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Participantes do Passaporte do Futuro em São Leopoldo/RS

Cada nova contratação de participantes do projeto Passaporte do Futuro pelo mercado de trabalho confirma a eficácia dessa iniciativa de responsabilidade social desenvolvida pelo Instituto Cooperforte. Em Brasília, onde o projeto foi concluído em dezembro de 2003, o percentual de inserção profissional foi de 95,2%, além de ter sido criada a Cooperativa de Prestação de Serviços em Informática. Em São Leopoldo (RS), onde o treinamento em padaria / confeitaria e elétrica de automóveis

terminou em fevereiro deste ano, já se conseguiu a empregabilidade de 35% dos participantes.

O Jornal Cooperforte registra, com pesar, o falecimento de seu diagramador, Marcus Euricio Alvaro, associado e funcionário aposentado do Banco do Brasil, que muito contribuiu para o aprimoramento da comunicação impressa de várias entidades

do sistema BB. Na Cooperforte, Marcus colaborou no projeto de modernização deste jornal – implementada a partir do número 12 – e, desde junho de 2001, a cada dois meses apresentou propostas criativas e inovadoras que

Novos projetos O Instituto Cooperforte recebeu, recentemente, três projetos de responsabilidade social para análise, com vistas a apoio e financiamento. Os recursos para o Instituto Cooperforte estão fixados em 5% das sobras brutas anuais, conforme aprovado pela Assembléia Geral em março de 2003.

Conforme desejo de muitos associados, agora é possível ter aplicação conjunta na Cooperforte, ou seja, o associado que tiver conta bancária conjunta em uma instituição financeira pública federal (BB, CEF, BASA e BNB) com outro associado pode converter sua aplicação individual na cooperativa em uma aplicação conjunta. Basta apresentar o Termo de R e s p o n s a b i l i d a d e Solidária (disponível no endereço www.cooperforte.org.br) assinado pelos interessados. A aplicação conjunta só pode reunir dois associados, sendo um deles o Titular Principal e o outro o 2º Titular. Cada associado pode ser Titular Principal em apenas uma aplicação conjunta, mas pode ser 2º Titular em quantas outras desejar. Da mesma forma que no sistema bancário, a aplicação conjunta pode ser movimentada (aplicações e resgates) individualmente pelos responsáveis solidários, conforme estabelecem os artigos 267 e 269 do Código Civil Brasileiro.

tornaram mais agradável a comunicação desta cooperativa com os associados. À família de Marcus Euricio e à sua memória as homenagens de gratidão e reconhecimento da Cooperforte, que, acreditamos, são também de todos os leitores.


Cooperativa participa de programa inovador, que reúne 120 empresas nacionais de médio porte. Desenvolvido pela conceituada Fundação Dom Cabral, seu objetivo é promover a troca de experiências para aprimoramento das técnicas de gestão. Num mundo que está em constante movimento, se você não anda para frente, na mesma velocidade, certamente está ficando para trás. É pensando assim que a Cooperforte procura ficar por d entro do que existe de mais avançado – tanto em recursos tecnológicos quanto em instrumentos de gestão – e, de acordo com sua visão de futuro, adaptar-se permanentemente aos novos ambientes. Com esse propósito, a cooperativa contratou recentemente consultoria da Fundação Dom Cabral, de Belo Horizonte, reconhecida internacionalmente por sua competência no trabalho de colaborar para aprimoramento da gestão empresarial. Assim, integrou-se ao programa Parceiros para a Excelência – PAEX. Cerca de 120 empresas brasileiras de médio porte participam do programa. O PAEX é uma ação inovadora que promove o intercâmbio de conhecimentos sobre os mais modernos conceitos e instrumentos de gestão. Utiliza metodologia original, que permite às empresas implantar soluções para a melhoria de seu desempenho rumo a um crescimento auto-suficiente. O programa Parceiros para a Ex-

celência tem sua referência fundamental nos objetivos, visão de futuro, resultados e metas previstas no Planejamento Estratégico de cada empresa participante. No caso da Cooperforte, considera a missão de atender às necessidades de crédito e poupança dos associados, sem desviar-se dos princípios cooperativistas. Também leva em conta as ações programadas para tornar mais efetivo o cumprimento dessa missão e os resultados esperados para os próximos anos.

