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Edição nº 04 - Março/Abril/Maio - 2017

REVISTA

A Copasul está prestes a dar mais um grande passo na sua história: o faturamento recorde de 1 bilhão. Uma conquista de todos que fazem Leia a matéria na pág 14 parte dela.

O retrato de um visionário. Confira nossa homenagem ao Sr. Sakae Kamitani. Leia a matéria na pág 21 revista copasul

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revista copasul


REVISTA

Expediente

editorial

Diretoria Executiva Diretor-Presidente: Yoshihiro Hakamada Diretor Vice-Presidente: Claudinei Antigo Diretor Secretário: Everaldo Jorge dos Reis conselho de administração Aguinaldo Miguel de Souza Junior Claudinei Antigo Everaldo Jorge dos Reis José Carlos Marchetti Nelson Antonini Salazar José da Silva Sebastiaan Simon Petrus Spekken Yoshihiro Hakamada Conselho Fiscal Garon Alves de Paula Rubim Jose Sebastião Fernandes Fontes Paulo Sykora Filho Paulo Cardim Rodrigo Antonini Rodrigo de Pauli Fragnan Superintendente: Gervásio Kamitani Informativo Copasul: Uma produção da Assessoria de Comunicação da Copasul Jornalistas responsáveis: Gabriela Borsari – DRT 510/MS Glarin Bif – MTB 8980/PR Conselho editorial: Gervásio Kamitani, Yoshihiro Hakamada, Vanderson Brito, Rodrigo Bianchi de Oliveira e Antonio José Meireles Flores (Tuca) Fotos: Assessoria de Comunicação e Divulgação Projeto gráfico: Anima Lamps Entre em contato conosco: imprensa@copasul.coop.br (67) 3409-1234 copasul.coop.br facebook.com/copasul twitter.com/copasul youtube.com/copasulcooperativa A Revista Copasul não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos assinados. As pessoas que não constam no expediente da revista não tem autorização para falar em nome da publicação. É permitida a reprodução desde que citada a fonte.

Yoshihiro Hakamada Presidente da Copasul Logo no início de 2017 tivemos um grande baque, a perda do nosso fundador e Presidente, Sr. Sakae Kamitani, que aos 86 anos, se mantinha um visionário ativo na Copasul e na comunidade de Naviraí. A sua falta nos abalou muito, mas, a sua sabedoria é nossa inspiração para continuarmos atuando e fazendo com que a Copasul prospere e continue crescendo de forma sustentável para atender a demanda dos associados. Atuo na Copasul desde 2002 como associado e em 2006 entrei para o Conselho de Administração no cargo de Vice-Presidente e agora, assumi a Presidência por força do Estatuto da Cooperativa. Vamos continuar atuando em conjunto com Conselhos, time gestor, colaboradores e cooperados, para que a Copasul continue atingindo suas metas. Na primeira edição da Revista Copasul deste ano, trazemos algumas alterações, com um novo projeto visual e adotando a nomenclatura “Revista Copasul”. Nas próximas páginas vamos falar de uma das metas que o Sr. Sakae havia colocado, que é o faturamento do nosso primeiro bilhão. Uma meta que havia sido projetada para 2020 e que já no ano passado esteve muito próxima de ser alcançada. Além disso, você vai conferir uma homenagem ao Sr. Sakae Kamitani com o olhar de pessoas que conviveram com ele em diferentes momentos. No perfil do produtor, uma matéria com Elídio Ribeiro, de Deodápolis, que saiu da Bahia ainda criança, para prosperar em terras Sul-Mato-Grossenses. O Projeto de Responsabilidade Social, Boleiros Copasul também será retratado, além de outras matérias e artigos técnicos. Desejamos uma boa leitura da nossa revista!

boa leitura revista copasul

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SUMÁRIO

RUMO AO PRIMEIRO BILHÃO

CAPA pág. 14

Cooperação, planejamento e as ações que fazem com que a Copasul esteja próxima a faturar o seu primeiro bilhão.

Entrevista

pág. 06

José Luiz Tejon nos apresenta um panorama do agronegócio e sua importância para o Brasil.

COOPERADO 4

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pág. 08

palavra do especialista técnico

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Perfil

pág. 12

Conheça a história de Elídio Ribeiro, que saiu da Bahia ainda criança e veio fazer sua história em Mato Grosso do Sul, inclusive, tendo participação importante na instalação da unidade armazenadora da Copasul em Deodápolis.

homenagem

palavra do especialista CLIMA

pág. 19

pág. 21

O visionário e sonhador Sakae Kamitani pelo olhar de amigos e personalidades.

Responsabilidade social pág. 27 Voluntariado está levando o esporte de forma gratuita para meninos: conheça o projeto Boleiros Copasul.

giro rápido

pág. 31

Projeto Pedal Copasul, Resultado do Concurso de Produtividade do Milho e Seminário em Deodápolis, confirma um pouco dos nossos acontecimentos.

RECEITA

sorvete de mandioca

pág. 34

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ENTREVISTA - José Luiz Tejon

SEM COOPERATIVISMO NÃO EXISTE FUTURO Nessa edição trazemos a entrevista de uma personalidade reconhecida no Brasil e no mundo. Com uma história de vida marcante, José Luiz Tejon tem 33 livros em autoria e coautoria. Seu último livro, o best seller “Guerreiros não nascem prontos”, foi destaque em 2016. Fala sobre a arte da superação, educação e autoajuda. Com um currículo invejável, Tejon é mestre em arte e cultura pelo Mackenzie, Dr. em Pedagogia da Superação pela UDE/Uruguai; Jornalista e publicitário formado pela Casper Líbero. Administrador com ênfase em marketing, com especializações na Pace University/EUA, Harvard/EUA, e MIT/EUA. Em liderança tem especialização no INSEAD/França. Nesta entrevista ele fala sobre o agronegócio e seus desafios no mercado atual, além de ações de comunicação e marketing para esse setor.

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entrevista

Revista Copasul: Qual é o cenário para o agronegócio brasileiro em 2017? Um cenário melhor, com mais confiança, apesar de sempre existirem fatores incontroláveis presentes no agronegócio. Por isso a gestão de precisão é vital para diminuir as incertezas. RC: E para o cooperativismo? Sem cooperativismo não existe futuro. A cooperação determina o progresso. Os lugares mais adiantados do mundo são aqueles onde existe o cooperativismo. Os mais atrasados onde não existem cooperativas. Portanto, onde ocorre a pobreza é pela falta de cooperativismo. As cooperativas existem da coragem, e da confiança. E claro, de muita liderança, como tem sido o belíssimo exemplo da Copasul que nesta edição traz uma homenagem ao Sr. Sakae. RC: Qual a importância do cooperativismo para o agronegócio? No cooperativismo ocorre uma possibilidade para todos progredirem e atingirem a riqueza, o acesso à educação e ao desenvolvimento fica compartilhado. E mais do que isso, ocorre um clima, um ambiente que sinergiza as forças criadoras em benefício de todos. No agronegócio não há possibilidade de produtor bem sucedido sozinho, isolado. Cooperativismo é o único meio para a imensa maioria dos mais de 1 bilhão de produtores rurais no mundo e os 5 milhões no Brasil. RC: Como desenvolver novos líderes nesse segmento? Filosofia, valores e a construção de caráter. Desenvolva o pensamento e isso cria uma ação. A ação se transforma em hábito, o hábito vira caráter. Com o caráter enfrentamos qualquer destino, e acima de tudo o construímos. Dessa forma liderança na cooperativa representa formação de caráter elevado e evoluído. RC: Você acredita que a população em geral consegue ver a importância do agronegócio para a economia e desenvolvimento do Brasil? A população brasileira está vendo e aprendendo a valorizar o agronegócio. A atual campanha da Globo O Agro é Pop, tem ajudado muito nisso e as notícias do agro surgem agora, em meio à crise, como o setor que não permitiu que o Brasil afundasse. Mas temos muita educação para fazer com o povo em geral.

