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PROPRIEDADE: CONVÍVIOS FRATERNOS * DIRECTOR REDACTOR: P. VALENTE MATOS * PRÉ-IMPRESSÃO E IMPRESSÃO: FIG - INDÚSTRIAS GRÁFICAS, S.A. 239 499 922 PUBLICAÇÃO BIMESTRAL - DEP. LEGAL Nº 6711/93 - ANO XXXIV- Nº 312 - MAIO/JUNHO 2012 * ASSINATURA ANUAL: 10 EUROS * TIRAGEM: 10.000 EXS. * PREÇO: 1 EURO

ATA DA REUNIÃO DO CONSELHO NACIONAL DOS CONVÍVIOS - FRATERNOS Em cumprimento do nº 6 , do Artigo 1 do Capítulo III dos Estatutos do movimento dos Convívios - Fraternos, reuniuse , no dia 30 de junho passado, o Conselho Nacional do Movimento, no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, para tratar de assuntos de interesse para o movimento. ( Pag.2 )

XXXIX CONVIVIO ANIMAÇÃO NACIONAL Mais uma vez milhares de jovens dos Convívios- Fraternos, vão reunir-se em Fátima, nos dias 8 e 9 de Setembro próximo, para testemunhar a sua fé em Deus e louvá-l'O por intercessão de Nossa Senhora na sua invocação de Senhora de Fátima , (Pag 2)

O PAPA PEDE AOS JOVENS E CASAIS QUE APROVEITEM AS FÉRIAS AO SERVIÇO DOS OUTROS Os cristãos são chamados a imitar o " amor, a humildade e a obediência de Deus " que caracterizam a vida de Cristo , que recusou " impor o seu poder, mas assumiu "a condição humana " marcada pelo sofrimento e a morte , tornando-se escravo ao serviço dos outros até ao sacrifício supremo, ou seja a morte. ( Pag. 3 )

SER CRISTÃO O cristão é aquele que vive entre "aquilo que é" e " aquilo que não é". Ele realiza a sua missão neste mundo, porém orienta toda a sua vida para aquilo que ainda há-de vir. (Pág. 3)

ALEGRIA E ESPERANÇA EM TEMPO DE CRISES O homem, através das coisas visíveis, chega às coisas invisíveis . falando numa " alegria imaterial, uma esperança e alegria " fáceis de transmitir" numa prática diária dedicada à criação da beleza . ( Pag. 3 )

TRABALHO PARA TODOS

QUANDO O SENHOR CHAMA!... "Leva-me mais longe " Neste momento inflama-me o coração num Incêndio de fé convicto da certeza: "entrega a tua vida a Deus e a encontrarás." Nunca feches a porta aos planos que Deus te vai em cada dia revelando. (Pag.4)

ATIVIDADES DO MOVIMENTO NAS DIOCESES

UM DIA COM GOSTO DIFERENTE

Apesar das actividades escolares, com o aproximar do fim do ano letivo, exigirem aos jovens mais tempo dedicado aos estudos, mesmo assim, encontraram tempo para encontro com Deus. (Pag. 4)

No meio de tanta euforia e vontade insaciável de conhecer cada vez mais a Jesus Cristo, também houve tempo para partilha de farnéis, em que todos nos unimos para mais um momento de confraternização. ( Pag. 5)

AS FÉRIAS TÃO DESEJADAS

NO RESCALDO DA PÁSCOA,TEMPO DE RECICLAGEM Se alguma vez abandonarmos Jesus e nos sentirmos à deriva no mar da vida por termos fugido do sacrifício e da nossa cruz, recorramos sem hesitar, a essa luz continuamente acesa na nossa vida, que é Maria. (Pag 5)

SACRIFÍCIO É normal que muitas pessoas não entendam como é possível ser-se feliz por meio do sacrifício, da dor e do sofrimento!...Só é compreensível fora do campo da racionalidade e dentro do campo da espiritualidade e vivência com Deus. (Pág. 6)

As férias são um tempo privilegiado para que o homem possa descansar, divertir-se, cultivar-se, crescer moral, cultural e religiosamente, praticar desporto e dedicar-se mais à família e aos outros. (Pág. 6)

Quando falamos de trabalho, devemos afirmar que não há trabalhos inferiores (que seriam os braçais) ou superiores (que seriam os de tipo intelectual), porque o que determina a "inferioridade ou superioridade de vários tipos de trabalho, é o espírito e a aplicação com que se fazem. (Pág. 6)

ÉTICA DA VIDA: DO PROFISSIONAL ÉTICO Á ÉTICA DA PROFISSÃO A ética da profissão depende não só das regras da própria profissão , mas também da ética do profissional . (Pag.7)

A IMPORTÃNCIA DOS NOSSOS IDOSOS É necessário, antes demais, que se respeite a dignidade da pessoa como pessoa e não por aquilo que possa render economicamente ( Pag.7 )

CELEBRAR E VIVER O CONCÍLIO VATICANO II Celebrar o cinquentenário do concílio nestes tempos em que a fé deixou de ser num dado evidente, há-de ser uma ocasião para aprofundarmos tão grande dom de Deus, que nos faz experimentar a alegria e o entusiasmo do encontro com Cristo na comunidade da sua Igreja. (Pag. 8)

O MEU AVIVAR DE COMPROMISSO" " Que os tempos livres sejam empregues para descanso do espírito e saúde da alma e do corpo, ora com actividades e estudos livremente escolhidos, ora com viagens a outras regiões (turismo), com as quais se educa o espírito e os homens se enriquecem com o conhecimento mútuo, ora também com exercícios e manifestações desportivas, que contribuem para manter o equilíbrio psíquico, mesmo na comunidade e para estabelecer relações fraternas entre os homens de todas as condições e nações, ou de raças diversas. " (G S 61)


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Maio/Junho 2012

BALADA DA UNIÃO XXXIX CONVÍVIO ANIMAÇÃO NACIONAL - FÁTIMA 2012

Mais uma vez milhares de jovens dos Convívios- Fraternos vão reunir-se em Fátima, nos dias 8 e 9 de Setembro para testemunhar a sua fé em Deus e louvá-1'O por intercessão de Nossa Senhora na sua invocação de Senhora de Fátima, no XXXIX Convívio Animação do movimento Foi em Fátima que, há 95 anos, Nossa Senhora se tornou visível aos 3 pastorinhos. A sua mensagem então dirigida às 3 crianças, é a mesma que hoje, nesse mesmo lugar, é dirigida a todos e cada um de nós. Nos dias 8 e 9 de Setembro, junto à sua imagem, no preciso lugar onde apareceu aos pastorinhos, certamente não ouvimos a sua voz mas sentiremos no olhar carinhoso, acolhedor, terno e penetrante da sua imagem, o mesmo apelo também dirigido a todos e cada um de nós: "não ofendais mais a Jesus" e a pergunta a eles também feita "não quereis oferecer-vos a Deus pela conversão dos pecadores ?!-"LEVA-ME MAIS LONGE" é o tema escolhido para reflexão e preparação deste encontro dos convivas com Deus por Maria. No mundo atual onde temos a graça de viver, dominado por uma sociedade consumista e materialista em que o homem vive o concreto, o imediato, nada vislumbrando para além do

vislumbre do sobrenatural, do divino!--Que nos ajude a ir mais longe na vivência e no compromisso assumido no nosso batismo e reassumido no nosso convívio-fraterno - Que não nos deixe permanecer na mediocridade da vida cristã, mas que desinstale do comodismo para que, como pedras vivas desta Igreja, construamos o Reino de Jesus Cristo. Que Ela, "Profetisa dos novos Tempos",nos ajude a com o testemunho coerente da nossa vida de cristãos e com o nosso zelo apostólico, a sermos os "PROFETAS DESTE NOVOS TEMPOS" em que vivemos para ajudarmos os homens de hoje, sobretudo os jovens, a não ofenderem mais a Jesus. Que Maria, Mãe de Deus e nossa mãe, "nos leve mais longe" na nossa entrega a Deus e aos irmãos. Que todos os jovens e casais do movimento, apesar da grave crise económica em que vivemos, se motivem e disponibilizem para participar neste encontro e assim , em Igreja , testemunhar a sua fé e o seu amor a Jesus Cristo. É neste tempo , também em grave crise de fé , e por isso também de afastamento de Deus, que todos somos convidados , como " Profetas destes novos tempos " e de acordo com o apelo de Jesus Cristo ,a que a nossa "luz "ilumine os homens , mas sobretudo os

material, do relativo, é necessário que encontremos um espaço para parar e refletir. Fátima é esse lugar de paz, de recolhimento e de encontro com Deus, propício para que Maria, a Mãe de Deus e dos homens, nos ajude a irmos mais longe, ao encontro do absoluto, do divino não nos quedando no materialismo e no comodismo desta vida, sem

jovens , afastados de Deus , para que " seja glorificado o Pai que está nos Céus " Que o nosso XXXIX Encontro Nacional seja , de facto ,um verdadeiro testemunho de Fé e de Amor ao nosso Deus , por Maria nossa Mãe e Mãe da Igreja.

