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Conheça a história do cooperado

Edição nº 05 - Agosto/Setembro/Outubro - 2017

REVISTA

Júlio Marcio Ferreira Jacintho

COPASUL EM AMANDINA:

Foto : Focco Vídeo

Cooperativa expande atuação em Mato Grosso do Sul

ENTREVISTA EXCLUSIVA com o historiador Leandro Karnal COPASUL_Revista_Ed05_21x28_FINAL.indd 1

Novo Centro de Distribuição de Insumos é inaugurado em Naviraí 18/08/17 11:28


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REVISTA

EXPEDIENTE

EDITORIAL

DIRETORIA EXECUTIVA Diretor-Presidente: Gervásio Kamitani Diretor Vice-Presidente: Nelson Antonini Diretor Secretário: Everaldo Jorge dos Reis CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Aguinaldo Miguel de Souza Junior Claudinei Antigo José Carlos Marchetti Sebastiaan Simon Petrus Spekken CONSELHO FISCAL Alexandre Palharini Danilo Gomes Fortes Garon Alves de Paula Rubim Jair Alves de Araujo Leandro Scalabrin Paulo Sykora Filho Informativo Copasul: Uma produção da Assessoria de Comunicação da Copasul Jornalistas responsáveis: Gabriela Borsari – DRT 510/MS Glarin Bif – MTB 8980/PR Conselho editorial: Gervásio Kamitani, Vanderson Brito, Rodrigo Bianchi de Oliveira e Antonio José Meireles Flores (Tuca) Fotos: Assessoria de Comunicação e Divulgação Projeto gráfico: Anima Lamps Tiragem: 1.000 exemplares ENTRE EM CONTATO CONOSCO: imprensa@copasul.coop.br (67) 3409-1234 copasul.coop.br facebook.com/copasul twitter.com/copasul youtube.com/copasulcooperativa

A Revista Copasul não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos assinados. As pessoas que não constam no expediente da revista não tem autorização para falar em nome da publicação. É permitida a reprodução desde que citada a fonte.

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Gervásio Kamitani Presidente da Copasul Nós, brasileiros, passamos por um momento conturbado no cenário político nacional. E se tem uma lição que podemos tirar de tudo isso, é que apesar dos problemas, os cidadãos continuam fazendo a sua parte. Continuam trabalhando, pagando seus impostos, mesmo em valores altíssimos, e continuam contribuindo para a economia do país. E falando em fazer sua parte, não podemos deixar de falar do agronegócio, setor responsável por quase 23% do PIB (Produto Interno Bruto) Nacional e que movimenta o país. Nesta edição falaremos da nossa expansão para novas áreas do nosso Estado. Em julho inauguramos a Unidade em Amandina, distrito de Ivinhema e com ela expandimos nossa atuação para oito municípios de Mato Grosso do Sul, fato que nos enche de orgulho e que renova a nossa missão de oferecer boas condições de assistência e recebimento da safra dos nossos cooperados, contribuindo assim para o desenvolvimento do agronegócio estadual. Nesta edição também trazemos matérias que colocam em destaque a importância da sucessão e da gestão dentro de uma propriedade rural, exemplos bem sucedidos da família Franciscon Ricardo, de Anaurilândia e da família do cooperado Júlio Marcio Ferreira Jacintho, que é o nosso entrevistado da editoria Perfil. Além disso, trazemos artigos técnicos, de mercado e clima e os resultados das pesquisas da Fundação MS em nossas áreas experimentais, que podem dar um parâmetro para o produtor. A nossa entrevista especial é com o renomado historiador Leandro Karnal, que mostra reflexões do cotidiano, também essenciais para o meio rural. Encerro esse editorial aproveitando para agradecer ao cooperado e amigo Yoshihiro Hakamada, que atuou por mais de 12 anos na cooperativa ao lado do meu pai, na Vice-Presidência da Copasul. Agora ele segue com projetos particulares, mas nosso sentimento é de gratidão pelos anos dedicados em prol da Copasul. Aproveito para desejar uma boa leitura a todos!

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SUMÁRIO

INAUGURAÇÃO DA UNIDADE EM AMANDINA

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ENTREVISTA O entrevistado do mês é um dos palestrantes mais requisitados do país, Leandro Karnal.

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COOPERADO

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7a Edição do Rally do Milho reuniu cooperados.

IRRIGAÇÃO

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Evento em Anuarilândia, discutiu e estimulou a irrigação.

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GESTÃO

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De um de nossos cooperados vem um exemplo de sucessão familiar bem sucedida.

CD

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GIRO RÁPIDO

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RECEITA

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Novo Centro de Distribuição de Insumos traz mais facilidade ao cooperado.

PERFIL

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Júlio Márcio Ferreira Jacintho e sua história corajosa pelos campos de MS.

Dia do Agricultor é comemorado com Exposição Fotográfica na Copasul, além de atividades em todas as unidades.

RESPONSABILIDADE SOCIAL Dia de cooperar promove inclusão social.

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TORRONE

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ENTREVISTA - LEANDRO KARNAL

O COOPERATIVISMO TORNA AS PESSOAS PROTAGONISTAS DO PROCESSO

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ENTREVISTA

Em história, todas as fases são transitórias, não existe um período que não esteja passando para outro. Temos a sensação de habitar um mundo líquido. Todas as gerações, sem exceção estranham a próxima, acham a geração seguinte uma decadência. Leandro Karnal é historiador, professor da Universidade Estadual de Campinas e possui diversas publicações. É um dos palestrantes mais requisitados da atualidade e conhecido por falar sobre ética. Ele esteve recentemente em Campo Grande, durante a XI Semana do Cooperativismo, promovida pelo Sistema OCB/MS e nos concedeu uma entrevista. Confira! Revista Copasul: Segundo Aristóteles, as crianças nascem sem ética e moral. Como ensinar estes valores? Leandro Karnal: Vários filósofos afirmam que nascemos neutros, que somos fruto do meio, família, escola e sociedade. Uma criança japonesa, só é japonesa pela educação que recebe e não apenas pelos olhos puxados. A cultura japonesa prega o respeito à autoridade, sendo assim, temos alunos mais disciplinados. De acordo com meu amigo, Içami Tiba, educar é um imperativo do amor, quem ama educa. Quem ama estabelece limites. E quando isso não acontece, temos um problema. Agradar não é educar. Educar é estabelecer limites. Para Sigmund Freud, é estabelecer traumas controlados. Ensinar que a pessoa não é dona do mundo, que tem direitos e deveres, privilégios e obrigações. E quando educamos, também aprendemos!

anterior é melhor. Isso na verdade é uma memória inventada. Quando se fala: “No meu tempo que era bom... os filhos respeitavam e obedeciam aos pais”. Na verdade a pessoa não gostava disso quando era o filho. Na realidade estamos em constante movimentação e mudança. RC: Falando em mudança, como dar continuidade aos projetos pessoais e econômicos mediante a crise que vivemos no Brasil? LK: Na verdade, a pergunta certa a ser feita é: Quem parou de trabalhar, quem deixou de sair com a família, quem deixou de casar ou ter filhos? O plano político não é grande como o plano da vida das pessoas. Eu me formei no final da ditadura, com inflação e desemprego altíssimos e com caos político. Comecei a trabalhar como professor, nunca parei ou abandonei os projetos, assim, atrapalha e influencia, mas não é determinante. Somos mais que isso, somos maiores que isso. Poucas empresas resistem a uma má gestão e o Brasil resiste! O Brasil é maior que dirigentes políticos!

tempo que era bom... “ Noosmeu filhos respeitavam e obedeciam aos pais.”

