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Ano I

Janeiro/Fevereiro de 2014

N° 2

Belo Horizonte - MG

INFORMATIVO CONDOMINAS

Destaque Melhorias, novas regras ou investimentos – saiba a importância da reunião de condomínio Encontros refletem decisões que serão aplicadas no cotidiano dos moradores

A

s reuniões de condomínio, apesar de serem vistas com certo desinteresse por alguns moradores, são momentos importantes para os condôminos. Os encontros refletem as decisões tomadas por assuntos como investimentos, eleição de síndico, aprovação de contas, previsão orçamentária, obras, melhorias, rateio extra ou mudança de regras. Tudo passa pela assembleia, nos termos do Código Civil e das convenções de condomínio. A participação e a votação são direitos do condômino, pois as decisões são tomadas de forma democrática e deliberadas conforme o voto da maioria dos moradores presentes.

Sem conflitos entre os moradores

As determinações que lá ocorrem são soberanas e tem impacto sobre todos, portanto é importante participar, votar, opinar com educação e serenidade e não levantar temas fora da pauta proposta pelo síndico, para que a reunião não perca o foco. Por essa série de motivos, é necessário estar atento a datas, horários e assuntos que serão discutidos na reunião. A participação nas decisões é um direito e dever de todos os moradores e, portanto, é importante pensar duas vezes antes de deixar de participar, não é mesmo?

V

iver em condomínio é um exercício diário de convivência com outras pessoas. Mas nem sempre a relação entre vizinhos é harmoniosa. Os conflitos são situações que precisam ser administradas pelo síndico para que o problema não se torne ainda maior. Barulho, vazamentos, uso das áreas comuns e animais de estimação estão entre as principais causas de divergências entre os moradores. Para prevenir conflitos, o Código Civil conta com 27 artigos que definem os direitos e deveres para síndicos e condôminos. Mas as normas são abrangentes e cada condomínio precisa definir as regras de acordo com suas peculiaridades. O síndico tem papel fundamental na solução de conflitos. Para isso, precisa agir aplicando as diretrizes do regulamento interno de maneira isenta e sem privilégios.


Entrevista Rodrigo Bacelar Síndico do Edifício Ágata, em Belo Horizonte.

Como é tratada a questão do lixo em seu condomínio? No condomínio temos duas lixeiras. Uma para o lixo orgânico e a outra para o lixo descartável. Mas ainda temos dificuldades quanto à conscientização de alguns moradores que descartam lixo orgânico junto com os recicláveis. Existe muito descaso em relação ao despejo do lixo? Como isso é abordado com os condôminos? Sim, existe descaso tanto na cidade, que não tem projetos de coleta seletiva, quanto no condomínio, que não tem retorno quanto ao lixo reciclável. As abordagens são quase nulas, faltando a conscientização no condomínio e no município.

Esse tema permeia as reuniões de condôminos? Como é abordado? Raramente é falado nas reuniões. Quando iniciamos a coleta seletiva, todos acharam bom. Uma empresa iria recolher o lixo reciclável e os valores arrecadados seriam revertidos em melhorias para o condomínio. Mas alguns moradores não separavam o lixo e achavam que a empresa deveria fazer esse serviço. A empresa desistiu de recolher o lixo e perdemos uma renda extra para o condomínio. Existe algum projeto de melhoria nessa questão do lixo nos condomínios que está/estará sendo implementado? Não temos nenhum projeto em andamento, mas ainda temos moradores que separam os lixos recicláveis e colocam para as pessoas que recolhem e vendem. No condomínio onde moro já temos duas lixeiras, de material orgânico e reciclável, mas o que falta é a consciência de que devemos não só preservar a natureza, mas reaproveitar estes materiais.

Economia

A poupança do condomínio

O

Condomínio, um lugar para todos

A

fundo de reserva é um mistério para muitos moradores. Para que serve? Como pode ser utilizado? Como é calculado? O artigo 22 da Lei 8.245/91 esclarece que o fundo tem a função de cobrir as despesas extraordinárias do condomínio.

acessibilidade vem ganhando destaque nos últimos anos. Oferecer condições iguais de locomoção para todos não é uma obrigação apenas para os espaços públicos. Desde 2004, o decreto-lei 5.296 determina a adequação de locais de uso individual e coletivo.

Para constituir o fundo é preciso aplicar uma porcentagem sobre o orçamento mensal das despesas e os critérios para a cobrança são definidos na convenção do edifício. O recurso pode ser utilizado pelo síndico para investimento, manutenção e conservação da estrutura, mas precisa ser autorizado através da assembleia extraordinária, convocada especificamente para tratar do assunto.

As principais adaptações devem ser feitas nas áreas comuns do condomínio. Rampas de acesso onde há desnível, piso antiderrapante e comunicação em braile, principalmente nos elevadores, são alguns exemplos.

Em caso de despesas emergenciais, o síndico pode usar o fundo para resolver problemas sem autorização prévia da assembleia. Porém, precisará realizar a prestação de contas para comprovar a utilização do recurso.

O condomínio deve oferecer a acessibilidade, independente de possuir ou não moradores com necessidades especiais, pois deve estar preparado para receber visitas com este perfil e até novos moradores futuramente. Além disso, pode ocorrer de algum condômino sofrer um acidente e precisar utilizar uma cadeira de rodas durante a recuperação.

Esta é uma publicação exclusiva da CondoMinas Créditos e Cobranças Condominiais Avenida Augusto de Lima, 1376 - 15° andar - salas 1502 e 1503 CEP: 30.190-002 | Belo Horizonte/MG Telefones: (31) 2551.8218 | (31) 2552. 6922 E-mail: contato@condominas.com.br

website: www.condominas.com.br facebook.com/condominas

Textos, Edição, Diagramação e Design Gráfico: DUE - Relacionamento com a Imprensa | www.duecompany.com.br Produção Editorial: Patrícia Oliveira | Jornalista responsável: Tiago Costa ( Registro 9859 )

Tiragem: 500 exemplares Janeiro/Fevereiro de 2014


Informativo CondoMinas - Janeiro/Fevereiro 2014