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Editorial

Diretor comercial da Coopercam conhece complexo industrial da Timac Agro

Nos últimos três meses, o movimento na Coopercam cresceu bastante devido às campanhas de vendas de insumos e os altos volumes de cafés negociados. Já estava na hora, visto que as cooperativas, de um modo geral, estavam necessitadas de aumentar os faturamentos e colocar ordem na casa. A colheita de café acabou e a produção foi abaixo da nossa expectativa. Mas vieram as chuvas e as lavouras de cafés floresceram, o que sinaliza produção alta para 2016. Os resultados melhoraram substancialmente e trouxe alívio para todos e uma expectativa bem promissora para 2016.

EXPEDIENTE

Tarcísio Rabelo Presidente Coopercam

A convite dos representantes da Timac Agro, Flávio Soares e Everson Mocarzel, o diretor comercial da Coopercam José Eduardo Vanzela visitou, nos dias 13 e 14 de outubro, o complexo industrial da Timac Agro, unidade da Bahia, juntamente com outros clientes da empresa e profissionais da área de agronegócio. O Coordenador de Marketing da multinacional, Matthieu Beziat, foi quem recebeu os visitantes e fez uma apresentação sobre o histórico da empresa e os fertilizantes que são produzidos na unidade. O Coordenador de Controle de Qualidade da Timac Agro, Rogério Nishimura, liderou um tour por toda a unidade industrial e mostrou aos visitantes cada fase do processo de produção dos fertilizantes. A unidade

visitada pelo representante da Coopercam está instalada na cidade de Candeias (BA), tem capacidade para produzir 250 mil toneladas de fertilizantes/ano e é responsável por abastecer os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Goiás. “Em nome da Coopercam, gostaria de agradecer pela oportunidade que nos deram em conhec er o completo industrial da Timac Agro. Com a visita, pudemos comprovar, através de seus processos e políticas, o compromisso da empresa com seus clientes, oferecendo produtos de qualidade, o respeito no tratamento com seus funcionários e a preocupação com a preservação ambiental”, diz Vanzela. Grupo Roullier A Timac Agro é a mar-

ca mundial do segmento agropecuário do Grupo Roullier, uma multinacional francesa, com presença em mais de 50 países. No Brasil, iniciou suas atividades em 1997, por meio de uma Joint Venture, localizada em Rio Grande (RS), e, em 1999, adquiriu 100% do capital da empresa. Em 2005, adquiriu mais duas fábricas no nordeste (Maceió-RN e Candeias-BA). Com presença comercial em mais de 114 países, o Grupo Roullier possui mais de sete mil funcionários, 78 Unidades Industriais, 400 pesquisadores e engenheiros, 2300 engenheiros agrônomos e técnicos, 1400 gestores e faturamento acima de 3 bilhões de euros em volume de negócios. Atualmente, o Grupo atua nas áreas de nutrição vegetal, animal e humana.

Conselho de Administração: Tarcísio Rabelo, José Eduardo Vanzela, José Afonso Gomes, Oswaldo Pimenta Duarte, Benigno Carvalho Machado. Suplentes: José Lúcio Ribeiro, José Maurício de Souza, Valeria Miarelli. Diretoria Executiva: Tarcisio Rabelo, José Eduardo Vanzela, José Afonso Gomes. Conselho Fiscal 2015: Marcos Francisco de Oliveira, José Donizeti Correa e Osmar Francisco de Carvalho (efetivos); e Wanderlei da Silva Honório, Carlos Alberto de Brito e Roberto Raimundo de Abreu (suplentes). Jornalista Responsável e Redação: Eliana Sonja Rotundaro MTb 12982. Colaborador e fotos: Pâmela Corrêa. Diagramação: Sakey Comunicação. Tiragem: 2 mil exemplares.


