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ANÁLISE DE MERCADO

Mercado farmacêutico nacional vale mais de três mil milhões de euros ESPECIAL SAÚDE

Dermatologia: Cancro de pele regista 10 mil novos casos por ano        Cerca de 10% das crianças sofrem de eczema atópico


EDITORIAL ce di Ín 02 -

Análise de mercado

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Report

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Especial Saúde

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Bonificações Top

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Novos

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Cosmética e Higiene Corporal

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Diagnóstico

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Dispositivos Médicos

permitiu alcançar, em 2009, a cobertura nacional. Face a um crescimento exponencial, foi

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Éticos

imperativo proceder-se à segmentação das áreas de negócio e consolidarmo-nos como

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Galénicos

Grupo Medlog.

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Higiene Bebé

A assinalar este trigésimo sétimo aniversário, ressaltamos a vasta experiência adquirida

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Higiene Oral

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Ice Power

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Interapothek

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Med. Não Suj. a Rec. Médica

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Não Comercializados

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Nut. e Prod. à Base de Plantas

É com a mesma [de há 37 anos] ambição e confiança nas nossas competências que reno-

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Nutrição Infantil

vamos a vontade de fazer Mais e Melhor junto de todos aqueles que, connosco, também

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Ortopedia

escrevem a nossa história: clientes, fornecedores e parceiros de negócio.

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Parafarmácia

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Químicos

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Veterinária

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Breves

37 anos de… Experiência! Celebramos 37 anos de Experiência. A 23 de maio de 1975 escreveu-se o primeiro capítulo da história do Grupo Medlog com a fundação da Cooprofar que tinha como objetivo fornecer as suas farmácias associadas. Hoje, figura no ranking das 100 maiores e melhores empresas nacionais, assumindo a 72ª posição. Consagrada, como uma referência a Norte, o desenvolvimento sustentado da Cooprofar

desde o primeiro dia e o know-how acumulado. Renovamos ainda aquele que consideramos ser o nosso ADN diferenciador: Criação de Valor - Proximidade ao Cliente - Celeridade de Resposta - Impulso Inovador - Visão Empreendedora - Excelência como Regra - Qualidade como Máxima - Motivação da Equipa.

FICHA TÉCNICA | Administração e propriedade: Cooprofar Rua José Pedro José Ferreira, 200 - 210 4424-909 Gondomar T 22 340 10 00 F 22 340 10 50 cooprofar@cooprofar.pt www.cooprofar.pt

Direcção: Celso Silva

Publicidade assessoria@cooprofar.pt 22 340 10 21

Coordenação Editorial: Natércia Moreira

Design e Paginação: Creative Blue

Produção Redactorial: Cooprofar

Distribuição: Gratuita

Publicação: Mensal Tiragem: 1500 exemplares

O Período de vigência das Bonificações decorre entre 25 de Maio e 24 de Junho, inclusive. Os Preços indicados estão sujeitos a alterações de acordo e devido as condições de mercado. Os Valores indicados são vingentes, salvo erro tipográfico. Aviso: Os textos foram redigidos ao abrigo do novo acordo ortográfico.


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Crescimento Mercado

Crescimento Mercado Abril 2012 vs. mês homólogo

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Acordo com IF baixa fatura anual do Estado com medicamentos A Indústria Farmacêutica (IF) aceitou baixar a fatura anual do Estado com medicamentos. O Estado vai passar a pagar menos 300 milhões de euros. Em contrapartida, a IF vai receber 60 por cento do valor das dívidas em atraso, até ao final deste ano. Desta forma, o Estado vai gastar este ano 2038 milhões de euros com medicamentos, abaixo dos 2 mil e 100 milhões de euros exigidos pela ‘troika’. Mercado farmacêutico nacional vale mais de três mil milhões de euros O negócio mundial de fármacos vale mais de 600 mil milhões de euros, metade dos quais é gerado por apenas 10 farmacêuticas – cinco norte-americanas e outras tantas europeias. Com sede em Nova Iorque, a Pfizer mantém a liderança global com uma quota da ordem dos 8%. O mercado português de medicamentos continua a valer mais de três mil milhões de euros – 3,2 mil milhões, segundo o Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento), tendo decrescido ligeiramente nos últimos dois anos, em resultado da recessão económica e das fortes medidas de austeridade estatais aplicadas sobre a IF. Expurgando a área hospitalar, o segmento de venda de fármacos em ambulatório totalizou 2,127 mil milhões de euros, nos últimos 12 meses até Março passado, de acordo com a IMS Health. Segundo os dados desta consultora, as grandes multinacionais do setor ocupam nove dos primeiros dez lugares do ranking nacional. A liderança é detida pela norte-americana Merck, com vendas neste período de 160,4 milhões de euros. Ainda acima dos 100 milhões de euros surgem a norte-americanas Pfizer, a britânica Astrazeneca e a suíça Novartis. Na quinta posição surge a portuguesa Bial, que faturou em Portugal, no último ano, 85,6 milhões de euros.

