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Editorial

COOPERCAM RECEBE TROFÉU TOP OF MIND

Caro cooperado, Ao analisar os resultados do ano passado temos a impressão que o resultado não foi bom, poderia ter sido muito melhor. Mas foi um ano de arrumar a casa. Encerramos as construções de galpões, investimentos em maquinários e não temos nenhum galpão alugado. Todos os departamentos estão dentro do espaço da Coopercam, centralizamos os departamentos comercial e técnico, bem como os estoques de defensivos. Houve um reestudo no Empório e no laticínio, reduzindo o horário de trabalho e, consequentemente, o número de funcionários. O ano de 2014 foi muito bom para a Coopercam, com muito aprendizado, contratação de consultorias específicas, treinamentos e cursos para os gerentes etc. Em 2015 já estamos desfrutando dessas tomadas de decisões.

EXPEDIENTE

Tarcísio Rabelo Presidente Coopercam

Em cerimônia realizada no dia 28 de fevereiro, a Coopercam recebeu o troféu Top of Mind, na categoria Cooperativa de Café, realizado pela Associação Comercial de Campos Gerais (ACICG) e a DAPP Produções e Eventos. A Cooperativa dos Cafeicultores de Campos Gerais e Campo do Meio recebeu o troféu na categoria Cooperativa e para representar a entidade e receber o troféu, esteve presente na cerimônia José Afonso Gomes, diretor administrativo da Coopercam. “Receber essa premiação foi uma grata surpresa, mas ao mesmo tempo, sabemos que esse troféu é o reconhecimento de um trabalho sério, fruto do trabalho diário e comprometido dos Diretores, Colaboradores, associados e toda sociedade de Campos Gerais”, comentou Gomes De acordo com a ACIG e a DAPP Produções e eventos, o objetivo do Top of Mind é apontar as melhores empresas de Campos Gerais e gerar indicadores de qualidade com o fim de estimular a melhoria de itens importantes

para o consumidor. “O resultado dessa pesquisa também servirá como uma ferramenta de trabalho para que os comerciantes de Campos Gerais possam melhorar suas empresas”, Kleyvertton Rocha, presidente da Associação Comercial de Campos Gerais. O presidente da ACICG acrescenta que o evento é uma maneira de “reconhecer as empresas que são destaques em Campos Gerais através de suas ações de marketing e atendimento”.

COOPERCAM: 35 ANOS

A Cooperativa dos Cafeicultores de Campos Gerais e Campo do Meio completa este ano 35 anos de existência. Fundada em 8 de dezembro de 1980, a cooperativa está presente na vida de produtores rurais de Campos Gerais, Campo do Meio e no distrito do Córrego do Ouro de maneira efetiva e ininterrupta. São 35 anos de atividades incessantes em prol do homem do campo, em uma clara demonstração de um trabalho sério. Ao longo de mais de três décadas, a Coopercam apoia

seus cooperados por meio de parcerias com seus fornecedores, com assistência técnica e veterinária e difundindo tecnologia ao homem do campo sobre os cuidados com as lavouras através de palestras técnicas, dias de campos e eventos específicos, como o Circuito de Tecnologia, e com todos os suportes necessários para que a produção de café, tanto na produtividade como na qualidade. Além do café, a Coopercam recebe toda a produção de leite dos seus cooperados que trabalham nessa área e, através de um laticínio próprio, pasteuriza e envaza o leite, e produz vários tipos de queijo, como ricota, Minas frescal, Minas padrão, muçarela, provolone, prato, nozinho e palito. Em 2015, a Coopercam tem o orgulho de possuir em seu quadro societário mais de 2000 mil cooperados, empregar mais de 130 colaboradores e possuir capacidade estática para armazenar mais de 450 mil sacas de café. “O sucesso de uma empresa se faz com um gerenciamento eficaz; com ética, transparência com uma gestão democrática e descentralizada. Nesses 35 anos gostaria de estender os méritos do crescimento da Coopercam a todos os diretores, colaboradores e cooperados que tiveram seu papel preponderante na história”, completa Gomes.

