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editorial Estamos ao final da colheita de

Departamento Técnico da Coopercam demonstra estado crítico da seca na região

café, ano difícil devido à falta de chuva, assunto já bastante discutido durante este ano. Entendemos que a quebra da produção atingiu o patamar de 35% em nosso município. Inauguramos dois armazéns no mês de agosto, ambos destinados ao depósito de café,

Os gráficos abaixo são dados catalogados pelo Departamento Técnico da Coopercam e mostram a evolução dos índices pluviométricos nos últimos quatro anos. A média

pluviométrica em 2014 é extremamente preocupante, já que, em comparação aos

outros anos, o índice de chuva mensal foi baixíssimo. Com a falta de chuva, como já não é novidade, a safra 2015 já está comprometida. O jeito é apelar para Santo Antônio e pedir para ele soltar a torneira lá de cima para que a situação melhore na região castigada pela seca.

vejam as fotos nesta edição na página 6. O nosso recebimento de café seria histórico se não fosse a quebra da safra devido à falta de chuvas. O recebimento de café a granel foi um sucesso, 33% do total, com tendência de aumentar bastante nos próximos anos. O Evento “7º Dia de Negócios” ficou dentro do esperado, os

Fonte: Departamento Técnico Coopercam

volumes de vendas de adubos e defensivos, bem como os equipamentos e tratores foram os mais comercializados. Agora é torcer para que tenhamos chuvas suficientes para recuperar os cafezais para as próximas safras. Fonte: Departamento Técnico Coopercam

Expediente

Tarcísio Rabelo Presidente da Coopercam

*Até dia 10 de Setembro

Conselho de Administração: Tarcísio Rabelo, José Eduardo Vanzela, José Afonso Gomes, Oswaldo Pimenta Duarte, Benigno Carvalho Machado. Suplentes: José Lúcio Ribeiro, José Maurício de Souza, Valeria Miarelli. Diretoria Executiva: Tarcisio Rabelo, José Eduardo Vanzela, José Afonso Gomes. Conselho Fiscal 2014: Marcos Francisco de Oliveira, José Nicodemos dos Santos e Mauro Dias Palhão (efetivos); e José Donizeti Correa, Vitor Raimundo de Abreu Salgado e José Maria Soares (suplentes). Jornalista Responsável e Redação: Eliana Sonja Rotundaro MTb 12982. Colaborador e fotos: Hendrix Brasiliense. Diagramação: Sakey Comunicação. Tiragem: 2 mil exemplares. Impressão: Gráfica Novo Mundo.


