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Editorial É PRECISO ACREDITAR!

Mais um ano passou e, mais uma vez a nossa escola está de Parabéns por mais um aniversário. As paredes e os muros continuam os mesmos contrastando com as mudanças constantes que se estabelecem em cada ano na Educação! As alterações ao sistema cada vez mais são uma realidade, desde os programas aos exames, passando até pelos estatutos seja dos docentes ou dos alunos… mas, os nossos objetivos continuam os mesmos. O sucesso escolar dos nossos alunos. É preciso acreditar!

(…) Há sonhos que se devem manter, Há voos que se devem realizar, Há muito mais a fazer… É preciso acreditar!

(…) Nos últimos cinco anos, Os resultados têm vindo a progredir, Apesar das dificuldades, Este é o caminho a seguir!

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(…) Gaivota, gaivota … Que todos os anos tentas voar Traz-nos novas alegrias, A cada ano escolar!

Felicitamos toda a Comunidade Escolar, todos os nossos parceiros, e instituições que todos os anos colaboram connosco. É preciso acreditar! Nós enquanto Órgão de Gestão continuamos sempre o caminho que nos leve ao sucesso e à felicidade e sem dúvida que chegaremos lá… porque acreditamos!

Bem-haja a todos vós!

Alda Almeida Presidente do Conselho Executivo

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A Chuva

Estava a chover e os dois amigos João e Joana falavam sobre a chuva na sala sentados no sofá. Joana: Eu gosto da chuva e tu? João: Eu não sou grande fã, não gosto muito. Joana: E então porquê? Podemos saltar nas poças e ficar em casa a brincar! João: Eu não gosto de saltar nas poças, fico todo molhado! Ficar em casa não lá muito divertido, porque nem sempre temos que fazer! Joana: (responde espantada) Mas quê… Então não tens que fazer? Podes jogar “videojogos”, ver TV, estudar, ler… João: (com gozo) Estudar? Querias, no fim de semana não se estuda, brinca-se! Joana: (incrédula) Não gostas de tirar boas notas? Eu gosto e empenho-me para tê-las! Essa é a razão por que nunca tiras boa nota! João: (amuado) Não quero saber! E deixa-me em paz! Tenho mais que fazer. Joana: (desiludida) Os rapazes são todos iguais. Quem não gosta de estudar? … Sofia Silva, 5.º B

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A Fada Oriana*

Escrever a propósito da obra… Quando tudo voltou ao normal, Oriana viu o peixe fora de água. Tentou novamente, apanhá-lo e caiu na areia. O peixe viu Oriana e disse: - Oriana salva-me! - Nem penses! Meteste-me em sarilhos. Por isso não te vou salvar – contrariou a fada. - Vá lá, vá lá, por favor! Prometo que não volto a fazer o mesmo – pediu o peixe. - Não! O peixe lembrou-se da promessa que Oriana fez à Rainha das Fadas e gozou: - Lembra-te da promessa, lembra-te da promessa! - Está bem, eu salvo-te – declarou a fada – mas promete-me que não voltas a fazer o mesmo. - Prometo! Prometo! - exclamou o peixe. E assim Oriana e o peixe ficaram bons amigos. Cristiano, 5.ºD

Quinta-feira, 4 fevereiro Hoje sinto-me aliviada. Agora, tudo está bem com os meus amigos: o moleiro, o lenhador, a velha, o poeta… Sinto-me contente por ter contribuído de alguma forma para a sua felicidade e bemestar. Tive uma missão mas reconheço que falhei, errei com a Rainha das Fadas e desonrei o compromisso. Tive atitudes egoístas e acho que fui demasiado longe. Pensei na minha vaidade, na minha beleza, ignorando tudo o que estava à minha volta. Tive um castigo merecido, aprendi que devo ser cautelosa, responsável e solidária. Errar é humano e o que interessa é que devemos aprender com os nossos erros. 3


Joรฃo Francisco, 5.ยบD

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*Educação Literária: leitura integral da obra A Fada Oriana, de Sophia de Mello Breyner Andresen

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A Raposa e o Rato (Fábula)

Era uma vez um rato que andava a passear pela floresta num dia de verão. De repente, uma raposa apanhou o ratinho. Este, porém, assustado, disse: - Não me coma, porque se me comer ainda pode ser vítima de violência. A raposa não o quis ouvir e comeu-o. Passados alguns meses era outubro, época de caça, um caçador que passava pela floresta e já tinha apanhado cinco raposas e três veados, ao ver aquela raposa e com um tiro certeiro matou-a. A lição que se pode retirar desta fábula é: quem usa violência com os outros pode vir a ser vítima de violência, ou seja, “quem com ferro fere, com ferro será ferido”.

Diogo Luís, 5.ºD

Projeto Medicina + Perto 2016 A devoção ao serviço é uma qualidade de cada coração, que nos faz sentir um grande amor por tudo o que fazemos. Não é uma questão de sentirmos se somos merecedores ou não, porque o amor não é um negócio. A questão é sabermos se o nosso coração transborda de amor ou não. Se ele estiver a transbordar, vai chegar àqueles que o merecem e vai chegar àqueles que não merecem. Não vai fazer discriminação nenhuma. A devoção ao serviço é o amor a transbordar. Serve esta «prosa» para introduzir a devoção ao serviço, do Nelson e da Catarina, na quarte feira, dia 2 de março, de 2016, na sala Francisco Simões a expressar o Projeto Medicina + Perto 2016.

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A Casa dos Penhascos *

Antes da leitura: O título da obra desperta curiosidade e a autora é madeirense. Resumo: Esta história passou-se na ilha da Madeira. Mónica tinha 12 anos e fora forçada a passar as férias com a tia e os dois primos que viviam no Funchal, pois os pais eram jornalistas e estavam a fazer uma reportagem na Amazónia. A tia de Mónica chamava-se Carla e era escritora, tinha dois filhos, o David que tinha 14 anos e a Cristina que tinha 12 anos. Mónica não estava muito entusiasmada com estas férias, mas quando a prima lhe falou que iam para o Porto Moniz para a casa dos Penhascos, falou-lhe também em piscinas naturais, numa praia escondida e numa passagem secreta. Ficou mais animada. Partiram do Funchal a caminho do Porto Moniz. Chegaram à casa dos Penhascos, uma casa velhíssima, construída em pedra, isolada e junto à falésia. Ficaram surpreendidos ao verem um automóvel vermelho parado junto à casa, pois aquela estrada não tinha saída. Viram dois homens altos e louros e pensaram tratar-se de turistas, mas David ficou desconfiado. No dia seguinte, Mónica chegou à cozinha e lá estava João, um amigo dos primos que vivia no Porto Moniz. Tomaram o pequeno-almoço e foram os quatro para as piscinas naturais. A certa altura, Mónica reparou nos dois homens, que estavam no dia anterior junto à casa deles. Mónica contou aos outros e através de Lisa, uma amiga do João, que trabalhava no bar, descobriram que estes tinham falado em tesouro e que passavam horas a folhear livros velhos. No dia adiante, como a tia não conseguia escrever, decidiu levá-los a passear. Visitaram muitos locais e só voltaram para casa por volta do jantar. Os dois rapazes aperceberam-se que um dos homens os tinha seguido o dia inteiro no automóvel vermelho.

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No outro dia, Mónica ficou a conhecer a passagem secreta que os levava a uma praia secreta. Nadaram, lancharam e depois voltaram para casa. Quando chegaram a casa, a mãe perguntou ao David se este tinha mexido nos livros que estavam na biblioteca pois pareciam estar remexidos. Este negou e ficaram ainda mais desconfiados pois lembraram-se de que os ingleses passavam horas a folhear livros velhos. No próximo dia, a escritora teria de ir ao Funchal durante a tarde e eles teriam tempo para investigar. João e Cristina verificaram se havia alguma janela com fecho partido ou algo do género por onde os homens pudessem ter entrado, mas não encontraram nada. Já David e Mónica foram para à biblioteca tentar descobrir algum indício do que os homens procurariam, mas nada descobriram pois a biblioteca tinha imensos livros. Na manhã seguinte, João conta aos outros o que a sua amiga Lisa tinha ouvido. Um inglês tinha dito ao outro “nós temos de encontrar o diário”. Estavam cada vez mais desconfiados dos dois ingleses, mas não sabiam por onde começar a procurar. David resolveu então perguntar à mãe se esta tinha visto algum diário. Esta disse-lhe que tinha encontrado o diário do bisavô dele, mas que não o tinha lido. David levantou-se e foi buscá-lo. Passou a noite inteira a lê-lo. Descobriu que o bisavô falava das suas viagens e de um tesouro que tinha sido escondido numa gruta debaixo daquela casa. Havia uma passagem secreta na biblioteca que conduzia a essa gruta. Estavam todos muito entusiasmados com aquela aventura. Foram para à biblioteca e descobriram o alçapão debaixo da secretária onde a mãe passava os dias a escrever. Desceram pela escada de ferro e descobriram a gruta. Ficaram imóveis ao verem o tesouro lá dentro. Havia muitas moedas em ouro e joias. Quando regressavam para trás estavam os dois ingleses, um com uma lanterna e o outro com uma pistola. Obrigaram os miúdos a regressarem à gruta. David perguntou-lhes como é que estes sabiam da existência do tesouro. Ao que estes responderam que tinha sido o seu avô que lhes tinha contado. Os ingleses trancaram os quatro na gruta e foram para a biblioteca esperarem por mais dois cúmplices para levarem o tesouro. Os quatro amigos descobriram na gruta uma passagem secreta que os levava à praia secreta e fugiram. David foi à biblioteca e trancou por fora os dois ladrões, enquanto os outros foram chamar a polícia.

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Os dois ingleses e os dois cúmplices foram presos. Os miúdos tiveram uma recompensa e o tesouro foi entregue à Região Autónoma da Madeira. Depois da leitura: A autora fala de aventuras que se passaram na nossa terra. Letícia Aguiar e Maria João, 5º B

*Plano Regional de Leitura: A Casa dos Penhascos, de Ana Teresa Pereira, editora Caminho, março de 1991

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Escrita Recreativa

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Lenda das Amoras *

Escolha do conto Decidimos apresentar este livro porque achámos que o título era interessante e porque aprendemos mais sobre a cultura da nossa terra.

Resumo do conto Esta história passa-se numa aula, onde uma aluna chamada Paula decide contar uma lenda que a avó lhe ensinou. Essa lenda chamava-se "Lenda das Amoras": Numa aldeia chamada Gaula, havia um agricultor chamado Manuel Vieira, que amava muito o que fazia e tinha. Cuidava da sua horta e do seu pomar como se cuidasse dos seus filhos. Todos os dias visitava as suas terras e sabia quantas árvores de fruto existiam. Vigiava-as para que ninguém pudesse provar os seus frutos primeiro que ele. Tinha uma paixão por uma amoreira que ali havia. Era uma árvore grande e muito bonita, a última a dar frutos na época do fim do verão, por isso sofria ataques ferozes por parte dum bem conhecido melro-preto. Frequentemente, o lavrador procurava todos os meios para defender as suas amoras das grandes investidas dos malvados pássaros. Um belo dia, estando o Manuel Vieira a vigiar a sua amoreira, viu um melro-preto mais atrevido a sair do meio da árvore com uma amora no bico. Correu, desesperadamente, atrás do melro, descendo e subindo paredes para lhe tirar aquela amora tão preciosa. Este, vendo-se perseguido, escondeu-se no buraco de uma parede. O agricultor tentou matá-lo com um pau, mas o melro não saía do buraco. Então desfez a parede com a intenção de o agarrar e, aí, tirar-lhe a amora. Quando ia deitar-lhe a mão, o melro já a tinha comido e, fazendo um grande ziguezague rasante, a cantar, fugiu-lhe e o homem nunca mais o viu.

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A vizinhança, que tinha estado a observar a trabalheira ridícula e intolerável do Manuel Vieira, começou a zombar da partida que o melropreto lhe tinha pregado e, daí em diante, o agricultor passou a ser conhecido por Manuel Vieira da Amora. A turma, que ouviu a lenda que a Paula lhes tinha contado, começou a rir às gargalhadas e bateram palmas.