Portugueses gastaram mais na farmácia em ano de baixa de preços Os medicamentos ficaram mais baratos em 2011? Ficaram. O Estado conseguiu poupar? Conseguiu. Os portugueses gastaram menos? Não. No ano passado, os portugueses deixaram ficar mais 24,5 milhões de euros nas farmácias, o que ficou a dever-se à alteração que houve nas comparticipações, revela o Jornal de Negócios. As vendas de medicamentos em valor caíram 12% face a 2010, para 2,1 mil milhões de euros, e a despesa do Estado com comparticipações desceu quase 20%, tendo-se fixado nos 1,3 mil milhões no final de 2011. Porém, os portugueses gastaram mais 3,2% nas farmácias para um total de 774,5 milhões de euros. Preço dos medicamentos desceu mais de 20% entre 2005 e 2011 As medidas de controlo de gastos em medicamentos estão a ser mais eficazes na venda das farmácias do que nos hospitais. Há 16 medicamentos cujo preço baixou para metade, sendo que em 2011, o preço do medicamento passou a ser a média dos cinco mais baratos. Os encargos com as comparticipações terão descido 8,1% em sete anos. Quase 900 farmácias com fornecimentos suspensos Há cada vez mais farmácias com dívidas acumuladas. Em Março, 844 farmácias tinham os fornecimentos suspensos devido a dívidas aos fornecedores. As sucessivas alterações dos preços dos medicamentos e a redução das margens de lucro estão na origem da asfixia financeira. Um estudo encomendado à Universidade de Aveiro mostra que a situação vai agravar-se ao longo do ano e os prejuízos das farmácias podem chegar aos 39 milhões de euros.

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Governo concebe regras diferentes para farmácias que faturam menos ao SNS O Ministério da Saúde propôs um regime excepcional de funcionamento para farmácias com baixa faturação ao Serviço Nacional de Saúde, ou seja, aquelas em que as vendas de medicamentos comparticipados representam menos de 60% da média anual. Fonte oficial do Ministério da Saúde adiantou que esta futura diferenciação nos requisitos de funcionamento visa “assegurar a sustentabilidade de farmácias de menor dimensão e a manutenção do acesso dos cidadãos a medicamentos”. O Ministério da Saúde esclareceu que a proposta do governo já foi apresentada e inclui a clarificação do regime de propriedade, um limite de quatro farmácias por proprietário, assim como alterações na atribuição de novos alvarás e regulamentação dos serviços a prestar pelas farmácias. A tutela não admitiu uma paragem nos trabalhos e diz que está a analisar as propostas do setor, a concluir em Junho. Medicamentos receitados por princípio ativo e não por marca já em junho Em junho, as prescrições de medicamentos passam a ter de incluir a Denominação Comum Internacional (DCI) do respetivo princípio ativo, indica uma portaria do Governo publicada em Diário da República. A portaria 137-A/2012 também obriga as farmácias a ter disponíveis pelo menos três dos cinco medicamentos mais baratos com o mesmo princípio ativo. O objetivo desta legislação é reduzir os custos do Estado e dos utentes com medicamentos, fomentando o uso de genéricos.


