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SAÚDE CONECTADO

Ano 1 Número 1 Abril de 2012

APM-Jaú faz congresso e abaixo-assinado

Jaú é de fato um centro médico?

Cirurgião plástico analisa polêmica das próteses Rotina nunca mais: pratique academia Dentista de Jaú, dentista do mundo Precocidade no sexo: saiba os motivos

Médicos ‘invadem’ postos de comando na política

Deputado fala em fechar Santas Casas

DR. ABDALA ATIQUE SECRETÁRIO DA SAÚDE DE JAÚ


EXPEDIENTE

AO LEITOR conectadosaude@gmail.com

(14) 3032-6383 DIRETORES Adriana Bueno e Paulo César Grange

JORNALISTA RESPONSÁVEL Paulo César Grange (MTB/SP nº 22.931) redacaoconectado@gmail.com - Fone: (14) 9752-9286 DIRETORA COMERCIAL Adriana Bueno (MTB/SP nº 56.889) comercialconectado@gmail.com Fone: (14) 9772-4560 FOTOS Luis R. Fonseca (colaboração) - Luiz C. Oliveira (colaboração) Ricardo Grossi ( FOTO CAPA) - Paulo C. Grange - Adriana Bueno COLABORADORES Reginaldo Tech, João de Moraes Prado Neto, Luis Felipe Moraes Prado e Karoline França Pinto Departamento Comercial comercialconectado@gmail.com Distribuição regional gratuita: Clínicas médicas e odontológicas, clínicas de beleza e estética, academias, órgãos públicos, profissionais liberais, hospitais, faculdades Cidades: Jaú, Bauru, Barra Bonita Bariri, Bocaina, Botucatu, Dois Córregos, Itapuí, Brotas, Torrinha, Pederneiras . Impressão: Tiliform - Bauru – SP Publicação Millenium Comunicações Rua Pedro Ronchesel, 61- Jardim Bela Vista Jaú – São Paulo – CEP 17.208-640 CNPJ nº 05.078.665/0001-31 Esta revista aceita, para fins de publicação, artigos científicos originais e inéditos que apresentem afinidade com o tema saúde, beleza e bem-estar. É de responsabilidade exclusiva dos autores o conteúdo dos artigos publicados

O importante é a saúde Quantas vezes ouvimos a frase “o importante é ter saúde” e levamos na brincadeira, sem avaliar de fato o que significa ser saudável. Normalmente só se valoriza a saúde quando a perdemos e alguma doença chega para nós ou para alguém da família. Buscar a saúde e a qualidade de vida sempre. Esse é o lema da Conectado Saúde, revista que nasce para promover o bem-estar e a qualidade de vida. Uma revista que aborda temas de interesses de pacientes e de médicos, de cidadãos e dos profissionais da área de saúde. Em suma, queremos contribuir para promover o bem estar biofísico, mental, emocional e espiritual. É uma revista para quem valoriza a saúde, seja ela profissional da área ou cidadão que preza viver bem. Temos por finalidade divulgar eventos, projetos, serviços e profissionais que se destaquem na área de saúde. Vamos nos pautar por dicas de como curtir a vida de forma saudável até descobertas cientificas e ressaltar iniciativas e personalidades que se destacam. Conecte-se na Saúde!


Especial

Centro médico, centro Divulgação

Três hospitais de referência, dezenas de clínicas médicas de ponta, cirurgiões dentistas renomados, 19ª cidade do Estado com mais médicos por habitante... Isso é Jaú

Ministro alexandre padilha (à esq,) em visita à santa casa de jaú; prefeito franceschi recepciona político

Em que pese as infindáveis críticas de fila em pronto-socorro, falta de determinados medicamentos nos postos de saúde, demora para agendamento de consultas e outras queixas da população, Jaú ainda se considera um centro de referência quando o assunto é saúde. Alguns números mostram essa vocação da cidade no setor. Queira ou não, a cidade está bem conceituada quando se fala em profissionais médicos, dentistas e correlatos da área de saúde, como fisioterapeutas, psicólogos, enfermeiros... Em termos de médicos, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) informa que a cidade possui 327 profissionais, o que daria um doutor para cada 400 habitantes – bem acima do que preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS), ou seja, de um médico para cada mil pessoas. Em relação a cirurgião-dentista, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) registra 200 na cidade – ou seja, 653 por habitante, ante o recomendado pela OMS, que é de 1,5 mil. O presidente da Regional de Jaú da Associação Paulista de Medicina (APM), Paulo Mattar, fala dos grandes profis4 CONECTADO SAÚDE

sionais doutores que Jaú têm para destacar que “Jaú sempre foi centro médico de referência”. Segundo ele, a cidade “tem grandes diplomas médicos de faculdades como USP, Unifesp, UNESP... São diplomas de qualidade. Então a cidade sempre foi referência da região próxima e de mais distantes. E continua sendo, porque a qualidade aqui é boa.” Jaú possui um hospital referência no tratamento do câncer (Hospital Amaral Carvalho), a Santa Casa e seu atendimento de urgência e emergência de média e alta complexidade e ainda a Rede Lucy Montoro, de reabilitação de deficientes, como também o Hospital Thereza Perlatti, especialista em tratamento psiquiátrico. Possui mais do que o dobro dos padrões da OMS de médicos e dentistas. Tudo isso faz da cidade um centro de referência quando o assunto é saúde.

Excelência - Opinião parecida tem o secretário municipal de Saúde, Abdala Atique: “Desde quando eu era criança, quando morava em Barretos, já se ouvia falar de Jaú como excelência em centro médico, inclusive para pro-

fessores de faculdades de medicina. Jaú sempre foi referência, é um centro médico com tantas áreas importantes“. “Quando cheguei a Jaú fiquei impressionado. A cidade recebia pacientes até de São Paulo, Campinas... as pessoas procuravam a cidade que era referência”, lembra o secretário, que chegou a Jaú para trabalhar no início de 1972. “No Brasil poucas cidades têm hospitais como o Amaral Carvalho”, diz o secretário, citando São Paulo e Barretos como outras que possuem referência pública do setor, e ainda Ribeirão Preto, que tem faculdades e é um centro de tratamento. “O Hospital Thereza Perlatti é referência estadual. E temos também a Santa Casa, que é uma referência para todas as cidades da região. Não só para região, já que vêm pacientes de muitas outras cidades para operar e fazer tratamento no hospital.” “Temos cerca de 400 médicos em Jaú”, diz ele, citando números da Prefeitura, que aponta 371 profissionais – 44 acima dos números do Cremesp, que admite não ter o cadastro integral de parte dos médicos do Estado. “Temos praticamente todas as especiali-


da saúde dades. Jaú sempre foi e continua sendo atrativa para profissionais de outras regiões. Uma das carências da cidade é a cirurgia cardíaca; outra é o transplante renal, diz o médico. “Foram feitas tratativas para conseguir isso para Jaú. A Santa Casa abriu a hemodinâmica, que é o primeiro passo para a cirurgia cardíaca.” Atique sonha ver em Jaú uma faculdade de medicina, lembrando que a cidade já tem enfermagem e psicologia e estuda criar uma de educação física. “Jaú mereceria uma faculdade de medicina pelo potencial de médicos que temos na cidade”.

Tudo em Bauru - Ele nega que Jaú seja dependente de Bauru no setor médico. “O grande problema significa financiamento da saúde. De acordo com a política de saúde do Estado nós somos obrigados a encaminhar pacientes para cidades onde são alocados esses recursos públicos. Jaú perdeu muito com a abertura do Hospital Estadual de Bauru. Antes, o pessoal de Bauru vinha mais para Jaú do que de Jaú para Bauru.” Para Abdala Atique, “a política de saúde do Estado é centralizar em cidades maiores os aportes de recursos, então, Jaú perdeu com isso, mas podemos fazer todo tipo de cirurgia na Santa Casa”. E prossegue: “Do ponto de vista político e financeiro, tudo foi para Bauru e temos de mandar alguns casos para Bauru. Nós não nos sentimos confortáveis com isso não, como gestor é muito desconfortável ter de transferir pacientes quando se sabe que pode resolver o problema aqui na cidade. Temos estrutura física de funcionamento e de material humano para fazer tudo em Jaú”, garante o secretário de Saúde.

Atique em tópicos Política “Não sou político, não sou candidato a vereador, prefeito, deputado. Não sou candidato a nada. Entrei pra ajudar a cidade que me deu tudo. Quando cheguei a Jaú não tinha nada. Tive de trabalhar para estudar.” (Atique conta que fez muito plantão na Santa Casa de graça)

Orçamento “O gasto na saúde é muito alto, os medicamentos novos, os equipamentos... a a demanda pela saúde é muito grande e como a população não tem como pagar um plano de saúde tudo recai sobre a Prefeitura.” (A lei estabelece investimento

de 15%; Jaú gasta 28%, segundo Atique, que vê avanços no atual governo, mas que precisa avançar mais no próximo)

Dever do Estado “Hoje, o povo não faz mais pé-de-meia para um momento de emergência. Joga tudo em cima da Prefeitura. Por que? Porque tem lei que fala que saúde é dever do Estado e direito do cidadão. Hoje se vê sobrecarga do sistema de saúde pelo judiciário” (Atique

se refere a ordens judiciais para que o Município compre e entregue medicamentos de alto custo)

CPMF “Não tenho meios para avaliar se o que já arrecadamos para a saúde é pouco e se seria preciso um novo imposto. Sou contra aumento de impostos. Acho que se diminuir gasto com corrupção e desvio de dinheiro não precisaríamos nunca de um novo imposto” (Atique sugere um

redirecionamento maior dos recursos federais, diretamente para os Municípios)

Municipalização “Hoje não estamos estudando 100% a municipalização. No começo o governo manda recursos, mas depois os recursos são insuficientes e sobra para o Município. Com os recursos que eles mandam, não temos como municipalizar a Santa Casa, o Hospital Thereza Perlatti” (Atique explica que seria uma loucura adotar a municipalização total da saúde pública)

