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Cooperativa festeja 22º aniversário com o lançamento do Programa Roda de Amigos, que em 2005 era apenas uma campanha. Nesta ação, associado que indicar colegas e familiares para a Cooperforte ganha pontos que podem ser trocados por mais de cem prêmios. Páginas 4 e 5


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Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Funcionários de Instituições Financeiras Públicas Federais Ltda.

Na passagem do Dia Internacional do Cooperativismo, comemorado no primeiro sábado de julho, a Aliança Cooperativa Internacional divulgou mensagem destacando o papel do cooperativismo na construção da paz entre os povos. A mensagem, transcrita abaixo, tem um significado especial, considerando a intranqüilidade e a violência que hoje subtraem vidas em todas as partes do mundo. as quais ajudam a oferecer estruturas que fomentam e favorecem a participação das pessoas. As cooperativas abrem um caminho de inclusão e oferecem às pessoas um instrumento eficaz na eliminação de condições que podem resultar em conflito dentro das comunidades e entre elas.

As cooperativas desempenham sua função contribuindo para resolver problemas que resultam em conflitos. Esses conflitos têm origem na necessidade de se alcançar a estabilidade econômica mediante emprego garantido e moradia a custo razoável, de se ter acesso ao crédito, aos produtos de consumo, ao seguro, aos mercados e à satisfação de uma série de necessidades. As cooperativas garantem alternativas às falhas dos mercados ou dos governos, com

As cooperativas também oferecem uma alternativa real para a solução de conflitos e contribuem para a reconstrução de comunidades após guerras e combates civis. Podem instituir a base real para uma paz sustentável e ampla, em longo prazo, assentada em estruturas democráticas. Por exemplo: os movimentos cooperativos da Palestina e de Israel colaboram atualmente em projetos de comercialização que objetivam ajudar os cooperados palestinos a

melhorar seu nível de vida e, desse modo, estabelecer vínculos entre as pessoas. Os movimentos cooperativos hoje prestam assistência a projetos habitacionais na Bósnia e na Sérvia, para ajudar a reconstruir comunidades com a constituição de cooperativas habitacionais e com o diálogo entre os povos. Vários movimentos também têmse esforçado muito para dar sua contribuição às iniciativas de reconstrução, em longo prazo, dos danos causados pelo tsunami na Indonésia, Índia e Sri Lanka, até em algumas zonas onde persistem conflitos. A Aliança Cooperativa Internacional – ACI é a expressão organizada dessa solidariedade mundial e tem uma história de mais de 110 anos, ao longo dos quais pratica valores cooperativos e promove ativamente a paz. A Aliança procura incluir tradições políticas, econômicas e sociais diversas, atuando como uma ponte para maior compreensão e apoio entre seus membros e estimulando as cooperativas a colaborar entre si, para consagrar o modelo em todo o mundo. A ACI trabalha ativamente com diversos organismos internacionais – incluindo a Organização das Nações Unidas – e com seus próprios membros, para promover o desenvolvimento cooperativo, especialmente nas regiões onde surgem os conflitos. A Aliança acredita que promover o desenvolvimento econômico sustentável e impelir o progresso econômico e social das pessoas mediante o modelo de empresa cooperativa contribuirão para a paz e para a segurança internacionais. E convida os associados de cooperativas de todo o mundo a celebrar tanto as conquistas que conseguiram no passado quanto as que estão a se realizar, para criar um mundo mais seguro para todos.

As cooperativas baseiam-se no conjunto de valores e princípios concebidos para fomentar a paz. Valores como solidariedade, democracia e igualdade têm ajudado milhões de pessoas de todo o mundo a promoverem a harmonia social por meio de um futuro econômico mais seguro.