Do planejamento estratégico às estratégias de gestão A consultoria procura, com metodologia própria, aliar a experiência das várias empresas que integram o programa com as particularidades de cada uma: seu estágio de desenvolvimento,

integração entre as áreas, adequação dos instrumentos de gestão, mensuração e avaliação de resultados, entre outros. O PAEX tem duração de três anos, com encontros mensais individuais e coletivos das empresas participantes com especialistas da Fundação Dom Cabral. Nessas ocasiões, são realizadas discussões, análises e avaliações sobre sistemas, funções, fluxos e processos, identificando pontos críticos, fatores de sucesso e potencialidades, bem como definidos os trabalhos que serão desenvolvidos internamente para apresentação no mês seguinte. Além do Brasil, o programa Parceiros para a Excelência avança para a expansão internacional, a começar pela América Latina, com a formação de grupos no Chile e no Paraguai.

A constante busca da Cooperforte pelo aperfeiçoamento só tem um objetivo: aprimorar-se para proporcionar atendimento e oferecer produtos e serviços cada vez mais adequados e compatíveis com os anseios dos associados. A participação no PAEX, por exemplo, não tem finalidade meramente administrativa, assim como seus reflexos não estarão limitados a alterações nos processos internos, mudanças nos fluxos documentais nem modificações estruturais. Ao avançar rumo ao conhecimento do que existe de mais moderno em gestão empresarial – sobretudo nos níveis estratégico, diretivo e gerencial – a Cooperforte tem em mente aprimorar todos os seus processos para alcançar a excelência que representa a valorização do maior patrimônio da cooperativa: a satisfação dos associados.


Empréstimos da Cooperativa têm taxas favoráveis e são uma boa alternativa para os associados que desejam solucionar imprevistos, aproveitar oportunidades e recuperar o equilíbrio financeiro. Muita gente acredita que tomar empréstimo significa fazer novas dívidas e colocar em risco o orçamento financeiro, mas nem sempre isso é verdade. Quando o crédito é contraído em condições vantajosas, com a intenção de aproveitar uma oportunidade imperdível ou realizar algum sonho, o empréstimo é um bom aliado. Principalmente quando permite o pagamento de despesas e prestações que estão em atraso, a quitação de

dívidas ou o encerramento de compromissos financeiros cujos juros são mais altos do que aqueles previstos na nova operação de crédito. Aliás, a oferta e concessão de crédito têm passado por mudanças, sobretudo com sucessivas quedas nas taxas de juros praticadas pelo mercado financeiro. Com isso, ficou mais fácil o acesso da população brasileira a recursos necessários, principalmente, para a aquisição de bens de consumo

e para a realização de empreendimentos. E isso é muito positivo porque representa maior democratização de oportunidades de crédito.

Condições sem igual Apesar de o mercado de crédito estar muito competitivo, as taxas da Cooperforte continuam atraentes e, dependendo do prazo, ainda não têm comparação: 2,3%* ao mês + TR nos empréstimos pessoais para


pagamento em até 36 meses. E tudo é muito simples, sem qualquer burocracia. Se o associado tiver o Contrato de Abertura de Crédito Padrão implantado, pode, por exemplo, solicitar empréstimo por telefone ou pela Internet 24 horas por dia, sete dias por semana, e o crédito será feito no dia seguinte, no máximo 24 horas após o pedido feito em dia útil. Se você se interessou por esse assunto e deseja conhecer seu limite de crédito para obtenção de empréstimo pessoal, basta ligar para 0800 701 3766. * Dependendo do histórico de crédito, será 2,5% a.m. + TR

Empréstimos sazonais: na Cooperforte você ganha tempo. E dinheiro Além dos empréstimos pessoais, pagos parceladamente, a Cooperforte oferece aos associados crédito sazonal, com vencimento na data do pagamento do 13º salário. São os empréstimos ForteIRPF e o Forte13º, que antecipam parte da restituição do Imposto de Renda e do décimo terceiro salário, respectivamente. Oferece também o Fortetur, que é um empréstimo destinado à realização de viagens e turismo. A taxa de juros dessas operações é 2,3%* ao mês + TR; a taxa de administração, 1% sobre o valor do adiantamento, cobrada no ato da liberação, e o seguro prestamista, 0,0890% ao mês, incidente sobre o valor do saldo devedor e cobrado na data da liquidação do empréstimo. Além das taxas e prazos, os empréstimos da Cooperforte têm outro diferencial em relação ao crédito oferecido pelo mercado financeiro: quando da distribuição das sobras anuais, os associados recebem participação proporcional à sua movimentação financeira na cooperativa. Isso faz com que, na verdade, as ta-

xas da Cooperforte sejam ainda menores para os tomadores de empréstimos e maiores para os aplicadores.