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Grupo GTEC Cooperativas visita Coopercam No dia 2 outubro, a Coopercam recebeu a visita do Grupo GTEC Cooperativas, que congrega representantes de 15 cooperativas de cafeicultores das regiões Sul de Minas, Alta Mogiana e Cerrado Mineiro. O Grupo é formado pelos departamentos técnicos da Cooxupé, Cocatrel, Cooparaiso, Cocapec, Copermonte, Coomap, Cooperrita, Cocarive, Coopinhal, Cara, Copama, Coopervass, Capebe, Coopercam e Minasul. Iniciativa da Syngenta, o Grupo se reúne há 10 anos, quatro vezes ao ano, e tem o objetivo de discutir a cadeia produtiva do café. Inovações, problemas enfrentados pelos cafeicultores, evolução da área de plantio, previsões futuras de safras e outros itens estão entre os assuntos abordados nessas reuniões. O presidente da Coopercam Tarcísio Rabelo, o diretor comercial José Eduardo Vanzela e o gerente comercial Ronaldo de Oliveira receberam os representantes e, antes da reunião em si, um tour foi realizado pela Coopercam. Encantados

com a estrutura e a organização, os visitantes conheceram os barracões de café, quando tiveram a oportunidade de apreciar o avançado sistema de armazenamento do café, explicado pelo colaborador Hendrix Brasiliense. Também conheceram o departamento de café, o armazém de defensivos agrícolas, a loja matriz e a sede da diretoria. O engenheiro agrônomo João Paulo Alves de Castro apresentou a história da Coopercam e a sua estrutura organizacional atual, bem como o modelo de trabalho do departamento técnico. Após a visita e a reunião, o Grupo se deslocou para a propriedade da cooperada Maria Aparecida Silva, localizada na comunidade do Ribeirão da Onça, e que possui um biodigestor. O projeto do biodigestor foi realizado pela Syngenta em parceria com a Coopercam, e tem o objetivo de decompor a água residuária do processo do despolpamento do café para gerar gás, e usada posteriormente na propriedade para uso doméstico.

Grupo GTEC Cooperativas As 15 cooperativas que formam o Grupo GTEC Cooperativas e que esteve na Coopercam, somam mais de 200 técnicos de campo e balcão e cerca de 800 mil hectares de café. O modelo de integração desse Grupo, assim como

COMUNICADO Atenção cooperados! A Coopercam comunica que a segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa já está em andamento. Não deixe de vacinar o seu rebanho (bovinos e bubalinos, com idade de zero a 24 meses) até dia 30 de novembro de 2015. Lembre-se: a vacinação é obrigatória e o produtor que não vacinar seu rebanho poderá ser multado. Na Coopercam você encontra as vacinas necessárias e ainda tira dúvidas com seus veterinários. Não deixe para a última hora! É a Coopercam contra a febre aftosa.

os outros Grupos GTEC, é baseado na inteligência coletiva. Ou seja, a troca de experiências e dados de campos permitem que seus integrantes estejam sempre informados e multipliquem o conhecimento na cafeicultura.


ARTIGO

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O mistério da floração do cafeeiro Por João Paulo Alves de Castro, Engenheiro Agrônomo

Muitos que admiram o belo aspecto do cafezal em floração e apreciam o perfume das suas flores, não imaginam como é complexo o processo de florescimento, parte que ainda é um mistério para os pesquisadores da área e precisa ser melhor estudado. O processo de floração do cafeeiro, desde sua “iniciação” até a abertura da flor ou “antese”, envolve modificações bioquímicas, morfológicas e fisiológicas. Na floração são reconhecidas quatro fases distintas, mas com certo grau de sobreposição entre elas: iniciação floral, diferenciação ou desenvolvimento das partes da flor, dormência do botão floral e abertura da flor, que é a florada ou antese. Pode ocorrer um número variável de floradas em função das características do cultivar, como a carga genética e as condições nutricionais, e dos fatores ambientais, como a radiação solar, a temperatura, a disponibilidade hídrica e o déficit de pressão do ar, entre outros. Da interação desses fatores depende a produtividade, a qualidade e a maior ou menor facilidade da colheita. As inflorescências do café são formadas nas axilas das folhas dos ramos laterais (plagiotrópicos) formados na estação de crescimento anterior. Os nós em geral produzem

de 6 a 8 gemas floríferas, se desenvolvendo normalmente apenas uma por vez, permanecendo as demais gemas seriadas dormentes, em número de 4 a 6, como reserva para futuras ramificações laterais secundárias ou terciárias, fundamentais para a renovação da planta, seja após secas-de-ponteiros ou po-

lhas na maior taxa possível, evitando-se que elas caíam durante a próxima fase de floração e frutificação. O cafeeiro é “sábio” e, nas condições de cultivo, muitas flores e frutos caem, ficando o pegamento final de frutos entre 35% e 60%. Nos cafeeiros saudáveis, quando a florada é abun-

