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ANO XII / Nº 55 - dezembro DE 2014 a fevereiro de 2015

Não perca a cabeça!

Saiba como se adequar para o mundo das redes sociais Entrevista com o presidente da Penalty, Paulo Ricardo de Oliveira

Evite assédio moral 1 em sua empresa


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Carta ao leitor

A

dmirável mundo novo, o título do clássico livro de Aldous Huxley nunca esteve tão atual, principalmente em relação a revolução das redes sociais. Hoje, temos que repensar totalmente nossa forma de relacionamento com familiares, amigos e colegas de trabalho por causa dessas tecnologias.

Mas, e para as empresas, quais os impactos e cuidados? Nessa edição, buscamos ir a fundo nesse assunto, mostrado limites, preocupações, regras de etiqueta, além de ensinar como utilizar isso a favor do seu negócio. Mas a revista também oferece outros conteúdos que com certeza podem acrescentar em muito em suas tomadas de decisões diárias, tanto na empresa como na vida pessoal. Assim, esperamos que curta, compartilhe e continue nos seguindo! Boa leitura. Richard Domingos Editor-chefe e diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil

Confirp

.ponto inicial comunicação

Conselho Editorial: André Ferreira, Ariadne Toledo Ribeiro, Ettore Delgado, Deivid Barros, Ilson Gomes, Júlio Rodrigues, Lucélia de Faria Silva, Richard Domingos, Rogério Batista Sudré, Rosana Santana, Thiago Barbosa, Vagner Lima, Welinton Mota, Tatiane Santos

Editor e Redator-chefe: Paulo Fabrício Ucelli

Redator e Jornalista Responsável: Paulo Fabrício Ucelli MTB -30.326

Serviço de Atendimento ao Cliente Confirp (SAC): 11 5078 3005 sac@confirp.com ou www.confirp.com 4

Diretor de Arte: Álvaro Gouveia Revisão: Jéssika Lopes Editoro-chefe: Richard Domingos A Revista Gestão In Foco é uma publicação da Confirp Consultoria Contábil produzida pela ponto inicial comunicação. Todos os direitos reservados. Todas as imagens utilizadas nesta edição são de reprodução. Esta publicação poderá ser reproduzida total ou parcialmente, desde que a fonte seja corretamente citada.


24 Que as redes sociais já fazem parte da vida dos brasileiros ninguém questiona, mas o impressionante é a proporção que isso vem tomando e os impactos que tem hoje em nossa economia.

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Entender bem para atender melhor

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Alemanha negócios e turismo

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Aeromodelismo você no comando do voo

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Quais os caminhos para ERP de nova geração?

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Síndrome metabólica uma doença da sociedade moderna

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Proteja sua empresa da variação do dólar

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Saiba das últimas mudanças no mundo tributário

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Você pode estar pagando mais contribuições do que deveria

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Sempre dê mais do que recebe

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Como não perder sua marca

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Evite assédio moral em sua empresa

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Fique por dentro dica de livros dica de restaurantes dica online 5


TECNOLOGIA MARKETING

Durante muitos anos, eram atribuídas à profissão de vendedor características como uma boa conversa, o uso de frases de efeito e o conhecimento apenas sobre o produto. O mundo das negociações, no entanto, mudou muito! De tempos para cá, muito por conta da facilidade de acesso que o comprador passou a ter às informações, fatores como uma boa capacidade investigativa, uma argumentação segura, credibilidade e agilidade no 6

atendimento passaram a ser mais importantes para que o vendedor concretize seu objetivo. Nada disso, porém, é mais importante que entender o cliente, uma qualidade que faz com que todas as demais ganhem valor para quem está comprando. O “bom atendimento passa, inevitavelmente, pelo bom entendimento”, esta é a máxima a ser praticada diariamente por vendedores e vendedoras! Para bem atender o cliente,


é imprescindível entender sua exata necessidade, saber o que ele procura para resolver essa necessidade, para que, então, seja possível supri-la da maneira mais eficiente. Além disso, é importante evitar a agressividade, fazer perguntas fora de hora e tentar “obrigar” o cliente a fechar um negócio. O bom vendedor desenvolve a capacidade de negociar sempre, faz disso algo natural, sem forçar nenhuma situação. Não é necessário ter medo de perder a venda só porque o cliente não parece estar persuadido, o crucial é saber conduzir a negociação de maneira assertiva. Esse é o grande diferencial do vendedor profissional: ele utiliza todo o conhecimento técnico que possui a seu favor. O profissional de vendas precisa desenvolver sua capacidade investigativa, sua capacidade de perguntar com o interesse genuíno de ajudar o comprador. Quando é bem atendido, o cliente naturalmente passa a dar valor a isso. E valor não é algo que podemos comprar ou produzir, valor é algo que ganhamos, que é enxergado ou não e, por fim, é dado pelo cliente - “ou o cliente lhe dá valor ou não dá”. E é aí que entra a chave para que o resultado apareça nos números: quando o cliente valoriza algo, o vendedor passa a ter direito de cobrar por isso, de pôr um preço em seu serviço ou produto e de ver seu resultado ampliado. A função de um vendedor profissional nada mais é que conquistar o direito de cobrar por aquilo que oferece. Para isso, é preciso estar preparado, saber o momento de ouvir, fazer as perguntas na hora certa, ir para uma reunião já sabendo do que se trata, ser mais que um folheto

ambulante, fazer o cliente enxergar valor no que está oferecendo. Também é essencial conhecer profundamente todos os detalhes do produto, assim como de seus concorrentes, sendo capaz de oferecer ao cliente uma análise das funcionalidades, benefícios e deficiências das marcas. Dessa forma, o cliente vai perceber que você consegue indicar qual o melhor produto, de acordo com suas necessidades, e você, como vendedor, vai saber direcionar os argumentos para concluir sua venda. É preciso provar ao consumidor que com você ele terá uma recepção exclusiva durante a venda e um alto padrão no pós-venda. Por isso, é de suma importância estar treinado para ter o melhor entendimento e, consequentemente, oferecer o melhor atendimento! * Mário Rodrigues é vendedor profissional, treinador de vendas e diretor do Instituto Brasileiro de Vendas (IBVendas). Atua com foco na formação profissional de vendedores e gestores de vendas. www.ibvendas.com.br 7


01 - Ser rápido e solícito é uma necessidade para cativar o consumidor. O profissional deve ser treinado para atender a cada um como ‘o cliente dele’; 02 - O colaborador deve conhecer a fundo todos os detalhes do produto ou serviço que está oferecendo ou que o cliente está pedindo; 03 - É fundamental ter em mente que nunca é perda de tempo fazer demonstrações e prestar detalhadas informações; 04 - Recepcione e deixe o cliente conhecer a empresa, fazendo com que ele se identifique com o que está oferecendo; 05 - Ser verdadeiro é fundamental, tenha isso como preceito básico e exercite o ouvir mais do que falar; 06 - Todo cliente tem seu tempo, se ele estiver com pressa, seja ágil, se for moroso, mantenha-se tolerante, paciente e calmo; 07 - Só prometa prazos, horários e outros se realmente puder cumprir;

todos os tipos de clientes e conquiste para sempre sua confiança; 09 - Evite deixar o cliente esperando, se observar que irá demorar, pare por um instante o que está fazendo para dar um posicionamento pela demora; 10 - Evite amadorismo e erros grosseiros de linguagem, isso vale tanto com atendimento pessoal como por telefone, busque reconhecer qual o estilo do cliente e adapte sua linguagem, se atentando para nunca ser vulgar ou inconveniente; 11 - Evite transferências desnecessárias, entenda o que a pessoa necessita e, caso tenha que transferir para outro colaborador, seja assertivo; 12 - Cuidado com os valores ou mesmo produtos que serão apresentados, se o cliente sentir que estão tentando enrolar ou tirar vantagem a negociação ficará muito mais difícil; 13 - Sempre faça um follow-up, ligue para saber se está tudo bem e avalie o atendimento e a satisfação. Fonte – Innovia Training e Consulting

08 - Seja ético, íntegro e sincero com

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VIAGEM

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Alemanha A Alemanha é hoje um dos principais destinos de negócios do mundo. Depois de anos de divisão entre a parte Ocidental e a Oriental o país se uniu, com a queda do Muro de Berlim, se desenvolveu, e graças ao fato de a população ter característica de ser organizada, limpa, pontual, responsável e inteligente, já se consolidou como a principal potência econômica da Europa moderna. Além disso, o país soube fazer parcerias, a principal foi com um inimigo histórico, a França, que hoje é seu principal parceiro político e comercial, e juntos são os principais polos de sustentação da União Europeia. Contudo, a Alemanha, além de ter seu lado industrializado e moderno, com ricas metrópoles (como Frankfurt, Monique e Berlim), também possui lindas paisagens, castelos e cidadezinhas adoráveis. 11


Mesmo tendo passado por pesadas guerras, sendo palco principalmente da Segunda Guerra Mundial, o país soube se preservar e reconstituir, e os atrativos são para todos os gostos de turistas que querem aproveitar esse território além dos negócios. A Alemanha é admirada pelas suas paisagens com neve nos Alpes, rios magníficos, antigos castelos, vilas medievais românticas e requintada arquitetura. Veja algumas dicas para quem quer viajar e se surpreender: Berlim A capital da Alemanha guarda vários pontos turísticos como os Palácios e Parques; a Torre da Rádio Berlim; o Checkpoint Charlie; o Jardim Zoológico de Berlim; o Unter den Linden; a Estação Central de Berlim; o Reichstag e a famosa Ilha dos Museus. Um destaque é o Portão de Brandemburgo; é o primeiro destino para quem passar por Berlim, é o portão mais importante que remanesceu dos diversos que existiam ao longo do Muro de Berlim. Fica localizado no centro da capital e outros diversos pontos turísticos da cidade ficam perto dele.

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Colônia É uma das cidades da Alemanha mais conhecidas por seus pontos turísticos e culturais, ostentando o Museum Ludwig de arte moderna e contemporânea, o Wallraf-RichartzMuseum de arte medieval  e o RömischGermanisches Museum de artesanato na época romana. Não deixe de visitar a Catedral de Colônia com sua arquitetura gótica e sua grandeza que é o ponto turístico mais visitado anualmente na região. Mesmo tendo passado por diversas reformas é uma das catedrais mais belas que se pode conhecer.

