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Editorial

Com apoio da Coopercam, Feira Livre fortalece agricultura familiar em Campos Gerais

Senhores Cooperados, Estivemos em Atlanta, no estado da Geórgia, nos EUA, no período de 13 a 17 de abril deste ano, participando da feira de café. Talvez tenha sido a melhor feira de café que já participei. Confira a matéria neste informativo (página 5). Temos boas notícias: 2016 será um ano de muito café! As lavouras estão lotadas de grãos de excelente qualidade, indicando bons resultados na colheita. Alertamos os produtores para não perderem a qualidade nos terreiros, pois em ano de safra alta é muito comum isso acontecer, principalmente quando estão amontoados e úmidos.

EXPEDIENTE

Tarcísio Rabelo Presidente Coopercam

Inaugurada em fevereiro deste ano, a Feira Livre de Campos Gerais já pode ser considerada um grande sucesso. Com 21 barracas de alimentos, 18 de hortifrutigranjeiros e 6 de artesanatos, a Feira recebe entre 800 e 1000 visitantes a cada domingo. Localizada na Rua General Ozório, no bairro São Benedito, a Feira Livre beneficia mais de 80 pessoas, entre agricultores familiares e moradores de Campos Gerais, que utilizam das

barracas para comercializar seus produtos. E se engana quem acha que apenas os moradores de Campos Gerais são os únicos que usufruem da Feira Livre. De acordo com a Emater da cidade, a Feira recebe visitantes de Boa Esperança, Campo do Meio e Alfenas, que aproveitam o domingo para passear e fazer compras. Além de produtos frescos, colhidos diretos da roça, como couve-flor, couve, berinjela, alface, cheiro-ver-

de e outros, há também comidas prontas, como pastel frito na hora, broas, pães, garapa e outras guloseimas. E não para por aí, artesanatos como lustres, tapeçarias, quadros, brinquedos e bijuterias também são comercializados na Feira Livre. A Feira Livre de Campos Gerais tem o apoio da Coopercam, da Emater, da Prefeitura Municipal, do Sindicato dos Produtores Rurais e do Sicoob-Credcam.

Diretoria Executiva: Tarcisio Rabelo, José Afonso Gomes e José Eduardo Vanzela. Conselho de Administração: Tarcísio Rabelo, José Afonso Gomes, José Eduardo Vanzela, Rosendo Pieve Pereira, José Márcio Rocha. Suplentes: Breno Miarelli, Jhyan Del Carlo Furbeta, Achiles Magno dos Santos. Conselho Fiscal: José Miarelli Rabelo, Osmar Francisco de Carvalho, Jose Donizete Correa. Suplentes: Rosenir Campos Junior, Ângelo Jose da Silva e Anderson Jose Vilela. Jornalista Responsável e Redação: Eliana Sonja Rotundaro MTb 12982. Colaborador e fotos: Pâmela Corrêa. Diagramação: Sakey Comunicação. Tiragem: 2 mil exemplares.


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Quem investe no campo com K-Mag, colhe muito mais. K-Mag é um fertilizante Mosaic desenvolvido com alta tecnologia e consagrado no mundo inteiro há mais de 70 anos. É a certeza de uma colheita com aumento na peneira, na uniformidade dos grãos e, é claro, de recordes de produção. Sua fórmula exclusiva, com equilibrada concentração de Potássio, Magnésio e Enxofre, baixo teor de Cloro e grande solubilidade, garante os nutrientes na forma ideal, melhorando a produtividade e a qualidade de bebida do café. K-Mag traz ganhos na receita de até 40% em relação às adubações convencionais. Por isso, na hora de potencializar sua safra, use K-Mag. Sua rentabilidade vai lá em cima.

www.kmag.com.br


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Armazém da Coopercam passa por reformas para receber safra 2016