Para manter seu orçamento sempre equilibrado, procure: Pagar em dia suas contas e prestações. Atrasos acarretam multas, juros e taxas que, acumulados, podem somar um valor considerável e comprometer o orçamento. Evitar, ao máximo, o parcelamento de dívidas do cartão de crédito. Os juros são altos e o valor adiado será cobrado nos meses subseqüentes, muitas vezes acumulado com outros compromissos financeiros. Ao fazer compras, verifique se existe diferença entre os valores cobrados à vista e a prazo. Havendo, prefira sempre a primeira opção. Quando o valor à vista estiver acima do seu orçamento e a compra for inadiável, procure se informar sobre os juros cobrados e compare-os com as taxas da Cooperforte. Os empréstimos da cooperativa foram criados para facilitar sua vida. Nunca acumule dívidas. Pequenas prestações, atrasadas e adiadas, podem crescer como uma bola de neve e tornar difícil sua quitação. Para evitar que isso aconteça, acompanhe cuidadosamente a evolução de suas finanças e, se necessário, faça mudanças e adaptações para que nada saia do orçamento previsto. Você vai ver que manter as finanças equilibradas - ou recuperar a estabilidade financeira - requer atenção e esforço, mas pode ser mais fácil do que parece.

Associado Cooperforte pode contar com os seguintes produtos: Crédito Empréstimo Pessoal – Crédito pessoal, para pagmento em até 36 meses, à taxa de 2,3*%a.m. + TR. ForteIRPF** – Antecipação de até 70% do Imposto de Renda. Fortetur – Financiamento para viagens e turismo. Forte13º Salário** – Antecipação de valores correspondentes às parcelas do 13º Salário. * Dependendo do histórico de crédito do associado ** Só é possível operar com uma dessas linhas de crédito por vez

Aplicações Aplicforte – Depósito a prazo, com rendimento de 1%a.m. + TR, para valores superiores a R$ 50,00. Aplicforte Programado – Depósito a prazo, em parcelas mensais programadas, no valor mínimo de R$ 50,00. Aplicforte-IRPF – Depósito a prazo, em parcelas mensais programadas, no valor mínimo de R$ 50,00, descontado na FOPAG/PREVI, para aposentados que têm bases de cálculo do IRPF separadas.

Mais crédito para os aposentados PREVI O limite de crédito dos aposentados PREVI será reajustado automaticamente pelo mesmo índice de reajuste utilizado por aquele fundo de pensão na correção das aposentadorias e benefícios. E pode ser utilizado de imediato.


Os delegados seccionais da Cooperforte estiveram reunidos em Brasília no dia 28 de março, na Assembléia Geral que deliberou sobre o Relatório do Conselho de Administração, a prestação de contas de 2003, a destinação das sobras e as reservas especiais da cooperativa. A palestra do representante da Aliança Cooperativa Internacional, Américo Utumi, sobre a história do cooperativismo, fez parte da programação.

Excelentes resultados “No ano passado, a Cooperforte manteve sua trajetória ascendente, preservou excelente saúde financeira e continuou fiel às metas de baratear o custo dos empréstimos e remunerar adequadamente as aplicações dos associados. O grau de inadimplência é cada vez menor e a cooperativa possui níveis confortáveis de reservas, liquidez e solvência. Isso em um cenário marcado pelos esforços do Governo para aumentar a oferta de crédito e a bancarização, pois apenas 50% da população economicamente ativa têm acesso a conta bancária. Além disso, a redução da taxa de juros e a expansão do microcrédito foram incentivadas por sua importância para as políticas de superação da miséria e gera-

ção de trabalho e renda.” Assim o presidente José Valdir iniciou a apresentação dos números da Cooperforte relativos a 2003, entre os quais destacam-se: . aumento do Ativo em R$ 55,3 milhões (variação de 33,5%) . crescimento de 12% do quadro social (6.863 novos associados) . aumento de 39,5% no volume dos recursos disponibilizados como empréstimo . crescimento do capital em 32,8% e dos depósitos a prazo em 40,9%. Após detalhamento desses números, os conselheiros aprovaram as contas da Cooperforte referentes ao ano 2003.