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Painel de bordo

Parcerias nacionais fortalecem entidades Na ação de aproximar-se cada vez mais dos associados, no primeiro semestre deste ano a Cooperforte estreitou parceria com diversas entidades representativas do funcionalismo da Caixa, entre elas a Federação Nacional dos Gestores – Fenag e a Associação dos Gestores do Estado do Rio de Janeiro – Agecef/RJ. A Associação do Pessoal da Caixa – APCEF dos os estados da Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Paraná, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte tornaram-se associadas da Cooperativa.

para o fortalecimento das instituições com o ingresso de novos associados, essa

Anteriormente, a Cooperativa já mantinha estreita aproximação com a Associação Gaúcha dos Economiários Aposentados – AGEA e com a Associação do Pessoal da Caixa de Minas Gerais – APCEF/MG, principalmente na divulgação das vantagens e benefícios que a Cooperforte oferece aos associados.

aproximação torna a Cooperforte mais

A parceria da cooperativa com as en-

Em Brasília, a Cooperforte apoiou a CIPA-BB na realização da V Semana Interna de Prevenção de Acidentes –

tidades da Caixa é muito benéfica para todos. Ao mesmo tempo em que contribui

conhecida dos economiários, que assim passam a desfrutar de todas as vantagens que só o cooperativismo oferece.

Cooperativismo e prevenção de acidentes

SIPAT, que aconteceu no período de 7 a 11 de agosto. A programação foi bastante diversificada, colocando em evidência temas de grande atualidade, relacionados principalmente a ergonomia, psicologia no ambiente profissional, saúde, qualidade de vida e bem-estar, prevenção de acidentes no lar, no trânsito e no trabalho, entre outros. Estima-se que mais de 2.000 funcionários do Banco do Brasil tenham participado, durante a semana, de alguma atividade ou palestra da programação.

VI Concred reúne dirigentes cooperativistas De 19 a 21 de julho aconteceu em Blumenau/SC a sexta edição do Congresso Brasileiro de Cooperativismo de Crédito. Oganizado pela Confebrás – Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito, o evento reuniu cerca de 750 dirigentes de cooperativas e líderes cooperativistas, na discussão de assuntos muito importantes para o sistema.

Presidente José Valdir (terceiro, à direita) com a gerente do PAC-RJ e delegados seccionais da Cooperforte

O presidente da Cooperforte, José Valdir Ribeiro dos Reis, que é vice-presidente da Confebrás, compôs a mesa da palestra Evolução e perspectivas do Cooperativismo de Crédito no atual governo, proferida pelo assessor do ministro da Fazenda e membro do GTI Microcrédito, Gilson Bittencourt. Também, foi mediador da câmara temática Governança Corporativa em Cooperativas de Crédito, apresentada pelo professor Décio Zylbersztajn, da Universidade de São Paulo.


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Para comemorar o 22º aniversário de sua fundação, Cooperforte lança este mês o Programa Roda de Amigos, que premiará cooperados que indicarem novos associados para a Cooperativa. Aumentando seu quadro social, a Cooperativa ficará ainda mais forte e poderá oferecer mais vantagens a todos os associados. No dia 21 de agosto, a Cooperforte comemora o seu 22º aniversário. Vai festejar a data com o lançamento de um novo projeto voltado para o fortalecimento da Cooperativa – o Programa Roda de Amigos. O programa tem por finalidade o crescimento do quadro social, para que a Cooperforte ganhe mais em escala e possa oferecer ainda mais vantagens aos associados. Para estimular a participação, todo associado começa com 500 pontos e, cada novo associado que indicar, ganhará 2.000 pontos. A partir de 2.000 pontos, os associados já podem trocá-los por prêmios, divulgados no catálogo impresso e no catálogo eletrônico, disponível no site www.rodadeamigos. com.br. Quanto mais novos associados indicar, mais pontos o associado acumulará. E quanto mais pontos acumular, por mais e melhores prêmios poderá trocar. Os prêmios serão encaminhados gratuitamente para a casa do associado.

Os dez associados que mais indicarem até o dia 31 de dezembro ganharão como prêmio extra uma viagem, a escolher

entre Buenos Aires / Argentina, Bonito / MS, Serras Gaúchas / RS e Maceió / A L . Não perca tempo.