Depois da leitura Esta lenda tem um ensinamento muito importante: não devemos ser inflexíveis. Curiosidade: uma das lendas desta obra foi resumida pela filha de José Saramago.

Sugestão Aconselhamos este livro a amigos, pois todas as lendas têm uma grande moral (que é a mesma razão pela qual apresentamos este livro).

Alunos Sofia e Santiago, 5ºB

* Lendas da Madeira para Crianças, Volume I, “Lenda das Amoras” de Adriana Mendes, editora: 7 dias e 6 noites, Portugal, maio de 2011

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Escrita criativa e visual a propósito de Pedro Alecrim Trago na pasta o Pedro Alecrim E no peito uma grande agitação Este livro, eu sei bem que é bom para mim Alimento pra a minha imaginação

Conta a vida de um jovem sonhador Na escola e na aldeia de Pragal Labutando como um bravo lavrador Nos campos das terras de Portugal

Ele até nem sequer é mau rapaz Com maneiras até é bem-mandado Professora, diga lá se é capaz Pra que lado é que se vira, prá que lado?

Para a escola abalava cada dia Questionando sobre os seus conhecimentos Confundido com determinada matéria E aguentando o peso de tantos livros

O seu pai diz que o sol é que nos faz A sua mãe manda-o estudar a lição Pedro Alecrim duvida se é capaz E quer, aqui, ouvir outra opinião.

Voz - Beatriz Viola - Maestro Avelino Abreu (Ex aluno da nossa escola)

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Estudo da obra de Educação Literária de 6.º ano, Pedro Alecrim, de António Mota. 25


Poema da Amizade

Há coisas importantes A maior parte são naturais Mas a amizade É das especiais

Para os pobres Dá comida e pão Porque vão reconhecer O teu coração

A melhor coisa Sãos amigos que podes ter Dá um abraço a todos Para ninguém se esquecer.

Simão Corte, 5.ºD

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Queres ser poeta?

O Concurso de Poesia da turma do 6.ºB aconteceu na 5.ª feira, dia 17 de março, às 15:00 horas, na biblioteca da escola. Perante o júri, cada aluno apresentou o seu poema, mínimo 4 e máximo 8 versos, versando o mês de março. Assistimos a um deslumbramento de versos lançados com palavras e sentimento… As vencedoras foram: 1.º Prémio - Mariana André Monteiro, Campos floridos; 2.º. Prémio - Beatriz Brito Martinho, A Primavera; 3.º Prémio - Sara Leonor Gonçalves Ferrer, Amor e perfeição.

Obrigada a todos os intervenientes nesta ação. Professora Manuela Sánchez

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Vencedoras do concurso, com a colega do 6.ºA, Sara Fernandes Pestana, júri do concurso.

Júri do concurso: Aluna do 6.ºA: Sara Fernandes Pestana | Poeta: António Arlindo Técnica da Biblioteca: Fátima Abreu | Fotografias: Ivone

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A luz por detrás do texto, do texto de novo à luz

O grupo de teatro “Voo à Fantasia” presta homenagem ao pai do teatro em Portugal, Gil Vicente, decorridos 500 anos da primeira apresentação do “Auto da Barca do Inferno”. Nesta obra, “Mestre Gil” denuncia os vícios da sociedade do seu tempo, com intuito moralizador. Numa época de grandes perseguições e de condenações à fogueira sob o pretexto de heresia, quanta coragem teve Gil Vicente? Uma obra sempre atual. Olhando para o passado, percebemos o presente. Vemos maus costumes em todos os estratos sociais. Mas, estaremos nós verdadeiramente conscientes disso ao ponto de estarmos dispostos a mudar os maus hábitos? Tem muitas pedras, o caminho do Bem. O outro… é tão mais fácil! O que é mau contagia-nos automaticamente e sem nos darmos conta já estamos a fazer o que nós próprios criticamos nos outros. Todos nós somos humanos… e todos nós somos frágeis… No fim, a mensagem: fortaleçamo-nos nos valores do Alto e acautelemonos- “O hábito faz o monge”. Trazemos o texto à luz, pois vemos a Luz por detrás do texto. Professora Lília Pereira Responsável pelo Grupo de teatro Voo à Fantasia

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Voar mais alto!

Citando Jean Banault: “O teatro é o primeiro soro que o homem inventou para se proteger da doença e angústia.” Para mim é uma arte que me permite “fugir à realidade”, que me possibilita ser outra pessoa, ver o mundo com outros olhos e assim não pensar nos problemas do “verdadeiro eu”. Quando estou no palco, antes de entrar em cena, o meu coração bate desmesuradamente, sinto “borboletas” no estômago, mas após dar o primeiro passo para entrar na personagem, aí sei que é o momento para eu brilhar, é o momento de deixar o nervosismo fora do palco e ser uma pessoa confiante, acreditando que tudo irá correr bem e que irei conseguir despertar múltiplos sentimentos no público. Depois de terminada a cena, posso ter sentimentos antagónicos: ou desgosto e tristeza ou alívio e alegria, isto, como é evidente, dependerá da minha prestação e de como tudo correu. Quando acaba a peça, é uma sensação indescritível ouvir o público a aplaudir. Sinto um orgulho enorme do meu grupo, é como se nós fôssemos, cada um, uma peça de um puzzle, e quando nos juntamos formamos algo maravilhoso. Participar no grupo de teatro da minha escola permitiu-me adquirir algumas competências: ser mais descontraída quando estou a apresentar um trabalho para a turma ou para outro público, o que me permite ter melhores resultados nas apresentações. Também possibilitou conhecer novas pessoas e conquistar novas amizades. Ensinou-me a projetar melhor a voz e a exprimir-me melhor. Contudo, nesta atividade extra, constato alguns obstáculos que dificultam a realização da mesma. Por exemplo, no que concerne ao espaço, este é pequeno e não tem muitas condições, quer para ensaiar, quer para fazer apresentações. Em relação aos ensaios, torna-se por vezes impossível a sua concretização com todos os elementos do grupo presentes devido à incompatibilidade dos horários. A escola devia organizar os horários de modo a deixar um espaço para atividades extra curriculares, para além do desporto escolar. 3


Considero também que por vezes a nossa escola não nos valoriza devidamente. Uma das razões para eu sentir isto é, para além de não termos um bom espaço e condições, este ano, quando nos deslocamos ao Funchal durante um dia inteiro, a escola nem se preocupou em fornecer um pequeno lanche, o que achei uma falta de consideração, visto que no fundo fomos representar a escola. Felizmente há pessoas generosas que nos ajudam com o que podem e é por elas que também nos esforçamos ao máximo. Em suma, com as experiências adquiridas, o teatro serviu para me aperfeiçoar como pessoa, para abrir as minhas asas e voar mais alto e sem dúvida que está a ser das melhores experiências que tive até agora. Apesar de estar apenas dois anos no teatro, apaixonei-me profundamente por esta arte e sinto um regozijo imenso quando o produto final resulta num espetáculo maravilhoso, que eleva o empenho, dedicação e solidariedade de cada um e do grupo como um todo. Francisca Maria de Abreu, 11.º B

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Teatro: muito mais do que uma arte Quando nos é imposta a pergunta: O que é o teatro? A resposta geral costuma ser “é uma arte”. Não venho cá desrespeitar quem partilha dessa opinião, até porque é uma verdade mas se há algo que aprendi durante estes anos é que a verdade é relativa. Sim, o teatro é uma arte mas também é muito mais que isso. Não se trata apenas de um grupo de pessoas juntas num palco a contar uma história a um público. A maioria das pessoas quando ouve a palavra “teatro” pensa logo na peça que é representada no palco e não no trabalho e esforço que houve antes de chegarmos a esse ponto. Atrás de qualquer peça de teatro, há muitas histórias por contar, histórias que só por si podem não ser tão interessantes quanto a peça em si, mas que em conjunto dão origem ao espetáculo que será apresentado em palco. Cada ator tem a sua história! Mas não só os atores têm as suas histórias! Qualquer pessoa que tenha decidido dedicar parte do seu tempo ao teatro tem a sua história para contar. Quando veem uma peça de teatro, alguma vez pararam para pensar: “O que é que fez com que esse ator decidisse ser ator? O que fez com que ele conseguisse o papel? Porque é que ele queria esse papel? Será que conseguiu o papel que queria? Quantas vezes terá ensaiado? Estará feliz com a maneira como está a representar a sua personagem?”. É raro encontrarmos alguém que pare para pensar nestas coisas, pois a maioria das pessoas encontra-se tão perdida na magia do espetáculo que está a acontecer no palco que não há espaço nas suas mentes para pensar nestes assuntos. Mas a verdade é que são estas perguntas que explicam uma grande parte da origem de uma peça de teatro. O ator pode nunca ter querido ser ator ou pode ter sonhado com isso a vida toda. Ele pode nem ter feito uma audição para o papel e ter conseguido o papel à mesma ou pode ter treinado horas sem fim em casa e

todo o seu esforço ter sido

recompensado. Ele pode ter sonhado em ser tal personagem desde que viu o

guião

ou

simplesmente

não

conseguiu

o

papel

que

queria.

Resumidamente, as histórias atrás de cada obra são demasiadas para contar mas não é por isso que devemos esquecer que as mesmas existiram. Ainda respondendo à pergunta inicial, o teatro, para mim, é uma forma de viver. Não há maneira de me convencerem que alguém que 5


participa numa atividade teatral pensa nisso apenas nas horas que decide dedicar a essa atividade. Quando participamos na arte que é o teatro, este acaba por se integrar nas nossas vidas. Começa com um simples jogo de palavras e expressões faciais, vamos repetindo essa rotina durante alguns ensaios por semana e quando damos por nós já estamos a fazer os preparativos para a nossa melhor peça de teatro até agora e o ensaio já acabou há três horas mas cá estamos nós a apontar didascálias que acabaram de surgir nas nossas mentes enquanto víamos televisão ou jantávamos. Não é o teatro que se encaixa nas nossas vidas mas as nossas vidas que arranjam forma de se encaixar no teatro e tenho orgulho em dizer que adaptei a minha vida ao teatro pois se não fosse por esta magnifica arte não seria a pessoa que sou hoje. Foi graças ao teatro que aprendi a lidar com situações que antes me deixavam totalmente à deriva, principalmente ocasiões em que teria que ser ou extremamente social ou o centro das atenções. O teatro prepara-nos para esse tipo de ocasiões visto que temos de apresentar as nossas personagens a um público e durante a produção da peça nem sempre lidaremos com pessoas que conhecemos bem, muitas vezes temos que interagir com pessoas totalmente desconhecidas. Estas são algumas das razões que tornam o teatro tão especial e importante para mim e sei que também são razões justificáveis para muitas outras pessoas. Nery Jesus, ex-aluna da EBSPMA e membro do grupo Voo à Fantasia

Para mim, o teatro é… Para mim, o teatro é uma forma muito agradável de nos expressarmos. Mas, como é óbvio, o teatro não se faz solitariamente: é necessário uma equipa. Uma equipa unida, e com um objetivo mútuo: representar o melhor possível. O nosso grupo de teatro é isso mesmo, não somos um simples conjunto de pessoas que comparecem às segundas-feiras ao teatro, mas sim uma espécie de família que convive todas as semanas. Diogo Fernandes, 10.ºC

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Rubina C么rte 8.潞D

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A Tia Júlia

Ponho a chave à porta, empurro, rangem as dobradiças, afasto as teias de aranha, olho os rios de limos verdes que a humidade pespegou no branco da cal das paredes. O Inverno feioso adentra-se-me até aos ossos da alma. Fujo. Galgo as escadas de lajes gastas pelo sarilhar de outros tempos na casa agora deserta. Detenho-me no patamar do cimo das escadas. Abro a porta da direita e lá está ela, a Tia Júlia, já velhinha, sumida nas suas cismas, na cadeira junto à janela. As mãos cansadas abandonadas sobre o colo, os olhos gastos de todas as eternidades fixos em coisa nenhuma. Pressentindo-me, a Tia Júlia, reúne-se: - És Tu. As suas mãos tocam-me o rosto e os seus olhos ganham novas eternidades. E eu, puxando uma cadeira para junto dela, resumo-me: - Sou Eu. E penso: preciso de me (des)explicar. E ela diz que sim, que me não explique. Então, hoje, eu não me explico.