RC: Esta fase de caos que vivemos na sociedade, é algo transitório ou uma nova tendência? LK: Em história, todas as fases são transitórias, não existe um período que não esteja passando para outro. Temos a sensação de habitar um mundo líquido. Todas as gerações, sem exceção estranharam a próxima, acharam a geração seguinte uma decadência. Isso é explorado na história e na arte, como no filme de Woody Allen “Meianoite em Paris”, quando sempre se acha que o período

RC: O cooperativismo prega diversos valores como a ética. Seria um modelo econômico mais viável para os dias atuais? LK: A convivência humana é complicada, tanto em família, no trabalho, no plano político. A ideia de cooperativa é clássica: de juntar deficiências e transformar em força. Vivemos a primavera do cooperativismo, por mais que o cooperativismo seja antigo, ele é moderno. Nunca foi tão importante a ideia que sozinho sou fraco e unido sou forte. É uma forma de se incluir no processo, se responsabilizar pelas ações, principalmente quando o Estado não atende as minhas necessidades; eu me junto com os demais para ser protagonista do processo. revista copasul

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COOPERADO Foto: Festa do dia

7ª EDIÇÃO DO RALLY DO MILHO REUNIU COOPERADOS, TÉCNICOS E PARCEIROS COMERCIAIS Cooperados, técnicos e parceiros comerciais participaram em junho da sétima edição do Rally do Milho. O evento oportuniza a troca de experiências sobre novas tecnologias e desempenho de variedades de milho, além de permitir a visualização de estações e experimentos de pesquisadores. Pela manhã os participantes conheceram experimentos na UDT (Unidade de Difusão de Tecnologia), em Itaquiraí, onde foram apresentados 45 híbridos e 5 experimentos de adubação. Ainda nesta unidade foi realizada uma apresentação com o consultor Jorge Verde. Na sequência os participantes seguiram para a Fazenda Santa Maria onde empresas apresentaram 28 híbridos de milho. O local foi cedido pela família do cooperado Benedito Oliveira dos Santos. Após o almoço, o público se dirigiu para a Fazenda Santa Rosa, onde o pesquisador Douglas Gitti, apresentou os resultados do manejo nutricional para a cultura do milho safrinha. “Apresentamos um campo com dez híbridos e vamos avaliar nesses materiais qual é a resposta deles à aplicação de Nitrogênio em cobertura. Esperamos ver a resposta de aumento de produtividade para fazer 8

uma análise de custos e ver o quanto está aumentando em função da genética de cada material e no final chegar numa recomendação. O objetivo é trabalhar o manejo nutricional em função do potencial genético de cada híbrido”, disse o pesquisador Douglas Gitti. Encerrando o evento, foi realizada uma palestra com o professor Dr. Tsuioshi Yamada, sobre Síndrome das Raízes Atrofiadas e efeito de deficiência de Boro. “A minha principal preocupação é alertar os produtores que as culturas estão apresentando uma quantidade muito grande de raízes atrofiadas, no caso da soja, chega até 65% e no algodão esse índice é até um pouco mais alto. Como acontece abaixo da superfície, poucos estão percebendo, tornando muito importante essa missão de alertar os produtores que isso está ocorrendo. Entre as possíveis causas da falta desse sistema radicular está a toxidez de Alumínio, causada principalmente pela própria soja, que ao fixar Nitrogênio aumenta a acidez do solo. Outra causa é a deficiência de Boro e temos hoje condições de sanar esses fatores e foi isso que trouxemos aos produtores”, finalizou Yamada. O Rally é uma realização da Copasul e dos seus parceiros.

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COOPERADO A OPINIÃO DELES SOBRE O EVENTO:

“Aqui estamos adquirindo conhecimento, vendo o que o mercado está apresentando e vendo o desempenho no campo. É um dia muito produtivo, pois aprendemos muito, temos que ficar sempre atentos e buscar conhecimento” - Nelson Antonini

“Minha família está iniciando na agricultura e essa é a primeira vez que tenho a oportunidade de participar do Rally do Milho e para mim, que estou começando, informação é tudo. Achei de extrema importância” Guilherme Fabris Gradela

“É um evento que a cada ano melhora. Hoje o mercado tem muitos materiais e o nosso objetivo, disponibilizando essas áreas, é ver qual tecnologia se aplica melhor na região. O Grupo Oliveira agradece a Copasul e a presença dos produtores. Estamos de portas abertas para os próximos eventos” - Ricardo Oliveira dos Santos, da família que cedeu a área para a exposição dos materiais na Fazenda Santa Maria

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PALAVRA DO ESPECIALISTA TÉCNICO

CUIDADOS INTEGRAIS NO MANEJO DE ÁREAS AGRÍCOLAS O alto índice de áreas sem rentabilidade, com baixa produtividade, somadas às áreas degradadas comprovam que muitas propriedades agrícolas no Brasil têm sérios problemas de gestão. São ações equivocadas e insuficientes para atender às necessidades da perenidade produtiva do agroecossistema. Estes fatos podem estar indicando a necessidade de inserir novos conceitos e reforçar conhecidos saberes para melhorar a eficácia e a eficiência no manejo de ambientes de produção. Toda propriedade agrícola, naturalmente apresenta vulnerabilidades, principalmente aquelas relacionadas com os fatores ambientais de manejo (solo, água, biocenose e clima). A ocupação e uso agrícola das terras cria ambientes fragmentados e descontínuos, portanto áreas muito fragilizadas. Nestas são evidenciadas situações combinadas com vulnerabilidade administrativa, gerencial e operacional. O ambiente de produção, submetido a diversas situações de fragilização, necessita de múltiplos cuidados. Dessa forma, entendese que os cuidados necessários para manter e perenizar áreas produtivas e rentáveis fazem parte de um modelo de gestão que efetivamente emprega ações num contexto integrado e sistêmico. Dentro dos cuidados integrais do manejo estão questões relacionadas com a construção de uma boa palhada e produção contínua de húmus, harmonizadas com o enraizamento do perfil e com a qualidade nas operações mecanizadas. Estas questões são essenciais para promoção da perenidade produtiva e saúde ambiental.

Prof. Afonso Peche Filho é pesquisador científico do Instituto Agronômico de Campinas – IAC

A boa palhada é aquela que tem em sua composição, uniformidade (espessura e cobertura) e regularidade espacial. A produção contínua de húmus se dá em ambientes aeróbicos e com muita atividade biológica diversificada. Isto traz uma condição ideal para que a infiltração contínua de água traga vitalidade e força para a vida produtiva do solo. A harmonia se dá com uma boa orientação técnica que prioriza rotação de culturas, manejo ecológico de pragas e doenças. O enraizamento do perfil ocorre com correção química precisa e escolha de cultivares adaptados. A qualidade nas operações ocorre com procedimentos corretos, treinamento, profissionalismo e muito cuidado com riscos ambientais. Outras atividades como a sistematização da assistência em operações mecanizadas, o planejamento de manejo de áreas e o monitoramento de pragas, doenças e infestação de ervas, associadas a uma boa comunicação são fundamentais para cuidados integrais eficientes. Para promoção da produtividade, rentabilidade, perenidade produtiva e saúde ambiental, o agricultor precisa praticar cuidados integrais de manejo. Deve-se unificar ações preventivas, corretivas e de reabilitação dos impactos negativos passados como é o caso de processos erosivos ou de plantas invasoras resistentes, entre tantos outros. Cuidados integrais significa pensar, planejar e executar o acesso a todos os recursos tecnológicos que o ambiente local necessita para produzir de forma competitiva, valorizando sempre todas as formas de vida, sem promover o desequilíbrio incontrolável do agroecossistema. revista copasul

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IRRIGAÇÃO

EVENTO EM ANAURILÂNDIA DISCUTIU PROCESSOS PARA IMPLANTAÇÃO DA IRRIGAÇÃO “Meu primeiro pivô” contou com cinco palestras técnicas e mostrou sistema em funcionamento para produtores Cerca de 100 pessoas participaram no dia 28 de junho da segunda edição do evento “Meu Primeiro Pivô” em Mato Grosso do Sul, dessa vez, realizado no município de Anaurilândia. O encontro, organizado pela Copasul e pela Valley, foi realizado na Fazenda Quiterói, dos cooperados Eduardo Ricardo e Lígia Franciscon Ricardo, que são clientes Valley/Copasul para irrigação. O objetivo foi fomentar a discussão entre produtores e técnicos, esclarecer futuros irrigantes sobre os processos que interferem na implantação do sistema de irrigação, como, licenças ambientais, financiamentos e tecnologias do sistema, sendo que essa edição também abordou os 12

benefícios da irrigação em pastagens, já que a pecuária é um dos fortes da região. Na programação estavam 5 palestras técnicas sobre linhas de crédito, projetos de irrigação, outorga de uso da água e licenciamento ambiental. Além disso, o engenheiro agrônomo Fábio Antonio Cagnin Filho, da Cooperideal, falou sobre manejo e resultados da utilização da irrigação em pastagens. De acordo com Fábio, a irrigação na pecuária de corte ainda é algo que pode se expandir muito e que auxilia em ganho para o pecuarista. “A irrigação na pecuária não é algo tão novo, só que é pouco implantada, pela dificuldade de se