Jaú, 19º do Estado Pesquisa sobre a demografia médica do Estado de São Paulo aponta que Jaú é a 19ª cidade com mais médicos entre as 20 cidades com mais de 100 mil habitantes. O índice em Jaú é de 2,49 médicos para cada mil moradores. A cidade está logo à frente de Santo André, a 20ª, que tem índice de 2,44. Os 20 municípios reúnem 75.256 médicos e 17.733.221 habitantes, razão de 4,24 médicos por 1 mil habitantes. A taxa é superior à de países como Suíça, Noruega, Itália e Suécia. A primeira do ranking é Botucatu, com razão de 6,12 e que no mundo só perde para Cuba, onde há 6,39 médicos por 1 mil habitantes. Em termos de Departamento Regional de Saúde, a DRS de Ribeirão Preto, que congrega 26 municípios e uma população de 1.329.266 habitantes, tem 4.212 médicos e a maior razão de médicos por 1 mil habitantes, 3,17. Na Regional de Bauru, com 68 municípios e 1,6 milhão de habitantes, a razão médico/habitante é de 1,69. No outro extremo está o DRS com sede na cidade de Registro, no Vale do Ribeira, com 0,75 médico por 1 mil habitantes. Em entrevista ao site do Cremesp, o presidente do Conselho, Renato Azevedo Júnior, diz que desigualdade regional ocorre por “falta de uma presença forte do governo estadual, de políticas públicas de fortalecimento do SUS e de valorização dos médicos por meio de um plano de carreira estadual”. CONECTADO SAÚDE 5


Odontologia para todos

Dentista de Jaú, dentista do mundo APCD garante diversidade total de tratamentos na odontologia jauense. Vai um “Sorriso de Hollywood” ai?

Danilo mantovanelli, presidente da APCD-Jaú: cursos de qualidade e atendimento social

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O cirurgião-dentista de Jaú concorre em pé de igualdade com profissionais do mundo todo. E está entre os melhores, afinal, o dentista brasileiro é apontado como o melhor. Essa é a avaliação do cirurgião dentista Danilo Mantovanelli Júnior, 45 anos, presidente da APCD-Jaú (Associação Profissional dos Cirurgiões Dentistas – Regional de Jaú). “Temos profissionais de renome na área”. Até mesmo o badalado “Sorriso de Hollywood”, que aparece na mídia como sensação no tratamento estético dental, já é oferecido em Jaú. O “sorriso das estrelas” está ao alcance de qualquer pessoa, informa Mantovanelli, que Paulo César Grange

ao lado de colegas da cidade está credenciado para tal procedimento. Formado há 20 anos, ele preside a entidade no triênio 2010/2013, mas já foi tesoureiro e vice da entidade. Sobre a estrutura oferecida pela, o dirigente diz que “tem muita faculdade que não oferece a estrutura que temos aqui. Estamos bem servidos nesse aspecto”, diz ele, destacando os muitos cursos oferecidos a profissionais da área (gratuitos ou não).

Destreza + estética - Para Mantovanelli, não há concorrência internacional para cirurgiões dentistas do Brasil. “A gente consegue unir a destreza com o senso estético. O americano, por exemplo, não liga muito para a questão estética. No exterior não se tem o refino que o dentista brasileiro consegue ter”. Nesse rol de melhores ele inclui profissionais de Jaú. O Ciosp (Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo) é prova disso quando se transformou no maior evento do setor no mundo, com cerca de 70 mil dentistas inscritos todo ano. Para ser citado como melhor da área, o profissional precisa estar em constante aperfeiçoamento. “Se você ficar seis meses sem se atualizar, o concorrente passa por cima”, compara. Diante disso, a APCD-Jaú promove cursos diversos na área, incluindo endodontia, ortodontia, de implantes e estéticos. Sobre o “Sorriso de Hollywood”, Danilo Mantovanelli Júnior explica que se trata de uma espécie de “placa” colocada sobre os dentes, alterando forma e cor, dando ao paciente o “dente dos


sonhos” de uma hora para outra – após uma consulta inicial é feito o molde, que é enviado para laboratório nos Estados Unidos, onde se faz a peça a ser encaixada sobre os dentes. “É uma técnica que está ai na internet, em programas de TV e temos em Jaú. A oferta está do lado. Não precisa ir para templos maiores”. Até mesmo a aplicação odontológica de botox está disponível. Trata-se de uma técnica para corrigir sorriso “muito alto” ou “sorriso gengival”. Presidente da APCD, Mantovanelli explica que “é um procedimento antes feito só por cirurgião plástico” e que hoje os dentistas já realizam. Também se encontram em consultórios jauenses meios alternativos como hipnose e cromoterapia.

Associado – A APCD-Jaú possui quase 300 sócios de um universo de cerca de 500 profissionais dentistas que atuam na Regional (Jaú e demais cidades vizinhas). São cerca de 200 consultórios só em Jaú. O presidente da associação, Dani-

lo Mantovanelli Júnior, explica que ao associado é oferecida uma série de benefícios, como seguro de responsabilidade de sinistro; departamento jurídico central (APCD), cursos e congressos gratuitos, publicações diversas e convênios. Em breve, a classe vai poder desfrutar de um resort em Avaré, no interior do Estado. Em Jaú, todo mês de agosto, a APCD promove a Jornada Odontológica, com cursos, palestras a ações voltadas para os dentistas e para a população. E, ao longo do ano, disponibiliza cursos gratuitos tanto para os associados como para a população, que é atendida na Escola de Aperfeiçoamento Profissional (EAP). Em abril, por exemplo, começa um curso de implantes. Outro de estética deve começar em junho. Nos planos está ainda um curso de cirurgia. “Existe a possibilidade ainda de oferecermos cursos de especialização aqui na APCD. Estamos analisando os prós e contras. Precisa ter chancela de universidade para ser reconhecido pelo MEC (Ministério da Educação).

APCD-Jaú foi fundada em 1957 A sede atual foi aberta em 1994 A entidade tem 298 sócios 500 profissionais na regional Jornada Odontológica: 29 a 31/08 Cursos profissionais de: ortondontia, implante, estética, endodontia e outros Pessoas atendidas: 200 a 300 / mês

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Medo de dentista já era Paulo César Grange

Escola de aperfeiçoamento da apcd-jaú atende cidadão em projeto social e contribui para a qualificação dos profissionais da região

Paulo César Grange

Paulo César Grange

Função social na EAP A Escola de Aperfeiçoamento Profissional (EAP).da APCD-Jaú chega a atender de 200 a 300 pacientes mensalmente quando está com todos os cursos em atividade. Esse trabalho é social, destinado a cidadãos encaminhados pelos postos de saúde da rede municipal de Saúde. Estudantes também são atendidos. Boa parte do tratamento é gratuita. Em alguns casos o paciente paga apenas o material. Na Jornada Odontológica anual, a APCD visita uma escola e leva escovas, creme dental e informação sobre o ato de escovar os dentes. O presidente da associação, Danilo Mantovanelli, diz que está em estudo a criação de um “escovódromo” na sede, em parceria com a Prefeitura, com capacidade para atender cerca de 120 alunos por semana. “Que8 CONECTADO SAÚDE

remos usar toda nossa estrutura. É uma maneira de retribuir para a população.” “Claro que a gente gostaria de ter uma abrangência muito maior, mas a demanda é muito grande”, diz Mantovanelli, que também atua na saúde pública municipal e vê de perto a necessidade do jauense. Nos cursos da EAP, enquanto os profissionais se aperfeiçoam, a população tem sua boca tratada praticamente de graça.

 SERVIÇO:

APCD-Jaú www.apcdjau.org.br Rua Gumercindo do Amaral Carvalho 70 Jaú / SP - Telefone: (14) 3621-1666

Aquele medo de ir ao dentista ainda existe, mas não é tão intenso como décadas atrás. A geração atual, segundo Danilo Mantovanelli Júnior, é mais consciente dos benefícios de um tratamento dentário. Além disso, a evolução cultural aproxima as pessoas de um consultório. “Tem gente que tem verdadeiro pavor de ir ao dentista”, comenta, citando um paciente com síndrome do pânico que demorou seis sessões para entrar no consultório. “Peço a pacientes que têm filhos pequenos, de dois a três anos de idade, que tragam eles para o consultório para se acostumarem com o ambiente.” Isso tem dado certo. Em alguns casos, crianças dessa idade são atendidas sem a presença dos pais. O medo acaba para quem se familiariza desde cedo com o equipo dental - luzes, motorzinho - e com um dentista mascarado. Antigamente, era comum extrair dentes doentes, o que causava mais traumas ainda ao paciente. “Hoje, só se condena um dente a extração se esgotou todas as possibilidades. Um dente faltando, queira ou não, vai dar problema. A boca precisa de tudo funcionando, como se fosse uma caixa de câmbio, precisa cada dente no seu lugar”, compara o dentista. “Só é desdentado hoje quem quer”, finaliza.


PROFISSIONAIS

Fórum de Defesa da Saúde Paulo César Grange

Encontro em Jaú com presença de Florisval Meinão aborda valorização do médico Anote na agenda: 9 de maio de 2012, 19h30, sede da APM-Jaú. Será neste dia e local que profissionais da saúde vão participar do 12º Fórum Regional de Defesa da Saúde e Valorização do Médico. O evento é realizado pela Associação Paulista de Medicina (APM), cujo presidente estadual vai estar presente, e pela Associação Médica Brasileira (ABM). “Vem o presidente da APM, o médico Florisval Beinão, também participa o chefe da assessoria jurídica”, diz o presidente da APM Regional Jaú, Paulo Mattar. Ele explica que entre os palestrantes no Fórum estará o diretor de Defesa Profissional da APM-SP, João Sobreira de Moura Neto. “É um encontro para toda a região, para profissionais de Jaú, Bauru, Botucatu e cidades vizinhas”, ressalta Mattar. Para participar é preciso fazer inscrição on-line (gratuita para médicos) no site www. apm.org.br/forumdedefesadasaude/jau ou mediante preenchimento de ficha na entidade. Informações: (11) 31-88-4203 e e-mail vanessa@apm.org.br.

