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10 colunistas

colaboradores

JORGE LEPESTEUR Depois de estudar fotografia no Chabot College em São Francisco, construiu sua carreira no Brasil em 2001 fazendo trabalhos para Nokia, TIM, Vogue, Trip entre outros. É ele quem assina o editorial de moda “Império dos Sentidos”.

DEMIAN GOLOVATY Depois de trabalhar com nomes como Rafael Assef e Renato Elkis, agora Golovaty entra em nova fase de trabalho com ênfase à moda. Ele assina o editorial de moda “Squat”. CAROL TARSITANO Produtora das mais requisitadas do mercado de moda, Carol empresta sua visão contemporânea ao “Styling” da TRIG, assinando os editoriais “Squat” e “Império dos Sentidos”.

LILIAN CATHARINO Apaixonada por viagens e fotografia, a arquiteta Lilian Catharino, empresta para a TRIG sua visão contemporânea de design e comportamento na coluna Pé Na Estrada, onde nesta edição de TRIG ela destaca a “nova cara” da cidade de Berlim, na Alemanha.

PEDRO COLÓN Estudou fotografia por vários anos nos Estados Unidos. No Brasil trabalhou com nomes como Bob, Duran e André Schiliró! Ele assina Capa da edição 01 da TRIG e a coluna TRIG Click.

RAUL NETTO Filho do jornalista Ferreira Netto, de volta ao Brasil após 12 anos de USA, o cineasta Raul Netto trabalha em projetos ambiciosos para documentários e séries para TV. Nesta edição ele assina a coluna TRIG Culture. CRISTINA ROUCO Traçar um paralelo entre moda e design, fazem parte da visão de Cristina, que trabalhou no Office Com, realizando inúmeros trabalhos para grandes marcas do segmento de moda. Na TRIG ela assina a coluna “TRIG Design” e a matéria de capa “A arte de Experimentar ”


CARTA DO PUBLISHER Como levar a mensagem de uma marca, ao mesmo tempo para o lojista que revende seus produtos e ao consumidor final, formador de opinião em cada cidade do Brasil? Esta foi a pergunta que a TRIG resolveu responder. Após anos de trabalho na gestão e consultoria para posicionamento de marcas do segmento de moda, resolvi criar um veículo de mídia que atendesse fielmente a esta necessidade de 11 entre 10 marcas do mercado. Não, o número citado acima não é um exagero! Pode ser um eufemismo, mas é a expressão mais verdadeira do que uma MARCA deve priorizar em sua estratégia de posicionamento. Ao lançar a TRIG, eu não quis apenas criar uma revista, onde a MARCA pudesse anunciar diretamente para as 2000 melhores lojas de multimarcas de todo o país. Meu desejo foi oferecer à MARCA e ao LOJISTA um canal aberto de comunicação. Para a MARCA, porque ao se tornar anunciante da TRIG, ela se torna um parceiro de verdade, para quem abrimos a revista para ações promocionais, além do anúncio, o que nenhuma outra revista do mercado oferece. Nós oferecemos a possibilidade de prospecção e/ou posicionamento ao mesmo tempo. Na TRIG realmente evidenciamos todas as atividades que cada parceiro realiza dentro do mercado, com coberturas e entrevistas exclusivas de suas ações. Para o LOJISTA, porque pensamos nele o tempo todo! Com um conteúdo informativo de alto nível sobre MODA, COMPORTAMENTO, CULTURA E DESIGN, assinado pelos melhores profissionais de moda do mercado, desejamos elevar o nível de conhecimento de suas equipes de vendas, bem como a qualificação do atendimento em cada loja do país e, para tal, também criamos um caderno especial destacável, que é nossa “menina dos olhos” e que não poderia ter outro nome, se não “PAPO DE LOJA”, onde falamos sobre tudo o que há de interesse para o treinamento e qualificação do profissional de atendimento de moda. Pensei muito antes de escrever esta primeira mensagem a você, leitor, mas depois de alguns “ctrl–alt-del”, só me vinha uma idéia ao pensamento: - A TRIG representa Desejos! Da Marca, do Lojista e do Consumidor Final! Todos em um mesmo canal de comunicação! Este é nosso desejo! Boa TRIG para vocês! Gerson Marcch Publisher


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sumário 48 MATÉRIA DE CAPA A arte de experimentar. Capa // Jum Nakao Foto // Pedro Colón

14 Trigando a roupa 16 SAIA NA FRENTE

Carlos Casagrande por Carlos Casagrande

Sugestões criativas para montagem de 5 “looks” masculinos para o Verão 2011

20 Editorial SQUAT

Formas inovadoras em meio a uma arquitetura urbana...