Frankfurt Possui pontos turísticos como a Biblioteca alemã de Frankfurt; o Instituto Städel; a Estação Central; a Catedral Histórica de Frankfurt; o Schirn Art Hall e o Holzhausen Park. Frankfurt é conhecida por ser o centro financeiro e de transportes da Alemanha, além de ser o maior centro financeiro da Europa continental. É a sede do Banco Central Europeu e também onde fica localizada uma das bolsas de valores mais famosas do mundo. Vale lembrar que é a cidade natal de personalidades como Goethe e Anne Frank. Frankfurt possui um dos aeroportos mais movimentados do mundo e que é a principal porta de entrada na Alemanha e sede da maior cia aérea alemã, a Lufthansa.


Hamburgo Hamburgo é a segunda maior cidade da Alemanha. O porto de Hamburgo e a Igreja de São Miguel são exemplos de arquitetura barroca. Destacam-se ainda a Câmara Municipal de Hamburgo, Galerias de Arte, Elbtunnell Velha e Pauli Fishmarket. A cidade de Hamburgo que é banhada pelo Rio Elba possui diversas paisagens magníficas em seu Halfen (Porto). Chamado de “passagem para o mundo”, é o maior porto alemão e o segundo mais movimentado da Europa, perdendo apenas para o de Rotterdam. Está entre os quinze maiores portos do mundo e estimativas mostram que ele poderá passar no futuro o Porto de Rotterdam em produtividade. Munique Em Munique, encontram-se pontos turísticos como Schloss Schleissheim, um antigo castelo; Englischer Garten, um enorme jardim; o Palácio de Leuchtenberg e a Estátua da Baviera no Theresienwiese. Mas, um destaque é a cervejaria Hofbräuhaus, a mais famosa do mundo, que fica localizada na Hofbräuhaus am Platzl em Munique. É controlada pelo governo da Baviera e lá podem-se consumir pratos típicos alemães e uma das melhores cervejas disponíveis à venda na Alemanha. Outro destaque é a Oktoberfest, maior festival de cerveja do mundo. Se inicia em meados de setembro e termina duas semanas mais tarde, no primeiro domingo de outubro - daí o nome Oktoberfest (em alemão, “Oktober” significa outubro, e “Fest”, festa ou festival, literalmente “Festa de Outubro”).

Bremen Após o fim da Segunda Guerra Mundial, se reconstruiu e ostenta pontos turísticos como a estátua de Rolando, símbolo de justiça e liberdade. Sendo um dos principais destinos turísticos do norte da Alemanha, também possui pontos turísticos como o bairro medieval Schnoor; a Catedral; o Farol do Porto; o Teatro da ópera e os museus dos Antigos Maestros e Alemão para a Higiene.

Veja outros pontos de destaque na Alemanha: Palácio de Sanssouci – Potsdam É um Patrimônio Mundial da Unesco localizado na cidade histórica de Potsdam, sede de uma das maiores conferências da história, a pós-Segunda Guerra Mundial. Potsdam fica a alguns quilômetros de Berlim. 13


Castelo de Neuschwanstein – Füssen Coisa que pouca gente sabe é que Neuschwanstein é o castelo que influenciou a arquitetura do Castelo da Bela Adormecida nos estúdios da Disney. Esse, que é um dos maiores destinos para o turismo europeu e considerado por muitos, o cartão postal mais bonito da Alemanha, é o local mais fotografado em todo território alemão.

O centro histórico de Dresden – Dresden Dresden, que foi praticamente destruída durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial, foi uma das poucas cidades que se revitalizou com o estilo de arquitetura antigo. O centro histórico abriga prédios reformados, mas ainda com um toque antigo, o que torna a cidade muito atraente e a diferencia das demais cidades alemãs. O estádio de futebol Signal Iduna Park – Dortmund O Signal Iduna Park é a casa do time Borussia Dortmund, local interessante para os fãs de futebol. É o maior estádio de futebol da Alemanha, com cerca de 80.000 espectadores por partida. Além de ser o maior da Alemanha, é o oitavo maior estádio da Europa.

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A fábrica da Mercedes-Benz – Stuttgart A próspera cidade Stuttgart é a sede de uma das maiores montadoras de carro do mundo, a Mercedes-Benz. Para os fãs automobilísticos, esse museu é incrível. Foi aberto ao público apenas em 2006, e recebe hoje em dia cerca de 1 milhão de visitantes por ano que podem andar ao longo de sua exibição de 160 carros.


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LAZER

Aeromodelismo,

você no controle do voo Quem ao ver um avião de controle remoto fazendo manobras no céu não teve vontade de se divertir com esses ‘brinquedinhos’, contudo, saiba que este hobby é chamado de aeromodelismo, já tem mais de 100 anos que foi inventando e que é levado muito a sério por seus praticantes. A história dessa prática nos remete à França, no ano de 1870, quando Alphonse Penaud inventa um motor a elástico com tiras retorcidas, isso porque o inventor queria seguir carreira militar, mas, atacado por reumatismo muscular, 16

era obrigado a usar muletas. Como gostava de matemática, buscou resolver problemas relacionados à voo. No início de 1871, Penaud construiu o primeiro modelo a elástico de uma série que denominou Planophore e foi aclamado ao demonstrar o voo em agosto de 1871, em Paris, nos jardins de Tuileries para os membros da Sociedade Francesa de Navegação Aérea. Voou 60 metros de distância a 20 metros de altura em 13 segundos. De lá para cá, foi grande a evolução desses aparelhos. E milhares de pessoas pelo mundo se apaixonaram


por esse hobby, praticando sempre que possível. Hoje, se entende por aeromodelismo o conjunto de atividades que envolvem a construção em escala reduzida (modelismo), de aeronaves e espaçonaves (aviões, balões, foguetes, etc.), bem como o voo desses modelos e campeonatos relacionados. Para começar esse novo hobby, são necessárias algumas preocupações. Segundo o instrutor de aeromodelismo Meison Almeida, “é quando todos passam pela prova de fogo se realmente querem participar ou não, pois como não possuem o equipamento e nem a experiência necessária acabam gastando mais e muitas vezes se chateando e desistindo do esporte”, alerta. Assim, ele recomenda cuidado para ter uma segurança maior do que realmente é suficiente para iniciar. Lembrando que para iniciar é bom utilizar um simulador.

Veja algumas dicas: 1 . Espaço para praticar (pistas) Não adianta você achar que qualquer lugar sem fio pode ser usado para o aeromodelismo. Para você praticar e principalmente iniciar, precisa de um espaço ideal para isso, porque a falta disso pode gerar acidentes no aeromodelo ou pior acidente com pessoas que frequentem o local também, podendo causar sérios ferimentos. Por isso aeromodelo não é considerado brinquedo, deve ser levado a sério. Então, o primeiro passo a se dar é procurar lugares onde você poderia praticar o esporte; se não há um clube de aeromodelismo com a pista, você pode procurar algum lugar afastado onde não haja pessoas, que não tenha árvores

ou fios e que não haja tráfego aéreo. Lembre-se, normalmente, um clube de aeromodelismo cobra pela associação e uma mensalidade para manter tudo em ordem e também fornecer estrutura, energia e outros recursos que facilitam todas as suas necessidades relativas ao hobby. 2 . Escolha de Estilo e Equipamentos Como estilo, atualmente, existem 4 vertentes: Voo livre: que tem como característica, nenhum controle elétrico ou mecânico, por isso o “livre” VCC: Voo Circular Controlado, tem como característica o controle somente do profundor (subir ou descer), tendo um cabo fixado ao aeromodelo e por isso obrigando um trajeto sempre circular. Essa modalidade foi a que iniciou tudo, mas agora está menos utilizada. A combustão: na verdade, essa categoria é uma sub-categoria do Controlado por Radio, que permite o controle de todos os comandos de um aeromodelo. Porém, o motor é a combustão, alguns a gasolina, outros (mais comum) de uma mistura conhecida como glow. Como é um estilo que tem motorização mais aproximada da real, permite uma variedade e simulação 17


MARKETING da realidade mais aproximada que a real, porém exige-se mais acessórios e manutenções, além de ser mais caro. Elétrico: assim como a combustão é uma vertente do Controlado por Rádio, que permite uma liberdade maior, a tecnologia em si é mais recente e vem sendo evoluída a cada ano, permitindo uma aproximação cada vez maior da categoria combustão, que praticamente não tem limites de potência. A vantagem do elétrico é praticamente a ausência de manutenção e o custo mais barato. “Eu, particularmente, conheço mais dessa categoria, pois optei por ela, por dois motivos: falta de espaço apropriado para a combustão e por não ter habilidades manuais para fazer toda manutenção necessária”.

Os equipamentos não podem ser comprados sem pesquisar e avaliar a procedência deles. Se você não tiver conhecimento nenhum, o melhor a fazer deve ser encontrar seu transmissor. O transmissor é o controle e diferentemente dos controles de carrinhos de controle remoto esse tem um mecanismo bem mais avançado o qual permite uma distância muito maior, além de um comando sensível, esses podem comandar vários aeromodelos diferentes, por isso, no início, o investimento é mais caro. Em relação ao aeromodelo em si, um bom caminho é comprar kits prontos. As opções mais comuns são: RTF (Read To Fly): Pronto para voar, ou seja, a não ser em alguns casos, como pequenas montagens, o aeromodelo já vem completo para voar (inclusive com transmissor, bateria, carregador). ARF (Almost Read To Fly): Quase pronto para voar, o aeromodelo em si vem completo, faltando alguns componentes dependendo de cada kit, como transmissor, motor, speed, etc. KIT: somente a estrutura do modelo (fuselagem, asa e comandos), em alguns casos, vem o motor. 3 . Treinamento Por fim, também é importante treinar. Hoje, se tem muitos materiais online para quem quer iniciar, contudo, nos clubes de aeromodelismos, também é possível contratar um instrutor, assim. Para que quer mais informações, uma ótima pedida é o site www.aeromodelismoonline.com. br, que Meison Almeida coordena.

