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SETEMBRO

OUTUBRO

Maria José Pereira Batista Humberto de Mendonça Gurgel Magna Imaculada Araújo de Lima Flávio Vieira Coelho Wallace Evaristo da Silva Ronaldo de Paula Veiga

Ailton Pereira Araújo Cleber Gomes Luis Paulo Rosa Agro Itapiche Ltda – EPP Luiz Felipe Oliveira Romeu Borges da Silva

Senhores Cooperados, Ao fazer uma comparação com o ano de 2015, podemos afirmar que, em 2016, a Coopercam já obteve um crescimento satisfatório em todos os departamentos. Essa constatação é surpreendente, principalmente diante das crises econômica e política que assolam o Brasil. Isso mostra que estamos no caminho certo e nosso trabalho tem sido realizado com responsabilidade e respeito aos cooperados. Este ano, o recebimento e a comercialização de café bateram recordes na Coopercam. Os números foram bem expressivos e, para se ter uma ideia do volume recebido e comercializado, a Coopercam teve que alugar quatro armazéns para abrigar os cafés remanescentes. A comercialização de insumos agrícolas também obteve resultados positivos. Faltam ainda dois meses para o encerramento de 2016, mas temos a certeza de que, diante do desenvolvimento da Coopercam, este será um ano a ser lembrado por muito tempo.

Diretoria Executiva: Tarcisio Rabelo, José Afonso Gomes e José Eduardo Vanzela. Conselho de Administração: Tarcísio Rabelo, José Afonso Gomes, José Eduardo Vanzela, Rosendo Pieve Pereira, José Márcio Rocha. Suplentes: Breno Miarelli, Jhyan Del Carlo Furbeta, Achiles Magno dos Santos. Conselho Fiscal: José Miarelli Rabelo, Osmar Francisco de Carvalho, Jose Donizete Correa. Suplentes: Rosenir Campos Junior, Ângelo Jose da Silva e Anderson Jose Vilela. Jornalista Responsável e Redação: Eliana Sonja Rotundaro MTb 12982. Colaboradora e fotos: Pâmela Corrêa. Diagramação: Sakey Comunicação. Tiragem: 2 mil exemplares.


COOPERCAM ADERE AO OUTUBRO ROSA

A Cooperativa dos Cafeicultores de Campos Gerais e Campo do Meio aderiu, este ano, à campanha do Outubro Rosa. Com o objetivo de alertar as mulheres e a sociedade para a importância da prevenção e do diagnóstico do câncer de mama, o Outubro Rosa é um movimento mundial que nasceu nos Estados Unidos na década de 1990. No Brasil, as primeiras manifestações do Outubro Rosa remontam ao ano de 2002. A Coopercam fez sua parte pela campanha com ações simples, mas extremamente significativas. Uma cartilha com as principais informações sobre a prevenção do câncer de mama foi distribuída às funcionárias e associadas. Todos os colaboradores da cooperativa (homens e mulheres), durante o mês de

outubro, usaram o laço rosa que representa a campanha; e a placa da Coopercam, que fica na entrada da sede de Campos Gerais, foi iluminada de rosa. Todo tipo de ação em prol desse movimento é fundamental para a luta contra o câncer de mama. Para se ter uma ideia da dimensão do problema, somente em 2016, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima 57.960 novos casos da doença. É um número muito alto e, infelizmente, o câncer de mama é o mais comum e o que mais mata mulheres no mundo e a segunda causa de morte feminina no Brasil. Médicos e especialistas são unânimes: a melhor arma contra a doença é a prevenção.


APLICAÇÃO DE INSUMOS:

CERTIFICAÇÃO AJUDA NO BOM DESEMPENHO

Com o retorno das chuvas, iniciam-se as operações de aplicação de insumos. Essa fase é de grande importância, pois altas produtividades dependem do bom desempenho dos produtos agrícolas utilizados. As aplicações devem ser bem realizadas, com pulverizadores e adubadeiras na calibragem correta e em perfeito funcionamento. Porém, de nada adianta utilizar produtos de alta tecnologia e bons equipamentos de aplicação se o operador de máquinas não tem treinamento específico para realizar um bom trabalho. Nesse sentido, a certificação auxilia o produtor na melhora da tecnologia de aplicação de insumos, com o oferecimento de cursos de capacitação de operação de máquinas, aplicação de defensivos, primeiros-socorros, combate a incêndio e outros. O que muitos não devem saber é que vários dos cursos citados acima, assim como alguns outros, são exigidos por lei. Participar de um programa de certificação não só promove melhorias na aplicação de insumos, como também ajuda o produtor a estar de acordo com as leis vigentes no país voltadas para a área rural. A Coopercam oferece a Verificação 4C, que não é uma certificação, mas que auxilia muito o produtor

