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ANO XIV - Nº 37

SÃO VICENTE

AGOSTO 2013

Cooperlotação tem nova diretoria Desde março, a Cooperlotação conta com nova diretoria. Presidida por Anderson da Silva, a entidade passa por um período de provações. Reestruturar o caixa e colocar em ação pla-

nos para a melhora do sistema, sem onerar ainda mais os cooperados e a população, são os grandes desafios da equipe. Os projetos já começaram a ser realizados. Página 5.

Prefeito tece elogios ao transporte municipal de São Vicente

Usuários poderão adquirir créditos para o cartão transporte das lotações pela internet

Durante a coletiva de imprensa em que anunciou a redução da tarifa das lotações em R$ 0,10, o prefeito de São Vicente, Luís Claudio Bili fez vários elogios ao transporte público feito pelas lotações. Enfatizando que os permissionários do sistema são empresários que merecem respeito, ele ainda lembrou que o surgimento das lotações foi de grande importância para o crescimento do comércio. Disse, também, que se for necessário irá ajudar a buscar financiamento para mudança de frota das lotações. Página 8.

Dentro de poucos meses, usuários comuns e estudantes poderão adquirir créditos para o cartão transporte das lotações sem sair de casa. Isso porque a Cooperlotação acaba de adquirir um programa que permitirá a compra dos créditos pela Internet, como já fazem as empresas. A entidade também adquiriu dez novos validadores de créditos, que serão espalhados em pontos diferentes da cidade, permitindo que a recarga seja feita com mais conforto pelo usuário. Página 3.


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Folha Alternativa volta a ser publicado

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pós seis meses sem ser publicado – fase de alterações e mudanças dentro da Cooperlotação, o informativo Folha Alternativa volta com o objetivo de aproximar a cooperativa das lotações e os usuários. Levando informação e cultura ao leitor, a republicação acontece num momento em que a nova diretoria da entidade se propõe a fazer uma administração clara e transparente, de forma que permissionários e colaboradores do sistema acompanhem o dia a dia da cooperativa. Nessa nova fase, a proposta da diretoria é fazer uma administração aberta também para toda a população. “Até porque, o sistema não é apenas feito pelos diretamente envolvidos, como permissionário, motorista, cobrador e usuário. Ele também compõe toda a população que, de uma forma ou de outra, convive diariamente com as lotações no trânsito do município. É para essa população que estamos abrindo as portas da nossa administração”,

O jornal publicado pela Cooperlotação foi criado em 2002 para servir como canal de comunicação entre o sistema e o usuário

disse o presidente da Cooperlotação, Anderson da Silva. Além de estar de portas abertas a quem quer que seja para discutir o dia a dia do sistema e apresentar seus projetos, a diretoria planeja usar o informativo para mostrar o que acontece internamente na entidade. “É im-

portante estarmos documentando decisões que podem abranger o todo, além do que nossa história está aqui e não podemos perder esse meio”. História – Criado em julho de 2002, o informativo que publicava as notícias das lotações e era impresso com 12

páginas em papel jornal, circulou por dois anos e parou. Em setembro de 2006, ele voltou a ser impresso bimestralmente, no mesmo papel, inicialmente com 4 páginas, mas logo foi para 8 páginas. Neste retorno, serão mantidas algumas especificações,

como o número de páginas e o tipo de papel usado. “O grande diferencial nesta volta é que o informativo passará a ser mensal, afinal, nosso sistema é muito ágil e temos vários projetos em andamento, precisamos prestar conta de tudo o que vem sendo feito à população”, explica.

Vereadores prestam apoio às lotações treitar laços entre o sistema e os legisladores da cidade”, disse Renato Nicolussi, diretor financeiro da entidade. Ele continua: “O apoio dos vereadores diante de todas as dificuldades e empecilhos que vivemos neste primeiro trimestre em que assumimos a direEXPEDIENTE

Durante o mês de julho, os vereadores Dr. José Eduardo e Pedro Gouvêa visitaram a sede da Cooperlotação. Eles foram conhecer a nova diretoria, ouvir os projetos para o sistema e prestar apoio à categoria. “Essas visitas foram muito importante para nós, para es-

ção da cooperativa, foi e tem sido de grande contribuição”. Segundo Renato, um representante da entidade foi até a Câmara Legislativa e entregou convite para que cada vereador pudesse conhecer a nova diretoria. O convite continua em pé.