Conselho de Administração: Tarcísio Rabelo, José Eduardo Vanzela, José Afonso Gomes, Oswaldo Pimenta Duarte, Benigno Carvalho Machado. Suplentes: José Lúcio Ribeiro, José Maurício de Souza, Valeria Miarelli. Diretoria Executiva: Tarcisio Rabelo, José Eduardo Vanzela, José Afonso Gomes. Conselho Fiscal 2015: Marcos Francisco de Oliveira, José Donizeti Correa e Osmar Francisco de Carvalho (efetivos); e Wanderlei da Silva Honório, Carlos Alberto de Brito e Roberto Raimundo de Abreu (suplentes). Jornalista Responsável e Redação: Eliana Sonja Rotundaro MTb 12982. Colaborador e fotos: Hendrix Brasiliense. Diagramação: Sakey Comunicação. Tiragem: 2 mil exemplares. Impressão: (?)


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PROJETO RECICLAÇÃO DISTRIBUI OVOS DE PÁSCOA A CRIANÇAS CARENTES DE CAMPOS GERAIS

GSB2

“Os equipamentos da Pinhalense são excelentes para que possamos atingir nosso objetivo que é a produção de cafés especiais”.

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O Projeto ReciclAção, desenvolvido pela Coopercam, dá frutos mais uma vez. Com o dinheiro arrecadado com a venda do lixo reciclável, foi possível fazer a alegria das crianças da creche Jardim Botânico, em Campos Gerais. “No dia de 6 de abril, distribuímos 130 ovos de chocolate, em uma ação que designamos como Páscoa Solidária”, diz Hendrix Brasiliense, funcionário da Coopercam e um dos responsáveis pela implantação do Projeto ReciclAção na empresa. Colaboradores da Coopercam estiveram na creche e fizeram a distribuição em cada uma das salas. Ao final, todas as crianças se reuniram no pátio da creche e cantaram algumas parlendas (versos recitados para entreter, acalmar ou divertir as crianças, ou para escolher quem deve iniciar determinado jogo ou aqueles que devem tomar parte em determinada brincadeira) e músicas de Páscoa, como forma de agradecimento. “Ações nesse sentido devem ser incentivadas e praticadas, para que os pequenos quando se tornaram adultos, façam o mesmo pelo seu próximo. Só assim teremos um mundo com mais amor e solidariedade”, finaliza Brasiliense.

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MAIS DE 370 ASSOCIADOS PARTICIPAM DA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DA COOPERCAM No dia 29 de março, no Salão da Universidade Aberta do Brasil (UAB), em Campos Gerais, aconteceu a Assembleia Geral Ordinária da Cooperativa dos Cafeicultores de Campos Gerais e Campo do Meio. Com a presença de 378 associados, mais os mem-

- Prestação de Contas da Diretoria: o auditor Júlio César de Souza Nunes, da empresa Moore Stephens Prisma, apresentou o Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado do ano de 2014 e fez comentários sobre cada conta do balanço. Em relação ao Demonstrativo do Resultado, apresentou o valor de R$ 80.299,12, transferido para a conta Fundo

bros dos Conselhos de Administração e Fiscal, bem como o representante da Moore Stephens Prisma Auditores Independentes, o presidente da entidade, Tarcísio Rabelo, que deu início à reunião. Os assuntos abordados durante a Assembleia,

a prestação de Contas da Diretoria, compreendendo os relatórios da gestão, balanço, destinação das sobras ou perdas, parecer do Conselho Fiscal e auditores independentes. Também foram abordados a fixação dos honorários da diretoria, cédula de

de Reserva Legal. Nunes também fez a leitura da auditoria independente, que consta estar tudo em ordem. Ainda relativo à prestação de contas, Marcos Francisco de Oliveira, apresentou o parecer da atuação do Conselho Fiscal em 2014. - Taxa de Comercialização: o presidente da Coopercam, Tarcísio Tabelo, apresentou a proposta de aumento da

Taxa de Comercialização, que se encontra abaixo do valor praticado pelo mercado. Dessa forma, houve o reajuste da taxa de 1,5% para 2%. - Eleição e Posse dos Componentes do Conselho Fiscal: Com um total de 378 cooperados aptos para votar, a Chapa 01 obteve 169 votos e a Chapa 02, 197 votos. Brancos e nulos somaram 12. Diante do

presença dos Conselhos Administrativo e Fiscal, taxa de comercialização, realização de eleição e posse dos componentes do Conselho Fiscal e outros. Confira abaixo os principais pontos da AGO, votados e aprovados por todos os presentes.

resultado, foram empossados os membros da Chapa 02, vencedora do pleito e composta pelas seguintes pessoas: Marcos Francisco de Oliveira, José Donizeti Correa, Osmar Francisco de Carvalho para o Conselho Fiscal Efetivo; Wanderlei da Silva Honório, Carlos Alberto de Brito e Roberto Raimundo de Abreu para o Conselho Fiscal Suplente.