Diferente da safra 2015, quando a seca prejudicou a cultura do café, este ano os cafeicultores irão colher muitos grãos. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa é a safra de 2016 chegar a 52 milhões de sacas. Se esse número se confirmar, será a segunda maior produção da história do País, ficando atrás apenas da safra de 2002, com 50,8 milhões. A Coopercam, de acordo com Carlos José Narciso, Fiel de Armazém, deve receber em torno de 400 mil sacas em 2016. Em comparação com 2015, a diferença será grande, mas é explicada pelas chuvas que caíram com abundância na região sul mineira e também pelo fato de 2016 ser um ano de bienalidade

positiva, ou seja, de maior produção. Para receber esse número maior de sacas, a Coopercam começou a reformar o Armazém 3 de sua sede, em Campos Gerais. Depois de pronto, o local irá receber cerca de 85 mil/sacas de café. “O mais importante é que esse armazém está sendo adaptado para receber o café em BAG e será totalmente automatizado. Essa reforma

irá possibilitar mais facilidade, precisão e economia durante a movimentação dessa safra”, explica Narciso. Com previsão de começar a funcionar no início da safra deste ano, o Armazém 3, a exemplo do que já acontece no Armazém 5 da Coopercam, será automatizado. Em 2014 foi implantado um programa intitulado Agrocoffee que, em conjunto com o RFID, permite

mais precisão na gestão de todos os processos de armazenagem do café. Desenvolvido pela empresa Brasilsync, o software ajuda nos filtros de buscas e relatórios para a gestão do armazém, principalmente para mudança de endereço dos BAG´s e para a formação de ligas de café para embarque. “A Coopercam ganha novos olhares depois da tecnologia implantada nos armazéns. Chama a atenção pela precisão e, com isso, ganhamos confiabilidade do produtor para com nosso trabalho. A Coopercam, hoje, busca isso: acompanhar as mudanças tecnológicas de maneira a facilitar os processos e assegurar qualidade aos produtores”, diz Hélvio Zacaroni, gerente do Departamento de Café da Coopercam.


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Presidente da Coopercam participa da SCAA, em Atlanta, EUA Entre os dias 14 e 17 de abril, aconteceu a 28ª edição da Feira Anual da SCAA - Specialty Coffee Association of America (Associação Americana de Cafés Especiais), na cidade de Atlanta, capital do estado da Georgia, nos EUA. A Coopercam foi representada por Tarcísio Rabelo, presidente da entidade, e Ronaldo Oliveira, gerente comercial, que estiveram presentes através dos grupos OCEMG e Nucoffee, respectivamente. De acordo com os organizadores do evento, cerca de 12 mil profissionais do setor cafeeiro, provenientes de 75 países, participaram da edição 2016 da SCAA. Houve inciativas brasileiras que chamaram atenção dos participantes de outros países, como a promovida pela Nucoffee, Plataforma da Syngenta que tem como objetivo a ampliação da conexão entre o mercado internacional e as regiões produtoras de cafés diferenciados. A ação contou com a parceria de várias cooperativas, que puderam divulgar suas marcas e os cafés de suas regiões de origem. Essa ação proporcionou visibilidade de mercado e ampliou oportunidades reais para a apresentação e divulgação do potencial brasileiro para cafés de alta qualidade. A par-

ticipação na feira também é uma oportunidade para que o mercado internacional reconheça ainda mais o potencial do café brasileiro, suas regiões e particularidades. Além da participação na Feira, os representantes da Coopercam também fizeram visitas técnicas a torrefações locais. “Essas visitas proporcionaram informações estratégicas adicionais, com o objetivo de difundir junto aos nossos cooperados a importância das boas práticas no campo e para que repensem o posicionamento em relação ao mercado de cafés diferenciados”, comenta Rabelo.


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Certificação de Café

Vítor Paulo de Oliveira e Hélia Maria de Oliveira: propriedade ganhou organização com o programa de certificação Em uma propriedade de 5 hectares e com 12 mil pés de café, o casal Vítor Paulo de Oliveira e Hélia Maria de Oliveira labutam a terra com prazer. Ao chegar ao sítio do casal, em Campos Gerais, chama a atenção a limpeza e a organização. No entanto, com um minuto de conversa descobre-se que nem sempre foi assim. Hélia credita ao programa de Certificação UTZ, na qual a propriedade aderiu em 2014, às mudanças positivas. “Sem dúvida, a principal alteração que ocorreu aqui foi a organização. Antes não havia controle nem organização de nada. Hoje, é tudo diferente. Com os critérios para a certificação, a gente tem mais capricho com o sítio e é muito mais prazeroso trabalhar no dia a dia”, explica Hélia. “Antes da certificação UTZ, eu usava o defensivo agrícola de qualquer jeito. Agora, com o cômodo próprio para armazenar o produto, não há desperdício nem prejuízo”, complementa Vítor. O casal ainda cita outros ganhos com a certifi-

