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Sess천es cordenadas


Sessões Coordenadas PROGRAMA DE ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE BUCAL PARA CRIANÇAS DA CRECHE FRANCESCA ZACARO FARACO Programa de atenção primária em saúde bucal para as crianças da Creche Francesca Zacara Faraco A promoção de saúde bucal na infância é um fator importante no que diz respeito aos aspectos psicológicos e educacionais, possibilitando a ampliação dos benefícios do cuidado em saúde, não se limitando somente à prevenção e ao tratamento de doenças bucais. Tais benefícios almejam também exercer a odontologia dentro dos conhecimentos científicos atuais e prevenir os traumas psicológicos relacionados ao tratamento. O objetivo deste projeto é desenvolver ações que visem à promoção de saúde das crianças da creche Francesca Zacaro Faraco através de atividades educativas, de medidas preventivas e do diag2

nóstico e tratamento das lesões do sistema estomatognático. Desta forma, desenvolvem-se ações educativas no intuito de possibilitar a apropriação de conhecimentos acerca da saúde bucal por crianças, professores e funcionários, salientando seus benefícios para o bem-estar físico, psíquico e social. As atividades educativas compreendem instruções de higiene bucal em nível individual para crianças de 3 a 6 anos e orientações aos professores das crianças de 0 a 2 anos sobre como proceder essa higienização. Também é realizado com as crianças teatro de fantoches sobre a importância da higiene bucal e da alimentação adequada, bem como das conseqüências do consumo de alimentos cariogênicos. Foi elaborado um folder educativo sobre traumatismos para orientação dos pais e educadores. Em conjunto com o setor psicopedagógico da creche foi organizado um módulo educativo composto por seis encontros com duração de uma hora para os grupos de professores dos turnos da manhã e da tarde, o qual servirá como atualização e/ou orientação para professores novos. Periodicamente, todas as crian-


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ças da creche recebem exame clínico odontológico para a detecção precoce de quaisquer alterações bucais, tais como cárie dentária, doença periodontal e problemas de oclusão e, a partir daí, é realizado o tratamento especifico, quando necessário. As crianças são examinadas pelo menos uma vez ao ano e, para aquelas que apresentam alguma alteração, são feitos exames de acompanhamento. Em 2006, cento e quatorze crianças foram examinadas. Destas, 16 apresentavam lesões de cárie ativa e 50% delas apresentavam problemas de oclusão. Na continuidade do projeto, em 2008, a atual equipe examinou 97 crianças e, dentre estas, nenhuma criança apresentava lesões de cárie ativa e 26% tinham alterações de oclusão, sendo que a mordida aberta anterior é a mais prevalente, estando associada ao uso da chupeta e hábitos deletérios como a sucção do dedo. Após os exames clínicos, enviamos aos pais um bilhete informando sobre a situação de saúde bucal do seu filho. O controle dos fatores etiológicos dos problemas detectados no exame clínico é realizado pela equipe do projeto, composta da professora orientadora,

um bolsista e uma bolsista, ambos discentes do curso de graduação em odontologia. Quando necessário, os pais da criança são orientados a procurar um profissional de sua preferência ou encaminhados à Faculdade de Odontologia da UFRGS, caso o tratamento exija intervenções que envolvam tecnologia dura. Para os bolsistas, o projeto mostra-se como uma oportunidade diferenciada de formação profissional, possibilitando vivência extramuro e contato com profissionais de diferentes áreas, desenvolvendo experiências interdisciplinares na área da atenção à saúde infantil e a aprendizagem de tecnologias leve e leve-dura. Isto é importante para a formação dos estudantes na área da saúde, pois abrange a estratégia de promoção da saúde e inclui a odontologia no modelo de integralidade da atenção, em que o processo saúdedoença-cuidado incorpora a dimensão da humanização da atenção à saúde.

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Sessões Coordenadas FEIRA DE SAÚDE: CIDADANIA

A Iª Feira de Saúde do Guará foi um evento no semestre 2009/1 e aberto à população, promovido pelo Projeto PETSaúde da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Secretaria Municipal Saúde de Xangri-Lá em conjunto a Escola Municipal de Ensino Fundamental Petronilha Maria Alves dos Santos. O evento aconteceu no primeiro sábado de julho na quadra da escola, local de bastante circulação de pessoas, das 8h às 17h, onde foram montadas barracas temáticas. O foco da Feira de Saúde do Guará foi lidar com a prevenção de doenças e com a promoção da saúde pela discussão de temas do binômio saúde – doença e esclarecimentos das principais dúvidas e mitos da população. Graduandos em Medicina, Medicina Veterinária, Enfermagem, Odontologia e Farmácia, previamente capacitados por docentes e profissionais da rede pública de saúde do município realizaram intercâmbio de informações e experiências sobre temas cuidadosamente definidos e que compreenderam todas as faixas etárias, fazendo uso de 4