Casa aberta – Paulo Mattar preside a Regional Jaú da APM desde novembro de 2011, com mandato de três anos. Ele diz que o abaixo-assinado para propor lei que aumenta o repasse de verbas para a saúde e o Fórum de Defesa da Saúde são ações que a APM de Jaú têm investido. O médico fala suas propostas são “ntegração da classe e o cuidado com a defesa profissional e da ética médica”. A meta é que a Casa do Médico seja utilizada, de fato, pelos profissionais do setor. “Quero fazer encontros voltados para a comunidade, encontros sociais, culturais, científicos”, diz ele, lembrando que em março, por

Paulo Mattar, presidente da regional de jaú da associação paulista de medicina

ocasião do Dia Internacional da Mulher, a Regional de Jaú promoveu palestras sobre parto humanizado, com o ginecologista e obstetra Bráulio Sanches de Oliveira Zorzella, e sobre prevenção do câncer do colo do útero com a oncoginecologista Lenira Maria Queiroz Mauad, responsável pelo Programa de Prevenção do Câncer de Colo do Útero, do Hospital Amaral Carvalho

SUS - Na opinião do presidente da APM-Jaú, “a ética médica e a defesa profissional foram muito descuidadas até hoje”. Entre as iniciativas da entidade está a busca por qualidade no atendimento e a “queda de braço” com operadoras de planos de saúde, que, segundo ele, chegam a interferir no atendimento do paciente. Para Paulo Mattar, do outro lado está o paciente, que tem suas dificuldades mesmo quando adere à saúde suplementar. Sobre isso, o presidente da APM diz que os planos particulares complementam o atendimento dos cidadãos, tendo em vista que o SUS não dá conta da demanda. “Nesses mais de 20 anos de implantação do Sistema Único de Saúde não vimos ainda a adoção do financiamento apropriado para a saúde pública. A escapatória tem sido a saúde suplementar. Hoje, se não existisse a saúde suplementar, a saúde pública seria um caos.”

Sinal de protesto Entidades médicas agendaram passeata dos médicos em alerta contra a baixa remuneração e as interferências na relação médico-paciente praticadas pelos planos de saúde. O ato público, chamado de Dia Nacional de Advertência, será em 25 de abril, em São Paulo. A forma do protesto foi decidida em encontro no mês de março, quando cartões amarelos foram empunhados por profissionais de medicina de todo o Brasil como símbolo da advertência às operadoras. Osmar Bustos/Divulgação/APM

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Política

Deputado das polêmicas

Qual político teria coragem de sugerir o fechamento de Santa Casa de uma cidade pequena? Quem afirma ser desnecessário instalar postos de saúde em cada bairro? Somente alguém que não liga para questões polêmicas ou que não teme perder votos na urna. No interior paulista, um deputado defende essas questões polêmicas. Pedro Tobias (PSDB), 65 anos, deputado estadual de São Paulo por Bauru, admite que muitas Santas Casas de cidades pequenas são deficitárias porque a legislação as obriga a oferecer uma estrutura além do necessário. Por isso, diz que a saída seria fechá-las, centralizando o atendimento regional em cidades próximas de maior porte.

Desperdício - “Acho que a Saúde tem pouco dinheiro, mas tem muito desperdício. Veja o caso das Santas Casas de cidades pequenas, que sempre querem ajuda. Eu sempre ajudo, mas, analisando sério, não vale a pena”, diz ele. Para ele, a culpa é da legislação. “A exigência é tanta. Os legisladores fazem legislação de primeiro mundo, mas com dinheiro de quinto mundo. Isso chega a inviabilizar uma Santa Casa.” Tobias cita o caso de Itapuí (a 20 km de Jaú), cidade com 11.605 habitantes. “Precisa ter pediatra 24 horas, obstetra 24 horas, enfermeira 24 horas por turno... isso alguém tem de pagar, mas 10 CONECTADO SAÚDE

Adriana Bueno

Pedro Tobias diz que ‘posto de saúde em cada bairro é bobagem’ e entende que Santa Casa de cidade pequena deve ser fechada

Pedro ttobias, único deputado estadual em toda a região

pelo volume de parto que a Santa Casa faz não compensa. Quem vai pagar?”, questiona. “A população fala que não tem dinheiro, a Prefeitura não tem dinheiro...” A sugestão dele é que Itapuí, Bariri e outras cidades de pequeno porte dêem “um novo direcionamento”, como se dedicar ao tratamento de dependentes de drogas e álcool. “Em Itapuí não se faz nem cirurgia de hérnia, nem de adenóide, mas tem muitas despesas fíxas. O problema lá é falta de cirurgião.”

X da questão O deputado bauruense e que é bem votado em todas as cidades da região, inclusive Itapuí, Bariri e Jaú, diz que “O xis da questão é a tabela do SUS (Sistema Único de Saúde)”. Por conta dos valores pagos, baixos, segundo todo mundo da área, “vai chegar um ponto em que todas as Santas Casas vão estar quebradas”. Como equacionar isso? Pedro Tobias garante que o Estado pode resolver essa questão. E dá o tiro de misericórPaulo César Grange

dia: “Tem de fechar. Mas não é fácil fazer isso. Político nenhum tem coragem de fazer isso. Tem a exigência de nossa lei, tem a imprensa, tem o Ministério Público... Em muitas cidades pequenas tem de transformar o hospital em plantão de atendimento ou destinar para atendimento da terceira idade”, sugere, já temendo a explosão no número de idosos em duas ou três décadas. Sem medo de ser encarado como contraditório, ele dá a receita para melhor aproveitar os recursos públicos do setor. “Tem de centralizar o dinheiro nas cidades maiores, onde tem atendimento de alta complexidade. Custa caro manter aberta Santa Casa pequena. mas que político, que prefeito, que vereador tem coragem de falar mal e fechar uma Santa Casa?” Tobias ironiza ao sugerir alternativa: “O melhor tratamento para essas prefeituras menores é ‘ônibus e ambulância’ para mandar os pacientes para outras cidades”. Na região, o centro de referência em cirurgia geral é o Hospital Estadual de Bauru (HEB). “Hoje, todo mundo está empurrando para o Hospital Estadual. Sobram para as Santas Casas só o que dá algum lucro, como cateterismo e catarata”, diz, citando duas cirurgias que o SUS para equivalente ao de convênios particulares, como a Unimed, e que hospitais da região fazem sem encaminhar ao HEB.


Tabela de preço: SUS x encanador A respeito da Tabela SUS (valor que o governo federal paga pelos procedimentos médicos aos hospitais conveniados), Pedro Tobias chega a dizer que um encanador ganha mais para consertar um vazamento do que um médico para fazer uma cirurgia. “Veja o caso de uma cirurgia de câncer de mama: o SUS paga para mim R$ 90. Se eu chamo um encanador para desentupir minha pia, ele vem, faz o serviço em dez minutos e vai embora, só que não aceita fazer só por R$ 90. O que vou fazer? Tenho de fazer a cirurgia para essas pessoas que estão pegando a doença”, compara.

Novo hospital – Questionado sobre investimentos em novos hospitais, como na Rede de Reabilitação Lucy Montoro, o deputado Pedro Tobias lembrou do déficit na Saúde estadual em 2011: R$ 1,8 bilhão – basicamente por conta da defasagem da tabela do SUS. O projeto AME e a Rede Lucy Montoro são custeados sem ajuda da União. “Neste ano o déficit vai ser muito maior. Abrir um novo ‘Lucy Montoro’ é muito bom, mas quem vai bancar? Abrir AME é bom, mas quem vai bancar? Se o dinheiro está insuficiente para serviço de hoje, por que abrir outro Lucy ou outro AME?” Para aparecer bem na foto na hora da inauguração, responde. Apesar da falta de recursos, ele é contrário a novos impostos para a saúde. Diz o deputado médico que todo cidadão quer serviço de primeiro mundo na saúde, mas não quer pagar do bolso. Ele vê no convênio entre poder público e clínicas/hospitais uma saída mais viável. E mais em conta. “Se fizer cálculo do que gastamos num posto de saúde é mais caro do que gastamos com convênio Unimed. No consultório tem meus equipamentos, meus aparelhos... é um atendimento melhor do que o público.”

Municipalização não resolve Deputado do PSDB, mesmo partido que governa o Estado de São Paulo há mais de 16 anos, Pedro Tobias sugere uma reestruturação no sistema de saúde pública. “A divisão Estado-União-Prefeitura, com cada um fazendo o atendimento primário, secundário ou terciário, não pode continuar.” Antes um defensor da municipalização da saúde, hoje é contrário. “Não está tendo resolutividade. Sorte de Bauru que tem o Hospital de Base. A cidade não tem pronto-socorro de atendimento, de cirurgia, que é uma obrigação da Prefeitura.” “Se tem câncer de próstata onde opera? Se a mulher tem mioma onde opera? Essa ‘concorrência’ de um lado o Estado e de outro a Prefeitura não funciona.” Segundo ele, só uma legislação federal poderia mudar o cenário. Em nível estadual, na Assembléia Legislativa, o máximo que se pode fazer é “debater”, mas ele próprio ressalta que “frentes parlamentares” disso ou daquilo não resolvem nada. “Só servem para aparecer na mídia.”

Policlínica – “Posto de saúde em cada bairro é bobagem, é só para fazer campanha política. Uma cidade como Bauru deveria ter três ou quatro policlínicas bem equipadas e com metas de resolutividade”, comenta, recomendando concentrar profissionais numa unidade bem equipada. Ele cita projetos dos governos estadual (AME - Atendimento Multiprofissional Especializado) e federal (UPA - Unidades de Pronto Atendimento), que se situam entre o atendimento básico e o de urgência. E considera ambos caros demais. Ao falar do que compete à cada esfera, o deputado lembrou que a presidente Dilma Rousseff sancionou a Emenda 29, que fixa gastos na saúde (12% para o Estado e 15% para o Município). Segundo ele, o governo errou ao vetar a obrigatoriedade de a União investir 10% do orçamento na Saúde. “Agora, vetou no orçamento R$ 5,4 bi... No setor mais dramático o governo fez cortes. Hoje, a União não cuida de todos os hospitais federais e ainda corta o repasse dos Estados.”

