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Nº 165 • ANO 22 www.sucessolondrina.com.br

multidisciplinar Sob a filosofia multidisciplinar, 15 especialistas da Clínica Cen e Cliniosteo oferecem atendimento especializado

Gordura no fígado A metabologista e endocrinologista Danielle Fabretti fala sobre a doença hepática gordurosa não alcoólica, a DHGNA

Alfabetização Precoce Luciana M. Zangaro, fundadora da Galileo Kids, comenta quais são as consequências do “apressamento cognitivo”


EDITORIAL tratamentos

NESSA EDIÇÃO Multidisciplinaridade, o olhar holístico que pode curar Novas tecnologias e o avanço significativo da Medicina e das outras áreas da saúde resultaram em diagnósticos precoces e tratamentos mais rápidos, em função do trabalho conjunto de equipes multidisciplinares, tanto em clínicas quanto nos hospitais. É um olhar holístico, um atendimento global, desenvolvido por profissionais de diversas áreas da saúde, muitas vezes coordenados por um médico, principalmente nos hospitais, que trabalham em conjunto, conforme as necessidades de cada paciente. Não veremos mais a cena do médico trabalhando sozinho na reabilitação. Hoje, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e profissionais de demais áreas compartilham informações, consideram opiniões de áreas complementares e buscam juntos um diagnóstico precoce e assertivo. A filosofia da multidisciplinaridade é a de oferecer um atendimento satisfatório, com o paciente visto de uma forma integral. Daí vêm tempo menor de tratamento e reabilitação segura. Nesta edição, apresentamos as clínicas Cen e Cliniosteo que, juntas, oferecem tratamento multidisciplinar e especializado. Com uma equipe composta por 15 profissionais em constante atualização com os avanços científicos e tecnológicos em suas áreas de atuação, as clínicas mostram como fazem para que todos possam ser atendidos com qualidade e de forma diferenciada. Vale a pena acompanhar nas próximas páginas, no nosso site e nas redes sociais. Um grande abraço e até à próxima edição!

diretora Maria Aparecida Miranda maparecida.sucesso@gmail.com

BRINCADEIRA DE CRIANÇA

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Alessandra Munhoz, pedagoga do Gênios, discorre sobre a importância do brincar no desenvolvimento infantil

PSICOTERAPIA ADOLESCENTE Isabella S. B. Dal Molin comenta quais sinais devem ser observados e quando os pais devem procurar ajuda

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18 COLUNISTAS

VACINA PARA OS PETS Dra. Thais Medeiros, da Clinovet, esclarece as diferenças entre as vacinas de cães e gatos

Andréia C. Luchetti

Aqui deste lado não falamos “cafezinho”, só dizemos “cafezão”

MÉTODO EXCLUSIVO Nutricionista Priscila Teixeira associa ao Método de Emagrecimento o tratamento bioortomolecular

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JOÃO LUIS SIMONETI

Perdão é uma decisão, não um sentimento

EXPEDIENTE Av. Paraná, 71 | sala 201 CEP 86020 360 Londrina - PR 43 3324 .2672 www.sucessolondrina.com.br

PE. MANUEL JOAQUIM R. DOS SANTOS

Estamos falando aqui, de não exigir condições para o fim do ressentimento

MARIA ANGELA MIRANDA Atendimento ao cliente: artefinal.sucesso@gmail.com Diretoria: Maria Aparecida Miranda e Maria Angela Miranda Editora responsável: Maria Aparecida Miranda – MTB 2007 Redação: Samara Garcia e Maria Aparecida Miranda Fotografia: Samara Garcia, Henrique Campinha (Phardelle) Rosangela Oliveira, arquivos pessoais e de clientes e arquivo Editora Sucesso Produção editorial: Editora Sucesso Produção de capa: Samara Garcia Projeto gráfico: IMAGERIA Comunicação Diagramação e arte-final: José Eduardo Martins Revisão: Maria Christina Boni Impressão: Midiograf – 43 3348-4393 Executivas de negócios: Elsye Viani comercial.sucesso@gmail.com

Um dia não mais necessitaremos pedir perdão

MARIA DE LOS ANGELES

Nenhum pão fica tão bom quanto o de mandioquinha-salsa, a batata-baroa

Os artigos assinados, bem como as informações contidas nos artigos de serviço/ publicidade são de total responsabilidade de seus autores e anunciantes. A Sucesso Comunicação em Multimeios não se responsabiliza por conceitos e informações contidas nesses espaços publicitários.


Clínica Cen e Cliniosteo especializado E

Equipe da Clínica Cen e Cliniosteo

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O ser humano evolui a cada instante, apresenta novas necessidades e isso tem exigido profissionais cada vez mais especializados e uma contínua evolução científico-tecnológica na área da saúde. A abordagem unidirecional perdeu espaço, uma visão global e integral fez nascer a multidisciplinariedade, tanto na prevenção quanto no diagnóstico ou no tratamento. Daí a importância da Clínica Cen e da Cliniosteo, em Londrina. “Há mais de 20 anos, prestamos um serviço de excelência nas áreas de endocrinologia adulto e pediátrico, nutrição, psicologia, psiquiatria, odontologia, mastologia, osteopatia, pilates e fisioterapia dermatofuncional com foco em um atendimento humanizado e multidisciplinar”, diz seu fundador, o endocrinologista Rubens Martins Filho. Com uma equipe composta por 15 profissionais especializados em constante atualização com os avanços científicos e tecnológicos em suas áreas de atuação, as clínicas disponibilizam vários consultórios e salas de espera com ambiente agradável e acolhedor. Tudo isso aliado a um amplo horário de atendimento e uma equipe de recepcionistas treinadas para que todos possam ser atendidos com qualidade e de forma diferenciada.

a equipe

Dr. Rubens Martins Junior

Dra. Julia Cibelle Morales

endocrinologista e médico nuclear CRM 8882 – PR | RQE 7223, 6201 Membro da Soc. Bras. de Endocrinologia e Metabologia, e de Medicina Nuclear

endocrinologista - CRM/PR: 29.724 | RQE 19.384

Dra. Mayara Volpi e Silva

Dra. Lérida Russi Garcia

endocrinologista - CRM PR 32402 | RQE 23127

endocrinologista - CRM/PR 30058 | RQE 23121


oferecem atendimento MULTIDISCIPLINAR

Dra Karina Khater Martins

Dr. Thiago Astorga Martins

Dra. Fernanda A. Bett Rodrigues,

endocrinologista pediátrica - CRM-PR 26.634 | RQE 18040 Membro da Soc. Bras. de Endocrinologia e Metabologia e Soc. Bras. de Pediatria

mastologista com formação em Reconstrução Mamária CRM-PR 26662 | RQE 20807 Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Mastologia Membro do serviço de Oncoginecologia e Mastologia do Hospital do Câncer de Londrina Membro da Sociedade Brasileira de Mastologia

psiquiatra - CRM-PR: 32349 | RQE: 23165

Matheus A. Martins Mayara Petri Martins

psicóloga - CRP 08/18798   Pós-Graduada em Neuropsicologia pela SAPIENS – Londrina Mestranda em Análise do Comportamento pelo Núcleo Paradigma – São Paulo Alan Carlos de Morais Borges

Hellington Bonifácio Vinhotte

fisioterapeuta - CREFITO 72054-F Especialização em Reeducação Postural Global (RPG – Instituto Philippe Souchard, França). Formação em Osteopatia pelo Instituto Docusse de Osteopatia e Terapia Manual –IDOT Formação em Podoposturologia. Formação Internacional em Manipulação Visceral – Barral Institute. Formação Internacional em Posturologia Neuro-Sensorial (PNS) – Philippe Villeneuve- França. Docente do Instituto Docusse de Osteopatia e Terapia Manual (IDOT)

fisioterapeuta - CREFITO 85161-F Pós-Graduado em Terapia Manual e Técnicas Osteopáticas Osteopata D.O. e Membro do Registro Brasileiro dos Osteopatas (MRObr). Membro do International Association of Healthcare Practitioners. Formações em Terapia Craniosacral, Manipulação Visceral, Nova Medicina Germânica. Docente do Instituto Docusse de Osteopatia e Terapia Manual (IDOT)

fisioterapeuta - CREFITO 143.931-F Pós graduado em Osteopatia e terapia manual Formado em Manipulação Visceral pelo Barral Institute – EUA. Formado em Terapia Crânio-sacral pelo Upledger Institute – EUA. Formado em Hipnoterapia Clínica - Escola de Terapia Manual e Postural. Formado Internacionalmente em Naturopatia - EMAC – Portugal. Formado em Termografia Clínica – APTDC. Diplomado em Prática Manual de Osteopatia - National Academy of Osteopathy (DOMP, Canadá). Docente do Instituto Docusse de Osteopatia e Terapia Manual (IDOT)

Leticia Viani Mamprim Dra. Fernanda Kloster

nutricionista - CRN 3084

fisioterapeuta dermatofuncional e Pilates CREFITO 103942-F

Clinica cen

diretor tecnico Rubens Martins Jr CRM/pr 8882 | RQE 7223, 6201 Gabriella Candiago Thomazi

implantodontista - CRO/PR 24.634

ortodontista - CRO/PR 24.341

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Cliniosteo Tiago Maronezi


e médico nuclear - CRM 8882 – PR RQE 7223, 6201

Dr. Rubens Martins Jr, endocrinologista

Doenças da tireoide As doenças da tireoide são preocupações frequentes da população, na atualidade. Quase sempre referida como causa de obesidade, o que nem sempre é real porque a tireoide não tem participação tão frequente na doença da obesidade. É, porém, causa de sintomas decorrentes do aumento ou da redução de produção hormonal, que vão desde situações específicas até o envolvimento de múltiplos órgãos e, consequentemente, influência

na qualidade de vida dos portadores de doença da tireoide. Outra preocupação frequente surge quando do aparecimento de nódulos tireoideanos, muito comuns na população e que podem, em uma pequena frequência, ser decorrentes de doença maligna da tireoide. Todo nódulo tireoideano deve ser investigado com prontidão, pois o diagnóstico precoce e intervenção adequada levam à cura na imensa maioria dos casos.