32 Trig Click

O fotógrafo Pedro Colón apresenta a modelo Isabella Lionetti

52 INTERVIEW

Visual Merchandising, uma ferramenta importante na hora da venda

54 MODELO DE NEGÓCIO

Novo modelo de negócios para franquias de roupa

60 O SENTIDO DOS IMPÉRIOS Estilo e sofisticação nos transportam a uma viagem de perfumes e texturas

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70 PÉ NA ESTRADA 72 TRIG culture 74 trig design A nova cara de Berlim

SPFW + FASHION RIO

Onde está nossa indústria?

O paralelo entre moda e design na visão de Cristina Rouco

78 trig MAKE UP A cara do Verão 2011


EDITORIAL Publisher Gerson Marques gerson@trig.com.br Editor Jornalista Responsável (MTB 3360/PR) Ricardo Gomes ricardo@trig.com.br Editora de Estilo Carol Tarsitano carolatarsitano@hotmail.com CoordenaDORA Executiva Priscila Tavares trig@trig.com.br COLUNISTAS Cristina Rouco / crisrouco@hotmail.com / Lilian Catharino / liliancatharino@uol.com.br Raul Netto / raul@redrose.com.br Fotografia / Colaboradores Pedro Colón / Jorge Lepesteur / Demian Golovaty / Lilian Catharino Direção de Arte Marco Miguel marco@trig.com.br Editor de Arte Fernando A. A. de Moura criacao@trig.com.br REVISor de Texto Samir Miguel samirmiguel@websama.com.br Produção de Moda Andressa Ressam andressa@trig.com.br / Sabrina Horieth Publicidade e Assinaturas Mônica Pardini monica@trig.com.br Administração e Finanças Conceito Brand contato@conceitobrand.com.br Distribuição Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos Impressão e acabamento Mundo Digital Gráfica e Editora Editora Sama Visual Design Editorial / sama@websama.com.br

Caro Lojista A TRIG vai presentear os clientes V.I.P. de sua loja com uma assinatura anual da revista por sua indicação!!! Para que isso seja possível, precisamos de sua ajuda!!! Envie-nos os dados solicitados abaixo, dos seus 5 principais clientes, formadores de opinião de sua cidade, para trig@trig.com.br.

Nome Cliente Vip: Email: Loja que indicou: Cidade:

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Relação de Clientes V.I.P. para envio da REVISTA TRIG

REVISTA TRIG R. Dr. Andrade Pertence, 60 Vila Olímpia - São Paulo 04549-020 - 11 3567 0152 - trig@trig.com.br

Agradecimentos L’Agence Models / BRM Models / Ello Models / Edson Gomes / Allex Antonio / Liliane Filtre / Anderson Clarido


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Casagrande

trigando a roupa

// Carlos

O ator que está completando 12 anos de carreira em 2010, conta especialmente para a TRIG, detalhes de sua vida que pouca gente conhece. // da redação


CONTADOR - Sou formado em contabilidade e também estudei três anos de administração, mas não consegui me satisfazer. Desisti! Mudei de rumo! A oportunidade de trabalhar como modelo aconteceu depois desta fase, não estava nos meus planos. Foi uma surpresa, um grande desafio, principalmente levando em conta o grau da minha timidez e despreparo psicológico na época. SAIA JUSTA - Sou muito concentrado quando estudo, mas no dia-a-dia um pouco distraí d o. Certa vez, na época da inflação em alta e consequente “montanha de cálculos e números” para se calcular os juros de tudo que comprávamos, fui atendido em uma concessionária de veículos por um vendedor. Enquanto ele usava sua calculadora com muita rapidez, soltei uma “piadinha boba” para conquistar a simpatia do mesmo e quem sabe receber um bom desconto na compra. Ele teclava, teclava, então lá fui eu! - “Ta precisando de mais dedos aí”? Alguns demorados segundos de silêncio e recebo uma resposta atravessada: - Foi um acidente de carro com meu irmão!... Olhei para a mão esquerda dele e... Bem vocês já devem ter entendido o que rolou!... Ah! Não consegui o desconto!