Ata da Reunião do Secretariado Nacional dos Convívios Fraternos em Fátima No dia 30 de Junho, reuniu pela manhã, em Fátima, o Conselho Nacional dos Convívios Fraternos. Estiveram presentes os representantes de 9 dioceses, tendo algumas das dioceses justificado a sua ausência. A reunião do Conselho iniciou-se com as boas vindas dadas aos presentes pelo Presidente do Conselho, seguindo-se a leitura da ata da última reunião realizada em 20 de Janeiro 2012 que foi aprovada por unanimidade. Seguidamente o Conselho, de acordo com a agenda proposta para a reunião, reflectiu sobre a ultimação do programa do XXXIX Encontro Nacional a realizar nos dias 8 e 9 de setembro em Fátima. Foi o momento acertado na reunião de janeiro para a apresentação dos diferentes materiais, textos e celebrações a usar no encontro nacional. Os membros do Conselho presentes analisaram detalhadamente o programa e realizaram alguns acertos necessários. Sábado, 8 de Setembro A peregrinação - encontro iniciar-se-á às 14 H 30 com Acolhimento dos peregrinos no Centro Paulo VI e será organizado pela diocese de Setúbal; A Celebração penitencial coletiva, organizada pela diocese de Bragança, terá lugar no anfiteatro seguindo-se-lhe a celebração individual da penitência. A Festa da Ressurreição, durante a celebração individual da penitência, realizar-se-á no átrio do centro, estando a sua dinamização a cargo da diocese de Vila Real. Pelas 14H45 concentrar-se-ão os peregrinos na esplanada para o desfile para a Capela das Aparições onde se fará a saudação e a celebração da Palavra em honra de Nossa Senhora, este ano a cargo da diocese de Viseu. .Foi decidido pelos membros do Conselho, por proposta de um grupo de coordenadores dos primeiros convívios realizados, que o espaço a seguir à Celebração na Capelinha não fosse preenchido como estava determinado por uma celebração própria para as dioceses, mas por " Espaço ser mais conviva " No Centro Paulo VI. Será um momento de festa e de partilha em que se projetará um filme sobre a vida do movimento ao longo dos 44 anos da sua existência nas dioceses nacionais e estrageiras onde se encontra implantado. No fim da Procissão de Velas, realizar-se-á, para todas as dioceses que se inscreverem, no anfiteatro do Centro Pastoral, o Sarau do Movimento dos Convívio Fraternos dinamizado pela diocese do Porto. Domingo, 9 de Setembro As actividades da peregrinação continuarão com a recitação do Terço em honra de Nossa

Senhora seguida da celebração Eucarística na qual todas as dioceses farão uma prece-súplica a Nossa Senhora e que será presidida pelo Sr. D. Manuel Linda , Bispo auxiliar de Braga. O XXXIX Encontro nacional terminará com a Festa da Despedida que se efectuará no parque auto nº2 e será dinamizada pela diocese de Braga. Ainda sobre o encontro nacional os membros do Conselho lembraram que os textos para meditação dos mistérios do Terço do Rosário de Sábado à noite, são da responsabilidade da diocese de Leiria, sendo a sua leitura feita pelas dioceses pela seguinte ordem: 1º Leiria, 2º Évora, 3º Guarda, 4º Porto (casais) e 5º Vila Real. No domingo de manhã os textos do Terço são da responsabilidade da diocese de Aveiro, e a sua leitura feita pela seguinte ordem de dioceses; 1º Aveiro, 2º Setúbal, 3º Bragança, 4º Viana do Castelo e 5º Viseu. Na continuação dos trabalhos, a diocese de Bragança apresentou a música e a letra do tema nacional "Leva-me mais longe…" e a diocese de Santarém o cartaz, que por todos foram aprovados e felicitados os seus autores. A diocese de Bragança, lembrou a necessidade de todas as dioceses enviarem à equipa que organizou a prece, de enviarem ao mais breve, a sua quadra para ser gravada. O Presidente do Conselho reforçou a ideia de que todas as dioceses devem fazer um esforço grande para mobilizar os jovens e casais convivas para a peregrinação, participando em todas as atividades e usando a camisola da cor da diocese. Seguidamente os membros do Conselho reforçaram a necessidade de alicerçar e renovar o movimento nas dioceses onde está implantado e dinamizar nas restantes. Como a mensagem conviva para além das fronteiras lusas também pode ser anúncio válido de Jesus Cristo noutros países, referiu-se que se estão a fazer contactos nesse sentido. A diocese de Bragança já realizou contactos com dioceses de Espanha e a de Coimbra tem relacionamento privilegiado com a comunidade emigrante em Londres. As dioceses de Santarém e Setúbal continuam a desenvolver esforços para que o movimento renasça na diocese de Lisboa. O secretariado Permanente do movimento foi mandatado pelo Conselho para estudar e apresentar propostas de participação do nosso movimento em peregrinações e outros atos da Igreja no estrangeiro . Todos os elementos do Conselho ficaram cientes da necessidade de renovação de estratégias e de propostas, sempre atuais para os jovens dos nossos dias. Concluíram que Jesus é a proposta, sempre atual, onde radica a nossa fé e a nossa alegria em ser Conviva fraterno. António Silva

Horário da Peregrinação Dia 8 de Setembro: 14.30h - Acolhimento dos peregrinos no Centro Apostólico Paulo VI. 14.45h _ Celebração colectiva e individual da Penitência. 17.00h - Desfile dos peregrinos da Basílica da S. Trindade para a Capela das Aparições. 17.10h - Saudação dos Peregrinos e celebração

a Nossa Senhora. 18.15h - "Ser mais Conviva" encontro de amigos convivas no anfiteatro do Centro Paulo VI. 21.15h - Terço do Rosário na Capela das Aparições. 21.45h - Procissão de velas no recinto. 22.00h - Sarau recreativo no Anfiteatro do Centro Paulo VI.

Dia 9 de Setembro 10.15h - Terço do Rosário na Capela das aparições. 11.00h - Celebração Eucarística no altar da Esplanada. 14.00h - Festa da despedida, no Parque auto Nº1.