UNIDADE DE BENEFICIAMENTO DE LEITE COOPERCAM RECEBE ALUNOS DO INSTITUTO FEDERAL DO SUL DE MINAS GERAIS

a desenvolver boas práticas agrícolas. Também oferece dois tipos de certificação. O Certifica Minas, desenvolvida pela Emater, e a UTZ, fortalecida pelo projeto Nucoffee Sustentia, promovido pela Syngenta. Para a certificação UTZ, a Coopercam dispõe de um profissional exclusivo para dar assistência aos produtores interessados em melhorar o sistema de gestão da propriedade. Todos os cafeicultores que adquirem os produtos Syngenta na modalidade de troca de café, têm o direito de receber o serviço. Na safra de 2016, a Coopercam recebeu um volume expressivo de cafés certificados. Além dos benefícios adquiridos com a venda do café, o produtor pôde contar com o ágio, uma premiação dada aos cafés com o selo UTZ Certified. A cooperativa sempre está em busca do melhor preço para seus associados, mas nem sempre é possível conseguir o ágio, mas a Certificação vai muito além, com benefícios imensuráveis. Importante ressaltar que o Departamento de Café da Coopercam está sempre em busca de cursos e treinamentos para atualização na área de Certificação e aprender novas técnicas e manejos, sempre com o objetivo de oferecer o melhor aos seus cooperados.

Estudantes do curso Técnico em Alimentos do Instituto Federal do Sul de Minas Gerais, Polo UAB de Campos Gerais, tiveram uma aula presencial na Coopercam. A Unidade de Beneficiamento de Leite foi a “sala de aula” utilizada pela professora Idaiane A. Silveira para repassar aos estudantes conhecimentos in loco sobre a produção de leite pasteurizado e de queijos. Acompanhados da tutora do curso, professora Maria Helena Gomes, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer as dependências da UBL Coopercam, com uma aula referente a Instalações e Equipamentos. A professora Idaiane fez um tour com os alunos por todas as áreas da UBL: plataforma (conhecimento de recepção de leite e estocagem, pasteurização, homogeneização e resfriamento); produção (verificação de tanques, filtros, prensas e materiais usados na fabricação de queijos); caldeira (sistemas de vapores, aquecimento e resfriamento); sala de máquinas (sistemas de resfriamento em geral, como compressor (amônia), torre e tubulações e seus maquinários); Estação de Tratamento de Efluentes (todo o processo até a devolução da água limpa para o córrego); e laboratórios (conhecimento dos equipamentos para realização de análises físico-químicas e microbiológicas de leite e queijo). A Coopercam recebeu os alunos com o maior prazer e está sempre aberta para receber estudantes de Campos Gerais e região.


CUIDADO COM A BROCA DO CAFÉ Engenheiro Agrônomo João Paulo Alves de Castro

A broca (Hypothenemus hampei) foi, no passado, a principal praga do café e, ainda hoje, pode causar sérios prejuízos ao produtor e ao país. Hoje, a praga é considerada a segunda em importância e ocorre em todas as regiões cafeeiras do Brasil. A literatura conta que, antes do aparecimento de inseticidas eficientes, os clorados, a broca (Fig. 1) era um terror, provocando perdas de mais de 50% no rendimento de grãos no beneficiamento do café.

Figura 3: Danos causados na semente pela Broca do Café

Com a saída do endosulfan do mercado, outros produtos estão sendo liberados pelo Ministério da Agricultura, sendo alguns com eficiência parecida a do endosulfan (figuras 4 e 5), mas com a indicação de controle bem mais inicial comparado a do endosulfan. Os produtos registrados hoje não possuem ação fumigante contida no endosulfan, que é a capacidade de retirar a broca alojada dentro do fruto do café quando o nível de dano está maior. Os mesmos possuem somente ação de contato e ingestão, por isso seu nível de dano para iniciar o controle químico é bem inferior, chegando a começar o controle com 1% a 3% de grãos perfurados.

