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Pets pelo Mundo

Animais no Chile

Pet Alerta

Remédios perigosos para os animais

Pet Comportamento

Mutilações pela estética

Ano II – Nº 13 – Abril/2011

Pet Entrevista

Deputado Feliciano Filho


Editorial

Expediente Direção e Edição: Vivian Lemos – MTB: 26122/RJ vivian@conexaopet.com.br

Caros leitores, Gostaria de dividir com vocês toda a alegria que é completar um aninho de vida! Foi um ano de muito trabalho, aprendizado e crescimento, e graças a vocês temos muito o quê comemorar! A cada edição, temos mais apoio e mensagens positivas a respeito do nosso trabalho, o que nos leva a crer que estamos trilhando o caminho certo. Muito obrigada por todo o carinho e pelos comentários e sugestões, eles são sempre muito bem-vindos! Para presenteá-los resolvemos fazer algumas modificações no visual da nossa revista digital, que acreditamos que deixará sua leitura ainda mais agradável e prazerosa. Neste mês de aniversário, fazemos uma pequena retrospectiva desse início de trabalho, e temos muitos outros temas interessantes: vamos falar da importância da adoção, da vida dos animais no Chile, de uma história de amor envolvendo uma cadela e uma gata e dos riscos de cirurgias desnecessárias em nome da estética. Espero que gostem de mais uma revista preparada com todo o carinho e respeito. Obrigada por fazerem parte desse início da nossa vida! Com certeza nossa caminhada será de muito sucesso e aprendizado! Grande abraço,

Vivian Lemos Editora vivian@conexaopet.com.br

Criação e Design: Rede Zumbi redezumbi@gmail.com Comercial: comercial@conexaopet.com.br Sugestões, críticas e dúvidas: faleconosco@conexaopet.com.br A revista virtual Conexão Pet é uma publicação da Múltipla Edições Ltda. Todos os direitos reservados. Para reproduzir nossas matérias contate faleconosco@conexaopet.com.br * Os artigos e anúncios veiculados na revista Conexão Pet são de responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião do veículo. Agradecimentos: Benedito Fortes de Arruda Carlos Leandro Henemann Feliciano Filho Flávia Tonim Gustavo Campelo Jacqueline Rapkiewicz Júlia Mariotto Juliana Castro Lilian Rockenbach Marcello Roza Paula Coutinho Tatiana Bérenger Thais e Silva Vanessa Lopes

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1 ano de amor aos animais!


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Sumário Mensagens dos Leitores Pet Notas Celebridades do Bem Educação Pet Pets pelo Mundo Pet Alerta Diários de PetSitter

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Capa Pet Comportamento Colunista Convidado Pet Saúde Pet Entrevista Plantão Vet 04


Mensagens dos leitores Olá, Sempre acompanhamos sua revista (virtual) e gostaríamos de colocar à disposição nosso site no link “Me Adote”. O nome da entidade é Voluntários Amigos dos Bichos. Obrigada e parabéns pelas excelentes matérias! www.voluntariosamigosdosbichos.com.br

Se você tem alguma dúvida, crítica ou sugestão envie sua mensagem para faleconosco@conexaopet.com.br e ela pode ser publicada aqui.

Jovane Bottin Chapecó/SC

A matéria sobre gravidez psicológica estava muito esclarecedora e me fez entender o que minha cadelinha Suzie passa. Já marquei castração para que ela não passe mais por esse problema, muito obrigada! Patrícia Almeida Araruama/RJ

Quero parabenizar a equipe, pois a revista é muito boa. Artigos simples, diretos e esclarecedores; continuem assim e sucesso. Um abraço.

Muito bonita a reportagem sobre os animais resgatados. Todas as pessoas deveriam ter essa atitude diante de um animal abandonado.

Neusa Maria Gonçalves e Castro Ribeirão Pires/SP

Marcos André Alves Rio de Janeiro/RJ

Parabéns pela revista e pela qualidade das reportagens. Foi um grande prazer fazer a leitura gratuita. Obrigada! Obs: sou bióloga, protetora de animais e conheço muitos pets e pessoas que gostam de animais. Cristiane Prazeres Salvador/BA

Quero apenas parabenizar vocês pelo bom trabalho que realizam e pela proteção que passam aos animais. Sendo deserdados da sorte e tão abandonados é importante que todos sejamos o exemplo de um novo tempo, um tempo de amor e compaixão.

Interessante a matéria sobre comidas perigosas para os animais. É sempre bom estarmos atentos ao que nossos amigos ingerem.

Fiquei de boca aberta com a matéria sobre resgate de animais! Realmente as histórias são lindas! Gostaria de parabenizar todas as pessoas que participaram da matéria, elas fizeram a diferença na vida de animais inocentes.

Ricardo Nasolini Campina Grande/PB

Carolina Riviera São Paulo/SP

Maria da Luz A. Victali Itaquaquecetuba/SP

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Pet Notas Casa Ovo

Bombom de pelúcia

O chocolate é muito perigoso para cães. Se você fica com peninha do seu amigão na Páscoa, que tal dar um bombom que só vai trazer alegrias a ele? São brinquedos de pelúcia em forma de bombons, que vêm com uma bolinha em seu interior, fazendo com que o brinquedo pule. Disponível em duas versões (Sonho de Vausa e Auro Branco) eles custam R$16,90 cada e estão à venda no Empório Mima Pet. www.mimapet.com.br.

Que tal dar uma casinha superlegal para seus pets que de quebra ainda dá mais estilo à sua casa? Essa é a proposta da pEi Pod, uma casinha em formato de ovo, e em cores superdescoladas. Está à venda no site www.peipod.com e na hora da compra é possível escolher cor da “casca” e da almofada. Estão disponíveis no tamanho pequeno e custam 129 dólares. Divulgação Divulgação

Amor Canino

Joias Animais

Os donos apaixonados por seus cães, agora têm mais uma possibilidade de demonstrar o amor por seus animais: decorar a casa com capas de travesseiro que carregam a inscrição I Love My Dog. Oliver e Julieta Mosqueda criaram a peça que está a venda em www.etsy.com/shop/ Petette por aproximadamente R$ 51 mais frete. Há estampas com gatos também!

A empresa Rockin' Doggie criou uma linha de joias para que você possa carregar o carinho que tem para seu pet em qualquer lugar. São treze peças de prata com inscrições como “Amigo Fiel”, “Para Sempre Amado” e “Sempre em Meu Coração”, entre outras (em inglês). Os preços variam de 48 a 66 dólares e as peças podem ser adquiridas em www.rockindoggie.com. Divulgação

Divulgação

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Celebridades do bem Eles aparecem pelos animais Em uma cultura tão focada em celebridades como a nossa, nada melhor do que sempre saber quem são aqueles que utilizam sua influência e espaço na mídia para alertar a população sobre os direitos dos animais. Vamos comemorar um ano, conhecendo mais famosos que amam e respeitam nossos amigos animais.