9.º Encontro Nacional de Inovação COTEC reuniu associados A COTEC Portugal - Associação Empresarial para a Inovação realizou o 9.º Encontro Nacional de Inovação, que decorreu, em maio, sob o tema «Financiamento da Inovação Empresarial». Reservado a organizações convidadas, o evento contou com a participação do Grupo Medlog que integra a lista de empresas associadas da COTEC desde 2011. O 9.º Encontro Nacional de Inovação COTEC contou com dois oradores convidados – Peter Benson, Managing Partner da Sunstone Capital e Richard Miller, Vice-Presidente da National Association of Seed and Venture Funds – que, após as suas intervenções, se juntaram a um debate com representantes de capitais de risco. Foi ainda apresentado um novo módulo da plataforma Colaborar. COTEC: PTec, uma bolsa de uma bolsa de startups tecnológicas, tendo por objetivo potenciar as possibilidades de financiamento destas empresas. Na sessão de encerramento, presidida pelo Presidente da República, foram anunciados os vencedores do Prémio Produto Inovação COTEC-Unicer: a PT Inovação e a Corticeira Amorim foram os vencedores ex aequo.

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Grupo Medlog na conferência «Perspetivas de Internacionalização da Saúde» No âmbito do estudo que a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) está a realizar com o apoio da Universidade do Minho (UM) sobre a internacionalização dos subsetores da saúde nos mercados de Angola, Alemanha, Brasil e EUA, a AICEP promoveu uma conferência sobre o tema: «Perspetivas e Desafios da Internacionalização do Setor da Saúde». O Grupo Medlog marcou presença neste evento no sentido de aprofundar o seu conhecimento na área do comércio internacional. A iniciativa teve como objetivo a promoção e a reflexão sobre potencialidades e dificuldades de internacionalização dos referidos subsetores, assim como, visou identificar instrumentos de atuação que habilitem as empresas portuguesas a enveredar pela internacionalização ou expansão do negócio nas suas várias vertentes, nomeadamente industriais, comerciais ou de investigação. O programa dividiu-se em duas partes distintas: dinamização de quatro Grupos de Discussão [um para cada subsetor em análise: Dispositivos Médicos, Medicina Personalizada, Ambient Assisted Living e Farmacêutico] e uma sessão plenária, na qual foram apresentados os principais resultados dos Grupos de Discussão. No Grupo «Setor Farmacêutico», a moderação coube a António Portela, dos laboratórios Bial. O evento contou ainda com a presença do reputado especialista sueco na área da saúde, Lars Gatenbeck, que desenvolveu o tema «Internationalisation of the Healthcare Industry - new dinamics in an innovative industry - The swedish model as an example». A sessão de encerramento ficou a cargo de Luís Portela, Presidente do Health Cluster de Portugal e Manuel Brandão, Administrador Executivo AICEP. De acordo com os resultados intermédios do estudo da AICEP e da UM divulgados no evento, as exportações portuguesas neste segmento cresceram bem acima da média mundial entre 2005 e 2011. Portugal aumentou as vendas de dispositivos médicos a uma taxa média de 16,4% e de produtos farmacêuticos a um ritmo de 13,1%. A nível mundial o crescimento foi mais modesto, não tendo ultrapassado os 6,6% no caso dos equipamentos e os 7,7% nos medicamentos.