O endocrinologista é o profissional a ser consultado primeiramente nas doenças da tireoide, pois a partir de sua avaliação sobre a função e alterações de forma da glândula é que será direcionado o devido tratamento da doença. Já na área de medicina nuclear, o tratamento e diagnóstico de doenças relacionadas à tireoide são frequentes assim como o acompanhamento de pacientes submetidos a cirurgia por doença maligna.

endocrinologista - CRM/PR 29.724 | RQE 19.384

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Dra. Julia Cibelle Morales,

Obesidade, um assunto que exige respeito Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade é considerada um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. No Brasil, o índice é assustador: O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que cerca de 60% dos brasileiros estão acima do peso.  Sabe-se que a obesidade é uma doença crônica, progressiva, recidiva e que não apresenta cura. A obesidade também é multifatorial (hereditariedade genética e comportamental) e que envolve desregulação dos mecanismos cerebrais para controle da fome.  Os pacientes obesos sofrem com estigmas desde o âmbito escolar, familiar, social e até mesmo por profissionais de saúde, uma vez em que são criticados, ou mesmo, marginalizados por terem dificuldade de controlar a alimentação e serem responsabilizados pela sua doença.  Porém, não é apenas o indivíduo que

sofre o preconceito, os medicamentos para a obesidade também são vistos, por muitos, como vilões. E são realmente encarados como tratamentos que desenvolvem dependência e que podem gerar efeitos colaterais graves. A proposta do tratamento não é apenas usar remédio. A abordagem terapêutica envolve alimentação equilibrada, atividade física regular, organização da rotina, noite de sono repousante e tratamento medicamentoso. Além destes, torna-se necessário, em alguns casos, acompanhamento psicológico, já que fatores emocionais ou estresse implicam o controle do apetite. A recidiva do peso com dietas ocorre em mais de 80% das vezes, acontecendo principalmente com dietas restritivas, pois após uma restrição alimentar importante é frequente a compulsão. É o que chamamos de “efeito sanfona”. É neste contexto que entra o uso de medicamentos, que

atuam no centro da regulação da fome. Eles podem atuar como inibidores de apetite e ajudar no controle da compulsão alimentar. Alguns pacientes também relatam que, após parar com o uso de medicações para emagrecer, voltaram a engordar. No entanto isso não significa que se tenha criado uma dependência química ao medicamento ou um vício, mas que a obesidade não apresenta cura. O que existe é o controle do peso mediante a abordagem terapêutica completa da doença. Sendo assim, não existe remédio que fará emagrecer definitivamente. Por fim, é preciso olhar o paciente obeso como um indivíduo que precisa de acompanhamento e tratamento, sendo ele medicamentoso ou não. É importante respeitar o obeso e enxergar não apenas seu peso e aparência, mas todo o contexto em que ele está inserido.


Dra. Mayara Volpi,

evitando ou até mesmo amenizando a evolução para osteoporose, o que reduz a incidência de possíveis fraturas na velhice. Atualmente estão disponíveis diversas combinações hormonais que serão adequadas para cada perfil de paciente, além de diferentes formas de administração como a oral, vaginal e transdérmica em forma de gel ou adesivos. Entretanto, podem haver contraindicações à Terapia. Por isso é essencial uma avaliação criteriosa e indicação precisa da TRH pelo médico especialista, além da necessidade de consultas de rotina e exames periódicos para o acompanhamento adequado das pacientes.

endocrinologista - CRM PR 32402 | RQE 23127

Neste sentido, a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) tem como objetivo melhorar a qualidade de vida da mulher, aliviando os sintomas e as consequências das flutuações hormonais na transição pré e pós-menopausa. Outro ponto importante é a relação da menopausa com a osteoporose. Nesta fase, devido aos baixos níveis de estrogênio, há uma perda óssea importante, principalmente nos primeiros anos após o fim da menstruação, o que proporciona uma janela de oportunidade terapêutica única. A Terapia de Reposição Hormonal quando bem indicada e na fase correta pode prevenir a perda de massa óssea

Dra. Lérida Russi Garcia,

Definida pelo fim permanente dos ciclos menstruais que ocorre pela perda da função ovulatória e a queda da produção hormonal dos ovários, a menopausa é caracterizada na mulher, quando ela está há um ano sem menstruar. Isso ocorre, geralmente, entre os 45 e 55 anos. Com o aumento da expectativa de vida, as mulheres passam em média um terço de suas vidas no período pós-menopausa e muitas delas relatam queixas e sintomas durante essa fase. Os sintomas mais comuns são os fogachos, conhecidos como “calorões”, além de sudorese noturna, secura vaginal, dor durante a relação sexual, disfunção sexual, irritabilidade e insônia.

endocrinologista - CRM/PR 30058 | RQE 23121

Terapia de Reposição Hormonal na menopausa

O que é diabetes? Diabetes Melito é um grupo de doenças metabólicas que tem em comum a hiperglicemia (aumento dos níveis sanguíneos de açúcar). A etiologia mais comum, responsável por até 95% dos casos, é o diabetes tipo 2 (DM2), consequente da produção deficiente de insulina pelo pâncreas e/ou da incapacidade de utilizá-la adequadamente (resistência periférica à ação da insulina). Normalmente costuma acometer indivíduos acima de 40 anos, porém, devido ao estilo de vida sedentário e aumento da obesidade na população, essa patologia vem sendo diagnosticada em pessoas mais jovens, inclusive crianças e adolescentes. Quem pode ter DM2? Todos podem desenvolver essa doença, porém o risco é aumentado em indivíduos com histórico familiar de diabetes, antecedente de diabetes gestacional, obesos, maiores de 45 anos, negros, sedentários, entre outros.

Quais os sintomas? Os sintomas clássicos de diabetes (aumento do volume urinário, aumento da sede e aumento do apetite, associados à perda de peso), aparecem mais tardiamente nos portadores de diabetes tipo 2 sem tratamento. Cerca de 50% dos pacientes desconhecem ter a doença por serem pouco sintomáticos ou assintomáticos. Por que é importante realizar diagnóstico precoce e tratamento? A hiperglicemia por longos períodos, sem tratamento adequado, causa prejuízos em outros órgãos, conhecidos por complicações microvasculares (nefropatia, neuropatia e retinopatia), com graves consequências para os pacientes, como insuficiência renal, cegueira e amputações. Além disso, portadores de diabetes têm maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. Por ser uma doença inicialmente silen-

ciosa, grande parte das pessoas são diagnosticadas tardiamente, já apresentando complicações no momento do diagnóstico. Qual o melhor tratamento? O primeiro passo para o tratamento é a mudança de estilo de vida, visando redução do peso corporal e controle da glicemia. É fundamental a realização de atividade física programada (como caminhada, natação, aula de dança, corrida) ou espontânea (utilizar escada ao invés de elevador, percorrer pequenas distâncias a pé). Não existe uma medicação ideal para todos, pois a reação do organismo pode diferir de uma pessoa para outra. O arsenal terapêutico para diabetes tem crescido nos últimos anos, aumentando as possibilidades de tratamento, tornando possível uma terapia individualizada e mais eficaz. O diagnóstico precoce e controle glicêmico adequado são imprescindíveis para evitar ou reduzir as complicações associadas ao diabetes. Para o rastreamento e acompanhamento, procure um endocrinologista.

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Diabetes tipo 2: do diagnóstico ao tratamento


Dra. karina khater Martins,

endocrinologia pediátrica - CRM-PR 26.634 | RQE 18040

A puberdade em crianças e adolescentes Frequente nas consultas com o endócrino pediatra, a avaliação da puberdade nas crianças é um assunto que gera muitas dúvidas e angústias nos pais. Qual é a idade para começar a puberdade? Quais são os sinais da puberdade? Em meninos e meninas ocorre na mesma época? A puberdade é o período de transição entre a infância e adolescência, no qual ocorrem mudanças hormonais, físicas e psicológicas nas crianças em idade diferente para meninas e meninos, assim como o aparecimento dos sinais clínicos. Comumente, nas meninas, o início da puberdade acontece a partir dos oito anos, geralmente com o aparecimento do broto mamário. Isto é, um pequeno nódulo na região dos mamilos, onde se desenvolverão as mamas. Nesta fase ocorre também o aparecimento de pelos pubianos e axilares e, finalmente, a menarca, que é a primeira menstruação. O período entre o aparecimento do botão mamário e a menarca é variável. Em média, o inter-

valo entre esses eventos, é de dois anos. Nesse período, também se observa a aceleração do ritmo de crescimento, conhecido como estirão de crescimento. Após a menarca, muitas pessoas acreditam que as meninas param de crescer, porém ocorre somente uma desaceleração gradual do ritmo de crescimento. Nos meninos a puberdade inicia-se, geralmente, a partir dos nove anos. O primeiro sinal é o aumento do volume testicular, seguido do desenvolvimento peniano, além do aparecimento dos pelos pubianos, axilares e, por último, faciais. Outra característica típica nos meninos é a mudança do timbre da voz. E, assim como nas meninas, ocorre a aceleração do crescimento. Esse processo, além de iniciar mais tardiamente, ocorre de forma mais lenta e pode durar até três anos. Puberdade Precoce - Percebemos que esses sinais estão cada vez mais precoces. A idade da primeira menstruação, por exemplo, a cada década vem se ante-

cipando. Pesquisas sobre esse assunto estão sendo realizadas e há estudos de que fatores genéticos (etnia, idade em que os pais entraram na puberdade) e ambientais podem estar por trás dessa antecipação. Entre os fatores ambientais estão a obesidade infantil, estímulos externos - tais como produtos inadequados para crianças (esmaltes, maquiagens), contato indevido com hormônios sexuais, seja por via oral ou cutânea (pomadas e loções). Diante de algum destes sinais clínicos de puberdade, o endócrino pediatra deve ser consultado a fim de tirar as dúvidas, tanto dos pais como nas crianças e adolescentes. A puberdade representa um período importante e cheio de mudanças e, além de avaliar a evolução da puberdade e do crescimento, somente um especialista pode afastar possíveis causas patológicas. E, quanto antes for realizado o diagnóstico, maiores são as chances de eficácia do tratamento.

