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editorial meditações de momento Este é o período mais ambicioso, mais exaustivo e determinante para todos aqueles que trabalham nas escolas. É o período intermédio. O período longo, curvilíneo, de surpresas que se arrastam como uma serpente vagarosa. Unificador pela sua espessa arquitectura de ponte que liga o início do ano, o tiro de partida, ao seu final acelerado, de dias curtos feitos como se propositadamente para cortarmos, finalmente, a meta, sempre incompleta, do aprender. Desde o mês de Janeiro até meados de Abril, numa espécie de maratona, alunos, professores, funcionários, encarregados de educação esgotam as suas forças no aperfeiçoamento de si próprios. O 2º período é, sem dúvida, a fase de pôr à prova a nossa resistência, de lutar por tudo insistentemente para que sejamos todos os dias outras pessoas, mais fortes, mais sabedoras, mais felizes, mais tranquilas. Quem até aqui não se esforça até ao limite, dificilmente recuperará objectivos, esmerará compromissos.   Aguardamos, expectantes, que depois de trabalharmos insistentemente nas escolas, a crise económica seja eficazmente combatida de forma a que nos permita, a nós também e simultaneamente, combatermos a crise de valores (bastante mais gravosa, apesar de não se notar à primeira vista), que tantas vezes parece esquecer o devido valor do professor na sociedade de Homens e que se vem instalando há algum tempo - obesa, espampanante e sem pedir licença ou opinião.   É importante ensinarmos a todos o que é sermos humanos nesta era da técnica, neste tempo de números. O que é ser. É muito importante lembrarmos quem temos connosco todo o dia de trabalho que mais importante do que ser competente e competitivo é sabermos coexistir e daí construirmos evidências do saber, muito abertas a todos e ramificadas até ao infinito. A suspensão do modelo de avaliação constitui uma espécie de bomba atómica neste final de período.   Destrói esforços? Destabiliza? Instaura a dúvida? É verdade, todavia reaviva a esperança num sistema mais aperfeiçoado, menos gerador de desconfiança, menos teatral, menos virado para esses tais números, como se deles pudéssemos retirar a objectividade do que valemos. Tenho saudades da época em que a palavra também contava, mesmo que não fosse escrita e assinada por baixo com o nosso nome.   Einstein, em entrevista póstuma, muito recentemente divulgada numa revista científica, revela que vive de tal forma mergulhado no seu trabalho que, às vezes, se esquece de almoçar. Acho isto fabuloso. Palavra de honra que gostaria que nos pudéssemos esquecer, todos, de almoçar, vezes sem conta, em favor de um conhecimento sólido, a favor de um grupo, de um grande grupo que evoluísse em uníssono, sem que o infernal atractivo do dinheiro interferisse nesse edifício. A entrega absoluta a uma causa, ao nosso trabalho, que confundimos com uma espécie de instinto de sobrevivência porque aí encontramos bem-estar, felicidade e realização, é inviável se não pressentirmos confiança em nós. Confiança nos sistemas que nos avaliam. Para isso é também necessário que confiemos no outro, que lhe demos espaço e tempo para se libertar e mostrar, naturalmente, aquilo em que gosta de pensar, onde é exímio a ensinar, a interagir. Esperar a nata das nossas diferenças.   Mais espantada fiquei quando li, numa circunstância tão oportuna que parecia impossível, o que este génio científico do século XX acrescentou, ao desenvolver a sua opinião sobre a educação: «A educação do indivíduo, além de promover as suas próprias habilidades inatas, procuraria desenvolver um sentido de responsabilidade para com o próximo, em vez da glorificação do poder e do sucesso que vemos na sociedade actual.» Questionei-me, desde logo, como é que nós, agentes primeiríssimos da educação, conseguiremos promover isto que Einstein defende em detrimento de puxar, cada vez com mais força, o lustro ao nosso brilhantismo, quando o modelo avaliativo que ameaça imperar nas nossas escolas, e já a proliferar em tantos sectores socioprofissionais há muito tempo, visa precisamente o escalonamento de uma equipa de trabalho por notas que inscrevem com determinação e intransigência a competência em graus menores e maiores? Quem poderá esquecer-se do almoço com toda esta futura competitividade? Talvez haja quem não se importe de passar fome, mas com um sistema idêntico àquele que está em vias de ser suspenso é difícil ­acreditar que mesmo os professores que gostam de ser professores se esqueçam das horas que passam e sejam, dessa forma tão aliada ao vedetismo de alguns, felizes com o que fazem.   É inadiável ensinarmos que não se aprende sem amor ao aprender, sem uma cadeia de esforço contínuo, sem uma valorização mútua. Nem tão pouco se saberá ensinar bem se o fizermos apenas por obrigação de competência, contrariados por essa exigida prestação de serviço, por um teatro que não ensaiamos dia­ riamente, o qual renderá, no seu final, um número a traço firme (ou indeciso?) inscrito na cabeça de todos. Seria bom lembrarmo-nos de que ser professor ainda é das poucas profissões onde ensinamos os outros a reflectir, e já agora, tendo em conta o real, o bem, o belo e os seus opostos, como na literatura… E que no agrupamento onde todos trabalhamos acontecem ainda e sobretudo coisas boas! Patrícia Fontinha


palavras do director ORGULHO E PRECONCEITO

Tendo em atenção a época de crise em que todos vivemos, não deixa de ser estimulante o prémio recebido por este Agrupamento ao nível nacional no concurso de jornais escolares (JI, 1º, 2º e 3º ciclos, E. Sec.). Foi um prémio de 3.700 € entregue, simbolicamente, no Salão Medieval da Universidade do Minho a um Agrupamento que tem feito um esforço enorme para estar entre os primeiros do país. O Agrupamento representou um concelho rural, uma região demarcada e uma população local duriense exigente, mas que sabe premiar quem se esforça. Ombreámos com o litoral e as grandes zonas citadinas. Não somos inferiores em nada quando nos dão as condições necessárias, os recursos humanos e físicos. Temos a vontade de fazer e o saber fazer. Aqui destaco a equipa do jornal escolar, na pessoa da sua coordenadora professora Patrícia Fontinha, bem como todos os professores e alunos que deram vida a este jornal e, mais do que isso, a responsabilidade de nos próximos anos fazerem igual ou melhor para sermos leaders e voz duma região.   Destaco também a menção honrosa que o design gráfico do jornal mereceu, e esta menção é importante porque estimula o trabalho, a dedicação e o empenho de alunos cujo percurso escolar ao longo dos tempos não foi o melhor, mas que se está a revelar uma surpresa pela positiva. Refiro-me aos alunos do curso de Design Gráfico e aos seus professores (professores Nuno Canelas e Sérgio Dias) que numa ajuda constante têm sabido

motivar aqueles e desempenhado um papel estabilizador de comportamentos. Nem tudo é negativo.   Ficamos gratos a todos aqueles que, pertencendo a uma comunidade educativa, acreditam no trabalho, nos alunos, nas suas próprias capacidades e na escola onde desempenham honradamente a sua profissão.   É desta “estirpe” de gente que precisamos.   Acreditar no futuro, pelo trabalho desenvolvido no presente, dá-nos a garantia de podermos desenvolver um trabalho gratificante em prol da nossa comunidade educativa.   Estamos orgulhosos dos professores, funcionários, alunos e encarregados de educação que temos. Apesar de, por vezes, nem sempre darmos a sensação de que estamos a rumar para o mesmo objectivo: a educação e formação de alunos.   Obrigado a todos aqueles, sem excepção, que levam bem alto o nome do Agrupamento de Escolas de Alijó.   Destaco, por último, a presença do Dr. Manuel Carvalho na entrega de prémios dos jornais escolares, que por ser alijoense se deve ter sentido todo orgulhoso da sua terra e da sua escola, pois também ele passou pelos bancos das nossas salas.   Boa Páscoa a toda a comunidade educativa do nosso Agrupamento. António Magalhães

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redes sociais

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André Pereira As redes sociais foram uma boa invenção, não só para a evolução da comunicação a grandes distâncias, como para muitos outros objectivos.   Normalmente utilizo as redes sociais para encontrar novos amigos, falar com eles e partilhar múltipla informação.Nas redes sociais relaciono-me com os meus amigos mais antigos, familiares que estão fora do país e colegas de escola. Para a maioria os amigos conseguidos nas redes sociais são pessoas que não se conhecem mas com quem falam frequentemente e correndo o risco de serem divulgados dados errados. António Sobrinho Existem várias redes sociais, o hi5, o facebook, o my space,... com diferente design, mas com um objectivo comum, o de auxiliar na socialização entre pessoas, à distância, com maior frequência e facilidade. Como em tudo tem os seus riscos, e é por isso que não é aconselhável “adicionar” alguém que não conheçamos. E mesmo estando cientes destes riscos, a maior parte dos utilizadores têm relacionamentos com pessoas que não conhecem, apenas e só por ser novo, diferente, e como é da natureza humana, gostamos de experenciar coisas novas André Magalhães Para mim as redes sociais conseguem viciar muitas pessoas, não só os mais novos, mas também os mais velhos. Muitas pessoas utilizam as redes sociais para conhecer pessoas novas e para falarem com os amigos que não estão presentes no dia-a-dia. Eu escolho, normalmente, só pessoas que conheço ou que andem na mesma escola que eu, mesmo não as conhecendo pessoalmente. João Teixeira As redes actuam como uma grande “teia” de informação entre grupos de amigos. As redes sociais tiram privacidade mas também têm utilidade. Dos meus amigos mais próximos espero um bom relacionamento.

Mónica Monteiro Na minha opinião o facebook é um meio de comunicação e uma maneira de conhecermos novas pessoas. No meu caso, utilizo mais o facebook para falar com os meus amigos, ver as fotos de pessoas que já não vejo há algum tempo e não só.   Só escolho os amigos com quem tenho mais confiança. Para mim um amigo conhecido no facebook pode ser uma pessoa como as outras, como pode vir a ser um pouco mais… Jorge Veiga Utilizo as redes sociais para passar o tempo, cerca de 5 minutos por dia, quando não tenho nada que fazer. É fixe para saber de festas, combinar festas e outras coisas. Eu lido com os meus amigos de longe com quem raramente estou.

Mário Sequeira Para mim as redes sociais, são boas e são más. Elas podem ser usadas para adicionar amigos e conversar com eles, mas também são utilizadas por pessoas com más intenções. Eu simplesmente uso as redes sociais como passatempo, conversar com os meus amigos, ver fotos,… Na lista de amigos tenho somente amigos e alguns conhecidos, não adiciono pessoas que não conheço.   Na minha opinião as redes sociais são úteis, mas se forem usadas com os devidos cuidados. Gustavo Soares Eu não tenho facebook mas pelo que sei as pessoas não têm modo de actuação definido nas redes sociais, simplesmente criam-no porque é moda e para entretenimento. Acho que as pessoas que se inscrevem nas redes sociais procuram relacionar-se com os amigos mas também com pessoas que não conhecem, porque se torna atraente o desconhecido. Os amigos conseguidos nas redes sociais são isso mesmo “amigos de redes sociais” e pouco mais. Alunos, TIG 1º ano 2


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1º PRÉMIO NACIONAL PARA O JORNAL DO AGRUPAMENTO Realizou-se no passado dia 23 de Março, no Salão Medieval da Universidade do Minho em Braga, a cerimónia de entrega dos prémios aos jornais escolares que concorreram ao Concurso Nacional de jornais escolares promovido pelo projecto “Público na Escola”, no ano lectivo transacto.   Com uma sala cheia, entre alunos, professores, encarregados de educação, autarcas e presidida pela coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares, Teresa Calçada, em representação da ministra da educação, a nossa escola fez-se representar

pelo Director do Agrupamento, o professor António Magalhães, pela coordenadora do jornal, a professora Patrícia Fontinha, pelos professores de Design Gráfico Nuno Canelas e Sérgio Dias, pela professora de Informática Cristina Gonçalves e pelos alunos-correspondentes da turma do Curso Profissional de Técnico de Design Gráfico.   Na sequência desta notável distinção, foram então entregues ao nosso Agrupamento um cheque no valor de 3.700 euros para investimento no projecto do jornal, bem como algumas lembranças – filme de vídeo so-

bre a produção de jornais, catálogos de design, dois diplomas e duas placas artísticas representativos desta efeméride e das respectivas atribuições pelos dois prémios que o agrupamento arrecadou (1º prémio nacional dos jornais de agrupamentos de escolas e menção honrosa para capa e design).   A equipa do jornal, para além da enorme satisfação por este reconhecimento, sente agora a responsabilidade acrescida de desenvolver este projecto de uma forma ainda mais profissional, quer no que respeita ao design, quer na organização e selecção dos seus conteúdos editoriais quer no empreendimento dificílimo que tem constituído, até então, a gestão da impressão das edições, que para terem alta qualidade oferecem custos elevados.   Destaca-se ainda, a futura exposição com todos os jornais vencedores, a realizar no Museu Nacional da Imprensa, no Porto e na Assembleia da República em Lisboa, no próximo dia 8 de Abril, para a qual a equipa foi convidada. Professores Nuno Canelas e Sérgio Dias

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escola em movimento Fotorreportagem No dia 11 de Março todas as escolas e jardins-de-infância deste agrupamento comemoraram a actividade designada “Escola em Movimento”. Cada departamento (e ciclo de ensino) promoveu actividades no âmbito das diversas disciplinas de forma a permitir à comunidade escolar inteirar-se da riqueza e potencial de cada uma das áreas diversas do conhecimento.   Dada a boa organização do evento, o dia foi muito positivo, tendo agradado a todos as actividades que seguidamente se mostram através da fotorreportagem efectuada pelos elementos da equipa d’O Plátano. A equipa do jornal