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TECNOLOGIA

Quais os caminhos para ERP de nova geração? A utilização de ERPs para empresas há tempos deixou de ser apenas um diferencial de mercado para se tornar uma necessidade, devido à necessidade de interação de informações e envios de informações para os governos. Mas, além disso, essas ferramentas melhoram processos e controles. Para quem ainda não está inteirado nesse mundo, ERP é uma sigla derivada do nome Enterprise Resource Planning, que significa “Planejamento dos Recursos da Empresa” e são softwares que integram todos os dados e processos de uma organização em um único sistema. Ou seja, é uma plataforma de software desenvolvida para integrar os diversos departamentos de uma empresa, possibilitando a automação e o armazenamento de todas as informações 20

de negócios. O ERP possibilita um fluxo de informações único, contínuo e consistente. Que esta ferramenta ocasionou uma revolução nas empresas é fato, contudo, o que ocorre agora é uma evolução do próprio ERP. “A maioria dos sistemas de gestão empresarial (ou ERP) existentes no mercado possuem mais de 20 anos de estrada. São sistemas que cresceram muito, sofrendo duros golpes vindos de mudanças radicais de legislação e assim foram amadurecendo. Só que ao invés de evoluir, incharam, acumulando complexidades desnecessárias e recauchutando telas por meio de sucessivas cirurgias plásticas”, explica Marcelo Lombardo, CEO da Omiexperience S/A. Lombardo conta que o mundo mudou


muito nas últimas duas décadas, e mais do que isso, as pessoas mudaram. Nesse período, vieram ao mercado de trabalho duas novas gerações, as chamadas geração X e a geração Y, sendo que esta última já nasceu na era digital e possui outra visão de como as coisas são ou deveriam ser. São imediatistas, individualistas e querem tudo aqui e agora. “Então, imagine o impacto de colocar uma pessoa como essa, nascida e criada na web, para usar um sistema concebido há mais de 20 anos, engessado, feio, burocrático e principalmente... complicado! Ouvimos frequentemente frases como ‘eu não precisei fazer curso pra usar o Facebook, por que preciso de uma semana de treinamento para usar esse sisteminha ?’, e mais ainda ‘Como isso pode ser tão caro?’”, questiona Lombardo. Em vista dessa revolução, novos ERPs estão chegando para o mercado, com base em um olhar diferenciado, percebendo que todos que não se adaptaram as novas ideias tem sido abandonados sem dó pelos seus clientes, pois outra

característica dessas novas gerações é a baixa fidelidade a marcas. Hoje, em negócios de médio e pequeno portes, cada vez mais as pessoas são cobradas por resultados e não pelo cumprimento de tarefas, o que muda o eixo do poder para as mãos do usuário e não mais dos donos das empresas. Se esse usuário não estiver trazendo resultados, ele pode simplesmente boicotar um software ou um projeto a ponto de fazer a iniciativa capotar, caso ele entenda que a velha planilha ainda é melhor. Portanto, o usuário virou o centro de tudo o, que deve ser feito e a facilidade de uso de um ERP é o caminho para cativálo. Pensando nisso, o caminho que vem sendo tomado é a busca por sistemas de ERP mais intuitivos, exemplo é o próprio Omie, que Lombardo desenvolveu. “Vimos que precisávamos ter visual jovem, mas conteúdo maduro. Uma forma de se comunicar com o usuário que fosse simples, intuitiva e agradável, mas tendo por trás uma estrutura sólida e consistente. Isso porque, para o novo usuário, sistema de gestão é tudo igual: 21


um monte de telas com um monte de campos, não vendo as empresas deles nesses sistemas”, explica. Está muito enganado quem pensa que enxergar o negócio é ver uma tela com uma infinidade de gráficos com estatísticas sobre vendas, finanças, estoques, etc. Isso é, na verdade, acompanhar o desempenho do negócio. Mas cadê o negócio? Negócio é processo - então, vamos entender na prática: se por exemplo você é um prestador de serviços, a sua rotina é abrir ordens de serviço, executar os trabalhos ali descritos, aprová-los junto aos clientes, cobrar e receber. Essas ações devem ser detalhadas e os processos realizados serem trocados, apenas se arrastando as ações para novas telas. Assim, toda a complexidade de cadastro dessas tarefas devem ficar em segundo plano, a ser resolvido pelo sistema e não pelo usuário, que simplesmente arrasta 22

um cartão para a coluna da próxima etapa do processo. Dessa forma, finalmente pode-se olhar para o sistema e “enxergar a sua empresa” em qualquer uma das áreas vitais, como CRM, compras, vendas, serviços e finanças. Essa abordagem acabou tendo uma dupla função: mostrar o que está acontecendo na empresa de forma que faça sentido para quem conhece processos de negócio e, principalmente, ensinar processos de negócio a quem não sabe como organizálos. Enfim, esse é apenas um exemplo de como a modernidade deve impactar nos softwares de ERP, sendo que, como o assunto é tecnologia as, novidades não param, cabendo aos gestores se manterem atualizados.


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CAPA

Que as redes sociais já fazem parte da vida dos brasileiros ninguém questiona, mas o impressionante é a proporção que isso vem tomando e os impactos que tem hoje em nossa economia. Assim, vamos a alguns dados que podem impressionar. Hoje, o Brasil tem se tornado um dos países com maiores índices de uso de internet no mundo, principalmente em redes sociais. Para se ter ideia, desde 2013, nos tornamos o segundo país com maior uso do Facebook no mundo, isso também ocorreu com o YouTube, desde 2014 e com o Twitter, desde 2012. 24

Hoje, o Brasil possui cerca de 107,7 milhões de internautas e oito em cada 10 acessam o Facebook mensalmente; a cada dia, são 59 milhões de brasileiros na plataforma. Os dados são da consultoria eMarketer, que também aponta que a quantidade de pessoas que usam o Facebook todos os meses no Brasil chegou a 89 milhões entre abril e junho de 2014. Segundo números apresentados pelo Facebook, no segundo trimestre de 2014, a quantidade de acessos cresceu 55%, chegando a 68 milhões de pessoas. Nos


últimos 12 meses, a base ativa de pessoas que acessam o Facebook aumentou 105%, totalizando 41 milhões de pessoas. Para quem pensar em questão de inclusão digital e avanços no país, isso pode parecer uma boa notícia, contudo, existe um grande problema em relação a esses números para empresas, que é o tempo que seus colaboradores ficam em redes sociais, que reflete diretamente na queda de produtividade. Uma pesquisa Desenvolvimento

feita e

pelo grupo Envolvimento

Estratégico de Pessoas e Clientes, só neste ano, os profissionais estão gastando, em média, 1 hora e 16 minutos por dia acessando a internet – o que, considerando uma carga horária de oito horas por dia, equivale a uma pessoa deixando de trabalhar por três dias a cada mês. Contudo, o problema promete se tornar ainda maior nos próximos anos com o crescimento do acesso dos trabalhadores a dispositivos móveis de acesso à internet (smartphones e tablets). Se atualmente 22% do tempo que gastamos na internet 25


é em redes sociais, o valor tende a crescer devido ao aumento na venda de tablets e smartphones no Brasil. De acordo com dados do Instituto IDC Brasil, só no último ano, tivemos um aumento de 157% na compra de tablets, além de um aumento de 123% na procura por celulares. Assim, para colocar os executivos um pouco mais por dentro desse tema, a revista Gestão in Foco decidiu elaborar um pequeno manual, falando dos principais assuntos relacionados.

Liberar ou não liberar o uso?

Este é um tema que gera muitos debates. Hoje, empresas que precisam assegurar a confidencialidade de seus dados possuem a postura de que o acesso à internet seja restrito apenas àquilo que for de importância para a companhia. Para isso, criam ferramentas de limitações de controle de acesso, proibindo redes sociais, sites de diversão, jogos ou passatempo. Existem empresas que até mesmo proíbem o acesso com aparelhos eletrônicos pessoais, como smatphones 26

e tablets. Contudo, isso ocorre em casos extremos, onde pode ocorrer riscos para a integridade física do colaborador, na maioria dos casos o controle deve se dar de forma educacional. Declaração recente do diretor de Recursos Humanos da Dell, Paulo Amorim, demonstra bem esse cuidado: “Na Dell, usamos programas de mensagens instantâneas para comunicação interna. A ferramenta dá muita velocidade para a interação. Além disso, há mais de um ano nossa intranet funciona como uma espécie de rede social. Quem quiser

participar das outras redes também tem acesso liberado. Claro que as pessoas sabem que é importante ter foco no trabalho, mas não temos nenhuma restrição ao acesso dessas páginas.” Contudo, juridicamente, as empresas estão respaldadas a proibirem esses acessos por parte dos colaboradores, conforme informa o Departamento Jurídico do SIESE-SP – Sindicato das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança de SP. “A empresa poderá impedir pausas inadequadas durante a jornada de trabalho para utilização dos


celulares e smartphones, até porque fere o princípio da isonomia, uma vez que o colaborador que não utiliza, via de regra, trabalha mais que outro, porque um pequeno tempo desprendido durante o dia pode ensejar diversas horas sem trabalho durante o ano. Para evitar problemas, a empresa poderá em um primeiro momento, orientar os colaboradores a terem bom senso e evitar prática abusiva e, em último caso, poderá ser aplicada medidas punitivas, como advertência, suspensões e até dispensar o empregado por justa causa”. Uma politica bem clara de segurança deve ser implementada na empresa de forma que deixe claro para o funcionário como agir ao ter acesso à internet. Em geral, uma política de segurança inclui o seguinte: Política de Senhas: define as regras sobre o uso de senhas nos recursos computacionais, como tamanho mínimo e máximo, regra de formação e periodicidade de troca; Política de Backup: define as regras sobre a realização de cópias de segurança, como tipo de mídia utilizada, período de retenção e frequência de execução; Política de Privacidade: define como são tratadas as informações pessoais, sejam elas de clientes, usuários ou funcionários; Política de Confidencialidade: define como são tratadas as informações institucionais, ou seja, se elas podem ser repassadas a terceiros; Política de uso aceitável (PUA) ou Acceptable Use Policy (AUP): também chamada de “Termo de Uso” ou “Termo de Serviço”, define as regras de uso dos recursos computacionais, os direitos e as responsabilidades de quem os utiliza e as situações que são consideradas abusivas.

Quanto ao consumo da largura de banda, basta haver consentimento: é possível usar sem abusar. Assim, todos na empresa trabalharão satisfeitos e os dados corporativos permanecerão em segurança.

Principais Redes Sociais? Cada rede social tem sua característica com objetivos de marketing e tipos de negócios variados. Assim, se destacam: • Facebook – permite que você tenha conversas com os usuários, sendo possível postar fotos e vídeos, divulgar ofertas, eventos, etc. • Twitter – serviço de “microblog”, que permite enviar e receber mensagens curtas de clientes e potenciais clientes. • YouTube – serviço de hospedagem de vídeo on-line que permite que as pessoas compartilham seus vídeos. • LinkedIn – rede social para profissionais e negócios. Muita usada para encontrar profissionais e empregos. • Instagram, Pinterest e Flikr – sites que permitem aos usuários armazenar, organizar e compartilhar suas coleções de fotos. • Foursquare – permite que os usuários publiquem sua localização em

tempo real.