CASAGRANDE POR CASAGRANDE - Um cara simples. Acho que minha principal qualidade é ser fiel e honesto. Sou um cara que ama a família acima de tudo. Caseiro, honesto, bondoso, calmo, exigente, romântico. CASAGRANDE PELOS OUTROS - Uma pessoa séria! Já ouvi isto algumas vezes! Sou alguém que se decepciona e entristece muito quando percebe a maldade que pode habitar no coração de muita gente. Ah! Meus amigos com certeza também vão dizer que sou “supertecnológico”. Adoro um brinquedinho eletrônico e o Théo, meu primeiro filho já puxa pelo pai! Ele já atende até meu nextel!

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SEGREDO DO SUCESSO - Persistência, otimismo, humildade, estudo, sorte e muita convicção nos sonhos que programo para mim. Mas acredito que tudo isto tem que ser alicerçado principalmente por honestidade e bondade. Se não, nada acontece!


16 saia na frente

Camiseta Play Size / R$ 98 Jeans Play Size / R$ 198 Boné Play Size / R$ 48 Cinto Nine Jeans / R$ 23 Tênis Play Size / R$ 68

Camiseta StockCar Clothing / R$ 135,70 bermuda Play Size / R$ 188 chinelo Calvin Klein / R$ 79

mALHA Tie dye Steed / R$ 209,80 CALÇA SARUEL Nine Jeans / R$ 170 TÊNIS Gola / R$ 330


Camisa Play Size / R$ 168 CAlça Los Dos / R$ 289 Sapato Los Dos / R$ 349 RELÓGIO Swatch / R$ 390 BOLSA Puma / R$ 250

// monte seu look

Camisa Calvin Klein / R$ 229 CAMISETA Play Size / R$ 46 cINTO Nine Jeans / R$ 65 BERMUDA Calvin Klein / R$ 199 TÊNIS Afforest / R$ 148,50

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OS PREÇOS CITADOS ACIMA SÃO PARA VAREJO FOTOS // DIVULGAÇÃO


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20 Monique // Min AgostĂ­ni (top) Calvin Klein (short) Bruno // Calvin Klein


SQUAT

Formas inovadoras em meio a uma arquitetura urbana traduzem shapes confortรกveis em looks streetwear chic! fotos // Demian Golovaty stylist // Carol Tarsitano

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Juliana // veste Lady Rock acessรณrio em couro e tachas Pilรณn Alejandro // veste camiseta pรณlo Play Size, calรงa jeans e cinto Nine Jeans, relรณgio Mondaine


Jhon // Saruel e colete Steed , tênis Gola, cinto Nine Jeans Juliana // Colete de tricot e paetês Maria Parisi, calça jeans Diesel, sandália Mya Haas colar em resina Sol Rojo


Produção // Andressa Ressam e Sabrina Horieth Modelos // Alejandro, Bruno Wilks, Jhon, Juliana Filippio, Monique Luz (L’agence)


Monique // La Cofrad铆a, acess贸rios acervo


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32 trig click

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Pedro Colón apresenta

Isabella Lionetti

Em ensaio especial para TRIG, o fotógrafo Pedro Colón apresenta a modelo Isabella Lionetti da agência BRM de São Paulo como uma de suas grandes apostas para as campanhas de coleção verão e inverno 2011.

Isabella Guirado Lionetti Altura 1,74 / IDADE 16 ANOS / Paulistana ( www.brmmodels.com.br) make // Allex Antonio Tr a b a l h a h á m e n o s d e 1 a n o n o m e r c a d o de moda, mas já realizou desfiles e show room para marcas como Doc Dog, Gloria Coelho, Carlota Joaquina, Andrea Degreas e na Casa dos Criadores para Cristiane Soares. Seu desejo é fazer alguns comerciais de TV ainda como modelo, mas partir para uma carreira na telinha e, para isto, já iniciou diversos cursos na área de interpretação. Após o ensaio TRIG CLICK, Isabella L. embarcou para o Rio de Janeiro onde participou de seu primeiro teste para novelas na TV Record.

Vamos ficar de olho nela! Boa sorte, Isabella!