diversas formas de material didático (cartazes, panfletos, folders, explanações, vídeos, bonecos interativos, peças anatômicas normais e patológicas e brincadeiras). Para tal, contou-se com apoio E.M.E.F. Petronilha; Clube de Mães do Bairro Guará; Clube de Mães do Bairro Centro; Clube de Mães do Bairro Atlântida; Farmácia Medical; Alunos da Escola Petronilha; E.E.E.M. de Xangri-Lá; Prefeitura Municipal de Xangri-Lá; Vigilância Sanitária; Secretaria de Educação de Xangri-Lá; Secretaria de Saúde de Xangri-Lá. A Feira de Saúde de Guará conseguiu levar conhecimento acadêmico à população, conheceu com mais afinco a realidade da mesma e obter dados estatísticos sobre os temas tratados. Como exposto ao longo do texto, a Feira de Saúde foi um evento de ampla importância na cidade e deverá, a cada semestre, se firmar como tradição em Xangri-Lá devido a sua grande variedade de temas abordados e do material vasto e diferenciado distribuído para os visitantes, que têm a oportunidade de tirar dúvidas, trocar experiências e renovar conceitos conjuntamente com os acadêmicos. Estes, por sua vez, se vêem inseridos


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na comunidade, notando a importância da realização de experiências inovadoras como a Feira que contribui para a melhoria do ensino, fortalecimento do aprendizado na realidade e mudança com foco a atenção básica em saúde para a prevenção e qualidade de vida conforme os novos dogmas da educação em saúde.

PAPEL DO CIRURGIÃO-DENTISTA NA PREVENÇÃO E NA IDENTIFICAÇÃO PRECOCE DO CÂNCER BUCAL O câncer bucal inclui os cânceres de lábio e de cavidade oral (mucosa bucal, gengivas, palato duro, língua oral e assoalho da boca). Esta patologia localiza-se preferencialmente na língua, no assoalho da boca e no lábio inferior. Segundo o Inca, o Brasil teve, em 2008, 10.380 novos ca-

sos em homens e 3.780 em mulheres. O Rio Grande do Sul é o quarto estado brasileiro com maior prevalência de câncer bucal, apresentando, em 2008, 820 novos casos em homens e 230 em mulheres. O índice de sobrevida de cinco anos é de 60 a 80% para tumores iniciais e de 20 a 30% para lesões avançadas. Os fatores de risco para o câncer de boca são o fumo, álcool, chimarrão, café, chá e traumatismos crônicos. Para prevenir essa doença, é importante que o cirurgião-dentista atue na remoção dos fatores promotores antes do aparecimento da lesão. Para isso, os profissionais devem estar conscientes das necessidades de realizar exame nos tecidos moles como rotina em seus pacientes. O objetivo desta ação de extensão foi o de avaliar o risco em relação ao câncer bucal da população que procurou atendimento no serviço de cirurgia da Faculdade de Odontologia da UFRGS no período de abril a junho de 2009. Os pacientes foram examinados e as lesões existentes, cancerizáveis ou não, foram biopsiadas. Além disso, todos os pacientes foram inquiridos quanto à exposição aos fatores predisponentes ao câncer bucal 5


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e instruídos para a prevenção. Os pacientes preencheram uma ficha de identificação e responderam quanto ao uso dos fatores de risco. Foram realizados exames clínicos das mucosas e, quando necessário, biópsias. Os pacientes foram instruídos quanto a prevenção do câncer bucal. Durante o período do estudo, foram examinados 105 pacientes, dos quais 11 apresentaram lesões cancerizáveis na mucosa bucal e foram submetidos à biópsia. Os resultados dos exames mostraram que 8 pacientes apresentavam câncer bucal, sendo um Linfoma e o restante Carcinomas Espinocelulares. Os pacientes que apresentaram alteração cancerizável ou que eram expostos aos fatores predisponentes foram considerados de risco e foi realizado acompanhamento longitudinal dos mesmos. Os pacientes com lesões de câncer bucal foram encaminhados ao tratamento específico, com o laudo histopatológico em anexo. O tratamento das lesões envolve a remoção cirúrgica da mesma e quimioterapia ou radioterapia. Para um melhor prognóstico é importante a detecção precoce da doença e a remoção dos fatores promotores. 6

LEVANTAMENTO DAS ATIVIDADES DA ATENÇÃO ESPECIALIZADA EM ESTOMATOLOGIA NO CENTRO DE ESPECIALIDADES ODONTOLÓGICA O acesso ao atendimento odontológico no Brasil, pelo Sistema Único de Saúde, evoluiu muito nos últimos anos. Embora ainda assim, de acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil tenha uma das piores condições de saúde bucal do mundo. Na intenção de atenuar esse quadro o Governo Federal criou uma política de saúde bucal para a população, o Brasil Sorridente. Uma das principais linhas de ação do programa é a criação dos Centros de Especialidades Odontológicas, conhecidos popularmente como CEO’s. Os CEO’s são unidades de saúde participantes do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde - CNES, classificadas como Clínica Especializada ou Ambulatório de Espe-