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Como utilizar as redes sociais para alavancar o seu negócio? Perante o grande acesso de pessoas às redes sociais, é óbvio que elas oferecem ótimas oportunidades para a sua empresa investir em marketing barato. E é justamente nesse ponto que mora o perigo, muitos administradores pensam que isto é simples e cometem erros banais nas redes sociais, como ter um perfil em vez de uma página no Facebook.

anúncios são pagos, porém, com custos muito acessíveis

Assim, a primeira regra é planejamento, sendo que pode usar as redes sociais para:

• Pessoais – com as redes sociais se pode personalizar a comunicação com os clientes individuais e grupos

• divulgar adequadamente o nome da sua marca e negócio

• Agilidade – a distribuição de informação para os grupos de interesse pode ser muito rápida

• captar novos clientes por meio de ações direcionadas • fazer uma análise do que os clientes pensam de sua empresa • apresentar produtos e serviços a potenciais clientes • construir relações mais fortes com os clientes existentes Vantagens de usar as redes sociais para empresas • Amplo alcance – trabalhando adequadamente nessas redes estará em contato com milhões de pessoas em todo o mundo

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• Facilidade de acesso – a maioria das redes sociais é intuitiva, para facilitar a interação, assim, não são necessárias habilidades de alto nível ou equipamentos de informática para participar de mídia social Riscos ao usar as redes sociais Muitas ações de marketing estão migrando para o mundo virtual, contudo, como tudo que é novo, muitos são os erros na hora de divulgar sua empresa, produto ou serviço nas redes sociais. Por isso, é necessário muito planejamento e cautela. Veja problemas mais comuns que ocorrem:

• Possibilidade de ações com grupos específicos – a maioria das redes sociais possibilitam direcionar suas ações para grupos e locais específicos

• Retorno abaixo do esperado por falta de um planejamento estratégico de marketing, é uma constante reclamação com gasto desnecessário de tempo e dinheiro”

• Baixo custo ou gratuitas – a maioria das mídias sociais são gratuitas, contudo, os

• Na ânsia de colocar a informação o mais rápido possível, nasce o problema da


trabalhos, veja os processos para criar um anúncio o Facebook:

velocidade das informações divulgada, é necessário muita atenção. Leia e releia antes de postar, informações incorretas postadas acidentalmente podem acabar com a reputação da sua empresa • Existe uma legislação de privacidade e as leis sobre o spam, direitos autorais e outras questões on-line, se você não seguir estas poderá ter sérios problemas legais. “Vejo muitas pessoas que acreditam que dominam essas ferramentas e partem a trabalhar com as mesmas sem o menor planejamento, sem perceber que, mais do que realizar trabalhos amadores, estão prejudicando a imagem de sua empresa, para piorar, quando percebem já é tarde de mais”, alerta Ludy Amano, diretor executivo da Mirago Marketing Digital. Como fazer? Como são muitas redes sociais existentes, é praticamente impossível que se participe de todas, assim, o primeiro passo é definir os objetivos. Para que os erros sejam minimizados o que se observa hoje no mercado é o crescimento de empresas que oferecem marketing online que englobam as redes sociais, elaboração de sites e otimização em buscadores, com custos variados, essas são boas alternativas para empresas que querem se adentrar nesse mundo. Para ter ideia de como funcionam esses

1. Coloque as informações básicas sobre o seu anúncio ou história patrocinada. Escolha para onde você quer que as pessoas sejam levadas ao clicar em seu anúncio: sua página do Facebook ou o seu site. Caso você escolha a página, poderá anunciar uma publicação. Se você quiser anunciar apenas para amigos dos seus fãs, escolha Histórias. Caso contrário, selecione Anúncio. A partir daí, é só escrever um título e uma mensagem para o seu anúncio. Coloque também uma foto atrativa de boa qualidade. 2. Defina o público alvo do seu anúncio. Segmente de acordo com interesses. Inicie com a segmentação demográfica: selecione locais, idade e sexo do alvo do seu anúncio. Tenha em mente os interesses e hábitos do seu público alvo. Digite-os na caixa de Interesses precisos. Você também pode segmentar por meio de categorias amplas. Você também pode segmentar seu anúncio para fãs da sua P ágina ou pessoas que não são fãs. Utilize a segmentação avançada para selecionar público de acordo com estado civil, escolaridade, idiomas e outros. 3. Selecione seu objetivo e programe aveiculação da sua campanha. Se o seu objetivo é resposta direta, para aumentar as vendas, selecione clicar no “meu anúncio”. Por fim, nomeie sua campanha, determine o orçamento (diário ou total) e o período. Determine um valor para o clique: quanto mais alto o valor, melhor será a localização do anúncio. Netiqueta – use as redes sociais em sua vida pessoal sem prejudicar a profissional. Erros de profissionais na hora de usar as redes sociais são constante, levando pessoas até mesmo a perder empregos por causa disto. Por isso é necessário utilizar o que a consultora Gloria Kalil chama de netiqueta, ou seja, etiqueta nas redes sociais. 29


Segundo ela, “a primeira coisa a lembrar na questão da netiqueta é que qualquer post em uma rede social não é igual a uma conversa particular com algum amigo, porque se trata de um espaço público. Está na internet, então está para todo mundo! Cada palavra, cada foto, cada link, faz parte de um perfil que você está fornecendo para quem quer que seja. Um perfil que pode ser usado como instrumento online de avaliação para contratações profissionais, por exemplo”. Veja mais algumas orientações da Innovia Trainning e Consulting sobre o tema: Postar ou não postar, eis a questão - vivemos uma realidade na qual o que se fala, curte, quem segue e tudo mais pode ser usado a favor e contra profissionalmente. Vejo muito isso em contratações, pois as áreas de recursos humanos já utilizam desse artifício. Frases mal postadas, preconceito, xingamentos, declarações desnecessárias, com certeza, pegam muito mal. Sem contar que sempre se deve buscar escrever de forma correta. Pense que as redes sociais segue a vida real, assim, analise quais situações não seriam adequadas tomar na frente de seus colegas do trabalho e reproduza esse conceito para as redes socais. Como pode ver, são inúmeras as situações a serem evitadas. Baladas e bebedeiras - são constantes fotos no Facebook - ou outras redes - de bebedeiras, baladas e ‘pegação’. Não cabe a ninguém julgar o estilo de vida das pessoas, mas expor o mesmo de forma inadequada trará consequências negativas para a imagem de um profissional. Hoje, vivemos um momento em que o compartilhamento de informações é muito rápido, e com isso também é muito fácil ser visto e ser alvo de entendimentos errôneos e préconceitos nas redes sociais; não que isso seja correto, mas é recorrente as pessoas avaliarem os profissionais pelo o que observam em fotos. Por isso, recomendo 30

que, antes de tirar qualquer foto, como os famosos selfies, tenha em mente que você será julgado por ele. Um erro comum é a pessoa bloquear o acesso das pessoas as suas fotos nas redes sociais e achar com isso que está segura, ledo engano, pois outras pessoas poderão compartilhar a mesma foto, e assim de nada adiantou essa preocupação. Um profissional deve ter sempre como palavra de ordem em suas redes sociais a prevenção da imagem. Adicionar ou não adicionar superiores? – ponto bastante complexo, a resposta dependerá da relação que se tem com a pessoa. Recomendo como postura mais adequada uma posição passiva, mas, caso seja convidado pelo chefe, recomendo que o adicione, pois, mais do que o lado profissional, estamos sempre lidando com indivíduos, que possuem em suas personalidades características diversas. Assim, tenha em mente que o fato de não aceitar uma solicitação pode ser levado como uma ofensa, ou com o fato que tem muito a esconder, criando um desconforto não adequado. Uma dica para quem não quer adicionar é deixar claro de forma indireta que não gosta de ter colegas de trabalho em suas redes sociais. Uma rede profissional e outra pessoal - essa é uma boa saída para quem quer privacidade, mas não é garantia nenhuma, pois sempre haverá os que vão querer participar das duas redes e também os que irão acessar todas, buscando saber o que você faz de sua vida. Não se iluda com soluções simplistas, a postura preventiva é a melhor saída.


Rua Jaceru, 365 Vila Gertrudes-Morumbi - Sรฃo Paulo SP Cep: 04705-000 Fones: (11) 5531-0212 / 5531-4050 / 5092-4298 / 5092-4302 E-mail: bicudo@bicudo.com.br

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SAÚDE

Você, possivelmente, nunca ouviu falar de síndrome metabólica, contudo, se você é do tipo de empresário que prioriza o trabalho frente a todas as coisas e não se preocupa com alimentação, prática de exercícios e qualidade de vida, saiba que poderá ter esse problema. 32


E, nesse caso, pode deixar de lado aquela velha história de que “comigo isso não ocorre”, pois essa síndrome já afeta cerca de 30% da população brasileira, segundo estudos científicos. E empresários e executivos de grandes centros estão entre os mais afetados por esse problema, que também é conhecido como doença moderna. “Ah, mas não tenho sintomas!”. Pode esquecer essa desculpa, pois essa doença não apresenta sintomas detectáveis a não ser a barriguinha saliente. Se não tem, menores as chances do problema, mas ainda não está fora do grupo de risco, por isso, fica a dica, mude já sua vida e comece a praticar esportes e comer melhor. Os problemas relacionados a essa doença? Só aumenta significativamente sua chance de óbito. Dados apontam que a síndrome está relacionada a uma mortalidade geral duas vezes maior e que esses pacientes têm aproximadamente três vezes mais chance de morrer de doenças cardiovasculares. Síndrome metabólica é uma doença da civilização moderna, associada à obesidade, como resultado da alimentação inadequada e do sedentarismo.

* Ácido úrico elevado; * Microalbuminúria, isto é, eliminação de proteína pela urina; * Fatores pró-trombóticos que favorecem a coagulação do sangue; * Processos inflamatórios (a inflamação da camada interna dos vasos sanguíneos favorece a instalação de doenças cardiovasculares); * Resistência à insulina por causas genéticas.

Fatores de risco

Diagnóstico

* Intolerância à glicose, caracterizada por glicemia em jejum na faixa de 100 a 125, ou por glicemia entre 140 e 200 após ingestão de glicose;

O diagnóstico leva em conta as características clínicas (presença dos fatores de risco) e dados laboratoriais. Basta a associação de três dos fatores abaixo relacionados para diagnosticar a síndrome metabólica.