Logipharma Europa 2012 reuniu principais players do setor A 11 º edição da LogiPharma Europa 2012 contou com mais de 350 profissionais da cadeia de abastecimento de medicamentos e produtos de saúde. O congresso – onde o Grupo Medlog marcou presença - realizou-se, em Abril, em Genebra, e teve como objetivo reunir os principais players do setor ao nível europeu com o intuito de partilhar as novas tendências no âmbito da logística farmacêutica. Entre as principais orientações, destaca-se a redução do número de pré-grossistas e grossistas a favor da centralização das operações. Já é considerado standard que os intervenientes na cadeia de abastecimento garantam a rastreabilidade total ao nível do lote. No encontro falou-se da serialização garantida para todos os medicamentos - apontada para 2016 – ou seja, cada caixa de medicamento terá o seu número único, provavelmente em data matrix. Isto poderá revolucionar toda a comunicação entre os players do setor e alterar bastante os processos existentes. De acordo com os intervenientes, procura-se uma solução padronizada para toda a Europa, sendo que, já estão a ser implementados projetos-piloto na Suécia e na Alemanha. Durante o evento atestou-se, também, o facto de que o controlo da temperatura já é imperativo em toda a cadeia. Deste modo, é ponto assente que o operador escolhido tem que garantir estas condições, consideradas básicas. Comprovado ficou ainda que, no âmbito da estratégia de globalização e internacionalização, os laboratórios procuram um parceiro, no mínimo europeu, com experiência na área da saúde. Os players do setor prevêem que a volatilidade e imprevisibilidade do negócio vá aumentar, por isso, consideram que haverá uma necessidade cada vez maior em fazer a gestão do risco, risco que tem aumentado devido à exigência do setor, sendo a tolerância a esse risco é cada vez menor. No âmbito de SKU’s no mercado, os agentes do setor avançam que sofrerão um aumento substancial, principalmente os genéricos, vaticinando que 90% dos medicamentos serão genéricos em 2020. Medlog renova parceria com a FPC No âmbito do mês do coração, [assinalado em maio] o Grupo Medlog renovou a colaboração com a Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC) na luta contra as doenças cardiovasculares. A cooperação está inserida no peditório nacional realizado todos os anos pela FPC e que visa a angariação de fundos junto das Farmácias. A colaboração da Medlog incide na entrega e recolha dos cofres para donativos em várias farmácias clientes da região Norte. A parceria com a FPC ganha outra expressão ao nível da Formação Cooprofar, estando delineadas para o 2º semestre duas ações no âmbito das Doenças Coronárias que vão abordar junto da equipa da farmácia temas como a Hipertensão e a Nutrição no Idoso. O Grupo Medlog, enquanto organização que atua na área da Saúde e entidade socialmente responsável, assume como princípio fundamental contribuir para uma maior consciencialização de comportamentos que conduzam ao Bem-Estar e Saúde, nomeadamente, através da realização de ações de formação que visam aprofundar os conhecimentos dos profissionais de saúde, agentes principais no contacto com o utente.

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Cancro da pele:

dez mil novos casos por ano O número de cancros de pele tem vindo a aumentar e anualmente, surgindo cerca de dez mil novos casos, revela a Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC). Os laboratórios que integram o programa europeu de controlo em relação aos raios ultravioleta prevêem que o pico da incidência do cancro da pele na Europa seja em 2040. Por ocasião do Dia do Euromelanoma 2012, assinalado em maio, a APCC realizou rastreios gratuitos em cerca de 30 serviços de dermatologia de norte a sul do país. Segundo as estimativas da associação, há cada vez mais histórias de cancros de pele, ultrapassando os dez mil casos/ano. Apesar de existirem mais casos, a mortalidade associada a esta doença não tem aumentado. Os comportamentos de risco - como a exposição excessiva ao sol ou o uso de solários - têm provocado também um aumento de casos de melanoma, um tipo de cancro que regista anualmente cerca de mil novas situações Os novos casos de cancro de pele surgem em pessoas cada vez mais novas, entre as faixas etárias dos 30 e 40 anos, existindo também cada vez mais problemas entre os jovens de 20 anos. A APCC lembra que os melanomas costumavam aparecer em pessoas entre os 50 e os 60 anos. Os especialistas recordam alguns dos principais cuidados preventivos que as pessoas devem ter, como, por exemplo, evitar a exposição solar nas horas de maior calor, reforçar o protetor de duas em duas horas, usar chapéu, óculos de sol e roupa de algodão. A associação chama, também, a atenção dos utilizadores de solário para a necessidade de terem particular atenção à alteração ou aparecimento de sinais na pele, sublinhando que quando se trata de alguém de pele clara, olho claro ou cabelo claro o cuidado deve ser redobrado. Europa atingirá pico em 2040 Os laboratórios que integram o programa europeu de controlo em relação aos raios ultravioleta prevêem que o pico da incidência do cancro da pele na Europa seja em 2040, revelou a APCC. “É o tempo que retarda entre a acção nefasta e a eclosão do cancro. É um tempo prolongado, que normalmente nunca é inferior a 20 anos. É isso que faz com que os jovens tenham dificuldade em entender que o estarem a ter queimaduras solares agora vai fazer com que aos 50 ou 60 anos possam ter cancro da pele”, esclareceu a APCC.