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cialidade e um dos serviços oferecidos à população é o da especialidade de Estomatologia. O CEO de Estomatologia é de fundamental importância, pela sua complexidade e pela crescente demanda de atendimento especializado na área aos usuários do SUS. Essa especialidade visa ao diagnóstico, manejo clínico e cirúrgico-ambulatorial das lesões da mucosa bucal e dos ossos maxilares, com ênfase no diagnóstico precoce do câncer de boca. O câncer de boca, de acordo com o INCA é o sexto tipo de câncer mais incidente do Brasil, e o seu diagnóstico precoce se torna primordial porque amplia consideravelmente a curabilidade da doença. De acordo com a Estimativa de 2008 surgem aproximadamente 1000 novos casos de câncer de boca no Rio Grande do Sul (dados referentes a 2008). O CEO UFRGS Sede contempla uma população de aproximadamente 100.000 pessoas na cidade de Porto Alegre, pacientes que são encaminhados de duas UBS principais. Na especialidade de Estomatologia os encaminhamentos foram abertos para toda região metropolitana, pois não haviam mais pacientes referenciados para a especialida-

de das UBS principais. No entanto, mesmo aumentando a área de cobertura, o serviço ainda funciona sem demanda reprimida.Isto se deve ao fato de poucas pessoas procurarem atendimento por lesões de boca: de acordo com o SB Brasil 2003 apenas 0,58% da população (na faixa etária de 65 a 74 anos) procura atendimento por lesões bucais. Outro fator que pode explicar a em baixa procura ao serviço é a não capacitação de alguns profissionais de saúde das UBS para diagnosticar lesões de boca. O CEO UFRGS Sede de Estomatologia funciona em um dos ambulatórios da Faculdade de Odontologia da UFRGS, o serviço funciona semanalmente, todas as segundas feiras durante o turno da tarde. Para o atendimento o serviço conta com 3 cirurgiões dentistas e mais um professor do corpo docente da FOUFRGS como coordenador. Por dia são atendidos em média 12 pacientes. Esse trabalho tem como objetivo levantar dados a respeito da prestação de serviços da atenção especializada em Estomatologia do CEO UFRGS Sede, evidenciando a população adscrita, de Abril de 2008 até Julho de 2009, as lesões de boca mais prevalentes, a clas7


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sificação destas, a conduta de diagnóstico e a comparação entre os diagnósticos da referência (UBS/SF) do diagnóstico clínico do CEO e o diagnóstico histopatológico, quando realizado. O método utilizado para realizar essa avaliação foi a análise dos dados dos prontuários dos pacientes atendidos pelo CEO-Estomatologia e as guias de encaminhamento das UBS. Com estes dados foi possível traçar o perfil da população atendida pela especialidade. Dos pacientes atendidos 66% eram do sexo feminino. A faixa etária que mais consultou foi a de 51 até 60 anos de idade (32%) seguidos: de 41 a 50 anos (21%), de 61 a 70 anos (17%), de 0 a 20 anos (14%), de mais de 71 anos (11%) e de 20 a 40 anos (5%). Um dos problemas que o serviço apresenta são os encaminhamentos que chegam ao CEO, e que deveriam ter uma referência do profissional da UBS sobre o porquê do encaminhamento e/ou indicando a hipótese de diagnostico. Dos pacientes que foram atendidos apenas 51% dos documentos de referência foram preenchidos, e destes muitos com referência de somente uma lesão, e com o paciente apresentando 8

diversas outras lesões, que aparentemente foram ignoradas pelo profissional. As lesões também são pobremente descritas e diagnosticadas, visto que apenas 3% das referências tiveram o diagnóstico compatível com o exame Histopatológico, o padrão ouro para o diagnóstico. Das quatro lesões malignas diagnósticas no período, nenhuma havia referência correta. A conduta de diagnóstico e o tratamento na especialidade de Estomatologia UFGRS Sede destas lesões foram classificadas em duas categorias: Biópsia + Exame Histopatológico (remoção cirúrgica total ou parcial mais análise em laboratório de patologia) e Clínico (acompanhamento clínico, tratamento medicamentoso, orientação para mudança de hábitos). O tratamento Clínico foi o mais predominante entre a conduta com 71% dos casos, enquanto o tratamento de Biópsia + Exame Histopatológico foi a conduta utilizada em 29% dos casos. O laboratório responsável pelos laudos do exame Histopatológico foi o laboratório de Patologia da FOUFRGS. As lesões encontradas foram divididas em três categorias: Inflamatórias/Infecciosas, Neoplasias/


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Lesões Cancerizavéis e Outras, sendo que a última categoria abrangia desde lesões não classificadas nas outras categorias ou apenas estruturas anatômicas ou lesões que não precisariam de uma consulta no especialista. As lesões com maior incidência foram as Inflamatórias/Infecciosas com 48% dos casos, as lesões Neoplásicas/Cancerizavéis tiveram 34% e as lesões classificadas como Outras 18%. Em conclusão podemos constatar a efetividade de ações como o CEO e o Brasil Sorridente para a ampliação da atenção em saúde. Outro dado importante é o reforço de que o diagnóstico de lesões bucais é negligenciado tendo em vista que os encaminhamentos de menos de 0,0012% de pacientes dentro da população adcrita.