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encontrar técnicos de campo que tenham conhecimento e condição de implantar isso para o pecuarista. O principal benefício para o pecuarista de corte é que ele vai produzir um capim de alta qualidade o ano todo, independente de qual época do ano vai ter seca, ou seja, dá muita proteção ao pecuarista. Mas o produtor tem que querer e estar preparado para intensificar, principalmente com controle, administração, bom planejamento e é muito importante a assistência técnica ou consultoria técnica capacitada para isso”, explicou Fábio. As palestras auxiliaram na troca de experiências e nos esclarecimentos de dúvidas. “O que nos levou a buscar a irrigação foram dois fatores fundamentais: a necessidade de aumento de produção por área/hectare e a parte climática da nossa região, que são veranicos em épocas cruciais, como plantio e granação do grão e isso afeta a produtividade da região. Mesmo com correção de solo, se não chover não conseguimos bons resultados. O evento aqui foi muito importante, estamos no começo do projeto e isso nos prepara para os passos seguintes, é uma troca de informação muito válida”, disse José Eduardo Pereira Lima Filho, Gerente da Fazenda Segredo em Bataguassu, que está há cerca de um ano trabalhando nos processos de implantação do projeto de irrigação. Vale lembrar que o estado do Mato Grosso do Sul recebeu a primeira edição do “Meu primeiro pivô” em 2015 em Naviraí, que foi o pontapé para o início da concretização dos projetos

de irrigação para a família de Lígia e Eduardo, que estão na primeira safra fazendo uso dessa tecnologia. “Tudo começou no processo de sucessão por parte da família da Lígia, minha esposa, e nesse processo nosso filho Murilo estava voltando de um estágio nos Estados Unidos, de uma Fazenda de agricultura e pecuária que era praticamente 100% irrigada e ele mostrou esse projeto pra nós, com ideia de trazer pra cá também. Ao mesmo tempo estivemos em Naviraí, no Meu Primeiro Pivô, onde conhecemos o projeto de irrigação da Copasul e Valley. Desde então, começamos esse projeto. Claro que tivemos dificuldades normais de liberação de licença, crédito, e conversando com outros produtores, percebemos que isso é um processo normal, dentro dessa burocracia do país. Hoje estamos muito satisfeitos, porque o sonho está realizado. A irrigação viabiliza para todos nós dessa região, uma mudança econômica, que gera riquezas, emprego, oportunidade e renda para toda a comunidade em volta. Meu recado é que os produtores não desanimem, pois depois do sonho realizado, você vê o quão prazeroso é o resultado acontecendo. É a minha primeira safra do milho e faz uns vinte dias que não chove e eu estou tranquilo, pois estou irrigando, dormindo tranquilo, sem precisar olhar pro céu, a irrigação está viabilizando essa qualidade da produção”, comentou Eduardo.

A irrigação na “ pecuária não é algo

novo, só que é pouco implantada, pela dificuldade de se encontrar técnicos de campo que tenham conhecimento e condições de implantar .

Anfitriões, representantes de instituições financeiras e sindicais e equipe da Copasul.

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Foto: Thiago Odeque

CAPA

COPASUL INAUGUROU

UNIDADE EM AMANDINA Vem do agronegócio as poucas notícias otimistas recentes da economia brasileira. O setor representa quase 23% do total Produto Interno Bruto (PIB) e apresentou aumento de empregos gerados, em relação a outros setores. Mas, o país ainda enfrenta muitos desafios no setor, principalmente, no armazenamento de grãos e no escoamento da safra. Visando fortalecer o cooperado e a produção do Estado, a Copasul inaugurou mais uma unidade armazenadora. Desta vez, em Amandina distrito do município de Ivinhema. Com a Unidade, a Cooperativa passa a estar presente em oito municípios de Mato Grosso do Sul e eleva sua capacidade de armazenamento estático para cerca de 8 milhões de sacas. A região de Ivinhema e municípios vizinhos, até então, áreas tradicionalmente voltadas para cana e pecuária, viu a agricultura crescer nos últimos anos. Estima-se que a área plantada seja de cerca de 20 mil hectares e a expectativa é do aumento da área, sem deixar de lado as outras culturas da região, num tripé que impulsiona a economia da região. “Com essa Unidade 14

esperamos contribuir com o crescimento da região, pois sabemos do potencial dos produtores daqui. Um município forte precisa estar num tripé, não ficar somente em uma atividade, com a nossa vinda vamos incentivar ainda mais a produção de grãos, aliada a cana e pecuária que já estão presentes na região”, enalteceu o Presidente da Copasul, Gervásio Kamitani. Na inauguração da Unidade, no dia 04 de julho, estiveram presentes mais de 200 pessoas, entre cooperados, Diretores da Cooperativa, representados pelo Presidente, Gervásio Kamitani, pelo VicePresidente, Nelson Antonini, pelo Diretor-Secretário, Everaldo Jorge dos Reis e pelo Conselheiro Aguinaldo Miguel de Souza Junior, além de parceiros comerciais da Copasul, colaboradores e autoridades, como o Deputado Estadual, Renato Câmara, o Representante do Governo do Estado, Coordenador de Agricultura da Semagro, Altamiro Nogueira Barbosa, o Prefeito de Ivinhema, Tuta, o de Nova Andradina, José Gilberto Garcia e de Novo Horizonte do Sul, Marcílio Benedito, além de vereadores e secretários dos municípios da

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É um momento histórico para “ Ivinhema e o distrito de Amandina. Um investimento da Copasul, uma cooperativa genuinamente Sul-Mato-Grossense, que conhece nossa terra e nosso povo. Certamente esse é um passo importante no desenvolvimento econômico e do

agronegócio regional”. Palavras do Deputado Renato Câmara

região. “É um momento histórico para Ivinhema e o distrito de Amandina. Um investimento da Copasul, uma cooperativa genuinamente Sul-Mato-grossense, que conhece nossa terra e nosso povo. Certamente esse é um passo importante no desenvolvimento econômico e do agronegócio regional”, comentou o Deputado Renato Câmara. “Estamos muito felizes em ver esse sonho do município de Ivinhema, e, principalmente do Distrito de Amandina realizado. Meu agradecimento muito grande para a Copasul por ter acreditado em Amandina. Isso traz benefícios para a região, movimenta a economia e incentiva a agricultura. Nós já temos cerca de 20 mil hectares de soja plantados e tenho certeza que a área só tende a expandir com esse incentivo”, disse o Prefeito de Ivinhema, Tuta. Os produtores de municípios como Ivinhema, Anaurilândia, Batayporã e Nova Andradina estiveram em grande número, como Antonio Batista, um dos pioneiros no plantio de soja na região. “Nasci na agricultura e para o produtor é muito importante esse investimento. Vem somar muito no nosso dia a dia”, disse. Representantes sindicais também prestigiaram o evento, como Presidente do Sindicato Rural de Nova Andradina, Hemerson Israel dos Santos. “Somos pecuaristas há 40 anos e há cerca de seis anos estamos na atividade agrícola, e nos tornamos produtores graças às Cooperativas e ao Sistema Cooperativista como um todo, do qual a Copasul faz parte. A agricultura precisa da ação das cooperativas, que acreditam e fortalecem o homem do campo, e essa Unidade é mais uma ação importante para o produtor”, comentou.

A Unidade tem capacidade para armazenamento de aproximadamente 30 mil toneladas de grãos e traz conceitos inovadores em áreas como segregação de grãos, eficiência na secagem, expedição e na segurança do colaborador. Com a Unidade armazenadora, a Cooperativa consolida sua atuação na região CentroOeste do Estado. Investimento que começou para atender cooperados da região, que haviam expandido a área plantada para essas novas fronteiras agrícolas.