País doente - “A Saúde um empurra para o outro, é que nem cachorro com mais de um dono: morre de fome. O Brasil é um país doente e cada um joga a culpa no outro. Temos pouco dinheiro e gastamos péssimo.” O atendimento primário não resolve, afirma. “O paciente chega ao posto de saúde com dor de cabeça, o médico manda para o Hospital Estadual ou para um AME para um neurologista; se chega com dor na barriga vai para um gastroenterologista; se é com dor no peito vai para um cardio. Isso não resolve: é a chamada empurroterapia” CONECTADO SAÚDE 11


política

Médicos no comando Brasil tem 325 médicos prefeitos. Um deles em Jaú Saiba o que os leva a se envolver com a política Divulgação

Luiz C. Oliveira/Divulgação

pedro tobias concilia profissão de médico com cargo de deputado e atende pacientes em bauru; osvaldo franceschi faz o mesmo na prefeitura de jaú

Entre as 5.564 cidades do país, 325 estão nas mãos de prefeitos médicos. O número faz parte de levantamento da ONG Transparência Brasil com base na eleição municipal realizada em 2008. Um desses prefeitos está em Jaú, o cirurgião do aparelho digestivo Osvaldo Franceschi Júnior (PV). Na Câmara de vereadores da cidade são mais dois médicos – José Aparecido Segura Ruiz e Paulo de Tarso Nuñes Chiode. Outros médicos já passaram por lá em mandatos anteriores. A região tem um deputado médico. O governador de São Paulo é médico. Um dos seus assessores, que foi prefeito em Pederneiras por dois mandatos, também é médico. Por que tantos médicos estão envolvidos com a política? A Conectado Saúde quis saber e ouviu alguns desses profissionais da saúde que, no momento, também são políticos. Entre os prefeitos no Brasil, apenas 12 CONECTADO SAÚDE

três profissões têm mais representantes: empresários (474), comerciantes (445) e agricultores (420). Isso sem contar os 1.349 governantes cuja profissão é simplesmente “prefeito”. Os advogados, por exemplo, cuja associação que representa a classe (OAB) é uma das mais atuantes na sociedade, são apenas 201 no comando de prefeituras.

Chefia – Ex-prefeito de Pederneiras nos anos de 1997 a 2004, Rubens Emil Cury é subchefe da Casa Civil do Estado. Atua ao lado do governador Geraldo Alckmin (PDSB). Os dois são médicos. Cury se especializou em cardiologia. Alckmin, 59 anos, é formado pela Faculdade de Medicina de Taubaté, com especialização em anestesiologia, mas está na política desde os 19 anos. Para Rubens Cury, “a presença de médicos na vida política não é maior que qualquer outra classe de trabalhadores, porém representa sim uma

parcela importante”. Ele lembra que “o médico que faz da sua vocação o exercício diário, no sentido de ouvir as pessoas, conhecer seus problemas e nem sempre poder resolvê-los, vê na política um instrumento onde talvez possa de uma maneira mais rápida e efetiva ajudar ao próximo”. É ele quem recebe prefeitos do interior e encaminha os pleitos às secretarias de governo. “Dependendo da área em que o pleito pode ser inserido, é feito o encaminhamento para as secretarias afins. Sempre é dada relevância às necessidades reais de cada município, não se levando em conta o critério político”, explica sua função no governo estadual.

Emendas - Pedro Tobias, médico em Bauru e deputado estadual, fala que os profissionais da área entram na política porque conhecem o drama do cidadão. “Vê a vida e acha que vai


Peso maior para a saúde Paulo Cesar Grange Divulgação

dr. Rubens cury (acima), ex-prefeito de pederneiras, é homem forte do governador geraldo alckmin. no alto, dr. abdala atique, secretário de saúde de jaú e ex-dirigente partidário

resolver tudo. Lógico que fizemos muito. Entrei deputado porque estava sonhando com laboratório de mama na cidade. Fizemos muita coisa e continuamos fazendo, mas saúde a cada vez que você capricha a demanda aumenta.” Ele se considera satisfeito pelo que fez em quatro mandatos. Diz que faz dezenas de emendas para ajudar hospitais e Santas Casas de toda a região de Bauru, utilizando para isso a verba que tem de R$ 2 milhões. “Essas emendas são varejinhos. Isso não resolve nada. São uma morfina para quem já está morrendo.” No entendimento do deputado, ações mais amplas, como o aumento de verbas para a saúde e a construção de hospitais contribuem muito mais para a população.

Dois médicos de Jaú falam sobre o motivo que leva colegas de classe à política. Abdala Atique, pediatra, é Secretário Municipal de Saúde. Paulo Mattar, também pediatra, já foi secretário nos anos 90 e vereador no período 2000/2004. Ambos se envolveram com partidos políticos. Atique presidia o PSD na cidade até o início deste ano, Hoje, o comando é de Mattar. E ambos sempre se envolveram na diretoria da APM – Regional Jaú. Ambos lembram de mais médicos que passaram pela Câmara de Jaú, como Jamil Buchalla, Raul Bauab Filho e outros. O prefeito Osvaldo Franceschi Júnior nunca foi vereador – quatro anos atrás lançou-se candidato ao Executivo e foi eleito. A Conectado Saúde tentou ouvi-lo antes do fechamento desta edição, acionou a assessoria de gabinete e de imprensa, mas não conseguiu um horário na agenda do chefe do governo municipal.

Coisa bela - Paulo Mattar diz que os médicos se envolvem diretamente com a população e precisam tomar partido para “dar um peso político à saúde pública”, explica, lembrando o motivo que o levou a se candidatar a vereador. “Todo cidadão deve se envolver na política. A política tem de fazer parte da vida de todo cidadão. Não podemos nos omitir na política”. Ele argumenta que “as leis são feitas pelos políticos” e executadas por eles. “Nossas vidas dependem da política. Se vai bem ou mal, tudo depende da política.” Mattar fala que a política “faz parte da essência da vida”, é uma coisa bela e não é pejorativo para ninguém dizer que está na política. “Quando fui

vereador, minha pretensão era atuar em todas as áreas, com foco na minha, a saúde pública. Por que.? Para dar um peso político. Se não der o peso você não consegue quase nada. Eu dei esse peso à saúde.” Na vereança, Paulo Mattar conta que auxiliou a Secretaria da Saúde e era chamado de forma recorrente para explicar assuntos da área aos colegas da Câmara. “O médico na Câmara é um segmento importante, mas precisa ser dedicado e participativo.”

Despertar - Abdala Atique lembra que sempre trabalhou na vida pública, mas nem sempre com cargos. “Em toda área que atuo sempre quero trabalhar para o próximo. Se a gente não se interessar pela política na área da saúde a saúde não cresce politicamente.” Ele conta que médicos ficaram muito tempo fora da política. Com a democratização do Brasil, os médicos perderam espaço na área da saúde e que outras pessoas passaram a administrar a saúde politicamente. Mas isso mudou. “Houve um despertamento dos médicos no fim dos anos 70. Um dos grandes nomes da construção do SUS foi o doutor Sérgio Arouca e outros sanistaristas, que deram um impulso grande e um despertar.” Atique vai além e diz que as entidades médicas viram que seria importante o médico se envolver na política para obter conquistas para a área médica. “O médico não pode ficar alienado da política. Ele tem de se envolver. Por isso aplaudimos esses médicos que se envolvem na vereança, na prefeitura, deputados, congresso e presidência, como Juscelino Kubitshek, que foi presidente e era um médico de visão social”, fala Atique. Ele não considera essencial a presença de médicos em cargos de gestão. “O José Serra não é médico, mas fez um grande trabalho na área médica quando foi ministro da Saúde”. CONECTADO SAÚDE 13


Igreja na saúde

Fraternidade sem autoridades

Campanha da CNBB defende saúde melhor e caridade dos profissionais da área Paulo César Grange

A “saúde” voltou a ser escolhida para embasar a Campanha da Fraternidade 2012. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) definiu o tema “Fraternidade e Saúde Pública” com o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra”, tirado do livro do Eclesiástico. Em termos práticos, será que essa preocupação dos religiosos reflete em melhorias para a saúde da população? Para o padre Oswaldo Francisco Paulino, abade da Abadia São Norberto, administrada pela Ordem dos Premonstratenses, “a Campanha da Fraternidade é uma forma de questionar as autoridades, por que o que temos na área da saúde hoje? É a área que as pessoas mais reclamam. Ouvi dizer que o ‘o Brasil está doente’. Por quê? Porque se você depender do SUS e daquilo que o governo oferece você fica à margem do atendimento.”

Cobrança - A cobrança da igreja por uma saúde mais justa, segundo ele, pode trazer melhorias, em que pese a ausência de autoridades públicas nas igrejas para discutir o tema. “A campanha é como se fosse uma voz profética dizendo assim: nós estamos doentes, nós precisamos de saúde, nós precisamos fazer alguma coisa. Serve de alerta”. O padre que reza missas na Paróquia de São Sebastião, em Jaú, fala do comodismo dos políticos e diz que autoridade nenhuma da cidade se interessou pela fraternidade da campanha. Assim, diz que resta aos padres falarem para os fiéis e para quem trabalha na saúde. “Numa missa disse aos médicos e às pessoas que trabalham na área que se puderem fazer alguma coisa para esses 14 CONECTADO SAÚDE

doentes que façam. Se não fizerem essas pessoas vão morrer, elas precisam da caridade de alguém”, pede Oswaldo Paulino. “Se cada médico puder fazer uma coisa para uma pessoa doente já cumpriria o objetivo da campanha”, finaliza.