PRÁTICA LABORATORIAL COMO SUPORTE PARA A DISCIPLINA DTM E DOR OROFACIAL I O dispositivo intraoclusal (DI) é utilizado no tratamento dos pacientes com Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial que são atendidos nas clínicas da Faculdade de Odontologia. A confecção destes dispositivos têm sido realizada por laboratório conveniado com a Faculdade de Odontologia, e isto tem acarretado um tempo de espera muito longo e custo elevado para o paciente. O objetivo deste projeto é treinar os alunos de graduação para fazer o planejamento e a confeccionar estes dispositivos com a finalidade de minimizar os custos e o tempo de entrega para os pacientes. A confecção destes exige vários procedimentos laboratoriais como: moldagem e confecção de modelos superior e inferior; montagem dos modelos em articulador semi-ajustável; enceramento do aparelho 9


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sobre o modelo superior ou inferior; Inclusão do modelo com o aparelho em cera dentro da mufla e contra-mufla; remoção da cera e substituição da cera pela resina acrílica; prensagem da resina acrílica; polimerização da resina acrílica; abertura da mufla, retirada dos modelos de gesso e do DI; limpeza e acabamento com fresa; lixamento com lixas d’água; polimento do DI na politriz com pedrapomes e branco de Espanha. Após a finalização destas etapas, o DI é avaliado pelo professor da disciplina DTM e Dor Orofacial, antes de ser colocado no paciente. Os pacientes são acompanhados na disciplina e os alunos que confeccionaram os DIs participam de todas as fases (clínica e laboratorial) do tratamento. As metas deste projeto são ampliar o conhecimento do aluno nesta área específica da saúde bucal e melhorar a sua atuação no mercado de trabalho, especialmente nas comunidades de menor poder aquisitivo.

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AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DOS PAIS QUANTO A QUANTIDADE DE PASTA DE DENTE QUE DEVE SER COLOCADA NA ESCOVA DENTAL Nas últimas décadas, tem-se observado um declínio na prevalência de cárie dental (Narvai et al, 1999). De acordo com Lima e Cury (2001), essa diminuição se deve, em grande parte, à utilização de produtos fluoretados. Pesquisa da FAPESP revela que cremes dentais escondem um perigo para crianças entre 11 meses e 7 anos de idade. Isto quer dizer que a exposição ao flúor, aumenta paralelamente a prevalência de fluorose, principalmente em países industrializados. O gostinho agradável da pasta de dente esconde um perigo para crianças entre 11 meses e 7 anos de idade. Se ingeridas em excesso, as pastas provocam a fluorose, uma doença que deixa manchas es-


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branquiçadas ou opacas nos dentes em formação e nos casos mais graves provoca porosidade que facilita fraturas e a absorção de corantes dos alimentos. Por outo lado, engolir pasta de dente é uma prática comum nas crianças menores porque elas não conseguem, no enxágue, expelir todo o conteúdo da pasta de dente. Deste modo, como trabalhamos com bebes , nós objetivamos avaliar a quantidade de pasta de dente que é colocada na escova dental por pais dos bebês de idade variando entre 6 a 36 meses e que já freqüentam a pré-escola. Contamos com 181 pais de crianças de 06 a 36 meses de idade, selecionados de modo não aleatório, uma vez que seus filhos tinham que estar freqüentando a pré-escola. Estes pais estavam participando um de evento específico em um parque público da cidade de Porto Alegre, denominado o “Dia do Bebê”, local este, onde responderam um questionário acompanhado da apresentação de cinco escovas de dente com diferentes dosificações de dentifrício: toda a escova, metade da escova, quarto da escova, sujar a escova toda de dentifrício com o dedo e, porção

referente à ponta do dedo mínimo (a quantidade correta). Os resultados foram analisados e observou que somente 14,91% dos pais questionados indicaram a quantidade adequada de dentifrício a ser colocada nas escovas de seus filhos. 32,04% dos pais informaram que escovam os dentes de suas crianças 3 vezes ao dia, 26,51 disseram que escovam 2 vezes e 21,54% indicaram que escovam 1 vez ao dia. 55,80% dos pais responderam que sabiam que as pastas de dente continham flúor, contra 12,15% que desconhecem tal realidade. A partir desses resultados surgiram vários questionamentos, dentre os quais no que tange a necessidade de conscientizar a população brasileira quanto da importância da utilização correta do dentifrício fluoretado em crianças de 6 a 36 meses de idade não apenas através da mídia, mas principalmente instituir programas públicos de saúde bucal educativo e preventivo, que abracem esta idade e abordem enfaticamente este tema, como é o exemplo do Curso de Extensão Universitária:Bebê Clinica da Faculdade de Odontologia de UFRGS que existe há 16 anos. 11


Sessões Coordenadas ABORDAGEM DA ODONTOLOGIA NOS CASOS DE APNEIA DO SONO A Apneia Obstrutiva do Sono (AOS), doença que atinge cerca de 5% da população ocidental, é conhecida como um distúrbio respiratório crônico, progressivo, caracterizado pela interrupção periódica da respiração durante o sono, a qual pode causar, além de problemas sociais, como desagregação familiar devida ao ronco, alterações em vários órgãos, principalmente o coração, aumentando a possibilidade de desenvolver arritmias, hipertensão, infarto e derrame cerebral. Tendo em vista a importância do assunto e por se tratar também de um campo de ação do profissional da Odontologia, o grupo PET Odontologia decidiu trazer o assunto ao ambiente acadêmico através de uma atividade de extensão que consistiu de quatro encontros, com a participação de renomados profissio12

nais da área da Pneumologia, Otorrinolaringologia, Ortodontia, Prótese Odontológica, Cirugia e Traumatologia Buco Maxilofacial. Esta atividade teve uma abordagem multidisciplinar, corroborando a idéia da necessidade da integração do cirurgião-dentista com especialistas da Medicina relacionados da área. As abordagens terapêuticas e suas implicações são extremamente complexas e cada caso deve ser avaliado cuidadosamente por uma equipe multidisciplinar. O objetivo dessa atividade é apresentar alguns informações sobre a apneia obstrutiva do sono, sob o enfoque da Odontologia discutindo principalmente a utilização de aparelho intra-oral (AIO) para tratamento de pacientes com ronco e apneia do sono. A abordagem será principalmente direcionada aos interessados no assunto ou àqueles afetados pela problemática seja por apresentarem a doença ou conviverem com familiar que sofra desse mal.