Ser Cristão O cristão é fundamentalmente alguém que espera e que vive a dimensão profunda da esperança. No entanto, este esperar deve ser isento de toda a passividade, ou falta de espírito de luta, pois a espera passiva, isto é, cruzar os braços, nada mais é do que uma forma disfarçada de "não-esperança", ou seja, do desespero e da impotência. O cristão é aquele que vive entre "aquilo que é" e "aquilo que ainda não é". Ele realiza a sua missão neste mundo, porém orienta toda a sua vida para aquilo que ainda há-de vir. Sabe viver o presente com o seu olhar voltado para o Reino futuro e definitivo. Nada abala as esperanças de uma pessoa de fé, nem mesmo, quando as suas esperanças parecem impossíveis ou contraditórias. O

"homem de esperança" é aquele que, apesar de estar "morrendo de sede", ainda acredita na "fonte de água viva". Ter esperança significa estar pronto a todo o momento para aquilo que ainda não nasceu e, todavia não se desesperar se não ocorrer nascimento algum durante a nossa existência. Não faz sentido esperar pelo que já existe ou pelo que não pode ser. Aqueles, cuja esperança é fraca, decidem pelo conforto, ou então pela violência. Aqueles, cuja esperança é forte e está alicerçada nas raízes da fé, estão prontos a todo o momento a "dar a vida" pelo Reino de Deus. Só uma pessoa de fé é capaz de viver a esperança cristã. Nádia Mofreita CF 1119 - Bragança

Alegria e esperança em tempos de crise

O presidente da Comissão Episcopal responsável pelo setor da Cultura defendeu hoje em Fátima a necessidade de que a alegria e a esperança sejam manifestações de "algo mais profundo" e não apenas vivência "transitórias". "O que é fundamental recuperar ou não perder é esse mar de fundo", disse D. Pio Alves, no encerramento da 8.ª Jornada da Pastoral da Cultura, sobre o tema 'Há uma alegria e uma esperança para nós - O diálogo com a cultura no espírito do Concílio', frase retirada da Constituição Pastoral [(GS) Alegria e esperança], aprovada no Concílio Vaticano II. "Às vezes a estrada aperta, mas não há becos sem saída", disse D. Pio Alves, para quem o realismo tem de levar em conta, também, "alegrias e esperanças". Autor de várias obras sobre a vida das comunidades cristãs nos primeiros séculos do cristianismo, D. Pio Alves destacou os autores da primeira década do século II, que falavam "da alegria e da esperança como espelho da serenidade que os invadia". No último painel do dia, a maestrina Joana Carneiro identificou "sinais de esperança" na criação musical e destacou o facto de haver obras que "sobrevivem" ao tempo, oferecendo uma "noção de eternidade". "O homem através das coisas visíveis chega às coisas invisíveis", referiu, falando numa "alegria imaterial", uma esperança e alegria "fáceis de transmitir" numa prática diária dedicada à criação e à beleza.

"O artista tem aqui um papel fundamental de criar beleza, promovendo-a", acrescentou a maestrina, que integra o grupo 'Sociedade e Política' do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) Duarte Goes, do mesmo grupo, falou da esperança como uma "matriz" da existência, sublinhando a confiança e a "certeza" que, do seu ponto de vista, marcam a perspetiva cristã. "Este é o momento em que nós podemos fazer a diferença", acrescentou. Já o encenador Nuno Carinhas falou da experiência "marcante" da receção do Concílio Vaticano II na paróquia de Santa Maria de Belém, Patriarcado de Lisboa. Para o atual diretor artístico do Teatro Nacional de São João (Porto), há na arte uma "mobilidade no tempo" que, a partir dela, "confere memória". No primeiro painel da jornada, o poeta e excandidato à Presidência da República, Manuel Alegre, destacou a importância do Concílio Vaticano II (1962-1965) para redefinir a "relação da Igreja com o mundo", bem com a atualidade da sua mensagem. "Impressiona ainda hoje a alegria e a esperança que brotam das suas páginas" e o otimismo com que se encara o futuro, segundo o poeta. A jornada organizada pelo SNPC contou com a apresentação do filme 'Mupepy Munatim', com a presença do realizador Pedro Peralta, distinguido pela Igreja Católica no IndieLisboa 2012. Fátima 22 Junho 2012

Papa pede a jovens e casais que aproveitem férias ao serviço dos mais necessitados Bento XVI pediu hoje, dia 27 de Junho aos jovens e recém-casados para aproveitarem o tempo de férias, no dia em que dirigiu uma saudação aos peregrinos portugueses de São João da Madeira. Na audiência geral concedida aos milhares de fiéis reunidos na Sala Paulo VI, no interior do Vaticano, o Papa desejou que o tempo de repouso seja para os jovens "uma ocasião para experiências sociais e religiosas úteis". Dirigindo-se aos casais que recentemente celebraram o sacramento do Matrimónio, Bento XVI desejou que as férias constituam uma oportunidade para o "crescimento" da união conjugal e "aprofundamento" da sua missão "na Igreja e na sociedade". "Desejo também que a vós, caros doentes, não faltem durante estes meses estivais a proximidade dos entes queridos", disse. A catequese de hoje retomou a análise aos escritos bíblicos atribuídos a São Paulo, tendo-se detido no "Hino Cristológico" da Carta aos Filipenses, texto redigido na prisão onde o apóstolo lega o seu "testamento espiritual". A realização pessoal não reside "no poder ou na autossuficiência" mas no esvaziamento de si. Os cristãos são chamados a imitar o "amor, a humildade" e a "obediência a Deus" que caracterizaram a vida de Cristo, que recusou "impor o seu poder" mas assumiu "a condição humana marcada pelo sofrimento e a morte, tornando-se escravo ao serviço dos outros até ao sacrifício supremo", ou

seja, a morte. O Papa sublinhou a necessidade de "adotar uma escala de valores cujo primado seja dado a Deus como o único tesouro pelo qual vale a pena gastar a própria vida". "A nossa oração é feita de silêncio e de palavra, de canto e de gestos que envolvem a pessoa toda: da boca à mente, do coração ao corpo inteiro", referiu Bento XVI, acrescentando que a "alegria" é uma "característica fundamental" da espiritualidade cristã. Na alocução aos fiéis lusófonos, Bento XVI saudou os "amados peregrinos" de São João da Madeira, no norte de Portugal. "Possa esta vossa vinda a Roma cumprirse nas vestes de um verdadeiro peregrino que, sabendo de não possuir ainda o seu Bem maior, se põe a caminho, decidido a encontrá-lo. Sabei que Deus Se deixa encontrar por quantos assim O procuram; com Ele, a vossa vida não pode deixar de ser feliz". Os católicos assinalam esta sexta-feira uma das suas solenidades mais importantes, a evocação dos apóstolos São Pedro e São Paulo, recordados "de modo particular" em Roma, "onde ensinaram, deram testemunho e sofreram o martírio em nome de Cristo". "A visita aos seus túmulos seja para todos ocasião de consolidação na fé, na esperança e no amor", disse o Papa em húngaro, depois de ter saudado os peregrinos de vários países, entre os quais se encontrava uma delegação ecuménica de líderes cristãos da Coreia do Sul. RJM


JOVENS EM ALERTA

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Algarve O nascer de um sorriso!

Nos passados dias 28, 29 e 30 de Abril, realizou-se na Diocese do Algarve mais um Convívio Fraterno. Neste encontro 22 jovens de diversas paróquias e idades aceitaram o convite de viver o Convívio Fraterno nº 1190. Movidos pela curiosidade, pelo querer viver novas experiencias ou pela procura de conhecimento e de respostas para várias questões, todos aceitaram o desafio de passar 3 dias retirados das suas rotinas, do seu "mundo". Chegaram à casa de retiros de S. Lourenço do Palmeiral inicialmente tímidos, algo silenciosos e muito expectantes do que lhes reservariam aqueles dias. A pouco e pouco, foram-se dando a conhecer aos outros e principalmente a si próprios, olhando cada um para dentro de si, para os seus medos e receios, mas também para as suas virtudes e para tudo o que Deus lhes concedera. Neste encontro que cada um fez consigo próprio,

algumas vezes numa luta interior, num turbilhão de pensamentos e sentimentos, cada um foi dando espaço para que Deus entrasse no seu coração e lhes desse prova do seu imenso amor. E o rosto de cada um que viveu o 1190 foi-se transformando. Os rostos ansiosos, curiosos, pensativos e expectantes deram lugar a rostos brilhantes, sorridentes e cheios de vida nova. A vida que todos renovamos neste reencontro que fizemos com o Pai. O 1190 ficou ainda marcado pela despedida do casal Angela e Nelson Farinha da equipa coordenadora da Diocese do Algarve. Damos graças a Deus por tudo o que vivemos e aprendemos com eles, com o seu exemplo e testemunho e por tudo o que fizeram e continuarão a fazer pela juventude da nossa diocese. Amigos, Obrigado!!!

