que ela floresça e desenvolva todo o seu potencial, é preciso que seja alimentada com cuidado e dedicação. Exatamente como a gente faz: trabalhando dia e noite para que você tenha sementes de qualidade e um parceiro de confiança. São 40 anos de tradição em produção de sementes, mas principalmente em estar ao lado do produtor rural. Porque a semente nasce da terra, mas a confiança nasce da parceria. Sementes Batavo. Confiança que cresce com o tempo. www.frisia.coop.br sementes@frisia.coop.br Tel.: (42) 3231 9068

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CAPA

COPASUL LANÇA PROGRAMA DE FIDELIDADE COM VANTAGENS PARA COOPERADOS Ao longo dos anos, a Copasul mantém a sua preocupação com o desenvolvimento do agronegócio e crescimento de seus associados. Em 2018, visando valorizar ainda mais seus cooperados, foi lançado em abril, juntamente com a campanha de venda de insumos, o Programa de Fidelidade da Cooperativa, com o objetivo de oferecer benefícios e prêmios aos cooperados. Os benefícios do Programa incluem viagens técnicas, passeios, pescarias, descontos em projetos, programa para correção de solos, entre outras vantagens exclusivas também para cooperadas e esposas de cooperados. De acordo com o Departamento Técnico da Copasul, o interesse dos produtores em participar do Programa tem superado as expectativas. “A procura tem aumentado muito, para saber como funciona e quais os benefícios. O Programa vem para valorizar aqueles produtores que já são fidelizados e incentivar os demais produtores”, comentou o Coodernador Técnico do Departamento Agronômico da Copasul, Anderson Guido. 18

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Cooperado José Sebastião Fernandes Fontes foi um dos primeiros a aderir ao Programa Produzir Mais, que estimula a correção de solos

Produzir Mais Um dos benefícios do Programa de Fidelidade é o projeto “Produzir Mais”, que tem o objetivo de incentivar o uso de corretivos agrícolas pelos produtores, auxiliando na correção de áreas, proporcionando o aumento de produtividade e rentabilidade. A Copasul oferece um limite de crédito de R$ 200 por hectare para financiamento de calcário e gesso. É uma forma de viabilizar mais estabilidade ao agricultor. Para realizar o projeto, é feita uma amostragem de solo e posteriormente o agrônomo fica responsável por emitir um laudo de recomendação técnica por cada talhão amostrado. As amostras serão analisadas por um laboratório e as doses de calcário a serem utilizadas serão definidas através dos resultados das análises de solo atualizado. Para o cooperado José Sebastião Fernandes Fontes, que foi um dos primeiros cooperados beneficiados pelo Programa Produzir Mais, a ação é muito benéfica ao produtor rural. “A correção do solo é o princípio para se conseguir uma boa produção, é uma consciência que o produtor deve ter. O Programa de Fidelidade e principalmente o Produzir Mais, que é direcionado ao melhoramento de áreas, é muito importante para o associado”.


CAPA Pescaria no Pantanal Em abril, aconteceu a primeira premiação para os participantes do Programa de Fidelidade, que foi uma pescaria no Pantanal. Participaram cerca de 60 pessoas, que saíram de Corumbá e seguiram pelo rio Paraguai. “A pescaria foi muito boa, já é algo que gosto de fazer, ainda mais com ótimas companhias e no Pantanal. Pode contar comigo para as próximas. Sobre o Programa de Fidelidade, é excelente, pois temos a confiança na Cooperativa e a Cooperativa deposita confiança na gente, além do ótimo atendimento no campo”, disse o cooperado João Alberto Maraus, de Nova Andradina. “Essa é uma das formas que a Copasul adotou para valorizar nossos cooperados, promovendo um momento de descontração e diversão. O nosso Programa de Fidelidade oferece muitos outros benefícios aos nossos cooperados, esposas e familiares”, comentou o presidente da Copasul, Gervásio Kamitani. Cooperados há mais de 20 anos, a família Rubim atesta as vantagens de ser 100% Copasul

Na família Rubim, a ligação com a Copasul foi passada de pai para filho, e hoje, ambos são 100% Copasul, como explica o cooperado Garon Rubim. “Nosso relacionamento com a Copasul começou com o meu pai, Antônio Geraldo Rubim, há mais de 20 anos. Eu só tenho coisas boas para falar da Cooperativa. Vejo como grandes diferenciais a assistência no campo, que é muito efetiva, a compra de insumos, que

sempre vem superando as expectativas de preço, qualidade e entrega e o relacionamento que é muito próximo entre os próprios cooperados e a Diretoria, ou seja, é esse jeito de tratar o cooperado, e a maneira que a Cooperativa trabalha para o negócio dos associados, sempre atendendo da melhor maneira possível e sendo competitiva, é disso que não abrimos mão e nos faz ser 100% Copasul”. revista copasul

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CAPA Como Participar Para fazer parte do Programa de Fidelidade, é necessário que o produtor tenha uma média de 70% de movimentação com a Cooperativa, calculado com base no percentual de entrega da sua produção de

grãos nas unidades de recebimento da Copasul e/ou venda da produção de grãos em armazém próprio e percentual da compra de sua necessidade de insumos agrícolas com a Copasul.

