Page 1

Ed ição n. º 1 5

P á gi na 1

02

EDITORIAL

59

II - TEMA DE CAPA ”ANTIGAMENTE ERA ASSIM”

03

I - NOTÍCIAS & REPORTAGENS

59

Recolha de Memórias na EBSPMA: “Rádio Forte”

03

Município Rª. Brava: ACIN

65

…..Recolha de Memórias na Vila da Ribeira Brava: “Carrinho de Trocos”

06

Freguesia Rª. Brava: Espaços Públicos

68

“Brincando com a Tradição”: Diversos

10

Há um ano: Dia Concelho e da EBSPMA

75

Recolha de memórias na Serra de Água: Padre Dantas e não só

11

Centro de Saúde: Visita de governantes

91

…..Recolha de Memórias: Dos Leitores

12

Município: Parques Infantis

95

….”Antigamente era assim”: Fim

13

Liga-te -Solidariedade: Desfile de moda

96

III - “A FESTA”

14

Centro de Atividades Ocupacionais

96

…..EBSPMA, CMRB e Serra de Água

16

Música: Jazz e Bandas Musicais

110

…..EBSPMA: Prof. Bernardino Côrte

18

Município: Desporto

112

22

Município: Desporto

112

“Juntos somos mais fortes”

23

Museu Etnográfico: Celebração (1)

118

Privados: ULTIMODA

24

Lazer-: Excursionistas na Vila

121

.Museu Etnográfico - Celebração (2)

25

Freguesia do Campanário: Diversos

126

.Privados: Gastronomia e plantas

28

Freguesia da Tabua: Diversos

136

Diversos: Visitas de estudo e caminhadas

38

Junta Freguesia Rª. Brava :”São João”

150

V - NO FECHO DESTA EDIÇÃO

45

Município : “São Pedro”

161

Obituário: Hugo Abreu e Olga Abreu

48

Junta Freguesia Rª. Brava: “F. Senhor”

165

Outros: Educação, Cultura, Social...

52

Freguesia Serra de Água…e não só

182

IV - SOCIAL

VI - FICHA TÉCNICA


Ed ição n. º 1 5

P á gi na 2

EDITORIAL A descoberta é ir mais além “Ninguém vive sozinho e ninguém habita no vazio”.1

Antigamente era assim ou “Brincando com a tradição”, é o tema de capa da décima quinta edição da revista

I

Descobrindo. nclui estudos sobre a indústria local nos anos vinte do século passado, na Vila da Ribeira Brava; alguns costumes e tradições, com contributo preciosos de Orlanda Silva. A história da rádio da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares na Ribeira Brava (EBSPMA) começou a escrever-se em 1992 quando o professor José Figueira e o então professor e atual Técnico de Informática, Jordão

Abreu, em conversa informal, se questionaram sobre as reais possibilidades de estabelecerem uma rádio na escola. De realçar, também, o grande contributo de Helena Antunes (estagiária da CMRB), em termos de recolha e tratamento de dados para a revista, de julho a dezembro de 2016.

1) POMBO, António Pedro e outros (2015), Pensar a Sociologia -12º. No, Porto Editora.p.11. https://www.facebook.com/MadeiraQuaseEsquecida/?fref=photo [2016/04/03].


De s cobr in d o

P รก gi na 3

I - NOTรCIAS & REPORTAGENS (2016)


P á gi na 4

Ed ição n. º 1 5

1.1. Cerimónia oficial de inauguração da nova sede do grupo empresarial ACIN. Imagens da ACIN (Março, 2016).


De s cobr in d o

Ribeira Brava Abril de 2016

P á gi na 5

A delegação governamental do “Free State” (União Sul Africana), a ser recebida pelo Governo Regional da Madeira nas novas instalações da ACIN.


P á gi na 6

Ed ição n. º 1 5

1.2. A Junta e a Câmara, até finais de março de 2016, procederam a trabalhos de recuperação e colocação de guardas de proteção em algumas das veredas e entradas do concelho.


De s cobr in d o

P รก gi na 7


P á gi na 8

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P á gi na 9

Furna – Entrada Nº.1 e Meia-Légua, março de 2016: Mais dois exemplos de acessos que sofreram obras de requalificação e de limpezas. Todas estas intervenções permitiram, segundo o presidente da Câmara, Ricardo Nascimento, permitiram a melhoria das condições de acesso às habitações.

Imagens da CMRB/JUNTA


De s cobr in d o

P á gi na 1 0

1.3. 6 de maio - Dia do Município e da EBSPMA


P á gi na 1 1

Ed ição n. º 1 5

1.4. R.ª Brava, 7 de junho de 2016:"Há um compromisso por parte do primeiroministro, que criou um grupo de trabalho onde esta questão (a dívida de 15 milhões de euros do Estado ao setor da saúde na região autónoma) vai ser rapidamente resolvida, porque neste momento não podemos ter este passivo", afirmou o chefe do executivo regional, durante uma visita ao Centro de Saúde da Ribeira Brava. Imagens gentilmente cedidas por Victor Hugo, Jornalista do Diário de Notícias


De s cobr in d o

P á gi na 1 2

Parque Infantil da Ribeira Brava, no adro da Igreja, em 2016 (de janeiro a 8 de junho).

1.5. PARQUE INFANTIL NA RIBEIRA BRAVA RENOVADO EM 2016: O parque infantil situado no adro da Igreja Matriz da Ribeira Brava foi renovado e oficialmente aberto para utilização no dia 8 de junho: "Paralelamente a este espaço infantil, a vila possui também na frente-mar outro equipamento idêntico. Ambos tiveram um custo de 24.800 euros e vêm ao encontro das nossas ideias de revitalizar o concelho” (RICARDO NASCIMENTO).


Ed ição n. º 1 5

P á gi na 1 3

1.6. O projeto “Um Dia Pela Vida”, depois de 2015 ter estado na R.ª Brava, em 2017 prestou grande atenção ao Concelho de S. Vicente, em parceria com a Câmara Municipal de S. Vicente…e, claro, com a Rª. Brava.


De s cobr in d o

P á gi na 1 4

1.7. CAO – Centro de Atividades Ocupacionais

Lisboa, junho de 2016: O Centro de Atividades Ocupacionais - O CAO da Ribeira Brava esteve na capital portuguesa para participação nos XVI Jogos Sem Fronteiras organizados pela Fundação AFID - uma Instituição de Solidariedade Social que visa promover a autonomia e o apoio social, saúde, educação e formação de forma Sustentada, combater a exclusão. Imagens: “CAO”.

O

Público-Alvo de um CAO são as Pessoas com idade igual ou superior a 16 anos, com deficiências e/ou incapacidades, com o objetivo de: Promover níveis de qualidade de vida nas suas várias dimensões (relações interpessoais; autodeterminação; bem-estar emocional, físico e

material; empregabilidade/ocupacional; cidadania e direitos); “Ser” agente facilitador de uma sociedade inclusiva, promovendo a participação em atividades e contextos sociais diversificados…


Ed ição n. º 1 5

P á gi na 1 5

“Todos a mexer": Utentes e profissionais do CAO, maio de 2016 Imagens: CAO.

A participação do CAO da Ribeira Brava no Desporto Escolar, 2015/206, no Funchal, com um honroso lugar de pódio: 3.º lugar no Basquetebol! Imagens: CAO


De s cobr in d o

P รก gi na 1 6

1.8. Vinte um de maio de 2016 - Black&WhiteDixieland Jazz Band. Fonte: https://www.facebook.com/SCATFunchalMusicClub/photos/a.1340449259317748.1073742056.4


Ed ição n. º 1 5

P á gi na 1 7

1.9. XXXIII Encontro Regional de Bandas Filarmónicas da RAM, com a participação, também, Banda Municipal da R.ª. Brava (Regente: M. Andrade | Fundação: 06/05/1889).

Inserida no XXXIII Encontro Regional de Bandas, foi inaugurada em 6 de maio de 2016, na Câmara M. da R.ª Brava, uma exposição que retratou o passado, o presente e o futuro das Bandas Filarmónicas da RAM.

O município da Ribeira Brava, em parceria com a Direção Regional dos Assuntos Culturais e Associação de Bandas Filarmónicas da Madeira, organizou, em maio de 2016, mais um Encontro Regional de Bandas.


De s cobr in d o

P ĂĄ gi na 1 8

1.10 . Concelho—Desporto (1)


Ed ição n. º 1 5

P á gi na 1 9

CDRB e a equipa da Casa do Povo da Serra de Água “Orgulho

enorme

nos meus meninos, perdemos

juntos,

vencemos juntos, caímos juntos, levantamo-nos

juntos!

⚽#CDRB”. Por Ivo Abreu com Afonso Santos e 6 outras pessoas, em 4 de junho de 2016.

À esq., inauguração do CDRB. A equipa de sub-12 do Clube Desportivo Ribeira

Brava venceu o Canicense, tendo chegado à meiafinal da Taça da Madeira - futebol de 7, no dia 4 de junho de 2016. Na página seguinte, o C.D.R.B Época 2015/2016, fotografias partilhadas por Da-

vid Simão, em junho de 2016.


De s cobr in d o

P á gi na 2 0

À esquerda - A equipa da Casa do Povo da Serra de Água que venceu a CP Campanário por 3-6, no 2º jogo da Final, no dia 12 de junho de 2016. Fonte: S. Aguiar


P á gi na 2 1

Ed ição n. º 1 5

Funchal, junho de 2016: O Centro Comercial La Vie atribuiu Fair Play a três escolas - Na Festa do Desporto Escolar distinguiram-se o Colégio do Marítimo, a Escola Básica e Secundária Padre Manuel

Álvares e o Serviço Técnico de Educação Especial, no âmbito da Festa do Desporto Escolar, edição de 2016. Imagens da Secretaria Regional de Educação, partilhadas em 22/6/2016, pela professora Yvonne Rodrigues (a 3ª, na segunda imagem, da direita para a esquerda).


De s cobr in d o

P á gi na 2 2

1.11. O Museu Etnográfico da Madeira (MEM) comemorou, em 2016, 20 anos de um trabalho contínuo de investigação, salvaguarda e divulgação do património cultural tradicional, material e imaterial, numa perspetiva de valorização da identidade cultural madeirense. Neste sentido, e para assinalar o 20º aniversário, o Museu apre-

sentou ao público um programa de atividades, que se prolongou por três dias, 15, 16 e 17 de junho.


Ed ição n. º 1 5

P á gi na 2 3

Paulo Azevedo cedeu ao Museu o seu terreno, para levantamento de toda a cadeia operatória da colheita da cana-de-açúcar.

Foram igualmente doados por privados os aros para "emolhar" a cana bem como 100 kg de cana-de-açúcar para o projeto da comemoração dos 20 ANOS do Museu Etnográfico da Madeira. Fonte (adaptado): Museu.

R.ª Brava, 16/6/2016: Um workshop sobre 'Doçaria Tradicional' organizado pela Fábri-

ca do Ribeiro Seco, promovido pelo Museu Etnográfico da Madeira. Fonte (adaptado): Museu.


De s cobr in d o

P á gi na 2 4

1.12. Excursionistas e turistas ao longo do ano

A freguesia "debruça-se sobre as águas azuis do oceano”. As ruas e alguns edifícios do início do sécu-

lo recordam o bairrismo e a iniciativa do Visconde da Rª. Brava, que também contribuiu para a criação do concelho em 1914. :Texto (adaptado): http://madeiraforus.weebly.com/ribeira-brava1.html


Ed ição n. º 1 5

P á gi na 2 5

1.13.Freguesia do Campanário

Calhau da Lapa, junho de 2016:Se procura tranquilidade e privacidade esta é a praia para si. Imagens originais: Junta de Freguesia do Campanário.

Texto: http://www.madeira-live.com/pt/south-west.html [2016/6/24].