Distribuição das sobras A Assembléia Geral Ordinária aprovou a seguinte destinação para as sobras líquidas de R$ 11.242.893,23, acumuladas em 2003: . Reforço para a Reserva Legal – R$ 2.810.723,31 . FATES para campanhas de filiação – R$ 500.000,00 . Projeto Passaporte do Futuro – R$ 702.680,83 . Distribuição aos associados – R$ 7.229.489,09, que corresponde a 64,3% das sobras líquidas.Esse valor foi distribuído na proporção dos negócios realizados com a Cooperforte.

A aprovação considerou a necessidade de manter as reservas atualizadas, para continuar oferecendo empréstimos com taxas abaixo do mercado; desenvolver campanhas de filiação e, ainda, ganhar em escala para continuar operando com taxas baixas. O percentual destinado ao projeto Passaporte do Futuro foi aprovado na Assembléia Geral 2003, que criou o Instituto Cooperforte para desenvolver e apoiar projetos de responsabilidade social.

Novo Conselho Fiscal Durante a Assembléia foram eleitos para o Conselho Fiscal, mandato abril/2004 - março/2005: . Efetivos – Antonio Roberto Andretta, Expedito Afonso Veloso e Maria Luiza Martins Neiva . Suplentes – Telma Lúcia de Oliveira e Silva, Ciro Diettberner e Paulo Vaz de Souza

Reforma do Estatuto Esse assunto, que constava da pauta, não foi discutido porque o Banco Central - respondendo a consulta da Cooperforte - não autorizou a alteração do Estatuto que previa a admissão de parentes de até terceiro grau dos associados no quadro social.


Ativo Circulante Disponibilidades Aplicações interfinanceiras de liquidez Títulos e valores mobiliários Operações de crédito Outros créditos Realizável a Longo Prazo Operações de crédito Outros créditos Permanente Investimentos Imobilizado de uso Diferido Total do ativo

31.12.2003

31.12.2002

131.982.255,11 2.713.614,83 44.201.264,51 84.492.353,81 575.021,96 84.182.702,91 82.713.752,01 1.468.950,90 4.227.574,95 1.100.000,24 2.719.245,26 408.329,45 220.392.532,97

118.553.378,62 2.441.052,69 585.496,76 37.566.505,35 77.367.357,30 592.966,52 43.362.286,46 42.457.459,23 904.827,23 3.178.767,18 1.100.000,24 1.815.282,24 263.484,70 165.094.432,26

Passivo Circulante e Exigível a Longo Prazo Depósitos Obrigações p/empréstimos e repasses Outras obrigações Sociais e estatutárias Fiscais e previdenciárias Diversas Provisionamento e encargos sociais Credores diversos Patrimônio Líquido Capital Social Reservas Sobras Total do passivo

2o. SEMESTRE/03 Receitas da Intermediação Financeira Despesas da Intermediação Financeira Resultado Bruto da Intermediação Financeira Outras Receitas/Despesas Operacionais Despesas de Pessoal Despesas Administrativas Despesas Tributárias Outras Receitas Operacionais Outras Despesas Operacionais Resultado Operacional Resultado Não Operacional Resultado no Período

27.671.944,51 (13.060.393,91) 14.611.550,60 (7.344.352,22) (4.001.616,35) (2.935.265,90) (502.926,58) 3.043.026,56 (2.947.569,95) 7.267.198,38 3.264,02 7.270.462,40

2003 51.020.322,96 (25.881.241,67) 25.139.081,29 (11.038.466,80) (7.340.456,98) (5.420.910,58) (722.722,60) 8.223.119,96 (5.777.496,60) 14.100.614,49 (46.997,95) 14.053.616,54

