Page 1

1


2


3


Editorial

Mais um ano que passou, mais um aniversário da nossa escola, mais uma Gaivota… mais um voo rumo ao sucesso! Em tempos de mudança, tempos de esperança… continuamos sempre acreditar que é possível fazer mais e melhor. Apesar das condicionantes que surgem no dia a dia, principalmente

as

relacionadas

com

as

instalações

e

equipamentos, e que temos superado com algum custo, nunca desistimos… Cada ano é um novo desafio que encaramos com a responsabilidade e profissionalismo que esta instituição merece. E a prova de tudo isto são os sucessos conseguidos anualmente, resultantes do esforço e dedicação dos nossos profissionais que, consequentemente se manifestam nos resultados dos nossos alunos. Há imensos anos que aguardamos pela nova escola mas não perdemos a esperança, sabemos que uma escola nova, proporcionará melhores condições de trabalho aos nossos alunos, professores e funcionários em geral, acreditamos que num futuro próximo a mesma será uma realidade. A educação e o nosso papel como educadores não se limitam aos portões da escola, temos uma responsabilidade acrescida no meio onde estamos inseridos e temos cumprido esse papel seja nas relações que desenvolvemos com as instituições, seja com a vertente cultural que facultámos à população do nosso concelho e concelhos limítrofes. Em dia de aniversário temos consciência de que apesar de não termos as melhores paredes, as melhores salas ou os

4


melhores equipamentos, temos bons profissionais que todos os anos mantêm a identidade que nos define. O sonho de uma nova escola é um sonho antigo, a nossa vez chegará e, os novos muros não serão um começo mas a continuidade de tudo o que temos feito até agora. As paredes gastas, as janelas de madeira sem cor que testemunham a passagem do tempo e os pequenos telhados que tentam já timidamente tapar as gotas de água dos dias mais chuvosos de inverno apenas farão parte das nossas memórias… A nossa velhinha escola está a chegar ao fim… Novos tempos se avizinham… Nascemos do nada, aos poucos fomos construindo e reconstruindo uma instituição que hoje todos reconhecemos como válida e na qual acreditamos. Trabalhamos sempre para fazermos melhor em prol dos nossos alunos, dos seus sonhos e objetivos… Ao olharmos para trás vemos que da vontade de todos nasceu uma grande escola, do nada se fez muito e do pouco se fez a esperança e é precisamente essa esperança que temos de manter, porque a nossa história faz-se de etapas e uma nova etapa nos espera, a escola que todos merecemos e temos direito!

A Presidente do Conselho Executivo

Alda Almeida

5


1


A – Os heróis vieram à escola

Ali Babá e os Quarenta Ladrões*

Slogans

Quem lê, vê mais longe. Quem compra, lê. Lê, gosta e empresta. Lê Ali Babá e os Quarenta Ladrões e vive grandes emoções! Quem lê Ali Babá e os Quarenta Ladrões de sabedoria ganha milhões. Quem lê Ali Babá, não pode fazer figura má! Ali Babá, a sua leitura recompensa! Quem lê o livro Ali Babá, conhece uma aventura sem fim. Quem lê o livro Ali Babá e os Quarenta Ladrões entra numa aventura de guardiões. Lê Ali Babá e os Quarenta Ladrões e aprende mil lições! Quem lê Ali Babá e os Quarenta Ladrões aprende a lidar com “leões”. Quem lê Ali Babá e os Quarenta Ladrões supera grandes missões. Se gostas de aventuras e de leituras deves comprar Ali Babá e os Quarenta Ladrões! Turma – 6.º B

*adaptação de LucLefort e adaptação para a Língua Portuguesa de António Pescada, Porto Editora 2


Retrato de Sancho Pança

Sancho Pança era um homem de estatura baixa,

gordo,

com

cara

de

lua

cheia,

bochechudo, olhos escuros como a noite, nariz abatatado, sobrancelhas grossas e de bigode e barba farfalhuda. Homem simples, fiel ao seu senhor. Jamais desistiu do seu amo, esteve sempre ao seu lado em todos os momentos, auxiliando-o. É um homem de bem, de bom senso, honesto e trabalhador e com um coração do tamanho do mundo, mas ingénuo. Era um bom ouvinte e escutava os devaneios de Dom Quixote, acreditava que se o seguisse poderia conquistar riquezas e poder. Sancho Pança montado no seu burrito esteve presente com Dom Quixote em todas as suas aventuras. João Francisco Aluno do 6.ºD

3


A aventura de Ulisses no mar das sereias

Ulisses voltava para casa, para junto da sua amada Penélope. Em pleno mar das sereias Ulisses ouviu um canto suavíssimo, vindo das águas do mar. As vozes eram maravilhosas, ora choravam, ora cantavam fazendo-se passar por Penélope, que suplicava o seu auxílio.

As

vozes

deixaram-no

emocionado. Rapidamente, Ulisses mandou os seus marinheiros pararem de remar, só que estes não obedeceram, porque não o conseguiam ouvir. Ulisses que viajava amarrado ao mastro do navio, encheu-se de uma força extraordinária, torceu-se e contorceu-se até conseguir libertar-se das grossas cordas que o mantinham preso ao mastro do barco. No momento que se preparava para se atirar ao mar, os marinheiros viram e gritaram: -Ulisses! NÃO! Não é a tua mulher, são as sereias! Porém, enquanto os marinheiros avisavam dos perigos daquele mar, imediatamente uma sereia começou a cantar, deixando Ulisses hipnotizado. Ulisses atirou-se ao mar e nadava desorientado sem saber ao certo de onde vinham aquelas vozes e o paradeiro de Penélope. Entretanto, o seu fiel marinheiro Euríloco, arquitetou um plano para o salvar. Com os seus ouvidos tapados, lançou-se ao mar levando consigo algodão. Quando chegou junto de Ulisses, este encontrava-se já sem forças para nadar. Euríloco tapou-lhe os ouvidos com o algodão que trouxera consigo. Naquele momento Ulisses deixou de ouvir as serias e apercebeu-se que tinha sido enganado. Com ajuda de Euríloco, foi arrastado até ao barco.

4


Ulisses ficou eternamente agradecido pela bravura e coragem do seu fiel marinheiro. Finalmente, Ulisses regressou a Ítaca para junto da sua Penélope e do seu filho Telémaco. João Francisco Aluno do 6.º D

Hull, 1 de setembro de 1651 Querido pai, O meu sonho sempre foi navegar e finalmente realizou-se. Quando estava em Hull a ver os navios ancorados entrei numa taberna e encontrei um dos meus amigos que me convidou para embarcar com ele mas, inicialmente, hesitei porque teria de te avisar primeiro, mas não consegui resistir e fui com ele para América do Sul, mas antes de embarcar decidi escrever-te esta carta. Desculpa não de ter avisado, mas eu estava tão obcecado que não resisti à tentação do mar e resolvi seguir o meu longo caminho. Provavelmente, dentro de num mês, lá chegarei e, então, dar-te-ei mais notícias das minhas aventuras. Despeço-me Um abraço, querido pai Robinson Crusoé P.S. Espero que compreendas as minhas escolhas de vida e fiques orgulhoso de mim.

Vítor Fernandes Aluno do 6.º D

5


B – Fomos a concurso Concurso “Escrita Criativa” dinamizado pelo Baú de Leitura

Nota: Este trabalho obteve o 1º Prémio neste concurso. 6


7


8


9


EmĂ­lia Silva e Manuela Sanchez BaĂş de Leitura

10


Concurso «Uma aventura…» dinamizado pela Editora Caminho

Era uma vez… Uma aventura

O herói de 4 anos Há dias aborrecidos na nossa vida. Hoje é um dia desses. Sinto-me aborrecido em casa. Sentado à janela, olhando lá para fora, fico a ver a pequenada a brincar no jardim do prédio. São tão barulhentos! Mas estão felizes. Ao vê-los, veio-me à memória uma vivência de quando eu tinha aquela idade. Como a recordo… aquele momento da minha infância. Naquela tarde de sábado, encontrava-me em casa muito, muito aborrecido. Nessa altura tinha aproximadamente 4 anos, mas os meus amigos eram mais crescidos e já andavam no 1.º ciclo. De repente, bateram à porta. Eram os meus amigos a convidarem-me para jogarmos às escondidas. O aborrecimento desapareceu logo. Estava um lindo dia para brincar, aceitei o convite esquecendo as advertências da minha mãe: “Ninguém sai de casa até a mãe chegar!”. E lá fomos na nossa inocência brincar nas redondezas, repletas de alegria, longe de pensar que o perigo estava à espreita… A brincadeira decorreu durante um bom bocado. Chegou a minha vez de contar. Comecei em voz alta, 1,2,3,…prontos ou não aqui vou! Mas de repente ouvi pedidos de ajuda: - Ei Pedro, estás aí? Corri como um louco para o local das vozes e ouvi inconfundivelmente: - Ficamos presos na garagem e às escuras - gritaram os meus amigos. - Por favor, Pedro, vai pedir ajuda! Eu não sabia o que fazer. 11


- O que é que eu posso fazer? A minha mãe não está em casa. Lembrei-me dos bombeiros. Mas como ir até lá? Teria de subir a ladeira até alcançar o caminho e atravessar a estrada de duas vias onde os carros andam em altas velocidades. Desesperado, não pensei no perigo iminentes, mas nos meus amigos e corri pela rampa fora, alcancei a estrada, olhei de um lado para outro e sem hesitar avancei até alcançar o passeio do outro lado da estrada. Corri até à entrada dos bombeiros e contei o que estava a acontecer. Pedi ajuda para socorrerem os meus amigos. De repente, todo o quartel se movimentou. Os bombeiros prepararamse e seguiram à pressa para o prédio, levando-me com eles na carrinha, buzinando sem parar, dando sinal de prioridade de marcha, encurtando os 500 metros que eu percorrera a pé, num minuto. Tentaram arrombar a porta da garagem, mas infelizmente nada resultava e eu e os meus amigos também estávamos sem ideias. Mas, de repente passou-me pela cabeça uma ideia espantosa que foi pedir a ajuda a algum morador dos apartamentos para abrirem a garagem. E assim foi. Logo na primeira porta que bati, expliquei o que estava a acontecer e, prontamente, conseguiram com o comando abrir a porta e tirá-los de lá, os meus amigos, sãos e salvos. A minha mãe inteirou-se do incidente e correu feita louca para casa. Quando chegou ao prédio, já estava tudo bem. Para serenar os ânimos, a minha mãe preparou um lanche, ou melhor, um banquete para todos os que passaram por aquela aventura. Pronto. Recordar este episódio, esqueci o aborrecimento desta tarde, e ri à gargalhada deste herói de, então, 4 anos, hoje a frequentar o 2.º ciclo, o 5.º ano de escolaridade.

Pedro Miguel Fernandes Serrado Pita Aluno do 5.ºC

12


Maura O meu nome tem história. Decidi nascer na noite de Santo Amaro. Para desgosto da minha mãe, que me trazia no ventre e não podia festejá-lo como era seu costume. Na minha freguesia, a véspera da noite de Santo Amaro é festejado no maior balbucio. Dizem que é a despedida das festas natalícias, um peculiar uso também ele alegre e festivo: «o varrer dos armários». É um costume muito engraçado. Logo que a noite desce e instala-se a escuridão total, juntam-se em grupo e arrumados com vestes caraterísticas para o efeito, instrumentos musicais bem afinadinhos, percorrem os sítios cantando de porta em porta versos alusivos ao natal rematado com o tempo que faz, o frio, o sereno da noite, ao vinho, aos licores, aos doces e aos donos da casa. As pessoas, a quem se pretende visitar, estimam estes momentos de diversão e carinhosamente abrem as portas com muita alegria. E a mesa é farta com os vários aperitivos e bebidas. A sala ainda cheira a Natal. As flores e as plantas perfumam o ambiente. E as decorações de Natal ainda se conservam. Na lapinha ainda se acende a lamparina, embora o menino Jesus já nasceu há muito e até já fugiu com os seus pais do estábulo para não ser encontrado pelo rei Herodes que o pretendia matar. Afinal, rei é só ele. Não aceita outro rei a fazer-lhe concorrência ao seu poder. Por norma, é costume este grupo levarem uma vassourinha e fazem tenção de limparem os armários e gavetas dos restos das festas de Natal. A minha mãe é fanática destas brincadeiras. Não perde uma. Estas visitas noturnas costumam perdurar pela noite fora, isto é, até aos primeiros raios de claridade. Afina a garganta e lança em coro, nas distintas vozes do coro de homens e mulheres: Santo Amaro é bonito É bonito não se o deixa Para provarmos o vinho Com cebolas de «escabecha».

13


Vamos varrer a lapinha, Deixai-nos entrar, Senhora, Trazemos connosco a pá E também uma vassoura. Há onze anos atrás não foi assim. A festa era outra. Deitada numa cama na sala de partos do hospital esperava, ansiosamente, os sinais da minha visita. Não me recordo se bati à porta. Contaram-me que anuncieime, não cantando uma quadra de Santo Amaro, mas da voz que saltou um grito que se transformou em choro estridente. Com muito cuidado, a minha mãe diz que me pegou ao colo, observou-me bem, chorou perdidamente de alegria e deu-me um nome: Maura. Explico, Santo Amaro é celebrado a quinze de janeiro. Nasceu em Roma no século VI. É conhecido de Amaro, mas na realidade o seu nome é Mauro. Está explicado o nome que a minha mãe me deu de Maura. Por isso, sou muito devota do meu santo. Em horas de aflição, rogolhe que me segure a mão e me dê um abraço. E ele segura e dá-me um abraço, bem levezinho como um sopro. Em outros momentos, agradeço a sua companhia. Maura Xavier Aluna do 5.ºC

A ida a Lisboa No verão do ano passado, os meus pais decidiram levar-me a conhecer a nossa linda e maravilhosa capital e os pontos mais emblemáticos de Lisboa entre outros destinos. A viagem foi feita de avião, senti algum receio, mas portei-me bem, troçando das nuvens densas que não conseguiam acompanhar o andamento do avião e iam ficando para trás para desgosto das infelizes campeãs.