O Calhau da Lapa fica no Campanário debaixo duma falésia onde encontrará as águas mais cristalinas. Certifique-se de que tem sapatos confortáveis pois a descida até a praia demora cerca de 30 minutos. Esta praia não tem vigilância nem infraestruturas mas durante o Verão tem um bar com duche e casa de banho. Se procura tranquilidade e privacidade esta é a praia para si.


De s cobr in d o

P á gi na 2 6

Calhau da Lapa, junho de 2016: Calhau da Lapa cumpre tradição do Espírito Santo.

Criada em 1556, a paróquia e agora freguesia do Campanário esteve subordinada a diversos municípios ao longo do seu percurso histórico. De 1855 a 1867, pertenceu ao município de Câmara de Lobos, mas, com a sua extinção, passou para o do Funchal. Em 1914, com a criação do novo concelho da Ribeira Brava, deixou de pertencer a Câmara de Lobos. (VIEIRA, ALBERTO). Texto: http://aprenderamadeira.net/ribeira-brava/ [2016/6/24]. Imagens originais: Junta de Freguesia do Campanário.


Ed ição n. º 1 5

P á gi na 2 7

O

Calhau da Lapa- Campanário (R.ª Brava), 10 de julho de 2016: Calhau da Lapa é um pequeno oásis na Freguesia do Campanário, que usufrui de tranquilidade e águas cristalinas para um mergulho no Atlântico. Existem algumas casas de apoio e um conjunto de gru-

tas escavadas em camadas de piroclastos, que se notam entre rochas basálticas. Imagens (desta pasta) partilhadas por Marco Cardoso. Texto (desta página): http://www.cm-ribeirabrava.pt/


Ed ição n. º 1 5

P á gi na 2 8

Campanário - Festa do Espírito Santo

Campanário –

Penúltimo

fim-de-

semana de julho de 2016

Q

uase um mês depois da festa do

Pentecostes

(Espírito

Santo), permitindo, deste modo, que os emigrantes da

freguesia e de outras localidades possam participar nela, realizou-se a festa do Espírito Santo, com algumas particularidades: Copa: Onde se encontra diversos produtos, a maioria géneros alimentícios. Romagens: Vindas dos diversos sítios

com produtos diversificados que foram colocados num bazar no adro da igreja, com destaque para os cânticos no percurso, as charolas, os quadros com

dinheiro… Campanário- 23 de julho de 2016 – “A bênção da copa”


De s cobr in d o

P á gi na 2 9

Campanário- 23 de julho de 2016 – “A bênção da copa”


P á gi na 3 0

Campanário- 23 de julho de 2016 – “A bênção da copa”, no âmbito das celebrações do E. Santo.

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P á gi na 3 1

Campanário- 23 de julho de 2016 – “A bênção da copa”, no âmbito das celebrações do E. Santo. Os melhores produtos são transportados em bandejas pelas senhoras.


De s cobr in d o

P á gi na 3 2

1.13. Celebração da festa do S.S.S., anualmente, em diferentes sítios: “A Igreja acredita que o Santíssimo Sacramento, ao passar no meio das cidades, promove expressões de amor e agradecimento por parte dos fiéis…”


Ed ição n. º 1 5

P á gi na 3 3

1.14. Freguesia da Tabua, junho de 2016: Celebração do

São João. Imagens originais da Casa do Povo da Tabua, partilhadas por Leontina Silva Santos.

Freguesias: (…) A primitiva paróquia de Atabua teve origem na capela da Santíssima Trindade, que depois deu lugar à de Nossa S.ª da Conceição.


De s cobr in d o

P á gi na 3 4

Freguesia da Tabua, junho de 2016: Celebração do São João. Sabemos que a 2 de julho de 1743 era curato paroquial.

A freguesia era conhecida como Atabua,

mas, a partir de 1838, o Pe. António Francisco Drummond e Vasconcelos alterou a forma primitiva para Tabua. A 18 de outubro de 1881, a freguesia foi anexada ao concelho da Ponta do Sol e aí se manteve até 1914, altura em que foi desanexada para ser incluída no novo concelho da Ribeira Brava. (VIEIRA, ALBERTO), em: http://aprenderamadeira.net/ribeira-brava/ [2016/6/24]. Imagens originais da Casa do Povo da Tabua, partilhadas por Leontina Silva Santos.


P á gi na 3 5

Ed ição n. º 1 5

Igreja matriz da Tabua (interior da mesma, em 10 de julho de 2016) Imagens: AJAP


De s cobr in d o

I

P á gi na 3 6

greja matriz da Tabua - Reconstrução de 1680 (c.) Cronologia ( IPA: PT062208040015)

1518 - Administrava o ofício religioso na Tabua o padre Pedro Afonso, que recebia a quantia 5 400 rs em cada dois trimestres. 1568 - Instalação da paróquia da Tabua numa capela de invocação da Santíssima Trindade. 1577, 1 março - alvará de D. Sebastião dando de acrescentamento mais 8 700 rs ao vigário da Tabua sobre os 11 300 rs que já tinha, por ter a seu cargo mais de 100 casais, com obrigação de ensinar Doutrina a seus fregueses, sob pena do desconto de 4 000 rs, e rezar as missas dos sábados pelas almas dos Infantes.

1588, 13 dezembro - alvará de D. Filipe I, dando de acrescentamento 30 alqueires de trigo e 1 quarto de vinho ao dito vigário para as despesas da sacristia e 3 000 rs pelas missas dos Infantes. 1598, 15 junho alvará de D. Filipe I. dando mercê anual de 4 000 rs à Fábrica da Igreja da Tabua. 1654, 18 janeiro - alvará de D. João IV, do acrescentamento de 30 alqueires de trigo e 1 quarto de

vinho ao dito vigário e 3 000 rs das missas dos Infantes para daqui em diante ter de seu ordenado anual 19 000 rs em dinheiro, 1 ½ moio de trigo e 1 ½ pipa de vinho, incluídas no dito ordenado as despesas da sacristia e missa dos Infantes. 1675, 22 outubro - mandado do Conselho da Fazenda para fatura da nova Igreja, contribuindo confrarias e fregueses conforme as suas possibilidades para a dita obra, pois a antiga capela tinha sido destruída por um aluvião. 1688 - Data do lavabo. 1743, 2 julho - alvará de D. João V, criando o curato da Atabua a requerimento do vigário Antó-

nio Miguel de Faria por se achar a dita … Adaptado de (10/7/2016): details=1&id=21078”

“http://www.arquipelagos.pt/arquipelagos/imagePopUp.php?


De s cobr in d o

P á gi na 3 7

1.15. Concurso de Fontanários 2016

Sítio da Fajã das Flores à esquerda.

Em baixo, Fontanário do Lar de S. Bento.

A Junta de Freguesia da R.ª Brava organizou a 23 de junho de 2016 mais um Concurso de Fontanários.

O

s objetivos gerais deste concurso são os de manter a tradição de enfeitar os fontanários públicos da Freguesia por altura do São João, proporcionar momentos de

convívio entre as pessoas que residem próximo das fontes e também divulgar o património local que são os fontanários públicos. Um júri percorreu os fontanários

em concurso, no dia 23 pelas 19:00h a partir do Largo de Herédia, Rua do Visconde, Furna de Baixo, Lombo Cesteiro, Boa Morte, Barreiro, Fajã das Flores, Fajã da Ribeira-Baixo e Fajã da Ribeira-Cima. Como nos anos anteriores, foram atribuídos prémios de participação aos fontanários concorrentes.

Houve

“troféus” para os primeiros classificados. A animação foi garantida pela Casa de Povo da Ribeira Brava.


P á gi na 3 8

Ed ição n. º 1 5


P á gi na 3 9

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P รก gi na 4 0


P á gi na 4 1

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P รก gi na 4 2


P á gi na 4 3

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P รก gi na 4 4


De s cobr in d o

P ĂĄ gi na 4 5

1.16. O concelho da Ribeira Brava celebrou SĂŁo Pedro nos dias 26, 27, 28 e 29 de Junho


P á gi na 4 6

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P รก gi na 4 7


P á gi na 4 8

Ed ição n. º 1 5

1.17. “Festa do Senhor” - Freguesia da R.ª Brava -2016


De s cobr in d o

P รก gi na 4 9


P á gi na 5 0

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P รก gi na 5 1


De s cobr in d o

P á gi na 5 2

1.18. Festas de Nª. Sª. da Ajuda e do S. S. S. - Serra de Água Fonte (adaptado): Paróquia da Serra de Água (parte), com a devida autorização


P á gi na 5 3

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P รก gi na 5 4


P á gi na 5 5

Ed ição n. º 1 5


P á gi na 5 6

Ed ição n. º 1 5

Antigamente era assim.: Na foto da esquerda,, a preto e branco, o “Festeiro”, transportando, ao meio, a insígnia e , do seu lado esquerdo , o Dr. Paulino. Na última da página o sítio do Poiso, também na Serra de Água, a responsável pela elaboração daquele bocado de tapete de flores.


Ed ição n. º 1 5

P á gi na 5 7

1.19. Dois Atletas de renome nacional na EBSPMA Entre os dias 7 e 9 de outubro, a Ribeira Brava foi palco do Madeira Ocean Race. Esta competição náutica foi promovida pelo Clube Naval do Funchal.

A

iniciativa não podia ter começado da melhor maneira. A Básica e Secundária Padre Manuel Álvares re-

cebeu dois dos atletas da formação K4, o madeirense David Fernandes e o bracarense Emanuel Silva. Ambos participaram nos últimos Jogos Olímpicos, e através dos seus testemunhos, elucidaram a plateia de alunos e professores acerca dos sacrifícios que são necessários fazer em nome de um sonho.

Prometeram continuar na luta pelas medalhas e elevar o nome de Portugal na canoagem. Tóquio 2020 já está no horizonte e como tal trabalham diariamente para que os próximos jogos sejam o culminar de grandes objetivos.


Ed ição n. º 1 5

P á gi na 5 8

1.20. Festa Luso-Venezuelana


De s cobr in d o

P á gi na 5 9

II - RECOLHA DE MEMÓRIAS/TEMA DE CAPA 2.1. A História da Rádio Forte da EBSPMA A história da rádio da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares na Ribeira Brava começou a escrever-se em 1992 quando o professor José Figueira e o então professor e

atual Técnico de Informática, Jordão Abreu, em conversa informal, se questionaram sobre as reais possibilidades de estabelecerem uma rádio na escola.

D

a teoria à prática foi um pulo, uma vez que também o professor Jorge Silva, nessa altura membro do Conselho Executivo, apoiava

esta iniciativa, libertando algumas verbas neces-

sárias à execução do projeto.

À esquerda: O Logotipo do Clube “Rádio Forte” foi criado por alunos, em 1993, através de


De s cobr in d o

P á gi na 6 0

José Figueira (à esquerda) e Jordão Abreu, (à direita, no início desta página) principais impulsionadores da Rádio, puseram mãos a obra

e, com meios rudimentares, como por exemplo uma mesa de mistura antiga que servira para animar os bailes escolares, deram início às emissões de rádio. Para espanto de todos, ou quase todos, a rádio teve uma adesão enorme por parte da comunidade escolar e durante anos animou as manhãs e tardes do concelho, tendo sempre um professor como responsável máximo por aquele serviço. Em 1993, recebeu um

enorme elogio da comunidade quando, no Jornal Escolar “A Gaivota”, se escreveu “…O Clube de Rádio e Jornalismo que, segundo consta, é único a nível nacional e consegue reunir um grupo de alunos calendarizados em

horas não letivas para a participação do mesmo.” Posteriormente, a Rádio escola esteve a cargo de várias equipas, nomeadamente os professo-

res Roberto Ferreira, Ana Lourenço e Joana Luzirão que de forma mais ou menos informal dinamizaram este projeto que contou com muita adesão por parte da população estudantil. O símbolo do Clube “Rádio Forte” foi criado por alunos, em 1993, através de um concurso.