Maio/Junho 2012

Testemunhos de jovens do CF 1180 sobre o pós convívio. Sem dúvida que foi muito bom! Soube a pouco, é certo, mas é sempre reconfortante chegar ao pé de todos e encontrar os sorrisos que tanto caracterizam as pessoas unidas por Cristo: Eu adoro cantar, em casa, as músicas do convívio mas, cantadas em conjunto, o coração fica bem mais cheio e tudo faz mais sentido. E é disso que mais gosto! Do sorriso e da união! E isto sente-se quando estamos juntos. Quer na eucaristia, quer nos cânticos, quer no almoço... Também foi importante a parte formativa do convívio. Ajudou a alimentar e fundamentar a nossa Fé: Acho que ainda temos muito para aprender e crescer. Na minha humilde opinião, faltam-nos conhecimentos que, por vezes, podem ser motivo de menor vivência. Daí, esses momentos serem muito importantes. Não poderia acabar sem deixar um bem haja a todos os coordenadores! Sois pessoas fantásticas! Dais testemunho de Cristo, verdadeiramente. É muito gratificante contactar convosco porque dá para abrir os olhos nos momentos em que andamos mais

atarantados e perdidos! Beber da sabedoria e experiência é, realmente, estrutural e fundamental. Enfim, venham mais pós-convívios e outras actividades que tais. Margarida Capitão – CF1180 - Gostei muito, o reencontro traz-nos pedacinhos dos momentos que passamos em Eirol. É bom estarmos juntos, "matar" saudades, a partilha, o que aprendemos ... Tudo Bom! Joana Gomes - Eu gostei muito mas é pena o dia ter só 24 h porque gostei muito de encontrar algumas pessoas com quem não falo habitualmente.. Foi um bom reencontro e também aprendemos sempre mais sobre tudo, valores, ensinamentos etc.. Rui Oliveira

Eucaristia Festa Conviva

Quando o Senhor Chama Leva-me mais longe! Atualmente, nós vivemos mergulhados na era do concreto, da racionalização excessiva que nos leva a esquecer o essencial. Mas “o essencial é invisível aos olhos” e raramente colocamos a nós mesmos as verdadeiras questões que marcarão a nossa vida: “Porque existo?” e, “Para que existo?”. Como qualquer rapaz do século XXI sou curioso e inquieto, por esse motivo foram e são várias as perguntas, muitas as respostas e grandes os dilemas que enfrentei e enfrento. Um dos quais, porque existo, teve resposta durante o meu percurso catequético inicial em que Deus me revelou que eu não sou obra do acaso (!). Que existo porque fui criado por Ele e por Ele sou amado. Pese embora esta certeza o meu percurso como Igreja sempre foi marcado pelas duvidas e pelo receio de responder à questão que, cada vez mais, se colocava nas minhas orações: “ queres tu oferecerte a mim?” No dia do meu crisma, e sem saber bem para o que ia, disse sim ao desafio de

participar numa experiencia nova de três dias, um Convívio Fraterno. Foi durante esses três dias que descobri o chamamento que Deus faz a cada um de nós para que tomemos consciência que somos Igreja e como tal devemos colocar os nossos dons e vocação ao serviço dos outros, como passou a acontecer desde então. Mas qual será a vocação a que sou chamado?- Tenho procurado entender os desígnios do nosso Pai Celeste com o auxilio da equipa do seminário diocesano, do movimento convívios fraternos e da escuta orante. Hoje, estou convicto que sou chamado a iniciar a minha caminhada como seminarista que proporcionará, naturalmente, o meu discernimento vocacional, que um dia me poderá levar até à Messe do Senhor, como operário ao serviço da Santa Igreja e dos irmãos em Cristo Sumo Sacerdote, Nosso Irmão. Neste momento, inflama-me o coração no incêndio de fé convicto da certeza: - “Entrega a tua vida a Deus e a encontrarás”; nunca feches a porta aos planos que Deus te vai a cada dia revelando. J.M CF1107- Bragança

Sábado, dia 26 de Maio, em que a liturgia assinalou o Pentecostes, aconteceu pós convívio sobre o tema da eucaristia nos seguintes convívios; 1º pós convívio do 1180 CF, 1º pós convívio do 1186CF, 2º pós convívio do 1171 CF e 3º pós convívio do 1158 CF. Cerca de 100 jovens da diocese do Porto acederam ao convite lançado e participaram no encontro. O encontro de pós convívio é muito importante para reavivar o compromisso assumido no convívio fraterno, bem como para perseverar os jovens nos grupos paroquiais onde vivem. O encontro iniciou-se com a receção dos participantes, com a junção dos participantes de 4 convívios numa pequena festa de boasvindas, ao que se seguiu uma celebração conjunta. Após a celebração os jovens dos 4 convívios trabalharam , em separado , o tema da Eucaristia. O sacramento da Eucaristia é a centro da vida cristã de todas as comunidades

que vivem a fé em Jesus Cristo. O almoço é sempre um momento de alegria e de partilha entre os convivas. No espaço da tarde continuou-se a trabalhar o tema da Eucaristia. O sacerdote presente celebrou o sacramento da reconciliação com os jovens que o desejaram. Após um dia de reflexão celebramos a festa da Eucaristia, muito participada pelos presentes. Na despedida estava presente a alegria de um dia bem passado e ,mais importante que isso, a partilha da Eucaristia e a celebração da Ação de Graças eucarística com sentido de fé. Assinalo aqui a partilha de muitos jovens nas páginas do facebook afetas a cada um dos convívios envolvidos, como também na página do facebook da diocese do Porto, que convido desde já para que sejas amigo dos convivas do Porto e partilhes connosco. António Silva


JOVENS EM ALERTA

Maio/Junho 2012

Bragança Um dia com um gosto diferente… Era mais uma manha, o sol raiava entre as nuvens que cobriam a nossa cidade, e dezenas de jovens vindos de todas as partes da diocese se dirigiam à Casa-Mãe. Quando chegamos tudo nos parecia estranho. Haviam vários grupos espalhados por todo o recinto, cada um com as cores do seu movimento ou grupo de jovens e claro, o Movimento dos Convívios Fraternos também teve de marcar presença. E tudo foi começando. Iniciamos o dia com uma oração de louvor ao nosso "Papá", para que Ele abençoasse todo aquele dia e todos os jovens, para que o dia desse frutos em nossas vidas.

sabor. No meio de tanta euforia e vontade insaciável de conhecer cada vez mais a JC, também houve tempo para uma partilha de farnéis, em que todos nos unimos para mais um momento de confraternização. Eis que o dia começava a terminar, os minutos começavam a escassear, e o Dia Diocesano da Juventude estava na recta final, todavia ainda houve tempo para mais um momento de diversão e ao mesmo tempo reflexão, em que novamente cada grupo interpretou e dramatizou cada um dos temas das Jornadas Mundiais da Juventude. Foi um momento de

E que Jesus seja sempre louvado… Após um momento de reflexão e entrega a Jesus, cada um dos grupos apresentou-se de uma forma jovem e divertida, uns cantaram, outros dançaram, representaram, foi um momento de extrema alegria e encanto. E, sendo domingo, não podíamos deixar de tomar o tão aguardado alimento que a todos nos sacia, a EUCARISTIA. Eucaristia essa que foi presidida pelo Bispo da nossa Diocese - D. José Cordeiro, que nos fez ver e perceber mais uma vez que a vida só vale a pena quando aproveitada e saboreada de acordo com as regras da igreja. Fez-nos perceber que está na hora de abrirmos completamente as portas do nosso coração para Jesus, pois, só com Ele a vida tem mais

muitas emoções, foi o momento de viajar no tempo e sentir de novo que o espírito de João Paulo II nos voltou a invadir. Para completar o dia tivemos ainda oportunidade de ouvir os testemunhos vivos de algumas pessoas que encontraram forças e vontade de viver caminhando passo a passo com Jesus Cristo. E assim terminou mais um dia , um dia em que a frase que nos ficou no ouvido foi uma das que o Nosso Bispo disse: " A Alegria de JC é uma alegria que não tem ressaca, é uma alegria que não dura pouco tempo, é uma alegria que vem e fica!" Vamos todos apanhar esta ressaca???

