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PROPRIEDADE: CONVÍVIOS FRATERNOS * DIRECTOR REDACTOR: P. VALENTE MATOS * PRÉ-IMPRESSÃO E IMPRESSÃO: FIG - INDÚSTRIAS GRÁFICAS, S.A. 239 499 922 PUBLICAÇÃO BIMESTRAL - DEP. LEGAL Nº 6711/93 - ANO XXXIV- Nº 311 - MARÇO/ABRIL 2012 * ASSINATURA ANUAL: 10 EUROS * TIRAGEM: 10.000 EXS. * PREÇO: 1 EURO

BIOÉTICA SOCIAL. UM OLHAR SOBRE A SOCIEDADE O modelo socioeconómico que assente em desigualdades propícias à fragmentação social, colocando os cidadãos em rotura social, muitas vezes representada pela agressividade verbal mas também física, afastando deste modo os diversos setores da atividade humana na procura do bem comum Contrariamente ao que acontece considero importante que, perante a fragmentação social , o incremento da cooperação da cooperação social face à envergadura dos novos desafios colocados às famílias que constroem a sociedade “pág. 1 J.A.”

DA AGONIA DA PAIXÃO... Á GLÓRIA DA RESSURREIÇÃO Também a minha vida de cristão, infeliznmente se processa tantas vezes entre a agonia da paixão e a glória da ressurreição!... Tantos momentos de extrodinário entusiasmo , carinho e amor por ELE ,... e tantas horas de cobardia , de incapacidade para O testemunhar!... Tantas horas de entrega aos outros numa doação feliz e sem reservas,... mas também tantos momentos de calculismo, de egoimo e de amor próprio!... Tantos momentos sublimes de oração ferverosa,... e tantas horas de cruel rotina e indiferença!... Sim , também Cristo na minha vida vai acontecendo entre a agonia da Paixão da minha tibiesa e pecado e a glória da Ressurreição do meu amor e da minha intimidade com ELE.

OS CONVÍVIOS-FRATERNOS COMO RESPOSTA Á PASTORAL JUVENIL. Em todas as diocese onde o momento dos Convívios Fraternos está implantado, os Convívio Fraternos fazem parte integrante da pastoral juvenil. nascidos em 1968 em Castelo Branco para despertar a fé e entusiasmar por Jesus Cristo jovens militares, de pressa foram acolhidos pelas dioceses portuguesas e também no estrangeiro. Os seus frutos só de Deus são conhecidos já que, sendo o homem que lança a semente na terra dos corações, como afirma S. Paulo , é Deus que a faz gferminar , crescer e frutificar. Para os perto de 47 mil jovens que fizeram a esperiência de Deus nos 1180 convívios – fraternos realizados a nivel nacional e internacional e que, na procura de Deus, optaram por fazer, por este meio a sua adesão a Jesus Cristo, ConvíviosFraternos foram resposta única. e insubstituível . Assim aproveitando os feriados existentes neste tempo litúrgico da Quaresma e Páscoa realizaram-se convívios em 10 dioceses. (pág. 2, 3 e 4 J.A.)

A reflexão sobre o tema que Bento XVI nos propos “Alegrai-vos sempre no Senhor”, foi preparada de uma forma dinâmica pela equipa diocesana , que mais uma vez, de forma humilde, gratuita e cheia de amor se dispôs a evangelizar os jovens dando seguimento ao compromisso que assumiram no seu convívio. (pag 1 J. A.)

CELEBRAR E VIVER O CONCÍLIO VATICANO II Celebrar o cinquentenário do Concilio, neste tempos em que a fé deixou de ser um dado evidente, há-de ser uma ocasião para aprofundarmos tão grande dom de Deus, que nos faz experimentar a alegria e o entusiasmo do encontro com Cristo na comunidade da sua Igreja. (pag 4 B. U.)

PARA LÁ DOS NÚMEROS O inquérito que o episcopado católico português promoveu a milhares de pessoas, através da Universidade Católica, mereceu as mais variadas considerações, com valorização e desvalorização dos números conforme a perspetiva de abordagem e com um primeiro olhar para as consequências que, necessariamente, se têm de assumir. (pag 1 J. A.)

(pág. 2 B. U.)

MARIA DE NAZARÉ...È TAMBÉM A SENHORA DE FÁTIMA ENCONTRO DE ELEMENTOS DAS EQUIPAS COORDENADORAS DOS PRIMEIROS CONVÍVIOS O que é facto é que nos juntámos; eramos umas poucas dezenas. Mais velhotes ou mais experientes como alguém disse, bem dispostos, animados, ativos apostolicamente, de várias formas, como cristãos que querem ocupar o seu lugar na Igreja. Lembramos peripécias dos velhos tempos, sobretudo quando tinhamos que deslocar-nos a outras dioceses.( Pag. 2 B. U.)

Portugal sempre cultivou e viveu, desde do alvorecer da nossa nacionalidade, uma grande devoção a Maria Santíssima. Foi à sua poderosa intercessão e proteção , que os nossos primeiros governantes confiaram seus imortais destinos através dos ventos bem agrestes da sua história. (pág. 2 B. U.)

ALEGRAI-VOS SEMPRE NO SENHOR

I Jornadas Convivas Diocesanas - (Vamos Falar da Fé) O que é a fé? Porque é importante falar na fé? Foi com base nestas perguntas que se realizaram as 1.ªS Jornadas Convivas Diocesanas nos dias 21 e 22 de Abril em Eirol. E foi a partir destas mesmas perguntas que outras surgiram... (pag 3 B.U.)

Sacrífico É normal que muitas pessoas não entendam como é possivel ser-se feliz por meio do sacríficio, da dor, do sofrimento. De facto, é algo transcendente. (pág 3 B.U.)

O MEU AVIVAR DE COMPROMISSOS Depois, apareceu um grande sinal do céu:Uma mulher revestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça. Estava grávida com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz. Ela deu à luz um Filho, um varão que há-de reger todas as nações com cetro de ferro; e o Filho foi arrebatado para junto de Deus e do Seu trono “(Ap. 12 ,1 a 3 e 5)


BALADA DA UNIÃO

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Da Agonia da Paixão… à Glória da Ressurreição A história da salvação da humanidade repete-se na história religiosa de cada homem. A procura ansiosa do sobrenatural, do divino nas circunstâncias mais difíceis da sua vida,... e a indiferença, frente aos problemas religiosos, nos momentos de ócio e de bem estar!... A oração fervorosa dirigida à divindade aquando da doença ou da adversidade,… e os punhos da indiferença levantado quando tudo na vida sorri!... O entusiasmo e o fervor por Deus nos momentos altos de interpelação,… e a força do cansaço e da rotina nos momentos de crise!...

mesquinhos interesses!... E o mesmo Jesus Cristo, o verdadeiro Filho de Deus, hoje, como sempre, continua a ser aceite ou rejeitado, consoante as conveniências dos homens, e a sua mensagem libertadora e transformadora a justificar capitalistas e socialistas, ditadores e revolucionários, conservadores e liberais, exploradores e explorados, os que odeiam e os que amam!... Todos querem usar o seu nome, servir-se da sua Boa Nova, para justificar suas ações, tranquilizar suas consciências e convencer seus adeptos… Mas, comum a todos eles, apenas existe o nome "Jesus".