De cima para baixo, da esquerda para direita, os impulsionadores e ou colaboradores da “Radio”, no início dos anos noventa do século XX: José Figueira, Jordão Abreu, Jorge Silva, Élvio Jesus, Danilo Jesus, Hélder Pestana, Ricardo Sidónio e Dario Santos.; Dona


De s cobr in d o

P á gi na 6 1

Dos seus quadros faziam parte cerca de vinte e cinco alunos. Alguns eram já “históricos” na medida em que integraram o clube desde a primeira hora como por exemplo, o Hélder Pestana, Osvaldo Andrade, Ricardo Sidónio, Dário Santos, entre outros. Essencialmente musical a programação da Rádio Forte procurava satisfazer os gostos dos

seus ouvintes, jovens e menos jovens. A informação surgia sempre que era necessário, mas cingindo-se ao essencial. Exemplo: Divulgação de informações de inte-

resse de e para toda a comunidade escolar; Animação musical da Escola; Divulgação das atividades previstas e aprovadas no Plano Anual de Atividades da Escola (PAE); Divulgação das atividades de enriquecimento curricular, desenvolvidas dentro e fora da escola; Divulgação dos trabalhos dos clubes; Visita de estudo aos estúdios da RDP no Funchal; Emissão especial dedicada ao Desporto

Escolar: resultados dos eventos desportivos e programa de jogos e outras atividades para os fins-de-semana; Emissão especial dedicada a Festa do Desporto Escolar; Emissão especial dedicada a escritores madeirenses (lendo textos de alguns escritores e passando exclusivamente música Portuguesa); Emissão especial dedicada aos Países de Língua Oficial Portuguesa; Emissão especial dedicada aos direitos do homem.

Emissão especial dedicada ao Carnaval; Emissão especial dedicada à Páscoa; Emissão especial dedicada ao Natal.


De s cobr in d o

P á gi na 6 2

O Clube de Rádio era o único que funcionava de porta aberta e de forma constante ao longo da semana. A autonomia dos seus elementos era um dado. Havia uma parceria com as Rádios Sol e Brava, para uma emissão semanal da qual a população ficava a saber tudo que acontecia na escola. Participou em vários concursos, salientando o concurso entre escolas promovido pelo P.E.F no

programa Clube Diário que implicava a deslocação uma vez por mês da equipa responsável ao Funchal.. A Rádio prestava animação musical de eventos desportivos e culturais realizados pela Câmara Municipal e Clube Desportivo da Ribeira Brava.

Vários Professores deram o seu

poderia aproveitar e o profes-

instituição voltou, finalmente,

contributo como monitores do

sor Élvio recuperou a velhi-

à antena. Foi constituída uma

clube de Rádio e Jornalismo.

nha mesa de mistura Élvio

equipa de trabalho com alunos

Tudo corria de feição, quando

recuperou a velhinha mesa de

do 3º ciclo e do ensino Secun-

em 2000, devido a um roubo, a

mistura.

dário, mais precisamente do 8º

rádio se viu privada de todo o

Todos os dias e horas eram

ao 12º ano, tudo isto com o

seu material de emissão e difu-

poucas para pôr em marcha

objetivo de dar continuidade a

são.

esta ideia.

esta “obra” nos próximos anos

Anos passaram sem que se ou-

As interrupções letivas contri-

visse os sons da Rádio Forte,

buíram para que o esforço e

até que em 2006, Professor

trabalho

Élvio e o então Vice-Presidente

dias, fossem compensados por

da Associação de Estudantes,

alegria de todos os que fazem

Danilo Jesus, decidiram revita-

parte da nossa Comunidade

lizar aquela que tinha sido a pi-

Escolar.

oneira das Rádios Escolares.

realizados,

nestes

Com a aprovação e ajuda dos

Foi feito um inventário do ma-

membros do Conselho Execu-

terial ainda existente, e que se

tivo a Rádio da nossa

letivos.


De s cobr in d o

P á gi na 6 3

2.2. Recriação da Semana Santa e Devoção a São Cristóvão

São Cristóvão era muito venerado na Ribeira Brava , porque o mesmo é popular entre os motoristas.

A

semana que antecedia a Páscoa, na Ribeira Brava, muito mais do que um acontecimento religioso, era, até à década de oitenta do século XX, um evento de carácter social e cultural. A celebração da Sema-

na Santa envolvia população do concelho e trazia muitos visitantes de outros concelhos. Na imagem desta página, à direita, o João António Gonçalves, assistente operacional da EBSPMA, de barba, em meados dos anos 80 do século XX. À esquerda, o padre Gil, está em cima de um carro e os acólitos em baixo. No carro vermelho está a banda. No táxi está João Abreu

(pai, já falecido, do Jordão, da EBSPMA), um dos organizadores deste evento, que se perdeu com o tempo. O “santo” era transportado de jeep, em procissão feita de carros, que deveria ser da fa-

mília Edmundo e percorria diversos sítios do concelho da Ribeira Brava. Esta foto foi tirada na “Ponte Vermelha”.


De s cobr in d o

P á gi na 6 4

Recriação da Semana Santa, no passado, na Ribeira Brava : Marcelino (1ª. foto, em cima), atual VicePresidente da CMRB., era um dos figurantes da época. Jordão Abreu, proprietário das imagens desta e da página anterior, na foto da direita, também era um dos figurantes. Procissão, na Rua do Visconde (em baixo). Procissão na Rua do Visconde (última foto, em baixo).


P á gi na 6 5

De s cobr in d o

2.3.A Pequena Indústria do Século XX na Ribeira Brava Imagens e informações cedidas por José Maria Reis

O 1

concelho da Ribeira Brava teve no início do século XX uma indústria que, à dimensão do meio rural, foi florescente” (RIBEIRO, João Adriano, Ribeira Brava, subsídios para a história do concelho, Ed. Câmara Municipal da Ribeira Brava, 1998, p.227).

2

3

Além dos engenhos de cana-de-açúcar, curtumes, aproveitamento do pescado, a Vila da Rª. Brava, teve, também, serrações de madeira, fábricas pirotécnicas, fábrica de refrigerantes, “enfim, todas estas foram iniciativas que marcaram uma forma de ser especial dos seus principais investidores.” Um desses investidores pioneiros foi João Augusto da Conceição (foto 1).

Em 1929, João Augusto da Conceição, “pediu ao Governador que lhe concedesse licença para construir uma serração mecânica e mandou erguer outras obras na Vila” como, por exemplo, o edifício que ilustra esta página (foto 2), datado de 1956, aproximadamente, cujo aspeto original ainda se mantém, na atualidade. O seu genro Francisco António dos Reis, (foto 3) fez , igualmente, grandes investimento na Rª. Brava.


P á gi na 6 6

De s cobr in d o

O “carrinho de trocos” de F. António dos Reis Francisco António dos Reis (foto 3 da página anterior), para além da pequena fábrica de refrigerantes, também tinha uma fábrica de telhas, de blocos e uma loja de comércio, onde vendia de “tudo”. Nesta edição da revista destacamos o inédito “carrinho de trocos”. Como funcionava? O empregado colocava o dinheiro e um “vale” com o valor do produto num copo de madeira que estava atarraxado a um “carrinho”. Depois, através de um mecanismo de roldanas, este “carrinho era mandado para o local onde o senhor Francisco A. dos Reis estava (uma espécie de balcão)” com a caixa do dinheiro. Após “fazer” o troco, enviava o “carrinho” de volta para o empregado. Inicialmente o espaço comercial estava situado no local onde é agora a agência da Caixa Geral de Depósitos (CGD). Como a loja era grande, este sistema de “carrinho do troco” facilitava o trabalho do empregado, não perdendo tempo a atravessar a loja para ir à Caixa fazer o troco. Dada a dimensão do estabe-

lecimento, naquela época, claro, “era normal estarem vários carrinhos a circular ao mesmo tempo”, disse-nos José Maria Reis (filho de Francisco António Reis). Após ter procedido ao arrendamento daquele espaço à agência bancária atrás referida, transferiu o sistema do troco para o seu outro prédio, onde continuou a atividade de comércio, mas em dimensões mais pequenas. Este prédio, entretanto, foi reconstruído mas a loja ficava no mesmo local onde agora está o “Escritório dos Seguros”. Em memória dos meus antepassados, pai e avô, procuro preservar alguns desses documentos e objetos de grande valor afetivo e que, segundo muitas pessoas que conheço, mereciam estar num museu específico, por serem emblemáticos desta nossa terra da Ribeira Brava”, sublinhou, uma vez mais, José Maria Reis, em exclusivo para esta edição da revista Descobrindo...

Carrinho e o copo onde era colocado o dinheiro e o “vale” com o valor do artigo.

De cima para baixo: Telha com logótipo “Francisco António Reis”, exemplo de fatura, algumas moedas, , vidro de cinco “bocas” para venda de caramelos, muito raro na atualidade e, finalmente, alguns dos variadíssimos rótulos de bebidas da antiga Fábrica de Refrigerantes São Bento, de F. A. Reis, na Rª. Brava.


P á gi na 6 7

Ed ição n. º 1 5

Fotografia captada dentro do antigo edifício da família Reis que, entretanto, foi reconstruído e é, agora, o “Escritório dos Seguros”, explorado por um dos seus netos, o jovem Daniel Reis, na qual podemos observar, entre outros pormenores interessantes, o mecanismo dos “carrinhos de trocos” bem como o local onde F. A. dos Reis se sentava, em frente do balcão, a fazer o troco (canto inferior esquerdo). À esq., em jeito de síntese, um dos pormenores do “carrinho de trocos”. Na secção de ourivesaria havia uma balança de precisão (ver próxima edição desta revista), com os respetivos pesos, a lupa e a tampa da caixa para acondicionar a joia. Nas duas últimas fotos: Rua de São Bento, (antes e agora), onde estava a loja de Francisco António dos Reis e , agora , funciona agência da Caixa Geral de Depósitos (Rª. Brava).


Ed ição n. º 1 5

P á gi na 6 8

2.4. Costumes e Tradições “Joga ou Coudilho” O número de participantes varia entre 2 e 4 jogadores, sendo realizado normalmente por raparigas. Após se ter escolhido 5 pedrinhas lisas e arredondadas, estas são espalhadas pelo chão. ste jogo é constituído por 3 fases: na primeira, o jogador apanha uma das perdas que estão no chão e atiraa ao ar, tendo de tentar apanhar aquela que lançou ao ar com uma só mão. Seguidamente fará o mesmo tentando apanhar, simultaneamente duas pedras de cada vez, sem nunca deixar cair a pedra que lança ao ar; posteriormente 3 e, finalmente, 4. Caso deixe cair a pedra que lançou ao ar antes de apanhar as respetivas pedras, perde. Numa segunda fase o jogador põe o indicador e o polegar das mão apoiados no chão, de modo a que com elas faça uma ponte. Enquanto atira uma pedrão ar, tenta fazer entrar uma das pedras do chão por debaixo da ponte (…)

E

Em cima uma recreação da tradicional Joeira. Foto tirada no Museu Etnográfico da Madeira. Em Baixo na EBSPMA- Biblioteca, 19 de abril de 2016 – Exposição “Brincar com a tradição” e, por mera coincidência, enquanto decorria uma atividade do projeto “Baú de Leitura”.


