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EDIÇÃO #12 / JAN FEV MAR / 2020

ANIVERSÁRIO CONSULPAZ 5 anos de conquistas

PESSOAS NETWORKING: o motivo da importância

GESTÃO DA MUDANÇA Gestão da Mudança como acelerador na implantação de ERPS x novo cenário COVID - 19

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E GOVERNANÇA Estratégia e Gestão: A chave para qualquer crise!

ENTREVISTA EXCLUSIVAS

com Laércio Ávila, Presidente do Conselho Administrativo da ABSC, Marcio Hannas, CEO VLT Carioca e Haroldo Sato, falando sobre negócios e a experiência de ter contraído coronavírus.


IDEALIZAÇÃO Eden Paz CEO e Sócio Fundador ConsulPaz CGP Associates

COLABORAÇÃO Antônio Carlos Fernandes Mendonça Consultor de Transição de Carreira Ari Alexandre Pellicioli Sócio e COO ConsulPaz Fernando Manuel de Oliveira Gerente Corporativo de Planejamento Estratégico e Gestão nas Empresas InBetta. Haroldo Sato Diretor Global de Desenvolvimento de Negócios e Acionista da Motion Sphere, VR (Virtual Reality) Simulator Company. Laércio Ávila Presidente do Conselho Administrativo da Associação Brasileira de Serviços Compartilhados – ABSC Marcio Magalhães Hannas CEO do VLT Carioca e sócio da MH Participações Priscila Meneghel Consultora de Gestão da Mudança ConsulPaz

DIAGRAMAÇÃO E CRIAÇÃO Muriã Ferri Marketing - ConsulPaz CGP Associates

APOIO Grupo Braun


EDIÇÃO #12 / JAN FEV MAR / 2020

EDITORIAL

Caros leitores e amigos, Não é novidade que estamos passando por um momento único, diferente, desconhecido e incerto. Também não é novidade que esta nova situação está transformando as relações, seja entre pessoas, entre empresas, entre governo e sociedade. Mas como tudo, temos o lado das oportunidades, das grandes transformações e o das dificuldades, desconhecido, e é justamente nesta linha, de oportunidades, que nós da ConsulPaz estamos acreditando e trabalhando. Nossa linha de atuação é baseada na crença de um futuro melhor e nos baseamos em fatos, como, por exemplo, na revolução digital que está ocorrendo. Não fosse este momento, provavelmente, seriam alguns anos para que esta transformação ocorresse. Acreditamos ser uma oportunidade, porque poderá melhorar a qualidade de vida em todos os sentidos, sem perder produtividade, eficiência. Também estamos alinhados com o movimento #nãodemita, pois acreditamos que não só o Brasil, mas o mundo, está passando por um momento de retração econômica, o que é diferente de uma recessão, visão esta compartilhada com outros empresários, desde que as medidas certas sejam tomadas em todas as frentes, de forma integrada e rapidamente. Ainda neste cenário, nosso time da ConsulPaz, muito prontamente, desenvolveu e adaptou alguns de nossos serviços para o que chamamos de CONSULTORIA DIGITAL, pois, como já escrevi acima, vemos oportunidade e acreditamos que sim, é possível se adaptar e contribuir e apoiar as empresas, já que é nosso propósito “Priorizamos a busca de oportunidades e ganhos para nossos clientes. Realizar é o que nos move. Tenha resultados reais hoje.” Mas não é só de COVID-19 que falaremos nesta edição. Temos o prazer de compartilhar com vocês que completamos 5 anos de existência, de forma consistente e de constante crescimento. Vejam os diversos depoimentos de clientes, parceiros e sócios. Contamos, também, com a contribuição de profissionais renomados em suas áreas de atuação, com os quais conversamos, dentre eles, com o presidente do Conselho da ABSC, Laércio Ávila, falando do papel e da importância do segmento de Serviços Compartilhados. Conversamos também com Marcio Hannas, CEO da VLT Carioca, do qual podemos ouvir, na visão de um grande executivo, sobre o impacto deste momento, perspectivas para o setor de transporte, para o Brasil e para o mundo. Falamos com o Especialista em Transições de Carreira, Antônio Carlos Mendonça, que trouxe a importância do Networking, sendo que ele faz uma viagem no tempo para explicar a importância e como este tema veio se transformando ao longo dos últimos anos. E, ainda, trouxemos a experiência do executivo Fernando Manoel de Oliveira falando sobre Planejamento Estratégico e Governança, ou seja, esperamos que, neste período de quarentena, o conteúdo da nossa revista seja ainda mais útil para vocês.


EDIÇÃO #12 / JAN FEV MAR / 2020

EDITORIAL

No tema COVID-19, trazemos uma conversa bem informal com Haroldo Sato, Empresário e Investidor, diretamente de Madrid, na Espanha, contando sobre o impacto nos negócios e também na vida, pois ele está saindo da quarentena após ter contraído o vírus nos últimos dias. [esta entrevista também está disponível no BraunCast, não deixe de ouvir na íntegra.] Em nosso artigo, trazemos uma matéria sobre gestão da mudança, em que nosso sócio, Ari Pellicioli, e Priscila Meneghel, Consultora Especialista em GMO, procuram demonstrar a importância da gestão da mudança como um acelerador, não só para este momento, mas para nosso contexto global e atual, de rápidas e constantes mudanças. Também estamos lançando nesta edição uma seção chamada “Fique Ligado”, na qual disponibilizamos resumos e dados que podem ser muito úteis para nossos leitores; não deixem de conferir. Para encerrar este editorial, um pouco mais extenso, queremos reforçar que somos favoráveis às medidas de segurança, principalmente para os públicos de risco, e que também acreditamos que, com as medidas corretas, poderemos encontrar a melhor solução para os fatores, não só de saúde, mas econômicos e sociais decorrentes da situação atual. Nossa economia, nossa sociedade, e claro, nossas PESSOAS, precisam de atenção redobradas frente a este novo cenário. Em nosso último editorial, falávamos do momento positivo pelo qual nossa economia vinha passando e nossa aposta em um bom ano para 2020 e, com todo este novo contexto, claro que estas análises e previsões estão sendo revistas, porém, como já escrevemos acima, acreditamos que seja uma retração, portanto, se todos trabalharem juntos e com o mesmo objetivo, em breve, retomaremos o crescimento, apesar de previsões contrárias, um pouco mais negativas, inclusive de órgãos internacionais, que fazem parte de um processo de aprendizado, portanto, sujeitos a opiniões diversas. Aproveitem nossa revista e nosso espaço para discussão de temas e conteúdos que podem ajudar nossos leitores e não deixem de enviar temas de interesse para que possamos trazer para discussão em nossas páginas.

Um abraço fraterno,

CEO e Sócio Fundador da ConsulPaz CGP Associates Membro do Conselho da ABSC – Associação Brasileira de Serviços Compartilhados


NESTA EDIÇÃO

08

ARTIGO

Networking O motivo da Importância

22

ENTREVISTA

Negócios, decisões e relatos de quem teve o coronavírus e venceu

32

ARTIGO

Estratégia e Gestão: A chave para qualquer crise!

41

ENTREVISTA

VLT Carioca e os impactos do COVID -19

49

ARTIGO

Gestão da Mudança como acelerador na implantação de ERPS x novo cenário COVID - 19

57

ENTREVISTA

A ABSC e as perspectivas para os próximos meses 5


A CONSULPAZ

15

40

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5 ANOS DA CONSULPAZ As comemorações pelos 5 anos da Consultoria.

Consultoria focada em Gestão Empresarial, especializada na identificação de cenários e relações nas empresas, com soluções e serviços inteligentes, práticas inovadoras e que entregam valor ao cliente. Priorizamos a busca de oportunidades e ganhos para nossos clientes, Gerando Valor, Reduzindo Custos e implantando Melhorias Eficientes e Contínuas.

Você conhece a Consultoria Digital da ConsulPaz?

Notícias destaque As notícias que se tornaram destaque nas redes da ConsulPaz

PORTO ALEGRE / RS (51) 3026 0070 SÃO PAULO / SP (11) 2348 5395 RIBEIRIÃO PRETO / SP (16) 3505 0804

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ITAJAÍ / SC (47) 3349 7280

#EventosConsulPaz

contato@consulpaz.com 0800 000 11 12 consulpaz.com 6


PESSOAS

NETWORKING

O MOTIVO DA IMPORTÂNCIA 8


NETWORKING O MOTIVO DA IMPORTÂNCIA

ue networking é importante, Q provavelmente todos já sabem, mas por que razão essa ação tem um resultado tão significativo? E é isso que vou tentar explicar. O mercado de trabalho mais recente no Brasil pode ser dividido em dois momentos: pré e pós globalização (a globalização para nós brasileiros veio com o presidente Collor em 1992). O período entre 1992 e 1996 foi de muitas mudanças e ninguém sabia direito o que estava acontecendo, só se falava em reengenharia, downsizing, rigthsizing e principalmente nos boatos como “o emprego vai acabar”. Mas o que aconteceu, com base na

minha vivência, foi o seguinte: Antes da globalização, a importação no Brasil era algo caro, trabalhoso e economicamente inviável. Até se podia importar, mas as taxas e tributos eram tão altos que inviabilizavam a maior parte das importações. Por exemplo, uma determinada empresa (fictícia), com aproximadamente 10.000 funcionários, do setor de autopeças vendia o produto XPTO às montadoras por, digamos, $100,00. Esse mesmo produto, se as montadoras tentassem importá-lo, teriam de pagar algo entre $200,00 e $220,00. Nesse momento, havia no Brasil 4 indústrias de autopeças que 9