O triunfal "Hossana, bendito o que vem em nome do Senhor" de Domingo de Ramos… e o "não queremos que Ele reine sobre nós e nossos filhos", de sexta-feira Santa! O entusiasmo da multidão na tentativa de o proclamar rei após a multiplicação dos pães e dos peixes…, e o "não temos outro rei se não César", da Paixão!... A negação de Pedro por 3 vezes, "não conheço este homem…," e a sua tríplice confissão de amor: "Senhor, tu sabes que te amo!..." O medo que leva os apóstolos a fechar as portas do Cenáculo…, e o arrojo em as escancarar no dia do Pentecostes e em denunciar o crime dos judeus: "aquele Jesus que vós mandastes matar era o Filho de Deus!..." Sempre assim foi!... Assim, infelizmente, há-de continuar a ser!... De facto, Cristo continua a ser, através dos tempos, "sinal de contradição…" Uns continuarão a procurá-LO nos diferentes caminhos da sua vida, outros continuarão a rejeitá-LO:"que o seu sangue caia sobre nós e nossos filhos!" Uns continuarão a aceitar e viver a sua mensagem em toda a sua pureza e beleza,... muitos outros continuarão a adulterá-la e a adaptá-la às suas conveniências, aos seus

Também a minha vida de cristão, infelizmente, se processa tantas vezes entre a agonia da Paixão e a glória da Ressurreição… Tantos momentos de extraordinário entusiasmo, carinho e amor por Ele e de doce intimidade.,.. e tantas horas de cobardia, de incapacidade para O testemunhar! Tantas horas de entrega em amor aos outros numa doação sem reserva…mas também tantos momentos de calculismo, de egoísmo e de amor próprio!... Tantos momentos de oração fervorosa… e tantas horas de cruel rotina!... Sim, também Cristo na minha vida vai passando entre a Agonia da Paixão e a glória de Ressurreição!... Que todos nós convivas que com Cristo ressuscitámos no nosso convívio para uma nova vida, continuemos ressuscitados a ser "testemunhas do sepulcro vazio, testemunhas de Cristo ressuscitado nesta sociedade consumista e ateísta em que vivemos. Esta obrigação deriva do nosso batismo e, se não o fizermos seremos responsabilidades dessa nossa negligência, pela condenação de irmãos nossos a quem recusamos a nossa ajuda.

Março/Abril 2012

Maria da Nazaré... É também Senhora de Fátima Portugal sempre teve, desde o alvorecer da sua nacionalidade, uma grande devoção a Maria Santíssima. Foi à sua poderosa intercessão e protecção que os nossos primeiros reis confiaram seus imortais destinos através dos ventos bem agrestes da sua história. E desde que D. João IV devotamente ajoelhara aos pés da Senhora da Conceição no seu solar de Vila Viçosa para humilde e confiadamente lhe consagrar a nação portuguesa e a proclamar Rainha de Portugal, jamais se deixou de ouvir dos lábios lusitanos, mesmo daqueles que esqueceram seus deveres cristãos, esta ardente súplica: "Ó glória da nossa terra, que nos tens salvado mil vezes; enquanto houver portugueses tu serás o seu Amor". Maria, de facto, como Mãe de Deus e dos homens, sempre ocupou um lugar de predilecção no coração de todos e a cada um dos portugueses. Ela é, pois, pelo grande amor e devoção que lhe são tributados, muito querida dos portugueses, bem portuguesa. Mesmo aqueles que, enveredando por caminhos errados se afastaram de Deus e descreram de seu Filho, geralmente têm o coração aberto e são extremamente sensíveis a qualquer devoção mariana. Ela conquistou irreversivelmente o coração de cada português através de todos os tempos e jamais o seu nome deles será apagado. Não admira, por isso, que por toda a parte se tenham erguido sumptuosas catedrais, grandiosos Santuários ou humildes e singelas capelinhas esbranquiçando por entre os arvoredos em seu nome a atestar a sua devoção. Não existe uma única terra lusíada, por mais pequena que seja, que não tenha um santuário erguido à Santíssima Virgem numa das suas inúmeras invocações e não existe um único templo português onde uma imagem Sua não seja venerada. Mas esta devoção exuberantemente manifestada numa imensidade de templos, de imagens e de invocações à Virgem, que proliferou por toda a terra portuguesa, teve também eco profundo no coração de cada português e no seio de todas as famílias. Assim, embora pouco a pouco se vá perdendo o hábito tão belo da recitação do terço do Rosário em família, todavia sentimos, que será muito difícil encontrar um lar onde não exista exposta uma imagem esculpida ou

pintada, grande ou pequena, da Mãe de Deus. Em qualquer festividade em honra de nossa Senhora nas suas tão diferentes invocações, vemos sempre por toda a parte desde o Minho, passando pelo Alentejo até ao Algarve, a grande afluência de crentes cantando, rezando à Senhora - os únicos atos religiosos em que ninguém se acobarda de participar e estar presente - agradecendo generosa e sacrificadamente, sem respeitos humanos e com atos por vezes até chocantes - através do cumprimento das chamadas "promessas", as graças recebidas de Deus por sua intercessão. E isto acontece também com aqueles que se afastam totalmente da prática religiosa, exceto da Mariana. Se considerarmos que foi Maria quem deu ao Mundo Jesus Cristo - bendito fruto de seu ventre - sentiremos a esperança de que, apesar dos ventos ciclónicos do materialismo e indiferentismo religioso que sopram por toda a parte, Deus não desaparecerá jamais do coração dos portugueses porque Ela continuará a dá-l’O a conhecer a todos os seus devotos. Quem ama a "Mãe" mais tarde ou mais cedo vem a aceitar o Filho. Por isso Maria de Nazaré é também portuguesa. E porque Ela também como tal se sente, nos tempos religiosamente convulsos que aconteceram entre nós e na Europa em época não distante, Ela escolheu FÁTIMA, terra de Portugal para, em 1917, como mensageira da paz, dizer aos homens que se convertessem, que fizessem penitência e que rezassem para se salvar. Assim mais uma vez ela não abandonou a fidelíssima nação portuguesa por quem era amada e de quem fora constituída padroeira e protectora. Foi em solo português e a três criancinhas portuguesas e falando o nosso idioma, que Ela quis falar ao mundo e erguer o seu altar aonde convergem de todas as partes do globo devotos paras A louvarem e implorar a sua intercessão. Hoje, a Senhora de Fátima, aparecida aos pastorinhos, é conhecida e venerada em Portugal - "pequeno canteiro plantado à beira mar" - e em todo o mundo. Por isso Maria de Nazaré… é também a Senhora de Fátima.

ENCONTRO DE ANTIGOS COORDENADORES No passado dia 21 de Abril concretizou-se uma iniciativa muito interessante: os antigos membros de equipas coordenadoras de Convívios-Fraternos, até ao 200º, foram convidados a reunir no Seminário da Boa Nova, em Valadares. Não éramos muitos, apesar de só terem sido devolvidas como "desconhecido neste endereço" cerca de uma dúzia das mais de 250 cartas enviadas. É verdade que a convocatória não foi com muita antecedência, que vários já tinham compromissos, outros terão diferentes interesses e prioridades, outros ainda não foram localizados, etc. Vários quiseram marcar presença por uma carta ou um telefonema, na impossibilidade duma presença física. O que é facto é que nos juntámos; éramos umas poucas dezenas. Mais velhotes ou mais

experientes, como alguém disse, bem dispostos, animados, ativos de variadas formas como cristãos que querem ocupar o seu lugar na Igreja. Lembrámos peripécias dos velhos tempos, sobretudo quando tinhamos de deslocar-nos a outras dioceses nessa fase inicial de arranque e expansão do Movimento, convivemos intensamente, partilhámos o que têm sido as nossas vidas. Deu para perceber quanto os Convívios significaram nas nossas vidas, quantas amizades sólidas (e até casamentos!) se construiram e quantos caminhos novos foram trilhados. Tivemos a especial alegria de reencontrar a boa disposição, a juventude e entusiasmo do Padre Valente e do Padre Martins, com as palavras e exemplos de dedicação e Continua na 4 pag. B.U.