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Dr. Thiago Astorga Martins,

mastologista - CRM-PR 26662 | RQE 20807

Câncer de mama: abordagem oncológica e reparadora como tratamento ideal O câncer de mama é uma doença cujo tratamento muda constantemente. Anteriormente vista como uma doença limitante e com repercussões sérias para a vida da mulher (como tratamento cirúrgico mutilador), hoje a doença possui, além do tratamento ideal do câncer, a possibilidade de associar técnicas cirúrgicas reparadoras. Nos dias atuais, os avanços no tratamento do câncer de mama têm mudado a evolução desta doença. Em uma realidade não muito distante da atualidade, receber um diagnóstico como este era para a mulher sinônimo de um tempo de vida limitado e tratamentos agressivos. Entretanto, atualmente há uma evolução significativa tanto no tratamento clínico, como também em relação ao tratamento

cirúrgico, que possibilitam resultados cada vez melhores. Junto a esta mudança de realidade, as pacientes passaram a viver mais tempo e voltar à sua rotina diária, porém o resultado estético do tratamento passou a ser motivo de insatisfação - atualmente, 30% das mulheres submetidas ao tratamento cirúrgico consideram o resultado estético insatisfatório. Como parte desta nova realidade, a possibilidade de associar o tratamento do câncer de mama às técnicas de reparação (também chamadas de cirurgia oncoplástica) representa o maior avanço no tratamento cirúrgico da doença. A cirurgia oncoplástica se baseia no tratamento do câncer, associado à reconstrução da mama acometida pela doença, e a cirurgia para simetrização

da mama contralateral durante a mesma cirurgia. Vale lembrar que a reconstrução da mama é uma técnica que pode ser utilizada não só nas cirurgias com a retirada completa da mama - quando utilizam-se as próteses de mama, como também nas cirurgias que têm parte da mama preservada - nas quais utiliza-se o próprio tecido da mama para a correção. Desta maneira, oferecer à paciente com câncer de mama o tratamento cirúrgico associado à oncoplástica é essencial para um bom resultado oncológico e uma maior satisfação das pacientes com o resultado reparador. Com isto, se alcança de maneira mais rápida e eficaz o principal objetivo do tratamento: melhorar a qualidade de vida sem comprometer o tratamento do câncer.


psiquiatra - CRM-PR: 32349 | RQE: 23165

estressores interpessoais, sentimentos negativos relacionados ao próprio corpo e peso, dietas muito restritivas e afeto negativo. O transtorno associa-se a problemas funcionais para o indivíduo, incluindo prejuízo na qualidade de vida, no desempenho de papéis sociais, maior morbidade e mortalidade e maior procura a serviços de saúde. Pode estar associado também a maior risco de ganho de peso e obesidade. O diagnóstico diferencial deve ser feito com outros transtornos psiquiátricos, como a bulimia nervosa, depressão, transtorno afetivo bipolar, ansiedade e transtorno de personalidade. O tratamento deve ser individualizado levando em conta as características de cada paciente. Além disso, deve ser realizado por equipe multidisciplinar composta por psiquiatra, psicólogo, nutricionista, entre outros profissionais.

Dra. Fernanda Aparecida Bett Rodrigues,

portante e de pelo menos três dos seguintes aspectos: ingestão de grandes quantidades de alimento sem estar com sensação física de fome; comer muito mais rápido que o de costume; comer até se sentir desconfortavelmente cheio; comer sozinho por vergonha da quantidade que ingere; e sentir-se, em seguida, desgostoso de si mesmo, muito culpado ou depressivo. Pode ocorrer em indivíduos de peso normal, sobrepeso ou obesos. Está mais associado ao sobrepeso e à obesidade em indivíduos que buscam tratamento. Porém, é necessário diferenciar o TCA da obesidade, pois a maioria dos indivíduos obesos não se envolve em compulsão alimentar recorrente. Ao se comparar obesos sem compulsão alimentar com indivíduos com o transtorno, verifica-se que os com TCA têm mais prejuízo funcional, perda de qualidade de vida, mais sofrimento subjetivo e maior frequência de doenças psiquiátricas. Alguns gatilhos podem estar presentes, como:

Mayara Petri Martins,

“Não consigo me controlar! Quando vejo, já comi mais do que deveria e continuo comendo mesmo sem fome. Como tanto e de forma tão rápida que até me sinto desconfortável. Com isso, acabo ficando chateada e com muita culpa.” Provavelmente você já deve ter ouvido alguém dizer algo parecido ou, até mesmo, já falou algo assim. Essa é uma descrição de algumas características do Transtorno de Compulsão Alimentar (TAC). O TAC é caracterizado por episódios recorrentes de compulsão alimentar com ocorrência de ao menos uma vez por semana, durante três meses. Esses episódios consistem em ingestão de uma quantidade de alimento maior do que a maioria das pessoas consumiria em um mesmo período e circunstâncias. Além disso, é necessária a sensação de falta de controle, com incapacidade de evitar ou parar de comer. Em alguns casos, os indivíduos podem desistir dos esforços para controlar a ingestão. É necessária a presença de sofrimento im-

psicóloga - CRP 08/18798

Como mais do que deveria, e agora?

A obesidade, caracterizada pelo excesso de gordura corporal, pode apresentar risco de morte. Sabe-se que mais de 80% das pessoas estão acima do peso por causa do “comer emocional” - comer para aliviar sentimentos indesejados ou para potencializar emoções positivas. Quando foca-se apenas no peso, ao atingir a meta, volta-se a adquirir o peso perdido, ou mais, pois deixa-se valores importantes da vida de lado. Saber quais são seus valores nas áreas da vida e se empenhar neles enquanto se almeja uma vida mais saudável é a chave para manter a vida em equilíbrio, prevenindo o comer emocional.  O constrangimento e vergonha, em relação ao peso, levam as pessoas a deixarem de fazer coisas importantes, como ir a lugares públicos e até mesmo ter uma vida sexual com seu parceiro. A mente humana é uma máquina de avaliar, categorizar e julgar. Fazemos isso o tempo todo, ao entrarmos em um local, ver alguém, viver uma situação. Soma-se a isso a capacidade de relacionar palavras com objetos e significados. Como a palavra “gorda”. Quais pensamentos, sentimentos e lembranças acompanham essa palavra? Esses comportamentos são automáticos e incontroláveis e podem ser direcionados a nós mesmos. Diversas vezes nossos pensamentos

a respeito de nós mesmos não são agradáveis e isso pode ter um peso em nossas ações. Sentimentos como a ansiedade são frequentemente e erroneamente culpabilizados por nossos comportamentos sabotadores. Travamos uma luta infundada nessa direção, pois não podemos controlar pensamentos, sentimentos, sensações corporais e lembranças. Não se pode deixar de amar alguém, esquecer uma memória, não sentir dor, não pensar em algo, só porque se quer. A sociedade recrimina sentimentos e pensamentos indesejados, nos ensinando e estimulando a nos livrar deles. Mas será essa a solução? Tudo o que é realmente importante pode gerar sofrimento. Tentar fugir disso nos leva a comportamentos de fugas nocivos na vida, como no peso. A comida pode servir como fonte de fuga, recompensa e prazer. Aprender a lidar com a vontade e o desejo é fundamental. Ao nos privarmos de algo, aquilo gera mais vontade do que quando temos aquilo disponível, nos motivando a ceder a ele.  As pessoas buscam alcançar padrões de beleza surreais, frustrando-se e sentindo-se fracassadas ao não atingi-los, o que as leva ao comer emocional e a um ciclo vicioso, de comer para sentir-se melhor, mas que resulta no aumento de peso e consequentemente em sentir-se pior.

O Mindfulness, técnica de meditação budista de Kabat-Zinn, foi adaptado por áreas, como a psicologia, trazendo benefícios comprovados na qualidade de vida. Na obesidade traz consciência alimentar e disposição para lidar com sentimentos e pensamentos, levando à perda de peso. A ACT - Terapia de Aceitação e Compromisso - é uma abordagem psicológica, que adaptou o mindfulness como uma de suas estratégias, trazendo as pessoas ao momento presente, onde podemos realmente agir. Nos reconectamos com nós mesmos, vivendo o presente da melhor forma, lidando com sentimentos, pensamentos, sensações corporais e memórias indesejadas. A ACT ainda nos ensina a caminhar em direção a uma vida satisfatória, com a aceitação do que não se pode mudar e a mudança do que é possível, produzindo resultados positivos ao paciente.   A psicoterapia auxilia esse processo, ajuda a identificar valores, manter-se nas metas, lidar com obstáculos, sentimentos e pensamentos difíceis, entre inúmeros outros benefícios. Atuo também com atendimento clínico ao público em geral, realização de avaliação e reabilitação neuropsicológica, orientação profissional e testagem para concursos. 

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A psicologia e a perda de peso


osteopata - CREFITO – 85161-F

Alan Carlos de Morais Borges,

Osteopatia Criada no século XIX, é uma profissão da área da saúde que trata do ser humano de forma integral, correlacionando os sistemas do corpo e não particionando o mesmo. Considera-se a doença como resultado de uma desigualdade entre as capacidades, recursos, respostas do indivíduo às necessidades e circunstâncias de sua vida. O profissional que pratica a Osteopatia – o Osteopata – utiliza somente as mãos para realizar o diagnóstico osteopático e tratar de seus pacientes. Com indicação, de uma forma geral, no tratamento das disfunções do corpo humano, principalmente mecânicas, onde ocorre uma alteração da função de alguma estrutura. Essa disfunção pode estar nos sistemas musculoesquelético, visceral e craniano. Pessoas acometidas por dores de cabeça, dores cervicais, torácicas, lombares, ciatalgias, alterações funcionais respiratórias, digestivas, cólicas menstruais, lesões relacionadas ao trabalho e ao esporte, entre outras, podem consultar um Osteopata e se beneficiar de um tratamento manual não invasivo. Inicialmente, o cuidado se concentra no levantamento dos dados e descoberta das causas que geram os sinais e sintomas no paciente, após isso, ocorre a intervenção sobre as consequências. Isto significa dizer que a Osteopatia é uma abordagem sobre a causa e não somente sobre o sintoma, com intuito de restabelecer o paciente o mais rápido possível. Por compreender que o corpo humano possui um sistema fundamental para a cura, cuja ação permite a autorregeneração e o restabelecimento das funções alteradas, a Osteopatia oferece uma abordagem singular do corpo humano, com eficácia

comprovada. A proposta da Cliniosteo é proporcionar, aos seus pacientes, bem-estar e condições de uma vida mais saudável e harmônica, o foco do tratamento é a saúde e não a

doença. Para isso tem em seu corpo clínico profissionais com formação de alto nível e que fazem parte do corpo docente da maior escola de Osteopatia da América Latina.