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A atriz Malu Mader é um dos rostos mais conhecidos dos brasileiros. Antes de considerar a carreira artística, Malu sonhava em ser veterinária. A atriz teve uma grande oportunidade de mostrar seu amor aos animais posando para o calendário de 2011 da ONG carioca Suipa. Na imagem, ela aparece com um dos cães da instituição, disponíveis para adoção. os

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The Veronicas

As gêmeas Lisa e Jessica Origliasso, da banda australiana The Veronicas, também participaram de uma campanha contra o uso de peles promovida pela ONG Peta. Além disso são vegetarianas, e declaram sempre comprar cosméticos e outros produtos que não envolvam testes com animais.

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Mickey Rourke

O ator Mickey Rourke ficou conhecido na década de 80 como símbolo sexual, ao participar do filme “Nove e Meia Semanas de Amor”. Depois de um tempo no ostracismo, voltou interpretando tipos durões no cinema. Mas o astro mostrou uma faceta bem menos conhecida: a de amante dos animais. Rourke participou de uma campanha em prol da castração e adoção de animais na Índia.

Chester Bennington O vocalista da banda Linkin Park fez questão de exibir suas muitas tatuagens para protestar contra o uso de peles de animais. Bennington participou da campanha Ink not Mink (algo como Tinta, não Mink), da ONG Peta. “Eletrocutar animais e escalpelálos quando ainda estão vivos não é um ato humano. Pelo fato das pessoas não verem isso, esses coisas acabam ficando fora da mente de todos nós. Precisamos é mostrar respeito por todas as criaturas do mundo”, afirmou o músico.

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Educação Pet Comportamentos compulsivos: o que fazer?

É comum nos depararmos com cenas curiosas quando temos a companhia de um animal de estimação em casa. Alguns comportamentos dos nossos amigos, no entanto, não são considerados normais. Cães que correm atrás do rabo, se lambem em excesso e que arrancam a própria pelagem podem até ser engraçados num primeiro momento, mas com o passar do tempo e o aumento repentino da frequência desses comportamentos é um sinal de que o animal está sofrendo algum transtorno comportamental. Cães são animais que adoram brincar, correr, caçar e ter companhia. Suas necessidades vão muito além de ter comida e carinho à disposição. Infelizmente algumas pessoas adquirem um animal somente por status e não estão nem um pouco preocupadas com eles e não oferecem essas estimulações importantes aos cães. Passear diariamente com os cães é um dever de todos os proprietários, assim como buscar informação e se preocupar com

Por Gustavo Campelo *

o bem-estar animal. Sem desculpas! Esses animais que não recebem as devidas estimulações ficam frustrados em seu ambiente. Essa frustração gera ansiedade, que aumenta pouco a pouco até se tornar intolerável. Neste momento os cães criam comportamentos estranhos, inventam o que fazer, para fugir do stress. Outra causa destes comportamentos é aprendizado pelos donos. Isso mesmo! Os próprios donos, sem querer, acabam ensinando os cães a ter tal comportamento. Isso acontece quando as pessoas não estão dando atenção ao cão e aí ele “inventa” alguma coisa para chamar atenção como correr atrás do rabo. Os proprietários desavisados acham graça ou chamam atenção do cão. Pronto. O cão acabou de aprender que correr atrás do rabo é legal, pois recebe atenção das pessoas. A melhor forma de prevenir esses comportamentos é sempre estudar, pesquisar e pedir ajuda profissional sobre como entender e lidar no dia a dia com nossos queridos companheiros. Lembrem-se todos os cães precisam de pelo menos um passeio diário. Você já passeou com seu cão hoje? Se quiserem enviar perguntas sobre o comportamento de pets, mandem e-mail para faleconosco@conexaopet.com.br

300 E D AIS M DA! A U G J I AA ABR U S A Ç A OD ERA T I P S U E AM DA S I C O E EC OB E PR

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*Gustavo Campelo é especialista em comportamento animal e palestrante. Ele é diretor da empresa que leva seu nome, e é especializada em educação e sensibilização de pets - www.gustavocampelo.com.br

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Pets pelo mundo Como vivem os animais no Chile? Número de animais abandonados na capital, Santiago, impressiona

Já falamos aqui na revista Conexão Pet como é a vida de animais em países de Primeiro Mundo como Alemanha, França e EUA. Agora partimos para nossos irmãos de continente: os chilenos. Será que eles cuidam bem de seus pets? Um dado alarmante sobre a terra de Pablo Neruda é o número de animais abandonados: estima-se que haja cerca de 2,5 milhões de cães abandonados em todo o país, sendo que cerca de 200 mil deles vivem na capital, Santiago. Também parece que nos cuidados com os animais que têm um lar, os chilenos são bem diferentes de nós: “Posso falar pelas pessoas que conheço lá, quase nenhuma tem cachorro ou animais de estimação. Creio que é nítido que eles não são muito ligados a ideia de que o cão é o melhor amigo do homem”, afirma a brasileira Julia Mariotto, que mora em Santiago. Julia também nota a falta de estabelecimentos voltados aos cuidados com os animais: “Não há muitos pet shops por onde me movo, que são os setores mais ricos da cidade. A visão que eu tenho são de pet shops com muito menos acessórios luxuosos que no Brasil, somente itens necessários”. No grande terremoto que atingiu o Chile em fevereiro de 2010 (o tremor atingiu 8,8 pontos na escala Richter e acarretou tsunamis) cerca de 700 mil animais ficaram sem lar e acabaram vivendo por conta própria. A Coalizão pelo Controle Ético da Fauna Urbana (CEFU), organizou uma campanha no Facebook, chamada Socorro Animal Chile, mas muito animais ainda continuam desamparados.

Com tantos problemas e um aparente descaso envolvendo os animais, a Prefeitura de Santiago estuda um projeto de lei que proteja os animais que são abandonados nas ruas da bela cidade. O abandono de animais é tão chocante no Chile, que uma cineasta sul-africana, Vanessa Schulz, rodou um filme chamado Lost Dogs, que retrata a triste realidade destes animais abandonados à própria sorte. Vanessa agora busca parcerias para terminar seu projeto e mostrar ao mundo a triste vida destes cães solitários. Houve também uma terrível denúncia envolvendo construtoras chilenas. Em janeiro de 2010, a agência Prensanimalista denunciou que a construtora Urbaniza SA pagava alguns motoristas de seus caminhões para que levassem os cachorros que eram abrigados em suas construções e alimentados por seus funcionários para que fossem jogados em rios da região de San Bernardo.

18 - Divulgação/ Lost Dogs

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Mas se você pensa que tudo é crueldade em terras chilenas, está enganado! Sempre há humanos de bom coração dispostos a ajudar e salvar vidas inocentes. Como já relatamos aqui, houve um grande terremoto no Chile em 2010. Muitas pessoas que perderam tudo na tragédia, também ficaram sensibilizadas com a situação dos animais após os tremores. Este foi o caso da engenheira Marcela Clemente: “Vemos muitos cachorros de coleira, que são carinhosos e muito bem cuidados, andando pelas ruas. Então, nós os alimentamos e damos abrigo de noite. E eles nos protegem”, conta Marcela, que já tinha uma gata, Niña, e uma cadela, Lulu. "Eles se entendem muito bem com os novos hóspedes". Pelo visto, o continente sul-americano ainda tem muito o quê aprender com os países desenvolvidos sobre o respeito aos animais. Assim como no Brasil, Julia Mariotto nota que a legislação chilena não é muito eficaz para proteger nossos amigos: “Se nota que as leis ambientais e ligadas aos animais não são o forte da justiça chilena”. Esperamos que o Chile, assim como o Brasil e outros países do continente, possam estar mais atentos às necessidades e direitos dos animais e deem uma vida digna aos nossos fieis companheiros.