“Alegrai-vos sempre no Senhor!...” (Fil 4,4)

Não foi engano, nem mentira, foi no dia 1 de abril de 2012 que mais de 100 jovens da diocese de Bragança-Miranda se reuniram no belo santuário Mariano dos Cerejais. O dia começou muito cedo, com a insegurança e a incerteza própria de cada encontro, mas havia já um carisma no ar que seria um dia de muita alegria. Depois de chegaram de todos os pontos da diocese, iniciamos o dia com uma surpresa… Palhaços!... Que belas brincadeiras e piadas a fazerem ponte à apresentação do Hino do dia com letra e música de Fabíola Mourinho. Começou assim, a mensagem do dia a ser espalhada… “E olha bem… bem dentro de ti… Escuta a voz que te quer falar… Alegrate Sempre no Senhor! Alegra-te! Mergulha na paz do seu amor! E alegra-te! O coração foi feito para a alegria, Por isso alegra-te sempre no Senhor!”. Todos aprendemos rapidamente a coreografia, dando assim o mote para um grande dia, com o espirito de grupo fortalecido numa grande amizade. A reflexão sobre o tema que o Papa Bento XVI nos propôs “Alegrai-vos sempre no Senhor” foi preparada de uma forma dinâmica pela equipa diocesana, que mais uma vez de uma forma humilde, gratuita e cheia de amor se dispôs a evangelizar os jovens dando seguimento ao compromisso que assumiram no seu convívio. Parábolas, textos, gestos, compras, barcos, música e até guarda-chuvas tudo foi pretexto para dizer que a alegria vem do Senhor e que “não se pode ser feliz se os outros não o são: a alegria, portanto, deve ser compartilhada! A alegria está intimamente ligada ao Amor: são dois frutos inseparáveis do Espirito Santo (cfr. Gal 5,23)”. Eis que chegou o momento alto, a Eucaristia, o centro da vida de qualquer cristão. Com a animação e dinamização efetuada pelo movimento, comprovou-se a alegria de como fomos recebidos na paróquia dos Cerejais, na pessoa do Sr. Cónego Parreira. De modo especial, a ação de graças com a coreografia

e o hino foi um momento muito saudado por todos os presentes. A reflexão só terminou logo após a Eucaristia, com o grupo a afirmar a uma só voz – “Jesus Christ You are my life!... Como já vem sendo hábito, a partilha de farnéis faz parte da nossa ementa. Momento especial para a partilha de experiências do nosso dia-a-dia, rever amigos e aprofundar amizades. A parte da tarde foi enfrentada com um grande desafio. Ganha num minuto, era o proposto. Diversos grupos enfrentaram os jogos, mas só um foi vencedor. No entanto todos fomos vencedores e a alegria que o grupo transpirava vinha também da ginástica rítmica e da dança que ao longo da tarde tão bem se esteve a fazer, que de uma forma jovem fortaleceram os laços do grupo e que ao mesmo tempo queimaram o “excesso da partilha de farnéis”. A ginástica deu lugar ao lanche que o centro paroquial dos cerejais tivera a amabilidade de oferecer ao grupo. Os Convívios-Fraternos da diocese de Bragança-Miranda sentem-se muito agradecidos aos dirigentes, funcionários e utentes do centro paroquial dos Cerejais por nos terem recebido de braços abertos e nos terem “mimado” de uma forma tão especial. A despedida foi iniciada com a oração de envio, fazendo uma retrospectiva do dia, verificamos e levamos o desafio de que, tal como diz o Papa Bento XVI na sua mensagem, temos de ser testemunhas da alegria. Cada um ficou com o desafio de contar a outro jovem a alegria de descobrir um tesouro tão precioso que é o próprio Jesus. Não podemos guardar para nós a alegria da Fé. Para o ano lá estaremos a marcar o dia num novo lugar, com uma nova mensagem. Sejamos missionários alegres por esta nova evangelização! Bem-haja a todos. Álvaro Vilares CF 800 Bragança-Miranda

Para lá dos números A Igreja tem uma proposta para quem está em busca de si próprio, uma alternativa espiritual e concreta à identidade atropelada pela altíssima velocidade a que se desenrolam os dias O inquérito que o episcopado católico português promoveu a milhares de pessoas, através da Universidade Católica, mereceu as mais variadas considerações, com valorização e desvalorização dos números conforme a perspetiva de abordagem e com um primeiro olhar para as consequências que, necessariamente, se têm de assumir. Entendo, a este respeito, não se devem procurar respostas fora do que é essencial para os católicos: uma espiritualidade unitária, que apresenta respostas para as questões essenciais da vida, individualmente e em sociedade – esse sentido é, aliás, valorizado por boa parte dos inquiridos. A Igreja tem uma proposta para quem está em busca de si próprio, uma alternativa espiritual e concreta à identidade atropelada pela altíssima velocidade a que se desenrolam os dias, debaixo do bombardeamento de obrigações, preocupações, projetos e necessidades que nem sempre são fáceis de cumprir ou satisfazer. Aos que fazem parte desta Igreja compete sair em “missão”, indo ao encontro de um

país cada vez marcado pela secularização e indiferença religiosa, bem como pelo relativismo moral. Não há Igreja sem anúncio, sem ação, ativa e criativa, assumindo uma missão que não se concebe já como partida rumo a paragens distantes, mas em propostas a quem vive mesmo ao lado, numa linguagem que exige cada vez mais traduções culturais. Cada vez mais, neste processo, é importante lembrar o que Bento XVI veio dizer aos católicos portugueses há dois anos: menos conceção particular(ista) da fé, consequências práticas na vida social, ação perante as dificuldades geradas pela crise e um compromisso público inequívoco. Este é um esforço que passa, em grande medida, por um protagonismo dos leigos, que compete aos bispos reconhecer e, naturalmente, orientar, porque cada vez mais a fé católica deixa de ser património comum das sociedades, mas também se multiplicam bolsas de renovação, num momento em que o país e a Europa definham, mergulhados num cenário de crise socioeconómica, mas também cultural e espiritual, que coloca em relevo a oportunidade de um discernimento orientado pela proposta criativa da Igreja. Octávio Carmo

Convivas cooperam na Pastoral do Ensino Superior de Bragança O Movimento Convívios Fraternos tem como missão central envolver os jovens numa caminhada de fé, compromisso e testemunho de Cristo, despertando o sentido da missão e participação ativa na Igreja, a qual cada jovem cristão é chamado a edificar. Atentos à importância que a vida académica desempenha na definição dos valores e horizontes profissionais, os convivas de Bragança, têm desenvolvido algumas ações de cooperação com a equipa que coordena a Pastoral do Ensino Superior em Bragança, no sentido de potenciar a evangelização no ambiente académico. De entre as ações desenvolvidas destaca-se a bênção dos caloiros, as ações de formação e oração e também a procissão e bênção dos finalistas. No passado dia 28 de Abril, a Igreja Mãe da Diocese de Bragança foi pequena para acolher os finalistas, familiares e amigos que acorreram a este local para louvar e agradecer ao Senhor pelo êxito desta etapa e também para receberem a bênção de Deus para os novos desafios futuros. D. José Cordeiro presidiu, pela primeira vez a esta celebração, como bispo da diocese. Referindo-se ao Evangelho do IV Domingo da Páscoa, o bispo diocesano acentuou o facto de este apresentar Jesus como bom pastor que dá a vida por todos. Na verdade o verdadeiro sentido da vida consiste em dar-se sem medida. Dar a vida é oferecer o

segredo da própria vida, referiu o prelado nordestino. Os convivas, juntamente com alguns dos finalistas, tiveram a seu cargo a animação litúrgica da celebração bem como uma pequena encenação no momento de ação de graças subordinada ao tema vocacional e também ao mote do DMJ 2012 "Alegraivos sempre no Senhor". No final da celebração cantou-se em jeito de compromisso "Leva-me onde os homens necessitam tuas palavras… necessitem minha força de viver, onde falte a esperança, onde falte alegria". Que cada um destes jovens finalistas se sinta chamado a ir ao encontro do outro, a transportar para a sua vida profissional a presença deste Deus que precisa ser anunciado a tantos corações que não o conhecem. Pedro Castro CF765