Nova Medicina Germânica (5 Leis Biológicas) O precursor da Nova Medicina Germânica é o médico alemão Dr. Hamer, que iniciou seus estudos nos anos 80, depois do filho ser assassinado. Após esse evento, ele desenvolveu um câncer testicular e, ouvindo seus pacientes com câncer, observou que eles também haviam passado por um evento traumático antes da doença. Dr. Hamer então concluiu que a doença surgia em decorrência de traumas agudos. A partir de seus estudos ele descreveu as 5 leis biológicas, que fundamentam o conceito da Nova Medicina Germânica. No geral as leis descrevem que a doença corporal é resultado de um choque biológico, que é definido como um evento inesperado, intenso e dramático. Esse choque afeta três níveis: a psique, o cérebro e o órgão. A partir de suas observações pôde-se compreender a verdadeira origem das doenças, principalmente doenças que os pacientes buscam explicações, como, por exemplo, o câncer. Após 40.000 casos atendidos, Dr. Hamer conseguiu explicar o comportamento biológico de todas as doenças, definindo as características psíquicas e físicas em duas fases. A primeira, chamada de Fase Ativa, é

marcada por manifestações teciduais como multiplicação de células (câncer), úlceras e paralisia, assim como manifestações psíquicas. Quando o conflito acaba, acontece a segunda fase, chamada de Reparação, marcada por inflamações, dor, febre, alterações teciduais, vômitos, diarreia, entre outros sintomas. Através de suas pesquisas, Dr. Hamer também conseguiu mostrar que os microrganismos, como microbactérias, fungos e bactérias, não são os causadores de nossas doenças, mas pelo contrário, eles participam do processo de cura do organismo, com o propósito de restabelecer o bom funcionamento do corpo. O paciente que tem a oportunidade de compreender a causa de sua doença, os sinais e sintomas de cada uma das fases têm muita mais chance de encontrar a cura e sobreviver frente às manifestações psíquicas e corporais. A partir desse conhecimento pôde-se compreender que todas as enfermidades fazem parte de programas biológicos de sobrevivência, que em nenhum momento querem o nosso mal ou estão incoerentes com as respostas do nosso corpo.

osteopata - CREFITO 72054-F

Hellington Bonifácio Vinhotte,

Posturologia Há evidências de que o nosso corpo é uma unidade e que todas as estruturas se inter-relacionam e, assim, um estímulo pode gerar diversas respostas. Sendo o homem adulto o único totalmente bípede dentre os mamíferos, característica esta que, pelo meio em que vivemos, sofre estímulos constantes e busca incessantemente o equilíbrio. E, como resposta, o sistema tônico postural cria estratégias para nos mantermos em equilíbrio, seja

ele estático ou dinâmico. Segundo Bernard Bricot, o corpo humano busca se equilibrar dentro dos seus desequilíbrios. A palavra postura deriva do latim positura que tem o significado original de posição, atitude ou hábitos posturais. A posturologia é uma filosofia que utiliza o diagnóstico e o tratamento para integrar, em nível cerebral, as informações vindas dos pés, dos olhos, sistema dento-oclusal, sistema

vestibular, pele e das vísceras. Esses órgãos exercem a função de “captores posturais”, que, através das vias de comunicação, Sistema Nervoso Periférico (SNP), integrem os captores posturais ao Sistema Nervoso Central (SNC), processando essas informações. Assim, alterando a intensidade do tônus muscular, como objetivo de estabilizar o corpo nas condições externas e internas, e permitindo movimentos coordenados e


estáveis, mantém-se determinada postura. A posturologia vem para identificar e corrigir as alterações posturais através de técnicas manuais, exercícios e o uso de palmilhas proprioceptivas. As palmilhas proprioceptivas promovem estímulos de correção através dos pés por todo o corpo. E são indicadas para qualquer faixa etária e para praticantes de ati-

vidades esportivas, bem como, para pessoas que apresentem algum tipo de disfunção como: hérnia de disco, artrose, escoliose, hipercifose ou hiperlordose, alterações do pé, tornozelo, joelho e quadril, além das alterações nas pisadas (pisada pronada, pé chato, supinada, pé cavo). Portanto vale ressaltar que as disfunções

podem afetar todos os tecidos do corpo: músculos, nervos, articulações, ligamentos, tendões fáscias, vísceras, entre outros. Então a regulação corporal envolve a correção das disfunções corporais nas posturas viciosas estáticas e a Posturologia vem como elemento facilitador no processo de autocura do corpo.

relação ao sistema muscular, mas podem em relação a um órgão - como o estômago - produzir grande acidificação local e gerar dano, não só a este órgão, mas também a outros envolvidos no processo digestivo. Este processo, por sua vez, pode causar desregulação do sistema nervoso autônomo, alteração de neurotransmissores e gerar, possivelmente, enxaqueca, desarranjos intestinais ou até mesmo uma sensação de estufamento abdominal. O exemplo dado é apenas uma hipótese do que um alimento pode causar ao organismo. Isto pode acontecer com

qualquer alimento, como frutas, legumes, verduras, cereais e outros. Por isso durante o tratamento serão analisados fatores e, se necessário, pedir alteração na alimentação do paciente. A importância da alimentação passa por todos os sistemas que o osteopata trabalha, incluindo cansaço físico e mental, alterações de humor, lesões musculares, alterações viscerais como gastrites, hepatites e pancreatites, doenças inflamatórias de intestinos, dentre outras. Sua adequação fará com que o paciente possa ter uma recuperação mais rápida e efeitos duradouros em seu tratamento.

Matheus Astorga Martins,

A alimentação, parte imprescindível de qualquer tratamento de saúde, também deve ser discutida quando relacionada a disfunções orgânicas. No entanto, a abordagem que se faz relacionada aos alimentos no tratamento osteopático não é igual ou semelhante ao trabalho da nutrição clínica. Entende-se que um alimento, independentemente de ser considerado bom ou ruim, causa uma resposta ao corpo de forma sistêmica e também causa uma resposta local em relação aos órgãos. Como exemplo, podemos utilizar as proteínas animais. Necessárias em nossa alimentação, elas trarão benefícios com

osteopata -CREFITO 143.931-F

Osteopatia e alimentação

sária uma avaliação fisioterapêutica? A recomendação é que se faça a avaliação por um profissional capacitado, pois é através dela que será traçado um planejamento, um programa efetivo de ação, com objetivos definidos a partir das informações analisadas. Desta forma, os objetivos para cada pessoa serão traçados de acordo com as suas necessidades. O Método Pilates pode ser praticado por diferentes tipos de pessoas, desde as mais ativas às mais sedentárias, do idoso ao adolescente, inclusive grávidas e pacientes em fase de reabilitação ou com desordens alimentares, ainda podendo ser recomendado como condicionamento e prevenção de lesões para todos os indivíduos. Ou seja, qualquer pessoa entre 12 e 100 anos e em todos os níveis de condicionamento físico pode fazer Pilates, desde que sejam respeitadas as suas diferenças individuais.

Dra. Fernanda Kloster,

namento físico e mental, correção postural, facilita a drenagem linfática e a eliminação de toxinas. A prática constante previne o aparecimento de lesões por esforço repetitivo, como artroses, bursites, tendinites, e auxilia no tratamento de pessoas com hérnia de disco, escoliose entre outras. Além disso, o Pilates é indicado por ser uma atividade de baixo impacto nas articulações, com poucas repetições, com alongamento, flexibilidade, concentração e um alto grau de percepção do próprio corpo. Os exercícios são realizados no solo ou com equipamentos exclusivos, que visam o total e completo controle e conexão entre corpo e mente, desenvolvendo e restaurando a saúde dos indivíduos em condições patológicas, bem como promovendo um aumento da qualidade de vida. Então, para começar o Pilates é neces-

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Desde a sua criação, o Método Pilates trabalha a mente e o corpo em conjunto e possui como princípios básicos concentração, controle, centralização, precisão e respiração. E são esses aspectos responsáveis pela harmonização do organismo durante a prática. Força, tonificação e alongamento são trabalhados de dentro para fora do corpo, tornando-o forte, elegante e saudável. Criado pelo alemão Joseph Pilates em meados de 1920, o método começou a ser introduzido no país no começo da década de 2000. Amplamente utilizado no mundo, o método possui diversos propósitos e benefícios como a redução do estresse, redução de dores crônicas e tensões, estimulação do sistema circulatório, maior mobilidade articular, flexibilidade e relaxamento muscular, melhora da respiração, ganho de consciência e equilíbrio corporal, melhora da coordenação motora, aumento do condicio-

fisioterapeuta dermatofuncional e Pilates - CREFITO 103942-F

Pilates: benefícios para todas as idades!


nutricionista - CRN 3084

Letícia Viani Mamprim,

A alimentação no exercício físico e na qualidade de vida A prática de exercícios físicos vem sendo grande aliada na melhoria da qualidade de vida, prevenção de doenças, além da busca por uma boa forma física. A verdade é que para manter a saúde e o corpo ideal não basta apenas a prática de exercícios físicos, mas também bons hábitos alimentares. A alimentação adequada fornece ao corpo a energia necessária para as nossas atividades diárias e para suprir as necessidades energéticas do exercício físico. O ganho de massa magra e a eliminação de gordura corporal são resultados dessa alimentação saudável. É muito comum as pessoas se preocuparem com o que vão ingerir antes e após o exercício físico e esquecerem das demais refeições do dia. Porém, para ter uma boa qualidade de vida e alcançar resultados, precisamos pensar em manter o equilíbrio entre as fontes de energia em todas as refeições. Os carboidratos, proteínas e lipídeos (gorduras) precisam estar presentes na nossa alimentação em quantidade adequada ao

longo do dia. Não esquecendo do aporte de vitaminas, minerais e água. Os carboidratos, encontrados em cereais, pães, frutas, massas, batata e mandioca, fornecem energia e disposição durante o exercício e dão volume aos músculos, sendo então, importantes para o aumento de massa muscular. Além disso eles participam ativamente na recuperação do corpo após os exercícios, momento importante para a fixação dos benefícios provenientes das atividades. As proteínas, presentes nas carnes, aves, peixes, ovos, queijos e feijões, são importantes para a recuperação e construção muscular, por isso é recomendado ingerir alimentos proteicos após o exercício. Os lipídeos (azeite, manteiga, castanhas, queijos amarelos, abacate, semente, leite integral), têm funções essenciais no organismo e metabolismo, além de colaborar com o fornecimento de energia e recuperação. As vitaminas e os minerais são importantíssimos, pois possuem função de organizar

nosso metabolismo e ajudam na queima de gordura, formação de energia, manutenção da saúde óssea e alguns são antioxidantes. Esses nutrientes estão presentes nas verduras, legumes, frutas e sementes. Além da alimentação, a hidratação também é um ponto-chave quando se fala em exercício. Para um bom rendimento não podemos nos esquecer de ingerir água antes, durante e após o exercício. O consumo de líquidos ao longo do dia fará com que seu organismo tenha um impulso para funcionar com mais intensidade e qualidade. Dessa forma, a prática de exercício físico aliada a uma alimentação saudável, ambas realizadas sob orientação, são medidas capazes de prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida. Se você pretende modificar seus hábitos alimentares, procure sempre um acompanhamento nutricional para obter orientações de como realizar essas mudanças de maneira correta e adequada.