Dr. Eduardo e Pedro Gouvêa visitaram a sede da Cooperlotação em julho

O Folha Alternativa é uma publicação bimestral da Cooperlotação - Cooperativa de Trabalho e Serviços do Transporte Rodoviário Alternativo de Passageiros. Rua Frei Gaspar, 2.959 - CEP 11340-000 - Parque São Vicente - São Vicente-SP - Tel.: (13) 3469-2211 - Email: comunicacao@cooperlotacao.com.br - Site: www.cooperlotacao.blogspot.com Presidente: Anderson da Silva - Vice-presidente: José Cesar Soares Pinto - Diretor Financeiro: Renato Nicolussi Lima - Impressão: Diário do Litoral - Tiragem : 10.000 exemplares Jornalista Responsável: Flávia Souza - MTb 33.130 - Diagramação: Solução Prática Editora e Publicidade - Tel.: (13) 3022-0787 - solucaopratica@uol.com.br


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Cooperlotação fará venda online vale transporte para usuários comuns e estudantes

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diretoria da Cooperlotação acaba de investir na aquisição de um programa que possibilita ao usuário comum adquirir seu vale transporte pela web. O benefício, que antes era reservado exclusivamente para empresas, deverá ser garantido para os usuários do passe comum (pessoa física) e também estudantes cadastrados. Além do programa, a entidade adquiriu 10 pontos de validação de créditos, que serão espalhados em estabelecimentos comerciais do município. O programa está previsto para funcionar ainda neste segundo semestre de 2013 e tem como finalidade facilitar a comercialização de créditos dentre usuários, que atualmente fazem suas recargas de crédito na sede da cooperativa, no Parque São Vicente. “A venda de crédito para pessoa física pela internet é uma das primeiras importantes

A entidade também adquiriu 10 pontos de validação de créditos, que serão espalhados pelo município

ações da nova diretoria da cooperativa que beneficiará diretamente ao usuário. Com isso, vamos ajudar a melhorar a qualidade do serviço”, afirma Anderson da Silva, presidente da Cooperlotação.

Para utilizar o serviço, o usuário precisará se cadastrar no site da recarga on-line e seguir as instruções que estarão disponibilizadas pelo sistema. “Também estaremos preparando um passo a passo para ser

distribuído entre os usuários, facilitando o entendimento do programa”, garante Anderson. Como usar - Após efetuar o cadastro, o usuário receberá um login e senha. A partir deste ponto, ele estará autorizado

a comprar as passagens. A forma de pagamento fica a critério do usuário, pode ser boleto bancário, que será gerado na hora, cartão de crédito ou transferência eletrônica. Após a finalização da compra, os créditos deverão ser disponibilizados no cartão do usuário em até um dia útil. A validação será feita em um dos dez pontos de recarga que a cooperativa terá espalhado pela cidade. “Esse programa não só facilitará para o passgeiro, como será benéfico, também, para os cooperados, pois deverá aumentar o número de usuários de cartão transporte, diminuindo a entrada de dinheiro nos carros e, coibindo assim, os assaltos nas lotações”, enfatiza o presidente. Atualmente, apenas 2,5% de usuários comuns utilizam o cartão transporte. Com o programa, a diretoria da cooperativa acredita que esse número deverá subir, inicialmente, para 30%.


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Um pouco de história

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riado em 1997, o transporte público feito por lotações surgiu para suprir uma lacuna no município, que possuía um transporte municipal deficiente. Com uma frota de 367 veículos, o sistema transporta cerca de 100 mil pessoas por dia – desse montante, 40% dos passageiros que portam carteirinha de gratuidade e 20% estudantes, que pagam meia tarifa. Todos os benefícios dados pelas lotações ao usuário, não tem qualquer subsídio da prefeitura. O transporte municipal gera, em média, quatro mil empregos diretos de motoristas, cobradores e fiscais. Após serem instituídas com o apoio da Câmara Municipal de São Vicente, as lotações passaram a contribuir de forma expressiva com os cofres públicos municipais.