das, como o esqueletamento. Assim, a quantidade de flores depende estritamente do número de nós dos ramos laterais, primários ou de ordem superior, formado na estação de crescimento anterior (cerca de setembro a maio). É por isso que se diz que a arte de produzir café é a arte de fazer fo-

dante, se o pegamento for muito elevado e o clima não for o mais adequado, se estabelece uma situação de “supercarga”, e o manejo da cultura tem que ser muito rigoroso para se evitar morte acentuada de raízes, seca-de-ramos ou mesmo a morte da planta. A diferenciação floral, na maioria das regiões

cafeeiras no Brasil, ocorre no período entre fevereiro e maio. Nesse período não se observa a olho nu estruturas externas das flores, nas rosetas; sendo muito importante nessa fase boa disponibilidade de água para as plantas. Se ocorrer déficit hídrico nessa época, pode levar a perdas expressivas de produtividade no ano seguinte. Nas condições naturais, os botões florais maduros que entraram em dormência durante um período de seca, tão logo ocorra uma chuva de valor mínimo, ou uma queda muito brusca de temperatura, reiniciam imediatamente seu crescimento, levando à abertura da flor. Chuva e queda brusca de temperatura estão geralmente associadas, nas regiões subtropicais, a sinal externo primário, desencadeador da florada, que pode ser tanto água quanto temperatura baixa, ou uma interação dos dois. Em condições de lavoura, observam-se com frequência floradas intensas após um período prolongado de seca pela queda abrupta da temperatura noturna, mesmo na ausência de chuva ou irrigação. Qualquer processo que forneça água às plantas, depois da seca, leva à floração. O processo final do florescimento do cafeeiro, em que ocorre a quebra


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da dormência das gemas/ botões florais e sua abertura em flores, está ligado ao balanço hormonal, influenciado por diferenças hídricas. O stress hídrico, ge-

ralmente ocorrido nas regiões tradicionais cafeeiras, de julho a setembro, promove mais uniformidade de maturação das gemas. E com a retomada das chuvas no final de

setembro e início de outubro, ocorre a abertura da flor. Quando o stress hídrico é muito grande a partir de agosto, a planta perde folhas e haverá menor pegamento da flo-

rada. Por isso, é necessário um volume superior a 100mm de água quando ocorre secas severas, para se obter bons resultados de pegamento da florada. Isto pode ser comprovado com os dados da tabela 1 abaixo, de um experimento realizado na Fazenda Experimental da Fundação Procafé em Varginha (MG). Podemos observar que ocorreu diferenças significativas de produtividade em que foi aplicada a irrigação suplementar, que constou da irrigação em abril-junho, visando manter reservas do solo em 100mm e do suprimento em agosto-setembro, para não deixar um déficit superior a 100mm.

Tabela – 1: Produtividade em cafeeiros submetidos ou não a irrigação suplementar no período de indução floral e outros períodos críticos, Varginha, MG, 2009. Produtividade nas safras/anos (Scs/ha) Tratamentos Testemunha, sem irrigação Irrigação suplementar, maio-junho e agosto-setembro Irrigação só na granação, 30mm no veranico de janeiro É frequente observar, nas condições de campo, plantas que sempre formaram flores normais, produzirem mais de 95% de flores anormais, num determinado ano, ao lado de plantas com mais de 90% de flores normais. A expressão “flor anormal” não indica apenas um tipo de flor, mas diversos graus de deformações, desde aquelas mais graves, que permitem apenas cerca de 20% de pegamento de frutos, até aquelas menos drásticas, com pegamento próximo das flores normais. É importante informar

2006 60,3

2007 8,6

2008 68,0

2009 47,7

Média 46,1

63,4

55,2

68,0

72,1

64,7

60,7

24,1

77,0

49,4

52,9

que, o que se costuma chamar de “estrelinha”, caso extremo de atrofia da flor, que permanece verde, intumescida e sem as partes florais definidas, jamais produzirão fruto. Felizmente esses casos extremos são raros. Enfim, as causas das anomalias florais são ainda meras conjecturas e pouco pode ser feito nas condições de campo para saná-las, a não ser evitar as áreas marginais para o cultivo do café e escolher o cultivar mais apropriado. Neste ano de 2015, a florada foi um sucesso, com lavouras abrindo até