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COOPERCAM GARANTE AGILIDADE PARA O RECEBIMENTO DO CAFÉ Desde a safra 2014 a Coopercam investe na modernização para o recebimento do café. Dessa forma, oferece aos associados duas opções de envio do produto: em bag ou a granel. Essas duas maneiras proporcionam mais praticidade na hora do beneficiamento do grão, bem como reduz os custos com mão de obra e sacaria. Além desses benefícios, a Coopercam consegue mais agilidade na logística de recebimento e embarque do

café e, com isso, mais abatimento dos custos. Tudo isso foi implantado na Coopercam para atender melhor às necessidades dos seus associados no período da colheita do café. “É importante ressaltar que o associado que optar por armazenar seu café em sacaria de juta na safra 2015/2016, deverá se adequar à norma prevista da Consolidação das Leis do Trabalho, lei nºº 6.514, de 22 de dezembro de 1977. A regra

prevê que o peso máximo da saca de café deve ser de 59 kg mais 500 gramas da sacaria, em um total de 59,5 kg. Essa nova lei é somente para o armazenamento do café, lembrando que a comercialização será de 60 kg”, diz Hélvio Zacaroni, gerente do Departamento de Café da Coopercam. Zacaroni também ressalta que, ao depositar o café na Coopercam, o associado terá atendimento personalizado, com profissionais quali-

ficados, garantia de melhores preços no mercado e liquidez do produto. “Quanto maior o volume de café que o associado depositar na Coopercam, maior será o seu limite de crédito e, assim, terá mais facilidade em todos os tipos de negociações na cooperativa”, diz Zacaroni. O cooperado que tiver alguma dúvida é só procurar o Departamento de Café da Coopercam e solicitar mais esclarecimentos sobre o assunto.

AJUDE O HOSPITAL SÃO VICENTE DE PAULO CAMPANHA SAÚDE SOLIDÁRIA O Hospital São Vicente de Paulo precisa de sua ajuda para que a entidade possa investir na contratação de anestesista, obstetra e pediatra para a maternidade. Esses profissionais são essenciais para o funcionamento da maternidade com a qualidade e segurança que todos os cidadãos de Campos Gerais merecem. A partir de R$ 5 mensais, o Hospital São Vicente de Paulo terá terá condições de manter o funcionamento da maternidade todos os dias, 24 horas por dia, de maneira a poder atender todas as gestantes e prestar um atendimento humanizado e de qualidade.

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Artigo

OCORRÊNCIA DO ÁCARO-DA-LEPROSE NAS CAFEICULTURAS DE CAMPOS GERAIS E CAMPO DO MEIO EM 2015

O ácaro-da-leprose, Brevipalpus phoenicis, não é um inseto. É uma aranha diminuta (classe Aracnida). Ocorre em citros (laranjeiras, principalmente), atacando folhas, ramos e frutos. Como consequência, todas as laranjas com sintomas de seu ataque caem. Esse mesmo ácaro ocorre em cafeeiro, recebendo o nome de ácaro-da-mancha-anular, devido seus sintomas em forma de anéis nos frutos (cafés) maduros. Ataca folhas e frutos, também podem ser encontrados nos ramos. Seus sintomas, em folhas e frutos do cafeeiro, são típicos. Tem ocorrido todos os anos na cafeicultura do cerrado mineiro (Alto Paranaíba e Triângulo Mineiro). O ácaro B. phoenicis vem ocorrendo em algumas lavouras da cafeicultura do Sul de Minas desde 2011. Neste ano, 2015, no mês de março/ abril, sintomas típicos de seu ataque estão sendo observados em lavouras