NOVA ANDRADINA

Em 2015, a Copasul também inaugurou a Unidade em Nova Andradina, que oferece serviços aos cooperados, como assistência técnica, fornecimento de insumos e irrigação. E em 2019 está prevista a instalação de uma Unidade em Anaurilândia, município que já abriga cooperados da Cooperativa. revista copasul

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CAPA “Essa vinda da Copasul para a região foi algo muito bom, não só pelos serviços que oferecem, mas também pelo atendimento, com pessoas preparadas e competentes. E é isso que a gente precisa, não é só vender um produto, mas é um relacionamento e uma assistência. A futura vinda para Anaurilândia é algo muito importante para o município todo, porque auxilia na economia. Sou irrigante através da Copasul/Valley e consigo ter uma programação de plantio e colheita muito mais precisa, além da possibilidade de mais safras por ano”, disse Rogério Ortiz, médico veterinário, produtor rural e irrigante em Anaurilândia

“Já tinha ouvido falar da Copasul há alguns anos, mas pela distância não tinha contato. E essa vinda pra região foi muito importante, porque possibilita o acesso a serviços e boa infraestrutura. É uma praticidade ter a loja para adquirir produtos, por exemplo. E outro serviço que nos interessa é a irrigação, porque água é ainda é um desafio na nossa região”. Luiz Alberto Zilio, produtor rural de Batayporã

“A Copasul só veio a agregar, oferecendo melhores condições e sendo mais uma opção. Nossa avaliação é muito positiva”. Diego Azuma, produtor rural de Nova Andradina com o gerente da Unidade de Nova Andradina

“Nós sabíamos da existência da Copasul, mas pela distância não tínhamos contato. Quando abriu a loja em Nova Andradina passamos a ter contato com o Beto e a utilizar os serviços da Cooperativa. Temos uma ótima assistência e um pessoal muito receptivo e atencioso. A Copasul tem muita credibilidade e uma estrutura muito boa, com preços competitivos e a assistência que nós dependemos muito”. Lucas Nogueira Lemos, advogado e produtor rural da região de Batayporã 16

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GESTÃO OS DESAFIOS DA GESTÃO E OS CAMINHOS DA SUCESSÃO FAMILIAR

Eduardo, Ligia e o filho Murilo: diálogo e planejamento para crescer.

O crescimento e sucesso de qualquer investimento passam por dois desafios: a gestão e a sucessão, e no meio rural, isso não é diferente. Na Fazenda Quiterói, que fica cerca de 25km de Anaurilândia (MS), uma família de cooperados da Copasul está mostrando que amor pela terra pode unir diferentes gerações e ser a base para um sistema de gestão sólido. A mãe, Lígia Franciscon Ricardo, o pai Eduardo e o filho Murilo, atuam ativamente na propriedade e de alguns anos para cá, com foco na melhoria da

gestão, mudaram a postura para conseguir extrair o máximo possível da terra. “Hoje é muito difícil crescer horizontalmente, que seria adquirir mais terras, portanto, nós resolvemos verticalizar, e para isso, intensificamos a pecuária e iniciamos na agricultura, que, apesar de exigir mais investimento, oferece uma rentabilidade mais significativa. Foi um meio de expandir nosso crescimento vertical, já que a nossa terra não pode ficar ociosa”, conta D. Lígia, que assim como o marido e o filho, é engenheira agrônoma. Eles também são pais

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GESTÃO

de Maria Patrícia, nutricionista e João Pedro, que está estudando agronomia. A família, que tem a pecuária no sangue há gerações e é estreante na agricultura, buscou suporte na irrigação para resultados mais satisfatórios. São cerca de 1000 alqueires, 3 mil cabeças de gado e aproximadamente 130 hectares com agricultura, com 2 pivôs instalados e projeção para a instalação de mais dois. A nova postura já trouxe melhorias comprovadas na pecuária. “Nós temos comparado o nosso peso de desmame convencional e intensificado. O resultado mostra um acréscimo de uma arroba quando foi desmamar. Um boi mais precoce e mais pesado. Apesar de ser mais caro intensificar no início, ao longo de cinco ou dez anos, o resultado é melhor”, explica Murilo.

OS DESAFIOS DA GESTÃO E O CAMINHO DA SUCESSÃO Ver diferentes gerações falando a mesma língua, é algo não muito fácil de se encontrar. Mas nessa família, o diálogo entre pais e filho são prioritários e permitem que a sucessão já esteja na 5º geração. “Acredito que o maior desafio no campo hoje, seja a gestão, e dentro dela a sucessão. A meu ver, pra nós, pais, ela é mais fácil do que para eles, filhos. É muito mais intenso e desafiador para os filhos incorporarem a nossa realidade e mostrar para nós a capacidade que tem. Mas para que isso aconteça temos que buscar um equilíbrio, saber a hora de ceder, cobrar e motivar. O que motiva ou o que induz a sucessão é você mostrar o seu amor e a importância daquilo que você faz desde cedo. Só assim a sucessão fica um pouco mais sólida. ”, disse Lígia que também é Presidente do Sindicato Rural de Anaurilândia. Esse equilíbrio também é a chave do sucesso para Murilo. “O diálogo é fundamental e o entendimento tem que ser mútuo. A geração dos meus pais está numa etapa de evitar correr riscos e eu me coloco aqui como um gás que oxigena o sistema. Quando meus pais estavam passando por essa sucessão com meu avô, acredito que eles também deram uma oxigenação. São épocas diferentes, mas ambas desafiadoras. Essa oxigenação das gerações faz com que se mantenha o equilíbrio. E essa harmonia tem que acontecer até para buscar informação. Meu pai não aguenta mais sentar numa aula e assistir uma palestra. Eu participo e depois faço um resumo para ele”.

Família Franciscon Ricardo: Amor pela terra unindo gerações

Um detalhe importante e, com certeza, diferencial nessa família, é o fato de morar na fazenda. “Tem uma coisa que eu falo, lá na fazenda do fulano dá certo? Então na nossa tem que dar também. Porque nós temos um diferencial, nós moramos na fazenda. Não temos casa na cidade, moramos aqui e somos apaixonados por isso. Se tem algum lugar que dá certo, buscamos essa tecnologia para cá. Claro que temos que trabalhar muito e gostar do que estamos fazendo, sem isso, não dá certo”, disse Eduardo.

RELACIONAMENTO COM A COPASUL “Na minha essência eu tenho cooperativismo, porque meu pai foi o fundador e presidente de uma Cooperativa no Norte do Paraná, e eu tenho uma herança familiar de cooperativismo. Como tínhamos a vontade de entrar na agricultura e o interesse na irrigação, facilitou essa proximidade. Nós percebemos na Copasul a essência do que é Cooperativismo, que é muito difícil você perceber em outras empresas. Quando nós fomos em busca de expansão, a mesma coisa que apresentamos para a Copasul o que apresentamos para outras cooperativas, então coube à Copasul perceber o potencial da região e acreditar. Agora vemos que ela acreditou na região e acho muito gostoso fazer parte desta história”, finaliza Lígia Fraciscon Ricardo.

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PALAVRA DO ESPECIALISTA CLIMA

Consultor Marco Antonio dos Santos

SAFRA 2017/18, O QUE O CLIMA NOS PREPARA? A safra 2017/18 já se iniciou para a grande maioria dos produtores, uma vez que as compras e o planejamento do próximo plantio já está sendo realizado. Porém, sempre tem uma pergunta que todos querem saber: Como será o clima para essa safra? Chove mais cedo? Mais tarde? Terá veranicos? Para essa safra de verão que começa agora em setembro com o plantio da soja, há a tendência de que o clima venha a ser muito parecido com o ocorrido em 2016. Ou seja, as águas do Oceano Pacífico da região equatorial estão com temperatura quase dentro da normalidade, com uma ou outra microrregião apresentando temperaturas um pouco mais elevadas. Com isso, as chuvas até virão dentro da normalidade para toda a região sul do Mato Grosso do Sul. Fazendo com que os produtores consigam iniciar seus plantios dentro da média. Porém, é fato também que essas chuvas não serão generalizadas e muito menos em altos volumes. Virão na forma de pancadas irregulares e com volumes bem variados. Mas isso não irá impedir que o plantio ocorra dentro da sua normalidade. O problema, é que devido a essas pancadas irregulares, o plantio deverá ocorrer de forma escalonada. Sem que venha ocorrer prejuízos aos produtores e/ou, principalmente, as culturas. E ao longo da primavera a tendência é que as chuvas continuem a ocorrer dentro da normalidade, sem aqueles terríveis veranicos, observados no final de 2016, que afetam muitos produtores. 20

Com relação as temperaturas, a tendência, devido a neutralidade é que essas continuem seguindo o mesmo padrão de todo o inverno, isto é, com grande amplitude térmica. Noites e madrugadas mais frias e dias quentes. E esse padrão deverá ser observado também durante o mês de setembro. Mas e para nosso grande concorrente, os Estados Unidos? Desde o começo da safra, em março/17, houve muito burburinho sobre o que iria realmente ocorrer com a safra. Muito já apostavam numa quebra, outros numa super safra e assim, foi até o momento. Mas o que de fato estava sendo previsto era uma safra dentro da normalidade. Pois, na última safra, devido a um clima excepcional, as médias de produtividade registraram recordes. Algo muito parecido com o que ocorreu no Brasil nessa última safra. E como a Rural Clima vinha pregando em seus boletins audiovisuais e em seus relatórios, o clima para essa safra norte-americana não iria ser nenhum grande desastre como os “apocalípticos” imaginavam, como também não teria a menor chance de se repetir um ano como o de 2016. Seria uma safra dentro da normalidade, com quebras pontuais e uma produção, muito provavelmente, maior que a de 2016, muito mais por conta do aumento de área na soja, do que, propriamente, as médias de produtividade. Que nesse ano deverão ficar dentro da média histórica. E esse cenário é que irá perambular pelo Brasil esse ano. Por conta de uma neutralidade climática,

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PALAVRA DO ESPECIALISTA CLIMA

algumas regiões receberão volumes maiores de chuvas do que outras e isso poderá trazer uma certa incerteza ao real tamanho da safra. Mas segundo os modelos de previsão, há uma tendência de que os produtores não deem notas 8,5 e até 9, como muitos deram para o clima ocorrido ao longo

da safra 2016/17, mas médias entre 7 e 8,5. Voltando para uma tendência de normalidade para essa próxima safra. Agora o jeito é esperar e aguardar as chuvas para iniciar o plantio de uma nova safra de grãos, que tem tudo para ser boa.

