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INFORMATIVO

ANO III - nº 09 - Abril a Junho de 2007

Órgão de Informação da Cooperativa de Crédito Mútuo dos Servidores do Ministério da Educação em São Paulo

Capitalizar $olução Capitalizar éé$olução No livro Solidariedade Financeira, editado no ano de 1996 pela Confebras - Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito, seus autores referem-se à capitalização como “recursos que formam a base financeira sobre a qual a cooperativa realiza as demais operações é o dinheiro que, solidariamente, todos mantêm na sociedade para que ela possa operar”. Na edição de número 8 deste informativo, entre vários argumentos a respeito da capitalização, salientou-se que a integralização do capital social na COOPEMESP fosse reforçada, para que os associados continuassem a ser atendidos normalmente e novos produtos pudessem ser oferecidos. As vantagens de uma boa capitalização beneficiam tanto a cooperativa, quanto o associado que, contínua e sistematicamente, vai formando um capital que só lhe trará retorno positivo. Seja como parâmetro para maiores empréstimos, ou como formação de poupança, ou ainda, como crescimento financeiro e solidificação econômica da entidade. Remunerado a taxas que permitem uma crescente evolução patrimonial, o capital subscrito é um investimento que, em longo prazo, constitui uma das melhores alternativas de poupança existentes no mercado. Como já foi dito, para os servidores públicos torna-se um substituto do Fundo de Garantia por

NESTA EDIÇÃO

01 02 As Decisões da Assembléia 03 Crédito Consignado - Uma visão Cooperativista 03/04 Mondragón - Um Exemplo de Intercooperação Editorial - Capitalizar é Solução

Tempo de Serviço (FGTS), o qual deixou de existir com a substituição da CLT pelo Regime Jurídico Único (RJU) no serviço público federal. Aumentar o percentual de desconto no salário bruto acima de 2% até 5%, visando acelerar a sua capitalização, é para o associado uma demonstração de conscientização coletiva, singular preocupação com a entidade, além de ser também uma preocupação salutar com sua própria segurança futura (péde-meia). Para comprovar as vantagens de uma capitalização mais reforçada, basta agir solidariamente e lembrar-se que “no universo econômico, tudo gira em torno do eixo chamado capital. Capital é a força que move montanhas”. Nas cooperativas também. Vamos capitalizar? Procure se informar na COOPEMESP sobre o aumento verificado em seu capital após a Assembléia Geral, realizada em 14 de março último. Foi aprovada, na ocasião, a proposta apresentada pela Diretoria, qual seja de remuneração máxima permitida pela legislação de 12% de juros ao capital. Como se pode constatar, a remuneração do capital de cada associado foi bem superior à remuneração da Caderneta de Poupança no exercício de 2006. A Diretoria

“Uma sociedade sem solidariedade é frágil, é acéfala. Quanto maior for o grau de solidariedade, maiores os benefícios, maiores os resultados, maiores as conquistas da sociedade”.


As Decisões da

AsAssembléia Decisões da A Assembléia Geral Extraordinária / Ordinária Cumulativa da COOPEMESP desenvolveu-se em duas sessões. A primeira em 14 de março, conforme Edital de Convocação publicado no Jornal da Tarde e a segunda no dia 23 do referido mês, para conclusão dos trabalhos. Com a presença de 62 e 33 associados nas respectivas sessões, o presidente Vander Boaventura e a diretoria, comandaram os trabalhos da assembléia, cujas deliberações foram todas aprovadas pelo plenário. A primeira parte (AGE) foi destinada a uma ampla discussão do Estatuto Social com importantes revisões ou reforma geral, destacando-se a mudança da estrutura administrativa de Diretoria para Conselho de Administração. A nova estrutura, portanto, passa a contar com uma Diretoria Executiva integrada pelo Diretor Presidente, Diretor Administrativo e Diretor Operacional. Os demais membros do Conselho de Administração continuam a exercer as funções de conselheiros, conforme especifica o Capítulo II do Estatuto nos Artigos 43 a 49. Entre as deliberações da AGO algumas se destacaram sobremaneira, como a eleição para o Conselho Fiscal. Concorreram duas chapas, sendo eleitos os membros efetivos e suplentes para exercerem o mandato de um ano (março de 2007 a março de 2008). Esse órgão fiscalizador, cujos membros respondem social, civil e legalmente pelos atos praticados, tem o papel de representante do quadro social com a incumbência de acompanhar e fiscalizar as deliberações e atos da Diretoria, como uma autoridade disciplinadora, cabendo-lhe o cumprimento da lei e normas cooperativistas.