De s cobr in d o

Testemunho de Fátima José, Funcionária da biblioteca da escola EBSPMA:

E

m termos de divertimentos e jogos, antigamente as pessoas divertiam-se em grupo e construíam os seus próprios jogos, fazendo as suas próprias regras de acordo com o jogo construído, como por exemplo: Jogos das sacas, jogo do peão, saltar a corda, jogo das caricas, jogo do cudilho, etc. Neste tipo de brincadeira havia originalidade, criatividade, muito importante para o desenvolvimento

P á gi na 6 9

cognitivo. Saber brincar em grupo contribuiu para saber trabalhar, evitando o isolamento, ou seja, fechando-se no próprio “eu”, caminhando por vezes por caminhos menos próprios e produtivos, refletindo depois na própria sociedade. O tabaco, o álcool e outros produtos prejudiciais à saúde, é o “espelho “ de um Mundo invisível aos olhos daqueles que vivem no Mundo fechado. Atualmente, as nossas crianças estão envolvidas no Mundo digital, importante para o desenvolvimento do mundo industrial – profissional,

mas atenção, devemos ter cuidado pois estamos a lidar com máquinas consumistas das nossas próprias ideias e vice-versa´, sem interação, ou seja, em qualquer situação problemática estou a agir sem resposta do outro lado. Logo, brincar na rua em grupo valoriza a saúde mental, física e psicológica. “As brincadeiras de ontem” são totalmente opostas às vividas hoje em dia. Enquanto antigamente os brinquedos eram construídos e não comprados, atualmente não há originalidade pois, as ideias já foram fabricadas por outros.


Ed ição n. º 1 5

P á gi na 7 0

2.4.1.Costumes e Tradições A Marta foi uma das autoras desta pesquisa, na qualidade de aluna de Sociologia da EBSPMA, em 2009 .

Os jogos e adivinhas eram os divertimentos que as pessoas usavam para ocupar os seus tempos livres. ota-se que estes diferem muito de geração para geração. Antigamente as brincadeiras eram mais lúdicas e pedagógicas. Dos jogos que nos foram transmitidos pelos idosos, poucos são os que ainda hoje se praticam. Estas são algumas das adivinhas que foram transmitidas oralmente pelos idosos do Centro de Convívio de Campanário:

N

Uma coisa tesa e dura e na ponta cabeluda, entra seco e sai molhado, e o que deita é orvalhado? R: Pincel de água benta. A carne da mulher é dura e mais dura quem o fura, entra duro no mole e fica no de pendura? R: Arcada. Qual é a coisa, qual é ela que, quanto mais alta está melhor se chega? R: Água de um poço.

Qual é a coisa qual é ela que quanto maior é menos se vê ? R: Escuro ou o nevoeiro. Uma torcedela, uma lambidela, põe o “pi” pronto que lá vai ela? R: A linha a enfiar na agulha. Uma coisa redondinha do tamanho de um tostão, que abre e fecha sem lhe tocar com a mão? R: O olho. Qual é a coisa, qual é ela, que o pai é verde, a mãe é branca e os filhos são pretos? R: A anona. Quando parte uma, parte outra, quando chega uma, chega outra? R: As pernas.

Onze meninas com quatro quartos todas têm meias nenhuma tem sapatos? R: Relógio. Eu no campo me criei metida entre verdes laços quem mais chora por mim é quem me faz em pedaços?

R: Cebola.

Verde foi o meu nascimento mas de luto me vesti para dar luz ao mundo mil tormentos padeci? R: Azeitona. Pula moitas aos saltinhos sem tocar com os pés no chão rouba a um e a outro para enriquecer o patrão? R: Abelha. Um compridinho, outros mais baixinhos, um pequeno e fraco e outro gorducho. Quem são? R: Dedos. Qual é o local do nosso corpo que tem cordas? R: A garganta. Qual é a coisa qual é ela que antes de ser já era? R: Pescada. É água e não vem do mar, nem na terra não nasceu, do céu não caiu, todo mundo já lambeu? R: A lágrima. (continua na próxima edição)


De s cobr in d o

P á gi na 7 1

2.4.2. Jogos de Antigamente Jogar é fazer amigos, pois jogando desenvolve-se a capacidade criativa, integra-se no mundo e aprende-se a viver. Ajuda a relacionar-se com outras pessoas, de forma sadia, integrando-se bem socialmente. qui estão alguns dos jogos:

A

BALAMENTO Este jogo decorre tradicionalmente pela Quaresma. Inicia-se no primeiro dia da Quaresma pela manhã, até ao sábado de Aleluia ao meio-dia. O entusiasmo vivido pelas pessoas mais velhas era tanto que deixaram na memória as artimanhas que faziam para ganhar o jogo do Balamento. Desde o esconder-se ao disfarçar-se, valia tudo, de modo a que à hora marcada, normalmente três vezes por dia, somasse mais um Balamento para ser a primeira a atingir o número acordado. O Balamento consistia numa determinada quanti-

dade de amêndoas, torrões de açúcar ou figos passados pagos pela pessoa que perdesse o jogo. No Domingo de Páscoa era o dia de “comer” o Balamento. Pessoas de diferentes sítios reuniam-se e partilhavam o conteúdo das iguarias trazidas. A palavra “Balamento”, significa o ato ou a ação de fazer “balas” e poderá ser tão antiga como a nossa época áurea da produção do açúcar. Portanto, quem perdesse o jogo, teria de fabricar “balas”. Por isso, o ganhador dizia alto: Balamento! normalmente, apontando com o dedo.

POBRE E RICA O jogo da pobre e a rica, um diálogo simples cantado com ritmo. Depois das apresentações e cumprimentos, a pobre pergunta à rica o que deseja. Uma das filhas, que aguardam atrás da mãe. A pobre consente, mas depois do negócio acertado: “A senhora o que lhe dá? - Doulhe um vestido de oiro.” E com o consentimento da filha: Ela diz que se agrada, “muito atira, atira rá.” Isto depois da recusa perante a

proposta de uma simples fita para o cabelo. Quando a rica chegava a ficar com todas as filhas, estavam ambas cansadas de andar para trás e para a frente, ao ritmo da cantiga. JOGO DO LUME O jogo do lume era, um jogo responsável por muita algazarra. "Quanto mais gente, melhor." Cada um ia à procura de uma pedra para colocar os pés. Depois de organizada a roda, ficava um dos jogadores de fora que, com um pau na mão, ia pedir lume: "Aqui há lume?" "- Acolá fumega", responde o inquirido. Enquanto se dirige ao local indicado os companheiros trocam de lugar, mas sempre com cuidado para que ele não consiga ocupar uma pedra livre, de maneira a não terem de andar para cá e para lá a "pedir lume".

Jogo do Berlinde à esquerda e Jogo do anel à direita. EBSPMA- Biblioteca, 19 de abril de 2016 – Exposição “Brincar com a tradição”


P á gi na 7 2

Ed ição n. º 1 5

2.4.3. Exposição de Brinquedos Tradicionais Por altura do Dia da Família, a EB1/PE de São Paulo realizou, com a colaboração dos pais, uma exposição de brinquedos tradicionais.

Imagens da Professora Graciela Sousa.


De s cobr in d o

P á gi na 7 3

2.4.4. Primeira Edição de Jogos Tradicionais do Projeto Liga-te 1.ª Edição de Jogos Tradicionais do Projeto Liga-te..

R

ealizou-se no dia 31 de maio, no Montado do Pereiro, o passeio anual do Projeto Liga-te e comemorado o Dia Mundial Sem Fumo. O Núcleo Regional da Madeira da Liga Portuguesa Contra o Cancro, no âmbito da Educação para a Saúde e incentivo de práticas saudáveis entre os jovens, reunião estudantes e professores de algumas escolas, nomeadamente a Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares. Foi praticado exercício físico num local diferente e de uma forma diferente: através da prática de jogos tradicionais. Tiro ao alvo – Latas

Material: 20 latas (10 por equipa) dispostas em castelo (4, 3, 2, 1) em cada lado, em duas filas. 4 (2 por equipa) bolas de ténis; 2 (1 por equipa) caixas de cartão Número de participantes: Toda a equipa.

Objetivo: Tentar derrubar o maior número de latas possíveis. Desenvolvimento: O jogo é realizado por todos os elementos da equipa. Cada aluno tem direito a um lançamento com a bola de ténis. Um aluno de cada vez realiza o seu lançamento e tenta derrubar, o maior número de latas possíveis. São contabilizadas as latas que caírem no chão ou em cima da mesa. Caso a equipa derrube todas as latas, sem que todos os elementos tenham efetuado os lançamentos, estas deverão ser dispostas, de novo em castelo e o jogo continua até todos os elementos lançarem a bola uma vez. Os alunos, não devem pisar a linha ao lançar a bola.

Descrição do jogo: Espalhar os arcos pelo chão, com algum espaço para correr aos lados. O responsável pelo jogo bate palmas, de forma a fazer “música”. Os participantes do jogo têm que estar atentos às palmas, quando elas pararem, todos devem correr para dentro dos arcos. Quem ficar fora do arco, perde. De seguida, é necessário tirar mais um arco do chão, de forma a ficar sempre um arco a menos do que o número de participantes em jogo. Ganha quem chegar ao fim e ficar sempre dentro de um dos arcos.

Corrida entrelaçada

Material: 2 garrafões de 5L vazios 2 baldes com água; 50 copos de plástico (grandes). Objetivo: Transportar a água do balde até à garrafa no menor tempo possível.

Material: 15 cordas Objetivo: Trabalhar em equipa. Número de participantes: Toda a equipa Descrição do jogo: As crianças agrupam-se aos pares e têm que correr até um determinado lugar, com uma perna amarrada à perna do outro colega, pelo tornozelo. Dança das cadeiras c/ arcos Material: 29 arcos. Objetivo: Ficar sempre dentro do arco. Número de participantes: Toda a equipa.

Jogo da água

A equipa divide-se pelas duas filas no espaço sinalizado. Numa ponta está o balde com água e noutra os jogadores com os copos e o garrafão vazio. Os jogadores, têm que, alternadamente ir buscar água ao balde e encher o garrafão no menor tempo possível. Devem ter cuidado para não derramar a água pelo caminho. Ganha a equipa que encher o garrafão primeiro. As fotos estão na página seguinte.


P á gi na 7 4

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P á gi na 7 5

2.5. “Antigamente era assim…” na Serra de Água

A Orlanda Silva , em cima, iniciou a pesquisa para estes temas quando estagiou na C.P. Serra de Água em 2009 e, posteriormente, concluiu a

pesquisa, para a Descobrindo.

C

omo era o dia em que saia o Espírito Santo, as saloias, até ao dia de hoje, com a conhecida ida e, principalmente, a

descida a pé, da Encumeada. A Senhora Conceição da Silva Gil (à esquerda), foi saloia no ano de 1944 a 1948. Conceição da

Silva Gil, em discurso direto:


P á gi na 7 6

A Senhora Conceição , em discurso direto: “Eu levava o cabelo com duas tranças de cada lado, para segurar o chapeuzinho. Levávamos uma fita com um laço em cima do ombro direito, com as pontas a chegar à beira do vestido e muito ouro na nossa capa, emprestado por pessoas da freguesia. Os sapatos eram brancos, amarrados com um laço, com umas meias brancas compridas. O vestido era bran-

co pelo joelho e de mangas compridas. O cesto que usávamos era fundo, estreito por baixo e larguinhos por cima. Era feito com rama de giesta, enfeitado com alegre campo e tinha uma fita. Lá dentro levávamos as pétalas de rosas para atirar ao ar nas casas, tal como hoje em dia ainda é costume”. Foi saloia até aos 13 anos e, como era baixa poderia ir mais um ano mas “era preciso dar o lugar a outras crianças”.

No ano seguinte foi a senhora Maria Domingas dos Reis, residente no sítio da Rocha Alta. Olhando para a fotografia que ainda conserva dos seus tempos de saloia, há cerca de 62 anos atrás, ainda se recorda que no dia em que tirou a fotografia estavam na Terra dos Alhos a almoçar na casa da senhora Aldora e que foi tirada pelo Padre Dantas. Quando a senhora Agostinha de Jesus Gomes foi de saloia, o padre dava 40 escudos a cada uma. Esse dinheiro era usado para comprar sapatos, roupa e meias. Vinda de uma família pobre, o dinheiro que tinham não dava para estas despesas, além da Agostinha esperar o Espírito Santo com entusiasmo

para cantar, ter um penteado especial e comer “comerinho, não era pudins nem doces”.