Vantagens do Programa Participar do Programa de Correção de Solo (Produzir Mais)

Concorrer às seguintes modalidades de viagens: Show Rural • Showtec • Agroshow Visitar regiões produtoras • Entre outras

Pescarias: Pantanal • rio Paraná Regiões pesqueiras

Desconto de 1,5% no valor da sua compra de insumos nas campanhas da Copasul Desconto para projetos de custeio agrícola Evento exclusivo para cooperadas ou esposas de cooperados. Essa premiação já está marcada, será entre os dias 20 e 23 de setembro, no Resort Thermas de Jurema, Paraná

Cooperado Rodrigo Fragnan e o agrônomo Maicon Jorge Gonçalves

O corpo técnico da Cooperativa tem feito um trabalho de orientação ao cooperado sobre o Programa. Para o produtor Rodrigo Fragnan, um dos principais benefícios é melhorar as áreas dos cooperados. “O financiamento de calcário e gesso é importante, porque foca em melhorar as áreas que os produtores já têm, é algo muito 20

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interessante, pensando no benefício do produtor rural. Outro ponto também é 1,5% de desconto na compra de insumos, porque sabemos que produzir hoje tem um custo muito alto, e isso ajuda muito quem está comprando. O produtor fidelizado tem um acompanhamento diferenciado”, comentou Rodrigo Fragnan.


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Roundup WG, Roundup Transorb R, Roundup Original e Rondup Ultra. Essa é a nossa família. Com investimento em inovação e alta tecnologia, desenvolvemos diferentes formulações de produtos para diversas situações de cultivo em todo o Brasil. Isso significa eficiência e segurança constantes para a sua lavoura. Conheça os integrantes dessa família e descubra qual deles é o ideal para os seus negócios.

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OPORTUNIDADE

Equipe do “Sou Trainee Copasul”: Paulo Victor G. Viana (Eng. de Produção), Pedro L. Aguiar (Eng. Agrícola), Aline Gonçalves (Administrativo), André Ribas (Eng. Florestal), Bruno Santos (Eng. Agrícola e Ambiental) e Raul Ozelin (Eng. Produção)

PROGRAMA TRAINEE COPASUL OFERECE IMERSÃO E CRESCIMENTO NA COOPERATIVA Oportunidade de aprendizado e crescimento tem atraído recém-formados de todo o país O trainee é uma forma de contratação voltada à recémformados que visa captar, desenvolver e estimular quem está no início da carreira profissional, pensando, muitas vezes, em que o mesmo assuma posições estratégicas no futuro. Atualmente, a Copasul tem 8 jovens trainees, dos cursos de engenharia de produção, agronômica, agrícola, florestal e direito. São jovens de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Paraná com áreas e culturas diferentes, mas que através do Programa têm uma oportunidade de imersão nos valores da Copasul e no cooperativismo, aliado ao desenvolvimento profissional e pessoal. Foram os valores e modo de atuação da Copasul que despertaram a atenção do engenheiro agrícola e ambiental Bruno Santos, de Viçosa, Minas Gerais (mais de 1.500 km distantes de Naviraí). “Tomei conhecimento sobre a Copasul através de um amigo que trabalha na área de irrigação. Mas até então não conhecia a Copasul, nem Mato Grosso do Sul. Fiquei interessado pela história e atuação da Cooperativa e na hora que pisei na sede, ainda na entrevista, já gostei muito do ambiente. Fui tão bem recebido que me senti em casa. Para minha felicidade, fui aprovado e a rotina tem me surpreendido mais ainda. Estou me desenvolvendo muito com o Programa, essa interação com os colaboradores e Trainees de outras áreas, 22

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cria uma sinergia muito grande, a gente se une em prol de um objetivo. Dizem que o sucesso acontece quando a preparação encontra a oportunidade, eu gosto muito dessa definição, isso tem me inspirado”, disse o trainee que está atuando no Silos Aeroporto, acompanhando o processo de gestão em manutenção. Mas o Programa também abre portas para talentos locais, como é o caso do engenheiro florestal, André Fernandes, natural de Naviraí. Ele já tinha estagiado na Cooperativa e depois foi aprovado na seletiva de Trainee. Atua no setor de armazenagem, com o controle de lenha e fornecimento de energia para secagem de grãos. “A minha área é nova dentro da Cooperativa, e está ligada a um pensamento sustentável, relacionado a novas fontes de energia para o setor de secagem de grãos. O Programa Trainee está me proporcionando um crescimento pessoal e profissional. Muitas vezes as empresas forçam uma adaptação, mas aqui tem sido diferente, pois estamos crescendo junto com o aprendizado. A ambientação fica mais fácil e o contato com profissionais de outras áreas proporciona muito crescimento. Como dizem, a fruta não cai longe do pé, eu sou de Naviraí, estudei fora, mas tive a oportunidade de voltar e estou muito feliz e satisfeito aqui”, completou André.