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redes sociais o que pensam os adolescentes sobre elas Eu pessoalmente acho que as redes sociais podem ser bastantes úteis, desde que usadas devidamente. As suas vantagens já foram reconhecidas por todo o mundo. Desde permitir encontrar pessoas com as quais de outra maneira nunca teríamos oportunidade de manter contacto a poder comunicar facilmente com amigos ou familiares que se encontram geograficamente longe… Mas as redes sociais têm também um lado negro, como por exemplo a falta de privacidade, sujeitando-nos a que desconhecidos tenham acesso aos nossos gostos e preferências. Com isto constato que as redes sociais não estão imunes aos perigos tecnológicos. Mas hoje as relações humanas estão directamente ligadas à tecnologia, e cada vez mais se estão a tornar mais fracas. Maria, 11º A A rede social é como se fosse o nosso mundo, um mundo que gira à volta da nossa necessidade de partilhar a nossa vida pessoal com desconhecidos. A meu ver, é importante relacionarmo-nos tendo as pessoas frente a frente, pois só assim é que construímos uma relação de confiança. Temos que deixar de ser preguiçosos e sair de casa para nos relacionarmos, senão, futuramente, não sairemos mais do nosso quarto, uma vez que podemos usar o chat para falarmos com a pessoa que está na divisão ao lado. Luís Liberato, 11º A Como tudo na vida, a Internet e tudo o que faz parte dela tem muitos aspectos positivos mas nem tudo é bom ... A realidade é que através dela qualquer um consegue saber informações sobre nós, a menos que tenhamos os devidos cuidados. Há que prevenir a nossa privacidade e não nos devemos expor ao mundo da maneira que muita gente se expõe, pois nunca sabemos quem está do lado de lá, a observar-nos. Manter o equilíbrio é simplesmente o essencial. Inês Gomes, 11º A 8

A tecnologia veio substituir as relações cara-a-cara entre as pessoas. Enquanto que primeiro aquele a quem chamávamos amigo era quem estava ao pé de nós quando mais precisávamos, que nos estendia a mão, que nos dava uma palavra de apreço, seguida de um abraço, agora, com as redes sociais a palavra amigo mudou. Amigo é aquele que simplesmente pertence à nossa lista do facebook e que tem um gosto comum ao nosso ou que publicou algo em que nos estávamos a pensar (coincidências!), e que por isso para nós assume elevada importância. André Carvalho, 11º A Julgo que todos nós, ao olharmos para trás, nos apercebemos que com o aparecimento da Internet, as pessoas se têm afastado cada vez mais, como se de lados opostos ímanes as obrigassem a separar-se.   As redes sociais substituem o chá das cinco enquanto que as senhoras de cabelos brancos ainda insistem nas “conversas de varanda”.   É a evolução do mundo. Um dia, talvez nos venhamos a arrepender de ter criado a conta no facebook ou no myspace. Um dia, talvez venhamos a conhecer a pessoa dos nossos sonhos pela mesma conta. O amanhã é uma incógnita, tal como as consequências de toda esta dependência tecnológica que nos inunda as vidas e por vezes nos impede de ver o que de mais belo há no mundo. Rita Neto, 11º A

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Com as redes sociais, conhecer pessoas passou a ser tão fácil como um clic, mas podemos dizer que realmente as conhecemos ou serão elas mais um “amigo” na nossa página do facebook? Esta é a realidade, estamos a caminhar para o desconhecido, não sabemos se estas relações são boas ou más e, muito menos, se são reais… A verdade é que não podemos evitar o inevitável e muito menos travar a evolução. O importante é criar uma barreira e conseguir equilibrar os dois mundos, o real e o virtual, para continuarmos a manter tradições e valores necessários para a sociedade. Bruna Mendes, 11º A Se por um lado, diminuiu o isolamento, a solidão e exemplo disso são as possibilidades de se falar e de observar amigos e familiares à distância, por outro iniciou um combate ao desconhecimento, à ignorância (é o caso, bem actual, das revoltas nos regimes ditatoriais do Norte de África, fomentadas pela divulgação nas redes sociais). No entanto, estas mesmas redes sociais poderão afastar o indivíduo da família e da própria sociedade, deixando-o vulnerável a diversos tipos de violência, podendo também influenciar quer o rendimento pessoal quer o profissional de cada um de nós. Catarina Ribeiro, 11º A


poesia

poesia à solta a mão do amor Com a minha mão a acariciar-te Ao teu coração quero agarrar-me Com os meus beijos vou beijar-te, Lançar-te amor, este sentimento muito (mesmo muito) puro, Por vezes bastante inseguro… Como é bom poder tocar-te Poder procurar-te, Sentir minha mão deslizar pelo teu corpo Porque sem ti, sinto-me morto… Perdido neste mundo cruel Sem ti esta paixão é caneta, é papel Escrever sobre ti, sobre nós, Traz-me a lembrança do nosso Encontro. Daniel Barros, 11º TIG

suave o amor O toque suavizante Que em mim me suaviza Suavemente Será amor? Ou simplesmente um toque de solidão? Suavemente me suaviza o teu amor. Nem sempre amor é suavidade. Nem sempre amor é terror. Mas o teu rosto é amor! Somos livres de amar, suavizantes, Com sorrisos a brilhar O toque suavizante Que em mim me suaviza Suavemente Será amor? Rafaela Silva, 11º TIG

será...

amor e sangue

Será que um sentimento Muda a disposição? Será que há um sentimento Que toca no coração?

Alijó tem um vestido vermelho feito De amor e sangue E cheira a limões maduros.

pérola brilhante

Por vezes é bom amar E tão bom é ser amado. O segredo é viver o presente Sem olhar para o passado.

Pérola brilhante, amigo, amante És tudo para mim És tesouro escondido És tempo perdido És o meu jardim Loucura, prazer Imenso sofrer Que mais queres de mim? Vivo mergulhado Num sonho pegado Que já não tem fim. D. Luz, Auxiliar da Acção Educativa

Às vezes toca, às vezes parte Um coração que nunca se abriu. Poderá chamar-se amor O sentimento que o mundo viu? Viu e Viveu! Mas viver é passado, Presente é contigo E o futuro está marcado.

Quando as pombas trazem no bico Os primeiros pedaços de milho Para alimentar os seus pequenotes, Alijó deixa de correr As serras pelo Douro e o povo Pelas ruas. À mesma hora, o amor agita no Sangue um grande amor inquieto. CP – Téc. Turismo

Pesou a responsabilidade, Pesou a consciência, Questionei o meu futuro E a minha existência. Primeiro amor da vida Foi um erro que estava certo. Amar é sentir-te de longe E admirar-te de perto! José Santos, 8º D 9


aula viva

a importância da filosofia

O tema da natureza valorativa mostrou-se um tema da Filosofia bastante apelativo. Toda a nossa vida ouvimos falar em “valores para cá, valores para lá”, crise de valores, novos valores, “aquela pessoa não tem valores”, etc., sem percebermos muito bem o que eram, afinal, os valores. E mais uma vez, o que ninguém me conseguiu explicar, a Filosofia deume a resposta que há muito tempo procurava.   Ética e moral: outras duas controversas concepções a que a Filosofia faz questão de esclarecer. Consciência moral o que é? Afinal, o que significa “pôr a mão na consciência”? Mais uma vez a Filosofia responde, adiantando que a moral é um conjunto de princípios ou normas que regem a conduta de um indivíduo ou sociedade. A Filosofia também me ensinou que afinal a moralidade é uma coisa bem diferente: é o esforço para orientar a nossa conduta por princípios racionalmente justificados, conduzindo-a através da universalidade, isto é, levando em igual consideração os nossos interesses e o dos outros, o que não é recorrente dada a tendência humana para o egoísmo. Mas esse é outro dos objectivos da Filosofia: pela racionalidade tornarmo-nos melhores seres humanos.   A Filosofia até pode ser uma coisa de malucos, mas prefiro pecar pela loucura do que pela ignorância. Débora Fernandes, 10º B

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Para que se saiba a Filosofia não tem uma definição universal, uma vez que não há unanimidade entre os filósofos, e para a definir temos de recorrer à etimologia da palavra filosofia que se compõe por philos (amante) e sophia (sabedoria), ou seja, Filosofia significa “amante da sabedoria”.   Posso dizer que a Filosofia do 10º ano é acessível até agora. Para mim, a matéria sobre a diversidade cultural, em que se fala da relação entre as várias culturas do mundo, é interessante, desvendando vários problemas e a razão de muitas coisas, como por exemplo o caso de Hitler ser racista e ter querido exterminar todas as raças e fazer prevalecer a raça ariana. Andreia Caçador, 10º B

Sempre que penso, sempre que ajo, sempre que reflicto, estou a ir de encontro à Filosofia, pois esta é isso mesmo, ensina-nos a reflectir, a indagar, a pensar, para que das respostas se fundamentem novas questões. Devemos ter uma atitude crítica, interrogativa, isto é, problematizadora, para que não nos deixemos levar pelo senso comum, pela experiência. Indagando, podemos sair da escuridão para a claridade, ou seja, da ignorância para o conhecimento.   A Filosofia ensina-nos a sermos autónomos, racionais, a pensarmos e termos deias próprias. Ensina-nos a agir perante situações difíceis.» Bráulio Rodrigues, 10º A

Na minha opinião, a Filosofia devia ser aprendida desde o primeiro ciclo, pois o autoconhecimento deve começar com o abc.   Com a Filosofia procuro um sentido para sentir que a vida merece ser vivida e acima de tudo esta disciplina contribuiu para o meu autoconhecimento e relacionamento com o outro.   “Viver sem filosofar é o que se chama ter os olhos fechados sem nunca os haver tentado abrir”. Como disse René Descartes, esta é também a minha opinião. Patrícia Barros, 10ºA

A Filosofia não é nada mais nada menos do que questionarmo-nos acerca de tudo à nossa volta sem nunca chegarmos a um consenso, é fascinarmo-nos pelos mistérios e segredos que existem no mundo.   A Filosofia não pretende instalar uma verdade, mas sim novas questões. Podemos dizer então que a Filosofia não é um meio para descobrir a verdade, mas é, sim, como a arte, um processo de a criar.   Todos nós temos pequenos filósofos no nosso interior pois não há ninguém que nunca se tenha questionado acerca de nada.» Tatiana Martins, 10º A


aula viva

A importância de estudar Filosofia é começarmos a questionar as bases fundamentais da nossa vida, o sentido da existência, porque nos afasta da existência rotineira, proporcionando-nos uma boa maneira de aprender e pensar mais claramente sobre variados assuntos. É importante porque nos faz usar a nossa capacidade de raciocínio e adquirir aptidões que podem ser aplicadas noutras áreas da cultura e do nosso conhecimento.   Os filósofos estão constantemente a questionar-se, a criar explicações lógicas, racionais e coerentes para os fenómenos, mediante as suas capacidades. Precisamos de nos interrogar acerca das nossas dúvidas, dos nossos comportamentos, das nossas acções, a fim de evitarmos a rotina do diaa-dia, contribuindo para a inovação e adaptação às necessidades que nos surgem na actualidade. Ana Machado, 10ºA

Esta disciplina é muito importante, curiosa e necessária pois ajuda-nos a sermos pessoas com moral, conhecendo a ética, a vivermos melhor em sociedade e a reflectirmos sobre a importância da comunicação na génese do ser humano.   Uma das citações de que mais gosto é: “uma vida não examinada não merece ser vivida” de Sócrates. As razões com que fazem com que eu goste desta frase é porque nós, seres humanos, devemos procurar o porquê das coisas e nunca satisfazermos com as respostas que obtemos. Não nos devemos guiar exclusivamente pelo senso comum, mas sim, termos a nossa própria opinião, guiandonos pela razão. Telma Cunha, 10ºA

Professoras Sandrina Lage e Teresa Fernandes

ji, eb1 pegarinhos primavera No dia 21 de Março o Jardim-de-infância e a EB1 de Pegarinhos comemoraram a chegada da Primavera, o Dia da árvore e da poesia.   O dia começou com o teatro de fantoches “A árvore triste”. Seguiu-se um momento de poesia com um poema “Sei um ninho”, evocando e dando a conhecer um grande escritor nosso conterrâneo, Miguel Torga, proporcionando desta forma um momento de prazer e alegria às crianças. Plantámos também algumas árvores e fizemos jogos tradicionais. No final houve um almoço convívio com todos os alunos.