* Hipertensão arterial; * Níveis altos de colesterol ruim (LDL) e baixos do colesterol bom (HDL); * Aumento dos níveis de triglicérides; * Obesidade, especialmente obesidade central ou periférica, que deixa o corpo com o formato de maçã, e está associada à presença de gordura visceral;

* Glicemia em jejum oscilando entre 100 e 125, ou entre 140 e 200 depois de ter tomado glicose; * Valores baixos de HDL, o colesterol bom, e elevados de LDL, o mau colesterol; * Níveis aumentados de triglicérides e ácido úrico; 33


* Obesidade central ou periférica determinada pelo índice de massa corpórea (IMC), ou pela medida da circunferência abdominal nos homens, o valor normal vai até 102, e nas mulheres, até 88, ou pela relação entre as medidas da cintura e do quadril. * Alguns marcadores no sangue, entre eles a proteína C-reativa (PCR), são indicativos da síndrome. Prevalência As manifestações começam na idade adulta ou na meia-idade e aumentam muito com o envelhecimento. O número de casos na faixa dos 50 anos é duas vezes maior do que aos 30, 40 anos. Embora acometa mais o sexo masculino, mulheres com ovários policísticos estão sujeitas a desenvolver a síndrome

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metabólica, mesmo sendo magras.

Sintomas

Praticamente todos os componentes da síndrome são inimigos ocultos, porque não provocam sintomas, mas representam fatores de risco para doenças cardiovasculares graves.

Tratamento Como a obesidade é o fator que costuma precipitar o aparecimento da síndrome, dieta adequada e atividade física regular são as primeiras medidas necessárias para reverter o quadro. No caso de existirem fatores de risco de difícil controle, a intervenção com medicamentos se torna obrigatória.

Recomendações *

Passe

por

avaliação

médica


regularmente, mesmo que não esteja muito acima do peso, para identificar a instalação de possíveis fatores de risco;

* Evite cigarro e bebidas alcoólicas que, associados aos fatores de risco, agravam muito o quadro da síndrome metabólica.

* Lembre-se de que a síndrome metabólica é uma doença da civilização moderna associada à obesidade. Alimentação inadequada e sedentarismo são os maiores responsáveis pelo aumento de peso. Coma menos e mexa-se mais;

A síndrome metabólica é distúrbio do metabolismo - uma combinação de obesidade abdominal, lipídios sanguíneos elevados, hipertensão arterial e intolerância à glicose - que prevê um aumento significativo no risco de desenvolver diabetes tipo 2, doença cardiovascular e acidente vascular cerebral.

* Deixe o carro em casa e caminhe até a padaria ou a banca de revistas. Sempre que possível, use as escadas em vez do elevador. Atividade física não é só a que se pratica nas academias; * Escolha criteriosamente os alimentos que farão parte de sua dieta diária. As dietas do Mediterrâneo, ricas em gorduras não-saturadas e com reduzida ingestão de carboidratos, tem-se mostrado eficazes para perder peso;

Os novos resultados da investigação foram capazes de mostrar que a relação entre sedentarismo na infância e risco de síndrome metabólica se estende por um longo período.

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FINANÇAS

Se sua empresa lida com importação e exportação é fundamental que ela entenda sobre hedge cambial, ou proteção contra oscilações inesperadas nos preços. Isto porque, 2014 teve uma característica muito grande de variação de mercado e um dos pontos que mais variaram formas taxas de câmbios. Além dos impactos já conhecidos, com a variação dos valores de importações, para as empresas existe um risco maior ainda, que é, por exemplo, comprar um produto pelo dólar a um valor e postergar ou parcelar o pagamento e, quando for pagar, com a alta da moeda estrangeira, ter que pagar valores maiores, acumulando prejuízos. O exemplo acima mostra como variações cambiais afetam quem está envolvido na importação e exportação de produtos. O problema é agravado por serem os compromissos assumidos por essas empresas geralmente fixados em moeda nacional e a inconstância do dólar – 36

que é a moeda geralmente utilizada nos contratos de compra e venda internacionais - que afetam o valor final do produto, além de trazer impactos no planejamento econômico-financeiro das empresas e em seus resultados. Para se protegerem, uma saída para empresas é possuir os valores dos pagamentos guardados em dólar, o que é muito difícil para empresas. Também é possível utilizar instrumentos financeiros denominados “contratos derivativos”. Esses contratos são comercializados tanto em mercado de bolsa quanto em balcão e permitem que as empresas préfixem o valor de conversão da moeda, protegendo-se de eventual variação desvantajosa do câmbio. Mas, antes de buscar esse tipo de proteção, é importante ter em mente que também podem ocorrer riscos. Isso ocorre normalmente quando a variação cambial é favorável à empresa. Como a operação de hedge se baseia na proteção


contra riscos, é nesses que as empresas possuem vantagens, contudo, quando o contrário ocorre, se deve pagar a conta. É como em um seguro, quando você só tem a vantagem diante de um sinistro, se esse não ocorre, o segurado pagou e nada recebeu em troca. A busca de hedge, ou proteção contra oscilações inesperadas nos preços, é uma prática antiga que vem do século XIX, no mercado de commodities agrícolas dos Estados Unidos. Existem várias formas de utilização do hedge, mas eles ocorrem mais comumente nas compras e vendas e nos contratos futuros, com outros países, que permitem a montagem de diversas operações. Veja as principais formas de hedge: Dólar – uma forma básica de proteção contra alta da moeda é ter o valor necessário à vista, contudo, é preciso imobilizar uma quantia igual a que se quer proteger da desvalorização do real. Títulos cambiais – é outra forma na qual se tem que destinar uma quantia praticamente igual a que se quer defender, contudo, tem a vantagem que pagam juros. Opções de compra de dólar – nesse caso, se faz a opção de compra, garante o direito de comprar um ativo a um preço determinado antecipadamente. Assim, é pago apenas uma fração do valor e exerce esse direito até um determinado dia. Se ao fim do período não exercer essa opção, perde o valor do prêmio. Contudo, o comprador imobiliza muito menos dinheiro. Contratos futuros de dólar compromissos fechados entre um comprador e um vendedor, normalmente numa transação em bolsa ou intermediada por um banco. Esses

contratos acompanham a oscilação do dólar no mercado à vista. Se o dólar subir, o comprador do contrato vai receber do vendedor o equivalente em reais a essa variação, dia a dia. Quando o contrato vencer, a soma das variações deverá compensar a variação do câmbio. Da mesma forma que as opções, os contratos futuros permitem que o investidor faça seu hedge imobilizando muito menos dinheiro. O problema é que esse hedge tem um custo, exigindo que o investidor deposite garantias em dinheiro ou títulos para poder operar, o que eleva a quantidade de dinheiro necessária para se fazer o hedge. Swap – corrente, quer dizer troca, permuta. No mercado financeiro, indica uma operação pela qual duas empresas concordam em “trocar” dívidas. Por exemplo, uma importadora endividada em dólares faz um swap de moedas com um banco. A empresa deve pagar um valor em reais ao banco. O banco tem de pagar o equivalente em dólares ao valor contratado do swap. Se a cotação do dólar subir além do esperado, o aumento da dívida da empresa será coberto pelo o que o banco pagará à empresa. No Brasil, os swaps podem ser negociados nos sistemas eletrônicos na BM&F, na Central de Liquidação e Custódia de Títulos (Cetip) ou tratados diretamente com os bancos, que montam operações ajustadas às necessidades de cada cliente. Segundo Carlos Alberto Melo, diretor financeiro de mercados emergentes para a América Latina do banco West LB, os swaps são o instrumento de hedge mais usado atualmente pelas empresas brasileiras. Cap – um instrumento em que a empresa compra opções de compra de dólar a um determinado preço. Se o dólar subir acima desse preço, a empresa poderá comprá-lo mais barato e fazer o seu hedge.

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TRIBUTÁRIO

Saibas das últimas mudanças no mundo tributário Os últimos meses estão sendo cheios de novidades fiscais, tributárias e trabalhistas que têm impacto direto nas empresas brasileiras, assim os consultores da Confirp fizeram um pequeno resumo das principais mudanças e seus impactos para 2015. Agora o contribuinte pode fazer um rascunho do Imposto de Renda Desde o dia 03 de novembro, a Receita Federal disponibilizou um aplicativo para que o contribuinte já possa começar a elaborar um rascunho da declaração IRPF 2015, neste ano de 2014. Apesar do ano já estar no final, será possível inserir as informações tributárias que possuírem, para facilitarem a preenchimento no 38

próximo ano. A partir de 2015, durante todo o ano, quem declara o imposto de renda poderá preencher a declaração a medida que os fatos acontecerem. “A novidade é bastante interessante, pois, quem gosta de se anteceder, poderá já preencher a declaração com os lançamentos, simulando o preenchimento no programa gerador da declaração IRPF (PGD IRPF 2015), que será liberado para os contribuintes só em março de 2015. Lembrando que as informações do Rascunho IRPF poderão ser utilizadas para a declaração de 2015, com uma simples importação de dados”, explica o consultor de imposto de renda da Confirp Consultoria Contábil, Rodrigo Zaparoli de Melo.


Geral da Fazenda Nacional (PGFN) começou no dia 3 de novembro. A nova CND terá validade de 180 dias, com isso, serão abrangidas nessa certidão as contribuições previdenciárias (certidão do INSS ou certidão previdenciária), e dos demais débitos tributários referentes à Receita Federal e a PGFN. Sendo necessário apenas um acesso para o contribuinte obter o documento (CND) que atesta sua situação fiscal perante a Fazenda Nacional, simplificando o procedimento e diminuindo o custo tanto para o contribuinte quanto para a Fazenda Nacional. A mudança, segundo especialistas da Confirp já era esperada há algum tempo pois o Governo já vinha padronizando os prazos nos órgão para retirada desses certificados, pois o previdenciário normalmente era mais moroso. Assim, a mudança será bastante positiva em função da simplificação do sistema.

