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P ropriedade : C onvívios F raternos • D irector e R edactor : P. V alente de M atos • F otocomposição e I mpressão : C oraze - S. T. R iba -U l - O. A zeméis • T el . 256 661460 Publicação Bimestral - Dep. Legal Nº 6711/93 - Ano XXXII - Nº 304 - Setembro/Outubro 2010 • Assinatura Anual: 10 o • Tiragem: 9.700 exs. • Preço: 1 o

VERDADE E HONESTIDADE NA POLÍTICA

É preciso dignificar a acção política e aqueles que a tomam a sério. Mas este objectivo só é possível quando neste campo há gente que preza a sua dignidade, a sua palavra e está mais pronta a aceitar até os erros cometidos, que a desvirtuar a realidade. Gente honesta, capaz de escutar a todos e de se renovar interiormente. (Continua na pág. 2 BU)

Ser Cristão é ser Missionário

XXXVII CONVÍVIO ANIMAÇÃO NACIONAL DOS CONVÍVIOS FRATERNOS EM FÁTIMA Mais uma vez o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, na Cova da Iria, foi o lugar privilegiado para a realização do XXXVII encontro Animação dos Convívios Fraternos, nos dias 11 e 12 de Setembro.Cerca de 12 mil jovens vindos de todas as dioceses de Portugal e um grupo de 15 vindos de Paris, deram ao santuário um ambiente colorido e festivo. (Continua na pág. 2 BU)

Talvez seja tempo de reflectirmos sobre a nossa missão. Talvez seja tempo de nos erguermos e colocarmos mãos-à-obra. Talvez seja tempo de deixarmos a inércia que nos prende e aceitarmos o desafio que Jesus nos faz.

“As coisas que se desejam parece que nunca chegam”. Foi talvez a pessoa que mais sofreu com esta minha doença, mas que nunca, mas mesmo nunca, baixou os braços. Toda a gente desistiu menos ela, talvez por me conhecer melhor do que qualquer outra pessoa. (Continua na pág. 1 JA)

Evangelho Quotidiano Nesta edição fazemos uma nova proposta: a possibilidade de receber no correio electrónico ou telemóvel o Evangelho do dia, com um pequeno comentário, tal como também pode pedir a indicação dos santos do dia. Para tal apenas tem que consultar: www.evangelhoquotidiano.org.

(Continua na pág. 1 JA)

(Continua na pág.2 JA)

ACREDITAR E TER FÉ Há muito quem diga por aí que acreditar e ter Fé é a mesma coisa. Nada mais errado!... Acreditarmos pressupõe confiarmos que uma determinada informação que nos é transmitida é verdadeira. Ter Fé é diferente.Ter Fé implica acreditarmos de tal modo que estamos dispostos a movermo-nos por aquilo em que acreditamos.

Numa altura em que somos confrontados diariamente com um rol de notícias que nos inquietam interiormente do ponto de vista económico, seremos nós capazes de olhar um pouco mais além? Mas o que é esta crise de que toda a gente fala?… De onde é que advém?!

PERDOAR O perdão é um acto de vontade e de lucidez e, por isso, de liberdade. Consiste em aceitar o irmão ou a irmã tal como é, apesar do mal que nos fez, do mesmo modo que Deus nos recebe, a nós pecadores, apesar dos nossos defeitos. (Continua na pág.3 BU)

o castigo do vício, é o próprio vício

Convidou-nos a fazer silêncio e a escutá-l’O. Foi seduzindo e escutando cada jovem e, a pouco e pouco foi entrando. E falando ao coração de cada jovem.

A CRISE VISTA COMO UMA OPORTUNIDADE

As exigências e riscos psicossociais no meio Universitário

(Continua na pág. 3 BU)

Jesus falou-nos !..

(Continua na pág. 4 JA)

(Continua na pág. 4 JA)

Enfrentar os novos desafios do ensino superior é encontrar no novo meio ambiente, factores preponderantes à sua auto-confiança, ao sentido da sua valorização pessoal, à sua auto-estima, cujo estes elementos devem ser opção fundamental, capaz de determinar o grau do seu sucesso ou insucesso.

CONVÍVIO-FRATERNO Nº 1132

Sete Pecados Capitais da sociedade actual A dinâmica de trabalho solidário que desejamos na nossa sociedade é, em síntese, decorrente duma cultura de oração, de anúncio e de ajuda permanente que conduza à mudança de vida e vida ao jeito de Jesus. Não sejamos apenas admiradores, mas sim Imitadores de Jesus Cristo.. (Continua na pág. 4 BU)

O MEU AVIVAR DE COMPROMISSO É em face da morte que o enigma da condição humana mais se adensa. Não é só a dor e a progressiva dissolução do corpo que atormentam o homem, mas também e ainda mais, o temor de que tudo acaba para sempre… Enquanto, diante da morte, qualquer imaginação se revela impotente, a Igreja, ensinada pela revelação divina , afirma que o homem foi criado por Deus para um fim feliz ,para além dos limites da miséria terrena . “ ( G S 18 )

(Continua na pág. 2 JA)

MENSAGEM DE BENTO XVI PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES Caríssimos, neste dia Missionário Mundial no qual o olhar do coração se dilata sobre os imensos espaços da missão, sintamo-nos todos protagonistas do compromisso da Igreja de anunciar o Evangelho. (Continua na pág.4 BU)

Evangelização dos Jovens - Um desafio…

A evangelização da juventude deve ocupar um lugar de destaque na dinâmica pastoral de cada diocese, pois, é dos jovens que depende o futuro da vida e da Missão da Igreja. (Continua na pág.3 BU)

ASSEMBLEIA DOS COORDENADORES DOS CONVÍVIOS FRATERNOSMAPUTO Realizou-se no dia 12 de Setembro no Seminário de Cristo Rei , na cidade de Matola, na assembleia dos coordenadores dos Convívios – Fraternos , para reflectir sobre os problemas do movimento. ( Continua na pág. 3 JA)


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julho/Agosto 2010

XXXVII CONVÍVIO ANIMAÇÃO NACIONAL DOS CONVÍVIOS FRATERNOS EM FÁTIMA

Mais uma vez o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, na Cova da Iria, foi o lugar privilegiado para a realização do XXXVII encontro Animação dos Convívios – Fraternos, nos dias 11 e 12 de Setembro. Cerca de 12 mil jovens vindos de todas as dioceses de Portugal e um grupo de 15 vindos de Paris, deram ao santuário um ambiente colorido e festivo. Com o anfiteatro do Centro Apostólico Paulo VI cheio de jovens, iniciou-se às 14H30 este encontro com a recepção dos peregrinos feita com muito gosto, muito entusiasmo, muito colorido e muita imaginação, a que se seguiu a celebração colectiva da Penitência onde também a novidade da encenação dos cânticos adequados à mesma, feita com beleza, espiritualidade e interioridade ajudaram ao recolhimento dos peregrinos e ao seu exame de consciência. Foram actos que marcaram e entusiasmaram os jovens. Seguiu-se, às 17H00, o desfile dos peregrinos, em cunha, com o colorido sempre único feito das diversas cores das dioceses, da entrada de Igreja da Santíssima Trindade para a Capelinha

das Aparições onde se realizou a saudação e uma Celebração da Palavra em honra de Nossa Senhora, submetida ao tema “ REPARTE COM ALEGRIA” Na saudação o Director Espiritual do Movimento, dirigindo-se aos peregrinos, afirmou que os jovens de hoje “ vivem numa sociedade consumista em que cada vez mais se vai esvaindo do seu coração, sobretudo dos jovens, a presença de Deus, do sobrenatural, do divino e de todos os valores fundamentais à vivência harmoniosa do homem nesta sociedade. Por isso o homem tem dificuldade em sair de si mesmo, do mundo dos seus interesses materiais, do individualismo e do comodismo da vida. Seguidamente afirmou que, “ o partilhar, repartir, dar as mãos àqueles que carecem de ajuda, quase desapareceu do coração dos homens.” No fim de contas, tudo não passa de uma crise de Deus, de uma ausência do sobrenatural, do divino no coração dos jovens. Nesta sociedade cheia de crises, a maior de todas elas é a crise de Deus, a crise do Amor.” E terminou a saudação exortando os jovens e casais convivas a ser fermento transformador da juventude e da família onde estão inseridos. “Jovens e casais convivas, esperança de um dia de amanhã mais justo, mais humano e mais fraterno, não abdiqueis da vossa responsabilidade