Convívios Rumo ao Futuro 2,3 e 4 de Agosto de 2012 1191 - Convívio - Fraterno para Jovens da diocese do Porto . 11, 12 e 13 Agosto de 2012 39- Para casais da diocese do Porto. Não está prevista a realização de outros convívios nos próximos 3 meses


JOVENS EM ALERTA

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MARÇO/ABRIL 2012

Leiria “Sento-me aqui nesta sala vazia e relembro…”

Convívio - Fraterno Nº 1187 da diocese de Leiria “Sento-me aqui nesta sala vazia e relembro...”, começa assim o livro “aparição” de Vergílio Ferreira, um dos livros que a minha professora de português, me “convidou” a ler, durante o secundário. Perguntam vocês o que tem isso a ver com o Convívio Fraterno 1187, e eu digo-vos... Nada! Ou tudo! Por um lado esta foi a minha forma atabalhoada de começar este texto, sem saber muito bem que palavras escolher ou ideias alinhar. Por outro lado estou numa sala, sozinho, melancólico, a relembrar... e a pensar que por muito que me esforce, é difícil pôr por palavras, os sentimentos, os sorrisos, momentos e olhares, que ao longo de três dias, este grupo de pessoas viveu. O que vi? O que senti? O que pensei? O que conclui? São as questões que me têm acompanhado desde a festa de encerramento deste convívio. Não irei minuciar, ponto por ponto o que foi vivido pelos convivas. Dir-vos-ei antes que ao longo destes 3 dias vi a apreensão, a desconfiança e o retraimento sobre estas “coisas de Deus”, transformarem-se em abertura, curiosidade, receptividade, confiança, esperança e fé. Senti que houve, de fato um reacendimento da chama, dada a nós por Deus, aquando do nosso batismo. Chama essa que tantas vezes deixamos que quase se extinga sobre o peso das nossas vidas mundanas e banais. Senti de verdade que para os novos convivas, este encontro que cada um fez consigo próprio, com os

outros e com Cristo, foi um reavivar e um reaproximar, sereno e sincero do amor que Deus tem por cada um de nós. Esse Amor verdadeiro e infinito mas que ao mesmo tempo é exigente e que pede entrega pelo ideal de Cristo Ressuscitado. Esta exigente entrega faz-me pensar no 4º dia que todos nós vivemos, e que para o qual precisamos de coragem e de alento, para sermos de fato cristãos interventivos e presentes nas nossas comunidades. O 4º dia é fácil? Não! Há alguma ajuda para viver o 4º dia? Há várias, mas recomendo-vos apenas uma: quando sentirem a chama da vossa fé a enfraquecer, lembrem-se do que viveram nestes 3 dias e com isso em mente não ponham Cristo numa gaveta bonita. Ponham-No nos vossos corações e concretizem isso na vida do dia-a-dia, dentro das vossas paróquias e dioceses. Isso será viver em pleno o 4º dia. Concluo com este pensamento, que dirijo, quer à equipa coordenadora, quer aos novos convivas: quando abrimos o nosso coração a Deus, tornamo-nos seus instrumentos no meio dos homens. Foi isto que vi e senti no trabalho feito pela equipa coordenadora, e é isto que em nome do Movimento dos Convívios Fraternos, peço aos novos convivas. Continuem a abrir o vosso coração a Deus de modo a que sendo testemunhas de Cristo no mundo, a vossa luz brilhe diante dos homens. Pedro Lucas (1º coordenador) CF nº1187

Convívio - Fraterno Nº 1183 da diocese de Coimbra não se apague e que aqueça muitos descobriram que é possível ser cristão corações. Louvado seja Deus pela ousadia sempre: em casa, na faculdade, no trabalho, de um simples SIM. com a família, com os amigos, com desconhecidos... Conscientes de que se p’la Equipa Coordenadora souberem viver e dar a cada dia um testemunho de fé, estes jovens certamente Soraia Magro que serão Luz no mundo. Que esta chama

Setúbal Um fim de semana em que o sol marcou presença na Arrábida Realizou-se nos dias 18, 19 e 20 de Fevereiro, no Lar de Férias da Casa do Gaiato, no Portinho da Arrábida o Convívio Fraterno 1178 para jovens da Diocese de Setúbal. Foram 43, os jovens que disseram SIM a viver a experiência de participar no Convívio Fraterno, deixando as suas casas e os seus amigos, sem saber ao que iriam, mas com a certeza de que o convite que tinham recebido era para algo único e marcante nas suas vidas. Para receber estes jovens estavam 2 padres e uma equipa de 14 elementos, com mais 6 jovens a servir no silêncio. Num fim-de-semana em que o sol marcou presença na Arrábida, a iluminar-nos e a aquecer-nos, enquanto os 43 jovens se deixavam tocar por Cristo, um Cristo vivo que muitos não conheciam e que rapidamente se fez presente nas suas vidas. Se no início as dúvidas e inquietações eram muitas, no fim percebia-se que havia uma certeza comum a todos… Deus ama-nos e tem um plano de felicidade para nós, ao qual não podemos dizer não. É tempo de arregaçar as mangas e colocar em acção os dons que

Deus nos deu. Num fim-de-semana em que a oração foi intensa e fortificadora na nossa relação com Deus nosso Senhor, também o nosso Bispo Gilberto se fez presente, quer em oração, quer na catequese que deu a estes jovens, pedindolhes que conservassem esta vivência nos seus corações. A sua presença completou o Corpo, que ali se estava a reencontrar, enquanto "cabeça" da Igreja de Setúbal. Nestes três dias muitas foram as emoções vividas, pois o Senhor faz maravilhas e Ele as fez na Arrábida. No final, fez-se a festa do Senhor na Igreja de Nª Srª de Fátima, na Paróquia de Arrentela, com os convivas de Setúbal a receberem com alegria os novos convivas da Diocese. Foi uma noite de partilha, que terminou com a celebração da Eucaristia. O C.F.1178, foi o encontrar de Cristo nos nossos corações, ficando a promessa de O levar aos irmãos, com muito amor. Pela equipa coordenadora João Brás

Coimbra Deus diz-te a cada momento: “Gosto muito de ti!” O Bom Deus desafiou-os a participarem num Convívio Fraterno da Diocese de Coimbra. Foram 23 os jovens que aceitaram lançar-se nesta aventura realizada nos dias 22 a 25 de Março, na casa ComVida, na Praia de Quiaios. E porque o Amor do Pai não tem fronteiras, aos jovens provenientes várias paróquias da nossa Diocese, juntaram-se jovens da ão Católica Portuguesa de Londres. Durante o Convívio Fraterno Nº 1183, os jovens saborearam a experiência do tríplice encontro: consigo próprios, com Deus e com os outros… Descobriram que não existem por obra do acaso: são um

pedacinho de Deus, que os criou POR AMOR e PARA AMAR. Aperceberam-se que são seres únicos e que Ele nos ama incondicionalmente. Viveram a alegria do (re)encontro com o Pai que à muito os esperava de braços abertos para fazer a festa com ritmos de dança. Descobriram que fazem parte de uma família imensa que caminha com eles, que reza por eles e que precisa deles: a Igreja. Conscientes de que o verdadeiro Amor é o serviço gratuito e de como a vida de cada um pode ser feliz quando não têm medo de Lhe dizer que sim, estes jovens

Convívios- Fraternos Nº 1178 diocese de Setúbal


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JOVENS EM ALERTA

MARÇO/ABRIL 2012

Porto Aleluia - Convívio Fraterno 1186 - Ressurreição

encontrar nalgum dos versos. Uma frase para descrever este convívio? Dá tudo do que tu és, no pouco que fazes. Entrega-te! Deixa-te seduzir por Jesus Cristo. O encontro acabou em grande com a celebração da Eucaristia final presidida pelo nosso fraterno bispo D. António Marto. Foram ouvidos testemunhos de jovens convivas e coordenadores que participaram no convívio fraterno. Chegando ao final, todos

nos despedimos e criámos espectativas de nos voltar a encontrar. Partimos com uma certeza nos nossos corações: todos fomos tocados de alguma forma por Jesus Cristo e agora que sabemos o que é realmente o Amor de Deus, queremos ir "pelo Mundo espalhar a nossa herança" e mostrar que onde houver Amor, aí habita Jesus Cristo. Um sorriso fraterno. Pedro Graça -Convívios Fraternos 1187