Ao tomar conhecimento desta disciplina concluí que filosofar é reflectir sobre as grandes questões que se colocam na vida da humanidade. Em termos intelectuais é como passar da adolescência para a fase adulta.   A história do pensamento filosófico apresenta-nos grandes filósofos desde o começo da história humana. As principais influências no pensamento do mundo ocidental devem-se sobretudo à antiga Grécia, com destaque para pensadores como Platão, Sócrates ou Aristóteles. Fico fascinada só de pensar como havia, há mais de dois mil anos, inteligências tão evoluídas e marcantes!   Em conclusão, a Filosofia é uma ciência muito importante, pois pode ajudar as outras ciências a colocar questões epistemológicas e de metodologia necessárias para enquadrar a sua respectiva teoria científica. Mais importante do que isso, são as vantagens pessoais que podemos tirar desta ciência e da sua história. Para além de adquirirmos conhecimento histórico e ideológico, também aprendemos a questionar saudavelmente o mundo que nos rodeia. Joana Olmos, 10ºA

Sei um ninho Sei um ninho, E o ninho tem um ovo E o ovo é, redondinho, Tem lá dentro um passarinho Novo, Mas escusam de me atentar: Nem o tiro, mem o ensino Quero ser um bom menino E guardar Este segredo comigo. E ter depois um amigo Que faça o pino A voar….. Miguel Torga

Crianças do JI de Pegarinhos 11


histórias no JI vilarinho de cotas “A magia de se contar uma história não se resume à história contada, mas ao próprio acto de contar. É o momento em que a imaginação de quem ouve encontra na história algumas das milhares de informações que a humanidade traz desde o seu aparecimento. Histórias como a da Menina do Mar, Valéria e a Vida, e, Vic e o Ambiente, carregam uma sabedoria de milénios, tão actual e que tanto nos faz pensar. Por isso… por mais cansado que esteja após um dia de trabalho, conte uma história ao seu filho. Tenho a certeza de que uma história partilhada é uma aprendizagem adquirida. Ele irá agradecer com toda a certeza e você também.” Com algumas histórias rimo-nos à gargalhada, com outras ficamos tristes. Umas ajudam-nos a rimar e outras ajudam-nos a saber proteger o ambiente. Ensinam-nos letras, números, palavras e também a desenhar. Falam-nos de tantas coisas novas que ficamos curiosos e vamos pesquisar. Noutras histórias temos medo. Medo da bruxa malvada da história da Branca de Neve, medo do Lobo Mau do Capuchinho Vermelho, dos Sete Cabritinhos e dos Três Porquinhos. Depois explicam-nos que são fantasias como as que nós temos quando brincamos às fadas e aos super-heróis e o medo vai passando e acabamos por gostar do Lobo Mau e da Bruxa Malvada. As histórias têm magia e fazem-nos sonhar que somos girafas e tocamos as nuvens; que somos mágicos e pintamos o céu com estrelas de muitas cores; que somos patinho amarelo que nada no arco-íris, que somos o Capuchinho Vermelho e devemos fazer o que a mamã nos diz, que somos heróis e ganhamos corridas ao Macqueen, que somos fadas, rainhas e bruxas boazinhas e que somos palhaços e fazemos toda a gente feliz. Nós gostamos muito de ver e ouvir histórias. Educadora Isabel Batista 12

aula viva


aula viva

o meu computador

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bi dos animais

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Professora Rute Navarro 14


fora da sala

Dia Mundial da Protecção Civil No dia 1 de Março, assinalou-se o Dia Mundial da Protecção Civil, na Escola Básica 2,3/S D. Sancho II, numa iniciativa do Clube de Protecção Civil da Escola, em colaboração com a Protecção Civil de Alijó (Sapadores Florestais, Bombeiros Voluntários de Sanfins do Douro e Cheires), a equipa cinotécnica da GNR de Peso da Régua e a Escola Segura.   No campo de jogos da Escola, no âmbito desta comemoração, foram realizadas diversas actividades no sentido de promover a sensibilização dos alunos do 3º Ciclo de Ensino Básico para o trabalho realizado pelas forças que são responsáveis pela protecção civil. A actividade que mais atenção chamou aos alunos foi a apresentação dos cães da equipa cinotécnica da GNR, que são usados para a busca de pessoas desaparecidas e de explosivos e para actuarem em situações de perturbação da ordem pública e motins. A actividade que se seguiu permitiu aos alunos ter conhecimento da forma de actuação dos bombeiros na prestação dos primeiros socorros às vítimas de acidente, como por exemplo a imobilização dos acidentados com fracturas múltiplas. Os alunos puderam ainda observar o interior de uma moderna ambulância usada para o transporte de doentes e acidentados. Por fim, realizou-se uma simulação de incêndio florestal, seguida da pronta e eficaz actuação do Sapadores Florestais no combate ao fogo.   A responsável pelo Clube de Protecção Civil da Escola salienta a forma como todos os agentes envolvidos na protecção civil colaboraram, neste dia, para que os objectivos fossem atingidos: para além de mostrar como trabalham os diferentes agentes envolvidos na protecção civil, a celebração deste dia teve como missão sensibilizar a comunidade escolar para a importância da prevenção de riscos e autoprotecção face a situações de acidente e insegurança. Professora Catarina Carrêlo Clube da Protecção Civil

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dia do desporto EB1, ji vilar de maçada No passado dia 24 de Janeiro, na nossa escola festejámos o Dia do Desporto.   Às nove horas, recebemos os meninos do Jardim-de-Infância de Vilar de Maçada e cantámos uma canção “O João e a bola”. Também dialogámos, com as nossas professoras, sobre a importância do desporto para a nossa saúde.   O professor da Actividade Física Desportiva (Joel) organizou vários jogos desportivos, tais como: o jogo da lagarta, o jogo da salsicha e o jogo do quadrado.   Para lembrar este dia foram entregues prémios de participação. Sobre este dia alguns meninos do Jardim-de-infância disseram:   - Gostei de ir à escola dos meninos grandes e de ter feito os jogos. (Letícia)   - Gostei do jogo da salsicha. (Bruno)   - Gostei de todos os jogos. (Rafael)   - Tivemos uma raquete pequenina de presente e demos em troca uma bola de

ping pong aos meninos grandes. (Mónica) No final, os alunos da E.B.1de Vilar de Maçada elaboraram um cartaz com o registo de todas as actividades e as opiniões sobre esse dia.   - O Dia do Desporto foi fantástico e

exposição constelações   No âmbito da disciplina de Ciências Físico-Químicas / Clube da Ciência, realizou-se, entre os dias um e dez de Fevereiro, na Biblioteca da nossa Escola, uma exposição de trabalhos elaborados pelas turmas B e C do 7º ano, sobre as Constelações. Estes trabalhos foram elaborados com recurso a diferentes materiais, o que contribuiu para a sua diversidade e originalidade e levando a que uma grande parte de alunos e professores que tiveram oportunidade de os ver, os tivessem elogiado. Com estes trabalhos pretendemos chamar à atenção das pessoas para a beleza do céu à noite. Ana Taveira, Ângela Teixeira, Duarte Pereira, Joana Martins, 7ºB

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divertido. ( Rita, 2º ano)   - Neste dia aprendi muitos jogos. ( Fábio, 3º ano)   - O desporto é muito importante para a nossa saúde e é por isso que os senhores professores organizaram o Dia do Desporto na nossa escola. (Sara, 4º ano)


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campanha troca de lâmpadas Apostando fortemente na divulgação e promoção da utilização racional de energia e da eficiência energética, a EDP criou o programa Eco EDP. Com o mote “energia mais eficiente” o programa Eco EDP teve como objectivo oferecer, durante os anos 2009 e 2010, através dos alunos das escolas básicas e secundárias lâmpadas economizadoras, permitindo reduzir a factura de energia eléctrica nas habitações, através de uma redução significativa do consumo em iluminação e a melhoria do meio ambiente.   Desta feita, a EDP em parceria com o Ministério da Educação lançou às escolas mais um desafio de troca de lâmpadas incandescentes por lâmpadas economizadoras. Pelo segundo ano consecutivo, o nosso Agrupamento inscreveuse nesta iniciativa, sendo a mesma dinamizada pelo grupo de Física e Química. A referida actividade decorreu no dia 9 de Dezembro no bufete do Bloco B e, tal como no ano transacto, esta iniciativa teve uma grande adesão tanto da parte dos alunos como dos professores e funcionários. Deste modo, o Agrupamento de Escolas de Alijó, conseguiu mais uma vez, através desta campanha, dar o seu contributo para a preservação do nosso planeta, subscrevendo por completo o slogan “se queres mudar o mundo começa por mudar as lâmpadas”. Informação adicional: • Cuidados a ter na compra de lâmpadas economizadoras:   - Escolher o tipo de luz certa   • Cor quente – amarelada e mais confortável, adequada para espaços de repouso   • Cor fria – azulada, adequada para espaços de trabalho.

• Exemplo dos benefícios na utilização de lâmpadas economizadoras:

  - Ter em atenção a equivalência de potências   • Escolher a potência correcta para a luminosidade desejada

  - Verificar a etiqueta energética   • A escolha certa é a classe A Se uma lâmpada economizadora se partir, dever-se-á arejar o local e só depois recolher os resíduos com um pano húmido, evitando o contacto com a pele. Não se deve aspirar. Professora Olga Melo

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visita de estudo vila real No dia 11 de Fevereiro a turma C do 7º ano realizou uma visita de estudo à cidade de Vila Real.   De manhã começámos por visitar os aquários da Universidade de Trásos-Montes e Alto Douro onde vimos solhas, mexilhão grande do rio e uma enguia. De seguida tivemos uma visita guiada ao Museu da Geologia onde pudemos observar colecções de minerais, rochas, e algumas peças valiosas como os cristais de água do mar, oriundos do Paquistão. Vimos também fósseis e alguns crânios dos nossos antepassados. A seguir fomos visitar o Jardim Botânico que é um dos maiores do mundo e está espalhado por toda a universidade.   A visita foi guiada por um professor espanhol que nos mostrou algumas plantas vindas de muitos países estrangeiros. Vimos plantas que matam as outras com as raízes, que morrem com muito sol e aguentam geadas fortes e outras que funcionam ao contrário. Explicou-nos por

EB1 favaios

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que é que umas árvores têm folhas pequenas e fortes e outras grandes e mais frágeis, por que é que umas são grandes e outras pequenas. Depois fomos almoçar e passear para o centro comercial.   À tarde fomos ao Teatro de Vila Real ver a peça “Cisco e a Espiral do Conhecimento”. A peça desenvolveu-se ao ritmo do rap, numa atmosfera juvenil e envolvente que

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misturava a ficção científica, a comédia e a matemática.   No final ainda tivemos tempo para pedir autógrafos a um actor que participou no teatro e que conhecíamos dos Morangos com Açúcar.   Foi uma visita foi muito interessante onde tivemos a oportunidade de aprender muitas coisas. Esperamos que se possa repetir mais vezes. Alunos 7ºC


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visita de estudo cef mesa No último dia 3 de Março, a turma CEF-Empregado de Mesa, participou numa visita de estudo à cidade de Coimbra, onde visitou a Quinta das Lágrimas e a Universidade de Coimbra.   Esta visita foi organizada no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa, inserindo-se no estudo da obra de Luís Vaz de Camões, “Os Lusíadas”, no episódio referente a Dona Inês de Castro.   Os alunos chegaram à cidade dos estudantes por volta das 11h30 tendo-se, efectuado de imediato a visita à Quinta das Lágrimas, belissimamente guiada pela doutora Cláudia Vale. Aqui, puderam apreciar o Arco Neo-Gótico, construído no século XIX, o Bambuzal e respectivo Lago, a “Fonte dos Amores”, assim chamada por ter presenciado a paixão de D.Pedro, neto da Rainha Santa Isabel, por Inês de Castro. Mais longe, pararam junto à “Fonte das Lágrimas”, assim baptizada por Camões, por ter nascido das lágrimas que Inês chorou ao ser assassinada. O sangue de Inês terá ficado preso às rochas do leito, ainda vermelhas, depois de 650 anos…   Tiveram ainda a oportunidade de apreciar um jardim medieval, recriado pela arquitecta paisagista Cristina Castel-Branco e o jardim romântico, construído por volta de 1850. Os alunos não ficaram indiferentes ao Anfiteatro “Colina de Camões”, uma obra de arquitectura moderna perfeitamente enquadrada neste espaço que mistura História, lendas populares e elementos naturais de rara beleza .   Depois desta paragem, o grupo dirigiu-se ao Fórum de Coimbra para almoçar, tendo visitado posteriormente a Universidade de Coimbra. Os alunos ficaram deslumbrados com a beleza da Torre da Universidade ( a Cabra) e com os pormenores arquitectónicos presentes nos edifícios das várias faculdades.   Apesar do cansaço da viagem, to-

dos consideraram esta visita profícua e manifestaram o desejo de regressar à cidade das Tricanas quando surgir uma nova oportunidade. Alunos CEF Mesa

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percursos turismo local No passado dia 25 de Novembro, os alunos do Curso Profissional de Técnico de Turismo deslocaram-se a Favaios para efectuar uma visita de estudo à Adega Cooperativa e às padarias, rumando seguidamente à Enoteca Douro, na Quinta da Avessada, num dia dedicado ao turismo no Douro. Adega Cooperativa de Favaios Assim, por volta das 10h30, os alunos chegaram ao planalto de Favaios, situado a 630 metros de altitude. Em primeiro lugar, visitaram a Adega Cooperativa de Favaios, edificada em 1952, com pouco mais de cem sócios, que se organizaram na luta pelos seus interesses: a produção do Moscatel de Favaios. Em 2004, a Adega apostou na modernização das linhas de engarrafamento e do centro de vinificação, criando condições para aproveitar e tratar nas suas instalações as uvas brancas e tintas produzidas pelos associados.   Actualmente, labora para cerca de meio milhar de associados. A Adega produz 30 000 000 de garrafas por ano, isto é, cerca de 90% do consumo nacional deste produto, sendo o segundo produto mais exportado do país. Os responsáveis apontam algumas dificuldades nos nossos dias perante a diminuição do consumo de vinhos nacionais e a concorrência feita ao Moscatel por outras adegas já instituídas, mas também pelo mercado negro, que faz contrabando deste produto, pelo que o consumidor tem de estar alerta para eventuais falsificações do licor original. A adega possui a maior pipa do país, cuja capacidade é de 550 litros, ou seja, pode conter até 750 kg de uvas, o que valer cerca de 700 euros para o vitivinicultor.   A Adega recebe assim as uvas, que são descarregadas, passam pelo esmagador e desengaçador, sendo separado o pé da uva, caindo o bago numa rede para depois se encaminhar para a área de fermentação. Nas cubas, a toda a volta, passa água quente, aumentando a temperatura até 20Cº, o que acelera a fermentação alcoólica – este é o primeiro segredo de um bom vinho.   Ora, o vinho de mesa pode ser classificado em três tipos: regional; DOC; reserva. O primeiro é extraído de uma cuba regular simples de fermentação em forma de funil. O vinho DOC é mais encorpado, com uvas nacionais que se encontram numa cuba pé de galinha, achatada, que permite um maior contacto da grainha com o líquido, logo uma cor mais carregada e mais sabor. Um vinho de reserva é extraído de uma cuba rotativa, que mantém a matéria em constante contacto com o líquido, havendo ainda um estágio em barricas de carvalho, que lhe confere mais suavidade.   O segundo segredo de um vinho fortificado, doce, reside na adição de aguardente com 80 C de teor alcoólico ao sumo das cubas para a fermentação e conservação do açúcar. O terceiro segredo é a manutenção em barricas. A adega possui 550 000 litros depositados em cubas inox 20

fora da sala

(Moscatel, Favaios, Favaíto). Nos armazéns, encontramse diversos tipos de vasilhas: barrica, preferencialmente de carvalho pois tem poros, tonel, balseiro. De 3 em 3 meses, tira-se o vinho do fundo e volta a colocar-se em cima durante o estágio, o que chega a durar 3 anos. Um vinho do Porto Ruby permanece 6 anos na barrica enquanto um Tawny (alourado) fica 10 anos.   A arte da tanoaria tem poucos técnicos que se deslocam