NETWORKING O MOTIVO DA IMPORTÂNCIA

fabricavam o produto XPTO. Cada uma tinha o seu preço de venda e a equação era muito simples: custo de fabricação por peça, $ 70,00 + valor pago ao acionista $30,00 = preço final: $100,00. Isso acontecia em todos os setores e segmentos industriais do Brasil, em maior ou menor escala. Havendo aumento com o custo da matéria prima ou impostos, esse mesmo aumento era repassado para preço final do produto e ao mercado comprador não havia outra opção... Com isso, até 1992, a indústria brasileira era praticamente artesanal, automação de linhas de produção somente em casos de extrema necessidade. Não valia muito a pena. Era muito caro e difícil. Maquinário importado, tecnologia importada, treinamento de técnicos e engenheiros no exterior etc. Se fosse necessário aumentar a produção, era muito mais cômodo e barato contratar novos profissionais. Foi uma época de farto emprego no Brasil. Todas as indústrias tinham em sua portaria a célebre placa de “PRECISA-SE” onde se anunciava a maioria das vagas. Nesse tempo, ainda não existiam celulares nem laptops e quem estava procurando emprego bastava comprar

o jornal de Domingo. O caderno de empregos correspondia, em alguns casos, a 60% do jornal. Tal era o volume de vagas que somente a área de Recrutamento & Seleção de uma indústria de grande porte chegava a ter 12 pessoas trabalhando... Muitas vagas e poucos bons profissionais disponíveis. Neste contexto, por vezes, ao contratar um executivo, as organizações eram obrigadas a pagar hiring bônus altíssimos, pois, nessa época, o valor estava nos bons profissionais e não nas vagas, pois, como já disse, eram muitas. O tempo médio de recolocação para quem estava desempregado não chegava a três meses... Aí, então, veio a globalização. As taxas e tributos de importação despencaram e aquele produto, o XPTO, que as indústrias de autopeças vendiam por $100,00, passaram a entrar no Brasil por $70,00. Claro, pois em países como Alemanha e Japão, principais fabricantes mundiais do produto XPTO, as linhas de produção eram todas automatizadas e o custo de fabricação muito menor. Os clientes, então, deram às indústrias um ultimato: igualem o preço de seus 10


NETWORKING O MOTIVO DA IMPORTÂNCIA

produtos, ou passaremos a importar. As indústrias brasileiras, a partir desse momento, tinham duas opções: manter o preço, pois ele era “justo”, mas daí perderiam os seus principais clientes e não os recuperariam jamais, ou então reduzir e colocar o preço de seus produtos no mesmo patamar dos importados. Essa foi a opção escolhida. E, a tal equação que era: • Custo de fabricação $70,00 + valor pago aos acionistas $30,00 = $100,00 Foi invertida para: • Meu preço de venda agora: 70,00. Continuo tendo de pagar $30,00 ao acionista, logo, meu custo de fabricação tem que cair de $70,00 para $40,00. Repetindo, isso aconteceu em todo o país, em maior ou menor escala, dependendo do setor ou segmento industrial. E, assim, a partir de 1996, duas ações passaram a ser tomadas pelas indústrias: automação de linhas de produção, no menor tempo possível, e demissões. Aquela empresa de

autopeças que tinha 10.000 funcionários em 1992, em 1996, fechou o ano com 6.000. E com isso, à medida que as demissões foram acontecendo, o número de vagas foi diminuindo. Ao mesmo tempo, o valor que o profissional possuía, aos poucos, também foi diminuindo e, quanto às vagas, à medida em que rareavam, foram se tornando cada vez mais valiosas. (Por favor, não quero com isso, absolutamente, diminuir o valor e a importância que os bons profissionais possuem e têm para as organizações). Mas, se no passado era muito difícil para as empresas conseguirem bons profissionais, hoje é muito difícil para os bons profissionais, como você que está lendo, conseguir boas oportunidades de trabalho. Dessa forma, hoje, ao se abrir uma vaga, o gestor responsável pela contratação tem em mãos algo que muita gente está procurando. Tem em mãos um “bem de troca” e vai tentar tirar alguma vantagem disso. Claro que não vai cobrar pela vaga, mas tentará trazer para sua equipe alguém que ele já conhece, que sabe da competência e que vai “jogar no seu time”, e aqui não de forma pejorativa, 11


NETWORKING O MOTIVO DA IMPORTÂNCIA

mas alguém que ele já conhece, sabe da entrega e em quem tem plena confiança, fatores importantes na montagem de uma equipe. E, antes mesmo de passar a vaga para o RH, fará um convite ao profissional. Se a proposta for aceita, aí, então, ele vai ao RH levando a pessoa já escolhida por ele.

sua proposta, a escolha estará feita. Apenas quando, por qualquer motivo, o contratante não quiser utilizar sua rede de relacionamento ou não conseguir indicações adequadas às suas expectativas é que a vaga vai direto ao RH, que, nesse caso, tem as seguintes opções: buscar candidatos em seu próprio arquivo de currículos, publicar a vaga no LinkedIn, contratar um headhunter, publicar em um site de busca de empregou ou passar a oportunidade a uma consultoria de outplacement. De forma resumida, a busca de uma colocação no mercado e trabalho tem 3 momentos:

Mas e quando o profissional procurado não aceita a proposta? Nesse caso, ainda antes de passar a vaga ao RH, o contratante aciona sua rede de networking em busca de recomendações. Ao receber a indicação de um profissional que atenda suas expectativas e que aceite

1.

Possuir um currículo competitivo. Ele é o seu folder;

2.

Abordagem ao mercado. Que envolve 6 ações: Abordagem aos headhunters, abordagem às empresas-alvo, utilização dos sites de busca de emprego, utilização do LinkedIn, utilização de consultorias de outplacement e networking. Dessas seis ações, networking sozinho é responsável por aproximadamente 65% do total de recolocações.

12


NETWORKING O MOTIVO DA IMPORTÂNCIA

3.

Entrevista A propriamente dita.

“venda”

Antônio Carlos tem 70 anos, é Psicólogo pela Universidade Metodista – SBC-SP, pós-graduado em Administração de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas e possui 40 anos de experiência na área de RH, dos quais 20 anos em organizações como Camargo Corrêa, Lloyds Bank e COFAP e 20 anos como consultor em transição de carreira em consultorias como Lens & Minarelli, RIGHT e LHH. Possui participação e condução de seminários e workshops voltados para liderança, administração do tempo, negociação e qualidade de vida. Foi Professor da UNIP no curso Gestão de Recursos Humanos e Docente do teste “palográfico” pelo Instituto Pierón de Psicologia Aplicada.

Antônio Carlos Fernandes Mendonça

Consultor de Transição de Carreira


VENHA TRABALHAR CONOSCO! Buscamos profissionais empreendedores, que gostem de trabalhar em projetos e tenham mobilidade para desempenharem funções de Analistas e Consultores de Processos com regime de contratação PJ, atuando em nossos projetos nas regiões de São Paulo/Região Metropolitana e Porto Alegre/RS, com experiência em: ✅ Desenho e redesenho de processos; ✅ Serviços Compartilhados; ✅ Procedimentos operacionais; ✅ Indicadores; ✅ Lean Office, e ✅ Ferramentas da qualidade. Consultores com certificações serão um diferencial. Se você se encaixa nesse perfil, cadastre seu currículo no banco de talentos do nosso site www.consulpaz.com.


MATÉRIA DE CAPA

04 DE FEVEREIRO DE 2015, UM DIA PARA MARCAR A TRAJETÓRIA DA CONSULPAZ, O DIA EM QUE TUDO COMEÇOU Em 5 anos de existência, nos consolidamos como uma importante consultoria no mercado, que coloca os objetivos de seus clientes sempre em primeiro lugar. Durante nossa trajetória, desenvolvemos e aperfeiçoamos nossas metodologias de trabalho, conquistando nosso espaço, nossos clientes e criando conexões importantes para o futuro. E todo esse caminho nos reservou além de conquistas, muitos desafios, surpresas, esforço, dedicação e resiliência, ações chaves para o sucesso do nosso negócio. Tivemos, sim, noites trabalhadas até tarde, inúmeros encontros e reuniões, desenhos, redesenhos, ideias... fundamentais para o nosso crescimento como time e como empresa. Hoje, 5 anos depois, somos gratos por fazermos parte de um time tão diversificado, com tantas experiências, conhecimentos, ideias, que nos permitem uma grande troca e sempre encontrar as melhores soluções para o nosso negócio. Temos o privilégio de trabalhar em uma empresa que nos ouve, que nos permite sermos como somos e nos respeita pelas nossas diferenças. Ao comemorarmos mais um ano, olhamos para trás e podemos ver o quanto crescemos, amadurecemos e evoluímos juntos e o quanto ainda temos para aprender e revolucionar. Nossa sede por melhorias nos motiva a sermos ainda mais comprometidos com o nosso objetivo de priorizar a busca de oportunidades e ganhos para nossos clientes. Para finalizar, gostaríamos de agradecer a cada peça fundamental do nosso negócio, nosso CEO Eden Paz pela idealização da ConsulPaz, nossos sócios Ari Pellicioli, Fabio Pesaro, Joaquim Rocha, Pricila Regina da Paz, Camila Bordon, Luis Carlos Carpe, Cristina Hamada, Ronaldo Prado e Muriã Ferri, pelo empenho e dedicação em tudo o que se propõem a realizar; aos demais associados que estiveram conosco e aos mentores, que nos apoiaram durante toda esta jornada, com destaque ao Inácio Fritsch; aos nossos parceiros de negócios e, principalmente nossos clientes, por acreditarem em nosso trabalho e depositarem a confiança necessária para mudarmos o mundo. ConsulPaz - 5 anos de história.


MAS, UMA TRAJETÓRIA DE SUCESSO NÃO SE FAZ SOZINHA. É PRECISO PEÇAS IMPORTANTES NESSE CAMINHO. Ao longo desses 5 anos, concretizamos diversos projetos importantes, conquistamos e estabelecemos laços com muitos clientes como Randon S.A. Implementos e Participações, COFCO International, Usaflex Indústria e Comércio e Herc Indústria de Plásticos, que nos presentearam com depoimentos especiais.