cação UTZ, como a análise da água, teste de colinesterase (avalia o nível de intoxicação por produtos químicos), uso de EPI’s e controle de gastos (tanto da propriedade quanto pessoal). Douglas Braga, colaborador da Coopercam e responsável técnico pelas Certificações junto às propriedades, diz que “com as certificações, os donos começam a enxergar a propriedade como uma empresa. Essa mudança de cultura é fundamental para a sobrevivência dos produtores, pois a demonstração da boa procedência do café já é uma exigência do mercado”. Grandes propriedades também já aderiram à certificação. É o caso da Fazenda Santa Paulina, em Campos Gerais, com 84,7 hectares de café plantados e 250 mil pés de café. De propriedade de Geraldo Majella da Silveira e

José Silvestre da Silveira Júnior, é administrada, há pouco mais de quatro anos, por Sâmia Alessandra Tavares Ribeiro. Sâmia conta que, assim que a Coopercam apresentou o programa de Certificação UTZ à fazenda, o mesmo foi ‘abraçado’ com grande prazer. No início, houve certa resistência por parte dos funcionários, pois não havia o hábito de anotar todos os dados. “Essa foi a parte mais difícil da certificação. Mas depois que o pessoal começou a entender que o processo não era complicado e que anotar as informações no final do dia era uma coisa simples e útil, tudo se tornou fácil”, explica Sâmia. A administradora explica que o grande ganho com a Certificação UTZ é justamente, hoje, ter todas as informações da fazenda. “Com esses dados em mãos, fica muito mais fácil administrar a propriedade. Hoje, não abrimos

mão da certificação e o produtor que não adotar esse programa terá sérios problemas no futuro, pois sem dúvida, ele agrega valor à propriedade e ao produto”, completa. Renata Madeira, colaboradora da Coopercam que cuida da área burocrática das Certificações, comenta que, independente do tamanho da propriedade, a Certificação é um grande benefício. “Sabemos que há resistência por parte de muitos produtores em relação à certificação. Mas é apenas uma questão de mudança de cultura, ou seja, o cafeicultor vai passar a ser mais organizado para ter controle de tudo e isso, com certeza, é uma benfeitoria muito grande para ele”. A Coopercam iniciou sua trajetória junto à Certificação em 2012. O primeiro passo foi a certificação de seus armazéns, uma exigência para que a entidade pudesse oferecer programas de certificação aos seus cooperados. Os armazéns da Coopercam estão preparados com tecnologia de

Sâmia Alessandra Tavares Ribeiro, administradora da Fazenda Santa Paulina: certificação proporcionou dados de toda a propriedade


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é garantia de mercado para o futuro ponta e recebem cafés UTZ, Certifica Minas e Verificação 4C. No cenário regional, a Coopercam é competitiva justamente por oferecer cafés certificados. “O cenário futuro aponta que a comercialização de cafés certificados será uma exigência, portanto, quem certifica sua propriedade avança no mercado mais rapidamente. Prova disso é que já conseguimos fazer algumas vendas com preços melhores

pelos cafés certificados”, comenta Douglas Braga. Renata comenta que a Coopercam oferece três tipos de certificação aos cooperados. A UTZ Certified, a 4C e a Certifica Minas, que possuem o mesmo objetivo, mas com algumas diferenças entre elas. “Mas, seja qual for a escolhida pelo cafeicultor, o importante é que ele estará um passo à frente dos outros, pois sua propriedade já vai estar conectada com o futuro”.

O que é Certificação? Ao aderir a um Programa de Certificação, o cafeicultor deve registrar todas as atividades ligadas à produção, como os insumos usados, o processo de colheita e pós-colheita e os investimentos realizados (terreiros para secagem, aquisição de equipamentos etc). Os requisitos para a certificação abrangem vários aspectos, como legislação trabalhista e ambiental, uso correto e controlado de defensivos agrícolas, boas práticas agrícolas e rastreabilidade do produto, o que significa identificação registrada de todo o café produzido. É um conjunto de ações que faz com que o produtor obtenha sucesso nas auditorias e consiga a Certificação.