Quem é ele

Padre oswaldo paulino, da igreja são sebastião

Dom Oswaldo, 47 anos, é natural de Salto Grande (SP). Assumiu a Paróquia São Judas Tadeu em 1997. Em 2008, recebeu título de cidadão jauense. Em 2010 foi eleito abade da Abadia São Norberto. É diretor da Comunidade Terapêutica Liberdade Guadalupe, que atende dependentes químicos.

CNBB fala de ‘avanços’ e ‘filas’

Em fevereiro, quando foi aberta a 49ª Campanha da Fraternidade, o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, destacou que houve avanços na saúde brasileira. Com ele, na solenidade, também esteve o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ao explicar a campanha, dom Leonardo falou que houve “significativos avanços” nas últimas décadas da saúde pública no país, como o aumento da expectativa de vida da população, a drástica redução da mortalidade infantil, a erradicação de algumas doenças infecto-parasitárias e a eficácia da vacinação e do tratamento da Aids, elogiada internacionalmente. Mas ele foi duro ao dizer que ainda é preciso acabar com a “ferida” que são as longas filas para o atendimento à saúde, a demora na realização dos exames e cirurgias e a falta de medicamentos nas unidades básicas e de vagas em hospitais. A primeira fez que a saúde mobilizou a CF foi em 1984, com o tema “Fraternidade e Vida” e o lema “Para que todos tenham vida”. “Sabemos que isso (campanha) provoca um debate permanente durante todo o ano na Igreja Católica e nas comunidades. Não poderia ter presente maior para o SUS do que esta iniciativa da Igreja Católica”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltando ser um desafio consolidar o Sistema Único de Saúde para todos os brasileiros.


Mobilização

Em busca de 1,4 milhão de assinaturas para criar um Projeto de Lei de Iniciativa Popular que aumente os recursos federais na área da saúde. É com esse propósito que a Associação Paulista de Medicina – Regional de Jaú se envolveu na campanha da Frente Nacional por Mais Recursos na Saúde. Uma das reivindicações é obrigar a União a investir imediatamente no setor 10% do seu orçamento. O médico Paulo Mattar, presidente da APM-Jaú, avisa que todos os cidadãos podem subscrever o abaixo-assinado na sede da entidade, na Rua General Izidoro, 380, e em consultórios médicos. “Temos esse Projeto de Iniciativa Popular para solicitar e exigir a adoção de 10% do orçamento para a saúde”. Ele se refere à mobilização de diversas entidades que pleiteam a revogação de parte da Emenda 29, a qual desobrigo o governo federal de investir um décimo do orçamento na saúde. Estima-se, segundo Paulo Mattar, que a perda para o SUS (Sistema Único de Saúde) foi de R$ 35 bilhões, caso se mantivesse projeto aprovado inicialmente pelo Senado Federal.

Corte bilionário - “Esse último corte anunciado pelo governo não foi só de R$ 5 bilhões. Pela Emenda 29, o governo deveria participar da saúde com 10% do seu orçamento, mas fica nos 7%, 8%. Os cinco bilhões foram o corte do orçamento. Ao deixar de aprovar a Emenda 29, que iria obrigar a destinar para a saúde os 10%, então tudo dá uma perda de R$ 35 bilhões.” “Vamos fazer essa mobilização via APM, com pacientes do consultório,

Paulo César Grange

Abaixo-assinado por recursos

APM-Jaú se mobiliza por projeto popular que estipula mais verbas para saúde pública

paulo mattar exibe abaixo-assinado que está à disposição da população em clínicas e na sede da apm

com os colegas médicos para conseguir as assinaturas”, diz Paulo Mattar, lembrando que é preciso nome completo e número do título de eleitor. A campanha tem apoio da APM, Associação Médica Brasileira (AMB), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Academia Nacional de Medicina e outras instituições da sociedade civil. A Frente Nacional e a coleta do abaixo-assinado foram lançados em evento no dia 3 de fevereiro de 2012, em São Paulo. Entre as autoridades presentes estavam o Presidente da Associação Paulista de Medicina, Florisval Meinão.

 É bom saber

A APM Jaú fica na Rua General Izidoro, 380 Vila Hilst – Jaú (SP) No link www.apmcorp.org.br/ emdefesadosus é possível baixar o modelo do documento de coleta de assinaturas. A Emenda 29 foi aprovada em dezembro de 2012. Pela lei, Estados devem investir 12% do orçamento na saúde e os municípios, 15%. A União não tem índice definido, variando conforme crescimento do PIB (este é o motivo da polêmica, uma vez que se defende o patamar de 10% das receitas federais aplicadas na área) CONECTADO SAÚDE 15


Comportamento

Precocidade no sexo

Mesmo com orientação nas escolas, adolescentes antecipam a “primeira vez”

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A primeira vez a gente nunca esquece, diz um ditado popular. No sexo, certamente, o momento é inesquecível, quer seja ele encantador ou traumático. Pesquisa recente mostra que os jovens estão tendo essa primeira relação sexual cada vez mais cedo. Que mal há nisso? Há programas que orientam adolescentes sobre o risco de uma gravidez precoce? Criado em Jaú em 2006, o projeto “Fala Sério” atua no planejamento familiar, especialmente voltado para a gravidez precoce entre os jovens. Coordenadora do programa, a enfermeira Susana de Almeida Prado Marsiglio da Rocha Frota informa que, em Jaú, cerca de 20% das mulheres grávidas são adolescentes. “Está crescendo esse número. O adolescente, por si só, não planeja sua vida sexual”. O Fala Sério vai às escolas, nas quais são realizadas palestras sobre sexualidade, métodos contraceptivos (camisinhas, anticoncepcionais) e mudanças que ocorrem no corpo de meninos e meninas nessa fase da vida. “São para crianças do quinto e sexto anos, de 11 anos pra frente. 18 CONECTADO SAÚDE

Susana Frota diz que os jovens são orientados a procurar o atendimento de ginecologistas nos postos de atendimento de saúde. “Normalmente é a primeira consulta delas.” A enfermeira ressalta que além das visitas a escolas, entidades, clubes, igrejas, também há uma demanda espontânea pelo serviço de orientação sexual. O primeiro passo, segundo ela, é o atendimento no posto de saúde do próprio bairro, onde é marcada consulta com médico ginecologista da rede pública. No programa de Planejamento Familiar, que funciona na Policlínica do Jardim Pedro Ometto, o atendimento é feito pela médica ginecologista Mirce Tamanini. Mas também estão há disposição dos atendidos serviços de enfermeira, assistente social e psicóloga. “Se as escolas quiserem receber o programa podem entrar em contato que a gente agenda”, diz Susana, destacando que tanto escolas públicas como particulares são atendidas.

Estou grávida, e agora? Quando as orientações não dão re-

sultado e as adolescentes ficam grávidas, elas passam a ser acompanhadas pelo serviço de saúde caso quando procuram uma retaguarda. O Município disponibiliza consultas e o pré-natal. “Muitas têm medo de procurar e escondem o quanto podem”, comenta a enfermeira, citando que há muitas barreiras a serem superadas quando ocorre gravidez precoce. O médico ginecologista e obstetra Bráulio Sanches de Oliveira Zorzella diz que ocorrem danos diversos por causa disso: sociais, “com o grande número de mães solteiras com a fuga do parceiro frente a essa situação”; financeiros, “pela dificuldade de manter um filho com baixa ou nenhuma renda; “mas, principalmente, danos à saúde com o grande aumento na adolescência de índices de hipertensão gestacionai, pré-eclâmpsia e eclâmpsia, abortamentos, mal formações e partos prematuros.” Segundo ele, estudos revelam que cinco entre dez adolescentes grávidas podem enfrentar um dos problemas de saúde citados.


Gravidez por status? Dr. Bráulio Zorzella conhece bem o universo de adolescentes grávidas. Ele estima que entre 10% e 15% delas engravidam por desinformação ou descuido, mas a maioria é por motivos inusitados, incluindo status, fuga do trabalho ou para segurar o parceiro. Ele explica cada caso a seguir.

a jovem tem a ilusão de que engravidando tornar-se-á dona de si própria e assim recebe o "passaporte" para sair de casa e constituir sua própria família. Normalmente isso ocorre em ambientes familiares conturbados onde a adolescente recebe pressões. Então, vê na gravidez uma saída momentânea para seus problemas, utilizando-se dela como trampolim para um casamento. Na maioria das vezes logo percebe que saiu de um problema pra enfrentar outro maior.

Exclusão escolar: Muitas adolescentes grávidas deixam de estudar. No Brasil há registro de 50% de abandono da escola pela gravidez. O fato é que algumas deixam de ir à escola por dificuldades inerentes à própria gravidez ou mesmo por vergonha da situação, seja esta dela própria ou dos pais pela exposição, mas muitas decidem engravidar planejando a troca da "profissão": estudante para a profissão "mãe".

Exclusão do mercado de trabalho: Chega um momento na vida da menina que a família a pressiona para entrada no mercado de trabalho e uma das fugas encontradas por ela pode ser a gravidez. Atendendo em comunidades pobres cansei de ouvir o seguinte: "Doutor, meu pai queria me colocar pra cortar cana! Eu engravidei mesmo, assim não vou trabalhar cortando cana!"

Assegurar o parceiro: É fato que a menina quando enfrenta dificuldades num relacionamento e percebe a possibilidade da perda do parceiro, na tentativa deses-

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Antecipação da independência:

perada de manter o relacionamento engravida com essa finalidade.

Status: A adolescente em meio a muitas outras grávidas adolescentes em comunidades pobres, acaba se sentindo excluída algumas vezes e, na tentativa de inclusão, engravida. Não é raro ouvir de meninas de 16 anos: "Doutor, sabe a Jéssica, a Jenifer, a Suelen, a Tamires, que fazem pré-natal com o senhor? Então, todas já estão grávidas ou têm filhos, só que não estou conseguindo engravidar, então vim fazer tratamento para engravidar!"