31.12.2003

31.12.2002

140.530.104,80 134.421.612,31 656.173,90 5.452.318,59 1.214.090,50 2.394.813,00 1.843.415,09 1.305.313,52 538.101,57 79.862.428,17 32.952.239,78 35.667.295,15 11.242.893,24 220.392.532,97

100.430.361,00 95.381.761,39 736.537,86 4.312.061,75 1.568.874,74 1.259.818,88 1.483.368,13 1.153.815,33 329.552,80 64.664.071,26 24.814.921,08 32.387.689,35 7.461.460,83 165.094.432,26

2002 32.146.525,48 (14.179.288,72) 17.967.236,76 (8.644.005,01) (6.635.747,86) (4.499.416,50) (302.212,59) 6.724.296,70 (3.930.924,76) 9.323.231,75 3.594,29 9.326.826,04

Parecer dos Auditores Independentes 1.Examinamos os balanços patrimoniais da Cooperforte – Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Funcionários de Instituições Financeiras Públicas Federais Ltda., em 31 de dezembro de 2003 e de 2002, e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e das origens e aplicações de recursos correspondentes aos exercícios findos naquelas datas, elaborados sob a responsabilidade de sua administração. Nossa responsabilidade é expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis. 2.Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no Brasil e compreenderam: a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e os sistemas contábil e de controles internos da Entidade; b) a constatação, com base em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e informações contábeis divulgados; e c) a avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela administração da Entidade, bem como da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. 3.Em nossa opinião, as demonstrações contábeis referidas no parágrafo 1 representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Cooperforte – Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Funcionários de Instituições Financeiras Públicas Federais Ltda. em 31 de dezembro de 2003 e de 2002, o resultado de suas operações, as mutações de seu patrimônio líquido e as origens e aplicações de seus recursos correspondentes aos exercícios findos naquelas datas e dos segundo semestre de 2003, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Brasília, 30 de janeiro de 2004 Alexandre Ralf Slavic -Sócio-contador - CRC 1SP207032/O-5 ”S” DF Trevisan Auditores Independentes - CRC 2SP013439/O “S” DF

Parecer do Conselho Fiscal O Conselho Fiscal da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Funcionários de Instituições Financeiras Públicas Federais Ltda. – Cooperforte, no uso de suas atribuições legais e estatutárias, declara haver procedido ao exame das Demonstrações Contábeis relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2003, contemplando os balanços do primeiro e segundo semestres de 2003, tendo concluído que os referidos documentos refletem adequadamente a situação financeira e patrimonial da cooperativa e recomenda sua aprovação pela Assembléia Geral Ordinária. Brasília, 26 de janeiro de 2004. Antonio Roberto Andretta (presidente ) David Vecchi Achiame (relator ) Givaldo Carneiro dos Santos (secretário)


Antonio Menezes*

ano 3 – número 27 – junho de 2004

O Cooperativismo também tem histórias e casos para contar. Muita coisa, porém, fica sem registro, perde-se no tempo. Uma pena, porque uma das belezas do mundo são suas histórias. O que vem adiante é uma história, ficou registrada pelo norte-americano Roy Bergengren no livro CRUZADA 1 . É possível que essa história seja um dos principais documentos a atestar o significado e o valor — da cooperativa em geral e da cooperativa de crédito em particular. Assim: Há vinte e cinco anos os murmúrios de descontentamento começaram a ser ouvidos em nossas aldeias de pesca. A indústria da qual os pescadores viviam estava em decadência, indo na direção de tempos difíceis, e não demorou que o desespero se espalhasse por toda a costa. Aqueles foram anos de fome, quando a mais antiga e uma de nossas mais ricas indústrias parecia incapaz de prover as coisas mínimas da vida a um importante segmento de nossa população marítima. A comunidade de pescadores parecia arruinada. Tomamos como referência o vilarejo de Grand Etang, no município de Inverness, Nova Escócia. Como muitas outras comunidades de pesca