O aplicativo da Receita Federal pode ser instalado nos microcomputadores ou nos dispositivos móveis, como smartphone e tablets, por meio do novo APP IRPF. O contribuinte tem acesso ao aplicativo no endereço www.receita.fazenda.gov. br/Aplicacoes/ATSDR/IRPFRascunho/ index.asp#infomIRPF. Sendo que os acessos posteriores poderão ser feitos por meio de senha. Unificação das CND já vale A unificação de todas as CND (Certidões Negativas de Débitos) relacionadas aos tributos federais, incluindo nessa as contribuições previdenciárias, foi adiada pela Receita Federal e a Procuradoria-

Ampliação do Simples Nacional – simplificação ou aumento da carga tributária? A partir de 2015, o principal critério para inscrição no Simples Nacional será o faturamento anual (atualmente R$ 360 mil para as microempresas e R$ 3,6 milhões para as pequenas) e não mais a atividade das empresas. Dentre as empresas que serão beneficiadas estão as de medicina veterinária, medicina, laboratórios, enfermagem, odontologia, psicologia, psicanálise, terapia ocupacional, acupuntura, podologia, fonoaudiologia, nutrição, vacinação, bancos de leite, fisioterapia, advocacia, arquitetura, 39


engenharia, medição, cartografia, topografia, geologia, corretagem, jornalismo e publicidade, entre outras. Além de um número muito maior de empresas poderem aderir ao sistema simplificado de tributação, também ocorrerão outras vantagens, como estabelecimento de um mecanismo mais racional para a substituição tributária e diminuição da burocracia para as micro e pequenas empresas. Contudo, a ampliação dos setores que podem aderir ao Simples Nacional não vem se mostrando muito benéfico para empresas de serviços que se enquadram no Anexo VI. A Confirp já fez análises para empresas que constatou que aumentaria a tributação com essa opção. Enfim, o que era para ser um benefício não vem se mostrando nem um pouco interessante, mesmo com a simplificação. Vínculo empregatício entre o contratante e contratado pode tirar empresa do Simples Nacional

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As empresas do Simples Nacional devem ficar atentas, isso porque nas recentes mudanças pelo qual passou esse regime tributário atualmente, um que se destaca é a partir de agora se essas empresas contratem funcionários como Pessoas Jurídicas (PJ) serão excluídas do Regime. A nova regra foi publicada a Resolução CGSN nº 115/2014 e faz com que seja impedida de optar pelo Simples Nacional a pessoa jurídica “cujos titulares ou sócios guardem, cumulativamente, com o contratante do serviço, relação de pessoalidade, subordinação e habitualidade”, o que caracterizam o vínculo de emprego. A mesma regra aplica-se ao Microempreendedor Individual (MEI). Em outras palavras, quando estiver caracterizado o vínculo de emprego entre o contratante e o sócio ou titular, a empresa prestadora de serviços não poderá optar nem permanecer no Simples Nacional. São os casos em que o empregado (sócio ou titular) é contratado como “PJ” (pessoa jurídica), fornecendo Nota Fiscal de Serviços (que não poderá mais ser do Simples).


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JURÍDICO FISCAL

Benefícios e cuidados para recuperar créditos tributários Na ânsia de recuperar parte dos tributos pagos, é crescente no país o número de empresas que buscam a restituição de valores pagos de forma indevida ao Governo. Esses pagamentos errados ocorrem por diversos motivos, mas principalmente, às constantes alterações nas normas fiscais. 42

Hoje, são editadas por dia 46 novas normas fiscais no Brasil, ou seja, 12 mil atualizações ao final do ano. Isso faz com que seja praticamente impossível estar de acordo com todas, ocorrendo pagamentos excessivos. Por isso, o número de empresas que oferecem esse tipo de serviço se multiplica.


Essas empresas oferecem o serviço de recuperação de crédito pelo meio jurídico e administrativo. Um problema é que na ânsia de recuperar dinheiro, muitos empresários buscam as primeiras empresas que aparecem com propostas, o que podem levar até mesmo a golpes. Outro ponto a ser destacado é que, quando isso ocorre de forma judicial, um posicionamento pode ser bastante moroso. Contudo, com os devidos cuidados já ocorrem diversos casos que se consolidaram como pertinentes. Veja exemplo de caso de grande repercussão Toda empresa brasileira tem que pagar a alíquota de 20% de contribuição previdenciária sobre valores pagos a empregados na folha de pagamento, como incidência do INSS patronal, e essa é uma das principais reclamações das empresas, contudo, o que po ucos sabem é que a maioria das empresas paga mais do que é devido nessa contribuição. “Ocorre que o empregador geralmente paga a contribuição previdenciária sobre o total da folha de pagamento, contudo, existem situações que não deveriam ser inclusas nesses pagamentos, como é o caso, por exemplo, dos valores pagos de aviso prévio indenizado, dos 15 dias de licença por doenças ou o um terço de férias”, conta José Gianfrancesco, sócio do escritório Concept, especializado na recuperação de créditos tributários para empresas. “Isso ocorre hoje em praticamente todas as empresas, tendo essas o direito de recuperar os valores já pagos, por meio de dedução futura na guia de GPS de valores

já pagos e não inclusão nos pagamentos futuros.”, explica o sócio da Concept. Contudo, é necessário cuidado por parte das empresas na hora de fazer esse cálculo, sendo necessária uma aprofundada análise das contribuições previdenciárias incidentes sobre a folha de pagamento da empresa dos últimos 60 meses. É um trabalho jurídico-contábil que tem por objetivo reaver legalmente parte das contribuições previdenciárias incidentes sobre a folha de pagamento pagas indevidamente, bem como reduzir a base de cálculo nos recolhimentos futuros dessas contribuições. Após esse passo, localizados pagamentos acima do correto, a empresa pode buscar reaver esse processo de forma administrativa ou judicial. Com base nos diversos trabalhos já realizados com sucesso, dependendo da composição da folha de pagamento da empresa, se estima com esse trabalho uma redução imediata entre 5% e 8% da base de cálculo das contribuições previdenciárias e uma recuperação que pode chegar de 1 a 3 (três) vezes o valor da folha mensal. Como saber se possui esse direito? Para a empresa saber se é possuidora ou não desse direito, ela deverá primeiramente buscar instrução com sua contabilidade e, caso acredite ser possuidora, pode realizar isso por via extrajudicial como mostrado acima, ou em casos mais complexos de formas judiciais, sempre com grande cuidado em investigar o histórico da empresa a ser contratada, bem como ver se não haverá riscos futuros. 43


TRIBUTÁ

A partir de 1º de janeiro de 2016, como parte do programa do Sped Fiscal, as indústrias e atacadistas estarão obrigadas a enviar o livro Registro de Controle da Produção e do Estoque por meio do Bloco K. Essa mudança terá grande impacto nessas empresas, pela sua complexidade. Em função dessas dificuldades, recentemente o governo prorrogou essa obrigação, que estava programada para ter início em 2015, isso ocorreu perante a visível inviabilidade da aplicação para grande parte dos empresários, a mesma teve que ser prorrogada. “Para indústrias, representará que deverão ser cadastrados eletronicamente no Bloco K, quais os produtos que tiveram 44

que ser utilizados para a fabricação de um produto, isto é, o consumo específico padronizado, além de perdas normais do processo produtivo e substituição de insumos para todos os produtos fabricados pelo próprio estabelecimento ou por terceiros”, explica José Luis Furtuoso de Jesus, gerente fiscal da Confirp Consultoria Contábil. Ainda segundo Furtuoso, no entendimento que se tem dessa nova obrigatoriedade, as empresas atacadistas também deverão registrar todas as entradas e saídas de produtos, bem como as perdas do processo. Para as empresas de varejo, até o momento, nada foi publicado que leve a acreditar que também serão obrigadas, contudo, muitas já se mostram preocupadas. 


O que muda?

Entenda melhor

Com o Bloco K, o Fisco passará a ter acesso completo a todos os processos produtivos e movimentações dessas empresas. O que, por sua vez, possibilitará grande facilidade para o cruzamento dos dados dos saldos apurados pelo Sped, com os informados pelas empresas nos inventários. Assim, em caso de diferenças de saldos que não se justifiquem, essas poderão ser configuradas como sonegação fiscal.

As legislações do ICMS (estadual) e a do IPI (federal) obrigam essas empresas a registrarem, nos livros próprios, as ações que realizam. No livro Registro de Controle da Produção e do Estoque, devem ser registradas as entradas e saídas, a produção e as quantidades relativas aos estoques de mercadorias.

“É importante frisar que, antes da nova obrigação, as empresas já precisavam possuir esse conteúdo em um livro físico, todavia, isso não era uma prática dos empresários, já que o livro de Controle da Produção e  de Estoque quase nunca era exigido. Agora esse quadro se altera, pois ao entrar no Sped Fiscal, a fiscalização para essa obrigação será muito mais ativa”, conta o gerente da Confirp. Ainda há muitas dúvidas sobre esta questão. “A confusão ainda é grande sobre o tema, todavia, temos um entendimento, a partir do qual vemos que as indústrias terão que realizar os registros de todas as peças envolvidas nos processos de fabricação dos produtos, mais além disso também há o entendimento de que os atacadistas terão que apresentar informações referentes a cada item de seus estoques”, alerta José Luis Furtuoso de Jesus, gerente fiscal da Confirp Consultoria Contábil.

O grande problema é a complexidade desse registro, sendo que nele devem ser inseridas todas as operações, com uma folha para cada espécie, marca, tipo e modelo de mercadoria. Isso torna imprescindível para empresas um ERP bem amplo que forneça uma estrutura para registro dessas informações. Assim, a Receita Federal terão registradas no Bloco k do Sped Fiscal as quantidades produzidas e os insumos consumidos em cada material intermediário ou produto acabado, podendo por meio desta informação, projetar o estoque de matéria-prima e de produto acabado do contribuinte. Além disso, contará também com as informações de industrialização efetuada por terceiros e dados dos comércios. Para elucidar as dúvidas sobre o tema, a Confirp vem realizando uma série de eventos com o tema. Mais informações podem ser obtidas no link  http:// www.confirp.com.br/events/68/ obrigatoriedade-do-controle-deestoque-no-sped-fiscal-bloco-k/ . 45


tecnologia ENTREVISTA

“Sempre

do que re

A Gestão in Foco falou com o presidente da Penalty, Paulo Ricardo de Oliveira , que com apenas 50 anos já tem uma grande história no mundo corporativo, com experiência em companhias de diversos setores, como Pirelli, Teleperformance e De La Rue. O presidente da maior empresa de produtos esportivos brasileira é graduado em Ciências 46

Contábeis, Administração de Empresas e Análise de Sistemas e pós-graduado em Controladoria, Finanças e Marketing. Mas o grande destaque em sua carreira é que, além da importância dada aos estudos, ele soube como poucos tirar lições de gestão de empresas das histórias que aconteceram com ele.


dê mais

ecebe!”