Sessões Coordenadas ATENÇÃO ODONTOLÓGICA ESPECIALIZADA AO ADULTO

ção exigia medicação antisséptica e a obturação dos canais se deu por técnica de guta-percha termo platificada.

Será apresentado um levantamento dos casos encaminhados para tratamento endodôntico, utilizando o sistema de referência e contra-referência mantido com a Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Este projeto de Extensão, sob a denominação de “ATENÇÃO ODONTOLÓGICA ESPECIALIZADA AO ADULTO”, está vinculado ao Programa do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) do SUS. O levantamento de casos atendidos no primeiro semestre do ano de 2009 inclui dados como a cidade de origem, sexo, idade, raça, uso de medicação, número de consultas necessárias para o tratamento, dente que esta sendo tratado e diagnóstico da doença. Para ilustrar as ações acima descritas será apresentado o caso clínico de uma paciente, que já estava em tratamento pelo CEO por problema periodontal. O tratamento endodôntico envolveu o dente 46 que apresentava necrose pulpar. A situa-

FACULDADE DE ODONTOLOGIA DA UFRGS: ATENDIMENTO NO AMBULATÓRIO DE EXODONTIA (PROCEDIMENTOS) Ação de capacitação objetiva aprimorar os conteúdos teóricos e práticos relacionados com as exodontias simples, complexas, unitárias e múltiplas de dentes decíduos e permanentes em que há necessidade de acesso cirúrgico para a sua realização. Os procedimentos exodôntico-cirúrgicos são realizados nos terceiro andar da Faculdade de Odontologia da UFGRS, no Ambulatório de Exodontia, por dois cirurgiões –dentistas, configurando uma dupla de atendimento onde um é o operador 13


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e o outro auxiliar. A ação se destina atender pacientes adultos do gênero masculino e feminino, que necessitem de exodontias. Estes pacientes podem apresentarse com saúde perfeita sem fazer uso de medicamentos ou pessoas com saúde comprometida fazendo uso de medicação como: anti-hipertensivos, anti-coagulantes, anti-depressivos. As pacientes podem estar gestantes, serem dependentes químicos ou psiquiátricos. No ambulatório, realizam-se procedimentos cirúrgicos, com o paciente sentado na cadeira odontológica, sob anestesia local. Os extensionistas são auxiliados pelos bolsistas nos casos cirúrgicos mais complexos, nos casos mais simples os bolsistas fazem, eles mesmo, o atendimento. Os procedimentos realizados constam de exodontias simples ou complexas, podendo ser unitárias ou múltiplas, necessitando ou não de alveoloplastia. São realizados procedimentos exodônticos em dentes decíduos e permanentes. Também são realizados procedimentos para adequação da cavidade bucal prévia a transplante ou tratamento oncológico (radio e/ou quimioterapia) 14

onde por solicitação médica, é recomendado a remoção de peças dentárias, com prognóstico de manutenção sombrio ou duvidoso, previamente a estes tratamentos. Outra atividade do bolsista é organizar o pré-operatório de pacientes, com necessidades exodônticas, que fazem uso de algum medicamento especial ou portadores de próteses cardíacas, são encaminhados cartas ao médico solicitando orientações quanto à suspensão de drogas ou administração de antibiótico prévio ao procedimento, estabelecendo-se uma comunicação entre as várias especialidades em variadas instituições (HCPA, SANTA CASA e INSTITUTO DO CORAÇÃO).


Sessões Coordenadas FACULDADE DE ODONTOLOGIA DA UFRGS: ATENDIMENTO NO AMBULATÓRIO DE EXODONTIA (PÚBLICO ALVO) Ação de capacitação objetiva aprimorar os conteúdos teóricos e práticos relacionados com as exodontias simples, complexas, unitárias e múltiplas de dentes decíduos e permanentes em que há necessidade de acesso cirúrgico para a sua realização. Os procedimentos exodônticocirúrgicos são realizados nos terceiro andar da Faculdade de Odontologia da UFGRS, no Ambulatório de Exodontia, por dois cirurgiões –dentistas, configurando uma dupla de atendimento onde um é o operador e o outro auxiliar. No ambulatório, realizam-se procedimentos cirúrgicos, com o paciente sentado na cadeira odontológica, sob anestesia local. A ação se destina atender pacientes adultos do gênero masculino e feminino, que necessitem

de exodontias. Estes pacientes podem apresentar-se com saúde perfeita sem fazer uso de medicamentos ou pessoas com saúde comprometida fazendo uso de medicação como: anti-hipertensivos, anti-coagulantes, anti-depressivos. As pacientes podem estar gestantes, serem dependentes químicos ou psiquiátricos. Os extensionistas são auxiliados pelos bolsistas nos casos cirúrgicos mais complexos, nos casos mais simples os bolsistas fazem, eles mesmo, o atendimento. Os procedimentos realizados constam de exodontias simples ou complexas, podendo ser unitárias ou múltiplas, necessitando ou não de alveoloplastia. São realizados procedimentos exodônticos em dentes decíduos e permanentes. Também são realizados procedimentos para adequação da cavidade bucal prévia a transplante ou tratamento oncológico (radio e/ou quimioterapia) onde por solicitação médica, é recomendado a remoção de peças dentárias, com prognóstico de manutenção sombrio ou duvidoso, previamente a estes tratamentos. Outra atividade do bolsista é organizar o préoperatório de pacientes, com necessidades exodônticas, 15