CONSELHEIROS ELEITOS: Efetivos: Maria Regina Oliveira Machado Robson de Oliveira Rosana Motta Senatore Suplentes: Andréa de Andrade Maria Elma de Queiroz Couto Ragnar Orlando Hammarstron Outra importante deliberação da AGO: aprovação de remuneração de juros ao capital. Até o exercício de 2005, conforme consenso entre as cooperativas de crédito mútuo, as sobras apuradas no final de cada exercício eram distribuídas como ato cooperativo sem discriminar a remuneração de juros ao capital. Todo o resultado era considerado como sobra, ficando nela embutida a remuneração de juros ao capital. A partir do exercício de 2006, o BACEN - Banco Central do Brasil indicou a necessidade de separação entre remuneração de juros ao capital e as sobras do exercício. A Diretoria, acatando essa determinação, indicou aos membros da AGO a necessidade de se votar o índice de remuneração do capital social correspondente aos 12 meses de 2007. Foi aprovada a remuneração máxima permitida pela legislação, 12% ao ano. Mesmo incidindo o IRPF (imposto de renda) sobre o resultado, a importância paga aos associados representou um índice de remuneração de juros ao capital superior à maioria das aplicações do mercado, principalmente em relação à poupança ou então ao FGTS.


Crédito Consignado

Mondragón

Uma visão Cooperativista

Um Exemplo de Intercooperação

Cooperativismo de Crédito: Da Responsabilidade do Cooperado No cooperativismo, o associado utilizador dos recursos sociais não é mero cliente ou freguês dos bens sociais, mas sim um usuário por recursos comuns pertencentes à sociedade. E quando esse associado pratica ato causador de dano à sociedade com reflexo para os demais associados, responde ele, perante estes pelos prejuízos resultantes. Assim em uma cooperativa de crédito, ao tomar o cooperado seus recursos, o faz sob a obrigação de responder por uma tarifa indispensável à cobertura das despesas administrativas da sociedade, calculadas em valores que corresponderiam à cobertura dos encargos de manutenção da entidade credora. Sendo que, por força de legislação que a regulamenta e estatutos sociais, quando, carentes, obrigam os tomadores à cobertura da deficiência ou, quando excedentes, aprovados em balanços anuais, ocorre a restituição, também na proporção dessas tarifas pagas no exercício. Ora, se o associado tomador causa prejuízos à sociedade credora deixando de honrar o compromisso assumido está ele a causar dano, não só à sociedade, mas também aos seus colegas associados, visto que, com seu ato obrigou a entidade a agravar a tarifa operacional com estes ou, por outro lado, evitando venha a cooperativa a deixar de oferecer retorno por eventuais sobras apuradas. Entendemos, portanto, assista ao associado de uma cooperativa legitimidade ativa para a cobrança do associado faltoso, pedindo reparo pelos danos a ele causados. Fonte: Cooperativa de Crédito de Guarulhos, Guarulhos-SP, 2006. PS. A propósito da matéria acima, a Diretoria informa que no exercício de 2006 aconteceu um número razoável de inadimplências, determinadas pela fúria das financeiras e bancos particulares, oferecendo crédito a qualquer custo e comprometendo a capacidade de endividamento do servidor público. Foram tomadas várias medidas para não comprometer o patrimônio da cooperativa e, conseqüentemente, para não causar prejuízos aos associados. Ainda restam alguns casos não solucionados e, por força da legislação e da responsabilidade administrativa dos Diretores e Conselheiros Fiscais, serão, como última medida, acionados judicialmente seus responsáveis. Estamos insistindo com os associados que se encontram nessas condições para procurarem a COOPEMESP com o objetivo de solucionar a questão antes que ocorra a aplicação desse acionamento. Temos esclarecido que a pior solução é a cobrança judicial, a qual é morosa e durante muito tempo o associado inadimplente fica com seu crédito comprometido em todos os seguimentos do mercado.