22 anos de solidarie Quando, no dia 21 de agosto de 1984, 33 funcionários do Banco do Brasil assinaram em Brasília a Ata de Fundação da Cooperforte, sabiam do que o Cooperativismo é capaz. Mas possivelmente não imaginavam que estavam lançando um empreendimento que em pouco tempo se tornaria nacional e muito vultoso: a maior cooperativa de crédito do país. Na busca de soluções que permitissem compatibilizar tão reduzida e concentrada estrutura de pessoal com o atendimento a associados de todo o

Brasil, a Cooperforte implantou, ainda em 1989, o sistema Teleforte. Com isso, foi pioneira na utilização de recursos da telefonia na realização de operações financeiras, permitindo a seus associados solicitar empréstimos ou fazer aplicações a qualquer hora, de qualquer lugar do país, simplesmente com uma ligação telefônica gratuita para o serviço 0800. Ao completar 22 anos, a Cooperforte tem mais de 80 mil associados, funcionários da ativa e aposentados do BB, Caixa, Bacen, BASA, BNB, BNDES


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Amizade e confiança: o segredo do sucesso O Programa Roda de Amigos baseia-se no seguinte princípio: normalmente as pessoas fazem questão de oferecer e recomendar aos membros de sua família e a colegas de trabalho coisas que lhes são úteis, eficazes ou trazem satisfação. Seja um médico, um produto, um filme, um restaurante, um livro, um passeio, uma música etc. Se a satisfação é com a eficiência do serviço e o atendimento prestado por alguma instituição, a recomendação é maior ainda. Quem indica relata sua experiência, dá exemplos e provas, tornando a recomendação inquestionável. Por isso, é muito fácil participar do Programa Roda de Amigos, indicando novos associados para a Cooperforte. Relatando sua satisfação com o atendimento, com as taxas, com a distribuição das sobras e com a simplicidade que é operar com a Cooperativa, certamente você não precisará de muito esforço para convencer seus colegas de trabalho, bem como seus pais, cônjuge e filhos, para também se associarem à Cooperforte. A Cooperativa ficará mais forte. Você ganhará ainda mais a amizade deles. E também poderá ganhar muitos prêmios ...

Cooperativismo e Justiça Social Nas comemorações do 22º aniversário da Cooperforte é muito oportuno refletir sobre o papel do cooperativismo, comentado por Edivaldo Del Grande, presidente da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo – OCESP, publicado no jornal Folha de São Paulo, na edição de 28/07/2006. Apesar dos expressivos resultados que as cooperativas vêm alcançando em pouco mais de um século de atuação no Brasil, a imagem que a sociedade faz desses empreendimentos é bastante distorcida. As cooperativas são vistas por muitos, exclusivamente, como alternativa para parcelas carentes da sociedade – catadores, costureiras e artesãos – se inserirem no mercado de trabalho. Isso não deixa de ser uma realidade, e podemos, inclusive, citar dezenas de cooperativas que cumprem com sucesso esse objetivo. Mas cooperativismo é também um negócio que dá resultados econômicos efetivos, gera empregos e renda em diversos setores da economia. Só em São Paulo, as cooperativas agropecuárias movimentaram R$ 9,6 bilhões em 2005 – um terço dos resultados de toda a produção agropecuária do estado. Os dados impressionam e mostram nossa força. Todavia, a atuação não se restringe à agropecuária. Somamos 7 milhões de pessoas associadas a mais de 7.500 empreendimentos registrados na Organização das Cooperativas Brasileiras – OCB. As cooperativas empregam diretamente 200 mil pessoas, estão presentes em mais de 1.700 municípios e movimentaram o equivalente a 6% do PIB em 2005.

edade e ajuda mútua e seus familiares. Somente em 2005, mais de 12 mil novos associados ingressaram na Cooperativa – número que é superior ao quadro social da 16ª maior cooperativa de crédito brasileira, entre as 1.439 que existem no país. Esse crescimento é contínuo e, sempre contando com o apoio e a participação dos associados, é a força motriz que impulsiona a Cooperforte a cada vez se tornar mais forte. E assim a oferecer produtos de crédito, investimento e convênios cada vez mais vantajosos para os associados.

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Os resultados da missão desempenhada pela Cooperforte não beneficiam apenas os funcionários dos bancos públicos federais. A socied a d e , c o m o u m todo, também é beneficiada. No seu compromisso com a transformação social, a Cooperativa criou e mantém o I n s t i tuto Cooperforte, que promove a formação cidadã e a capacitação de jovens carentes, contribuindo para sua inserção n o mercado de t r a balho.

