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JULHO

AGOSTO

Dalisson Ferreira Reis Jainis de Fátima Oliveira Novais Domiciano Donizete de Carvalho Rosa Aparecida Marques Rosa Luis Marques Rabelo Valcir Pereira da Silva Luiz José Ferreira Antônio Joaquim da Rocha Neto Maria Elba Borges de Azevedo Edson Brito Megda Daiane de Andrade e outro(s) Jose Giovani de Lima Aguinaldo Soares Marli Aparecida de Oliveira Maria Silvana de Lima Lucas Aristides de Lucena Gustavo Vinicius Palhão José Carneiro Neto Natan de Oliveira Peloso Fernando Virgílio Pereira Vitor Antônio Martins Lucia Aparecida de Araújo Rosendo Pieve Pereira Junior Silvano de Oliveira Soares Aurélio Carlos de Alvarenga

Maria de Lourdes da silva Valdirene Maria Silvestre Silva e outro(s) Patrícia dos Santos Silva Camila Alves de Oliveira Antônio Fernando Magela da Luz Afonso José de Abreu Helder Antônio de Carvalho Joao Vilela Braga Edevaldo Ferreira Alaíde Araújo Lopes Rafael Jose Veiga Thiago Francisco de Carvalho Valdilene Santos Celestiano Lucinei Zanateli Luz

Em 2016, a Coopercam recebeu o maior volume de café em toda sua história. Recebemos, até o momento, um volume bem próximo de 500 mil sacas de café. Esse número é bem expressivo se comparado com as colheitas anteriores, mas também trouxe muito trabalho, já que nossos armazéns não foram suficientes para abrigar todo esse volume e, com isso, tivemos que alugar mais cinco galpões. No final de agosto, aconteceu a segunda edição da Rodada de Negócios Coopercam. Este ano, o evento inovou na forma de atender os cooperados e na distribuição dos stands ao ar livre, o que proporcionou bastante espaço e conforto.

Diretoria Executiva: Tarcisio Rabelo, José Afonso Gomes e José Eduardo Vanzela. Conselho de Administração: Tarcísio Rabelo, José Afonso Gomes, José Eduardo Vanzela, Rosendo Pieve Pereira, José Márcio Rocha. Suplentes: Breno Miarelli, Jhyan Del Carlo Furbeta, Achiles Magno dos Santos. Conselho Fiscal: José Miarelli Rabelo, Osmar Francisco de Carvalho, Jose Donizete Correa. Suplentes: Rosenir Campos Junior, Ângelo Jose da Silva e Anderson Jose Vilela. Jornalista Responsável e Redação: Eliana Sonja Rotundaro MTb 12982. Colaboradora e fotos: Pâmela Corrêa. Diagramação: Sakey Comunicação. Tiragem: 2 mil exemplares.


EMPRESÁRIOS SUL COREANOS VISITAM A COOPERCAM

A Cooperativa dos Cafeicultores de Campos Gerais e Campo do Meio (Coopercam), recebeu, no dia 24 de agosto, a visita dos torrefadores e empresários sul coreanos Jin-Sang Yoo, Gwan-Su Lee e Seok Kwon, juntamente com o analista de operações da Nutrade Renan Augusto Cardoso. A CK CORPORATIONS é a maior torrefadora atuante na Coreia do Sul e os visitantes vieram conhecer as instalações da Coopercam e o projeto Nucoffee Sustentia, desenvolvido em parceria com a Syngenta e a UTZ. Uma apresentação de toda a estrutura da Coopercam foi realizada para os empresários, com uma demonstração de todo o sistema de armazenamento e rastreabilidade do café, além da metodologia utilizada pela cooperativa para a classificação e degustação dos grãos. Com a intenção de possíveis negociações, a Coopercam enviou duas amostras dos seus cafés para o laboratório da Nutrade em Varginha. Na empresa, os sul coreanos tiveram a oportunidade de degustar os grãos de café e se mostraram interessados e satisfeitos com o padrão de café produzidos pelos cooperados Coopercam.