RC: Ações de marketing podem auxiliar nesse trabalho, a exemplo da Campanha Agro é Tech? Sim, a campanha Agro é Tech é Pop é um bom começo. Vale parabenizar o Sr. Willy Haas, diretor da Globo e também agropecuarista no Rio Grande do Sul, que realiza esta campanha. Mas temos muita coisa para fazer, como ensinar o consumidor que o alimento cada vez mais será resultado da ciência, e da gestão e muito distante da velha ideia romântica do que “em se plantando tudo dá”. Ao contrário, o Brasil aprendeu a cultivar em terras fracas, um feito da mulher e do homem do campo.

“No cooperativismo

ocorre uma possibilidade para todos progredirem e atingirem a riqueza, o acesso à educação e ao desenvolvimento fica compartilhado. E mais do que isso, ocorre um clima, um ambiente que sinergiza as forças criadoras em benefício de todos

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COOPERADO

8ª Jornada da Soja em Naviraí reúne cooperados e técnicos Em janeiro ocorreu a 8ª Edição da Jornada Técnica da Soja, em Naviraí, que reuniu cerca de 150 pessoas. O evento incentiva a troca de experiência e a atualização de informações entre produtores e técnicos. Cooperados das regiões de Naviraí, Deodápolis e Nova Andradina estiveram presentes, além de técnicos de todas as unidades da Cooperativa e parceiros comerciais. A programação contou com a palestra “A importância da Tecnologia de Aplicação”, com o consultor Menotti Mattoso Junior. Os participantes também visitaram a UDT (Unidade de Difusão de Tecnologia) da Copasul, em Itaquiraí, para ver o desempenho de cultivares de soja e demais trabalhos coordenados pela Cooperativa. A Unidade tem como objetivo fortalecer os cooperados através da validação e divulgação de tecnologias para a agricultura regional. No local, os trabalhos foram apresentados pelos agrônomos da Copasul, Helton Funai, Maicon Jorge Gonçalves e Rodolfo Takeshita. Durante a manhã, os participantes ainda visitaram a Fazenda Meio Século, para 8

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acompanhar uma apresentação sobre “Comparativo de uso de equipamentos para descompactação”, conduzida pelo agrônomo, João Vinicius S. Panacho. O almoço foi realizado na Fazenda Santa Rosa, em Naviraí. No local foram apresentados os trabalhos de pesquisa da Fundação MS, com os pesquisadores Carlos Pitol e Douglas de Castilho Gitti e a apresentação do consultor Aroldo Marochi , sobre o “Manejo de Plantas Daninhas”.

Participantes da Jornada Técnica 2016


COOPERADO

A opinião deles sobre o evento: “Foi um dia extremamente produtivo e necessário, proporcionando um aproveitamento técnico muito alto. Qualidade técnica tanto do corpo técnico da Copasul quanto dos profissionais trazidos hoje aqui, como da Fundação MS. E paralelo a isso, foi uma oportunidade de conversar com técnicos e produtores da região”. Júlio Marcio Ferreira Jacintho, de Naviraí, Cooperado da Copasul. “É a primeira vez que participo, e achei um evento muito bom e dinâmico. Um dos diferenciais foi essa confraternização e união entre os produtores. Teve um momento de oração também, demonstrando que o objetivo é amizade, e não só chamar o produtor para negociar, isso é muito interessante, é muito válido ver essa iniciativa da Cooperativa. Pra mim também foi uma oportunidade de conhecermos melhor a estrutura da Copasul, técnicos e outros cooperados. Estou muito satisfeito”. Leandro Bim Cavalieri, de Nova Andradina, Cooperado da Copasul.

“Achei tudo muito positivo, principalmente com o que foi apresentado na UDT, por ser um experimento muito próximo da nossa realidade, com variedades que estamos utilizando no momento. As demais palestras também foram muito boas. É um dia que traz muita informação e o produtor ganha muito com isso”. José Carlos Marchetti, de Naviraí, Cooperado da Copasul.

“É a terceira vez que participo e é sempre um evento muito positivo. Pudemos ver o contraste com variedades da nossa região e manejo diferente. Voltamos com uma bagagem boa para levar pra casa. Sempre agregando conhecimentos e melhorias no dia a dia. Parabenizo a equipe e coordenação”. Marcos Sartor, de Deodápolis, Cooperado da Copasul.

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Racionalidade no controle de percevejos e lagartas

Racio

Inseticida Acefato com ação sistêmica, de contato e ingestão e muito eficiente no controle de percevejos e lagartas. Importante para o manejo de resistência por ser um grupo químico alternativo aos neonicotinóides, Racio é apresentado em uma inovadora embalagem hidrossolúvel de múltiplas camadas envolto por uma caixa externa mais resistente, a qual proporciona menor emissão de odor, segurança ao aplicador e maior vida útil ao produto. Racio, é praticidade, economia e eficiência.

Restrição Estadual: verificar bula do produto.

IMPORTANTE Denuncie. Não arrisque sua liberdade. Diga não aos agrotóxicos ilegais. Para sua proteção, respeito à saúde pública, ao meio ambiente e à segurança no trabalho, nunca use produtos falsificados e contrabandeados, é crime. Disque Denúncia Agrotóxicos Ilegais: 0800 940 7030

ADVERTÊNCIAS Este produto é perigoso à saúde humana, animal e ao meio ambiente. Leia atentamente e siga rigorosamente as instruções contidas no rótulo, na bula e na receita, e faça-o a quem não souber ler. Utilize sempre os equipamentos de proteção individual. Nunca permita a utilização do produto por menores de idade. CONSULTE SEMPRE UM ENGENHEIRO AGRÔNOMO. VENDA SOB RECEITUÁRIO AGRONÔMICO.

Informe-se sobre e realize o manejo integrado de pragas e o de resistência a doenças e plantas daninhas. Descarte corretamente as embalagens e restos de produtos.

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Uma empresa brasileira que acredita e investe no setor produtivo.


palavra do especialista Técnico

Manejo de percevejo barriga verde na cultura do milho controles de percevejos no manejo

1º aplicação: ideal milho com 1 ou 2 folhas

O percevejo barriga verde, tem se constituído praga de grande importância na cultura do milho e duas espécies têm sido encontradas, sendo Dichelops furcatus e o D. melacanthus. Esta última é a mais abundante e a mais facilmente encontrado nas culturas de milho e trigo. São igualmente prejudiciais e injetam toxinas no colo das plântulas durante o processo de alimentação. Têm prejudicado o milho na fase inicial, reduzindo o estande, prejudicando o vigor das plântulas e provocando o perfilhamento exagerado e quando o ataque ocorre na primeira e/ou na segunda semana da emergência das plantas, os danos provocados pelo inseto são mais intensos. Ciclo da praga: total de 29 dias, podendo variar de 21 a 40 dias; efetua em média 13,5 (9-15) ovos/postura; incubação dos ovos = 4 dias e período ninfal de 19 dias. O manejo da praga deve ser realizado através de Monitoramento; Tratamento de Sementes e Pulveri-

Eng. Agr. Dr. Silvestre Bellettini UENP-CLM

de acordo com o monitoramento, repetir aplicação

zações Complementares de Inseticidas com horário de aplicação das 7 às 13h e das 16 às 19h.

Fatores críticos para manejar o percevejo barriga-verde • •

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Fazer o controle correto das plantas daninhas; O tratamento de sementes é indispensável (Os neonicotinoides apresentam maior eficiência para sugadores); Avaliar a lavoura após a emergência (2-3 dias); Se encontrar 1 percevejo vivo / 10 plantas: aplicação complementar com neonicotinoide+piretroide; Reavaliar lavoura após 5-7 dias: novamente, se encontrar 1 percevejo vivo/10 plantas: aplicação complementar com neonicotinoide+piretroide; Evitar aplicações em dias frios e/ou chuvosos; NUNCA esperar sinais de danos: será tarde para recuperar os prejuízos.