OPORTUNIDADE Novo Formato O Programa já acontece há alguns anos, mas desde 2017 passou a funcionar com um novo formato, englobando reuniões semanais entre Trainees, RH e Gestores. Os encontros incluem leituras de livros, estudos de casos e análises conjuntas de projetos. Outro ponto importante é o compartilhamento de valores da Copasul.

Reuniões do Programa são semanais com a equipe do RH e Gestores “A reformulação do Programa Trainee tem como objetivo formação profissional, conciliando mentoria com a participação dos nossos gestores, somado ao interesse dos trainees em fazer parte da equipe Copasul. O Programa, também nomeado de Sou Trainee Copasul, tem como papel orientar de forma estratégica, abordando comportamento, oportunidade de conhecer os processos, obtendo visão sistêmica e elaboração de projetos, tudo sendo alinhado com os valores da Cooperativa. Acreditamos que desta forma estaremos formando profissionais comprometidos e alinhados às nossas necessidades, com o propósito de prepará-los para conquistas de cargos de liderança na Cooperativa”, disse a encarregada de Recursos Humanos da Cooperativa, Viviane Pedroso. Quem fez parte do Programa, sabe a importância do mesmo para o crescimento profissional, como é o caso do Engenheiro de Produção, Egídio Renostro Tsuji, que foi trainee e hoje é um dos coordenadores do Programa. “O projeto tem auxiliado uma maior profissionalização de algumas áreas que estão crescendo dentro da Cooperativa e conseguimos

capacitá-los dentro dos nossos valores. No Trainee você tem a oportunidade de aprender, e eu pude aprender muito sobre a Cooperativa, uma visão sistêmica como um todo. O fato de passar por diferentes unidades e setores, permite entender o jeito de ser Copasul e isso é muito importante para formar profissionais. Para mim, é gratificante participar do processo seletivo, ver eles crescendo e aprendendo”. Para a Copasul, o Programa é uma oportunidade de formar profissionais comprometidos com os valores da Cooperativa e também atuar de forma estratégica. “O Programa Trainee Copasul tem uma importância estratégica para a Cooperativa. Através dele, estamos acelerando a formação de profissionais e preparando futuros Líderes/Especialistas para assumir novos desafios e apoiar o crescimento da empresa. Acredito que é uma oportunidade excelente para o trainee obter uma visão sistêmica da Cooperativa e adquirir experiências através da rotação nos diversos setores e unidades. O principal benefício é a possibilidade de vivenciar uma experiência “mão na massa” nos diversos setores e unidades da Copasul, possibilitando a formação de uma rede de relacionamentos e contatos que poderá auxiliar seu desenvolvimento profissional, além da visibilidade que terá ao desenvolver seu treinamento nessas unidades e setores. Outro grande benefício é a chance de ver na prática como são desenvolvidas as estratégias da Cooperativa e ter contato com líderes”, disse um dos Coordenadores do Programa, o Gerente da Divisão Industrial e de Novos Negócios da Copasul, Adroaldo Taguti. A previsão é que em breve surjam novas oportunidades para trainees na Cooperativa.

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PALAVRA DO ESPECIALISTA O ENRAIZAMENTO COMO PRÁTICA CONSERVACIONISTA Em áreas tropicais o solo deve estar coberto sempre. Seja de cobertura verde ou morta, mas coberto sempre. A cobertura vegetal do solo é a base da agricultura conservacionista. A construção do solo agrícola em ambientes produtivos só é possível pela ajuda dos vegetais. Assim a “arte” de construir solos produtivos é uma interação harmoniosa entre o agricultor e os vegetais. Uma parceria, entre a planta e o homem, que produz estrutura para todas as formas de vida. Devemos reconhecer que não é o homem e sim o vegetal o grande “artífice” na construção de ambientes produtivos. Quem produz este espetáculo biodiversificado é a comunidade vegetal. Hoje, o homem impôs à natureza os agroecossistemas, que tem como característica básica a mudança de cenários de tempos em tempos, ou de safras após safras. Nos agroecossistemas os vegetais continuam tendo uma atuação marcante, mas parece que um detalhe vem sendo renegado pelo homem a um segundo plano: o papel da raiz como protagonista na construção de solos produtivos. Nestas cenas, o homem “pouco” aparece. A construção de ambientes produtivos ocorre de cima para baixo. É o material orgânico decomposto na superfície que alimenta o interior do solo, e para isso é necessário que ocorra condições de caminhamento deste material. As raízes das plantas são as “veias do solo”. As raízes têm capacidade para alterar as condições do solo, tais como a fertilidade, agregação, a aeração, o umedecimento e o caminhamento da água no seu interior. A agricultura conservacionista tem no manejo da vegetação o seu objetivo maior, grande parte das atividades conservacionistas tem relações íntimas com o desenvolvimento de raízes e a produção de material orgânico na subsuperfície. O manejo de raízes é uma consequência da qualidade destas relações sendo crucial para reduzir a erosão hídrica e melhorar os processos hidrológicos das áreas agrícolas. Para manejar raízes, duas práticas são fundamentais. Uma está relacionada com a disponibilização de cálcio no perfil do solo e a outra com a rotação de culturas. O papel do cálcio no desenvolvimento radicular é bem conhecido. A falta de cálcio no solo causa severas restrições ao crescimento radicular das plantas. O cálcio é um elemento químico imóvel na planta, não transloca das partes aéreas para as raízes. Assim o cálcio requerido para o crescimento de raízes tem que ser absorvido da solução do solo. Às vezes, uma 24