TIVEMOS O APOIO DA CONSULPAZ, NO CENTRO DE SOLUÇÕES COMPARTILHADOS DAS EMPRESAS RANDON, À MEDIDA QUE ÍAMOS AMPLIANDO NOSSO ESCOPO DE ATUAÇÃO. A CONSULPAZ NOS AUXILIOU COM O APORTE METODOLÓGICO E NO MAPEAMENTO E REDESENHO DOS PROCESSOS. PARABÉNS A CONSULPAZ PELOS 5 ANOS, É MUITO IMPORTANTE TERMOS UMA EMPRESA DESTA QUALIDADE, QUE PUDEMOS VER NASCER NO RIO GRANDE DO SUL E AGORA EXPANDIR SUA ATUAÇÃO PARA TODO O TERRITÓRIO NACIONAL. Carlos Roberto Arins do Nascimento Diretor de TI e CSC Randon S.A. Implementos e Participações - Caxias do Sul / RS

INICIAMOS UM PROJETO ESTRATÉGICO E TRANSFORMADOR NA USAFLEX E ESTAMOS CONTANDO COM A PARTICIPAÇÃO DA CONSULPAZ NO PROCESSO DE GESTÃO DA MUDANÇA E DE REVISÃO DE PROCESSOS DE NEGÓCIO. O NOSSO RELACIONAMENTO AINDA ESTÁ NO COMEÇO, MAS JÁ CONTAMOS COM A CONSULPAZ COMO UM APOIADOR FUNDAMENTAL PARA O SUCESSO DO NOSSO PROJETO. Luis Gustavo Furlan dos Santos Gerente de Projetos TI Usaflex - Igrejinha / RS


QUANDO OPTAMOS EM TRABALHAR EM PARCEIRA COM A CONSULPAZ PARA NOS AJUDAR A ENTENDER EM QUAL MOMENTO ESTÁVAMOS NOSSA OPERAÇÃO DE CENTRO DE SERVIÇO COMPARTILHADO E O QUANTO ESTAMOS PREPARADOS PARA ENFRENTAR OS IMPACTOS QUE AS MUDANÇAS EM PROCESSO NOS CAUSAM, LEVAMOS EM CONSIDERAÇÃO TODA A EXPERTISE E COMPETÊNCIA QUE SEUS ASSOCIADOS E CONSULTORES POSSUEM A RESPEITO DESTE COMPLEXO SETOR PRESTADOR DE SERVIÇO QUE É MOVIDO POR PESSOAS DE DIVERSAS ÁREA DIFERENTES. PARABÉNS CONSULPAZ PELOS 5 ANOS DE COMPARTILHAMENTO DE EXPERIÊNCIAS! Marcel Durante Shared Services Center Manager COFCO International – São José do Rio Preto / SP

UMA HISTÓRIA DE SUCESSO NÃO ACONTECE POR ACASO POIS É FRUTO DE MUITA COMPETÊNCIA, DEDICAÇÃO E TRABALHO. A CONSULPAZ FOI UM PARCEIRO IMPORTANTE NA IMPLANTAÇÃO E EFICÁCIA DO PROJETO HERC 4.0, COM TODAS SUAS METODOLOGIAS E RESULTADOS. PARABÉNS PELAS CONQUISTAS DESEJAMOS AINDA MAIS SUCESSO!

E

Roni Braun e Rubimar Gehlen da Silva Diretoria Executiva Indústria de Plásticos HERC Ltda Porto Alegre / RS

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Cinco anos de credibilidade, sucesso e trabalho duro não são construídos da noite para o dia e são ainda mais gratificantes quando fazemos boas relações e apoiamos aquilo que realmente acreditamos. Com a ABSC é assim. Como mantenedora, a ConsulPaz acredita em todos os benefícios que o compartilhamento de ideias e experiências profissionais gera a todos os parceiros da Associação. Além da ABSC, pudemos contar com um apoio muito especial, Inácio Fritsch, nosso ex-conselheiro e atual parceiro.

COMO ATUAL CONSELHEIRO E EX-PRESIDENTE DA ABSC, TER A CONSULPAZ COMO UMA DAS PRIMEIRAS MANTENEDORAS EM NOSSO QUADRO E TAMBÉM PARTICIPAR DIRETAMENTE DO PLANEJAMENTO, IMPLANTAÇÃO E CONSTRUÇÃO DA ABSC, QUE IGUALMENTE COMPLETA 5 ANOS JUNTO COM A CONSULPAZ, É UM PRIVILÉGIO E UMA OPORTUNIDADE ÍMPAR. UMA ENTIDADE VOLTADA EXCLUSIVAMENTE PARA O SEGMENTO DE CSC, APOIADA POR UMA CONSULTORIA FORMADA POR EX-EXECUTIVOS DE CSC. JUNTOS, SOMOS MAIS FORTES. PARABÉNS PARA A CONSULPAZ E OBRIGADO PELA PARCERIA. .

Eden Paz Membro do Conselho de Administração da ABSC - Associação Brasileira de Serviços Compartilhados

TIVE A GRATA SATISFAÇÃO E O PRIVILÉGIO DE VER A CONSULPAZ NASCER E ESTAR JUNTO, NESTA TRAJETÓRIA, DURANTE UM PERÍODO COMO CONSELHEIRO E AINDA HOJE COMO UM PARCEIRO, POR ACREDITAR NO TRABALHO SÉRIO E COMPETENTE QUE É REALIZADO. PARABÉNS PELAS CONQUISTAS DOS 5 ANOS DE MUITO TRABALHO E PELO ESPAÇO, MERECIDAMENTE OCUPADO, NO NOSSO MERCADO, SENDO REFERENCIA EM QUALIDADE E ENTREGA. Inácio Fritsch Fritsch Consulting ex-conselheiro e atual parceiro

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E essa história de aprendizados e vitórias só foi possível com o apoio e dedicação de um time de pessoas engajadas e talentosas. Nossos sócios Ari Pellicioli, Cristina Hamada e Fabio Pesaro nos presentearam com um depoimento especial.

MUITO ORGULHO EM COMEMORAR OS 5 ANOS DA CONSULPAZ E NOS ÚLTIMOS 2 ANOS ESTAR À FRENTE DE GRANDES PROJETOS E DESAFIOS, CONTRIBUINDO PARA ESSA HISTÓRIA DE SUCESSO, FRUTO DA SATISFAÇÃO DOS NOSSOS CLIENTES PELOS GANHOS OBTIDOS, RESULTADOS SUPERIORES DAS NOSSAS ENTREGAS E O VALOR AGREGADO DOS NOSSOS SERVIÇOS. . Ari Peliciolli Sócio e COO ConsulPaz

SER SÓCIO DE UMA RECONHECIDA “PEQUENA GRANDE EMPRESA” COLOCA SOBRE OS OMBROS IMPORTANTES E SIGNIFICATIVAS RESPONSABILIDADES. MAS NA CONSULPAZ TAIS RESPONSABILIDADES TRANSFORMAM-SE EM PRAZER, DADO QUE PREVALECEM A HARMONIA E O CRESCIMENTO CONSISTENTE. COMO RESULTADO, EM 5 ANOS CONSOLIDAMOS UMA SÓLIDA CULTURA ORGANIZACIONAL, CAPAZ DE AGREGAR VALOR E ENTREGAR RESULTADOS HOJE A SEUS SÓCIOS E SEUS CLIENTES. TENHO ORGULHO DE SER SÓCIO DA CONSULPAZ! Fabio Pesaro Sócio e CHRO ConsulPaz

PODER TRABALHAR COM GRANDES PROFISSIONAIS QUE EU JÁ ADMIRAVA NO MERCADO, E AGORA PODER COMPARTILHAR O DIA A DIA COM ELES, COM CERTEZA UM GRANDE APRENDIZADO E ALEGRIA! PRA MIM É UMA HONRA FAZER PARTE DA CONSULPAZ!! É UMA IMENSA SATISFAÇÃO PODER CONTRIBUIR COM O CRESCIMENTO E EXPANSÃO DA EMPRESA! Cristina Hamada Sócia ConsulPaz

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Para encerrar o período nosso período de comemoração é indispensável falarmos um pouco sobre o idealizador deste sonho: Eden Paz não é apenas um empresário, Eden é um sonhador, um Ser Humano que busca sempre o que há de mais novo e melhor para oferecer aos seus clientes e assim poder melhorar suas vidas, é alguém que além de ter o prazer em compartilhar conhecimento, está sempre aberto a ouvir.

A CONSULPAZ É UM SONHO EM CONSTRUÇÃO, A PARTIR DA PROPOSTA DE AJUDAR EMPRESAS EM SEUS MODELOS DE GESTÃO, GOVERNANÇA, MUDANÇAS ORGANIZACIONAIS, MELHORIA E DESENHO DE PROCESSOS, MIGRAÇÃO DE SISTEMAS, PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E EXCELÊNCIA OPERACIONAL, A AUMENTAREM SUA COMPETITIVIDADE E SUSTENTABILIDADE. TODO ESTE MOVIMENTO VEM SENDO UM DESAFIO, UM APRENDIZADO CONTÍNUO E DE UMA RIQUEZA ENORME NAS RELAÇÕES COM AS PESSOAS E AS ORGANIZAÇÕES. ALÉM DOS MEUS SÓCIOS, MENTORES, PARCEIROS E CLIENTES, TEM SIDO FUNDAMENTAL O APOIO DA MINHA FAMÍLIA, EM ESPECIAL O APOIO DE DUAS MULHERES ESPECIAIS, MINHA ESPOSA E MINHA MÃE, E VENDO A EXPANSÃO GEOGRÁFICA E O CRESCIMENTO DOS RESULTADOS, TENHO CERTEZA DE QUE TRAZ MUITO ORGULHO AO MEU PAI E AOS MEUS FILHOS.

Eden Paz CEO e Sócio Fundador ConsulPaz


Os maiores desafios das empresas de tecnologia diante do novo coronavírus Pesquisa realizada com 93 startups, scaleups e negócios consolidados em SC FINANCEIRO

TRABALHISTA

40% buscam crédito de até R$ 100.000 para financiar o capital de giro.

Maiores dúvidas: 51,9% Home Office; 45,6% afastamento por COVID-19; 34,2% Banco de horas; 30,4% Férias individuais e coletivas.

TRIBUTÁRIO

SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS

75,3% buscam informações mais claras 13,9% possuem soluções tecnológicas sobre os benefícios vigentes. Mais para área da saúde, 20,8% têm procurados: 56% prorrogação de soluções para trabalho remoto e pagamentos de impostos, 49,5% efeitos do 33,3% têm soluções para outros não pagamento e 40% possibilidades de setores afetados pela crise, como parcelamento. pequeno varejo.

RENEGOCIAÇÃO COM FORNECEDORES As ferramentas que tem mais custo são de fornecedores como AWS (50% dos participantes), Google Cloud (46,2%), Pipedrive (23,7%) e Microsoft (20,4%).

ACESSO AO MERCADO Preocupação em encontrar novos clientes e manter os antigos; retomar as operações no pós-crise; motivar a equipe em um momento de incertezas e cuidados com a saúde; e lidar com o efeito cascata da macroeconomia.

SAÚDE MENTAL E BOAS PRÁTICAS 81,7% dos participantes têm interesse em receber mentoria ou aconselhamento. 51,6% têm interesse em oferecê-los. 21

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios. Acesse.


ENTREVISTA opinião o país não aguenta ficar parado mais do que 60 ou 90 dias.