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perfil do produtor

Elídio Ribeiro: Da agricultura de subsistência na Bahia à paixão pela terra de Mato de Grosso do Sul Nesta edição, fomos até Deodápolis conversar com o produtor Elídio Ribeiro. Associado à Copasul há 36 anos, ele acompanhou de perto a Sr. Elídio guarda com carinho a cultura do algodão e a inscarteirinha de associado, ainda talação da unidade da Coda década de 1980 operativa no município. Hoje, aos 74 anos, ele sente-se um realizado. O sotaque entrega que o Senhor Elídio Ribeiro veio de outra região do país. E com rapidez nas palavras ele vai contando sua história, que começou onde as águas do Rio São Francisco se encontram com as do Rio Grande, no município de Barra, na Bahia. Um local onde a seca castigava a vegetação e os animais. “Vivíamos de uma agricultura de subsistência e sofríamos muito com a seca. A água que tínhamos era de açude e quando chovia pouco, aquele

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açude secava. Faltava água para os animais e acabávamos perdendo o que plantávamos. Nós chegamos a passar necessidade com a seca”. Em 1953, quando Getúlio Vargas era Presidente do Brasil, havia um incentivo à colonização de novas regiões do país, a exemplo da implantação da Colônia Agrícola Federal de Dourados, na região Sul do Estado, que incluia municípios como Fátima do Sul. Interessado em novas áreas e, principalmente, em um local onde a seca não fosse tão devastadora e a terra produzisse, os pais do Sr. Elídio e os oito filhos largaram tudo e vieram para Mato Grosso do Sul, num percurso de cerca de 3 mil quilômetros que durou mais de quinze dias, entre barco e trem. Na época, Elídio tinha 10 anos. Recém chegados, os migrantes acamparam em uma área próxima a Fátima do Sul, onde começaram a abrir a mata. Apesar de um início com muito trabalho, aos poucos tudo foi se encaminhando. Nos anos que se


perfil do cooperado

seguiram, Elídio se casou e mais tarde adquiriu um Sítio já em Deodápolis e quando os filhos começaram a estudar, mudaram-se para uma casa na área urbana. Foi através do algodão que surgiram os primeiros contatos com a Copasul, que na época mantinha um entreposto em Glória de Dourados. “Para o agricultor, é muito importante ser associado, porque a união fortalece a todos. E a minha relação com a Copasul começou com o algodão. Fiz parte do Conselho Fiscal e havia um período em que nos reuníamos para fazer algumas reivindicações para a Cooperativa. Logo na primeira reunião solicitei um Silo para cá”. Seguiram-se reuniões até a aprovação, um dos motivos para a insistência era que o algodão já havia se tornado algo inviável na região, pois o faturamento não cobria os custos, e uma unidade armazenadora incentivaria o cultivo de grãos. “No fim de dezembro, o Gerente da época chegou para mim e disse: Se prepara, que nós vamos realizar a Pré-Assembleia aqui em Deodápolis. O senhor está preparado para reivindicar o Silos? Aí eu disse, pois eu estou preparadíssimo. Eu sou agricultor e sei do que precisamos. No final da AGO – Assembleia Geral Ordinária, disseram, agora vamos passar a palavra para o Sr. Elídio Ribeiro, para ele tentar nos convencer. Eu disse: Senhores, estou reivindicando um Silos para Deodápolis, porque é a única maneira de crescermos na atividade. De plantador de algodão precisamos nos tornar plantadores de grãos. Nossa localização é muito boa, próxima a diversos municípios que podem produzir. E assim começou a construção do

Sr. Elídio discursa na inauguração do Silos em Deodápolis, em 1991

Esposa, filhos e netos sempre estiveram apoiando o patriarca da família

Silos aqui no município”, contou. Nesse período ele ficou próximo do Senhor Sakae. “O Senhor Sakae era muito meu amigo. Tive a oportunidade de participar de muitos cursos e eventos ao lado dele, e muito mais que o Presidente da Copasul, ele era um amigo, um homem honesto, trabalhador e de muita visão”.

Agricultor por paixão “Desde quando nasci até hoje sempre trabalhei na agricultura. Sou agricultor por natureza. No começo plantávamos milho e feijão, cultura de subsistência para alimentação, depois, quando abrimos a terra, começamos a mexer com algodão. Agricultura para mim significa sustento para alimentar o Brasil e o mundo. Hoje, para ter sucesso no campo, é necessário ter terra, vontade de trabalhar e gostar do que se faz. Tem que ter aptidão para isso. O agricultor tem que ser apaixonado pelo que a terra produz”. Atualmente, Sr. Elídio cultiva cerca de 600 hectares em parceria com um dos filhos. Está casado há mais de 48 anos com D. Zilda Braga da Silva e tem 4 filhos e 8 netos. Sendo que a única filha mulher, Edna, é a colaboradora que atua há mais tempo na Copasul de Deodápolis. Começou como copeira e hoje é Supervisora Administrativa. Sempre que possível, Elídio está no campo avaliando de perto o desenvolvimento das culturas plantadas, repassando às novas gerações um pouco da experiência de um apaixonado pela terra.

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CAPA

Rumo ao primeiro bilhão

Apesar de um ano atípico no cenário econômico nacional, a Cooperativa alcançou em 2016 a realização de diversos projetos e agora está próxima de antecipar uma meta: o faturamento de 1 bilhão.

Em meados de 1978 a ideia de uma cooperativa parecia algo audacioso demais para um pequeno grupo de cotonicultores de Naviraí, Sul do Mato Grosso do Sul. Através de muito esforço, ousadia e confiança, aquele plano que parecia algo impossível, ganhou corpo, associados e nome: nascia a Copasul, Cooperativa Agrícola Sul Matogrossense. Hoje, com 38 anos, tudo

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indica que em 2017 a Cooperativa irá concretizar um grande projeto: o faturamento do primeiro bilhão. Desde 2012, quando a meta de 1 bilhão foi lançada no planejamento estratégico da Cooperativa, várias ações foram sendo adotadas para o crescimento e expansão dos negócios. O resultado dessas ações é um crescimento contínuo nos últimos anos. Em 2011 o fa-


CAPA

turamento foi 386 milhões e em 2016 mais de 977 milhões de reais, o que significa uma média de crescimento de 20,4% ao ano. “Nos últimos cinco anos os principais investimentos da Copasul foram voltados para ampliação da infraestrutura para recebimento e armazenagem de grãos, ampliação e modernização da área industrial e atualização tecnológica no campo. A Copasul aumentou em mais de 125% sua capacidade armazenadora de grãos, praticamente triplicou o número de municípios com unidades, além de modernizar e ampliar sua área industrial. Continuamos investindo fortemente na assistência técnica prestada aos associados e no fornecimento de insumos agrícola, cujo faturamento teve um crescimento acima de 250% nesse últimos cinco anos”, disse o Gerente da Divisão Financeira, Comercial e Administrativa, Vanderson Brito. Hoje a Copasul está presente em 7 municípios e possui 16 unidades, sendo 7 de recebimento de grãos, 2 unidades industriais, 1 unidade de distribuição de insumos, 1 unidade de irrigação, 2 unidades agropecuárias, 2 unidades de difusão de tecnologia e a sede administrativa. São aproximadamente 500 colaboradores e mais de 900 associados. A capacidade estática atual de armazenagem é acima dos 7 milhões de sacas, sendo que só em 2016, foram recebidas um total superior a 13 milhões. Investimentos para o recebimento de grãos também têm crescido para atender a demanda do cooperado. O Silos Naviraí (ou Aeroporto, como é mais conhecido), é o maior do Estado localizado em uma única unidade e hoje, já estão em andamento as obras de construção de uma unidade armazenadora em Amandina, distrito de Ivinhema.