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Afonso Peche Filho Pesquisador Científico do Instituto Agronômico de Campinas - IAC quantidade adequada de calcário é aplicada superficialmente, não atingindo horizontes mais profundos restringindo as raízes em sua capacidade de crescer em profundidade. Em solos ácidos, como os do cerrado, o manejo do cálcio em subsuperfície é fundamental para promover enraizamento abundante e a infiltração de chuvas torrenciais. A rotação de culturas como prática do manejo de enraizamento preconiza a variação de diferentes tipos de raízes num planejamento racional de plantações diversas, sempre na busca de restabelecer um equilíbrio biológico e um equilíbrio dinâmico entre os fatores do manejo de plantas e a construção de um perfil produtivo do solo. O esquema de sucessão ordenada no tempo e no espaço permite a ocupação do solo por diferentes tipos de raízes, estabelecendo assim uma condição muito boa para a conservação produtiva das terras agrícolas principalmente pela manutenção do balanço da matéria orgânica e da drenagem interna. Para propostas de manejo conservacionista, podemos classificar as raízes em primárias, secundárias e terciárias. As raízes primárias sempre são as mais grossas, geralmente acumulam substâncias energéticas (amido, sais e proteínas), e substâncias estruturantes, como a lignina e celulose, são de posicionamento mais vertical, sendo geradoras da porosidade livre; ou seja, poros onde o ar e a água caminham livremente carreando as substâncias húmicas para o interior do perfil. As raízes secundárias, normalmente de posicionamento horizontal são mais abundantes do que as primárias, sendo responsáveis pela manutenção das funções vitais (respiração, absorção de sais e água), servem também como estrutura de acumulação de nutrientes de reserva, além de servirem como uma espécie de ponte para as raízes terciárias, de onde partem os “pelos” absorventes, responsáveis pela absorção de nutrientes do solo. Um perfil de solo bem formado apresenta abundância de raízes em profundidade e em toda a sua superfície. O desenvolvimento da prática do enraizamento na agricultura conservacionista leva a construção de ambientes produtivos e com menor risco de degradação.


DIA DE COOPERAR

Ação social em Naviraí com meninos do Beisebol para a Vida e Boleiros Copasul

Em mais um ano, a Copasul esteve mobilizada em ações do Dia de Cooperar, uma iniciativa das Cooperativas Brasileiras para promover ações em benefício da comunidade local.

Em 2018: mais de 150 voluntários Mobilizações em 07 municípios de Mato Grosso do Sul Mais de 1.000 pessoas beneficiadas diretamente revista copasul

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DIA DE COOPERAR •

Em Macaúba (Dourados): a ação foi na horta e na pintura da quadra da Escola Coronel Firmino Vieira de Matos

Em Naviraí foram 3 ações: uma para revitalização da Creche Irmã Evanete, outra no Lar da Criança e uma para falar sobre cooperativismo para crianças atendidas pelos projetos Beisebol para a Vida e Boleiros Copasul

Em Novo Horizonte do Sul: construção de uma sala de leitura

Em Amandina (Ivinhema): construção da quadra de areia da Escola Joaquim Gonçalves Ledo

Em Maracaju: reforma da cozinha da EFAR - Escola Família Agrícola Rosalvo da Rocha Rodrigues

Em Deodápolis: reforma da horta da APAE

Em Nova Andradina: arrecadação de alimentos

Agradecemos a todos que auxiliaram nessas ações.

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Projetos sociais, em Macaúba (Dourados)

Dia C, na Creche Irmã Evanete, em Naviraí

Projetos sociais, em Naviraí

Dia C, em Novo Horizonte do Sul

Projetos sociais, em Amandina (Ivinhema)

Dia C, em Maracaju

Dia C, em Deodápolis

Dia C, em Nova Andradina

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ESPORTE

Foto: Equipe Ariane Silva

Pedal Copasul: saúde e amizade através do ciclismo

A Copasul busca estimular o bem-estar e a integração de colaboradores, cooperados e seus familiares. Uma das formas que a Cooperativa vem adotando para essa integração é o incentivo ao ciclismo, uma prática que tem despertado a paixão de muitas pessoas, seja pela diversão, saúde ou amizade. Para incentivar a prática, a Cooperativa tem apoiado desde 2016 a compra facilitada de bicicletas. Ao todo já foram adquiridas cerca de 140 Mountain Bikes, entregues em 2 lotes. E assim surgiu o grupo “Pedal Copasul”, que reúne amantes do ciclismo para eventos e pedaladas semanais. Um dos ciclistas que pedala desde o início do Programa é o colaborador João Fumio Wakatsuki, considerado pelos demais ciclistas como um grande incentivador de quem está começando. “Fazia caminhadas e não conseguia me “desligar”, e o pedal, até pelo ambiente que muitas vezes é a natureza, me ajudou a esquecer as preocupações do dia a dia. Eu pedalo por uma conquista pessoal, de superação e bem-estar, não pela competitividade. Faço em média 400 km por mês,

minha meta é 4 mil km por ano. O começo para todos é difícil e como no início muitas pessoas me incentivaram e orientaram, eu procuro fazer isso com quem está começando também. Se a Copasul não tivesse dado essa oportunidade de adquirir a bike, acredito que dificilmente as pessoas estariam pedalando e melhor, com um bom equipamento”, disse João Fumio.