Pedro Colón É um dos novos talentos da fotografia de moda no Brasil, tendo trabalhado com grandes nomes como Duran, Bob Wolfenson e André Schiliró. Nesta edição da TRIG, assina esta coluna e a capa da edição

www.studiopedrocolon.com


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36 especial apostas trig

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SPFW FASHION RIO

MARIA BONITA

Foram 75 desfiles, em duas das mais importantes cidades do paí s , RJ e SP, com cobertura completa, online, víd eos e textos. Pudemos conferir de perto tudo o que rolou nessa temporada de verão e o que não poderá deixar de faltar: flores, estampas étnicas, minimalismo, volumes e texturas, militarismo, romance e muita natureza. Você vai conferir nas próximas páginas a seleção dos melhores desfiles de um jeito prático para adicionar as tendências ao seu dia a dia. // por Andressa Ressam fotos divulgação // Ag. Fotosite


TOTEM

CLAUDIA SIMÕES

NICA KESSLER

M IX AN D M AT CH

LENNY

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COLCCI

Mist ura s ous ada s, feita s de esta mpa s e cor es con tras tant es. Áfri ca, Bra sil, Méx ico, a ord em é mis tura r refe rên cias na hor a de se pro duz ir a sob rep osiç ão de dois dife ren tes tipo s de esta mpa s é bem vind a, mas tom e cuid ado com a ous adia ! Esta mpa s étni cas des per tam o inte res se por luga res dist ante s e torn am o look mai s orig inal .


FA NT AS Y

ESPAÇO FASHION

MARIA BONITA

FILHAS DE GAIA

ALEXANDRE HERCHCOVITCH

Peç as fres cas com esta mpa s sua ves . Mui tos bab ado s com um clim a girli e. Vid a à beir a-m ar, féri as, res orts , cor es e teci dos leve s com o a sed a, o ceti m, org anz a e uma pita da de silhu eta s dos ano s 50.


FL OW ER PO WE R

ROSA CHÁ

JULIANA JABOUR

ISABELA CAPETO

FILHAS DE GAIA

Não só rom ânti cas , as flor es vêm de tod os os jeito s, des de galh os a colo rido s inte nso s. Apo ste em rou pas e ace ssó rios com as esta mpa s rom ânti cas da esta ção par a colo rir o seu clos et, com fôle go par a mai s uma tem por ada .


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FO RM AS AR QU ITE TO NI CA S

MARIA BONITA

GLÓRIA COELHO

ACQUASTUDIO

FORUM TUFI DUEK

a elem ento s da Tec idos com põe m form as que rem etem erni dad e. Des taqu e arq uite tura , seu s volu mes gar ante m mod fach ada s das cas as, par a Mar ia Bon ita, que se insp irou nas uas tudi o traz a mulh ersua simp licid ade , text uras , core s. E a Acq de retr ans form ar esc ultur a, fest as da high -so ciet y, von tade rov áve is, volu mes a silhu eta fem inina atra vés de âng ulos imp as no tule e na org anz a. loca lizad os, cam ada s, dob rad uras , estr utur


LE T’S PA RT Y

JULIANA JABOUR

TRITON

CAVALERA

CARLOS TUFVSSON

Com o o título diz, muit a fest a, leve za e brilh o! O gua rda -rou pa per feito par a os jove ns des cola dos que não tem em mist uras ous ada s. Des taqu e nos ves tido s e mist ura do jea ns com peç as mai s sofi stica das . Esse con trap onto é o hit da esta ção !


LI NG ER IE IN SP IR ED

ADRIANA DEGREAS

ROSA CHÁ

Ren das mil, suti ã à mos tra, ves tido s cor set e hot pan ts rep agin am o bou doir. A ling erie foi à pra ia! Os des files que mai s rep res enta ram ess e con ceit o fora m Adr iana Deg rea s, que trou xe o clim a das poo l par ties dos ano s 70, bem chiq ue e sen sua l e a Ros a Chá com fluid ez, con stru ção e estr utur a das rou pas de com pet ição de dan ça de salã o. Mui to cha rme no brilh o e nas esta mpa s flor ais.


SP OR T

REDLEY

REINALDO LOURENÇO

OSKLEN

ANIMALE

O esp orte sai da aca dem ia e gan ha uma ticid ade dos e extr a de glam our, com brilh o, elas e text ura high tech , vira ndo sinô nim o de ais e mod ern idad e, que bra ndo os teci dos usu com tricô utiliz and o org anz a, neo pre ne, tule , mal ha e atitu de. mem ory 3D. Os look s gan ham dim ens ão


CORI MOVIMENTO

MARA MAC

JULIANA JABOUR

TÊCA TRIYA

M IL ITA RI SM O E SA FA RI Arm e-s e par a a bata lha fash ion! Os dois elem ento s se une m em peç as tota lme nte utilitá rias com anim al prin ts, bem fem inino e selv age m, em um clim a trop ical. Des taqu e par a as peç as des con stru ídas com form as da natu reza , e os cha péu s sup erch ique s e bás icos , ond e core s e esta mpa s leve s rem etem ao tem a.