Tiago Felipe Maronezi,

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implantodontista - CRO/PR 24.634

Implantes Dentários Muito utilizado nos dias atuais, o implante dentário é o procedimento mais indicado para reposição de dentes que foram perdidos ou estão comprometidos, eliminar próteses removíveis que estão desconfortáveis ou até mesmo causando lesões na mucosa bucal, buscando uma reabilitação funcional e estética, a fim de possibilitar uma qualidade de vida e uma estética ótima aos nossos pacientes. O tratamento consiste na utilização de pinos (implantes feitos de titânio), um material que possui a peculiaridade de promover uma fixação ao osso (osseointegração). O paciente que tem o desejo de colocar um implante dentário deve primeiramente procurar um dentista especialista na área, profissional capacitado que fará o exame clínico inicial e poderá responder a quaisquer dúvidas sobre o procedimento. Nessa mesma consulta o profissional irá solicitar exames complementares como a radiografia panorâmica ou, em alguns casos, a tomografia, ambos os exames de imagens que auxiliam o planejamento do caso. A cirurgia para instalação dos implantes

é previsível e tranquila, com o planejamento e diagnóstico corretos sendo feitos anteriormente. A anestesia utilizada é local, sendo da mesma forma convencional utilizada no consultório. Cada paciente pode ter reações distintas no pós-operatório, sendo a recuperação rápida e tranquila, com as medicações antibióticas, anti-inflamatórias e analgésicas. Pacientes que perderam os dentes há muito tempo, dentes trincados, com lesões grandes ou até vitimas de traumas ou acidentes, podem apresentar um quadro de perda óssea. Nesses casos, previamente à instalação dos implantes, pode haver a necessidade de realizar enxerto ósseo para que a posterior instalação dos implantes seja correta. Para tal procedimento, o profissional deve avaliar o caso do paciente em questão, e pode ser utilizado tanto o osso autógeno, que é retirado do próprio paciente, quanto o osso alógeno, ou osso sintético, sendo a escolha dependente do diagnóstico e planejamento do caso. O pós-operatório em ambos os tipos de origem do enxerto ósseo costumam ser tranquilos. Quanto ao tempo para serem colocadas

as próteses sobre os implantes, existem duas possibilidades: a carga tardia e a carga imediata. Na carga tardia, o profissional deve aguardar entre 3 e 6 meses em média desde a instalação dos implantes até o início do processo de moldagem e instalação da prótese sobre o implante, pois este é o tempo necessário para haver a osseointegração dos implantes. Já na carga imediata, a instalação da prótese sobre o implante é feita no mesmo dia da cirurgia para instalação do implante dentário, ou seja, o paciente já sai do consultório com a prótese instalada na mesma sessão. A escolha referente ao tempo para instalação da prótese sobre o implante é feita pelo profissional, após avaliação do caso e necessidade do paciente. A implantodontia hoje em dia é muito mais que uma especialidade, é uma arte que melhora sorrisos e a autoestima dos nossos pacientes! Aqui na Clínica Cen podemos devolver a você aquele sorriso que você tanto espera, tanto com implantes, facetas e lentes de contato!


constante acompanhamento da criança, que deve iniciar antes mesmo de iniciar a erupção dos primeiros dentes de leite, onde o responsável receberá algumas orientações básicas, como o correto uso de mamadeiras e chupetas, bem como diagnosticar, orientar e eliminar precocemente hábitos deletérios que podem interferir tanto no desenvolvimento dos ossos faciais quanto nos posicionamentos dentários. Também acompanha, através de radiografias, a sequência do desenvolvimento dos dentes permanentes que ainda estão por irromper, verificando se há espaço adequado para todos os dentes.

Além disso, é importante verificar se os dentes de leite permanecem por mais tempo do que deveriam, pois, quando isso ocorre, os dentes permanentes não podem nascer nos seus devidos lugares, comprometendo os espaços e posições de outros dentes e provocando más oclusões. Um exemplo clássico da atuação da ortodontia preventiva é a utilização de aparelhos mantenedores de espaço, que tem por finalidade a preservação de espaço após perda precoce de dentes decíduos, a fim de evitar que ocorra perda de espaço para o correto posicionamento do seu sucessor permanente.

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ortodontista - CRO/PR 24.341

A ortodontia é a especialidade odontológica responsável pelo estudo, prevenção, intercepção e correção das maloclusões dentárias e das discrepâncias esqueléticas, isto é, estuda os posicionamentos funcionais e estéticos incorretos e os contatos dos dentes entre si ou com a arcada dentária oposta, que podem ser consequência de um desenvolvimento inadequado, perda de dentes ou crescimento anormal dos ossos maxilares. A ortodontia preventiva tem como objetivo preservar a oclusão (mordida) dentro dos padrões de normalidade, a fim de evitar a instalação de determinadas maloclusões. Para isso, é necessário um

Gabriella Candiago Thomazi,

Ortodontia Preventiva


Saúde

Danielle Müller  Fabretti (CRM/PR - 37432) Endocrinologia e Metabologia

Acúmulo de gordura no fígado: o que é isto?

O

“acúmulo de gordura no fígado” como é popularmente conhecida a doença hepática gordurosa, é uma doença silenciosa que pode levar à cirrose no futuro, se não for adequadamente tratada. Existe a doença hepática gordurosa alcoólica, causada pela ingestão excessiva de álcool e a doença hepática gordurosa não alcoólica, a DHGNA. Neste artigo, vamos falar um pouco da não alcoólica. DHGNA é o termo usado para descrever o acúmulo de gordura nas células do fígado em pessoas que não bebem álcool em excesso. Estudos demonstram que cerca de 30% da população ocidental possui Esteatose hepática. Quando são considerados apenas indivíduos diabéticos, a proporção sobe para 80%, sendo mais comum nas pessoas de origem hispânica. Ainda não se tem uma causa específica para a doença, mas está muito associada à Obesidade, Resistência à insulina, Diabetes, Hipertensão, Hiperlipidemia (excesso de colesterol e triglicérides no sangue), Síndrome metabólica e uso de certos medicamentos prescritos para outras condições, tais como Distúrbios do ritmo cardíaco ou Câncer. Os pacientes geralmente não apresentam quaisquer sintomas quando eles são afetados com DHGNA. Às vezes, os pacientes podem sentir fadiga, mal-estar geral, e desconforto abdominal. Mas por que a doença hepática gordurosa não alcoólica preocupa? O simples fato de o paciente ter gordura depositada no fígado aumenta o risco de doenças cardíacas e vasculares em quase 2 vezes. Além do mais, a gordura pode levar à inflamação do fígado causando

uma Hepatite, a Esteato-hepatite não alcoólica. Esta pode, dentro de alguns anos, evoluir para cirrose com suas consequências como câncer de fígado e transplante hepático. O diagnóstico da Esteatose hepática gordurosa não alcoólica é feito por meio de exames de rotina laboratoriais ou de imagem. Uma vez detectada a alteração, é indispensável estabelecer o diagnóstico diferencial com outras hepatites, ou doenças autoimunes e genéticas, ou pelo uso de drogas, uma vez que a enfermidade não apresenta um quadro clínico característico. Porém quando há dúvida no diagnóstico ou em casos mais severos, a biópsia do fígado pode ser necessária. O tratamento da doença gordurosa hepática não alcoólica e da Esteato-hepatite consiste em modificar os hábitos de vida para perder peso, além de tratar os níveis elevados de açúcar e colesterol quando presentes. Algumas medidas são indispensáveis para prevenir o acúmulo de gordura no fígado ou para reverter o quadro já instalado: • Esteja atento às medidas da circunferência abdominal, que não devem ultrapassar 80 cm nas mulheres e 90 cm nos homens; • Procure manter o peso dentro dos padrões ideais para sua altura e idade. Mas, cuidado, dietas restritivas que provocam emagrecimento muito rápido podem piorar o quadro; • Beba com moderação durante a semana e nos fins de semana também; • Restrinja o consumo dos carboidratos refinados e das gorduras saturadas. Substitua esses alimentos pelos integrais e por azeite de oliva, peixes, frutas e verduras.

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Educação

As consequências da alfabetização precoce Apressar a alfabetização pode impedir o desenvolvimento natural, com consequências para o prosseguimento da construção do conhecimento

que essa criança aprenderá, mas também é fato que ela poderá apresentar problemas em algumas áreas da aprendizagem e até mesmo na coordenação motora. O apressamento cognitivo é um dos fatores que podem impedir a criança de se desenvolver naturalmente, com consequências para o prosseguimento da construção do conhecimento. Respeitar o ritmo e o tempo da criança - Nos lugares que frequentamos com nossas crianças, letras são vistas em todos os cantos. No entanto, a criança só irá escrever, ler e entender quando – neurologicamente – estiver amadurecida para isso. O caminho é muito longo e requer um amadurecimento também na parte emocional da criança. Desenvolver algumas habilidades previamente à alfabetização, conhecidas como “prontidão”, contribui com o desenvolvimento cognitivo da criança. Sua entrada na escola exige primeiro aprender a compartilhar a atenção da professora com mais crianças, entender, compreender e aceitar as regras, lidar com frustrações e obrigações, esperar a vez, ter autonomia nas atividades de higiene, vestuário e alimentação, entre tantos outros quesitos do amadurecimento. Prontidão implica em perceber sensorialmente formas, orientar-se no espaço, perceber direções, lateralidade e ter equilíbrio. É orientar-se no ritmo, é saber ouvir, estar atento, ter concentração e sobretudo é conhecer o sentido do que está percebendo; conhecer as palavras, suas relações e seu simbolismo. É poder controlar o corpo, inibir movimentos amplos para usar motricidade fina.   As brincadeiras de corpo como rolar no chão, se arrastar, engatinhar, dar cambalhotas, pular, andar, correr, subir e descer escadas,

Luciana Zangaro, proprietária da Galileo Kids

pular corda colaboram para a aquisição da coordenação motora, para o equilíbrio e a percepção corporal de si e sua relação com o espaço circundante. Desta forma a criança vivenciará ativamente as três dimensões no espaço e se preparará para a aquisição da escrita e da leitura. A Educação Infantil pode auxiliar no desenvolvimento das diversas faculdades da criança, sem cansá-las, sem oprimi-las, sem excesso e, principalmente, sem apressar sua seriação.

Luciana Moura Zangaro,

Pedagoga, Socióloga, Educadora há 24 anos, idealizadora e proprietária da Galileo Kids. – Unidade Baby (1 a 3 anos) R. Denis Papin, 450 - (43) 3037-3054 - Unidade Fênix (4 a 5 anos) R. Denis Papin, 525 – (43) 3039-1099 Galileo Kids - acesse nosso site: www.galileokids.com.br Inscreva-se em nossos canais: youtube/EscolaGalileoKids facebook/GALILEOKIDS instagram/escolagalileokids google+/+galileokidsLondrina

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Muitas vezes ficamos ansiosos com o momento em que nossos filhos vão ler e escrever e esquecemos o quanto importante é o desenvolvimento de habilidades que o brincar na educação infantil lhes proporciona. Para que haja aprendizagem é necessário que a criança desenvolva alguns prérequisitos que lhe são naturais, “como o desenvolvimento e a percepção do esquema corporal, a coordenação motora global, a coordenação motora fina, a lateralidade, a orientação espacial, a orientação temporal, a discriminação auditiva e visual”, Mussini, 2009. São percepções que a criança apreende antes do período escolar. Com esses prérequisitos, a criança estará pronta para o processo ensino e aprendizagem, desde que sejam respeitadas as suas fases naturais de desenvolvimento. De acordo com Rodrigues (2008), “a primeira infância é um período lúdico, de descobertas. Não pode haver pressão para o sucesso nem cobranças. Os adultos deveriam se importar mais em criar filhos felizes, que brinquem bastante, do que investir em uma educação pesada antes dos seis anos”. No entanto, ocorre um processo comum promovido, principalmente, pelos pais e professores que pode ser chamado de “apressamento cognitivo”. E no que consiste esse processo? - Iniciar a alfabetização sem dados concretos sobre a maturidade ou antes que a criança esteja pronta e preparada para tal, é incorrer num grande risco, pois poderá acarretar dificuldades intransponíveis logo no início do processo de aprendizagem. Contudo, alguns pais e professores, ao perceberem a facilidade que a criança apresenta em aprender, tendem a apressar sua aprendizagem, sem se atentar para a falta de maturidade nos conceitos anteriormente mencionados. É fato


Como está a sua memória? Praticar Ginástica para o Cérebro melhora o desempenho da memória, concentração e raciocínio informações.