Professora Imaculada Pacheco

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Olá, Pai!

Eu, por causa de Ti, continuo a querer amanhecer para um mundo mais humano. A que propósito vem isso? A propósito de daqui a pouco ser o Dia do Pai! Sorris? Sim, eu sei, os pais não têm «um dia». Mas o que o Pai não sabe é que, por aqui, as coisas mudaram muito e que, agora, é preciso ter um dia para a mãe, um dia para o pai, um dia para os namorados, um dia para os animais… Até é preciso, imagine, um dia das crianças. Sim, Pai! Um dia das crianças. Porquê? Ora, porquê, Pai? Porque já ninguém tem tempo para nada a não ser para trabalhar e, no pouco tempo que resta, estão agarrados ao telemóvel a falar, a ver e-mails, o facebook, a consultar a Internet ou a jogar. Distraem-se como nós nos distraíamos com os livros? Não, Pai! Não, se «distraem», ignoram o mundo e os outros à sua volta e, assim, perdemse a si mesmos. Mas aprendem muitas coisas, não? Claro, Pai! Mas não aprendem quase nada do que é ser «homem». Eles vivem vagueando num mundo de fantasmas, frio, virtual, alheados do mundo dos animais e dos outros homens. Sim, Pai, eu sei! Eles precisam tomar consciência do que lhes está a acontecer. Sim, eu sei que pensas que uma vida vivida assim é uma vida muito triste, mas é a vida que eles vivem. Eu sei, Pai, que estas não são as notícias que gostarias de receber, mas é o que que sinto e penso, hoje, enquanto espero o novo amanhecer.

Professora Imaculada Pacheco

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La Chasse à l’œuf

No dia 17 de março, 39 alunos do 7.º ano participaram na atividade Chasse à l’oeuf dinamizada pelo grupo de Francês. A partir das instruções fornecidas em ovos de papel, cada grupo participante encontrava o espaço para uma nova indicação e consequentemente chegar ao último ponto onde teriam de realizar uma atividade prática como: dansez le tango ou faites le tour bouche ouverte. Os grupos vencedores pertencem ao 7.º E, 7.º C, 7.º F e 7.º D. No fim da caça ao ovo, todos os participantes deliciaram-se com os crepes feitos pela professora Maria da Paz Pestana e respetivo grupo de alunos do projeto de Francês do ensino secundário. Um bem-haja a todos os que colaboraram para a concretização desta atividade. Grupo de Francês

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La Chandeleur 2016

No 2 de fevereiro, os alunos de Francês da nossa escola, sob a orientação da professora Paz Gonçalves e no âmbito do clube On apprend on s’amuse, comemoraram uma das festas do calendário francês La Chandeleur. A tradição é fazer e comer crepes. Nous voilà! Grupo de Francês

Grupo de Francês

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Semana Promocional dos Hortícolas

No âmbito da comemoração da Semana Promocional dos Hortícolas o Clube Saudável.come realizou uma visita à horta da Escola Padre Manuel Álvares. Com a colaboração do Sr. José António, os alunos do Clube realizaram uma visita guiada, viram alguns dos produtos que a horta produz e que são utilizados posteriormente pela cantina da escola. Esta atividade permitiu abordar técnicas agrícolas e sensibilizar para os métodos de produção biológica. Em colaboração com o Clube Eco-Escolas, os elementos do Clube tiveram, de igual modo, oportunidade de colocar “mãos à obra” na construção de uma pequena horta urbana com alguns produtos hortícolas e ervas aromáticas que serão aproveitados no futuro. Promover os produtos hortícolas no âmbito de uma alimentação saudável aliando a teoria à prática foi o principal objetivo desta atividade. Clube Saudável.come

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Na escola com Saúde

O Projeto Na escola com Saúde, em articulação com a nutricionista do centro de Saúde da Ribeira Brava, realizou no segundo período um questionário aos alunos do Ensino Secundário, cujo objetivo visa conhecer e aferir hábitos de vida, nomeadamente no que diz respeito aos hábitos alimentares e atividade física. Este estudo, surge na sequência de um questionário idêntico, aplicado no ano letivo passado, aos alunos do 2.º e 3.º ciclos, e dos testes de aptidão física e de determinação do Índice de Massa Corporal (IMC – relação entre peso e altura), que se realizam no inicio e fim de cada ano letivo. Estes testes têm revelado valores idênticos aos obtidos à média nacional, ou seja, cerca de 1 em cada 3 dos nossos alunos têm peso a mais, sendo a situação mais grave no 2.º ciclo onde a soma dos alunos com obesidade (9,5%) com os que têm excesso de peso (26,1%) ultrapassa os 35%. Vamos então analisar o questionário referido, e tentar encontrar respostas que justifiquem tão elevado número de alunos com excesso de peso e obesidade. O questionário, de cariz anónimo, foi aplicado em todas as turmas do ensino secundário diurno, num total de 262 alunos, ou seja 92% da população alvo. Alguns dos resultados obtidos mais relevantes: Quanto ao local habitual das refeições, durante a semana, a maioria dos alunos (63,7%) faz o lanche da manhã fora da escola, em bar, restaurante ou similar, sendo que apenas 4,3% lancha na cantina da escola e 21,9% no bar da escola. No que diz respeito ao almoço, 39,9% dos alunos usa bares, restaurantes ou similares e apenas 10,2% almoça na cantina da escola, 2,8% no bar da escola e 46,9% em casa própria ou de familiares. Tempo médio por dia passado a: - andar a pé: 28,6% anda entre 15 a 30 minutos; 30,6% mais de 30 minutos; 16,2% mais de 2 horas.

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- 75,9% dos alunos nunca anda de bicicleta. - 35% dos alunos vê mais de 2h de TV diariamente. - 28% está mais de 2h à frente do computador.

Quanto aos hábitos tabágicos, 6,5% fuma diariamente, 5% de vez em quando, 76,5% nunca fumaram e 12% já fumaram mas agora não. Em média os alunos dormem cerca de 7,8 horas por noite. Quanto ao reconhecimento de que precisam alterar os seus hábitos alimentares, 40,8% acha que sim, 42% acha que não e os restantes 17% não sabem. Sobre o ambiente das refeições em casa, 89% faz as refeições em família, 49,2% vê TV enquanto come, 80% ajuda na cozinha e 18% come alimentos diferentes do resto da família. No que diz respeito à frequência com que são ingeridos os diferentes alimentos, apresentamos uma tabela reduzida com 8 alimentos (dos 30 que foram questionados), que nos elucida acerca dos hábitos alimentares dos alunos.

Frequência Alimentos

1a3 Nunca vezes por mês

1 vez por 2 a 4 vezes Todos os semana por semana

dias

Cereais pequeno-almoço

19 %

24 %

13 %

28 %

16 %

Empanadas, arepas, rissóis

18 %

39 %

20 %

21 %

2%

Fruta

3%

9%

14 %

37 %

37 %

Refrigerantes, sumos com gás

14 %

18 %

22 %

28 %

18 %

Bebidas alcoólicas

61 %

28 %

6%

3%

1,5 %

Saladas ou verduras

4%

10 %

22 %

36 %

28 %

Gomas, rebuçados, chupas, chicletes

17 %

33 %

25 %

16 %

9%

Peixe

5%

14 %

43 %

35 %

2%

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Da análise da frequência com que é ingerida os diferentes tipos de alimentos, constata-se que, embora os alimentos considerados mais saudáveis, sejam ingeridos com mais frequência que os ditos não saudáveis, existem manifestos desequilíbrios na alimentação dos alunos: apenas 37% dos alunos come fruta todos os dias (este número devia ser 100%), 37% 2 a 4 vezes por semana, 14% uma vez por semana, 9% 1 a 3 vezes por mês e 3% nunca!; saladas e verduras comem 28% dos alunos todos os dias (deviam ser 100%), 22% 1 vez por semana e 14 % 1 a 3 vezes por mês ou nunca; 62% dos alunos come peixe abaixo do recomendável. Em

conclusão,

podemos

afirmar

que

este

questionário

veio

demonstrar alguns factos mais ou menos conhecidos, mas que não deixam de ser preocupantes: que muitos alunos optam por fazer as suas refeições fora da escola, escolhendo na sua maioria comida pouco saudável; que não fazem diariamente uma alimentação rica e variada; que têm níveis de atividade física baixa; que grande parte deles não se preocupa com o que ingere. O Projeto Na escola com saúde, existe precisamente para tentar alertar e consciencializar os alunos para o facto de ser imperativo que tenham cuidado com o seu corpo, nomeadamente através da educação alimentar e promoção da atividade física. Têm sido realizadas sessões de esclarecimento sobre esta temática com os alunos, pretendendo-se que tenham uma abrangência maior no futuro. Há um longo caminho a percorrer, que não é fácil, mas com a generalização do acesso à informação, esperemos que surjam resultados positivos e que se opere uma mudança de hábitos e de mentalidades.

Professor Manuel António Freitas

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Visita de António Mota à EBSPMA

No dia 2 de fevereiro de 2016, pelas 10:00 horas, as portas da nossa escola abriram-se para receber o premiado escritor e professor António Mota. Na sala Francisco Simões, as turmas do 5.ºB, 6.º D, E, e B, professores,

pais,

encarregados

de

educação,

alguns

avós,

visitas,

representantes da escola e da editora, que tornou possível este encontro, puderam apreciar uma exposição de vários tipos de textos (LE6-15.1): publicitário, expositivo, opinião, biográfico; criativa visual, assim como, recitação de um poema, canto e teatro. De seguida, assistiram às atividades apresentadas pela turma do 6.ºB, a partir do estudo, em sala de aula, da obra de Educação Literária para o 6.º ano, Pedro Alecrim. Com esta obra, António Mota foi honrado com o prémio Calouste Gulbenkian. Na Biblioteca, foi divulgado o autor do mês e as suas obras. O escritor «regressou às vivências do seu tempo de escola» entre perguntas e respostas, leitura do capítulo 19, confessando alguns segredos, arrancando muitas gargalhadas e alguma nostalgia aos presentes. A sessão terminou com autógrafos, sempre com boa disposição e desabafos que «a partir deste momento a porta está aberta» para outros encontros. E nós estaremos prontos para o receber, «O António Mota, no coração da turma do 6.º B ficou».