Cooperado A evolução no campo é um fator de grande importância, seja pela tecnificação ou pelo profissionalismo. Para atender esse produtor, a Copasul tem investido em um corpo técnico qualificado e em capacitações e Dias de Campo. Em 2011 a área plantada dos associados era pouco mais de 60 mil hectares e hoje é superior a 120 mil hectares.

“Em 2011 a área plantada dos associa-

dos era pouco mais de 60 mil hectares e hoje é superior a 120 mil hectares. “Essa evolução ocorreu por uma somatória de fatores, seja pelos avanços tecnológicos, seja pela capacitação do quadro técnico da cooperativa e pela dedicação dos cooperados. Os avanços tecnológicos foram fundamentais para o aumento de área e produção, como correção de solo com taxa variável, variedades com biotecnologia, avaliação das lavouras com imagens áreas, entre outros. Somando-se essas tecnologias ao alto profissionalismo do corpo técnico e determinação dos nossos cooperados, que aprovaram e aplicaram estas novas técnicas em suas lavouras, o resultado foi esse crescimento considerável da produção das suas culturas”, disse o Gerente do Setor Agronômico, Antonio José Meireles Flores (Tuca).

Além da assistência técnica, o fornecimento de insumos é outra área de atuação da cooperativa. Só no ano passado, o setor registrou crescimento de 15% em faturamento. Em 2017 será concluído o novo Centro de Distribuição de Insumos, com 6 mil m² que vai otimizar a entrega de insumos aos cooperados. Pensando em oferecer mais um auxílio para a safra, foi firmada em 2015 a parceria com a Valmont, fabricante dos Pivôs Valley para irrigação, oferecendo essa tecnologia ao cooperado. O setor fechou 2016 com faturamento de 6 projetos, e prospecção de mais de 80.

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CAPA

Industrialização

Avanços

Em 2016 a Fiação completou 20 anos e a fecularia 4, sendo que em ambas, os números de produção e faturamento foram muito expressivos, devido ao aumento da produção e valor comercial. Na fiação, foram 9 mil toneladas de fios produzidos, e um faturamento superior a 88 milhões de reais, o que significa um aumento de 71% em relação ao ano anterior. Na fecularia quase 27 mil toneladas de fécula, com faturamento de 47 milhões, significando crescimento de mais de 70%.  “A industrialização da Copasul é um dos pilares para o seu crescimento sustentável. Os investimentos realizados nos últimos anos (implantação da fecularia e sua ampliação de produção e a modernização das fiadeiras bobinadeiras da Fiação) demonstram um firme propósito de continuarmos nosso planejamento de crescimento da agroindustrialização. Acredito que o agronegócio brasileiro possibilitará enormes oportunidades e espero que a Cooperativa continue com a visão de crescimento e desenvolvimento, através da agregação de valor ao produto produzido por nossos associados”, disse o Gerente da Divisão Industrial e de Novos Negócios, Adroaldo Taguti.

O ano de 2016, em especial, significou o ano da concretização de grandes projetos, como a inauguração da Unidade de Irrigação e de Nova Andradina. Além disso, a unidade de Novo Horizonte do Sul foi ampliada com a construção de 3 Silos com capacidade de 150.000 sacas cada e no Silos Itaquiraí com a conclusão da 2ª linha de recebimento e a construção da 2ª moega. Em Amandina, Distrito de Ivinhema, a construção de uma unidade de recebimento deve ser concluída em junho 2017. Tudo isso prioriza a atualização e crescimento da Cooperativa, tornando-a sempre uma referência em produtos e serviços.

Fiação

Fecularia

Silos Naviraí (Aeroporto)

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CAPA

Foco nas pessoas Para qualificar e capacitar seus públicos, a Copasul investe em diversos treinamentos, beneficiando cooperados e colaboradores. No ano passado, foram aproximadamente 20 mil horas de treinamento para colaboradores, com cursos que variam desde a capacitação técnica até a comportamental. Nos últimos anos, novos programas de liderança foram incorporados à rotina dos colaboradores. Os cooperados, além de receber assistência técnica e fornecimento de insumos, têm a oportunidade de acompanhar os avanços tecnológicos e a difusão de conhecimento, em ações como as Jornadas Técnicas da Soja, o Rally do Milho e Simpósio da Soja.

Crescer pelas óticas sociais e ambientais A Copasul sempre esteve preocupada com as comunidades onde está inserida, para isso apoia e investe em diversos projetos sociais. Só em 2016 foram auxiliados mais de 20 projetos e iniciativas de instituições religiosas, colégios e organizações. O Coopermirim e o Beisebol para a Vida são os projetos apoiados pela Copasul mais conhecidos. O primeiro, uma cooperativa mirim de reciclagem de papel, existe desde 2005 e beneficia alunos do 6º ao 9º da Colégio Odércio Nunes de Matos. Os alunos recebem noções de cooperativismo, trabalho em equipe e aprendem a reciclar papel. Já o Beisebol para a Vida apresentou o beisebol para

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CAPA

mais de 200 meninos em 10 anos. Além disso, a Copasul participa todos os anos de ações de voluntariado como o Dia C, que só em 2016 envolveu mais de 70 voluntários da Copasul e beneficiou 5 projetos. Nos últimos anos, as ações sustentáveis têm crescido globalmente. Na Copasul, principalmente na área industrial, diversas iniciativas têm sido adotadas com medidas de economia de água e energia. Em 2015 a fiação foi a primeira do ramo no estado certificada pelo Selo Ambiental do Programa Senai de Ecoeficiência, no ano passado, a certificação foi renovada e houve um avanço para o Selo Azul, que concede ao estabelecimento industrial além dos ganhos na eficiência da gestão ambiental, a possibilidade de incrementar em até 4% os incentivos fiscais concedidos. Medidas também contribuíram para a melhoria expressiva na eficiência energética da Fiação, sendo que em 2015, para cada tonelada de fio produzido, eram gastos 1.812 kwh. Em 2016 esse número caiu para 1.477 kwh por tonelada, o que mostra uma melhoria de 18,5% na eficiência da produção. Na fecularia, 100% do efluente gerado é tratado e Fertirrigado no pasto, auxiliando assim na adubação e no aumento da produtividade das áreas de pastagem da cooperativa. O sistema de tratamento conta com 2 biodigestores, que auxiliam numa redução de 85% o consumo de lenha na caldeira.

Gestão Sakae Kamitani Por 38 anos a Copasul foi dirigida pelo fundador e presidente Sakae, que sabia que para uma cooperativa se manter no mundo do agronegócio, é preciso se atualizar e buscar novas áreas. Foi ele mesmo que havia colocado a meta de faturamento de 1 bilhão, projetada somente para 2020. Nos últimos anos a Copasul percebeu a necessidade dos seus cooperados e investiu na industrialização dos produtos, como na fecularia e na fiação. Além disso, na ótica do fundador Sakae Kamitani, a Cooperativa deveria ser sempre uma empresa escola, por isso, uma das prioridades é a difusão de conhecimento entre seus públicos.

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Para os próximos anos, o objetivo é continuar crescendo, sem deixar de lado a ótica visionária e os ensinamentos do fundador. “Neste sentido, a Diretoria Executiva em exercício, juntamente com todo o Conselho de Administração, Fiscal, Superintendência, time Gestor e colaboradores, com o apoio dos nossos associados, estaremos focados na continuidade do crescimento sustentável da nossa Cooperativa. Priorizando o fortalecimento dos nossos associados, atendendo as demandas em comum, na busca do crescimento vertical e horizontal, agregando valor à produção e buscando novas fronteiras agrícolas dentro do Estado”, completou o Presidente da Copasul, Yoshihiro Hakamada.