14


A descida para Lisboa encantou-me. O rio Tejo surpreendeu-me. Visto ao vivo não tem comparação com as imagens que as revistas e a televisão mostram. Inspirei o ar de Lisboa. Lisboa tem um ar diferente, outro sabor. Tive a impressão que o ar era mais pesado, mais denso. Já no carro, alugado pelos meus pais, percorremos desde a saída do aeroporto até ao centro de Lisboa, local onde ficaríamos os 10 dias de férias. Todos os dias, logo após o pequeno-almoço, tomado sempre no hotel, saíamos para passear. A primeira visita conquistou-me: a vila de Sintra classificada de Património Mundial da Unesco, na categoria de Paisagem Cultural, com aquela pujante natureza entre os castelos e os palácios. Outros seguiram-se: a Torre de Belém, Portugal dos pequeninos…os jardins do Palácio de Belém que, por pura coincidência, cruzamo-nos com o atual senhor Presidente da República, o professor Marcelo Rebelo de Sousa, sorridente e carinhoso com todos os que por ali se cruzavam. A visita ao Zoo, Jardim zoológico de Lisboa marcou-me: os animais, as plantas…os passatempos, os jogos a envolvência fervilhava apinhada de ação, movimento, encanto… muitas atividades para apenas uma manhã. Fátima tinha prioridade destacada nos locais a visitar. O Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima é um lugar de culto que, como católicos que somos, havia razões para o conhecermos. E fomos. Foi emocionante orarmos na imensidão daquele espaço sagrado. Conheci outros locais culturais: A Universidade de Coimbra, referência no ensino superior, o Museu dos Azulejos, assim conhecido pela sua coleção dedicada ao azulejo, o Palácio e Convento de Mafra. Conheci Peniche com as suas praias a perder de vista. Contaram-me que mais a ocidental fica o arquipélago das Berlengas, uma reserva natural com espécies raras de flora, aves e peixes. Acalento o desejo de um dia, mais crescido, conhecer esse santuário de beleza natural sem rival. As ondas da Nazaré foram observadas bem de longe. Ui! Como pode a natureza humana, um ser humano, afoitar-se e embrulhar-se nessas ondas, meu Deus! Chegou rapidamente o dia do regresso. A minha mãe costuma dizer que o que é bom depressa termina. É este o caso. Passou tudo tão rápido! Esta viagem foi sem dúvida a melhor de todas as que eu já realizei. O meu pai diz que há uma razão que explica isso. Como estou mais crescido, 15


interesso-me pelo que vejo. Aprecio os monumentos, o património cultural, maravilhas nacionais de norte a sul que o nosso país ostenta. Leandro Teixeira Correia Aluno do 5.ºC

Uma aventura no Alentejo Adoro o Alentejo! É a terra natal da minha mãe! Adoro aquela imensidão de colinas a perder de vista, o cheiro dos campos, principalmente no verão que é quando vou lá. As cores das searas secas, do restolho que resta quando a seara é cortada, da terra escura acabada de charruar, onde os pássaros aproveitam para descobrir os pequenos bichinhos que a charrua deixa à mostra depois de revirar a terra. Adoro o calor que se torna quase insuportável durante o dia, adoro não precisar de quase roupa e andar descontraído pela casa e quintal dos meus avós, acordar de manhã bem cedo com o balir das ovelhas a passar junto a janela do meu quarto, com os chocalhos a reconhecer a passagem, indo para o campo com o pastor antes do calor começar a “apertar” a sério. O verão para mim é assim mesmo: visitar a família (avós, tios, padrinhos, primos…) e ter todo o espaço da aldeia onde moram, em Évora, para brincar com a minha irmã. O meu padrinho e também tio Tó, que é irmão da minha mãe, tem um trator e várias alfaias agrícolas para trabalhar as terras onde semeia os grãos de trigo e cevada. Adoro andar com ele e passear de trator pelo campo. Foi num destes momentos que acabei por viver uma aventura inesperada. Depois da seara colhida, fica no terreno a palha, com a qual se fazem os fardos que alimentam o gado no inverno e se fazem as camas para os tempos mais frios. Foi essa a tarefa que o meu padrinho fizera no dia anterior, e nesse dia levávamos o trator com a roulotte/atrelado para carregar os fardos que iriam ser vendidos a um agricultor da aldeia que tem muitas ovelhas. As chegarmos ao terreno, vimos que a maior parte dos fardos tinha desaparecido. O meu tio ficou furioso. Não percebia o furor do meu tio. -Roubaram mais de metade dos fardos! - bradou o tio Tó. 16


O Buda, que é o cão lavrador preto lá de casa, saltou do atrelado onde íamos e correu pelo campo fora farejando aqui e ali, parecendo ter entendido o que estávamos a dizer. O meu avô Inácio, que é um alentejano castiço, foi atrás do Buda à procura de alguma pista. Enquanto isso, o meu tio, de pé em cima do trator olhava para todo o lado intentando perceber algum movimento suspeito, pois os fardos de certeza que tinham sido transportados em algum camião pois eram muitos! De repente, ouvimo-lo gritar e acenar. Parecia ter visto alguma coisa. Corremos até ele, seguindo o Buda que corria mais do que nós. - Lá ao fundo vejo uma nuvem de pó! Parece algum camião ou carrinha que está no caminho de terra que vai dar à estrada principal! - explicou o tio. -Vamos atrás deles, mas antes vou ligar à GNR. Se forem mesmo os ladrões podemos precisar de ajuda! - acautelou o meu avô preocupado. Seguimos o rasto de pó e, logo avistamos o camião que realmente ia carregado com fardos. A perseguição durou cerca de 15 minutos quando os fardos começaram a cair do camião, pois os ladrões não tiveram tempo suficiente para amarrar bem a carga. O tio tentava evitar os fardos que iam caindo, guinando o trator para a esquerda e para direita. Mas, logo atrás de nós vimos o jipe da GNR que se aproximava a alta velocidade passando por nós e deixando uma nuvem de pó. O meu tio parou pois não se via nada. Quando a nuvem se dissipou vimos que o jipe da GNR já os tinha ultrapassado e estava atravessado na estrada para impedir que continuassem. Estavam de pistola em riste, e os guardas, de cada lado do camião, obrigando os bandidos a saírem. Observamos

de

longe

para

não

incomodar

o

trabalho

da

guarda.

Aproximamo-nos ao chamamento do chefe da brigada. - Amanhã, Sr. António, passe no posto para preencher os papéis, como foram apanhados em flagrante penso que resolvemos isto rapidamente! – esclareceu um dos guardas para o tio. - Sim, Sr. guarda. Se precisar de mais alguma coisa, faça favor! – prontificou-se o meu tio. - Realmente temos tido alguns roubos deste género nesta área, possivelmente são os mesmos bandidos… – dizia pensativamente o guarda.

17


O guarda acertou em cheio. Ao fim de alguns dias, soubemos que os ladrões tinham ficado na prisão pois assumiram o roubo dos fardos do tio Tó e de mais duas propriedades. Foi uma aventura e tanto, que me assustou, mas experienciá-la tornou-me mais crescido. Edgar Fabrício Pereira Madeira Aluno do 5.ºC

A minha história Esta história é igual a muitas outras histórias, só tem uma diferença muito importante. É a minha história! Há muitos e muitos anos atrás, uns vinte e cinco anos, eu digo muitos, pois eu só tenho onze anos. Continuando… aconteceu uma linda história de amor. Num arraial de verão, numa aldeia do Alentejo um rapaz de olhos verdes, cabelo farto, moreno, capacete na mão e lenço vermelho ao pescoço, fixou o seu olhar numa rapariga, baixa, com longos cabelos loiros ondulados, pele clara, lábios avermelhados e um olhar risonho. Eles não se falaram, só comunicaram pelo olhar, naquele instante, para eles, o mundo parou! Para a rapariga era a sua primeira paixão, a primeira vez que sentiu as borboletas na barriga, o primeiro arrepio… Frequentava o nono ano dedicando-se aos estudos mas, sem meios para controlar o pensamento no rapaz do lenço vermelho, que entrou e instalou-se sem licença no seu coração. Mais uma festa, mais um arraial ia chegar no mês de setembro o “São Mateus”, e eles por obra do Espírito Santo, e no meio de uma grande multidão … o mundo voltou a parar. Eles começaram a namorar, primeiro sem os pais saberem, depois só quando ela já estava no primeiro ano de Universidade é que comunicou aos pais que tinha uma pessoa muito importante na sua vida, que a ajudava a ser mais feliz ainda. Eram almas gémeas, amigos especiais um para o outro.

18


Chegou o dia do casamento e o começo de uma nova etapa de vida, numa nova casa, na linda vila de Alentejo e uma profissão que lhes garantia o presente e esperança no futuro. A vida inspirava este casal e o desejo de serem pais. Conheci este mistério na história para crianças, que li de Inês de Barros Batista, Quem era eu antes de mim. Dizia ela que é do desejo de amor dos pais que nasce uma semente e que tal como as sementes das flores, germina, cresce, desabrocha… e como todos os desejos de amor, sucede o milagre. Assim, um dia foi isso que aconteceu: o ventre do amor abriu-se e um par de braços amorosos receberam a «pipoquinha», redondinha, muito rosadinha perante o olhar doce dos dois apaixonados. E, mais uma vez, o mundo para eles parou. E, como é normal nos bebés, de rosto franzido, de olhos fechados e apanhados, de punhos cerrados a estrebuchar, a minúscula boca abriu-se e um berro estridente escoou no quarto. Os dois assustaram-se. - Parabéns, a pipoquinha está a reivindicar o seu lugar neste mundo! Foram estas as palavras do médico, para os meus pais, que me ajudou a nascer. Sim, a pipoquinha sou eu. Estou identificada. O meu pai é o rapaz de olhos bonitos e lenço vermelho que no arraial da aldeia «assentou as armas e os barões assinalados» nos braços da minha mãe. Esta afirmação é da minha mãe. Não sei o que significa. Parece que tem a ver com o poeta Luís de Camões e a epopeia dos Lusíadas. Durante dois anos, fomos uma família feliz, apaixonada, como a sagrada família: o Pai, a Mãe e o Espírito Santo, que sou eu. Segundo a minha mãe, a primeira palavra que eu pronunciei corretamente foi “boi”. O meu pai levava-me a passear pelos campos alentejanos onde há muitos animais, nomeadamente, vacas e bois a pastar. Numa manhã bem cedo, dia dois de agosto, o meu pai combinou com o meu tio irem pescar. O meu pai, o rapaz do lenço vermelho, não chegou ao destino, teve um trágico acidente e … Morreu. O conto de fadas terminou para a minha mãe, a vida transformou-a em tristeza, o choro e a revolta apoderou-se do seu coração. Eu fui a sua luz e a sua vida. E ela reinventou o seu desejo de vida que os dois sonharam para mim, fazer-me FELIZ! Passados são nove anos que o meu pai partiu. Fisicamente não se encontra junto de nós. Mas eu sei que ele está vivo no meu coração. Protege-me e nos ajuda, eu sou FELIZ! 19


Sou uma pipoquinha alegre, divertida, tenho sentido de humor, desportiva, já ganhei várias medalhas e um título no mundo da modalidade dos trampolins. E, na escola, aprendo com facilidade, a vida até me corre bem, gostava muito de ter o meu pai presente é verdade, mas como diz a minha mãe, «temos que ser fortes e dar valor ao que temos», tento ser feliz desta forma. Mas, como eu gostava de partilhar as minhas vitórias com o meu pai! Sei que fui e serei sempre a menina dos seus olhos, a sua “pipoquinha”, desde pequenina, ele ensinou-me a receber medalhas, lembrome de ter participado numa gincana e recebemos uma medalha de participação por eu ser a criança mais nova, acho que ele me incutiu o gosto pelo desporto. Oiço muitas vezes a minha mãe dizer que ao olhar para mim, pela forma física e atitudes lhe faço lembrar o meu pai, eu gosto de saber isso, pois é uma forma dele estar sempre na nossa vida. Um dia, contarei aos meus filhos e quem sabe aos meus netos, a minha história de vida e estimaria que eles tivessem orgulho de mim como eu sinto orgulho ao ouvir a minha mãe falar do amor da nossa família. Carolina Carujo Aluna do 5.ºC

Sob a orientação de Manuela Sanchez Baú de Leitura

Concurso “Literacia 3D – Leitura” dinamizado pela Porto Editora

O Desafio pelo conhecimento No mês de dezembro, no gabinete do técnico de informática da escola, participei com os meus colegas de turma a Carolina e o Sérgio no desafio da Porto

Editora,

Literacia

3D

com

o

objetivo

de

testar

os

nossos

conhecimentos a nível da Leitura. 20


Gostamos da experiência. O segundo período letivo começou com boas notícias para mim. Fiquei apurado para na segunda fase da Literacia 3D representar a nossa escola. Aconteceu na Escola Secundária Francisco Franco, no dia 8 de março, às 15:00 horas. Acompanhou-me a professora de português e uma colega de 7.º ano apurada para a área das ciências. Juntaram-se todos os apurados das escolas da Madeira, nas áreas da Leitura, Ciências e Matemática. Éramos muitos. Estava confiante e vivi esta nova experiência com grande confiança. Gostei muito. Confortavelmente viajamos de Táxi, ida e regresso à escola, apreciando música a gosto dos passageiros e visualizando cinematografes, a bordo, claro. Agora sonho viajar em outra dimensão … será a boa notícia lá para o mês de maio? Espero com confiança. Carlos Afonso Silva Barros Aluno do 5.ºC

O aluno Carlos Afonso, 2.º à esquerda, com os colegas apurados para a 2.ª edição da Literacia 3D - Leitura, na Escola Secundária Francisco Franco. 21


Os versos do 6.º B

O Passarinho

Era uma vez um passarinho, que ia para a escola, levava mesmo tudo, dentro da sua sacola. Quando entrou na sala. Perguntou o nome da professora,

Luizinho, o passarinho

chamava-se Maria e o apelido era Moura. Luizinho, No intervalo, começou a chover. o passarinho, assustado, perguntou à professora,

Ó meu passarinho! Anda cá, meu pequenino, Estás atrasadinho!

o que estava a acontecer! Luizinho, A professora lá lhe explicou,

O outono chegou.

e o passarinho ficou melhor!