Pilares da Certificação - Rastreabilidade: processo que garante a origem do café adquirido por um consumidor ou por uma torrefadora. Assim, o processo de produção rastreado possibilita a identificação de todos os locais por onde o produto passou, sendo o produtor responsável pela rastreabilidade desde a lavoura até a entrega do café na cooperativa ou armazém terceirizado e, a partir desse ponto, a rastreabilidade passa a ser responsabilidade dessas empresas. - Segurança do Alimento: são as medidas adotadas que permitem o controle da entrada de qualquer agente (defensivo agrícola, por exemplo) que promova risco à saúde ou integridade física do consumidor. Portanto, ela é consequência do controle de todas

Colaboradores Coopercam Renata Madeira e Douglas Braga, responsáveis pelas certificações, garantem orientação aos cooperados

as etapas da cadeia produtiva, desde o campo até a mesa do consumidor e deve constar no processo de certificação. - Leis Trabalhistas: todos os trabalhadores devem estar registrados de acordo com as leis sancionadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego e as Normas reguladoras (NR) e as Normas Reguladoras Rurais (NRR). - Leis Ambientais: a utilização e o descarte da água, a utilização de energia, o descarte de resíduos e a utilização da lenha devem ser feitos de maneira adequadas e com respeito ao meio ambiente e de acordo com as leis ambientais da ANA e IBAMA. - Sustentabilidade: trabalhar de modo que a produção seja socialmente justa, ecologicamente correta e economicamente viável.

Benefícios da certificação: - Melhora na gestão da propriedade; - Propriedades se tornam empresas; - Controle de gastos e lucros; - Organização em todas as etapas da produção: desde os estoques de defensivo agrícola aos pagamentos de contas (controle de custos e acompanhamento de cada operação); - Dados completos de todas atividades da propriedade, o que ajuda na tomada de decisões; - Possibilidade de melhores preços nas próximas safras do produto, pois o selo de Certificação indica que o café é de qualidade e respeita as exigências do mercado internacional.


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Colaboradores da Coopercam em dia de interação na 12ª Sipat Com a alternância de momentos sérios e outros de pura diversão, a Coopercam realizou, no dia 16 de fevereiro, a 12ª edição da Semana Interna de Prevenção do Trabalho (Sipat). Os colaboradores se reuniram em um dos armazéns da entidade, em Campos Gerais, para adquirir conhecimentos, cuidar da saúde e brincar. Alunos do curso de Enfermagem da Facica participaram do Sipat. Testes de glicemia e aferição de pressão arterial foram realizados pelos estudantes do 5º ano de Enfermagem, ação que

também contou com a presença da professora Marcela Lesser. Em seguida, uma palestra sobre Segurança do Trabalho foi proferida por Dalmo Mello, que alertou sobre os cuidados necessários no dia a dia do trabalho. Logo após, um café da manhã foi servido a todos os participantes. A enfermeira e professora Amanda Vaz Tostes Campos Miarelli, mestre em Bioética e Especialista em Atenção Básica e Saúde familiar, abordou um assunto importante para todos os brasileiros: o Aedes Aegypth e as doenças transmitidas pelo mosquito. O tema despertou a atenção dos colaboradores, que fizeram perguntas sobre o assunto e tiraram dúvidas com a professora. Em complementação à palestra, Peterson César Romão Lara e Dionata Rodrigo Lodigero, alunos do 7º período de Enfermagem e Biologia, respectivamente, mostraram como se dá o desenvolvimento do mosquito e como prevenir a sua proliferação. Um exemplar do Aedes Aegypth foi apresentado aos colaboradores para que todos saibam identificar o transmissor da dengue, da chikungunya e da zika vírus. Com a pauta da saúde

em dia, a ordem foi relaxar. A Maratona Coopercam teve várias atividades: Corrida do Saco, Corrida do Ovo, Cabo de Guerra, Dança da Cadeira, entre outras brincadeiras fizeram parte da Sipat, e toda a família Coopercam interagiu com muita diversão. A equipe vencedora recebeu um prêmio. Para finalizar, brindes foram sorteados entre os colaboradores (doados pelos fornecedores e parceiros da Coopercam), foi realizado um bingo e servido um grande almoço para complementar a 12ª Sipat Coopercam.