O cooperativismo urbano tem assumido papel relevante na diminuição da exclusão social e da concentração de renda. No crédito, mais de 1.400 cooperativas emprestam dinheiro a juros de até 3% ao mês. Como os empreendimentos não têm finalidade de lucro, a renda obtida é dividida entre os cooperados, trazendo maior equilíbrio nas relações sociais. Pesquisa do IBGE revelou que o Índice de Desenvolvimento Humano é maior em cidades onde existem cooperativas. Se os resultados são estimulantes e os benefícios inegáveis, por que há tanto desconhecimento e menos de 4% da população brasileira é associada a cooperativas? Por que nossos políticos teimam em investir em programas fadados ao fracasso, quando o cooperativismo se apresenta como um modelo sustentável, capaz de diminuir desigualdades? Em todo o mundo, as cooperativas recebem um tratamento diferenciado. Na China, o governo isentou as cooperativas de crédito do aumento do compulsório imposto às instituições financeiras para tentar conter o ritmo de crescimento do PIB. Na Europa, 45% da população participam de alguma cooperativa. Nos Estados Unidos, esse percentual chega a 35%. As imagens errôneas sobre o movimento não residem só na falta de cultura associativa do brasileiro. O problema envolve a ausência de investimentos em educação e o não reconhecimento dos poderes públicos das particularidades do cooperativismo, o que resulta em perseguição indiscriminada a esse tipo de empreendimento. Mesmo que nossa Constituição contenha artigos determinando apoio e incentivo, na prática, pouco acontece. As cooperativas brasileiras estão preparadas para ajudar na retomada do crescimento econômico do país, seguindo a lógica da cooperação em contraposição à prática devastadora do mercado. Só precisamos de maior reconhecimento para a nossa função de geração de renda e de trabalho com justiça social.”


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BALANCETES E BALANÇO, PATRIMONIAIS 2006 ITENS

(em reais/mil) balancete junho

Associados Mutuários

balanço junho

balancete julho

79.654 37.345

80.556 37.772

ATIVO CIRCULANTE Disponibilidades Títulos e Valores Mobiliários Relações Interfinanceiras Operações de Crédito Outros Créditos Outros Valores e Bens

220.342 39 72.779 3.112 143.704 697 11

220.342 39 72.779 3.112 143.704 697 11

213.085 11 66.056 3.132 143.233 644 9

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO Operações de Crédito Outros Créditos

189.199 187.676 1.523

189.199 187.676 1.523

204.426 202.903 1.523

7.109 2.507 3.357 1.245

7.109 2.507 3.357 1.245

7.059 2.507 3.330 1.222

416.650

416.650

424.570

CIRCULANTE Depósitos Obrigações p/Empréstimos e Repasses Outras Obrigações

291.801 284.665 327 6.809

293.142 284.665 327 8.150

297.622 289.568 330 7.724

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO Obrigações p/Empréstimos e Repasses Outras Obrigações

1.290 1.068 222

1.290 1.068 222

1.297 1.075 222

PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social Reservas Sobras Acumuladas

123.559 65.713 44.437 13.409

122.218 65.713 45.778 10.727

125.651 66.234 45.781 13.636

TOTAL DO PASSIVO

416.650

416.650

424.570

mês

semestre

mês

8.258 (4.312) 3.946 (1.520) (727) (849) (31) 952 (865)

45.502 (22.869) 22.633 (9.639) (4.680) (5.043) (192) 7.197 (6.921)

8.726 (4.330) 4.396 (1.488) (717) (826) (33) 952 (864)

RESULTADO OPERACIONAL Resultado Não Operacional

2.426 3

12.994 415

2.908 -

RESULTADO NO MÊS/SEMESTRE/MÊS

2.429

13.409

2.908

PERMANENTE Investimentos Imobilizado de Uso Diferido TOTAL DO ATIVO PASSIVO

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO Receitas da Intermediação Financeira Despesas da Intermediação Financeira RESULTADO BRUTO INTERMED FINANCEIRA Outras Receitas/Despesas Operacionais Despesas de Pessoal Despesas Administrativas Despesas Tributárias Outras Receitas Operacionais Outras Despesas Operacionais

DIRETORIA EXECUTIVA José Valdir Ribeiro dos Reis – Presidente Marconi Tavares França – Diretor Paulo Rochadel Lima – Diretor