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Cães da con

Globo

Câes desabrigados terremoto - Giovana Sanchez/G1

Capital: Santiago População: 17 milhões Moeda: Peso Chileno Língua: Espanhol Clima: De montanha (interior), Árido Tropical (litoral N), MJediterrâneo (litoral centro), Temperado Oceânico (litoral S). Somente em Santiago há mais de 200 mil cães vivendo nas ruas. A população da capital chilena é de 7 milhões de habitantes.

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Pet alerta Cuidado: alguns remédios podem matar seu pet! Confira lista com medicamentos perigosos para cães e gatos

Os brasileiros têm uma relação íntima com medicamentos. Sentem-se em casa na farmácia e costumam acreditar piamente nas informações de atendentes de drogarias, que muitas vezes nem farmacêuticos são. Este perigoso hábito, estende-se aos animais de estimação. Acreditando que um remedinho não vai fazer mal, muitos donos prejudicam drasticamente o quadro de saúde de seus pets, ao darem substâncias que são extremamente danosas à sua saúde. Nunca medique seu animal por conta própria! Se o seu pet apresentar algum sinal de mal estar, procure imediatamente o médico veterinário. Algumas substâncias que são inofensivas a seres humanos podem levar um animal a óbito. Confira a relação de medicamentos que não devem ser ministrados, e aqueles que devem ser aplicados com cautela:

Acido acetilsalicílico (Aspirina® AAS® Doril® Melhoral®) Paracetamol ( Tylenol®, Parador® e Acetofen®) É contraindicado para gatos e deve ser usado com cautela em cães, ou seja, sob supervisão do médico veterinário. Quadro: salivação, cianose (mucosas de coloração azulada), falta de ar e vômitos, edema de face e patas, lacrimejamento e prurido, anorexia (deixa de comer) e depressão, icterícia (mucosas de coloração amarelada) devido as alterações hepáticas (fígado), podendo chegar a coma e morte.

Diclofenaco ( Cataflan® e o Voltaren®) É contraindicado para CÃES E GATOS! Quadro: Problemas gastrointestinais, como úlceras hemorrágicas no estômago e duodeno, vômitos e diarreia com sangue. Depressão, letargia, insuficiência renal aguda, podendo levar a morte.

É contraindicado para gatos e deve ser usado com cautela em cães, sob supervisão do médico veterinário. Quadro: anorexia, letargia, dor abdominal, vômitos, hematêmese (vômito com sangue), diarreia, melena (fezes com sangue), insuficiência renal. Úlceras e/ou perfurações gastrointestinais.

Ivermectina (Mectimax®, ivomec®) É contraindicado parta cães das raças: raças Collie, Old English Sheepdog, Australian Shepherd e nos cruzamentos destas raças. E devem ser usados com cautela, sob supervisão do médico veterinário nas raças: Galgo Afegão, Saluki, Whippet, Greyhound e Samoyeda. Também é contraindicado para gatos É um parasiticida interno e externo (para controle de pulgas, carrapatos, sarnas, vermes intestinais...), usado frequentemente na clínica de pequenos animais. Não há problema na administração para cães, exceto as raças de cães descritas acima. Para estas, este medicamento é extremamente tóxico. Quadro: ataxia, falta de coordenação, convulsões, hipersalivação, sonolência, depressão, alteração comportamental, vômito, diarreia, anorexia.

* Fonte: Médica Veterinária Tatiana Bérenger, autora do blog Dicas Veterinárias (www. dicasveterinarias.com.br).

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Diários de Pet Sitter Trabalhar com os bichinhos é algo que me traz muita realização e cada cliente tem sua história, um foi comprado pra agradar o filho que queria um cãozinho, outro foi encontrado na rua e se tornou parte da família, um foi comprado pra fazer companhia pro outro cãozinho, outro foi adotado para amenizar a solidão do dono, enfim, sempre procuro saber como cada um dos meus clientes chegou naquele lar, isso me ajuda até a escolher a melhor maneira de tratar cada um, com suas carências, manias, ranzincisses etc., mas entre tantas histórias destas vidinhas, em março conheci uma duplinha que me emocionou. Como sempre faço, antes de começar com um novo cliente, vou até sua casa para conhecê-lo e seus hábitos e também saber um pouco mais de cada um, assim, antes do feriado de Carnaval fui conhecer uma cachorrinha e uma gatinha que iria cuidar durante quatro dias no feriado e me emocionei com as histórias destas meninas! A Kitty é a cachorrinha, uma shitzu preta e branca, extremamente receptiva e amorosa e a Hello é uma gatinha SRD (sem raça definida) preta, muito sapeca e curiosa, hoje as duas estão muito bem, amadas e bem tratadas, mas na ocasião em que foram adotadas a vida não era tão legal com elas. A Kitty era matriz de criador de cães, "criador de fundo de quintal" como costumamos falar, após anos tendo ninhadas, uma depois da outra, morando em uma gaiola, sem carinho e sem cuidados veterinários, os criadores resolveram que não iriam mais vender filhotes e começaram a se desfazer das matrizes. Quando a atual dona da Kitty ficou sabendo desta situação, sem titubear adotou esta menina, quando chegou em seu novo lar ela tinha otite crônica, problemas de pele e pelo, problemas cardí-

Amigo não se compra, adote!

acos e um dos olhos sem parte da visão. A maioria das pessoas quando compra ou adota um cãozinho espera que ele não tenha nenhum problema de saúde, muitas vezes porque já gastou para comprar e não quer ter mais gastos, alguns até devolvem ou vendem para outro o cãozinho que apresenta problemas, mas a adotante da Kitty foi o oposto, ela fez de tudo pela saúde da pequena, hoje ela toma alguns medicamentos, às vezes tem recaídas nos probleminhas de pele, mas é muito feliz, um amoreco de bichinho, só não gosta muito de outros cães por perto, talvez por ter tido uma

vida toda tendo contato com outros cães somente para reprodução. A chegada da Hello foi uma surpresa para sua adotante, a gatinha foi encontrada praticamente morta no meio da rua, e mais uma vez ela não pensou duas vezes, catou a bichinha e levou correndo para o veterinário e, para sua surpresa, a gatinha filhote de aproximadamente dois meses estava com pontos de uma cirurgia para sua esterilização, uma bebezinha felina, com cirurgia recente, praticamente desfalecida de dor e abandonada no tempo, com fome, frio, sede e sem nenhum