O que fazer então? Dr. Bráulio Zorzella responde “Essa resposta vai muito além de educação voltada para métodos contraceptivos apenas, que é fundamental, mas nesse caso estaríamos prevenindo até 15% das gravidezes na adolescência. O foco deve ser na educação voltada para os riscos de engravidar cedo e como resolver seus problemas conjugais, familiares, laborais além do enfoque na melhoria na qualidade de vida das pessoas e das famílias, a fim de evitar a necessidade de a adolescente procurar na gravidez uma solução para seus problemas!”

Planejamento Familiar Local: PAS Pedro Ometto Avenida José Maria de Almeida Prado, 628 Fone: (14) 3624-7710 e 3624-7265 Dr. Bráulio Zorzella faz recomendações à família: “Os pais devem ter maior controle sobre seus filhos em relação aos lugares que frequentam, amizades, horários, acesso a internet e programas adultos de TV. Creio que a internet e as redes sociais contribuíram muito nos últimos dez anos para a iniciação precoce pela facilidade do acesso a conteúdo adulto e pela facilidade na interação entre as pessoas. Sendo assim os pais devem ter o controle o máximo possível diante dessas facilidades.” CONECTADO SAÚDE 19


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Pesquisa aponta as causas Estudo recente elaborado pela Universidade Católica de Pelotas mostra que a primeira relação sexual tem ocorrido cada vez mais cedo entre os jovens de 18 a 24 anos. A pesquisa integrou os Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz e deixa claro a necessidade de programas de orientação sexual preventivos. Na pesquisa foram ouvidos 1.621 jovens, sendo que 1.468 deles já tinham iniciado sua vida sexual. A média de idade na primeira relação foi de 15,7 anos. Informações sobre a pesquisa, publicadas no site www.diariodasaude. com.br, apontam que os jovens que estudaram de 9 a 11 anos, não concluindo o Ensino Médio, tiveram maior prevalência (40,7%).

Dentre os entrevistados, 54% eram do sexo feminino, 37,9% tinham os pais separados, 47,5% pertenciam à classe socioeconômica C e 30,5% relataram ser praticantes de alguma religião. Entre os participantes, 13,9% fizeram uso de drogas ilícitas, 31,7% fumaram e 73,2% consumiram álcool nos últimos três meses. Do total, 83,1% não consumiram bebida alcoólica antes da última relação sexual e 58% usaram camisinha na última relação. De acordo com o Diário da Saúde, com base na pesquisa, homens têm mais possibilidade de iniciação sexual mais cedo (41%). Os pesquisados atribuem o fato a diferentes influências sociais e culturais de gênero relativas à prática sexual.

Jovens: início mais cedo nas relações sexuais

A baixa renda familiar e pouca escolaridade são fatores fortemente associados à prática sexual precoce, conforme revela a pesquisa. O estudo aponta que a ausência de prática religiosa e ter pais separados também influenciam na iniciação sexual precoce do adolescente. “A vulnerabilidade social entre os jovens impõe a necessidade de trabalhar mais cedo, assumir maiores responsabilidades com o próprio sustento e dos que com ele moram, antecipando em anos algumas condutas, inclusive a sexual”, acreditam os estudiosos, informa o portal de saúde.


Sexo seguro

300 mil camisinhas à disposição Volume é distribuído anualmente em Jaú nos postos de atendimento: foco é o combate à aids Em época de controle de gravidez na adolescência e de combate às doenças sexualmente um componente básico não pode faltar: o preservativo, também conhecido como “camisinha”. Aliás, o hábito de adquirir “camisinhas” deixou de ser tabu. Hoje, o material está à disposição do consumidor nas farmácias e para todos os usuários nos postos de atendimento à saúde. Em Jaú, a estimativa da enfermeira Kátia Nicoletti, do Centro Técnico de Diagnóstico (CTA), que atende na Vila Nova, é que sejam distribuídas 25 mil camisinhas todos os meses. “O CTA distribui para todas as unidades básicas de saúde”, destacando que o preservativo fica à disposição nos Prontos Atendimento do Distrito de Potunduva, Jardim Itamaraty e Policlínica.

Orientação - Ela explica que na época do Carnaval há um reforço na

distribuição e dispensação do preservativo. Por “dispensação”, segundo Kátia, entende-se o trabalho de orientação e de conscientização sobre a necessidade do uso da camisinha. Parte dos preservativos é adquirido pelo próprio Município. Outra parte é proveniente do governo federal. Localizado perto de uma escola pública, o CTA recebe a visita constante de crianças e jovens curiosos por conhecer a unidade. A enfermeira Kátia conta que eles observam as camisi-

Total entregue no Brasil chega a 500 milhões de unidades

nhas à disposição no local, momento em que a equipe do Centro Técnico as aborda e comenta sobre o uso do preservativo, sempre levando em conta a curiosidade e o que cada criança conhece do assunto. É no CTA que a Secretaria de Saúde de Jaú concentra as campanhas contra doenças transmitidas pelo sexo. Cabe ao centro desenvolver o programa “FiqueSabendo”, realizado anualmente pelo Ministério da Saúde com o objetivo de realizar testes gratuitos de aids na população. O local chega a fazer de 120 a 200 atendimentos mensais e que detecta em torno de 40 a 50 casos por ano de positivos para o vírus HIV. Dados da Vigilância Epidemiológica de Jaú mostram que o município apresenta, no período de 1980 a 2012, 475 casos de AIDS notificados, sendo 312 casos do sexo masculino e 163 casos do sexo feminino. CONECTADO SAÚDE 21


Balanço divulgado recentemente mostra que o Brasil atingiu a marca recorde de quase meio bilhão de preservativos distribuídos em 2011. O número é 45% superior à quantidade fornecida em 2010 pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A distribuição de camisinhas é uma estratégia do Ministério da Saúde para ampliar o acesso ao produto e prevenir a população contra doenças sexualmente transmissíveis (DST/ aids).

No ano passado, o governo federal distribuiu 493 milhões de unidades às secretarias estaduais de saúde e aos 499 municípios que fazem parte da Programação Anual de Metas (PAM), e que concentram 90% dos casos de aids registrados no país. Dezoito anos atrás, em 1994, quando teve início a política de distribuição de preservativos, o Ministério da Saúde comprou e distribuiu 12,8 milhões. A recomendação do Ministério é para não se exigir prescrição médica e documento de identidade, nem presença em palestra ou em qualquer tipo de reunião para ter acesso às camisinhas nos postos de saúde.

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Recorde do SUS em 2011

Camisinhas de graça nos postos de saúde

 Sem saber

Camisinhas femininas a partir de maio Quando o mês de maio chegar, o Ministério da Saúde começará a distribuir o primeiro lote dos 20 milhões de preservativos femininos adquiridos e que serão entregues ao longo de 2012. O governo pagou R$ 27,3 milhões, com preço unitário de R$ 1,36, na primeira aquisição do de preservativos femininos de terceira geração, fabricados com borracha nitrílica. “A distribuição de preservativo feminino faz parte da política brasileira de ampliar as opções de proteção das mulheres em relação aos riscos de infecção por HIV, outras infecções sexualmente transmissíveis e pelo vírus da hepatite”, destaca o secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa. Para o secretário, a camisinha feminina é mais uma das estratégias de prevenção que leva em conta aspectos de gênero, sexo e vulnerabilidades. O diretor do Departamento de DST, aids e Hepatites Virais do Ministério, Dirceu Greco, explica que cabe às secretarias de Saúde dos Estados a definição do plano de necessidades para a distribuição destes preservativos. HISTÓRIA – O preservativo feminino chegou ao mercado brasileiro em 1997, quando a Anvisa aprovou a comercialização do produto no país. (Com informações da assessoria de imprensa do Ministério da Saúde) 22 CONECTADO SAÚDE

Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira (PCAP), realizada em 2008, mostrou que a população tem conhecimento sobre as formas de infecção pelo HIV e de prevenção à aids. Cerca de 96% sabe que pode ser infectada nas relações sexuais sem preservativo e 97% das pessoas sabem que o uso de preservativo é a melhor maneira de evitar a infecção pelo HIV.

 Onde retirar

CTA-Jaú (*) Avenida Zezinho Magalhães, 1.660 Vila Nova – Fone: (14) 3626-5527

NGA-Jaú Rua Sebastião Toledo de Barros, 296 Vila Carvalho – Fone: 14) 3622-3388 (*) No CTA também se faz teste de HIV e trabalhos de prevenção e assistência junto a pessoas em situação de risco ou portadores de DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e HIV/aids.


CONECTADO NOTÍCIAS Divulgação

Você já tem seu Cartão de Saúde? Desde fevereiro estabelecimentos de saúde públicos ou conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) passam a registrar o número do Cartão Nacional de Saúde (CNS) nos formulários de atendimento. Objetivo é que histórico médico dos pacientes esteja reunido em uma única base nacional de dados. Inicialmente, este registro será feito para atendimentos considerados de média e alta complexidade, como internações, transplantes, quimioterapia, hemodiálise, entre outros. A meta do Governo Federal é que todos os brasileiros tenham o Cartão Nacional de Saúde ou o número do documento até 2014. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) reforça que o atendimento a todos os beneficiários de planos de saúde está garantido, independentemente da apresentação ou não do número do CNS. O cartão do SUS agiliza a marcação de consultas e exames, o acesso a medicamentos e o acompanhamento dos pacientes pelos profissionais de saúde.

MP beneficia entidade oncológica A presidente Dilma Rousseff lançou pacote que possibilita a doação da dedução do imposto de renda de pessoas físicas e jurídicas para entidades de pesquisa e tratamento oncológico e de pessoas com deficiência. Em Jaú, o Hospital Amaral Carvalho pode ser beneficiado. A Medida Provisória foi publicada no Diário Oficial da União de 4 de abril, antecedemdo o Dia Mundial de Combate ao Câncer (8).