fora da sala aos locais, onde executam as suas obras. Actualmente, esta arte possui grandes problemas: a falta de árvores em Portugal, o reduzido número de técnicos e a falta de cursos de formação para esta área. Nas redondezas, há apenas na Régua um curso de tanoaria.   Aqui tudo é reciclado: o pé da uva segue para reciclagem e o sairo é vendido para creme de mãos. A Adega emprega 30 operadores locais, destinando-se 10 ao engarrafamento. Padarias de Favaios Por volta das 11h30, a visita continuou rumo às padarias de Favaios para uma prova de pão. A padaria funciona há cerca de 100 anos, com fornos a lenha, que levam até 180 pães por fornada. Cada um demora 45 minutos a aquecer e 2 semanas para arrefecer. Qual é então o segredo do pão de Favaios? Primeiro, a lenha, pois são as padeiras que limpam as matas, aproveitando a rama do pinheiro; depois, cada fornada leva 8 ou 9 voltas dadas pelas mãos experientes das padeiras, que levam este ofício de geração em geração; finalmente, a água de Favaios dá o toque final. A Enoteca, Quinta da Avessada Terminadas as visitas, os alunos deslocaram-se à Quinta da Avessada, em Favaios, onde encetaram um almoço/ picnic, que pretendeu ser um momento de convívio, num espaço gentilmente cedido pela Quinta da Avessada.   Findo o repasto, o engenheiro Luís Barros deu início à visita da primeira Enoteca, aberta a público em Fevereiro de 2008, um espaço que atrai o turista ao fim-desemana, na época das vindimas, mas é um refúgio que também capta visitantes durante o Inverno.   O edifício tem mais de 100 anos e destina-se a ser um espaço onde os turistas interagem, servindo refeições tradicionais, em pote de ferro e prova de diferentes tipos de vinho. É um serviço prestado em complemento do hotel, pois este espaço não prevê alojamento. Aqui,

os alunos comprovaram os três segredos do terroir do Douro: o clima, o subsolo pobre com as pedras de xisto e a temperatura.   Como nasceu esta ideia? A intenção foi de criar um atractivo que se prolongasse ao longo de todo o ano. A partir de manequins, criaram-se robots que permitissem um espaço interactivo e dinâmico, que facultasse animação cultural. Porquê esta designação? O Douro encontra-se dividido por nomes e, nestes locais, os antepassados tratavam de uma ave, o peneireiro, fazendo um laço no braço que se designava de laçada da avessada, daí o nome actual, que simboliza a harmonia entre o homem, a terra e os animais.   A Quinta tem recebido turismo de negócios e mesmo comitivas importantes. Pretende recriar o ambiente festivo das vindimas através de aplicações interactivas que permitem ao turista viajar até às tradições genuinamente durienses: a pisa das uvas, os cantares típicos, os trajes, os ramos, os utensílios. Trata-se efectivamente de um turismo cultural, fenómeno recente no vale do Douro. Para tal, esta empresa enceta contactos com hotéis e empresas turísticas, recorre à Internet e usa da chamada publicidade feita pelo cliente que, frequentemente, regressa dada a satisfação com que daqui sai.   Os turistas são, em grande parte, nacionais, havendo ainda visitantes oriundos do Brasil, dos EUA, do Canadá, da Holanda, da Dinamarca ou ainda da Noruega. O Inglês é a principal língua de comunicação para os receber. Mas, então, o que falta para fomentar o turismo nesta região? O Douro precisa de um plano estrutural para as várias localidades, concentrar numa estrutura a coordenação das várias ofertas turísticas. Por outro lado, faltam técnicos de turismo disponíveis, pois o serviço, nesta região, precisa de ser de grande qualidade, que leve o visitante a quebrar a rotina, a sentir-se bem para que depois regresse e divulgue as preciosidades durienses que encontrou. Esta é a alma do negócio… Professora Telma Coutinho Alunos CP Turismo, 1º ano

feira das plantas Dia 21 de Março, finalmente chegou a PRIMAVERA! O clube da floresta quis celebrar este acontecimento e as professoras dinamizadores do clube, juntamente com os alunos inscritos, prepararam uma pequena feira de plantas. Nesta feira, foram vendidos alguns exemplares de plantas bem como, porta – chaves da mascote do clube, elaborados pelos elementos do mesmo e foram expostos trabalhos, alusivos ao tema, efectuados pelos alunos do 6º E nas aulas de EVT.   Alguns alunos do 1º, 2º e 3ºciclos assinalaram esta data, plantando árvores, oferecidas pela Câmara Municipal de Alijó, no recinto escolar, de forma a tornar este espaço mais puro e agradável.   A todos as pessoas que contribuíram e participaram

nesta actividade, o nosso Muito Obrigado! As professoras do Clube da Floresta 21


fora da sala

parlamento dos jovens Violência no meio escolar No dia 25 de Março, realizou-se em Vila Real uma sessão do Parlamento de Jovens que abrangeu o tema “Violência em meio escolar “. A sessão iniciou-se com a presença de deputados de 17 escolas do distrito de Vila Real. Na sessão de abertura estiveram presentes representantes da DREN, do IPJ, do Governo Civil, entre outros, tendo como presidente da mesa a deputada da assembleia da república Paula Barros.   A sessão de trabalhos teve início com o debate, momento em que cada escola apresentou e explicou as medidas propostas no seu projecto de recomendação. Seguia-se um período de pedido de esclarecimentos, no qual cada escola teve oportunidade de se dirigir aos deputados das escolas que apresentaram medidas que suscitaram mais dúvidas. A nossa escola apresentou um conjunto de medidas que em comparação com as restantes poderão ser consideradas mais duras e severas, no entanto,

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bastante objectivas e concretizáveis. Talvez por isso foi alvo de alguns pedidos de esclarecimento da parte de outros deputados, tendo o portavoz da nossa escola, David Branco, esclarecido, da melhor forma, as dúvidas levantadas.   A medida que levantou muitas questões foi a sugestão de introdução de câmaras de vigilância nos recreios das escolas, isto devido à perda de privacidade e aos custos financeiros que acarreta tal medida. O representante da escola Nadir Afonso de Chaves afirmou que a educação é uma prioridade e que se pode poupar noutros sectores.   Após todos os esclarecimentos, os deputados passaram à votação do projecto de recomendação que consideraram mais adequado, saindo vitoriosa a escola Fernão de Magalhães de Chaves.   Após o almoço os deputados representantes retomaram a sessão de trabalhos com o debate. O objectivo

foi introduzir alterações às medidas eleitas ou até mesmo eliminar uma ou mais medidas, devendo os deputados justificar as suas opções. Terminada a discussão, foi redigido o projecto final do círculo eleitoral de Vila Real.   Outro ponto alto desta sessão distrital do Parlamento dos Jovens foi a eleição dos deputados para a sessão nacional, na qual ganharam as escolas Fernão Magalhães (Chaves), Camilo Castelo Branco e S. Pedro (Vila Real).   O distrito de Vila Real será com certeza bem representado por estas escolas e terá grandes hipóteses relativamente à aprovação das suas medidas pela Assembleia da República, em Lisboa. João Soares, 8ºB


fora da sala

No presente ano lectivo, a nossa escola participa no projecto Parlamento Jovem. O tema em debate no Ensino Básico é a “Violência em meio escolar” e no ensino secundário é “Que futuro para a educação?”. Depois de formadas listas na nossa escola, realizaram-se, no final do mês de Janeiro, as eleições para eleger os deputados que iriam integrar a sessão escolar. Depois de eleitos, foram debatidos os temas e votadas as medidas que irão ser apresentadas na sessão distrital que decorrerá em Março, em Vila Real. Os nossos deputados redigiram um projecto de recomendação para cada um dos temas e elegeram entre si, três deputados e um suplente que representará a nossa escola na sessão distrital.   No âmbito deste Projecto, o Coordenador do parlamento Jovem da nossa escola, endereçou um convite à Assembleia da República para que fosse seleccionado um Deputado para estar presente na nossa escola. Apesar das muitas escolas inscritas, a nossa foi seleccionada e no dia 7 de Fevereiro de 2011, pelas 15 horas, o deputado José Bianchi honrou-nos com a sua presença, no auditório principal da nossa escola.

Segue-se um pequeno B.I: Nome Completo: José João Bianchi Data de Nascimento: 18-03-1954 Habilitações Literárias: Licenciatura em Filosofia; Mestrado em Ci-

ências da Educação; Doutoramento em Ciências da Educação Profissão: Professor Universitário na UTAD [Professor Associado (Currículo, Avaliação e Investigação em Educação)] e Deputado do Partido Socialista. Estiveram presentes várias turmas do ensino secundário e profissional e uma turma do terceiro ciclo. Os alunos que estavam a assistir tiveram oportunidade de realizar algumas questões ao Professor Bianchi, às quais ele respondeu durante as duas horas que durou a sessão. Não podia deixar de salientar duas perguntas. Uma, relacionada com o desemprego dos jovens licenciados, que são incentivados a prosseguir para o ensino superior vendo no final as suas expectativas premiadas com o desemprego; a outra, relacionada com a actual situação económica e social de Portugal. As respostas foram longas. Na primeira, o Professor Bianchi, salientou a importância das competências que qualquer jovem adquire com estudos mais prolongados, que os prepara melhor para enfrentar as dificuldades que vão encontrar, dando o exemplo que um Engenheiro Mecânico realizará mais facilmente as funções de um canalizador do que um canalizador realizará as funções de um Engenheiro Mecânico. A preparação para uma vida activa e uma cidadania responsável só poderá acontecer em pleno, com estudos prolongados e uma situação mais ou menos temporária, de crise económica, não deve desincentivar os jovens a prosseguirem a sua formação. Quanto à segunda questão, o Sr.º Deputado começou a sua intervenção, lembrando que 85% dos seres humanos do nosso planeta vivem numa situação de pobreza e em condições económico-sociais bastante inferiores à de qualquer português, pelo que a actual crise económica e as dificuldades que estamos a pas-

sar não devem olvidar os progressos conseguidos nos últimos 40 anos. E foram tantos os progressos! Mas também são muitos os desafios que o nosso país tem pela frente. As actuais gerações têm neste momento nas suas mãos, o futuro do nosso país e cidadãos mais informados poderão fazer escolhas mais acertadas. É importante que os mais jovens participem activamente na sociedade e na política nacional para que gozem em pleno da sua cidadania. Ser cidadão não significa ter apenas direitos. Ser cidadão é responsabilizarmo-nos pelos nossos deveres. O Projecto Parlamento Jovem é um importante incentivo para que se discutam os problemas, mas sobretudo para que se apresentem ideias e/ou medidas para os resolver. Na nossa escola, este projecto não foi muito participado, pelo que aproveito para saudar aqueles que se empenharam nas tarefas propostas. Aos restantes deixo uma mensagem de incentivo para que nos anos seguintes, façam do Parlamento Jovem uma das principais actividades do agrupamento. Obrigado aos alunos que participaram das listas. Parabéns aos que foram eleitos para a Sessão Distrital e obrigado aos colegas que têm colaborado, em especial à responsável pelo grupo do Parlamento Jovem do Secundário, professora Teresa… O Coordenador do Parlamento Jovem da nossa escola, Márcio Martins

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todos pelo rodrigo

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Escrevemos esta notícia com o objectivo de dar a conhecer a toda a comunidade escolar a realização de um actividade levada a cabo pelos alunos e respectivas famílias do Jardim-deInfância de Sanfins do Douro, que consistiu na participação numa “Campanha de Solidariedade” com o Rodrigo, uma criança de dois anos de idade, que nasceu sem a mão direita.   Uma empresa de reciclagem disponibilizou-se para financiar os custos de uma operação que permite ao Rodrigo ter uma mão artificial, em troca da recolha e entrega de 18 toneladas de tampas, rolhas e determinadas embalagens plásticas.   Daí, todos nós e as nossas famílias nos termos empenhado muito a sério nesta recolha, mostrando toda a nossa solidariedade e vontade de que o Rodrigo tenha melhor qualidade de vida.   Com o nosso esforço conseguimos juntar 90 garrafões cheios de tampas, em pouco mais de um mês.   Estamos muito orgulhosos e felizes por poder ajudar outra criança igual a nós. Alunos do J. I. de Sanfins do Douro

ji favaios No dia 17 de Março, os meninos do Jardim-de-Infância de Favaios foram à escola do 1º ciclo desta localidade, a fim de participarem numa actividade, no âmbito da disciplina de Estudo do Meio, articulando com a área de Conhecimento do mundo (Pré-escolar). Foram desenvolvidos conteúdos como: poluição e formas de a evitar, aquecimento global, atitudes responsáveis para a preservação do planeta, aspecto de alguns planetas, entre outros.   Esta actividade começou com a apresentação, em powerpoint, de uma história, elaborada pelos alunos do 4º ano “ O que é que o Pai Natal tem a ver com o aquecimento global?”