Por Jacqueline Rapkiewicz *

amparo de quem passava! A pequena foi medicada, dormiu o dia inteiro e quando acordou sem sentir dor foi para seu novo lar onde foi adotada pela Kitty que teve muitos filhinhos, mas nunca havia cuidado de nenhum. Hoje as duas são grandes companheiras uma da outra e desta pessoa especial que deu novas chances a estas vidas! A mensagem que gostaria de deixar para todos que leem esta coluna é que quando pensarem em comprar um animalzinho, pensem que na sua cidade existem muitos abrigos e pessoas que recolhem animais das ruas e encaminham para adoção, a maioria deles não tem raça definida, mas todos têm muito amor pra dar e um potencial infinito para serem os grandes companheiros para sua vida, se mesmo assim você quiser comprar um bichinho, procure antes saber as condições em que o criador mantém seus animais e não seja conivente com um comércio onde algumas vidas são sacrificadas para que seus filhotes sejam vendidos. Faça da adoção sua primeira opção, procure conhecer e ajudar as ONGs, associações e abrigos da sua cidade, denuncie casos de maus tratos, se puder, acolha, cuide e encaminhe para adoção os animais que você encontra abandonados, eles não são colocados no seu caminho por acaso, tudo tem uma razão de ser e acontecer e acima de tudo, ame, assuma com o coração, cuide com todo carinho de seus bichinhos, especialmente quando ficarem idosos e precisarem mais de você! Estas atitudes só trarão recompensas para suas vidas! *Jacqueline Rapkiewicz é pet sitter e realiza trabalhos de dog walker, em Curitiba. Ela também publica o blog: www.seligabicho.blogspot.com jacquepetsitter@gmail.com


Capa

É FESTA!

O primeiro ano de vida é muito importante e determinante na vida de qualquer pessoa, animal ou empresa. Conosco não é diferente. Esse primeiro período da nossa trajetória foi marcado por grandes desafios, muito trabalho e tam-

bém fortes alegrias. Desde o começo, nossa proposta era focar no bem-estar dos animais, nas suas necessidades e características. Sabemos que nossos companheiros não leem, por isso quisemos fazer tudo isso embalado em um visual atraente e com informações úteis aos papais e mamães desses pets. Acho que temos sido bem-sucedidos nesta empreitada! O portal Conexão Pet nasceu com o sonho de fazer parte de um mundo em que os animais sejam respeitados e encarados como seres que têm sentimentos, necessidades e que precisam da nossa proteção. Esperamos com o nosso trabalho contribuir para que os animais tenham uma vida mais feliz e mais completa. Sempre procuramos abordar a importância da adoção, da castração e da guarda responsável, todos esses temas são recorrentes porque esperamos que nossos leitores fixem essas mensagens e possam compartilhá-las com outras pessoas.

Revista Digital Conexão Pet comemora um ano de sucesso

Notamos nesse início de jornada, que nossos leitores são muito participativos, opinativos e que amam verdadeiramente seus animais. Esperamos que vocês continuem a nos acompanhar e a dizer o que querem ver tanto no portal, como na revista, para que possamos fazer um trabalho cada vez melhor para vocês. Em um ano de vida, a revista digital Conexão Pet aumentou sua base de leitores e falou de temas como: “Meu Pet é Diferente” (sobre pessoas que tinham como animais de estimação bichos considerados estranhos por muitos – iguanas, aranhas, cobras e até gambá!); “Por que os animais são tão maltratados?” (onde abordávamos as diversas formas de maus tratos aos animais em nossa sociedade); “Pets torcedores” (sobre animais que amam ver jogos de futebol, e era época de Copa do Mundo!); “Meu pet envelheceu, e agora?” (relatando cuidados necessários com os animais idosos); “Terapias complementares em pets: meu animal pode?” (sobre as terapias alternativas ao tratamento veterinário convencional); “Doutores da Alegria” (sobre os benefícios que o convívio com os animais traz a nossa saúde); “Os adultos também merecem um lar” (conscientizando as pessoas sobre a importância de adotar animais adultos); “Os animais através da História” (sobre o papel que os animais

tiveram no desenvolvimento de nossa civilização); “Pets tecnológicos” (com gadgets superlegais para nossos animais); “O Sexto Sentido dos animais” (que relatava impressionantes casos da percepção aguçada de nossos companheiros); “Resgates Impressionantes” (com histórias emocionantes sobre animais que tiveram suas vidas transformadas por pessoas especiais).

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Além dos temas citados acima, nossas edições foram recheadas com muitos outros assuntos que tiveram a finalidade de esclarecer dúvidas dos donos, divertir e conscientizar. Temos também nossos queridos colunistas: Marúcia de Andrade Cruz, que é médica veterinária, ama os felinos e dá dicas muito importantes para os amantes de gatos; Gustavo Campelo, que é especialista em comportamento animal e sempre dá informações muito relevantes sobre as mais variadas situações que ocorrem com nossos leitores; Jacqueline Rapkiewicz, uma pet sitter que ama e respeita demais os animais que ficam sob seus cuidados, e que sempre divide conosco suas experiências; e o Doutor Carlos Leandro Henemann, que é um veterinário experiente, e nos ensina muito sobre a relação entre veterinários e donos de pets, e como melhorar cada vez mais o cuidado com os animais. Todas essas pessoas fazem parte desse sucesso e são responsáveis por informações de credibilidade e confiança que vocês recebem a cada mês. Gostaríamos de agradecer também a algumas pessoas que também fazem parte de nossa jornada, seja dando conselhos, ou nos apoiando de qualquer forma: Maria Luiza Reis, Bruno Amaral, Alessandro Alves, Deborah Zeigelboim, Daniele Ueda Knofel, Lionel Falcon, Fabiana Fernandez, Manuel Cortijo. Só temos que agradecer de todo o coração, por serem pessoas especiais e dedicadas ao trabalho que fazem. Mas, sobretudo, gostaríamos de agradecer a vocês, nossos leitores que nos acompanham nas redes sociais, na revista e no portal. Um agradecimento especial por tornarem nosso trabalho possível e mais divertido a cada dia. Todos os nossos esforços são no sentido de que vocês fiquem satisfeitos com nosso trabalho. Que possamos comemorar ainda muitos aniversários juntos! 14