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ES SA PEC Ú IA DE L Metade dos rastreados em 2011 sofreu queimadura solar grave Metade dos rastreados em 2011 sofreu queimadura solar grave Metade dos pacientes observados em Portugal [durante o rastreio gratuito do cancro da pele em 2011] sofreram uma queimadura solar grave entre os 10 e os 18 anos e 11 por cento afirmaram nunca utilizar protetor solar. Do total de pacientes observados, 27 por cento apresentavam lesão cutânea com alteração recente. Relativamente às lesões malignas encontradas, dois por cento eram carcinoma basocelular e um por cento melanoma. Quanto à evolução dos comportamentos no que respeita à protecção solar, os questionários realizados pela APCC - em Julho de 2006 e 2011 - mostram que passou de 49 para 42 por cento a percentagem de pessoas que permanece na praia no horário “vermelho”, 11h – 17h, e que subiu de 22 para 30 por cento os que chegam à praia depois das 16h. Em 2006, 64 por cento utilizava T-shirt na praia, enquanto em 2011 esse valor era de 91 por cento. O uso de chapéu baixou, passando de 40 por cento em 2006 para 32 por cento em 2011. Aumentou de 50, em 2006, para 74 por cento, em 2011, a percentagem de pessoas a utilizar protetor solar com índice igual ou superior a 30. Analisando os dados de 2011 por grupo etário, os jovens entre os 16 e os 24 anos apresentam os comportamentos de maior risco: apenas 16 por cento utilizam chapéu, 58 por cento vestem camisola de alças e somente 43 por cento colocam protetor antes de ir para a praia. Outra das conclusões que se pode retirar é a de que é nas horas mais perigosas, quanto à exposição solar, que se observam os comportamentos de maior risco: diminui o uso de chapéu, aumenta a utilização de camisola de alças, diminui a colocação de protetor solar antes da ida para a praia. Estes indicadores preocupam a Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo, a Direção-geral de Saúde e a Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia, que renovam o apelo à prevenção primária e ao diagnóstico precoce. Solário está para a pele como o tabaco para os pulmões Em matéria de comportamentos de risco, APCC alerta para os perigos dos solários, lembrando que “são fontes de ultravioletas potentes” que aumentam “exponencialmente” o risco de cancro de pele. “As pessoas têm de perceber que o solário está para a pele como o tabaco está para os pulmões. Nem toda a gente que fuma vai ter um cancro de pulmão e nem toda a gente que foi ao solário vai ter um cancro de pele, mas ninguém tenha dúvida de que o tabaco é um fator de risco para o cancro do pulmão, como o solário é um fator de risco muito importante para o cancro da pele”, adverte. Associação entre exposição solar e melanoma foi confirmada O melanoma, a forma mais mortal e agressiva do cancro da pele, tem vindo a ser associado à exposição solar, indica um estudo feito através da sequenciação do genoma completo de 25 tumores de melanoma metastático. Através da análise completa do genoma, os investigadores do Broad Institute e da Harvard Medical School, nos EUA, constataram que a taxa de mutação genética aumentava com a exposição crónica dos pacientes ao sol, o que confirma o papel dos danos solares no desenvolvimento da doença. O estudo detetou também que, tal como esperado, a presença de mutações nos genes BRAF e NRAS, que estão envolvidos no envio de sinais para o crescimento celular, em 24 dos 25 tumores analisados. Foi identificado, pela primeira vez, que 44% dos pacientes apresentavam mutações no gene PREX2, previamente envolvido no cancro da mama.