Notícia escrita pela Beatriz, Mariana e Leonor da turma do 6.ºB Fotografia dos alunos João Rafael e Nélio Cristiano do CEDF, 9.º OF Professoras: Manuela Sánchez e Emília Silva

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9


Escritora Olinda Beja na nossa escola

No dia 30 de novembro, no âmbito da disciplina de Português, tivemos o privilégio de assistir a uma palestra, na sala de sessões, proferida pela escritora africana, de São Tomé e Príncipe, Olinda Beja. A escritora cativou-nos com a sua simplicidade. Deu-nos a conhecer curiosidades da fauna e da flora e tradições da sua terra, São Tomé e Príncipe, desde a areia fina da praia até aos pontos mais altos da ilha. A origem desta escritora fascinou-nos. Vimos fotografias da famosa praia das “Sete Ondas”, dos frutos exóticos e vimos um fruto que pesava cerca de 30 a 40 quilos. Ela falou-nos dos 27 tipos de verde existentes na ilha e dos vários pássaros que não existem no resto do mundo. Adoramos ouvir falar das lendas da ilha e gostamos de cantar com ela o «Batuque, tuque, tuque» e «Africa, Africa, mamã, Africa». Também ficamos interessados pelos seus livros “Um grão de café” e “ Pé-de-Perfume". Com a vinda da escritora, aprendemos que a honestidade é a chave para uma vida de sucesso. Na nossa opinião, esta escritora é um exemplo a seguir pela sua sinceridade e simplicidade. Em suma, a experiência, de conhecer Olinda Beja, uma escritora de origem africana, foi muito boa e educativa. Foi uma tarde inesquecível! Turma 7.º B

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Aí vem o Natal

Como é habitual nesta época natalícia, o bulício e a azáfama é constante nas nossas vidas. Os pormenores assumem caraterísticas dimensões emotivas que, em outras épocas, são insignificantes. Quase que me atrevo a dizer que as emoções estão “à flor da pele”. A escola não é exceção e no mês que antecede o Natal, toda a comunidade escolar se mobiliza para engalanar os espaços e preparar o espírito natalício. Fazem-se elementos decorativos, montam-se os presépios, os cheiros da época pairam no ar: as tangerinas, as flores… o Natal anda no ar! No

meio

disto

tudo,

cada

professor,

cada

grupo

disciplinar,

cada

funcionário, cada aluno entra na euforia do Natal e numa espécie de contagem decrescente para se chegar às tão merecidas e ansiadas “férias de Natal”. Todos as merecem. Afinal de contas foram três meses de azáfama constante: aulas, testes, correções, noites a “queimar pestanas”. Finalmente chega a data… última semana de aulas. Intensificam-se os preparativos. Mas há ainda um último esforço: as avaliações. Fazem parte do processo. Tem de ser. Imbuídos

deste

espírito

natalício,

se

organiza

um

jantar

de

confraternização entre os funcionários da escola. Este ano parece-me que a adesão foi muito grande. Os que puderam, lá vieram. O preço também ajudou. Os “chefs” preparam a ementa. Tudo como manda a lei: comida tradicional da nossa terra: moelas, favas d’escabeche,

bacalhau

com

natas

e

naturalmente a carne vinha d’alhos. Ouvi dizer que, pelo cair da noite, as pessoas vão chegando, confraternizando, preparando-se para o repasto. A sala do banquete e da função está engalanada a preceito.

11


A

Equipa

Multidisciplinar

esmerou-se! Este ano, pela primeira vez, as sobremesas foram alvo de uma especial atenção. Lançou-se um desafio,

sob

a

forma

de

competição, para um concurso. Juntou-se o útil ao agradável. E eis

que

surgem

a

concurso

nada mais nada menos que 10 sobremesas.

Professores

e

funcionários lançaram mãos à obra, aparecendo com sobremesas mais ou menos criativas mas todas elas saborosas. Desde a “Sobremesa de Oreo” da professora Catarina Gomes ao “Pão de Ló” do professor Cláudio Bento, passando pelo “Tiramisu” da professora Joana Luzirão, “Mousse de maracujá, da professora Fábia Gomes, “Tarde de natas”, da professora Rosário Ramos, “Maracujá” da funcionária Laurentina Fernandes, “Pudim de pão com nozes” da funcionária Trindade Rodrigues, “Bolo gelado” da funcionária Manuela Perdigão, “Pudim de café” do professor José António Pereira e o “Gelado de lima” da professora Alícia Gonçalves. Cada uma das sobremesas foi saboreada pelos comensais e por um júri que não teve tarefa fácil. Bem se sabe que o verão ainda vem longe… Mas as calorias não perdoam. Contudo, o espírito natalício e de cumprimento do dever lá moveram estes eleitos. Provaram, degustaram, lá voltaram a provar… As dúvidas eram muitas. Tudo tão bom! Tudo tão guloso! Mas um tem que ganhar para se elevar ao Olimpo pois tanta doçura só pode ser uma coisa dos deuses. Após muitos rabiscos e mais rabiscos… mais uma colherada deste ou daquele paladar… lá veio a decisão: And the winner is… fazem-se apostas, gritam-se palpites, juntam-se as claques… só pode haver um vencedor… e lá sai a decisão: professora… Fá…bia Gomes e a sua “Mousse de maracujá”. A animação ficou a cargo do Ishare e o seu loto ficando a apresentação a cargo da Helena, a Sequeira com voz alta e aspirando a Teresa Guilherme ou, quiçá, Júlia Pinheiro. The queen of the night! 12


E lá se foi toda a gente, já tarde da noite, para as suas casas que o Natal ainda agora está a começar. A família profissional dá lugar à família do coração. Outras azáfamas nos esperam! Professor José Maria Figueira

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Concurso de Leitura – 2.º Ciclo no Natal!

No dia 15 de dezembro, pelas 10 horas, na Biblioteca da nossa escola, no ambiente caloroso da quadra natalícia, decorreu o Concurso de Leitura de 2.º Ciclo do Projeto Baú de Leitura. Os participantes, rodeados de ornamentos natalícios como o habitual enfeite do pinheiro e a lapinha tradicional madeirense, tiveram de responder a várias questões sobre a obra de Educação Literária, Ali Babá e os Quarenta Ladrões (adaptação de António Pescada) e, à semelhança de concursos televisivos, acionar uma campainha para ser o primeiro a responder. O concurso contou com a participação de 23 alunos da turma 6.ºB. Os alunos vencedores, José Gabriel Nascimento Branco e Luís Miguel Viveiros Rocha, receberam um certificado de participação e os livros História de um caracol que descobriu a importância da lentidão de Luis Sepúlveda e Os Ciganos de Sophia de Mello Breyner Andresen e Pedro Sousa Tavares. Todos os alunos participantes demonstraram estudo e empenho na realização

da

atividade,

bem

como

revelaram

conhecer

a

obra

pormenorizadamente! Estão todos de parabéns! Para acabar em festa, no final do concurso, cantou-se os parabéns à Leonor e à Carlota, duas alunas aniversariantes da turma. As dinamizadoras, Emília Silva e Manuela Sánchez, agradecem a participação dos alunos! Professoras Emília Silva e Manuela Sánchez

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Concurso de Soletração

O projeto Baú de Leitura da nossa escola dinamizou, no dia 21 de outubro de 2015, o Concurso de Soletração na turma do 7.ºA, com a colaboração

da

docente

de

Português Ida Sardinha. Este estimular

concurso um

visou maior

conhecimento sobre as regras de ortografia e acentuação, assim como incentivar a aprendizagem de novos vocábulos. Todos os concorrentes participaram com entusiasmo e empenho, num ambiente de confraternização e saudável competição, tendo superado as expectativas da dinamizadora e da docente de Português! O aluno vencedor foi, sem sombra de dúvidas, o José Luís Gomes Pereira do Vale que recebeu o livro Contos Tradicionais do Povo Português de Teófilo Braga, e o respetivo certificado de participação. Salienta-se

ainda que a maioria dos

discentes

não

quis ser

fotografada, direito que foi respeitado. A dinamizadora agradece a participação dos alunos e da professora Ida Sardinha pela disponibilidade e colaboração! Professora Emília Silva

15


Jornadas Culturais 2016

Na abertura das Jornadas Culturais da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares, no passado dia 3 de novembro, de 2015, no Auditório da Biblioteca Municipal da Ribeira Brava, os alunos da turma 6.ºB, orientados

pela

professora

Manuela

Sánchez,

apresentaram

uma

representação de pequenos excertos da obra Pedro Alecrim de António Mota. Seguiu-se um encontro e uma partilha de experiências educativas que alimentam a confiança e o saber com a jornalista e escritora madeirense, Marta Caires, inserido na atividade “Nas Asas do génio madeirense”, do Projeto Baú de Leitura. O público ainda assistiu a uma dramatização da “Conversa com Fernando Pessoa”, pelos alunos do 12.ºA e à “Hora da Poesia”, onde reinou a declamação e a leitura expressiva de diferentes poemas pelos alunos do 5.ºE, 7.ºD e por alunos inscritos no Grupo de Teatro. Finalmente, um ex-aluno da nossa escola, António Adelino Gonçalves, divulgou o seu primeiro livro de Poesia, “Vermelho”. Com uma sala cheia, alunos, professores, encarregados de educação e ilustres convidados, os discentes aproveitaram para descobrir algumas curiosidades sobre estes dois escritores e usufruíram de momentos que homenageiam a Literatura portuguesa! Emília Silva e Manuela Sánchez

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17


Concurso Triatlo Literário – 1.ª Fase

O projeto Baú de Leitura dinamizou, no dia 13 de janeiro de 2016, a primeira fase do Concurso Triatlo Literário. Inicialmente, inscreveram-se 9 alunos e, apesar de duas desistências, os

sete,

que

compareceram e deram o seu

melhor,

foram

os

seguintes: Filipa José Jesus Fernandes

(7.ºA);

Daniel

Belim

(7.ºB);

Artur

Ramos, Silva

Marco Pestana

Fernandes

Carlos Gouveia,

Eduardo Miguel

Ângelo Faria Silva (7.ºD); João Daniel Pestana Marcos e Letícia Caldeira Gonçalves (8.ºA). O júri foi constituído pelas professoras de Português: Teresa Ramos, Lília Pereira e Ana Pinto. Após a realização das provas de leitura, escrita e interpretação, sobre a obra O Cavaleiro da Dinamarca de Sophia de Mello Breyner Andresen, foi apurado o vencedor - Letícia Caldeira Gonçalves, da turma A do 8º ano, que representará a escola, na segunda fase, com os vencedores de outras escolas da Região, no próximo dia 24 de fevereiro. Todos receberam um certificado de participação e a aluna vencedora ganhou o livro Chamo-me Leovigildo da escritora madeirense Maria do Carmo Rodrigues. As dinamizadoras agradecem a participação de todos os alunos, a total colaboração das técnicas da Biblioteca e a disponibilidade e a avaliação rigorosa do júri! Vejam as fotos… Professoras Emília Silva e Manuela Sánchez

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CRÓNICA

Por professor António Pereira

Desde criança, a minha grande diversão são as pessoas. Posso ficar durante horas sentado num passeio a observar quem passa, a tentar descobrir ou imaginar as suas histórias. (MIA COUTO, abril de 2016)

No passado dia 15 do mesmo mês, 11 alunos da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares, enquadrados no projeto Clube Europeu e dos Direitos Humanos – subprojecto LIGA-TE, ganharam cem euros num concurso regional. Mal o júri do evento anunciou que a Escola Básica e Secundária Manuel Álvares tinha ganho um cheque de cem euros, pus-me a descobrir ou a imaginar, como diria Mia Couto, as histórias dos alunos perante tal conquista: Professor, os colegas da escola “x” ganharam por causa disto e daquilo; os da escola “y” não deveriam ter aquela pontuação por causa disto ou daquilo; a nossa atuação correu tão mal; aquele colega entrou na coreografia com atraso; cem a dividir por onze dá “x”; os cantores aceleraram o ritmo; vamos dividir já o dinheiro por nós todos!

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Deixo a imaginação de parte e volto aos factos:

 Mia Couto é hoje o autor moçambicano, e por mera coincidência apenas, a terra natal deste “cronista”, mais traduzido e divulgado no estrangeiro e um dos autores estrangeiros mais vendidos em Portugal num total de mais de 400 mil exemplares.  Em abril de 2016, o escritor Mia Couto deu uma entrevista a Susana Figueiredo a qual foi publicada pelo Jornal da Madeira na sua edição de 14/4/2016, nas páginas 15 a 18. Dessa entrevista destaco, hoje, seis de maio, dia da Escola e do concelho da Ribeira Brava, o pensamento com o qual começo esta crónica “…a tentar descobrir…”  A Liga Portuguesa Contra o Cancro vai entregar à Escola um cheque de cem euros, o qual, posteriormente, após os trâmites legais, será entregue ao professor responsável pelo projeto “Clube Europeu”.  O grupo dos participantes diretos no evento, a nível da nossa escola, com os cem euros, irá promover um convívio “longe da Ribeira Brava”, como foi dito por alguém no autocarro de regresso de Câmara de Lobos.

 Vale a pena fazer parte de atividades de complemento curricular.