Pet Comportamento Mutilações em nome da estética

Animais correm riscos em procedimentos desnecessários para atender caprichos humanos Cirurgias plásticas em humanos estão banalizadas e até viraram moda. Há quem se submeta a várias delas ao longo da vida, em busca de um padrão estético imposto pela sociedade de sonhos divulgada especialmente em revistas de celebridades. Não estamos aqui para criticar ninguém, até porque o ser humano faz a sua escolha, está ciente dos riscos e das consequências a que está exposto em uma cirurgia. E quando essas intervenções acontecem em animais que não têm o menos problema com sua aparência? As intervenções mais comuns em animais são: caudectomia (corte do rabo), conchectomia (corte da orelha), cordectomia (retirada das cordas vocais) e onicectomia (retirada das unhas dos gatos). Alguns procedimentos são feitos não apenas para deixar o animal “mais bonito” (de acordo com a estética humana). Alguns são também realizados para diminuir os ”incômodos” causados às pessoas: é o caso da retirada das cordas vocais e da extração das unhas dos felinos. De acordo com a resolução número 877, de 15 de fevereiro de 2008, do Conselho Federal de Medicina Veterinária: Art. 7° Ficam proibidas as cirurgias consideradas desnecessárias ou que possam impedir a capacidade de expressão do comportamento natural da espécie, sendo permitidas apenas as cirurgias que atendam as indicações clínicas. § 1° São considerados procedimentos

proibidos na prática médico-veterinária: conchectomia e cordectomia em cães e, onicectomia em felinos. § 2° A caudectomia é considerada um procedimento cirúrgico não recomendável na prática médico-veterinária. Se o profissional infringir a Resolução ele poderá sofrer um processo ético que poderá resultar em advertência, censura, suspensão ou cassação do exercício profissional. Caso a infração seja por uma pessoa que não é profissional, este pode incidir no crime de exercício ilegal da profissão. “Todos os procedimentos cirúrgicos, inclusive os mais simples, apresentam riscos. O proprietário deve estar ciente de que o benefício deste procedimento é apenas estético, não influenciando na qualidade nem na expectativa de vida de seu animal de estimação. Além disso, proprietários que procurem pessoas não habilitadas para o procedimento submetem seus animais a riscos muito maiores de lesões graves e até morte”, alerta o médico veterinário Marcello Roza. As cirurgias, por envolverem anestesia geral, já representam por si só um grande risco à vida do animal. A caudectomia, especialmente em animais maiores, causa desequilíbrio e estresse. No caso da conhectomia, há o risco da perda de uma proteção natural. A orelha caída é uma proteção para as estruturas internas. Cão sem proteção auricular é mais sujeito a inflamações/infecções de ouvido. A cordectomia é um dos procedimentos mais cruéis. Por um “piti” do

dono ou de um vizinho, resolve-se extrair as cordas vocais do cão. A onicectomia pode causar deformações e até a amputação da pata do gatinho. Além de todos os riscos já relatados, existe também a possibilidade de infecções, dor no pós-operatório e sofrimentos indesejados para o animal. A não ser em casos em que uma amputação seja extremamente necessária (como em aparecimento de tumores, por exemplo) não mutile seu animal por um capricho ou uma vaidade irresponsável. O veterinário que verdadeiramente atua com ética e ama seus animais, jamais irá fazer procedimentos desnecessários e que ponham em risco a vida do animal: “O CFMV entende, entre outros motivos, que até a edição da Resolução CFMV número 877 muitas dessas intervenções cirúrgicas ditas mutilantes, em pequenos animais, tinham sido realizadas de forma indiscriminada em todo o País e que muitos procedimentos são danosos e desnecessários, o que fere o bem-estar dos animais. Alguns são proibidos e outros não recomendados”, afirma o presidente do CFMV, Benedito Fortes de Arruda. Respeite a beleza natural e as características de seu amigo. Você e ele serão muito mais felizes em uma relação pautada pelo amor e livre de preconceitos.

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PRESIDENTE

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VICE-PRESIDENTE

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COORD. CIENTÍFICA

André Lacerda de A. Oliveira

Internacionais

Andrigo Barboza de Nardi

Confira a grade no site

Sandro Alex Stefanes

REVISTA MEDVEP

Medicina Intensiva

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Marcello Rodrigues da Roza

WWW.MEDVEP.COM.BR

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27 DE JULHO (QUARTA-FEIRA) HORÁRIO 08h30 às 09h30 09h30 às 10h30 10h30 às 11h00 11h00 às 12h00 12h00 às 12h45 12h45 às 14h00 14h00 às 18h00

TEMA Mercado Pet Atualidades e Perspectivas a confirmar palestrante - ANFAPET

Associativismo no mercado PET Será uma tendência? a confirmar palestrante - SEBRAE

Intervalo Atitudes inovadoras para ser bem sucedido a confirmar palestrante - SEBRAE

Paradigmas a serem vencidos no século XXI a confirmar palestrante - SEBRAE

28 DE JULHO (QUINTA-FEIRA) HORÁRIO 08h30 às 10h30 10h30 às 11h00 11h00 às 12h30 12h45 às 14h00 14h00 às 18h00

TEMA Empreendedorismo: você tem essa atitude? Prof. Gioso - USP

Intervalo O que impede a maioria das pessoas de ganhar dinheiro - seja um vencedor Prof. Gioso - USP

Intervalo Workshop República dos cães Sergio Villasanti

Sergio Villasanti

HORÁRIO 08h30 às 09h15 09h15 às 10h30 10h30 às 11h00 11h00 às 11h45 12h00 às 12h45 12h45 às 14h00

Intervalo Workshop República dos cães

29 DE JULHO (SEXTA-FEIRA)

CARGA HORÁRIA: 32 horas INVESTIMENTO: R$ 300,00 VAGAS: limitadas em 180

14h00 às 18h00

TEMA Organizando meu estabelecimento pet para um fluxo competitivo

30 DE JULHO (SÁBADO) HORÁRIO

Sergio Lobato - PET MARKETING

08h30 às 09h45

Sergio Lobato - PET MARKETING

09h45 às 10h30

O que posso entender como qualidade no atendimento veterinário e pet?

Intervalo Motivando minha equipe de trabalho de forma produtiva

10h30 às 11h00

Sergio Lobato - PET MARKETING

11h00 às 12h45

Sergio Lobato - PET MARKETING

12h45 às 14h00

Diferenciais em estabelecimentos veterinários: um desafio surpreendente

Intervalo

14h00 às 18h00

TEMA Aspectos jurídicos e legais inerentes a responsabilidade técnica

Dr. Sergio Eko - DELEGADO CRMV

Conflitos éticos e ação da CRMV junto aos estabelecimentos veterinários

Dr. Massaru Sugau - PRES. CRMV-PR

Intervalo Importância da responsabilidade técnica Sergio Lobato - PET MARKETING

Intervalo Workshop Animal Pet Story Val Santarem

*Eventuais palestrantes e temas poderão sofrer alteração ate o dia do evento, porém mantendo-se sempre o objetivo central do modulo.

Acupuntura

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Workshop Animal Pet Story Val Santarem

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PREMIAÇÃO PARA OS CINCOS MELHORES TRABALHOS 01 Bolsa Integral* para o Curso de Fisioterapia em Pequenos Animais.** 01 Bolsa Integral* para o Curso de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais.** 01 Bolsa Integral* para o Curso de Clínica Médica e Cirúrgica de Cavalos de Esporte.** 01 Bolsa Integral* para o Curso de Dermatologia em Animais de Companhia Pequenos Animais.** 01 Bolsa Integral* para o Curso de Clínica Médica de Animais Silvestres e Exóticos Mantidos como Pet.** * Menos o valor da inscrição ** Com a condição de fechamento da turma • Caso não tenha fechamento de turma, o premiado deverá escolher outro curso • Será concedida apenas uma bolsa por trabalho cabendo ao grupo de autores a decisão do membro agraciado com o prêmio. • A preferência de escolha do curso será dada aos trabalhos melhores qualificados de acordo com o julgamento da Comissão Científica do Congresso.