em partilhardes, testemunhardes e anunciardes aos homens , principalmente aos jovens, a vossa alegria e esperança de serdes cristãos , de serdes a Igreja de Jesus Cristo hoje mesmo e aqui , de serdes , pelo compromisso do vosso baptismo renovado e fortalecido no vosso convívio – Fraterno, os Profetas deste novos tempos, com a certeza de que, nesta nobre missão a que sois chamados , ninguém jamais vos substituirá.” E terminou a sua exortação pedindo: “ Senhora de Fátima, Mãe de Deus e nossa Mãe, ajuda-nos a repartir com todos os homens nossos irmãos a alegria de sermos Filhos de Deus e, por isso, também teus filhos.” Seguidamente todos os jovens seguiram para os locais designados pelas respectivas dioceses para uma celebração litúrgica. Foi também grande a participação de jovens no Terço do Rosário e na Procissão das Velas, espectáculo de luz e brilho iluminando os corações dos crentes. Às 23H00, com o anfiteatro do Centro Paulo VI repleto de convivas, teve lugar o sarau, em que participaram as dioceses que desejaram, subordinado as suas apresentações ao tema da peregrinação REPARTE COM ALEGRIA. Tiveram muito nível, elevação, gosto artístico e originalidade todos os números

apresentados pelo que estão de parabéns os que neles participaram e toda a assembleia que até ao fim do espectáculo o viveu e nele participou com alegria e juventude. O encontro este ano terminou com a Eucaristia, por não ser possível realizar a despedida no parque nº 2 por ser o dia 12 de Setembro, início da peregrinação nacional. Presidiu à concelebração o Sr. D. SERAFIM Bispo Emérito de Fátima que, na homília, com muito entusiasmo e amizade, dirigiu palavras de estímulo apostólico aos jovens convivas exortando-os a que vivessem e testemunhassem a sua fé e o seu amor a Jesus Cristo na sociedade de hoje com a alegria e esperança própria da sua juventude. Momento alto da Eucaristia foi o acto de acção de graças em que todas as dioceses cantaram a sua consagração a Nossa Senhora enquanto na escadaria se ia desenhando uma coreografia sobre o tema da peregrinação “reparte com alegria”, muito aplaudida pelos milhares de peregrinos que se encontravam na Cova da Iria. Assim terminou este XXVII Encontro Nacional do movimento. Milhares de lenços e faixas multicolores se agitaram em despedida à Mãe de Deus e nossa Mãe, enquanto a sua imagem recolhia à Capelinha das Aparições. Todos partiram com o desejo de, para o ano, regressarem nos dias 10 e 11 de Setembro.

VERDADE E HONESTIDADE NA POLÍTICA Uma investigadora, professora numa das nossas universidades, diz ter chegado à conclusão nos seus estudos, de que hoje os partidos políticos são empresas. Já sabíamos isso em relação aos grandes clubes de futebol. Nesta perspectiva, muitas coisas e atitudes se tornam de mais fácil compreensão. A ser assim, a subversão do interesse nacional é inevitável. E parece que é isso mesmo que está a acontecer. Uma das situações mais incómodas para o cidadão que quer viver num país digno, de modo digno e livre, é verificar que o mundo da política partidária, que dizem ser a garantia da democracia, está pejado de gente para a qual a verdade objectiva e o respeito nas relações humanas e sociais, bem como a honestidade e a vergonha nos comportamentos, estão perdendo todo o sentido. Nem sei como sobrevivem

ainda os que, em tal mundo, sentem o dever de lutar para que o país ande para a frente, as pessoas contem mais que os interesses, a verdade não seja submersa por manobras, o bem comum continue a ser a razão e o motor de quem é chamado e aceita servir a comunidade, um país de todos e não um feudo só de alguns. É bom não nos deixarmos contaminar e influenciar por coisas que nos chegam todos os dias, mais ou menos anónimas, com casos e notícias chocantes. Basta estar atento, escutar e observar o que se passa, confrontar as decisões tomadas e as propostas feitas, ligar o ontem ao hoje, perceber os gritos de dor, gritados e não gritados, para se ver a teia das mentiras, dos desvios programados, dos interesses ocultos, das manobras realizadas, das influências, claras e escondidas, junto dos meios de comunicação social,

esses mesmos onde se mata e se ressuscita, se insinua e se afirma, se negam e se calam evidências, onde não falta gente, presa pela trela, que tanto manqueja, como dança ao sabor de qualquer música. Tudo isto tem uma influência enorme na anestesia da inteligência e da vontade, na responsabilidade e na participação, na alteração da realidade e, por isso mesmo, no pessimismo que alastra, nos comportamentos pessoais e colectivos, nas aspirações e nos projectos, nas relações sociais e nos deveres de uma responsável cidadania. Quando não se acredita em quem decide, se esbarra com o inexplicável e se vêem compadrios escandalosos, até o que se faz acertado, acaba por deixar dúvidas. Toda a actividade humana exige valores morais e éticos de referência. Por isso mesmo e para fugir a um normal constran-

gimento, alguns dos intervenientes políticos negam a necessidade e a universalidade destes valores. Defendem-se mais as atitudes de conveniência, sempre fáceis e substituíveis, ou então fala-se de princípios, porque são sempre mais adaptáveis às circunstâncias, aos interesses e aos gostos. É preciso dignificar a acção política e aqueles que a tomam a sério. Mas este objectivo só é possível quando neste campo há gente que preza a sua dignidade, a sua palavra e está mais pronta a aceitar até os erros cometidos, que a desvirtuar a realidade. Gente honesta, capaz de escutar a todos e de se renovar interiormente. Gente que não se rodeia de quem a tudo diz lhe que sim, porque, para ela, agradar ao chefe é mais importante e rentável que servir a comunidade. D. António Marcelino


Jovens em Alerta www.conviviosfraternos.com

Suplemento DO BALADA DA UNIÃO nº 77 • Setembro/outubro/10 • propriedade da comunidade terapêutica • N.I.P.C. 503298689

O castigo do vício, é o próprio vício O meu nome é Francisco Joaquim de Jesus Freitas, nasci em Canidelo, na cidade de Vila Nova de Gaia e há 35 anos que resido na Rua Estamparia de Lavadores, da mesma cidade. Ã condição económica da minha família era muito difícil. Não era fácil sustentar 6 filhos e para agravar a situação, o meu pai foi sempre alcoólico exercendo maus tratos, tanto físicos como psicológicos em mim e nos meus irmãos, mas principalmente na minha mãe. A nível escolar, apenas frequentei a escola primária. Devido à minha situação familiar, tinha de ajudar economicamente os meus pais e não podia continuar os estudos. Foi com 14 anos, que entrei no mercado de trabalho e fui para uma carpintaria mas, passado 6 meses, acabei por desistir. É nessa altura que me inicio no consumo das drogas leves, não me apercebendo dos riscos que estava a correr. Quando tinha 15 anos, junto com o meu pai, fui trabalhar para o bar da praia do meu padrinho e, como apenas funcionava durante a época balnear, mais uma vez, fiquei desempregado. Esse trabalho no bar agravou o consumo de haxixe. Só aos 18 anos é que voltei a trabalhar e desta vez numa fábrica metalúrgica, onde permaneci durante, sensivelmente, 5 anos. Depois de ter assistido a vários acidentes de trabalho, decidi

não correr mais riscos. Nesta altura, já estava a consumir drogas pesadas, tais como heroína e cocaína. Pensava que não era um problema para mim e que era capaz de controlar tudo e todos. Como estava enganado?!... Foi o início da minha destruição total. Depois de mais um período sem trabalho, acabei por experimentar uma área diferente: fui para picheleiro, para um hotel perto de casa e, quando senti que tinha aprendido esta profissão, fui para o Algarve juntamente com um “amigo”. As coisas não correram muito bem, porque, para além de ter chegado à conclusão que não seria boa companhia para mim, até porque também consumia drogas, ele acabou, ao fim de 6 meses por ter um acidente de trabalho, e decidimos voltar para casa. Desta vez, fui para pedreiro. Profissão que não gostava, porque é um trabalho sujo, perigoso, desmotivante,… mas na qual tive de me

manter durante alguns anos. O desgosto sentido pelo trabalho de que não gostava, mais vazio criava em mim, vazio esse com que tentava preencher com o consumo de drogas. Entretanto, já com 34 anos, experimentei várias empresas de jardinagem, nas quais me fui mantendo durante algum tempo. Na realidade, os meus consumos de drogas iam também aumentando cada vez mais. Como pessoa, estava num processo contínuo de degradação e a nível profissional, não me sentia realizado. O mal estava em mim, porque não me sentia bem com a pessoa que estava a ser e com os trabalhos a que me dedicava. Por último estava a trabalhar numa empresa de manutenção geral de uma grande amiga de infância, a Sónia, que me ia tolerando, apesar dos meus desvarios. Ela teve um papel fundamental nesta minha fase de recuperação, pois, ao longo de vários anos, ela tudo fez,

pondo até em risco o seu bem-estar, para me ajudar a sair duma vez por todas desse “inferno” de vida. Mas infelizmente, acabava sempre por não conseguir concretizar esse tão desejado objectivo, pois, o que ela ainda não sabia é que a saída das drogas é mais difícil do que parece, nem mesmo eu tinha essa total consciência. “As coisas que se desejam, parece que nunca chegam”. Foi talvez a pessoa que mais sofreu com esta minha doença, mas que nunca, mas mesmo nunca, baixou os braços. Toda a gente desistiu menos ela, talvez por me conhecer melhor do que qualquer outra pessoa. E, por incrível que possa parecer, após várias tentativas e depois de muitos anos é que consegui atingir e concluir esse tão desejado objectivo (sonho), que era, acabar duma vez por todas com o consumo de drogas na minha vida, para finalmente começar uma vida melhor e esperançosa. Quero com isto dizer que ingressei na Comunidade Terapêutica, em Avanca, onde me encontro neste preciso momento. Este tratamento proporcionoume grandes planos de futuro e muito mais, pois estou super motivado para continuar este fantástico projecto e me libertar de uma vez por todas da “maldita droga”.