Após a exploração da história, os alunos viram através do programa Google Earth, os planetas Terra, Lua e Marte, descobrindo as semelhanças e diferenças entre eles (cor e forma). Depois, observando melhor o planeta Terra aprenderam que o mesmo está sempre a girar (movimento de rotação) dando, este movimento, origem aos dias e às noites. Viram ainda os continentes e oceanos e a localização de Portugal, no planeta.   Para terminar esta aula, resolvemos “viajar” até à nossa escola.   Foi uma aula muito interessante para todos. Professora Elisabete Ribeiro

sócrates na vila de alijó Hoje, dia 18 de Fevereiro o 1º Ministro, Engenheiro José Sócrates visitou a nossa vila de Alijó.   Também se deslocou ao Tua para colocar a primeira pedra para a construção de uma barragem.   A construção da barragem vai criar muitos postos de trabalho.   Os concelhos que beneficiam da barragem são: Alijó, Mirandela, Carrazeda, Vila Flor e Murça. A barragem vai fornecer energia eléctrica e mais água para rega. Assim a nossa zona vai ficar mais fértil. Turma F, EB1 Alijó, 2º e 3º anos

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fora da sala

eb1 alijó jogo do nascer e da aventura dos sentidos A turma C do 3º ano da Escola E. B. 1 de Alijó, desenvolveu a actividade Jogo do Nascer e da Aventura dos Sentidos, no âmbito do Projecto – Educação Sexual no 1º Ciclo, tratandose de um Jogo da Glória. Material: tabuleiro do jogo, dado, 6 cartões e 3 peões para os jogadores. Instruções: Lançamos o dado e vamos percorrendo o jogo até à casa 30. Em algumas casas temos diferentes desafios que estão assinalados com desenhos. Antes de responder ao que nos é pedido, temos de sobrepor no tabuleiro do jogo, o cartão correspondente à imagem. Queres saber quais são as perguntas ou desafios propostos? Casa n.º2 – Onde é que estiveste antes de nascer? Resposta: Na barriga da mãe. (Avança 1 casa). Casa n.º5 – O Manuel encostou o ouvido à barriga da mãe e pôs-se a ouvir o bebé. Jogo dos sons: Com os olhos tapados, a criança tenta identificar 3 sons (por exemplo: som de uma flauta, apito, …). (Avança 1 casa) Casa n.º8 – Quem é a tua família? Resposta: Pretende-se que nomeie os pais, irmãos, avós, … (Avança 1

casa). Casa n.º 11 – O bebé nasceu. É menino ou menina? E tu? Jogo do desenho do corpo: Pretende-se que a criança se identifique com um dos desenhos feitos por ela representando uma menina e um menino. (Avança 2 casas) Casa n.º 14 – De que se alimentam e como se alimentam os bebés depois de nascer? Resposta: Os bebés alimentam-se de leite. (Avança 1 casa). Casa n.º 17 – O que está a menina a fazer? Jogo dos cheiros: Com os olhos tapados, a criança cheira vários frascos e identifica cada cheiro. (Avança 1 casa) Casa n.º 20 – Temos olhos para ver o Mundo, mas também podemos tentar adivinhar com os dedos.

Jogo do tacto: Com um saco cheio de objectos, relativos à infância, pretende-se que a criança os identifique pelo tacto. (Avança 2 casas) Casa n.º 23 – Quando rimos, mostramos os dentes. O que é preciso fazer para manter os dentes saudáveis? Resposta: A criança deve referir-se à lavagem dos dentes e quando os deve lavar. (Avança 2 casas) Casa n.º 26 – O menino está crescido. Diz três alimentos que o ajudem a crescer de forma saudável. Resposta: Leite, alface, peixe, … (Avança 1 casa) Casa n.º 29 – O bebé desta história gostava acima de tudo de beijos, de muitos beijos! Salta uma casa e ganha o jogo. Turma C, 3º ano

se eu fosse... eb1 de alijó O PODER DE TRANSFORMAR A PROFESSORA Se eu tivesse o poder de transformar a professora, transformava-a numa bruxa cor- de- -rosa.   A professora bruxa gostaria muito do disparate. Ela desarrumaria tudo, deitaria as mesas ao chão, escreveria com a borracha, apagaria com o lápis e os seus livros seriam o quadro. Os meus amigos da turma diriam que a professora estava doida.   No dia seguinte, os meus colegas pensariam que a professora teria os mesmos comportamentos… Mas não!

  A professora já estaria bem! Não teria o mesmo comportamento. Eu seria, para sempre, uma feiticeira e

poderia transformar a professora no que eu quisesse e quando eu quisesse. Sofia Magalhães, 4ºE 25


à conversa com... alice pestana garcia

discurso directo

Professora Representante do Agrupamento de Escolas de Alijó na Comissão de Protecção de Crianças e Jovens local. O que significa ser representante do Agrupamento de Escolas de Alijó na Comissão de Protecção de Crianças e Jovens? É assumir a responsabilidade e a disponibilidade para intervir no processo de protecção e promoção dos direitos das crianças e dos jovens pertencentes às escolas do Agrupamento de Alijó. Existe legitimidade da escola intervir na promoção e protecção dos direitos da criança ou jovem em perigo? Considerando a Lei de Protecção de Crianças e Jovens em perigo qualquer instituição em matéria de infância e juventude tem legitimidade em intervir em abono dos direitos das crianças e jovens. A intervenção é feita de modo consensual com os pais, representante legal ou quem tenha a guarda de facto da criança ou do jovem. Quando não é possível actuar de forma adequada e suficiente a eliminar o perigo identificado dos casos, a escola tem o dever de os encaminhar para a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da localidade. É de realçar a importância do sigilo de cada caso. Quando e como é que intervém como representante na Comissão de Protecção de Crianças e Jovens do nosso Agrupamento? No âmbito do serviço na escola a minha intervenção inicia-se a partir da referenciação feita por qualquer elemento da comunidade educativa com maior incidência pelos Directores de Turma, dos casos de alunos que se encontram em situação de risco ou perigo relativamente à sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento. Na posse de informações verbais ou da referenciação de suspeita da situação de 26

risco ou de perigo, faço a triagem, tentando identificar a veracidade e a tipologia problemática que envolve o aluno e a avaliação da mesma. Se constatar a situação de risco ou de perigo, a condução do processo tem vários procedimentos, dependendo das características e da gravidade da situação, que são registados em processo individual, sendo necessário dar o devido encaminhamento às entidades competentes, através do Director do Agrupamento das Escolas, isto é o Presidente da Comissão Administrativa Provisória. Nos casos de absentismo ou de abandono escolar também há outro tipo de procedimentos que implicam uma abordagem directa e pessoal com os encarregados de educação e/ou os pais, ou com quem tenha a guarda de facto, no sentido de serem encontradas medidas preventivas, educativas e de recuperação do aluno para a escola. Nestes casos, os intervenientes assumem um acordo formal de responsabilização pelo cumprimento dos deveres escolares, nomeadamente o dever de frequência às aulas, para o qual é necessário registar o compromisso da responsabilização pessoal e parental de modo a que assumam os seus deveres para com o seu educando. Face ao incumprimento do referido acordo, e esgotadas as diligências possíveis para recuperar o aluno em causa, o Director do Agrupamento/ Presidente da Comissão Administrativa Provisória é informado das circunstâncias do processo, o qual é remetido oficialmente à entidade competente em matéria de infância e juventude

“Comissão de Protecção de Crianças e Jovens”. Além desta actividade, a par com a minha actividade lectiva, tenho o serviço externo, que abrange reuniões frequentes com a equipa técnica que constitui a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens com sede na Câmara Municipal de Alijó, que funciona nas modalidades restrita e alargada, assim como reuniões com o Núcleo Local de Inserção Social no centro de Saúde de Alijó e ainda o serviço domiciliário. O que significa “modalidades restrita e alargada”? O funcionamento das reuniões acontece em modalidade restrita em regime de permanência, ou sempre que a situação de emergência justifique, e é composta por pessoas com formação nas áreas de serviço social, psicologia, saúde, educação e direito, representando as instituições onde trabalham. A modalidade alargada funciona com os representantes da restrita, mas abrange mais pessoas, de várias instituições locais, incluindo representantes da Segurança Pública, do Município, da Assembleia Municipal e Associações de Jovens.

...A pessoa que denuncia tem de ter em conta que os direitos da criança ou do jovem não estão a ser respeitados, no meio em que vivem ou convivem diariamente... Quais as situações que justificam a referenciação dos alunos pelo Director de Turma ou por qualquer


discurso directo elemento da comunidade educativa? Depende da situação problemática e da gravidade dos casos. A pessoa que denuncia tem de ter em conta que os direitos da criança ou do jovem não estão a ser respeitados, no meio em que vivem ou convivem diariamente, ou que os mesmos assumem comportamentos que afectam gravemente a sua segurança, saúde, formação, educação e desenvolvimento, não sendo possível aos seus progenitores eliminar o problema. É preciso averiguar se os alunos se encontram em situação de risco, de perigo ou de perigo eminente. Em todos os casos é conveniente ter-se a confirmação dos indicadores de risco ou de perigo, a identificação do aluno e do seu agregado familiar, da respectiva situação socioeconómica, assim como fazer o registo das diligências efectuadas pelo director de turma e as que são efectuadas posteriormente por mim. Se a referenciação ou a denúncia for feita por qualquer elemento da comunidade educativa, a descrição da situação problemática tem de conter os dados de identificação, devendo o participante da informação guardar sigilo preservando a privacidade do aluno, enquanto pessoa. Mesmo face a uma suspeita, cumpre o dever de qualquer cidadão denunciar o problema, participar, por escrito ou verbalmente o conhecimento dos casos a quem de direito deve saber para imediata ou eventual intervenção. A participação tem de ter a identificação do denunciante? Não necessariamente. No entanto, se há a identificação compete-nos sempre guardar sigilo perante a família do aluno em causa. Quais são as causas das situações consideradas problemáticas? São variáveis e dependem da origem e da formação dos padrões sociais dos agregados familiares. As mais comuns são a negligência familiar, a exposição a modelos de comportamento desviante, a precariedade económica, a promiscuidade, a ignorância, a ingenuidade, a demissão das competências parentais e das

obrigações legais dos pais, a cedência abusiva aos caprichos dos filhos, que num ciclo vicioso desencadeiam nos seus educandos comportamentos de risco, desde absentismo, abandono escolar, consumos etílicos… Constato que em muitas circunstâncias o desconhecimento dos Direitos das Crianças e dos Direitos Universais Humanos impele a que estas situações ainda aconteçam. Os próprios alunos reconhecem muitas vezes que se prejudicam, quando adoptam ou estão expostos a comportamentos considerados incorrectos e ilegais no seio familiar e/ou escolar. No entanto, em convívio social há alunos que consideram que é norma, porque é moda ser ou agir de acordo com a ilusão ou imposição dos amigos.

...cumpre o dever de qualquer cidadão denunciar o problema, participar, por escrito ou verbalmente o conhecimento dos casos a quem de direito... Em que circunstâncias podemos considerar que a criança ou o jovem se encontra em situação de perigo? Em conformidade com a Lei nº147 de 1 de Setembro de 1999 as situações de perigo são consideradas conforme passo a citar: «Quando se encontra abandonada ou vive entregue a si própria; sofre maus tratos físicos, ou psíquicos ou é vítima de abusos sexuais; não recebe os cuidados básicos ou a afeição adequados à sua idade e situação pessoal; é obrigada a práticas de actividades ou trabalhos excessivos inadequados à sua idade, dignidade e situação pessoal, prejudiciais à sua formação e desenvolvimento; está sujeita ou exposta a comportamentos que afectam gravemente a sua segurança e o seu equilíbrio emocional; assume comportamentos ou se entrega a actividades ou consumos que afectam gravemente a sua saúde, segurança, formação, educação e desenvolvimento sem que os pais ou o representante legal ou quem tenha a guarda de facto se oponham de modo adequado a eliminar a situa-

ção de perigo.» E como é que é realizada a ponte entre a Escola e a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens? Através da oficialização formal dos casos enviada pelo Órgão de Gestão do Agrupamento. De modo a facilitar a ligação entre a Escola e a CPCJ é necessário diagnosticar as causas de absentismo, abandono e insucesso escolares com a colaboração dos directores de turma em acompanhamento na CPCJ, propor as medidas reparadoras que face às limitações da família tenham de ser decididas em sede da CPCJ competente, acompanhar de forma individualizada as crianças ou jovens com maiores dificuldades de integração na comunidade educativa. O que é que considera mais custoso no desempenho deste cargo que ocupa? Ver alguém a prejudicar a própria vida e a dos outros, lidar com a mentira, a precariedade económica, a imprudência dos actos nocivos, a ingenuidade das pessoas face aos problemas particulares, a insensibilidade face às evidências dos factos, a arrogância, a falta de honestidade, de palavra, de auto-estima, de investimento na sua valorização pessoal, o desperdício de tempo e dinheiro em futilidades… Conciliar o tempo atribuído ao cargo com a minha actividade diária. Gosta deste cargo que exerce? Com certeza que sim. Apesar de ser um cargo em que se corre determinados riscos e de ter de o conciliar com a actividade lectiva pois acaba por ser desgastante. A razão a que me proponho em defesa da construção do projecto de vida dos alunos que não têm orientação de futuro e não investem em benefício próprio, dá-me uma satisfação pessoal que contribui também para a minha harmonia interior. Obrigada pela sua disponibilidade. P.F.