Foram elas que trouxeram, de uma hora para outra, milhares de pessoas ao Centro e contribuíram efetivamente para impulsionar o comércio vicentino. Nos primeiros seis anos, o Centro da Primeira Cidade do Brasil, registrou uma evolução de 61%, saltando de 839 estabelecimentos regularizados para 1420. Nesse período, o aquecimento do setor gerou milhares de postos de trabalho. O grande volume de pessoas circulando pelas vias do município, através das lotações, atraiu investimentos de grandes lojas do País. Organização - Para organizar esse sistema, foram criadas sete associações e uma cooperativa. Esta última entidade tem trabalhado, ao longo dos anos, pela melhora e desenvolvimento do transporte público municipal de São Vi-

Sem receber qualquer contrapartida da prefeitura, o sistema transporta cerca de 100 mil pessoas por dia, sendo 40% de gratuidade e 20% de estudantes

cente. O resultado é visto no dia a dia de quem vive esse transporte. As lotações, que começaram a ser feitas com peruas Kombis, contam hoje com 70% da frota composta por microônibus – proporcionando mais segurança e conforto aos usuários. Com sistema totalmente informatizado

Saiba, cronologicamente, como foram os primeiros três meses da Cooperlotação em 2013: 8 de janeiro – Em Assembleia Geral Extraordinária, a antiga diretoria foi destituída da cooperativa, assim como seu conselho fiscal; 9 de janeiro – uma comissão provisória, composta por 16 cooperados de todas as associações, assumiu a entidade; No mesmo dia a cooperativa parou de comercializar vale transporte de papel, entregando apenas a última cota vendida; 10 de janeiro – Tirou a contribuição de 20% dos cooperados, passando a cobrar taxa fixa mensal de R$ 350,00. No mesmo dia foi feito o parcelamento da dívida que a entidade mantém com a Combustram, em 10 parcelas de R$ 82 mil ou R$ 241,00 mensais por cooperado; Fevereiro – Início de audioria da Cooperlotação; 22 de março – Em Assembleia Geral Ordinária foi eleita a Chapa 1 para dirigir a cooperativa.

pela Cooperlotação, os veículos de transporte municipal passaram a contar com cartão transporte, o que coibi os assaltos nos carros e ajuda a organizar com mais eficácia o dia a dia da frota. Muito se tem feito para melhorar o sistema, de forma a beneficiar especialmente aos usuários. Alguns problemas es-

tão sendo combatidos, como afirma o presidente da Cooperlotação: “Temos projetos para punir profissionais que correm demais ou que ficam parados no trânsito e até mesmo para aqueles que desrespeitam os usuários. Estamos trabalhando intensamente para o por fim a esses entraves”, afirma Anderson da Silva.

Conheça a diretoria da Cooperlotação Presidente: Anderson da Silva – Associação do Humaitá Vice-Presidente: José C.S. Pinto – Associação do Tancredo Tesoureiro: Renato N. Lima – Associação do Jockey 2º Tesoureiro: José W. Santos – Associação do Pq. das Bandeiras Secretário: José H. R. Souza – Associação do Pq. das Bandeiras 2º Secretário: Ismael F. Teixeira – Associação do Tancredo Conselho Fiscal: Jorge Marino Verderamis – Associação da Náutica 3 Aldair Mian – Associação do Humaitá Ricardo Ferreira Martins Lombardi – Associação do Jockey Conselho Fiscal - Suplentes: Andre Luiz Mafra de Oliveira – Associação do Humaitá Luiz Gonzaga Porto Campos – Associação do Humaitá Arnaldo Xavier – Associação do Tancredo


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Cooperlotação tem nova diretoria

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nderson da Silva, da Associação do Humaitá, é o novo presidente da Cooperlotação. Eleito em 22 de março deste ano, em Assembleia Geral Ordinária, Anderson pertencia a Chapa 1, que venceu o pleito com 106 votos contra os 39 da chapa de oposição. Quando assumiu a entidade, Anderson já sabia os desafios que tinha pela frente, como ele mesmo comenta: “Como a antiga diretoria já tinha sido destituída no início do ano por irregularidades e a cooperativa passava por auditoria fiscal desde fevereiro, sabíamos que nosso trabalho seria intenso, mas isso só serviu como desafio para seguirmos em frente”, revela. Precisando colocar “a casa em ordem”, Anderson assumiu a entidade cheio de plano para a categoria. “Nossos planos são investir, para este ano ainda, cerca de R$ 1 milhão na entidade. Esse valor visa pro-

A Chapa 1 foi eleita com 106 votos contra os 39 da chapa de oposição

porcionar a melhoria do transporte”, diz. Desse valor, R$ 200 mil já foram utilizados na aquisição de um programa que possibilita ao usuário comum adquirir seu vale transporte pela web e na compra de 10 validadores de

créditos, como foi mostrado na página 3. “Também planejamos padronizar a frota, colocando, inclusive, câmeras dentro dos veículos. Tudo para proporcionar mais segurança ao usuário e também aos que trabalham no

sistema”, explica o presidente. Anderson ainda diz que, com o apoio dos presidentes das sete associações de lotações, está incentivando o uso de aparelhos controladores de velocidade nos veículos e também a utilização de “anjo da

guarda” – dispositivo que só permite que o carro se movimente após fechar as portas. “Trabalhamos, acima de tudo, pelos cooperados. Oferecendo diversos benefícios para facilitar o seu dia a dia no transporte da cidade”, finaliza.