Com o passar dos anos, nossa memória começa a falhar e aprender algo novo torna-se bem mais difícil. Isso ocorre porque, ao envelhecermos, o número de novos neurônios diminui e a quantidade de sinapses (comunicação entre os neurônios) também. Contudo, estudos comprovam que em qualquer idade é possível melhorar a capacidade cerebral por meio de hábitos alimentares saudáveis, prática de exercícios físicos e de estimulação cognitiva, que significa estimular nossa capacidade de pensar e processar

O curso SUPERA – Ginástica para o Cérebro propõe aos alunos atividades que melhoram a atenção, o raciocínio, a criatividade, a autoestima e outras habilidades que nos ajudam a viver bem. As turmas são pequenas, com no máximo 9 alunos, tendo 2 professores em sala de aula. Há atividades individuais, que respeitam o ritmo de cada aluno no processo de aprendizagem, e há jogos em grupo para estimular a interação social, promover competição e cooperação e agitar toda turma. O

Jogo que estimula o raciocínio, a coordenação motora e o controle de ansiedade curso SUPERA – Ginástica para o Cérebro entrega a seus alunos mais performance, saúde e qualidade de vida. Os exercícios para o cérebro são tão importantes quanto a prática de atividades físicas. Afinal, de nada adianta chegar aos 80 anos com boa saúde física, mas com problemas de memória, falta de atenção e dificuldades até mesmo para manter uma conversa. Vamos viver cada vez mais, então é preciso cuidar do corpo e do cérebro.

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No dia a dia, há várias atividades que fazemos de modo automático e que não exigem quase nenhum esforço por parte do cérebro. Mas isto é péssimo para a nossa saúde mental. O ideal é que sejam colocados em nossa rotina desafios e novidades para estimular a nossa memória e raciocínio. Por exemplo, ir da sua casa à academia por um caminho não habitual. Ir ao mercado sem levar uma lista por escrito. Calcular o troco na padaria mentalmente. Começar um curso novo pra estimular a sua aprendizagem.


educação

É brincando que se aprende! A pedagoga Alessandra Munhoz fala sobre a importância do brincar e explica como simples ações podem refletir no desenvolvimento infantil

Uma dica de brincadeira muito simples e significativa para o desenvolvimento e aprendizado do bebê é montar o cesto dos tesouros, como propõe Maria Montessori, em sua teoria sobre o desenvolvimento infantil. É uma brincadeira exploratória que podemos montar em casa, com objetos do dia a dia, trata-se de um cesto baixo que enchemos de coisas interessantes para os pequenos, como, por exemplo, tampa de panela, esponja com texturas variadas, chocalhos, objetos de madeira, de tecido, o ideal é que se coloquem pelo menos 20 itens, todos previamente higienizados. A criança vai segurar, morder, experimentar, conhecer cada objeto e descobrir novas sensações. Devemos estar atentos para não colocar objetos muito pequenos ou que ofereçam riscos para o bebê. Para as crianças a partir de 2 anos, podemos utilizar os jogos de descobertas naturais, aproveitando a capacidade

espontânea que os pequenos têm de investigar e formular hipóteses através das experiências vividas. Para a organização desses jogos, basta preparar um espaço para brincar muito agradável, silencioso e calmo. Podemos selecionar alguns materiais como colheres de madeira, fuê, peneiras de vários tamanhos, formas de bolo com formatos e tamanhos diversos, canudos de papelão, tampas, elementos da natureza, pinhas, gravetos, entre outros. Em qualquer um dos exemplos citados acima é importante a supervisão de um adulto. Então basta observar e apaixonar-se pela inventividade dos pequenos exploradores.

Alessandra Munhoz Diretora Pedagógica do Gênios Centro de Educação Infantil Rua Ucrânia, 440 - Tel. (43) 3341-6060 Londrina - Paraná

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O brincar é tão importante para o desenvolvimento sadio de uma criança quanto alimentação, higiene e carinho. As brincadeiras contribuem para a formação do cérebro, da personalidade, desenvolvem o raciocínio, a atenção, a imaginação e a socialização da criança. A brincadeira é uma fonte inesgotável de benefícios, por isso temos que dar uma pausa na correria e arrumar um espaço na agenda dos filhos para brincar. Segundo Winnicott (1975), “a brincadeira é universal e é própria da saúde: o brincar facilita o crescer, logo a saúde”. Para que possamos proporcionar momentos de brincadeiras agradáveis na vida dos pequenos, não precisamos de muito, basta um pouco de criatividade e imaginação. A essência do brincar está nas coisas simples, quem nunca viu uma criança que ao ganhar um brinquedo caro, o deixa de lado para brincar com a caixa? Isso nos faz refletir que a criança precisa de desafios e descobertas que são produzidos através de suas próprias experiências com os objetos do cotidiano e nem sempre com brinquedos comprados. Pois este já vem com uma “receita pronta” de como se deve brincar.


educação

Quando a psicoterapia pode ajudar o adolescente A psicanalista e psicóloga Isabella S. B.Dal Molin diz que o adolescente dá sinais mais ou menos explícitos de que precisa de ajuda

escolhas e possibilidades. Esquecemos como essa fase da vida é repleta de angústias, de tentativas frustradas de adaptar-se e pertencer a grupos, da descoberta de limitações e da necessidade - imposta, cabe dizer - de formar logo uma identidade que, a rigor, ainda estará sujeita a mudanças. Se os pais puderem reconhecer que a adolescência é uma fase difícil, que envolve medir-se com as figuras de autoridade, decepcionar-se e, também, enfrentar a tristeza inerente à necessidade de abandonar uma série de aspectos da vida infantil, a passagem por essa fase torna-se, para o jovem e para a família, mais fluida.     

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Bem-Estar é contar histórias

Isabella Silva Borghesi Dal Molin, psicóloga e psicanalista

Quais são as principais causas que levam os adolescentes à terapia? Os adolescentes chegam à psicoterapia por vários motivos. Muitas vezes, o próprio jovem percebe que não está bem, que está sofrendo, e dá sinais mais ou menos explícitos de que precisa de ajuda. É o momento determinante para o que ocorrerá depois. A percepção do adolescente pode se tornar um pedido articulado, e dirigido aos pais, sobre a necessidade de falar com alguém. Mas pode também ganhar formas menos evidentes e complexas, como o isolamento e a agressividade. Dar atenção aos sinais de sofrimento e reconhecer a necessidade do adolescente não é tarefa das mais fáceis, porque o estado emocional do jovem e as reações que esse estado causa nos outros podem geram incerteza sobre o que fazer e a quem recorrer. Dificuldade semelhante é

enfrentada pelos professores e educadores, que podem identificar o sofrimento, mas hesitar em falar com a família sobre a necessidade da psicoterapia. Depressão na adolescência é comum? O que difere esta depressão de outras fases da vida? Como os pais e a escola podem identificar? Como podem colaborar nessa recuperação?  Estados temporários de isolamento, fechamento, tristeza e pouca disposição são comuns na adolescência e em todas as outras idades. E o adolescente pode apresentar um quadro de depressão que precisa de atenção e cuidado. A dificuldade em identificar quadros mais graves ocorre, entre outros motivos, porque idealizamos a adolescência como um período de descobertas positivas, socialização sempre agradável, e um ilimitado horizonte de

Drogas. Como a terapia pode colaborar? Não fazendo juízo sumário de valor sobre a questão, mas auxiliando o jovem a entender o porquê do uso, e se, eventualmente, algum aspecto de sua vida está sendo prejudicado. Muitas vezes o uso é recreativo, controlado, e serve a propósitos que só serão entendidos se ouvirmos o próprio jovem. A essa questão não se prestam respostas simples. 4. Automutilação. O que leva a esse ato? Só é possível responder a essa questão pensando caso a caso. Mas há uma linha de reflexão que pode introduzir o problema: a dor psíquica, o sofrimento, é mais difícil de representar e dar sentido do que a dor física. Imaginemos um cálculo que procure dar forma – no corpo – a algo doloroso que ocorre no âmbito mental. A compreensão pode começar por aí...

Isabella Silva Borghesi Dal Molin Psicanalista e Psicóloga - CRP08/13071 Av. Harry Prochet 550, sala 03ª Tel: (43) 3344-0007 / 99977-6844


educação

perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”. Mateus 6.12

Infelizmente estamos vivendo um tempo de intolerância, de ressentimentos, de mágoas, de divisão, onde os nervos estão à “flor da pele”. Por causa de algumas diferenças, irmãos estão brigando e não conseguem se perdoar. Jesus, na oração mais conhecida e usada de forma unânime por todas as religiões, nos ensina que o perdão deve ser uma prática natural e de iniciativa pessoal. Na oração pedimos ao Pai que perdoe as nossas dívidas assim como (grifo do autor) nós temos perdoado aos nossos devedores. A iniciativa é nossa, a decisão é nossa. Algumas pessoas têm dificuldade de perdoar e pedem a Deus que as ajude perdoar. Com todo o respeito, Deus não vai intervir antes de nossa iniciativa em perdoar. Alguns pedem: “Pai, derrame um sentimento especial em meu coração para que eu consiga perdoar aquele que me ofendeu”. Deus não vai fazer isto. Por que estou dizendo isto? Porque na continuação da oração dominical nos versículos 14 e 15 de Mateus 6, Jesus fala algo que confirma isto. Vejamos: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens {as suas ofensas}, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas”. Destaquei três palavras que enfatizam isto. Em Mateus 18:23 a 35 tomamos conhecimento da parábola do Credor incompassivo onde o Rei perdoa a dívida impagável de um servo que

não perdoa a pequena dívida de um conservo. O Rei é Deus, o servo que tinha uma dívida impagável somos nós e o conservo é um nosso semelhante. Jesus termina a parábola mostrando a indignação do rei para com o servo que não perdoou no v. 34: “E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida”. Eu pergunto: quem são os verdugos? No v. 35 termina dizendo: “Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão”. Portanto se não conseguimos perdoar nosso semelhante, também nosso Pai não nos perdoa naquela situação. O que a Bíblia fala sobre o perdão de Deus: “Deus é rico em perdoar” Is 55.7; Esquece que pecamos e lança nas profundezas do oceano os nossos pecados (Mq 7.18-19); Apaga os nossos pecados (Is 43.25); Não nos trata segundo os nossos pecados (Sl 103.10). Quando perdoamos manifestamos a essência perdoadora de Deus. O perdão é incondicional. Perdão é uma decisão, não um sentimento. Aquele que perdoa alforria o ofensor de seu sentimento de culpa e é liberto do ressentimento que toma conta do seu coração. Shakespeare disse certa vez: “Não perdoar é o mesmo que encher um copo de veneno e tomar achando que o outro vai morrer”. A grande notícia é de que Deus, depois de nossa decisão de perdoar, derrama em nossos corações um bálsamo de cura que nos faz muitas vezes até esquecermos a ofensa. Seja obediente, perdoe e viva feliz, liberto das amarguras, dos ressentimentos.