Evangelho Quotidiano Nesta missão permanente de evangelização dos nossos tempos e utilizando os meios actuais, propusemos na edição do jornal anterior cada um ter a possibilidade de “transportar” a oração consigo para todos os lados e de diversas formas, consultando o sítio, www.passo-arezar.net, iniciativa do Secretariado Nacional do Apostolado da Oração, uma obra da Companhia de Jesus (jesuítas) que se dedica à promoção da oração pessoal. Nesta edição fazemos uma nova proposta: a possibilidade de receber no correio electrónico ou telemóvel o Evangelho do dia, com um pequeno comentário, tal como também pode pedir a indicação dos santos do dia. Para tal apenas tem que consultar: www.evangelhoquotidiano.org. Pode ler-se neste sítio a apresentação do pro-

jecto: “O “Evangelho Quotidiano” é um serviço livre de qualquer participação financeira, proposto por uma equipa internacional de pessoas católicas e voluntárias que desejam propagar o Evangelho o mais possível. Propõe-lhe receber cada manhã através de uma mensagem de correio electrónico personalizado, livre e sem obrigação nenhuma, o texto do Evangelho do dia, de acordo com o calendário definido pela Igreja Católica. Não pedimos nem o seu nome nem o seu endereço postal. Somente é necessário o seu endereço electrónico (e-mail) para permitirnos enviar-lhe a passagem do Evangelho do dia. Comprometemo-nos a não comunicar o seu endereço electrónico a qualquer organização ou companhia, com objectivos lucrativos ou não. Damos também a garantia de que não receberá nenhuma mensagem que não tenha

uma ligação directa com o serviço que lhe propomos. Poderá, naturalmente, anular a sua subscrição em qualquer momento, seguindo as instruções inseridas em cada mensagem diária ou utilizando o comando “A sua subscrição” na nossa página.” A divulgação do Evangelho do Dia e os santos do dia também pode ser feita por convite, ou seja, quem já recebe no seu e-mail pode convidar outras pessoas amigas para o receber também. O Evangelho Quotidiano oferece também a qualquer página da Internet a possibilidade de publicar automaticamente o Evangelho e os santos do dia, bastando preencher um formulário próprio, que se encontra na página. Divulguem. (Carlos Matos, CF 492)

Francisco Freitas


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Viana do Castelo

...É NAQUELES MOMENTOS QUE ELE NOS CARREGA NO SEU COLO...

Setembro/outubro 2010

Santarém

Convívios Fraternos da Diocese de Santarém Enquanto movimento diocesano, os Convívios Fraternos da Diocese de Santarém foram, neste ano, desafiados a integrar um projecto de Missão ad intra, coordenado pelo Serviço Diocesano da Pastoral Juvenil. Junto com outros jovens da diocese fizemos um itinerário de formação de Janeiro a Junho, onde aprofundámos os temas da missão, fundamentos bíblicos, eclesiologia, espiritualidade, entre outros. De 26 de Julho a 1 de Agosto o grupo, denominado Fé4Missão, esteve nas paróquias de São Vicente do Paúl, Casével e Vaqueiros para a sua primeira semana de missão com o lema “Aspirai às coisas do

Convívio Fraterno n.º 1132 da Diocese de Viana do Castelo

Estamos inseridos numa sociedade que corre contra o tempo, aparentemente nunca há tempo para nada, somente nos limitamos a correr. Por vezes nem sabemos porque corremos tanto? Porque será? Mas todos sabemos que na realidade a vida não para. Ela passa por nós numa correria desenfreada e nós não damos conta. Por isso para que a vida não passe por nós, sem nos apercebermos, é preciso olharmos para ela, é preciso fazermos uma paragem para percebermos porque corremos... E foi o que dezanove jovens, da diocese de Viana do Castelo, fizeram nos dias 2, 3 e 4 de Outubro, no Seminário dos Passionistas em Barroselas, onde se realizou o Convívio Fraterno n.º 1132. Deixaram para trás: os amigos, a família, e um fim-de-semana igual a tantos outros... Pela frente um desafio!... Três dias totalmente diferentes, era tempo de esquecer a correria do mundo e fazer uma pausa, para partilhar, para reflectir, para interrogar, para ter dúvidas, para brincar, para sorrir, para falar, para encontrar, para reencontrar, e o mais importante para ver Jesus Cristo que ansiosamente aguardava a nossa chegada. Jesus falou-nos!... Convidounos a fazer silêncio e a escutá-lo. Foi seduzindo e conquistando cada jovem, a pouco e pouco foi entrando e falando ao coração de cada um. Jesus foi acolhido!... Fez-se sentir... E apelanos a segui-lo, a anunciá-lo, a imitá-lo, e diznos que estará sempre presente em toda a nossa

caminhada. Não nos abandona, é o amigo sempre presente. É aquele que pega em nós ao colo, sobretudo naqueles momentos em que até julgamos que Ele nos esqueceu. É nesses momentos que Ele nos pega ao colo com mais carinho e nos carrega caso seja necessário. É neste encontro com J.C. que melhor percebemos e entendemos o verdadeiro sentido da palavra AMAR. J.C. amou-nos em primeiro lugar, e nós devemos corresponder ao seu amor infinito, dando um pouco de nós aos outros e a Deus, porque uma coisa é certa J.C. a todos ama com as suas qualidades e defeitos. A festa de encerramento foi no Salão Paroquial de Perre e contou com a presença de convivas, familiares e amigos que dispuseram o espaço de uma forma bastante acolhedora. Os jovens transmitiram a sua alegria, trocaram experiências, e o encerramento culminou com a celebração da Eucaristia, onde todos celebraram as graças concedidas. Se por vezes nem tudo acontece como queremos. Não esqueçamos que há alguém que sabe o que é melhor para nós em cada momento. E mesmo que por vezes possa parecer, Jesus nunca nos abandonará, mas se alguém tem dúvidas ficam as suas palavras: “…Eu estarei convosco, todos os dias, até ao fim do mundo.” Mt 28, 20 A Equipa Coordenadora.

BALADA DA UNIÃO Durante este ano que se aproxima do fim, Balada da União tem ido ao encontro de todos os jovens que o desejam receber para levar a sua mensagem de esperança e a partilha de outros convivas. É um esforço grande, sobretudo económico, que gostaríamos que todos os que o recebem assumissem de acordo com a sua generosidade e as suas possibilidades. Por isso lembramos a todos aqueles que recebem o jornal e têm possibilidade em colaborar nas despesas da sua publicação e nas despesas de correio, o façam pois, o esforço repartido por todos, torna-se muito mais fácil.