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douro Quem se recorda do site www.dourofotos.com («Vou mostrar-vos algo que nunca esquecerão»)?   A ideia de fotografar o Douro surgiu do convívio entre amigos. Era frequente juntarmo-nos ao fim-desemana, geralmente ao domingo, no café de onde partíamos para um passeio pelo Douro.   Inicialmente, visitávamos terras já conhecidas e mais esquecidas, que geralmente ficavam mais perto da nossa zona. Mais tarde passámos a visitar terras mais distantes do Douro. Podem achar piada, mas quantos de vocês conhecem Soutelinho? Quando foram lá pela última vez? De que imagens se recordam?   Nessa altura e nesse contexto comecei a fotografar as belíssimas paisagens que ia encontrando pelas diversas viagens que fazíamos, chegando ao ponto de voltar ao mesmo local por várias vezes e em horas distintas para apanhar aquela “imagem singular”. NAo longo do tempo, observei que muitos dos locais visitados tinham sido alterados, destruídos ou modificados pela mão humana. Também as diferentes épocas do ano proporcionavam variadíssimas cores de beleza. Não interessa fotografar uma vinha com neblina se as suas folhas tiverem uma tonalidade verde, no entanto, se as mesmas forem amarelas e acas-

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tanhadas, a fotografia difunde uma imagem enregelada de Outono.   A pesquisa de fotografias históricas do Douro, fez-me perceber a inexistência de sites com conteúdo fotográfico sobre o Douro profundo. Existem sim, muitos sites de quintas muito famosas a promover os seus vinhos que até proporcionam visitas virtuais pelos seus armazéns. No entanto, descuidam-se em desvendar a beleza das suas encostas.   Assim, decidi conceber um site sobre a Região Demarcada do Douro, na tentativa de proporcionar imagens diferentes daquelas que é frequente encontrar na internet. O Douro não é apenas a Régua, o Porto ou as Caves do Vinho do Porto, é mais do que isso… é a capela pequenina lá no alto, é aquela ponte romana, é aquele caminho rupestre, é aquela águia que paira sobre o rio Douro, etc. Mirandela, por exemplo faz parte da região demarcada do Douro e no entanto não é uma zona vitivinícola. Já o concelho de Carrazeda de Ansiães e Barca d’Alva são zonas ricas em olivais. S. João da Pesqueira, por exemplo, tem das paisagens mais bonitas do Douro e pouca divulgação fotográfica na Internet.   O site tinha uma média de 10.000 visitas mensais não repetidas. Teve muito sucesso na altura. O que mais

me incentivou foi o facto de no Verão os emigrantes agradecerem-me pela disponibilização fotográfica que era para eles a única forma de dar a conhecer as suas terras, a sua zona, a sua região no estrangeiro. Até aí, normalmente consultavam os sites das Câmaras, das Juntas de freguesia ou dos Postos de Turismo mas estes tinham pouca oferta em relação ao site que criei. Foi o contentamento dos outros que mais me entusiasmou.   Em pouco tempo, já era um site de referência do Douro. Recebia e-mails de turistas, universitários, pintores e escritores. Cheguei a ser convocado para a votação do programa das comemorações dos 250 anos da Região Demarcada do Douro.   Quantos de vocês, que vivem no Douro, já fizeram um passeio de barco rabelo pelo rio Douro? Já repararam que o conhecem melhor os turistas do que nós que temos o Douro ao lado?   Apesar de neste momento o site não se encontrar online, devido à minha vida académica, informo que a partir do fim do Verão terei possibilidade e a disponibilidade de o reabrir, com nova imagem, investindo novamente no Douro, que é a minha região. Rui Mansilha, Funcionário da Secretaria


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a escola a tempo inteiro

São 12.45h de um lindo dia do início de Maio. Nesta casa, mesmo em frente à escola do 1.º ciclo, os pais e familiares de um aluno almoçam. Janela e porta da cozinha abertas, pois o dia está quente. Uma mesa estreita e comprida ladeada por dois bancos corridos. São seis ou sete pessoas. Levantaram-se cedo para ir trabalhar para o campo. Dependem da cultura da vinha. Se a produção for boa o ano pode ser farto. Caso contrário…   - Oh, mãe! Posso ir aí?   - Não! Daqui a pouco começa a escola e tu já comeste!   A criança encolhe os ombros e continua a brincadeira com os colegas.   Esta criança do 1.º ano, ao que parece, só queria estar junto dos pais. Não os via desde a noite anterior. Talvez um beijo e um abraço fossem o recarregar de energia para o resto do dia que ainda falta.   A escola a tempo inteiro foi apresentada como uma grande conquista. Não seria antes uma conquista ter-se conseguido desenvolver o país para que as famílias pudessem dispor de condições para estar mais tempo com os seus filhos?   A escola a tempo inteiro é apenas algo que se destina a apaziguar as famílias que, cada vez mais, são obrigadas a trabalhar em condições mais precárias e vulneráveis. Que não podem faltar, sob pena da perda do posto de trabalho no final do contrato. Que são obrigadas a cumprir horários incompatíveis com uma vida familiar harmoniosa, numa altura em que, cada vez mais, as famílias são menos do que nucleares. As famílias podem olhar para a escola a tempo inteiro como uma válvula de escape, uma almofada que amortece 30

um maior choque da sua vulnerabilidade, mas é apenas isso mesmo, um estratagema para tornar um pouco mais suportável o que deveria ser visto como insuportável e intolerável.   A nossa sociedade evolui perigosamente para a solução em que as crianças estão institucionalizadas o dia inteiro. As relações familiares só existem à hora de jantar, quando os pais estão cansados. Estas relações são muito importantes para o crescimento e desenvolvimento de uma criança.   Tudo isto é difícil numa sociedade competitiva, mas os nórdicos conseguiram encontrar soluções que lhes permitem uma grande ligação familiar e produzir bastante, tendo uma vida económica mais desenvolvida. Nestes países do norte da Europa, a Educação Pré-Escolar, como a vemos em Portugal, não existe. As crianças permanecem no berço da família o maior tempo possível. As crianças ficam com os avós que se reformam mais cedo em comparação com os seus pares do centro e sul da Europa. Os Jardins-de-Infância são de índole privado, mais concretamente ligados às empresas e é muito residual a sua existência. O estado apoia a permanência das crianças no seio da família, quer com a oferta de livros da sua cultura popular quer com o apoio à maternidade. A carga horária escolar aumenta com a idade do aluno a partir do 1.º ciclo.   Por detrás da escola a tempo inteiro estão as actividades de enriquecimento curricular.   Um dos traços mais negativos do funcionamento das AEC é a flexibilidade do horário curricular que resulta de uma adaptação errada da escola ao funcionamento das AEC. Estas funcionam flexibilizadas, e em muitos concelhos, que não é o nosso, intercaladas com o horário curricular, o que subverte princípios como o da continuidade e unidade pedagógica, subjacente ao conceito de monodocência. As AEC são importantes desde que as mesmas funcionassem após a componente lectiva. Este é um segmento do

sistema educativo que, pela sua desregulação e descontrole, pela forma como desvirtua o próprio conceito de complemento curricular e pela desarticulação existente, muito por força de duplas ou triplas tutelas, deveria ser objecto de uma acção consequente em que os agrupamentos, por força de lei, deveriam chamar a si a responsabilidade maior da sua organização e realização. Impedir-se-ia a transferência de importantes áreas para fora do currículo, a privatização da oferta pública de ensino, o descontrolo dos horários e a descontinuidade pedagógica. Os docentes destas actividades deveriam estar inseridos no contexto de escola. Porque não a leccionação destas actividades em equipa?   O que fazer com um programa que pensa as escolas e as comunidades educativas deste país, como se fossem uma só escola e uma só comunidade? O que fazer com um programa que é dinamizado por profissionais aos quais se atribui um estatuto que, de imediato, os desqualifica? O que fazer com um programa que, respondendo a necessidades sociais inequívocas, cria mais problemas do que oportunidades educativas?   Mais escola dentro da própria escola não é de todo prioritária. O que é prioritário é que as nossas crianças continuem a ser crianças. Que tenham tempo para brincar, para inventar e construir a sua personalidade e, se possível, com um verdadeiro complemento curricular após a componente lectiva, num ambiente lúdico de muita felicidade.   Se houve concelhos que souberam minimizar os efeitos da escola a tempo inteiro, como é o nosso, outros há por este país, que devido à reorganização da rede escolar, não criaram circuitos próprios de transporte fazendo sair muito cedo e chegar muito tarde as crianças a casa. Não souberam oferecer uma oferta educativa adequada. Não proporcionaram às escolas os recursos humanos necessários, quer para as AEC quer para o acompanhamento de almoço.


discurso directo   A Educação não deve ser entendida como um encargo, antes como um

investimento. E o investimento na Educação é o futuro de toda e qual-

à conversa com... fernando pessoa

quer geração. Professor Luís Cardoso 1.º CEB

Desculpe, o que anda para aí a gatafunhar? Não tenho muito tempo, podemos prosseguir? Sim, com certeza.

A minha feliz infância! Infância que nunca tive, e nunca vou ter. Quando me lembro dela, os meus vícios consomem-me por dentro, desfiguram-me a alma.

Vou agora passar a palavra ao meu colega exorcista. Exorcista: Olá meu querido Fernandinho….quantos amigos é que tens no Facebook? Fássebuki?

  Fernando Pessoa nasceu em Lisboa, em 13 de Julho de 1888. Foi educado no Liceu de Durban e na Universidade do Cabo da Boa Esperança. Nesta ganhou o prémio Vitória de estilo inglês. Ficou célebre pela vasta obra poética ortónima e heterónima.

Qual é a sua opinião sobre o seu permanente estado de divisão da alma? Divisão? Qual divisão? Da 1ª. Liga? Não existe nenhuma divisão. Eu sou Álvaro de Campos e mais nada! Espere um pouco…pensando bem…ninguém é quem aparenta ser. Todos têm os seus fantasmas (como diz aquele dos abrunhos) mas Boa noite, Fernando Pessoa! eu, pessoalmente, não gosto nada de Muito obrigado pela sua com- frutas. Prefiro as máquinas, o seu baparência no programa “5 para a rulho, os óleos, os carvões! meia-noite”. Eia, eia, eia, eia, eia, eia, eia, eia! Ai a Depois de um exaustivo inquérito minha mulher mecânica! feito aos alunos deste país, decidi- Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh! Ai o meu mos convidar, esta noite, um exor- rebanho! cista para, finalmente, o compreen- Rebanho? Como aquele que tinha dermos melhor. quando era mais novo? Ai a minha infância! A minha feliz Quem é Fernando Pessoa? infância! Infância que nunca tive, e Fernando Pessoa? Pessoa é quem é, nunca vou ter. Quando me lembro o que quer ser, é quem eu quero que dela, os meus vícios consomem-me seja…Fernando Pessoa é uma pes- por dentro, desfiguram-me a alma. soa. Contudo…não sei quantas almas tenho. Não! Espere! Espere só um boninguém é quem aparenta cadinho! Está a vir, está a vir, está a ser. Todos têm os seus fan- vir…ai…já veio! (agarra numa folha tasmas e começa a escrever).

Exorcista: Não fofo! Fa-ce-book! Bem… não interessa. Ai, esse teu bigode luminoso, essas tuas sobrancelhas felpudinhas, esse teu corpo de Deus Grego e essas mãos! Sim! Essas tuas mãos... ui…o que eu faria com elas…escreveria inúmeros poemas. Nunca pensaste em mudar de estilo? O meu estilo é a Natureza, são os passarinhos a cantar no campo…as máquinas, as engrenagens, os r-r-rr-r-r-r eternos, era ao menos poder penetrar-me fisicamente de tudo isto! Sentir o forte espasmo retido dos maquinismos em fúria. Exorcista: Eu não trabalho com pessoas como esta, são demasiados espíritos! Bem, acabamos por aqui e voltamos amanhã com a entrevista a Camões para mais detalhes sobre o seu acto heróico de salvação de Os Lusíadas. Ana Marinho, Beatriz Cardoso, Francisca Monteiro, Jessica Alves, Helena Silva, Vânia Silva 12ºC 31


aprender FRANCÊS uma opção com sentido Em 2006, a UNESCO assinou uma convenção internacional, ratificada pela União Europeia e que entrou em vigor em Março de 2007, visando reforçar a promoção da diversidade cultural e da importância da aprendizagem de diversas línguas para o sucesso pessoal e profissional de cada cidadão europeu.   Passaram quase cinco anos e os responsáveis pela elaboração dos programas curriculares continuam a desvalorizar a aprendizagem das línguas estrangeiras, sendo que, no ensino básico, os alunos aprendem duas línguas e no secundário apenas uma. É nestas idades que a aprendizagem de novas línguas devia ser estimulada para que as crianças e os jovens pudessem desenvolver a competência de comunicação no contexto de uma Europa sem fronteiras, cada vez mais acessível aos seus cidadãos.   Ora, enquanto professora de Línguas, verifico que o nosso país não avança na direcção correcta, segundo a convenção internacional de 2007 e verifico ainda, enquanto docente de Francês, que a língua francesa tem vindo a perder o relevo que teve durante décadas, sendo substituída pela língua espanhola em várias escolas do país. Não contesto a importância do espanhol: como referi anteriormente, o problema está na falta de ambição dos nossos governantes ao não apostar no ensino de mais línguas estrangeiras. Não obstante, é-me impossível não reflectir sobre as desvantagens que advêm do facto de um aluno não ter aprendido francês ao longo da sua formação – na minha opinião, esta ficará incompleta, empobrecida e o seu futuro profissional mais limitado, pois aprender francês significa alargar as oportunidades de sucesso pessoal e profissional. Por conseguinte, não concordo com aqueles que defendem que o francês perdeu o interesse para as novas gerações - basta uma breve análise para verificarmos a importância que a França e a sua língua continuam a ter no mundo e no nosso país.   Não esqueçamos que o Francês é 32

uma das dez línguas mais faladas no mundo, com actualmente mais de 175 milhões de falantes espalhados pelos cinco continentes; é a segunda língua mais ensinada no mundo (200 milhões de pessoas aprendem o francês como língua estrangeira); é língua oficial em 30 países; é a língua da Organização Internacional da Francofonia que reúne 68 países ou estados; uma das principais línguas das grandes organizações internacionais; é a língua das três capitais da União Europeia (Bruxelas, Luxemburgo, Estrasburgo) e a língua utilizada no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. É, ao mesmo nível que o inglês, a língua oficial do Movimento Olímpico e de todas as agências das Nações Unidas.   Para os estudantes, que planeiam

opinião

prosseguir estudos no estrangeiro, a França possui um sistema de ensino e de investigação considerado de excelência ao nível mundial, nos domínios científico, literário, artístico e das ciências sociais. Apresenta um grande leque de opções em termos de formação e uma série de parcerias com várias universidades portuguesas. A França é actualmente um dos países mais avançados nos domínios da pesquisa e da inovação. Jovens de todo o mundo escolhem a França para estudar pois reconhecem no francês a língua da cultura, desde a vasta produção literária (dos clássicos à literatura actual), à divulgadíssima banda desenhada francófona, passando pelo cinema francês (o primeiro da Europa) cujo papel é determinante para o futuro da sétima


opinião arte em geral. É através do cinema e da produção audiovisual que a França defende o conceito de «Diversidade cultural», hoje adoptado pela UNESCO. Também o francês está, desde sempre ligado, a outras artes tal como a pintura (Renoir, Monet, Manet…), a escultura, a moda, fazendo de Paris a cidade eleita pelos artistas de várias áreas, para aprender, viver e criar.   Para além disso, e para quem é da opinião de que a nível económico e financeiro a França tem perdido poder, refira-se que ela é a sexta potência do mundo, fazendo do francês uma das línguas essenciais nos domínios do comércio e do investimento pois está no terceiro lugar na atracção dos investimentos estrangeiros; a França é o quarto exportador de serviços e o quinto exportador de bens; é o primeiro investidor no mundo; o primeiro destino turístico ao nível mundial e o segundo investidor estrangeiro em Portugal empregando mais de 40 000 trabalhadores, nas 450 empresas francesas instaladas em Portugal, no ramo automóvel (Renault, Peugeot,