“Neste sentido, a

Diretoria Executiva em exercício, juntamente com todo o Conselho de Administração, Fiscal, Superintendência, time Gestor e colaboradores, com o apoio dos nossos associados, estaremos focados na continuidade do crescimento sustentável da nossa Cooperativa

” Palavras do Sr. Hakamada


palavra do especialista CLIMA

OUTONO COM CARA DE OUTONO Após um verão com chuvas relativamente dentro da média em toda a região sul do Mato Grosso do Sul, na qual possibilitou uma recuperação das lavouras de soja e milho, que vinham sofrendo com a estiagem de dezembro, o que esperar agora para essas novas estações que já se iniciou no final desse mês de março? Para o outono, que se iniciou no último dia 20/03/2017 às 7h29 (horário de Brasília), as previsões são de um clima muito parecido com o que ocorreu no ano passado. Isso porque, a La Niña que chegou a influenciar o clima durante a primavera e parte do verão já terminou e agora o clima segue uma tendência de neutralidade. Ou seja, as temperaturas das águas equatoriais do Oceano Pacífico deverão ficar próximas à neutralidade ou até mesmo com um viés positivo, mas sem que venha se configurar um El Niño. Sob essas condições, a tendência para esse próximo trimestre – abril/maio/junho, é de um regime de

Consultor Marco Antonio dos Santos

chuvas muito próximo a média climatológica, isto é, chuvas regulares e em bons volumes. Permitindo que os níveis de umidade do solo se mantenham adequadas ao pleno desenvolvimento das lavouras, principalmente do milho safrinha. Contudo, deve-se salientar que tais condições climáticas tendem também a favorecer a entrada mais frequente de massas de ar polar, que revista copasul

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palavra do especialista clima

Anomalia das chuvas previstas para o trimestre abril/maio/junho para a América do Sul. (fonte: NOAA/CFSv2)

eventualmente poderão ser até de forte intensidade. Contudo, ainda não há como prever se tais massas de ar polar terão intensidade suficiente para ocasionar geadas, mas é fato que o risco é novamente grande para essa estação, como foi visto na safra passada. As primeiras ondas de frio mais intensas já deverão ocorrer durante a 1ª quinzena de maio e segundo os modelos de previsão, há uma possibilidade de que venham ocorrer outras ondas de frio ao longo do mês de maio e também junho. Contudo, para as lavouras de inverno, como trigo, essas condições serão bastante favoráveis, já que haverá chuvas regulares e temperaturas mais baixas ao longo desse período. Porém, como há indicativos de que as temperaturas das águas do Oceano Pacífico se mantenham acima da média durante o inverno, a tendência é que gradativamente as temperaturas do ar também venham a se manter um pouco mais elevadas. Mas mesmo assim, algumas ondas de frio ainda estarão ocorrendo, só que, diferentemente do ano passado, essas serão de curta duração e mais espaçadas uma das outras. Um outro fato que se deve levar em consideração é a possibilidade de chuvas mais regulares durante a colheita do milho, que deverá ocorrer entre os meses de junho e julho. Essas chuvas poderão atrapalhar a plena atividade, podendo ocorrer paralisações e até

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mesmo um aumento no foco de doenças, obrigando os produtores a terem que intervir mais vezes em suas lavouras, com fungicidas e até mesmo, com herbicidas. Mas é fato, que diferentemente da safra passada, onde houve um corte prematuro das chuvas em algumas localidades do Mato Grosso do Sul e até mesmo na região oeste paranaense, esse ano as chuvas deverão se prolongar como de costume, e com isso, manter as estimativas de produtividade em alta. E essa previsão de safra cheia esse ano para o milho safrinha não é só exclusividade para o Mato Grosso do Sul.

Todas as regiões produtoras de milho safrinha deverão colher bem esse ano, já que há a previsão de que as chuvas venham a ocorrer ao longo dos meses de abril e maio. Não como irão ocorrer na região de atuação da Copasul, mas de forma a possibilitar que haja condições razoáveis ao pleno desenvolvimento das lavouras de milho safrinha, principalmente aquelas lavouras semeadas dentro do mês de fevereiro. Assim, a perspectiva, caso não ocorram geadas severas, é de uma produção superior a 58 milhões de toneladas para o milho safrinha e ao próximo dos 30 milhões para o milho 1ª safra. Totalizando assim, uma produção nacional de milho ao redor dos 90 milhões de toneladas.


homenagem

Sakae Kamitani, uma vida em prol da Copasul e de Naviraí Prestamos uma homenagem para o fundador e Presidente da Copasul, Sakae Kamitani, falecido no dia 24 de janeiro de 2017. Sr. Sakae assim como em vida, em morte recebeu diversas manifestações de carinho e admiração e, provavelmente, seria difícil achar apenas uma mensagem para homenageá-lo, afinal, além de fundador da Copasul, ele foi visionário em diversos setores. Foi um dos fundadores do Lions e de diversas instituições, foi cidadão ativo em Naviraí,

recentemente também Vice-Prefeito do município, um dos responsáveis pela expansão do algodão no Mato Grosso do Sul e de importância na história da imigração japonesa para o Brasil. Para tentar traduzir um pouco de quem foi Sakae Kamitani, trouxemos depoimentos de pessoas de diferentes setores que conviveram com ele. Sob o olhar de cada um deles, esperamos prestar o nosso tributo a esse grande homem que foi e que sempre permanecerá vivo em nossa memória. revista copasul

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homenagem

Mensagem escrita por Sr. Takehara em japonês.

Sr. Takehara e Sr. Sakae

“Saudoso Sr. Sakae, Quando recebi a notícia da sua partida para a vida eterna pelo e-mail, senti um choque tão grande que no momento escureceu a minha frente. Naquela ocasião estava viajando com os familiares para o pais vizinho Chile. Fiquei muito consternado com o acontecimento, não sendo possível voltar naquela ocasião para participar da sua última despedida, portanto peçolhes mil desculpas de todo o coração. “O meu perdão a pessoa”, e aos familiares enlutadas, os meus mais profundos sentimentos de dor. O senhor sempre foi um desbravador, lutador, empenhando a sua dedicação e carinho na união da sociedade, comunidade e também na integração sócio econômico para o progresso da cidade, estado e pais. Também na fundação da Copasul, como fundador e Presidente não mediu esforços, dedicando a vida para o desenvolvimento e crescimento que hoje é considerado uma das melhores Cooperativa do Brasil na sustentabilidade e empreendedorismo, a sua pessoa é conhecido por todo o Brasil, inclusive no exterior. Agora nós devemos e temos a obrigação de dar a continuidade para levar em frente os seus ensinamentos para sempre e lembrar a sua pessoa, que nos deixou, mas está sempre presente no fundo do meu coração. A minha homenagem ao saudoso Sr. Sakae Kamitani” - Sukesada Takehara, um dos fundadores da Copasul.