Alto” (Col 3,2). Foi uma grande descoberta fazer Missão junto dos que estão perto de nós, desde crianças aos idosos, com diversas actividades, tais como, peddy-paper, visita a um centro de dia, o porta-a-porta, a animação em cafés. Ao longo da semana, fomos semeando nas pessoas que nos acolheram a vontade de participar mais activamente na comunidade paroquial. Acreditamos que este é um projecto promissor do qual brotarão testemunhos vivos de Cristo! Convívios Fraternos – Santarém – Jorge Messias

A crise vista como uma oportunidade… Numa altura em que somos confrontados diariamente com um rol de notícias que nos inquietam interiormente do ponto de vista económico, seremos nós capazes de olhar um pouco mais além? Mas, o que é esta crise de que toda a gente fala! De onde é que advém? Será que ela advém da falta ou não de orçamento; do aumento do desemprego; do aumento do IVA, do IRS; do preço das portagens; da inflação; do aumento dos spreads? Tudo isto é verdade… e são factos indesmentíveis. Para além de tudo o enumerado, sabemos que os tempos modernos são marcados pelo “relativismo difuso, segundo o qual tudo se equivale e não existe nenhuma verdade, nem nenhum ponto de referência absoluto, que não gera a verdadeira liberdade, mas instabilidade, perturbação, conformismo”. Ao exposto podemos, ainda, juntar mais alguns números e estatísticas para contextualizarmos. Senão, vejamos e reflictamos: um estudo, nos Estados Unidos, identificou que apenas 40% dos jovens continuam na igreja depois da formatura, e que apenas 16% dos caloiros da faculdade se sentem bem preparados pelos ministérios de jovens de suas igrejas para continuarem na igreja depois do período escolar. Mas será que a crise é só isto? Não será também uma crise de esperança? Numa das suas intervenções o Papa Bento XVI afirmou: “A crise de esperança afecta mais facilmente as novas gerações que, em contextos sócio-culturais carentes de certezas, de valores e pontos de referência sólidos, têm de enfrentar dificuldades que parecem superiores às suas forças”.

Afinal todas estas crises são importantes, marcam decisivamente o nosso quotidiano, mas não são a verdadeira crise. Hoje, nós enfrentamos, sim, uma verdadeira crise de valores que influencia e alimenta fugazmente todas as crises de cariz societário. Será que não é ela que marca verdadeiramente a nossa vida? Não será ela que poderá estar presente na nossa casa, nas nossas famílias, no nosso trabalho, na nossa escola… e até nos nossos políticos? Como cristãos penso que estamos mais capazes de enfrentar tudo isto, de valorizar o que é verdadeiramente valorizável… os nossos valores, os nossos ideais. Não deixaremos de pagar mais impostos, mais spreads, de ter dificuldades de emprego, no entanto, temos a obrigação e capacidade de sermos mais humildes e solidários com os outros. Mas será que as consequências desta crise não são, então, uma boa oportunidade para demonstrarmos que somos diferentes? Que somos cristãos? Penso que sim. Temos uma grande responsabilidade perante esta sociedade que, mais do que nunca, precisa de uma mensagem verdadeira, assente em valores. Sejamos, pois, capazes de pôr em prática a mensagem do Papa aos jovens em Sidney, quando os exortava a se deixarem “modelar por Cristo para serem mensageiros do amor divino, capazes de construir um futuro de esperança para toda a humanidade”. Sublinhando, ainda, que “Verdadeiramente, a questão da esperança está no centro da nossa vida de seres humanos e da nossa missão de cristãos, sobretudo na época actual”. Tiago Alves CF 728- Porto


Setembro/outubro 2010

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Fátima 2010

Moçambique Relatório da Assembleia dos Coordenadores do Movimento dos Convívios Fraternos – MAPUTO Aos doze dias do mês de Setembro do ano em curso, pelas 9 horas e 30 minutos, realizou-se no Seminário Cristo Rei, Cidade da Matola, uma assembleia dos coordenadores do movimento supracitado, cujo objectivo era reflectir questões orientadas para as quatro dimensões em anexo neste relatório, sobre a vida e futuro do mesmo. Foi uma assembleia que teve como moderador Luís Fernandes e secretariada por Nilza Jaime. Eis, as quatro dimensões para as quais esteve centrada a assembleia: 1. A nível espiritual • Vivência espiritual dos convivas em Moçambique a) Realização dos Convívios Fraternos (duração de 3 dias ) Os coordenadores decidiram por unanimidade, que os três dias de realização do convívio deviam manter, independentemente das actividades extras que um membro pode apresentar, visto que, se este é realizado fora do planificado, pode comprometer aquilo que é a sua essência, pois, cada dia do convívio possui um signicado específico e profundo. Por um lado, o convívio deve ser realizado tendose em conta o calendário dos exames e sobretudo nas férias, para evitar contratempos entre aqueles que neste período estiverem ocupados com a escola. Foram sugestões de data de realização dos convívios fraternos os dias 3 a 5 de Janeiro, 19 a 22 ou 27 a 29 de Dezembro, tendo ficado esta proposta por ser analisada. Quanto à disponibilidade dos coordenadores, ficaram como recomendações para o sucesso do convívio nomeadamente: o espírito de sacrifício, a honestidade e a maturidade. b) Post-Convívios (os quatro encontros após o curso) Verifica-se que após o curso, passa muito tempo para os post-convívios. Assim sendo, daqui em diante é melhor que se realizem apenas 2 post-convívios sendo o terceiro, o convívio animação. Seria molher passar-se a usar os endereços electónicos (e-mail) dos convivas para entrar em contacto com eles. No entanto, deverá haver uma pessoa responsável em criar uma base de dados que ajudaria a fazer chegar a informação a todos. Convívios-Animação O convívio-animação é, e deve ser uma festa de facto. Uma festa cristã constituída não apenas pelos debates, uma vez que estes acabam provocando uma monotonia, mas sim, por tudo aquilo que é típico dos jovens (música, jogos diversos, etc). O objectivo para esta ordem de ideias, é que todos sintam-se descontraídos e, sobretudo os não convivas para que encontrem motivação de fazer parte dum próximo convívio. O final de semana foi escolhido como o período ideal para a sua re-

alização, concretamente no mês de Setembro, tendo sido marcado o 1º pós-convívio para Abril e o 2º para Junho. c) Encontros de Oração Estes não podem ser específicos, ou seja, envolver somente jovens convivas duma paróquia. O espírito de conviva, directa ou indirectamente, deve fazer-se sentir em todos os grupos onde estiver inserido o conviva. Quer nos catequistas, quer nos acólitos, adolescentes, etc. d) Como manter viva a vida espiritual depois do convívio e como ajudar o conviva a ter e a cultivar a sua formação humana. Neste ponto, discutiu-se como uma das formas de manter esta vivacidade do conviva, a partir do próprio coordenador específico para um dado grupo; ou seja, “não perder de

vista nenhuma das ovelhas a ele concedidas”, portanto é necessário manter um diálogo permanente com os convivas, estar a par das várias situações de vida que os envolvem, etc. A imagem do coordenador deve honrar, tudo aquilo que os convivas tiverem visto, ouvido, sentido, aprendido e jurado no seu convívio fraterno. 2. A nível de formação a) Organização da formação dos novos coordenadores A organização da formação dos novos coordenadores segundo o debate, deve prever um plano com duração de 1 a 3 meses ou mais e, facilitada por um monitor experiente. Esta deve ser contínua, realista, coesa e eficaz envolvendo formandos com maturidade espitual. Há que evitar o método expositivo e fazer um prévio ensaio do testemunho (este devia ser opcional, pois, em algum momento, estará ligado à vida do futuro coordenador). b) Formação de todos os convivas a nível paroquial ou das zonas pastorais A formação de todos os convivas a estes dois níveis têm-se realizado até então nos seguintes locais: Seminário Cristo Rei (Matola), Casa das Irmãs Pilarinas (Paróquia Nossa Senhora do Rosário) Liqueleva e outros que poderão surgir com a melhoria de condições, ao longo dos tempos. 3. Aspectos Relativos à Organização do

Movimento a) Local onde se pode ter como referência para o funcionamento do movimento Paróquia Santa Ana da Munhuana: Um dos pressupostos para a indicação deste local, é o facto de quase todos os encontros da equipe coordenadora terem lugar nesta paróquia. b) Local de realização dos convívios fraternos Neste ponto, buscou-se o nº 1, alínea a) que dá conta acerca da realização dos convívios fraternos no mês de Dezembro. Foi considerada como uma das justificações o facto de neste período as casas de formação estarem desocupadas, quando os seus utentes vão de férias, disponibilizando-as para o movimento. Entretanto, Ressano Garcia, é o local que poderá acolher o próximo convívio. c) Organização da Coordenação Geral em Moçambique Para este ponto devem ser eleitas as pessoas capazes de levar o movimento avante. Ficou como proposta de organigrama: 1. Coordenador Responsável pelo Movimento em Moçambique 2. Secretariado 3. Tesouraria 4. Informação/Formação NB: Aqui não foram eleitas as respectivas pessoas, que poderão ocupar os cargos acima. Ficarão de ser eleitas no dia 16 de Janeiro de 2011, nas celebrações do dia do Movimento em Moçambique. 4. Aspectos Relacionados com Sustentabilidade do Movimento a) Fundo para a realização dos convívios, encontros de formação, etc. Como forma de garantir fundos para a realização dos convívios, encontros de formação, assim como para a aquisição de outros fundos, surgiu como proposta o estudo dum orçamento anual que possa sustentar os convívios fraternos e o respectivo requerimento que mais tarde poderá ser submetido à Firma Soares da Costa. É de realçar que, neste requerimento devem constar os objectivos do movimento. Sem mais, deu-se por terminada a assembleia, da qual, elaborou-se o presente relatório.