O verão acabou. A escola começou!

Carla Débora Martinho Freitas Aluna do 6º B

Luizinho, Ganha juizinho! Faz novos amiguinhos… E novas sabedorias para a vida!

Sofia Oliveira da Silva Aluna do 6º B

22


O regresso às aulas

Era uma vez um “pássaro vermelho”. Que estava no seu “poleiro”, a preparar-se para a escola. Andou. Chegou. Passou pelo porteiro. Juntou-se à sua turma. Quando “cantou “ a campainha, Estava na hora de entrar. Sentou-se. Preparou-se para escutar a felicidade que aí vinha!

O passarinho alegre Santiago Alexandre P. Loureiro Pires Aluno do 6º B

Lá vai o passarinho a cantarolar pelo caminho. Está muito alegre Porque vai ver os seus antigos amigos! Estava um dia nublado. Levava a sua carteira ao ombro, todo ansioso e apressado, para a escola de novo!

Bruna Inês Nascimento Gomes Aluna do 6º B

23


1


És feliz? Sim. Sou. Mas… Mas? Não tens família? Sim, tenho, mas… Não tens amigos? Sim, tenho, mas… Não tens ninguém que te ame? Sim, tenho, mas ... Não tens saúde? Sim, tenho, mas… Não amas ninguém? Sim, amo, mas… Tens tempo para quem amas? Sim, tenho, mas… Tens tempo para todos os teus amigos? Sim, tenho, mas…Tens meios para ajudar um amigo? Sim, tenho, mas… Vives num país em paz? Sim, vivo, mas… Vives num país democrático? Sim, vivo, mas… Vives num país solidário? Sim, vivo, mas… Vives num país que respeita a diferença? Sim, vivo, mas… Vives num país que garante a tua liberdade? Sim, vivo, mas… Vives num país que respeita os direitos dos outros animais? Sim, vivo, mas… Vives num país que te permite trabalhar naquilo que gostas de fazer? Sim, vivo, mas… Vives num país que cuida da infância e da velhice? Sim, vivo, mas… Tens uma casa? Sim, tenho, mas… Tens dinheiro para comeres todos os dias? Sim, tenho, mas… Podes comprar livros, ires ao cinema ou ao concerto a que queres ir? Sim, posso, mas… Eu tenho família e amigos, amo e sou amada, tenho tempo para os meus amigos e vivo num país democrático e numa casa onde posso ver o mar e não passo frio nem fome. E posso, ainda, comprar livros, ir ao cinema ou a concertos, então porquê esse "mas…" na minha felicidade? Talvez eu precise ser infeliz de vez em quando para poder compreender e não me esquecer daqueles que merecendo tanto quanto ou mais do que eu, vivem a tentarem ser felizes com muito menos do que eu e que o são, provavelmente, muito mais do que eu. Portanto, se me perguntares se está tudo bem comigo eu não te responderei que está tudo "mais ou menos" ou que "cá vou andando" mas que sou feliz: pronto e ponto final, a não ser que eu queira, ou que eu não possa ou não saiba, ser sempre feliz por ter medo de perder sorrisos e momentos assim.

2


Sou feliz, sim, sou. E da próxima vez que me perguntares responder-te-ei que sou feliz e ponto final. Imaculada Pacheco Professora

O Coveiro da Ribeira Brava e Eu

A palavra “coveiro” era, para mim, a mais odiosa de todas as palavras, pior, mais assustadora e abominável até, do que a palavra “morte”. Quando, ainda adolescente, assisti aterrorizada ao enterro da minha mãe, no Nordeste, o coveiro do Nordeste incorporou e personificou esse terror. O Coveiro do Nordeste foi o coveiro da minha mãe e o coveiro do meu Deus. Apesar disso, senti que era preciso distinguir o homem da sua função, percebi que não podia deixar de reparar na coragem do coveiro que cavava a cova que enterrou a minha mãe e o meu Deus. O coveiro só fez o que era preciso ser feito, mas nunca mais fui capaz de me conciliar com ele e, muito menos, com a sua função. O "nunca mais" durou até hoje, mas não começou hoje. Há já alguns anos que, no meu cuidado com os animais abandonados na Ribeira Brava, vão surgindo alusões ao “Coveiro da Ribeira Brava”: “Não se preocupe que ela foi atrás do coveiro”; “Não se preocupe, o coveiro trata dele”; “Não se preocupe, o coveiro vem cá dar-lhes comida todos os dias”; “O coveiro faz…”; “O coveiro trata…”; “O coveiro está…”; “O coveiro é amigo…”; “O coveiro…” Eu devo muito, mesmo muito, a este “coveiro” embora ele nada saiba da minha divida, eu devo-lhe a esperança de muitas horas de desespero, eu devo-lhe alívio em muitos momentos de dor e de preocupação, mas devo-lhe, sobre tudo, a certeza de que a luta contra o descrédito na humanidade do homem é uma luta que vale a pena ser travada e que, por isso, é já uma luta vitoriosa. Sei que, na verdade, todos nós devemos muito ao “Coveiro da Ribeira Brava”, quer o saibamos quer não. Eu não sei o seu nome, eu não sei como é que ele se parece, mas sei quem ele é, eu vejo o seu Rosto, eu sei, de uma certeza absoluta,

3


que ele é uma das almas mais gentis e generosas que alguma vez cruzaram o meu caminho. Imaculada Pacheco Professora

Do dia em que o mar deixou de me falar de ti

No dia em que o mar deixou de me falar de ti deixou de falar dos meus sonhos. Perguntei-lhe insistente e teimosamente: Porquê? Porquê esse súbito, imprevisível e estranho silêncio? Mas ele, o espertinho, calou-se e nada me disse. Eu teimei e insisti e insisti cada vez mais alto, mas ele, o mar, quanto mais eu o questionava mais ele se fechava em copas e nada mais me disse de ti ou dos meus sonhos. Barafustei, gritei e bati o pé a exigir uma resposta, mas ele, o mar, impávido e sereno, assobiou para o lado. Virou-me as costas, o maldito, ignorando o meu desespero e as causas da minha raiva. Calou-se, o imbecil. Eu só queria saber: Porquê? Eu só precisava de poder continuar a sonhar e a ser o que era: um rio que corre para o mar. Nos dias em que o mar falava comigo discutíamos os meus sonhos e a melhor maneira de os realizar, quais seriam exequíveis, quantos o não seriam, quantos eram apenas sonhos de criança que serviam para embalar o meu sono infantil, quantos seriam os que eu poderia manter e quantos eu mesma realizaria e quantos eu ajudaria a realizar. O mar embalava-me e eu sonhava e sonhar era tudo o que eu precisava para ser feliz. Mas um dia a gente cresce e o mar deixa de nos falar, o sonho apaga-se, o rio estreita-se e corre a recolher-se na nascente. O mar nunca mais me falou de ti e dos nossos sonhos, mas ainda assim eu continuo a falar do mar, da sua voz e do que me dizia, mesmo que eu, hoje, sonhe menos, espere menos, seja menos e tenha muito menos a dizer, ainda assim, digo que estou viva e que sou parte integrante desta (des)ordem natural das coisas. Imaculada Pacheco Professora

4


1


De Portucal a Portugal

Éramos apenas um pequeno condado Que por Castela era reinado. O nosso nome era ecoado Por entre cada mouro que se dizia preparado Para entrar em guerra com a nossa terra, Acabando sempre por ''comer'' a terra. Tal como fez a grande Castela Que também quis a guerra e acabou por tê-la. A nossa frente de batalha era imbatível Toda a gente que vinha dizia que era invencível. É visível que é impossível derrotar Portugal Um povo com uma força de vontade sem igual! E é normal que a expansão foi em frente Rapidamente convertendo sempre o máximo de gente À fé cristã, no Norte de continente africano. Mas, infelizmente as guerras foram ficando Fáceis. Por isso, continuamos a aventura pelo mar… Éramos os melhores a lutar e a navegar! Neptuno e Marte foram domesticados E, graças a isso, ficamos destacados Por passar p'ra lá do dito fim do Mundo. Vasco da Gama mostrou que se passa sem ir ao fundo, Sendo o primeiro a navegar p'ró continente Asiático, Tornando o comércio mundial muito mais prático. Cristovão Colombo descobriu a América, Magalhães mostrou que a Terra é esférica Sem muito problema, sem muito dilema, Todos veem coragem nesta terra bela! Mas, a verdade é p'ra dizê-la e também para vê-la: Tivemos um império e hoje temos uma trela Amarrada ao pescoço com dívidas e buracos Mas ainda espero que se confirmem os boatos. 2


Dizem que tudo irá melhorar E que o V Império se irá levantar Há essa esperança que os corações dão De voltar a ver D. Sebastião!

Manuel Alejandro Gonçalves Gouveia Aluno do 12ºA

3


Concurso “CriaPOESIA” dinamizado pela Associação Criamar

No presente ano letivo, cinco alunos do ensino secundário participaram, na Categoria da Poesia, no Concurso “CriaPOESIA” da Associação Criamar de João Carlos Abreu. Na Cerimónia de entrega de prémios, no próximo dia 13 de maio, de 2017, na Sala Pestana Fórum, ao lado do Casino, saberemos se um dos poemas concorrentes será premiado!

4


O Que Eu Vejo Não vejo inspiração Apenas a repetição da criação, Para cada ação uma reação Para cada invenção uma imitação.

Não sabes o que és Perdeste-te no teu caminho Porque não voltas para mim?

Um mundo inevitavelmente

Preciso do teu carinho!

Diagnosticado como repetitivo, Monótono... repetitivamente Repugnante... inatrativo.

Da janela do meu quarto, Chuva vejo cair Ou será o meu reflexo?

Tentamos fugir a realidade, Dizer que temos em nós a inovação Mas apenas há criatividade Na razão, não no coração.

Com o meu coração de gelo e mãos derretidas Não consigo ver, Não consigo sentir…

Acabamos de começar o fim, O final da arte em geral...

Estou presa no escuro

Que começa finda em mim

Mais preto que existe

Com cada coisa da vida banal.

Quero fugir daqui Deste labirinto sem saída Com esta ampulheta sem areia

Manuel Alejandro Gonçalves Gouveia

Sufoco com o tempo!

Aluno do 12.º A

Não quero o preto, Quero o azul. Não quero o azul, Quero o branco. Esqueçam! Afinal, não quero nada.

Francisca Maria de Abreu Aluna do 12.º C

5


Jardim de Pedra

O meu jardim de pedra Não tem beira nem regra. Cresce tudo ao molho, Uma verdura palpitante! Sem ele já não vivo E, sem mim, elas também não. Refiro-me às plantas que sorriem Quando pelas folhas sentem escorrer A água cravejada de amor. As mãos que te cuidam Enchem-se de bravura. Porque, de repente, a tua verdura Tornou-se indomável! E só a força não basta, Quando a alma se arrasta. O Sol bate, o espírito aquece E brotam sementes de esperança Num amanhã sempre incerto, Mas é tão certa a sua incerteza… Porém, o sol não brilha para sempre E não tardará a entardecer. O algodão apareceu no céu azulado, É rosa, laranja e dourado. Aquela rosa vermelha, ali ao canto, Tão bela, tão indispensável a qualquer jardim, Desfolha-se, satisfeita, Por na sua curta vida ter cumprido O seu propósito de encantar os demais.

6


Talvez a fé não seja suficiente, Talvez a dedicação também não. Pois então, que fazer Quando tudo o que se tem não chega? Aqui, nas pedras, jaz a tristeza, Cuja existência deixou de fazer sentido Nesta casa de minh’alma, o corpo. Agora? Agora planto flores. Flores para espantar os males! E é na simplicidade do jardim de pedra, Onde as mágoas são enterradas, Por baixo das pedras do caminho serpenteante, Que eu encontro a alegria de viver nas flores que brotam.

Adriano Fernandes Pestana Aluno do 12.ºC

Quero voar Quero viver para sempre Quero descobrir as respostas às minhas perguntas e sonhar Fazer coisas únicas e ser lembrado eternamente. Vivo num paraíso isolado, Onde poderia viver pacificamente Mas tenho o inquietante desejo que não querer ficar parado Viajar do Saara à terra do Sol Nascente. Descobrir todos os cantos do mundo Morar um ano em cada cidade Para muitos, isso seria inoportuno Para mim, o significado de felicidade. Queria viver em todo o sítio, ter toda a profissão Daí o desejo de eternidade no meu coração Mas para esse fim, mais que tempo, é necessário dinheiro Porque é a coisa que, infelizmente, move o mundo inteiro.