Paulo Ricardo Oliveira

Conte um pouco de sua história? Venho da periferia de São Paulo, fui criado sem pais e amava muito futebol, chegando até as categorias de base do São Paulo Futebol Clube. Como tive que trabalhar muito cedo, abandonei essa carreira e tive que buscar rumos diferentes para a minha vida, trabalhando como office

boy, isso era por volta de 1974 e 75. Antes disso, já era um aluno muito aplicado na escola e tinha feito curso de datilografia. Lembro que no trabalho eram eu e mais quatro meninos e todos depois do trabalho iam para o fliperama, menos eu. Pedi para o dono da empresa para que pudesse voltar para empresa depois dos trabalhos realizados para fazer um estágio, auxiliando a datilografar faturas e duplicatas no setor de faturamento na empresa. Isso já demonstra uma característica muito importante para a vida profissional que é a determinação. E essa é uma característica fundamental e que deve ser buscada pelas pessoas. No começo, o pessoal tirava sarro, pois os outros profissionais ‘enrolavam’ durante o expediente, acumulando trabalho para eu realizar. Isso durou aproximadamente um ano, período no qual aprendi e evoluí bastante. Com isso, depois desse período, as duas pessoas que trabalhavam na área que atuava foram remanejadas e eu fiquei no lugar delas. Isso fez com que os quatros meninos que eram boys comigo viessem tentar trabalhar na área também, mas eles tiveram muita dificuldade em exercer essa atividade, já que não tinham um diferencial que tive, que foi me preparar antes da oportunidade aparecer, fazendo o curso de datilografia. Quais outras características você observou desde cedo para seu sucesso como empreendedor? Já no começo da minha vida profissional percebi que toda pessoa que tem sucesso sempre dá mais do que recebe. Assim, sempre me caracterizei por me entregar aos meus projetos, com qualidade e objetivos de vida. Também percebi que existe um período da vida que demanda 47


maior dedicação ao trabalho, que, para mim, foi dos 25 aos 35 anos, no qual muitas vezes tive que varar noites trabalhando, mas sabia que esse era um momento de crescimento e estava preocupado em adquirir conhecimento. Também percebi que o melhor plano de carreira não é o que a empresa estabelece para você, mas sim o que você projeta para sua vida. Assim, desde que entrei na Pirelli, já estabeleci os meus objetivos. Projetei ser gerente com 30 anos e consegui com 28, aos 35 anos, o objetivo era ser diretor, o que consegui com 32. Quando percebi que o salto de diretor financeiro para CEO seria muito complicado na empresa que estava, decidi buscar um headhunter para uma recolocação. Nesse momento, veio outro ponto importante para minha carreira, a necessidade de falar outras línguas, e como queria aprimorar o meu inglês, uni o útil com o agradável, indo para a inglesa De La Rue. E na sequência busquei um novo desafio na empresa francesa Teleperformance. Você também teve uma história muito interessante no ramo farmacêutico, correto? Exato, administrei uma empresa desse ramo que foi um grande desafio, pois era uma empresa brasileira e com estrutura familiar, que tinha como objetivo de, em quatro ou cinco anos, abrir o capital na Bolsa de Valores. Chegando lá foi um grande susto, pois vi que a empresa tinha a necessidade de se reinventar, implantando novos sistemas de gestão e também organizar um ERP corporativo. A empresa tinha uma preocupação muito maior com os pontos de vendas do que 48

com o back office. Assim, tive como objetivo colocar o negócio na linha e ter informações para medir performance. Esse é outro ponto que destaco na gestão de uma empresa - se você não tem informações, o seu negócio vale menos. Assim, é importante hoje as empresas terem bem estruturados um sistema ERP, uma boa contabilidade e um planejamento financeiro. Sem isso ninguém vai querer investir em um negócio. Exemplo é que, conhecendo os números da empresa, apresentamos um crescimento fantástico e tivemos a


oportunidade de vender o negócio para uma grande corporação americana.

A partir dessa venda você foi para a Penalty?

Mas, o objetivo não era ir para a Bolsa?

Exato, apareceu essa oportunidade de trabalhar na Penalty e aceitei esse novo desafio que é um parecido com o anterior, mas com estrutura e objetivo um pouco diferentes. Sendo o objetivo dar maior relevância à marca e aumentar a rentabilidade, o que já demos um primeiro passo com melhoria em nossa margem em julho.

Isso mesmo, mas aí está outro ponto muito importante no mundo empresarial, que é o fato do foco não poder matar a oportunidade. Assim, tínhamos um objetivo muito claro, mas o trabalho bem feito proporcionou um novo caminho bastante interessante que soubemos aproveitar.

Essa melhoria se deu pela Copa do Mundo no Brasil? Não, isso se deu pela melhoria nos processos e redução dos custos, sendo que o período da Copa foi muito ruim para empresa, visto que só os patrocinadores oficiais podiam utilizar materiais relacionados, sem contar que tivemos a paralização de outros eventos, como o Campeonato Brasileiro, prejudicando muito nossos negócios. Você citou acima a utilização de sistemas ERP, como você vê essa necessidade? Hoje as empresas são praticamente obrigadas a implantar esses sistemas, por questões contábeis principalmente. Todavia, o grande erro nesse processo é só pensar que esse é um novo custo. Na verdade, é uma oportunidade, pois melhora a obtenção de informações para a gestão, se for feita de forma correta. Com um ERP, o administrador terá acesso a dados, que possibilitarão uma melhor análise do negócio e melhores tomadas de decisão. Assim, reforço a importância de ver essa nova realidade como uma oportunidade e não um problema.

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Na gestão de uma empresa quais pontos você destaca?

final. Lembrando que a estratégia tem que ser de curto, médio e longo prazo.

Das experiências que tive, tirei um tripé que acredito ser fundamental dentro de uma empresa. Primeiro são pessoas - sem elas não fazemos nada nas empresas, e essas devem ser qualificadas, motivadas em busca de um objetivo maior que não seja só o salário, também é importante ter a pessoa certa no local certo, e criar um sistema de meritocracia, criando pessoas fanáticas por resultados. Outro ponto são processos para que as pessoas possam trabalhar de forma organizada, com cada um sabendo qual o seu papel. Por fim, é imprescindível sistemas para

Um dos tripés das empresas são pessoas, contudo, profissionais qualificados são raros. Com uma empresa deve se portar perante esse problema? Realmente, esse é um problema muito grande, antes tínhamos pilares fortes na estruturação de uma pessoa, que eram família, escola e igreja. Hoje infelizmente as famílias estão desestruturadas, a escola está falida e a igreja sem credibilidade. Assim, é fundamental que a empresa se esforce para complementar a educação de

Em uma curva, se não frear na hora certa, pode sair da prova, o mesmo ocorre na vida profissional. Não adianta ser sempre muito acelerado, sempre tem a hora em que temos que saber brecar para traçar a melhor estratégia, para ser o mais rápido. poder dar agilidade nos processos e para que as pessoas possam utilizar o tempo de forma mais inteligente. De outro lado, existe outro tripé para os gestores, que é competência, liderança e estratégia. Sendo, competência para poder exercer o trabalho que se propõe de forma qualificada e saber responder as demandas. Liderança, para coordenar as pessoas em prol de um objetivo em comum. Estratégia, que traça o caminho que deseja seguir, e para isso é fundamental saber quais os objetivos, como em um GPS, que você só sabe qual a melhor rota depois que se tem o destino 50

seus colaboradores, por meio de cursos e atividades extracurriculares. Mas como reter esse profissional no futuro? É uma questão motivacional, as pessoas devem adotar a causa da empresa e não pessoal. O gestor tem que ser motivador das pessoas, para que elas sigam a rota para atingir as causas, que devem ser coletivas e estar dentro da missão e valores estabelecidos. As pessoas devem saber onde elas querem estar no futuro, o que elas querem atingir e o que elas querem vender. Na Penalty, temos como


objetivo ser a maior empresa de material esportivo da América Latina, cada um trabalha em sua área para isso, com seus objetivos, para que se consiga esse objetivo maior. Uma dificuldade muito grande das empresas são investimentos em marketing, como garantir um melhor retorno nessa área? No marketing, geralmente, 50% do investido não é necessário, contudo, é muito difícil definir com antecedência onde se vai cortar esse excesso. Assim, é fundamental, que ao pensar nesses investimentos, se conheça bem o seu negócio, o seu consumidor e sua capacidade de atendimento. Não adianta fazer um investimento em uma mídia muito forte se não tem produto para atender. Nessa área também é preciso tomar muito cuidado com o ego, pois a empresa deve estar à frente de ambições pessoais. Outra preocupação grande na qualidade dos materiais de marketing que desenvolve, infelizmente existem muitos ‘amigos dos amigos’, oferecendo fórmulas milagrosas e que não resultam no esperado. Você tem uma vivência muito grande com esportes, quais as lições que esses trazem para o mundo dos negócios? Eu pratico futebol e também sou piloto de kart, cada um traz conhecimentos diferentes para os negócios; o futebol é um esporte coletivo, nele 80% é transpiração e 20% concentração. É um trabalho em equipe, onde cada um tem que estar em uma posição, se tem regras claras, tem técnico que deve ser ouvido. Já no kart, diferente do futebol, é 80%

concentração e 20% transpiração, nele só se tem trabalho de equipe dentro do box, depois, com o capacete, é individual, onde todo mundo quer ganhar de todo mundo, sendo o segundo colocado o primeiro dos últimos. Desse esporte se tem a experiência de que não ganha a corrida quem acelera mais, mas quem sabe brecar na hora certa. Em uma curva, se não frear na hora certa, pode sair da prova, o mesmo ocorre na vida profissional. Não adianta ser sempre muito acelerado, sempre tem a hora em que temos que saber brecar para traçar a melhor estratégia, para ser o mais rápido. Quais pontos principais que você acha ser relevante para os administradores? Primeiro de tudo, gostaria de reforçar a importância do estudo para pessoas, se preparando para o futuro, além disso, muitas vezes não vai se fazer o que gosta, mas deve se gostar do que faz. Também, é fundamental, como fiz, ser persistente e sempre dar mais do que se recebe, lembrando que o salário e o dinheiro são recompensas que virão com o tempo. Também recomendo que as pessoas aprendam o mais rápido possível outros idiomas. Outro ponto é a importância de ser resiliente e se adequar a situações, tendo em mente o que se objetiva. Tenha, também sempre um plano de carreira pessoal. Por fim, não acredite em sorte e sim na somatória de competência e oportunidade. Sempre falo: quanto mais trabalho, mais as pessoas falam que tenho sorte!