NEGÓCIOS, DECISÕES E RELATOS DE QUEM TEVE O CORONAVÍRUS E VENCEU ENTREVISTA COM HAROLDO SATO E EDEN PAZ PARA O BRAUNCAST

Clairton: Eden, vamos começar por você, como você vê a evolução do cenário aqui no Brasil, nos últimos dias? Eden: “Tenho a sensação de que as pessoas estão mais conscientes, que começam a entender a seriedade e gravidade do momento, e que empresários e governo também estão tentando encontrar uma saída para economia, sem comprometer a saúde, as vidas. Digo isso, pois na minha

Ainda no aspecto econômico, acredito que estamos passando por uma retração econômica e não uma recessão, mesmo que por outro lado tenhamos outras opiniões que entendam estarmos entrando em uma recessão muito grande. Em minha opinião, não podemos ficar parados e, por isso, nós aqui na ConsulPaz, temos tomado iniciativas como a disponibilização da Consultoria Digital. Outra importante iniciativa é nos disponibilizarmos para apoiar nossos clientes e mesmo a sociedade de maneira geral, disponibilizando nosso conhecimento e experiência para quem necessitar encontrar alternativas para seu negócio e/ou para o momento atual. Neste último item, ainda estamos buscando a melhor forma de contribuir. No aspecto do governo, apesar dos conflitos políticos e de ideias, vemos uma intenção, pelo menos na estrutura 22


ministerial, de encontrar uma saída para este momento. Quanto aos empresários, também vejo que estão começando a entender o novo cenário e a tomar iniciativas ou buscar alternativas para superar e/ou reduzir os impactos decorrentes deste cenário.

Mesmo em tempos de crise, o importante é não parar e nós mesmos, aqui na ConsulPaz, colocando em prática aquilo que acreditamos, iniciamos esta semana um importante projeto no setor de agronegócios, no qual iremos atuar de forma remota.”

Em relação à saúde, continuamos a defender e reforçamos a importância de cuidar dos grupos de risco, de seguir as orientações de saúde e segurança, de evitar sair desnecessariamente, de evitar aglomerações e dentro do possível, utilizar o modelo de Home Office o máximo que pudermos possível, não somente agora, mas também após o término desta pandemia. Nossa posição tem como foco os resultados obtidos em itens como segurança, trânsito, poluição, para citar apenas alguns dos mais visíveis e, ainda, a proximidade da família e o ganho na qualidade de vida, com a melhor utilização do tempo.

Clairton: Haroldo, compartilhe sua experiência internacional, vivendo neste momento na Espanha, e que também contraiu o coronavírus, o que tem a nos dizer?

‘Temos muito a aprender e certamente o futuro será diferente.’

Haroldo: “Primeiro, o importante neste momento é ter uma agenda positiva e compartilhar o aprendizado com as pessoas. Segundo, falando um pouco da minha carreira, sempre fui um executivo, razão pela qual tive a oportunidade de trabalhar com o Eden anos atrás em uma empresa., Posteriormente à minha vida executiva, comecei a atuar em consultoria, virei sócio em uma delas, ajudando principalmente Family offices e, a seguir, estas empresas começaram a buscar 23


oportunidades fora do país, mudei-me para o Estados Unidos, onde vivi por 3 anos. A partir deste momento, inicie minha carreira de empresário, uma vez que havia muitas oportunidades. Hoje sou empresário, investidor e participo de alguns conselhos de administração, principalmente nas áreas de Tecnologia e Inovação.

Jean Rosales PMO AESC

Após viver nos Estados Unidos, mudei-me para Portugal para expansão dos negócios na Europa, diversificando os investimentos em outras regiões, com faturamento em moeda forte, com acesso a fundos de investimento comunitários, chegando a mercados maduros como Inglaterra, Alemanha, Oriente Médio e continuar crescendo nos mercados Europeu e Americano. Porém, no início do ano, como estamos em atuação global, tivemos um impacto generalizado, que nos impediu de utilizar as diversas plataformas para sustentar / continuar as operações dos nossos negócios,

ou seja, todos pararam, mesmo grandes projetos junto a empresas como Ducatti, Microsoft, Vodafone, dentre outros, todos negócios parados e/ou cancelados, e postergados para 2021 a serem confirmados. Além disso, no meio deste processo, acabei contraindo o vírus. A partir deste momento, tem a questão pessoal, física, que te afeta diretamente, e em um ambiente extremamente complexo, o país em lockdown, e com o sistema em colapso. Mesmo com plano de saúde, os contratos ficaram de lado.” Eden: Haroldo, como é viver esta “quebra de contrato”, em um país diferente, com o sistema colapsado, como acabou de relatar? Haroldo: “Este é o ambiente extremo, é o ambiente de guerra, não tem direito a nada...o vírus [seu inimigo] te pegou, pessoas morrendo, o médico com super ocupação e sem recursos físicos, mesmo testes faltando, sem atendimento no hospital. 24


Neste cenário, nós, cidadãos, começamos a respeitar e entender a importância do sistema de saúde, a reconhecer e homenagear estes profissionais, a entender que a colaboração é fundamental para superação do momento, ou seja, tem pessoas em condições piores do que a minha e que precisam mais do sistema do eu.” Clairton: Quais foram as suas ações quando começou a sentir os sintomas, como foi o processo de decisão?

Jean Rosales PMO AESC

Haroldo: “A partir deste momento, você não pensa mais em negócios, na empresa, você começa a pensar em sobrevivência. Os sintomas são muito fortes, você não tem informações, o corpo sofre, a fraqueza é muito grande, a ponto de não ter forças para levantar e ajudar o próprio filho que também está em lockdown e sem poder contar com a esposa que continua trabalhando, em ambiente estressante. E você tem de ajudar! O que fazer? Como preparar as refeições dos filhos se não tem

condições e ao mesmo tempo não pode parar.” Eden: Além disso, todo este novo contexto, o home office de toda família, o desconhecido e as incertezas, seguramente isto impactou fortemente o emocional, o psicológico, como foi isso?

Haroldo: “Já havia o impacto da situação em si, soma-se a isso a sua situação de doente, você volta ao básico novamente, sobrevivência e como ajudar minha família. A tomada de decisões acaba ficando ainda mais complexa e isso impacta a todos. Falando de mercado, vários amigos em situação de isolamento e tomando decisões sozinhos, sem saber se está certo ou não. Isso vai acontecendo aos poucos, no meu caso, os meus sócios continuaram a me envolver e tive de me posicionar dizendo que neste momento não havia como participar ou ajudar nos negócios, era preciso me recuperar, voltar a me alimentar, 25


ou seja, eu precisava de ajuda e confio na relação. Por exemplo, não tomar remédios, uma vez que não queria ocultar os sintomas caso eles piorassem e eu precisasse ir ao hospital, pois seria importante conhecer os sintomas e não os mascarar.

O apoio dos amigos, mesmo daqueles distantes ou com quem não falava há muito tempo, passa a ser de suma importância, nos incentiva, nos dá coragem de seguir em frente. Muita energia, muitas mensagens positivas. Isto ajuda a tomar as decisões.”

Jean Rosales PMO AESC

Eden: Com toda sua experiência, bagagem profissional, o que você conseguiu aproveitar neste momento? E segundo, o que significa não ter remédios, seria uma espécie de desabastecimento? Haroldo: “Em relação ao desabastecimento, foi uma loucura, ninguém acreditava, de uma ora para outra, em menos de 1 hora os mercados desabastecidos, após noticiado oficialmente que a partir do

dia seguinte não haveria mais aula e que se iniciaria o lockdown, foi uma loucura. A aplicação do aprendizado nos ajuda a pensar em alternativas, porém, foi necessário correr riscos, inclusive de ser preso, uma vez que estava proibida a circulação. No final, as decisões são voltadas para as necessidades básicas e também à relação que você criou ao longo da carreira. Você tem de acreditar e apostar nas relações e nas pessoas, e olhar para o futuro.” “Tudo foi muito rápido!” Clairton: “Como dizia meu avô, “A reputação chega antes”, é isso que você, Haroldo, acaba de falar, ou seja, quem não tinha uma boa relação, certamente terá maiores dificuldades agora, ou seja, podem ser descartáveis. Acredito numa retomada não tão lenta, tão difícil e também que existe uma demanda retraída. Na minha opinião, teremos ganhos e perdas imensuráveis após a saída desta epidemia.” 26


Haroldo: “Para retomar, para cada mercado que você entra [internacionalização/crescimento], você precisa trazer a credibilidade, se não tiver, não consegue entrar, tivemos vários exemplos junto a diversos clientes, para os quais pontualidade, entrega, qualidade, foram e são fundamentais. Parceria e construção / crescimento conjuntos, ao longo do tempo”. “Não dá para em duas semanas fazer um marketing legal e colocar no site”, nunca foi solidário e agora querer dizer que era...”

Jean Rosales PMO AESC

Eden: “Tenho duas palavras que definem bem tudo isso, RESPEITO E CONFIANÇA e que farão o diferencial. E respondendo ao Clairton, vejo que o cenário pós COVID continua muito incerto e ainda desconhecido, porém, sou daqueles que acredito que, no cenário econômico, se as ações forem conjuntas, integradas e pensando na solução, terá um impacto como uma retração, caso contrário, a chance de uma recessão enorme é muito grande.

No aspecto humano e social, fica uma série de aprendizados, reflexão sobre nossas prioridades, família, pessoas próximas, sociedade... e porque não repensar também esta corrida desenfreada para tudo. Veja como a própria natureza começa a responder, neste período de quarentena, com a diminuição da poluição, o ambiente melhora muito, mais animais aparecem... são inúmeras as lições, mesmo que a longo prazo tenhamos de cuidar para não impactar na economia também.” Haroldo: “Se de alguma forma achávamos que estamos fazendo o bem, entregando da forma correta, esta é a oportunidade de aprender e fazer diferente. É importante rever suas visões, seus valores e como posso contribuir, como possa ajudar o próximo. Muitas decisões de executivos e governantes irão impactar diretamente nas questões humanas. Se este aprendizado não ocorrer, virão situações piores.

Na questão econômica, o ser humano é criativo, então sabemos que vamos 27


precisar destas pessoas, como iremos conduzir. O que precisamos ter é uma agenda positiva, e analisar o que tem para fazer. Tenho sido demandado a compartilhar qual o impacto, por exemplo, junto aos filhos, uma vez que você tem a relação exposta e que nem sempre é boa. Como ajudar aqueles pais que perderão os empregos e terão de lidar com esta situação em casa, qual a melhor decisão? Como ajudamos?” Daí podem surgir muitas oportunidades, novos negócios.” Clairton: “Como profissional de marketing, também acredito que estávamos muito acelerados. Nós vemos pessoas e como podemos ajudar as pessoas a se conectar”. Jean Rosales PMO AESC

em todos os aspectos, físico, mental e econômico. Não há como separá-los, temos de trabalhar juntos em prol do todo, em prol do bem comum. Só assim vamos poder retomar nossas vidas, saindo melhores, mesmo com todos os reveses desta situação”. Haroldo: “Como o Eden comentou, Respeito e Confiança. O respeito das pessoas em relação aos que morreram e a história que eles construíram. Isto nos faz pensar em nosso legado, o que vamos deixar? Esse é o valor, respeito e credibilidade, afinal, viemos para esta vida para fazer o bem e, afinal, devemos olhar a longo prazo. “It’s another chance”. Vamos construir algo que dê valor para as pessoas”.