trevas, mas terá a luz da vida". (Jo 8, 12) Antes da Ressurreição, reinava uma escuridão total, que era imagem das trevas em que a Humanidade jaz sem Cristo, sem a revelação de Deus. Peçamos à Mãe de Jesus e nossa Mãe que nos alcance a graça de ressuscitar para sempre de todo o pecado, a fim de permanecermos em íntima união com Jesus Cristo. Ela nos devolverá a esperança! Ao Seu lado preparemos a imensa alegria da Ressurreição! Se escutares atentamente o Senhor, verás que te diz: "Amo-te! Foi por ti que dei a Minha vida. É por ti que espero. Anda… dá-Me a tua mão… ajudar-te-ei no caminho, levantarte-ei sempre que necessário! Alegra-te…a meta está perto!" Isabel Jerónimo CF 1107 Bragança

Ana Seca CF 936

No rescaldo da Páscoa Quando nestes dias de Páscoa tantas pessoas se esquecem do sentimento cristão destas festas, nós devemos procurar usar da luz e do sal das pequenas mortificações, na certeza de que assim daremos uma alegria ao Senhor e contribuiremos para aproximar a paz do Presépio muitas outras almas. A contemplação frequente de Maria junto à Cruz do Seu Filho ensinar-nos-á a oferecer a Deus as nossas dores e sofrimentos, e a ter sentimentos de grande compaixão pelos que sofrem. Peçamos que nos ajude a santificar a dor, unindo-a à do seu Filho Jesus. Aproveitemos este tempo de reflexão e "reciclagem" para propormos a nós próprios metas a atingir, pequenas coisas que podemos fazer no nosso dia-a-dia para estarmos mais próximos d'Ele. Façamos uma proposta, um objectivo a superarmo-nos, para que possamos ser salvos pelo preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo e, com Ele, desfrutarmos da glória eterna. São estes tempos de preparação, reflexão, tempos apropriados e convidativos para colocarmo-nos metas, novos desafios, subir a fasquia no nosso caminho de salvação, no

Por meio de pequenos sacrifícios, oferecimentos, saibamos abrir as portas do nosso coração ao Redentor e que permaneça em nós! Faz silêncio… Fecha os olhos… e diz: Sou um ser frágil, que Te quer amar docemente. Quer abrir-se a Ti, tal como Maria Tua e minha Mãe. Quero pegar em Ti e abraçar-Te fortemente, aconchegar-Te no meu coração e sussurrar-Te ao ouvido: "Eu Te louvo e dou graças porque quiseste morar em mim! Eisme aqui! Faça-se a Tua vontade!" Sigamos o exemplo de Santa Teresinha, "Ofereci-me ao Menino Jesus para ser o seu brinquedinho, uma bolinha sem valor." A luz aproxima-se, não devemos temer. A Ressurreição é a grande Luz para todo o mundo! Jesus tinha dito: "Eu sou a Luz do mundo. Quem Me segue não andará nas

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nosso encontro com o Reino dos Céus. Não nos acomodemos, queiramos a cada dia dar algo mais que o anterior a Quem tudo nos deu e nos ama loucamente. Não caiamos na monotonia e rotina! Na Quaresma, do mesmo modo que em cada Eucaristia, entreguemonos como sacrifício oferecido a Deus. Só assim libertar-nos-emos do que há de profano em nós, renunciando tudo o que prende a este mundo e nos afasta de Deus e do Seu infinito Amor por nós! Foi por nós, pelos nossos pecados que Ele morreu na Cruz. Cristo entregou-se e entrega-Se à Sua Igreja e a cada cristão para que o fogo do nosso Amor o atenda e cuide o melhor que souber. É através do sofrimento de Cristo que o projecto salvador de Deus para com a Humanidade se revela. Daí o sacrifício ser sinónimo de "tornar sagrado", sempre e quando feito com e por Amor! Se alguma vez abandonamos Jesus e sentirmonos à deriva no mar da vida por termos fugido do sacrifício e da nossa Cruz, recorramos sem hesitar a essa Luz continuamente acesa na nossa vida que é Maria.

Convívios Rumo ao Futuro NOS DIAS 27, 28 E 29 DE JULHO DE 2012 1191 - Na Casa do Clero de Cabeça Boa, em Bragança, para Jovens desta diocese 11192 - Na casa de férias do Gaiato, Arrábida para a diocese de Setúbal NOS DIAS 3, 4 E 5 DE AGOSTO 2012 1193 - Em Eirol, Aveiro, para jovens da diocese do Porto. NOS DIAS 1, 2 E 3 DE SETEMBRO DE 2012 1194 - No Seminário da Nossa Senhora de Fátima, em Belja, para jovens desta diocese Nos dias 5, 6 e 7 de Outubro de 2012 1195 - No Seminário do Preciosíssimo sangue, em Proeça a Nova, para Jovens da diocese de Portalegre e de Castelo Branco. 1196 - Na casa de Retiros de Viseu, para jovens desta diocese.

1197 - No Seminário de Leiria, para jovens desta diocese. NOS DIAS 23,24 E 25 DE NOVEMBRO DE 2012 1198 - Na casa da Sagrada Família em Mira para a diocese de Coimbra NOS DIAS 27, 28 E 29 DE DEZEMBRO DE 2012 1199 - No Seminário de Santarém, para jovens desta diocese. 1200 - No Seminário de S. José, em Vila Viçosa, para jovens de Arquidiocese de Évora. 1201 - Em Eirol, Aveiro, para Jovens da diocese do Porto. CONVÍVIOS PARA CASAIS Nos Dias 11,12 e 13 de Agosto 2012 31 - Em Eirol, Aveiro para casais da diocese do Porto. 32 - Em Eirol, Aveiro, para casais da diocese do Porto.


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JOVENS EM ALERTA

6 Sacrifício Vivemos numa realidade onde o Homem realmente não vive: deixa-se levar pelo prazer momentâneo, pela felicidade efémera, sem dar-se conta, pensa que usufrui de uma liberdade extrema, mas, na verdade, encontrase acorrentado, preso, sem capacidade para grandes voos. Isto porquê? Porque não sabe dar valor ao que realmente o tem! A Vida! O Amor! Deus! Tenta de todas as formas afastar-se do que lhe causa esforço, luta, dor. No entanto, é através deles que descobrimos o verdadeiro viver, aprendemos a saborear cada segundo das nossas vidas, vamos até ao cerne de todas as experiências que nos são proporcionadas; uma vez que temos conhecimento da grandiosidade que é conseguir algo que queríamos, sermos felizes, podermos partilhar a nossa vida com quem mais amamos. Já se diz, "depois da tempestade, sempre vem a bonança". E, depois de passarmos por duras provas, tirarmos tudo o que há a tirar do quanto tínhamos sonhado obter e atingir, dá-

nos uma alegria inexplicável. Sabermos o tesouro e a imensidão que temos connosco! É normal que muitas pessoas não entendam como é possível ser-se feliz por meio do sacrifício, da dor, do sofrimento. Pode-se dizer que é algo transcendente. Só é compreensível fora do campo da racionalidade e dentro do campo da espiritualidade e vivência com Deus. É algo que ultrapassa a dimensão mundana. A dor é um mistério. Pode-se afirmar que é no sofrimento que o cristão descobre a mão amorosa e providente de Deus. A dor só se compreende quando se está junto de Deus. Há que ter em conta, nem sempre a maior felicidade e o nosso bem estão naquilo que sonhamos e desejamos. A dor apresenta-se de muitas formas, e nenhuma delas é espontaneamente querida por ninguém. No entanto, Jesus proclama:"Bem-aventurados os que choram porque serão consolados". A fé transforma a dor, transforma-a numa "carícia de Deus", em algo de grande valor e fecundidade, pois é com a dor que nos aproximamos mais de Cristo. O Senhor podia ter suprimido o sofrimento, e, no entanto, não o evitou a si próprio. Alimentou multidões inteiras, e, no entanto, quis passar fome. Compartilhou as nossas amarguras: indiferença, ingratidão, traição, calúnia, dor moral que o afligiu em grau supremo ao assumir os pecados da humanidade, a morte infamante na Cruz. O Senhor quer que evitemos a dor e que lutemos contra a doença por todos os meios ao nosso alcance; mas, ao mesmo tempo quer que demos um sentido redentor e de

