Issuu on Google+


mensagem do PRESIDENTE Emerson Beloti de Souza Presidente do Sindicomércio - JF Vice-Presidente do Sistema Fecomércio Minas

“O importante para a empresa é estar atenta ao cliente. Suas necessidades, opiniões, expectativas e sensações são referenciais para que a organização possa atingir seus objetivos.”

Recentemente participei de um Workshop do Instituto Disney, em Belo Horizonte, e não poderia deixar de compartilhar com o prezado leitor a ótima experiência que foi passada. O Sucesso da Disney perdura porque, além de inovação, se pregam alguns detalhes que estão bem à nossa frente e que, por vezes, desconsideramos. Então, vamos a alguns deles. O importante para a empresa é estar atenta ao cliente. Suas necessidades, opiniões, expectativas e sensações são referenciais para que a organização possa atingir seus objetivos. O gestor da empresa precisa saber quais são as necessidades do seu consumidor, ou seja, o que de fato o mesmo espera e precisa. Suas opiniões e desejos são imperativos para um bom desempenho de atendimento e estratégia de ação. As expectativas dos clientes precisam ser bem estudadas para acertar a decisão de possuir o método certo. Suas sensações devem ser respeitadas, pois assim tocamos seus sentimentos, para que continuem frequentando a empresa e adquirindo produtos ou, simplesmente, visitando-a. Encontrar o que procura, ser bem atendido e adquirir pelo preço justo. Todos sabemos que esses são os desejos do consumidor. Porém, esse também é o raciocínio de uma empresa: possuir o produto e proporcionar satisfação. Entretanto, o que pouco observamos é o foco em superar essas expectativas na excelência de atendimento, que culmina-se com o pós venda, ou seja, a impressão deixada após a compra. Não podemos nos conter ao ato de “atender, vender e pronto”. Se torna muito frágil apenas estarmos condicionados à esta prática, que é, inclusive, facilmente vencida por um preço melhor da concorrência. Necessitamos que o cliente esteja conectado, mesmo que ele não precise naquele momento de adquirir um produto de nossa empresa. São raras as empresas que se importam com o “depois da venda”. O que o cliente de fato quer, apesar de não demonstrar, é que a empresa se importe e se preocupe com ele. Criar momentos mágicos torna a empresa diferenciada. Esta magia pode estar em um simples “bom dia”, uma explicação sobre o produto, um cafezinho servido ou um telefonema! A magia está em como realizar essas simples ações. Concluindo, as principais atividades de uma organização, como cortesia, eficiência, segurança e apresentação perante os clientes (aparência do funcionário, suas vestimentas, crachás, abordagem, experiência, apresentação do ambiente) são capazes de determinar o sucesso e longevidade da empresa.

Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

03


ÍNDIcE

Expediente: Conselho Editorial: Emerson Beloti de Souza Sergio Costa de Paula Fernanda Assis Jornalista Responsável: Fernanda Assis – 16754/MG

6 Carta ao leitor

26

28

Prepare-se para o Natal

Quanto vale as curtidas e os compartilhamentos?

3 - Mensagem do Presidente 6 - Notas 8 - Carta ao Leitor 10 - Coluna Direito e Empresa 11 - Coluna do Advogado 12 - Coluna do Contador 14 - Coluna RH 18 - Cresce a venda informal de produtos no centro de JF 20 - Pirataria: Neste negócio ninguém sai ganhando 22 - Oportunidade: Mercado de franquias ganha destaque em Juiz de Fora 25 - Promoções para aquecer as vendas de fim de ano 26 - Endividamento: Onde isso vai parar? 28 - Prepare-se para o Natal 30 - Quanto vale as curtidas e os compartilhamentos? 32 - O futuro dos negócios 34 - Como a etiqueta corporativa pode ajudar no relacionamento profissional? 36 - Dicas para melhorar o relacionamento interpessoal 38 - Artigo: Colocando seu 13º salário para trabalhar para você 40 – Ações de Representatividade 44 – História dos Associados – Mercado Sul Americano 46 – Novos Associados 48 - Espaço Saúde: Fim de ano mais saudável 50 – Comportamento: Comece o ano com força total 52 – Motivacional: Ano novo...Vida Nova!

Colaboradores: Rubens Andrade Neto Carlos Eduardo Paletta Guedes Marcos Goulart Michelle Ronzani Maria Lúcia de Oliveira Guilherme Ventura Sergio Costa de Paula A Revista Conexão Comércio não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos assinados, pois os mesmos expressam apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção da revista. Caso necessário, a direção se reserva no direito de resumir os artigos. Os espaços publicitários são de inteira responsabilidade dos anunciantes. Fontes: Jornais: Diário Regional, Tribuna de Minas, O Estado de S. Paulo Revistas: CNC Notícias, Informe Fecomércio-PE, Isto É Dinheiro, VIVER Internet: Administradores.com, Nutrição Prática & Saudável, IBPT, Portal do Franchising, Outros: Folha Press Fotografias: Arquivo Mercado Sul Americano Divulgação ABF Divulgação Bradesco Divulgação Ícone Seguros & Business As fotografias utilizadas nesta edição foram gentilmente cedidas pelos fotógrafos e entidades creditadas. As fotografias utilizadas nos informes publicitários são de responsabilidade dos anunciantes. Banco de imagens: www.shutterstock.com Dpto. Comercial Maria Lúcia de Oliveira (32)9198-0535 projeto Gráfico e Editoração: ArtWork Propaganda (32) 3215-7075 periodicidade: Bimestral Tiragem: 12.000 exemplares Impressão: Gráfica Central

Diretoria 2010 / 2014 Emerson Beloti de Souza Presidente

Nilton Ramos da Silva 3º Vice-presidente

Marcelo Rodrigues Sepúlveda 2º Secretário

Gilson Guimarães Peixoto 2º Tesoureiro

Rui Mussel da Silva 1º Vice-presidente

Paulo Roberto Lopes 4º Vice-presidente

Carlos Alberto Martins de Pinho 3º Secretário

Zênio Fernandes Filho 3º Tesoureiro

Oddone Villar Turolla 2º Vice-presidente

Nício Fortes Garcia 1º Secretário

Alexandre Tassi Brugiolo 1º Tesoureiro

Sergio Costa de Paula Superintendente

Contato: Telefone: (32) 3215-1317 E-mail: sindicomerciojf@sindicatodocomercio.org.br Site: www.sindicatodocomercio.org.br Twitter: @sindicomerciojf Facebook: Sindicomércio-JF Endereço: Av. Rio Branco 2.588/5º andar – Centro – Juiz de Fora/MG Horário de funcionamento: De segunda à sexta, das 8h30 às 18h30 A reprodução do conteúdo da Revista é permitida, desde que citada a fonte.


NOTAS

BUROCRACIA No último dia 5 de outubro, a Constituição Federal do Brasil completou 25 anos de vigência. De 1988 até hoje, foram publicadas 4.785.194 normas, entre leis complementares e ordinárias, decretos, medidas provisórias, emendas constitucionais e outras, ou seja, 784 normas a cada dia. Os dados estão no estudo “Normas Editadas no Brasil: 25 anos da Constituição Federal de 1988”, do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação – IBPT. De acordo com o presidente do Conselho Superior e coordenador de estudos do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, caso as normas fossem impressas em papel A4 e com letra Arial 12, seriam o suficiente para percorrer o País de norte a sul, do Oiapoque (AP) ao Chuí (RS) e corresponderiam ainda a mais de 6 vezes o tamanho do Burj Khalifa, prédio localizado em Dubai e considerado o mais alto do mundo.

BUROCRACIA PARA AS EMPRESAS As empresas precisam seguir, em média, 3.512 normas tributárias para estar em dia com a legislação brasileira. “O cumprimento das determinações da nossa Constituição obriga as empresas brasileiras a destinarem, no geral, cerca de R$ 45 bilhões por ano, com equipe de funcionários, tecnologias, sistemas e equipamentos, a fim de acompanhar as modificações, evitar multas e eventuais prejuízos nos negócios”, observa o presidente executivo do IBPT, João Eloi Olenike. FONTE: Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação

BRASILEIRO IGNORA JUROS AO FAZER COMPRAS OU FINANCIAR De cada três brasileiros, dois não fazem ideia da taxa de juros que pagam na hora de comprar um bem, de contratar um serviço ou de pegar dinheiro emprestado no banco. É o que revela pesquisa feita pela Ipsos, em parceria com a revista Exame. 67% dos entrevistados não sabem qual o valor das taxas cobradas. A situação representa um risco para o comprador, que pode ver sua dívida crescer mais rápido que sua capacidade de pagamento. Na divisão por faixa etária, os jovens com idade entre 25 e 34 anos lideram a falta de informação relacionada aos juros: 68% desconhecem as taxas cobradas. Na avaliação da Ipsos Public, a pesquisa mostra dois pontos importantes: O primeiro é a dificuldade

06 Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

do brasileiro em lidar com um tema mais técnico. O segundo é que a cultura do crédito é relativamente recente no País. Diante desse cenário, o valor da prestação mensal tem o maior peso na hora da compra: 42% dos entrevistados fazem compras a prazo ou empréstimo quando sabem que a prestação caberá no bolso. FONTE: Estadão.com.br


Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

07


Carta ao Leitor REpORTAGEM REpORTAGEM ESpECIAL ESpECIAL

Um sonho real “Temos que acreditar em nossos sonhos. A Revista Conexão Comércio traduz exatamente à realização de um de nossos objetivos à frente da instituição. As dificuldades iniciais só fortaleceram a missão para o desafio. Hoje, após 2 anos da primeira edição, estamos convictos de que agimos certo”, comemora o presidente do Sindicomércio-JF, Emerson Beloti de Souza, idealizador da Revista Conexão Comércio. Sem dúvida, o Sindicomércio-JF está vivendo um momento único nos seus 60 anos de história. Nesta edição, a revista comemora dois anos de existência. “No início, nos aventuramos por caminhos desconhecidos, mas o objetivo de toda a equipe sempre foi o mesmo: fazer da Revista Conexão Comércio um grande veículo de comunicação; que representasse cada empresário do comércio de bens, varejo e atacado, e serviços, a fim de expressar seus anseios e expectativas, bem como traduzir seus interesses, ser fonte de informação e conhecimento. Queremos que ela chegue a toda a nossa base de representatividade. Juiz de Fora precisava de um veículo de informações como este”, enfatiza o presidente Emerson. A Revista Conexão Comércio é o reflexo da dedicação de muitos profissionais, que trabalham direta e indiretamente no desenvolvimento do seu conteúdo. Não podemos deixar de agradecer aos nossos parceiros e anunciantes, que confiaram em nós a apresentação de suas marcas. “Todo sonho para se tornar real precisa ser sustentável e a nossa revista não é diferente. Assim, a cada edição buscamos novos parceiros e empresas para compartilhar esse projeto, que se tornou viável com a participação de suas marcas”, ressalta Maria Lúcia de Oliveira, do departamento comercial do Sindicomércio. “O Informativo do Sindicomércio ficou forte e evoluiu – virou revista, virou ´Conexão Comércio´. No compromisso de informar e de orientar, fortaleceu a imagem institucional de um Sindicato liderado, em seus 60 anos de existência, por empresários que se preocuparam e ainda se preocupam no fortalecimento do associativismo, como forma de superar as naturais di-