GERÊNCIA FINANCEIRA Pedro Ferreira Caixeta – Gerente Laércio Zipperer Villalba – Contador (CRC DF 7386)


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Antonio Menezes*

Mas, antes, A cidade morria devagar. Esse é o título de um livro interessante, alegre, autoria de André Carvalho e João Leite, pessoas simples que depois se tornaram construtores-coop de vanguarda. Embora de 300 páginas, o livro é de formato que favorece uma leitura leve e ligeira. O livro é uma ata. Ata dos acontecimentos do final do século passado ao início deste por aquelas bandas dos contrafortes da Serra da Canastra, um dos mais belos panoramas no conjunto montanhoso de Minas. As primeiras páginas estampam fotos de horizontes e paisagens lindas. No centro das paisagens, o berço do venerável Rio São Francisco. Sim, o Velho Chico em seu começo, ainda brincando e serpenteando entre pedras e atirando-se de ribanceiras em saltos radicais, para depois deslizar solto por entre vales no rumo do Nordeste e do oceano. O texto contém os registros de uma cidade que tinha mais de 10 mil habitantes na metade do século passado, com fazendas e muitos trabalhadores, agricultura forte e comércio pujante. E a narração de como tudo foi diminuindo, diminuindo, a agricultura murchando, as pessoas indo embora, o futuro não era mais ali, ficar em São Roque não dava mais. A minguada população beirava as 6 mil pessoas no começo da década se 1990. Respirava-se atmosfera de empobrecimento e êxodo. Os mínimos serviços bancários também arrumaram mala e foram embora. Nem o Banco do Brasil se interessou por São Roque. Mas entre os teimosos em permanecer ali havia... algumas mentes e corações inquietos e fervorosos à procura até mesmo de um milagre. Desses milagres que costumam vir das inspirações do Espírito Santo nas pessoas de boa vontade. Na história do Cooperativismo, lá atrás, isso aconteceu. Joãozinho foi o grande personagem das inquietações e dos planos. Líder como poucos. Ele percorre todas as páginas

do livro, ou seja, esteve dentro de todos os acontecimentos, como agente. Ele foi reunindo rumores e informações chegadas de Alpinópolis, Medeiros e Iguatama, municípios vizinhos, a respeito do cooperativismo de crédito de lá, e também pelas bandas de Formiga e Piumhi. E ficou sabendo que Minas crescia no crédito cooperativo e o que isso significava para as comunidades, especialmente a população do campo. E no troca-troca de informações, e de viagem em viagem, o grupo de Joãozinho foi crescendo, crescendo, a idéia cooperativa foi tomando força e lugar de preferência nos planos de reerguer São Roque; de chamar de volta seus filhos; de retomar a agricultura pujante; de dar mais projeção ao queijo canastra; de garantir futuro para suas crianças e seus jovens – como acontecia em tantas outras cidades. Sem saber, eles contaram com um trunfo: aquela gente boa do lugar, que costumava amanhecer e anoitecer com certo desânimo, tinha no coração as sementes da solidariedade, como acentuou na apresentação do livro o ex-presidente da Aliança Cooperativa Internacional, Roberto Rodrigues. Muito interessante observar nas histórias contadas o cuidado que Joãozinho e sua turma tiveram no planejamento: visitas a cooperativas, conversas com dirigentes, informações sobre os serviços da central Crediminas, sobre as exigências do Banco Central a respeito das condições mínimas

de montagem e instalação de uma cooperativa de crédito. Viajaram, viajaram e, como bons mineiros, muito conversaram. Detalhe a detalhe o livro conta, até a história de um computador que pegou fogo. Depois, quase tudo arrumado, a busca: quem poderia ser o gerente? E o contador? São pedaços de um pitoresco acontecido admirável no conjunto das muitas façanhas narradas no livro, que, aliás, tem um subtítulo carinhoso: O romance de uma cooperativa. E assim firmou-se a Saromcredi, desde seu nascimento em outubro de 1991. Hoje a cooperativa já se estendeu por outros municípios e distritos e conta com 5.800 membros e ativos de R$ 22 milhões. Sua gente voltou a ser feliz, seus campos voltaram a produzir. Por seus feitos, já mereceu várias reportagens na imprensa. Seus dirigentes não têm mais espaço na agenda para atender aos muitos convites, até de universidades, para contar as histórias de São Roque de Minas e a saga da Saromcredi. Os dois pinheirinhos, lá, estão bem viçosos, firmes. O livro A cidade morria devagar pode ser obtido junto à Confebrás – Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito, pelo site www.confebras.com.br

Antonio Menezes é funcionário aposentado do BB e associado da Cooperforte. Estudioso do Cooperativismo, presta serviço a várias organizações do sistema cooperativista.