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ESPORTE esporte há dez anos. “Qualquer esporte realizado regularmente melhora nossa condição de vida, seja no trabalho ou em nossa vida particular. Eu gosto muito de futebol, contudo é um esporte que praticamos coletivamente, e para nós, agrônomos, determinadas épocas do ano são difíceis de praticar, foi aí que adotei o ciclismo, porque consegui manter uma regularidade durante a semana de pelo menos 3 vezes, seja pela manhã antes do trabalho ou à noite”, afirmou. Benefícios para o corpo e a mente

Outro campeão em quilômetros percorridos é o colaborador Sergio Henrique dos Santos Costa, o Serginho, que pretende percorrer 11 mil km este ano. “Eu sempre gostei de praticar atividade física, participei do atletismo durante anos. Depois de um período parado, encontrei no “Pedal Copasul” um novo ânimo. Fui participando e gostando. O ciclismo, além de uma atividade que ajuda a nossa saúde, incentiva a amizade. Sair com os grupos para pedalar é ótimo”, comentou. Para manter o estímulo à prática, várias ações são organizadas durante o mês. Mas o grupo vai além de um momento de amizade, ele melhora a saúde de quem pratica, como conta, Antonio José Meireles Flores “Tuca”, que pratica o

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Como toda prática esportiva, o ciclismo traz grandes benefícios ao organismo e ao coração. Pedalar é uma das atividades mais completas, pois movimenta todo o corpo. Estudos apontam que ela combate ao estresse e a depressão, pois as contrações cardíacas tornam-se mais eficazes e, com isso, o sangue chega mais rapidamente ao cérebro, diminuindo a incidência de ansiedade, angústia e depressão. Além disso, pedalar estimula a liberação das endorfinas (morfinas endógenas - que fazem com que o indivíduo seja mais feliz), aumenta também os níveis de serotonina (o chamado hormônio da felicidade), gerando o relaxamento, fatores essenciais para um sono saudável.


ESPORTE

Copa Takehara:

unindo gerações pelo esporte

Foto: Equipe Ariane Silva

e a união através do esporte só aumentou, fazendo com que em maio de 2018, o evento tradicional completasse Bodas de Prata. Nossa homenagem à Copa Takehara, que une amigos e passa a paixão pelo beisebol para as futuras gerações.

Há 25 anos, com o objetivo de reunir amigos e relembrar a paixão pelo beisebol, surgiu em Naviraí, a Copa Takehara de Softbol. Idealizada pelo Sr. Sukesada Takehara, que também é um dos fundadores da Copasul. Os anos se passaram

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HOMENAGEM

Antiga sede da Copasul, onde hoje está localizado o entreposto, em Naviraí

Minha História na Copasul A partir desta edição, a Revista Copasul vai publicar depoimentos de fundadores e pessoas que participaram ativamente da história da Copasul. O projeto, intitulado “Minha história na Copasul”, contempla também vídeos com as entrevistas, que estão disponibilizados no canal da Cooperativa no Youtube. Nesta edição, trazemos Júlio Suekane, Lourenço Tenório Cavalcanti, Hirokazu Sakurai e José Spalanzani. A ação é comemorativa aos 40 anos da Copasul, que serão completados em dezembro. No início: a necessidade e a esperança no cooperativismo Júlio Suekane Necessidade, palavra-chave para a fundação da Copasul. Necessidade de se sustentar na atividade agrícola. Foi isso que levou um grupo de 27 produtores de algodão, na década de 1970, a começar a pensar em uma Cooperativa. É isso que nos conta um dos fundadores da Copasul, o Sr. Júlio Suekane. “Tudo começou com a geração do meu pai e do Sr. Sakae, que vieram conhecer a região de Naviraí. Gostaram daqui e deram início a arrendamentos, próximo ao Porto Caiuá. Isso alavancou a agricultura no município, principalmente do algodão, através 30

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Júlio Suekane nos anos iniciais da Copasul. Abaixo, ele com Sakae Kamitani em visita à lavouras