Maputo, aos 12 de Setembro de 2010 O Coordenador Francisco Fumo O Moderador Luis Fernandes A Secretária Nilza Jaime Zilo

Nos dias 11 e 12 de Setembro decorreu a XXXVII Peregrinação Anual do Movimento dos Convívios Fraternos ao Santuário de Fátima. Jovens de todas as dioceses do país plenos e repletos de alegria, quiseram fazer uma reflexão profunda, tendo como base o tema “Reparte com alegria”. Ao longo destes dois dias foi-se fazendo uma caminhada, que levou todos os jovens a compreender que o amor a Deus e aos outros, a partilha, a generosidade e a solidariedade, são as pedras basilares dos valores que devem nortear a nossa vida. Era ainda madrugada do dia 11 de Setembro quando cerca de cento e trinta jovens da nossa Diocese se puseram a caminho. A alegria de participar em mais um encontro nacional do Movimento estava bem patente no rosto de todos. Como momentos fortes deste encontro é de salientar o acolhimento às dioceses e celebração do perdão; a concentração no recinto e desfile para a Capelinha das Aparições, celebração individual por dioceses, Terço e procissão de velas, o sarau juvenil e a Eucaristia. Este ano coube a nossa diocese a dinamização do acolhimento e do sarau juvenil. Na Eucaristia no recinto do Santuário, D. Serafim, que este ano presidiu à celebração interpelou todos os jovens fazendo-lhes a seguinte pergunta: Jesus Cristo pode contar convosco? Ao que os mais de quatro mil jovens presentes no esplanada do Santuário de Fátima responderam com toda o seu entusiasmo um grandioso SIM: Para finalizar esta peregrinação a diocese de Bragança-Miranda partilhou com as outras dioceses a grandeza do gesto de repartir com alegria, deixando como marca da sua presença a frase do Evangelho “Recebeste de graça, dai de graça” por: Ivone Calado CF977 e Celina Afonso CF1070

ATÉ BREVE AMIGA DINA No dia 1 de Setembro de 2010, partiu para a casa do Pai a nossa amiga Dina, com 38 anos, do Convívio Fraterno nº 537. A Dina foi um elemento activo no grupo. Abraçou também o sacramento do matrimónio e construi a sua própria família. No entanto algo de grave acontece… é-lhe diagnosticado um tumor maligno na cabeça… O mundo à sua volta ruiu, mas ela não desesperou. Continuou a acreditar que Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Com fé e confiança, e enquanto teve forças, lutou pela vida, até que por fim, quando o seu corpo não mais aguantou, deu como cumprida a sua missão cá na terra. Todos recordamos a ceia de Natal em Dezembro de 2009. A alegria, a vontade de viver e de criar o seu filho, sabendo que o seu corpo não iria resistir muito mais tempo. Obrigada Dina, pelo teu testemunho, pelo teu exemplo, pela tua fé. Queremos que saibas que fazes parte da nossa memória, que não te esquecemos, e que um dia nos reuniremos na Glória de Deus. Em nome do grupo, queremos deixar uma palavra de conforto para toda a sua família, em especial, o seu marido e o seu filho. Que Deus suavize a sus dor e lhe dê alento, ânimo e coragem para continuar a viver e criar o seu filho. Ânimo para continuar a caminhada cá na terra. Do Fundo dos nossos corações. Obrigada Amiga Até breve DINA


Jovens em Alerta

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Ser Cristão é ser Missionário Outubro é por excelência o “Mês Missionário”. Ao falar da Missão, de missionários, a nossa atenção foca-se logo naqueles homens e mulheres que partem para terras distantes para levar a mensagem de Jesus aos povos que mais precisam. Apesar deste reconhecimento ser importante, o nosso olhar deve ir mais longe e voltar-se para a “Nossa Missão”. Sim… porque cada um de nós é missionário. Que missão? Anunciar, viver e construir o Reino de Deus que foi revelado por Jesus Cristo. E somos de facto missionários porque ser cristão implica necessariamente missão… Ser cristão é ser missionário. Hoje, mais que nunca, apercebemo-nos que a Igreja só é Igreja se for missionária, se viver em permanente missão. Esta constatação tira-nos da passividade e faz-nos sujeitos activos desta verdade. Ser cristão pressupõe ser activo, construir, proclamar, procurar, espalhar amor e alegria em Cristo… Um Cristão que não vive em missão, que não leva aos outros esse Jesus Cristo que vive em si, não é verdadeiro cristão pois não aceita de forma plena o apelo do Mestre: “Vem e segue-me”. Porque o seguir im-

Festa da cidade de Bragança

plica dar a vida, implica ser de Cristo e entregar-se pelos irmãos. Da mesma forma, podemos dizer que, um conviva sem ser missionário não é verdadeiro conviva. Um conviva deve viver comprometido consigo, com Deus e com os irmãos. E este compromisso leva necessariamente a acção, ao trabalho, ao ser instrumento visível da paz e do amor de Cristo. Talvez seja tempo de reflectirmos sobre a nossa missão. Talvez seja tempo de nos erguermos e colocarmos mãos-à-obra. Talvez seja tempo de deixarmos a inércia que nos prende e aceitarmos o desafio que Jesus nos faz. É essa alegria e entusiasmo que faz falta para movimentarmos os jovens e casais que estão à nossa volta, os nosso núcleos, as nossas paróquias, as nossas dioceses… “A messe é grande mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao Dono da messe que mande trabalhadores”. Se calhar esses trabalhadores sou eu e és tu. É a cada um de nós que o Senhor chama para trabalhar na messe. Poderá contar contigo? Hugo Cravo

Acreditar e Ter Fé Há muito quem diga por aí que acreditar e ter fé é a mesma coisa. Nada mais errado! Acreditarmos pressupõe confiarmos que uma determinada informação que nos é transmitida é verdadeira. Ter fé é diferente! Ter fé implica acreditarmos de tal modo que estamos dispostos a mover-nos por aquilo em que acreditamos. A Sagrada Escritura está repleta de exemplos de homens de fé. Só para citar alguns, veja-se o caso de Noé que construiu uma arca para se salvar e aos seus filhos, o caso de Abraão que deixou a sua terra confiando na promessa de Deus de que teria uma descendência maior que as estrelas do céu, entre muitos outros. Até os apóstolos, no dia do Pentecostes, movidos pela fé, deixaram o Cenáculo, onde se reuniam com medo de serem descobertos pelos romanos e pelos judeus, partiram a anunciar o Evangelho a toda a criatura após a descida do Espírito Santo! Gostaria de partilhar convosco dois exemplos que considero ilustrativos desta diferença: o exemplo da cadeira e o exemplo do equilibrista. Quando olhamos para uma cadeira, é razoável pensarmos que a cadeira conseguirá suster o nosso peso, ou seja, acreditamos que a cadeira é resistente o suficiente para não se partir ao sentarmo-nos. Neste exemplo simples, podemos dizer que ter fé seria algo como nos dirigirmos até à cadeira e nos sentarmos efectivamente nela, confirmando que aquilo em que acreditamos é verdade. Talvez o exemplo do equilibrista seja mais ilustrativo daquilo que pretendo diferenciar. Conta a lenda que certo equilibrista, o melhor do mundo, se preparava para realizar um feito nunca antes conseguido: ele propunha-se a atravessar as cataratas do Niágara, em cima de um fio de pesca finíssimo colocado entre as duas margens. Reuniu-se, logo ali, um conjunto imenso de pessoas movidas pela curiosidade e para o apoiar. Era o acontecimento mundial do ano! Estavam presentes todas as emissoras de televisão e rádio que iriam transmitir, em directo, o acontecimento para o mundo inteiro! O equilibrista concentrava-se e preparavase para atravessar de uma margem à outra. Iria começar a qualquer momento! Passo ante passo, iniciou o seu caminho. Todos sustiveram a respiração, fez-se um silêncio de “cortar à faca”. Chegou à outra margem! O povo fez uma grande festa! “Incrível!”, gritaram alguns. “Fantástico!”,