08 Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

ficuldades dos seus empreendimentos, que contribuem com o desenvolvimento social e econômico de Juiz de Fora”, aponta o superintendente do Sindicomércio, Sergio Costa de Paula, do Conselho Editorial da revista. Também é importante destacar a participação dos colunistas e das entidades que, a nosso convite, se mostram sempre dispostos a colaborar. “Ao comemorarmos o aniversário de 2 anos da Revista Conexão Comércio, gostaria como presidente OAB-MG – Subseção JF ressaltar a relevância da Coluna do Advogado, espaço dedicado às questões jurídicas, democraticamente ocupado, que reflete a preocupação do Sindicato do Comércio em debater as mais diversas situações que envolvem as relações entre o Comércio e o Direito. Assim, enfatizamos a necessidade de estreitarmos as relações tendo como meta o bem comum e a melhoria dos serviços prestados à comunidade juiz-forana”, afirma o presidente Denilson Clozato Alves. “Em nossa cidade e região, até bem pouco tempo atrás, não existia uma revista com um conteúdo que atendesse tanto aos profissionais contábeis quanto a classe empresarial. No entanto, os tempos mudaram. Por iniciativa do Sindicomércio-JF, especialmente por seu presidente, o empresário Emerson Beloti de Souza, desde novembro de 2011 foi apresentada à sociedade a revista “Conexão Comercio”. Para o Sindicato dos Contabilistas de Juiz de Fora, bem como para todos os profissionais da contabilidade por ele representados, a revista é fundamental para melhorar a qualidade dos nossos trabalhos. Sem dúvida, os assuntos abordados, na coluna do Contador, podem ajudar a classe empresarial a conduzir de forma ordenada seus negócios e, assim, contribuir para o desenvolvimento de nossa economia”, declara o presidente do Sindicato, Luiz Carlos Alves. E, como não agradecer aos entrevistados! Contribuíram sobremodo com informações relevantes, em temas que focavam questões ligadas às bandeiras defendidas pelo Sindicomércio. “É muito bom poder conhecer pessoas novas todos os dias. Sou grata a todos


pela recepção e o carinho como sou recebida. Espero que todas as matérias e reportagens publicadas sejam de alguma valia para o dia a dia das empresas e de seus profissionais”, ressalta Fernanda Assis, jornalista responsável pela Revista. Mas, como dito acima, todo o trabalho é pensado para atender os interesses e expectativas do leitor. Por isso, eles não poderiam ficar de fora de nossas homenagens. “Como leitor assíduo da Revista Conexão Comércio, eu a vejo como uma excelente ferramenta para aprimorar os conhecimentos dos administradores e gestores comerciais, pois nela encontramos uma diversidade de temas que são imprescindíveis no trato comercial. Parabéns e sucesso por muitos anos”,declara Charles Cleto Moreira, Gerente Administrativo da Mundifer Ltda. “A qualidade da Revista Conexão Comércio tem sido um diferencial entre tantas publicações que recebemos. Seu conteúdo, moderno e inovador, traz matérias diversas de interesse dos empresários. As notícias publicadas são de utilidade para o nosso dia a dia e os artigos sobre novos e antigos associados, com fotos da loja, valorizam e dão credibilidade às empresas”, afirma Amauri Dalamura, proprietário da Aquashop. Algumas autoridades, por sua influência e relevância na cidade e região, foram participantes muito especiais, pois acreditaram no Sindicomércio e aceitaram nosso convite para ser capa das primeiras edições. “Ao presidente Emerson Beloti e sua Diretoria, nossos parabéns pelos dois anos de edição da Revista Conexão Comércio. Sua concepção gráfica e conteúdo editorial a coloca entre as melhores da categoria no país. Torcemos para que outros Sindicatos se inspirem neste exemplo”, afirma o presidente do Sistema Fecomércio, Sesc, Senac e Sindicatos, Lázaro Luiz Gonzaga, capa da primeira edição. “A participação na Revista Conexão foi muito importante para a Astransp, pois corroborou muito para o desenvolvimento da nossa imagem. Tivemos a oportunidade de apresentar a entidade junto a um público formador de opinião, muito representativo e importan-

te na economia de Juiz de Fora. Parabenizo o presidente do Sindicomércio, Emerson Belotti, e toda a diretoria à frente da entidade, que vem mostrando personalidades de destaque na cidade, valorizando os setores produtivos e promovendo Juiz de Fora”, destaca o presidente a Astransp, Fernando Goretti. “Para comemorar os 40 anos da Unimed Juiz de Fora, inserimos em nossa logomarca uma palavra que expressa nossa relação com a cidade: “Obrigado”. O significado se aplica bem a este momento da Revista Conexão Comércio. A Unimed se sente honrada em ser parceira desta publicação, pela sua representatividade e abrangência. Assim como a Unimed, o Sindicomércio tem o compromisso com o crescimento de Juiz de Fora e o bem-estar de quem vive aqui. Portanto, agradecemos ao Sindicomércio e à Conexão esta parceria de sucesso!”, ressalta o presidente a Unimed-JF, Hugo Borges. “Com muita honra aceitei o convite do presidente do Sindicomércio para participar de uma das edições da Conexão Comércio. A Revista é um sucesso incontestável, posto que independente, educativa, informativa e muito bem produzida. A repercussão foi enorme e muito positiva para a Entidade que eu representava à época, no caso a OAB-JUIZ DE FORA, tendo em vista o alcance da distribuição da Revista. Parabéns ao Sindicomércio pelo brilhante trabalho”, declara o advogado, ex-presidente da OAB-JF, Wagner Antônio Policeni Parrot. “Eu e toda a diretoria do Clube de Engenharia nos sentimos prestigiados e homenageados com o convite feito pelo Sindicomércio. Ser capa da sexta edição da Revista Conexão Comércio significou muito para nós, principalmente, porque aumentou a visibilidade da entidade em nossa cidade e região. Acredito que a Conexão Comércio tem grande penetração no meio empresarial”, afirma o presidente do Clube de Engenharia de Juiz de Fora, Daniel Rigoli. A todos, que de alguma maneira contribuíram e continuam contribuindo com a Revista Conexão Comércio, o nosso

! o d a g i r b Muito O


COLUNA

DIREITO E EMpRESA

Rubens Andrade Neto Mestre em Ciências JurídicoEmpresariais pela Universidade de Coimbra - Portugal e Diretor da Rubens Andrade Advogados.

REDUZA seUs GASTOS Com MULTAS TRIBUTÁRIAS:

VaLoRes aLTos Podem seR ReVIsTos PeLo JUdICIÁRIo A multa tributária tem uma natureza punitiva, pois o fisco tem o dever de aplicar penalidades visando punir, educar e prevenir o contribuinte que realiza condutas contrárias ao que dispõe a lei. Alguns exemplos são: deixar de recolher impostos parcialmente ou em sua totalidade, deixar de emitir nota fiscal, dentre outros. Em alguns casos, o Fisco, pautado em legislação infraconstitucional, aplica elevadas multas, ameaçando a continuidade da atividade econômica, quando aplicada contra pessoa jurídica. Por tal motivo, contribuintes têm se socorrido do Poder Judiciário na tentativa de se protegerem contra a ânsia de arrecadar do Fisco, questionando a constitucionalidade das aplicações. A multa não pode ser revestida de efeito confiscatório, no sentido de inviabilizar as atividades empresariais da empresa e até o futuro recolhimento tributos. A multa jamais pode ser aplicada em total desconformidade sobre o critério de proporcionalidade, sendo expressamente vedada tal prática pela Constituição Federal, em seu artigo 150 inciso IV. Diante desses fatos, o Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão do Min. Celso de Mello, no recurso extraordinário nº 754554, do Estado de Goiás, considerou que a multa aplicada pelo fisco estadual no patamar de 25% incidente sobre o valor do imposto, estipulada pelo art. 71, VII, da lei estadual nº 11.651/91, era inconstitucional, ferindo o princípio da proporcionalidade.

10 Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

Cabe ressaltar que não há limites objetivos definidos para a aplicação de multas e cada ente define o patamar da multa a ser aplicada, tal como o Estado de Minas Gerais que define patamares de 30%, 50% e até 100%. Dessa forma, seguindo o direcionamento da decisão proferida pelo Ministro Celso de Mello do STF, em tese, poderíamos considerar exorbitante a multa de patamar 25% do valor da operação aplicada em alguns casos como: (a) adulteração, vício ou falsificação de documentos fiscais; (b) falta de registro ou pelo registro com valor incorreto de documento relativo à entrada, aquisição ou utilização de mercadorias, bens e serviços; (c) pela reutilização ou cancelamento de documento fiscal que já tenha surtido os respectivos efeitos; pelo transporte de mercadorias acompanhadas de documento fiscal com prazo de validade expirado; (d) pela aquisição, importação ou recebimento de mercadoria em quantidade incompatível com o uso ou consumo do destinatário, dentre outros. Por fim, tememos que o judiciário por meio de suas decisões pode levar esperança para os contribuintes, que ao pagarem multas desproporcionais e não adequadas à sua capacidade contributiva, tem a possibilidade de ingressarem com medidas judiciais que busquem diminuir e até afastar o pagamento das penalidades consideradas exorbitantes. Entre em contato conosco! Cabe ao contribuinte buscar no Poder Judiciário a solução de seus interesses, com o objetivo de questionar as elevadas multas arbitradas em autuações fiscais federais, estaduais e municipais.


COLUNA ADvOGADO

PARA ONDE CamInHa o DIREITO do TRABALHO? É sabido que o Direito do Trabalho nasceu tendo como norte o princípio da proteção ao trabalhador. Esta proteção teve e tem papel relevante para um relacionamento construtivo entre capital e trabalho. Contudo, a proteção não pode se tornar tão excessiva a ponto de inibir investimentos ou manter trabalhadores na informalidade, quando então ela deixa de cumprir sua finalidade e volta-se contra si mesma. Daí porque sempre se deve buscar um equilíbrio entre os interesses do empregador (na busca sadia do lucro) e o respeito ao empregado. No Brasil, historicamente, pode-se afirmar que este pêndulo sempre balançou para o lado do empregado, através de uma legislação trabalhista complexa, detalhista e rígida.

Ao patrão resta viver num emaranhado de normas que criam barreiras e dúvidas, temendo os autos de infração do Ministério do Trabalho ou as reclamações trabalhistas. Mas o que já parecia ser um conjunto de normas confuso e pouco flexível vem ganhando contornos de ainda maior proteção. É o que se percebe com as mais recentes inovações legais ou interpretativas. Em 2011, veio a nova lei do aviso prévio, aumentando-o para o máximo de 90 dias. Até aí, nada

Carlos Eduardo paletta Guedes Escritório Cúgula Guedes Advogados

demais, pois o aviso prévio proporcional já estava inserido na Constituição desde 1988 (só faltava a lei ser regulamentada). O problema foi a interpretação dada a vários de seus dispositivos criando ainda mais ônus para o empregador, como, por exemplo, a validade do prazo estendido somente para o aviso dado pelo empregador e a contagem de mais 3 dias após 1 ano de serviço. Já o Tribunal Superior do Trabalho (TST) alterou entendimentos antigos que davam segurança jurídica aos empresários. É o caso da estabilidade da gestante no contrato de experiência (Súmula 244): antes prevalecia o prazo final do contrato, independentemente do estado gravídico da empregada. Desde 2012, prevalece a estabilidade. Outra alteração foi o sobreaviso dos empregados. Antes de 14/09/12, o celular não gerava sobreaviso. Depois desta data, o TST estabeleceu a seguinte regra na Súmula 428: “considera-se de sobreaviso o empregado que, à distância e submetido a controle patronal por instrumentos telemáticos ou informatizados, permanecer em regime de plantão ou equivalente, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço durante o período de descanso”. A estes exemplos, somam-se vários outros, tornando mais onerosa a atividade empresarial. O Banco Mundial, anualmente, faz um ranking de facilidade de fazer negócios (Doing Business: www.doingbusiness.org), comparando as nações em 11 áreas regulatórias. Em meio a 185 países, o Brasil está na posição 130, atrás de Etiópia, Honduras e Kuait. Chile está 37ª posição e Colômbia na 45ª, para citar vizinhos. O mais ingênuo indagaria “por que será?”. A nós, cabe lutar por mais racionalidade jurídica diante de tão lamentável quadro.

Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

11


COLUNADO COLUNA

RH CONTADOR

Marcos Goulart Sócio-Diretor da Empresa Controle Contabilidade

EMPREENDEDORES na ADMINISTRAÇÃO É constante o relato de pequenos empreendedores sobre os dissabores administrativos que enfrentam. A maioria se queixa da inabilidade para resolver sozinho às muitas funções que as empresas demandam diariamente, e em muitos casos, o motivo principal do insucesso do seu negócio, está relacionado diretamente a isso, à forma como estão administrando. O que percebemos, é que sobra pouco tempo para planejar a gestão das empresas, quando na verdade, assuntos gerenciais deveriam ser tratados de forma prioritária. Não havendo planejamento, restam as decisões de improviso, pautadas somente nas questões que envolvem o momento, mas que acabam por muitas vezes, comprometendo a empresa em longo prazo. É imprescindível o planejamento estratégico, que possibilitará uma base equilibrada a todo o funcionamento operacional. Existem hoje, diversos cursos, com carga horária reduzida, que dão suporte na área administrativa, gerencial e operacional e que contribuem de forma prática na otimizaçãode todos os setores. Um parceiro desde a constituição da empresa é o profissional da contabilidade. Importante observar que este profissional não tem nenhuma responsabilidade pelo resultado das atividades da empresa ou a tomada de decisões, a ele cabe a tarefa de registrar os fatos, apurar os resultados encontrados para que o empresário, analisando o trabalho executado, tome medidas para melhorar seu desempenho. É de vital importância que ao contador cheguem documentos que possam servir de base para a execução de um trabalho que retrate fielmente a vida financeira e patrimonial da empresa, e com isso poder prestar importantes informações, como por exemplo, se a empresa está dando lucro ou prejuízo.

12 Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

É imprescindível estar sempre muito atento a tudo que envolve seu negócio, buscando estar sempre repensando e refazendo sua empresa. Permanecer aberto às novas ideias, novas possibilidades, novos conceitos. Desta forma, por menor que seja seu negócio, poderá fazer dele, o melhor. A fórmula não é secreta e nem milagrosa, é só uma questão de adaptação para se alcançar bons resultados.