Andreia Santos Faria Aluna do 10.ºC

7


O ADEUS No meio desse lençol azul, Que por anos te cobriu, Poderosa foi a caravela que veio ao sul E tua beleza viu. Ó doce pérola deste mar, De toda maravilha e bordado já feito, Essa brisa que fez as flores balançar Ficou guardada no fundo do meu peito. Dos tantos jardins que eu percorri, À volta da terra inteira, O mais lindo que eu vi Foi o da ilha da Madeira. Um dia terei que emigrar E deixarei teus traços na minha história. Mas no fundo do meu pesar Te conservarei na memória. Minha família e amigos que fiz na vida Em ti permanecerão, E te suplico que na minha partida Lhes dês o carinho e o apoio que precisam. Minha caminhada já está decidida Contudo te reviverei na minha saudade. Levarei nesta sofrida ferida Teu encanto com o passar da minha idade.

Joana Verónica Abreu Pereira Aluna do 10.ºC

Emília Silva A delegada do Grupo de Português do 3.º ciclo e ensino secundário

8


1


A dançar

As Jornadas Culturais, promovidas pela EBSPMA, contou com a presença de dois grupos de dança (as alunas do 5.ºC e 9.ºB ), cabendo a cada turma criar, em colaboração com a

professora

Fernandes,

Susana diferentes

coreografias, a partir das suas preferências e gostos musicais.

As

músicas

seleccionadas

foram

“Tempo é dinheiro” – Agir e “Andas

em

mi

cabeza”-

Chico e Nacho. Para celebrar o Natal, o grupo

de

dança

realizou

uma coreografia alusiva à época com a música “ All I want for Christmas is you” de

Mariah

Carey,

em

parceria com o clube “Vozes da Nossa Escola.

No passado dia 24 de fevereiro, os alunos que pertencem ao clube de dança "Top Girls" da nossa escola, participaram com muita animação e folia

no

cortejo

carnavalesco,

organizado pela Câmara Municipal da Ribeira Brava. Após o desfile, os participantes

concentraram-se

na

Marginal da Ribeira Brava, continuando a festa com muita cor e alegria.

2


No passado dia 21 de março, os alunos que passaram pelo Campo da nossa escola foram surpreendidos por um FLASHMOB, da música “BlackorWhite” de Michael Jackson, promovido pelos alunos do Clube de Dança “Top Girls”, com o apoio do Projeto ECG – Unesco. Este evento foi organizado no

âmbito

do

Dia

Internacional de Luta pela eliminação

da

Discriminação Racial e teve como

principal

objetivo

sensibilizar a comunidade educativa

para

a

importância de intensificar esforços para a eliminação de quaisquer formas de discriminação racial, em prol de uma sociedade cada vez mais justa e solidária, e, paralelamente, lutar contra possíveis manifestações de racismo e xenofobia.

Susana Fernandes Grupo de dança Top Girls

3


Educação e Prevenção Rodoviária

A equipa do Projeto de Educação e Prevenção Rodoviária da nossa escola tem estado a desenvolver várias atividades dedicadas aos nossos alunos. Destas, destacamos no 1.º período a participação das turmas 5.º B, C, E e 6.º B, na VI Aventura Rodoviária “O ataque da quadrilha do trânsito” com um total de 50 alunos, e a realização da prova de Orientação Rodoviária (fase escola) que foi realizada ao longo do período com grande adesão e sucesso, por turmas do 2.º e 3.º ciclos (5.º B, C, E, 6.º B, 7.º B e 8.º D). No dia 10 janeiro, 26 alunos do 11.º C, estiveram numa ação de sensibilização na escola de condução da Auto-Brava, no âmbito da atividade: “A minha carta de condução". Luís Artur e Pedro Marafona Professores de Educação Física

4


5


Baú de leitura em ação

Atividades lúdicas No dia 3 de outubro de 2016, pelas 11:40, teve lugar na biblioteca da escola a primeira sessão dinamizada pelo projeto do Baú de Leitura, um projeto escolar da Secretaria Regional de Educação, promovido pela Direção Regional de Educação. A turma do 5.ºC participou nas atividades práticas: puzzle sobre o tema «Provérbios populares portugueses»; opinar cobre a questão: «Como obter sucesso escolar?», e colaborou no Mural, «Liga-te», iniciativa da Liga Portuguesa contra o Cancro, dinamizado na escola pelo professor António Pereira. Foi um momento feliz de convivência, uma troca de saberes/valores cívicos e de consciência que sempre nos dão alternativas de crescimento sadio. Um agradecimento à turma do 5.ºC, e à Fátima, técnica da biblioteca, sempre disponível e prestável nestas iniciativas.

Emília Silva | Manuela Sánchez Professoras responsáveis pelo Baú de Leitura

6


Visita à Biblioteca da Escola

A obra, Uma Escadinha para o Menino Jesus, da saudosa amiga e escritora Maria Aurora de Carvalho, foi aconselhada pela professora e aceite pelo aluno Rodrigo Velosa, da turma do 5.ºC, para ler e apresentar o PRL. A história conta as vivências do João que vive na Achada do Marques e do seu sonho à volta do Natal, das tradições daquele lugar pendurado nas montanhas de Santana. Após a apresentação e da sessão das perguntas / respostas dos colegas da turma, a turma fez uma visita à biblioteca da escola. Esta vibra de Natal. Sente-se o orgulho nos livros alinhados, como soldadinhos de chumbo em época de «Paz aos homens por ELE amados». É como estar na Achada do Marques, sem lá ir. É inferir as palavras pronunciadas pelo Rodrigo: Entre as estantes dos livros lá está a escadinha do Menino Jesus, as searinhas… o cheiro dos junquilhos, o aroma das tangerinas, das laranjas das bananas, as castanhas… e, no topo, o Menino Jesus coroado, de sorriso terno, de braços abertos de ternura a abraçar a escola, a biblioteca, os alunos e toda a comunidade educativa. Parabéns aos que sentem e comunicam os segredos do Natal! (Técnicas da biblioteca da escola Fátima e Ivone) Turma: 5.ºC Emília Silva| Manuela Sánchez Professoras responsáveis pelo Baú de Leitura

7


A memória do presépio

Faz parte do património cultural de cada país a preservação da sua identidade, dos seus valores, das suas tradições. Num contexto de crescente globalização, podemos guardar a memória e trazer o mundo da memória para dentro de nós. Falamos da memória do presépio. O primeiro presépio do mundo teria sido montado em argila por São Francisco de Assisno no ano 1223. Nesse ano, em vez de festejar a noite de Natal na Igreja, como era seu hábito, o Santo fê-lo na floresta da cidade de Greccio, na Itália, para onde mandou transportar uma manjedoura, um boi e um burro para melhor explicar o Natal às pessoas comuns, camponeses que não conseguiam entender a história do nascimento de Jesus. O costume espalhou-se por entre as principais Catedrais, Igrejas e Mosteiros da Europa, durante a Idade Média, começando a ser montado também nas casas de Reis e Nobres já durante o Renascimento. No Século XVIII, o costume de montar o presépio nas casas comuns se disseminou pela Europa e depois pelo mundo. Em Portugal, o presépio é montado no início do Advento sem a figura do Menino Jesus, que só é colocada na noite de Natal, depois da Missa do Galo. O presépio tradicional na Madeira apresenta duas variantes distintas: a “lapinha” propriamente dita ou a “escadinha”. Conhecer a memória do presépio é conhecer o verdadeiro Deus que se faz humilde para nos ensinar que a maior riqueza não está naquilo que se tem, mas sim naquilo que se é. Parabéns aos que guiam o universo da memória do presépio para dentro da nossa identidade Divina.

Fátima Abreu e Ivone Correia Técnicas da biblioteca Emília Silva| Manuela Sánchez Professoras responsáveis pelo Baú de Leitura

8


9


A primeira Festa da Vindima e o Feiticeiro da Calheta

No dia 17 de fevereiro de 2017, pelas 11:00 horas, teve lugar no Museu Etnográfico da Madeira as boas-vindas da EBSPMA aos convidados para a inauguração da exposição «A primeira Festa da Vindima e o Feiticeiro da Calheta», promovida pelo CEDECS, Delegação Escolar da Calheta, Museu Etnográfico da Madeira e a nossa Escola. A turma do 5.ºC participou no evento apresentando aos convidados, «A arte de trovar, memórias do Feiticeiro da Calheta», versando e cantando uma das músicas mais conhecidas nos arraiais madeirenses e na diáspora das comunidades madeirenses, o bailinho da Madeira, herança do Feiticeiro da Calheta, bem acompanhada à viola de arame do Senhor Francisco Gonçalves da Corte e com a braguinha do maestro Avelino Abreu. Para terminar, o professor Paula Ladeira, projetou imagens da vida e obra do homenageado, seguindo-se a visita guiada à exposição patente nas salas do Museu. Foi um momento feliz de convivência e conhecimento das memórias de uma personagem de sentido e humor, cujas metáforas constituíram um empreendedorismo que causa orgulho à Madeira. Os alunos gostaram muito de ter participado nesta nova experiência e regressaram à escola mais enriquecidos. Alunos: Turma 5.ºC Texto da aluna: Carolina Cordeiro Carujo (5.ºC) Professoras: Emília Silva| Manuela Sánchez

10


11


O Concurso “Triatlo Literário” do Baú de Leitura

Este é o terceiro ano que participo no Concurso “Triatlo Literário”. Este concurso, dirigido aos alunos do terceiro ciclo do ensino básico, divide-se em três provas: leitura, escrita e interpretação. Estas são baseadas em obras de autores regionais, nacionais ou estrangeiros, privilegiando-se aquelas que constam no Programa e nas Metas Curriculares da disciplina de Português. O concurso desenrola-se em três fases: no primeiro período, a nível de escola; no segundo período, a nível de grupo de escolas e, no terceiro período, disputa-se a Fase Regional. O

júri

costuma

ser

constituído

por

professores

de

Português,

encarregados de educação ou membros do Conselho Executivo. Assim, já tive de ler, interpretar e preparar-me para as seguintes obras: em 2014/2015, na 1ª fase, Avó e neto contra vento e areia de Teolinda Gersão; em 2015/2016, na 1ª fase, O cavaleiro da Dinamarca de Sophia de Mello Breyner Andresen e, como conquistei o 1.º lugar, na 2ª fase, História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar de Luís Sepúlveda. Neste ano letivo de 2016/2017, na 1ª fase, preparei-me para A Pirata de Luísa Costa Gomes e, como conquistei novamente o 1.º lugar, preparei, para a 2ª fase, Dentes de Rato de Agustina Bessa-Luís. Na 2ª fase, dia 8 de março, pelas 14 horas, acompanhada pela minha mãe e por uma amiga, fui até à Escola Básica e Secundária da Calheta. Após as apresentações dos alunos participantes e do Júri, começaram as provas e, por acaso, fui logo a primeira a ler, de forma expressiva (segundo me disseram), um texto da obra Dentes de rato de Agustina Bessa-Luís, sob o olhar atento de um júri composto pela Dra. Sandra Sousa, em representação do vereador da Câmara Municipal da Calheta, pelo Dr. Luís Oliveira da Direção Regional de Educação e pela escritora Teresa Valério. Seguiu-se a prova de escrita: a redação de uma página de um diário em 30 minutos! Mas, não era assim tão simples! Este exercício exigia, da nossa parte, a inclusão de três aspetos diferentes numa página limitada por um determinado número de linhas… Mas lá a escrevi, respeitando o que foi pedido…

12


Por fim, chegou a vez da prova de interpretação, 10 questões de escolha múltipla com armadilhas e frases tão parecidas que acabei por não acertar em todas… Daí o meu espanto quando anunciaram o meu nome como uma das vencedoras para a 3.ª Fase, a Regional, onde vou competir com colegas de vários concelhos da Região! Nem queria acreditar!! No final, eram vários “os fotógrafos” que queriam uma recordação deste evento e, como todos os meus colegas, recebi um certificado de participação! Agora, para a fase final, dia 19 de Maio, no auditório do Arquivo Regional da Madeira, espera-me a leitura e o estudo de uma nova obra, A Casa do Penedo da Gaivota, de Francisco Fernandes. Estou muito satisfeita com a minha prestação neste tipo de provas, pois tenho adquirido novas experiências de leituras, enriqueci o meu vocabulário e contactei

com

o

espírito

de

competição

(saudável)

deste

concurso,

particularmente na 2ª fase, grupo de escolas, onde me deparo com as competências dos meus colegas de Câmara de Lobos, da Calheta, da Ponta do Sol e de S. Vicente. Letícia Caldeira Gonçalves Aluna do 9.ºA

1ª Fase – Ribeira Brava

13


2ª Fase - Calheta

As dinamizadoras: Emília Silva| Manuela Sánchez

14


«O Reflexo das Letras»

A turma do 5.ºC foi convidada, no âmbito do projeto desenvolvido pelas assistentes técnicas da biblioteca, “O Reflexo das Letras», para «A Hora do Conto», orientada pela professora Leda Pestana, que se realizou no dia 27 de março de 2017, pelas 11.45H, na biblioteca da escola. Antes das apresentações, a Joana e a Carolina deram as boas vindas à escritora: Hoje temos na nossa escola Uma contadora de histórias Aguarda-nos uma aula Cheia de surpresas! E a Carolina rematou: Seja bem-vinda, Professora Leda Pestana, É um privilégio Esta oportunidade! Seguiram-se momentos de encantamento onde a emoção crescia ao rubro. Muitos

contos,

muitas

histórias…sempre

abordando

a

grandeza

dos

sentimentos e dos valores humanos e personificados com os seres da natureza e do universo. Fomos elogiados pelo comportamento e interesse em toda a sessão, e gostamos muito. Expressamos a nossa gratidão pelo momento que celebra o encanto do saber comunicar para a leitura.