Aveiro Um encontro com Cristo

Convívio - Fraterno Nº 1186 para diocese do Porto Na casa de Eirol aconteceu Convívio Fraterno na intimidade do coração de 28 jovens da diocese do Porto, nos dias 29, 30 e 31 de Março. Tratou-se de uma aventura que começou já na preparação do encontro, e se prolonga pelo 4º dia, em que os jovens aceitaram o convite arrojado do 1186 Convívio fraterno. Na ansiedade dos dias loucos que escorrem, como areia entre os dedos, a busca pela plenitude, pela serenidade, pela tranquilidade da providência de Deus na nossa vida é um trabalho que urge iniciar. As nossas vidas carecem do Amor de Jesus. A separação entre a Fé e a Vida é um dos erros dos cristãos, o que faz com que a indiferença, por vezes, se encontre no coração dos jovens. Ao longo dos 3 dias tomamos consciência da nossa vida, por vezes com alguns erros e incoerências. À vida de cada um fundiu-se a Fé em Jesus, que nos convida a ser seus imitadores. O coração de cada um dos participantes foi-

se transformando, acendendo-se a luz regeneradora de Jesus Ressuscitado. No Convívio Fraterno, Jesus deu-se a conhecer como o amigo concreto e real que faz caminho connosco e nos incita à esperança. Aconteceu Páscoa, ressurreição, vivemos e somos convidados a viver a fé em Jesus ao longo do quarto dia. O encerramento aconteceu no salão paroquial de Loureiro, com a presença dos jovens convivas. Os jovens testemunharam de uma forma muito clara, a alegria do Encontro com Jesus. A equipa de animação dos encerramentos e o grupo de jovens de Loureiro prepararam com muita amizade e brio o salão para que a festa fosse melhor. Uma equipa de amigos convivas transmitiu para o mundo, via Internet, o Encerramento que terminou com a celebração da festa da Eucaristia do dia de Ramos. António Silva

C o n v í v i o s - F r a t e r n o s 1187 da diocese de Leiria

Todos fomos tocados pelo Jesus Cristo Único, inigualável, inesquecível. São palavras que se tornam muito mais que isso num convívio fraterno. Tornam-se realidades bem visíveis, não para os simples olhos mas sim para os complexos coração e alma que as sentem tão intensamente durante três dias. A nossa "epifania" teve início na sexta-feira, dia 30 de Março, pelas 20h30. Os três dias que se seguiram são história. O começo desta história foi difícil. Pessoas desconhecidas, ambiente novo e programa desconhecido. Tudo isto apelou vivamente ao nosso espirito aventureiro. Em tom de brincadeira, se eu não confiasse tanto em Deus calhando tinha fugido na primeira noite… No sábado de manhã os elementos deste convívio foram divididos em quatro grupos. Ao longo de dois dias ouvimos uma série de testemunhos. O objectivo dos grupos, de sensivelmente nove pessoas (convivas e coordenadores), era discutir as ideias que os testemunhos nos transmitiram. A descontração reinou nos grupos e deixou-nos à vontade para partilhar as ideias mais pessoais e sinceras. A pouco e pouco já nos conhecíamos todos, dentro e fora de cada grupo e começou-se a sentir uma real fraternidade, como se

fossemos todos irmãos, filhos de um mesmo Pai. Uma paz incrível e formidável começou a apoderar-se do nosso interior, foi-nos deixando leves e como que flutuando. Como é bom a gente sentir que ama e que é amado. Como é bom a gente sentir que pertencemos a uma mesma Família. Começámo-nos a aperceber que somos todos peças de um mesmo carro que sem o motor (Deus), não anda. Mas nem sempre na nossa vida é possível mostrar-mos este amor para com Ele, muitas vezes borramos a tela que Jesus está a fazer com a nossa vida e Ele com muita paciência e perseverança volta a pintar um caminho alegre na fé. O dia mais intenso? Foi sem dúvida aquele em que todos nós reconhecemos perante Deus que somos pecadores. Porque quanto mais O amamos mais noção temos que pecamos. E foi um grande impacto quando constatámos que realmente O amamos e ainda assim O magoamos às vezes. A canção do encontro? A "Renasce em mim", porque foi isso que Ele nos propôs durante estes dias, que através d'Ele consigamos amar e mostrar aos outros o melhor que Deus tem. Lanço-vos um desafio: leiam a letra da música e pensem nela. De certeza que se vão

Convívios- Fraternos Nº 1166 da diocese de Aveiro O Convívio Fraterno 1166 fez-se acompanhar de uma lanterna, como vontade simbólica de iluminar as vidas dos seus 20 participantes. Uma vez que, no fim deste encontro com Cristo, já não faz sentido deixar a chama aprisionada, os 20 jovens deste convívio foram convidados a levar e a espalhar a

chama, que agora vive dentro de cada um deles, pelo mundo fora. Jesus Cristo é isto mesmo: luz que ilumina, luz que não se apaga, luz que vive, para sempre, no coração daqueles que ousam acolhê-lo! IDESO 15, 16, 17 e 18 de Dezembro de 2011

Um fim de semana diferente Dia 22 de Março à noite começou uma nova aventura na vida de 21 Jovens da Diocese de Aveiro. Eirol abriu as portas e cada um destes fantásticos jovens abriu o seu coração. Foram dias intensos, até Domingo dia 25, foi o Convívio 1185! De todos os cantos da Diocese de Aveiro vieram jovens, uns cautelosos, outros aventureiros, mas todos cheios de Amor para dar e receber, abdicaram do seu quotidiano para abraçar um fim-de-semana diferente, "foi mágico" diziam eles, "como vos amo!" e assim é a magia do Convívio

Fraterno, criar elos sentimentais tão fortes, num tão curto espaço de tempo, é o Amor de e a Deus! Este grupo deixou o Espirito Santo actuar em cada momento e foi muito intenso! A família conviva ganhou mais irmãos cheios de vontade de trabalhar no Amor de Deus, e esse trabalho começou logo no Encerramento deste Convívio, em Sever do Vouga, onde levaram pela primeira vez ao Mundo a sua Herança. Parabéns a cada um destes novos convivas pela coragem e que caminhemos neste 4º dia lado a lado na Sua Verdade!

Convívios - Fraternos 1185 para a diocsese de Aveiro


JOVENS EM ALERTA

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Potalegre "Somos Um…"