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“O Sr. Sakae foi uma pessoa que confiou no meu trabalho e me deu oportunidade de crescer profissionalmente. O maior legado deixado é de sempre trabalhar para alcançar os objetivos, nunca deixando de ser humilde e simples” - Sr. Luiz Schuartz, presidente da Confecções Cleomara, cliente da fiação Copasul há mais de 20 anos. “Sr. Sakae foi um grande homem e empresário, sempre ético e honesto. Naviraí e Mato Grosso do Sul se despediram de um grande líder na área do Cooperativismo Agroindustrial. Ele deixa um legado para novas gerações mostrando que trabalho, honestidade e união fazem a força, pois ele foi um exemplo dessa consolidação, sendo fundador e único presidente dessa que é com certeza a maior Cooperativa de Mato Grosso do Sul, a Copasul”- Walter Schlatter, Agroempresário e Presidente da Ampasul.  


homenagem

“O Sr. Sakae possuía o dom da liderança transformadora, essa combinação poderosa entre estratégia, ação  e caráter. Mas se eu tivesse que destacar um único atributo eu destacaria o caráter. Ao longo de sua trajetória no cooperativismo sul-mato-grossense nos deixou profundas lições de fé, esperança e coragem. Mais, suas lições e experiências dão sinais claros que ele foi um agente construtor na história do cooperativismo estadual e brasileiro. Sua passagem pela OCB/MS deixou a marca indelével da dedicação, da lealdade a uma causa, empatia, transparência, competência e acima de tudo ética. Foi um líder empreendedor e visionário e uma alma elevada. Hoje quero prestar homenagem a alguém que foi muito mais do que um líder, foi um amigo,  um professor e grande maestro, pois foi além das notas para alcançar a mágica dos músicos” - Dalva Camaralac – Superintendente do Sistema OCB/MS.

com o passar do tempo, passei a admirá-lo, não apenas pelo profissional que era, mas, como ser humano. Desde então, deixei de vê-lo como chefe e passei a vêlo como um líder e amigo, pois, para mim foi o melhor exemplo de humildade e generosidade que conheci. Acompanhei-o muitas vezes em visitas de negócios nas empresas parceiras da Copasul e em órgãos públicos, então, presenciei a forma como ele tratava as pessoas, tratando todos de forma igual, desde os ocupantes de cargos mais baixos até os grandes empresários e políticos poderosos. Acredito que o sucesso que ele teve durante a vida tenha se dado pela soma de trabalho, honestidade, humildade e generosidade; descrevo-o, como um grande lutador e vencedor, que sempre buscou o crescimento da Cooperativa, da nossa cidade e do nosso estado, e, o mais importante, sempre incentivou e se preocupou com o crescimento das pessoas que integravam a Cooperativa. O Sr. Sakae Kamitani, deixou a mim, e a todos que puderam conviver com ele, grandes ensinamentos para a vida. Sinto-me imensamente honrado e agradeço a Deus a oportunidade de ter convivido e aprendido muito com ele, só posso agora dizer: Muito Obrigado”, - Alcides Okabayashi,um dos primeiros funcionários da Copasul, e atual Gerente Contábil.

O então ministro Roberto Rodrigues na inauguração da ampliação da fiação

“Convivi com o Sr. Sakae durante 38 anos, desde que ingressei na Copasul. Logo nos primeiros anos, sentia admiração pelo profissional que ele se mostrava, com uma visão empreendedora como poucos tinham, e,

“A morte de Sakae Kamitani priva o cooperativismo de um grande expoente e líder e priva o Brasil de um homem extraordinário. E priva seus amigos - entre os quais gostaria de ter a honra de estar - da companhia de

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homenagem

um comandante desprendido, generoso, idealista, capaz, admirado e respeitado por seus pares, e muito amado por todos aqueles que tiveram o privilégio de compartilhar de seus sonhos, projetos e realizações. Sim, porque esta era sua marca: sonhava, e do sonho tirava um projeto e por fim o punha em prática, transformando uma simples ideia em um empreendimento vitorioso. Todas estas qualidades se somaram ao caráter irrepreensível de um homem honrado, dedicado à família e aos seus valores. Mas na minha memória ficou a determinação e o companheirismo desse grande amigo de quem jamais me esquecerei.” - Roberto Rodrigues, Coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, Embaixador Especial da FAO para as Cooperativas e Presidente do LIDE Agronegócio.

Senhor Júlio Suekane, Sr. Sakae e cooperados da Copasul na década de 1980

“Para falar do senhor Sakae Kamitani, é necessário contar a história da Copasul desde o início, porque ela foi a sua vida, o seu empenho, a dedicação, o seu vigor, a sua persistência e acima de tudo, a história digna de um homem empreendedor que não mediu esforços para conseguir que todos os agricultores tenham uma vida mais digna e saudável. Meus pais vieram para Naviraí em 1964, na Fazenda Caiuá, para explorar a cultura de algodão, por ter conhecido a família Kamitani, que na época já cultivava algodão na Fazenda do sr. Vasco. Tive a grata satisfação de conhecer o senhor Sakae Kamitani, em 1964, quando ele esteve na região de Presidente Prudente (SP), e visitou a minha casa na Fazenda Kyowa,

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em Pirapozinho (SP). Posteriormente, os contatos que tivemos foram nas minhas férias da faculdade, quando retornava para casa em Naviraí. No final do ano de 1974, após concluir a faculdade, voltei definitivamente para casa, com o intuito de ajudar a cuidar dos negócios da família. A partir de 1975, o convívio com o senhor Sakae Kamitani foi intenso. Tivemos naquele ano, em toda região, uma frustração de safra, oriundas de vários problemas, como das intempéries, ataques intensos de pragas do algodoeiro. A estratégia para minimizar a situação foi realizar um levantamento minucioso dos problemas e encaminhar documentos ao Banco do Brasil S/A, em Brasília (DF), no sentido de solicitar prorrogação dos financiamentos, o que de certa forma conseguiu amenizar um pouco a situação. A crise dos produtores continuou nos anos seguintes, e a Cooperativa onde os produtores depositavam seus produtos entrava em crise também, havendo até intervenção dos órgãos de fiscalização do Banco, até que o sr Sakae teve a ideia de pedir o desmembramento do entreposto da Cooperativa instalada em Naviraí. Não conseguindo sucesso, em 16 de dezembro de 1978, os 27 produtores de algodão, numa situação difícil, em estado falimentar, resolveram constituir a própria Cooperativa – a Copasul. Os trabalhos, daí para frente foram redobrados e cansativos, com projetos de implantação, viagens, contatos de arrendamento de usina de beneficiamento, mas o sr. Sakae não demonstrava desânimo, nem sequer cansaço, até que, no ano seguinte, em 1979, começava receber a primeira safra de algodão para ser beneficiado na cidade de Maringá (PR). Como qualquer empreendimento, teve várias dificuldades iniciais, mas o senhor Sakae, liderou esse movimento e conseguiu fazer com que a Copasul fosse realidade e além do mais, o que é muito mais difícil além de criar e implantar, é dar continuidade no empreendimento, e além de manter o equilíbrio econômicosocial durante todos esses 38 anos, muitos investimentos foram realizados para o bom desempenho dos resultados da Copasul. Portanto, creio que a própria Copasul de hoje é o retrato exato do que é e foi o senhor Sakae Kamitani. Assim, o legado que o senhor Sakae Kamitani deixa para os sucessores, cooperados, nova geração de agricultores, e para a própria sociedade naviraiense é o resultado de


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um trabalho honesto, humano, digno, sem preconceito e que mostra ser possível buscar e transformar um sonho em realidade, sobrepondo a todas as adversidades existentes. Que o legado dele, estejam na memória viva dos que sucederem os trabalhos desenvolvidos por ele” - Júlio Suekane, amigo e um dos fundadores da Cooperativa.

Copasul. Por tudo isso e muito mais, sua contribuição ao cooperativismo é inestimável. Eu poderia citar inúmeras, mas vou destacar apenas duas: a firmeza de caráter e a determinação! Essas, sem dúvida, são marcas da personalidade do amigo Sakae e que ficaram gravadas em todos aqueles que, um dia, tiveram a chance de ter uma boa prosa com ele. Que grande exemplo de vida! Minha gratidão eterna ao Sakae Kamitani” - Marcio Lopes de Freitas, Presidente da OCB, Organização das Cooperativas Brasileiras.  