Ribeira Brava, 27 de março de 2017 Texto da aluna Lara Convidados: Turma 5.ºC Profª: Manuela Sánchez Dinamizadoras: Fátima José Silva Ivone Garcês Correia.

15


Jornadas Culturais 2016

Decorreu, uma vez mais, as Jornadas Culturais da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares, entre os dias 22 e 24 de novembro, organizadas pelo Conselho Executivo e pela Equipa Multidisciplinar da escola. Como é hábito, esta atividade realizou-se na Biblioteca Municipal. O programa foi recheado de actividades diversificadas, envolvendo toda a comunidade educativa. A maioria das atividades foi da responsabilidade dos alunos e respetivos professores, não faltando os convidados com temáticas da actualidade. Assim, no dia 22, pelas dez horas deu-se o arranque das Jornadas com a presença do Senhor Secretário Regional da Educação, do Senhor Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava, do Conselho Executivo, da presidente do Conselho da Comunidade Educativa e demais convidados, alunos, pais e professores. Tiveram a palavra a Senhora presidente do CE, o Senhor Presidente da Câmara Municipal e, por fim, o Senhor Secretário Regional. Após este momento mais formal, deu-se início às Jornadas propriamente ditas e, logo aqui surgiu o primeiro problema: a convidada para a primeira atividade – Graça Alves – não pode comparecer e o improviso lá teve que tomar o palco. Os alunos da turma C do 5º ano, orientados pela professora Manuela Romano e Emília Araújo do Projeto Baú de Leitura, apresentaram a sua atividade “Património de memórias da Escola das Gaivotas, teatralizado pelos mais novos” num momento de muita nostalgia que levou os presentes a uma viagem por um passado que remonta à origem da escola. De seguida, três alunas, quase de improviso, prestaram uma homenagem a Graça Alves, recitando expressivamente parte da sua obra. O aluno Alejandro do 12.ºA, também abrilhantou este momento com um rap de sua autoria, inspirado também, na obra de Graça Alves. Na segunda parte, após o intervalo, passou-se à apresentação das atividades propostas pelos alunos do 11º A e pelo Grupo de Teatro “A hora da poesia e do teatro” orientados pelas professoras Maria José Rodrigues e Lília Pereira. “A ler um pingo de sol na areia” foi a proposta seguinte, dinamizada pelos alunos do 9º A e pela professora Lília Pereira, do grupo de teatro. Finalmente voou16


se para a leitura com “Voos de leitura” em que estiveram envolvidos os alunos do 10º B, 8º OI, 7º B e com as professoras Maria José Rodrigues, Lila Abreu (projeto Ler com Amor) e Ana Carvalho. A parte da tarde foi preenchida com o “Caçador de Sóis” pelas Vozes da nossa escola sob a responsabilidade da professora Sofia Gonçalves e do professor Miguel Gonçalves, e por uma sessão de Aeróbica dinamizada pelas professoras Yvonne Rodrigues e Susana Fernandes e, por fim, “Andas en mi cabeza” do grupo de dança, orientado pela professora Susana Fernandes. E assim se chegou ao fim do primeiro dia… O segundo dia foi preenchido, na parte da manhã por duas palestras: “Vamos ao Museu da Baleia” com a doutora Sílvia Carreira do Museu da Baleia e, logo de seguida “Riscos Naturais” com o professor Alano Gonçalves e Gregório Agrela Na parte da tarde, procedeu-se à entrega de tampinhas de plástico no âmbito da campanha de recolha de tampinhas em 2015/2016 à APDM a que se seguiu uma palestra com Filipe Rebelo. Por fim, o workshop “Vamos jogar xadrez” conquistou as mentes dos presentes sob a orientação do professor Fernando Machado do Clube de Xadrez e Damas. O terceiro dia foi preenchido por uma palestra com a professora Elisabete Gonçalves no âmbito da “Alimentação segura” no sentido de alertar para os cuidados a ter com a alimentação de hoje em dia. Seguiu-se uma coreografia subordinada ao tema “Tempo é dinheiro, agir” executada pelas alunas do grupo de dança orientadas pela professora Susana Fernandes. A parte da tarde foi ocupada por um workshop intitulado “Make a Wish” com a professora Fábia Gomes no âmbito do Projeto Engenh’Arte. Por fim, passou-se à fase final das Jornadas Culturais 2016 com o visionamento de curtas-metragens “à descoberta das curtas”. Refira-se que todas as sessões foram abertas aos alunos da escola que, acompanhados dos seus professores, se dirigiram ao espaço onde as atividades decorriam bem como a toda a comunidade que, de forma mais ou menos constante, foram passando pelas diferentes atividades seja para verem os seus filhos atuar, seja por mera curiosidade. José Maria Figueira Equipa Multidisciplinar

17


18


19


20


21


A língua portuguesa nas Jornadas Culturais 2016

Na abertura das Jornadas Culturais da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares, no passado dia 22 de novembro, de 2016, no Auditório da Biblioteca Municipal da Ribeira Brava, perante entidades da Câmara Municipal da Ribeira Brava e o senhor Secretário Regional da Educação, Dr. Jorge Carvalho, os alunos da turma do 5.ºC, orientados pela professora Manuela Sánchez, exclusivamente, dedicaram esse momento ao «Património de Memórias da Escola das Gaivotas, teatralizado pelos mais novos», com o intento de dar a conhecer a herança que existiu, existe e existirá na memória da existência da comunidade do Concelho da Ribeira Brava. Surgiu a partir do estudo da obra da escritora Graça Alves, «Lenda da Capela das Almas», o avô que conta as histórias à neta; e do conto do aluno João Gabriel Pestana, «A gaivota que voou alto», a avó que conta a história ao neto, aluno desta escola, que ganhou o 1.º prémio na Jornada Cultural de novembro de 2013, «Fazedores de histórias», 2.º ciclo da EBSPMA. A turma do 5.ºC conheceu esta história contada pela professora que viveu essa experiência. Seguiu-se a “Hora da Poesia e do Teatro” com a declamação do poema “Palavras”, a leitura expressiva de um excerto do livro Um Pingo de Sol na Areia e a dramatização do conto “O Menino do Santo”, todos de Graça Alves, no âmbito da atividade “Nas Asas do génio madeirense”, do Projeto Baú de Leitura. O público ainda assistiu à declamação e leitura expressiva de textos poéticos, de vários autores, proferidos pelos alunos do 11.ºA, 10.ºB, 9.ºA, 8.ºF, 8.º OI, 7.ºB, 7.ºC e por alunos inscritos no Grupo de Teatro. Finalmente, um aluno do 12.ºA, Manuel Alejandro Gouveia, brindou-nos com um momento musical único, baseado no poema “Palavras” da escritora Graça Alves e na sua experiência de vida. Desta forma, uma plateia cheia de alunos, professores, encarregados de educação e ilustres convidados usufruiu de momentos que homenageiam a Literatura portuguesa!

22


23


As dinamizadoras: EmĂ­lia Silva| Manuela SĂĄnchez

24


Concurso Olimpíadas da Europa, do projeto regional INCLUEUROPA

É com enorme satisfação que informamos aos nossos leitores que alunos da turma 10.ºE – Curso Profissional Técnico de Gestão - na qualidade de membros do Clube Europeu, inscreveram-se e estão a participar no Concurso Olimpíadas da Europa. Este concurso decorre, a nível regional, em três fases, com questões a serem colocadas aleatoriamente, sobre a Europa. A 1ª Fase, realizou-se no dia 22 de fevereiro, pelas 14:00, no auditório do Centro de Estudos de História do Atlântico, e das treze escolas concorrentes, apuram-se seis, entre as quais a nossa, para a 2ª fase que está agendada para o dia 26 de Abril. Os alunos, Renato Pereira, Miguel Norberto, Verónica Gabriela, Camila Jesus e Érica Abreu, estão de parabéns! A coordenação das Olimpíadas da Europa é da responsabilidade do Gabinete da Eurodeputada Liliana Rodrigues, em parceria com a Secretaria Regional de Educação, através da Direção Regional de Juventude e Desporto (DRJD) e as provas são feitas na presença de um elemento do Gabinete da Eurodeputada Liliana Rodrigues e da DRJD. António Pereira Professor - Clube Europeu

Parlamento dos Jovens – Básico (Nacional)

A 24 de janeiro de 2017, realizou-se a Sessão Escolar do Parlamento dos Jovens – Básico (Nacional). A participação neste programa constitui, como se sabe, uma oportunidade de os jovens poderem refletir, discutir e apresentar medidas em temas que se revestem de todo o interesse e pertinência na construção do seu futuro, constituindo um espaço privilegiado de participação democrática. 25


Da esquerda para a direita, além dos professores Fernanda Machado e António Pereira, estão presentes os alunos Natacha, Alexandre, Érica, Beatriz e Flávia, da turma 8º. F

No dia 13 de março decorreu a Sessão Regional do Parlamento dos Jovens/Básico 2016-2017, com a participação de cinco deputados, na Assembleia regional da Madeira.

António Pereira Professor - Clube Europeu

26


Le coin du Français

Allez les mouettes!

3 de junho de 2016 Atividade literária e musical dos alunos do 9.º ano sob a orientação da professora Luísa Afonseca na sala de sessões. 27


2016/2017

On apprend, on s’amuse! 3.º ciclo

Exposição de alguns trabalhos realizados pelos alunos dos 7.º e 8.º anos ao longo dos últimos períodos. Diferentes temas propostos e produção de trabalhos originais e bem criativos com materiais reutilizáveis. 28


La culture et la Gastronomie Françaises Secundário Et vive les crêpes !

No âmbito do projeto Gastronomia e a cultura francesa, em vários momentos deste ano letivo, os professores de Francês, juntamente com os seus alunos, têm procedido à confeção de crepes com chocolate ou doce de fruta, uma delícia da gastronomia francesa, a ser distribuída por toda a comunidade escolar. A confeção de crepes constitui, assim, uma forma privilegiada de conhecer a cultura francesa e de envolver os alunos em atividades para a comunidade escolar, ao mesmo tempo que se valoriza a amizade e o convívio entre todos, promovendo, sempre, um clima de festa, de partilha e de comemoração. Em dias de festa e em meados e finais de cada período, toda a comunidade escolar é convidada a provar crepes preparados pelos alunos de Francês da nossa escola.

29


Toda a comunidade escolar provou os deliciosos crepes da professora Paz Pestana.

30


Repórter A´s A Escola do Futuro

Caros leitores, o Repórter A´s deitou a mão a uma máquina do tempo e viajou para o futuro, encontramo-nos neste momento no corredor da nossa escola à procura de Alunos e Professores que possamos entrevistar. Estamos um pouco perdidos, ainda não ouvimos campainhas, nem a azáfama dos alunos a correr para a sala de aula. Muito pelo contrário, o ambiente é de descontração e o que observamos são pequenos grupos de 2 a 3 estudantes, por vezes acompanhados por um docente, que lentamente se dirigem às várias portas que abrem para um espaço amplo com várias mesas de trabalho, sofás e computadores. Finalmente encontramos uma jovem… A´s: Muito bom dia. Podemos saber o teu nome e colocar-te algumas questões. Mariana: Olá. Com certeza. Chamo-me Mariana. A´s: Prometemos que não a iremos atrasar para a aula. Mariana: Não têm de se preocupar…aqui não existem aulas, mas sim sessões de acompanhamento e atrasos também não. O meu projeto já está bem adiantado e hoje vou trabalhar a vertente das Ciências e Matemática. A´s: Não existem aulas, nem atrasos?!…Projeto?!…Mariana poderias explicar melhor? Mariana: É simples. Logo no começo do ano letivo, na primeira reunião que tive com os meus orientadores pude definir o tema do projeto que quero desenvolver ao longo do 1.º período… A´s: E que tema escolheste? E por quê? 31


Mariana: Foi um tema que me marcou pessoalmente, os acidentes vasculares cerebrais. A minha avó teve recentemente um, felizmente sem consequências, foi uma situação que me marcou muito e por essa razão decidi aprofundar o assunto. Propu-lo aos orientadores que rapidamente aceitaram. A´s: E depois? Mariana: Depois desta definição de tema comecei a elaborar a proposta de projeto, para isso fui orientada em Português, Biologia e Música. A´s: Música? Mariana: Sim, uma vez que a música é uma parte muito importante na minha vida, estudo música infantil e aprendo piano há vários anos, logo à partida decidi que o projeto a iria incluir. A´s: Impressionante! Como funciona essa “orientação”? É uma aula? Mariana: (Risos) Não, os professores auxiliam na construção do projeto, em conjunto definimos objetivos, processos de pesquisa e de trabalho, que avaliamos periodicamente em grupo-turma. A´s: E em que fases está o projeto? E o que falta? Mariana: Neste momento estou na fase de desenvolvimento propriamente dita. Dirijo-me agora para a orientação de Biologia e Matemática. Em Biologia vou pesquisar os meios de prevenção de doenças cardiovasculares, onde se inserem os acidentes vasculares cerebrais, e em Matemática vou pedir apoio para perceber as estatísticas que encontrei relativamente a estas doenças em Portugal e no Mundo. Amanhã vou a História para pesquisar com a orientadora a ocorrência destas doenças em Reis e Rainhas de Portugal. Esta parte vai ser complicada pois não há nada ainda feito em Portugal, mas penso que ficará bem no que quero desenvolver. A´s: Então e a Música? Mariana: A Música irá congregar todo o meu trabalho, pois o objetivo é criar uma música, infantil com atividades relacionadas, para implementar junto de alunos do primeiro ciclo. Estou muito entusiasmada com este projeto e mal posso esperar pelo resultado final a apresentar aos meus colegas e

32


orientadores. Mas agora tenho mesmo de ir. Obrigada pela vossa entrevista e até à próxima. (em passo apressado) A´s: Mas…Mariana, então e os programas curriculares, os exames, a avaliação, a indisciplina e a desmotivação dos alunos…? Bem, caros leitores, muitas foram as questões respondidas, mas mais ficaram por responder…talvez na próxima edição. Se quiserem saber mais contactem-nos projetoas2013@gmail.com Hmmm. Agora só falta descobrirmos como voltar ao presente!