Escoamento da produção do algodão, caminhões e balsas

Os fundadores: Sakae Kamitani e Tatsuo Suekane, pai de Júlio Suekane

dos grupos Suekane e Kamitani. Tempos depois, 27 produtores estavam numa situação falimentar e se uniram através do cooperativismo para melhorar o cenário em que estavam. Porém, não tínhamos nenhum recurso, a não ser a força de vontade e ajuda de instituições e pessoas da comunidade. Na época, uma das principais dificuldades era a comunicação e logística, um transporte arcaico, estradas e caminhões péssimos. A safra ia via fluvial, através da balsa Porto Caiuá até São Paulo. Com esforço de todos por um objetivo comum, conseguimos transformar a necessidade numa instituição bonita, de grande representatividade no Estado. Para mim, o Sr. Sakae foi um segundo pai, e tudo que sabemos hoje é pelo seu ensinamento, principalmente em persistir e brigar pelo o que você sonha e quer alcançar, foco de visão e perseverança. O legado dele é o que a própria Copasul representa. Hoje, os colaboradores e cooperados têm que atuar em conjunto para transformar ela em algo ainda melhor”. revista copasul

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HOMENAGEM Atravessando o oceano: assim vieram a maioria dos fundadores

Hirokazu Sakurai O Sr. Hirokazu Sakurai é um dos fundadores da Copasul. Ele veio do Japão de navio e chegou ao Brasil com 23 anos. “Na época, o Japão estava sofrendo com os efeitos da guerra. Através da Cooperativa Cotia, vim para a região de Presidente Prudente/SP. A relação com a família Sakae veio ainda pelo pai do Sr. Sakae. “Ele era como um pai para mim. No início, cultivamos hortelã e em 1961 viemos para Naviraí, com o Grupo Kamitani. Era tudo muito difícil, principalmente a comunicação e o transporte. As primeiras safras de algodão iam pelo porto Caiuá, demoravam dias para chegar em São Paulo. O que nos levou a buscar melhores condições. A formação do grupo dos fundadores foi acontecendo, porque todos eram amigos e produtores. Nos primeiros anos da Copasul era difícil, era pouca gente para fazer tudo, “começou do zero”. Não imaginava que chegaria tão longe, mas quando precisou, todo mundo trabalhou muito para que ela acontecesse. Tenho muito orgulho de tudo que se tornou”.

Fundadores da Copasul, sendo o primeiro da direita o Sr. Hirokazu

Lourenço Tenório Cavalcanti A união através do algodão O Sr. Lourenço Tenório Cavalcanti é cooperado de Maracaju, lugar onde a Cooperativa tem uma relação especial com o algodão, inclusive foi através dessa cultura que muitos produtores ficaram próximos da Copasul. “Sempre estivemos na busca para fazer a rotação de cultura com a soja, e tínhamos dificuldades para quem vender a produção ou onde armazenar. Meu 32

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relacionamento com a Cooperativa começou com o algodão, porque eu tinha um anseio de fazer a rotação de cultura. A Copasul veio cumprir um anseio, viu que a região tinha potencial, e logo veio a descaroçadora para cá e deu um impulso para a cultura. Vi um grupo com muita vontade, com ideias e força para trabalhar e aquilo foi um estímulo para os produtores. Com o passar dos anos, o algodão acabou diminuindo um pouco, mas a filosofia e essa sensibilidade da Copasul com o produtor continuou. Ela deu um apoio muito grande também para a firmeza da cultura de soja na região. A Copasul representa uma parte boa, toda vez que se precisou de ajuda ou apoio, os produtores puderam contar. Eu tenho um carinho muito especial por essa instituição”. A amizade e o afeto pela Copasul Antigo Conselho Fiscal da Copasul, do qual o Sr. Spalanzani fez parte

José Spalanzani Por muitos anos, o cooperado de Deodápolis, Sr. José Spalanzani, foi membro do Conselho Fiscal e de Administração da Cooperativa. Ele relembra as dificuldades que existiam na época, que eram sempre acompanhadas de muita vontade e empenho. “Lembro que quando saiu a notícia que viria uma Cooperativa para cá, deu ânimo para todos. Na década de 1980, entregávamos para atravessadores e tínhamos pouca segurança. Comecei a estreitar o contato com a Copasul e acabei entrando para o Conselho Fiscal, de Administração e para o extinto Comitê Educativo. Lembro que na época não tinha asfalto para Naviraí, então era difícil o deslocamento, quando chovia era quase certo ficar atolado na estrada. Mas, mesmo assim, era muito bom participar. Um dos meus amigos de empreitada era o Salazar, inclusive lembro que o menino dele era bebê e eu ficava embalando-o enquanto o Salazar falava. Na época que estava sendo estudado a instalação do Silos, lembro que fiz muitas andanças por essa região, para verificar a viabilidade e necessidade da construção de um armazém aqui, e a comunidade de Deodápolis recebeu muito bem esse entreposto. A Cooperativa sempre foi muito segura, de muita credibilidade para o cooperado. O Sr. Sakae era muito humilde e muito transparente, sempre tentando resolver os problemas. Através dos encontros, fiz muitas amizades, que levo até hoje comigo”.