“Falar do meu amigo Sakae Kamitani me traz um sentimento de muita gratidão, pelo cooperativista que foi e por toda sua contribuição ao cooperativismo brasileiro. De uma maneira bem simples, ele sempre se empenhou em deixar as melhores lições para seus amigos, sua família e seus liderados. E uma das coisas que mais me marcaram nesse convívio com ele foi ouvir, em uma das primeiras vezes que estive em Naviraí, que cabe aos cooperativistas do país, continuar provando que o cooperativismo é o modelo econômico mais preparado para atender às necessidades e anseios da população. Ele me disse isso com os olhos cheios de verdade. Aliás, Sakae sempre foi muito verdadeiro. Ele escolheu ser transparente em tudo que fazia. Viveu intensamente. Era uma dessas pessoas que a gente olha e pensa: esse cooperativista tem muita paixão! Assim, apaixonado, passou por cafezais, por plantações de hortelã e viabilizou o cultivo de algodão no Mato Grosso do Sul, onde ninguém acreditava ser possível. E, imbuído do desejo de contribuir com o desenvolvimento da região que escolheu para viver, criou, em 1978, uma das cooperativas sul-mato-grossenses mais expressivas: a

“Guerreiros não nascem prontos, não nascemos prontos, mas também UM GRANDE GUERREIRO NUNCA MORRE...e assim o estimado sr Sakae Kamitani, educador, líder, realizador, altruísmo com ordem e com progresso. Construtor de sonhos a partir das realidades e transformando realidades em sonhos éticos para a vida. Os enfrentamentos da vida, os mais difíceis nos forjam, nos moldam e nos preparam para a vitória na vida. Cada momento do viver significa um desafio, uma escolha, uma decisão. A coragem é a base inicial disso. O Sr. Sakae fez da coragem da sua vida, a luta digna para deixar um legado exemplar de liderança, de ética e um exemplo eternamente vivo para todos nós. E ao fazer isso no cooperativismo, ampliou ainda mais o benefício de sua obra. Ele superou, pois superação significa “construir valor a partir de sua própria vida, sob quaisquer circunstancias. E valor representa fazer o bem, o belo e o útil benéfico”. Isso foi dito por Makiguti um brilhante pedagogo japonês, um herói da mesma forma Sr Sakae, um herói e para vir a ser herói, precisa ser guerreiro, guerreiro da luz, da paz e da criação”. – José Luiz Tejon – palestrante e escritor

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palavra do especialista mercado

Em Chicago, o que manda é a oferta e demanda de... dinheiro O contrato mai/17 da soja encerrou o pregão do último 1º de março em US$ 10,5175 por bushel na Bolsa de Chicago. Um ano antes, o mar/16 valia US$ 8,58. O mai/15, por sua vez, fechava, dois anos atrás, em US$ 10,1375. Diante dessas cotações, podemos imaginar que o quadro de oferta e demanda atual, da temporada 2016/17, é mais apertado – o que justificaria a cotação estar mais alta. Mas não é o que parece. No quadro mundial, a relação estoque/consumo estimada em março pelo USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) era de 25% em 2017 – mesmo percentual de 2016 e abaixo dos 31% de 2015, considerando as estimativas de março. Em tese, quanto mais alta a relação, mais baixa é a cotação. Por esses dados, portanto, não faz sentido a cotação de 2017 estar mais alta. E a falta de sentido não para por aí. Em março de 2015 (US$ 10,1375), a América do Sul caminhava para produção recorde de 172,7 milhões de toneladas. Em 2016 (US$ 8,58), a produção do continente recuou para 167,1 milhões de toneladas, devido à estiagem no Brasil e ao excesso de chuva na Argentina. Já em 2017 (US$ 10,1375), a América do Sul vai consolidando novo recorde, de 177,7 milhões de toneladas. Mesmo assim, as cotações em Chicago estão mais altas. O que explica isso? De um lado, há o fator demanda. Nos cinco primeiros meses da temporada comercial 2016/17 da China, o país recebeu recordes 35,3 milhões de toneladas de soja. A maior parte saiu dos EUA, cujos registros acumulados de exportação para a China acumulam alta anual de 28%. Mas o decisivo mesmo é a posição dos grandes especuladores, que giram a roda da financeirização do mercado. Agora em 2017, os fundos de investimento ativos têm 17,9 mi-

Fernando Muraro Jr.

lhões de toneladas compradas; um ano atrás, tinham 11,8 milhões de toneladas vendidas. Prova de que, na formação dos preços em Chicago, o que predomina mesmo é a oferta e demanda de dinheiro.

BOLSA DE CHICAGO

Contrato maio da soja (US$ por bushel)

PROPHETX/AGRURAL

CHINA

Importação acumulada* de soja (milhões de toneladas)

ALFÂNDEGA DA CHINA/AGRURAL *Por ano comercial chinês (out-set). Desembarques nos portos.

Fernando Muraro Jr. é engenheiro agrônomo e analista de mercado da AgRural Commodities Agrícolas (www.AgRural.com.br) 26

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RESPONSABILIDADE SOCIAL

Projeto Boleiros Copasul leva diversão e oportunidade para filhos de colaboradores e cooperados Todas as quartas e sábados a Associação Recreativa e Esportiva da Copasul (AREC) recebe pequenos atletas para o treino semanal de futebol. São meninos entre 07 e 12 anos, filhos de colaboradores, cooperados ou familiares, que participam do projeto “Boleiros Copasul”. A iniciativa surgiu em 2016 com o objetivo de oferecer a oportunidade da prática esportiva para meninos. O projeto é formado por colaboradores voluntários e conta com o apoio de acadêmicos de Educação Física da Faculdade Anhanguera, de Naviraí. Hoje são cerca de 15 alunos participantes. “A ideia surgiu para que filhos de colaboradores tivessem a oportunidade de praticarem um esporte, já que uma escolinha de futebol não é algo barato. O nosso objetivo é que eles possam se divertir, socializar e ter noções de disciplina. Sempre cobramos boas notas escolares, e o comportamento deles dentro e fora de casa.

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responsabilidade social

Ser voluntário é algo muito prazeroso e gratificante pois podemos ver evolução deles. Sabemos que esse projeto só saiu do papel graças a Copasul, que comprou essa ideia e nos dá suporte”, disse Jocivaldo Aragão, que é Gerente da Unidade Fecularia, um dos voluntários do projeto e pai de um dos alunos. Os meninos já participaram de um campeonato e de dois amistosos no município, sendo que tiveram um bom desempenho. “Já pudemos observar o desenvolvimento deles; no início, havia alunos que mal sabiam pegar na bola e chutar para o gol. O que mais deixa a gente realizado é acompanhar o desenvolvimento deles. Tenho certeza que no futuro eles vão lembrar disso, é gatificante doar nosso tempo para eles”, conta o voluntário Olair dos Santos, que é Encarregado da Manutenção Elétrica na Fiação e pai do Gabriel, um dos alunos do projeto. “Pode ser que do projeto não saiam profissionais do futebol, mas com certeza, sairão profissionais para a vida. Ser voluntário no boleiros pra mim é um enorme prazer, aprendo com eles e eles comigo. Tenho um sentimento de gratidão e respeito. A Copasul sempre está nos surpreendendo com o apoio à projetos como esse, e isso é gratificante”, disse o voluntário Ronaldo Lima que é colaborador e acadêmico de Educação Física. Os pais, sempre que podem, acompanham os treinos. “Além do ganho da atividade física, tem essa convivência com os outros meninos. Isso está sendo muito bom pra ele, essa interação deles e dos pais também”, disse o colaborador Victor Kawamura, pai do Victor Gabriel. Dentro de casa, o comportamento também já mudou. “Meu filho já jogava um pouco, mas ele foi adquirindo mais disciplina. E algo muito bom é que ele desgrudou do celular, ocupando o tempo com algo mais produtivo, que é uma atividade física, isso tirou ele de um foco desnecessário para um necessário”, disse o colaborador Israel Poderoso, que é pai do Mateus. “Em dia de treino eu chego do serviço e ele já está me esperando porque ele não vê a hora do treino chegar. É uma atividade que ocupa a cabeça dele isso é muito bom para a criança e ele adora participar”, disse Élio Gonçalves de Moraes, avô do Gustavo. Para os meninos, é uma oportunidade de fazer o que eles gostam e interagir com novos amigos. “Eu 28

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adoro vir aqui. Aprendo muito, já melhorei na bola e fiz vários amigos”, disse Bruno – filho do colaborador João Paulo Ferreira dos Santos. Alguns, até sonham com a carreira de jogador, “Gosto muito, aqui tem muita interação, nós brincamos muito. Já jogava antes e um dos meus sonhos é ser jogador”, comentou Leandro, filho do Marcos Rodrigues, da fecularia. “Aqui é muito legal, todos são muito gentis, fiz amigos e todos estão no mesmo nível, todos podem jogar” disse Davi, filho do Jocivaldo.