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P á gi na 7 7

Sair com o Espírito Santo era a oportunidade que ela tinha para ter sapatos novos porque no dia a dia andavam descalço sair com o Espírito Santo era a oportunidade que ela tinha para

ter sapatos novos porque no dia a dia andavam descalços Quando era pequena não foi à escola. Não sabia os meses nem tão pouco os pais lhe ensinavam isso, o seu truque para saber quando estava perto de sair no Espírito Santo era quando a serra ficava amarela, com a maia em flor.

Lembra-se que nessa altura não tinha espelho e para ver o penteado, mal o sol nascia, ia para a rua para ver a sua sombra no chão, “ficava muito vaidosa” . Depois de visitar os casais, as insígnias ficavam no adro, as pessoas iam cantando e os festeiros iam passando uma

bandeira para recolher esmolas e cada pessoa dava o que podia. As saloias ficavam muito tempo no adro a cantar e por vezes repetiam os

versos, devido ao cansaço de andar todo o dia. Quando as saloias entravam na igreja a senhora Guilhermina, ensaiadora, dava-lhes um sermão puxan-


P á gi na 7 8

“Com tantos versos que vocês sabem e cantaram sempre os mesmos” .

Quem ensaiava a senhora Agostinha e a Lucinda, quando eram saloias, era a se-

nhora Guilhermina, uma senhora já de uma idade avançada. Era organista, estava encarregue de arrumar e enfeitar a Igreja, bem como de lavar as toalhas e

engomá-las. Anos mais tarde, estas tarefas passaram a ser da responsabilidade da senhora Agostinha. Nessa época era o Padre José Gil que estava na freguesia, entre os anos 1983 e 1993. Como as cantigas das saloias eram ensaiadas de cor, a senhora Agostinha ia cantando e o senhor padre ia experimentando num piano pequenino e gravou a melodia e a letra. Os versos que as saloias cantavam eram

iguais para cada música, às vezes nos ensaios podiam alterar a ordem ou criar algum verso. Nessa altura o padre disse para esta “a

senhora não sabe as músicas!? Então pegue nas suas filhas e ensaie-as” e assim foi. Fazia também os penteados para as saloias.

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P á gi na 7 9

O ouro também era cosido por si, o que requeria uma grande responsabilidade, não só para se

lembrar a quem pertencia cada joia como também para segura-lo bem para não se perder. O casaco e o chapéu das saloias antigamente era guardado na casa do padre e no sábado à noite iam lá buscar, pois era um lugar seguro. Antigamente a visita do Espírito Santo era mais bonita. De acordo com a senhora Maria Domingas dos Reis. o padre demorava-se mais um pouco em cada casa, ficava a conversar com as pessoas e tirava fotografias. As saloias cantavam mais e iam de uma casa para a outra cantando. Era mais alegre. Numa altura havia só uma viola, uma braguinha e um acordeão. Os tocadores nessa altura eram o “Sopapo”, o “Feijão” e vinha o Germano, fugido da tropa, para poder sair com o Espírito Santo.

Quando iam à Encumeada tiravam esmola no Lombo do Moleiro, na Achada dos Aparícios e na Fonte. Havia lá quatro famílias, agora já não reside ninguém. Depois de “tirar “ esses casais, subiam pela vereda da Fonte e iam ter à casa dos Como as saloias eram pequenas e tinham pouca resistência para estas longas caminhadas, os tocadores e

o padre auxiliavam as saloias a passar nos lugar pegando-lhes ao colo e levando os cestos. guardas. Era um percurso cansativo, passando por veredas, abismos e lugares complicados.


Ed ição n. º 1 5

P á gi na 8 0

Depois de passar na casa dos guardas, iam fazer a visita aos donos do bar da Encumeada, que viviam nessa casa. Na época era uma Vendinha pequena com apenas dois quartos. Como vivia lá um casal, o Espírito Santo ia fazer a visita e recolher a esmola. Ficavam lá até dar tempo suficiente para descer de dia. O caminho de regresso era por umas searas, iam ter ao Caminho Matias onde morava um

senhor cujo apelido era o “Mentira”. Era um senhor velhinho e todos os anos ele tinha um lanche preparado para dar ao Espírito Santo. Com o cansaço e a fome, todos apreciavam a refeição, o padre Dantas apenas dizia “como de tudo mas não me dê sopas de pão com leite”. A senhora Agostinha foi à Encumeada pela primeira vez quando tinha dez anos, descen-

do em procissão até à Igreja. Recorda-se que era um percurso animado, caminhavam em duas filas, lado a lado numa das faixas, deixando a outra livre.

As pessoas desciam cantando e conversando, transportando galhos de maia ou giesta em flor. Levavam pedoas ou foices para poder apanhar galhos grandes. Passavam na Pousada dos Vinháticos para recolher a esmola, comiam os aperitivos que colocavam para os acompanhantes do Espírito Santo e prosseguiam para a Igreja, pela Vereda da Central.


De s cobr in d o

P á gi na 8 1

Quando chegavam à Igreja, deitavam os ramos de maia no chão, fazendo um molhe muito grande. A tradição de fazer a missa campal na Encumeada começou com o padre Casimiro, posteriormente à saída do padre Dantas. Ele celebrou uma missa no terreiro da venda da Encumeada, pois o padre não gostava que se passasse do furado, que já pertencia a São Vicente. É de salientar que chegavam muitas pessoas de São Vicente para receber o Espírito Santo ,

para dar a sua esmola. O padre fazia a bandeira passar várias vezes pelo povo que estava a assistir, para receber mais esmolas “as pessoas tinham de estar sempre a deitar, nem que fosse 2 tostões!”, recordou a senhora Maria Domingas. Como as saloias levavam muito ouro e aparecia gente desconhecida, tinham medo de ser assaltadas, então ficavam de costas para o padre e para as bandeiras, para ficarem protegidas. Entretanto, com a saída do padre Casimiro e a morte dos proprietários do bar da boca da Encumeada, o Espírito Santo deixou de ir à Encumeada e a tradição perdeu-se. Anos mais tarde, o senhor José de Freitas, emigrante na Venezuela, quando vinha à Madeira de férias, gostava sempre de levar as insígnias no seu sítio e quis retomar a tradição perdida de ir à Encumeada.


P á gi na 8 2

Foi no ano de 1999 que o senhor José de Freitas fez a proposta ao senhor padre, na altura já era o Marcelino. Embora já não vivesse lá ninguém,

como era um costume bonito e um dia de festa, o senhor José de Freitas comprometeu-se a levar as insígnias nesse ano e a tratar da refeição, ao que o senhor padre respondeu: “nem que seja umas batatinhas murchas com sal”. E assim saiu o Espírito Santo à Encumeada no dia de Pentecostes no ano de 1999, com o senhor padre, as saloias, as insígnias e muita gente a acompanhar. Tiraram as esmolas, foram até ao

túnel da Encumeada, à casa dos guardas, e almoçaram na venda da Encumeada. Depois de descansar um pouco, começaram a descida. Foram acompanhados por muitas pessoas, uns a pé e, os que não podiam, vinham de carro. “Quando era rapaz novo gostava de ir no Espírito Santo por causa da descida da Encumeada, com os ramos de maia e a estrada cheia de gente, de dentro e de fora da freguesia, as pessoas cantando e conversando, parecia uma romaria, os carros a acompanhar e a buzinar, era uma coisa extraordinária”.

Continuou a levar as bandeiras apenas mais alguns anos, porque a doença já não deixou mais. Mas, até aos dias de hoje, não faltaram pessoas para conservar esta tradição e o Espírito Santo continua a ir à Encumeada.

Ed ição n. º 1 5


Ed ição n. º 1 5

P á gi na 8 3

2.5.1. O Padre Dantas na Serra de Água

O Padre Dantas (Carlos Assunção Dantas) esteve na freguesia durante 37 anos, de 1934 até 1971. A senhora Agostinha de Jesus Gomes tinha quatro anos quando o Padre chegou à freguesia, foi saloia e trabalhou na casa do padre. Foi na casa do Padre que aprendeu a fazer bolos, a amassar pão, a fazer broas etc., pois nunca tinha aprendido a fazer esses comeres, “eu não sabia cozinhar mas ele comia e estava gordinho”.

A

missa demorava muito tempo e não havia bancos para as pessoas se sentarem, por isso sentavam-se no chão. Era tão desconfortável que tinham de estar sempre a se virar para não ficar com as pernas dormentes.

Geralmente na hora do sermão os homens iam para a rua, mas as pessoas de idade avançada e as crianças adormeciam. Por vezes havia pessoas com flatulência e faziam muito barulho. Mesmo assim o padre brincava com a situação e dizia “peido de sono não tem dono”.


De s cobr in d o

P á gi na 8 4

Estas missas chegavam a

O pai da criança era sapatei-

demorar 3 horas, pois o pa-

ro e o padre precisou de ar-

dre prolongava-se em as-

ranjar os sapatos, então sem-

suntos inoportunos. Contu-

pre se decidiu a batizar a

do, nessa época, iam mais

criança. Esta já tinha 5 me-

pessoas à missa e às confis-

ses quando foi batizada e,

sões. Eram raros os casais

passados 5 dias, faleceu. O

que não fossem. Se faltas-

padre

sem à missa de domingo, já

pois caso a criança morresse

estavam a pecar.

sem ser batizada, o padre

Havia dias próprios para

teria problemas com a dio-

casamentos, batizados e fu-

cese.

nerais. Segundo um teste-

O padre Dantas era conhe-

munho, um dia o Padre foi

cido na freguesia como um

chamado para dar os sacra-

fotógrafo. Ele tirava as fotos

mentos, mas como estava

de casamentos na freguesia.

trabalhar na fazenda, e não

A sua vida ia para além da

queria deixar o que estava a

igreja, dedicava-se também

fazer, demorou-se. Assim

à pastorícia e à agricultura.

que acabou de dar os sacra-

Tinha muito gado, cuidava

mentos o senhor faleceu.

de vinha e cultivava muitos

Segundo outra história, as

terrenos. Por altura do Espí-

crianças tinham de ser bati-

rito Santo, quando as pesso-

zadas nos primeiros 15 dias

as desciam a Encumeada,

de vida, e num domingo.

aproveitava os galhos de

Quando passava deste pra-

maia que as pessoas traziam,

zo, o batizado tinha de ser

para deitar nos regos de ba-

num dia escolhido pelo pa-

tatas que plantava por essa

dre. Havia uma criança para

altura, para fertilizar a terra.

ser batizada, mas os padrinhos não podiam ir num

domingo.

ficou

atormentado

Este padre era também um adepto das novas tecnolo-

gias e arranjou uma pequena central-hídrica para levar

eletricidade para a igreja. O mestre que construiu esse mecanismo foi o pai da Senhora Agostinha de J. Gomes. Como ficou 37 anos na freguesia, a população ficou com um carinho especial por ele e o próprio também ficou com um carinho

especial pela freguesia, onde viu crianças a nascer, batizou-as, casou-as e batizou os seus filhos. Este padre tirava muitas fotos ao povo, fazia filmagens e passava filmes no adro da igreja, projetados na parede. Sempre foi notável a sua preocupação em fotografar, para que a geração seguinte pudesse conhecer os tempos dos antepassados e também para os mais velhos não se esquecerem de pequenos mo-

mentos das suas vidas.


De s cobr in d o

P ĂĄ gi na 8 5

2.5.2.Em jeito de sĂ­ntese


De s cobr in d o

P á gi na 8 6

A vida religiosa não mudou

crianças.