na costa marítima, citado vilarejo estava em situação de semifeudalismo, o povo perdia a esperança. Mas eles tinham um pastor que estava genuinamente interessado no bemestar de seu povo! Havia aproximadamente 150 famílias na área; pesca e pequena agricultura eram as ocupações deles. Nos dias passados, antes que tivessem uma cooperativa, os pescadores reuniram rica colheita do mar, lagostas, pelas quais, em 1918, receberam 8 a 9 cents por libra e, nos anos da Depressão que se seguiram à I Guerra Mundial, apenas 4 a 5 cents por libra. Não tinham poder de barganha. Em 1948, através do mercado cooperativo, os pescadores receberam 21,5 cents por uma libra de lagosta. Agora, cerca de 80% do peixe pescado na área passam pela cooperativa. Este ano, o volume comercializado será de mais de US$100.000. Há também uma cooperativa de consumo, com 100 membros e giro anual de US$70.000. Eles estão construindo um novo armazém cooperativo. A cooperativa de crédito deles já conta 320 sócios e US$ 40.000 de poupanças. Essas poupanças são giradas rapidamente em empréstimos para fins produtivos e previdentes, e ambos, empréstimos e poupanças, estão assegurados pela CUNA - Sociedade de Seguro Mútuo. Eles nunca haviam tido seguro. Por meio da cooperativa de crédito e do armazém cooperativo, 125 famílias (90% da população) estão pro-

Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Funcionários de Instituições Financeiras Públicas Federais Ltda. SBS - Quadra 2 - Bloco A - Loja 1 - Térreo - Ed. Casa de São Paulo - 70078-900 - Brasília /DF

POSTOS DE ATENDIMENTO S. Paulo Av. S. João, 32 - 11º andar - (11) 3106-6969 fax (11) 3104-1679 B. Horizonte R. Rio de Janeiro, 750 - 5º andar (31) 3217-3362 fax (31) 3217-3085 P. Alegre Rua Uruguai, 185 - 8º andar - fone/fax (51) 3224-2883 e (51) 3224-2944 R. Janeiro Av. Nilo Peçanha, 50 Sl 1612 - Ed. De Paoli - fone/fax (21) 2220-0953

www.cooperforte.org.br Central Teleforte 0800 701 3766 - fax (61) 314-7260

DIRETORIA EXECUTIVA Presidente José Valdir Ribeiro dos Reis Diretores Marconi Tavares França Paulo Rochadel Lima CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente José Valdir Ribeiro dos Reis Conselheiros João Batista Nogueira Josué Martins Neto Leonel Moscato Ziquinatti

tegidas pela assistência médica da Blue Cross, e eles ajudam a sustentar um hospital distante poucas milhas. Estão sendo melhoradas e embelezadas as casas na região, todas já com energia elétrica. Quase todas já têm rádio e 20% delas já têm banheiro interno. Há 32 automóveis. Tudo isso numa área que era tão pobre há pouco mais de uma década. A agricultura cresceu e melhorou. Eles operam um trator, um arado e uma escavadeira para quebrar a terra e tornar o cultivo mais fácil. Uma melhora notável nas escolas, agora supridas com água corrente, luz elétrica, rádio, projetor de filme e projetor de slide. E com associação lar-e-escola, ensino de ciência doméstica, biblioteca comunitária, pista de patinação, time de baseball paroquiano e crescimento na vida espiritual. Nenhum problema de alcoolismo e orgulho em pagar os impostos em dia. É um lugar bom para morar. Mas somente aqueles que conheceram a região em anos anteriores podem apreciar a mudança. É que um grupo de pescadores de visão fixou suas esperanças na Cooperação e está se apegando a ela. *Aposentado-BB, associado da Cooperforte e estudioso do cooperativismo. Presta serviço a várias organizações do Sistema Cooperativo.

1. Cruzada, escrito pelo cooperativista norte-americano Roy F. Bergengren, foi traduzido para o português com o patrocínio da Cooperforte. Narra a saga do cooperativismo de crédito nos EUA, em tom epopéico, como sendo A Luta pela Democracia Econômica na América do Norte, 1921-1945. Livro magnífico para a educação cooperativista, que em breve esse livro será reeditado.

Marconi Tavares França Nilton Brunelli de Azevedo Paulo Rochadel Lima CONSELHO FISCAL Antonio Roberto Andretta David Vechi Achiamé Givaldo Carneiro dos Santos JORNALISTA RESPONSÁVEL Antonio Emilio da Costa MTb 5.200/83 - DRT/DF

REVISÃO Antonio Menezes PROGRAMAÇÃO VISUAL E DIAGRAMAÇÃO Estúdio 59 TIRAGEM 60 mil exemplares


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