Ariane Urbanetto / Assessoria FAC

Fundação Amaral promove assembléia No mesmo encontro em que a Fundação Amaral Carvalho (FAC) realizou a Assembleia Ordinária do Conselho Curador foi feita homenagem ao médico patologista fundador do Laboratório de Análises Clínicas da FAC, Evilásio Gambarini, e sua esposa, Ivete Souza Gambarini. No encontro foram apresentadas as atividades desenvolvidas no ano de 2011 na instituição e contou com conselheiros e diretores da Fundação.

Gambarini recebe homenagem póstuma Após a assembleia da FAC ocorreu o descerramento da placa de homenagem póstuma ao médico Evilásio Gambarini. Estiveram presentes membros da família Gambarini e amigos do casal. Na foto acima, Paulo Souza Gambarini, Antonio Luis Cesarino de Moraes Navarro (Superintendente da FAC), Ricardo Cesarino Brandão (Presidente da FAC) e Luiz Antonio Souza Gambarini.

Pronon do câncer vale para 2013 A MP criou o Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) que beneficia instituições filantrópicas de tratamento oncológico. O superintendente da Fundação Amaral Carvalho, Antonio Luis Cesarino de Moraes Navarro, explica que a finalidade é captar e canalizar recursos para a prevenção e combate ao câncer. A doação poderá ser feita em 2013, referente o exercício de 2012. CONECTADO SAÚDE 23


Adeus

miopia hipermetropia

astigmatismo

Paulo César Grange

tecnologia

Centro de cirurgia ocular coloca Jaú no seleto mapa da tecnologia do Excimer Laser Paulo César Grange

Dificuldade para enxergar de perto ou de longe, visão embaçada ou cansada pela idade são sintomas do passado. Tudo isso é perfeitamente corrigido por meio de cirurgia refrativa a laser. E não precisa recorrer a capitais ou outros países para ter uma visão 100% ou, acredite, até superior (no caso da correção personalizada, mais detalhada logo abaixo). Em Jaú, no centro do Estado de São Paulo, uma clínica oftalmológica disponibiliza moderno centro de Excimer Laser, equipamento utilizado para a correção cirúrgica de miopia, astigmatismo e hipermetropia. Em breve, segundo o médico Paulo César Nardy, também vai corrigir a presbiopia (vista cansada após os 40 anos). “Já estamos fazendo cirurgias em nossa clínica desde o início do ano. São na faixa de 25 a 30 por mês. Nossa meta é atender 60 pacientes, sendo até 15 por semana”, explica Nardy, que até o ano passado fazia essa mesma cirurgia na cidade de São Paulo, onde operava seus pacientes em virtude da qualidade do equipamento, sem similares na região até então. Todas as cirurgias da semana para corrigir problemas de visão são feitas no mesmo dia na própria Clínica Nardy, após feita a programação e calibragem do aparelho. A Dra. Ana Carolina Nardy Rocchi é irmã do cirurgião Dr. Paulo César Nardy e dá continuidade à tradição familiar na oftalmologia, auxi24 CONECTADO SAÚDE

raquel gatto tem sua visão corrigida em cirurgia realizada pela equipe do oftalmo paulo nardy

liando nos procedimentos. O pai deles, Dr. José Carlos Nardy, trabalha na área há décadas e foi um dos precursores da cirurgia de miopia no Brasil quando foi introduzida há quase 30 anos. A matriarca da família, Ana Maria T. Nardy, que é ortoptista, também atua com instrumentação oftalmológica. “Embora o equipamento tenha sido instalado recentemente, nossa equipe é muito experiente. Meu pai tem quase 30 anos de experiência com cirurgias refrativas (desde a época da cirurgia realizada com bisturis de diamante). Eu realizei estes procedimentos com Excimer Laser em São Paulo durante dez

anos em um dos melhores centros do Brasil”, diz Paulo Nardy.

Comodidade - A presença de um equipamento desse porte em Jaú representa um marco na oftalmologia de toda a região, afinal existem poucas unidades com essa qualidade no Brasil e isso faz de Jaú um dos mais importantes centros de laser do país. “O que ocorria até agora era a saída dos pacientes de Jaú para cidades maiores a fim de realizar esta correção. Hoje, pacientes de Jaú não mais precisam viajar, e pacientes da região têm vindo para Jaú para realizar os proce-


Rafael Aroni Sartori, 31 anos, foi para um happy hour com os amigos menos de quatro horas depois de ser operado pelo Excimer Laser. “ A recuperação foi impressionante. Sai do consultório às 14h05. Às 18h estava tomando cerveja com os amigos. No dia seguinte, às 10h, viajei para Bauru dirigindo normalmente”, relata o engenheiro civil operado pelo Dr. Paulo Nardy no dia 16 de março. “Não tive dor nenhuma. Nem parecia que tinha feito cirurgia. A vista ficou embaçada um pouco logo após a cirurgia, mas foi pouca coisa”, conta Rafael, que aposentou os óculos que utilizou por 19 anos – em menos de 20 minutos no consultório desapareceram 2,5 graus de miopia e 0,5 grau de astigmatismo. Rafael diz que tão logo ficou sabendo da técnica cirúrgica à disposição na Clínica Nardy agendou uma consulta e, em seguida, a cirurgia. “Se soubesse que seria tão bom teria feito antes”, diz ele. O engenheiro diz que já tinha se acostumado usar óculos, mas que sua autoestima mudou quando aposentou os velhos “parceiros”. Raquel Ângela Parice Gatto, 25 anos, também fez cirurgia de miopia. A reportagem da Conectado Saúde acompanhou o procedimento e testemunhou a rapidez. A assistente de tesouraria tinha 10 graus de miopia e ao deixar a cirurgia, de imediato, conseguiu ver horas num relógio à frente. Satisfeita, garante que não sentiu dor alguma. Dias depois, quando retornou para ser avaliada, Raquel comemorava o sucesso da cirurgia e incentivou o repórter, portador de 9,25 graus, a fazer o mesmo.

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‘Happy hour’ pós-cirurgia

José Carlos Nardy, Ana Carolina Nardy Rocchi, Ana Maria Nardy, Paulo César Nardy e O médico Adriano Biondi, do Hospital Albert Einstein, que visitou a equipe jauense

dimentos em virtude dos ótimos resultados que estamos obtendo” explica o Dr. Paulo Nardy, que coloca o equipamento à disposição dos colegas de profissão na cidade. “A comodidade agora é muito maior e os resultados são excelentes, principalmente quando realizada a correção personalizada, que é o mais moderno conceito de cirurgia refrativa da atualidade a nível mundial, algo realmente impressionante” cita Nardy, destacando que Jaú virou referência. Ele explica que a recuperação é rápida na maioria dos casos. “Depende da técnica que for feita. Se fizermos o LASIK, que é a mais tradicional, o paciente sai enxergando no mesmo dia”. O médico esclarece que o laser corrige até 12 graus de miopia, 6 de hipermetropia e 6 de astigmatismo, “desde que a pessoa tenha estrutura no olho para isso”, ou seja, uma córnea de boa espessura e boa saúde, o que é verificado em exames pré-operatórios. Os cuidados garantem a qualidade e confiabilidade da cirurgia, que é indolor e feita com anestesia local (colírio). Muito importante também é a disciplina do paciente após a cirurgia, devendo obedecer as instruções dos médicos e utilizar corretamente os medicamentos.

Origem – O equipamento VISX

e dos mais modernos do mundo. Permite correções convencionais ou personalizadas - além do grau também são corrigidas as imperfeições microscópicas (aberrações de alta ordem) da córnea, resultando em uma visão superior àquela que o paciente tinha anteriormente com óculos ou lentes de contato. Dr. Paulo Nardy diz que foi instalada uma unidade de Wavescan, aparelho que faz a leitura das imperfeições e transmite os dados para o Excimer Laser. “O equipamento é utilizado nos Estados Unidos para correção de grau dos astronautas da NASA e de pilotos da aeronáutica norte-americana. Sua qualidade é inquestionável. O atleta Tiger Woods, que precisa enxergar uma pequena bola de golfe a uma distância enorme, foi operado em um aparelho idêntico ao nosso; realizou a correção personalizada”, conta o oftalmologista, que é cirurgião e sócio-proprietário do equipamento.

 Serviço

Clínica de Olhos Nardy Av. Ana Claudina, 447 – Jaú (SP) Telefone: (14) 3626-2595 ou 3624-1197. Site: www.clinicanardy.com.br

S4IR é de origem norte-americana CONECTADO SAÚDE 25


qualidade de vida

Longe da rotina Quem faz atividade física em academia tem mais estímulo

Alunas praticam atividade em academia, local onde é possível ter orientação profissional e diversificar EXERCÍCIOS para fugir da monotonia

Para que fazer apenas natação? Ginástica? Musculação? Dança? Quem pratica apenas uma atividade física tende a cair na monotonia e logo abandoná-la. A recomendação de especialistas é que busquem uma academia que permita ao aluno diversificar as atividades e fugir da rotina. Um aluno estimulado o tempo todo, quer seja no verão ou no inverno. É assim que Fábio Fernando Gomes, professor formado em educação física, quer ver as pessoas que frequentam a academia na qual é coordenador. “A rotina é o primeiro passo para abandonar uma academia. Se ficar só na musculação (exemplo) passa a ser monótono e a pessoa desiste. Por isso é bom sempre mudar, fazer natação, ginástica... sair da rotina para o corpo não ficar naquele stress.”

mesmo. Querem resultado muito rápido.” Os resultados, no entanto, aparecem após dois ou três meses, período em que a academia faz avaliações físicas periódicas. “Nesse período dá pra ver o rendimento e já tem uma diferença considerável no treinamento, na perda de peso, no ganho de massa muscular ou no preparo físico.” Para manter o aluno motivado, a receita adotada é mudar o treinamento a cada três meses, quer seja com uma atividade diferente, quer seja com música diferente na aula de dança ou apenas na intensidade. A própria avaliação do atleta é uma forma de estimulá-lo a querer praticar mais e mais. “Na avaliação física mostramos que o aluno precisar melhorar nisso ou naquilo. A gente instiga o indivíduo a querer progredir.”