Qual a mensagem final de vocês: Eden: “entendo que devamos investir nas relações, devemos respeitar as decisões técnicas, apoiar os mais necessitados neste momento, utilizar nossa experiência em prol da sociedade e que cuidemos da saúde 28


Haroldo Sato Empreendedor, consultor e conselheiro de empresas. Diretor Global de Desenvolvimento de Negócios e Acionista da Motion Sphere, VR (Virtual Reality) Simulator Company.

Haroldo Sato é empreendedor, consultor e conselheiro de empresas. Traz sua experiência de mais de 25 anos em Desenvolvimento de Negócios Globais, Gestão Estratégica para Inovação, Governança Corporativa em Empresas Familiares e Gestão do Capital Humano. Atualmente, ele é Diretor Global de Desenvolvimento de Negócios e Acionista da Motion Sphere, VR (Virtual Reality) Simulator Company, sediada em Orlando/EUA; Membro do Conselho Consultivo da Millebot, 3D Industrial Printer Company, com sede na Califórnia/EUA; e Conselheiro Independente da Milage Learn+, startup de Tecnologia em Educação com sede em Portugal.

OUÇA A ENTREVISTA COMPLETA NO BRAUNCAST


Como está o RH na crise do coronavírus? Veja alguns dos principais resultados dos dados levantados pelo estudo da Wisnet

74%

73%

68%

enxergam como prioridade criar ou acionar um comitê de crise

estão participando de decisões estratégicas ao lado da liderança

querem evitar ao máximo as demissões

68%

62%

61%

priorizam criar ações de saúde para os funcionários

criam opções para cuidar de pessoas mais vulneráveis e coletivas.

acreditam ser prioridade posicionar-se de forma generosa e fazer parte do todo

53%

52%

34%

estão preocupados em manter o engajamento à distância

priorizam o desenvolvimento de habilidades à distância

dos RHs dizem que está na agenda de prioridade que as lideranças apoiem os times

22%

23%

dizem que está totalmente presente na empresa o fato de a liderança comunicar de forma clara e objetiva

acreditam que está totalmente presente na empresa o fato de as lideranças atuarem como modelos a ser seguidos nesta crise e coletivas. 30

Fonte: Você S/A. Acesse.


PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E GOVERNANÇA

ESTRATÉGIA E GESTÃO

A CHAVE PARA QUALQUER CRISE! 32


ESTRATÉGIA E GESTÃO: A CHAVE PARA QUALQUER CRISE!

O QUE É, DE FATO, ESTRATÉGIA? Planejamento Estratégico é tabu! Muitos pensam que é algo muito erudito ou rebuscado. Que são necessários especialistas com “passagem pela NASA” para elaborar um bom Plano Estratégico (PE). Outros acham que ele é apenas um conjunto de “statements” bonitos que serão emoldurados ou encadernados para ficar respectivamente na parede ou na estante do CEO. Ou seja, apenas para dar certo status à empresa. Nada disso.

O Planejamento Estratégico nada mais é do que um esforço, realizado por todos aqueles que podem dar uma contribuição efetiva em termos de pensamento sobre o negócio, a fim de definir ou entender a essência da empresa, quais são suas motivações, metas, desafios e traduzir tudo isso em um conjunto de ações e em um ritual de gestão que permita buscarmos de forma organizada alcançar resultados. Simplifiquei demais? Pode ser. Mas não é muito diferente disso. Na prática, antes de começarmos a desenhar um Plano Estratégico é 33


ESTRATÉGIA E GESTÃO: A CHAVE PARA QUALQUER CRISE!

preciso que a empresa conheça sua verdadeira Identidade. Isso é o básico: por que existimos (Missão), como queremos ser vistos em um determinado prazo (Visão de Futuro) e quais as crenças das quais não aceitaremos nos desviar (Valores ou Princípios). A ideia aqui não é detalhar o processo de construção do “plano”, mas apenas reforçar alguns pontos chave do caminho a ser percorrido. Se eu sei quem sou e onde quero chegar, o exercício de entender o ambiente de negócio no qual estamos inseridos fica mais fácil. E para isso podemos utilizar uma série de ferramentas associadas (SWOT, PESTEL, 7Ss, entre outras) que farão aquela discussão mencionada no segundo parágrafo ser mais efetiva e gerar melhores resultados.

Metas Estratégicas, mensuráveis e Projetos Estratégicos que nos permitam alcançar estas metas num tempo determinado. Esse conjunto de etapas ou “produtos” é o que traduz aquilo que chamo de “Estrutura do Pensamento Estratégico”: : Identidade, Diretrizes, Metas e Projetos Estratégicos.

Ou seja, a Estratégia em si. E, como eu disse anteriormente, o ponto aqui não é ensinar a fazer um PE, até porque há muitos formatos, formas de construir, de registrar, de desdobrar. Cada autor, profissional, consultor foi construindo seu melhor modelo ao longo de sua vivência.

Dessa forma conseguiremos definir grandes Diretrizes Estratégicas, ou seja, os principais pontos de atenção, preocupação, oportunidades para o negócio. Estas diretrizes deverão, ao final de um processo estruturado, ser traduzidas de duas formas: grandes 34


ESTRATÉGIA E GESTÃO: A CHAVE PARA QUALQUER CRISE!

A figura acima me acompanha há alguns anos em materiais de comunicação e treinamento, com pequenos ajustes para cada situação. Mas na essência gosto muito dela pois traduz de forma simples onde a estratégia e sua gestão se encaixam no dia-a-dia de um negócio. Pra completar este tema, apenas uma palhinha (já que aparece na figura) sobre como traduzir e mensurar a estratégia: Mapa Estratégico e Balanced Scorecard! O modelo criado por Robert Kaplan e David Norton, em que o desempenho da organização não se mede apenas por indicadores financeiros, mas de forma balanceada e com relações de causa

e efeito, ainda me parece ser a forma mais efetiva de traduzir e gerenciar a Estratégia. GOVERNANÇA E ESTRATÉGIA: QUAL O LINK? Por tudo o que foi dito acima é que, há algum tempo, eu não falo mais em Planejamento Estratégico. Prefiro falar em Estratégia e Gestão, ou Estratégia e Governança. E aqui é importante fazermos alguns comentários: 1. A Estratégia sempre é responsabilidade da Alta administração da empresa. Não 35


ESTRATÉGIA E GESTÃO: A CHAVE PARA QUALQUER CRISE!

pode ser delegada a algum assessor ou gerente. Pode ser facilitada, conduzida, apoiada por uma equipe montada para tal. Mas é tarefa da Alta Administração. Intransferível! É inclusive, segundo o IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), uma das principais atribuições de um Conselho de Administração. 2. Por isso mesmo, a gestão da Estratégia deve ser uma parte chave do Sistema de Governança das empresas. Precisa estar inserida na pauta das principais reuniões e ter uma forma eficaz de ser avaliada, ter sua execução acompanhada, revisada. Governança, segundo o IBGC é o “sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselho de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e controle e demais partes interessadas”.

Esse sistema, usualmente, é composto por um conjunto de estruturas organizadas para

viabilizar e organizar o processo decisório da empresa. Um Conselho de Administração ou Consultivo, Comitês de apoio ao Conselho, a Diretoria Executiva, entre outras estruturas. No entanto ainda hoje se vê empresas que organizam uma estrutura de governança para atender algum requisito ou formalidade, ou para “parecer” que cumprem as boas práticas da Governança Corporativa (GC). Segundo Sandra Guerra, no livro A caixa-preta da Governança, “a GC do “parece ser”, aquela adotada por obrigação... ou até mesmo de forma oportunista, é incapaz de gerar valor sustentável, mas é capaz até mesmo de destruir o valor. E muito”. Por outro lado, estudos realizados por empresas sérias, como por exemplo a McKinsey & Company revelam que o “valuation” de uma empresa aumenta se ela tiver práticas superiores de governança, com investidores afirmando que pagariam prêmios entre 18% e 28% (num estudo do ano 2000) por ações de empresas com tais práticas. 36


ESTRATÉGIA E GESTÃO: A CHAVE PARA QUALQUER CRISE!

Portanto, temos em mãos dois temas muito sérios: Estratégia e Governança. E não se pode brincar com nenhum dos dois.

Resumindo

das metas e projetos apresentados.

Empresas com um processo maduro de reflexão estratégica e formulação da estratégia, e que a traduzem em metas e ações mensuráveis que são inseridas num ritual de gestão/governança, além de provavelmente valerem mais, também terão maior probabilidade de sucesso. Vivi uma situação, numa das empresas em que trabalhei, que pode ser um bom exemplo. Era Julho de 2008 e estávamos em uma reunião com líderes globais da empresa, avaliando resultados e recontratando novas metas. Era uma reunião que fazia parte de um ritual maduro de governança. E a Estratégia era a base

Os resultados do momento eram positivos. Mas alguns indicadores estratégicos de processos internos mostravam que mais adiante, se alguma condição externa ao negócio mudasse, nós poderíamos ter problemas. O CEO percebeu isso e convocou todos a iniciarem alguns planos de ação imediatos. Dois meses depois, em setembro, o Lehman Brothers quebrou e teve início uma crise global importante. Todos se lembram. Em função das ações que já estavam em andamento, pudemos enfrentar a 37


ESTRATÉGIA E GESTÃO: A CHAVE PARA QUALQUER CRISE!

crise de maneira mais estruturada, e com menos sobressaltos. Isso nos remete ao momento atual e à pandemia do Coronavírus. É muito cedo para sabermos as consequências desta crise sem precedentes. Sabemos que a economia global será afetada. Há quem aposte que o mundo vai mudar. Relações comerciais mudarão, hábitos de consumo, restrições, exigências...