Figura 1. Anomalia das chuvas previstas para o trimestre setembro/outubro/novembro para a América do Sul. (fonte: NOAA/CFSv2)

Figura 2. Modelo de previsão de ENSO – El Niño/La Niña (fonte: Bureau of Meteorology Australian)

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PERFIL DO PRODUTOR

JÚLIO MÁRCIO FERREIRA JACINTHO

TRADIÇÃO E EMPREENDEDORISMO DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO Ainda criança, com cerca de 2 anos, sua mãe perguntou o que ele queria ganhar de presente de aniversário. Disse Quero ter uma fazenda desse tamanho - e abriu os braços com muito entusiasmo. O sonho de criança viria a se cumprir com sua sonhada fazenda e com a continuidade da tradição da família Jacintho. Nesta edição da Revista Copasul, fomos até a Fazenda Três Irmãos (ou Vaca Branca, com é também conhecida), em Naviraí, conversar com o Sr. Júlio Márcio Ferreira Jacintho. Além da história pessoal, a Fazenda Três Irmãos é um local rico em memória, consciência ambiental e união familiar. Aos 55 anos, Júlio é daquelas pessoas que conhece bem suas origens e mantêm vivos seus princípios. Com um jeito calmo e carismático, não se importa em passar longas horas contando um pouco da sua vida. Fazendeiro nato, deu continuidade ao legado de seu pai, e ao lado dos irmãos 22

comanda um dos empreendimentos de maior sucesso no ramo agropecuário de Mato Grosso do Sul, em gestão, respeito ao meio ambiente e capacidade produtiva. Cuidado herdado do pai e do avô, nomes importantes na história da agropecuária nacional. Foi o avô que ensinou à família uma lição para a vida toda. “Meu avô começou muito cedo com comércio de gado em Minas e na crise de 1929 ele precisou vender praticamente tudo o que tinha pra honrar dívidas, e temos uma frase na nossa família que surgiu nessa época: podemos perder tudo, menos a honra! Damos muito valor ao que construímos e aos nossos princípios”, conta Júlio. Desde muito cedo o amor pela terra esteve presente na vida do cooperado. “Eu e meus irmãos fomos criados com duas prioridades: a educação, que meu pai entendia que era o mais importante para deixar para um filho e o contato

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PERFIL DO COOPERADO com as fazendas, inicialmente na de Presidente Prudente e aos 13 anos, vindo para as do Mato Grosso do Sul. Eu tenho uma lembrança nítida, que quando tinha 11 anos minha preocupação era me preparar para fazer agronomia na ESALQ (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) em Piracicaba, onde meu pai se formou. E por coincidência, me formei 40 anos depois dele. Após formado, fui fazer meu mestrado em economia agrícola na Flórida e na sequência vim pra cá e morei na fazenda por oito anos”. Ele começou a trabalhar na fazenda como agrônomo em 1986 e na época praticamente não existiam lavouras de soja na região. O pai de Júlio já nos anos de 1970 foi um dos primeiros a plantar soja na região de Presidente Prudente e, juntamente com a agricultura, tinha uma visão com muita consciência ambiental e foi com essa perspectiva que introduziram a agricultura na Fazenda, em Naviraí. “Eu me criei ouvindo duas coisas do meu pai, conservação de solo e preservação do meio ambiente e isso sempre esteve muito presente no dia a dia familiar”. A fazenda, inclusive doou uma área para a criação de Parque Natural Municipal de Naviraí , que será o maior parque municipal de Mato Grosso do Sul, e contíguo ao Parque Estdual Várzea do Rio Ivinhema.

Na década de 80, na Fazenda Vaca Branca.

A fazenda já teve uma fase com arrendatários, mas desde 2008 essa atividade agrícola funciona como parceria. “O Pedro Vivian hoje é nosso parceiro agrícola e uma pessoa de extrema habilidade agrícola. Hoje, somando-se as áreas tocadas em parceria com as de agricultura própria temos na Fazenda quase 5 mil ha em agricultura. E na assistência técnica, contamos com a Copasul, na pessoa do Guido de maneira muito próxima. Temos na Cooperativa um ponto de apoio fundamental para nossa agricultura. Aliás, no estado de Mato Grosso do Sul, sem dúvidas, a Copasul é muito importante no universo do cooperativismo. Posso dizer que

os melhores amigos meus em Naviraí são da Copasul”. Quando chega a safrinha, em aproximadamente 30% da área agrícola total - ou seja 1.500 ha, é plantado pasto de inverno para bezerros que vem das fazendas de cria de outras regiões do Estado. “Esse é o nosso conceito de integração lavoura e pecuária, que é a utilização de parte da área de soja em pastagem de inverno. Apenas no período da safrinha”.

Júlio com o irmão e o sobrinho: parceria na família e nos negócios.

UNIÃO FAMILIAR E NOVAS GERAÇÕES Um empreendimento que está praticamente na 4º geração, precisa de união e diálogo para se manter. “A nossa família é muito unida, tenho com os meus irmãos sócios, uma comunicação e troca de ideias muito boa. Nós últimos 6 anos temos um trabalho muito sério de gestão e sucessão, para dar continuidade aos nossos empreendimentos. Hoje já contamos com os três filhos do meu irmão no trabalho diário. Nós, irmãos, entendemos que é muito mais fácil trabalhar em conjunto do que sozinhos. Acredito que a empresa familiar tem que ser gerida com satisfação. A liberdade para as futuras gerações você dá na medida em que mostra as escolhas que a pessoa tem. Gosto de trazer a família para fazenda e nós temos tido a sorte das novas gerações sempre terem gostando desse trabalho que foi iniciado pelo meu avô, passou pelo meu pai e foi mantido por nós”. É dessa forma que Júlio dá continuidade aos negócios da família, sempre com visão empreendedora e guiado pelos princípios que conduzem a família Jacintho há gerações. “Me considero um profissional realizado! Não me vejo fazendo outra coisa e trabalho com prazer. Acordo cedo para acompanhar tudo na pecuária e na parte agrícola e é uma felicidade também ter uma boa equipe, capacitada e motivada! Eu sinto na fazenda uma energia muito positiva e um clima muito alegre no ambiente de trabalho, e isso é muito gratificante”, completou. revista copasul

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RESPONSABILIDADE SOCIAL

DIA DE COOPERAR MOBILIZOU VOLUNTÁRIOS DA COPASUL A cada ano, a Copasul se engaja mais e os voluntários se mobilizam pelo Dia C – Dia de Cooperar. Nos dias 29 de junho e 01 de julho os voluntários da cooperativa estiveram envolvidos nesta grande mobilização nacional que somente em Mato Grosso do Sul contou com mais de 700 voluntários. A Copasul participa há anos dessa mobilização e em 2017 as ações que vamos mostrar foram realizadas em Naviraí, Deodápolis, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul e Maracaju. 24

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RESPONSABILIDADE SOCIAL

TARDE RECREATIVA PARA CRIANÇAS

O Dia de Cooperar da Copasul mobilizou um grande número de voluntários em Deodápolis numa ação que ofereceu um dia de lazer e diversão para diversas crianças. No dia 01 de julho a ação foi feita na Quadra Poliesportiva do Bairro Santa Terezinha através da parceria entre a Cooperativa, Sicredi e Prefeitura Municipal

de Deodápolis. Aproximadamente 120 crianças foram beneficiadas com brincadeiras, distribuição de brinquedos novos e usados. Aos participantes também foi servido cachorro quente, algodão doce, pipoca, refrigerantes e pirulitos. Também foram realizadas apresentações de Dança Country e HipHop.