Bragança Subir à montanha

Convívio -Fraterno Nº 1182 na diocese de Bragança "Como é bom estarmos aqui!", ouvimos dizer Pedro a Jesus. Também nós convivas desta Diocese de Bragança-Miranda, integrando a equipa outdoor do Convívio Fraterno n.º 1182, quisemos nestes 3 dias subir ao monte Tabor e iluminados por Jesus Transfigurado, experimentar um fim-de-semana diferente do habitual: 3 dias de muita oração, de dádiva, de partilha e de entrega. Reunimonos, em nome de Jesus Cristo, oferecendolhe toda a nossa oração e ação em benefício do convívio fraterno que ao mesmo tempo se realizava na Casa do Clero, em Cabeça Boa - Bragança. Numa atitude de preparação nesta caminhada quaresmal, a união fraterna destes jovens tornou-se bem visível ao longo dos 3 dias de encontro. E como jovens cristãos, não crentes em diversas doutrinas, mas que se decidiram por Jesus Cristo, e como Seus seguidores, decidiram ter ações de Jesus: tomando como exemplo a Sua dedicação aos outros e a Sua predileção pelos mais desfavorecidos, também nós, inquietados pela indiferença, quisemos ir de encontro àqueles que de alguma forma se sentem mais esquecidos e abandonados por esta sociedade individualista, quisemos dar um pouco de nós… do nosso tempo, partilhar da nossa alegria, mostrar que não somos indiferentes à diferença. Como as obras sem oração não tem o verdadeiro sentido cristão, quisemos em comunidade rezar por uma Igreja Jovem, unindo-nos assim, à Comunidade Paroquial de São Tiago no Sábado e na Eucaristia de Domingo, à Paróquia de S. Bento, onde com a alegria própria da juventude, manifestamos ao Senhor que nós jovens somos Igreja em movimento e como tal, ao jeito do filho pródigo, também nós, em júbilo regressamos aos braços do Pai, reconciliando-nos por tudo aquilo que nos afasta Dele. Foi com este espírito renascido que na Cripta da Catedral da nossa cidade, juntamente com o nosso pastor D. José Cordeiro, bispo desta diocese, alguns sacerdotes que nos têm vindo acompanhar, familiares, amigos e alguns curiosos,

recebemos e demos as boas vindas aos novos convivas acabados de sair também eles de uma experiência transfigurável que é um Convívio Fraterno. Sim, é muito bom estarmos aqui! Onde tudo é luminoso. Onde está o banquete, a felicidade e a alegria. Onde no coração tudo é tranquilo, sereno e suave. Onde tudo nos fala de Deus e onde é fácil ser-Lhe fiel. Como era bom permanecermos aqui para todo o sempre! No entanto sabemos que não é aqui que está a nossa missão… mas sim, no mundo! No dia-a-dia, em que não somos poupados às "noites escuras" da dúvida, do risco da descrença, da vontade ilusória de abandonar os caminhos de Deus. Jesus faz-nos descer às asperezas do dia-a-dia, não isento de dores e rosas com espinhos. Pois é aceitando os problemas e a dor que se nos abre o caminho da libertação. Neste sentido somos convidados a ser sinal de contradição, a ser diferentes. Sobretudo, "estar no mundo sem ser do mundo". Não para fugir das situações quotidianas, mas não abrir mão de valores ensinados pelo próprio Cristo: amor, perdão, compreensão, verdade etc. Mas, o lugar da santificação do Cristão é no meio do mundo mesmo, sem fugir, sem beber do veneno da mentalidade que é contra a vida. Ser santo longe das pessoas e dos conflitos, talvez, seja fácil. Ser santo no meio deste mundo que grita contra Deus, contra o evangelho, contra os cristãos, aí sim, é um desafio quotidiano que Jesus nos lança. Fortalecidos pelo alimento à volta da Mesa da Eucaristia, presença da glória e do amor de Deus no mundo, chegamos ao momento final deste encontro. Conscientes do que somos e do que Deus quer que sejamos. Cheios de Deus no nosso coração, somos impelidos a descer, e sem medo nem reservas, lançarmo-nos do alto do monte para o mundo na certeza de que o nosso paraquedas não falhará… pois este é Jesus Cristo!!! P'la equipa outdoor Manuela Pires

Decorreu em Proença-a-Nova o Convívio 1168 / nº 56 diocesano entre os dias 16 a 19 de Dezembro. Jovens vindos dos cinco arciprestados aceitaram o desafio de um amigo para um encontro especial consigo, com Deus e com os outros. Sairmos da nossa "zona de conforto", deixarmo-nos questionar pelos sinais que surgem no céu, pelos exemplos que recebemos dos outros, arriscar e "ocuparmo-nos mais, muito mais dos interesses de Jesus", foi o mote. Foi por palavras simples e procura do Outro que nos

entregámos à grande aventura de nos encontrarmos refletidos através do espelho do mundo no espelho de Deus. Através da entrega de gente que nos fala de vida nova e de desafios que comprometem na igreja, partimos com um coração cheio para levar aos outros o amor de Deus. Cantámos, trazemos e testemunhamos de que "somos mais de que um só, Somos Um!" Com a certeza de que Ele nos diz "É mesmo bom ter-vos por cá!" A equipa coordenadora

Évora A alegria de viver no Senhor Entre os dias 1 e 4 de Abril o seminário menor de Vila Viçosa acolheu cerca de 30 jovens da diocese de Évora que se dispuseram a uma experiência diferente das suas vidas, a um encontro verdadeiro e intenso com eles próprios, com os outros e com Deus. Ao longo destes três dias, os jovens do Convívio Fraterno nº 1189 foram-se deixando seduzir por um Cristo que lhes falou ao coração, um Cristo que nos conhece de forma única, que nos aceita e nos acolhe tal como somos, mesmo com todas as nossas fragilidades. Foi um momento de paragem, de escuta, de reflexão, de encontro com Aquele que tanto nos ama e que nos

coloca à disposição um caminho verdadeiro, digno, seguro e santo. A alegria no rosto de cada um destes jovens, no fim dos três dias, era contagiante, tal como a vontade de se tornarem fonte de paz e amor para os outros, ao longo do 4º dia. E é na certeza de que podemos tornar a nossa vida um lugar de beleza que podemos contagiar o mundo da nossa alegria no Senhor!

Equipa Coordenadora

Convívio - Fraterno Nº 1189 na Arquidiocese de Évora


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BALADA DA UNIÃO

BIOÉTICA SOCIAL: UM OLHAR SOBRE SOCIEDADE. 1 - Motivada pela violência da crise económica e social, as desigualdades tendem a agravar-se e os níveis de bem-estar dos mais pobres, dos desempregados, das crianças, dos jovens e dos idosos, estes últimos, não raras vezes, desamparados. O modelo socioeconómico que assente em desigualdades propícia a fragmentação social, colocando os cidadãos em rotura social, muitas vezes representada pela agressividade verbal mas também física, afastando deste modo, os diversos setores da atividade humana na procura do bem comum. Contrariamente ao que acontece considero, importante, que perante a fragmentação social, o incremento da cooperação social face à envergadura dos novos desafios colocados às famílias, pois são as famílias que constroem a sociedade. 2 - A realização concreta da família, e por ela a sociedade, é essencial para uma resposta adequada às necessidades de cada membro do agregado familiar. A qualidade da sociedade dependerá da qualidade do berço da família como lugar que acolhe e gera, transmite e conserva a vida, que amorosamente se integram com biografias diferentes, com histórias de vida diversas que são passado evocável, presente vivido e de futuro em permanente construção, porque se no mesmo passado a transmissão de regras de convivência social, cultural e os conhecimentos eram mais ou menos de modo absoluto da única e responsabilidade da família - o papel do pai, mas principalmente da mãe era quase insubstituível; tratava-se do modo como preparava os filhos para a relação com os outros -, agora, o progresso, nomeadamente a comunicação social, a escola, a televisão, a internet, enfim o novo mundo, criou uma nova linguagem que a maior parte dos adultos não conseguia aceder, e que desvalorizaram o papel da família na relação com os mais novos - com filhos destruturando-se! Perante este cenário, o modo de crescimento, tornou-se frágil na distribuição dos modelos de produção e distribuição de riqueza, porque a família ao ser destruturada torna

pessoas destruturadas; e por isso, a conceção do trabalho assenta muitas vezes na injustiça que desvaloriza, consequentemente, o trabalho como dádiva social e promoção da pessoa humana; ao invés, criou-se uma cultura individualista e consumista. 3 - A cultura individualista e relativista Somos hoje uma cultura que tem marcas de uma educação individualista, consumista e relativista. O acesso fácil ao crédito, não sustentado gerou uma riqueza não sustentável e hábitos de vida individualista, relativizando gravemente o viver pessoal e social. O consumo de bens, sem a correspondência no trabalho nem na geração de meios autónomos de riqueza, conscientemente ou inconscientemente, de modo irresponsável, tipo romântico, de insustentáveis facilidades, modelou uma sociedade nova com velhos hábitos "romanescos". Por isso, numa perspetiva de ética social e de modelos sociais sustentáveis, hoje, somos chamados a reorientar os hábitos que nas últimas três décadas foram criados, e norteálos por ambições e prioridades: cada um, a família, as empresas, as instituições e organizações, o próprio Estado. A cultura consumista, individualista e relativista, transformou-se na cultura do desperdício e da obsolescência e da insustentabilidade da sociedade. O grande desafio que se coloca a todos e a cada um de nós, é sob ponto de vista da bioética social, é, de num enquadramento ético, conseguir a fomentação de formas várias de participação e responsabilização das pessoas, grupos profissionais e instituições na definição dos caminhos que se quer seguir. Com as devidas responsabilidades dos governantes, dos que têm e tiveram o poder, não perguntemos por aquilo que o País pode fazer por nós, mas sim questionarmo-nos sobre aquilo que podemos fazer pelo País. Como diz Dostoievsky: "We are all responsible for all"! (nós (todos) somos responsáveis por todos). Carlos Costa Gomes