INFORME pUBLICITÁRIO

2013! ANO GRATIFICANTE PARA O SICOOB COOPEMATA

Foto: Diretoria Sicoob Coopemata

Finalizamos mais um ano, e podemos dizer que 2013 foi um ano muito gratificante para o Sicoob Coopemata, principalmente por chegarmos e sermos tão bem recebidos por uma cidade que é referência em Minas Gerais, Juiz de Fora. O Sicoob Coopemata, no cumprimento de suas metas e objetivos, fez de 2013 um ano de mudanças, inovação, crescimento e transparência, levando com muita credibilidade a disseminação do cooperativismo de crédito nos locais de atuação. Mais que uma projeção, o Sicoob Coopemata alcançou um destaque e fez com que seus cooperados percebessem a sua cooperativa não como uma simples solução financeira, mas sim como parte de seu patrimônio. Se formos enaltecer aqui todos os nossos diferenciais e conquistas deste ano, levaríamos horas para discorrer sobre o assunto, o que fugiria do nosso foco nesta matéria, mas algumas situações são importantes serem citadas: em 2013, o Sicoob Coopemata bateu seu próprio recorde em distribuição de sobras, assim seus cooperados conseguiram sentir de perto o quão importante é sua participação na cooperativa, além das sobras, nossa principal filosofia é disseminar nosso histórico e somarmos representatividade nacional, um dos exemplos foi a nossa colocação como 1º lugar no

Ranking das Cooperativas que mais vendeu consórcios no Brasil, na campanha realizada pelo Sicoob no período de maio a junho de 2013. São estes e outros exemplos que nos levam a acreditar que estamos no caminho certo, e que o Sicoob Coopemata apesar de jovem, com seus 15 anos comemorados neste ano de 2013, já significa muito para os seus quase seis mil cooperados e mais de setenta colaboradores, que trabalham com dedicação, qualificação e empenho no atendimento diferenciado aos seus cooperados. O Sicoob Coopemata é uma instituição financeira que associa eficiência ao que há de melhor nas pessoas: União, Solidariedade e Igualdade. Valoriza a realização pessoal no desenvolvimento das comunidades e agrega tecnologia a um atendimento mais humano e solidário, também associa produtos e serviços a valores cooperativistas. O Sicoob Coopemata, pertencente ao maior sistema de cooperativas de crédito do Brasil é assim, associado ao que há de melhor, associado a você. Procure-nos em nosso Ponto de Atendimento em Juiz de Fora e conheça mais sobre nossos produtos e serviços que com certeza acrescentarão muito em sua empresa.

Rua Barão de São João Nepomuceno, 182 Centro , Juiz de Fora, MG - Tel.: (32) 3231-0500

Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

13


COLUNA RH

Michelle Ronzani Cunha Recursos Humanos Sindicomércio - JF

a QUALIDADE DE VIDA no TRABALHO A qualidade de vida no trabalho tem por objetivo gerar uma organização mais humanizada e cooperativa. Nos últimos tempos, promover o bem estar e a qualidade de vida no trabalho estão se tornando uma constante nas organizações, se não, deveria. Garantir a saúde dos trabalhadores para desempenho de suas funções, cuidando tanto dos aspectos físicos quanto dos aspectos psicológicos, é criar um ambiente favorável onde o colaborador trabalha com satisfação, pois têm suas necessidades respeitadas. Para alcançar níveis elevados de produção e de qualidade, uma empresa precisa ter pessoas motivadas, que estejam engajadas com suas atividades e que sejam adequadamente recompensadas pelas suas atribuições. As condições de trabalho devem ser seguras e saudáveis, não expondo o trabalhador a condições insalubres ou longas jornadas de trabalho. O ideal é buscar o equilíbrio entre as possibilidades da empresa e as necessidades do trabalhador, onde ambas as partes se comprometem a cumprir os direitos e deveres previstos na CLT. Assim, é possível prover uma carga horária razoável, garantir condições adequadas de trabalho e minimizar os riscos de doenças e acidentes. Observa-se também que a maior parte das reclamações dos colaboradores, independentemente da sua área de atuação, não é somente em relação às condições materiais, mas principalmente a forma como são tratados por aqueles que exercem autoridade. O fato é que algumas pessoas quando assumem o “poder”, mesmo que inconscientemente, passam a apresentar comportamentos inadequados sobre aqueles que lhe

14 Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

são subordinados. Outro fator prejudicial à vida laboral é a cobrança excessiva do alcance de metas. Forçar o trabalhador a ritmos desgastantes de produção pode levá-lo a desenvolver problemas clínicos e psicológicos sérios. É preciso conhecer os limites de cada profissional e, conforme dito anteriormente, respeitar suas necessidades. Todo ser humano possui necessidades e quando reconhecidas e respeitadas pela organização, tornam o trabalho mais agradável. A qualidade de vida é criada a partir dos valores organizacionais, bem como mantida através de salários justos, treinamento e desenvolvimento. É preciso dar ao colaborador incentivos para seu crescimento profissional, fazendo com que ele aceite novas responsabilidades, bem como tenha condições de tomar decisões. Porém, a realização de todas essas propostas vai depender do querer dentro da empresa por parte daqueles que a gerenciam.


Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

15


INFORME

pUBLICITÁRIO

Bradesco

promove capacitação sobre microcrédito Produtivo orientado O Bradesco realizou uma ação de treinamento envolvendo funcionários das Agências da cidade de Juiz de Fora para atender o Microcrédito Produtivo Orientado, linha de crédito destinada às Pessoas Físicas que tenham algum negócio, mesmo ainda que informal e Pessoas Jurídicas empreendedoras de atividades produtivas de pequeno porte. Esse trabalho capacitou as equipes para apoiar o Micro Empreendedor Individual (MEI) e Pequenas Empresas com faturamento de até R$ 120.000,00/ano, pois são essas que poderão ter acesso a essa modalidade de crédito. Além do crédito, o Bradesco quer intensificar o relacionamento com essas empresas com a oferta de produtos e serviços que visam a atender uma demanda específica de perfil, pois um conjunto de soluções ajustadas e orientadas faz a diferença em qualquer negócio por menor que seja. O Microcrédito Produtivo Orientado tem por objetivo empregar o recurso emprestado na atividade produtiva do cliente, seja em forma de financiamento ou capital de giro, propiciando condições para que ele desenvolva, e por se tratar de operações de pequenos valores, é muito importante que isso aconteça.

A cidade de Juiz de Fora se destaca pelo grande número de pequenos negócios empreendedores que se enquadram nessa linha, e que traz oportunidades para geração de empregos, desenvolvimento, além de movimentar a economia local. Por se tratar de uma linha de crédito cujas normas são estabelecidas pelo Banco Central, existem condições de enquadramento para a concessão e liberação do recurso. (Veja a entrevista ao lado com Roberto Lozano, Gerente Regional do Bradesco de Juiz de Fora e Região). O Bradesco possui linhas de crédito, produtos e serviços para todos os perfis, pois só acreditamos em banco próspero, quando o cliente também é próspero. Esse movimento econômico tende a contribuir de forma direta para que pequenas empresas de hoje, sejam as médias e grandes empresas de amanhã. Por isso, o Bradesco criou o Portal Sociedade de Negócios www.sociedadedenegocios.com.br, que disponibiliza conteúdos exclusivos para Pessoas Jurídicas. Sua principal finalidade é informar e atualizar os empreendedores sobre o mercado e suas novidades, cooperando com o sucesso dos empreendimentos. Conheça abaixo o nosso portal:

CATEGORIAS ABRIR UM NEGÓCIO CUIDAR DO NEGÓCIO EMpREENDEDOR INDIvIDUAL AGENDA

16 Conexão Comércio - Nov/Dez 2013


Entrevista:

Crédito: Divulgação Bradesco

Roberto Lozano Gerente Regional do Banco Bradesco de Juiz de Fora e Região “Queremos fazer parte do sucesso das pequenas empresas, pois são elas que serão as médias e grandes empresas de amanhã” O que é o Microcrédito Produtivo Orientado? Considera-se Microcrédito Produtivo Orientado a linha de crédito concedida para o atendimento das necessidades financeiras de Pessoas Físicas e Jurídicas empreendedoras de atividades produtivas de pequeno porte, utilizando metodologia baseada no relacionamento direto com os empreendedores e pequenas empresas no local onde é executada a atividade econômica. Qual a importância do Microcrédito Produtivo Orientado? Ele contribui para o crescimento do negócio do cliente, movimenta a economia local, gera empregos e traz benefícios financeiros diferenciados, mas muitos desconhecem a modalidade. Quais são as regras para conseguir a liberação deste crédito? Exercer atividade Produtiva com faturamento até R$ 120 mil / ano; não possuir outro contrato de Microcrédito ativo e não possuir linhas de crédito (exceto crédito imobiliário) com valor superior a R$ 40 mil, incluindo o crédito solicitado. Quem pode ter acesso a essa linha de crédito? Pessoa Física com atividade informal e Pessoa Jurídica com faturamento de até R$120.000,00/ano, que tem por objetivo financiar a aquisição de bens e mercadorias ou ainda para reforma ou ampliação de seu negócio. Existe um valor mínimo para solicitar o empréstimo e quais as formas de pagamento? O cliente pode solicitar créditos a partir de R$ 400,00. Outro diferencial é a forma de pagamento que poderá ser mensal, quinzenal ou semanal.

Qual a importância da Orientação Empresarial as Micros e Pequenas Empresas? Esse aprendizado é um conjunto de ações e atitudes que contribuem para o crescimento da empresa e, também, do proprietário, pois se aprende que todos possuem um pouco de empreendedor, e que não é difícil de colocar em prática, exige apenas disciplina e foco. Você não precisa ser especialista em gestão, mas precisas saber e entender como aplicar no seu dia a dia as ações necessárias para tomar decisões mais assertivas e, com isso, gerar desenvolvimento do negócio. O que o Bradesco oferece ao micro e pequeno empresário? • Ampla Rede de Atendimento: Agências, Caixas Eletrônicos externos, Correspondentes (Bradesco Expresso), além dos canais digitais, como Internet Banking, Bradesco Celular, Auto-Atendimento e Fone Fácil; • Linhas de Crédito para atender os mais diversos tipos de necessidades, Financiamentos de Bens, Capital de Giro, Cartão BNDES, linhas de Importação e Exportação e outras; • Convênios para receber Cartões de Débito e Crédito; • Investimentos: Poupança, Fundos e CDB; • Pagar seus fornecedores e receber de seus clientes com melhor controle e agilidade. O Bradesco possui atendimento para essa modalidade de crédito em todas as agências de Juiz de Fora? A quem o micro e pequeno empresário deve procurar? Sim, todas as Agências de Juiz de Fora estão preparadas para atender o público interessado pelo Microcrédito Produtivo Orientado. Os interessados devem procurar a Gerência para serem direcionados ao atendimento exclusivo dessa operação.

Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

17


NOTÍCIAS

CRESCE a VENDA INFORMAL de PRodUTos no CENTRO de JF Fim de ano – movimento redobrado nas ruas e nas lojas. Para a ocasião, é normal e aguardado. Os espaços públicos são disputados pelos consumidores ávidos de ofertas, de presentes e outros interesses. Da mesma forma, sem uma solução definida, os mesmos espaços são ocupados por um comércio informal, que tem uma clientela interessante e fiel, mas prejudicial às empresas regularmente instaladas e vizinhas a este tipo de empreendimento. “O comércio informal atrapalha um pouco as nossas vendas. Muitos clientes nos questionam por causa da diferença de valor. Tive que criar uma promoção semelhante para não perder meus clientes”, afirma a proprietária da loja Meias Rikison, Erika Fofano. Para o comerciante Carlos Alberto Pinho, proprietário da loja Pinho, esses vendedores irregulares causam uma grande confusão. “A venda de produtos por parte dos ambulantes em épocas especiais prejudicam o comércio daqueles que estão alojados legalmente, uma vez que seus produtos não sofrem nenhum tipo de tributação de impostos, mas também aos pedestres, porque aparecem muitos oportunistas que invadem as calçadas e calçadões para expor seus produtos. No final, vira uma grande competição entre os ambulantes legalizados pela prefeitura e estes oportunistas”. O secretário de Atividades Urbanas da Prefeitura de Juiz de Fora, Basileu Tavares, diz estar ciente da situação. Ele afirma que todo o efetivo já está empenhado na fiscalização, contudo as ações realizadas são insuficientes para combater o problema de modo definitivo. “A solução do problema é mais difícil do que parece. Prendemos um, aparecem dez. A estratégia é pegar o elemento de surpresa, por isso não divulgamos as nossas ações”, afirma. Segundo secretário, a lei também não está a favor, pois a Secretária de Atividades Urbanas (SAU) só tem autorização para recolher as mercadorias. “Isso é um grande problema, pois no dia seguinte o sujeito volta a agir ilegalmente. Vamos intensificar as fiscalizações neste fim de ano, pois nosso objetivo é coibir ao máximo os infratores”. Além da origem e da qualidade ser duvidosa, o produto vendido não tem qualquer garantia, pois não existe a emissão de nenhum comprovante fiscal. O superintendente da Secretaria Estadual da Fazenda (SEF), Luiz Fernando da Silva Paes, reconhece que a

18 Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

concorrência desleal deve ser combatida e diz que SEF está fazendo sua parte. “A SEF tem aplicado a fiscalização a partir do cruzamento das informações prestadas pelos fornecedores e pelas administradoras de cartão crédito. Assim, até a pessoa física tem suas informações cruzadas e, em caso de irregularidade, pode ser intimada a regularizar as operações com o recolhimento dos tributos devidos. Nossa prioridade é fiscalizar os fornecedores, grandes redes varejistas, atacadistas e indústrias, bem como os grandes contribuintes de outros estados”. O superintendente disse ainda, que as fiscalizações serão ampliadas neste fim de ano e avisa: “Mesmo que o contribuinte não seja fiscalizado nesse período, suas informações serão tratadas para, em um momento posterior, a SEF as verificar”. O presidente do Sindicomércio, Emerson Beloti, também se posiciona a respeito do assunto. “A venda informal é um fator sempre negativo, que cresce mais todos os finais de ano. Evidentemente, isso não só prejudica o comércio formal, mas também a Receita Estadual e Federal nos seus impostos arrecadados, bem como o consumidor, pois na compra não há garantia o produto. Assim, é importante trabalharmos para atender bem os consumidores, principalmente, lhe proporcionando todas as garantias: a certeza de estar comprando um produto de qualidade, em um estabelecimento que paga seus impostos e que gera empregos”, conclui.