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Por João Paulo Alves de Castro, Engenheiro Agrônomo

Custo de produção da lavoura cafeeira na região de Campos Gerais CUSTO OPERACIONAL DE 1 HA DE CAFÉ PARA SOLO DE MÉDIA FERTILIDADE, COM A REALIDADE DOS PRODUTORES DE CAMPOS GERAIS/MG ESTANDE: 2857 PLANTAS/HA – ESPAÇAMENTO: 3,5 X 1,0 METRO PRODUTIVIDADE MÉDIA: 30 SACAS/HA PREÇO DOS INSUMOS ATUALIZADO EM: 29/03/2016 CUSTO OPERACIONAL DE 1 HA DE CAFÉ PARA SOLO DE MÉDIA FERTILIDADE, COM A REALIDADE DOS PRODUTORES DE CAMPOS GERAIS/MG ESTANDE: 2857 PLANTAS/HA – ESPAÇAMENTO: 3,5 X 1,0 METRO PRODUTIVIDADE MÉDIA: 30 SACAS/HA PREÇO DOS INSUMOS ATUALIZADO EM: 29/03/2016

ESPECIFICAÇÃO: SEMI-MECANIZADA A-MATERIAIS ANÁLISE DE FOLHA ANÁLISE DE SOLO SUPERFOSFATO SIMPLES (18%) 25-00-25 (3 ADUBAÇÕES) FONTE DE BORO (BR BORO 10%) CALCÁRIO DOLOMÍTICO - 85% PRNT FUNGICIDA(Ferrugem, Cercospora e Seca de Ponteiros) ADUBAÇÃO FOLIAR ( 2 APLICAÇÕES)+ espalhante adesivo INSETICIDA DE SOLO E VIA FOLHA HERBICIDA(PÓS-EMERGENTE PARA FOLHA LARGA E ESTREITA) SACARIA DE PRIMEIRA UTENSILIOS SUBTOTAL A = B-SERVIÇOS: APLICAÇÃO DE DEFENSIVOS ARRUAÇÃO+ESPARRAMAÇÃO APLICAÇÃO DE CALCÁRIO ADUBAÇÃO DE COBERTURA DESBROTA CAPINA QUÍMICA + 2 CAPINAS MECÂNICA COM ROÇADEIRA CAPINAS MANUAIS(CATAR CIPÓS) COLHEITA MANUAL SECAGEM BENEFICIAMENTO (MÁQUINA DE CAMINHÃO) TRANSPORTE SUBTOTAL B = TOTAL (A + B)=

UNID.

KG KG KG TON LT+LT+LT LT + LT KG + LT LT+KG UD 2,40%

HT DH HT DH DB HT DH DH DH SC

COEFIC. TÉCNICO

PREÇO UNITÁRIO

VALOR TOTAL

1 1 555 1100 50 2 3 6+1 1 + 0,8

25 36 0,82 1,37 2,08 85 132,81 11,15 + 11,05 427 + 80

25 36 455,1 1507 104 170 398,42 99 507

4 + 0,02 30

12,55+19,60 3

86,8 90 208,28 3688,52

4 6 1 4 3 5 5 42 15 30 10%

CUSTO DA SACA DE CAFÉ = CUSTO DA SACA DE CAFÉ + CUSTO DE CAPTALIZAÇÃO = 6% DETALHAMENTO FUNGICIDAS: 1,25 L DE Priori Xtra, 3 L de Nimbus, 3 L de Supera, 0,4 L de Priori Top INSETICIDA DE SOLO e Folha: 1 KG de Verdadero no solo, 0,8 L de Curyom via folha FERTILIZANTE FOLIAR: 6 L de Quimifol Coopercam, 1 L de Quimifol Znitro, 0,3 L de Oximult HERBICIDAS: 4 L de Glifosato, 20 gramas de Zartan, 1 L de Nimbus HT: Hora do trator –R$60,00 DH: Dia de serviço de um homem – R$40,00

60 40 60 40 40 60 40 71,43 60 8

240 240 60 160 120 300 200 3000 900 240 530 5810 9678,52 322,62 341,97

Campos Gerais é um dos municípios que se destaca na produção de café no Brasil, com uma área plantada, segundo a Emater, de mais de 23 mil hectares. As chuvas vieram na hora e na quantidade certa em 2016, fazendo com que a florada tivesse um bom pegamento e os frutos, com o passar do tempo e com os tratos adequados, crescessem e se desenvolvessem sem problemas na granação. O produtor já começa a colher esses frutos com muito entusiamo e com a esperança de dias melhores. Um detalhe, que é muito importante na cadeia produtiva do café, é o custo de produção que, na maioria das vezes, é deixado de lado pelo produtor. Por tradicionalismo não o faz e o produtor não sabe quanto está gastando para produzir uma saca de café, muito menos o seu lucro líquido no final da safra. Para se ter um parâmetro de custo de produção da lavoura cafeeira da região de Campos Gerais, o Departamento Técnico da Coopercam se valeu de algumas variáveis e insumos básicos que a maioria dos produtores da região utiliza, e chegou ao custo de produção com os preços dos insumos atualizados (Tabela 1) para o custo de produção de uma lavoura semimecanizada. Nesta tabela é possível observar que é um custo alto pelo fato de o sistema não ser totalmente mecanizado. Algumas operações, como a colhei-