ARRAIÁ DO DIA C ARRECADA DINHEIRO PARA HOSPITAL SÃO VICENTE DE PAULA Ações que constroem e transformam vidas. Com esse tema, a Organização das Cooperativas de Minas Gerais (Ocemg), lançou a campanha Dia de Cooperar 2016. Este é o quarto ano em que a Coopercam participa do Dia de Cooperar e a ação escolhida foi o Grande Arraiá do Dia C. A ideia do evento surgiu em uma reunião entre a Comissão do Dia

de Cooperar e os funcionários que, após analisarem as instituições da cidade, verificaram as necessidades do Hospital São Vicente de Paula, como a reforma na enfermaria feminina. Com essa causa em mente, no dia 2 de julho foi promovida uma festa junina com vendas de comidas e bebidas típicas, leilões, brincadeiras para as crianças, música

ao vivo, correio elegante e outras ações. Todo o dinheiro arrecadado durante a festa foi revertido para o Hospital São Vicente de Paula. A realização da festa contou com a ajuda de todos os colaboradores e muitos cooperados. Já os brindes foram doados pelo comércio e comunidades de Campos Gerais e distrito de Córrego do Ouro. A preparação e a organização do Arraiá do Dia C foram concretizadas pelos colaboradores da Coopercam e contou com a ajuda dos funcionários do hospital e pessoas da comunidade. O resultado foi surpreendente: cerca de 600 pessoas participaram da festa, um número expressivo, mas fundamental para o sucesso e arrecadação de donativos para o Hospital. O Arraiá do Dia C foi um verdadeiro sucesso e a Coopercam recebeu muitos elogios pela organização e pelo trabalho realizado a favor do Hospital São Vicente de Paula.

RIFA BENEFICENTE

Para a arrecadação de mais dinheiro para a obra da enfermaria do Hospital, foi realizada, no dia 29 de julho, uma rifa beneficente. O prêmio sorteado foram dois vales-compra, a ser utilizados na Coopercam, nos valores de R$1000 e R$500. As rifas foram vendidas entre os cooperados e colaboradores da Coopercam e esses últimos ajudaram em peso.


SAFRA ZERO: UMA ALTERNATIVA PARA REDUÇÃO DOS CUSTOS DA LAVOURA CAFEEIRA Por: João Paulo Alves de Castro, Engenheiro Agronômo

Na atual situação da cafeicultura brasileira, o produtor tem procurado alternativas para suprir a crescente falta de mão de obra e diminuir os impactos negativos causados pelo elevado custo da colheita. Com esse objetivo, buscam-se novas técnicas que visam melhorar os meios de cultivo e diminuir o custo de produção por unidade de área. Diante desse cenário, tem-se realizado o manejo do cafeeiro através de podas programadas, com o objetivo de obter produções elevadas, sendo o esqueletamento o tipo de poda mais utilizado. Com o esqueletamento pode-se adotar o chamado “Sistema Safra Zero”, em que o manejo tem por finalidade manter o porte da lavoura e eliminar a necessidade de colheitas onerosas no ano de baixa safra que, normalmente, ocorrem após os anos de alta safra. Para isso, os cafeeiros são esqueletados e decotados a cada dois anos, ocorrendo desenvolvimento dos ramos produtivos no primeiro ano agrícola e frutificação no ano posterior, quando será novamente podada. Esse sistema de manejo vem sendo otimizado com o desenvolvimento

de equipamentos especializados, como as maquininhas manuais e as esqueletadeiras tratorizadas. Esta prática consiste na poda dos ramos plagiotrópicos da planta, com distância de 20 a 50 cm do ramo principal e o decote do ramo ortotrópico a uma altura que varia de 1,2 a 2,5 metros. A altura de corte tem relação direta com o estande de plantas por hectare. A recomendação para lavouras de menor espaçamento entre linhas se baseia no corte em alturas menores, de forma que possibilite a entrada de luz no interior das plantas e entre as linhas, induzindo a quebra de dormência de gemas. A poda só pode ser realizada em lavouras aptas a esse sistema, pois assim atuará como uma ferramenta para o incremento de produtividade. Para a implantação do sistema, deve-se “liberar” o cafeeiro o mais cedo possível, preferencialmente a partir de junho, visto que o crescimento vegetativo é influenciado pela época de poda e pode comprometer a sua produção futura, como podemos verificar na imagem abaixo.