Esta troca era feita no adro da

Abordavam-se vários assun-

igreja ou a caminho da casa

tos do quotidiano, desde sa-

dos noivos, como se pode ver

ntigamente ha-

úde, casamento e principal-

no casamento da senhora Al-

via as ladainhas

mente religião e vinham fa-

dora.

na 2ª, 3ª e 4ª

lar sobre estes assuntos en-

feira, antes da

Os bolos tendidos eram feitos

fermeiros, médicos e padres.

nas vésperas do casamento.

O casamento era uma ceri-

Esta tradição era interessante,

monia e festa sem grandes

mas já se perdeu há muitos

aparatos.

anos, até porque já não há

As roupas eram um fatinho

moinhos para moer o trigo e

ou vestidinho simples para a

as pessoas também já não

noiva e o noivo vestia um

plantam trigo.

fato, laço e às vezes chapéu.

É de salientar que a maior

Geralmente era há segunda-

parte das fotos de casamentos,

feira, às 7 horas da madru-

e não só, antigas, que se tem

gada.

na freguesia, forma tiradas

Disse a senhora Matilde:

pelo Padre Dantas.

muito com o passar do tempo.

A

quinta-feira Santa e faziam três procissões para abençoar a freguesia: na segunda-feira até

ao Lombo do Gouveia; na terça-feira até ao lado do Passal e na quarta-feira a ladainha era à frente da igreja.

Também faziam uma procissão no terceiro domingo de todos os meses, era a procissão do Santíssimo, que saia da Igreja e ia até ao Lombo do

Gouveia, depois regressavam para a Igreja e era celebrada a novena. A catequese era aprendida per-

to de casa. No sítio da Fajã dos Vinháticos, a catequista era a senhora Guilhermina. Segundo a senhora Conceição Gil, “o terreiro da catequista ficava cheio de gente”. Na época do Padre Dantas, entre 1934 e 1971, surgiu na Serra de Água o grupo da

Acão Católica, para raparigas e senhoras, a havendo também um subgrupo, intitulado Ben-

“era preciso acordar cedíssimo para fazer ou penteado da noiva ou então era preparado de véspera, podia ser umas tranças em coco. Tam-

bém podiam ir com o cabelo simples, mas todas as noivas gostavam de se arranjar.” A festinha dos noivos era

em casa. Era, por tradição,

na fre-

guesia as noivas oferecerem pequenos

bolos

tendidos

(também conhecidos como bolo de noiva ou bolo da


De s cobr in d o

P รก gi na 8 7


De s cobr in d o

P á gi na 8 8

O casamento da Senhora Guilhermina, que era catequista e organista, entre outras coisas.( em cima). No casamento da esquerda, no início da página, a noiva não era da freguesia. Ela não conhecia a tradição e não queria trocar o trigo pelos bolos. O noivo estava a dizer-lhe “sim, dá”. A senhora na foto, a receber os bolos, é a mãe da senhora Fátima (que está no fim de uma das páginas anteriores, quando era bebé), A senhora Fátima, entre outras funções, é catequista, canta no coro e é uma das responsáveis pela decoração da igreja.


De s cobr in d o

P á gi na 8 9

Duas fotos da vila da Ribeira Brava, em épocas diferentes. A de cima é do início do século XX. A Igreja está no centro da paisagem. Embora predomine construções, existe terrenos cultivados no centro da vila.. A foto de baixo já corresponde a algumas décadas mais a frente, a meados do século XX, com edifícios novos, como por exemplo: a casa onde agora é os correios e o edifício onde esta a agência CGD. A estrada da Ribeira Brava, que era o meio de comunicação que ligava a zona oeste, fora melhorada e construída uma ponte, que embora tenha sido abalada pelo “20 de Fevereiro”, fora melhorada e ainda hoje existe.


De s cobr in d o

V

P á gi na 9 0

isita do Espírito Santo ao sítio do Poiso, na Serra de Água. tendo como fundo a Encumeada, na última imagem desta página. À esquerda (em baixo) , a Alexandra, quando era criança, a segurar uma pomba, na estrada a brincar. Nesta estrada, antigamente, só passava o carteiro e algum autocarro, de vez em quando. À direita, os pais da Alexandra. O pai está a cascar castanhas e tem o gato em cima do joelho. Do seu lado esquerdo, uma criança escondida, colocando pães no tabuleiro, na pá que a mãe Alexandra está a segurar. Ela está a colocar o pão no forno.


De s cobr in d o

2.6. Dos nossos leitores - Em

P รก gi na 9 1

memรณria da a leitora Maria Abreu, falecida em 2016


De s cobr in d o

P á gi na 9 2

Dos nossos Leitores: ”Antigamente era assim…” Por” Fernandinha”


De s cobr in d o

P รก gi na 9 3


De s cobr in d o

P รก gi na 9 4


De s cobr in d o

P á gi na 9 5

2.11. “Antigamente era assim….”: Conclusão

R

ibeira Brava na primeira e segunda metade do século XX, partilhadas pelos nossos leitores, nas redes sociais ou entregues pessoalmente à revista Descobrindo, durante o ano de 2016.

No topo desta página - Inauguração da empresa PANRIVA, no século passado. No primeiro andar desta empresa serviam-se refeições ao público, antigamente.

Noutra imagem, o antigo sítio do Muro, atual Rua 6 de Maio. Nas paginas seguintes, adro da igreja e arredores, num dia “especial”, para época, visível pelas fardas e chamados “fatos e vestidos de gala”. Última página - Alvará da Mercearia Nova, cuja cópia nos foi cedida pelos atuais proprietários (Armindo e Família).


Ed ição n. º 1 5

P á gi na 9 6

III - A “A FESTA” - 2016 3.1. Esta Escadinha é da autoria das funcionárias da EBSPMA, e contou com a ajuda de alguns maridos. As fotos são da Luísa Almada.


De s cobr in d o

P á gi na 9 7

O presépio tradicional na Madeira apresenta duas variantes distintas: a “lapinha”, ou “escadinha”, e a “rochinha” ou “presépio-lapinha”.

O

“armar “da escadinha acontece nas vésperas da Festa (o dia de Natal) ou até antes. Há quem aproveite o feriado da Nossa Senhora da Conceição, a 8 de dezembro, para “armar” a Escadinha. Ela consiste num pequeno altar de três lanços (uma escada pequena) que é colocado sobre

uma mesa, ou cómoda, coberta com uma toalha vermelha e enramada e, por cima desta, uma outra toalha branca rendada. Normalmente a escadinha é forrada com papel de ramagens. O topo da “escadinha” é o trono, onde é colocado o Menino Jesus de pé, rodeado por um arco de flores. Nos outros degraus são colocados pastores e outras figuras do presépio, e frutos da época, como: laranjas; peros; castanhas e nozes.

As searinhas são pequenos cântaros onde é semeado trigo, lentilhas ou cevada e colocada ao pé da escadinha.


P á gi na 9 8

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P รก gi na 9 9


P á gi na 1 0 0

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P á gi na 1 0 1

3.2. “Missas do Parto “ de 2016


P á gi na 1 0 2

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P ĂĄ gi na 1 0 3

Missa do Parto Serra de Ă gua


P á gi na 1 0 4

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P á gi na 1 0 5

3.3. Almoço Solidário

J

antar solidário oferecido pela Câmara Municipal da Ribeira Brava às pessoas mais velhas do concelho. As fotos são da

CMRB e foram partilhadas por Daulina Côrte.


P á gi na 1 0 6

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P รก gi na 1 0 7


P á gi na 1 0 8

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P รก gi na 1 0 9


De s cobr in d o

P á gi na 1 1 0

3.4. “Há sempre uma luz que brilha”?

“Maltrapilho de Natal”, livro do professor Bernardino (EBSPMA) A Sessão de apresentação do livro "Maltrapilho de Natal" (género Juvenil) realizou-se no Funchal em 26 de março de 2017, na Livraria Bertrand , com a chancela “CHIADO Editora”. Aa apresentação foi feita pelo autor (ao centro na última imagem, à direita).

M

ais uma vez o silêncio tomou conta do momento e do lugar. Mãe e filha não perceberam como Maltrapilho conhecia Matilde. Zulmira suspeitou então quem era Maltrapilho, mas nada disse, guardou o seu segredo até ao dia em que teve certeza de quem se tratava. Após este estranho encontro uma sensação de paz encheu-lhes a alma fazendo esquecer o corpo faminto. Maltrapilho afastou-se, desapareceu no nevoeiro e até hoje nunca mais foi visto por estas bandas. (…).


P á gi na 1 1 1

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P รก gi na 1 1 2

IV - SOCIAL 4.1. Liga Portuguesa Contra o Cancro na Ribeira Brava


P á gi na 1 1 3

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P á gi na 1 1 4

Caminhando Pela Vida: O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher. Cora Coralina


P á gi na 1 1 5

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P รก gi na 1 1 6


P á gi na 1 1 7

Ed ição n. º 1 5


Ed ição n. º 1 5

P á gi na 1 1 8

4.2. “ULTIMODA” É importante tratarmos

na Rua do Visconde, na Vi-

bem um cliente. Deve-

la da Ribeira Brava.

Comércio tradicional ou

mos tratar por igual um

Pergunta: Como é que se

especializado?

cliente que por exemplo,

deve tratar bem um cliente?

Especializado.

faz uma compra num dia

Resposta:

de 100€ e outro faz de

paciência, com muita aten-

Trabalha com que mar-

20€, porque o cliente de

ção, simpatia, deixar o cli-

cas?

100€ pode voltar uma

ente a vontade, confor-

“Beppi”, , entre outras..

única vez e o de 20€ vol-

to…”.

Com carinho,

tar mais vezes. (BINA,

Qual é o horário de Fun-

2016)

O que costumam comprar

cionamento da loja?

A

mais?

9h-19h.

nossa en-

Roupa e calçado.

trevistada, mais

co-

Participa em feiras ou ex-

O que promove mais e

posições?

porquê?

Não. Já participei em desfi-

por Bina, trabalha nesta

Calçado, tem um bom pre-

les, como por exemplo,

área há 17 anos e a loja

ço.

“UPfashion Agency”.

nhecida

atual existe desde 2013.,


De s cobr in d o

P รก gi na 1 1 9


P á gi na 1 2 0

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P á gi na 1 2 1

4.3. Museu Etnográfico da Madeira Comemorações dos 20 ANOS do Museu Etnográfico da Madeira - Dia 17 de Junho 2016 (Ribeira Brava).

À

Brava.

tarde, a "Hora Mel" do programa encerrou com música popular numa atuação muito animada do Grupo de Folclore da Casa do Povo da Ribeira

Vimos, com muito ORGULHO, muitos dos jovens alunos que passaram tantas tardes no jardim do museu, no âmbito do projeto dos Serviços Educativos OTL "Museu , Espaço de Lazer" atuar naquele espaço mantendo viva a nossa Tradição e Valorizando a nossa Identidade. Bem Hajam! Muito obrigada a todos os elementos do Grupo que nos proporcionaram momentos com muita tradição e diversão. Fonte: https://www.facebook.com/pg/museuetnografico.damadeira/photos/?tab=album&album_id=1724970251091582


P á gi na 1 2 2

O Museu Etnográfico da Madeira celebrou 20 ano em 2016: Às 14h30 de 16 de junho realizou-se um workshop sobre 'Doçaria Tradicional' organizado pela Fábrica do Ribeiro Seco, com a participação ativa e admiração por parte dos “formandos”, conforme ilustram as imagens. Fonte (adaptado): Museu.

B

roas Mel-de-Cana: Farinha… Manteiga… Açúcar… Canela… Noz-moscada… e, claro, Mel-deCana! As Broas de Mel-de-Cana da Madeira são pequenos círculos de segredo e sabor que pode provar e dividir com a família e os amigos . As Broas de Mel-de-Cana são um pequeno doce que pode servir com chá para fazer de um lanche normal um momento de requinte e doçura. Uma forma elegante de receber e ao mesmo tempo uma forma deliciosa de recordar!