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Parceria entre Coopercam e Syngenta possibilita implantação de biodigestor inédito no Brasil Ter uma atividade sustentável é uma prioridade para qualquer produção agrícola e/ou pecuária. Os cuidados com o meio ambiente são fundamentais para o mundo atual, pois os níveis de degradação ambiental já têm alterado substancialmente o clima da terra. Um exemplo é a forte seca que assola o sudeste brasileiro e que já prejudicou sobremaneira as culturas de café da região Sul Mineira. Na área do café, por exemplo, o produtor que quiser um grão de qualidade para exportação deverá ter uma propriedade agrícola sustentável, pois assim exigem países europeus e asiáticos. Quando se diz sustentabilidade, está-se referindo a três pilares: preservação ambiental, responsabilidade social e administração eficiente. Na esfera ambiental, ainda que aos poucos, têm surgido no Brasil ações voltadas para a diminuição do impacto ambiental nas propriedades agrícolas. Uma ação importante que pode ajudar na redução desses impactos ambientais é o biodigestor. Sistema que recebe dejetos e águas residuais, faz a decomposição desses materiais e os transformam em gases. Esse gás, por sua vez, será utilizado em diversas atividades. Entre elas o aquecimento das unidades de produção de suínos e aves, geração de energia elétrica e secagem de grãos. Além disso, dentro de um tratamento adequado no biodigestor, os dejetos podem vir a ser utilizados como adubos químicos. Esse projeto de biodigestor já foi implantado em várias propriedades rurais do Brasil. A Coopercam, em parceria com a Syngenta, a partir do projeto Caminho Sustentia, trouxe da Costa Rica uma tecnologia que está inserindo no Brasil, mais especificamente em Campos Gerais, um projeto pioneiro no País: o biodigestor dos resíduos de despolpadores de café. A implantação do projeto é assessorada pela empresa de consultoria Aceres, através de Leonardo Sánchez. No processamento por via seca o café é lavado depois da colheita e submetido a um processo de secagem. A casca é o principal resíduo gerado por esse processamento. No processamento por via úmida o café é lavado e despolpado. As atividades de lavagem e despolpa dos frutos do cafeeiro geram grandes volumes de rejeitos sólidos e líquidos com considerável teor de potássio e matérias orgânica e inorgânica, com elevado potencial poluidor. Por isso, esse material não pode ser descartado nos rios. A poluição das águas originada pela emissão de rejeitos líquidos do processamento do café por via úmida provoca, além da poluição visual, alterações em ciclos biológicos devido ao consumo de oxigênio dissolvido no meio aquático, além de produzir substâncias mal cheirosas. Uma propriedade familiar foi a escolha da Coopercam para a implantação do projeto piloto. Com uma área total de 14,5 ha e 5,5 ha com o cultivo de café, as terras de Maria Aparecida da Silva, produtora de 69 anos, estão recebendo as obras para o biodigestor de despolpadores de café. O projeto ainda não está pronto e teve início há cerca de dois meses. Douglas Silvério Braga, agente de pesquisa da Coopercam, comenta que o término das obras depende da chegada do saco biodigestor, material importado do Peru, que não é produzido no Brasil. Dona Maria, como é chamada por todos, diz estar confiante. “Além de gerar energia para iluminar a casa, vai facilitar o meu dia a dia com um fogão a gás, diminuir a mão de obra e não vai gerar gás carbônico. Vai ser muito bom, pois com esse projeto, descobri que muita coisa pode ser transformada com simples mudanças de hábito”,

comenta Dona Maria. Tudo isso só será possível porque o biodigestor irá “tratar” da água oriunda do despolpamento e irá gerar de 6 a 9 m³ de gás/ dia, a ser utilizado na propriedade na forma de energia elétrica, fogo e gerador. Além disso, a água tratada poderá ser usada na irrigação de culturas. O agente de pesquisa da Coopercam Douglas Silvério Braga chama a atenção para uma peça fundamental na implantação desse projeto. Para que o mesmo seja uma realidade na propriedade, Dona Maria precisa da Certificação oferecida pelo Projeto Caminho Sustentia, uma parceria com a certificadora europeia UTZ Certified e a Syngenta. A propriedade rural começou a mudar seus “hábitos” nas áreas administrativa e ambiental. “O processo de certificação é continuo. É uma evolução de quatro anos para ser totalmente implantada na propriedade. Antes, por exemplo, ela não fazia coleta seletiva do lixo nem contabilizava os gastos e os ganhos. Hoje, 80% das mudanças já foram efetuadas. Mas, sem essa certificação, que está sendo feita de forma paralela, não seria possível implantar o projeto de biodigestor”, diz Braga. Wellyson da Silva Araújo, assistente técnico da Coopercam e responsável pela implantação

e funcionamento do biodigestor, explica que o mesmo poderá também ser utilizado na entressafra com o processamento de dejetos de suínos e bovinos. “Mais uma grande vantagem, pois assim não se para a produção de gás”, diz Araújo. “Os biodigestores são uma tendência. Mais alguns anos e todas as propriedades que utilizam o benefício de café por via úmida, sejam familiares ou grandes, terão esse sistema, pois as vantagens são muitas e compensadoras para uma produção sustentável”, finaliza Braga.