CRESCIMENTO DE RAMOS — MÊS A MÊS

Com a tabela abaixo podemos exemplificar melhor a resposta de produtividade do cafeeiro com relação à época da realização da poda. Tabela 1:

Resposta em produtividade (sacas/ha) do cafeeiro com relação a época da poda Meses em que foram esqueletadas

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

Como a tabela nos mostra, quanto mais cedo for podada a lavoura, mais café ela produzirá na próxima safra em condições normais do clima. Isso ocorre devido ao maior crescimento dos ramos produtivos e a correta diferenciação floral dos mesmos durante os meses de fevereiro a maio. Em relação à adubação, não se deve restringir os tratos culturais mesmo com o depósito de resíduos advindos da poda. Devido à alta relação C/N dos restos culturais é necessário a adubação nitrogenada para equilibrar o sistema. A adubação potássica geralmente é dispensada em decorrência da elevada quantidade presente no material vegetal que é totalmente liberado (seu índice de conversão é 100%). A necessidade será no ano de produção de acordo com análise de solo e a carga pendente. Os restos vegetais também são ricos em macro e micronutrientes, como podemos verificar na tabela 2.

Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro

Café Mundo Novo (Sacas/ha)

Café Catuaí (Sacas/ha)

91 87 62 33 22 16

65 51 41 25 21 14

Tabela 2:

Quantidade de macro e micronutrientes nas partes podadas do cafeeiro Mundo Novo, 10 anos.

Nutrientes Nitrogênio- Kg/ha Fósforo - Kg/ha Potássio - kg/ha Cálcio - Kg/ha Magnésio - Kg/ha Enxofre - Kg/ha Boro - g/ha Cobre - g/ha Zinco - g/ha

Esqueletamento + decote a 1,5 metro 261 16 273 101 26 10 268 191 121


O controle fitossanitário deve ser realizado principalmente para doenças como phoma, ferrugem e mancha aureolada, pois as altas doses aplicadas de nitrogênio acarretam em maior infestação dessas doenças. A phoma é a primeira doença a se manifestar quando não realizado o controle adequado da mesma, sendo necessário o monitoramento dos primeiros sinais da doença no ano de produção. A ferrugem também é outra doença que pode ocorrer em cafeeiros podados, pois são mais suscetíveis e apresentam uma curva de progressão mais agressiva quando comparada a cafeeiros não podados. Controles fitossanitários de pragas de solo também devem ser realizados, visto que, com a prática da poda de

Esqueletadeira manual

Esqueletadeira tratorizada

esqueletamento, cerca de 50% das raízes morrem naturalmente, deixando a planta mais debilitada ao ataque das mesmas e também reduzindo a capacidade de absorção de água e nutrientes. Os inseticidas de solo promovem, além do controle fitossanitário, um efeito tônico com maior enraizamento e, consequentemente, plantas mais sadias e produtivas. Finalizando, deve se adicionar que cada situação de lavoura deve ser analisada, tendo em vista a adoção ou não, e o tipo de poda a ser utilizada, considerando o conjunto de finalidades que se deseja atingir com a poda, agora agregando também o objetivo de facilitar a colheita e redução de custos, operação importante, pelo seu elevado custo e pela sua influência na qualidade do café. Consulte sempre um engenheiro agrônomo para esclarecer todas as dúvidas antes de executar qualquer tipo de poda.

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA VAI INTENSIFICAR AGRONEGÓCIO BRASILEIRO Com a decisão do Senado de afastar Dilma Roussef da presidência do País por crimes de responsabilidade por pedaladas ficais e por créditos suplementares sem autorização legislativa, o agora presidente Michel Temer tem muito a fazer, juntamente com o novo ministério. Na agricultura, Blairo Maggi já tem tomado algumas decisões importantes e, entre elas, está a recriação do Departamento de Café dentro da estrutura do Mapa. Maggi anunciou a medida durante uma visita ao sul de Minas, no mês de agosto, e a notícia agradou o setor cafeeiro, que irá se beneficiar com a maior agilidade e assertividade na condução das questões relativas ao café, de acordo com Breno Mesquita, presidente das comissões de Cafeicultura da Faemg e da CNA. “A volta deste departamento era um pleito de todo o setor desde a última reestruturação do Ministério. Sentíamos que havia grande descentralização nas decisões e falta de articulação na condução das demandas. O resultado era a lentidão na resolução de pautas, muitas vezes urgentes. Foi uma decisão muito acertada e importante”. O Ministro da Agricultura, durante sua estadia no sul de Minas, também disse que considera o agronegócio o caminho mais rápido para o Brasil superar a crise econômica. Para isso, no início do mês de setembro, Maggi visitou 22 países da Ásia, com o objetivo de ampliar e