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Por João Paulo Alves de Castro, Engenheiro Agrônomo

Custo de produção da lavoura cafeeira na região de Campos Gerais ta, por exemplo, são manuais. Uma maneira de tentar reduzir esse custo seria o aumento da produtividade por área e não uma redução dos tratos fitossanitários, como muitos têm utilizado. Nesse caso, a produtividade considerada foi de 30 sacas/ha mas, com certeza, se tivesse sido considerado uma produtividade de 40 sacas/ha, o custo irá ser diluido e, em consequência, ocorreria a sua redução. Já quando consideramos o custo de produção de uma lavoura totalmente mecanizada, podemos observar (Tabela 2) que ocorre uma redução de 23,5% no seu custo total, em comparação ao semimecanizado. Para um ano com preços baixos, essa redução representaria o lucro que o produtor poderia ganhar, mas como o sistema e a estrutura das lavouras não permitiram, teve que ser adotado um manejo mais caro que causou prejuízos. Cada produtor deve fazer o seu custo de acordo com a sua realidade, que é diferente em cada propriedade. Após uma análise, verificar os pontos que precisam ser melhorados e em qual setor estão os maiores gastos. Com isso, se pode fazer alguns ajustes e buscar o aumento da mecanização com a renovação das lavouras, através do plantio com espaçamentos mais modernos, e o aumento da produtividade por área. Com essas medidas, o custo final da produção tende a diminuir.

CUSTO OPERACIONAL DE 1 HA DE CAFÉ PARA SOLO DE MÉDIA FERTILIDADE, COM A REALIDADE DOS PRODUTORES DE CAMPOS GERAIS/MG ESTANDE: 2857 PLANTAS/HA – ESPAÇAMENTO: 3,5 X 1,0 METRO PRODUTIVIDADE MÉDIA: 30 SACAS/HA PREÇO DOS INSUMOS ATUALIZADO EM: 29/03/2016

CUSTO OPERACIONAL DE 1 HA DE CAFÉ PARA SOLO DE MÉDIA FERTILIDADE, COM A REALIDADE DOS PRODUTORES DE CAMPOS GERAIS/MG ESTANDE: 2857 PLANTAS/HA – ESPAÇAMENTO: 3,5 X 1,0 METRO PRODUTIVIDADE MÉDIA: 30 SACAS/HA PREÇO DOS INSUMOS ATUALIZADO EM: 29/03/2016

ESPECIFICAÇÃO: MECANIZADA A-MATERIAIS ANÁLISE DE FOLHA ANÁLISE DE SOLO SUPERFOSFATO SIMPLES (18%) 25-00-25 (3 ADUBAÇÕES) FONTE DE BORO(BR BORO 10%) CALCÁRIO DOLOMÍTICO - 85% FUNGICIDA(Ferrugem, Cercospora e Seca de Ponteiros) ADUBAÇÃO FOLIAR ( 2 APLICAÇÕES)+ espalhante adesivo INSETICIDA DE SOLO (Ferrugem, cigarra e bicho mineiro) HERBICIDA(Pós-emergente e folha larga e estreita) SACARIA DE PRIMEIRA UTENSILIOS SUBTOTAL A = B-SERVIÇOS: APLICAÇÃO DE DEFENSIVOS ARRUAÇÃO+ESPARRAMAÇÃO APLICAÇÃO DE CALCÁRIO ADUBAÇÃO DE COBERTURA DESBROTA CAPINA QUÍMICA CAPINAS MANUAIS(CATAR CIPÓS) COLHEITA MECANIZADA VARRIÇÃO DO CAFÉ DO CHÃO SECAGEM + BENEFICIAMENTO TRANSPORTE SUBTOTAL B = TOTAL (A + B)=

UNID.