Presidentes de associações e diretores da cooperativa discutem futuro do transporte Desde que assumiu a presidência da entidade, em março deste ano, Anderson da Silva tem se reunido com os presidentes das sete associações de lotações para discutir ações que

visem a melhora do sistema de transporte público municipal em São Vicente. Nos encontros, que são realizados semanalmente nas noites de segunda, na sede da coope-

rativa, a criação de um regulamento interno único para o sistema, assim como a elaboração de um cadastro interno único de motoristas e cobradores, são os principais assuntos discutidos.

“Atualmente, cada associação conta com regulamento próprio e, com o tempo, notamos que isso não vem funcionando da forma que esperávamos e planejamos mudar isso”,

revela Anderson. Segundo ele, a ideia de elaborar um regulamento interno único para o sistema, de forma que benefícios e punições sejam iguais nas sete associações.


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Em assembleia cooperados dizem ‘SIM’ a logística do sistema

Na reunião os cooperados aprovaram a contratação de profissional que estudará meios de estruturar melhor o tráfego das lotações

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a noite de 15 de julho, a Cooperlotação realizou, na sede da entidade, Assembleia Geral Estraordinária. A reunião, que contou com a presença de dezenas de cooperados, discutiu a redução da tarifa e a contratação de um profissional de Logística. A redução foi anunciada pelo prefeito municipal poucos dias depois da assembleia e a contratação do profissional de Logística foi aprovada pelos cooperados, na noite de 19

de julho – quando aconteceu a continuidade da reunião iniciada quatro dias antes. “Vamos contratar um profissional para fazer a logística nos itinerários da cidade. Queremos alterar o horário dos carros de todas as linhas, de forma a estruturar melhor o tráfego. Com isso, projetamos diminuir ou até mesmo dar fim à corrida dos motoristas pela luta por passageiros e também encerrar as longas paradas que fazem”, explica.

Diretores, técnicos e cooperados da Cooperlotação participaram da Feira de transportes, que aconteceu entre os dias 3 e 5 de julho, na capital paulista. No evento, eles tiveram a oportunidade de conhecer de perto as novidades para o setor.


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Diretoria da Cooperlotação é a favor de criação de Conselho Municipal de Transporte

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ara esclarecer à população o funcionamento e dia a dia do transporte alternativo de São Vicente, a diretoria da Cooperlotação é a favor da criação do Conselho Municipal de Transportes. Isso porque, apesar do transporte coletivo ser objeto de políticas públicas municipais, ele não conta com canais de participação popular e planos específicos. “Em São Vicente, apesar de termos uma cooperativa e sete associações, quem define a atuação do transporte é a administração pública, ou seja, nos sujeitamos às leis municipais e às ordens da Secretaria de Transportes. Então, nem tudo depende do nosso desejo”, esclarece o presidente da Cooperlotação, Anderson da Silva. Segundo ele, a diretoria está focada em trabalhar pela melhora do sistema, tanto para permissionários quanto para usuários. “Muitas coisas já estão sendo realizadas com reflexos positivos. Em breve, os usuários também sentirão que

os ajustes estão sendo feitos”, revela. Mas o desejo do presidente é de que os usuários não apenas sintam ou vivenciem as mudanças, mas participem dela. “Trabalhamos para o povo, então nada mais justo do que eles estarem caminhando conosco para participar dessas mudanças”, diz. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na primeira semana de julho deste ano, apenas 6,4% das 5.565 cidades do País têm Conselho Municipal de Transporte – canal que reúne representantes dos governos, usuários, trabalhadores e empresários. A proporção de municípios que conta com Plano Municipal de Transporte é ainda menor, de 3,8%. Saiba mais - O conselho municipal é onde a sociedade civil pode se pronunciar e o plano municipal detalha desde a estrutura viária, o asfaltamento de ruas, os itinerários de ônibus e até a tarifa das passagens.