Ribeira Brava, 15 de abril de 2016

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E se fosse eu? Fazer a mochila e partir A Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), em colaboração com a Direção-Geral da Educação (DGE), o Alto Comissariado para as Migrações, I.P. (ACM, I.P.) e o Conselho Nacional de Juventude (CNJ) prepararam o lançamento de “E se fosse eu? Fazer a mochila e partir”, uma iniciativa de sensibilização das crianças e dos jovens para as dificuldades pelas quais os

refugiados

passam

para

fugir

da

guerra,

procurando

proteção

humanitária. O Clube Europeu da Escola Básica e Secundária da Ribeira Brava (EBSPMA), em colaboração com a Biblioteca da referida escola, e diversos professores do segundo, terceiro ciclos e do secundário, foram desafiados a levar a sua mochila com os bens que transportariam se estivesse no lugar de um refugiado (através de imagens ou, se possível, em formato físico), partilhando, depois, a razão das suas escolhas, na sala de sessões da EBSPMA. As ilustrações referem-se apenas à última das quatro sessões, ocorrida na tarde de 11 de abril, na qual uma aluna da turma 10.ºC substituiu, voluntariamente, dada a importância do tema, com sucesso, a tarefa do professor neste tema, perante alunos duas turmas do 5.º ano de escolaridade. Prof. António Pereira

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A bicicleta que tinha bigodes *

A história contada na obra A bicicleta que tinha bigodes, de Ondjaki, é bastante interessante, criativa e realista,

porque

parece

uma

história

que

foi

experimentada pelo escritor. As vidas das personagens são

muito

simples,

mas

bastante

profundas

e

interessantes. A personagem que me chamou mais a atenção foi a Isaura pelo interesse que ela tem pela natureza, especialmente pelos animais, e os seus conhecimentos sobre os presidentes dos mais variados países. No entanto, estava à espera de um outro final para a história. Parece que faltou alguma coisa! Paola, 8.ºC A

obra

A

que

tinha

Gostei muito do livro A bicicleta que

tem

uma

tinha bigodes, de Ondjaki. No início

história muito interessante. Gostei

tem muita ação e deixa-nos sempre

muito das personagens, cada uma

curiosos

tinha

bigodes,

bicicleta

de

uma

Ondjaki

aquilo

que

de

pensar

acontecerá a seguir. Cria, também,

personagens

com

muitas dúvidas no leitor, mas o

personalidades,

final não foi o esperado. Na minha

divertidas. A Isaura, uma menina

opinião é uma boa obra porque foi

divertida,

construída com uma boa ideia (que

diferente,

maneira

sobre

diferentes

grande

criativa,

possuía

conhecimento

sobre

um os

era

o

que

o

narrador

tanto

animais, sobre o impacto que temos

precisava para ganhar a bicicleta).

sobre eles, os problemas que lhes

O

podemos

minha

ensinamento que o final da obra

personagem favorita foi o narrador.

nos deixou: o narrador perdeu, mas

Ele era divertido, criativo, honesto

estava contente e continuava com

e, às vezes, egoísta. Eu gostei

vontade

muito do livro!

bicicleta.

causar.

A

Jéssica, 8.ºC

mais

de

importante

ganhar

e

foi

ter

o

uma

Samuel, 9ºD

*Artigo de opinião sobre a obra A bicicleta que tinha bigodes - escritor angolanoOndjaki Projeto Ler com amor

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Participação no Festival Regional de Teatro Escolar Carlos Varela

Este ano, o grupo de teatro júnior participou no Festival Regional de Teatro, O Moniz- Carlos Varela com a intemporal peça de teatro ”Auto da Barca do Inferno” de Gil Vicente. Conquistamos o prémio de Melhor Encenação e o Prémio “Carlos Varela”! Sentimo-nos muito felizes! O

grupo

de

teatro

dos

“mais

pequeninos”

participou nas Jornadas culturais com “Lições do Tonecas” e está agora a preparar “O Príncipe Nabo” de Ilse Losa para representar no dia da criança. Este grupo conta com cerca de trinta alunos muito empenhados e com muito talento. Conta ainda com a participação de antigos alunos que, prosseguindo o seu voo, continuam a regressar a casa. Obrigada e parabéns a todos!

Professora Lília Pereira Responsável pelo Grupo de teatro Voo à Fantasia

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Plano Regional de Educação Rodoviária

O Plano Regional de Educação Rodoviária iniciou as suas atividades a 21 de setembro de 2015, das quais se destacam: ações de sensibilização na Escola de Condução Auto-Brava e na Polícia de Segurança Pública da Ribeira Brava. Para

além

destas

ações,

consta

no

plano

uma

prova

prática

de

maneabilidade de bicicletas, juntamente com teste teórico sobre regras básicas de comportamento rodoviário para apuramento dos alunos de segundo e terceiro ciclos, que irão participar na Taça Regional de Educação Rodoviária no final de Abril. Igualmente, participação ativa no concurso regional de Cem Comentários no Trânsito e inquéritos sobre as boas práticas rodoviárias, realizados aos alunos do 8.º ano e aos Encarregados de Educação dos alunos do 5.º ano. Em suma, o Plano Regional de Educação Rodoviária tem decorrido com o entusiasmo e participação dos alunos desta escola. Professor Telmo Monteiro Coordenador do PRER

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1


A Expressão da Escola na vila

O Departamento de Expressões levou a cabo, no passado mês de abril, mais

uma

edição

da

Semana

das

Expressões.

Este

evento

conta,

naturalmente, com a preciosa colaboração das disciplinas que o compõe, assim como as disciplinas de Português e História e Geografia de Portugal do 2.º Ciclo e com os projetos Baú de Leitura e Eco-Escolas. O evento decorreu de 19 a 26 de abril de 2016, em diferentes espaços culturais do Concelho da Ribeira Brava (Escola Básica e Secundária/ Museu Etnográfico

e

Biblioteca

Municipal).

Ao

longo

dessa

semana

foram

realizadas, pelos alunos, visitas às exposições, workshops de expressão plástica, palestras, peças de teatro, atuações musicais e diversas danças. Na presença de vários elementos da comunidade escolar, foi inaugurada a Semana das Expressões com a realização de vários espetáculos musicais, danças e declamações de poemas, seguindo-se a visita guiada às exposições patentes nos diferentes espaços culturais. O Departamento, em nome da Escola agradece, mais uma vez, a colaboração de todos, alunos, professores e demais colaboradores neste sucesso, que foi a Semana das Expressões 2016. Grupo E.V.T.

2


3


Semana das Expressões 2016

A turma do 6.º B associou-se, com grande alegria, à Semana das Expressões. Esta apresentação, O Bordado da Madeira, Versejar à beleza da arte sem rival, está inserida no estudo da obra de Educação Literária, Pedro Alecrim de António Mota, inferida às Crónicas de Marta Caires, Um Extraordinário Regresso a Casa. Pretendemos cantar e versejar o bordado e as bordadeiras da Madeira, amando esta arte de bordar, amadurecida de vida, plena de singeleza como o raiar de cada manhã. É, sem dúvida, uma herança forjada que tem um rosto, um rosto de mulher, de cada mulher que trabalhou/trabalha, na sua expressão mais ecuménica e instintiva… uma arte sem rival! Um abraço da turma do 6.ºB a todas as bordadeiras, queridas avós, que fizeram e fazem da sua arte um tesouro ecuménico. Alunos 6.ºB Professora Manuela Sanchez

Desenho da Mariana 6.ºB

Fotografias da atividade cedidas pelo MEMadeira

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Nutrichefe

Realizou-se no passado dia 13 de abril a final do concurso "Nutrichefe", que decorreu no laboratório da Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira. O evento contou com concorrentes de 7 escolas que compõem a Rede de Bufetes Escolares Saudáveis. A nossa escola foi representada pelos alunos Alexandre Rodrigues Freitas e José Moisés Faria, da turma F, do 7.º ano de escolaridade. Os nossos concorrentes procuraram aliar o sabor à saúde através da escolha de ingredientes nutritivos cuja combinação resultou no prato confecionado: “Salada morna de couscous, legumes e bacalhau”. O júri felicitou os participantes pela beleza e sabor dos pratos saudáveis confecionados. Da participação nesta competição ficou uma certeza, a de que para o próximo ano letivo estaremos presentes mais uma vez.

Clube Saudável.come

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Gil Vicente fora de portas Em Abril último, e como vem sendo tradição, o grupo de teatro Voo à Fantasia levou à cena, no Centro Cultural John dos Passos, e em horário nobre, a peça de teatro apresentada no Festival Regional Escolar Carlos Varela: Auto da Barca do Inferno de Gil vicente. Numa casa repleta de encarregados de educação, familiares, amigos e professores, os atores subiram ao palco e cumpriram! O público, cada vez mais presente nestes eventos, aplaudiu calorosamente o trabalho dos alunos e professores que prepararam e executaram a peça e que, por sua vez, se sentiram reconhecidos pelo seu empenho e esforço. Bravo!

6


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On est allé au ciné Comédia Francesa a enchanté!

Nos dias 12 de fevereiro e 18 de março,

os

alunos

do

ensino

secundário e do 8.º e 9.ºanos de escolaridade, num total de 243, deslocaram-se ao Forum Madeira para verem o filme La Famille Bélier. Esta iniciativa insere-se nas atividades do grupo de Francês e realiza-se pelo segundo ano consecutivo. Pretende expor os alunos à língua francesa através do cinema francês e proporcionar uma saída do espaço escolar para um contacto com esta cultura. O filme, La famille Bélier, trata de uma adolescente com os problemas familiares e amorosos próprios da idade mas que descobre um dom que a faz perseguir um sonho: ser cantora. De regresso a casa, de sacos do Macdo nas mãos, cantava-se: Mes chers parents, je pars Je vous aime mais je pars Vous n'aurez plus d'enfant Ce soir Je n'm'enfuis pas, je vole Comprenez bien, je vole Sans fumée, sans alcool Je vole, je vole Je vole, Michel Sardou

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Projeto iShare Porque na partilha é que está o ganho

A faceta mais conhecida deste projeto, que existe há já três anos, é a loja social iShare, localizada mesmo em frente à nossa escola. Muitos foram os alunos, funcionários, professores, encarregados de educação e outras pessoas da comunidade escolar e extraescolar que a visitaram ao longo deste tempo, e mais ainda após esta se ter fixado nas instalações que referimos e ter aderido ao Facebook. Fornecida por doações de particulares, de empresas e de outras entidades públicas e privadas, passaram já pelas prateleiras desta loja social milhares de artigos, que foram cedidos a quem deles precisou da mesma forma que vieram parar até nós, ou seja, completamente de graça. Ao princípio, a ideia, que não é original e conta com muitos seguidores em Portugal, foi encarada com alguma desconfiança. Afinal, ainda se acredita que “ninguém dá nada a ninguém” ou que não se “dá ponto sem nó”. Apesar destes aforismos se poderem revelar muitas vezes verdadeiros, noutras tantas não o são. Se por um lado, para muitos, tudo tem de ter um preço pois o planeta parece mover-se a dinheiro, para outros, muitos também e cada vez mais, a partilha é uma opção e um modo de vida. E é nessa ideia que assenta o projeto e a loja social. Na partilha de tudo o que já não serve as nossas necessidades, mas que poderá servir as dos outros, assim como na partilha do nosso tempo e dedicação, dos nossos saberes e das nossas capacidades, na consciência de que somos todos muito semelhantes até nas nossas diferenças. Mas o projeto não se esgota no funcionamento da loja social. As atividades realizadas contaram ainda com a remodelação do espaço da loja por alunos de diferentes turmas; com o iShare móvel, ou seja, a ida às zonas altas do concelho para poder chegar às populações que não se deslocam com facilidade à vila; e com um desfile de moda. Em implementação encontra-se a utilização da entrada e do jardim da loja social como espaço onde os alunos possam conviver ou estudar e a tentativa de conseguir um lar para um dos cães que se encontrava abandonado na vila da Ribeira Brava. Por

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último, está também na forja a segunda edição do desfile de moda, mas desta feita inserido num evento mais amplo que abarcará as artes plásticas, o teatro e a música. Este projeto nas suas diferentes vertentes e atividades só é possível porque as pessoas acarinharam a ideia e a tornaram possível. A colaboração chega de toda a ilha e até de fora dela, tanto de particulares como de empresas e outras entidades. Na verdade, foram já muitas as empresas, associações e entidades públicas que aderiram ao espírito de partilha que constitui a natureza do projeto iShare. A título de exemplo, as instalações atuais foram cedidas pela Câmara Municipal da Ribeira Brava, que nos ajudou também nesta área em anos anteriores; a Esfuma – Escola de Futebol da Madeira realizou o sonho duma criança ao doar uma bola de futebol novinha em folha; a loja de vestuário Walking Frame ofereceu-nos dezenas de pares de sapatos novos e de excelente qualidade; o Centro Social e Paroquial da Santíssima Trindade da Tabúa, além da doação de roupas, cedeu a sua carrinha para a primeira edição do iShare móvel e o motorista ofereceu-nos parte do seu fim-de-semana para o tornar possível; a empresa Nóbrega doou calças e camisas de primeira mão para distribuirmos pelos nossos “clientes”. Os ganhos desta filosofia de partilha compreendem-se facilmente se considerarmos a necessidade cada vez mais premente de fomentar a reutilização, diminuir o desperdício e travar estilos de vida consumistas, altamente perniciosos para a sustentabilidade das nossas vidas e do planeta que habitamos e cujos recursos são finitos, assim como privilegiar formas de viver e estar mais solidárias e humanas, particularmente no quadro de recessão económica e social que nos tem assolado nos últimos anos. As escolas constituem espaços de excelência para a implementação destes projetos, pois é da sua natureza assumirem-se como polos catalisadores e enriquecedores das comunidades onde se inserem, plantando, esperamos, a semente de um mundo melhor, e demonstrando, acima de tudo, que para ajudar basta querer e fazer… mesmo sem ganhar o Euromilhões!