Estímulo - Fábio Gomes, que coordena

Sedentarismo – Ao buscar se exercitar

a Academia Tito Colo Sports, diz que tem à disposição do aluno mais de 20 atividades diferentes – natação, artes marciais, dança, spinning, ginástica, musculação, step.... Segundo ele, as pessoas têm pressa em querer entrar em forma quando acaba o inverno. “Elas vêm no verão e querem ficar bem fisicamente no verão

para melhorar a qualidade de vida ou para iniciar na prática de um esporte, o coordenador Fábio Gomes diz que frequentar uma academia traz resultados mais satisfatórios e ideais do que sair praticando alguma coisa a esmo por ai. “Se você busca uma academia você tem orientação. Se treina na rua pode se machucar, ter lesões, a pessoa não tem noção do nível do seu condicionamento ideal. O primeiro passo é ter orientação médica para ver se está apta a ter atividade física. Depois é passar na academia para fazer uma avaliação física”, alerta o professor. O que fazer para sair do sedentarismo? O que praticar? Fábio Gomes responde, ressaltando que ao passar por uma avaliação física o indivíduo conhece sua real situação e passa a contar com ajuda profissional para atingir a meta. “Se quer emagrecer vamos passar uma atividade aeróbica de baixo impacto, como hidroginástica, natação, começar com uma esteira... Tudo depende do que a pessoa está buscando. Nossa academia oferece um leque muito grande de atividades”.

L.R. Fonseca

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CONECTADO NOTÍCIAS Bolsa Família: hora de ir aos postos A Secretaria de Saúde de Jaú pede que beneficiários do Bolsa Família compareçam aos postos de saúde. O objetivo é realizarem o acompanhamento de peso e medida de crianças de zero a seis anos, mulheres até 44 anos e meninas acima de 14 anos. A coordenadora do programa em Jaú, Eliana Lopes De Marchi, diz que as pessoas não comparecem normalmente e acabam prejudicadas com o bloqueio do benefício. Para receber a bolsa precisa cumprir regras. Em Jaú, 2.500 famílias estão sendo convocadas.

Sangue militar Paulo Henrique Bonini (na frente) foi um dos atiradores que doaram sangue na campanha promovida pelo Hemonúcleo Regional de Jaú. Na foto aparece com colegas e com o chefe de instrução Paulo Sidnei Matos Gomes (em pé). Cerca de 100 jovens militares doaram sangue nos dias 4 e 5 de abril. Informações sobre como doar: (14) 3602-1356 Ariane Urbanetto / Assessoria FAC

Barra ajuda a parar de fumar O Centro de Saúde Mental de Barra Bonita oferece gratuitamente tratamento para tabagistas que desejam parar de fumar. Os interessados em participar dos grupos devem procurar o Centro de Saúde Mental para fazer inscrição. Informações: (14) 3641 4163. Cerca de 25 milhões de brasileiros são fumantes. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), 200 mil pessoas no país morrem por ano em decorrência do cigarro.

Crédito de R$ 2,5 bi para instituições O Ministério da Saúde e o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram a ampliação da linha de crédito de R$ 2 bilhões para R$ 2,5 bilhões para santas casas, hospitais e entidades filantrópicas. O acordo também reduzirá os juros e aumentará o prazo para o pagamento de crédito concedido a essas instituições de saúde. Em 2010, o Ministério da Saúde repassou R$ 6,6 bilhões para essas instituições.

Cosméticos: 60% sentem alergias Levantamento da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo aponta que as irritações e alergias respondem por 60% das reações ao uso de cosméticos notificadas ao Centro de Vigilância Sanitária da pasta por médicos, serviços de saúde e consumidores. Em seguida, aparecem outras reações como vermelhidão e coceira, com 35% do total, e queimaduras, com 8%. Pela pesquisa se constatou que as reações por cosméticos são causadas, sobretudo, pelo livre acesso das pessoas aos produtos, pelo uso inadequado e/ou precoce, pela mistura de diferentes apresentações e pela crença de que cosméticos não fazem mal à saúde.

HC recruta idosos que sofreram queda O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP está recrutando idosos com 60 anos ou mais, de ambos os sexos, e que tenham sofrido queda pelo menos uma vez, nos últimos 12 meses, para triagem e participação em projeto de pesquisa. O objetivo do estudo do Serviço de Geriatria é reduzir o número de quedas nesta população, informa a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Inscrições: www. gerosaude.com.br. CONECTADO SAÚDE 27


CONECTADO AGENDA XVIII Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia Organizador: Sociedade Brasileira de

25º Congresso Odontológico de Bauru Local: Bauru, de 17 a 19 de maio de 2012 Informações: www.cobusp.com.br

Informações: www.cbgg2012.com.br

1º Congresso Latino Americano de Osteoporose

8° Congresso Brasileiro de Cérebro Comportamento e Emoções

IV Congresso Brasileiro de Fibrose Cística Organizador: Grupo Brasileiro de Estudos de

Informações e inscrições pelo telefone (11)

Local: São Paulo - SP

5584-6938, pelo e-mail sobrac@menopausa. org.br ou no site www.menopausa.org.br .

Simpósio Cardiovascular da ACCF/SBC Data: 19 e 20 de maio de 2012 Local: São Paulo - SP

Fibrose Cística Contato: (48) 3206-3613 Informações: www.cbfc2012.com.br

VII Congresso Brasileiro de Climatério e Menopausa

Data: 2 a 5 de maio de 2012

Data: 24 a 27 de maio de 2012 Local: São Paulo - SP

Data: 7 a 9 de junho de 2012 Local: São Paulo - SP

Geriatria e Gerontologia Contato: (21) 3293-6700

XXXIII Congresso da Sociedade de Cardiologia de SP

Hospitalar 2012

Data: 24 a 26 de maio de 2012 Local: São Paulo - SP

XII Congresso Internacional de Catarata e Cirurgia Refrativa

Data: 22 a 25 de maio de 2012

Data: 30 de maio a 2 de junho de 2012

Local: São Paulo- SP

Local: São Paulo - SP Fonte: www.saudeempautaonline.com.br e www.drteuto.com.br/eventos


João de Moraes Prado Neto e Luís Felipe Moraes Prado

Próteses Implantes de silicone surgiram em 1959 com intuito de aumentar e reconstruir mamas. Ao longo desse período modificações tecnológicas benéficas ocorreram em sua confecção. Nos últimos 15 anos, por conta das mudanças dos conceitos estéticos da moda houve uma desenfreada procura por esta cirurgia, trazendo consequências. É preciso considerar que toda cirurgia plástica é ramo da cirurgia geral, o que significa que ela está sujeita a quaisquer complicações inerentes, por exemplo, a uma cesariana ou retirada de apêndice. Isto posto, é fundamental que o cirurgião plástico alerte a paciente de que poderá surgir algum problema que não tem relação com a técnica empregada pelo médico durante o ato cirúrgico - intercorrências podem existir sem que isto se configure como erro médico. Por questões éticas, legais e de respeito a paciente, há uma orientação por parte da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e do Conselho Federal de Medicina, para que o médico elabore um documento (Termo de Consentimento e Informação) no qual constam todos os riscos inerentes àquele tipo de procedimento; a paciente deve ler com atenção, esclarecer dúvidas e assinar. Exemplificando: Após a colocação da prótese, a mesma é envolvida por uma membrana que nós chamamos de CÁPSULA, e esta membrana pode se espessar e endurecer a mama - é o que chamamos de CONTRATURA CAPSULAR; há solução para isso, porém, muitas vezes temos que recorrer a nova cirurgia. Dez anos? - A troca da prótese, habitualmente, não deve ocorrer antes de dez anos, embora isso possa ocorrer, ou por uma contratura ou por outras alterações. Em síntese, é falso afirmar que o implante precisa ser substituído a cada dez anos como também não existe prótese definitiva. Outra intercorrência que pode ocorrer é eliminação do implante. O organismo de30 CONECTADO SAÚDE

senvolve um líquido reacional em torno da prótese e tenta expulsá-lo juntamente com o implante: isto pode acarretar a remoção do implante e recolocação de um outro, no mínimo três meses depois. Demanda - Esta demanda desenfreada pelas próteses despertou o apetite voraz de empresas, que passaram a produzi-las sem zelo compatível com materiais a serem implantados no corpo. Aliado a este fato, o descuido e a negligência de órgãos sanitários governamentais (ANVISA), próteses de péssima qualidade impregnaram o mercado, causando complicações, sobretudo entre as 20.000 mulheres portadoras dos implantes PIP (francês) e ROFIL (holandês) em nosso país. Estas próteses foram preenchidas com gel industrial fraudado, não coesivos, isto é, quando roto, este implante espalha o gel que se impregna em tecidos fora da mama, causando graves processos inflamatórios. É preciso entender que as próteses consagradas também podem se romper, porém, quando isto ocorre, o gel, altamente coesivo não sai do seu sítio de implantação; além disso, o índice de ruptura é sensivelmente mais baixo. Diagnóstico - Vale ressaltar que por orientação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, e da ANVISA, a troca dos implantes PIP e ROFIL deverá ser feita de imediato apenas nas pacientes que tiverem suas próteses rompidas, diagnóstico feito pelo cirurgião plástico e confirmado pela ultrassonografia. As pacientes com implantes íntegros devem procurar seus médicos para se assegurar de que está tudo bem, realizando exames periódicos posteriormente. Finalizo, alertando as pacientes que, se tiverem dúvidas, recorram aos seus cirurgiões plásticos ou ao site da Sociedade Brasileira Cirurgia Plástica, que é a única entidade no Brasil a representar os médicos especialistas em cirurgia plástica (www.cirurgiaplastica. org.br)

João de Moraes Prado Neto Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro titular da SBCP e membro titular da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS)

Luís Felipe Moraes Prado Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) e pós-graduação no Instituto Ivo Pitanguy


Conectado Saúde - 1  

Revista de Saúde de Jaú e região