Figura 1: Broca do Café e seu dano em fruto de café verde

Na época, tentou-se, até, o controle biológico, com a introdução da Vespa de Uganda, mas a prática não vingou, pois, para a Vespa se multiplicar era necessário ter, ao longo do ano, insetos da broca e para as brocas sobreviverem eram necessários frutos no campo o tempo todo. Situação impossível diante do nosso tipo de colheita única, que retira os frutos, e, consequentemente, reduz a população de insetos da broca no campo e o seu parasitismo pelas vespas. No entanto, em razão do uso de maiores espaçamentos adotados na moderna cafeicultura brasileira a partir da constatação da ferrugem, em 1970, o controle da broca, via mecanização, se tornaria fácil, rápido, seguro, eficiente e econômico. Além disso, maiores espaçamentos contribuíram para reduzir a infestação, por proporcionar maior arejamento nas lavouras. Contudo, atenção especial deve ser dada a plantios adensados, em que as infestações da referida praga podem ser maiores, além de dificultar o controle químico. Assim, em todos os sistemas de plantio, em especial nos adensados, o controle cultural deve ser realizado por meio de uma colheita bem-feita. A broca H. Hampei causa prejuízos quantitativos e qualitativos ao café produzido. O prejuízo quantitativo é a perda de peso de 20% do café beneficiado anteriormente atacado na lavoura por suas larvas (Fig. 2). Assim, 100% de infestação (máxima), as perdas são de 12 Kg em cada saca de café beneficiado (60 Kg). Outro prejuízo é no tipo de café produzido, já que 2 a 5 sementes broqueadas constituem um defeito. Assim, quanto mais broca ocorrer no café beneficiado atacado anteriormente na lavoura, maior será o número de defeitos e menor será sua cotação (Fig.3) Figura 2: Larva da Broca do Café

Figura 4: Eficiência de controle do Voliam Targo na Broca do Café

Figura 5: % de controle de alguns produtos registrados para o controle da Broca do Café.

O ano de 2016 bateu o recorde de produção em nossa região. Com isso, muitos produtores não deram conta de fazer o repasse do café que ficou na lavoura pela colheita e varrição mecanizada, fazendo com que muitos frutos fiquem na lavoura, servindo de alimento para várias gerações da broca. Portanto, devemos fazer esse monitoramento e, posteriormente, o controle, caso chegue a 1% de grãos perfurados, para que não haja surpresas desagradáveis na hora do beneficiamento do café, ocasião que não se poderá fazer mais nada para resolver o problema.


PROFESSOR DA LONDON BUSINESS SCHOOL VISITA COOPERCAM e se impressiona com a qualidade de vida dos pequenos cafeicultores atendidos pela cooperativa

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do, chamado Synapse PBL, com o ensino tradicional conhecido como Dia de Campo. O que se espera com esse experimento é avaliar se um é superior ao outro em ensinar aos pequenos cafeicultores as boas práticas agrícolas necessárias para se obter a certificação”, explica Ariovaldo. O tradicional Dia de Campo é um velho conhecido de todos na cadeia do agronegócio. Já o Synapse PBL é uma nova metodologia de ensino, criada pelo neurologista com base em um método europeu, o Problem Basead Learning (PBL). O Método Synapse-PBL promove a discussão de um problema em pequenos grupos liderados por um moderador. A ideia é promover a interação entre os pares, uma forma de aprendizagem interpessoal. O professor Rajesh Chandy ficou impressionado com a qualidade de vida dos cooperados atendidos pela Coopercam. Ariovaldo completa: “a visão da escola que ele representa, que é a London Business School, é que o mundo precisa encontrar maneiras diferentes Em setembro, a Coopercam recebeu a visita do professor Rajesh Chandy, da London Business School, a faculdade de administração mais prestigiada do continente europeu. Rajesh Chandy é uma das maiores autoridades internacionais em treinamento para pequenos agricultores em mercados emergentes. O professor é orientador de um estudo internacional realizado pelos brasileiros Ariovaldo Alberto da Silva Júnior, médico neurologista de São Paulo, juntamente com o engenheiro agrônomo Rafael Alberto S. e Silva. O objetivo do estudo é entender como novas formas de ensinar podem ser mais efetivas em ajudar o pequeno cafeicultor a obter a certificação em sustentabilidade, selo exigido para entrar em mercados de outros países. De acordo com Ariovaldo, a Coopercam foi esde fazer negócios que valorizem a vida das pessoas. E o grupo acredita que esse estudo vai ser algo que irá ajudar pequenos produtores do mundo rural a encontrar maneiras diferentes de aprender e, por conta disso, se manter sustentável no mercado, principalmente pela preocupação que todos têm em manter a próxima geração no campo”. O Método Synapse-PBL ainda está em estudo e será implantado no primeiro semestre de 2017, e conta com as parcerias da Syngenta e de outras empresas. colhida por ser considerada uma das cooperativas mais estruturadas e organizadas do Brasil e por realizar com seus cooperados, sobretudo com os pequenos produtores, um projeto de certificação com muita eficiência. Trata-se do Programa Nucoffee Sustentia, realizado pela Syngenta, que, através da tecnologia e capacitação, ajuda os produtores de café a adotarem práticas mais sustentáveis. “Tem sido feito um experimento na Coopercam no intuito de comparar o novo método de aprendiza-


Informativo coopercam edição 36 setembro outubro 2016  

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