MERCADO

PREÇOS DE SOJA NO BRASIL SEGUEM FORTALECIDOS DIANTE DAS QUEDAS NA BOLSA DE CHICAGO Desde abril, quando os EUA anunciaram uma taxação de US$ 50 bilhões em produtos chineses alegando práticas anticompetitivas por parte deles, a China logo em seguida se pronunciou dizendo que adotaria medidas tarifárias de tamanho e intensidade similares às anunciadas pelos EUA. Diante dessa situação, os pregões da soja na Bolsa de Chicago têm sido de consecutivos fechamentos em baixa. Já recuaram ao menor nível em 10 anos. No dia 06 de julho de 2018 entrou em vigor a imposição de uma tarifa de 25% por parte da China sobre a soja importada dos EUA, com isso

Jorge Gracioli Consultor em gerenciamento de riscos na INTL FCStone

houve uma grande perda de competitividade na soja americana, uma vez que com a nova tarifa os EUA se tornaram a origem mais cara para os chineses. A China reduziu drasticamente o volume de compras de soja americana e com isso a principal origem tem sido o Brasil. De acordo com o USDA, de setembro/2017 até maio/2018 o Brasil exportou um total de 57,5 milhões de toneladas de soja, das quais 37,2 milhões de toneladas foram para China. Já os EUA, analisando o mesmo período, o país exportou 47,9 milhões de tons e tiveram como destino a China somente 27,7 milhões de toneladas.

É fato dizer que no momento o preço da soja FOB mais barato é na costa do Golfo (EUA), veja:

Preço FOB sem tarifa |

BRA

EUA

(US$/ton) 388

401 327

398 325

Ago

Set

Out

409

405

327

388

Jul

BRA

EUA

(US$/ton) 393

324

Preço FOB com tarifa |

Jul

401 393

Ago

408

406

Set

398

Out

Fonte: Cbot e INTL FCStone. Elaboração, INTL FCStone

Fonte: Cbot e INTL FCStone. Elaboração, INTL FCStone

Porém, como já mencionado anteriormente, o Brasil tem sido a principal origem de soja para os chineses, o que acarreta em um aumento da demanda por aqui e consequentemente uma supervalorização nos prêmios de exportação através dos portos brasileiros. Teoricamente temos uma soja muito mais cara colocada nos portos chineses por causa da alta dos prêmios brasileiros, mas quando comparado com uma soja americana, onde deve-se adicionar a tarifa de 25% de importação, o Brasil volta a ficar muito competitivo para os chineses.

Pode-se afirmar que com toda essa guerra comercial entre China e EUA, no que diz respeito a comercialização de soja, o Brasil tem levado uma grande vantagem que é a de ter seus preços ainda sustentados em bons níveis, justamente por causa do aumento da demanda para exportação. Caso os dois países não revejam as tarifas impostas, continuaremos com preços baixos na Bolsa de Chicago e prêmios de exportação bem fortalecidos nos portos brasileiros. revista copasul

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NOVA ÁREA

COPASUL LANÇA PROJETO DE PISCICULTURA PROJETO VISA FORTALECER O PRODUTOR RURAL ATRAVÉS DA DIVERSIFICAÇÃO A diversificação no campo é algo cada vez mais necessário para tornar a atividade mais competitiva e rentável. Pensando em colaborar para novos negócios e opções para o produtor rural, a Copasul já trouxe diversas oportunidades ao longo da sua história, como a fiação, fecularia, irrigação com os pivôs Valley e ampliou sua área de atuação. Agora, mais um projeto surgiu: a Piscicultura Copasul. A partir de agosto, várias ações estão sendo programadas para o lançamento do projeto para os associados e demais interessados. O Projeto Tilápia Copasul é uma iniciativa de produção integrada de tilápia, onde a Copasul oferecerá aos seus associados uma oportunidade de diversificação de suas atividades com segurança e rentabilidade. O projeto contempla o fornecimento de alevinos/juvenis de tilápia, ração, frigorífico para entrega da produção e toda a assistência técnica para que o associado possa desenvolver essa atividade e obter os melhores resultados de produtividade e qualidade. “Para a Copasul, esse projeto será um divisor de águas na

sua consolidação entre as grandes cooperativas do Brasil”, explica o Gerente da Divisão Industrial, Operacional de Novos Negócios da Cooperativa, Adroaldo Taguti. Outro ponto positivo para essa nova área, além do fortalecimento do associado, é o clima favorável da região, abundância de recursos hídricos e produtores interessados nessa atividade. Para a Copasul, esse projeto tem um potencial muito grande de se tornar uma parceria em que todos possam sair fortalecidos, onde o produtor tenha segurança e rentabilidade e a comunidade se beneficie com a geração de empregos e renda.

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GIRO RÁPIDO

DIA DA FAMÍLIA NA FECULARIA

ANIVERSÁRIO FIAÇÃO

No dia 20 de maio, a fiação Copasul completou 22 anos. Uma trajetória marcada por desafios, união e superação. Para comemorar, os colaboradores se reuniram nos turnos da indústria.

Um dia para aproximar a família dos nossos colaboradores do local de trabalho de cada um. Esse é o formato do evento “Dia da Família”, que teve sua segunda edição realizada na Unidade Fecularia, em abril. Essa ação já foi realizada em outras unidades da Cooperativa, sendo um momento especial, onde familiares dos nossos colaboradores podem conhecer de perto o local de trabalho de seus pais, esposas (os) e filhos. O local foi carinhosamente preparado para essa recepção e cada familiar ganhou uma amostra de fécula, com uma receita.