Participantes das jornadas Diocesanas dos Convivas do Porto

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INQUIETA-TE, SUPERA-TE, SÊ SANTO! Para haver superação, tem de haver inquietação. Porque inquietar-se, é um sinal de procura, de dúvida, de querer encontrar a verdade. Inquietados pelo desejo de descobrir um caminho para a verdadeira felicidade, um grupo de 31 jovens decidiu aceitar fazer uma paragem nas suas vidas e aventurar-se em três dias diferentes. No dia 1 de Março de 2012, dava-se início a mais um Convívio Fraterno na Diocese de Bragança-Miranda - o 39º da Diocese e o 1182 a nível nacional. Após um mês de preparação e de reflexão, um numeroso grupo de jovens convivas, disseram sim à missão evangelizadora que lhes foi confiada e, ocupando diferentes equipas de trabalho, deram-se por amor a Jesus Cristo. Em tempo de Quaresma, a Santidade foi o tema que serviu de base para este Convívio Fraterno, cujo principal objectivo foi incutir nos jovens a ideia de que, não é o facto de sermos santos que nos impedirá de sermos jovens. Pelo contrário, a Santidade é o querer ser sempre mais e melhor na luta diária que se trava contra as dificuldades que vão surgindo no caminho. Ser-se Santo, exige uma escolha definitiva mas sempre nova e renovadora: a escolha pelo amor. E este amor não é, ao contrário do que possa parecer a olhares desatentos, um ideal vago e poético...o amor é absolutamente concreto, comprometendo-nos à ação a cada instante.

À medida que se sucediam os diferentes momentos, os corações sedentos, iam ficando inundados pela presença e pelo amor de Deus. Tal como na Parábola do Filho Pródigo, aconteceu em muitos jovens, o regresso à Casa do Pai. A Festa de Encerramento aconteceu no dia 4 de Março à noite, na Cripta da Catedral de Bragança e contou com a presença de cerca de 200 pessoas (entre familiares e amigos dos novos Convivas) que também quiseram manifestar a sua fé. D. José Cordeiro, Bispo da Diocese e alguns sacerdotes, também estiveram presentes, lembrando-nos que a Igreja está com os jovens. A noite terminou com a grande e verdadeira festa da Eucaristia. No Evangelho meditámos acerca da transfiguração de Jesus no Monte Tabor. Também os jovens que fizeram o Convívio Fraterno, se deixaram transfigurar pelo Amor. Nas palavras que dirigiu aos jovens, D. José Cordeiro, apelou para que os jovens não deixassem de se questionar em relação à possível vocação de uma entrega total ao serviço de Deus e dos irmãos. No final de mais três dias de sementeira, pedimos a Deus que as sementes lançadas dêem abundante fruto e que os jovens, continuem a inquietar-se e a superar-se para poderem alcançar, sem medo a Santidade. Pelo Secretariado Diocesano dos Convívio Fraternos de Bragança Miranda Fabíola Mourinho

I Jornadas Convivas Diocesanas (JCD) "Vamos falar de fé…" O que é a fé? Porque é importante falar sobre fé? E os jovens, perderam a fé? Foi com base nestas perguntas que se realizaram as I Jornadas Convivas Diocesanas nos dias 21 e 22 de Abril em Eirol. E foi a partir destas mesmas perguntas que outras surgiram… Iniciamos estas JCD refletindo com o nosso Bispo D. João Lavrador (Bispo Auxiliar da Diocese do Porto) sobre a importância de falar sobre a fé nos dias que hoje correm, na vida do mundo e particularmente da Igreja. Tal como o Padre António Bacelar (Diretor do Secretariado Diocesano da Pastoral Universitária e do Secretariado da Juventude da Diocese do Porto) disse: "a fé sendo um processo de caminho dinâmico implica também um processo de desconstrução. É preciso questionar a nossa fé sobre Aquele em quem acreditamos!" Ou seja, a nossa vida cristã é uma interrogação constante e é com as nossas dúvidas que construímos a nossa fé, uma fé constituída em coisas essenciais capazes de alicerçar a nossa relação com Deus e de confiar no amor incondicional de Deus por nós! A fé é um plano de relação entre Deus e nós próprios e assumir a nossa fé é assumir que fomos encantados por Deus e que a nossa felicidade está em deixarmos Deus revelar-se em nós! O Padre Francisco Oliveira, Missionário Passionista, alertou-nos para a falta de sentido de sacramentalização, de conhecermos e vivermos realmente os sacramentos. Fez-nos também tomar consciência da nossa falta de paciência em esperar para obter os frutos do amor de Cristo, e para a nossa hesitação em

testemunhar e experimentar Deus. E o caminho para experimentar Deus é a Igreja, é ser Igreja, é tomar o Evangelho como uma alternativa e não como uma solução, como nos disse o Padre Rui Santiago, Missionário Redentorista. É mais fácil ter fé em Jesus, acreditando num Deus com poderes mágicos do que ter a fé de Jesus e segui-lo no seu projecto. Para chegar à fé de Jesus é preciso deixarmos a multidão onde nos escondemos, é preciso libertarmo-nos da nossa pequenez para assim sermos vistos por Jesus. Contamos ainda com a presença do Padre Valente de Matos (Diretor Nacional do Movimento) que nos falou sobre as origens do Movimento, exemplo vivo de um caminho de fé, e também com a presença do Padre José Carlos Ribeiro (Assistente Diocesano do Movimento na Diocese do Porto) que nos trouxe uma reflexão sobre os rumos possíveis para o futuro do nosso Movimento. A fé tem que ser também vivida e sentida e assim o foi num momento único de Adoração ao Santíssimo, preparado pela Irmã Flávia Lourenço (Congregação Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena). Terminando com uma última pergunta: e nós, já nos deixamos tocar por Jesus, estamos dispostos a deixar que Ele nos toque e estamos dispostos a ter a fé de Jesus? Lembrai-vos, se a fé é verdadeira, então temos que ir até às últimas consequências…