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7ª edição do Dia de Negócios alcança objetivos propostos pelo evento Em sua sétima edição, o Dia de Negócios, evento organizado pela Coopercam, foi realizado nos dias 26, 27 e 28 de agosto, em Campos Gerais. De acordo com Ronaldo Oliveira, gerente comercial da Coopercam, o evento conseguiu alcançar os seus objetivos, ao proporcionar oportunidade de ótimos negócios a seus cooperados. Nos três dias de evento, os associados puderam conhecer o que há de mais novo nas áreas de insumos e máquinas agrícolas. Sessenta empresas apresentaram aos visitantes inovações

e oportunidades de negócios. Oliveira comenta que 2014 é um ano atípico em relação aos anos anteriores devido à seca. “Até a chegada das chuvas, o

produtor tende a ficar com receio de realizar grandes investimentos, avaliando com critérios os tratos culturais em suas lavouras. Haverá redução na produção para a próxima safra, porém os preços do café estão mais atrativos e, como consequência, o produtor terá uma maior rentabilidade na hora da venda”, comenta Oliveira. “Mesmo

em um momento de quebra de produção, o produtor não pode deixar de realizar os tratos culturais e os investimentos na lavoura, pois isso irá ocasionar a rentabilidade e a produtividade da próxima safra”, finaliza. Por tudo isso, é tão importante para o produtor ter oportunidades diferenciadas de negócios para continuidade em sua atividade cafeeira. O presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiros, esteve presente na abertura do evento, juntamente com o presidente e membro do CNC, Tarcísio Rabelo.


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Dia de Cooperar movimenta Campos Gerais O Dia de Cooperar (Dia C) foi criado em 2009 pelo Sistema Ocemg e conta com o apoio e participação das cooperativas mineiras. Tem o objetivo de promover e estimular a integração das ações voluntárias num grande movimento da solidariedade cooperativista. É um dia reservado para fazer o bem ao próximo por meio de ações sociais diversificadas e simultâneas em todo o Estado. No grande dia, cooperados, colaboradores, familiares, parceiros, clientes e fornecedores ajudam a transformar para melhor a vida de muitas pessoas. As próprias cooperativas definem a ação a ser realizada e, a partir daí, mostram o potencial cooperativo no âmbito da Responsabilidade Social. As atividades variam de campanhas de doação de sangue, arrecadação de alimentos, livros, roupas e materiais de limpeza, até prestação de serviços à comunidade, reforma e assistência a entidades filantrópicas. Este ano, o dia escolhido foi 6 de setembro e a Coopercam elegeu uma ação solidária em prol da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Campos Gerais (APAE). Uma grande movimentação foi realizada para a doação de material reciclável por parte de toda a população da cidade. “Todo o lixo doado foi revertido em subsídios para a compra de material de construção para obras de muita importância na APAE: três salas de atendimento de fisioterapia e uma sala de

atendimento odontológico”, explica Hendrix Brasiliense, colaborador da Coopercam e responsável pela organização do Dia C. Brasiliense explica que a obra está orçada em R$ 53 mil e que essa ação será estendida até se conseguir toda a verba necessária. “Já conseguimos com a Prefeitura o empréstimo de pedreiros para fazer a obra. Além disso, o Sicoob doou uma TV para fazermos uma rifa solidária para a arrecadação de recursos. Vamos pedir a várias pessoas e empresas a doação de brindes para essa rifa”, conta Brasiliense. Em um segundo momento, os responsáveis pela ação irão solicitar doações de lojas de material de construção.

“O que vier será muito bem-vindo: cimento, tijolo ou piso. O que importa mesmo é que as pessoas de Campos Gerais abracem essa causa e nos ajudem a construir essas salas na APAE, pois a entidade precisa muito melhorar o atendimento às pessoas que dela fazem parte”, finaliza Brasiliense. A ideia do Dia de Cooperar é justamente essa: propor ações solidárias para que as pessoas pensem sobre o seu papel na sociedade e a responsabilidade de cada indivíduo na construção de um mundo melhor, mais humano e mais fraterno. Vamos ajudar? Basta entrar em contato com Hendrix Brasiliense na Coopercam ou com a Maria Antônia, diretora da APAE.