purificação pessoal aos nossos sofrimentos, mesmo àqueles que nos parecem injustos ou desproporcionados. A Cruz do Senhor, a verdadeira Cruz, consiste normalmente em pequenas contrariedades que surgem no trabalho, na convivência: pode ser um imprevisto com que não contávamos, o carácter de uma pessoa com quem temos de conviver, planos que devemos mudar em cima da hora, instrumentos de trabalho que se estragam quando nos eram mais necessários, dificuldades causadas pelo frio ou calor, incompreensões, uma pequena indisposição física que nos tira um pouco da nossa capacidade de trabalho… A dor, grande ou pequena, quando aceite e oferecida ao Senhor, produz paz e serenidade. Quando repelida, deixa a alma desafinada e a braços com uma íntima rebeldia que se manifesta imediatamente em forma de tristeza ou de mau humor. Temos que tomar uma atitude decidida perante a pequena cruz de cada dia. A dor pode ser um meio que Deus nos envia para purificar tantas coisas da nossa

vida passada, ou para experimentar as nossas virtudes e unir-nos aos padecimentos de Cristo Redentor, que, sendo inocente, sofreu o castigo que os nossos pecados mereciam. Os que padecem com Cristo terão como "prémio" a consolação de Deus nesta vida e, depois, a grande alegria da vida eterna. "Muito bem, servo bom e fiel…, vem participar da alegria do teu Senhor" (Mt 25, 21), dir-nos-á Jesus no fim da nossa vida, se tivermos sabido viver as alegrias e as penas unidos a Ele. Isabel Jerónimo CF 1107 Bragança

As Férias… Tão desejadas

Ao aproximar-se o Verão, todos os que as podem gozar, começam a pensar nas merecidas e repousantes férias. O cansaço e o desgaste produzidos pelo trabalho escolar ou por qualquer profissão exigente e, geralmente, monótona, porque repetitiva, e o "stress" originado pelas exigências e pela "correria" da vida moderna onde não resta tempo livre para nada, criam em todos a necessidade duma paragem para recuperar as forças físicas e conseguir um mês, no ano, que seja totalmente seu. São as tão desejadas férias!... As férias são, pois, um tempo privilegiado para que o homem possa descansar, divertirse, cultivar-se, crescer moral e religiosamente, praticar desporto e dedicarse mais à família e aos outros. Infelizmente a maior parte das pessoas e sobretudo dos jovens, limitam as suas férias apenas a dois objectivos: descansar fisicamente e gozar a vida sem controlo e sem limites. Daí que as férias, para muitos, em vez de serem um tempo benéfico de enriquecimento e crescimento, se tornam, por vezes, em tempo benéfico de enriquecimento e crescimento, se tornam, por vezes, em tempo destruidor de forças físicas e morais. Felizmente ainda há muitos jovens que

aproveitam este tempo não só para descansar mas também para um crescimento na sua formação moral e religiosa e para se dedicarem mais aos outros.

Amigo valoriza as tuas férias dando-te mais aos outros para mais cresceres moral e religiosamente e para, se necessário, actualizares os teus estudos, te cultivares, distraíres E até viajares, se disso tiveres possibilidades, para um maior convívio com os teus pais e familiares. Na tua vida moral e religiosa não pode haver férias. Não destruas em leviandades, divertimentos e ambientes menos próprios da tua dignidade de jovem, as tuas tão preciosas e, talvez, as merecidas férias. Escolhe os livros que podes ler, os amigos com quem poderás conviver, organiza a tua vida religiosa que não deverá ter férias mas que, pelo contrário, deverá ser mais intensificada. Pensa também naqueles que neste tempo de crise não vão, mais uma vez de férias ou nunca as gozaram por disso não terem possibilidade. Se possível, faz alguma coisa por esses… E então, amigo, estou certo, que irás ter este ano umas "muito boas férias".

TRABALHO PARA TODOS Para que todos tenham trabalho e o possam realizar em condições de estabilidade e segurança, é intenção geral do Santo Padre, para o mês de Julho. Quando falamos em trabalho, evidentemente que nos referimos a qualquer espécie de trabalho e não só ao trabalho manual. Por outro lado, devemos afirmar que não há trabalhos inferiores (que seriam os braçais) ou superiores (que seriam os de tipo intelectual), porque o que determina a "inferioridade" ou "superioridade" dos vários tipos de trabalho é o espírito e a aplicação com que se fazem. A importância do trabalho O trabalho representa uma dimensão

essencial do homem, sem a qual, portanto, a vida humana ficaria truncada ou, pelo menos, limitada nas suas funções essenciais. Esta importância advém-lhe do lugar cimeiro que o trabalho ocupa na realização do homem. Sobre esta realização afirma o Vaticano II, na constituição pastoral Gaudium et spes: "A actividade humana, do mesmo modo que procede do homem, para ele se ordena. Com efeito, o homem, quando age, não transforma apenas as coisas e a sociedade, mas realiza-se a si mesmo. Aprende muitas coisas, desenvolve as próprias faculdades, sai e eleva-se sobre si mesmo" (n. 35). E na Carta Encíclica Laborem exercens, sobre o trabalho humano, em palavras bastante semelhantes, afirma o Papa João Paulo II:

"Mediante o trabalho, o homem não somente transforma a natureza... mas realiza-se a si mesmo como homem e até, em certo sentido, "se torna mais homem"" (n. 9). Mas a importância do trabalho não provém somente daquilo que ele representa para a pessoa considerada individualmente, mas também por aquilo que se refere à família e à sociedade. Em relação à família, é o trabalho que permite a sua subsistência, não só no plano material, mas também no que respeita à educação e às outras dimensões da vida dos filhos ou, eventualmente, de outros familiares. Sobre este problema, sublinha o já citado documento sobre o trabalho humano: "O contínua na página 7


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BALADA DA UNIÃO

Ética da Vida: do profissional ético à ética da profissão… 1- Para explicar o que pretendo afirmar com o enunciado, será necessário dividir a temática em duas teses: a primeira aludir ao conceito de responsabilidade ética da profissão; a segunda, sobre a responsabilidade ética do profissional rumo à excelência. Antes de mais, devo dizer que o termo "responsabilidade" significa "responder". Ser responsável é ser capaz de responder, ter capacidade para resposta a uma proposta e esta característica é especificamente humana. Os animais respondem negativamente ou positivamente, segundo os estímulos que recebem. Na verdade, todos nós negamos a responsabilidade dos animais perante os seus atos. Então o homem, como diz Max Sheler, é o único ser que é capaz de dizer sim e não à sua natureza. O homem não vive num meio puro e estritamente natural, que é algo distinto do mundo e do sentido da vida. O homem vive tem o mundo, os animais têm o meio. O meio situa-se no âmbito das respostas naturais; o mundo, pelo contrário, entra na esfera da responsabilidade moral. Por isso, o homem tem uma missão paradoxal: a sua adaptação não deve ser ao meio, mas sim ao mundo, uma vez que as suas respostas não podem ser naturais, mas necessitam de ser responsáveis e éticas. 2 - A primeira responsabilidade ética implícita em cada homem é dar conta dos seus atos à sua própria consciência. A consciência é a voz interior que a aprova e desaprova a conduta de vida, quer no âmbito particular, quer no âmbito profissional, que é seguida e nos diz se é certo ou errado e se temos agido corretamente e atuado responsavelmente ou irresponsavelmente. A voz da consciência - o tribunal da consciência -, que cada um ouve no seu interior, é o primeiro tribunal ao qual cada homem, antes de mais, dá contas da sua vida, isto é, deve responder. Porém, quando este tribunal da consciência é ignorado (racionalmente) sistematicamente, o homem cai em irresponsabilidade e no livre arbítrio na sua atividade quotidiana e entra na ordem da responsabilidade jurídica.