Citroën…); na distribuição (Carrefour, Auchan, FNAC, Décathlon, Intermarché, Aki…); na indústria (Air Liquide,Total…) e na indústria agro-alimentar (Danone, yoplait); no sector dos seguros e bancário ( AXA, Crédit Agricole); na cosmética (L’Oréal, Avon, Yves Rocher)… É para França e para países francófonos que vão quase 20% das nossas exportações.   Assim sendo, saber francês abre as portas no mercado português mas também a um mercado que envolve cerca de 715 milhões de habitantes espalhados por 53 países da América do Norte, do Magreb, da África subsariana e da Ásia. Acresce salientar que, para os alunos do interior do país, nomeadamente dos meios rurais onde a emigração continua a ser uma forte realidade, aprender francês é fundamental pois a França e outros países francófonos (Suíça, Luxemburgo, Bélgica) continuam a ser os destinos favoritos para quem decide deixar o país em busca de um futuro mais risonho. Conversando com os alunos da nossa escola em concreto, facilmente percebemos

que são muitos os que têm familiares, vizinhos conhecidos ou amigos nestes países. E também é muito comum que quando questionados sobre a questão da emigração os nossos alunos digam que provavelmente iriam para estes países, se deixassem de estudar.   Para concluir, resta relembrar que o Francês, até meados do século XX, serviu como a língua preeminente da diplomacia e dos assuntos internacionais e que a França continua a participar nos grandes debates mundiais sendo que as suas posições constituem uma referência no âmbito da solidariedade; do meio ambiente, da saúde, da paz e do respeito pelas liberdades ou não fosse este o país do lema “Liberdade,igualdade, fraternidade”… Professora Ivete Baptista

efa actividades integradoras No âmbito dos cursos novas oportunidades existe, no Agrupamento de Escolas de Alijó, um curso de Educação e Formação de Adultos, com a finalidade de permitir aos nossos concidadãos a aquisição de uma qualificação de nível secundário. Este curso funciona em regime nocturno e tem duas turmas. Uma na escola EB 2,3 do Pinhão e outra na Escola EB 2,3/S D. Sancho II de Alijó.   No dia dois de Fevereiro, pude assistir à apresentação da actividade integradora no âmbito do tema “Urbanismo e Mobilidade” da turma de Alijó. Foi convidado o Sr. Arquitecto Henrique Pinto da Câmara Municipal de Alijó que fez uma magnífica palestra sobre “ Energias Renováveis e Materiais Ecológicos utilizados na construção civil ”.

  Foram também apresentados os trabalhos desenvolvidos pelos formandos inseridos no mesmo tema. No dia onze de Fevereiro, assisti também à apresentação da actividade integradora no âmbito do tema “ Equipamentos e Sistemas Técnicos” da turma do Pinhão. Foi convidado o Sr. Filipe Correia, proprietário de uma empresa local, que opera na área da agricultura e enologia na região do Douro, que protagonizou a apresentação de um equipamento tecnológico com a função de pisador de uvas, criado na sua empresa, Xisto Azul.   Seguiu-se igualmente a apresentação dos trabalhos individuais dos formandos em função do tema escolhido. Estes exemplos são bem comprovativos da relevância destes cursos,

que aliam como poucos a educação/ formação ao mercado de trabalho. Efectivamente, nunca como hoje foi tão importante realçar esta ligação entre duas realidades que se complementam na formação pessoal e profissional do ser humano.   Finalmente é de salientar o empenho, trabalho e dedicação de todos os formandos deste curso, que com certeza, com sacrifício das suas próprias vidas pessoais, deram um exemplo a toda a comunidade educativa, ao partilharem as suas aprendizagens, num clima de total abertura e responsabilidade. A própria Direcção Regional de Educação do Norte esteve representada, assistindo às referidas apresentações, tendo estimulado os formandos e realçado a importância destes cursos. Professora Margarida Cascarejo 33


opinião

a importância dA Educação Pré-Escolar Estávamos em 1965. Recordo-me, como se fosse hoje. Ia para a escola “primária”, era assim que se chamava, “a primária”. Estava contente, já ia ser grande. Mas depois… foi o desabar de um entusiasmo que me fazia correr as lágrimas pelo rosto de petiza. Sim, a que tinha de se separar do regaço familiar, para ir aprender. Primeiro o i, era o i de igreja…   A professora era já de idade, nada graciosa, por sinal… e não havia propedêutica. As vogais eram seguidas e quem não as soubesse, a palmatória tinha o seu momento de gáudio. Mas não era isto que me debelava. A minha mãe tinha-me preparado e as letras não me atormentavam. O que me angustiava era a separação, o estar longe, muito longe… pareciame… da minha casa. Não conhecia ninguém, a não ser a minha irmã mais velha, que estava noutra “sala”. Tudo isto era estranho e a minha timidez em nada ajudava. Claro que, com o passar do tempo, a situação foi melhorando, e o hábito acabou por me conduzir até ao final daquela transição. Difícil… lembro.   Se fosse hoje, “a primária”, já não era com certeza a inquietação, o desconhecido, o longínquo, mas sim aquela “escola”, para onde todos querem ir com aquele mesmo entusiasmo, onde as lágrimas são substituídas pelos sorrisos que se desenham nos pequenos rostos… Sim, porque na escola, “na dos grandes”, vão encontrar os amigos, aqueles que frequentaram a Pré, com quem partilharam brincadeiras, actividades, adquiriram aprendizagens, sentiram muitas alegrias e foram, com certeza, felizes…   E, isto, deve-se ao facto de, praticamente, hoje em dia, cerca de 90% das crianças frequentarem a educação pré-escolar.   É pois, no Jardim-de-infância, que as crianças têm oportunidade de conviver com outras crianças e com adultos, integrando-se num grupo, 34

desenvolvendo competências sociais e de relacionamento interpessoal, que lhes facilitam a adaptação à escola do 1.º ciclo e às regras de funcionamento que ela implica.   E, é com aprazimento, que sinto, que cada vez mais, pais, professores, a comunidade em geral vêem a educação pré-escolar como um período essencial no desenvolvimento equilibrado de todas as potencialidades da criança, proporcionando-lhe oportunidades de autonomia e socialização, preparando-a para uma escolaridade bem sucedida e constituindo apoio importante às famílias na sua tarefa educativa.   Do acesso das crianças a uma educação pré-escolar de qualidade depende, em parte, o seu sucesso em futuros níveis de escolaridade, daí ser necessário proporcionar-lhes processos educativos de qualidade, que promovam a inclusão de todas as crianças no sistema escolar.   A Lei-Quadro da Educação PréEscolar (Lei nº 5/97, de 10 de Fevereiro) estabelece como princípio geral que “a educação pré-escolar é a primeira etapa da educação básica no processo de educação ao longo de vida, sendo complementar da acção da família, com a qual deve estabelecer estreita relação, favorecendo a formação e o desenvolvimento equilibrado da criança, tendo em vista

a sua plena inserção na sociedade como ser autónomo, livre e solidário” (Ministério da Educação, 1997: 15).   A mesma lei, define, entre outros, os seguintes objectivos: promover o desenvolvimento pessoal e social da criança; fomentar a sua inserção em grupos sociais diversos, no respeito pela pluralidade de culturas; contribuir para a igualdade de oportunidades no acesso à escola e para o sucesso na aprendizagem; estimular o seu desenvolvimento global, no respeito pelas suas características individuais; desenvolver a expressão e a comunicação através de linguagens múltiplas; fazer a despistagem de inadaptações, deficiências e precocidades, promovendo orientação e encaminhamento adequados. Estes objectivos apontam para a criação de condições para que a criança possa aprender ao longo da vida e, por conseguinte, para que tenha sucesso educativo.   Os benefícios da frequência da educação pré-escolar, não se esgotam na preparação das crianças para o 1.º ciclo, já que todas as aprendizagens são fundamentais para a continuidade do seu percurso educativo. No entanto, este é, um importante aspecto a ter em conta, para o qual concorrem os vários princípios anteriormente enunciados.   A aprendizagem em diversos domí-


opinião nios (leitura, escrita e matemática, entre outros) no 1º ciclo pode ser facilitada pela frequência da educação pré-escolar, que pode, efectivamente, contribuir para criar mais oportunidades de sucesso. Os estudos mostram, por exemplo, a importância do contacto com a escrita para a formação de conceitos e para o desenvolvimento de competências e de motivação para a aprendizagem da leitura. Muitas são as famílias, ainda, em que, além de não terem hábitos de leitura, não existem livros, revistas ou jornais em casa, o que, à partida, as coloca em desvantagem à entrada do 1.º ciclo. Actividades realizadas no Jardim-de-infância neste âmbito (contar histórias, folhear livros, fazer diversos jogos com letras e palavras, etc.) proporcionam a todas as crianças a oportunidade de vivenciarem um desenvolvimento facilitador das aprendizagens previstas para o 1.º ciclo.   Mas não é apenas a oportunidade de realizarem um desenvolvimento facilitador das aprendizagens previstas para o 1.º ciclo que faz da educação pré-escolar um local, por excelência, de desenvolvimento afectivo de competências próprias. Neste contexto, também há vivências que não têm em si o intuito de mostrarem coisa alguma: e essas são as melhores. Vive-se! Cresce-se e aprendese sem necessidade de demonstrar aos adultos o que se faz.   E, concluo com deleite, o quão importante foi, é e será para mim poder dar a todas as crianças aquele “colo”, o que fomenta, sobretudo, a sociabilização, para que os seus primeiros dias de encontro com “a primária” não conheçam nunca o “amargo da distância ” que eu senti. A Educadora de Infância, Celina Fernandes Pinto

Por um Modelo de Pesquisa de Informação BIG SIX

Actualmente a Escola enfrenta novos e exigentes desafios. Detentora tradicional do conhecimento, vê-se hoje confrontada com novas, aliciantes e poderosas fontes de saber.   Assim sendo, a Escola, numa perspectiva de eficácia, deve adoptar novo paradigma, aberto aos outros saberes, mais adequado à contemporânea sociedade de informação.   Tal implica, a meu ver, que o papel do professor, agora ele próprio estudante sob pena de ficar plasmado no tempo, passe a ser o de catalisador e orientador do aluno na “construção” do conhecimento.   O trabalho de pesquisa constitui um dos mais sólidos meios de “construção” de conhecimento, no entanto esconde perigos que importa prevenir.   Navegar à bolina no vasto oceano da informação não augura porto seguro pelo que se torna essencial a definição do roteiro da viagem porque quem vai para o mar prepara-se em terra. Lá diz o Povo na sua ancestral sabedoria.   E o roteiro é o modelo de pesquisa de informação.   Em termos práticos, este ano lecti-

vo, os senhores professores da EB1 de Favaios tiveram a bondade e a paciência de assistir à apresentação do meu Powerpoint relativo ao Big Six, o modelo de pesquisa, quanto eu sei, adoptado em várias escolas do país.   A Professora Isabel Veiga, achando-o interessante, numa abordagem colaborativa com o professor bibliotecário, dispôs-se a pô-lo em prática.   Tema escolhido: “ O Castro do Vilarelho”. Pelo acompanhamento regular dos trabalhos, sei que decorrem com entusiasmo e em bom ritmo.   Mas ainda não é tempo de conclusões. Aguardemos pelo fim do trabalho e a respectiva divulgação.   Espero muito sinceramente que este pequeno passo seja o primeiro de muitos na prática de uma pesquisa de informação ainda mais eficaz. Professor bibliotecário, António Rocha

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filosofia abstracta?