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gritaram outros. O equilibrista fala ao microfone e pergunta: “Vocês acreditam que eu consigo fazer o mesmo outra vez para a outra margem?”. Pairou o silêncio. Seria possível? O equilibrista voltou a concentrar-se e iniciou o trajecto de regresso para a outra margem. Chegou, com sucesso, à outra margem! “É o maior! Este homem só não voa!”, gritavam os cada vez mais eufóricos espectadores presentes. Aí, o equilibrista agarrou no microfone e disse: “Agora, vou fazer algo ainda mais difícil. Tragam-me um barril, equilibrarei o barril no fio de pesca, equilibrar-me-ei em cima do barril e passarei para a outra margem.” O povo ficou estarrecido e expectante e eis que o equilibrista conseguiu atravessar com sucesso como se propôs a fazer! Que sucesso! O povo estava eufórico! Que acontecimento! Este homem era o maior equilibrista do mundo, não, de todo o universo! O equilibrista, chegado à outra margem, vendo toda aquela festa, grita novamente ao microfone e pergunta: “Vocês acreditam que eu consigo fazer o mesmo novamente para a outra margem?”. A resposta do povo logo se fez ouvir como que em uníssono: “Sim, claro que acreditamos! Nós já te vimos passar para esse lado em cima do barril! É claro que vais conseguir!” E ele atravessa novamente para a margem de onde havia partido em cima do barril. Chegado a esta margem, o equilibrista novamente ao microfone, o povo a aguardar em silêncio absoluto. Seria o fim? O equilibrista chamou então um amigo e convidou-o a acomodar-se dentro do barril. “Não, não é possível!”, diziam alguns. O equilibrista afirmava que conseguiria atravessar novamente para a outra margem em cima do barril, por cima do fio, mas desta vez com um amigo acomodado dentro do barril. Inicia o seu trajecto e passa novamente para o outro lado com sucesso. O público estava extasiado, “este homem tem cola nos pés”, “a gravidade não o afecta”, a verdade é que nunca tinha sido vista tal coisa! Aí, voltou a perguntar: “vocês acreditam que eu consigo fazer o mesmo novamente para a outra margem?”. E o público, vibrante, totalmente extasiado, gritava cada vez mais por ele. O barulho era ensurdecedor: “Claro que acreditamos! És o maior equilibrista do mundo! Claro que vais conseguir!” Aí, o equilibrista perguntou: “Então, quem é o próximo a meter-se dentro do barril?”

No passado dia 22 de Agosto de 2010 teve lugar o encerramento das festas da cidade de Bragança com a celebração da Eucaristia, na Catedral, presidida por Sua Exa. Reverentíssima, o Sr. D. António Montes Moreira, seguida da Procissão Solene, pelas ruas centrais da cidade, em Honra de Nossa Senhora das Graças, padroeira de Bragança desde 1856. Um rito tradicional e emotivo da passagem de Nossa Senhora pela Sua cidade em atitude maternal de proximidade e de bênção. No final da homilia D. António Montes incentivou a comunidade a que esse rito seja “sinal de que desejamos que Ela acompanhe sempre os caminhos da nossa vida”. Também o movimento dos Convívios Fraternos se quis associar a esta manifestação de fé profunda e autêntica, participando na eucaristia, o maior dos mistérios que envolvem a Igreja de Cristo e vida de qualquer comunidade cristã e incorporando a procissão juntamente com moradores da cidade e arredores, conterrâneos residentes no país

e no estrangeiro, forasteiros de perto e de longe, numerosas crianças e adolescentes, Bombeiros Voluntários e Banda de Música. Sendo a procissão uma forma de oração que para além de nos lembrar que somos peregrinos, lembra-nos que não caminhamos sozinhos, os convivas fizeram esta caminhada de oração prestando homenagem de veneração a Nossa Senhora, levando em ombros a imagem da Virgem da Grande Manifestação, padroeira dos Convívios Fraternos nesta diocese. Tal como afirmou D. António Montes Moreira citando o Concílio Vaticano II, na homilia da celebração Eucarística: “A nossa devoção a Maria não pode limitar-se à veneração e invocação de Nossa Senhora, deve confirmar-se pela imitação das suas virtudes”, os convivas de Bragança, procuram responder ao apelo da Virgem da Grande Manifestação, ser, a Seu exemplo, manifestação de Deus ao mundo. Manuela e Celina

Protocolo Ordenados 09p.fh11 09/03/18 11:32 Page 7

Para mais informações queiram, por favor, contactar o conviva Tiago Santos Agência de Serzedo - Telef: 227 536 860


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As exigências e riscos psicossociais no meio Universitário Ser o melhor no secundário não significa nem é garantia de sucesso no meio universitário!... Uma reflexão para todos: estudantes e pais… A entrada para a universidade, traz em si mesma, uma mudança, diria, radical no seio familiar e do próprio indivíduo enquanto pessoa. Esta passagem que ocorre em muitos dos nossos jovens, pode fazer emergir processos de desenvolvimento psicológico deficitários até então escondidos. Assim, o estudante enfrenta a sua “autonomia”, porém, simultaneamente, também se defronta com uma maior exigência de trabalho, podendo, não raras vezes, criar oportunidades desviantes no crescimento e no desenvolvimento do processo pessoal/social. Na nossa perspectiva, e pela observação que temos vindo a realizar, aludimos em certa medida, que os conflitos com que o jovem é confrontado nesta fase, poderão constituir exigências múltiplas podendo ocorrer distorções emocionais, provocando conflitos internos na relação do jovem consigo mesmo. Naturalmente, as exigências trazem consigo maior crescimento mas, ao mesmo tempo, é necessário aumentar, da mesma forma, a capacidade de entender os desafios que lhe estão subjacentes. Na perspectiva dirimida, num primeiro momento, o estudante separa-se da casa dos pais pela primeira vez na sua vida. Assume também pela primeira vez, a responsabilidade da gestão do orçamento limitado, do aluguer do quatro/ casa, da alimentação, de cuidar a limpeza, da manutenção do espaço e das roupas. De igual modo, quase sem se aperceber, entra numa competição directa com os demais colegas, aparentemente mais competentes do ponto de vista académico, sendo frequente a constatação de que se está a competir com “os melhores” assimilando que ser o melhor no secundário não significa nem é garantia de sucesso no meio universitário. Quando o estudante compreende o universo académico que gira à sua volta, desvela que as regras razoavelmente claras no secundário sobre os conteúdos de avaliação, bem como os limites de tempo de estudo para assimilar a matéria, nada tem a ver com o ensino superior. Inversamente, quando capta que o estudo e métodosa não se confundem com o secundário, verifica que a exigência e a capacidade de escolha e de uma melhor selectividade na apreensão dos conteúdos, tornam-se mais ambíguas e, por isso mesmo, o jovem universitário pode, em muitos casos, nesta nova etapa da sua vida, sentir-se perdido diante

de si próprio, da família e, em última estância, face à própria instituição universitária que o acolhe. Frequentemente, o estudante, nesta fase, é surpreendido por um desencantamento e desmembramento da realidade com que se defronta. Na verdade, entende que a ansiedade de emancipação da casa e da família, depressa se torna num desafio superior à sua personalidade. Enfrentar os novos desafios do ensino superior é encontrar no novo meio ambiente, factores preponderantes à sua auto-confiança, ao sentido da sua valorização pessoal, à sua auto-estima, cujo estes elementos devem ser opção fundamental, capaz de determinar o grau do seu sucesso ou insucesso. No entanto, consideramos que uma fonte importante da relação do jovem universitário com o seu novo universo, deve ter sempre em linha de conta o suporte familiar, não apenas financeiro mas, no nosso entender, como o suporte afectivo alicerce constitutivo de refúgio para quando as coisas correm bem ou menos bem. Em relação ao que aludimos, observamos que este último aspecto, muitas vezes é preterido pelos jovens universitários. Contudo, apraz-nos afirmar que o desenvolvimento e a promoção psicossocial do estudante deve privilegiar os recursos existentes na família como fonte importante de equilíbrio, permitindo assim, a prevenção de dificuldades futuras que, em muitos casos, acabam por exigir uma intervenção especializada e competente no âmbito do aconselhamento psicológico já numa fase de tratamento, quando, segundo a nossa percepção, deveria ser efectuado numa fase preventiva. O equilíbrio psicológico do jovem estudante, como de qualquer pessoa, é um trunfo no domínio das suas capacidades de iniciativa, de criatividade, de apetência para exercer o trabalho em equipa, de aprendizagem de novas situação e de problemas diferentes, de definição de projectos e avaliação de resultados, habilitação para recolher a informação pertinente e a utilizar, vontade de ouvir os outros e facilidade para comunicar com rigor e precisão; segurança e convicção na comunicação interpessoal e, finalmente, possuir motivação para prosseguir o desenvolvimento pessoal que, directa ou indirectamente, acaba por ser contextualizado num processo psicossocial personalizado e interior mas, ao mesmo tempo, exterior e colectivo. Carlos Costa Gomes. C.F. 132 – Teólogo/Doutorando em Bioética