A FUNDACE - Fundação para P e s q u i s a e D e s e nvo l v i m e n t o d a Administração, Contabilidade e Economia tem promovido programações de cursos voltados para o atendimento de demandas de entidades públicas e privadas interessadas em práticas modernas e eficazes de gestão. Em parceria com a CONFEBRÁS - Confederação Brasileira de Cooperativas de Crédito, a FUNDACE tem intermediado cursos de Gestão Cooperativista de Crédito a executivos e lideranças de cooperativas. Realizado no período de 30 de abril a 04 de maio um desses cursos que contou com a participação de 23 brasileiros de vários estados, a maioria representando suas cooperativas, entre eles o professor Vander Boaventura, presidente da COOPEMESP. Com uma extensa programação técnica e de visitação a entidades ligadas à Corporação de Cooperativas de Mondragón (MCC), o curso aconteceu no Centro de Formação Cooperativa e Diretiva do MCC, situado no chamado país Basco, localizado na Região dos Pirineus a Nordeste da Espanha. A experiência vivenciada pelo grupo foi de grande valia, encontrando um modelo de intercooperação único, não encontrado com as mesmas características em nenhuma outra parte do Globo. Além dos simpósios ministrados no Centro de Formação Otalora, os participantes conheceram in loco várias instituições como centros tecnológicos, incubação de empresas, universidade, escola técnica, e cooperativas industriais. A origem do MCC reporta-se a 1941 com a chegada à cidade de Arrasate-Mondragón do padre José Maria Arizmendiarrieta. Dois anos depois ele fundou uma Escola Politécnica com o objetivo de capacitar profissionais para as cooperativas e empresas da região. Em 1956 surge a primeira cooperativa da corporação, uma cooperativa industrial

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Mondragón - Continuação fundada por cinco alunos provenientes da Escola Politécnica, a Ulgor, hoje Fagor Eletrodomésticos. Para dar suporte financeiro e contribuir com o desenvolvimento das cooperativas, cria-se a Caja Laboral Popular que se transformou em uma única cooperativa de crédito do grupo e, como conseqüência, tornou-se um Banco Cooperativo. No exercício de 2006 funcionaram 372 agências, com 1.100.000 clientes individuais e uma carteira de empréstimo de 13 bilhões de euros; 2.000 funcionários sendo 1.857 sócios e 143 empregados. A Caja Laboral ocupa o 10º lugar entre os bancos espanhóis e o 1º lugar no país Basco. Hoje o complexo possui 270 empresas e entidades, sendo que aproximadamente a

metade deste número é constituída por cooperativas. Em 2006, mais precisamente, o grupo MCC apresentou os seguintes números: 120 cooperativas; 13 bilhões de euros em vendas; 1 ,175 bilhões de euros em investimentos; 82.000 sócios e 600 milhões de euros em sobras líquidas. Entre os valores que regem a dinâmica do Grupo MCC estão a COOPERAÇÃO, a PARTICIPAÇÃO, a Responsabilidade Social, a INOVAÇÃO, além de princípios que são seguidos como a INTERCOOPERAÇÃO. Nos próximos números de nosso informativo continuaremos a seqüência de relatos sobre Mondragón. Um exemplo de como a Intercooperação transforma uma sociedade e promove o seu povo.

Edifício Sec. XIX: OTALORA - Centro de Formação Cooperativa e Diretiva do MCC

Brasileiros, equipe integrante do curso

Sr. Mikel, coordenador dos trabalhos e parte do grupo na sala de aula após uma das palestras.

Presidente da COOPEMESP recebendo o merecido certificado

Participantes do curso em aula no Centro de Treinamento Otalora

EXPEDIENTE Informativo COOPEMESP - Órgão de Informação da Cooperativa de Crédito Mútuo dos Servidores do Ministério da Educação em São Paulo - Rua Pedro Vicente, 625 - Canindé - CEP 01109-010 - São Paulo(*) - SP Telefone (11) 3326 8983 - Faxas (11) 3229 6941 - Escritório PARABÉNS! Se- você respondeu A em todas perguntas comportamento em relação Finanças Pessoais estáPereira, totalmente - Comissão Unifesp - Telefone (11) 5573 1720 - e-mail: coopemesp@uol.com.brSeu de Pauta: Vander às Boaventura, Celina Alves Caso 17467 tenha optado pelasGráfico: respostas B e C, analise, repense Norberto Silva Lobo - Jornalista Responsável: Cleide Margarettecorreto. Silva - MTB - Designer TAOS - Produção: MC e veja onde pode mudar e melhorar a sua vida financeira. Lembre-se, Assessoria - (13) 3271 8027 - Gráfica: Multiform - Tiragem: 2500 exemplares quando tiver alguma dúvida sobre Orçamento Doméstico, taxas, juros e crediários; procure a sua cooperativa de crédito.


Informativo Coopemesp 9