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Colunista Convidado O que é ser um protetor de animais?

Por Lilian Rockenbach*

Hoje em dia a proteção animal virou um modismo. Muita gente acha bacana dizer que é “Protetor de Animais”, mas o que é exatamente ser um “Protetor de Animais”? Para começar gostaria de esclarecer que proteger animais não é chamar uma ONG ou ligar para um protetor independente quando um animal está sendo mal tratado. Proteger animais também não é ficar no computador apenas repassando pedidos de ajuda, nem se sentir no direito de exigir e cobrar que pessoas ligadas à causa façam o que você considera certo fazer. Estas são apenas formas de divulgar ações e necessidades ligadas à causa, e não a proteção em sua essência. Em primeiro lugar é importante saber que protetores de animais são pessoas iguais a você, eles trabalham, estudam, possuem família, filhos, quintal pequeno, moram em apartamento em alguns casos, mas decidiram arregaçar as mangas e fazer a diferença. Um dia desses, eu ouvi que “ser protetor de animais é um apostolado”, e isso significa você dedicar sua vida, seu tempo e seu dinheiro a uma causa que muito provavelmente “nunca” lhe trará nenhum retorno material. Consiste também em mudar seus hábitos alimentares (parar de consumir carne), hábitos de diversão (rodeios, vaquejadas, touradas, feiras de exposição, de exploração, de competição etc.), hábi-

tos de consumo (roupas de origem animal como casacos de pele etc.), hábitos em geral. O “protetor de animais” muda sua visão em relação à vida, passa a respeitar toda forma de vida, passa a lutar pela defesa dos direitos dos animais, pela castração, pela adoção, por leis mais rígidas e que os defendam, pela conscientização da população, contra a exploração animal em todas as suas formas, contra o comercio de animais etc. Ninguém muda estes hábitos facilmente, nenhuma pessoa que conheço, amanheceu e disse: a partir de hoje sou um protetor de animais e vou deixar de fazer tudo o que fiz a minha vida inteira. A vontade de ajudar nos impulsiona a levantar e ir, com o tempo criamos cada vez mais a consciência em relação aos assuntos relacionados à causa, nossos hábitos são mudados aos poucos e gradativamente. É uma luta pessoal contra nós mesmo, e em alguns casos, contra nossos familiares que não conseguem entender e aceitar essa mudança. Ser um “protetor de animais” é ter responsabilidade social de maneira totalmente independente da caridade. Promover a conscientização em relação ao respeito dos animais é uma das bandeiras mais importantes da causa, fazer com que as pessoas enxerguem que o animal tem uma vida que precisa ser respeitada, é uma batalha constante. Os animais existem da mesma maneira que todos nós, possuem suas individualidades e não estão aqui para nos servir. Os defensores dos animais devem ser felizes com sua bandeira, devem se orgulhar do que fazem. Se defender animais te trouxer algum tipo de angústia, talvez seja a hora de repensar e mudar de causa. Os animais precisam de pessoas sensatas, que estejam sempre empenhadas em aprender, que estejam dispostas a tentar mudar o mundo, mas se conseguirem mudar apenas a pessoa que está ao seu lado, já fizeram muito mais do que 99% da população. Os animais não podem se defender, eles só têm a nós, seres humanos, para defendê-los, e exatamente por isso temos que nos manter equilibrados para fazê-lo, e fazer com prazer, paixão e de maneira otimista. Pessoas agressivas e desacreditadas, não apenas na causa animal, mas em todas as causas, geralmente não conseguem atingir seus objetivos na sociedade, pois não conseguem desenvolver o potencial necessário para valorizar a causa que defendem. Tenha sempre à frente, e como refe-

rência, pessoas inseridas na causa e que desenvolvam um trabalho baseado na seriedade e, acima de tudo, idoneidade. Fuja dos falsos protetores, pessoas que estão inseridas na causa tentando tirar benefícios materiais ou prestígio. Acredite em você e em seus objetivos, arregace as mangas e faça, não tenha projetos alimentados apenas pela esperança, estabeleça objetivos e metas, faça você também a diferença. Pense qual a melhor forma de ajudar os animais, quais os seus pontos fortes, se você gostaria de trabalhar com resgates, com adoção, com maus tratos, com educação, contra exploração etc. Acredite em você, e dê o seu melhor. Abrace uma causa, qualquer causa, mas faça-o com responsabilidade e de coração aberto. Mude seus conceitos, abandone os preconceitos e faça a diferença. “Existem três tipos de pessoas: As que fazem acontecer, as que deixam acontecer e as que perguntam o que aconteceu?” (John Richardson Jr.). * Lilian Rockenbach é membro eleita, em Assembleia de Protetores, da Comissão de Protetores da cidade de São Paulo (CPA16), trabalha na Assessoria do Deputado Feliciano Filho, é protetora de animais e autora do blog http://lilianrockenbach.blogspot.com.

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Pet Saúde Caminhada segura

mal. “Isso também o ajuda a manter o resfriamento da pele. Em alguns casos, animais que tenham focinhos, orelhas e patas rosas, ou seja, com menos melanina que outros, é indicado também a utilização de filtro solar específico para cães e gatos, para promover uma proteção da região e evitar doenças cutâneas ou até mesmo um futuro melanoma”, afirma Vanessa. Caso você tenha tomado todos esses cuidados, e

mesmo assim note que seu amigão está cansado, especialmente em dias mais quentes, fique atento! “Descanse um pouco com o animal, dê água, algum soro eletrolítico para reposição de vitaminas, sais minerais etc., coloque-o na sombra e retorne do passeio”, recomenda Vanessa. Passear com seu amigo é a maior diversão, mas respeite seus limites e nunca saia com ele com o “sol a pino”. Torne esse momento agradável para você e seu pet e crie assim laços ainda mais fortes entre vocês!