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RESPONSABILIDADE SOCIAL PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE E AÇÃO NA APAE EM NAVIRAÍ Em Naviraí foram feitas duas ações que mobilizaram ao todo mais de 100 voluntários. A primeira foi realizada no dia 29 de junho na Apae de Naviraí. Com plantio de grama e construção de um jardim sensorial. “É uma benfeitoria a mais na APAE e é muito relevante ver essas pessoas pensando em fazer isso. Para as crianças isso vai ser muito bom e funcional, auxiliando no desenvolvimento das mesmas. Nós só temos a agradecer por essas pessoas voltarem seus olhares para nossa Instituição”, disse a Presidente da Apae, Daniele Freitas Mota. No dia 01 de julho, foi feita a segunda ação. Um trajeto de pedal e depois o plantio de cerca de 500 mudas em uma área de preservação no município. A ação foi uma parceria com a Prefeitura de Naviraí, através da Gerência

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de Meio Ambiente e a GEBIO (Grupo de Estudos em proteção a biodiversidade), que doou as mudas.

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RESPONSABILIDADE SOCIAL DOAÇÃO DE ALIMENTOS Em Nova Andradina e Novo Horizonte do Sul a ação propiciou a doação de alimentos para instituições locais.

AÇÃO SOCIAL E REFORMA DE COZINHA EM MARACAJU No dia 01 de julho foi realizada uma grande mobilização promovida pelos colaboradores da Unidade de Maracaju no Projeto Atitude Social. A equipe ofereceu aos moradores do bairro e demais localidades diversas atividades, como aferição de pressão e cálculo do IMC; corte de cabelo; ação educativa de cuidados dentários, sendo que também foram distribuídos kits com escova de dentes e creme dental; atividades de lazer infantil como, cama elástica, piscina de bolinhas e aula de zumba. A Copasul também promoveu a reforma da cozinha do projeto, fazendo doações de fogão, mesa e arcando com a pintura do local. Agora, o local poderá ofertar lanches para os participantes das oficinas. O projeto Atitude Social oferece várias atividades para cerca de 150 pessoas. “A ação promovida foi bem organizada e bem aceita pelo público,

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atingindo assim nosso objetivo como colaborador, deixando um incentivo e melhoria para o pessoal da comunidade local” disse o colaborador André Soares Vieira, da Unidade de Maracaju.

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PALAVRA DO ESPECIALISTA MERCADO

EXPORTAÇÃO É PEÇA-CHAVE PARA O MERCADO DE MILHO Fernando Muraro Jr.

Depois de uma redução de 38% nas exportações de milho 2015/16, causada pela quebra da segunda safra no ano passado, o Brasil está de volta à briga pelo posto de segundo maior exportador do cereal, atrás dos EUA e à frente de Argentina e Ucrânia. Em julho, o Brasil bateu recorde de exportação para o mês, ao embarcar 2,3 milhões de toneladas. A expectativa da AgRural é de que a temporada termine, em janeiro próximo, com exportação total de 30 milhões de toneladas, voltando ao patamar de antes da quebra de 2016. Tradicionalmente, os embarques brasileiros se concentram no segundo semestre e têm seu pico em outubro. Para o produtor, é fundamental que as exportações sejam fortes, pois elas enxugam o excesso de oferta e aliviam a pressão negativa sobre os preços. Mas, mesmo que as vendas externas consigam chegar a 30 milhões de toneladas, os estoques finais da temporada 2016/17 devem ficar em torno de 15 milhões de toneladas e serem os mais altos da história, devido à produção recorde. O retorno à condição de grande exportador, aliás, tem acontecido a preços mais baixos. O preço médio FOB porto de julho de 2017 ficou em US$ 153,70 por tonelada, com queda anual de 13%, segundo a Secex. Além disso, as vendas externas precisam contar com a força extra dos leilões de Pepro e PEP. Na soma dos leilões realizados de maio a julho, 6 milhões de toneladas receberam o complemento de preço. A maior parte – 5,7 milhões de toneladas – foi para milho de Mato Grosso, mas também houve negócios em Mato Grosso do Sul (141 mil toneladas) e Goiás (113 mil). Além do preço baixo, outro desafio para o Brasil é a competição da Argentina, que produziu recordes 40 milhões de toneladas, dos quais 27,5 milhões devem ser exportados. A briga com os EUA também é boa. Com produção recorde na safra passada, os americanos devem fechar a temporada comercial 2016/17, em 31/ago, com

exportação de 56,5 milhões de toneladas – volume mais alto desde 2007/08. A maior parte desse milho já foi despachada para os importadores, que aproveitaram a oferta farta para se abastecer.

BRASIL EXPORTAÇÃO DE MILHO

SECEX/AGRURAL Em milhões de toneladas. *Estimativa AgRural ago/17 para 2016/17.

MILHO PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS EXPORTADORES MUNDIAIS

USDA/AGRURAL *USDA jul/17.

Fernando Muraro Jr. é engenheiro agrônomo e analista de mercado da AgRural Commodities Agrícolas (www.AgRural.com.br)

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Foto: Ariane Silva

CD INSUMOS

COPASUL INAUGUROU NOVO CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO DE INSUMOS No dia 22 de junho foi inaugurado em Naviraí o novo Centro de Distribuição de Insumos da Copasul. O local visa otimizar a entrega de defensivos agrícolas aos cooperados, sendo que possui mais de 6 mil metros quadrados e capacidade para aproximadamente 5 mil posições porta-paletes, que são estruturas para armazenagem de paletes, que permitem verticalizar o estoque, multiplicando a capacidade de armazenagem. A inauguração contou com a presença de colaboradores, parceiros comerciais, cooperados, autoridades locais e imprensa. Durante o evento, o Presidente da Cooperativa, Gervásio Kamitani, destacou a importância do local. “A produção agrícola dos nossos cooperados tem crescido muito nos

A produção agrícola “ dos nossos cooperados tem crescido muito nos últimos anos, e isso gera a necessidade de aumento da nossa capaciadade de armazenagem e investimento de melhorias na nossa infraestrutura.

Palavras de Gervásio Kamitani, presidente da Copasul

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CD INSUMOS

A Gerente Comercial de Insumos, Sandra Mª. Guido, apresenta equipe que vai atuar no local.

últimos anos, e isso gera a necessidade de aumento da nossa capacidade de armazenagem e, investimento de melhorias na nossa infraestrutura. O Setor de Insumos tem crescido muito nos últimos anos e esse investimento tornou-se necessário para atender a demanda dos nossos associados de forma eficiente e prática”. Também esteve presente, o Vice-Presidente, Nelson Antonini e demais diretores.

O Prefeito de Naviraí, Izauri de Macedo, também enalteceu a importância do investimento e da Copasul para o município de Naviraí. Também esteve presente o Presidente da Câmara de Naviraí, Jaimir José da Silva, “Jamil Bem bom”, o pároco da Paróquia Nossa Senhora das Graças, Padre Ajaí, Cláudio Zili, analista de Projetos/ Grandes Empresas – BRDE. O local está sediado próximo ao Silos Aeroporto.

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Fundação MS para Pesquisa e Difusão d e Te c n o l o g i a s A g r o p e c u á r i a s

Tabela 2 - Produtividade (sc ha-1), ciclo (dias) e altura (cm) de cultivares de soja convencional, semeadas na 1ª época (21/09/2016), em Naviraí-MS, safra 2016/17. Prod (sc/ha)

Ciclo (dias)

BRS284

Cultivar

43.3

113

62

BR12-2228

44.0

113

55

42.3

115

60

43.2

BRS511

A Copasul conta com a parceria da Fundação MS para difundir pesquisas que possam orientar e auxiliar o produtor rural. A partir desta edição, a Revista Copasul irá publicar os resultados de pesquisas da instituição na região. As tabelas a seguir são referentes aos resultados de produtividade da soja na safra 2016/17 das áreas experimentais de pesquisa em Naviraí e em Dourados.