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P รก gi na 1 2 3


P á gi na 1 2 4

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

4.4. Gastronomia , Festa da Flor e outros

Nada mais fácil do que grelhar o peixe (previamente temperado com sal), de ambos os lados e acompanhar com o molho, e feijão-verde cozido, abóbora, alface, rúcula (…) ============XX===========

Lapas: Lave bem as lapas para libertarem a areia (as da Madei-

ra saem praticamente limpas, uma vez que são apanhadas em zonas rochosas). Para ajudar neste processo, coloque-as durante algumas horas num alguidar com água e sal. Faça sumo de 3 limões e reserve

o outro para servir, em rodelas, com as lapas. Prepare um molho com a manteiga derretida, o sumo de limão, o alho bem picado e o vinagre. Misture uma pitadinha de piripiri e mexa bem para ligar. (…)

P á gi na 1 2 5


P á gi na 1 2 6

Ed ição n. º 1 5

S

ítio da Achada, em fevereiro de 2016 - Avelino Vicente, durante a confeção de alimentos para amigos e familiares.


De s cobr in d o

P á gi na 1 2 7

Ao longo dos tempos foram muito os usos dados às plantas que cresciam espontaneamente nos campos ou jardins privados.

N

as duas páginas seguintes, proporcionamos aos nossos leitores uma pequena amostra de variadas plantas cultivadas por Helena Sousa (Tabua—Ribeira Brava), em 2016, com as seguintes recomendações:

A Colheita de Plantas: Só deve colher plantas que conheça bem (algumas plantas podem ser bastante tóxicas); não deve colher plantas junto às estradas, zonas industriais e urbanas ou campos onde se usem herbicidas (as plantas absorvem os poluentes); não deve colher plantas em dias húmidos. Colha pequenas partes, não arranque a planta e tente danificar o menos possível; só colha a planta quando naquele local existirem bastantes plantas da mesma espécie; não colha plantas que estejam ameaçadas (raras); o uso indiscriminado dos recursos naturais põe em causa a sua durabilidade, logo a apanha de plantas na natureza tem que ser feita com muita consciência de modo a conservar a fitodiversidade, conjunto formado por todas as espécies botânicas, nomeadamente em determinada região, pelos sues ecossistemas e pela sua diversidade genética. Por exemplo, o anis, também conhecido como erva-doce, é uma planta anual, herbácea, que pode ter entre 30 a 70 cm de altura. Origem: É originário de países da Ásia, Egito e Grécia. O Anis é digestivo, expetorante, alivia a flatulência, regulariza as funções menstruais e é um excelente desinfetante.

Como o próprio nome indica, erva-doce, o anis pode ser utilizado para confecionar saladas, sobremesas, molhos, licores e outras bebidas. Por Helena Vicêncio (plantas e legenda). Texto adaptado, pela redação, de fontes fidedignas da Internet.


P á gi na 1 2 8

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P รก gi na 1 2 9


P á gi na 1 3 0 Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P á gi na 1 3 1

4.5. Pastelaria Miminho em destaque, em novembro de 2016

Pastelaria Miminho no concurso nacional “Best Bakery – A Melhor Pastelaria de Portugal”: A Câmara Municipal tratou da candidatura; a “Miminho” aceitou o desafio e, inspirada por uma caixa de joias de família, apresentou petit fours (doces perfeitos para serem saboreados com um cafezinho durante a tarde ou servidos em receções e festas), combinando a tradição “com contemporaneidade e irreverência”.


P á gi na 1 3 2 Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P รก gi na 1 3 3


P á gi na 1 3 4

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P á gi na 1 3 5

Dona Santos, antiga funcionária da EBSPMA, ao centro, com a filha Teresa, no dia de mais um aniversário natalício. Muitos parabéns mãe! Hoje é uma data muito especial, são 70 as primaveras, os anos e muitos os momentos a recordar . Que tenhas sempre saúde e paz . Assina) Teresa Gonçalves, em 1/11/ 2016.


P á gi na 1 3 6

Ed ição n. º 1 5

4.6. “Visitas de estudo e Caminhadas Imagens partilhadas por Carmo Gouveia de Olival (maio de 2016)e

À descoberta de algumas “lapas” – antigas habitações escavadas nas rochas - entre a Fajã da Ribeira e Eira do Mourão, passando pelo Pomar da Rocha. “Caminhar permitenos descobrir novos detalhes prontos a ser captados e absorvidos, porque a esta velocidade não faltarão novos pontos de vista.”


De s cobr in d o

P á gi na 1 3 7

À descoberta de alguns caminhos e veredas, em 2016

“A orografia da Rª. Brava oferece uma diversidade de paisagens que devem ser disfrutadas através de percursos a pé., conforme se exemplifica nestas páginas da Descobrindo. João Miguel, à esquerda, um dos vários ribeira-bravenses que conhece bem o chamado “Caminho Velho”, em abril de 2016, num exclusivo para a Descobrindo. Caminho Velho? – Antigamente, esta era a única via terrestre que se utilizava para as pessoas se deslocarem entre a R.ª. Brava e o Funchal.


De s cobr in d o

P á gi na 1 3 8

À descoberta de alguns caminhos e veredas, em 2016

O PRAZER DE CAMINHAR

Caminhar é por si só uma viagem, um meio de transporte individual, a um ritmo próprio, às nossas horas, em locais por nós escolhidos. Pequena homenagem da “Descobrindo…” às populações das zonas altas das freguesias da Ribeira Brava e Campanário, mais especificamente dos sítios

da Boa Morte, Eira do Mourão, Eira do Neto, São Paulo, Espigão, Quinta do Til, Fontes, Adega, Lugar da Serra e Terreiros .


Ed ição n. º 1 5

P á gi na 1 3 9

Alunos e professores em viagem durante o verão


De s cobr in d o

P á gi na 1 4 0

“Luz ao fundo do túnel?”


P á gi na 1 4 1

Ed ição n. º 1 5

Alunos e professores em viagem durante o verão

Portugal Continental, julho de 2016: Alunos e professores do nono ano da EBSPMA, sob a responsabilidade da professora Alícia Gonçalves, efetuaram uma visita de estudo ao Centro e Norte de Portugal Continental, durante a última semana de julho de 2016. Imagens: Alícia Gonçalves. Na página seguinte: Ponta Delegada (Açores) – Última semana de julho de 2016: Fábia Gomes, Martinho Macedo, Wilson Agrela, Igor Duarte, Rúben Viveiros, Fábio Silva, Francisco Rodrigues, André Gonçalo, Daniel Freitas, Catarina Pestana, Margarida Santos, Joana Leodoro, Liliana da Gama e Imaculada da Rocha Pacheco. Imagens: Fábia Gomes.


De s cobr in d o

P รก gi na 1 4 2


P á gi na 1 4 3

E d ição n. º 1 5

Breve visita à “venda "de Joel Camarata, em outubro de 2015


De s cobr in d o

P á gi na 1 4 4

As obras de arte do “Rijo” e da Carmo

Dionísio Namora, deficiente visual, faz e vende gaiolas de pássaros Vila da R. Brava, 9 de outubro de 2016 (à esquerda): Dionísio Namora – “Avelino Rijo”, morador no sítio da Pedra, a tentar, sem sucesso, nesse dia, vender as suas gaiolas. Quem passava, por ele, naquela manhã de domingo, não comprava nada, apesar dos seus pregões: “Gaiolas feitas por cego; isto é artesanato puro; comprem…”. Mas nada, poucas pessoas pararam para comprar alguma das suas gaiolas, naquela manhã Em cima, à direita, uma das inúmeras pinturas das professora Carmo Olival, em 2016, alusivas ao natal.


P á gi na 1 4 5

E d ição n. º 1 5

As “Lapas” do Pomar da Rocha, por Joana Faria


De s cobr in d o P á gi na 1 4 6

Bar Coelho, no sítio da Boa Morte - o "Grupo Alegria de Viver” , em 2016


Ed ição n. º 1 5

P á gi na 1 4 7

Ribeirabravenses visitam Peru em maio de 2016


P á gi na 1 4 8

Ed ição n. º 1 5

Breve visita ao Porto da Cruz

Ribeira Tem-Te-Não-Caias (Porto da Cruz – Machico), à esquerda e em cima, – 21/2/2016: José Laranja, de 93 anos de idade .José Laranja, como muitos portugueses, teve de emigrar, no passado, a fim melhorar a sua vida, tendo trabalhado durante meia dúzia de anos numa cozinha hoteleira na ilha de Jersey -Rei. À direita, José laranjeiro, numa data diferente, em casa de familiares, muito feliz.


De s cobr in d o

P รก gi na 1 4 9

Grupo de Folclore da Casa do Povo da R. Brava no Continente, em 2016


De s cobr in d o

P á gi na 1 5 0

V - NO FECHO DESTA EDIÇÃO 5.1. Várias turmas da EBSPMA e uma do CAO da Rª. Brava, associaram-se, com grande alegria, à Semana das Expressões, edição de 2016

A

Imagens: Museu Etnográfico da Madeira

Semana das Expressões de 2016 contou com um programa variado, incluindo a dança e música (6º.C) e apresentações (6.º B e outras turmas), inseridas no estudo da obra de Educação Literária, Pedro Alecrim, de António Mota.

Recorde-se, a propósito, que o escritor António Mota conta, no livro acima referido, a história de um jovem rapaz e a sua vida escolar, no campo e com a família e colegas. Pedro Alecrim era um rapaz novo que vivia no monte juntamente com os seus

pais e irmãos (…)


De s cobr in d o

P รก gi na 1 5 1


P á gi na 1 5 2

E d ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P รก gi na 1 5 3


P á gi na 1 5 4

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P รก gi na 1 5 5

5.2. Jornadas Culturais


P á gi na 1 5 6

Ed ição n. º 1 5

Palavras Tenho, às vezes, abraços agarrados às palavras. Redondos. Quentes. São abraços de casa, são abraços de amigos, são abraços da terra onde me guardo todos os dias. São abraços que a vida me escreveu como se escreve um poema: escolhendo as imagens mais doces, procurando as rimas mais ricas, fazendo de mim quem sou. Tenho palavras para dar. As minhas. As de outros. As que o silêncio me segreda quando fecho os olhos e procuro dentro de mim o que me falta. Tenho palavras. E mãos. E abraços. Não tenho mais nada. Graça Alves, in Palavras de Cristal, Coletânea de poesia, Volume I, página 160, Editora Modocromia, Junho 2013.


De s cobr in d o

P á gi na 1 5 7

Amigo

Amar!

Mal nos conhecemos Inaugurámos a palavra «amigo».

Eu quero amar, amar perdidamente! Amar só por amar: Aqui... além... Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente... Amar! Amar! E não amar ninguém!