INFORME pUBLICITÁRIO

Dia após dia cresce o número de pessoas que buscam garantir a segurança e a tranqüilidade para a família, seja através de um seguro de vida, de saúde, previdência privada ou por meio de um seguro residencial, empresarial, automóvel e outros bens. O fato é que ninguém quer estar desprevenido ou desprotegido num momento difícil da vida. Por isso, cada vez mais os brasileiros estão buscando empresas especializadas como a Ícone Seguros & Business para garantir seu futuro. “A cultura de fazer seguros está crescendo no nosso país. Acredito que as pessoas estão mais conscientes e preocupadas com o futuro. Por isso, na Ícone Seguros & Business trabalhamos com todo tipo de seguro. Além disso, contamos com uma equipe especializada, com grande experiência de mercado, preparada para desenvolver um plano personalizado para atender a necessidade de cada cliente”, ressalta o empresário William Meirelles. A Ícone Seguros & Business faz parte de um grupo formado pela Ícone Construtora, Ícone Imóveis e Rede Sim Empreedimentos, que há 24 anos atuam no mercado. “Além da sede no Bom Pastor, temos uma filial no bairro Benfica, uma em Muriaé e a outra em Palmas, no estado de Tocantins. Trabalhamos com todas as seguradoras, mas nossa maior parceira é a Mapfre, empresa espanhola, maior grupo segurador do Brasil”, destaca William. Um dos produtos de maior aceitação no mercado é o Seguro Empresarial, onde o contrato contempla coberturas contra incêndios, vendavais, roubos, danos elétricos, a vidros e letreiros, entre outros. “Cada empresário pode escolher as coberturas do seu plano, adaptando-o de acordo com as suas necessidades. Por exemplo, para uma empresa que se preocupa com a estabilidade financeira do negócio no momento de um sinistro, disponibilizamos um plano de lucros cessantes, que significa que a seguradora irá arcar com as despesas fixas da empresa no período de reestruturação”. De acordo com William Meirelles, outro produto oferecido pela Ícone Seguros & Business, muito procurado pelas empresas, é o Seguro de Vida em Grupo. “Normalmente, as empresas buscam este tipo seguro para oferecer aos colaboradores como um benefício. Sem dúvida, o colaborador irá se sentir mais seguro e valorizado pela empresa, quando esta faz um seguro em seu nome, extensivo a sua família”, garante o em-

Crédito: Divulgação Ícone Seguros & Business

Garanta sua segurança e tranquilidade: Invista num seguro empresarial e de vida

Unidade Bom Pastor

Unidade Benfica

Unidade Muriaé/MG

presário. O seguro de vida é um benefício que atrai e retém talentos, sendo um diferencial para a empresa que o oferece. Para quem acredita que o seguro não está acessível ao seu negócio, William explica que os valores são calculados de acordo com as garantias e coberturas contratadas, bem como de acordo com o ramo e/ou atividade do negócio e, portanto, acessíveis a todas as empresas. “Imprevistos acontecem, não sabemos quando, mas podemos estar preparados para eles. O mais importante é não deixar para depois algo que podemos fazer hoje”.

Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

19


NOTÍCIAS

PIRATARIA nesTe negÓCIo nIngUÉm saI ganHando

A entrada de produtos falsificados no mercado gera um grande prejuízo no ciclo produtivo. Quando produtos estrangeiros entram no país sem pagar os devidos impostos, os produtos nacionais deixam de ser competitivos, pois seu valor sempre será superior aos importados. Todos sabem que a carga tributária brasileira é uma das maiores do mundo, por isso, a indústria e o comércio precisam repassar ao valor da mercadoria os impostos pagos. Produtos mais caros vendem menos. Queda nas vendas gera desemprego. Sem dinheiro, o consumidor deixa de comprar. É um ciclo vicioso onde a principal vitima é a própria sociedade. “Não se pode considerar socialmente tolerável uma conduta que causa sérios prejuízos aos comerciantes legalmente instituídos, aos consumidores, bem como ao Fisco pelo não pagamento de impostos”, defende o advogado Bernardo Facio Bicalho. Segundo o delegado Cláudio Dornellas, chefe da Polícia Federal de Juiz de Fora, as ações de combate a pirataria se concentram nos portos, aeroportos e fronteiras do país. “É muito difícil conter a comercialização desses produtos quando eles já estão espalhados no mercado. Por isso, a estratégia da Polícia Federal é interceptar estes produtos antes de entrarem no mercado brasileiro. Dentro das possibilidades do nosso efetivo, vamos intensificar as fiscalizações neste fim de ano”, conclui.

1446526 1000100

74000

100000

CD E DVD

ROUPAS

COMPONENTES DE INFORMÁTICA

45000

MEDICAMENTOS

CELULARES

20 Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

PEÇAS E ACESSÓRIOS P/ CELULAR

BRINQUEDOS

VIDEO GAME

1722

PLACAS PARA CAÇA NIQUEL

OBJETOS MAIS APREENDIDOS PELA PF EM 2012 14213 14028 6250 4160

Concorrência desleal e o desequilíbrio econômico

RELÓGIOS

Embora o preço seja o maior atrativo dos produtos piratas, a comercialização de produtos falsificados não é um bom negócio nem para quem compra nem para quem vende. Apesar de banalizada pela sociedade, a pirataria é crime, previsto na Lei 9.279 e nos artigos 184 e 186 do Código Penal. De acordo o com Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP), é considerado pirataria a violação dos direitos autorais e a propriedade intelectual, seja na criação, cópia, produção ou utilização não autorizada por seus titulares. Para auxiliar o combate a pirataria, a Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) lançou, no início deste ano, a campanha “Empreendedor Legal”, que rapidamente ganhou a adesão de importantes entidades como a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e CNCP. Segundo o presidente da CNC, Antônio Oliveira Santos, “a campanha reforça a conscientização dos empresários de que a evolução sustentável dos negócios e da própria economia do país não será possível se estiver atrelada a práticas ilegais. Por estar atrelada à lavagem de dinheiro e ao tráfico de drogas, a pirataria movimenta US$200bi a mais que o narcotráfico no mundo, e já é considerada pela Interpol como o delito do século. O advogado Ulisses C. Sagioro lembra que as sanções variam de acordo com a gravidade da infração, mas sendo relevante a pena pode chegar a quatro anos de reclusão em regime fechado. “O empresário deve se resguardar para não incorrer na prática do crime previsto pelo art. 175 do código Penal, que tipifica a conduta daquele que, valendo-se de má fé, no exercício de uma atividade comercial, engana o adquirente ou o consumidor, mesmo quando seja capaz de exibir a nota fiscal relativa à aquisição e origem dos produtos”.


Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

21


NOTÍCIAS

Oportunidade: mercado de franquias ganha destaque em Juiz de Fora

Conexão Comércio: Inicialmente, como Associação Brasileira de Franchising avalia o mercado de franquias no Brasil? Aristides Newton: A cobertura do franchising já atingiu 38% dos municípios brasileiros, ou seja, há operações de franquia em 2.092 cidades do território nacional. Isso mostra que o setor cada vez mais profissional e preparado para lidar com os diferentes cenários econômicos. CC: Esse crescimento é homogêneo em todas as regiões do país? AN: Historicamente, algumas regiões se destacam mais que outras. No caso de Minas Gerais, o crescimento em 2012 foi acima da média nacional: 18% de crescimento. Entre os fatores está à criação de novos centros comerciais no interior e região metropolitana de Belo Horizonte.

Aristides Newton, diretor ABF Minas

22 Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

CC: Existe algum setor da economia que lidera em nº de franquias? AN: O setor de alimentação é o maior em número de redes atuando no país, são 573 marcas. Em número de unidades em operação (lojas franqueadas) 23% delas são do setor de Negócios, Serviços e outros Varejos. O segundo setor com mais unidades é o de Esporte, Saúde, Beleza e Lazer, que responde por 19% do total de unidades de franquias no Brasil. CC: Como ABF avalia o crescimento do nº de franquias em Juiz de Fora e região? Nossa cidade é realmente atrativa para o crescimento deste mercado? AN: Juiz de Fora é uma cidade polo do interior, que atrai moradores de toda a Zona da Mata em busca de serviços e de mais opções em um comércio vibrante e variado. Por isso, a cidade é extremamente importante

Divulgação ABF

O número de franquias e franqueadores não para de crescer. De acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o Brasil é o 4º no ranking em número de franquias. Em 2012, este mercado registrou um faturamento recorde de R$103 bilhões, um crescimento de 16,2% em relação a 2011. Ainda segundo a instituição, 2.426 marcas se tornaram franqueadoras, 104.543 novas franquias foram abertas, gerando 940.887 novos empregos. Estudos recentes também mostraram que Juiz de Fora tem o terceiro melhor mercado em Minas Gerais para receber franquias, ficando atrás apenas da capital Belo Horizonte e de Uberlândia, de acordo com dados divulgados pela Rizzo Franchise. Para conhecer melhor o funcionamento do mercado de franquias, bem como antecipar suas tendências, a Revista Conexão Comércio entrevistou o diretor regional da ABF-MG, Aristides Newton, que diz que o momento econômico do país, juntamente com crescimento da classe média e de um mercado consumidor mais amplo e com maior poder de compra, foram determinantes para o fortalecimento do franchising no país.


NOTÍCIAS

para o franchising mineiro. A ABF atua na cidade para incentivar os empresários a transformarem seus negócios em redes e também oferece atividades de introdução ao franchising, para apresentar o sistema aos interessados. Um desses programas é o Minas Franquia, desenvolvido em parceria com o Sebrae-MG. CC: Quantas empresas de Juiz de Fora estão transformando seus negócios em redes franqueadoras? AN: Em Juiz de Fora, sete empresas integram o programa e devem se tornar franqueadoras em 2014. As empresas passam por todo um processo de formatação para o modelo de franquias, recebem apoio na área legal e de planejamento e estão aptas para comercializarem suas marcas com conhecimento e segurança para “navegar” e ser bem sucedidas no mercado. CC: Uma cidade que possui um comércio diversificado, bem como oferece vários tipo de serviços, tem mais chances de receber uma nova franquia? AN: Claro, porque existe a concorrência e a divulgação de qualquer serviço automaticamente gera expectativa e amplia as opções do cliente. A concorrência é sempre saudável, pois uma marca nacional muitas vezes ajuda que as marca locais se profissionalizem e melhorem seus negócios. CC: Como é realizado o estudo para avaliar o potencial de uma cidade para receber uma franquia? AN: Depende do segmento de negócio. As franque-

adoras dispõem de empresas especializadas em geomakerting, onde são estabelecidos os parâmetros necessários para o sucesso daquele empreendimento franqueado. Por exemplo, a força da concorrência local, faixa etária e público consumidor, classe social a que a marca se destina, renda per capta, custo de mão de obra, aluguel entre outros. CC: por que o nº de franquias que se instalam em shoppings center é maior que no comércio de ruas? Existe algum motivo para isto? AN: Os shoppings centers oferecem uma estrutura atrativa para o franqueado, com estacionamento, segurança, diversos outros serviços próximos, além de já ter um público “cativo”. É um centro de conveniência para o consumidor, que tem acesso a vários segmentos de negócios compartilhado em mesmo local. Na rua as opções nem sempre estão próxima uma das outras como em um shopping. CC: Um dos diferenciais ao se adquirir uma franquia é poder contar com o apoio e estrutura da franqueadora no que se refere a organização e ações promocionais e de marketing. Além disso, poderiam me dizer outras vantagens de se ter uma franquia? AN: Sistemas próprios de compra, de estoque, gestão profissionalizada, apoio jurídico entre outros. As franquias são negócios testados, com fórmula testada e desenvolvida pelo franqueador.

Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

23


24 Conexão Comércio - Nov/Dez 2013


NOTÍCIAS

Uma estratégia muito usada pelos comerciantes para impulsionar as vendas de fim de ano é fazer promoções. Segundo pesquisa realizada do Instituto Popai Brasil, uma promoção bem feita é capaz de aumentar as vendas em até 200%. Já sabemos que este artifício funciona, mas qual é o verdadeiro propósito de uma promoção? Quando se oferece apenas o desconto, o objetivo é girar o estoque. Promoções tipo compre 3, pague 2, tem por intenção aumentar o tíquet médio da compra e, por consequência, o faturamento no final do mês. As promoções também servem para fidelizar e atrair novos clientes. “O primeiro passo do planejamento de uma promoção é definir o seu objetivo. Em seguida, é preciso escolher a melhor forma para divulgá-la, estabelecendo a data para seu início e fim. Não dá para fazer promoção o ano inteiro. Os clientes estão cada vez mais informados. Falsas promoções podem prejudicar a imagem da empresa, pois os clientes podem se sentir lesados”, adverte a professora e consultora de Marketing, Cliciane de Jesus Salin. Com experiência no assunto, a diretora de Marketing da Kika Colorida, Marina Costa Reis Padilha, dá algumas dicas: “O melhor momento para fazer uma promoção é no início do mês, principalmente, nos dias de pagamento. Mas não adianta fazer uma promoção sem ter a equipe de vendas preparada para atender a demanda. Aqui na Kika, além das promoções, motivamos nossos vendedores com metas especiais”. Marina disse também que vai investir nas mídias sociais para incrementar as vendas neste fim de ano. A comerciante Gisela Cherem, da Relojoaria Cherem, também aposta nas promoções para aquecer as vendas no fim de ano. “Entre as peças promocionais, escolho duas das mais procuradas pelos clientes para colocar na promoção. As jóias que estão na “moda” também entram em promoção. Tenho clientes que esperam o ano todo para aproveitar o desconto. Aqui na loja, peças promocionais têm as mesmas garantias que as outras peças da loja”. O chefe do departamento de Orientação e Solução de Demandas do Consumidor do Procon-JF, Oscar Furtado, dá algumas dicas aos lojistas. Todo produto em exposição deve estar com preço, deixando claro as condições da venda a prazo, como o custo efetivo total e a taxa de juros. Não há problema em definir o valor mínimo da parcela, desde que essa informação esteja num local visível da loja”. Outra questão que gera mui-

tos problemas no fim de ano é o prazo para a entrega. Oscar adverte: “O cliente tem direito de escolher o dia e a hora para receber o produto. Isso deve ser combinado no ato da compra e deve constar no pedido. É a forma do empresário e do cliente se resguardarem de possíveis problemas”, conclui. Então, na hora de fazer uma promoção pense: em algo criativo, planeje as ações, trate o cliente com respeito, informe sobre todas as condições da compra e, finalmente, documente tudo o que for acordado com o cliente.

Bexiga da sorte Garantia estendida Aniversário do cliente Roleta da sorte

Aniversário da Loja Clientes diferenciados Demonstrações do produto Conquistar a fidelidade do cliente

Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

25


NOTÍCIAS

ENDIVIDAMENTO: onde Isso VaI PaRaR? Todo mundo adquire ou já adquiriu algum produto por impulso. Com a chegada das festas de fim de ano, manter o equilíbrio financeiro fica ainda mais difícil. Nos últimos dez anos, em virtude da estabilidade econômica, 35 milhões de pessoas entraram na classe média. Esses brasileiros ampliaram sua capacidade de consumo, pois tiveram seu acesso ao crédito facilitado. Contudo, esse movimento não foi acompanhado pela educação financeira. De acordo com a pesquisa realizada pelo site Guiabolso.com, 31% dos consumidores da classe C gastam tudo o que ganham, não deixando nenhuma reserva para imprevistos. Ainda segundo a pesquisa, apenas 15% da classe C possui algum tipo de poupança e destes, somente 2% fazem algum tipo de investimento. Outro estudo, da Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC), confirma esta situação. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) 62,1% das famílias se declararam endividadas. O cartão de crédito é a principal dívida

para 73,9% dos endividados, seguido pelos carnês (17,9%) e financiamento de carro (11,5%). Cheque especial, cheque pré-datado, crédito consignado, crédito pessoal e financiamento de casa também estão na lista. “O maior erro é não fazer o cálculo do gasto a médio e longo prazo. As parcelas vão se acumulando e, se não tomarmos o devido cuidado, fogem do controle. O consumo é bom, desde que seja consciente e dentro do orçamento”, defende o economista Fernando Salgueiro Perrobelli, professor da Faculdade de Economia da UFJF. Segundo ele, quem quer manter um padrão de consumo sustentável deve comprometer apenas 30% da renda com parcelamentos e dívidas. “A educação financeira será um diferencial na sustentabilidade das futuras gerações. Ela deve ser passada aos indivíduos desde a infância, fazendo parte do seu dia a dia, seja em casa ou na escola”.

QUANDO O CONSUMO SE TORNA UM pROBLEMA?

Por Juliana Oliveira - Psicóloga

Pode-se considerar uma pessoa como compradora compulsiva quando ela começa a contabilizar prejuízos pessoais e de relacionamento provocados pelo descontrole nas compras. Geralmente, o comprar compulsivo está associado a outros problemas, tais como depressão e ansiedade. Em especial, esse comportamento tende a aumentar se a pessoa apresenta sentimentos negativos, como tristeza e baixa autoestima. O ato de fazer compras melhora o estado de ânimo, gerando prazeres instantâneos. O problema é que essa sensação prazerosa é passageira e tende a ser seguida de sentimentos de culpa e arrependimento. Além disso, outras consequências podem ser observadas, tais como o endividamento, a falência pessoal e/ou familiar, problemas legais e dificuldades de convivência. As mulheres representam a quase totalidade dos compradores compulsivos. Entretanto, há indicativos de que tanto homens quanto mulheres podem realizar compras não planejadas. Esse comportamento tem sido mais comum entre jovens, com idades entre 14 e 25 anos, independente do sexo. Para aqueles que neste final do ano pretendem gastar de forma consciente, vale a dica dos economistas. Uma compra planejada, com procura deliberada e cuidadosa, normalmente resulta em decisões racionais, precisas e melhores.

26 Conexão Comércio - Nov/Dez 2013


NOTÍCIAS

Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

27


capa

Pensar no Natal é recordar da época que escrevíamos uma cartinha para o Papai Noel, enfeitávamos o pinheiro e colocávamos o sapatinho na janela. É sentir a ansiedade pela espera da manhã seguinte. É rever os parentes distantes, fazer o amigo oculto e ceiar com a família. Quem não gosta de ver a cidade toda enfeitada e iluminada. São muitos símbolos e tradições que fazem o espírito natalino invadir os nossos corações. Contudo, nos últimos tempos, o Natal vem perdendo seu encanto. Quem faz esta data mais próspera e bonita é o comércio, que enfeita suas vitrines e prepara sua loja para receber os clientes e visitantes. Por isso, neste ano, o Sindicomércio quer mobilizar e incentivar todos os empresários do setor a decorarem suas fachadas, iluminarem suas vitrines e prepararem seus colaboradores, para fazer do Natal de Juiz de Fora mais o bonito e iluminado de toda a região. É claro, que para conseguirmos atingir este objetivo, precisamos contar com a parceria e apoio do poder público, responsável pela ornamentação dos prédios e espaços públicos. Por esta razão, a Revista Conexão Comércio entrevistou o prefeito da cidade, Bruno Siqueira, para saber quais são os preparativos para o Natal 2013. Segundo o prefeito, a ideia é fazer um projeto inovador com uma decoração totalmente diferenciada. “Para tornar isto possível, a Prefeitura esta fazendo parcerias com empresas da cidade. Juiz de Fora merece ter um lindo Natal. Nos-

28 Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

sa intenção é ampliar as ações, contando com a participação de todos, comerciantes, sociedade civil organizada e a população em geral”, afirma Bruno. De acordo com o prefeito, a Funalfa será responsável pela programação dos eventos. “Entre as atrações teremos uma Cantata de Natal, com um grande coral formado por quase 400 crianças, a Casinha do Papai Noel que ficará montada durante o mês de dezembro no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM), um bazar montado com apoio de entidades beneficentes, oficina de artesanato, além da decoração nos principais pontos da cidade”. Sobre o horário estendido de funcionamento do comércio, o prefeito disse dar total apoio e incentivo ao comércio para que a população aproveite ao máximo o período extra em que as lojas permaneceram abertas. Por fim, ele deixa uma mensagem para os comerciantes e colaboradores do comércio. “Gostaria de desejar a todos os juiz-foranos, em especial aos comerciantes e trabalhadores do setor, um fim de ano abençoado. Sabemos que este é um período muito importante para o comércio e a economia de uma forma geral, mas também é tempo para refletir, refazer planos, nos reunirmos com as pessoas que convivemos. Espero que seja tempo de trabalho, mas também de festa. E reforço aqui o nosso compromisso com cada cidadão para que nossa Juiz de Fora seja sempre melhor”


MAS, O SEU COMÉRCIO ESTÁ PREPARADO PARA RECEBER E ATENDER AS NECESSIDADES DOS CLIENTES NESTE NATAL? É muito difícil agradar a todos quando a loja está repleta de clientes. Mas, neste Natal não podem faltar esforços para receber bem os consumidores. Por isso, apesar de ser um período de grande expectativa e otimismo no comércio, as festas de fim de ano trazem preocupação a alguns comerciantes. A questão é: Como preparar a loja, que geralmente tem um espaço reduzido, para receber um grande número de clientes ao mesmo tempo? Quanto mais organizadas estiverem as prateleiras, com informações dos produtos, preços, cores, marcas e tamanhos melhor, pois o cliente não precisará pedir ajuda ao vendedor o tempo todo. O ideal é que as prateleiras sejam organizadas por produtos e tudo o que se refere ele esteja próximo. Isso evita que o cliente perca seu tempo passando de um lado para outro procurando outro produto e, evita também, o tumulto de pessoas nos corredores. Para Rosy Modugno, consultora de Imagem e Personal Organizer, a loja fala por si só. “Uma loja bem organizada com mercadorias bem sinalizadas, indicações nas prateleiras, tamanhos, preços expostos facilita o cliente e os próprios funcionários. Ninguém tem prazer de ficar em um lugar desorganizado e com dificuldades de encontrar os produtos. Ás vezes, o produto procurado existe, mas se estiver mal situado, com certeza vai fazer com que a empresa perca a venda e muitas vezes o cliente também. É como diz o velho ditado.... Uma imagem vale mais que mil palavras”. Na hora de organizar as prateleiras a dica é: colocar os objetos pequenos na altura dos olhos, os grandes e mais leves nas prateleiras de cima, os mais pesados nas prateleiras de baixo. Produtos grandes chamam a atenção por si só. Então, não é necessário colocá-lo num lugar de destaque. Os objetos mais requisitados e de maior giro também precisam ficar nas prateleiras mais baixas, porque isso facilita o seu acesso. Mas, o que fazer quando temos objetos como pufs, cadeiras e mesas no interior da loja? Neste caso, a

Personal Organizer Agni Melo, aconselha: “É preciso pensar no público alvo. Se atendo pessoas da terceira idade, estes objetos são necessários dentro da loja, para que eles possam fazer suas compras com mais conforto”. Entretanto, Rosy Modugno lembra: “Se o espaço da loja é realmente pequeno, esses objetos só vão atrapalhar e o lojista ainda perderá espaço de exposição de produtos. Porém, se a loja tem espaço suficiente é bom ter um puf redondo maior ou um sofá pequeno, para acolher os acompanhantes. É o caso, por exemplo, do marido que vai às compras com a mulher. Enquanto a esposa escolhe os produtos, o marido se distrai com uma revista ou jornal”. Deixar ou não deixar os produtos acessíveis ao cliente? Esta também é uma grande dúvida dos comerciantes. Alguns, com medo de ter suas mercadorias furtadas, colocam todos os produtos atrás do balcão, mas essa não é uma boa estratégia, porque o cliente fica dependendo da atenção de um vendedor. Muitas vezes, quando o cliente tem que pedir tudo o que precisa, ele desiste da compra e sai insatisfeito. Neste caso, para resolver o problema o ideal é investir num sistema de câmeras de segurança ou contratar uma pessoa para tomar conta da loja. Quanto ao estoque, segundo Agni Melo, a palavra de ordem é a organização. “Estabeleça corredores, enumere as estante, deixe peças volumosas e/ou pesadas próximas a saída. As peças menores e leves são mais fáceis de transportar, então podem ficar em locais onde o acesso é mais difícil. A rotatividade do produto também deve ser considerada na hora de organizar o estoque”. Por fim, para deixar a loja mais bonita e atrativa neste Natal, abuse da decoração. Bonecos com movimento atraem bastante a atenção. Estimule os sentidos. Deixe sua loja perfumada. Coloque músicas natalinas como fundo musical, mas cuidado para não misturar os sons dos objetos. Sem dúvida, seguindo todas essas dicas, sua loja estará mais atrativa e preparada para receber o cliente.

! s a d n e V s a o B

Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

29


NOTÍCIAS

O uso do Facebook para fins comerciais pode ser considerado recente. Muitas empresas ainda estão experimentando e aprimorando seus conhecimentos sobre a ferramenta, que promete ser nos próximos anos um dos principais canais de relacionamento com o cliente. Já sabemos que o planejamento é fundamental e que o auxilio de profissionais qualificados é imprescindível para a conquista de resultados. Portanto, o que falta sabermos é como medir esses resultados, afinal, ninguém investe em algo que não se sabe qual é o retorno, não é mesmo? Para medir os resultados no Facebook utilizamos algumas métricas disponibilizadas pela rede social na própria fan page da empresa. Uma das mais conhecidas é o número de curtidas e de compartilhamentos. Entretanto, existem outras métricas que devem ser levadas em consideração para identificar se a empresa está no caminho correto. “O Facebook disponibiliza para as fan pages o Facebook Insights, onde o administrador pode acompanhar diariamente a evolução das métricas. O sistema gera um relatório completo com o número de curtis, comentários, compartilhamentos, clicks, novos visitantes/fãs, bem como o alcance dos posts, referências externas, perfil dos fãs, entre outros. A relação entre esses números é que define os resultados qualitativos de cada ação como, por exemplo, o engajamento e envolvimento do público com a marca”, explica o consultor de mídias sociais e analista de sistemas, Evandro Martins Pinto.