Convívios Rumo ao futuro Nos dias 2,3 e 4 de Outubro 2010 1132 – realizado no Seminário dos Passionistas, em Barroselas, para a diocese de Viana do Castelo Nos dias 30, 31 de Outubro e 1 de Novembro 1133 – Na Casa de S. José, em Lamego, para jovens desta diocese 1134 – No Seminário de Leiria, para jovens dessa diocese 1135 – Na Casa de Férias do Gaiato, na Arrábida, para jovens da diocese de Setúbal 1136 – Em Alcantarilha – Palmeiral, para a diocese do Algarve 1137 – No Seminário do Preciosíssimo Sangue para a diocese de Portalegre e Castelo Branco 1138 – Em Eirol, Aveiro, para jovens da Zona Pastoral da Diocese do Porto

PERDOAR Perdoar. Perdoar sempre. Mas o perdão não é o esquecimento, que, muitas vezes, pode significar não querer olhar de frente a realidade. O perdão não é fraqueza, isto é, menosprezar uma injustiça, por medo do mais forte que a cometeu. O perdão não consiste em declarar sem importância aquilo que é grave, ou chamar bem àquilo que é mal. O perdão não é indiferença. O perdão é um acto de vontade e de lucidez e, por isso, de liberdade. Consiste em aceitar o irmão ou a irmã tal como é, apesar do mal que nos fez, do mesmo modo que Deus nos recebe, a nós pecadores, apesar dos nossos defeitos. O perdão consiste em não responder à ofensa com a ofensa, mas em fazer aquilo que diz S.Paulo: “Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem”. O perdão consiste em oferecer, a quem nos ofende, a possibilidade de um novo relacionamento connosco. Uma possibilidade, portanto, para ele e para nós, de recomeçar a vida, de ter um futuro em que o mal não prevaleça. E também sabemos quantas vezes somos levados a retribuir a ofensa recebida com um acto, ou com uma palavra correspondente. Sabe-se que, devido às diferenças de carácter, ao nervosismo, ou a outras causas, as faltas de amor são frequentes entre pessoas que vivem juntas. Pois bem, é preciso recordar que só uma atitude de perdão, sempre renovado, pode man-

ter a paz e a unidade entre irmãos. Haverá sempre a tendência de pensar nos defeitos dos outros, de nos recordarmos do seu passado, de pretender que sejam diferentes daquilo que são… É preciso criar o hábito de os ver com olhos novos e vê-los como se fosse pela primeira vez, aceitando-os sempre, imediatamente e de um modo sincero, mesmo que eles não se arrependam vão-me dizer: “Mas isso é difícil”. É compreender-se. Mas é aqui que está a beleza do cristianismo. Não é por acaso que somos discípulos de Cristo. Ele, na cruz, pediu ao Pai para perdoar aqueles que lhe tinham dado a morte e ressuscitou. Coragem. Iniciemos uma vida assim, que é a garantia de uma paz nunca antes experimentada e de muita alegria, completamente desconhecida. Fátima Braga C.F. 275 - Macieira de Cambra

Evangelização dos Jovens - Um desafio… Se a Igreja quer continuar a participar no futuro da sociedade e na sua cultura, não pode deixar de semear generosamente o Evangelho nos corações dos jovens. Evangelizar os jovens é o grande desafio que nos é lançado no inicio de mais um ano de trabalhos. Este é um serviço deverás compensador e gratificante… Nos dias 18 e 19 de Junho, o Conselho Nacional da Pastoral Juvenil propôs em Fátima aos agentes da pastoral Juvenil, uma acção com os jovens e para os jovens assente na máxima “Formação para a Evangelização”. Esta proposta sublinha de forma inequívoca que, são os jovens que possuem uma sólida formação os futuros evangelizadores. É pois de estrema importância preparar cuidadosamente acções/encontros que visem proporcionar aos animadores juvenis momentos de enriquecimento e formação interior. Assente na reflexão e na partilha, tal formação conduzirá a uma coerência de vida e a um testemunho de afirmação da fé. O secretariado diocesano dos Convívios Fraternos da diocese de Bragança - Miranda tem procurado responder às preocupações supracitadas e também às orientações pastorais da Conferência Episcopal Portuguesa que pedem aos agentes e responsáveis da pastoral jovens “que sejam testemunhos de fé, tenham sentido comunitário, capacidade de diálogo e possuam as competências necessárias.” (Conferência Episcopal Portuguesa em Bases

para a Pastoral Juvenil, 2002). Assim, destacamos dois dos últimos encontros realizados pelo movimento nossa diocese relativos à formação de agentes de pastoral juvenil. O primeiro aconteceu nos dias 27, 28 e 29 de Agosto no Parque de Campismo de Vila Flor. Aqui se reuniram os responsáveis diocesanos dos Convívios Fraternos assim como alguns dos animadores pertencentes ao movimento. O tema base deste acampamento foi o mesmo da peregrinação nacional: “Reparte com alegria”. Da acção destacam-se os vários momentos de partilha e oração vivenciados bem como a preparação dos vários momentos do Encontro Nacional. O segundo encontro decorreu no dia 9 de Outubro na paróquia de Santo Condestável em Bragança e teve como prelector o Pe. Duarte Sousa Lara, sacerdote da diocese de Lamego. Sob o tema: “Afectividade e sexualidade”, os intervenientes reflectiram acerca da maturidade afectiva, facto tanto importante quando trabalhamos com jovens. Deste dia, salientam-se algumas orientações que foram dadas no sentido de uma melhor vivência cristã da sexualidade e afectividade. Fica a promessa de breve darmos continuidade às acções de formação de animadores pois, o desafio da evangelização conduznos permanentemente à aquisição de novos saberes… Pedro Castro


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MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI PARA O DIA MISSIONÁRIO MUNDIAL 2010 A construção da comunhão eclesial é a chave da missão

Prezados irmãos e irmãs! Com a celebração do Dia Missionário Mundial, o mês de Outubro oferece às Comunidades diocesanas e paroquiais, aos Institutos de Vida Consagrada, aos Movimentos Eclesiais, a todo o Povo de Deus, a ocasião para renovar o compromisso de anunciar o Evangelho e dar às actividades pastorais um ímpeto missionário mais amplo. Este encontro anual convida-nos a viver intensamente os percursos litúrgicos e catequéticos, caritativos e culturais, mediante os quais Jesus Cristo nos convoca à mesa da sua Palavra e da Eucaristia, para saborear o dom da sua Presença, formar-nos na sua escola e viver cada vez mais conscientemente unidos a Ele, Mestre e Senhor. É Ele mesmo quem nos diz: “Aquele que me ama será amado por meu Pai: Eu amá-lo-ei e manifestar-me-ei a ele” (Jo 14, 21). Só a partir deste encontro com o Amor de Deus, que muda a existência, podemos viver em comunhão com Ele e entre nós, e oferecer aos irmãos um testemunho credível, explicando a razão da nossa esperança (cf. 1 Pd 3, 15). Uma fé adulta, capaz de se confiar totalmente a Deus com atitude filial, alimentada pela oração, pela meditação da Palavra de Deus e pelo estudo das verdades da fé, é uma condição para poder promover um novo humanismo, fundamentado no Evangelho de Jesus. Além disso, em Outubro, em muitos países retomam-se as várias actividades eclesiais depois da pausa de Verão, e a Igreja convida-nos a aprender de Maria, mediante a oração do Santo Rosário, a contemplar o desígnio de amor do Pai sobre a humanidade, para a amar como Ele a ama. Não é porventura este o sentido da missão? Com efeito, o Pai chama-nos a ser filhos amados no seu Filho, o Amado, e a reconhecer-nos todos irmãos naquele que é Dom de Salvação para a humanidade dividida pela discórdia e pelo pecado, e Revelador do verdadeiro Rosto daquele Deus que “amou de tal modo o mundo, que lhe deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 16). “Queremos ver Jesus” (Jo 12, 21), é o pedido que, no Evangelho de João, alguns gregos que chegaram a Jerusalém para a peregrinação pascal, dirigem ao Apóstolo Filipe. Ele ressoa também no nosso coração neste mês de Outubro, que nos recorda como o compromisso do anúncio evangélico compete a toda a Igreja, “missionária por sua própria natureza” (Ad gentes, 2), convidando-nos a tornarmo-nos promotores da novidade de vida, feita de relacionamentos autênticos, em comunidades fundadas no Evange-