Professora Liliana Gama, Loja Ishare

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11


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Fomos à vila

A visita guiada à igreja Matriz e ao museu da Ribeira Brava aconteceu nos dias um (terça-feira) e três (quinta-feira) de março de 2016. O Senhor Padre Bernardino recebeu-nos, afetivamente, à porta da igreja, dando as boas vindas, às turmas de 6.º anos, E, C, A, B e D e às nossas acompanhantes, senhoras professoras, Olga Fernandes, Paula Reis e Manuela Sánchez. Durante toda a visita, expressou-se com grande conhecimento e brio no património que a igreja ostenta, apreciado como um dos mais interessantes patrimónios artístico e arquitetónico da Ilha da Madeira. Inserida no estudo da História Regional e Local, esta visita, permitenos construir o nosso conhecimento da História e contatar, na primeira pessoa, com a matéria-prima de que é feito o conhecimento histórico. Só assim, aprendemos a respeitar, valorizar e amar a História do nosso concelho. Registamos com agrado A Memória do Sermão da Bagaceira na Ribeira Brava. «Em tempos idos, a ribeira ameaçava transbordar as margens e assim destruir a vila. Na aflição, o povo com o pároco foram em procissão com São Bento até ao lugar da bagaceira1 (hoje, Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares). O pároco tomou o báculo de São Bento e atirou-o para a ribeira que não transbordou e a vila ficou a salvo da fúria das águas. O povo atribui o milagre a São Bento. Todos os anos, na festa do Santo, a procissão detém-se neste local e aí é recordado este acontecimento conhecido como o «Sermão da Bagaceira». De volta à sala de aula, fomos postos à prova, preenchendo dois exercícios, de sopa de letras e um Caligrama, com as palavras que ouvimos enquanto fomos guiados pela igreja. 1.

bagaceira, significa restolho, que se amontoava na ribeira.

Trabalho coletivo da turma 6.ºB Professora Manuela Sánchez

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1


A Geologia veio à escola

Decorreram nos dias 5 e 6 de fevereiro as I Jornadas de Geologia da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares. Este evento, organizado pela Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares em parceria com o Eng.º Sandro Vicente, surgiu com o objetivo de dinamizar o ensino e a aprendizagem das Geociências e divulgar as diferentes áreas de intervenção da Geologia à Comunidade Educativa. No primeiro dia destas jornadas houve oportunidade por parte dos alunos de Ciências Tecnologias de ouvir um painel de Professores convidados das Universidades de Évora e da Madeira. Os Professores abordaram temas que versaram da Mineralogia, Petrologia, Recursos Naturais à Geoengenharia, mostrando à audiência a transversalidade de atuação da Geologia. As atividades deste primeiro dia culminaram com a visita à Pedreira da Malhadinha nos Canhas – Ponta do Sol. No segundo dia, a atividade foi aberta a toda a Comunidade Educativa, e teve

45

participantes,

entre

alunos,

encarregados

de

educação

e

professores das mais variadas áreas. Esta caminhada desde o Lido à Ribeira dos Socorridos, foi orientada pelo Eng.º João Baptista e subordinou-se ao tema “Enxergar a Geodiversidade que nos rodeia” ao longo da qual os participantes puderam observar 28 geossítios de interesse científico e cultural. Os organizadores fizeram um balanço final muito positivo e consideram dar continuidade a este evento no próximo ano letivo, aproveitando para agradecer a todos os participantes, à Universidade de Évora e à Universidade da Madeira, bem como aos patrocinadores: Madeira InerteExtração de saibro, Lda., Ecobasalto-Transformação e Comercialização de Basalto, Lda., Madeira Rochas – Divulgações Científicas e Culturais e Raro e Único – Comércio de Acessórios, Lda.

Professor José Carlos Gonçalves

2


3


Programa Eco Escolas

O programa Eco-Escolas na Escola Padre Manuel Álvares evidencia-se no ECOCLUBE que vive na sala Leonardo Da Vinci (sala 1), laboratório de ideias, onde reina a reutilização. Pela sala, passam os alunos da disciplina de Educação Tecnológica e não só, passam também os que se preocupam com o meio ambiente e querem fazer a diferença. Neste contexto, e no decorrer do presente ano letivo, foram realizadas algumas atividades em parceria com diferentes entidades, nomeadamente com o Museu da Baleia, o Museu Casa da Luz, o Museu Etnográfico da Madeira e a Escola Básica e Secundária Bispo D. Manuel Ferreira, não esquecendo a parceria de longa data com o Município da Ribeira-Brava. No entanto, as parcerias não ficaram por aqui e como “juntos vamos mais longe”,

o

Eco-Escolas

aliou-se

aos

projetos

patentes

na

escola,

designadamente o projeto ''I SHARE'', o projeto de Francês – ON APPREND! ON S’AMUSE!, o projeto REDE BUFETES, o grupo VOZES DA NOSSA ESCOLA, e o projeto ESCOLAS ASSOCIADAS DA UNESCO. A primeira atividade, desenvolvida no âmbito deste programa, surgiu a convite da professora Margarida Ferreira, que se designou de “REUTILIZAR É UMA ARTE”, direcionou-se aos formandos da turma S1/2 EFA e teve lugar Sala Leonardo Da Vinci no dia 12 de outubro. A atividade resultou numa mostra de produtos – Mini Exposição Flash – com trabalhos realizados pelos alunos do 7.º e 8.º ano na disciplina de Educação Tecnológica.

4


No mês seguinte, três atividades, levadas a cabo pelo Projeto de Educação Ambiental, foram integradas na JORNADA CULTURAL, a primeira no dia 03 de novembro, uma ação de sensibilização/palestra com o tema "Dê uma tampinha à indiferença" proferida pelo Dr. Filipe Rebelo, presidente da Associação Portuguesa de Deficientes da Madeira. Esta atividade terminou com os alunos da nossa escola a entregarem milhares de Tampinhas à Associação, resultado de uma campanha de recolha de tampinhas, e a receberem o galardão “O Tampinhas” que reconhece a nossa Escola como parceira nesta causa.

De referir que a campanha continua e que o ECOCLUBE conta com a vossa colaboração. A segunda atividade integrada no Jornada cultural, no dia 04 de novembro,

consistiu

num

workshop

dedicado

à

alimentação,

nomeadamente SNACKS SAUDÁVEIS, resultado de uma parceria entre o programa Eco-Escolas e o projeto Rede Bufetes. Aproveitou-se o momento para informar que o programa Eco-Escolas terá como tema anual (2015/2016) a Alimentação Saudável e Sustentável, facto que uniu os dois projetos. Assim, a professora Susana Fernandes e o professor José Carlos Gonçalves deram a conhecer o projeto REDE BUFETES e abordaram o tema ROTÚLOS de forma a sensibilizar os alunos para uma escolha mais saudável no quotidiano e a professora Fábia Gomes, por sua vez, no âmbito do programa Eco-Escolas, deu a provar um Bolo de Chocolate e Beterraba aos alunos que comeram beterraba cozida com o objetivo/enfoque no consumo de vegetais.

5


Receita: BOLO DE CHOCOLATE E BETERRABA INGREDIENTES 120g de puré de beterraba 200g de chocolate (75% de cacau) 1 café 200g de manteiga amolecida 135g de farinha de trigo 1 colher de chá de fermento em pó 3 colheres de sopa de cacau em pó 5 ovos 190g de açúcar natural PREPARAÇÃO Coza a beterraba, inteira e com casca, em água a ferver e sem sal. Observação do Chef: As beterrabas demoram entre 30 a 40 minutos a cozer. Escorra-as e deixe arrefecer sob água corrente. Descasque-as, corte o caule e a raiz. Esmague ou triture até obter um puré homogéneo, com uma textura granulada para se sentir o sabor da beterraba no bolo. Sugestão do Chef: Parta o chocolate em pedaços pequenos e derreta-o em banho-maria. Quando estiver quase derretido, junte um café quente e a manteiga. Mexa e deixe derreter. Separe cinco gemas e bata as claras com açúcar em castelo. Adicione, lentamente, a mistura do chocolate, café e manteiga derretida às gemas, sem as deixar cozer. Incorpore o puré de beterraba. Peneire a farinha, o fermento e o cacau para dentro da mistura. Incorpore as claras lentamente com uma espátula. Segredo do Chef: Não trabalhe demasiado a mistura para que o bolo fique leve. Unte uma forma com manteiga e aqueça o forno a 160º. Uma vez que o bolo vai crescer, não encha muito a forma. Segredo do Chef: A forma não deve ser muito alta para o bolo não se desmanchar. Leve o bolo ao forno durante 30 a 40 minutos a 160º.

6


A terceira e última atividade a participar na Jornada supramencionada, no dia 05 de novembro, contou com a presença da professora Sílvia Carreira, responsável pelos Serviços Educativos do Museu da Baleia da Madeira, que fez com que o “Museu viesse à escola” no âmbito do tema biodiversidade do

programa

Eco-Escolas,

a

professora

presenteou-nos

com

uma

apresentação histórica e atual, dando a conhecer não só o Museu e as Baleias, como sensibilizou para a preservação do meio ambiente onde habitam/passam estes pequenos gigantes do MAR, que partilham connosco o oceano Atlântico.

7


Posteriormente, a 20 de novembro, comemorou-se os Global Action Days (anteriormente designados por World Days of Action) que visam dar visibilidade ao trabalho desenvolvido pelas Eco-Escolas em todo o mundo. Assim com este mote, celebramos cumulativamente o Dia do Mar, com a colaboração do município ribeira-bravense, que gentilmente cedeu o transporte para a realização de uma visita de estudo ao Museu da Baleia da Madeira – Caniçal, aos alunos da turma E do 8.º ano da nossa escola. Esta visita foi guiada pela professora Sílvia Carreira, que nos desafiou a participar no concurso regional "Vou mar-Arte a cabeça", desafio este lançado pelos serviços educativos do Museu supracitado e abraçado pelo programa Eco-Escolas no âmbito do tema MAR e BIODIVERSIDADE. Os alunos irão desenvolver este desafio/concurso na disciplina de Educação Visual sob a orientação dos professores Alexandra Gonçalves e Paulo Ladeira, que consistirá na pintura de uma cabeça de baleia de Bryde, feita em fibra de vidro, que tem o formato de um banco de jardim, e que, posteriormente,

será

colocada

nos

jardins

exteriores

do

museu.

A

apresentação ao público está prevista para o dia 27 de maio, culminando com a entrega de prémios aos melhores trabalhos desenvolvidos pelas escolas participantes.