Graduado em Engenharia Mecânica pela UFRGS, pós em Engenharia da Qualidade pela PUCRS, MBA em Gestão Empresarial pela FGV. Possui vivência de 31 anos em empresas dos setores automotivo (Dana), siderúrgico (Gerdau) e de bens de consumo (InBetta). Há 25 anos ocupa posições de liderança executiva em áreas de Manufatura, Qualidade, Engenharia de Processos, Recursos Humanos e Desenvolvimento Organizacional, Sistemas de Gestão e Planejamento e Gestão da Estratégia. Foi Conselheiro Consultivo da empresa Phi Business Partner. Atualmente atua como Gerente Corporativo de Planejamento Estratégico e Gestão nas Empresas InBetta.

Fernando Manuel de Oliveira

Sucesso a todos.

Gerente Corporativo de Planejamento Estratégico e Gestão

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7 formas de mitigar os efeitos da COVID-19, segundo a PwC "De acordo com a Pesquisa de Crise Global mais recente da PwC, quase sete em cada 10 líderes (69%) sofreram pelo menos uma crise corporativa nos últimos cinco anos em suas empresas e o número médio de crises experimentadas nessas empresas é superior a três. Assim, para a PwC, o COVID-19 testará muitos líderes de negócios até o limite.Para colaborar com esse cenário, a empresa elencou sete ações que podem ajudar a mitigar os efeitos da crise causada pelo novo coronavírus."

1. Analise os locais de trabalho e viagens 2. Revise seus planos de crise e continuidade 3. Avalie a cadeia de suprimentos 4 Identifique possíveis pontos de falha 5. Faça a comunicação certa 6. Análise o cenário 7. Não perca de vista outros riscos 39

Fonte: Consumidor Moderno. Acesse.


Você conhece a Consultoria Digital da ConsulPaz? Neste período em que estamos, talvez você esteja se perguntando:

É possível sair de momentos desafiadores sem ser prejudicado ou ainda melhor?

A empresa deve aguardar a situação externa para agir?

Com o auxílio dos nossos serviços, alternativas poderão ser analisadas em conjunto, medidas urgentes poderão ser tomadas, caso necessárias, e planejamentos estratégicos e de ações específicas poderão ser desenvolvidas, entre outras situações.

Para que isso seja feito, podemos agendar uma vídeoconference ou uma conference call, onde teremos a possibilidade de nos apresentar e, principalmente, entendermos o seu atual cenário. Após este contato, teremos condições de identificar oportunidades que estejam alinhadas as suas reais necessidades e propor como podemos ajudar.

A resposta para estas e outras perguntas é que, neste momento inusitado, pelo qual estamos passando, poder contar com um serviço de consultoria empresarial é uma medida altamente recomendada; mas, para isso, será necessário muito planejamento e um olhar de fora sobre o cenário atual, seus impactos e oportunidades existentes na empresa.

Você pode agendar uma conversa conosco ligando para os telefones 51. 3026 0070 e 0800 000 1112. Se preferir, envie um e-mail para contato@consulpaz.com, informando dia e hora para seu agendamento e seu telefone de contato. Realizaremos nossos diversas plataformas.

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ENTREVISTA Para começar nossa entrevista, fale um pouco sobre como o VLT está enfrentando este momento e quais os principais desafios?

E OS IMPACTOS DO COVID-19 Com uma proposta inovadora em transporte público, o VLT Carioca é a principal conexão para quem circula pela área central da cidade do Rio. O VLT faz parte do projeto de revitalização que integra bairros da Região Portuária ao Centro. Arquitetura moderna em meio a fachadas clássicas para formar os cenários de um novo Rio. O VLT Carioca opera com energia elétrica em um sistema chamado APS – Alimentação Pelo Solo - uma solução de mobilidade que não só dispensa combustíveis fósseis, mas também preserva a paisagem urbana. Um transporte moderno, seguro, acessível e sustentável, transformando a experiência de deslocamento no Centro do Rio para cariocas e os turistas da cidade.

“O VLT como é transporte público não pode parar, pois precisa estar disponível para transportar as pessoas que trabalham nas atividades essenciais. Por isso, tomamos uma série de ações para proteger os nossos passageiros e funcionários, tais como: acionamento automático das portas sem a necessidade do passageiro tocar no botão, reforçamos a limpeza dos trens fazendo a desinfecção nas estações finais antes do trem retornar e à noite após o encerramento da operação, a fiscalização dentro dos trens passou a ser visual para evitar o contato do fiscal com os passageiros, reforçamos a distribuição de álcool gel para o pessoal da operação que trabalha na rua e recentemente compramos máscaras para todos os profissionais que estão trabalhando fora de casa.

O principal desafio é dar tranquilidade para os nossos funcionários continuarem 41


trabalhando e prestando um bom serviço aos nossos passageiros nesse período de pandemia.” Qual o impacto da COVID-19 no sistema VLT do Rio de Janeiro? O VLT teve atividades suspensas? Reduziu jornadas de trabalho, colocou funcionários em home office [onde possível], readequou seus quadros? “A restrição à circulação de pessoas e o isolamento social voluntário reduziu em mais de 80% a quantidade de passageiros no nosso sistema. Em função disso, reduzimos em torno de 50% o número de viagens dos trens

por dia, mas ainda mantendo uma ocupação máxima dos trens de 1 passageiro por cada 2 m2 recomendada. Em função disso, estamos avaliando a suspensão do contrato de trabalho de aproximadamente 20% dos nossos funcionários. Para reduzir a exposição dos nossos funcionários e atendendo a recomendação das autoridades, colocamos trabalhando em home office toda nossa equipe administrativa. Mas como sabemos que essa situação vai passar, nosso objetivo é manter a nossa equipe para quando formos retomar a operação.”

Marcio Hannas pela ABSC.


Na sua experiência, estamos passando um processo de crise econômica, que levará muito tempo para ser superada, ou como acreditam alguns empresários, trata-se de uma retração e que passada esta fase crítica da pandemia, a economia irá se recuperar mais rapidamente?

“Estamos trabalhando com 2 cenários. O primeiro provável prevê que vamos ter a restrição de circulação até final de maio, começando uma recuperação gradual a partir daí, atingindo a normalidade em fev/2021. O segundo cenário de stress prevê que vamos ter a restrição de circulação até final de julho começando uma recuperação gradual a partir daí, atingindo a normalidade em jun/2021.”

“Infelizmente essa crise de saúde trás junto uma crise econômica sem precedentes. O impacto no fluxo de caixa desse período de retração de demanda vai colocar muita pressão nos meses seguintes e teremos que buscar reduções de custo e otimizações para reduzir esse impacto nas finanças da companhia. As empresas vão precisar se reinventar e certamente a digitalização dos negócios será uma tendência em todos os segmentos.” Qual o impacto que você vê para as economias no mundo todo sobre este endividamento da dívida interna dos países, aumentada de forma exponencial para superar esta pandemia? E ainda, vê algum risco de insolvência para nossa economia?

Jean Rosales PMO AESC

Com base na sua resposta sobre crise ou retração, como vê a economia após o COVID-19 e você acredita que as empresas, sejam elas grandes ou pequenas, terão de repensar onde e como produzir?

“Nenhum país estava preparado para enfrentar essa crise e o endividamento dos governos de todos os países vai aumentar para tentar proteger a sua economia e os empregos da sua população.

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Felizmente essa crise veio no momento que temos uma equipe muito competente nos principais ministérios do governo brasileiro. A economia brasileira já estava crescendo no ritmo de mais de 3% no primeiro trimestre desse ano antes da pandemia porque os fundamentos econômicos estavam sendo consertados com as reformas aprovadas e em andamento. Certamente o aumento do endividamento vai trazer mais desafios e queda no PIB. A saída será retomar as reformas para reduzir os gastos públicos, como a reforma administrativa, e para organizar as cadeias produtivas, como a reforma tributária.”

Jean Rosales PMO AESC

De uma forma um pouco mais global, acredita que as relações comerciais globais sofrerão impactos, e em relação ao BRICS, poderá sofrer alguma grande mudança? “Acredito que os países vão se fechar um pouco mais para proteger os empregos e também acredito que algumas cadeias produtivas serão

revistas para reduzir a dependência em itens estratégicos. Por exemplo, atualmente 94% dos EPIs para a área de saúde são produzidos na China. Esse é só um exemplo de risco que terá que ser melhor gerenciado. Acredito também que o Brasil tem uma oportunidade no mercado internacional pois os estoques de alimentos estão muito baixos no mundo e a nossa safra deve ser recorde esse ano. Essa disponibilidade de alimentos do Brasil será importante para manter os laços e as relações comerciais com os BRICS, que dependem muito de importação de produtos agrícolas brasileiros.”

Falando de Brasil e VLT, quais suas expectativas para o 2º semestre de 2020 e para o ano de 2021? “Minha expectativa para o segundo semestre é de uma lenta retomada da atividade econômica e da circulação das pessoas. 2021 dependerá muito da capacidade do governo de articular e conduzir as reformas que já mencionei.” 44


Marcio Magalhães Hannas CEO do VLT Carioca e sócio da MH Participações.

Marcio Hannas é CEO do VLT Carioca e sócio da MH Participações, com investimentos em rede de Petshops

(A Casa do Bicho) e em faculdade de engenharia e arquitetura (Sociedade América de Ensino). Anteriormente foi Presidente do Grupo Hyundai CAOA. Foi também Diretor de Gestão de Projetos de Capital, Diretor de Serviços Compartilhados e Diretor de Projetos Corporativos na Vale. Tem, ainda, no seu currículo 11 anos de experiência em consultoria, na Booz & Co., onde trabalhou no Brasil e no exterior nos mais diversos assuntos dentro da área de operações, tais como: logística, supplychain, manufatura, suprimentos, manutenção, e redesenho de processos de uma forma geral. É formado em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e tem um MBA pela University of California Los Angeles (UCLA).

ACESSE O SITE DO VLT E CONHEÇA MAIS SOBRE O VLT CARIOCA.

https://www.vltrio.com.br


NOTÍCIAS O dia 20 de Janeiro marcou um grande passo para a Usaflex com o Kick-Off do Projeto U4u - Usa For You. Juntamente com o time de especialistas do projeto e as lideranças da empresa, a ConsulPaz deu o passo inicial para uma jornada de transformação com a implantação de um novo sistema que proporcionará à Usaflex tornar-se uma empresa ainda mais moderna e robusta. Nossa equipe, formada por Ari Pellicioli Gerente do Projeto, Priscila Meneghel consultora de Gestão da Mudança, e nosso CEO Eden Paz, responsável pelo Quality Assurance, tiveram papel fundamental, mapeando processos e realizando as ações de Gestão da Mudança, trabalhando juntamente com o time de RH, as lideranças e o time de usuários-chaves para promover o sucesso deste projeto.

