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PELA PAZ! PELO FIM DAS ARMAS NUCLEARES


HIROXIMA E NAGASÁQUI NUNCA MAIS 72 anos após os criminosos bombardeamentos nucleares dos EUA sobre Hiroxima e Nagasáqui, a 6 e 9 de Agosto de 1945, e recordando as centenas de milhares de mortos e os que desde então sofrem os efeitos da radiação, é mais premente do que nunca a exigência da abolição de todas as armas nucleares no mundo. Sabendo-se que a potência das bombas nucleares hoje existentes é várias vezes superior às utilizadas sobre as cidades japonesas e que os actuais arsenais saldam-se em cerca de 15 000 ogivas (1800 das quais em estado de alerta máximo), esta exigência assume um carácter de urgência e de defesa da própria humanidade. A situação torna-se ainda mais grave quando se acentua a tensão e sobe de tom a corrida aos armamentos, o militarismo, o intervencionismo e a guerra. Particularmente grave é a acção dos EUA, que gastam com o seu arsenal nuclear mais do que todos os outros países juntos e que sozinhos assumem mais de um terço do total das despesas mundiais com armamento. Recentemente, a administração norte-americana decidiu investir um milhão de milhões de dólares = bilião no programa de «revitalização atómica», com o qual pretende desenvolver armas nucleares mais sofisticadas e difíceis de detectar. A tudo isto acresce o facto de, na sua doutrina militar (e na da NATO) constar a possibilidade de utilização de armamento nuclear num primeiro ataque. Preocupante é, também, a proliferação de bases e instalações militares dos EUA e da NATO em todo o mundo (e particularmente junto das fronteiras da Rússia e da China),

onde estão a instalar os seus «sistemas antimíssil», com os quais procuram evitar a resposta de outro país a um primeiro ataque nuclear e dessa forma garantir o monopólio da utilização deste tipo de armamento. Longe de serem sujeitos passivos, os povos do mundo têm na sua mão a possibilidade de evitar uma catástrofe nuclear, erguendo a sua voz em prol do desarmamento e da paz. O Apelo de Estocolmo, pela proibição das armas nucleares, lançado em 1950, foi a maior petição da história e contribuiu para travar o que poderiam ter sido novos bombardeamentos atómicos. Pese embora a não participação das potências nucleares e da generalidade dos membros da NATO (incluindo o Governo português), a adopção por 122 países, no passado dia 7 de Julho, de um Tratado para a Proibição de Armas Nucleares, pela conferência das Nações Unidas, vem dar mais força a todos quantos, como o CPPC, se batem pelo desarmamento e por um mundo sem armas nucleares e outras de destruição massiva. Causas justas e urgentes Para que ninguém mais sofra o terror nuclear, o CPPC apela à mobilização em torno: - da abolição de todas as armas nucleares e de destruição massiva; - do desarmamento geral e controlado; - da rejeição da instalação do sistema antimíssil dos EUA/NATO e do fim das bases militares estrangeiras; - da defesa dos princípios da Carta das Nações Unidas em prol da paz, da soberania dos Estados e da igualdade de direitos dos povos.

«2. Portugal preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança colectiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos.» in Constituição da República Portuguesa, artigo 7.º

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Pelo fim das armas nucleares!  

Folheto distribuído nos 72 anos dos bombardeamentos nuckeares dos EUA contra Hiroxima e Nagasáqui.

Pelo fim das armas nucleares!  

Folheto distribuído nos 72 anos dos bombardeamentos nuckeares dos EUA contra Hiroxima e Nagasáqui.

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