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que fazem uso de algum medicamento especial ou portadores de próteses cardíacas, são encaminhados cartas ao médico solicitando orientações quanto à suspensão de drogas ou administração de antibiótico prévio ao procedimento, estabelecendo-se uma comunicação entre as várias especialidades em variadas instituições (HCPA, SANTA CASA e INSTITUTO DO CORAÇÃO).

“ COMO ESTÁ A SAÚDE EM XANGRI-LÁ: A PALAVRA DO POVO” Introdução: O projeto desenvolvido dentro das diretrizes do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde - PET Saúde, com a Secretaria Municipal de Saúde de Xangri-Lá, visa desenvolver vivências a partir de ações que incluem o ensino, a pesquisa e a extensão envolvendo professores e acadêmicos dos cursos da área da saúde, profissionais das 16

Unidades Básicas de Saúde do município e a comunidade local através da Estratégia Saúde da Família (ESF). Com o objetivo de conhecer melhor a comunidade de Xangri-Lá, sua realidade e necessidades, aplicou-se um questionário a fim de orientar como melhor trabalhar na comunidade e, como integrar a equipe multidisciplinar do PET –Saúde Xangri-lá. Materiais e métodos: Foi elaborado um questionário com 33 perguntas objetivas que foi aplicado nas visitas domiciliares pelos acadêmicos e agentes comunitários da região. Resultados: Os resultados encontrados na análise dos questionários mostram que as famílias não são numerosas, a maioria da população tem ocupação em trabalho informal e ensino fundamental incompleto. Grande parte da comunidade faz consultas de prevenção e realizam o auto-exame de mama. Há um grande número de fumantes e de pessoas que fazem uso contínuo de medicamentos. A população está satisfeita com o local onde moram, mas reclamam do sistema de esgoto e pavimentação das ruas. Conclusão: A população de Xangri-Lá necessita de melhorias na saúde, educação e saneamento básico. Com essa


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base, tem-se desencadeado ações deste grupo PET com a finalidade de levar à população suprimento de suas principais carências através de um trabalho interdisciplinar que oferecerá qualidade de vida necessária a esta comunidade.

ANÁLISE DOS PROCEDIMENTOS REALIZADOS NO CEO DE PERIODONTIA DA UFRGS NO PERÍODO DE JANEIRO A JUNHO DE 2009 A periodontia é a área da odontologia que visa prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças dos tecidos que circundam os dentes. As doenças periodontais são doenças infecto inflamatórias que acometem indivíduos suscetíveis, sendo decorrentes da agressão de bactérias localizadas supra e subgengivalmente. A gengivite acomete estruturas gengivais do periodonto de proteção sendo causada pela placa localizada supragengival, enquanto que a periodon-

tite acomete as estruturas do periodonto de sustentação, sendo causada pela placa subgengival. A ocorrência dessas doenças recebe influência de fatores locais, sistêmicos e comportamentais – diabetes e fumo; O tratamento oferecido nos Centros de Especialidades Odontológicas é uma continuidade do trabalho realizado pela rede de atenção básica (atenção primária em saúde) que visa promoção de saúde bucal e esta está inserida num conceito amplo de saúde que transcende a dimensão meramente técnica do setor odontológico. Os profissionais da atenção básica são responsáveis pelo primeiro atendimento ao paciente e pelo encaminhamento aos centros especializados apenas casos mais complexos. O CEO de periodontia da UFRGS se diferencia, pois os atendimentos são feitos por alunos da graduação, a partir do 5˚ semestre, com a supervisão dos professores da periodontia. Os tratamentos realizados no CEO de Periodontia são de doenças gengivais marginais e que acometem o periodonto de sustentação de caráter crônico e agudo e cirurgias periodontais (aumento de coroa clínica, acesso cirúrgico ao biofilme subgengival, trata17