FORMATURA DE NOVOS LÍDERES

TALK SHOW RELEMBRA A HISTÓRIA DA COOPERATIVA

Relembrar como tudo começou e contar para as novas gerações a história da Copasul. Esses foram alguns dos objetivos de um Talk Show realizado na Cooperativa. A primeira edição foi voltada para colaboradores, com a presença de um dos fundadores da Cooperativa, Sr. Júlio Suekane; um dos primeiros colaboradores, Sr. Alcides Okabayashi e o presidente da Copasul, Gervásio Kamitani. A segunda edição foi para os cooperados, e teve a presença também do fundador Sukesada Takehara. Juntos, eles contaram como tudo começou, os desafios, dificuldades e desenvolvimento da Copasul. 36

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Em abril, ocorreu a formatura de novos líderes dentro da Cooperativa. A primeira do Programa Crescer, que teve duração de 02 anos, totalizando 180 horas e formou 15 pessoas. O outro programa foi o Sou + Líder, do qual participaram 29 colaboradores. O programa Sou + Líder, também denominado Líderes Operacionais, proporcionou aos colaboradores desenvolver habilidades operacionais, enfatizando liderança e respeito, como explica a instrutora do Programa, Patrícia Santos.


GIRO RÁPIDO LÍDERES COOPERATIVISTAS No dia 29 de junho, aconteceu em Dourados o IV Seminário de Líderes e formatura do Programa de Líderes Cooperativistas da OCBMS. Da Copasul, formaram-se os colaboradores Eder Junior Catelan (Supervisor do Silos Dourados), Odirlei Correa Julio (Supervisor Unidade Amandina) e Alan Gois (Supervisor Unidade Novo Horizonte do Sul). O presidente da Copasul, Gervásio Kamitani, prestigiou os formandos.

DESTAQUE

A Copasul foi eleita uma das 45 melhores empresas para se trabalhar na região Centro-Oeste do país, no ranking da GPTW Brasil (Instituto Great Place to Work), empresa especialista em avaliar o clima organizacional e práticas de gestão. A entrega da premiação foi realizada no dia 27 de junho em evento na cidade de Goiânia. A premiação foi recebida pelo presidente da Copasul, Gervásio Kamitani e pelo Gerente Administrativo, Rodrigo Bianchi.

Para chegar a esse resultado, é feita uma pesquisa com os colaboradores que avalia diversos aspectos de práticas organizacionais e gestão de pessoas. Mais de 400 funcionários responderam a última pesquisa, sendo que um dos pontos de maior destaque foi no quesito “orgulho”, onde as médias da C ooperativa ultrapassam as médias nacionais. revista copasul

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RECEITA

CALDO DE MANDIOCA COM CARNE SECA Rende até 10 porções

MODO DE PREPARO: 45 min.

1. Cozinhe a mandioca e a carne de sol nos 6 litros de água. Em seguida, separe e desfie a carne. 2. Coloque a mandioca no liquidificador, adicione a água do cozimento e bata tudo até obter um creme homogêneo. Reserve a mistura. 3. Em uma panela separada, derreta a manteiga. Adicione a cebola e o alho e deixe refogar. Junte o tomate picadinho e os temperos e cozinhe por 3 minutos, mexendo sempre. Acrescente a carne desfiada e o caldo de mandioca e cozinhe por mais alguns minutos até integrar tudo. 4. Complete com cheiro verde e está pronto.

INGREDIENTES:

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1 kg de carne de sol (picadinha)

2 kg de mandioca

2 tomates sem pele (em cubinhos)

2 cebolas (picadinhas)

6 dentes de alho amassado

6 litros de água

Manteiga (a gosto)

Cheiro verde (a gosto)

Pimenta-do-reino (a gosto)

Queijo ralado (opcional)

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Rita de Cassia Veronez Pontin Cooperada - Naviraí


Para uma Colheita Maior Em experimento conduzido pela Fundação MS, no município de Maracaju e Naviraí/MS, safra 2017/18 com a cultivar de soja 6410 Ipro, foram comparados através da produtividade da soja os fertilizantes MAP e KCl contra MAP . e

Produtividade da soja cv. 6410 Ipro em solo argiloso em Maracaju, MS. Safra 2017/18 95

60

94

59

sc/ha

92 91 90 89 88

MAP

MAP+KCL

sc/ha

57 56 55 54 53

Testemunha

1,98

58 Produtividade (sc ha-1)

3,86

93 Produtividade (sc ha-1)

Produtividade da soja cv. 6410 Ipro em solo arenoso em Naviraí,MS. Safra 2017/18

MAP

Fonte: Fundação MS (2018)

O que são o

MAP+KCL

Testemunha

Fonte: Fundação MS (2018)

MAP

e

?

Os dois produtos utilizam uma tecnologia desenvolvida pela Heringer, que incorpora substâncias húmicas e micronutrientes aos fertilizantes, o que aumenta a eficiência da adubação, melhorando a nutrição das plantas.

www.heringer.com.br

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Revista Copasul - Edição 07  
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