opinião

A FILOSOFIA É DEMASIADO ABSTRACTA? NÃO NECESSARIAMENTE! Uma das visões estereotipadas do conhecimento filosófico é a da sua vocação essencialmente abstractizante. Na realidade, a filosofia afirma-se como um exercício teórico e especulativo inerente à radicalidade das indagações que incessantemente coloca, bem como à sua natureza desejante de profundidade. Ocorre-me, a este propósito, O Filósofo, um óleo de Rembrandt de cores frias e meditativas, torre de marfim florbeliana, escadaria ao fundo, numa espiral apontada para o infinito.   No entanto, a actividade filosófica não se confina a esta tendência de sistematização: existe nela uma outra vertente, de certo modo menos conhecida: a sua componente prática, ideia feita carne, a do ser posicionado na contingência do mundo. E é assim que entramos no domínio da ética, de todas as disciplinas filosóficas, a mais prática por essência. Trata-se de uma vastíssima preocupação pensante, consubstanciada em máximas e aforismos passíveis de serem postos em prática, usados na concreção dos dias, vertidos, por assim dizer, nos gestos, nos actos, e fazendo deles orientações de conduta na vida.   Querem exemplos? Atente-se em “Há no tu uma fonte e não um limite do eu” de Nédoncelle. Já pensou no verdadeiro alcance desta máxima? Isto significa que ser é ser com os outros. As especificidades dos outros são, para mim, enriquecimento inesgotável. Ser é compromisso, disponibilidade, espessura ontológica de comunicação, asas sempre abertas numa perpétua preparação para o voo do cuidado dos outros. É a negação do egocentrismo pela cultura da compreensão dos sentimentos daqueles que nos circundam. É promessa, verbo feito corpo, pelo que ser é ser entre seres, é um diálogo permanente entre um eu e um tu, esforço contínuo de aproximação ao mistério da clausura dos outros. Existir é comprometerse e este compromisso implica agir recusando a abstenção, a neutralidade, a indiferença.   E sendo assim, no contexto das éticas personalistas, o que é ser pessoa? Ser pessoa é transcendência, movimento perpétuo, descentralização contínua, vertigem da partida numa viagem de preocupação pela alteridade. Ser pessoa é, também, individualidade irredutível, respeito pelas diferenças de cada um, alento de dádiva. É ser livre, e esta liberdade equaciona-se por um querer ser, uma escolha de si numa atitude de respeito pelas escolhas dos outros, logo, pela sua liberdade. É um dever querer-se, tão válido para si como para as outras consciências.   A pessoa precisa de descentrar-se, pois cada um só se conhece através do olhar do outro: a presença do outro desoculta-me, subtrai-me ao centro da chama, convocame à comunicabilidade. Então, ser é abertura, exposição, 36

e, no limite, ser é amar, porque a comunicação exprimese através da evocação do encontro, de fuga ao narcisismo, escolhendo a singularidade do outro, participando na sua alegria e sofrimento. Ser é dar, é entrega, procurando a gratuitidade sem procura de compensação, é ser fiel, num esforço que exige tempo e duração.   E além disso, reparem, estas éticas alertam-nos para a urgência de uma transmutação axiológica: na avaliação dos outros, devemos distinguir entre o ter e o ser. Estas são entidades cuja cisão metafísica é evidente: o ter é problema; o ser é mistério. Nunca devemos reduzir o valor da pessoa ao domínio do ter: ser pessoa é incomensuravelmente transcendente, pelo que cada um é pelo que é e não pelo que tem.   E se a nossa consciência nos despertar para a angústia suscitada pela incerteza existencial? Em nosso auxílio, logo se acende a voz da ética voluntarista: há que suportar o necessário e aprender a amá-lo. Este amor libertanos da servidão do passado e da indeterminação do futuro. É preciso amarmos a vida e a nós mesmos para lá da travessia de todas as pontes a fim de não podermos desejar senão a suprema afirmação do presente: torna-te no que és, no sentido da busca da diferenciação! A grandeza do homem está em aceitar-se a si mesmo; é não querer nada de diferente do que é, nem no futuro, nem no passado, nem para toda a eternidade. Professor Rui Gonçalves


opinião

“e não se pode exterminá-los?!” Não, não se pode exterminá-los, e estou a utilizar a conhecida frase para me referir aos políticos.   Os que estão absolutamente desesperados com a existência desses seres poderão optar pela Amazónia onde colherão livremente raízes ou frutos e viverão em comunhão de direitos e deveres com os seus pares. Na Europa do séc. XXI viver sem a classe política não parece ser possível. E mais do que isso, considerar que acabar com a Democracia é eliminar os políticos, é mais enganador ainda.   Ao longo da nossa história tivemos poucas oportunidades para exercer livremente a crítica: o Absolutismo, a Inquisição, o Salazarismo fizeram o que foi bem traduzido pelo poeta António Ferreira no séc. XVI:   « A medo vivo, a medo escrevo e falo,   Hei medo do que falo só comigo   Mas ainda a medo cuido, a medo calo.(…) »   A acrescentar a isso, desde 1578 que esperamos por D. Sebastião para nos resolver os problemas. Como ele não aparece e os problemas têm sido ao longo do tempo mais do que muitos, não há nada melhor do que aproveitar os pequenos períodos de liberdade para desancar nos políticos e na política .   No séc. XIX Rafael Bordalo Pinheiro fê-lo de forma extraordinária e em 1911 Cristiano Cruz caricaturou o que muitos pensam cem anos depois.   Como o confundir o sistema democrático, em que todos temos uma quota de responsabilidade pela acção política, com a simples existência dos políticos e, por associação, com os problemas económicos, é perigoso, convém lembrar que um qualquer D. Sebastião, digo, regime autoritário, não acabará com a política e logicamente com os políticos.   Sabemos que foi nos países onde mais cedo se instalaram e consolidaram sistemas democráticos que a economia mais progrediu (para não falar de outros aspectos). No momento presente e apesar do frio, pergunto: será preferível viver na quase ignorada Dinamarca ou na glorificada China?...   Usemos mais uma vez a História para lembrar a opinião de quem impediu o domínio nazi sobre a Europa, ou seja, Churchill: « a Democracia é o pior dos regimes, com a excepção de todos os outros.» PS - Atrevo-me a acrescentar que em vez de « exterminá-los», devíamos apoiá-los com mais força. Devíamos apoiar e exigir a união dos políticos europeus na defesa do modelo político, económico, social, cultural que tanto custou a construir na Europa, que tanto desenvolvimento produziu e que tanto contribuiu para a realização plena do Homem. Mudar é necessário, aperfeiçoar a

partir dos erros cometidos é essencial ; abdicar porque é o caminho mais conveniente para alguns só pode conduzir a uma etapa muito mais sombria, cujos exemplos também podemos encontrar no passado. Professora Leonor Magalhães

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história

personalidades históricas quem gostarias de ter sido? afonso henriques

rainha santa isabel

Sem dúvida D. AfonsoHenriques, nosso primeiro rei de Portugal. Não pela realeza em si mas pelo espírito guerreiro e aguerrido com que lutou não só pela independência mas também pelo alargamento do território. Partindo de um “pequeno pedaço de terra” – Condado portucalense – consegue, graças à sua esperteza política, que Portugal seja a primeira nação europeia a estabelecer-se como Estado independente e com direito, inclusive, a língua própria: o galaico-português. Foi um homem corajoso que não aceitou subjugar-se nem ao seu primo, Afonso VII nem à sua própria mãe, com a qual também trava uma batalha. Um homem que luta incansavelmente por aquilo que lhe é querido. De carácter corajoso, com extraordinária visão política, quando deu por terminada a obra, o território nacional estava quase delineado. “Aí têm um português que, em vida, conseguiu ter um sonho e concretizá-lo”, diz o cineasta António Pedro Vasconcelos. Também hoje precisaríamos de um “Afonso Henriques” que pudesse reerguer “as armas e os barões assinalados” e tornasse Portugal na nação forte e temida de outros tempos. Professora Fátima Cordeiro

O facto de ela ter sido tão generosa, tão bondosa faz, sem dúvida, com que a prefira.   A Rainha Santa Isabel todos os dias entregava esmolas a pobres e fazia doações às igrejas e capelas. Apesar de não ser tão bondosa e generosa como ela, penso que tenho algumas parecenças com esta rainha. É uma das personagens na história que me chama mais à atenção e com quem mais me identifico.   Generosa, considero-me bastante... partilhar é o meu ponto forte e a verdade é que me sinto muito feliz por ajudar os outros. Ser bondosa faz parte de mim, apesar de, por vezes, também ter consciência de não ser tanto como devia.   Para mim, foi uma das personagens mais importantes na história, e talvez tenha influenciado muitas pessoas a imitá-la como tanto me influenciou a mim. Filipa Canelas, 6ºD

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brites de almeida Se eu fosse uma personagem histórica seria…Não sei bem… Poderia ter escolhido D. Maria II, D. Carlota Joaquina mas prefiro a Brites Almeida, mais conhecida por Padeira de Aljubarrota. Não sei bem as razões da minha escolha, talvez seja pela sua independência e a sua valentia. Pela sua vontade de defender os seus bens e a sua nacionalidade. Pela sua coragem. Ou talvez não! Talvez seja por

ser diferente visto que era mulher corpulenta, ossuda e feia, de nariz adunco, boca muito rasgada, cabelos crespos e seis dedos nas mãos. Também pode ser que seja por ter possuído uma taberna e uma padaria! Mas acho que não sei bem… A mim parece-me mesmo que escolho a Brites Almeida pela sua vontade de marcar a diferença das mulheres no mundo!   Seria mais fácil a escolha se tivesse existido uma D.Margarida na nossa história! Margarida Felgueiras, 6ºD

ulisses …sem dúvida Ulisses. Perguntam-me porquê Ulisses?   Por ser um verdadeiro guerreiro e lutar pelos seus ideais. Também eu quero lutar sempre por aquilo que gosto, pela profissão que quero ter no futuro e quero ajudar o mundo a ser um pouco melhor.   Ulisses era aventureiro e gostava de navegar no desconhecido. Também desejo dar a volta ao mundo por mar e conhecer novos países, novas culturas, construir novas amizades.   Depois de dar a volta ao mundo, quero ser sempre como Ulisses, humilde e sincero, não quero grandes banquetes, nem festas, só quero ser um exemplo para a “pequenada” do futuro, tal como Ulisses… André Vieira, 6ºD


cultura

LE CLASSEMENT COMPLET DU TOP 12 (MCM) Semaine du 7 mars au 13 mars

N°1 Colone reyel Celui

N°5 david guetta Who’s That Chick

N°9 Taio cruz - Higher

N°2 israel kamakawi- N°6 alexandra stan - N°10 Guillaume grand woole - Over The Rainbow

N°3 inna - Sun Is Up

N°4 magic system Ambiance à l’africaine

Mr. Saxobeat

- Toi et moi

N°7 black eyed peas - N°11 kate perry -

The Time (Dirty bit)

N°8 shakira - Loca

Firework

N°12 lolita - Joli Garçon Alunos de Francês, Professora Telma Coutinho 39


diz-me o que lês

Estranho Amor da escritora italiana Elena Ferrante, no original L’Amore Molesto, foi um livro premiadíssimo em Itália. Este romance conta-nos a história da relação conturbada entre Amália e sua filha, Délia. Enquanto a narradora estava junto de Amália, sua mãe, lemos uma espécie de ódio sentido para com ela, porém, quando afastadas, pressentimos amor e saudade. Uma relação em tudo estranha. Também Délia revela uma vida estranha, cheia de conflitos emocionais que a cegam para a precisão de saber o que sente em relação à mãe. O momento que prende o leitor irremediavelmente ao livro é quando Amália se afoga no dia do aniversário da filha, pelos seus 23 anos, tudo indicando que se tratou de um suicídio. Surge a par do mistério da sua morte, uma personagem masculina que lança suspense a partir do momento em que informa telefonicamente Délia, sem saber com quem falava, que pretendia recuperar uma camisa que tinha ficado no apartamento de Amália. E a partir daqui Délia ruma em direcção ao passado, tentando entender a tragédia da mãe e conhecendo-se, ao mesmo tempo, melhor a si própria. Para quem quer conhecer mais livros desta escritora pode ler o seu mais recente livro intitulado Os Dias do Abandono, também das edições Dom Quixote. Rafaela Silva, 11º TIG

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A cidade das luzes foi o cenário de uma das mais grandiosas paixões francesas do séc. XIX. A Dama das Camélias é considerada a maior obra de Alexandre Dumas filho, escritor parisiense que, por abordar temas como o adultério ou o drama do filho natural, adquiriu a fama de autor polémico. Uma narrativa intensa e tocante que relata as vidas de uma cortesã, sustentada por alguns dos homens mais ricos de Paris (Marguerite Gautier), e de um jovem idealista (Armand Duval). A tão famosa alcunha “Dama das Camélias” vem do hábito de Marguerite levar camélias para o teatro, cinco dias brancas, dois dias encarnadas. Poderia agora contar a história do amor proibido por preconceitos e interesses, mas não o farei, porque não seria em tão pouco espaço que transcreveria com verosimilhança a bela e dolorosa história de duas vidas que se separam e todos as reflexões que esta nos proporciona. Somente sublinho que A Dama das Camélias é uma leitura soberba e imperdível, principalmente para aqueles que, tal como eu, absorvem histórias como se de verdadeiras realidades se tratassem … as realidades da ficção. Rita Neto, 11ºA

cultura

Este foi considerado o melhor livro infanto-juvenil pela Sociedade Portuguesa de autores em 2011. Com autoria e ilustração de Afonso Cruz A Contradição Humana é o terceiro prémio ganho por este autor. O primeiro, em 2009, o prémio Maria Rosa Colaço, com Os Livros que Devoraram o meu Pai; o segundo, o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco da Associação Portuguesa de Escritores, em 2010 com A Enciclopédia da Estória Universal, e em 2011, o Prémio Autores anunciado no passado dia 20 de Fevereiro pela RTP.   É ainda autor de A Boneca de Kokoschka, romance aplaudido pela crítica, que conta a história do pintor Oskar Kokoschka que abalado pela morte da sua apaixonada, Alma Mahler, manda construir uma boneca em tudo igual a ela (tamanho, rugas, …). A Contradição Humana é um livro em tudo interessante e original onde Afonso Cruz explora verdadeiras contradições humanas de forma muito divertida, com predominância do desenho em detrimento do texto que é muito curto, permitindo desse modo uma legibilidade semelhante ao do cartaz, gerando uma memória do livro sempre viva. Os pequenos textos, a que chama de “textos fechados”, podem também sobreviver sem a ilustração pela riqueza do seu significado. Destaco um deles, referente ao alheamento do real em que alguns artistas incorrem em favor da criação estética: “O Sr. Gomes, que lê tantos livros e tem um telescópio para saber o que se passa no céu, por vezes não faz ideia do que se passa na terra.” Contradições singulares, como esta, a que nem sempre estamos atentos e que este livro ajuda a ver melhor, crianças e adultos. Professora Patrícia Fontinha


Ficha Técnica

Propriedade Agrupamento de Escolas de Alijó Coordenação Patrícia Fontinha Projecto Editorial Cristina Gonçalves Frederico Borges Sérgio Dias Coordenação do Design Gráfico Nuno Canelas Sérgio Dias Design da Capa Daniel Vasconcelos

Design do Logotipo Paulo Oliveira Impressão Gráfica do Norte – Amarante Colaboração Curso Profissional de Técnico de Design Gráfico Alunos correspondentes do Jornal

Endereço Avenida 25 Abril, 20 5070-011 - Alijó E-mail oplatano2010@gmail.com

Papel Reciclado 110 gr Tiragem 300 exemplares

Edição 2 – Março 2011


O Plátano #2 2010/2011  

2ª Edição do jornal escolar do Agrupamento de Escolas de Alijó "O Plátano" no ano lectivo 2010/2011.

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