João Luis Simoneti

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Pastor da Igreja Presbiteriana Independente Filadélfia de Londrina

Perdão é terapêutico


educação

Maria Angela Miranda Espírita

Para não ter que perdoar nunca mais

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erdoar os inimigos é pedir perdão para si mesmo. Perdoar aos amigos é dar-lhes prova de amizade. Perdoar as ofensas é mostrar que se tornou melhor do que antes. Infeliz daquele que diz: “nunca perdoarei” pois pronuncia a sua própria condenação, afirma o apóstolo Paulo no capítulo 10 do Evangelho segundo o Espiritismo. Pesquisadores do Luther College, instituição luterana nos Estados Unidos, comprovaram que o perdão protege as pessoas contra os efeitos negativos do stress sobre a saúde mental. A necessidade do perdão deixou de ser exclusividade das religiões e hoje faz parte dos conceitos terapêuticos da psicologia e da medicina. Ninguém mais duvida que a sanidade mental e o equilíbrio emocional têm raízes profundas no indivíduo que consegue dar e receber perdão. Todo processo de perdão ou autoperdão passa por três fases distintas: o arrependimento - quando admitimos o engano; a expiação – um sentimento de desconforto, um sofrimento moral toma conta daquele que identificou em si a necessidade do perdão; e finalmente a reparação – somente após corrigirmos e repararmos nosso engano é que o perdão acontece. O perdão nos protege contra os efeitos negativos do stress sobre a saúde mental. O perdão nos liberta. Não existe perdão condicional, algumas pessoas afirmam perdoar se aquele que lhes ofendeu der o primeiro passo na direção do entendimento, pedir o perdão antes ou se lhe prometer nunca mais lhe ofender, então perdoam. Quem procede assim fica preso, pode não perceber, porém se julga superior, não identificou sua corresponsabilidade, não entendeu que estamos todos em evolução,

portanto não iniciou o processo do perdão. Este perdão condicional pode levar a distúrbios e reações imprevisíveis. Existem aqueles que afirmam: eu perdôo, mas não esqueço. Quem perdoa fica imune à ofensa, seu equilíbrio emocional e psicológico não mais se afeta com a ofensa, raramente se lembra e quando lembra, evita falar levianamente sobre o ocorrido, quando fala é para servir de aprendizado, não contabiliza ofensas. Não esquecer é seu sinal de alerta, uma forma de proteção, de conhecer seus limites e evitar que estes sejam ultrapassados. Somos seres factíveis ao erro, estamos em constante transformação, nosso crescimento emocional, moral e intelectual está constantemente sujeito a enganos, o perdão é um processo que nos alavanca, pois a cada perdão sinceramente dado ou solicitado nos tornamos melhores. Um dia chegaremos ao entendimento de nós e de nosso próximo de uma forma tão sincera, tão amorosa que não mais necessitaremos pedir perdão. Finalmente compreenderemos o significado da súplica ensinada por Jesus em sua Oração: “Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos novos ofensores”. “A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacífico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas”, O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X – item 4. Aquele que não se lembra das ofensas sofridas nunca se sente ofendido, portanto não precisa poder perdoar nunca.


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educação

Pe. Manuel Joaquim R. dos Santos

Pároco da Paróquia Sant’Ana em Londrina

Perdão

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erdoar é dos atos que mais satisfação interior traz. Nos deixa leves, felizes, airosos e com autoestima alta. Isso, mais do que ser perdoado! Mas comumente erramos ao abordar este tema. Acabamos confundindo-o com alguma atitude psicológica de relativização da ofensa ou até de certo esquecimento. Perdoar na verdade significa desculpar um erro ou uma ofensa contra nós. Na Bíblia a palavra usada para este conceito significa literalmente “abrir mão, deixar ir embora”. Como se na verdade abríssemos mão de uma dívida... Jesus na única oração que nos ensinou, o Pai-Nosso, de fato disse: “Perdoa-nos os nossos pecados, pois nós mesmos também perdoamos a todo aquele que está em dívida conosco.” (Lucas 11:4). Estamos falando aqui, de não exigir condições para o fim do ressentimento. Sem condições, sem juros, sem pedido de desculpas. Estamos falando de perdão no campo moral e não psicológico ou simplesmente humano. Perdoamos aos outros porque essa é simplesmente a única condição exigida para usufruir do perdão de nosso Pai, “pois ele faz nascer o sol sobre maus e bons e faz cair a chuva sobre justos e injustos” (Mt 5,45). Muita gente inicia falando que “perdoa, mas não esquece”. E com isso diz que tem “dificuldades em perdoar”. Ora, esse é um mau começo! Como teremos controle sobre o esquecimento de uma ofensa, principalmente se ela nos desestruturou? Creio que morreremos lembrando disso. Até porque o nosso povo diz com razão, que “quem bate esquece, mas quem apanha nunca”! Então queridos leitores, estamos falando aqui de algo maior do que lembrar ou esquecer! Estamos falando de intrinsecamente reconhecermos, no ato do perdão, a ontológica limita-

ção do outro que é em última análise a nossa também. “Quem não errou atire a primeira pedra”, nos diz Jo 8, 1-11. Levante-se quem nunca precisou do perdão do seu semelhante! A Bíblia diz que a mão pesada do nosso “credor” nos sufoca e quando ele retira a mão de cima de nossa cabeça, então respiraremos e viveremos! “A tua mão pesava dia e noite sobre mim e o meu vigor se tornou em sequidão...” (salmo 32). Matamos quando não perdoamos. Impedimos de viver quando negamos o perdão. Perdoar a alguém é coisa muito séria. É uma atitude que nasce da soberania da vontade, que é espontânea e ao mesmo tempo necessária, no sentido filosófico do termo. Estamos cuidando da nossa saúde psicopatológica e espiritual. Estamos nos mantendo saudáveis em todos os sentidos. Se o perdão é essencial para que o devedor continue vivendo e seguindo a sua vida, é mais importante ainda para nós que nesse momento nos sentimos credores. O rancor e o ressentimento envelhecem precocemente a pessoa. Nos destroem. A falta de perdão originou guerras, que trouxeram fome, estupros, atrasos vários e milhões de mortes. Não perdoar é nos tornarmos vulneráveis a uma série infinita de desgraças. Perdoar é sinônimo de vida. A morte ronda os que se recusam a perdoar o seu irmão. A experiência nos mostra constantemente esta infeliz verdade. No Brasil atual, em que divergências políticas e ideológicas mais se acentuam, o perdão continua sendo a palavra do dia. Para construirmos uma sociedade justa e solidária é urgente que se relativizem as diferenças e se sublinhem as semelhanças como cidadãos, apostando na tolerância como o caminho da reconciliação.

Andréia Cristina Luchetti, barista e proprietária do Ânima Café Artesanal

Quem gosta de café?

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café é relação de afeto e amizade, o café é cultura, é pop, o café estabelece relações de negócios, o café desperta para o trabalho, para os estudos, para a vida em geral. Parafraseando Dorival Caymmi: “Quem não gosta de CAFÉ bom sujeito não é. Ou é ruim da cabeça ou doente do pé”. Aqui deste lado não falamos cafezinho, só dizemos cafezão, mania nossa de tentar diminuir suas qualidades, se o café pudesse falar ele diria assim: “... esta coisa de cafezinho não é coisa de mineiro, nem é coisa de gente do bem, é coisa desta indústria que não usa café, usa palha, usa escolha, usa feijão e milho torrados e dizem que é café. Até um tempo atrás diziam que eu fazia mal, que provocava gastrite, dor de cabeça, não, eu não provoco nada disso. Vou me apresentar corretamente: meu nome é Coffea arabica, sou um arbusto da Etiópia e possuo mais de 100 famílias, dessas apenas duas produzem frutos comercializados mundialmente. Sou entre todos o mais gostoso, o mais cheiroso e tenho produtividade. Quando estou torrado e moído é muito difícil me categorizar. Mas se sou comprado em grãos e moído em casa é bem mais simples ver como, além de tudo isso, sou lindão. Gosto de ser bebido sem açúcar! Dizem que sou amargo, mas isso não é verdade! A verdade é que existem categorias de qualidade de cafés que são muito amargos e adstringentes. Por isso é importante saber de onde vem o seu café! E vamos parar

de trelelê? Aqui, quem está escrevendo é a barista, o dia está clareando, a vida está germinando, o agricultor já está colhendo, esta coluna já está terminando e eu preciso fazer meu café, estou com um pé torcido, mas não sou doente da cabeça para ficar sem tomar um excelente café, o meu é claro, Ânima Café Artesanal, escolhido, torrado, moído e distribuído nas melhores lojas de Londrina e região. Vamos tomar um cafezão?