8


A 01 de dezembro, mais uma atividade dedicada à alimentação, desta vez a convite dos formadores Joana Sobreira e Ricardo Silva e dirigida aos formandos da turma S1/2 EFA. Nesta foram abordados o projeto Rede Bufetes, o programa Eco-Escolas e o tema ROTÚLOS de forma a sensibilizar os formandos para uma escolha mais saudável face à oferta existente no mercado. No fim, foi apresentada a receita de Bolo de Chocolate e Beterraba, uma forma de comprovar que pequenas alterações/escolhas saudáveis

de

ingredientes

poder ser saborosas, culminando

com a

degustação da beterraba cozida e do bolo.

9


Chegando os preparativos de Natal, o ECOCLUBE conjuntamente com o projeto de Francês – On apprend! On s’amuse! decidem REUTILIZAR O NATAL e LEVAR POSTAIS AO CENTRO SOCIAL E PAROQUIAL DE SÃO BENTO! Para tal, os alunos de Francês e de Educação Tecnológica do 3.º ciclo da nossa escola abraçaram a proposta que consistiu na criação/construção de uma árvore de Natal com recurso à reutilização de materiais com o tema POUR UN NOËL ÉCOLO! Desde a recolha dos materiais na comunidade envolvente do Município da Ribeira Brava, nomeadamente as caixas de cartão em sapatarias e os pacotes de leite na cantina da escola, à respetiva transformação nas aulas de Educação Tecnológica, a elaboração das decorações com o monumento mais representativo da França, a torre Eiffel, frases natalícias em francês e a montagem da árvore na cantina da escola, esta atividade proporcionou momentos de consciencialização ambiental, com alguma diversão à mistura,

10


comprovando que as atividades de caráter lúdico podem também constituirse como espaços de aprendizagem.

Posteriormente, os alunos da turma F do sétimo ano realizaram postais de Natal nas disciplinas já mencionadas, novamente com recurso a reutilização de materiais com o objetivo de oferecer aos utentes do lar. Esta partilha foi muito importante, pois tratou-se de uma partilha entre gerações distintas, onde se verificou que os utentes e funcionários, além de receberem os postais, ficaram muito contentes com a visita, pois vivenciouse uma ocasião de convívio muito agradável, divertido e diferente.

11


Ano novo, 2.º Período e INTERCÂMBIO ESCOLAR…

“Ser professor sempre foi um sonho. Mais do que ensinar/aprender, o que sempre me cativou na escola, foi as vivências únicas que cada minuto nos proporciona no espaço escola. É por isso e porque também acredito que recordar é viver, que volto com relativa frequência às escolas onde passei. Nenhuma escola é igual a outra. Cada local que passamos é único e tem um espaço próprio nas nossas vidas. Sempre pugnei pelas escolas onde passei, que estas fossem locais abertos ao mundo, onde os alunos tivessem a oportunidade despertar potenciais adormecidos, tantas vezes intocáveis pelo currículo formal. Recentemente estive na Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares (Ribeira Brava) e rapidamente me apercebi que a batalha ambiental que tenho travado através do projeto “Sustentabiliza-Te Santana” era também uma batalha desta escola, especialmente da colega Fábia Gomes através do projeto “Candeeiros.” Deste modo, foi desde o primeiro momento nosso objetivo dar um pequeno sinal de que a luta ambiental nos convoca a todos e juntos somos mais fortes. Assim, surgiu a ideia de um intercâmbio entre o projeto Sustentabiliza-Te Santana e o projeto Candeeiros. Partilhamos a ideia, de que partilhando conhecimentos e ideias, podemos ir mais longe e tocar de um outro modo os alunos envolvidos.” Professor Juvenal Ferreira, docente da disciplina de Ciências Naturais EBS Bispo D. Manuel Ferreira Cabral

E assim nasce a parceria entre o projeto “CANDEEIROS” na nossa escola e o projeto “SUSTENTABILIZA-TE SANTANA” da escola Básica e Secundária Bispo D. Manuel Ferreira.

Como se complementam? “CANDEEIROS” VS “SUSTENTABILIZA-TE SANTANA”: Projeto “Candeeiros”: Desenvolvido no âmbito da disciplina de Educação Tecnológica e do programa Eco-Escolas pelos alunos do oitavo ano, da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares e coordenado pela 12


professora Fábia Gomes. Tem como objetivo a produção de candeeiros sustentáveis, com recurso a cartão corrugado, cedido do pela empresa Continente.

Ao

longo

do

seu

desenvolvimento,

os

alunos

tem

a

oportunidade de compreender os seguintes temas: 

Tecnologia e Sociedade – Impacto Social e Ambiental;

Processo Tecnológico – Planeamento e Desenvolvimento de Ideias;

Energia – Transformações Energéticas Básicas e Eletricidade.

Projeto Sustentabiliza-Te Santana: Inserido na participação da Escola Bispo D. Manuel Ferreira Cabral, na 13.ª Edição do Prémio Fundação Ilídio Pinho, Ciência na Escola, o projeto, que envolve alunos do oitavo ano de escolaridade, coordenado pelo professor Juvenal Ferreira, tem por principal objetivo a produção de energia elétrica, a partir fontes renováveis. Estas fontes são: a reconversão da energia gerada no movimento de uma bicicleta

em

eletricidade

e

o

reaproveito

do

biogás

gerado

pela

decomposição acelerada de resíduos orgânicos domésticos não poluentes. Este projeto tem contado na sua execução com a colaboração da Faculdade de Ciências Exatas e Engenharia da Universidade da Madeira (na pessoa do Professor Doutor Sérgio Lousada) e com a colaboração da empresa A2 Análises Químicas. Quais os objetivos do intercâmbio? 

Obter um produto final com maior impacto para os projetos envolvidos. Este

objetivo

é

possível

pela

complementaridade

dos

projetos

“Sustentabiliza-Te Santana” e “Candeeiros”. A eletricidade obtida de forma amiga do ambiente, pelo projeto “Sustentabiliza-Te Santana” tem um sentido mais profundo, quando utilizada através dos candeeiros, desenvolvidos pelo projeto “Candeeiros”. 

Criar

sinergias,

superar

constrangimentos

físicos,

financeiros

e

temporais, potenciando o alcance científico dos projetos envolvidos num objetivo comum: utilizar eletricidade amiga do ambiente (obtida e utilizada com um mínimo de impacto ambiental). 

Otimizar recursos científicos e pedagógicos.

Acrescentar aos projetos envolvidos uma dimensão única, inovadora e regional.

13


Fomentar

o

empreendedorismo

nos

alunos

envolvidos

e

o

seu

compromisso com a comunidade local. 

Criar valores cooperativos e de cidadania ativa nos alunos.

Fomentar

uma

perspetiva

regional

aos

alunos

da

problemática

ambiental. 

Elevar a dimensão da escola ao nível regional.

Promover boas práticas ambientais.

Enriquecer as vivências dos alunos, colocando-os em contacto com realidades novas.

Ir ao encontro das diretivas europeias sobre o desenvolvimento sustentável (pensar global, agir local).

Despertar talentos nos alunos envolvidos, ajudando-os a descobrir caminhos para a vida, através do contacto com diferentes realidades.

Divulgar a história da eletricidade na Região Autónoma da Madeira.

Promover

a

aprendizagem

cooperativa

entre

alunos

de

escolas

/ambientes diferentes.

E as atividades?

No

dia 07 de março decorreu a 1.ª fase

da parceria:

Projeto

“Candeeiros” e Projeto “Sustentabiliza-Te Santana” Desta forma o “Sustentabiliza-Te Santana”, da Escola Bispo D. Manuel Ferreira Cabral, recebe "Candeeiros", da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares no Parque Temático da Madeira. Os alunos do projeto “Candeeiros” da nossa escola visitaram Santana e foram acolhidos nas instalações da Escola Básica e Secundária Bispo D. Manuel Ferreira Cabral onde almoçaram com os alunos do Projeto “Sustentabiliza-Te Santana" e assistiram a uma palestra ministrada pelos mesmos alunos sobre o tema: produzir eletricidade nas instalações do Parque Temático da Madeira.

14


Ficando agendada a 2.ª fase para o dia 28 de abril com a visita dos alunos envolvidos no projeto “Sustentabiliza-Te Santana” às instalações da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares, onde terão a oportunidade de aprender a fazer um candeeiro – circuito elétrico e abajur com recurso à reutilização de cartão corrugado num workshop, devidamente preparado para o efeito que terá lugar no Jardim do Museu Etnográfico da Madeira. Por sua vez a 3.ª e 4.ª fase culminarão com a visita de estudo conjunta ao museu da eletricidade, por forma a fomentar as pontes e compromissos para com o ambiente dos alunos envolvidos e inauguração da Exposição “Quebra Luz” no espaço de exposições NAVE CENTRAL do Museu Casa da Luz no mês de maio. – 18 de maio. Nesta exposição, que estará aberta ao público de 18 a 27 de maio, poderá observar-se diferentes modelos de candeeiros de mesa em cartão (com recurso à reutilização de cartão de caixas cedidas pelo hipermercado Continente da Ribeira-Brava), com o respetivo circuito elétrico, completamente executados pelos alunos.

“Rota dos 20 anos das Eco-Escolas" No dia 02 de fevereiro a Câmara Municipal da Ribeira Brava recebeu do Município de Santa de Cruz os “Testemunhos da Rota”, no âmbito da iniciativa “Rota dos 20 anos das Eco-Escolas”. Após

entrega,

Nascimento

e

o

senhor

a

senhora

presidente

Ricardo

vereadora

Natália 15


Rodrigues entregaram os três elementos que acompanham os testemunhos “Pergaminho, Livro e Bandeira” à Presidente da Escola Padre Manuel Álvares, a professora Alda Almeida, com objetivo de percorrer as restantes escolas inscritas no programa Eco-Escolas no concelho. De seguida, a presidente da Escola Padre Manuel Álvares entregou os elementos recebidos à coordenadora do programa Eco-Escolas, a professora Fábia Gomes. Este momento foi comemorado com um beberete e a presença do grupo musical VOZES DA NOSSA ESCOLA, coordenado pelos professores Miguel Gonçalves e Sofia Viegas, que cantou e encantou todos os presentes. Dando seguimento à “Rota dos 20 anos Eco-Escolas”, os alunos do turno 2, da turma F do 7.º ano, durante a aula de Educação Tecnológica fizeram a passagem de testemunho e levaram o Pergaminho, o Livro e bandeira "Rota 20 anos" à EB1/PE da Tabua no passado dia 16 de março. Esta passagem contou com a presença da Vice Presidente da nossa escola, a professora Maria

da

Paz

Soares

e

com

a

Vereadora

Natália

Rodrigues

que

acompanharam os alunos à Tabua. Apraz referir que se tratou de um momento muito importante/interessante no que concerne à sensibilização para uma consciencialização VERDE quer dos nossos alunos, quer dos alunos que nos receberam de braços abertos.

16


Realizou-se no passado dia 04 de março a 1.ª eliminatória do concurso escolar NUTRICHEFE. Esta etapa serviu para apurar os alunos que vão representar a nossa Escola na fase final. O clube Saudável.come e o EcoClube aproveitaram o evento para comemorar o tema anual de 2016 - Alimentação Saudável, no âmbito do programa Eco-Escolas, e realizaram esta parceria culinária animada com vista à participação nesta competição regional. Os 4 grupos concorrentes confecionaram pratos variados, desde entradas a pratos principais (ficaram em falta as sobremesas

) tendo em comum

serem todos saborosos e equilibrados nutricionalmente. Os elementos do júri parabenizaram todos os participantes pela qualidade das refeições apresentadas e enalteceram o entusiasmo de todos pela participação.

17


Foram apurados como representantes à fase final os alunos José Moisés Faria e Alexandre Rodrigues Freitas da turma F do 7.º Ano, que apresentaram uma Salada morna de couscous, legumes e bacalhau.

Receita: Salada morna de couscous, legumes e bacalhau Ingredientes: 

2 lombos de Bacalhau

4 dentes de Alho

1 folha de Louro

Azeite qb

200gr de Couscous

10 Tomates cherry

1 Courgette

1 Chalota

10 Azeitonas verdes descaroçadas

1 limão

Preparação/modo de fazer: 1. Cozer o bacalhau em água e azeite com 2 dentes de alho e uma folha de louro, retirar as espinhas e a pele, desfazer em lascas e reservar. 2. Cozer o couscous em água e sal, cortar os tomates cherry em metades, as azeitonas em rodelas e misturar tudo.