Parceria é estar junto, do início ao fim. Nós acreditamos que é assim que nasce uma boa parceria. Com mais de 150 anos de experiência, aprendemos que nenhum produtor é igual ao outro, assim como as suas expectativas, o clima e o solo de sua região. Por isso investimos na parceria, levando ao campo nosso suporte dedicado. Para nós da KWS, isso é parceria de verdade. KWS. Parcerias que semeiam crescimento.

Atendimento Direto ao Produtor:

(34) 3818.2009

kws-sementes.com.br

SEMEANDO O FUTURO DESDE 1856

Cláudio Consoni Abiko revista copasule Ruy 29


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giro rápido

Deodápolis recebeu Seminário da Expedição Safra 2016/17

O 4º Seminário Expedição Safra 2016/17 esteve em Deodápolis no mês de fevereiro. O evento foi realizado pelo Caderno Agronegócio Gazeta do Povo em parceria com Copasul e reuniu mais de 130 pessoas. As palestras destacaram as oportunidades do Brasil tornar-se o celeiro do mundo, e principalmente, a região Centro-Oeste como modelo que vai ajudar o país a produzir mais. O coordenador do Núcleo de Agronegócio da Gazeta do Povo, Giovane Ferreira, destacou que o Brasil é um dos poucos países do mundo com área suficiente para expandir a produção sem a necessidade de desmatar. Segundo o palestrante, em momentos de crise, é o campo que sustenta a economia. “Parte do futuro do Mato Grosso do Sul e do Brasil passa pelo agronegócio”, comentou. Os produtores, que compareceram em peso no evento, destacaram a importância da palestra. “A Expedição levanta diversos indicadores que apontam as tendências para nós produtores e são informações importantes”, disse o cooperado Darlan Colli.

Anaurilândia e Macaúba recebem palestra sobre percevejo

Produtores da região de Macaúba (Silos Copasul/Dourados), e de Anaurilândia participaram em fevereiro de palestras com o pesquisador e professor Dr. Silvestre Bellettini. O professor falou sobre “Manejo do percevejo na soja e milho”. “Mostramos ao produtor que não é só o inseticida, existem outros fatores que estão envolvidos no manejo da praga, como horário de aplicação e amostragem. Hoje, nós estamos aplicando produto sem saber quantos têm e onde os percevejos estão, e querendo que o produto responda sozinho. Para amenizar o problema, precisamos de uma integração de fatores.”, disse o professor. A palestra era muito aguardada pelos cooperados. “Nós, produtores, estamos errando e gastando muito e precisamos ouvir o que ele disse. Os problemas causados pelo clima são inevitáveis, mas erros humanos, no plantio, no monitoramento de pragas e na colheita, podem ser evitados”, disse o cooperado Ayr Pedroso. A empresa parceira na palestra na Macaúba foi a FMC e a que foi realizada em Anaurilândia teve o patrocínio da Bayer.

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Projeto incentiva uso de bicicletas entre os colaboradores

Copasul presente no Showtec 2017 com projeto para irrigação

Aderir à bicicleta é tanto adquirir um hábito saudável, como também de cidadania, pois auxilia o trânsito nas cidades. A bicicleta tem ganhado espaço nas ruas não só como meio de se exercitar, mas também como meio de transporte. Em Naviraí, inclusive, há diversos grupos de amigos que se reúnem para pedaladas. Pensando em incentivar um estilo de vida mais saudável entre os colaboradores, a Copasul apoiou e viabilizou a compra facilitada de bicicletas para seus colaboradores. O projeto foi originado de uma reunião mensal da CIPA/Sede, (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes da Copasul), onde foi lançada a ideia de proporcionar aos colaboradores a aquisição de uma bicicleta de qualidade, com a possibilidade da compra parcelada pelo colaborador. A ideia foi aprovada pelos membros da CIPA e da Diretoria da Copasul. Foram aproximadamente 80 bicicletas nesta primeira etapa do projeto. A iniciativa contou também com a parceria da loja Bike Adventure. Os colaboradores já receberam as bicicletas e diversas atividades já foram realizadas com o grupo, visando a confraternização e troca de informações importantes sobre saúde.

A Copasul esteve presente no Showtec 2017, o maior evento voltado ao agronegócio de Mato Grosso do Sul, que ocorreu em janeiro. Pelo segundo ano consecutivo, a Cooperativa apresentou na feira o seu projeto para irrigação, através da parceria com a Valmont, fabricante do Pivo Central Valley, maior rede de revendas do mercado nacional. O Showtec 2017 teve mais de 120 expositores que trouxeram aos 16.000 visitantes as mais relevantes inovações e tecnologias desenvolvidas de forma direta para o produtor rural. Quem visitou o estande da Copasul pode conhecer de perto o funcionamento de um pivô, que esteve em exposição no local. O projeto da Cooperativa e da Valley oferece a melhor solução em sistema de irrigação, desde o desenvolvimento do projeto, acompanhamento dos trâmites junto aos processos ambientais, montagem e assistência técnica, entre outros benefícios.

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Sai o resultado do Concurso de Produtividade do Milho Em fevereiro foi realizada mais uma reunião dos produtores da Copasul. As reuniões são feitas sempre uma vez por mês e o objetivo é informar o cooperado sobre eventos, previsões climáticas, orientações técnicas e diretrizes da Cooperativa. Na oportunidade também foi realizada a premiação do Concurso de Produtividade do milho. O objetivo do Concurso é incentivar os produtores e consultores técnicos a desafiarem seus conhecimentos e incentivar o desenvolvimento de boas práticas de cultivo,

que possibilitem extrair o potencial máximo da cultura com sustentabilidade e rentabilidade. O primeiro lugar ficou com o produtor Everaldo Jorge do Reis, em segundo o produtor Ederson Makoto Kamitani e em terceiro lugar a produtora Izaura Mitie Kamitani. Os vencedores e os agrônomos Maykon Jorge e João Vinícios Panacho, responsáveis pelas áreas, receberam um troféu. Na oportunidade, o Sr. Sukesada Takehara fez uma homenagem ao Sr. Sakae Kamitani.

2º Lugar

1º Lugar

3º Lugar

Sr. Takehara homenageou Sr. Sakae

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RECEITA

Sorvete de mandioca A Receita foi enviada pela colaboradora Patrícia Pereira Coelho.

ingredientes • • • • • • • •

200g de mandioca cozida 1 copo de leite em pó (200 ml) 1 copo de açúcar (200 ml) 1 caixa de creme de leite (200 gr) 1 caixa de leite condensado (395 gr) 1 litro de leite 2 colheres (café) de emulsificante 1 colher (café) de liga neutra

modo de preparo • •

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Bata todos os ingredientes no liquidificador, menos o emulsificante. Coloque num pote para sorvete ou vasilha plástica com tampa e leve ao freezer até quase congelar. Divida em 2 partes e bata na batedeira. Cada parte com 1 colher (café) de emulsificante por cinco minutos ou até que fique bem homogêneo. Devolva no pote ou vasilha bem fechada e leve ao freezer novamente por aproximadamente 8 horas. Sirva puro ou com calda de morangos.


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Revista Copasul edição 04  
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