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Novos fármacos para melanoma e carcinoma são esperança O presidente da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo manifestou-se preocupado com o elevado preço que os novos medicamentos para o tratamento do melanoma e do carcinoma basocelular podem atingir em Portugal, após a fase de ensaio. António Picoto mostrou-se, contudo, satisfeito pelo avanço no tratamento daquelas duas doenças, para as quais não havia solução até agora, com o “aparecimento de novos fármacos biológicos de grande precisão terapêutica”. “Em relação ao melanoma, os ensaios já estão a decorrer em Portugal no Instituto Português de Oncologia de Lisboa e no IPO do Porto, mas quando o ensaio terminar o medicamento terá de ser pago e isso preocupa-nos porque sabemos que o preço é muito elevado”, salientou. “Isto é um problema político, não é uma coisa que dependa dos médicos. Acho que o problema tem de se pôr ao nível da União Europeia”, continuou António Picoto. “A União Europeia tem-se sempre posto de lado em relação aos problemas de saúde, entrega aos Estados a resolução dos seus problemas de saúde”, disse. “A investigação e chegada ao produto final invoca investimentos de grande volume, tendo de haver uma negociação a nível da UE com os próprios laboratórios, como aconteceu com a Sida, para tornar os medicamentos acessíveis, de modo a que todas as pessoas sejam iguais perante a doença”, defendeu o presidente da APCC. Ingrediente dos filtros solares pode aumentar risco de cancro de pele IInvestigadores da Missouri University of Science and Technology, nos Estados Unidos, descobriram que um ingrediente comum do filtro solar pode aumentar o risco de cancro de pele. Os resultados sugerem que, quando exposto à luz solar, o óxido de zinco, presente nos filtros solares, sofre uma reação química que pode liberar moléculas instáveis conhecidas como radicais livres. Os radicais livres procuram ligar-se a outras moléculas, mas nesse processo, eles podem danificar as células ou o DNA contido no interior destas. Isto, por sua vez, pode aumentar o risco de cancro de pele. A pesquisa demonstra ainda que quanto mais o óxido de zinco é exposto à luz solar, maior o dano potencial para as células humanas. Os investigadores descobriram que as células em contacto com óxido de zinco expostas à luz se deterioraram mais rapidamente do que aquelas que não estavam imersas no composto químico.


e AdL CeI o lEis aDdE SáP rÚc AEn MSeA

Pele Atópica:

Cerca de 10% das crianças sofrem de eczema Xerose cutânea A pele é o maior órgão do corpo humano e também é o afetado pelo maior número de doenças. A xerose cutânea é um dos problemas que afeta grande parte da população. “A xerose cutânea sobrepõe-se à pele dita seca mas num grau mais acentuado, provocando irritação e descamação fina”, esclarece a dermatologista. Os principais sintomas deste problema são pele muito seca, irritada e tendência para descamar. Nestes casos, os especialistas aconselham a procura de ajuda especializada para a avaliação do grau de xerose e a prescrição de terapêutica capaz de restabelecer a função barreira e a integridade cutâneas.

Calcula-se que cerca de 10% das crianças sofram de eczema atópico, uma doença que cursa com inflamação e prurido cutâneo. Os dermatologistas alertam para a importância dos cuidados especiais na higiene da pele e na sua hidratação regular, quer na prevenção, quer no tratamento de patologias dermatológicas. “A pele é um órgão muito mais complexo do que aparenta. A sua função principal é a protecção do organismo das ameaças externas físicas e é fundamental no sentido do tacto. No entanto, a pele também tem funções imunitárias e metabólicas, como a produção da vitamina D. É o principal órgão da regulação do calor, protegendo contra a desidratação”, sublinham os especialistas. Calcula-se que cerca de 10% das crianças sofram de eczema atópico, uma doença que cursa com inflamação e prurido cutâneo. “Os atópicos têm xerose cutânea, em consequência de alguma incapacidade para reter a água na camada córnea da epiderme devido a uma insuficiente produção de cimento intercelular e alterações dos corneócitos”, explicam, reforçando que “a higiene e a hidratação são fundamentais na prevenção e tratamento desta e de outras doenças de pele.”

Fontes: Sapo Saúde, Alert Science Computing, RCMPharma; SPAIC

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Bo ni fic aç õe s Os preços indicados estão sujeitos a alterações de acordo e devido às condições do mercado.