José Carlos Gonçalves Projeto A’s

33


Palestra: A Cultura do trigo

34


O nosso agradecimento Olga Fernandes Professora

35


Visita de estudo à Igreja Matriz da Ribeira Brava

Nos dias vinte e nove (quarta-feira) e trinta (quinta-feira) de março de 2017, decorreu a visita guiada à Igreja Matriz e ao respetivo museu. O Senhor Padre Bernardino recebeu-nos, afetivamente, dando as boas vindas, às turmas do 6.º ano e às professoras, Teresa Sousa, Graça Faria, Paula Fernandes, Natália Andrade e Emília Melício. Durante toda a visita, expressou-se com grande conhecimento e brio sobre o património que a igreja ostenta, tido como um dos mais ricos e prestigiantes patrimónios artísticos e arquitetónicos da Ilha da Madeira. Inserida no âmbito da História Regional e Local, esta visita permitiu-nos construir e aprofundar o nosso conhecimento histórico e contactar, na primeira pessoa, com a matéria-prima de que é feito o mesmo. Só assim, aprendemos a respeitar, valorizar e amar a História do nosso concelho. Registamos com agrado a oferta do postal comA Memória do Sermão da Bagaceira na Ribeira Brava, a cada participante. De volta à sala de aula, os alunos foram postos à prova, preenchendo dois exercícios, uma sopa de letras e um caligrama, com as palavras que ouviram no decorrer da visita. Um bem-haja ao Sr. Padre Bernardino! Grupo de História e Geografia de Portugal - 2.º ciclo (200) (EBSPMA)

36


Aconteceu ainda….

II Jornadas da Geologia da EBSPMA

37


---------------------------------------------------------------------------------------------------Lançamento do Livro “Maltrapilho de Natal” de Bernardino Côrte

38


39


40


41


42


1


Em cena

Dedicado aos alunos do Grupo "Voo À Fantasia" Mais uma vez o grupo de teatro "Voo à Fantasia" venceu as barreiras da falta de espaço, da gestão de horários; dos problemas pessoais, escolares, enfim... E conseguiu levar à cena um espetáculo com um grupo de 23 alunos do 2º e 3º ciclo e secundário. Ontem, foi o dia da nossa atuação no Festival de Teatro Escolar Carlos Varela. Lá chegamos com entusiasmo. Porém, as nossas forças, as que restavam da longa "viagem", foram postas à prova. Foi a "Tempestade" final, o correcorre... Tivemos tão pouco tempo para montar o cenário, para testar luzes e som. Nem houve tempo para ensaiar/ testar o palco com os adereços, pois, prontos ou não, chegara o momento da atuação. Vencida a confusão, era tempo de acalmar sem ter tempo para o fazer. Assim, entraram em cena as nossas "gaivotinhas", muito nervosas, mas com mais vontade ainda de voar. E voaram? Voaram! Quem olhasse para cima, não fosse dia, diria ver estrelas a brilhar no céu.

2


Vamos lá correr! Trail Escolar

O Grupo de Educação Física organizará no próximo dia 18 de maio a II Edição do Trail Escolar – Ribeira Brava. No ano passado, a prova decorreu nas serras da Trompica, Campanário, envolvendo cerca de 108 alunos de seis estabelecimentos de ensino da região. Para este ano o grupo pretende aumentar o número de alunos envolvidos, assim como a mudança de local para a Ribeira da Tabua. Recorde-se que o Trail Running é uma modalidade de corrida realizada maioritariamente em trilhos, veredas, levadas, estradas de terra, em ambiente rural ou montanhoso e que está em franca expansão não só na nossa região, mas também a nível nacional e internacional. Pretende-se com esta atividade, dar a conhecer esta modalidade aos alunos, assim como promover estilos de vida saudáveis. A prova deste ano terá uma extensão de 5 km e reproduzirá, tanto quanto possível, uma prova oficial, tendo a cronometragem electrónica, os peitorais personalizados com o nome dos atletas, postos de controlo, pórtico na partida/chegada, música e animação, alimentação, prémios, etc. Só é possível de concretizar esta prova, graças ao apoio de várias instituições públicas e privadas, como a Câmara Municipal da Ribeira Brava e Associação Desportiva do Campanário, entre outros.

3


Uma aventura em Lisboa

O projeto “Heart Attack” começou por ser uma brincadeira de grupo na aula de Inglês sobre o tema “Saúde e Bem-estar”. A nossa professora sugeriu-nos fazer um vídeo sobre doenças cardiovasculares incentivando-nos a submetêlo ao concurso “Ciência em cena”. Dissemos logo que sim pois agradou-nos a ideia de termos de comer muitos chocolates para fazermos o vídeo. Mal sabíamos nós que íamos ser um dos três vencedores a nível nacional! Esta viagem ficou marcada por muitas peripécias. Vivenciámos experiências únicas e inesquecíveis. Logo no primeiro dia, ao almoço, pedimos vários pratos de sushi sem termos propriamente a noção da quantidade. O almoço ainda nem tinha chegado a meio e já não conseguíamos comer mais nada. Para nosso espanto, os pratos continuavam a chegar à mesa, um após o outro. Entre “garfadas” e risadas lá tivemos de “arranjar” um espaço extra no nosso estômago para não desperdiçamos a comida. Escusado será dizer que não queremos ouvir falar de sushi nos próximos tempos! Outro momento marcante foi a nossa experiência nos transportes de Lisboa. Tínhamos de ser rápidos a entrar e a sair do metro e, numa das viagens, um de nós quase ficava para trás. No elétrico, em hora de ponta, ui que aperto! Estava atolado de gente. Agora sabemos como se sentem as sardinhas enlatadas. Na verdade, não queríamos estar quietos, precisávamos de espaço, de sentir a adrenalina do momento, aproveitar cada instante. Bem que a professora Angelizabel tentava nos acompanhar mas a nossa energia era inesgotável. Num dos passeios por Lisboa, demos de cara com o conhecido comediante Bruno Nogueira, com quem trocámos dois dedos de prosa, mas curiosamente, com a excitação de estarmos tão perto de uma “celebridade”, nenhum de nós se lembrava do seu nome. Tivemos a oportunidade de conhecer o tão famoso “Pikachu” que encontrámos na Praça do Comércio e com quem tirámos muitas fotos para nos vangloriarmos nas redes sociais. Afinal, não é todos os dias que encontramos uma figura mundialmente conhecida. As nossas noites foram hilariantes! Jamais esqueceremos os saltos que demos em trampolins improvisados, as nossas máscaras faciais hidratantes, as guerras de almofadas ou as pizzas que comemos sentados no chão do quarto, às duas da manhã, enquanto jogávamos “verdade ou consequência”. 4


O que mais nos marcou nesta aventura foi, sem dúvida, o dia da Final do concurso “Ciência em Cena”. Aqui conhecemos muitos jovens da nossa idade, com quem trocámos ideias e experiências. As nossas conversas acabavam sempre nos regionalismos. Por exemplo, eles ficaram a saber o que é um “chavelha” e nós, o que é um “alfacinha”. Amizades à parte, o momento da verdade chegou, finalmente! Quase tínhamos um ataque de coração quando o nosso vídeo “Heart Attack” foi anunciado como um dos três vencedores! Parecia um sonho! Sabíamos que os projetos das outras escolas estavam excelentes e todos os participantes tinham feito um trabalho de qualidade. Quando nos chamaram ao palco, não queríamos dar parte fraca ao chorar de alegria, mas era essa a vontade. Bem, cá entre nós, deixámos escapar umas lágrimas de emoção. Mas o que nos arrepiou mesmo foram as palmas do público naquele instante em que subimos ao palco para recebermos o prémio. Foi um momento indescritível que iremos recordar com uma certa graça pois enquanto o jurado, o Dr. Miguel Mendes, presidente de Sociedade de Cardiologia, fazia de apresentador, o verdadeiro apresentador de TV, José Carlos Malato, pegou na máquina de filmar da nossa professora e começou a filmar-nos gracejando com a situação. O regresso à Madeira foi mais uma peripécia. Após várias tentativas de aterragem, ouvimos a voz do comandante a anunciar que íamos ter de voltar para Lisboa devido aos ventos fortes que se faziam sentir no aeroporto. Apesar do cansaço dos últimos dias, não conseguimos esconder a nossa alegria pois íamos passar mais uma noite em Lisboa. No dia seguinte, após fortes abanos do avião e muitas palpitações de que não sairíamos dali vivos, finalmente aterrámos sãos e salvos. Os melhores momentos da nossa aventura em Lisboa podem ser visualizados no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=6IQ9chpagKI

Inês Basílio, Iara Olim, Mariana Pestana e Élvio Capelinha Turma - 9.ºB

5


Fotografias da autoria de Filipe Ferreira

6


Fotografias da autoria da Professora Angelizabel Freitas

7


Nous sommes allés au Cinéma (Fomos ao cinema) No âmbito da disciplina de Francês, as turmas de oitavo e nono ano, no passado dia 24 de fevereiro, foram assistir a um filme no Forum Madeira. Os alunos envolvidos nesta atividade saíram da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares pelas nove horas, juntamente com os seus professores. Na chegada ao Forum, dirigiram-se ao Cinema «NOS Madeira», onde puderam assistir a uma comédia intitulada: «C’est Quoi Cette Famille?!». Este filme foi especialmente exibido para este grupo de alunos, visando despertar nos jovens, ali presentes, a sensibilidade artística e cultural, o interesse pela sétima arte e pela língua francesa, bem como promover o espírito crítico e o saber cumprir regras de convivência. De modo geral, o grupo de alunos presente, nesta sessão extraordinária, alegrou-se com o ambiente e com as peripécias vividas pela família do Bastien, o protagonista da história, que assumiu o papel de filho de uma família reconstituída. Por diversas vezes, ouviram-se aplausos na sala de sessões, nos momentos mais emotivos e/ou decisivos da história deste adolescente, que se viu, muitas vezes, dividido entre a família materna e a paterna. Entretanto, o Bastien forjou um esquema e conseguiu fazer ver aos adultos que estes não estavam a preservar o bemestar dos seus filhos e da instituição família e, por fim, acabou por resolver o grande imbróglio de uma família numerosa, juntando-os todos na mesma casa. Assim terminou a sessão de cinema, com um final à semelhança da peça de William Shakespeare, em que tudo está bem, quando acaba bem. O mesmo se aplica à visita de estudo, que terminou pelas treze horas e quinze minutos, hora de chegada ao local de partida: a nossa escola.

Texto - JVale 8.º A Registo fotográfico – Érica Gomes 8.º F

8


Fomos ao Teatro

Alguns alunos do 6ºB foram ao teatro de Santo António para assistir à peça de teatro: “Quasímodo - O Corcunda”, no dia 09/02/2017. Fomos em conjunto com outros colegas e alguns professores. A peça abordava os temas: amizade, o amor, a justiça, a verdade, a diferença… Os atores em palco comunicavam através de: música, dança, diálogos, risos, mímica, emoções, movimento, guarda-roupa, adereços… A peça de teatro foi fantástica, divertida, e interessante, porque havia os roubos (maldades), o amor e companheirismo (o lado bom e justo). O mais importante é o que está dentro de nós e que é invisível aos olhos. Turma 6.º B

9


Concurso Regional “NUTRICHEFE”!

No dia 10 de fevereiro, cinco equipas, constituídas por alunos do 8.° e 9.° anos, em pares competiram na cantina, onde confecionaram receitas saudáveis, com o objetivo de participar na 2.ª Edição do Concurso Regional “Nutrichefe”, organizado pela Rede de Bufetes Escolares Saudáveis, projeto da Secretaria Regional de Educação. O prato vencedor foi selecionado por um júri composto por um elemento do conselho executivo, o professor José António Vieira, dois elementos do corpo docente, o professor Paulo Azevedo de EVT e a professora Fábia Gomes de ET (vencedora regional do concurso “Cook off” da RTP1), um representante dos alunos, a aluna Inês Barros e a chefe de cozinha, a D. Laurentina Fernandes, que avaliaram os pratos em 4 categorias, nomeadamente: combinação de ingredientes, sabor, técnicas de preparação e apresentação. Após a degustação e avaliação das iguarias apresentadas, foi apurado o prato que representou a EBSPMA na fase final desta competição que decorreu no passado dia 15 de março na Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira. Nesta II Edição do Concurso Regional “Nutrichefe”, que decorreu na Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira, representaram a nossa escola, pela segunda vez consecutiva, os alunos José Moisés Faria – 8.ºE & Alexandre Rodrigues Freitas – 8.º F que ficaram classificados em 2.º lugar com a confeção da receita “Bacalhau com cebola caramelizada”.