30 Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

Para o consultor o conhecimento das métricas, o planejamento e o conteúdo são as chaves para o sucesso. “O Facebook faz constantemente atualizações no seu sistema, com o objetivo de torná-lo mais simples e eficaz para os usuários. Atualmente, a rede social utiliza um algoritmo, conhecido como Edgerank, que calcula o nível de relevância de cada post de acordo com as preferências de cada usuário. É um sistema complexo, onde fica difícil prever os resultados, mas seus parâmetros de pontuação já são conhecidos pelo mercado”. O Edgerank é baseado em três variáveis: afinidade, relevância e peso. A afinidade se refere às pessoas que mais se relacionam com empresa. Aqui o número de curtis, compartilhamentos, comentários e conversas pelo chat são importantes. A relevância diz respeito ao tipo de postagem, onde cada uma tem um peso diferente. Uma foto ou um vídeo é mais relevante que um simples texto. “Na prática, isso significa que a marca deve sempre trabalhar para que seu fã interaja de alguma forma com a sua página, caso contrário, sua empresa corre o risco de nem aparecer no seu feed de notícias”, ressalta Evandro. Para quem deseja fazer análise mais profunda dos números obtidos, existe um link no quadro “informações” que exibe um relatório detalhado de cada métrica, dividido em quatro abas principais: Visão geral, Página, Publicações e Pessoas. “Em cada um destes setores, o Facebook separa os resultados orgânicos (espontâneos) dos resultados pagos. Além disso, é possível conhecer a origem dos novos visitantes, seu posicionamento geográfico, seu perfil, o melhor horário para as postagens, quais tiveram maior aceitação do público e o que foi convertido em vendas, quando for o caso. Contudo, o mais importante é fazer destes dados um caminho para alcançar os resultados esperados”, conclui.


INFORME pUBLICITÁRIO

INADIMPLÊNCIA e COBRANÇA: Como RECUPERAR maIs GASTANDO mUITo MENOS Que empresa não deseja resguardar seu faturamento, garantindo os pagamentos e diminuindo a inadimplência? Esse é o objetivo da vCS Gestão em Negócios Ltda, representante autorizado da Serasa Experian, que há mais de nove anos atua no mercado de cobrança e recuperação de crédito, ajudando as empresas no relacionamento com os clientes. Todo o sistema é rápido e prático, para que o empresário invista seu tempo na administração do negócio. Assim, toda vez que essa empresa for conceder o crédito, aparecerá restrição na análise de crédito. Essa é a melhor forma que as empresas têm para garantir seus os recebimentos e inibir a inadimplência, afinal ninguém deseja atrair maus pagadores, muito menos incentivar o endividamento. Nós sabemos que nada melhor do que uma boa análise de crédito como redutor de inadimplência na sua empresa.

Mas, quem não quer impulsionar as vendas neste Natal? Que tal aproveitar este fim de ano, momento que muitos clientes desejam fazer novas compras, para cobrar dívidas pendentes? Afinal, quem quer comprar, precisa de crédito e, para ter crédito na praça, os clientes precisam quitar suas dívidas. “Infelizmen-

te, existem consumidores que só pagam suas dívidas quando a empresa toma alguma medida de cobrança ou de restrição de crédito. Algumas empresas, com medo de perder o cliente, ainda se sentem receosas em negativá-lo, mas do que adianta manter um cliente inadimplente?” questiona Fabianny Tavares, analista de negócios da vCS Gestão em Negócios. De acordo com a consultora, a taxa de recuperação de crédito é surpreendente e pode chegar de 30 a 40% nos primeiros meses. “Quem determina o prazo máximo de atraso no pagamento é o empresário. Contudo, ele precisa ficar atento para não prejudicar o equilíbrio financeiro da empresa”, explica Fabianny. A vCS Gestão em Negócios possui mais de 20 soluções empresariais relacionados a todos os segmentos da economia voltado para melhoria da análise de crédito e cobrança. O Scoring, por exemplo, é um histórico de crédito baseado no consumo nos últimos seis meses, que calcula o risco da operação. Outro serviço oferecido pela empresa é a emissão do Certificado Digital, ferramenta imprescindível para as empresas emitirem seus documentos fiscais. Se você empresário deseja melhorar sua análise de crédito e cobrança obtendo melhores resultados entre em contato pelo telefone e agende um atendimento personalizado pelo o telefone: (32)3217-5259

Av. dos Andradas, nº547 – sala 812, ao lado da Caixa Econômica Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

31


NOTÍCIAS

O FUTURO DOS NEGÓCIOS Mudança é a única certeza para qualquer empresa. Não faz muito tempo que surgiu o e-mail e que os celulares se tornaram populares. Entretanto, você consegue pensar na sua vida hoje sem esses recursos tecnológicos? Acredito que não. Então, porque não usar essas tecnologias a favor do seu negócio? Segundo a pesquisa “Presença das MPEs na Internet” realizada pelo Sebrae, 48% dos empresas nunca ou raramente aproveitam a rede para fazer negócios, embora 60% delas tenham acesso a banda larga e utilizem a internet como fonte de informação. Outros estudos apontam que o Brasil é a sétima maior audiência da internet e o maior mercado na América Latina, com 52,3 milhões de e-consumidores. De acordo com o presidente da Web Consult, empresa de inteligência digital, Leonardo Bortoletto, em entrevista concedida a Revista VIVER, as classes C, D e E, somadas, representam mais de 50% do consumo do comércio eletrônico nacional. Para ele, a maior vantagem de fazer uma campanha no mundo digital é a possibilidade de quantificar e mensurar os resultados. “Na televisão, o espectador é apenas um número. Já a internet permite que a empresa conheça que é seu cliente e tenha um relacionamento individual com ele”.

Então, que motivos justificariam o medo dos empresários em investir num mercado tão promissor como este? A primeira resposta que nos vem à mente é o medo da mudança, mas a questão é bem mais complexa. Para Edison Martins, gerente de projetos da XD Comunicação, a falta de informação e desconhecimento da ferramenta são os principais problemas a serem enfrentados. “Acredito também que, esse percentual obtido pela pesquisa do Sebrae, é devido a própria visão dos diretores das empresas, que por vezes são tradicionais. Ser tradicional não é errado, porém quem

32 Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

dirige uma empresa, precisa enxergar ou ser assessorado por profissionais que estejam a par de todas as novidades para melhorar o rendimento da empresa”, afirma. Outro desafio a ser superado é o amadorismo. A concorrência dos chamados “sobrinhos” é grande. Estes são pessoas da família que se aventuram no mercado, prometendo resultados a baixo custo, mas sem a devida qualificação. “Muitas vezes, isso gera frustração e desconfiança em relação aos projetos voltados para a internet, pois o empresário não recebe os resultados prometidos. Boa parte dos pequenos e médios empresários tem uma história para de um site que nunca ficou pronto, de uma campanha que consumiu dinheiro e não trouxe retorno, entre outros. É preciso entender que formar um profissional de internet leva tempo e consome recursos, por isso, o preço de um profissional não se compara a de um sobrinho”, declara Holger José Xavier Jr, diretor da IP Conteúdo. Existem diferentes opções para trabalhar com a internet. O e-mail marketing, por exemplo, é uma das formas mais conhecidas e eficientes utilizadas por micro, pequenas, médias e grandes empresas. Outra opção são as mídias sociais, excelente canal para o relacionamento com os clientes. Links patrocinados também é uma ótima opção para quem tem pouco recurso e quer trabalhar com um público segmentado. Nele, o empresário define quanto quer investir, por quanto tempo e quem participará da campanha. Assim, o investimento depende do segmento e, principalmente, dos resultados que a empresa pretende alcançar. O certo é que ainda há muito que se fazer e explorar no mercado digital. Por isso, a empresa que não conta com um profissional de internet qualificado, deve procurar uma agência especializada a fim de gerar resultados de forma correta, aumentando o faturamento e estreitando o relacionamento com os clientes.


PUBLICIDADE OPEN

Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

33


NOTÍCIAS

Como a ETIQUETA CORPORATIVA Pode AJUDAR no RELACIONAMENTO PROFISSIONAL? A etiqueta corporativa, também conhecida como etiqueta empresarial, é um conjunto de orientações que visam o bom relacionamento no ambiente de trabalho. Seu objetivo é reduzir, ao máximo, os conflitos, preconceitos, atritos, dúvidas, suspeitas e mal entendidos dentro de uma empresa. Ser educado, saber se comportar de acordo com a situação, seguir convenções sociais, preceitos éticos e regras internas são um bom começo para quem quer alcançar o sucesso profissional. Segundo um estudo produzido pela universidade americana Harvard, dois terços das demissões ocorridas nas empresas são causadas por dificuldades de relacionamento com colegas e/ou superiores. Isso significa que, na maioria das vezes, ter um bom relacionamento conta mais que ter um bom desempenho no trabalho. Normalmente, nas grandes corporações, as regras de convivência são mais claras, pois existe um código de conduta pré-estabelecido. Porém, nas pequenas e médias empresas, cabe aos gestores repassar as orientações de convívio para seus colaboradores. De acordo com a consultora de etiqueta empresarial, Lícia Egger Moellwald, o momento ideal para passar ao colaborador as regras de conduta da empresa é na hora da sua contratação. “Todo colaborador recém contratado

deve entrar em contato com o código de conduta da organização. Caso a empresa não tenha o mesmo por escrito, é importante que o responsável pela contratação passe detalhadamente o que é esperado não só a respeito do trabalho prático, mas também os valores, os princípios éticos e a política de conduta da empresa”. Para o professor da Faculdade IBS/Fundação Getúlio Vargas, Carlos Frederico Habel, ética, profissionalismo e respeito nunca podem ser esquecidos no dia a dia das empresas. “O maior desafio no ambiente de trabalho é racionalizar o fato tratado para que este seja abordado de forma imparcial, a fim de que o resultado obtido seja coerente e justo”. Ainda segundo Carlos Frederico é possível ter momentos descontraídos em ambientes formais. “Neste caso, deve-se ter cuidado para não confundir a informalidade com a falta de profissionalismo”. Uma das maiores dúvidas relacionadas à etiqueta empresarial se refere ao comportamento adequado para reuniões empresariais, dentro ou fora das empresas. Dependendo da situação, uma “gafe” pode comprometer o resultado esperado para aquele encontro.

s:

Assim, ficam as dica

a conversa com a •Nunca comece um de bra de mim? Isso po frase: Você se lem ; oa ediato a outra pess constranger de im modo adequado ao •Apresente-se de ambiente; es; , gírias e/ou palavrõ •Nunca use clichês ntos negativos; •Evite falar de assu das e negócios; •Não misture bebi ia; caso de emergênc •Só use o celular em m de sua voz; •Fique atento a to de e brincadeiras fora •Evite fazer piadas ocasião; dos ou complete a fala •Não interrompa outros; mãos cartões de •Tenha sempre em visita.

34 Conexão Comércio - Nov/Dez 2013


NOTÍCIAS

É preciso ter cuidado também com a troca de mensagens por e-mail ou nas redes sociais. “Acredito que o principal erro cometido é o fato de pensarmos que no ambiente digital somos todos amigos e conhecidos, e acabamos por deixar de lado as regras de etiqueta e até mesmo hierarquia”, lembra Carlos. Para evitar problemas e constrangimentos no ambiente virtual, confira ao lado algumas dicas: Assim, atitudes positivas são determinantes para o desenvolvimento de um ambiente saudável e harmônico entre as chefias e seus subordinados, colegas, clientes e fornecedores. Lembre-se que a etiqueta empresarial anda ao lado do marketing pessoal.

•Nunca envie e-m ails antes de fazer uma revisão ortográfica e form atação do texto; •Não escreva men sagem em caixa alt a (todas as letras maiúsculas); •Não encaminhe e-mails tipo “corre nte” para todos os seus contat os; •Evite replicar e-m ail com piadas, op iniões políticas, jogos ou men sagens em Power Point; •Não envie arquivo s anexos muito gran des; •Utilize os pronom es de tratamento adequados; •Não demore mais de 24h para respon der um e-mail.

pRINCIpAIS ERROS COMETIDOS NO AMBIENTE CORpORATIvO • ATRASOS: Independentemente dos minutos, o atraso a compromisso pré-agendado é sempre uma falta de respeito com a outra pessoa. Então, quando isso acontecer, ligue avisando que vai demorar mais que o previsto. • NÃO TIRAR OS OLHOS DO CELULAR: Se for para uma reunião, esteja realmente atento a ela. Se precisar resolver algum problema de emergência, sai da sala para usar o celular. • BRINCADEIRAS PRECONCEITUOSAS: Brincadeira ou piadas preconceituosas são dispensáveis em qualquer ambiente e ocasião. • DAR BRONCAS NA FRENTE DE TERCEIROS: É desagradável chamar a atenção de uma pessoa na frente dos outros, principalmente quando o tom de voz é alto. Isso constrange a todos que estão no ambiente, envolvidos ou não com a situação. Conversar é sempre a melhor forma para resolver os problemas. • INTERROMPER REUNIÕES: Só faça isso quando não tiver alternativa e, quando fizer, seja sutil e discreto. • PRESSIONAR: É claro que, às vezes, é necessário pressionar outra pessoa para que o trabalho seja realizado dentro do prazo, mas isso não justifica cobrar a cada meia hora. Isso em vez de ajudar acaba atrapalhando. Para resolver o problema, mostre o quanto é importante o cumprimento de determinado prazo ou tarefa e tenha paciência. • INTERROMPER A CONVERSA DE TERCEIROS: Cortar conversas ou frases de terceiros é sempre uma atitude indelicada. • MANTER OLHARES INDISCRETOS: Trabalho é trabalho e nenhum profissional deve agir assim.

Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

35


NOTÍCIAS

DICAS PaRa MELHORAR o RELACIONAMENTO INTERPESSOAL Quem não quer ser irresistível aos olhos dos outros? Calma, essa não é uma matéria sobre a arte da sedução, mas sim sobre a arte dos relacionamentos. No mundo contemporâneo, o grande segredo para o sucesso, não só no trabalho, mas também na vida, é saber se relacionar com o outro. Por envolver seres humanos, com dúvidas, medos e inseguranças, nem sempre é fácil administrar os relacionamentos. Existem pessoas com grandes dificuldades, até mesmo bloqueios, quando o assunto é o relacionamento. Mesmo aquelas mais extrovertidas, hora ou outra passam por alguma dificuldade. Portanto, podemos afirmar que saber se relacionar com o outro é uma grande desafio. Pequenas mudanças no dia a dia podem mudar significativamente sua imagem dentro de um grupo, seja profissional ou familiar. A primeira dica é mostrar interesse pelas pessoas, demonstrando que aprecia o que elas fazem. Desta forma vão se sentir valorizadas e prestigiadas. O bom humor é sempre bem vindo, pois além de atrair as pessoas, as conquista. Então canalize boas energias. Ouça. Algumas pessoas não desejam conselhos ou soluções para os seus problemas, querem apenas desabafar. Saber ouvir é uma das habilidades mais importantes para o desenvolvimento de um relacionamento saudável. Quando você escuta o desabafo de uma pessoa, cria um vinculo com ela e conquista sua confiança. Divergências e atritos acontecem, mas o impor-

36 Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

tante é não se prender as pequenas coisas e nem ao passado. Quando houver um problema, tenha foco nas causas e nos fatos e não nas pessoas, afinal, quem nunca errou na vida? Outra dica para evitar aborrecimentos é respeitar as diferenças, sem pré-julgamentos sobre religião, classe social, etnia, opção sexual. Fuja de tudo aquilo que possa ser um obstáculo na relação. Deseje as pessoas tudo aquilo que deseja para si mesmo. Busque ser pró-ativo e se mostre disponível quando for preciso. Um agrado não mata e nem machuca ninguém. Portanto, esteja sempre disposto a fazer a diferença de forma positiva na vida das pessoas. Todo líder sabe o valor que um elogio tem para motivar sua equipe. Então, não economize. Reconhecer as qualidades alheias faz com que as pessoas se sintam confiantes ao seu lado. E por falar em liderança, para que todos a sua volta compreendam a sua mensagem, desenvolva a linguagem verbal e não-verbal. Às vezes, sem perceber, falamos rápido demais, não transmitimos de forma clara as ideias, interrompemos a fala dos outros o tempo todo, enfim, fazemos tudo errado. Busque o autocontrole, para que os sentimentos não atropelem a razão. Seja o primeiro a reconhecer o seu erro. As pessoas valorizam mais as atitudes que as palavras. Por fim, seja gentil e generoso, compartilhe com os outros seus êxitos, pois ninguém vence sozinho. Fonte: 20 dicas poderosas para você se relacionar melhor com as pessoas, por Pablo de Paula.


PUBLICIDADE OLIVEIRA MATA

Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

37


ARTIGO

Guilherme ventura Economista, mestre em economia pela PUC-RJ e consultor empresarial

CoLoCando SEU 13º SALÁRIO PaRa TRaBaLHaR PaRa VOCÊ Aproxima-se o final do ano. Época de avaliarmos o ano de 2013 e pensarmos sobre os planos para 2014. Naturalmente, todos nós experimentamos coisas boas e ruins. Nosso desafio agora é colher os benefícios dos acertos que, sem dúvida, suplantam os malefícios dos erros e, sempre, seguir em frente. Este raciocínio vale também para nossos hábitos e para nossas finanças pessoais. Que tal pensarmos sobre bons hábitos sobre nosso 13º salário? Do ponto de vista do acúmulo de recursos que irão contribuir para um futuro mais tranquilo, temos dois desafios. Em primeiro lugar, é necessário conseguir poupar uma parte da renda que obtive-

38 Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

mos. O segundo desafio é conseguir aplicar estes recursos com o objetivo de se acumularem ao longo do tempo. Mas, afinal, como podemos colocar o 13º para trabalhar para nós? A resposta está na mecânica da acumulação dos juros sobre juros, uma alavanca e tanto disponível para aqueles que vão buscar superar os dois desafios: poupar e investir. Imagine que o trabalhador adquiriu o bom hábito de poupar parte do 13º salário para acumular para o futuro e consiga investir em ativos que se valorizem 1% ao mês, líquidos após impostos. Vamos imaginar que este trabalhador se programe para acumular por 25 anos. A cada R$ 1,00 real poupado e investido do 13º se transformará em R$ 166,93 ao final dos 25 anos. Ou seja, se conseguirmos poupar R$ 1.000,00 a preços de hoje, pelos próximos 25 anos, estes R$ 25.000,00 se transformarão em R$ 166.930,00. Bela alavanca, não é mesmo? É claro que esta lógica não vai funcionar se estivermos carregando dívidas altas para o longo prazo também. Daí a importância de sair das dívidas muito onerosas primeiro, pois as dívidas podem fazer um estrago muito grande no orçamento, sobretudo aquelas como rotativo do cartão de crédito e cheque especial. Assim, o 13º significa uma oportunidade de diminuir a exposição a estas dívidas e então passar a carregar menos juros para os meses seguintes. E como fazer para que o orçamento não se complique ao longo de 2014? Certamente, o consumo consciente (lembra-se dos bons hábitos?) vai ajudar muito. Isto significa comprar através de comparações de preços, fugindo aos impulsos que acarretarão apenas uma satisfação momentânea, mas que levarão ao acúmulo de produtos dispensáveis e um aperto no orçamento. Este final do ano de 2013 pode significar o início de uma nova fase. Podemos começar a utilizar o 13º para fazer uma “bola de neve” a nosso favor.


Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

39


AÇÕES DEE Representatividade

Crédito: Divulgação Sindicomércio-JF

VICE PRESIDENTE DA FECOMÉRCIO PARTICIPA DA SOLENIDADE DA MEDALHA SANTOS DUMONT 2013

O presidente do Sindicomércio e vice-presidente da FECOMÉRCIO-MG, Emerson Beloti, esteve em Santos Dumont, representando o presidente do Sistema FECOMÉRCIO/SESC/SENAC, Lázaro Luiz Gonzaga na entrega da Medalha Santos Dumont 2013, na cidade de Santos Dumont. Na cerimônia, realizada no último dia 25 de outubro, na Fazenda Cabangu, local onde nasceu o patrono da Força Aérea Brasileira, foi presidida pelo governador do estado, Antônio Anastasia.

Cento e vinte três pessoas e instituições, entre elas empresários, políticos, secretários de Estado, militares, professores e artistas foram agraciadas. A Medalha “Mérito Santos-Dumont”, criada em 1956, é uma condecoração concedida pelo Governo de Minas, a pessoas e entidades que tenham contribuído para o desenvolvimento e o progresso de Minas Gerais e do país.

SINDICOMÉRCIO CONFIRMA SUA PARTICIPAÇÃO NO CONSELHO ADMINISTRATIVO DO PROCON-JF Crédito: Divulgação Sindicomércio-JF

Em solenidade presidida pelo vice-prefeito Sérgio Rodrigues, que representou o prefeito Bruno Siqueira, Alexandre Tassi Brugiolo, diretor, e Sergio Costa, superintendente, em posse oficial, continuam como representantes do Sindicomércio no Conselho Administrativo do Procon. Nesta mesma ocasião, o atual secretário de Desenvolvimento Social, Flávio Cheker, tomou posse da presidência do Conselho. Estará ao seu lado nos dois próximos anos de mandato, como seu secretário, o superintendente do Procon, Nilson Ferreira Neto. O Conselho tem a finalidade de controlar a gestão da procuradoria de proteção e defesa do consumidor, zelar pelo cumprimento de suas metas de qualidade na prestação de serviços ao consumidor e, ainda, pela transparência de suas contas.

40 Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

Sergio Costa (superintendente do Sindicomércio), Nilson Ferreira Neto (superintendente do PROCON-JF), Flávio Cheker (secretário de Desenvolvimento Social da PJF) e Alexandre Tassi Brugiolo (tesoreiro do Sindicomércio)


NOTÍCIAS

PUBLICIDADE FOGOS NICOLINO

Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

41


Crédito: Divulgação Sindicomércio-JF

Ações de representatividade

José de Souza Belém, Marcelo Sepúlveda, Carlos Henrique Martins, Emerson Beloti, Nício Garcia, José Carlos e Sergio Costa.

SINDICOMÉRCIO JF VISITA O SINDILOJAS-RJ O presidente Emerson Beloti, acompanhado dos diretores Nício Fortes Garcia e Marcelo Sepúlveda, mais o superintendente Sergio Costa, em visita ao Sindilojas Rio de Janeiro, foram recebidos pelo superintendente Carlos Henrique Martins, José de Souza Belém, geren-

te geral, e José Carlos Pereira Filho, gerente comercial, quando, numa reunião proveitosa, puderam conhecer os produtos e serviços ofertados aos seus associados, em especial o trabalho desenvolvido na área de segurança e medicina do trabalho.

SECRETÁRIO DE TRANSPORTE REÚNE COM DIRETORIA DO SINDICOMÉRCIO

ENCERRAMENTO DO CICLO – SEGS 2013

A convite da Diretoria, o secretário Rodrigo Tortoriello visitou a sede do Sindicomércio, onde pode falar sobre assuntos que preocupam aos empresários do comércio, como área e horário de carga e descarga, principalmente sobre o transporte de materiais inflamáveis em motos, por conta de recente resolução do Conselho Nacional de Trânsito. O presidente Emerson Beloti conduziu os assuntos de um modo geral, passando o assunto específico, transporte de cargas inflamáveis em motos, ao vice-presidente Rui Mussel. Crédito: Divulgação Sindicomércio-JF

Diretoria do Sindicomércio junto com o advogado Rubens Andrade e o secretário de Transportes da PJF, Rodrigo Tortoriello

42 Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

O Sindicomércio Juiz de Fora participou do encerramento do Ciclo – Segs 2013, evento que aconteceu no SENAC, em Belo Horizonte, oportunidade em que o superintendente Sergio Costa apresentou trabalho sobre produtos e serviços ofertados a seus associados. O encontro, encerrado com a palestra “Formação de Líderes Gerenciais”, ministrada pelo assessor da CNC, Leonardo Fonseca, foi oportunidade para entrega do certificado pela participação no SEGS Nível 2, como entidade “Rumo à Excelência na Gestão Sindical”. Crédito: Divulgação Sindicomércio-JF

Leonardo (CNC), Michelle, Sergio, Flávia, Rosilene e Lúcia


Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

43


HISTÓRIA DOS

ASSOCIADOS

Mercado Sul Americano Com mais de 70 anos de história, o Mercado Sul Americano se orgulha em ser uma das empresas mais antigas de Juiz de Fora. Num tempo onde não havia grandes redes de supermercados e as vendas eram anotadas em cadernetas, o Mercado Sul Americano se destacava na cidade. “O negócio começou com o meu pai, Juvenaldo Ghedin. Na época, o mercado ficava na Av. Getúlio Vargas. Comecei a trabalhar muito nova, era criança quando atendi meus primeiros clientes. Toda a família seguiu os passos do meu pai. Eu e meus irmãos nascemos para ser comerciantes”, recorda a proprietária Marilene Ghedin Servidei. Anos mais tarde, com o pai adoentado, Marilene e seu marido, Domingos Ernesto Servidei, decidiram assumir o negócio da família. “Em 1962 compramos o mercado, e deste então, trabalhamos muito para fazê-lo prosperar. Compramos uma loja de cada vez. Nesta época, o mercado já era neste ponto (Rua Halfeld – parte baixa). Vimos tudo o que está a nossa volta nascer e se desenvolver. São muitos anos e para conquistar tudo o que temos, foi preciso se adaptar”. Segundo a empresária, no início, o varejo era forte, mas com a chegada dos grandes supermercados, o negócio mudou o seu foco. Hoje a principal fonte de receita está na venda de produtos alimentícios para instituições públicas.