Média

SSP = Super-precoce; P = precoce, SMP = Semi-precoce, M = médio e T = Tardio Tabela 3 - Produtividade (sc ha-1), ciclo (dias) e altura (cm) de cultivares de soja RR e IPRO, semeadas na 2ª época (18/10/2016), em Naviraí-MS, safra 2016/17. Cultivar DS6716-IPRO

ENSAIOS DE CULTIVARES DE SOJA EM NAVIRAÍ-MS SAFRA 2016/17 Engº Agrº. Dr. André Ricardo Gomes Bezerra - Pesquisador da FUNDAÇÃO MS. e-mail: andrebezerra@fundacaoms.org.br 1 - METODOLOGIA Local: Unidade de Pesquisa Naviraí - Fazenda Santa Rosa Data de semeadura - 1ª Época: 21/09/2016 Data de emergência - 1ª Época: 26/09/2016 Data de semeadura - 2ª Época: 18/10/2016 Data de emergência - 2ª Época: 23/10/2016 Cultura anterior: Milho Tratamento de sementes: PIRACLOSTROBINA (25 g/L) + TIOFANATO METÍLICO (225 g/L) + FIPRONIL (250 g/L) na dose 100 ml/50 kg sementes. Tamanho da parcela: 5 linhas x 14m x 0,50m de espaçamento entre linhas. Número de repetições: 02 Adubação de manutenção: 320 kg/ha de 02-20-20 2 - RESULTADOS Tabela 1 - Produtividade (sc ha ), ciclo (dias) e altura (cm) de cultivares de soja RR e IPRO, semeadas na 1ª época (21/09/2016), em Naviraí-MS, safra 2016/17. -1

Cultivar

Prod(Sc ha-1)

Ciclo (dias)

Altura (cm)

BRS1001-IPRO

46.1 a1

113

52

BRS1003-IPRO

45.4 a

117

45

ICS1835-RR

44.8 a

118

50

TEC7849-IPRO

44.2 a

122

48

NS7709-IPRO

43.1 a

124

50

ICS1332-RR

42.1 b

119

42

TEC7022-IPRO

41.0 b

123

58

NS6601-IPRO

40.9 b

113

45

NS6828-IPRO

40.3 b

115

50

BMX-PONTA-IPRO

40.1 b

117

55

BMX-POTÊNCIA-RR

39.0 b

119

48

BRS388-RR

38.3 b

114

47

BMX-VALENTE-RR

38.0 b

115

47

CSR266-RR

37.3 b

120

43

TMG7067-IPRO-INOX

36.4 b

111

50

CSR228-RR

36.2 b

115

45

CSR268-RR

36.1 b

117

48

CSR286-RR

35.7 b

116

45

TEC6702-IPRO

35.0 b

114

50

BMX-ÍCONE-IPRO

34.5 b

114

45

NS6390-IPRO

31.9 c

112

40

BMX-GARRA-IPRO

31.1 c

113

45

BS2606-IPRO

31.0 c

112

42

NS6535-IPRO

28.3 c

111

40

CSR248-RR

27.1 c

113

38

Média

37.7

CV(%)

7.5

Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem entre si ao nível de 5%, pelo teste Scott & Knott modificado por Bhering et al. (2007). SSP = Super-precoce; P = precoce, SMP = Semi-precoce, M = médio e T = Tardio 1

34

Altura (cm)

GMR 60.5 a1

SYN1561-RR

60.1 a

NS6828-IPRO

59.4 a

ICS1931-RR

58.9 a

DM61i59RSF-IPRO

57.0 a

TEC6702-IPRO

57.0 a

M6410-IPRO

56.7 a

5D6215-IPRO

55,7 a

TMG7063-IPRO-INOX

55.5 a

ADV4317-IPRO

55.1 a

BRS1003-IPRO

54.9 a

FTX434M02-IPRO

54.7a

CZ36B31-IPRO

54.6 a

SYN1562-IPRO

54.5 a

NS6823-RR

54.5 a

FTX434P01-IPRO

54.4 a

CSR286-RR

53.8 a

BRS388-RR

53.4 a

BRS434-RR

53.1 a

M5947-IPRO

53.0 a

CSR268-RR

53.0 a

BRS413-RR

52.9 a

BRS435-RR

52.7 a

BMX-ÍCONE-IPRO

52.7 a

CSR266-RR

52.4 a

FTR4160-IPRO

52.1 a

DM6563RSF-IPRO

52.0 a

PRODUZA-IPRO-INOX

51.9 a

CZ26B42-IPRO

51.0 a

CSR248-RR

49.8 a

DS5916-IPRO

49.6 a

NS6601-IPRO

49.3 a

NS7709-IPRO

49.0 a

NS5909-RR

49.0 a

SYN13671-IPRO

48.6 a

ADV4341-IPRO

48.5 a

BMX-POTÊNCIA-RR

48.2 a Média do grupo a

ICS1332-RR

53.5 47.7 b

BRS1001-IPRO

47.6 b

FTR2161-RR

45.4 b

CSR228-RR

45.0 b

ICS1835-RR

44.8 b

BMX-TURBO-RR

43.9 b

NS6535-IPRO

43.4 b

TMG7067-IPRO-INOX

42.8 b

FTR3156-IPRO

42.2 b

NS6390-IPRO

42.0 b

BMX-GARRA-IPRO

41.9 b

PRE6336-RR

39.8 b

SYN1359S-IPRO

39.0 b

FTR2557-RR

38.9 b

SYN1059-RR

37.4 b

SYN13561-IPRO

36.9 b Média do grupo b

42.4

Média Geral

50.1

CV(%)

8.7

Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem entre si ao nível de 5%, pelo teste Scott & Knott modificado por Bhering et al. (2007). SSP = Super-precoce; P = precoce, SMP = Semi-precoce, M = médio e T = Tardio

1

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Tabela 4 - Produtividade (sc ha-1), ciclo (dias) e altura (cm) de cultivares de soja convencional, semeadas na 2ª época (18/10/2016), em Naviraí-MS, safra 2016/17. Cultivar

Fundação MS para Pesquisa e Difusão d e Te c n o l o g i a s A g r o p e c u á r i a s

Prod. (sc ha-1)

BRS511

55.8

BRS317

54.0

BRS12-2228

54.0

BRS284

51.8

BRS397-CV

46.6

BRS414-CV

41.3

50.6

Média

SSP = Super-precoce; P = precoce, SMP = Semi-precoce, M = médio e T = Tardio

ENSAIOS DE CULTIVARES DE SOJA EM DOURADOS-MS (SILO COPASUL) – SAFRA 2016/17

Tabela 1 - continuação

Engº Agrº. Dr. André Ricardo Gomes Bezerra - Pesquisador da FUNDAÇÃO MS. e-mail: andrebezerra@fundacaoms.org.br 1 - METODOLOGIA Local: Unidade de Pesquisa Dourados - Silo Copasul Data de semeadura - 1ª Época: 01/11/2016 Data de emergência - 1ª Época: 06/11/2016 Data de semeadura - 2ª Época: 02/12/2016 Data de emergência - 2ª Época: 07/12/2016 Cultura anterior: Milho Tratamento de sementes: PIRACLOSTROBINA (25 g/L) + TIOFANATO METÍLICO (225 g/L) + FIPRONIL (250 g/L) na dose 100 ml/50 kg sementes. Tamanho da parcela: 5 linhas x 14m x 0,50m de espaçamento entre linhas. Número de repetições: 02 Adubação de manutenção: 320 kg/ha de 02-20-20 2 - RESULTADOS Tabela 1 - Produtividade (sc ha-1), ciclo (dias) e altura (cm) de cultivares de soja RR e IPRO, semeadas na 1ª época (01/11/2016), em Dourados-MS (Silo Copasul), safra 2016/17.

Cultivar

Prod(Sc ha-1)

Ciclo (dias)

PRODUZA-IPRO-INOX

54.6 b

103

Altura (cm) 87

NS7709-IPRO

54.3 b

90 80

DS6716-IPRO

54.2 b

GMAX-CANCHEIRO RR

53.4 b

95

FTR4160-IPRO

53.2 b

80

NS7300-IPRO

53.2 b

70

M7198-IPRO

53.0 b

105

NA5909-RR

52.9 b

104

70

TEC6702-IPRO

52.5 b

80

BMX-TURBO-RR

49.0 c

104

78

TEC7849-IPRO

46.0 c

122

110

Média

56.7

CV(%)

3.9

Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem entre si ao nível de 5%, pelo teste Scott & Knott modificado por Bhering et al. (2007). SPP = Super-precoce; P = precoce, SMP = Semi-precoce, M = médio e T = Tardio

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Tabela 2 - Produtividade (sc ha-1), ciclo (dias) e altura (cm) de cultivares de soja RR e IPRO, semeadas na 2ª época (02/12/2016), em Dourados-MS (Silo Copasul), safra 2016/17. Cultivar

Prod (Sc ha-1)

Ciclo (dias)

Altura (cm)

TEC6702-IPRO

56.1 a1

Cultivar

Prod(Sc ha-1)

Ciclo (dias)

Altura (cm)

