Page 15

Revisão da literatura

Silva (1998) menciona que, ainda em finais da década de 30, o russo K. Grantyn (1939) na obra “Conteúdos e Princípios Gerais da Planificação do Treino Desportivo”, lança as bases de uma teoria geral do treino, propondo a divisão do ciclo anual em três etapas (de preparação, principal e de transição), com durações e objectivos determinados pelas características das modalidades. Segundo o mesmo autor, nos anos 50, G. Dyson e N. Ozolin, desenvolveram modelos aplicados ao Atletismo baseados na preparação multilateral que culmina numa especialização no momento da competição. Nos anos 50, Letunov justificou cientificamente a divisão em períodos, condicionando-os às características do atleta em vez de ao número e localização das competições no plano anual. Segundo Caixinha (2001), Letunov (1950) criticou os meios utilizados até então, afirmando que o estado de forma não se deve às componentes organizativas dos elementos do treino, mas sim à “carga biológica” a que se submete o atleta durante o mesmo. Além disso, dividiu o ciclo de treino em etapa de aquisição, etapa de forma desportiva e etapa de diminuição do estado de treino. 2.1.1.3.2.0 “universo” de Matvéiev (Modelo Clássico de Periodização) Nos anos 50, Lev P. Matvéiev actualizou e aprofundou alguns conhecimentos desenvolvidos anteriormente e estruturou os fundamentos teóricos (Teoria Clássica) de um sistema de treino que se tomou hegemónico em quase todo o mundo, passando a ser utilizado como referencial básico para os processos de preparação desportiva (Silva, 1998). Matvéiev, desenvolveu o conceito de periodização do treino com base nas fases do síndrome de adaptação de H. Selye, i. e., de acordo com o carácter ondulante da resposta biológica, a carga de treino procura obter uma relação óptima entre os ritmos do treino e as alterações ondulantes das funções fisiológicas. Segundo Court (1992), a característica cíclica e longa do processo biológico faz com que os efeitos do treino apenas sejam obtidos tardiamente. A quantidade de trabalho só produz efeitos “retardados”, o que leva Matvéiev a colocar a fase de “volume de trabalho” bastante tempo antes do período competitivo. Matvéiev (1980) refere que a preparação do desportista consta fundamentalmente de preparação física, técnica, táctica, volitiva e teórica. Segundo este autor, a preparação física divide-se em geral e especial. Em qualquer modalidade desportiva, o êxito depende não só das capacidades especificas, mas também do nível geral das possibilidades funcionais do organismo. No seu entender, a preparação física geral cria as bases para a preparação especial, já que assegura o 9

Vitor Frade  

fslafja;lfkjaslkfjs fsafaf

Advertisement