Texto e registo fotográfico Marisol Rodrigues Valéria Funmayor Turma 9.ºC

10


11


Viagem ao Norte de Portugal

Onze alunos do nono ano voaram até ao Norte do país na sua primeira viagem de finalistas dinamizada pela professora de Francês Alícia Gonçalves.

Dia 25 de julho de 2016 – 1.º dia PORTO Partida do Funchal-Porto

Visita ao Sea Life Porto Alimentação das raias

12


Ribeira do Porto

Gaia

E assim acabamos o dia!

13


Dia 26 de julho 2016 – 2.º dia (PORTO) Manhã no Bloco Gráfico da Porto Editora – “Como se faz um livro?

Torre dos Clérigos

Cruzeiro das pontes – Barco Rabelo

14


Rua Santa Catarina E o famoso Majestic!

Dia 27 de julho 2016 – 3.º dia (BRAGA) Palácio do Raio

Fonte do Ídolo

15


Termas Romanas

Dia 28/29 de julho 2016 – 4.º e 5.º dias (GUIMARÃES-BRAGA)

Paço dos Duques de Bragança

16


Castelo de Guimarães

Centro Histórico de Guimarães

17


Bom Jesus de Braga

18


Este ano, os nossos alunos foram aprender

no CC La Vie no Funchal no CC Madeira Shopping no CC Forum Madeira

Técnico de Vendas

no Gabinete de Contabilidade MEO pelo comércio tradicional da cidade do Funchal

pela baixa do Funchal

Operador de Fotografia

na Fortaleza de São Tiago

Cidadania e Profissionalidade

na Assembleia Legislativa Regional no Centro de Estudos de História do Atlântico

CEDH – Clube Europeu

no Centro de Juventude no Hotel Belmond Reid’s Palace no hotel CRZ Pestana na agência de viagens Abreu

Técnico de Turismo

na Pousada da Juventude do Funchal no Aeroporto Internacional da Madeira na Loja do Cidadão na Startup Madeira, Centro de Formalidades de Empresas

Técnico de Gestão

na Câmara Municipal da Ribeira Brava no Gabinete de Contabilidade da Ribeira Brava nos Jardins do Lido

RBES, Inglês e Ciências

no Supermercado Continente na Ribeira Brava RBES na Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira nos Bombeiros Voluntários da Ribeira Brava

Ciências Naturais 19


no Museu da Baleia

EV, Op. Fotografia, Engenh'Arte

no Museu da História Natural no Museu da Quinta das Cruzes História no Museu CR7 no Universo de memórias João Carlos Abreu no Museu da Imprensa - Câmara de Lobos

ET, TIC e História

no cinema com o filme “C’est quoi cette famille?”

Francês

no cinema

Inglês, Português

no Teatro Municipal Baltazar Dias

Op. Fotografia e de Informática

no Cine Teatro de Santo António

Formação Pessoal e Social

na Universidade da Madeira

Matemática A

no Geossítios da Ribeira Brava e São Vicente

ET e Ciências Naturais

nas Piscinas Olímpicas do Funchal

TAG Desportiva

no Centro de Arte Contemporânea Casa das Mudas

Português

no Parque Temático de Santana

Português e EMRC

foram ainda caminhar (Educação Física; TAG Desportiva, Clube da Caminhadas júnior)

da Lombada pela Apresentação até à Escola no Paúl da Serra pela Levada do Alecrim (Paúl da Serra) até Lagoa D. Beja – Lajeado pela Levada do Norte – Campanário pela Encumeada até ao Chão dos Louros e regresso

20


Fazer Turismo

O Curso Profissional de Técnico de Turismo fez várias saídas escolares para: - conhecer o funcionamento do Centro de Juventude da Madeira, mais conhecido por Pousada da Juventude, e da mais recente unidade hoteleira do Funchal, Pestana Hotel CR7. - aprendera dinâmica de trabalho de duas empresas turísticas, a agência de viagens ABREU, fundada em 1840 no nosso país e o operador turístico Top of Travel, que desenvolve desde 1982 o turismo Francês na nossa ilha.

21


- conhecer a dinâmica e funcionamento do nosso aeroporto no acolhimento aos turistas

- conhecer o funcionamento de uma unidade hoteleira centenåria na nossa cidade, Belmond Reid’s Palace

22


1


O cinema vem à escola

A atividade o “Cinema vem à escola” assenta na projeção de diversos filmes durante o ano letivo, que são selecionados

segundo

dois

critérios:

o

conteúdo

temático a ser desenvolvido e a idade do aluno. Através dos filmes projetados pretende-se desenvolver um trabalho transdisciplinar que tem como ponto de partida a sétima arte integrada numa temática. Por outro lado, o próprio visionamento numa sala de cinema, torna necessário que o professor dialogue com o aluno sobre o comportamento a adoptar numa sala de cinema. Nesta atividade, foram realizadas as três sessões programadas, “Les Visiteurs” atividade interdisciplinar com a disciplina de Francês, na qual foi finalizada com a confeção de crepes; o documentário “Home – o Mundo é a nossa casa”, e finalmente inserido nas atividades de encerramento do primeiro período, “Uma História de Natal”, tendo os alunos tido direito a pipocas gratuitas durante a sessão. Esta atividade continuará no 2.º e 3.º período, como planeado, e promete contar com maior número de participantes, sempre com o principal intuito de promover a interdisciplinaridade.

2


Oficinas de TIC

As oficinas de TIC, têm sido ao longo destes últimos anos, uma mais-valia na promoção e utilização das novas Tecnologias de Informação e Comunicação, e são destinadas a toda a comunidade escolar. A atividade das Oficinas TIC é composta por uma equipa de 5 elementos, que pertencem ao Grupo de Informática: Agostinho Gouveia, Carlos Silva, Rosário Ramos, Teresa Vale e Luís Silva. Este espaço destinado à comunidade escolar, tem como

primeiro

objetivo

o

apoio

nas

novas

tecnologias, mas tem adquirido outra vertente de igual importância, ao nível de ocupar tempos livres dos alunos com atividades de clube e de lazer. As principais atividades são pesquisas na internet, trabalhos de várias disciplinas, dúvidas em aplicações, jogos educativos, redes sociais e inscrição/ participação nos desafios do Seguranet. Fazer com que toda a comunidade escolar da nossa escola tenha a possibilidade de frequentar as Oficinas TIC, tem sido a nossa principal ambição. Ainda dentro deste projeto, existe apoio a outras atividades entre as quais os desafios do concurso Nacional Seguranet e a atividade +Escola. Contabilizaram no primeiro período mais de duas centenas de participantes.

3


Comemoração do dia mundial da Internet mais Segura 2017

No dia da Internet Segura 2017, 07 de fevereiro, a coordenação de TIC organizou uma conferência subordinada ao tema “Perigos e Riscos da internet”,

com

o

convidado

José

Custódio,

Inspetor-Chefe da Polícia Judiciária da Madeira, responsável pelos casos de crime informático. Jogos online, Redes Sociais, Compras online, Software livre, Cyberbullying, foram alguns dos temas discutidos. Esta atividade contou com a participação de uma centena de alunos e professores.

Teresa Vale Coordenadora TIC

4


+ Escola

A atividade +ESCOLA, criada pelos docentes José Pinhão e Teresa Vale, está integrada no Plano TIC e pretende disponibilizar conteúdos virtuais e interativos associados a imagens reais da nossa escola, que são acedidos através de dispositivos móveis (como os telemóveis ou tablets), recorrendo a ferramentas livres de realidade aumentada. Este projeto surgiu depois de um encontro organizado pela ANPRI – Associação Nacional de Professores de Informática - onde se abordou a necessidade de promoção e dinamização de atividades que permitam catapultar a criatividade e o interesse dos alunos pelas Tecnologias de Informação e Comunicação, uma área com grande saída profissional a curto, médio e longo prazo. Desde logo duas ideias surgiram, uma para utilização de software e conteúdos existentes, promovendo a interdisciplinaridade e a aprendizagem pela descoberta, nas Oficinas TIC. E outra onde poderão criar conteúdos, recorrendo a software livre de realidade aumentada. Foram colocadas em prática as seguintes ideias: - Associar uma descrição, vídeos e os horários das Oficinas TIC a molduras com imagens de personalidades que foram colocadas junto das salas de Informática e de Ciências da Natureza; - Permitir a pré-visualização dos filmes a serem apresentados na atividade “O cinema vem à escola” ao apontar o telemóvel para o cartaz que a promove; - A passagem de uma mensagem relacionada com o símbolo da escola “Fernão Capelo Gaivota” “escondida” em várias gaivotas existentes na nossa escola; - Mensagens alusivas ao dia de São Valentim, colocadas no mural da tolerância para acesso aos utilizadores da aplicação.

5


Teresa Vale Coordenadora de TIC

6


1


Concurso de Fotografia 2017 “Simplesmente Madeira”

10.º Concurso de Fotografia lançado pela Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares, intitulado pelo sexto ano consecutivo “Simplesmente Madeira”, com os seguintes objetivos: - Sensibilizar para a defesa, preservação e valorização do património cultural tradicional; - Criar e consolidar o gosto pela fotografia; - Promover a fotografia criativa. 2


Fotografias Vencedoras: 1.º Classificado

2.º Classificado

Catarina Gomes | Professora

Ana Vieira | Professora

3.º Classificado – Ex aequo:

Cláudio Bento| Professor

Sónia Nóbrega| Professora 3


4.º Classificado – Ex aequo:

Ana Vieira | Professora

Feliz Pereira | Professor

Restantes trabalhos selecionados:

Alícia Gonçalves| Professora

Alexandra Fernandes| Aluna

4


Alícia Gonçalves| Professora

Feliz Pereira| Professor

Fátima Mendes| Professora

Catarina Gomes| Professora

Diogo Nóbrega | Aluno

Feliz Pereira| Professor

5


Luís Silva | Aluno

Margarida Pingo | Aluna

Paulo Pingo | Professor

Luís Silva | Aluno

Nelson Gonçalves | Aluno

Sónia Nóbrega | Professora

6


Telmo Monteiro | Professor

Luís Silva | Aluno

Sónia Nóbrega | Professora

Conceição Ornelas | Assist. Operacional

Telmo Monteiro | Professor

7


Projeto iShare

Porque num planeta de recursos finitos, a partilha ĂŠ uma inevitĂĄvel!

8


Loja Social iShare : reutilização e moda Aberta todo o ano letivo, a loja social iShare, mesmo em frente à nossa escola, continua a vestir pessoas de todas as idades, promovendo a reciclagem e a reutilização ao serviço de uma aparência impecável e confortável.

9


Feira de Natal? Aproximamos a loja dos alunos Porque alguns alunos são tímidos, levamos a loja ao pátio da escola. E resultou ! 10


Natal no Lugar da Serra: Pai Natal leva iShare às zonas altas No Natal, fomos ajudantes do Pai Natal na ida ao lugar da Serra. AlÊm dos habituais artigos da loja social, os brinquedos que levamos iluminaram os rostos das crianças e fizerem deste um Natal muito especial.

11


Lombo Moleiro: comunidade traz conforto ao dia-a-dia da D. Maria Idosa, doente e vivendo duma magra pensão, a D. Maria pediu ajuda para poder viver com mais conforto. O iShare levou este pedido à comunidade e … a empresa local Construart, Lda. doou os armários de cozinha, a pia e a toda a instalação; a Electrosom doou o fogão eléctrico; um anónimo doou uma máquina de lavar roupa e o eletricista, o senhor Rafael Barros da Eletrobrava, o seu tempo e saber para se assegurar que tudo funcionava em segurança. A todos a nossa imensa gratidão! 12


Lombo Moleiro: Associação Crescer sem Risco Porque nem todos se podem deslocar à vila, levamos a loja novamente às pessoas, desta vez em parceria com a Associação Crescer sem Risco, no Lombo do Moleiro, Serra d’Água. Fomos calorosamente recebidos pela Dra. Sílvia Barros, pelos utentes deste centro e pela comunidade local. 13


Serra d’Água: “mas o melhor do mundo são as crianças” Após o contacto da D. Carla Flor, técnica de educação especial, o iShare, acompanhado dos alunos Jesus, Margarida, Ana e Luísa, do 11.º A, foi recebido pela simpática e visivelmente motivada equipa de professores e técnicos da escola do 1.º ciclo com pré-escolar da Serra d’Água. Levamos roupas e brinquedos e trouxemos no coração a magia dos risos e da doce inocência das crianças que conhecemos.

E porque o ano letivo ainda não acabou, encontramo-nos então no próximo evento iShare  14


Natal

15


16


Semana das Expressões 10.º F em ação!

Os alunos do 10.º F preparam a Semana das Expressões, que decorrerá de 9 a 12 de maio, com a pintura de um mural temático. Realizaram o projeto no âmbito das disciplinas de Expressões Artísticas e Integração Tecnológica. Cheios de iniciativa e criatividade, colocaram mãos à obra!

17


18


19


20


1


Prémios gerais

Um grupo de alunos do 9º B, Inês Basílio, Iara Olim, Mariana Pestana e Élvio Capelinha, foi um dos três vencedores do Concurso Nacional Ciência em cena-

Grupo de Inglês

Doenças cardiovasculares com o vídeo Heart Attack dinamizado pela Fundação Gulbenkian.