AS3680-IPRO

55.7 a

AS3680-IPRO

63.3 a1

83

NS6823-RR

55.4 a

100

105

M6210-IPRO

62.2 a

85

DONMARIO7.0i-RR

53.8 a

96

87

AS3610-IPRO

61.8 a

80

NS6828-IPRO

53.3 a

100

TMG7067-IPRO-INOX

61.8 a

73

M6410-IPRO

52.2 a

BMX-ÍCONE-IPRO

61.8 a

85

TEC7022-IPRO

49.6 b

TMG7062-IPRO-INOX

61.6 a

95

SYN13671-IPRO

48.8 b

NS6823-RR

60.8 a

85

PRODUZA-IPRO-INOX

48.4 b

INT6300-RR

60.3 a

85

TMG7067-RR-INOX

47.5 b

M5947-IPRO

59.7 a

83

BMX-VALENTE-RR

46.0 c

94

75

SYN13671-IPRO

59.4 a

80

BRS388-RR

45.3 c

ADV4341-IPRO

59.2 a

95

SYN1163-RR

45.0 c

TMG7262-RR-INOX

59.1 a

104

70

BMX-TURBO-RR

44.7 c

96

82

ADV4672-IPRO

59.1 a

110

ADV4317-IPRO

44.6 c

TEC7022-IPRO

59.0 a

85

NS6700-IPRO

44.3 c

93

90

BMX-POTÊNCIA-RR

58.4 a

92

NS7709-IPRO

42.9 c

95

85

BS2606-IPRO

58.0 a

80

AS3730-IPRO

42.9 c

BRS1003-IPRO

56.9 b

80

BRS1003-IPRO

42.8 c

5D6215-IPRO

56.8 b

85

ADV4672-IPRO

42.0 c

M6410-IPRO

56.7 b

73

INT6300-RR

41.9 c

BRS413-RR

56.6 b

78

BMX-POTÊNCIA-RR

41.4 c

100

90

ADV4317-IPRO

56.6 b

67

BMX-ÍCONE-IPRO

40.8 c

98

92

BMX-VALENTE-RR

56.3 b

85

GMAX-CANCHEIRO-RR

37.1 c

97

92

BRS1001-IPRO

56.2 b

90

FTS4160-IPRO

28.1 d

DS5916-IPRO

55.9 b

90

Média

45.9

NS6700-IPRO

55.6 b

85

CV(%)

5.1

BRS388-RR

55.5 b

80

BS2640-RR

55.0 b

80

BMX-GARRA-IPRO

54.8 b

90

SYN1562-IPRO

54.7 b

80

Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem entre si ao nível de 5%, pelo teste Scott & Knott modificado por Bhering et al. (2007). SPP = Super-precoce; P = precoce, SMP = Semi-precoce, M = médio e T = Tardio

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GIRO RÁPIDO XXIII TICOOP

Nos dias 24 e 25 de junho cerca de cem atletas da Copasul participaram no Clube Indaiá, em Dourados, do XXIII TICOOP - Torneio de Integração Cooperativista. O torneio fez parte da programação da XI Semana do Cooperativismo, promovida pelo Sistema OCB/MS em comemoração ao Dia Internacional do Cooperativismo. Ao todo, participaram cerca de 700 atletas em 18 modalidades de diversas cooperativas do Estado.

COLETA ITINERANTE Coleta itinerante deEM DE EMBALAGENS embalagens em Deodápolis DEODÁPOLIS Práticas sustentáveis são de grande importância no campo e uma das essenciais é a destinação correta de embalagens vazias. No dia 29 de junho, tivemos a coleta itinerante de embalagens vazias de agrotóxicos, realizada na unidade da Copasul em Deodápolis. A coleta itinerante das embalagens é realizada todos os anos, num trabalho de Responsabilidade Socioambiental da Copasul, em parceria com a ARANAV (Associação de Revendedores de Agrotóxicos de Naviraí), tendo como público-alvo os produtores da região de Deodápolis. Neste ano, 29 produtores entregaram um volume total de 2,9 toneladas de embalagens vazias que serão destinadas ao centro de recebimento da ARANAV, em Naviraí.

Vice-Governadora de Mato Grosso do Sul visita fiação

Confira as conquistas dos atletas da Cooperativa: 1º Lugar - Futebol Suíço Master 2º Lugar - Futsal 2º Lugar - Vôlei feminino 2º Lugar - Cabo de guerra 3º lugar - Vôlei de praia masculino Além das disputas esportivas, a arrecadação de alimentos também era uma das modalidades do Torneio. Sendo que a Copasul conseguiu arrecadar, através da cooperação de seus colaboradores, cerca de 500 kg de alimentos.

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Em junho, a fiação Copasul recebeu a visita da Vice-Governadora de Mato Grosso do Sul, Rose Modesto. Foi uma oportunidade para ela conhecer de perto a indústria. “Para mim é uma honra visitar um sistema que nasceu principalmente do sonho de um homem que nós admirávamos e continuamos admirando pela bela história e pela semente que ele plantou, que foi o Sr. Sakae, e hoje pude conhecer de perto e ver esse importante setor da Copasul, que é a Fiação. Paramos para pensar em quantos Estados estão sendo abençoados pela produção que sai daqui de Naviraí. Num momento delicado do ponto de vista econômico, sabemos que a Fiação é uma das responsáveis até por ajudar a sustentar economicamente essa região, de forma especial essa cidade”, comentou a Vice-Governadora.

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Dia do Agricultor Copasul

No dia 28 de julho comemorou-se o Dia do Agricultor. Como forma de homenagear os agricultores, a Copasul preparou uma recepção especial para seus cooperados. Os agricultores e agricultoras foram recepcionados com um café nas Unidades de Deodápolis, Naviraí, Dourados, Novo Horizonte do Sul e Maracaju. Em Nova Andradina, foi realizada uma confraternização no período da tarde com um bate-papo sobre o recebimento de grãos na recém-inaugurada unidade de Amandina, município de Ivinhema. Em todas as Unidades os homenageados também receberam um brinde.

Exposição Fotográfica

COLETA ITINERANTE AlunosDE doEMBALAGENS projeto de Beisebol EM participam de Campeonato DEODÁPOLIS

Os alunos do projeto Beisebol para a Vida, que tem o apoio da Copasul, seguem participando de campeonatos. De 22 a 23 de julho nossos pequenos atletas participaram da 21ª edição do Torneio Taça Cidade de Presidente Prudente de Beisebol Interclubes, categoria T. Bol (para atletas de 6 a 8 anos), Pré-infantil (entre 9 e 10 anos) e Infantil (11 a 12 anos). O torneio contou com a participação de cerca de 200 atletas de cidades de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. Entre os objetivos da realização do evento, conforme a organização, estão as oportunidades de interação e de competição para os jovens adeptos da modalidade, além da divulgação do esporte, inserido recentemente na lista dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. SOBRE O PROJETO

Em Naviraí, além do café, os produtores puderam prestigiar a exposição com as fotos do III Concurso Fotográfico da Cooperativa. O concurso teve o objetivo de retratar momentos do dia a dia do campo e incentivar a prática da fotografia. Em 2017 foram recebidas 37 fotos, enviadas por cooperados, colaboradores, técnicos e pessoas da comunidade.

O Projeto Beisebol para a Vida teve início em 2005, com iniciativa da Copasul. O objetivo é apresentar o esporte para meninos entre 9 a 12 anos. Atualmente, há um convênio com a Escola Municipal José Martins Flores, cujo os alunos participam dos treinamentos de beisebol nos campos da Associação Nipo-Brasileira de Naviraí. Estima-se que já passaram pelo projeto mais de 100 alunos, que são treinados por voluntários, como o Gerente de Divisão Operacional da Cooperativa, Adroaldo Taguti e pelo Presidente, Gervásio Kamitani. A Copasul se orgulha em apoiar o Projeto Beisebol para Vida e outras iniciativas que beneficiem a comunidade. revista copasul

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RECEITA

TORRONE Receita da D. Terezinha Kamitani

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INGREDIENTES

MODO DE PREPARO

1 vidro de mel Karo® 2 xícaras de chá de açucar 2 xícaras de chá de amendoim torrado 500 gramas de amêndoa 1 pacote de flocos de arroz 1 pote de Amendrocrem®

Coloque o Karo® numa panela, junte o açúcar e aqueça por 5 minutos. Coloque o Amendocrem® e misture bem. Tire do fogo e acrescente o amendoim, as amêndoas e os flocos de arroz. Mexa bem e estenda numa forma untada. Em seguida, corte em quadrados.

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Copasul - 5ª Edição  

Confira a edição de Agosto, Setembro e Outubro.

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