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MARKETING

Como não perder

sua marca

A importância de uma marca no mercado não é mais discutida, sendo primordial para os negócios que a imagem e o nome de uma empresa sejam vistos, entendidos e reconhecidos, assim, todo o cuidado com a marca deve ocorrer de forma profissional. A marca, quando desenvolvida de forma adequada, expressa tudo o que a empresa, produto ou evento é, em sua essência. O processo de consolidação de uma marca é uma tarefa das mais complicadas, dependendo de vários fatores. E conseguir um bom destaque para a sua empresa ou seus produtos é só o primeiro passo, sendo necessário também manter a mesma em destaque por anos e anos e estar em um processo de reavaliação constante com o consumidor, dando maior valor ao seus produtos e serviços. 52

Quem não se lembra de marcas que viraram sinônimos de produtos, como Danone ou Gillette, hoje não é diferente, veja os famosos iPads. Contudo, com toda a importância que a marca tem nos dias de hoje, não se observam os cuidados adequados para essas. Sendo que são inúmeros os casos de empresas que não se protegem adequadamente e depois tem que arcar com um pesado ônus por essa despreocupação A proteção da marca por qualquer empresário é necessária e trata-se da


única forma de se obter a exclusividade de exploração de um nome, em um determinado segmento empresarial, em qualquer território, incluindo o brasileiro”, alerta Rosa Sbórgia, sócia diretora da Bicudo Marcas e Patentes. Muitos empresários desconhecem que a marca, por ser um bem econômico da empresa, é passível de uma série de interferências externas, levando-a a iminentes riscos de perdas, por isso toda uma preocupação jurídica, conforme explica Sbórgia. Mas como proteger uma marca? A proteção depende de um trâmite processual que atualmente demora cerca de 3 a 4 anos para ser concedido no Brasil, sendo que, o empresário, ao receber a concessão do registro da sua marca, passa a possuir segurança jurídica de exclusividade do nome que adotou para as atividades da sua empresa. “Dentre as interferências, está o pedido de caducidade provocado por terceiros, quando a marca deixar de estar em uso regular pelo empresário-titular. Em regra, não é esclarecido que o titular de uma marca, mesmo possuindo título de registro concedido, tem o dever de manter a regularidade do uso e exploração da marca, na forma que foi protegida – com ou sem conjunto imagem (logotipo) e exatamente na linha de produtos ou serviços (classe) na qual foi requerida”, explica a sócia da Bicudo. Outro ponto a ser levado em conta é que a ausência de uso e exploração efetiva da marca permite que terceiros, em regra, concorrentes, requeiram a caducidade do registro da marca, dentro do prazo

legal. Este ato provoca o titular da marca a comprovar o seu uso e, na ausência de tais provas dentro do prazo de 5 (cinco) anos consecutivos ou da comprovação do desuso por motivo justo, evidencia risco de perda do registro por declaração de caducidade. Também existe uma situação muito comum atualmente no judiciário brasileiro que é o reconhecimento do aproveitamento da marca, por ser esta um título econômico, para amparar processos de execuções. É o que tem ocorrido em ações trabalhistas e tributárias, nas quais os credores, sejam entes particulares ou públicos, requerem como garantia da execução a penhora da marca como forma de sucesso do recebimento dos créditos conferidos em sentenças judiciais. Com isto, para a melhor segurança empresarial, é imprescindível que os Gestores passem a dar tratamento especial de blindagem legal, visando evitar sérios riscos de perdas de suas marcas, patentes e outros títulos desta natureza, reduzindo prejuízos econômicos, e principalmente, de imagem. Portanto, o direito exclusivo sobre uma marca nasce com a obtenção do título de concessão de registro, porém, a ausência de diligência sobre este título, por ser uma ferramenta econômica relevante nos dias atuais, proporciona riscos de perdas, seja por meio de processos de caducidades provocadas por terceiros, seja pela intervenção judicial que busca neste título, um valor econômico razoável para recompensar titulares de créditos, levando o titular da marca a prejuízos irreversíveis.

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GESTÃO

Só em 2013, foram mais de 3,6 mil casos de assédio moral registrados em todo o Brasil e esses números de casos estão crescendo seguidamente nos últimos anos.

fundamental aumentar a produtividade da empresa, além de existir uma competição exagerada e metas difíceis de alcançar, ou, até mesmo, tentativas de forçar um pedido de demissão.

Segundo o Ministério Público do Trabalho, as denúncias referentes ao tema cresceram 7%, sendo as principais vítimas mulheres, principalmente as grávidas e mães solteiras, pessoas mais velhas, obesos e negros.

Para empresas, o resultado de um processo deste pode ser devastador, tanto financeiramente, quanto em relação à imagem, por isso, a Revista Gestão in Foco procurou o especialista em direito do trabalho Mourival Boaventura Ribeiro, advogado sócio da Boaventura Ribeiro Advogados, para tirar as principais dúvidas sobre o tema.

Esse aumento possui uma relação direta com o mercado já que cada vez mais é 54


pejorativas e apelidos, culpando-o de incapacidade para realização de tarefas rotineiras, apontar o profissional como ineficiente, incapaz, burro, etc. O risco de a empresa vir a ser obrigada a responder a um processo que pode resultar em pesada punição e indenização por assédio é maior na medida em que o gestor imediato passa a extrapolar seus limites nas cobranças junto aos subordinados. Banalização e paternalista brasileira

Definição e riscos para empresas Resumidamente, assédio moral é a exposição continuada do empregado a situações humilhantes e constrangedoras durante o trabalho. Podem ser definidas como exemplos clássicos desse problema praticas como reuniões de equipes de vendas nas quais o trabalhador que obtivesse o menor volume se via obrigado a atravessar um “corredor polonês”, formado por integrantes da equipe, virando motivo de chacota; situações de tratamento por meio de conotações

realidade

Hoje, existe uma banalização desse tipo de processo, exemplo é que recentemente um Juiz, ao fundamentar o indeferimento de um pedido, colocou que “os pedidos de indenização por dano moral haviam se transformado na batata frita do processo, pois passaram a acompanhar a totalidade dos casos por ele julgados”. Segundo, Morival Boaventura, em mais de 80% das Reclamações Trabalhistas existem pedidos de indenização por assédio moral, a grande maioria deles, sem qualquer embasamento, havendo uma verdadeira banalização. Outro ponto é que a Justiça do Trabalho é sim paternalista, até porque se trata de um direito protetivo, o problema é que muitas vezes tal paternalismo começa na própria empresa, em situações em que o empregado comete faltas disciplinares e deixa de ser advertido e/ou punido. Esse artifício é fundamental para a empresa se resguardar. Para evitar que ocorra Os encarregados, líderes e gerentes das empresas devem ser constantemente treinados e orientados quanto aos procedimentos que devem ser adotados nas relações de trabalho. Podem e 55


devem ser enérgicos na cobrança de resultados e tarefas, porém sob hipótese alguma, dirigir ofensas pessoais e/ou efetuar abordagens de forma ostensiva. Se identificar a necessidade de uma conversa mais dura, deve fazê-la de forma reservada e nunca na presença de outras pessoas. É importante dar ouvidos e procurar investigar sobre denúncias constantes dos subordinados a um encarregado ou líder por assédio. Em caso recente, se deu o julgamento de uma grande empresa, no qual era apontado como assédio o comportamento de um encarregado de manutenção no trato com seus subordinados. Isso gerou inúmeras ações de indenização por assédio, todas julgadas procedentes, tornando-se evidente a necessidade de reciclagem deste líder no trato com a equipe. A melhor forma de se resguardar é procurar

como qualquer fato relacionado a assédio que ocorra, determinando a aplicação de pena disciplinar cabível a quem realizou. Muitas vezes, o empregador reclama que a Justiça do Trabalho favorece apenas e tão somente o empregado, porém, deve ter a consciência de que existem mecanismos legais na própria legislação trabalhista para inibir abusos e faltas disciplinares, podendo até culminar com a rescisão por justa causa do contrato de trabalho. Assédio pode ocorrer de muitas formas Não é só o trabalhador que pode ser alvo de assédio moral, a pessoa jurídica pode ser vítima, além disso, a legislação prevê ação trabalhista proposta pelo empregador. Deste modo, se o empregador vir a

Para evitar má-fé do funcionário é interessante documentar imediatamente os erros, falhas e inconformidades realizadas pelos colaboradores sempre manter uma comunicação formal e respeitosa, ainda que dura. O aprimoramento da comunicação da empresa com os empregados, de modo que cada um tenha ciência de seu papel e responsabilidade na organização. Seguramente terá reflexos positivos a todos, especialmente na prevenção de crises. Caso de má-fé do funcionário Para evitar má-fé do funcionário, é interessante documentar imediatamente os erros, falhas e inconformidades realizadas pelos colaboradores, bem 56

ser vítima de assédio, ainda que as ofensas não sejam diretas contra este, mas contra seus gestores, por meio de ações caluniosas e orquestradas, poderá processar seu empregado na Justiça do Trabalho, buscando indenização por assédio, obviamente antes de tal procedimento é imprescindível que ocorra a apuração dos fatos. Outro ponto são ações absurdas dos trabalhadores nas quais se formulam pedidos desprovidos de fundamento legal e/ou por verbas já integralmente satisfeitas, nesse caso, o empregador também pode solicitar a condenação do autor da ação por má-fé.


FIQUE POR DENTRO

Dica de literatura O Capital no século XXI

Autor: Piketti, Thomas Tradutor: De Bolle, Monica Baumgarten Editora: Intrínseca Ano: 2014 Sinopse Nenhum livro de economia publicado nos últimos anos foi capaz de provocar o furor internacional causado por O capital no século XXI, do francês Thomas Piketty. Seu estudo sobre a concentração de riqueza e a evolução da desigualdade ganhou manchetes nos principais jornais do mundo, gerou discussões nas redes sociais e colheu comentários e elogios de diversos ganhadores do Prêmio Nobel. Essa obra, que já se tornou uma referência entre os estudos econômicos, contribui para renovar inteiramente nossa compreensão sobre a dinâmica do capitalismo ao colocar sua contradição fundamental na relação entre o crescimento econômico e o rendimento do capital. O capital no século XXI nos obriga a refletir profundamente sobre as questões mais prementes de nosso tempo.

Dica de livro

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Dica online Portal do empreendedor

O Portal do Empreendedor busca dinamizar ainda mais a atividade empresarial brasileira por meio de informações de credibilidade e qualidade sobre os mais diversos assuntos direta ou indiretamente ligados ao setor. Disponibiliza informações detalhadas sobre os tipos de empresas do Brasil (naturezas jurídicas), como requisitos, benefícios e impedimentos. Constam ainda orientações sobre abertura, alteração, baixa e formalização de empreendimentos, visando criar um ambiente mais propício para negócios no país. Link - http://www.portaldoempreendedor.gov.br

Dica de restaurante Dinho’s

É um dos restaurantes mais tradicionais de São Paulo. A seleção de carnes de qualidade, os excelentes fornecedores e o serviço de primeira consolidaram a história do restaurante no Jardins, com uma clientela fidelizada que valoriza a localização privilegiada e as instalações sofisticadas do estabelecimento. No cardápio, além dos tradicionais cortes, com uma preparação cuidadosa, a feijoada é servida todas as quartas-feiras e sábados, e no Dinho´s é também gratinada, e  vem à mesa com guarnições especiais. Endereço Alameda Santos, 45 - Paraíso - São Paulo - 01419-000 11.3016.5333

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Gestão in Foco Edição 55  

Em sua edição de dezembro, a revista da Confirp Contabilidade aborda temas como: redes sociais, crise metabólica, assédio moral, Simples Nac...