18


3. Cortar a courgette em rodelas, temperar com sal, pimenta e azeite e assar no forno até ganhar uma cor dourada. Depois adicionar ao preparado anterior. 4. Por fim, adicionar as lascas de bacalhau à salada, temperar com azeite e limão e servir.

Depois, a 07 de abril seguiu-se a fase de treinos e preparação para a final: A final do concurso "NUTRICHEFE” realizou-se no passado dia 13 de abril, que decorreu no laboratório da Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira. O evento contou com concorrentes de 7 escolas, que compõem a Rede de Bufetes Escolares Saudáveis. O júri felicitou os participantes pela beleza e sabor dos pratos saudáveis confecionados. Da participação nesta competição ficou uma certeza, a de que para o próximo ano letivo estaremos presentes mais uma vez. No dia 14 de abril, a escola esteve representada na exposição/concurso “Eco-criativo”, promovida pelo município da Ribeira Brava. Das

onze

escolas

e

instituições

participantes,

destacaram-se

nesta

Exposição/Concurso os trabalhos realizados pela EB1/PE de Campanário (a vencedora desta edição), a EB1/PE da Ribeira Brava (obteve o segundo lugar), o Centro Social e Paroquial de São Bento (arrecadou o terceiro lugar). Participaram ainda a EB1/PE da Corujeira, o Centro de Atividades Ocupacionais da Ribeira Brava, a EB1/PE de São Paulo, a Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares, a EB1/PE da Tabua, o Centro Social e Paroquial da Santíssima Trindade da Tabua, a EB1/PE da Serra d’Água e o Centro Comunitário do Lugar da Serra. Este ano não conseguimos ganhar, no entanto é de referir que o mais importante foi participar. De realçar a qualidade dos trabalhos apresentados pelos nossos alunos, quer na inovação, quer nas técnicas e na forma como foram ao encontro das categorias expressas no regulamento do concurso Eco Criativo, pois evidenciou-se a REUTILIZAÇÃO como premissa base. O ECOCLUBE agradece, e dá os parabéns todos os participantes:

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Rodrigo Wilson Macedo Gouveia | 5.º B | Educação Tecnológica

Lara Bianca Lopes Aguiar | 5.º B | Educação Tecnológica

Nuno Faria | 6.º B | Educação Tecnológica

Érica Santos | 7.º F | Educação Tecnológica

Beatriz Pestana | 7.º F | Educação Tecnológica

Carina Ferreira | 7.º F | Educação Tecnológica

Joana Farropas | 8.º B | Educação Tecnológica

Joana Rodrigues | 8.º B | Educação Tecnológica

Lisandra Eliana Silva Araújo | 11.º B | Atividades de expressão

A 19 de abril, é inaugurada a SEMANA DAS EXPRESSÕES, uma parceria da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares com o Museu Etnográfico da Madeira, coordenada pela professora Nélia Reis, na qual o EcoClube participa com alguns trabalhos realizados pelos alunos de 7.º e 8.º ano. Inserido na Semana das Expressões, nesse mesmo dia, o ECOCLUBE realizou um workshop onde se criou bijutaria em filigrana de papel reutilizado (colares e brincos) para o dia da Mãe.

20


Posteriormente, em 22 de abril, comemorou-se a segunda data dos Global Action Days e desta vez com a filmagem do Hino Eco-Escolas versão tetralingue no Museu Etnográfico da Madeira para upload na plataforma GAD. O ECOCLUBE agradece a colaboração das colegas de francês, a professora Alícia Gonçalves, de inglês e alemão, a professora Paula Sousa, de português, Ida Sardinha que traduziram e adaptaram a letra da canção 3R’s do Jack Jonhson e enaltece a dedicação e empenho do grupo VOZES DA NOSSA ESCOLA que cantou e encantou o HINO sob orientação dos colegas, a professora Sofia Gonçalves e o professor Miguel Gonçalves. O ano ainda não terminou e, embora o 3.º período seja curto, algumas atividades estão já agendadas nomeadamente: 

6 de maio celebração Dia Eco-Escolas com o hastear da bandeira do programa e apresentação do Hino Eco-Escolas à comunidade escolar na Câmara Municipal da ribeira Brava.

18 de maio, visita de estudo ao museu da eletricidade e inauguração da Exposição “Quebra Luz” no espaço de exposições NAVE CENTRAL do Museu Casa da Luz.

Professora Fábia Gomes

21


1


Concurso de Fotografia “Simplesmente Madeira”

9.º Concurso de Fotografia lançado pela Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares, intitulado pelo quinto ano consecutivo “Simplesmente Madeira”, com os seguintes objetivos: - Sensibilizar para a defesa, preservação e valorização do património cultural tradicional; - Criar e consolidar o gosto pela fotografia; - Promover a fotografia criativa.

2


Fotografias Vencedoras: 1.º Classificado

José Feliz Quintal Pereira | Professor

2.º Classificado

Francisco de Castro Ladeira | Aluno 3


3.º Classificado – Ex aequo:

João Luís Gonçalves Abreu| Aluno

José Francisco Ramos Rodrigues | Aluno

4


Restantes trabalhos selecionados:

Catarina de Castro Ladeira| Aluna

Ana Carolina Gouveia Pestana| Aluna

Rosa Milene Sousa Jesus| Aluna

5


Ana Carolina Gouveia Pestana| Aluna

JosÊ Guilherme G. Câmara | Aluno

Francisco de Castro Ladeira | Aluno

Catarina de Castro Ladeira | Aluna

6


Telmo Lauriano Vieira Monteiro | Professor

Nélio Cristiano Fernandes Carvalho | Aluno

António Pascal Araújo Oliveira | Professor

7


Fábia da Ressurreição de França Gomes | Professora

Telma Catarina Silva Carvalho | Aluna

José Feliz Quintal Pereira | Professor

8


José Feliz Quintal Pereira | Professor

Luís Juvenal Mendes | Professor

João Luís Gonçalves Abreu | Aluno

9


Telmo Lauriano Vieira Monteiro | Professor

JosĂŠ Francisco Ramos Rodrigues | Aluno

10


1


Ganhámos o 1º Lugar a nível Regional no Passatempo “Flashes Literários” – Categoria 3 – mais de 16 anos Baú de Leitura

O aluno da nossa escola, Adriano Fernandes Pestana, do 11º B, ganhou o 1.º lugar, a nível regional, na Categoria 3 – mais de 16 anos, no Passatempo “Flashes Literários” com a sua fotografia “Registo calado das vidas

passadas”,

baseada

num

excerto

de

um

poema

do

escritor

madeirense, José António Gonçalves. Excerto 3: Animais domésticos (…) As nuvens ficam-se pelo azul do céu, debruçadas sobre as asas dos ventos, e, na sua renúncia ao alarido das cidades, regressam em silêncio ao topo das montanhas. Levam consigo o reflexo do mundo. Isto é, um pedaço de luz, uma mão de sombras e o registo calado das vidas passadas de todas as multidões. GONÇALVES, José António, Memórias da casa de Pedra

No Regulamento, deste ano letivo, os concorrentes subdividiram-se nas seguintes categorias: a) Categoria 1: 9 a 12 anos (inclusive); b) Categoria 2:13 a 15 anos (inclusive); c) Categoria 3: mais de 16 anos;

2


d) Categoria 4: adultos (pais, encarregados de educação, pessoal docente e pessoal não docente). A participação neste passatempo implica que cada concorrente faça uma seleção de um excerto literário ao qual se associa a produção de um registo fotográfico alusivo ao conteúdo do excerto. Os objetivos deste passatempo são:  Divulgar obras e escritores portugueses;  Promover a leitura de obras de referência;  Contribuir para a melhoria da capacidade de leitura expressiva e de leitura compreensiva de excertos literários;  Estimular a capacidade de articulação/fusão entre texto e imagem;  Incentivar os alunos a desenvolver e a valorizar competências técnicas e de criatividade, no âmbito da fotografia. A cerimónia de entrega de prémios decorrerá no dia 3 de maio, pelas 15 horas, na Fnac - Madeira. Seguir-se-á a inauguração da exposição no piso 0 do Madeira Shopping, onde todos os visitantes poderão admirar a beleza da “nossa” foto vencedora! Adriano, muitos parabéns! Professora dinamizadora Emília Silva

3


Este ano, o grupo de teatro júnior do Voo à Fantasia participou no Festival Regional de Teatro, O Moniz- Carlos Varela com a intemporal peça de teatro ”Auto da Barca do Inferno” de Gil Vicente e conquistaram os prémios de: - Melhor Encenação - Prémio “Carlos Varela”

No dia 13 abril, a equipa, os Insularitos, composta pelos alunos João Luís Gonçalves Abreu e José Francisco Ramos Rodrigues participaram no concurso criado pelo Departamento de Engenharia Civil e Geologia da Universidade da Madeira em parceria com a Ordem dos EngenheirosRegião Madeira UMa ponte de esparguete - edição 2016 e ganharam o - 1.º Prémio na categoria de Resistência Não universitário.

No dia 13 de abril, os alunos Alexandre Rodrigues Freitas e José Moisés Faria do 7.ºF participaram na final do concurso "Nutrichefe" que decorreu no laboratório da Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira, evento este que contou com concorrentes de 7 escolas que compõem a Rede de Bufetes Escolares Saudáveis. Ficaram em 4.º lugar.

No dia 15 abril, 11 alunos da nossa Escola, enquadrados no projeto Clube Europeu e dos Direitos Humanos – subprojecto LIGA-TE, ganharam: - 100,00€ num concurso regional

4


Este ano letivo, até à data, os atletas do Desporto Escolar ganharam o 1.º lugar em: - ginástica de trampolim; - natação; - basquetebol juvenis femininos; - futsal juvenis femininos.

Este ano letivo, a convite do Município da Ribeira Brava, a Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares esteve presente para receber o Galardão Eco-Escolas

(Bandeira

Verde)

referente

ao

trabalho

desenvolvido

durante o ano letivo 2014/2015.

5


1


Caminho, caminhamos Em janeiro de 2013 iniciou-se o Projeto de caminhadas “Sónia & Companhia”, com 8 participantes, tendo como Coordenadora a docente Sónia Nóbrega. Este Projeto é direcionado para a toda a Comunidade Educativa e visa proporcionar uma atividade que lhes retire das suas rotinas diárias, dar a conhecer o Arquipélago em que vivemos, proporcionar o convívio entre alunos, pessoal docente e não docente e encarregados de educação, contribuindo para um melhor ambiente no trabalho, promover a atividade física, proporcionando um estilo de vida saudável, estimular os sentidos através do contato com a Natureza, diminuir os fatores de risco de doenças cardiovasculares, estimular o sistema músculo-esquelético e incutir as normas básicas de segurança na realização de caminhadas, assim como os cuidados a ter ao nível do material necessário, alimentação e preservação da natureza. No ano letivo seguinte, foram convidados para colaborarem no projeto como Coordenadores os docentes Feliz Pereira e Yvonne Rodrigues, devido à necessidade de haver mais que uma pessoa na realização dos reconhecimentos e organização das caminhadas. Desde

então

o

número

de

participantes

tem

aumentado

significativamente, havendo atualmente uma média de 90 caminhantes por atividade, pois tem surgido uma grande adesão ao pedestrianismo. Estas caminhadas ocorrem uma vez por mês, ao sábado, por veredas e levadas do nosso arquipélago, exceto no mês de agosto. O projeto tem uma parceria com a Associação Desportiva do Campanário, que tem como função viabilizar o transporte e seguro de saúde, sendo os custos envolvidos assegurados pelos participantes. Os Coordenadores pretendem dar continuidade a este Projeto, que tem voado cada vez mais alto e mais distante, tendo já como participantes caminheiros de diversas nacionalidades! Os coordenadores do Projeto

2


3


4

Revista gaivota 2016  

Equipa Multidisciplinar - EBSPMA

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