Pela Equipa de Animação Pastoral: Cidália Castro


BALADA DA UNIÃO

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Celebrar e viver o Concílio Vaticano II Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa Celebrar os 50 anos da abertura do Concílio no Ano da Fé 1. Na Carta apostólica A Porta da Fé, assim se exprime o Papa Bento XVI: "Pareceu-me que fazer coincidir o início do Ano da Fé com o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II poderia ser uma ocasião propícia para compreender que os textos deixados em herança pelos Padres Conciliares, segundo as palavras do Beato João Paulo II, "não perdem o seu valor nem a sua beleza (…). Sinto hoje, ainda mais intensamente, o dever de indicar o Concílio como a grande graça de que beneficiou a Igreja no século XX: nele se encontra uma bússola segura para nos orientar no caminho do século que começa". Quero aqui repetir, com veemência, as palavras que disse a propósito do Concílio, poucos meses depois da minha eleição para Sucessor de Pedro: "Se o lermos e recebermos, guiados por uma justa hermenêutica, o Concílio pode ser e tornarse cada vez mais uma grande força para a renovação sempre necessária da Igreja"" (1). Celebrar o cinquentenário do Concílio, nestes tempos em que a fé deixou de ser um dado evidente, há de ser uma ocasião para aprofundarmos tão grande dom de Deus, que nos faz experimentar a alegria e o entusiasmo do encontro com Cristo na comunidade da sua Igreja. Se a nossa fé não se renova, facilmente degenera num adorno espiritualista e as práticas religiosas não passam de rituais sem alma e coração. Para nada serve o sal que perdeu a força e a luz que fica escondida (cf. Mt 5, 13-16). Não basta mostrar a nossa concordância com os documentos do Concílio Vaticano II e o Catecismo da Igreja Católica, publicado há 20 anos como sua aplicação catequética. É preciso fazer descer à prática quotidiana a riqueza dos seus ensinamentos. Pelos frutos de caridade se conhece a árvore da nossa fé (cf. Mt 7, 17?20). É preciso que a nossa fé encarne num estilo de vida cristã, na família e no trabalho, na vida social e política. Cristo exorta?nos à coerência entre fé e vida real: "Nem todo o que me diz: "Senhor, Senhor" entrará no Reino do Céu, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está no Céu" (Mt 7, 21). E S. Tiago recorda?nos que "a fé sem obras está morta" (Tg 2, 26), é inexistente. Pôr em prática o Concílio 2. A convocação do Concílio Vaticano II deu?se 90 anos depois da realização do Concílio Vaticano I, que foi interrompido abruptamente dadas as convulsões pela unificação de Itália, a 18 de dezembro de 1870. A 25 de janeiro de 1959, na Basílica de S. Paulo extramuros, João XXIII, eleito apenas três meses antes, anunciou, inesperada e solenemente, a convocação de um Concílio ecuménico. Tinha em mente não apenas "o bem?estar do povo cristão", mas também um convite às "comunidades separadas para a busca da unidade". Sem consultas prévias aos Bispos da Igreja universal, como tinha feito Pio IX antes da convocação do Concílio Vaticano I, João XXIII decide esta convocação "por uma repentina inspiração de Deus", apelidando este Concílio como "flor espontânea de uma inesperada primavera". A Igreja viveu "um novo Pentecostes", como chamou o mesmo Papa ao Concílio. Um dinamismo de renovação foi experimentado na Igreja, aos mais diversos níveis e quadrantes geográficos. O Papa Paulo VI, na Carta apostólica em que declara encerrado o Concílio, confirma e exorta

ao seu cumprimento, assim afirma: "Foi o maior Concílio pelo número de Padres, vindos de todas as partes da terra, mesmo daquelas onde só há pouco foi constituída a hierarquia; foi o mais rico pelos temas que, durante quatro sessões, foram tratados com empenho e perfeição; foi o mais oportuno, enfim, porque tendo em conta as necessidades dos nossos dias, atendeu sobretudo às necessidades pastorais e, alimentando a chama da caridade, esforçou-se grandemente por atingir com afeto fraterno não só os cristãos ainda separados da comunhão da Sé Apostólica, mas até a inteira família humana" (2). A Igreja de Cristo é hoje a Igreja do Concílio Vaticano II, que nos compete continuar a

Propomos que as atividades e iniciativas programadas, como cursos, jornadas, pregações, retiros, encontros, peregrinações, intervenções na comunicação social e a própria oração, possam abordar temas na linha das efemérides celebradas. O momento celebrativo, a nível nacional, será a 13 de outubro, em Fátima, aproveitando a habitual peregrinação e praticamente em coincidência com a data da abertura do Concílio há 50 anos. Fraternalmente unidos, agradeceremos a Deus a grande graça do Concílio Vaticano II, que ainda hoje continua a ser bússola segura que norteia a vida e a ação da Igreja de Cristo. Ao mesmo tempo que celebramos o

Vaticano II. O dinamismo de renovação conciliar deve também passar pelo projeto em que está envolvida a Igreja nos últimos tempos: "Repensar juntos a Pastoral da Igreja em Portugal", no horizonte da nova evangelização. Celebrar o Concílio Vaticano II não significa recordá-lo em clima de nostalgia do passado, mas revivê-lo e projetá-lo, na abertura ao futuro onde Deus nos espera. Cabe?nos a missão de pôr sempre mais em prática o Vaticano II, um Concílio com 50 anos de atualidade. Fátima, 19 de abril de 2012

Encontro de coordenadores Continuação da 2 pág.

encorajamento que descobrimos há muitos anos e nos habituámos a apreciar. Na Eucaristia, presidida pelo Pe. Frei Fernando Ventura (56º), demos graças pelas vivências do dia e de todos estes anos e por tudo o que Deus tem operado em nós e em tantos jovens através deste Movimento. Demorou muitos anos este encontro, mas decidimos que o próximo não vai esperar tanto: vamos reunir no próximo ano, de novo no 2º sábado após a Páscoa, no mesmo local. Pedimos aos coordenadores até ao 200º que enviem os seus e-mails para o do Movimento, de forma a facilitar futuros contactos. Até ao próximo ano, ou antes disso no Convívio-Animação Nacional (8 e 9/9)! Ângelo Soares (25º e outros)

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aplicar com fidelidade criativa. Iniciativas pastorais para viver o Concílio 3. O Santo Padre quis fazer coincidir o início do Ano da Fé com a celebração do cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II. Assim, recordamos a importância de integrar nos nossos planos pastorais as indicações gerais e as propostas de ação que se encontram na citada Carta apostólica Porta Fidei do Papa Bento XVI e na Nota com indicações pastorais para viver o Ano da Fé (3). Os Bispos da Igreja em Portugal exortam os agentes pastorais, a nível de dioceses, paróquias, congregações, movimentos e os responsáveis das mais diversas instituições eclesiais, que promovam o estudo, a reflexão e a aplicação do Concílio Vaticano II, sobretudo dos documentos mais relevantes, as Constituições: Lumen gentium, sobre a santa Igreja; Sacrosanctum Concilium, sobre a sagrada Liturgia; Dei Verbum, sobre a Revelação divina; e Gaudium et spes, sobre a Igreja no mundo contemporâneo.

cinquentenário da abertura do Concílio, comemoramos também o vigésimo aniversário da publicação do Catecismo da Igreja Católica, que já tem uma edição adaptado aos jovens, o Youcat. O Santo Padre Bento XVI recorda que "para chegar a um conhecimento sistemático da fé, todos podem encontrar um subsídio precioso e indispensável no Catecismo da Igreja Católica. Este constitui um dos frutos mais importantes do Concílio Vaticano II" (4). Ler, estudar e dar a conhecer o Catecismo da Igreja Católica é, sem dúvida, um modo muito recomendável de assimilar o espírito e a letra do Concílio do século XX, de tanta atualidade ainda nos primórdios do século XXI. As próximas Jornadas Pastorais do Episcopado, em junho, serão também momento de reflexão para avaliar o que já se fez com vista a pôr em prática o Concílio e para projetar o que ainda falta fazer. Todos precisamos de nos examinar para ver o que o Espírito diz à Igreja em Portugal, a fim de continuar a experiência de Pentecostes do

Mais uma vez o nosso jornal vai ao encontro de todos os convivas que o desejam receber neste formato e também Online em wwwconvívios fraternos.com.Continuamos a agradecer a colaboração de notícias e artigos e também a económica dos nossos leitores pois , as despesas com a sua publicação são grandes e a crise é também grande. Para facilitar o envio do contributo dos nossos leitores, no próximo número em formato de papel ,vai ser enviado um impresso de vale de correio. Também poderão depositar a vossa OFERTA NA CONTA com o NIB 003300005000103484305

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Balada da União - Março - Abril 2012  

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