Evite passear com seu cão nos horários mais quentes do dia Quantas vezes você já ouviu falar que um “cão cansado” é um cão feliz? Este pé inclusive um dos lemas do encantador de cães, Cesar Millan. Atividade física faz bem aos cães e os deixa mais relaxados, mas na hora das caminhadas e dos exercícios é preciso prestar atenção às temperaturas. Levar seu amigão para andar em um calor intenso pode acarretar sérios problemas para sua saúde: “Não é legal que tanto cães quanto gatos se exponham ao calor intenso, principalmente em passeios. Este fato pode causar desidratação e queimaduras em coxins (dedinhos do animal) devido ao asfalto estar quente. Além disso, há um stress térmico, como o heat stroke (hipertermia), que é quando ocorre um aumento abrupto da temperatura do animal, promovendo a desnaturação proteica que já é prejudicial. Quando um homeotermo é exposto a um estresse pelo calor, a resposta inicial é vasodilatação, que aumenta o fluxo sanguíneo na pele e nos membros. Se a vasodilatação apenas é insuficiente para manter a temperatura normal, aumenta-se o resfriamento por evaporação, através da sudorese, da respiração ofegante ou de ambos, levando a uma desidratação e ao colapso circulatório. Isso pode acarretar a morte do animal” explica a médica veterinária Vanessa Lopes, responsável técnica do laboratório veterinário Mundo Animal. Por isso, alguns cuidados são essenciais: procure sair com seu pet antes das 10h ou após as 17h; leve sempre água para reidratar o pet e alguns parques e praças têm um sistema de “chuveirinhos” que molham a superfície do ani18


Pet Entrevista

desenvolver um trabalho macro, no sentido de atingir as causas do problema e não apenas as consequências. Mas como eu trabalhava muito, acabava postergando este sonho. Até o dia 17 de abril de 2001, quando o destino fez com que minha cachorra Aila fosse perdida em Campinas. A procura pelo animal conduziu-me até o Centro de Controle de Zoonoses local, onde me deparei com cenas de pura crueldade. Cerca

Política Animal

Deputado Feliciano Filho fala sobre suas ações para defender os bichos

CP - Qual o papel do protetor independente para a melhoria das condições de vida dos animais? FF - O papel é trabalhar pelo bem estar dos animais. Principalmente daqueles, que na ausência do Poder Público ou distantes da abrangência de uma ONG de proteção animal, precisam de ajuda. Ou seja: dar muito mais força à causa.

O Deputado Estadual Feliciano Filho, do PV, faz da causa animal a sua principal bandeira. Em 2004, foi o vereador mais votado em Campinas (SP). Ele é autor da Lei 12.916/08, que acabou com a matança indiscriminada de cães e gatos em Centros de Controle de Zoonoses, Canis Municipais e Congêneres do estado de São Paulo. Ele ocupou o cargo de Presidente da Comissão Permanente de Defesa do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) de 2007 a 2009, é coordenador da Frente Parlamentar de Defesa e Direito dos Animais e também coordena o grupo de trabalho sobre animais silvestres, composto por representantes dos Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e entidades de defesa dos animais. Além das atividades políticas, Feliciano também apresenta o programa “Planeta Bicho”, que é veiculado semanalmente pela afiliada do SBT, a TVB, na região de Campinas e do litoral paulista. Feliciano também é fundador da UPA- União Protetora dos Animais de Campinas. Em entrevista exclusiva à revista Conexão Pet, o deputado fala sobre sua ligação com os animais e o que faz para melhorar a vida daqueles que não podem se defender: Conexão Pet - Quando o deputado percebeu sua afeição pelos animais, ainda na infância? Feliciano Filho - Sim. Meu pai tinha fazenda e desde criança fui criado com animais ao meu redor. Costumo dizer que protetor de animais nasce e morre protetor. CP - Quando iniciou sua militância em defesa dos animais? FF - Sempre fiz trabalhos pontuais de resgates. Foram tantos que daria para escrever um livro! Mas sempre tive um sonho de

gás ou tornarem-se cobaias para experimentos científicos em universidades. Naquele instante encontrei minha missão na vida. Sentindo-me impotente com a complexidade do sistema, ergui forças para reverter a situação. Como ativista, conquistei melhorias emergenciais mudando o paradigma daquele órgão municipal. Fundei a UPA - União Protetora dos Animais - entidade referência que atua na região de Campinas. Na época, a ONG foi fundada com objetivo inicial de doar os animais do CCZ, que antes estavam condenados a morrerem na câmara de gás, que foi lacrada por minha intervenção junto à secretaria municipal de Saúde.

CP - Como funciona o atendimento que o Deputado disponibiliza aos protetores? FF - Como deputado atendo às solicitações dos protetores no meu gabinete, no sentido de fiscalizar o Poder Público e instituir programas de castração e identificação gratuita dos animais dos animais nos municípios, em convênio com o Governo do Estado. Já como ativista e fundador da UPA (ONG atuante em Campinas), realizamos convênios com clínicas veterinárias para atendimento a preço reduzido dos animais da população carente e de baixa renda. Também realizamos ações de resgate que podem ser conferidas através dos websites: www.upanimais.org.br e www.programaplanetabicho.com.br.

de 150 animais dividiam o espaço em condições precárias de infraestrutura e sobrevivência. Além disso, a carrocinha trazia mais cães, cujos destinos seriam o extermínio na câmara de

CP- Quais são suas maiores conquistas até hoje pela causa animal? FF - A minha maior conquista foi a Lei 12.916, sancionada em 2008. A referida legislação proibiu que todos os CCZs e Canis Municipais do Estado de São Paulo exterminassem cães e gatos para fins de controle populacional. A Lei instituiu ainda o "cão comunitário", além de criar base jurídica para a instalação de programas de castração e identificação. Estes procedimentos se constituem na forma mais eficiente e humanitária de controle populacional dos animais. 19


CP - Qual é o maior desafio de um político brasileiro na militância pelos direitos dos animais? FF - Os desafios são vários. Um deles é que parte do meu tempo na ALESP é gasto na confecção de projetos que beneficiem os animais. Já no outro período de tempo, eu passo lutando contra projetos de outros deputados que, se aprovados, prejudicarão muito os animais. Na maioria das vezes, estes projetos não são confeccionados por maldade, mas por total desconhecimento da causa animal. CP - Ao flagrar um caso de maus tratos a animais de que forma o cidadão deve proceder? FF - Quando o fato estiver ocorrendo, acione a Polícia Militar. Quando o fato já estiver ocorrido, vá até a delegacia mais próxima e registre um Boletim de Ocorrência (BO). Inclua evidências, testemunhos e observações que comprovem a situação. Pegue a cópia do registro e retorne à delegacia alguns dias depois e diga que quer representar o BO.

tificação visual em seu município, vá até o pet shop mais próximo da sua casa e coloque no seu animal uma plaquinha com o telefone para contato. As pessoas tem uma tendência a achar que o animal nunca se perderá, mas 70% dos animais que estão nas ruas foram perdidos. CP - Gostaria de deixar alguma mensagem aos leitores da Conexão Pet? FF - Sou deputado, ativista e apresentador do programa de TV Planeta Bicho. E se eu pudesse escolher entre todas as atividades que faço, optaria pelos resgates que faço diariamente. Tem dia que resgato um animalzinho atropelado que está deitado no acostamento de uma rodovia há dias em sofrimento. Seja com fratura exposta, com a mandíbula quebrada, com protusão ocular, sem água e sem comida, no sol e na chuva, enfim, com muita dor. Quando o resgato, ele olha para mim com olhar de sofrimento e depois não o vejo mais, pois ele é encaminhado para uma clínica veterinária e depois para o Centro de Recuperação da UPA. Por fim, é adotado. O meu reencontro com este animal acontece apenas após três ou quatro meses, quando vou gravar o final feliz dele para registrar no programa. O animal sempre avança na produção feliz e lambe meu rosto. Ou seja: ele nunca esquece o dia do resgate e quem o salvou. Não há nada no mundo que recompense mais. Faça o bem! Pois quando fazemos o bem para um animal, este bem é muito maior a nós mesmos!