90% das flores de uma só vez no dia 19 de setembro, após chuvas expressivas que chegaram a volumes de até 200mm em algumas comunidades rurais da nossa região. Pena que esta chuva não continuou e passamos por mais de 30 dias sem chuvas, após essa linda florada. Algumas regiões já registraram chuvas no período de 22 a 27 de outubro, outras ainda não houve chuva após a florada. Isso é preocupante, pois apesar de um bom pegamento da florada, agora temos que nos preocupar com o pegamento dos chumbinhos,

que estão paralisados esperando a chuva chegar para receber os tratos culturais e fitossanitários. A chuva nessa etapa de crescimento dos frutos é extremamente importante para o sucesso da colheita no ano que vem, pois sem água o produtor não consegue fazer as adubações para o bom crescimento e enchimento dos grãos de café. Vamos torcer para que as chuvas venham em constância, para não ocorrer decepções futuras com perda do rendimento e qualidade dos frutos no próximo ano.


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Processo de Verificação 4C está disponível na Coopercam O Código Comum da Comunidade Cafeeira, mais conhecido como 4C, criado na Alemanha, em 2007, envolve toda a cadeia da produção e tem como objetivo fomentar a sustentabilidade na cadeia do café verde e ampliar as quantidades de grãos que reúnem os critérios básicos da sustentabilidade em suas três dimensões: social, ambiental e econômica. Para que funcione de forma adequada, uma equipe de profissionais es-

pecializados acompanha, orienta e apresenta as últimas novidades aos produtores de café. O 4C, desde que foi criado, ganha cada vez mais destaque no mercado internacional como a opção mais viável para a obtenção de cafés sustentáveis. Grandes indústrias de torrefação já se comprometeram, nos próximo anos, a adquirirem cafés 4C produzidos no Brasil. Esse programa não é um selo de certificação, mas pode

agregar valor ao produto e facilitar a sua comercialização no mercado. A Coopercam começa a oferecer a seus associados o 4C, de maneira a ampliar as opções de negócios na região. A implantação desse projeto é feita em parceria com a Stockler, que implantou, em 2008, a Unidade 4C no Brasil. Hoje, a Unidade Stockler 4C já conta com mais de 350 produtores cadastrados nas principais regiões produtoras de café do Brasil. “É importante

que o cooperado saiba que, ao participar desse programa, ele não terá qualquer tipo de ônus ou obrigação para com a Stockler. É apenas um comprometimento no cumprimento de boas práticas sociais, ambientais e comerciais”, explica Tarcísio Rabelo, presidente da Coopercam. Para mais informações e/ou para se cadastrar na Unidade 4C Stockler-Coopercam, basta procurar o Departamento Técnico da Coopercam.

Canal Rural faz matéria sobre software que garante precisão nos estoques da Coopercam A tecnologia utilizada pelas cooperativas para a armazenagem do café é a identificação por radiofrequência ou RFID. Esse é um método de identificação automática através de sinais de rádio, que recuperam e armazenam dados através de dispositivos denominados etiquetas RFID. Na Coopercam, utiliza-se, para uma maior precisão em seus estoques, o RFID em conjunto com um software intitulado Agrocoffee. O programa acima capta as informações coletadas pelo RFID e produz dados para consultas e operações na Coopercam. O software ajuda nos filtros de buscas e relatórios para a gestão do armazém, principalmente para mudança de endereço dos bag´s e para a formação de ligas de café para embarque. Com o software é possível visualizar a posição do bag a partir de um mapa gráfico que o sistema oferece, visualizar o

tipo de café, classificação e certificação. Esta novidade foi enviada para a imprensa regional e especializada. Cha-

mou a atenção de vários veículos de comunicação, entre eles o Canal Rural, um dos mais importantes do setor agropecuário, que

esteve na Coopercam para entrevistar colaboradores envolvidos nesse sistema. A matéria foi veiculada no dia 31 de outubro, no programa Tecnologia do Campo. Os colaboradores Carlos José Narciso (Fiel de Armazém), José Roberto da Silva (Operador de Empilhadeira), Jesus José Abdalla Brito Júnior (Auxiliar de Armazém), e Hendrix Brasiliense (Analista de Redes e de Comunicação de Dados) falaram, cada um em sua função, sobre o Agrocoffee e seus benefícios. Tarcísio Rabelo, presidente da Coopercam, também foi entrevistado, mas falou sobre o mercado de café e as perspectivas para a próxima safra. “Esta matéria tornou-se de grande importância para a Coopercam, pois reconhece e dá credibilidade ao trabalho dos profissionais envolvidos no sistema, e mostra a visão de futuro da atual diretoria”, explica Rabelo.