Coopercam inaugura mais dois armazéns

Diretores da Coopercam inauguram os novos armazéns, que irão melhorar as condições de armazenamentos de grãos dos associados.


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Seca, capacitação e geração de renda O impacto da estiagem sobre a atual safra do café em Minas Gerais e as perspectivas para o próximo ciclo foram destaques na reunião da Comissão Técnica de Café da FAEMG, realizada no dia 4 de setembro, em BH. Durante o encontro - que contou com produtores e representantes de Sindicatos e cooperativas de diversas áreas do estado – houve unanimidade na confirmação de quebra na safra que acaba de ser colhida e previsão de redução para a safra 2015/16. Segundo o diretor da FAEMG e presidente da Comissão, Breno Mesquita, a seca deste ano teve forte impacto sobre os tratos culturais:

“Para este ano, a queda foi de cerca de 30%, variando de região para região. Para o próximo ano, ainda é cedo para estimarmos um percentual de redução, mas é importante destacarmos que já podemos crer que será realidade para todas as regiões produtoras do estado”. Os membros da comissão levaram à reunião números oficiais e his-

tórias de produtores de suas regiões. O presidente do Sindicato de Produtores Rurais de Medeiros, Galeno Leite, contou sobre a perda de 40% na atual safra, já confirmada pelo IBGE e Conab. Acompanhado de produtores, falou sobre os prejuízos gerados por granizo e estiagem, e a dificuldade encontrada por eles para acessar créditos para se preparem para a nova safra.

te aos produtores rurais sobre como proceder para requerer e garantir os descontos previstos na Lei 11.775 (art 8º), que teve redação modificada pela Lei 13.001. “Ela é de extrema importância para milhares de produtores rurais

inscritos na DAU que esperavam a oportunidade de regularizar sua situação”.

Divida Ativa Outro tema tratado na reunião foram os critérios para renegociação e liquidação de operações de crédito rural inscritas na DAU (Dívida Ativa da União). Portaria publicada no Diário Oficial no dia cinco de setembro, dará nor-

O prazo para liquidação ou renegociação é até 31/12/2015.

Alternativa

(Fonte: Sistema Faemg)

Para Breno Mesquita, a confirmação de que o próximo ano será novamente de quebra reforça a importância de que os produtores tenham bastante cautela na comercialização da safra atual e, em seguida, na gestão dos recursos e da propriedade. Segundo ele, é momento para que os produtores se informem, busquem conhecimento e alternativas, novas tecnologias e tendências do mercado: “Grande oportunidade para isso será a realização, em BH, da Semana Internacional do Café, de 15 a 18 de setembro. Exatamente por apostar na importância de capacitar os produtores mineiros e promover nossa cafeicultura para o mundo, a FAEMG é uma das realizadoras deste grande encontro, que terá muitas palestras, rodadas de negócios e sessões de cupping. E estamos reforçando nosso convite para que todo o setor produtivo participe e aproveite ao máximo dessa oportunidade”, destacou o presidente da Comissão. Outra frente de trabalho para minimizar a situação vivida pelo setor, segundo ele, será novamente a pressão por políticas públicas de geração de renda, já que falta planejamento que assegurasse investimentos contínuos na melhoria da qualidade do grão, nos tratos culturais e em safras bem posicionadas, dentre os melhores cafés do mundo. Durante a reunião, Breno Mesquita apresentou à Comissão Estadual uma proposta da Comissão Nacional de Café, da CNA, e da BMF (Bolsa de Mercadoria & Futuros) para formatação de um programa de garantia de renda ao produtor com opções privadas de venda. Fonte: Sistema Faemg


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