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Instituto Cooperforte

As treze assistentes sociais que atuam nas frentes do Projeto Passaporte do Futuro estiveram reunidas em Brasília, no período de 14 a 16 de julho. O encontro promoveu a integração e o intercâmbio dessas profissionais, visando maior aperfeiçoamento na assistência socioeducativa prestada aos jovens assistidos pelas ações regionais em desenvolvimento pelo Instituto Cooperforte no Distrito Federal e nos estados de Minas Gerais, São Paulo,

Rio de Janeiro, Goiás e Bahia. A programação incluiu duas palestras. A presidente e pró-reitora da Unipaz e professora da Universidade de Brasília, Ruth Maria Scaff, na palestra de abertura, discorreu sobre a eficácia da visão plural e holística na construção do conhecimento e a importância da educação na construção da paz social. Em outro momento, a educadora Olga Lembo, coordenadora educacional da Fundação Gol

de Letra – fundada pelos jogadores Leonardo e Raí – apresentou a experiência daquela instituição em projetos desenvolvidos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Durante os trabalhos, as participantes relataram suas experiências no projeto que acompanham e discutiram metodologias e alternativas que podem contribuir para a potencialização das ações do projeto Passaporte do Futuro.

Intercâmbio com o Sistema Cooperativo Mondragón O delegado da Corporação Cooperativa Mondragón no Brasil, Ibrahin João Elias, esteve em visita à sede do Instituto Cooperforte na tarde do dia 26 de julho, iniciando intercâmbio que futuramente pode resultar em parcerias e no desenvolvimento de projetos conjuntos, sobretudo na área da educação cooperativista.

Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Funcionários de Instituições Financeiras Públicas Federais Ltda. SBS – Quadra 2 – Bloco A – Loja 1 – Térreo – Ed. Casa de São Paulo – 70078-900 – Brasília/DF POSTOS DE ATENDIMENTO S. Paulo Av. S. João, 32 – 11º andar – (11) 3106-6969 fax (11) 3104-1679 B. Horizonte Rua Rio de Janeiro, 750 – 7º andar (31) 3217-3362 fax (31) 3217-3085 P. Alegre Rua Uruguai, 185 – 8º andar – Fone/fax (51) 3224-2883 e (51) 3224-2944 R. Janeiro Av. Nilo Peçanha, 50 Sl 1612 - Ed. De Paoli – Fone: (21) 2220-0953 e Fax: (21) 2220-0171

www.cooperforte.org.br Central Teleforte 0800 701 3766 – Fax (61) 314-7260

A Corporação Cooperativa Mondragón é uma instituição sediada na cidade espanhola de Mondragón, famosa por ser precursora na implantação de uma experiência cooperativista pioneira e de vanguarda, citada como referência para projetos em diversas partes do mundo. Na mesma data, Ibrahin João Elias visitou também a sede da Cooperforte.

DIRETORIA EXECUTIVA Presidente José Valdir Ribeiro dos Reis Diretores Marconi Tavares França Paulo Rochadel Lima CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente José Valdir Ribeiro dos Reis Conselheiros Benedito Carlos Florêncio Silva Carlos de Araújo Barreto

Josué Martins Neto Marconi Tavares França Paulo Rochadel Lima Romildo Gouveia Pinto CONSELHO FISCAL Ardêmio João Brixner Benito Lima Vasconcelos Leonel Moscato Ziquinatti JORNALISTA RESPONSÁVEL Antonio Emilio da Costa MTb 5.200/83 - DRT/DF

REVISÃO Antonio Menezes PROGRAMAÇÃO VISUAL Estúdio 59 DIAGRAMAÇÃO Paulo Selveira TIRAGEM 75 mil exemplares

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