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Carreta interativa leva conhecimentos aos cafeicultores de Campos Gerais

Com o objetivo de oferecer conhecimentos e informações aos agricultores de munícipios que não possuem lojas das concessionárias John Deere, a gigante da área de maquinários agropecuários idealizou o Tratour. O evento teve início em julho e terminou em outubro, e passou por 32 cidades de cinco estados bra-

sileiros (São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), em um trajeto que durou 75 dias e percorreu mais de 15 mil km. Campos Gerais recebeu o Tratour no dia 30 de setembro, e contou com a participação de cerca de 200 visitantes, que puderam conferir os diferenciais

dos tratores das linhas 5E e 6 da John Deere. Estudantes de Engenharia Agrícola e Agronomia da Universidade Federal de Lavras (Ufla) também participaram do evento. O destaque da Tratour em Campos Gerais foi a palestra de Marcos Balsan, especialista em tratores da John Deere. Dentro da car-

reta, que possui uma sala de aula para 30 pessoas, os participantes puderam tirar suas dúvidas e entender melhor o desempenho dos tratores da empresa. O Tratour aconteceu em Campos Gerais através do Minas Verde, grupo que p ossui sete concessionários John Deere na região Sul Mineira.


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Coopercam apresenta balanço da safra 2015/2016 A região sul mineira chegou ao fim de mais uma safra marcada pela seca que assola a região sudeste desde 2013. Com esse cenário desfavorável, a qualidade do café caiu, principalmente por conta do clima seco na época das floradas e no enchimento dos grãos, que refletiu na incidência de cafés miúdos (peneira baixa) e, em consequência, exigiu um maior volume de grãos para formar uma saca. Como se não bastasse a seca, as chuvas ocorridas no início da colheita afetaram um pequeno percentual da bebida, gerando perdas no momento da comercialização. Dentro do volume previsto para esta safra, a Coo-

percam já finalizou o recebimento de cafés e todos os lotes já se encontram classificados. O percentual de qualidade ficou definido da seguinte maneira: Café Bebida Mole (especiais): 2%; Café Bebida Dura: 74%; Café Bebida Dura Riado: 11%; e Café Bebida Rio: 13%. Todo esse processo ocorreu dentro da fidelidade e parceria com os cooperados, e comprometimento com a agilidade nos processos e comercialização favorável. No momento, já se vivencia as especulações sobre a próxima safra: os preços vão subir o ou cair? Essas considerações ocorrem devido às chuvas deste ano que mudaram o cená-

rio cafeeiro. Mas, ainda assim, prevalece a incerteza por parte de compradores e vendedores dos volumes a serem colhidos no próximo ano. Por conta disso, muitos produtores optaram por negociar seus cafés em “vendas futuras”, para garantir bom preço em uma parcela da produção, e assegurar, pelo menos, o custo com a colheita. “Após vários anos de gerência no Departamento de Café, posso afirmar que as melhores médias de preço na venda dos grãos são aquelas em que o cooperado vende parcelas da produção total e participa do mercado a cada alta realizada”, diz Hélvio Zacaroni, gerente do Departamento

de Café da Coopercam. A Coopercam já se organiza para atender melhor seus cooperados na safra 2016, com agilidade e excelência para conduzir uma safra em que é esperada um grande volume de café. Para atender com toda qualidade, a Coopercam disponibiliza treinamentos para os colaboradores do Departamento de Café e investimentos nos setores de armazém, fiscal e classificação. Os armazéns da Coopercam estão preparados para atender os produtores adeptos de cafés Certificados UTZ, Certifica Minas e, agora, com o Processo de Verificação 4C (leia matéria sobre o 4C na página 6).

Informativo Coopercam Set/Out/Nov/Dez 2015  
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