conquistar novos mercados para o agronegócio brasileiro. O ministro reforçou a vocação do Brasil para alimentar o mundo, especialmente a Ásia, e deu garantias da sanidade dos seus produtos agropecuários. O presidente-executivo do Conselho Nacional do Café (CNC), deputado federal Silas Brasileiro (MG), que participou da visita do ministro ao sul de Minas, cumprimentou Maggi pela decisão de recriar o departamento de café. O deputado ressaltou ainda que o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) liberou R$ 4,6 bilhões este ano. “O dinheiro está sendo repassado aos agentes financeiros e está à disposição dos produtores. Esses recursos ajudam a gerar renda para o setor”, disse Brasileiro. A visita de Blairo Maggi ao sul de Minas faz parte da estratégia do MAPA em conhecer de perto o processo de produção e comercialização do café. Ele destacou a organização do setor cafeeiro brasileiro e disse que a visita foi para entender como o setor funciona e, assim, defendê-lo melhor no governo. O presidente da Coopercam, Tarcísio Rabelo, confia que Blairo Maggi irá conduzir de maneira coerente o Ministério da Agricultura. “Ele acredita que o agronegócio brasileiro é forte o suficiente para mudar a economia do país e isso é muito positivo para o setor, inclusive o café. Tenho certeza de que muita coisa boa virá com a gestão de Maggi”.


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SEGUNDA EDIÇÃO DA RODADA DE NEGÓCIOS É SUCESSO A Coopercam realizou, nos dias 31 de agosto e 1º de setembro, a segunda edição da Rodada de Negócios, em Campos Gerais. Entre os vários negócios oferecidos aos produtores de café, milho, soja e leite da região, exposição de máquinas e equipamentos, novidades em insumos agrícolas e condições

diferenciadas. Segundo a Coopercam, cerca de 1.200 cooperados visitaram a Rodada de Negócios nos dois dias do evento e o negócio mais procurado pelos produtores foi o de insumos agrícolas. A Rodada de Negócios também chamou a atenção da mídia e tornou-se objeto de matérias televisivas.

FIM DE SAFRA: MELHOR MOMENTO PARA ADERIR À CERTIFICAÇÃO A colheita de café desta safra já foi finalizada e é hora de começar a pensar na safra 2017. Bom momento para introduzir a certificação na propriedade, pois ela auxilia o produtor no planejamento agrícola, inclusive ao prever todas as operações necessárias. Planejar é o caminho mais inteligente para quem pretende reduzir os custos de produção, mas, antes disso, o produtor deve conhecer qual é o custo atual para produzir uma saca de café. Com o início do novo ano agrícola e com todas as operações direcionadas para a próxima safra, este é momento ideal para aderir ao projeto de certificação. A Coopercam, em parceria com a Syngenta, oferece a todos os produtores que já adquiriram os produtos Syngenta na modalidade troca de café, a adesão ao Projeto Nucoffee Sustentia, que coloca em prática o código de conduta UTZ MOSAIC_25416_12_04_2106_Anuncio Coopercam_V1_OFF_FINALIZADA.pdf nas propriedades sem nenhum custo adicional.1 4/13/16 11:44 Toda propriedade rural, independente do seu tamanho, tem potencial para conquistar um selo de certifi-

cação. Seguir um código de conduta é uma iniciativa de interesse pela busca de uma melhoria contínua, principalmente na maneira como se administra uma propriedade rural. É um trabalho que requer dedicação e boa vontade para aprender e aplicar todas as ações propostas pelo código de conduta. Para atender os interesses de seus cooperados, a Coopercam reitera: todos os seus armazéns são certificados e aptos a receber cafés com selo UTZ, Certifica Minas e Verificação 4 C. Além disso, o Departamento de Café está sempre em busca de novos mercados e a procura de melhores valorizações para os cafés certificados. Vale lembrar que o bônus na venda não é o objetivo principal da certificação, assim como nem sempre está disponível em todas as vendas. Para adotar a Certificação UTZ na propriedade, o Departamento Técnico da Coopercam conta com um profissional exclusivo para dar assistência aos produtores inseridos no Projeto Nucoffee Sustentia.

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Informativo coopercam edição 35 julho agosto 2016  

Informativo Coopercam - edição 35

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