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lho. Numa sociedade multiétnica que experimenta cada vez mais formas preocupantes de solidão e de indiferença, os cristãos devem aprender a oferecer sinais de esperança e a tornar-se irmãos universais, cultivando os grandes ideais que transformam a história e, sem falsas ilusões nem medos inúteis, comprometer-se para fazer com que o planeta seja a casa de todos os povos. Como os peregrinos gregos de há dois mil anos, também os homens do nosso tempo, talvez nem sempre conscientemente, pedem aos crentes não só que “falem” de Jesus, mas que “façam ver” Jesus,

façam resplandecer o Rosto do Redentor em cada ângulo da terra diante das gerações do novo milénio e sobretudo diante dos jovens de cada continente, destinatários privilegiados e agentes do anúncio evangélico. Eles devem sentir que os cristãos levam a Palavra de Cristo porque Ele é a Verdade, porque n’Ele encontraram o sentido, a verdade para a sua vida. Estas considerações remetem para o mandamento missionário que todos os baptizados e a Igreja inteira receberam, mas que não se pode realizar de maneira credível sem uma profunda conversão pessoal, comunitária e pastoral. De facto, a consciência da chamada a anunciar o Evangelho estimula não só cada fiel individualmente, mas todas as Comunidades diocesanas e paroquiais a uma renovação integral e a abrir-se cada vez mais à cooperação missionária entre as Igrejas, para promover o anúncio do Evangelho no coração de cada pessoa, de cada povo, cultura, raça, nacionalidade, em todas as latitudes. Esta consciência alimenta-se através da obra de Sacerdotes Fidei Donum, de Consagrados, de Catequistas, de Leigos missionários, numa busca constante de promover a comunhão eclesial, de modo que também o fenómeno da “interculturalidade” possa integrar-se num modelo de unidade, no qual o Evangelho seja fermento de liberdade e de progresso, fonte de fraternidade, de humildade e de paz (cf. Ad gentes, 8). De facto, a Igreja “é em Cristo como que sacramento, ou seja, sinal e instrumento da união íntima com Deus e da unidade de todo o género humano” (Lumen gentium, 1). A comunhão eclesial nasce do encontro com o Filho de Deus, Jesus Cristo que, no anúncio da Igreja, alcança os homens e cria comunhão com Ele próprio e por conseguinte, com o Pai e com o Espírito Santo (cf. 1 Jo 1, 3). Cristo estabelece a nova relação entre o homem e Deus. “É Ele quem nos revela “que Deus é caridade” (1 Jo 4, 8) e, ao mesmo tempo, nos ensi-

na que a lei fundamental da perfeição humana e, portanto, da transformação do mundo, é o mandamento novo do amor. Assim, aos que crêem no amor divino dá-lhes a certeza de que abrir o caminho do amor a todos os homens e instaurar a fraternidade universal não são coisas vãs” (Gaudium et spes, 38). A Igreja torna-se “comunhão” a partir da Eucaristia, na qual Cristo, presente no pão e no vinho, com o seu sacrifício de amor edifica a Igreja como seu corpo, unindo-nos ao Deus uno e trino e entre nós (cf. 1 Cor 10, 16ss). Na Exortação apostólica Sacramentum caritatis escrevi: “não podemos reservar para nós o amor que celebramos neste sacramento: por sua natureza, pede para ser comunicado a todos. Aquilo de que o mundo tem necessidade é do amor de Deus, é de encontrar Cristo e acreditar n’Ele” (n. 84). Por esta razão a Eucaristia não é só fonte e ápice da vida da Igreja, mas também da sua missão: “Uma Igreja autenticamente eucarística é uma Igreja missionária” (Ibid.), capaz de levar todos à comunhão com Deus, anunciando com convicção: “o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão connosco” (1 Jo 1, 3). Caríssimos, neste Dia Missionário Mundial no qual o olhar do coração se dilata sobre os imensos espaços da missão, sintamonos todos protagonistas do compromisso da Igreja de anunciar o Evangelho. O estímulo missionário foi sempre sinal de vitalidade para as nossas Igrejas (cf. Carta enc. Redemptoris missio, 2) e a sua cooperação é testemunho singular de unidade, de fraternidade e de solidariedade, que nos torna críveis anunciadores do Amor que salva! Por conseguinte, renovo a todos o convite à oração e, não obstante as dificuldades económicas, ao compromisso da ajuda fraterna e concreta em apoio das jovens Igrejas. Este gesto de amor e de partilha, que o serviço precioso das Pontifícias Obras Missionárias, à qual manifesto a minha gratidão, providenciará à distribuição, apoiará a formação de sacerdotes, seminaristas e catequistas nas terras de missão mais distantes e encorajará as jovens comunidades eclesiais. Na conclusão da mensagem anual para o Dia Missionário Mundial, desejo expressar, com particular afecto, o meu reconhecimento aos missionários e às missionárias, que testemunham nos lugares mais distantes e difíceis, muitas vezes com a vida, o advento do Reino de Deus. A eles, que representam as vanguardas do anúncio do Evangelho, vai a amizade, a proximidade e o apoio de cada crente. “Deus (que) ama quem doa com alegria” (2 Cor 9, 7) os encha de fervor espiritual e de alegria profunda. Como o “sim” de Maria, cada resposta generosa da Comunidade eclesial ao convite divino ao amor dos irmãos suscitará uma nova maternidade apostólica e eclesial (cf. Gl 4, 4.19.26), que deixando-se surpreender pelo mistério de Deus amor, o qual “ao chegar a plenitude dos tempos, enviou o Seu Filho, nascido de mulher” (Gl 4, 4), dará confiança e audácia a novos apóstolos. Esta resposta tornará todos os crentes capazes de ser “jubilosos na esperança” (Rm 12, 12) ao realizar o projecto de Deus, que deseja “que todo o género humano constitua um só Povo de Deus, se congregue num só Corpo de Cristo, e se edifique num só templo do Espírito Santo” (Ad gentes, 7). Vaticano, 6 de Fevereiro de 2010. BENEDICTUS PP. XVI

Sete Pecados Capitais da sociedade actual A Soberba (os concidadãos não existem, auto-suficiência), a Avareza (de coração incapazes de amar o irmão que sofre), a Luxúria (alcoviteiros parasitas da sociedade a que pertencem), a Ira (de um povo que sofre a profunda injustiça), a Gula (eles comem tudo, mesmo tudo, e não deixam nada…), a Inveja (egocentrismo consumista deplorável), a Preguiça (… de uns inúteis). Prestamos, por vezes, muito mais atenção ao que não possuímos e, por vezes, valorizamos tão pouco o que usufruímos… e se calhar, perdemos o tempo a pensar no que não temos e não vivemos o que somos, nem partilhamos o que temos. Perante os pecados que fragilizam a humanidade, perante o Homem pecador, surgiu Jesus Cristo, Filho de Deus, revestido da nossa humanidade, anunciou a Verdade do Evangelho (a original e única Verdade) na percepção de como as práticas da Fé, da Esperança e da Caridade (Amor oblativo) concorrem para uma efectiva melhoria do ser humano e enfim da Humanidade; Conhecer as metodologias e estratégias adoptadas por Jesus Cristo e promover a auto-avaliação, através da oração e da partilha, que conduza à correcção ou ao reforço das práticas da Caridade. A dinâmica de trabalho solidário que desejamos na nossa sociedade é, em síntese, decorrente duma cultura de oração, de anúncio e de ajuda permanente que conduza à mudança de vida e vida ao jeito de Jesus. Não sejamos apenas admiradores, mas sim Imitadores de Jesus Cristo. António Silva CF 275

VIGÍLIA MISSIONÁRIA − PARTINDO DE NÓS AO ENCONTRO DO OUTRO A missão faz-se também presente, não só em comunidades distantes marcadas pela pobreza mas também no nosso meio, na nossa comunidade, na nossa família e em todos os espaços onde podemos (e devemos) afirmar-nos seguidores de Jesus Cristo. A Diocese de Bragança, quis assinalar o Dia Mundial das Missões com uma vigília de oração por todos aqueles que, deixando tudo se aventuram na evangelização. Este momento, coordenado pelo Movimento Convívios Fraternos, contou com a presença de D. António montes Moreira, Bispo da Diocese. E como o Espírito fala na Igreja de diferentes formas, dando diferentes carismas aos seus membros, várias paróquias e grupos de evangelização e apostolado da cidade associaram-se a este momento de oração. O tema deste dia para 2010 “Missão: comunhão e partilha” lembra-nos que a missão se faz comunhão na partilha verdadeira e total de tudo quanto temos e somos. Se o Espírito não nos chamar para terras distantes, então ponhamos os nossos carismas ao serviço do Evangelho e seremos também missionários na nossa própria terra. Mas se um dia sentirmos um apelo forte para deixar tudo e partir, partamos então, confiantes de que não vamos sozinhos. Longe ou perto, seremos missionários sempre que, partindo de nós mesmos, tivermos a coragem de ir ao encontro do outro. Fabíola Mourinho

Balada da União - Setembro - Outubro 2010  

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