“Se eu pudesse escolher entre todas as atividades que faço, optaria pelos resgates que faço diariamente”

CP - De que forma a população pode colaborar para uma qualidade de vida mais digna para os animais? FF - Em primeiro lugar respeitando. Dando carinho, amor e atendendo suas necessidades básicas, tais como: boa alimentação, água fresca, banhos periódicos, aplicação de vacinas e remédios antiparasitas. Leve ainda seu animal para passear. Dê espaço e abrigo arejado, mas que o proteja contra o sol excessivo, a chuva e o frio. E o mais importante: IDENTIFIQUE SEU ANIMAL. Caso não haja um programa de iden-


Plantão Vet A escolha do pet ideal

Por Carlos Leandro Henemann*

Imaginemos a seguinte situação... nossa personagem hipotética, um pai, um namorado ou mesmo uma pessoa comum decide comprar um cão para fazer companhia ou para presentear alguém, e como já era fã do Snoopy e do Charllie Brown decide-se previamente pela raça beagle sem ao menos conhecê-la... Então encontra em um pet shop, um cão macho da raça beagle, que foi concebido através de décadas de seleção genética para ser: um cão de coloração tricolor, porte pequeno, ter orelhas grandes, ter o peso padrão 10,0 Kg, ter corpo musculoso, ser ágil, ter como atividade principal a caça, ou seja, suporta intensa atividade física, mesmo com muito exercício sempre sobra energia para roer, cavar, morder... Este alguém, normalmente o namorado, que nem sequer consultou a namorada sobre a possibilidade de dar um cão para ela, ou então um jovem casal que após alguns meses de casamento optou por um cão para fazer um test drive antes de encomendar os filhos... Consumido pelo desejo, influenciado pelo vendedor que promete maravilhas (coisas como: ele não late, não solta pelo, não vai crescer, não urina fora do local, defeca pouco e sem cheiro... desconfiem se o milagre é muito grande, sendo praticamente um cão de pelúcia) e comovido pelo olhar de "pidão" do cãozinho, nossa personagem compra e leva para o apartamento... Ou ainda o comprador pode ter filhos e “compra” um cão para proporcionar atividade para seus filhos. Achando que um cão vai “acalmar” e drenar a energia dos filhos. Doce ilusão, pois além das crianças destruindo a casa, acrescentaram o mestre da bagunça... um filhote de cão!!! Aquele lindo filhotinho vai começar a ferver, pois apenas

comendo e dormindo durante o dia todo ele é praticamente incansável, armazenando energia para gastar durante todo o tempo em que ele fica sozinho e em poucas horas de aclimatação na nova casa ele vai naturalmente encontrar o que fazer... Começando pelos sapatos, cantos de móveis planejados, fios de telefone, cartelas de medicamentos, cesto de lixo do banheiro, aquele tapete persa da sala de estar que além de ser roído será o novo sanitário do cão... Dia após dia, os donos chegam eufóricos para ver como se portou aquela bolinha de pelos e o que ele destruiu durante o dia, ao chegar a casa começam a contabilizar os prejuízos e aparecem os primeiros sinais de arrependimento... Alguns meses se passam e o cão está com oito meses e o lindo animal chegou à puberdade e vai inevitavelmente começar a marcar seu território urinando sistematicamente poucas quantidades por todos os cantos da casa e como fica sozinho não há quem o faça entender que em determinados

locais não pode urinar... Se este cão tiver sorte, seus donos a esta altura já terão trocado o apartamento por um sobrado e o cão vai ficar fora da casa, mas permanecerá com a família... Caso contrário, poderá ser doado para qualquer pessoa, que também não saberá lidar com a situação e o "passará" para frente ou mesmo será abandonado na rua, em um terreno baldio ou mesmo na estrada... Como ocorre com a grande maioria. Bem, o que queremos com este texto, que se não fosse tão triste seria ao menos engraçado, ao menos o início? Tenho certeza que alguém ao ler isto vai se identificar, não necessariamente pela raça, mas por alguma passagem no texto. A ideia principal é que ao assumir a guarda de um ser vivo, que vai viver algo em torno de 12 anos ou mais, totalmente dependente de nós, devemos fazer a escolha certa, ou pelo menos o mais perto do ideal.

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Nós médicos veterinários somos habilitados e orientamos na indicação sobre qual animal ou raça é o mais indicado para suas necessidades, seu espaço, seu tempo, cuidados com pelagem, nutrição e problemas mais frequentes de cada raça. Não podemos simplesmente comprar um cão e depois nos arrependermos e trocá-lo como se fosse um objeto, uma camisa ou algo que o valha. Nossa experiência mostra que cães que passam por vários donos no início de suas vidas tendem a ter problemas comportamentais quase sempre permanentes. A escolha do pet ideal é uma decisão que tem que ser aceita por todos os envolvidos (moradores

além do espaço disponível. Se há tempo disponível para que o animal receba os devidos cuidados. Se o pet escolhido está dentro do orçamento, por exemplo, cães pequenos de pelo curto gastam menos em comparação a cães de mesmo tamanho de pelo longo. Animais adoecem e além dos custos com médico veterinário há os medicamentos. Cães com artrose, cardiopatas ou diabéticos necessitam de tratamentos contínuos e onerosos. Cães de grande porte consomem naturalmente mais ração e proporcionalmente mais medicamentos. Cães e gatos perdem pelo o tempo todo, seja de pelo curto ou longo, isto é fisiológico, normal e natural, não existindo medicamento que seja capaz de impedir a queda dos pelos. Desta forma o médico veterinário é o profissional indicado para prestar este tipo de consultoria caso necessitem de auxílio nesta difícil escolha, minimizando a chance de experiências desastrosas. OBS:

A raça beagle utilizada para ilustrar o texto não é animal descontrolado ou ruim, apenas não é uma raça recomendada para iniciantes, pois na média a raça é extremamente inteligente, a ponto de “fazer o que quer”, para os iniciantes há outras raças mais fáceis de treinar. Para finalizar: “A compra de um animal pode tornar a vida difícil e trabalhosa por isto não pode ser tomada por um impulso ou sem as devidas ponderações”.

da casa), cão auxilia na formação de conceitos de responsabilidade e o “lidar com a perda” para crianças, mas sem a devida base educacional a criança não aprenderá nada e teremos crianças com medo de animais, animais vítimas de maus tratos e eventualmente abandonados. Alguns itens devem ser levantados antes de decidir que espécie ou raça é mais adequada. Verificar se as crianças têm alergia. Se a raça cresce

* Carlos Leandro Henemann é Médico Veterinário (CRMVPr 4244) pela UFPR, pós-graduado em Clínica Médica e Cirúrgica pela UTP, e em medicina felina pela Qualittas, com Aperfeiçoamento em anestesia inalatória pela Unig e em Ortopedia Veterinária pela Anclivepa-PR. Atua na clínica Alles Blau, em Curitiba. www.allesvet.com.br


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#13 - Abril 2011  

Revista Conexão Pet, edição de Abril de 2011

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