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aumento das vendas de medicamentos para concentração Segundo dados da consultora IMS-Health referentes às transações entre armazenistas e farmácias, entre 2007 e 2011, o número de unidades vendidas de Concerta®, Rubifen® e Ritalina® (princípio ativo metilfenidato) aumentou 78% para 196 749 embalagens no ano passado.

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soja

30 milhões em dois O ministro da Saúde anunciou que o Estado vai investir 30 milhões de euros num medicamento para ajudar a tratar a paramiloidose (doença dos pezinhos), nos próximos dois anos, em que deverão ser abrangidos 450 doentes.

pode combater ao cancro Colocar sementes de soja de molho em água morna pode se tornar uma nova fonte “verde” para a produção de uma substância capaz de combater o cancro, hoje produzida por meio de um complicado e demorado processo industrial. É o que sugere estudo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry.

Signifor®

chá preto

80%

bebidas energéticas e isotónicas

aprovado pela Comissão Europeia Novartis anunciou que a Comissão Europeia aprovou o seu medicamento Signifor® (pasireotido) para o tratamento de doentes adultos com a doença de Cushing, um distúrbio endócrino debilitante causado por um tumor da hipófise que provoca excesso de cortisol.

redução do preço das vacinas tropicais Foi publicada uma portaria que determina a redução do preço das vacinas contra as doenças tropicais. Algumas vão custar menos 80%, passando de 50 a 100 euros para 15 a 20 euros.

pâncreas

cancro curável com novos medicamentos Um artigo do Instituto de Investigação Oncológica do Reino Unido conclui que 15% dos cancros pancreáticos foram curados graças ao uso de novos medicamentos.

sorrisos

cada vez menos em Portugal A degradação das condições sociais nos últimos quatro anos leva os portugueses a sorrirem cada vez menos, mesmo as mulheres, que eram mais expressivas do que os homens, revela um especialista em expressões faciais da Universidade Fernando Pessoa.

melhor performance mental O chá preto, a bebida quente favorita na Europa Ocidental, contribui para uma melhor performance mental, revela uma investigação publicada no Nutritional Neuroscienes.

dentes danificados O consumo regular de bebidas energéticas ou isotónicas destrói o esmalte dos dentes, o que os pode escurecer de forma irreversível, conclui um estudo científico realizado nos EUA.

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processos de contra ordenação instaurados pelo Infarmed O Infarmed instaurou 121 processos de contra ordenação a entidades envolvidas no circuito do medicamento, na sequência de 426 inspeções realizadas até ao final de Abril.

endometriose

uma em cada seis mulheres com fertilidade afetada A endometriose, doença que tem como principal sintoma a dor pélvica, é uma das principais causas de infertilidade feminina em Portugal, afetando uma em cada seis mulheres em idade reprodutiva.

frutos vermelhos

HPV

6 anos de vida

medicamentos elétricos

declínio cognitivo reduzido O consumo de amoras e morangos, que são ricos em flavonóides, parece reduzir o declínio cognitivo dos idosos, sugere um estudo publicado nos “Annals of Neurology”. Os flavonoides são compostos que podem ser encontrados em plantas que têm habitualmente um forte poder antioxidante e anti-inflamatório.

‘jogging’ uma vez por semana Praticar ‘jogging’ apenas uma vez por semana, num ritmo lento ou médio, aumenta a esperança média de vida das mulheres em 5,6 anos e a dos homens em 6,2 anos.

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vacina protege ambos os sexos A vacina contra 4 tipos de Papilomavírus Humano (HPV), até aqui indicada para mulheres até aos 45 anos, está agora disponível para ambos os sexos, podendo os homens também beneficiar da proteção contra os tipos 6, 11, 16 e 18 deste vírus.

investigação da Universidade de Aveiro Andrei Kholkin, do Centro de Investigação em Materiais Cerâmicos e Compósitos da Universidade de Aveiro, acaba de publicar um artigo que mostra como programar implantes que distribuem medicação dentro do corpo humano e em dosagens exatas. O artigo publicado no jornal científico Advanced Functional Materials dá a conhecer a existência de ferroeletricidade num aminoácido conhecido por Glicina.



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