3 - A ética na profissão depende não só das regras da própria profissão, mas também da ética do profissional. Poucas pessoas saberão com certeza, que quando exercem uma determinada profissão assumem um compromisso ético. O substantivo profissão deriva do latim e é composto pelas palavras (professio e confessio adjetivado nas palavras confessus e professus) ambas palavras relacionadas significam confessar publicamente, proclamar, prometer no sentido profissional de consagração ou promessa na diante uma profissão. Ao longo dos séculos, o termo profissão continua, mas o seu sentido estrito, começou a desaparecer. Hoje, este sentido é aplicado a classes de profissionais com elevada exigência técnica, porém, na maior parte das vezes é ofuscada a competência humana e ética. 4 - A ética profissional ou da profissão, no seu sentido próprio, evita a aceção de pessoas por razão de amizade, parentesco ou outro vínculo social; exercício da profissão exige neutralidade e não pode nunca na relação com os clientes tentar retirar dividendos particulares; o profissional deve trabalhar em função da justiça financeira e nunca por um injusto poder e lucro económico. Porque a ética profissional exige eticidade do profissional para que não converta a sua ocupação num negócio particular. Assim sendo, é exigida uma responsabilidade ética de máximos da profissão e do profissional. A responsabilidade de máximos é aquela que procura alcançar níveis superiores de qualidade e excelência humana e técnica. Quando é esta não é conseguida, então cabe concluir que a profissão e o profissional apenas se regulam por uma responsabilidade de mínimos - a responsabilidade de caráter jurídico. Ao atribuir uma responsabilidade "ética" de mínimos à responsabilidade jurídica, estou a admitir que esta só atua ou sanciona depois de cometida a falta e o delito, não raras vezes, com danos irreparáveis. Por isso, mais do que uma deontologia/ norma profissional; é necessário profissionais éticos e éticas profissionais. Isto é, uma vida ética. Carlos Costa Gomes

continuação da página 6 se edifica a vida familiar, direito fundamental e vocação do homem (...) O trabalho, de alguma maneira, é a condição que torna possível a fundação da família, uma vez que esta exige os meios de subsistência que o homem obtém, normalmente, mediante o trabalho" (n. 10). E sobre a importância do trabalho para a sociedade, afirma o mesmo documento e no mesmo número: "... Tudo isto faz com que o homem ligue a sua identidade humana mais profundamente ao facto de pertencer a uma nação, e encare também o seu trabalho como uma coisa que vai aumentar o bem comum, procurado juntamente com os seus compatriotas". Para o cristão, a importância do trabalho deriva também de este representar uma colaboração

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A Importância dos nossos idosos Quem não tem um idoso na família? E como é bom conviver com estas pessoas maravilhosas, que com a sua idade avançada têm a ciência do saber. No seu semblante, no seu olhar, no seu sorriso, há como que uma luz que manifesta algo que transcende a nossa compreensão humana. Com eles aprendemos a mais linda lição: "Ensina-nos a contar os nossos dias, e teremos um coração sábio" João Paulo II dizia: "amigos idosos, no mundo de hoje, em que com frequência se mitigam a força e o poder, tendes a missão de testemunhar os valores que contam verdadeiramente para além das aparências, e que permanecem para sempre, porque estão inscritos no coração de todo o ser humano e

da existência têm os seus encantos e o seu valor, mas torna-se necessário descobrir e viver esta verdade. A chamada "terceira idade", é tempo propício para reorganizar a vida, fazer frutificar a experiência e capacidades adquiridas. É tempo de se dedicar a tarefas às quais antes não foi possível dedicar-se; é tempo de dar valor a coisas às quais não se dava demasiada atenção. E, sobretudo, é tempo de graça: o dom da vida é dom até à morte, e deve ser sempre agradecido e vivenciado; é tempo de reflectir e dialogar mais com Deus, porque já não há tantas tarefas a solicitar a pessoa; é tempo de testemunhar os valores que contam de verdade, para além das aparências mais imediatas.

garantidos pela palavra de Deus" Com efeito, vivemos numa sociedade na qual se valoriza sobretudo, a força, a eficácia externa, a vitalidade física e a saúde plena, pensando que são os únicos valores a apreciar e a ter em conta. No entanto, existem muitos outros e até mais importantes que estes e que encontramos, sobretudo, nas pessoas de idade. Existe, por isso, o perigo de se marginalizar a pessoa idosa, condenando-a a uma solidão comparável a uma verdadeira morte social. Isto acontece a nível de instituições sociais, mas também a nível familiar. Frequentemente se esquece tudo aquilo que as pessoas de mais idade fizeram pelos seus familiares. Sendo muitas vezes os próprios idosos que não valorizam devidamente a sua vida, em todas as etapas. Na realidade, todas as fases

Mas para que os idosos sejam reconhecidos no seu valor social e humano, tem que se verificar um profundo empenho a nível social e familiar. É necessário, antes de mais, que se respeite a dignidade da pessoa pela pessoa, e não tanto pelo que ela possa render economicamente. Esta dignidade não desaparece pela degradação da saúde física ou mental. A inserção social do idoso tem que ter em conta e aproveitar a sua experiência de vida, os seus conhecimentos e sabedorias; os idosos não podem ser considerados um peso para a sociedade, mas um recurso que pode contribuir para o seu bem-estar. Aprendamos com os idosos a cultura da vida, a viver os valores eternos, que não têm rugas nem cabelos brancos. Manuela Pires CF 860 Bragança-Miranda

TRABALHO PARA TODOS

trabalho constitui o fundamento sobre o qual (colaborare="trabalhar com", em latim) com a obra da criação que Deus confiou ao homem para que a desenvolvesse e tornasse ainda mais bela. Quando isto não acontece, o trabalho não desempenha a função que devia e tornase "descriação"! A dignidade do trabalho Por tudo o que já dissemos e poderíamos dizer, chegamos facilmente à conclusão da dignidade do trabalho, seja ele qual for. Esta dignidade advém-lhe, sobretudo, do facto de ser feito pelo homem e tudo o que diz respeito ao homem é digno e deve ser respeitado. Isto significa, parafraseando a afirmação evangélica em relação ao sábado, que "o trabalho é feito para o homem e não o homem para o trabalho". Sobre esta questão escreveu o Papa João Paulo II, no já citado documento Laborem exercens:

"E mais, [o trabalho] é não só um bem "útil"... mas é um "bem digno", ou seja, que corresponde à dignidade do homem, um bem que exprime e aumenta esta dignidade" (n. 9). Considerações finais O trabalho representa, ao mesmo tempo, um direito e um dever. Se representa um dever, quer dizer que todos devem trabalhar ("Quem não trabalha, também não coma" - 2 Tes 3, 10), a não ser os que estão impossibilitados por razões físicas ou psicológicas. Mas o trabalho é também um direito que assiste a todo o homem. Daqui que as autoridades competentes devem envidar os esforços possíveis para que todos os cidadãos tenham a possibilidade de trabalhar. Sobre este imperativo, afirma o Vaticano II na já citada

constituição pastoral Gaudium et spes: "Cabe à sociedade (...) ajudar em quanto possa (...) os cidadãos para que possam encontrar oportunidade de trabalho suficiente" (n. 67). Infelizmente, o desemprego no nosso país está a crescer cada vez mais, sobretudo entre os jovens (já vamos em 36% de desempregados jovens...) e as autoridade competentes não devem desanimar de encontrar soluções para este problema que se vai tornando endémico. Rezemos este mês com o Papa, para que todos tenham trabalho e possam viver com dignidade e alegria, em condições estáveis e seguras. António Coelho, FJ