Anderson explica que em São Vicente o sistema compõe a cooperativa e sete associações de lotações

Permissionários de lotações não têm participação no Fundo Pró Transportes do Município Com 367 veículos de lotação, o sistema de transporte alternativo de São Vicente não possui qualquer participação no Fundo Municipal de Transporte. Visando vincular receitas públicas ao desenvolvimento do transporte público, engenharia de tráfego, campanhas de educação

no trânsito e aquisição de veículos oficiais, o Fundo é uma lei municipal sancionada em 1997. Administrado por um conselho diretor presidido pelo secretário de Transportes Raimundo Oliveira, o Fundo tem como membros representantes de vários órgãos e seto-

res, incluindo comércio e polícia militar. “Apesar de não termos Conselho ou Plano Municipal de Transportes, temos o Fundo. Com isso, estamos à frente de muitas outras cidades brasileiras. Entretanto, seria imprescindível que tivéssemos alguém do transporte alternati-

vo nesse grupo, pois somos quem mais serve a cidade com o transporte público”, diz Anderson. Segundo análise que foi apresentada no início de julho pelos técnicos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ocasião em que divulgaram pesquisa realizada

pelo instituto em várias cidades do Brasil sobre transporte público, “a participação da população na formulação de políticas e na gestão do transporte é um instrumento prático para provocar ações efetivas na área, além de auxiliar na fiscalização da atuação da prefeitura no setor”.


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Lotações têm tarifa reduzida

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A diminuição da passagem já estava sendo considerada pela categoria, que chegou a discutir o assunto em várias ocasiões

$ 0,10. Esse é o desconto dado por passagem ao usuário desde o dia 23 de julho. A redução foi dada pelo prefeito Bili após algumas conversas com a categoria. Custando agora R$ 2,60, a passagem continua sendo – ao lado de Itanhaém - a menor da Baixada Santista. “Acatamos a decisão municipal, por entender que foi para benefício da população”, disse o presidente da Cooperlotação, Anderson da Silva. Segundo ele, a diminuição da passagem já estava sendo considera-

da pela categoria e chegou a ser discutida na assembleia extraordinária realizada na noite de 15 de julho. Apesar de ter sido considerada pela categoria, a redução da passagem alterará um pouco os planos da categoria. “Estamos com vários projetos que visam a melhoria do sistema, ideias que já começaram a ser postas em ação. Com a redução da tarifa, nossa arrecadação também cai, mas não abandonaremos nossos projetos, apenas precisaremos de mais tempo para realizálos”, explicou o presidente.

‘Nossa intenção é dar nova cara ao transporte, que deixou de ser alternativo’, disse Bili Na tarde de 19 de julho, quando o prefeito Bili reuniu a imprensa para anunciar oficialmente a redução da tarifa das lotações em R$ 0,10, ele declarou que há muito tempo o transporte vicentino deixou de ser alternativo. “As lotações fazem o transporte municipal da cidade, não dá mais para tratar como alternativo”, afirmou. Durante a coletiva, que aconteceu no salão nobre da Prefeitura Municipal de São Vicente, o prefeito ainda lembrou que os permissionários de lotações têm uma participação importante no crescimento e desenvolvimento da cidade. “O comércio local deu esse “boom” graças ao surgimento das lotações”, reconheceu. Ele ainda enfatizou que cada permissionário é um empresário que paga seus impostos e contribui com a receita pública

municipal, “por isso merece ser tratado com respeito”, disse o chefe do Executivo. Para dar cara nova ao transporte, o prefeito disse que discutirá com os representantes do sistema a melhor forma de adequar o serviço oferecido às necessidades da população. Bili falou que para melhorar o serviço oferecido, será adotado um modelo único de veículo, sendo que os carros que circularão pela ilha serão menores do que os da Área Continental. Ele afirmou, ainda, que a prefeitura não subsidiará a compra dos veículos, mas poderá oferecer outros meios. “Estaremos à disposição para buscar financiamento para os cooperados junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), se necessário”, disse o prefeito.

Ao lado do secretário de Transportes, Raimundo Oliveira, o prefeito disse que discutirá com os representantes do sistema a melhor forma de adequar o serviço oferecido às necessidades da população

Também citou que os números de gratuidades oferecidos no transporte municipal apresentados pelos represen-

tantes da categoria são de chamar a atenção. “Vamos adotar uma forma de fiscalizar melhor a gratuidade, porque os núme-

ros de portadores de carteirinhas que nos foi apresentando são de assustar”, disse o prefeito durante a entrevista.


Jornal Folha Alternativa - Agosto 2013