UM NOVO FUTURO PARA A USAFLEX

A implantação da ferramenta ficou a cargo do nosso o parceiro ITS Group.

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NOTÍCIAS

ENCERRAMENTO DO PROJETO COFCO INTERNATIONAL Após meses de intenso e dedicado trabalho e, mesmo de forma virtual, encerramos com sucesso mais um projeto. Desta vez, pudemos fechar com chave de ouro o projeto de revisão do CSC da COFCO International, de São José do Rio Preto. Os últimos meses foram de muito trabalho e aprendizado para nós e nosso cliente. Além das atividades de revisão dos processos do CSC COFCO International, nosso CEO Eden Brazil Paz Jr. foi responsável por uma importante etapa: a realização da Quality Assurance, garantindo uma entrega completa e reduzindo riscos e falhas no projeto.

Mesmo de forma remota, demos sequência ao projeto e no encerramento, nos reunimos com toda liderança e foi especial, mesmo que virtualmente. Agradecemos especialmente à COFCO International pela confiança em todos os momentos e pela dedicação da nossa sócia e Gerente do Projeto Cristina Hamada e das Consultoras Luciana e Iolanda Cristiano.

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Covid-19 e a estratégia de dados Pesquisa realizada pela consultoria IDC, considerando mais de 100 grandes corporações.

O levantamento apontou que, no Brasil, um quarto das empresas, equivalente a 24,7%, achavam que a Transformação Digital não era relevante.

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Fonte: CIO. Fonte da Imagem: FreePik;. Acesse.


GESTÃO DA MUDANÇA

GESTÃO DA MUDANÇA COMO ACELERADOR NA IMPLANTAÇÃO DE ERPs x NOVO CENÁRIO COVID - 19 49


GESTÃO DA MUDANÇA COMO ACELERADOR NA IMPLANTAÇÃO DE ERPs x NOVO CENÁRIO COVID - 19

evolução tecnológica, e a busca A das empresas por novos diferenciais competitivos, para manter a sustentabilidade e/ou alavancar novos mercados, passou a fazer parte da rotina das grandes organizações , bem como as decorrentes necessidades de “mudanças organizacionais”. A utilização de metodologias ágeis para gerenciamento e implantação de projetos, também passou a fazer parte desse novo cenário, contribuindo para redução de custos e aumento da velocidade das fases de implantação. Segundo ALBUQUERQUE (1992),

esse cenário forçou as empresas brasileiras a uma permanente busca pelas inovações tecnológicas e gerenciais. RUAS (2001) afirma que toda organização que tem pretensões de se tornar competitiva no mercado global deve, necessariamente, direcionar especial atenção às novas formas de gestão. Dentre as principais ações destacamse a busca pela inovação, melhoria contínua e revisão de processos, desenvolvimento do capital humano e busca por novas tecnologias ou ERPs integrados, que possibilitem alavancar a padronização, compliance, integração dos processos, ganho de produtividade e redução dos custos 50


GESTÃO DA MUDANÇA COMO ACELERADOR NA IMPLANTAÇÃO DE ERPs x NOVO CENÁRIO COVID - 19

de manutenção de sistemas. A sociedade e o mundo empresarial estão vivendo uma fase complexa, contida de incertezas e na busca contínua por alternativas e adaptação de rápidas mudanças, decorrentes dos fatores externos que impactam diretamente no cenário econômico globalizado, provavelmente não previstos no Planejamento Estratégico da maioria das empresas, como por exemplo as ações globais de prevenção a proliferação do COVID19 e destacando dentre delas o isolamento social. Nessa nova abordagem, a essência da elaboração de uma estratégia competitiva é relacionar a empresa com o ambiente. Levando em consideração que as forças externas, de um modo geral, afetam todas as organizações, o grande diferencial encontra-se nas diversas habilidades das empresas em lidar com essas forças (SILVA JUNIOR; SANTOS; FEITOSA; VIDAL, 2012).

Este artigo tem como objetivo destacar pontos importantes e chamar a atenção das lideranças, referente aos desafios para a Gestão da Mudança, frente ao novo cenário de incertezas e isolamento social, e

contribuir para acelerar a transformação necessária para prontidão organizacional das empresas, indispensável para o sucesso de qualquer implantação de novo processo, modo de operação ou sistema ERP. Segundo VIEIRA; VIEIRA, 2003: “As organizações precisam se preparar para a liderança e o acompanhamento das profundas e densas mudanças que serão induzidas pelo avanço tecnológico e pelas novas concepções de vida dele emergentes. São novas hierarquias sociais, econômicas e culturais que se fundamentam nas revoluções tecnológicas, cada vez mais projetadas em menor escala de tempo”

O momento de isolamento social “imposto” pelo COVID-19, ocasionou a rápida mobilização e redesenho do modelo de trabalho e gestão de organizações dos mais diversos segmentos que até então, na sua maioria, não estavam preparadas e aculturadas para terem seu capital humano trabalhando de forma remota.

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GESTÃO DA MUDANÇA COMO ACELERADOR NA IMPLANTAÇÃO DE ERPs x NOVO CENÁRIO COVID - 19

A importância do investimento e acesso a canais de comunicação adequados e ferramentas de conexão aos dados da empresa, para continuidade das operações, bem como a adaptação ao novo modelo, e a disciplina necessária entre todos os colaboradores envolvidos, proporcionará maior produtividade no desempenho das atividades e sinergia nos processos das empresas.

Percebe-se que a necessidade de acompanhamento intensificado das entregas de forma contínua, e principalmente o bem estar das suas equipes, devido ao confinamento, modificou consideravelmente a forma de gestão das lideranças. Essa transformação em ascensão que impera nas organizações exige mais que capacidade organizacional para se adaptar às novas estruturas, “é preciso desenvolver uma capacidade continua de adaptação e mudança” (ROBBINS, 1999, p.407), ou seja, as mudanças que ocorrem no ambiente externo exigem das organizações a capacidade de resposta rápida e eficaz a estas transformações (BRESSAN, 2004)

A condução de um processo de mudança organizacional leva a uma situação que não é tranquila nem segura, em vista ao alcance do resultado desejado. Na maioria das vezes, o processo é incerto, descontinuo e conflitivo (MOTTA, 1997), e seria bem mais tranquilo realizar o trabalho de mudança organizacional se as pessoas envolvidas se manifestassem sempre favoráveis a aceitá-la (BORGES; MARQUES, 2011).

DESAFIOS DA GESTÃO DA MUDANÇA Segundo BALOGUN e HOPE HAILEY, 2004, a taxa de insucesso de Programas ou iniciativas de Mudança Organizacional tem como causa fundamental os fatores humanos, ou seja, resistência natural das pessoas e lideranças despreparadas e não engajadas com a transformação organizacional.

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GESTÃO DA MUDANÇA COMO ACELERADOR NA IMPLANTAÇÃO DE ERPs x NOVO CENÁRIO COVID - 19

Dessa forma, como garantir a eficácia das comunicações em todos os públicos, o engajamento e interação entre as equipes e lideranças e demais ações decorrentes para trabalharmos os elementos descritos na figura abaixo, frente ao cenário atual de isolamento social adotado pelas empresas e a sociedade?

Fonte: https://prezi.com/p/y-78l23ebkjr/gmo-gestao-de-mudancas-organizacionais/

A primeira recomendação é revisar ou elaborar a Estratégia, o Plano de Comunicação e todas ações e etapas da Gestão da Mudança, adequando-os ao novo cenário da empresa, as novas alternativas de trabalho e canais de comunicação.

Dentro do Plano de Comunicação é importante de forma contínua reforçar os objetivos do Projeto/Programa, justificativas , os benefícios esperados e a importância e o papel de cada um da equipe do Programa e das lideranças como agentes da mudança, para juntos contribuírem para o sucesso da implantação. A liderança efetiva de mudança fornece a bússola para pessoas-chave se comprometerem com seus objetivos (MILLER, DAVID, 2012). 53


GESTÃO DA MUDANÇA COMO ACELERADOR NA IMPLANTAÇÃO DE ERPs x NOVO CENÁRIO COVID - 19

Entre as formas alternativas de trabalho e comunicação, podemos destacar que já estão em utilização: salas de reuniões virtuais, vídeos YouTube, Webmeeting, redes sociais (Live), Teams, Skype, Zoom, Telegram, WhatsApp, Webinar, etc. De forma contínua, através de métricas pré-estabelecidas, os resultados de todas as ações referente a Pessoas, Impactos Organizacionais, Treinamentos, Comunicação e Transição, deverão ser mensurados e gerenciados, e quando necessário, adotadas ações de correção de curso rapidamente. Através de fatos e dados apurados, será obtido o nível de prontidão organizacional e adotadas as ações cabíveis, até o atingimento do nível necessário para a implantar com celeridade e de forma transparente a todos os colaboradores, o novo ERP. Ou seja, todas as pessoas da organização com o conhecimento das mudanças, dos impactos, quais as suas responsabilidades e ações para o novo processo e quem acionar no caso de dificuldade ou dúvida na data da virada de chave, para o novo ERP (Go Live).

Cabe destacar que, o atual cenário de isolamento social e trabalho remoto adotado pelas organizações, ocasionará maior esforço da área de Gestão da Mudança, Recursos Humanos e lideranças , no gerenciamento da execução e controle da eficácia das ações contidas no Plano de Trabalho, quanto de buscar e propor rapidamente formas alternativas de ações de engajamento das equipes, quando necessário. Incorporar esse novo modelo de trabalho na cultura da organização, trabalhando as possíveis resistências, eliminando os obstáculos , encorajando os funcionários a assumirem riscos e estimularem ideias, atividades e ações não tradicionais, engajando líderes e liderados, mostrando os benefícios e os ganhos a curto e médio prazo, será fundamental para o sucesso de implantação do novo ERP ou processo e sustentabilidade da empresa. De que forma você pode ajudar sua organização a atravessar esse momento? Suas lideranças estão preparadas? 54


GESTÃO DA MUDANÇA COMO ACELERADOR NA IMPLANTAÇÃO DE ERPs x NOVO CENÁRIO COVID - 19

Ari Alexandre Pellicioli Sócio e COO

Pós-graduada em Psicologia Organizacional, Tecnólogo em Gestão de Recursos Humanos, conta com cursos de especialização em - The Coaching Clinic – Corporate Coach U, certificações como Analista DISC e Analista de Inteligência Emocional pela Ativar Pessoas e Projetos em Porto Alegre. Atuação como consultora de Gestão de Mudanças Organizacional em empresas do ramo de energia elétrica e varejo. Com a ConsulPaz desde dezembro de 2019, exerce a função de consultora de gestão da mudança.