44 Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

“As pessoas vêm aqui porque querem ser bem atendidas. Temos tudo que um grande mercado tem: alimentos perecíveis e não-perecíveis, hortifruti fresco, congelados, bebidas, produtos de higiene pessoal e de limpeza, entre outros. A grande diferença é que o cliente não perde tempo na fila. Ele é atendido na hora e nossos vendedores podem ajudá-lo nas suas compras”, afirma a funcionária, Maria Mazarela de Paula, que há 36 anos trabalha no mercado. “Gosto de trabalhar aqui. O lugar é bem tranqüilo e me relaciono bem com os proprietários. Sem dúvida, este é meu lugar”. Para o casal de empresários Marilene e Domingos, atualmente, o maior desafio para o negócio é encontrar um lugar para os clientes estacionarem seus carros. “A maioria das pessoas que chegam para fazer suas compras vem de carro. É um grande transtorno para os clientes encontrar um lugar para estacionar. Nós também temos dificuldade para descarregar as mercadorias. Acredito que esse problema seja comum a muitas lojas”. Independentemente das dificuldades e desafios, o casal que recentemente comemorou bodas de ouro, segue firme e confiante à frente do seu negócio. Crédito: Arquivo Mercado Sul Americano


Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

45


NOvOS

ASSOCIADOS

ANJOS DA GUARDA RUA BRAZ BERNARDINO, 105 – LOJA 155 - CENTRO

Crédito: Divulgação Sindicomércio-JF

Representante de grandes botiques de São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Minas Gerias, a loja Anjos da Guarda está de olho nas tendências do mundo teen. “Nosso foco é o público adolescente, contudo, hoje a roupa do jovem é semelhante às roupas dos adultos. Então, vendemos tanto para as filhas como para as mães”, afirma a empresária Flávia Schmidt Alves Neves. A loja começou com a linha infantil, mas com o passar do tempo o negócio foi se transformando. “A transição foi necessária, pois todo negócio precisa de um foco. Agora atendo apenas o público juvenil. Trabalhamos, principalmente, com roupas de festa e casuais, do tamanho 12 ao 40, mas temos também a linha Premium da All Star, moda praia e bijuterias”. Segundo a empresária, a associação ao Sindicomércio se deu pelos descontos no plano de saúde.

VISUAL VIDROS

Crédito: Divulgação Sindicomércio-JF

RUA CARLOS ALVES, 2B – BONFIM (AO LADO DA IGREJA SANTA RITA)

46 Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

Para trazer estilo e sofisticação as construções, a Visual Vidros é especializada em vidros temperados e espelhos. Cinco vezes mais resistente que o vidro comum, o vidro temperado torna o ambiente mais moderno e clean, otimizando o aproveitamento dos espaços. “A diferença de valor entre o alumínio e o vidro temperado é muito pequena. Na relação custo X benefício, o cliente sempre escolhe o vidro”, explica Josemar de Assis Nascimento, proprietário da loja. Com mais de 15 anos de experiência no segmento, o empresário diz que o diferencial da sua loja está no atendimento. “Tudo é feito sob medida. Então, vamos à casa ou ao estabelecimento do cliente. Hoje o vidro faz parte de todos os ambientes. Fazemos box, portas, espelhos, janelas, fechamento de lojas, vitrines, guarda corpo e telhados”. O motivo de sua associação ao Sindicomércio foi pelas condições especiais do plano de saúde para os associados do sindicato.


NOvOS

ASSOCIADOS

SONHO E SEDUÇÃO RUA BATISTA DE OLIVEIRA, 163 (GALERIA BELLINI) – LOJA 4

Crédito: Divulgação Sindicomércio-JF

Especializada em roupas íntimas femininas e masculinas, atendendo o público adulto e infantil, a loja Sonho e Sedução traz para Juiz de Fora todas as novidades que São Paulo e Nova Friburgo têm no setor. A empresária Maria Leonídia da Silva diz que quinzenalmente viaja para trazer produtos novos para sua loja. “No meu segmento, o que conta é a variedade, pois as clientes querem sempre novidades. Além de lingerie, trabalho também com pijamas”. São quatro anos em um mercado altamente competitivo. Para atrair as clientes, Maria Leonídia faz panfletagem, mas o principal meio de divulgação é o boca a boca. “Acredito que o atendimento é o nosso diferencial, pois quando a cliente sai satisfeita, ela nos indica para as amigas”. Segundo a empresária, a recente associação ao Sindicomércio se deu pelas vantagens no plano de saúde. “O desconto é muito bom, não pude deixar de aproveitar esta oportunidade”.

GUIMAS PEÇAS

A Guimas Peças é uma empresa familiar que desde 1974 está no mercado de peças e acessórios para eletrodomésticos e artigos para o lar. A loja começou na Rua Mister Moore, próximo a Av. Getúlio Vargas, mas há 20 anos está no nº 163 da mesma rua. “Hoje, existem poucas empresas como nós, que tem tradição e um ponto privilegiado no centro. Nossa clientela é antiga, contudo, novos clientes estão chegando, pois os pais trazem seus filhos. As pessoas chegam aqui procurando um item específico, mas sempre levam vários”, afirmam Ana Paula Pinheiro Fernandes e sua mãe Léia Muniz Pinheiro, proprietárias da loja. De acordo com Ana Paula, a associação ao Sindicomércio se deu pela diferença no valor do plano de saúde. Porém a empresária já contava com o desconto no colégio do filho. “A diferença é muito grande, o que gera uma boa economia no final do mês”, destaca.

Crédito: Divulgação Sindicomércio-JF

RUA MISTER MOORE, 163 – CENTRO

Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

47


ESpAÇO

SAÚDE

Quem no fim de ano não exagera, pelo menos um pouquinho, na alimentação? Com uma ceia farta sob mesa, não dá para resistir à tentação. O problema é a famosa ressaca do dia seguinte, causada pelo excesso de bebidas alcoólicas e gorduras que atacam o fígado e, pelo abuso na ingestão de açúcares, que causam gases. Desânimo, náuseas, dores de cabeça, distensão abdominal, azia, constipação e diarréia também são sintomas bem conhecidos de uma alimentação desregrada. Mas você sabe como evitá-los? A nutricionista Christiane Almeida Rodrigues nos ensina: “O ideal é não ingerir bebida alcoólica com estômago vazio e beber água nos intervalos, isso evita a desidratação provocada pelo álcool. No dia seguinte, dê preferência a alimentos leves como saladas e carnes magras e continue bebendo muita água e sucos não diuréticos”. A nutricionista funcional, Mariléia Ragone, acrescenta: “Aliada a uma boa hidratação, a atividade física ajuda a eliminar as toxinas do corpo. Portanto, faça algum tipo de exercício, mesmo que leve, como a caminhada”. Como a moda são os sucos detox, veja abaixo quais ingredientes que, segundo Mariléia, não podem faltar.

promessa nº 1: Dieta Depois dos abusos de fim de ano, vem o “peso na consciência” e a primeira promessa: começar o ano fazendo uma dieta. A regra geral é ingerir mais água e fibras, evitar o sal e fazer atividade física. Aqui a dica é: “Antes de começar uma dieta, procure um endocrinologista para fazer um check-up e um nutricionista para montar um cardápio saudável de acordo com as suas preferências e necessidades. Como os exercícios físicos são tão importantes quanto à reeducação alimentar, procure um profissional de educação física an-

48 Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

tes de começar qualquer atividade, pois ele fará uma avaliação do seu condicionamento físico, bem como irá orientá-lo qual é o melhor exercício”, conclui Christiane.

Uma ceia mais saudável Diante de tantas opções e receitas caseiras também é possível fazer uma ceia mais saudável substituindo e/ou acrescentando alguns ingredientes e pratos. Veja o cardápio desenvolvido pela nutricionista Christiane. “No arroz, por exemplo, acrescente castanhas picadas, que são ricas em selênio e vitamina E. Escolha carnes magras como o peru, mas se você prefere as aves temperadas, retire toda gordura aparente e pele. Substitua a maionese e o salpicão por saladas bem coloridas e variadas. Alimentos frescos e da época são a melhor opção, pois as conservas aumentam muito o teor de sódio. Para sobremesa, sirva frutas”.


ações de representatividade

PUBLICIDADE TECOL

Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

49


COMpORTAMENTO

A cada ano que se inicia é preciso estar motivado e preparado para as novas conquistas. Ao fazer uma retrospectiva sobre o ano que se passou, temos a chance de aprender com os nossos erros, mas para a psicóloga Leila Cristina Abrahão, o mais importante é celebrar as vitórias. “Neste momento, precisamos ter um olhar mais generoso sobre nós mesmos. Não adianta chorar pelo leite derramado. Temos que focar naquilo que estar por vir”. As realizações são fruto da harmonia entre o lado pessoal e o lado profissional, então, o início de ano é uma grande oportunidade para estabelecer metas. “O ser humano não é feito só para o trabalho. É claro, que devemos dar a ele a devida importância, pois é a fonte do nosso sustento. Contudo, é preciso assumir um compromisso com outras áreas como a saúde, a família, o social e a fé. Está é a chance para mudar, se reposicionar na vida”, ressalta a coach executiva, Elizabeth Soares. Leila Abrahão desafia: “Que tal começar o ano investindo em si mesmo? Permita-se viver e fazer coisas diferentes, saia da rotina, busque novos conhecimentos. Sempre há algum lugar que desejamos conhecer, não é mesmo?”

50 Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

E a empresa, como começar com força total? No mundo empresarial, 2014 começa muito antes do dia 1º de janeiro. Já no princípio de dezembro algumas empresas começam a definir seu planejamento estratégico, com metas e objetivos a serem alcançados ao longo do próximo ano. De acordo com Elizabeth, a principal meta a ser perseguida por uma organização é a melhoria contínua da comunicação entre os seus departamentos. “O sucesso de uma empresa depende do alinhamento de seus colaboradores. Só há resultados quando existe um objetivo comum”. Segundo ela, as confraternizações de fim de ano são excelentes oportunidades para promover o engajamento da equipe. “Um encontro como este não pode ser apenas para comer e jogar conversa fora. O empresário deve enaltecer as conquistas da equipe, destacando os pontos positivos. Dinâmicas em grupo são sempre bem vindas e, ao final, uma palavra de motivação”. Para os profissionais, Elizabeth aconselha a traçar planos de curto, médio e longo prazo. “É preciso começar o ano sabendo para onde estamos indo e o que estamos buscando. Ter uma postura proativa faz toda diferença. Como o cenário e o contexto podem mudar, a dica é anotar as metas, para que elas não se percam no dia a dia. Quando unimos metas alcançáveis a uma boa dose de organização, a chance de sucesso são maiores”.


Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

51


MOTIvACIONAL

Sergio Costa de paula Superintendente do Sindicomércio-JF

ano novo...

Vida Nova!

É sempre assim, a cada início de novo ano promessas de mudanças. Pensamos em tudo que vivemos e fizemos durante o ano que passou e, como se pudéssemos fazer tudo de novo, acreditando poder fazer tudo diferente, imaginamos que o tempo possa voltar atrás. Me lembro bem de uma mensagem, de autoria de Henry Sobel, que até há algum tempo me fazia refletir: “A matemática da vida não é tão simples. Cada soma também é uma subtração. Quando somamos mais um ano àqueles que já vivemos, subtraímos um ano daqueles que nos restam viver.” Na verdade, esta é uma mensagem muito materialista. “O tempo passa, o tempo voa”, dizia o jargão, para aqueles que não têm objetivos, não têm planejamento para sua vida. Acredito que definir razões de bem viver, criar espaços para si mesmo, com perspectivas positivas para a sua existência, compreendendo a parte física (mais saúde e maior disposição para o trabalho), a emocional (nos relacionamentos pessoais e profissionais), a mental (com o aprimoramento intelectual e do conhecimento), a espiritual (na maior dimensão da sua fé) e a financeira, que para muitos é a única disposição, (conseqüência das perspectivas anteriores), é possível chegar, sim, ao final de um ano somando mais qualidade de vida, mais motivação para

52 Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

uma nova época, mais razões para viver bem e melhor, diminuindo as dificuldades comuns no trabalho e na vida familiar, a intolerância, a incompreensão, o egoísmo, o orgulho. Tem pessoas que planejam o tempo todo – negócios, passeios, finanças, mas se esquecem de promover o seu próprio planejamento, o olhar para si mesmo – o que facilitará o alcance de resultados mais positivos para sua vida. É preciso cuidar dos aspectos que dizem respeito ao corpo, à mente e à alma. Viver bem é estar bem consigo mesmo. Mesmo que as metas sejam ambiciosas, elas serão alcançadas numa forte razão, numa força interior, de modo que as dificuldades parecerão pequenas e os obstáculos perfeitamente transponíveis. Agir, fazer, errar, aprender, são situações que fazem as diferenças no caminho do sucesso para muitas pessoas. Sem ação, não há resultados. Sem fazer, não se alcança o desejado. Se errar, admita seus próprios erros, perdoando a si mesmo, antes de tudo. Aprender é voltar e fazer tudo de novo, se for preciso.


PUBLICIDADE GRテ:ICA

Conexテ」o Comテゥrcio - Nov/Dez 2013

53


Conexão Comércio - Nov/Dez 2013

54



Revista 13