KG KG KG KG LT+LT+LT LT + LT KG LT+KG UD 2,40%

HT DT HT DT DB HT DH DM DM SC 10%

COEFIC. TÉCNICO

PREÇO UNITÁRIO

VALOR TOTAL

1 1 555 1100 50 2 3 6+1 1 4 + 0,02 30

25 36 0,82 1,37 2,08 85 132,81 11,15 + 11,05 427 12,55+19,60 3

25 36 455,1 1507 104 170 398,42 99 427 86,8 90 165,32 3563,64

4 2 1 2 3 2 5 5 3 30

60 60 60 60 40 60 40 220 220 25

240 120 60 120 120 120 200 1100 660 750 349 3839 7402,64

CUSTO DA SACA DE CAFÉ = CUSTO DA SACA DE CAFÉ + CUSTO DE CAPTALIZAÇÃO = 6% DETALHAMENTO FUNGICIDAS: 1,25 L DE Priori Xtra, 3 L de Nimbus, 3 L de Supera, 0,4 L de Priori Top INSETICIDA DE SOLO e Folha: 1 KG de Verdadero no solo, 0,8 L de Curyom via folha FERTILIZANTE FOLIAR: 6 L de Quimifol Coopercam, 1 L de Quimifol Znitro, 0,3 L de Oximult HERBICIDAS: 4 L de Glifosato, 20 gramas de Zartan, 1 L de Nimbus HT: Hora do trator –R$60,00 DH: Dia de serviço de um homem – R$40,00

246,75 261,55


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Coopercam recebe troféu Top of Mind No dia 16 de abril a Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de Campos Gerais (ACICG), realizou a solenidade de entrega do Troféu Melhores do Ano – Top of Mind 2015. A cerimônia aconteceu no salão Classic Hall, em Campos Gerais, e a Coopercam recebeu a premiação em duas categorias: Cooperativa e Lanchonete (Empório Coopercam). Para receber os troféus em nome da Coopercam, estiveram presentes na cerimônia Rosendo Pieve e José Márcio Rocha, membros do Conselho de Administração da entidade. Top of Mind A premiação é resultado de dados coletados em toda a cidade, que

avaliam a preferência dos entrevistados pela empresa ou profissional que são referência em Campos Gerais, nos mais diversos segmentos. De acordo com

a ACICG, foram 500 questionários aplicados entres os dias 16 de outubro e 21 de novembro de 2015. Ainda segundo a associação, um dos objetivos da

pesquisa é promover o comércio de Campos Gerais e estimular a melhoria em alguns pontos que precisam de atenção dos comerciantes.

Chegou a colheita

Por José Eduardo Vanzela, Diretor Comercial Coopercam Depois de mais um ano de lutas e labutas, é chegada a hora de colher os frutos desse trabalho. Nota-se uma grande expectativa dos produtores frente à esperança de uma safra promissora, com alta produtividade e um mercado promissor. Diante disso, a Coopercam, perseguindo o compromisso de prestar o

melhor atendimento aos seus cooperados, está preparando suas estruturas para melhor atendê-los. Visando um melhor fluxo e agilidade no recebimento de café, estamos preparando mais um de nossos armazéns para armazenagem de café em BAG’s (confira matéria página 4). Para tanto, foi necessário ampliar a moega de descarga do café e

instalar novos elevadores no Balão de Ligas, o que possibilitará duplicar a capacidade de recebimento, processamento e despacho de café. Vamos reformar o piso do corredor central do armazém para possibilitar a instalação do sistema Brasilsync, que já funciona com sucesso no Armazém 5. Mais uma empilhadeira foi adquirida para dar suporte na área de defen-

sivos e foliares e, em caso de necessidade, pode ser deslocada para fazer movimentações de café. Com essas medidas acreditamos que a cooperativa estará preparada para receber os cafés de nossos cooperados com tranquilidade, agilidade e segurança. “Com a Graça e as Bênçãos de Deus, que venha a nova safra”.


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Coopercam apresenta novo departamento veterinário

A Coopercam, para melhor atender a todos seus cooperados, conta com um novo Departamento Veterinário, que tem como veterinário responsável Ivan Luis de Morais Ribeiro. O mesmo,

além de prestar assistência nas propriedades dos cooperados, fará atendimento na loja matriz e visitará as filiais de Córrego do Ouro e Campo do Meio, para atender e tirar as dúvidas de todos os cooperados.

Informativo Coopercam - edição 33  
Informativo Coopercam - edição 33  
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