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SEGURO RURAL |

[Por: Letícia Nunes Foto: Arquivo CNseg]

SEGURO RURAL SEMEIA NOVAS OPORTUNIDADES PARA O MERCADO Mudanças climáticas e inovação tecnológica, que eleva o custo da produção, fazem aumentar procura pela proteção do seguro, cuja receita de prêmios dobrou nos últimos cinco anos.

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seguro rural está florescendo a olhos vistos no Brasil. Adubado pelo incentivo do Plano Safra 2019/2020, que destinou R$ 1 bilhão para o subsídio à modalidade, o segmento semeia boas notícias para as seguradoras: a arrecadação dobrou nos últimos cinco anos, passando de R$ 2,3 bilhões para R$ 4,6 bilhões em prêmios. Em comparação com outros ramos mais tradicionais, como as apólices de vida, automóveis ou patrimoniais, a proteção para o agronegócio cresceu 11,5% somente no ano passado. O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) terá novas regras a partir de 1º de janeiro de 2020, anunciadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), durante reunião do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural (CGSR). A medida foi publicada no dia 13 de agosto no DO da União. Uma das mudanças em destaque prevê a elevação do percentual de subvenção ao prêmio para as culturas de inverno, como o trigo e o milho (segunda safra), cujo percentual será de 35% ou 40%, de acordo com o tipo de cobertura contratada – riscos nomeados ou multirrisco. 38 | REVISTA DE SEGUROS///

“Precisamos massificar a contratação do seguro rural no País, e essa medida, juntamente como a elevação do orçamento para R$ 1 bilhão no próximo ano, será um passo importante nessa direção.” Pedro Loyola / Mapa

Para o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Mapa, Pedro Loyola, as mudanças nas regras permitirão aumentar significativamente o número de apólices contratadas no Programa. “Precisamos massificar a contratação do seguro rural no País, e essa medida, juntamente como a elevação do orçamento para R$ 1 bilhão no próximo ano, será um passo importante nessa direção”, avalia. O PSR reduz as oscilações financeiras do produtor em caso de quebra de safra. “Em anos bons, o produtor contribui com o pagamento do prêmio, com apoio do Governo, e, em anos ruins, recebe a indenização para cobrir parte ou a totalidade de seus custos ou receitas, dependendo das condições de cobertura e modalidade de seguro rural contratada”, informa Loyola. A expansão do setor está atrelada a mudanças no perfil do consumidor, como destaca o presidente da Comissão de Seguro Rural de FenSeg, Joaquim Neto. “No passado, os agricultores não tinham tanta percepção do risco. Hoje, com as mudanças climáticas, variações de preço e valores envolvidos na produção, o seguro ganhou importância para proteger a atividade.”

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Revista de Seguros nº 910