«Amigo» é um sorriso De boca em boca, Um olhar bem limpo, Uma casa, mesmo modesta, que se oferece, Um coração pronto a pulsar Na nossa mão! «Amigo» (recordam-se, vocês aí, Escrupulosos detritos?) «Amigo» é o contrário de inimigo! «Amigo» é o erro corrigido, Não o erro perseguido, explorado, É a verdade partilhada, praticada. «Amigo» é a solidão derrotada! «Amigo» é uma grande tarefa, Um trabalho sem fim, Um espaço útil, um tempo fértil, «Amigo» vai ser, é já uma grande festa! Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'

Recordar? Esquecer? Indiferente!... Prender ou desprender? É mal? É bem? Quem disser que se pode amar alguém Durante a vida inteira é porque mente! Há uma Primavera em cada vida: É preciso cantá-la assim florida, Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar! E se um dia hei de ser pó, cinza e nada Que seja a minha noite uma alvorada, Que me saiba perder... pra me encontrar... Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"


De s cobr in d o

P á gi na 1 5 8

5.3 EB1PE da Corujeira — Freguesia do Campanário •

Caminho do Chapim, 50 – Simulacro

Todo o simulacro foi supervisionado pelas entidades competentes. No final do simulacro foi realizada uma pequena reunião entre os intervenientes com o objetivo de efetuar um balanço final

Fonte: Redes sociais (com Natália Rodrigues, Sérgio Aguiar, Ângela Barcelos, João Silva, Nuno Santos e Sandra Branco Santos…)


P á gi na 1 5 9

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P á gi na 1 6 0

5.4. Solidariedade R.ª Brava, 2016-08-10: “Passadas 26 horas voltamos todos bem, Graças a Deus. Agora, vamos descansar para voltarmos outra vez à árdua tarefa de lutar contra os incêndios de início de agosto de 2016” Assina) Joaquim José Pires, com Luís Faria, Lisandra Rodrigues e outros colegas Bombeiros. O Quartel dos Bombeiros Voluntários da Ribeira Brava (Ribeira Brava), fica situado na Estrada Regional, nº. 104, 3º. andar 9350-203 Ribeira Brava. Telefone: 291 952 28


Ed ição n. º 1 5

P á gi na 1 6 1

5.5. Em memória do Hugo Abreu “Hugo, a vida é mesmo irónica a última vez que falei contigo foi pelo Facebook e foi por aqui que soube da tua morte. Ainda me lembro da tua voz nas aula, da minha turma do 4.º B (2005/2006). Tinhas 10 anos, eras um menino interessado, responsável e com ambição. Era uma turma de sonho e única. Estive há dois anos com a tua mãe na escola da Quinta Grande, contou-me da vontade de ir para França, mas que tu não queria ir, querias seguir o teu sonho…” Assina) Jackeline Órfão Vieira, em 5/9/2016. de 2016.


De s cobr in d o

P á gi na 1 6 2

Hugo Miguel Pita Abreu (Tranqual-Campanário-Rª Brava), de 20 anos de idade, faleceu em 5 de setembro de 2016. Frequentava o 127.º curso de Comandos, no Continente, quando sentiu-se “indisposto durante uma prova de tiro”. A avó do jovem explicou que os pais de Hugo emigraram para França, mas que este ficou em Portugal, porque "sempre teve o sonho de ir para a tropa" . O golpe de calor ou insolação é uma situação resultante da exposição prolongada ao calor; num local fechado e sobreaquecido ou da exposição prolongada ao sol, se-

gundo explica o Serviço Nacional de Saúde (SNS) na sua página da Internet. É uma situação grave que necessita de transporte urgente para o hospital. Fonte: Redes sociais/imprensa escrita, regional e nacional de setembro de 2016.


P á gi na 1 6 3

E d ição n. º 1 5

5.6. Em memória de Olga Abreu, que faleceu há um ano


P á gi na 1 6 4

Ed ição n. º 1 5


P á gi na 1 6 5

Ed ição n. º 1 5

5.7. Projeto “ESCOLA CIDADANIA GLOBAL – UNESCO”


De s cobr in d o

P á gi na 1 6 6

“GLOBAL GOALS” é o nome da exposição que inaugurada no dia 14 de junho na Biblioteca Municipal da Ribeira-Brava. A exposição contou com 25 trabalhos, uma seleção de 5 trabalhos nas 5 categorias que serão apresentadas ao público, nomeadamente Vídeo, Fotografia, Desenho/Pintura, Artes Plásticas e

Escrita Criativa, desenvolvidos no âmbito do projeto ESCOLAS ASSOCIADAS DA UNESCO e no programa ECO-ESCOLAS. O objetivo da mostra foi o de divulgar o que foi trabalhado pelos alunos, não só da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares, bem como na Escola Básica do Caniço que concorre e

participa na seleção de trabalhos. Texto: Professoras Angelizabel Freitas/Fábia Gomes. Imagens: Conceição José (EBSPMA) e Hélder (CMRB)


P á gi na 1 6 7

E d ição n. º 1 5

5.8. A Bênção das Capas de 2016


P á gi na 1 6 8

Ed ição n. º 1 5


De s cobr in d o

P รก gi na 1 6 9


P á gi na 1 7 0

Ed ição n. º 1 5


P á gi na 1 7 1

Ed ição n. º 1 5

5. 9. “Antigamente era assim…” Cortejo de Carnaval Temático da Ribeira Brava na última década do século XX Partilhado por: Município da Rª. Brava, em janeiro de 2017

O carnaval é considerado uma das festas populares mais animadas e representativas do mundo. Tem sua origem no entrudo português, onde, no passado, as pessoas jogavam umas nas outras água, ovos e farinha. O entrudo acontecia num período anterior à quaresma e, portanto, tinha um

A

significado ligado a liberdade. Este sentido permanece até os dias de hoje no Carnaval. origem do Carnaval se perde no tempo. Há mesmo quem afirme que o Carnaval já existia há mais de 10 mil anos antes de Cristo. Mas, tão antigo assim ou não, uma coisa é certa: o Carnaval sempre foi um período de alegria, brincadeiras, dança, música e disfarces.. Texto: http://www.educacaopublica.rj.gov.br/cultura/folclore/0005.htm


P á gi na 1 7 2

Ed ição n. º 1 5


P á gi na 1 7 3

Ed ição n. º 1 5

5.10. Previsão de obra Por (adaptado): JORGE FREITAS SOUSA /DNM29 DEZ 2016

Obra de construção da nova Escola Básica e Secundária Padre Manuel Alvares, na Ribeira Brava., aprovada em dezembro de 2016, pelo Governo Regio-

U nal.

ma

obra

que deverá arrancar no final do

primeiro semestre de 2017 e que decorrerá de forma a não impedir o funcionamento das atuais instalações que serão demolidas por fa-

5.11. Concerto de Natal - 29 /12 na Igreja Matriz

ses.

Sandra &Ricardo foram os solistas convidados ao Concerto

Além das salas de aula e de

de Natal organizado pela Casa do Povo, Paróquia da Rª. Bra-

serviços, a escola contará com um ginásio, um polidesportivo e um auditório com

166 lugares. Esta é, excluindo a rede viária, a maior obra do orçamento de 2017.

va e a Associação Cultural e Desportiva de São João; e que contou com a participação da Orquestra Bandolinistica Ribei-

N

rabravense(…). as duas últimas fotografias finais desta pági-

na, podemos ver quatro dos grupos participantes, são eles: Orquestra Bandolinistica Ribeirabravense, Grupo Coral do Campaná-

rio, Grupo Lux Aeterna e Duo Sandra Ricardo Rodrigues. Marta Constantino, janeiro de 2017


P á gi na 1 7 4

Ed ição n. º 1 5

5.12. Coro Juvenil da DSEAM cantou os reis O Coro Juvenil da Direção de Serviços de Educação Artística e Multimédia (DSEAM) cantou os reis no domingo, dia 8, pelas 10h00, na Igreja Matriz da Ribeira Brava. Antes da animação

musical da autoria de 34 jovens do coro, mestradas por Zélia Gomes, a celebração contou com uma Missa de Reis que decorreu nesta mesma igreja.

Turistas estrangeiros: Afluxo constante de turismo, na parte de manhã, de 31/12/2016. “Há que tempos - Regedor da Tabua”: A "Mercearia do Regedor, na Tabua é o lugar onde António

Rodrigues dos Ramos - aos 96 anos - ainda passa os dias, mesmo que os clientes sejam poucos clientes. Aos domingos há sempre música na "Mercearia do Regedor". António ainda toca e canta. | 18 Jan, 2017. Fonte: Antena 1 Madeira, jornalista Celina Faria. Para mais informações obre O QUE FAZER/VISITAR, consulte: http://www.cm-ribeirabrava.pt/


P á gi na 1 7 5

Ed ição n. º 1 5

Pormenores do presépio do Francisco, 2016 Sítio da Murteira (Vila da R.ª Brava), janeiro de 2017: Pequenos pormenores do grande presépio de Francisco Pestana.: A gruta

do presépio de Francisco é rodeado por lombos, vales e quedas de água. Ao longo do presépio estão várias casinhas espalhadas, , ovos , ninhos (verdadeiros ou falsos), artesanato de várias formas e origens: "Sonho muitas vezes assim. Depois, faço os sonhos no barro."

(RAMALHO, Rosa).

Próxima edição Na próxima edição da revista Descobrindo, continuaremos a percorrer os vales e montanhas da Ribeira Brava,

a tentar

“descobrir” para os nossos leitores, além das pessoas, alguns brinquedos do “antigamente”.


P á gi na 1 7 6

Ed ição n. º 1 5

5.13. Jornadas de Geologia - 2017 Palestras para os alunos de 10º, 11º e 12º ano de ciências e tecnologias que contaram com duas apresentações: "Património Geológico do concelho da Ribeira Brava", Eng. Sandro Vicente da Universidade de Évora" e "A importância da escola na preservação da Geodiver-

D

sidade", Dr. José Manuel Silva da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais . ecorreram nos dias 16, 17 e 18 de fevereiro as II Jornadas de Geologia da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares (EBSPMA), o qual contou com a participação de Sandro Vicente da Universidade da Évora e antigo aluno da EBSPMA. Texto: Diário de Notícias (adaptado), de 19/2/2017 e José Carlos Imagens (partilhadas): Sandro Vicente e José Carlos


P á gi na 1 7 7

Ed ição n. º 1 5


P á gi na 1 7 8

Ed ição n. º 1 5

5.14. “Câmara Municipal da Ribeira Brava Apoia o Desporto” O projeto de renovação do ‘velhinho’ campo municipal, de futebol, onde já jogou a equipa principal do FC Porto, para a Taça de Portuga, há dezassete anos, está em fase de conclusão (primeira foto desta página, de 4/3/2017). A renovação do campo de futebol da Ribeira Brava contempla um novo relvado e iluminação . Recorde-se que em 2014 a Associação de Futebol da Madeira retirou a homologação do campo dos ‘viscondes’, devido ao avançado estado de degradação do piso (última foto desta página, de Filipe Sousa, do Diário de Notícias, de julho de 2016).


P á gi na 1 7 9

Ed ição n. º 1 5

5.15.Um tarântula no meu quintal ? Tudo aquilo que engana parece libertar um encanto. Platão

Na freguesia da Tabua (Ribeira Brava), ao anoitecer, encontrei uma raiz que despertou em mim ainda mais admiração pelas plantas, por , à primeira vista, parecer uma tarântula (família de aranhas). Era, simplesmente, de uma raiz de gengibre (uma planta herbácea com muitos benefícios à saúde) e não uma verdadeira tarântula (ver a imagem do meio captada na Internet) . Será que, como diz um dos provérbios mais conhecidos, "nem sempre o que parece é" ? H. Sousa (6/3/2017)

5.16. Quem conhece esta vereda conhecida como a "vara"? A “vara” é a vereda que liga o sítio da Meia Légua à Furna, no concelho da Ribeira Brava. Manuel Câmara, (14/3/2017)


P á gi na 1 8 0

Ed ição n. º 1 5

O Carnaval e o “Robôbrava” de 2017 Imagens da CMRB

O cortejo etnográfico e trapalhão de 2017 foi organizado pela Casa do Povo da Ribeira Brava e pela Câmara Municipal .


P á gi na 1 8 1

Ed ição n. º 1 5

A primeira iniciativa do “RobôBrava” teve lugar no dia 10 de março na marginal da Ribeira Brava e contou com o apoio da Câmara Municipal local. O evento foi dedicado e aberto ao público infantojuvenil em geral e é uma iniciativa da SRETC através da Direção Regional da Inovação, Valorização e Empreendedorismo.


P á gi na 1 8 2

Ed ição n. º 1 5


Revista Descobrindo ... (Edição n.º 15 | Ano 2017) Descobrindo2017  

Revista Descobrindo ... (Edição n.º 15 | Ano 2017) Descobrindo2017

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you