de café em muitos municípios, como Campos Gerais, Campo do Meio, Alfenas, Três Pontas e muitos outros. Está também ocorrendo na cafeicultura de Piumhi, no sudoeste de Minas Gerais. Como resultado de seu ataque, as folhas com sintomas caem, folhas essas localizadas mais internamente na metade inferior dos cafeeiros. Em ataque acentuado, pode também ocorrer em frutos, acelerando sua maturação, seca e queda. Esses sintomas nas folhas e frutos são de vírus que o ácaro transmite, mesmo ocorrendo em baixa população. Ao contrário, o ácaro-vermelho Olignychus ilicis ocorre em altas populações nas folhas dos cafeeiros. Esse ataque do ácaro em lavouras de café é imprevisível, sendo mais uma manifestação da natureza. Aliás, na natureza, tudo pode acontecer. Como está ocorrendo, os cafeicultores devem fazer o seu controle através de uma pulverização,

agora, com acaricidas específicos (procure a assistência técnica da Coopercam), usando altos volumes de água (800 L/ ha ou mais). Adicionar espalhante adesivo. Uma segunda pulverização deverá ser feita após a colheita. Folhas e ramos coletados em uma lavoura com sintomas do ácaro, foram observadas em microscópio na Epamig Sul de Minas, em Lavras. No material examinado, foi observada a presença do ácaro só nos ramos e em pequeno número. Mesmo com a ocorrência do ácaro-da-leprose na cafeicultura em 2015, os cafeicultores não devem se preocupar já que as lavouras de café de Campos Gerais e dos demais municípios cafeicultores do Sul de Minas e das demais regiões cafeicultoras de Minas Gerais estão vigorosas, muito enfolhadas e com folhagem verde escura, garantindo assim a safra de café de 2016.

Assim, a queda de folhas com sintomas do ácaro não comprometerá a safra de café de 2016, já que o cafeeiro, naturalmente, possui folhas em excesso. O mesmo acontece com a perda de folhas na colheita, manual ou mecanizada. Como o ácaro-da-leprose ocorre comumente em laranjeiras, em pomares nas propriedades, causando prejuízos para produzir laranjas sadias, sem ataque do ácaro, os produtores devem controlá-lo como o controlam em cafeeiro. As laranjas caídas no chão, com sintomas, devem ser catadas e enterradas. Após a retirada dos frutos, pulverizar as laranjeiras por completo, inclusive tronco e ramos, em alto volume. Engenheiro Agronômo Júlio César de Souza Entomologista e Pesquisador da Epamig


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ASSOCIADA COOPERCAM RECEBE PROFISSIONAIS DA UTZ CERTIFIED A associada Coopercam Maria Aparecida da Silva, proprietária do sítio Ribeirão da Onça, recebeu no dia 27 de fevereiro a visita de profissionais da UTZ Certified, um programa de certificação de café criado em 1999 na Guatemala que tem o objetivo de garantir que o café comercializado seja produzido de acordo com altos padrões de qualidade, com o respeito ao meio ambiente e segurança do trabalhador. O holandês Paul Schep, gerente de Normas e Certificações UTZ; os italianos Elena Degli Innocenti, diretora de Normas e Certificação UTZ, e Giuseppe Cipriani, diretor de Pa-

drões de Certificação de Café UTZ, e o brasileiro Eduardo Sampaio, representante da UTZ no Brasil, estiveram no sítio da Dona Maria para conhecer melhor o funcionamento do programa Nucoffee Sustentia de certificação de cafés, uma parceria da Syngenta, Coopercam e UTZ, que oferece serviços de consultoria em certificação de cafés. Além disso, os visitantes aproveitaram para conhecer o projeto do biodigestor, que está em fase final de implantação, e viram de perto como é o cultivo de café no Brasil, especialmente em uma propriedade de agricultura familiar.

UTZ CERTIFIED No início, o programa recebeu o nome de UTZ Kapeh, que na língua Maia, Quíchua, significa “café bom”. Depois, foi alterado para UTZ Certified, por se tratar de um sistema de certificação que funciona em “Cadeia de Custódia”. A UTZ Certified certifica produtores de café de acordo com critérios estabelecidos no chamado “Código de Conduta”. Para conseguir a certificação, o produtor deve seguir os padrões de manutenção de registros acerca da produção e da lavoura, uso controlado de defensivos agrícolas para a proteção da lavoura, proteção aos direitos trabalhistas e atendimento às leis vigentes no país em que se encontra o produtor, acesso à assistência médica e educação para os empregados e seus familiares. Há, também, critérios econômicos e ambientais para a produção.

COMUNICADO: NOVA DATA PAGAMENTO DO LEITE A Cooperativa dos Cafeicultores de Campos Gerais e Campo do Meio, Coopercam, comunica aos produtores/fornecedores de leite que, a partir do mês de Maio de 2015, a data do pagamento do produto será todo dia 20 do mês subsequente.