A aluna Lara Constança Gomes Sousa do 5º C ganhou Baú de Leitura o 1.º prémio no Concurso Escrita Criativa.

O aluno Adriano Fernandes Pestana, do 12.º C, foi o 1.º classificado, na Categoria 3 – mais de 16 anos, no Baú de Leitura Passatempo “Flashes Literários” com a sua fotografia “Um Zumzum de Primavera".

A turma 8º D venceu a 1ª fase do concurso de ideias da 14ª Edição do Prémio Fundação Ilídio Pinho “Ciência na

Engenh’ARTE

Escola” com o projeto o Mini-hídricas nas levadas da

e ET

Madeira.

Os alunos José Moisés Faria do 8ºE e Alexandre Rodrigues Freitas do 8º F classificaram-se em 2º lugar na II Edição do concurso “Nutrichefe” que decorreu no passado dia 15 de Março na Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira.

Rede de Bufetes Escolares Saudáveis

O grupo de Teatro “Voo à Fantasia” ganhou uma

Grupo de teatro

menção honrosa no Festival de Teatro Escolar Carlos

“Voo à

Varela que decorreu em março último.

Fantasia"

2


A aluna Letícia Caldeira Gonçalves do 9.ºA venceu o 3º lugar, da 2.ª Fase - Fase Escolas - no Concurso Triatlo Literário, realizado no passado dia 8 de março de 2017, na Escola Básica e Secundária da Calheta.

Baú de Leitura

Estará presente na 3.ª Fase – Fase Regional – no dia 19 de maio, no auditório do Arquivo Regional da Madeira!

O aluno Luís Miguel Magalhães Abreu Gonçalves do 11.ºA foi apurado para a Fase Nacional das Olimpíadas de Geologia que decorrerá nos dias 20 e 21 de Maio em Estremoz.

A escola ganhou o Galardão Eco-escolas 2015/16

Grupo de Biologia e Geologia

Eco-escolas

Desporto Escolar Fase Final dos Campeonatos Escolares e Concentrações

Futsal: - Infantis Masculino - 4º Classificado; - Iniciados Masculino 1º Classificado; - Juvenis Masculino - 1º Classificado; - Juvenis Feminino - 1º Classificado.

Basquetebol: - Infantis 1 Masculino - 1º classificado; 3


- Infantis 2 Masculino - 1º Classificado; - Infantis 2 Feminino - 1º Classificado; - Iniciados Masculino - 3º Classificado; - Iniciados Feminino - 5º Classificado; - Juvenis Feminino - 1º Classificado.

Badminton: - Iniciados Feminino - 5º classificado.

Ténis de Mesa: - Sérgio Sousa - Juvenil Masculino - 3º classificado.

Andebol: - Infantis mistos - 1º classificado; - Juvenis Masculino - 2º classificado.

4


1


Projeto Escola Segura TIC – SeguraNet Encontro Regional sobre Segurança Digital

“A Secretaria Regional de Educação, da Região Autónoma da Madeira, promoveu o Encontro Regional sobre Segurança Digital Marca a diferença, unidos por uma lnternet melhor, no dia 20 de fevereiro de 2017, no Auditório da Escola da APEL. Este evento, organizado pela Direção Regional da Educação (D.R.E.), teve como objetivo assinalar o Dia da lnternet mais Segura 2017 e contribuir para a promoção de uma utilização crítica e responsável das tecnologias. Direcionado a professores responsáveis pelas páginas web das escolas, outros professores, Diretores de Escola, membros dos Conselhos Executivos e coordenadores de projetos da responsabilidade da Secretaria Regional da Educação,

o

colaboração

Encontro do

Direção-Geral Recursos

e

projeto da

contou

com

SeguraNet”

Educação/Equipa

Tecnologias

a da de

Educativas

(E.R.T.E.). Durante a Sessão de Abertura, o Exm.º Sr. Diretor Regional da Educação - Dr. Marco Gomes, alertou para os desafios que as escolas enfrentam, cada vez mais, na divulgação dos dados pessoais das crianças e onde se delimita essa divulgação e o direito das crianças à sua segurança e privacidade, no ambiente escolar e fora da escola. Do programa também constava a intervenção do Dr. Pedro Faria - Procurador da República - Área de Família e Menores, com a temática: Segurança Digital - Limites Legais. De seguida, a Dra. Lígia Azevedo - Coordenadora do Programa SeguraNet, abordou a missão da SeguraNet enquadrada na E.R.T.E., as suas iniciativas e recursos face aos desafios colocados pelas escolas, e ao trabalho desenvolvido pelas escolas, reconhecendo o trabalho meritório realizado por algumas escolas da nossa Região. 2


Para finalizar as intervenções, foi realizada uma Apresentação de Boas Práticas, pelo trabalho realizado nas nossas escolas (Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares – Ribeira Brava e Escola Básica dos 2.o e 3.o Ciclos do Caniço – Santa Cruz), pelos coordenadores dos projetos Dr. Carlos Silva e Dr.ª Sónia César - Vencedores dos Desafios SeguraNet 2016) e realçados alguns aspetos importantes da temática em debate neste encontro. No evento teve lugar a cerimónia de entrega de prémios às escolas vencedoras dos Desafios SeguraNet 2015/16 e as escolas que participam na iniciativa Selo de Segurança Digital. Deste modo, fomos uma das escolas vencedoras a nível nacional, ostentando com orgulho o galardão de Escola SeguraNet em todas as edições em que participaram as escolas da Região Autónoma da Madeira (cinco edições), sendo a única escola da região a participar e a vencer em todas as referidas edições. Foram ainda distribuídos recursos de sensibilização do projeto SeguraNet às Escolas presentes. Aproveito para agradecer, publicamente, ao Exm.º Sr. Diretor Regional da Educação - Dr. Marco Gomes, pelo convite para ser orador nesta iniciativa e pelo reconhecimento no trabalho desenvolvido na nossa escola no âmbito deste projeto e a toda a Equipa de Recursos e Tecnologias Educativas, em especial, à Coordenadora do Programa SeguraNet - Dr.ª Lígia Azevedo, por todo o apoio e elogios facultados à nossa escola ao longo destes anos. Para finalizar, o agradecimento aos docentes que têm participado nesta iniciativa e um agradecimento muito especial, aos nossos alunos, pois são eles os verdadeiros obreiros desta proeza. Fonte: SeguraNet (http://www.seguranet.pt/pt/noticias/encontro-regional-sobre-segurancadigital-na-madeira)

O Coordenador do Projeto Carlos Silva

3


Projeto Escola Segura TIC EBSPMA – SeguraNet / Centro de Competência TIC da Universidade de Aveiro Na deslocação do Centro de Competência TIC da Universidade de Aveiro (ccTICua) à escola secundária da Ribeira Brava, Madeira, há a considerar que se verificou, durante o workshop desenvolvido, que os jovens de 9º, 10º e 11º anos, conhecem o universo virtual e estão cientes das consequências que podem advir da exposição a que se sujeitam, pelas especificidades deste mundo vasto e cheio de possibilidades mas, por vezes, com contornos perturbadores. Estes alunos, em particular, estão cientes das realidades virtuais a vários níveis porque esta escola aderiu aos desafios SeguraNet há algum tempo e os alunos trabalham entusiasticamente estas questões, tendo já recebido diversos prémios. De facto, após o workshop, tivemos oportunidade de visitar uma das salas onde os alunos estavam a ter aula de informática. Para além da escola estar, toda ela, decorada e sinalizada com materiais SeguraNet e outros, elaborados pelos alunos (sobre a segurança online), os jovens mostraram pequenos trabalhos em execução, muitos deles com uma finalidade comum: alertar a comunidade para a necessidade da maior consciência online. Foi altamente gratificante ver os trabalhos, envolvimento e entusiasmo dos alunos e temos de referir, igualmente, o apoio incondicional dado pelos professores, destacando a dedicação do prof. Carlos Baeta, coordenador do projeto, nesta escola.

Maria José Loureiro (PhD; profª requisitada) Centro de Competência TIC da Universidade de Aveiro Departamento de Educação e Psicologia, Campus de Santiago www.zeloureiro.wordpress.com/ Centro de Competência da Universidade www.facebook.com/Ccticua-298236673612111/

4


1.º Concurso Quiz4You SeguraNet no dia Ludo-Informática

No dia 14 de março decorreu, no pátio da nossa escola, o primeiro Concurso Quiz4You Seguranet. Este evento foi organizado no âmbito do Projeto Escola Segura TIC – SeguraNet, pelo coordenador do projeto, Carlos Silva, dinamizado pelos alunos do Curso C.E.F. - Operador de Informática 9.º OI e integrou a Atividade Ludo-Informática, organizado pelos alunos das turmas deste curso.

5


Quiz4You SeguraNet

Esta foi mais uma das inúmeras atividades realizadas no âmbito do referido projeto com o intuito de sensibilizar a Comunidade Educativa para o uso seguro e consciente das tecnologias e para a participação no Concurso Nacional “Desafios SeguraNet”. Para além do Quiz, os alunos foram sensibilizados para a temática, aprenderam a instalar e a jogar na APP Pisca Mega Quiz – App SeguraNet, estiveram em exposição os troféus das cinco edições em que fomos vencedores a nível nacional bem como os prémios para os vencedores e participantes dos Desafios SeguraNet 2016/17 e material de divulgação do SeguraNet. Procedeu-se, também, à inscrição de novas equipas nos desafios.

6


Todos os alunos participantes demonstraram alegria e motivação nas atividades realizadas, tendo a vencedora e o 3.º classificado (alunos do 2.º ciclo), sido premiados, respetivamente, com Prémios SeguraNet: USB Falsh Memory 4G e bloco de notas/caneta. O segundo classificado (3.º ciclo) recebeu um jogo Quiz4You SeguraNet e os restantes participantes, até ao 8.º lugar, esferográficas SeguraNet. O organizador, Carlos Silva, agradece a participação dos alunos e a incansável colaboração dos formandos do Curso de Educação e Formação – Operador de Informática (9.º OI) na dinamização das atividades.

Prémios para os vencedores e participantes dos Desafios SeguraNet 2016/17

Entrega de prémios ao Vencedor - USB Falsh Memory 4G SeguraNet

O Coordenador do Projeto Escola TIC - SeguraNet Carlos Silva

7


1


Clube de Caminhadas “Sónia & Companhia”

No ano letivo de 2012-2013, iniciou-se o projeto de caminhadas “Sónia e Companhia”, por iniciativa da docente de Educação Física, Sónia Nóbrega. O seu objetivo inicial era proporcionar à Comunidade Educativa da Escola um convívio mensal em contacto com a natureza, aliado à atividade física. Assim, nada melhor que realizar caminhadas pelas levadas e veredas da nossa ilha. Na primeira atividade, participaram oito pessoas. Este número foi crescendo e a docente sentiu a necessidade de ter outros colegas na organização do seu projeto, que inclui, para além das caminhadas, reconhecimentos dos percursos, pesquisa, criação dos eventos e outros trabalhos de organização. Deste modo, a professora Sónia convidou os seus colegas Feliz Pereira, Yvonne Rodrigues e o aluno João Carlos Gomes, para serem Coordenadores do Projeto. Após cinco anos, este mantém-se fiel ao objetivo inicial, embora se tenham incluído outros, tais como: proporcionar à comunidade educativa, uma atividade que lhes retire das suas rotinas diárias; dar a conhecer o Arquipélago em que vivemos; proporcionar o convívio entre alunos, professores, encarregados de educação e funcionários contribuindo para um melhor ambiente no trabalho; promover a atividade física, proporcionando um estilo de vida saudável, com benefícios inigualáveis no corpo e na mente; estimular os sentidos através do contato com a Natureza; diminuir os fatores de risco de doenças cardiovasculares; estimular o sistema músculo-esquelético; incutir as normas básicas de segurança na realização de caminhadas, assim como os cuidados a ter ao nível do material necessário, alimentação e preservação da natureza. No final de cada ano letivo, os Coordenadores elaboram o plano de caminhadas para o ano letivo seguinte, que é submetido à aprovação do Conselho Pedagógico. Após esta fase, este é divulgado pela Comunidade Educativa. Como o Projeto tem um protocolo com a Associação Desportiva de Campanário, que trata dos transportes e seguro dos caminhantes, deixou de ter como público-alvo apenas a Comunidade Educativa, para passar a abranger pessoas amantes das caminhadas na natureza. Com o intuito de alterar rotinas

2


e inovar, os organizadores têm também tentado inserir algumas componentes culturais e locais, por onde passam, em cada atividade. É com grande satisfação que os Coordenadores viram o Projeto crescer, sendo que atualmente a média ronda os cem participantes por atividade, limite máximo, por questões de segurança. É de salientar, que neste Projeto, participam pessoas de diversos escalões etários (dos 9 aos 73 anos), sendo algumas de nacionalidade estrangeira.

Os 4 Coordenadores do projeto: Feliz Pereira, Yvonne Rodrigues, Sónia Nóbrega e João Gomes.

3


A percorrer uma levada em SĂŁo Roque do Faial.

Na levada nova da Ponta do Sol. 4


Na vereda junto ao miradouro das flores, no Porto Santo.

5


Uma foto de grupo antes do inĂ­cio da caminhada.

Mapa dos percursos realizados.

6


1


Gaivotas do passado

2


3


4


5

Revista gaivota 2017  

Revista gaivota 2017 - Equipa Multidisciplinar EBSPMA

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you