BALADA DA UNIÃO

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Celebrar e viver o Concílio Vaticano II Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa Celebrar os 50 anos da abertura do Concílio no Ano da Fé 1. Na Carta apostólica A Porta da Fé, assim se exprime o Papa Bento XVI: "Pareceu-me que fazer coincidir o início do Ano da Fé com o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II poderia ser uma ocasião propícia para compreender que os textos deixados em herança pelos Padres Conciliares, segundo as palavras do Beato João Paulo II, "não perdem o seu valor nem a sua beleza (…). Sinto hoje, ainda mais intensamente, o dever de indicar o Concílio como a grande graça de que beneficiou a Igreja no século XX: nele se encontra uma bússola segura para nos orientar no caminho do século que começa". Quero aqui repetir, com veemência, as palavras que disse a propósito do Concílio, poucos meses depois da minha eleição para Sucessor de Pedro: "Se o lermos e recebermos, guiados por uma justa hermenêutica, o Concílio pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a renovação sempre necessária da Igreja"" (1). Celebrar o cinquentenário do Concílio, nestes tempos em que a fé deixou de ser um dado evidente, há de ser uma ocasião para aprofundarmos tão grande dom de Deus, que nos faz experimentar a alegria e o entusiasmo do encontro com Cristo na comunidade da sua Igreja. Se a nossa fé não se renova, facilmente degenera num adorno espiritualista e as práticas religiosas não passam de rituais sem alma e coração. Para nada serve o sal que perdeu a força e a luz que fica escondida (cf. Mt 5, 13-16). Não basta mostrar a nossa concordância com os documentos do Concílio Vaticano II e o Catecismo da Igreja Católica, publicado há 20 anos como sua aplicação catequética. É preciso fazer descer à prática quotidiana a riqueza dos seus ensinamentos. Pelos frutos de caridade se conhece a árvore da nossa fé (cf. Mt 7, 17 20). É preciso que a nossa fé encarne num estilo de vida cristã, na família e no trabalho, na vida social e política. Cristo exorta nos à coerência entre fé e vida real: "Nem todo o que me diz: "Senhor, Senhor" entrará no Reino do Céu, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está no Céu" (Mt 7, 21). E S. Tiago recorda nos que "a fé sem obras está morta" (Tg 2, 26), é inexistente. Pôr em prática o Concílio 2. A convocação do Concílio Vaticano II deu se 90 anos depois da realização do Concílio Vaticano I, que foi interrompido abruptamente dadas as convulsões pela unificação de Itália, a 18 de dezembro de 1870. A 25 de janeiro de 1959, na Basílica de S. Paulo extramuros, João XXIII, eleito apenas três meses antes, anunciou, inesperada e solenemente, a convocação de um Concílio ecuménico. Tinha em mente não apenas "o bem estar do povo cristão", mas também um convite às "comunidades separadas para a busca da unidade". Sem consultas prévias aos Bispos da Igreja universal, como tinha feito Pio IX antes da convocação do Concílio Vaticano I, João XXIII decide esta convocação "por uma repentina inspiração de Deus", apelidando este Concílio como "flor espontânea de uma

inesperada primavera". A Igreja viveu "um novo Pentecostes", como chamou o mesmo Papa ao Concílio. Um dinamismo de renovação foi experimentado na Igreja, aos mais diversos níveis e quadrantes geográficos. O Papa Paulo VI, na Carta apostólica em que declara encerrado o Concílio, confirma e exorta ao seu cumprimento, assim afirma: "Foi o maior Concílio pelo número de Padres, vindos de todas as partes da terra, mesmo daquelas onde só há pouco foi constituída a hierarquia; foi o mais rico pelos temas que, durante quatro sessões, foram tratados com empenho e perfeição; foi o mais oportuno, enfim, porque tendo em conta as necessidades dos nossos dias, atendeu sobretudo às necessidades pastorais e, alimentando a chama da caridade, esforçou-se grandemente por atingir com afeto

Vaticano II. Assim, recordamos a importância de integrar nos nossos planos pastorais as indicações gerais e as propostas de ação que se encontram na citada Carta apostólica Porta Fidei do Papa Bento XVI e na Nota com indicações pastorais para viver o Ano da Fé (3). Os Bispos da Igreja em Portugal exortam os agentes pastorais, a nível de dioceses, paróquias, congregações, movimentos e os responsáveis das mais diversas instituições eclesiais, que promovam o estudo, a reflexão e a aplicação do Concílio Vaticano II, sobretudo dos documentos mais relevantes, as Constituições: Lumen gentium, sobre a santa Igreja; Sacrosanctum Concilium, sobre a sagrada Liturgia; Dei Verbum, sobre a Revelação divina; e Gaudium et spes, sobre a

subsídio precioso e indispensável no Catecismo da Igreja Católica. Este constitui um dos frutos mais importantes do Concílio Vaticano II" (4). Ler, estudar e dar a conhecer o Catecismo da Igreja Católica é, sem dúvida, um modo muito recomendável de assimilar o espírito e a letra do Concílio do século XX, de tanta atualidade ainda nos primórdios do século XXI. As próximas Jornadas Pastorais do Episcopado, em junho, serão também momento de reflexão para avaliar o que já se fez com vista a pôr em prática o Concílio e para projetar o que ainda falta fazer. Todos precisamos de nos examinar para ver o que o Espírito diz à Igreja em Portugal, a fim de continuar a experiência de Pentecostes do Vaticano II. O dinamismo de renovação conciliar deve também passar pelo projeto em que está envolvida a Igreja nos últimos tempos: "Repensar juntos a Pastoral da Igreja em Portugal", no horizonte da nova evangelização. Celebrar o Concílio Vaticano II não significa recordá-lo em clima de nostalgia do passado, mas revivê-lo e projetá-lo, na abertura ao futuro onde Deus nos espera. Cabe nos a missão de pôr sempre mais em prática o Vaticano II, um Concílio com 50 anos de atualidade. Fátima, 19 de abril de 2012

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fraterno não só os cristãos ainda separados da comunhão da Sé Apostólica, mas até a inteira família humana" (2). A Igreja de Cristo é hoje a Igreja do Concílio Vaticano II, que nos compete continuar a aplicar com fidelidade criativa. Queremos dar graças a Deus por este Concílio providencial que continua a inspirar a Igreja. No decurso do movimento de renovação conciliar, ocorreram hesitações e desvios, que não se podem atribuir a este evento de grandeza ímpar, que João Paulo II apelidou de "seminário do Espírito Santo", aberto ao mundo. Felizmente a receção do Concílio Vaticano II deu se entre nós de um modo globalmente positivo. A celebração do presente aniversário deve levar nos a um exame de consciência, pessoal e comunitário, para vermos o que falta fazer para implementar o espírito e a letra do Concílio. Iniciativas pastorais para viver o Concílio 3. O Santo Padre quis fazer coincidir o início do Ano da Fé com a celebração do cinquentenário da abertura do Concílio

Igreja no mundo contemporâneo. Propomos que as atividades e iniciativas programadas, como cursos, jornadas, pregações, retiros, encontros, peregrinações, intervenções na comunicação social e a própria oração, possam abordar temas na linha das efemérides celebradas. O momento celebrativo, a nível nacional, será a 13 de outubro, em Fátima, aproveitando a habitual peregrinação e praticamente em coincidência com a data da abertura do Concílio há 50 anos. Fraternalmente unidos, agradeceremos a Deus a grande graça do Concílio Vaticano II, que ainda hoje continua a ser bússola segura que norteia a vida e a ação da Igreja de Cristo. Ao mesmo tempo que celebramos o cinquentenário da abertura do Concílio, comemoramos também o vigésimo aniversário da publicação do Catecismo da Igreja Católica, que já tem uma edição adaptado aos jovens, o Youcat. O Santo Padre Bento XVI recorda que "para chegar a um conhecimento sistemático da fé, todos podem encontrar um

Mais uma vez o nosso jornal vai ao encontro de todos os convivas que o desejam receber neste formato e também Online em wwwconvívios fraternos.com. Continuamos a agradecer a colaboração de notícias e artigos e também económica dos nossos leitores pois , as despesas com a sua publicação são grandes e a crise é também grande. Para facilitar o envio do contributo dos nossos leitores, no próximo número em formato de papel ,vai ser enviado um impresso de vale de correio. Também poderão depositar a vossa OFERTA NA CONTA com o NIB 003300005000103484305

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