Empresário, formado em Ciências Contábeis, com mestrado em Controladoria (UFRGS) e Pós Graduação em Gestão de Serviços Compartilhados. Mais de 10 anos de experiência no Gerenciamento de equipes, implantação e gestão de projetos e simplificação e redesenho de processos. Atualmente Diretor Executivo responsável pelos projetos da ConsulPaz.

Priscila Meneghel Consultora de Gestão da Mudança


Qual é o papel da automação na transformação digital dos Centros de Serviços Compartilhados? Pesquisas mostram que cerca de 40% dos processos liderados pelos CSCs podem ser automatizados, levando a um salto de 13% na produtividade, sem custos adicionais para as empresas do setor.

Entre os CSCs que já iniciaram essa jornada, a maioria (76%) reporta a redução de custos como principal benefício do uso do RPA, seguido de ganho de agilidade nos processos (68%), melhora da qualidade (48%), redução do “cycle time” (40%) e redução dos riscos aliada ao ganho de compliance (33%), diz pesquisa da Capgemini.

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Fonte: CIO. Fonte da imagem: Shutterstock. Acesse.


ENTREVISTA

E AS PERSPECTIVAS PARA OS PRÓXIMOS MESES Sem fins lucrativos, formada por profissionais e empresas do mercado de Serviços Compartilhados, a Associação Brasileira de Serviços Compartilhados (ABSC) representa a maior iniciativa do país de aproximação e consolidação do segmento frente ao mercado, sociedade e governo. A ABSC se destina a promover o tema Serviços Compartilhados através da integração de seus associados, captando informações, disseminando conhecimentos, exercendo ação política e contribuindo para o aumento da competitividade do setor. Para apresentarmos um pouco mais sobre os objetivos e o trabalho realizado pela ABSC, tivemos o prazer em entrevistar Laércio Ávila, Presidente do Conselho Administrativo da entidade.

Qual o papel e a importância da ABSC - Associação Brasileira de Serviços Compartilhados para o segmento de CSC no Brasil? “A ABSC é um grande aglutinador do segmento de Serviços Compartilhados no Brasil, com esse papel atua como um HUB que compreende as necessidades e dores dos diversos Centro de Serviços Compartilhados pelo Brasil e as consolida de modo a buscar caminhos e soluções que possibilitem a evolução do segmento de maneira contínua, através do compartilhamento de conhecimentos, experiências e resultados.

A ABSC hoje ocupa um espaço importante no segmento ao propor discussões rumo ao próximo passo, ao futuro dos Centro de Serviços Compartilhados quando promove discussões e reflexões de como esse futuro deverá ser criado, ou de como ele precisará ser transformado. Para tanto, a ABSC tem buscado sair do senso comum e ir além de avaliar 57


as boas práticas atuais, tem provocado fortemente o segmento a se reinventar, seja por meio da busca pela inovação ou mesmo pela promoção inédita e estruturada da troca de experiências com StartUps e todo o ecossistema de Inovação. Com um futuro cada vez mais presente, o papel da ABSC se engrandece ao se posicionar como a ponta de lança que atua de maneira colaborativa com seus associados, de modo a tecermos juntos a rede que irá nos conduzir para esse futuro, através de passos dados no presente.” Diante do cenário atual, qual o futuro e a importância do CSC para as empresas?

“Com o cenário atual repleto de mudanças bruscas e imprevisíveis, os CSCs se tornam importantes plataformas que oferecem robustez e ao mesmo tempo flexibilidade, com prontidão organizacional para suportar as mudanças necessárias que todos os negócios (ou atividades fim) deverão promover.

Ou seja, além de eficiência operacional e otimização de recursos, os CSCs serão muito importantes por carregarem estruturalmente sua capacidade resiliente e adaptativa para que as organizações possam enfrentar os desafiadores cenários que o ambiente global vem nos impondo.”

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Laércio palestrando no CSC Innovation Day


Em um ambiente de escassez e crise, os CSCs possuem uma valiosa bagagem de foco em gestão, otimização e digitalização de processos, que cairão como uma luva para o enfrentamento e apresentação de caminhos que possam oferecer soluções criativas e inovadoras às suas organizações, para que estas possam passar esse período da maneira mais produtiva possível.”

Fale um pouco sobre como as empresas estão atuando neste novo formato, de home office, e quais os principais desafios?

O que a ABSC tem feito neste sentido?

Em função disso, a grande maioria dos CSCs (para não dizer a totalidade) se adaptaram rapidamente ao formato de Home Office e em poucos dias já estavam operando quase que integralmente de maneira remota, sem maiores problemas.

“A ABSC tem se colocado ao lado dos CSCs, buscando juntos encontrar as melhores saídas com o intuito de enfrentarmos o cenário atual.

Jean Rosales PMO AESC

Para tanto, a ABSC tem reforçado seu papel de promover a troca de experiências, disseminação positiva das soluções já encontradas e monitoramento das mudanças constantes do ambiente, através de webinars, compartilhamento de conteúdo e participação em mesas de discussões.”

“Como dito, os CSCs possuem o DNA da resiliência, promoção de mudanças e digitalização dos processos. Tudo isso tem ajudado bastante no enfrentamento dos desafios atuais.

O desafio agora é construir os próximos passos, que deverão ser trilhados dia após dia e que nos conduzirão a um novo ambiente a ser desbravado. É certo que o Mundo pós-crise COVID-19 não será o mesmo Mundo de dias atrás.

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Cabe agora aos CSCs, junto com a ABSC, construírem mais uma vez esse futuro que nos impõe grandes desafios, mas que também nos oferece diversas oportunidades.” Quais as principais iniciativas da ABSC para 2020 e como serão tratadas durante o período da quarentena no país?

geremos o maior valor possível através dos CSCs, de modo a enfrentar os desafios do presente, ao mesmo tempo que nos tornamos mais fortes para ajudar a conduzir as nossas Organizações na construção de um futuro próspero.”

“A ABSC possui um calendário extenso para 2020, é provável que precisaremos rever algumas iniciativas e datas, o que será possível somente no cenário póscrise.

Jean Rosales PMO AESC

Enquanto isso a ABSC não para, seja na realização dos webinars ou nas frequentes trocas de conhecimento e experiências em nossos grupos e canais de discussão. Temos a certeza de que este é um momento ímpar na história da Humanidade e de que precisaremos atuar de maneira responsável e planejada junto ao segmento de Serviços Compartilhados, para que 60


Laércio Ávila Presidente do Conselho Administrativo da ABSC Associação Brasileira de Serviços Compartilhados

Administrador de Empresas pela PUC Goiás, Pós-MBA em Inteligência Empresarial pela FGV, Pós Graduado em Negócios e Marketing pela Faculdade Ávila, Diretor de Estratégia e Inovação, Especialista em Gestão Estratégica, Gestão por processo, Gestão da Inovação, Gestão de Centro de Serviços Compartilhados, Gestão Ágil Projetos, Mentor de StartUps, Possui experiência em Consultoria Empresarial e implantação de projetos de alta complexidade, atua ainda como Professor de Pós-graduação, sendo Ex-Presidente do Grupo Coopera+ de CSCs.

ACESSE O SITE DA ABSC, CONHEÇA MAIS SOBRE ESTE TRABALHO E FIQUE BEM INFORMADO.

https://abscweb.com

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Coronavírus: 10 passos para o home office perfeito (e o que fazer se tudo der errado)

1. Crie uma rotina e sempre a revise 2. Delimite horários para trabalhar e descansar 3. Mantenha hábitos de higiene e de vestimenta 4 Tenha um espaço próprio de trabalho 5. Não se isole completamente do contato social 6. Cuide sua postura para ser mais produtivo 7. Cuide do seu corpo... 8. ... Mas também da sua mente 9. Cuidado com comparações ao passado 10. E se tudo der errado? Procure novas respostas. 62

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios. Acesse.


A ConsulPaz é uma empresa que busca estar sempre atenta às novidades do mundo dos negócios, Centros de Serviços, Projetos, Processos, imersa em discussões sobre tecnologia e antenada ao que há de novo no mundo digital. Para isso, procuramos participar de diversos eventos que nos proporcionem momentos para troca de experiências, compartilhar conhecimentos e fazer networking. Confira os últimos eventos os quais fizemos parte.

SHARED SERVICES & BPO SUMMIT Nosso CEO Eden Paz participará da 5ª edição do Shared Services & BPO Summit, evento realizado pela Blueprintt. No encontro, que será realizado nos dias 12 e 13 de Agosto, Eden discutirá em sua palestra, o tema: “O novo papel do Shared Services e as principais tendências para os próximos anos”. Esperamos você lá! Saiba mais em: https://blueprintt.co/shared-services-bpo-summit/

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&

ÁREAS DE NEGÓCIO Consultoria focada em Gestão Empresarial, especializada na identificação de cenários e relações nas empresas, com soluções e serviços inteligentes, práticas inovadoras e que entregam valor ao cliente.

PRODUTOS SERVIÇOS Diagnóstico e Análise de Cenários ▫ Advisory ▫

Negócios

▫ ▫

Serviços Compartilhados

Priorizamos a busca de oportunidades e ganhos para nossos clientes, Gerando Valor, Reduzindo Custos e implantando Melhorias Eficientes e Contínuas.

▫ ▫ ▫ ▫

Gestão de Projetos (PMO) Projeto, revisão e implantação de serviços compartilhados (CSC) Modelos de governança, gestão e atendimento Arquitetura organizacional Gestão da mudança e impactos organizacionais Programa de Excelência Operacional (PEO)

Redesenho e implantação de processos Soluções integradas e automação de processos ▫ Matriz de Avaliação da Maturidade dos Processos ▫

Processos

PORTO ALEGRE / RS

SÃO PAULO / SP

RIBEIRÃO PRETO / SP

ITAJAÍ / SC

Rua Tobias da Silva, 120 6° andar – Cj 603 Moinhos de Vento CEP 905570-020 (51) 3026 0070

Rua George Ohm, 206 – Torre B 10° andar – Cj 1018 Cidade Monções CEP 04576-020 (11) 2348 5395

Avenida Presidente Vargas, 1527 Jardim Irajá CEP 14020-277 (16) 3505 0804

Rua Samuel Heusi, 190 10° andar Centro CEP 88301-320 (47) 3349 7280

@ConsulPaz (51) 9 9767 0709 | 0800 000 11 12 | contato@consulpaz.com

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Ed 012_Jan Mar Abr 20_Conteúdo Compartilhado  

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