gastronomia

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eu pai era o tipo do homem espanhol que não conseguia viver sem pão. Apesar de ter vindo ao mundo pelo menos um século antes da Bela Gil, tinha umas modernidades gourmet em comum com ela, que ficou famosa por seu churrasco de melancia. E meu pai comia pão com melancia! Parece brincadeira, mas é sério, podia faltar de tudo à nossa mesa, mas o pão era imprescindível. Durante alguns anos da minha vida, dediquei-me a fazer pão uma tarde por semana. Era tão farta a produção que muitos pães eram para presente, para algum vizinho, para amigos. Do meu forno saía tudo que era tipo de pão, com uma coisa em comum: todos de farinha de cereal integral. Já fiz pão de cenoura, mandioca, cará, arroz integral cozido, entre outros. Com trigo sarraceno, fubá, farinha de arroz, farinha de grão-de-bico, centeio, sem faltar, é claro, o de cereal que mais gostamos - farinha de trigo integral. Mas nenhum deles fica tão bom quanto o de mandioquinha-salsa, a batata-baroa. Algumas coisas são fundamentais, além dos ingredientes, para fazer um bom pão. Intuição, paciência e limpeza. Minhas mãos são para o pão, unhas cortadas rente aos dedos, sem anéis, esmalte ou qualquer fricote feminino. A cozinha limpa como laboratório, a bancada onde amasso, desinfetada com álcool de 90 graus. Esses cozinheiros que a gente vê por aí cheios de relógios e pulseiras, ou as unhas da fada má, vermelhas e verdes, me dão asco. Fazer pão é coisa séria e muito divertido. Graças a Deus não tenho doença celíaca, então meu pão é com glúten e com tudo a que tem direito. Saborosíssimo. Pão da Baronesa: (em formas de pão, rende 4 receitas) ½ kg de mandioquinha-salsa cozida com a casca. 50 gramas de fermento para pão, que pode ser o Fleischmann. Que é o nosso “levain” de toda vida, tão bom e biológico como qualquer outro. Se for desidratado, 2 colheres de sopa. 1 xícara de água morna. 1 xícara de chá de óleo. 3 ovos. 1 xícara de açúcar mascavo ou 1/2 xícara de mel para o pão ficar macio. 1 colher de chá de sal mais ou menos. 1/2 kg de farinha de trigo integral. Deixe o pacote de 1 kg aberto à mão. Descasque a mandioquinha e coloque para bater no liquidi-

ficador com os ovos, a água morna, o fermento, o óleo, o açúcar e o sal. Coloque a farinha no fundo de um bowl de plástico, grande, faça um buraco no meio e comece a verter o batido do liquidificador aos poucos, misturando com uma das mãos, até virar um angu grosso. Enfarinhe a superfície da bancada e as duas mãos até o angu desgrudar delas. Verta o angu em cima da bancada, limpando com farinha seca os resíduos da bacia. Enfarinhe as mãos e comece a amassar o angu até virar uma bola homogênea. Sempre enfarinhando por fora da e nas mãos, que é para não empanzinar. Coloque a bola de massa de volta ao bowl e deixe a massa crescer quieta, num canto sem vento da cozinha. Por duas horas. Cresceu, volta para a bancada para dar o formato, qual quiser. Asse até dourar em forno bem quente, no máximo. Retire do forno e coloque para esfriar numa toalha e aí, pode atacar. Ele é bom até puro.

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Maria de Los Angeles Autodidata, especialista em culinária espanhola e cronista gastronômica

Um pão especial


qualidade de vida

Vacinas para cães e gatos: entenda a importância Com um acompanhamento veterinário é possível controlar a saúde e a vacinação do seu amigo de quatro patas

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Bem-Estar é ser carinhoso

Thais Medeiros, médica veterinária

Cães e gatos também devem ter cuidados com a saúde. A vacinação ajuda a manter seu pet saudável e também a evitar a disseminação de doenças, beneficiando toda a população “A vacina é feita a partir de vírus e bactérias que podem ser utilizados de forma viva, atenuada ou inativada. Quando o animal recebe a vacina, tais componentes estimulam a imunidade do animal fazendo com que o organismo reconheça um agente infeccioso e desenvolva imunidade contra o mesmo”, explica a médica veterinária e proprietária da Clinovet, Dra. Thais Neris da Silva Medeiros. Dra. Thais também explica algumas diferenças no esquema vacinal de cães e gatos. Se para os cães, as vacinas começam a partir dos 45 dias de vida e são recomendadas 3 a 4 doses, para os gatos as vacinas começam a partir dos 2 meses de idade e são realizadas apenas duas doses. Entre uma vacina e outra, a médica veterinária comenta que “o intervalo vacinal deve ser de 21 a 30 dias, possibilitando que o animal desenvolva um platô, ou seja, um nível de anticorpos suficiente para conseguir debelar as doenças, o que geralmente ocorre após as 16 semanas de vida”. Mas toda vacina é obrigatória? Não.

Embora cada vacina tenha a sua importância no combate de doenças específicas, Dra. Thais conta que a única vacina obrigatória para os animais domésticos é a vacina contra a raiva, uma zoonose letal para animais e humanos, a qual não está erradicada no Brasil. “A vacina antirrábica deve ser aplicada em cães e gatos a partir do 4º mês de vida, justamente porque nessa fase não há influência dos anticorpos fornecidos pelo leite materno.” A médica veterinária comenta que antes de aplicar a vacina é importante que seja realizado um exame clínico do animal para checar seu estado geral, por isso as vacinas devem ser aplicadas por um profissional capacitado e seguir os padrões da ANVISA. Tudo isso caracterizará o processo como “vacinação ética”. Cães - A vacina múltipla (V8 ou V10) também é recomendada para cães. Ela combate doenças contagiosas como a Cinomose, Hepatite canina, Parvovirose, Parainfluenza, Adenovirose, Coronavírus e Leptospirose. Tudo isso, em uma só vacina. Além desta, é possível imunizar o cão contra a Traqueobronquite (tosse dos canis) e Giárdia, que são doenças de alta infectividade. “Ambas podem ser aplicadas concomitantemente com o ciclo de vacinação”, comenta a médica veterinária.

Concluído esse período, o intervalo entre as doses de vacina será anual. Pós-vacina - Após a vacinação, alguns sinais podem ser observados. “O animal pode ficar apático, mais tristinho no dia que a vacina foi aplicada, ou em alguns casos pode formar um aumento de volume temporário no local da aplicação, mas geralmente não há reação”, comenta Dra. Thais Medeiros. “Antes de terminar o ciclo completo de vacinação não é recomendado passear com o animal, ou até mesmo frequentar petshops para banho e tosa. É importante evitar que ele entre em contato com os agentes infecciosos, pois, mesmo entre uma vacina e outra, o sistema imune do animal não está consolidado e ele pode contrair a doença”, alerta a especialista. Conscientização - Desde que a vacinação de cães e gatos foi introduzida pela primeira vez nas cidades, ela tem ajudado a diminuir drasticamente a incidência de doenças, que também podem afetar os humanos. “É preciso entender a importância da vacinação, porque algumas doenças podem causar sequelas irreversíveis. Inclusive, haveria possibilidade de erradicação de doenças se todos os animais fossem vacinados. Em alguns países desenvolvidos, não há Parvovirose e Cinomose, justamente porque há essa conscientização da população”, comenta Dra. Thais. Em relação às despesas, a médica veterinária argumenta. “A vacina tem em média o custo de R$ 70,00 por dose. Ainda que muitos considerem o investimento alto, é necessário considerar os riscos aos quais o animal está exposto. Vale a pena arriscar? Se um animal contrair alguma dessas doenças e precisar ser hospitalizado, a despesa se torna inúmeras vezes maior, sem considerar que o animal pode não resistir em casos mais graves ”, defende a especialista. Dra. Thais Medeiros Médica veterinária– CRMV-PR 11039 Clinovet Dummont Av. Santos Dumont, 417 – clinovet.recepcao@hotmail.com (43) 3025-7474


tratamentos

Emagrecer: um método exclusivo Nutricionista Priscila Teixeira associa ao Método de Emagrecimento o tratamento bioortomolecular, com exclusividade em Londrina

feito com minerais, que vão atuar na desintoxicação corporal e pode ser feito diariamente em casa. Os minerais em gel são aplicados no pulso e serão absorvidos pela corrente sanguínea que fará a distribuição no organismo, explica a nutricionista. Priscila Teixeira apresenta três minerais que auxiliarão o paciente no emagrecimento. “O S (enxofre) auxilia na desintoxicação do fígado, que é o órgão responsável por metabolizar e absorver os nutrientes dos alimentos. O I (iodo) atua no metabolismo de gordura em excesso no organismo e regulariza a tireoide. E o MG (Magnésio) atua nas glândulas linfáticas para eliminar as toxinas do organismo.” O tratamento também é indicado para pacientes com hipotireoidismo e hipertireoidismo, que normalmente possuem o metabolismo irregular. Não sendo recomendado para menores de 14 anos e gestantes. Sem clima para dieta - “As pessoas têm a crença de que nos dias mais frios é mais difícil emagrecer, mas não é bem assim. No inverno, por exemplo, temos as opções de comidas quentes, quando no verão a oferta por alimentos e bebidas calóricas é maior”, comenta a nutricionista. Priscila explica também que nos dias frios é possível adequar sopas e caldos, substituir folhas por legumes cozidos e agregar os chás à dieta, que podem acelerar o metabolismo e atuar como termogênicos. E se a dificuldade nas estações mais frias é realizar atividade física, Priscila comenta que “os exercícios físicos potencializam a perda de peso, mas é a alimentação que corresponde a 80% dos resultados. Começar o tratamento agora é vantajoso pra quem quer emagrecer até

Priscila Teixeira, nutricionista

o verão, mas, acima de tudo, pra quem deseja manter o peso o ano todo e não somente por uma questão estética, mas de saúde”, defende a especialista.

Priscila Teixeira Nutricionista - CRN 8 7194 R. Dom Pedro II, 320, sala 203 – Jd. Presidente (43) 3328-5421

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Para quem deseja emagrecer agora é a época ideal para se planejar. É o que explica a nutricionista Priscila Teixeira, destaque da nossa última edição. A profissional conta como o Método de Emagrecimento é associado ao tratamento Bioortomolecular e pode promover a perda de até 15kg em 90 dias. Graduada há sete anos, Priscila é especialista em Nutrição Ortomolecular e Nutrição Funcional. A nutricionista explica que o Método é dividido em três fases: a perda, a reeducação alimentar e a manutenção, onde o paciente aprende a fazer a substituição dos alimentos para controlar o peso e regular o metabolismo. Tratamento - O tratamento consiste inicialmente na elaboração do plano alimentar, criado de acordo com o Índice de Massa Corporal (IMC) e a idade metabólica do paciente. “Muitas pessoas têm uma crença limitante sobre os nutricionistas e acham que vou indicar alimentos incomuns ou caros na dieta, mas o plano alimentar é feito de acordo com a realidade de consumo do paciente”, conta Priscila. Além de controlar diariamente o peso, a nutricionista comenta que encaminha receitas para incentivar seus pacientes. “Quanto à dieta, existem várias receitas que podem ser adequadas, e eu mesma testo em casa antes de passar, como a receita do ‘Capuccino Saciedade’, que fica deliciosa! É uma questão de criatividade, dá pra ser feliz mesmo tendo como objetivo emagrecer.” No Método, a nutricionista também prescreve o uso de fitoterápicos, que promovem o controle do Hipotálamo (órgão que regula a sensação de fome), e a novidade, que é a associação do tratamento bioortomolecular. O tratamento bioortomolecular é

Revista Bem-estar edição 165  
Revista Bem-estar edição 165  
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