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Revisão da Hteratura

No que conceme á etapa de preparação geral, segundo o autor, a tendência geral da dinâmica das cargas caracteriza-se pelo aumento paulatino do volume e intensidade, com um crescimento preferencial em volume. É nesta etapa que se criam as bases da forma desportiva. Na segunda etapa, tal como o próprio nome indica, podemos verificar que a carga apresenta uma orientação especial mais marcada, em todos os seus aspectos. Além disso, constata-se uma redução do volume total das cargas e um incremento da intensidade das mesmas. Depois de adquirida a forma desportiva, de acordo com Matvéiev (1980), surge a tarefa de mantê-la durante todo o período de competições importantes (relativamente concentrado) e de aplicá-la para a obtenção de rendimentos desportivos. Neste período de duração relativamente curta, a proporção de preparação geral não deve ser menor do que na etapa de preparação especial. Relativamente à dinâmica das cargas, o mesmo autor, afirma que, inicialmente, continua a verificar-se uma redução do volume, sendo que de seguida este se estabiliza. A intensidade das cargas específicas aumenta até chegar ao máximo, estabilizando-se a esse nível. Como é óbvio, esta estabilização é relativa. No caso de um período competitivo mais prolongado, produz-se um novo incremento no volume geral das cargas, com uma certa redução da sua intensidade. Depois, verifica-se novamente a tendência de redução do volume e de elevação da intensidade. No que conceme ao período de transição, não se verifica uma pausa ou suspensão do processo de treino. Este continua, mas efectuam-se grandes alterações na sua forma e conteúdo. Constata-se uma redução da intensidade e do volume das cargas específicas. A perda temporal da forma desportiva que ocorre neste período, constitui uma das condições imprescindíveis para o progresso posterior (Matvéiev, 1980). Em síntese, concordamos com Campos Granell & Ramón Cervera (2001) quando estes salientam que, no modelo de Matvéiev, as singularidades biológicas do organismo do desportista não são contempladas. Além disso, há um papel preponderante da preparação geral, sendo o seu modelo caracterizado por um período preparatório em que se trabalha muito em volume. Partindo do anteriormente exposto, verificamos ainda que a mudança de períodos de treino produz-se pela alteração da dinâmica das cargas (baseada nas grandes ondas) e que há uma separação entre preparação condicional e técnica, com alternância das curvas de intensidade e volume das cargas. Uma das principais características deste modelo é a sua perspectiva universal, visando atender a todas as modalidades e níveis de preparação.

Vitor Frade  

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