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e no ano passado representou 18,5% do total de acessos. Conforme enfatizou Humberto Pontes Silva, assessor técnico da Anatel, no fim de março, o único serviço que seguia crescendo era o de banda larga fixa. “São 9.486 empresas que proveem serviços de internet. Existe um mercado enorme para fibra ótica no Brasil”, disse, completando que a Anatel vem mapeando a infraestrutura de fibra ótica nacional para o Plano Estrutural de Redes de Telecomunicações (PERT). “A iniciativa vai mapear a presença de fibra nos municípios e ainda não está finalizada. Vamos identificar os gaps”, explicou. Silva destacou que a presença da fibra impulsiona a densidade de acessos quando comparada a municípios sem ela. “O papel da fibra ótica é fundamental para alavancar a banda larga no Brasil”, ressaltou. Para José Tavares, gerente de Customer Success da Arris, a fibra ótica é a resposta para a demanda do usuário, que tende a querer cada vez mais serviços simétricos. “O que impulsiona o crescimento de banda são os serviços relacionados a vídeos. O consumo de banda vai continuar crescendo, talvez não tão rapidamente, mas veremos o uso de várias tecnologias combinadas para suportar a demanda, um mix de tecnologias para fornecer o acesso ao assinante e, cada vez mais, os assinantes vão dar valor à qualidade dos serviços dentro de casa”, disse Tavares.

dores e não tão complicador”, assinalou. Os impostos chegam a 43% nas contas, e há entendimentos equivocados com relação ao recolhimento de ICMS pelos fiscos estaduais, que ignoram que não há incidência desse imposto na parte de internet. “Nada disto facilita o crescimento dessas empresas. A única saída é a reforma tributária, com simplificação de impostos, e deixando claro o que é tributado e por quê seguindo o que está na lei que diz que internet não é telecom e separar estes serviços definitivamente.” Parajo também chamou atenção para a necessidade de compartilhamento de redes, ativos e postes. “Esse é um tema bastante importante no Brasil e precisamos avançar. Temos de racionalizar os investimentos. Se todos forem construir no mesmo lugar, melhor compartilharmos a infraestrutura, assim, aumentamos a malha e racionalizamos os investimentos.”

SP: enterramento dos fios ainda está na pauta Faltam projetistas e executores especializados, bem como empresas capacitadas, para fazer o enterramento dos fios na cidade de São Paulo. A reclamação foi feita pelo secretário municipal de Serviços e Obras, Vitor Levy Castex Aly, durante o Fiber Connect Latam 2019, evento da Fiber Broadband Association. Para ele, as empresas de telecomunicações também são responsáveis pela demora nos programas de enterrar fios e ordenar postes. Outros problemas enfrentados durante a execução do programa SP sem Fio estão relacionados à liberação do trânsito nas vias e à solicitação dos lojistas para interromper as obras em época de festas. O programa, iniciado em julho de 2017, é uma parceria entre a prefeitura, a Enel (ex-Eletropaulo) e as empresas de telecomunicações e, segundo o secretário, não conta com recursos financeiros da prefeitura. Ele está sendo executado em três regiões. Na região central, serão beneficiadas 117 ruas, com remoção de 2.109 postes e o enterramento de 52 quilômetros de fios. Do total, apenas 14 ruas foram concluídas, com remoção de 101 postes e enterramento de 30 km de cabos. Na Vila Olímpia, as obras civis das 13 vias (parte delas, na verdade) previstas estão concluídas. O projeto prevê 4,4 km de fios enterrados e 321 postes removidos. No entorno do Mercado Municipal, o projeto contempla 40 ruas, com retirada de 584 postes e 9 km de fios enterrados. “Temos interesse em avançar em valas técnicas, na ordenação do nosso subsolo, fazendo a gestão dele. Mas não dá pra planejar os eixos e na semana seguinte você rasga a avenida, porque não houve articulação e a informação não estava lá. Precisamos organizar a bagunça do subsolo”, ressaltou o secretário em sua apresentação. Ele reclamou que a prefeitura não pode legislar sobre o uso do subsolo e penalizar as empresas. “Não temos o poder de forçar de modo mais incisivo a transformação da cidade. Estamos trabalhando em Brasília para que este poder decisório venha para o município.” abranet.org.br abril / maio / junho 2019

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