As compras de produtos na loja da Coopercam (rações, serviços e produtos veterinários e agropecuários) também terão o mesmo vencimento acima. No caso de alguma dúvida, a Coopercam está à disposição para mais esclarecimentos.


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ESPAÇAMENTO DE CAFEZAIS EVOLUI MUITO Atualmente é quase inconcebível plantar menos de 5000 plantas de café por ha. Mas, para se chegar a esse ponto custou muito. Foram 40-50 anos de evolução. Antes da década de 1970 as maiores áreas de cafezais, concentradas nos estados do Paraná e São Paulo, utilizavam espaçamento do tipo quadrado, na base de 3-4 X 3-4 m, com plantio de 3-4 mudas por cova. Nessa época, a manutenção de muita área de terreno livre tinha a ver com o uso de cultivos intercalares. Nesses espaçamentos se usavam menos de 800 covas por ha. Com o plano de renovação de cafezais, a partir de 1970, com a ocorrência da ferrugem, os espaçamentos que passaram a ser indicados, à época, procuravam ser no formato mais retangular, mantendo a rua aberta, para facilitar a operação do maquinário de controle da doença e fechando um pouco na linha, ficando os espaçamentos mais comuns, na base de 4 X 1,5-2,5m, ainda, na maioria, com 2 mudas por cova. O mais comum eram 1600 pl/ha. A partir da década de 1980 muitos ensaios de espaçamentos foram conduzidos e resultaram na redução do espaçamento entre plantas para 1m e uma só muda por cova, tendo sido observado, na época, que duas mudas (plantas) espaçadas de 1 m produziam mais cerca de 30% do que as duas juntas nas covas a cada 2 m. Isto resultou num stand básico de cerca de

J.B. Matiello Engenheiro Agrônomo da Fundação Procafé

2500 pl/ha. A evolução nas décadas de 1990 a 2000 mostrou que ainda se poderia reduzir mais a distância entre plantas na linha, para 0,5 a 0,7 m, com aumentos significativos de produtividade, especialmente nas safras iniciais. Também, nessa época, foram demonstrados muito produtivos espaçamentos adensados, com 1,7-2,0 X0,5m, muito importante para zonas montanhosas. Assim, chegou-se, até recentemente, a dois sistemas básicos de espaçamentos mais usados na nossa atual cafeicultura, sendo o primeiro em renque aberto, com 3,5 - 4,0m X 0,5m e o renque fechado ou plantio adensado, com 1,75-2,0m X 0,5m. O primeiro para zonas de mecanização plena e a segunda para áreas sem mecanização, sendo que o adensamento, sendo submúltiplo do renque aberto, pode ser transformado

naquele, pela eliminação de uma linha a cada duas. Estes dois sistemas compreendem stands de 5000 a 10000 pl/ha. Como toda a tecnologia cafeeira, nos últimos anos, a questão do espaçamento ainda vem evoluindo, com ajustes nestes dois sistemas básicos, partindo-se para um sistema intermediário, que resulta em um maior stand de plantas por ha e, mesmo assim, permita um bom manejo e facilidade nos tratos e na colheita. Deste modo, surgiu uma terceira via, que é o plantio semi-adensado, com espaçamentos na faixa de 2,5- 3,2 X 0,5m, combinado com o uso mais frequente de podas, principalmente do tipo esqueletamento. Este sistema compreende stand variável de 6300 a 8000 pl/ha. Sabe-se que no café, como na maioria de outras culturas, a produtividade, dentro de certos limites,

guarda relação com o número de plantas por ha. Além disso, plantas mais próximas produzem menos e se estressam menos com a carga, podendo se recuperar melhor para a safra seguinte, resultando em maiores produtividades por área. Na tabela 1 pode-se ver que, em três períodos distintos de evolução nos espaçamentos, os trabalhos experimentais mostram, com clareza, a importância do stand de plantas por área sobre a produtividade. Pode-se ver que a evolução no espaçamento dos cafezais mudou até a forma de se falar da lavoura. No passado, até a década de 1990, os técnicos e os produtores se referiam à sua lavoura, sua área e produtividade, em covas de café e produção por mil plantas. De lá para cá, todos os quantitativos, índices e recomendações fazem menção somente por área de café.

Informativo marco abril 2015  
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