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mento de lesões de furca, restaurações trans cirúrgicas), assim como procedimentos de ordem geral como urgências, ATF, remoção de sutura, restaurações provisórias. Os alunos também são instruídos para fazer abordagem cognitivo e comportamental de pacientes fumantes. Os procedimentos que visam o tratamento periodontal são realizados com instrumentos manuais e ultra-sônicos. Metodologia: Análise de dados coletados de planilhas correspondentes ao primeiro semestre de 2009. Estas são preenchidas pelos alunos após a realização do procedimento e liberação do paciente. Caso clínico: Foi realizada uma consulta, onde foi feito o diagnóstico e o tratamento do paciente. Para a realização do procedimento, o aluno lançou mão da utilização de instrumentos ultra-sônicos e manuais. RESULTADOS: Os pacientes atendidos pelo CEO de Periodontia são do sexo feminino e masculino com idades variando de 13 anos a 69 anos, sendo a média de idade de 51,37 anos. O total de procedimentos executados no período de janeiro de 2009 a junho de 2009 foi de 624, com a média de 104 procedimentos ao mês. No mês de janeiro a produção foi de 91 18

procedimentos, enquanto que em fevereiro foram realizados 66 procedimentos e no mês de março 55 procedimentos. No segundo trimestre de 2009, a produção foi a mais relevante do semestre, sendo o mês de junho o de maior produção com a realização de 154 procedimentos, seguido pelo mês de abril com 133 procedimentos e pelo mês de maio com 125 procedimentos. A RASUB foi o procedimento mais executado durante o período avaliado, evidenciando desta forma que o CEO de Periodontia tem por objetivo, primeiramente, o tratamento das doenças periodontais de modo não cirúrgico, sendo realizados no semestre 257 procedimentos, entretanto nos casos onde haja necessidade, lançamos mão do tratamento cirúrgico. No semestre em questão, foram realizadas o total de 29 abordagens cirúrgicas. Os procedimentos que apareceram como o segundo e o terceiro mais executados foram as consultas, com 152 atendimentos, e as RAP supragengivais, com 97 procedimentos. Os atendimentos e as RAP supragengivais foram responsáveis por 249 procedimentos durante o período avaliado, representando, dessa forma, 39,9% dos procedi-


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mentos realizados. Através da análise dos resultados podemos concluir que o CEO de Periodontia da UFRGS, atingiu as metas propostas pelo governo para o primeiro semestre do ano de 2009. Além disso, contribuiu significativamente para a formação profissional dos alunos que participaram.

“UMA DAS ARTICULAÇÕES NAS AÇÕES DO PET-SAÚDE XANGRI-LÁ: DROGAS,AÇÃO E PREVENÇÃO” O controle de riscos para uso/abuso de drogas não é evidenciado nos discursos, indicando ação inexpressiva ou inexistente. A atuação limita-se à identificação de situações a partir da demanda, adotando-se condutas de exclusão ou repasse para setores e profissionais especializados em Saúde Mental. A prevenção do uso/abuso de drogas centra-se em ações educativas tradicionais,

com repasse de informações sobre malefícios do uso de drogas. Uma das articulações nas ações do PET-Saúde Xangri-Lá é promover sempre atividades educativas para multiplicar ações de conscientização da juventude sobre os maus efeitos das drogas Trabalhando na ESF focalizase: a família e a escola que desempenha um importante papel nesta questão das drogas. De forma didática e mobilizadora os integrantes do PET-Saúde Xangri-Lá abordam com leveza o tema, focando principalmente o papel da família e a responsabilidade do professor para trabalhar junto as crianças e jovens para prevenir e mostrar os prejuízos ocasionados pelos diferentes tipos de drogas, sendo que a mais usada é o “Crack” e o maior número de usuários estão no bairro Figueirinha e Sambaqui. Nestas comunidades, baixo nível cultural das famílias, bem como a falta de acesso a emprego/educação e de vínculo diminui o aproveitamento das atividades educativas.. Atuar na comunidade para superar o uso de drogas, trabalhando com a prevenção, juntamente com os profissionais e acadêmicos de diferentes área da saúde. 19


Sessões Coordenadas “PROTEJA O SORRISO DO SEU BEBÊ”: UMA AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES O atendimento odontológico infantil, com enfoque na atenção precoce ao bebê, tem sido tema de muitas palestras e estudos nos últimos anos. No ano de 2000, um levantamento epidemiológico realizado nos pré-escolares do município de Canoas demonstrou que de 30 a 40% das crianças com até seis anos de idade apresentavam lesões de cárie, bem como uma alta parcela dessa população apresentava gengivite (Feldens et al., 2006; Ferreira et al., 2007). O levantamento epidemiológico de saúde bucal no Brasil (SB-Brasil) demonstrou que 26,85% das crianças de 18 a 36 meses apresentavam pelo menos um dente cariado (Ministério da Saúde, 2004). O Curso de Odontologia da ULBRA – Canoas - RS vem desenvolvendo um árduo trabalho no atendimento destas crianças 20

menores de três anos, onde a maioria destas que são levadas ao serviço já apresentam lesões de cárie e gengivite. Desta forma, justifica-se a realização de projetos de extensão universitária com esta parcela da população na idade pré-escolar pouco assistida por campanhas educativas de promoção de saúde bucal. O projeto de extensão “Proteja o Sorriso do seu Bebê” foi desenvolvido com o intuito de proporcionar aos alunos de graduação a oportunidade de trabalhar com estas crianças e desta forma, através de sua atuação, procurar reverter o quadro precário de saúde bucal apresentado. Após cerca de dez anos de atuação do projeto de extensão “Proteja o Sorriso do seu Bebê” julgou-se necessária realizar uma avaliação das atividades. Justifica-se não apenas aferir a população envolvida, no que diz respeito ao número de acadêmicos e crianças participantes, mas também a percepção destes acadêmicos e da comunidade escolar assistida no que se refere às atividades desenvolvidas. Esse projeto de extensão foi iniciado em 1999 como uma parceria da Extensão do Curso de Odontologia da ULBRA - Canoas com o De-


