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Foto: Divulgação

AgroArtigo

Mosca-negra do Citros O

Brasil é o maior produtor de citros do mundo. Destacadamente, o estado de São Paulo é o principal estado produtor, responsável por mais de 80% da produção nacional. Recentemente, foi divulgada a previsão de safra para o ano de 2019 com uma produção próxima a 400 milhões de caixas, um grande aumento de produção se comparado ao ano de 2018. Contudo, não apenas de recordes vive a citricultura paulista, inúmeros problemas fitossanitários, como Cancro-Cítrico, “Greening”, Pinta-Preta e Bicho-Furão, oneram a produção e causam grandes perdas todos os anos. Além disso, uma nova praga tem sido detectada nos pomares de citros na região central do estado de São Paulo, a Mosca-Negra (Aleurocanthus woglumi) que foi introduzida no Brasil em 2001, inicialmente no estado do Pará, ficando restrita a esta região por muitos anos. Embora tenha havido alguma preocupação relacionada a sua introdução, logo os citricultores se esqueceram dessa nova ameaça que rondava seus pomares e assim, permanece até hoje. Mas já não podemos nos dar ao luxo

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de fechar os olhos a essa nova praga, sua ocorrência em pomares, principalmente em pomares de lima ácida Tahiti, possivelmente pela menor aplicação de inseticidas nestas plantas, serve de alerta para os citricultores. Mais preocupante é o silêncio das autoridades até o momento sobre o assunto, o que leva a incerteza dos citricultores que já possuem a Mosca-Negra em seus pomares, mas que convivem com a dificuldade da correta identificação da praga e da seleção das melhores técnicas de manejo. A Mosca-Negra dos citros é um inseto sugador, que leva a danificação de folhas novas e depauperamento da planta. Além disso, os insetos exsudam a seiva da planta sobre as folhas favorecendo o desenvolvimento de fumagina que cobre folhas e frutos, impedindo a respiração e a fotossíntese. Este conjunto de danos leva a redução da produção e da longevidade dos pomares. Entretanto, o principal prejuízo causado pela Mosca-Negra é a limitação que acarreta a comercialização tanto de frutos como de material de propagação, devido ao fato de ser uma praga quarentenária.

Seu controle está associado ao emprego de inseticidas registrados para a cultura e o controle biológico com o emprego de parasitoides, por exemplo, Encarsia opulenta, com grande eficiência no exterior. De fato, é preciso nos mantermos alertas a mais essa questão fitossanitária que surge na citricultura e lembrarmo-nos que a informação é nossa melhor alternativa.

PROFº. LUCAS APARECIDO GAION Contou com a colaboração dos professores Daniel De Bortoli Teixeira e Ronan Gualberto

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Magazine AgroFest - 31ª Edição  

Magazine AgroFest - 31ª Edição JUNHO/JULHO 2019 - Distribuída em São José do Rio Preto/SP e mais 34 cidades da Região. www.magazineagrofest...

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