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partamento de Educação Infantil da Secretaria de Educação do Município de Canoas – RS. A população alvo é de pré-escolares (crianças de zero a seis anos de idade) matriculadas nas Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs), professores / cuidadores, pais e responsáveis destas crianças. A participação dos acadêmicos do Curso de Odontologia é voluntária e os alunos interessados são selecionados através de entrevistas para a avaliação do seu perfil acadêmico. Após a seleção, estes passam por um processo de treinamento e capacitação. Os alunos voluntários integrados ao projeto trocam experiências entre o meio acadêmico e a comunidade. Estes visitam as escolas parceiras conhecem a sua realidade, fazem um mapeamento e diagnóstico do local. Com isto, um cronograma das atividades é elaborado para ser desenvolvido durante todo o período do projeto. Os alunos que realizam o projeto visitam cada escola de uma a duas vezes por semana. O projeto é desenvolvido durante o período do ano letivo e tem periodicidade semestral. Constam das atividades: orientação e realização de higiene bucal

nas crianças, trabalhos lúdico/educativos (trabalhos manuais, peças de teatro, fantoches e música), elaboração de material educativo aos pais/responsáveis (folder, folhetos, etc), palestra aos pais e orientação aos cuidadores / professores. Todo material educativo é elaborado pelos próprios alunos. A presente pesquisa se caracterizou por ser uma pesquisa mista, que teve como foco a reunião de dados quantitativos e qualitativos em um único estudo. A avaliação quantitativa abrangeu os seguintes aspectos: participação discente, ou seja, número de acadêmicos do Curso de Odontologia da ULBRA - Canoas que participaram do projeto; número de Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs) de Canoas – RS onde as atividades do projeto já foram executadas, e; número de crianças de zero a seis anos de idade (pré-escolares) atendidas pelo projeto. A metodologia desenvolvida para tais aferições constou da análise de relatórios semestrais preenchidos desde o início das atividades do projeto (março de 1999) até dezembro de 2008. A análise dos dados quantitativos obtidos foram registrados e analisados por estatística 21


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descritiva, isto é, com a descrição dos valores das variáveis avaliadas. Os aspectos qualitativos do presente estudo foram averiguados por meio da participação de dois grupos de indivíduos envolvidos nas atividades: acadêmicos do Curso de Odontologia da ULBRA – Canoas – RS, e professoras das Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs) de Canoas – RS. A seleção dos participantes foi de forma intencional e pressupôs sigilo total quanto à identificação dos mesmos. A seleção seguiu os seguintes critérios: no que diz respeito à participação discente, fizeram parte do estudo dez acadêmicos que participaram das atividades do projeto de extensão “Proteja o Sorriso do seu Bebê”, selecionados durante o ano de 2007 e que ainda estivessem matriculados no Curso de Odontologia da ULBRA – Canoas. No que diz respeito às professoras, foram dez professoras, correspondendo a uma professora por escola atendida pelo projeto neste mesmo período e que ainda permaneciam na EMEI. A avaliação qualitativa do projeto foi realizada mediante a aplicação de um questionário com perguntas abertas, na forma de entrevista 22

semi-estruturada. Este instrumento de pesquisa constou de perguntas que foram conduzidas na forma de entrevista por duas acadêmicas do Curso de Odontologia da ULBRA devidamente treinadas para esta função. O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Luterana do Brasil sob o número de protocolo 2008-262H. Os temas abordados na entrevista e que fizeram parte da avaliação diziam respeito à percepção sobre saúde bucal e contribuição do projeto para a promoção e educação em saúde bucal dos pré-escolares, bem como para a formação profissional dos acadêmicos. As entrevistas foram gravadas e depois transcritas na íntegra para os procedimentos de análise de conteúdo das falas dos participantes. Após a transcrição das entrevistas, a análise das mesmas foi realizada através do “Método de Análise de Conteúdo”. Como resultados, obteve-se que das 28 EMEIs, 26 foram trabalhadas, onde dessas 13 participaram do projeto mais de uma vez, totalizando assim 47 ciclos de atividades desenvolvidas no projeto; o projeto atendeu 2867 crianças, entre palestras e as atividades


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educativas nas escolas; o projeto envolveu 223 acadêmicos e 41 pós-graduandos. Tendo como base as análises qualitativas realizadas durante a execução deste trabalho pode-se concluir que o projeto “Proteja o sorriso do seu bebê” tem trazido um retorno bem significativo para todos os envolvidos. Tanto a comunidade escolar das EMEIs, como os acadêmicos participantes, obtiveram com as atividades um crescimento pessoal dentro do âmbito específico de suas realidades e expectativas para com o mesmo. Percebe-se, contudo, que os maiores beneficiados foram as crianças, que receberam muito bem o projeto e conseguiram tirar proveito dos que lhes foi passado. As mesmas foram orientadas e incentivadas a desenvolverem as atividades em suas rotinas. Desta forma, busca-se a introdução de hábitos bucais saudáveis de uma forma efetiva o mais precoce possível. Verificamos que o projeto pôde proporcionar, tanto às crianças, como aos acadêmicos, o conhecimento de novas realidades.

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