PRSICILA DAROLT ANIMALE

LUCAS NASCIMENTO

MARA MAC

Elem ento s da natu reza vira m gra vura s e os teci dos cria m text uras inus itad as. Luca s Nas cime nto se utiliz ou de fios natu rais com o a cort iça, esta mpa s de már mor e e tron co de mad eira em sua cria ção . Já Wa lter Rod rigu es uso u galh os de plan tas par a faze r ace ssó rios de cab eça insp irad os no trab alho do fotó gra fo Han s Silve ster, que foto gra fou o pov o do vale da Etióp ia.

WALTER RODRIGUEZ

NA TU RE


NE W WA VE

FÓRUM TUFI DUEK

TNG

LENNY

R GROOVE

ALEXANDRE HERCHCOVITCH FEMININO

As core s fort es vêm com tudo nes se ver ão, em todo s os teci dos e volu mes pos síve is. Bor rõe s de tinta form and o man cha s de cor, gra fism os e form as que nem sem pre resp eita m o form ato do corp o, com teci dos lisos dan do um toqu e mini mal ista ao look .


PRISCILA DAROUT

GRAÇA OTTONI

JOÃO PIMENTA

ACQUASTUDIO

ADRIANA DEGREAS

MARA MAC

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CORI

LUCAS NASCIMENTO

ALEXANDRE HERCHCOVITH

REINALDO LOURENÇO

T OOSPELEIT 1 0OS DA TRIG


// A ARTE

de experimentar “Alguns estilistas subvertem a ordem e fazem das passarelas palco de verdadeiros espetáculos, aproximando a moda da arte performática”. por // Cristina Rouco

Enquanto muitos discutem se moda é arte, alguns estilistas vêm pulverizando seus talentos em outras searas. Para essas mentes criativas, a moda não se esgota em si mesma. Exemplo disso é o badalado estilista Tom Ford, conhecido por reinventar a poderosa marca italiana Gucci. Em seu filme de estréia como diretor, uma adaptação do livro de Christopher Isherwood publicado em 1964 e que estreou por aqui em março deste ano, Tom Ford reserva à moda um papel secundário. Mesmo em sua beleza tirânica de cuidadosos enquadramentos, apuradas combinações de cores, sequências de cenas plasticamente impecáveis, não fazem do filme dirigido por Ford um belo editorial de moda. “É o trabalho mais pessoal que já fiz”, diz o diretor. Segundo ele, moda é um esforço criativo mais comercial. “O filme foi meu primeiro trabalho como pura forma de expressão”, conclui. Limitados pelo tempo paradoxal da indústria da moda, onde tudo é fugaz, volátil e efêmero, alguns criadores subvertem a ordem e fazem das passarelas palco de verdadeiros espetáculos, aproximando a moda da arte performática. Plenamente estabelecido na vanguarda da moda contemporânea, o duas vezes nomeado "British Designer of the Year", Hussein Chalayan, estilista turco-cipriota, é conhecido por seu uso inovador de materiais, atitudes progressistas e crítica social. Usando a moda como forma de expressão, Chalayan é um dos mais inovadores, experimentais e conceituais designers de moda da atualidade.

after words, 2000 fotos chris moore

matéria da capa

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after words, 2000 fotos chris moore


Quando a situação alarmante de Kosovo atravessou as fronteiras em 1999, Chalayan apresentou a coleção Afterwords, uma reflexão sobre a problemática dos refugiados e sua situação nômade que explorava o conceito do “wearable”.(usável) Em sua arquitetura vestível, Chalayan transformou móveis em peças de vestuário. Em um cenário totalmente branco, recriou uma sala de estilo modernista onde cadeiras e mesas se transformavam em saias e vestidos deixando a sala despida e sem vida ao final da performance. Repleta de intencionalidade e conceito, as criações do designer são exercícios de técnica e experimentação. plato´s atlantis 2010 fotos wwd/condé nast/corbis

// o gênio contestador Exemplo emblemático desta convergência entre arte e moda é a obra do estilista britânico Alexander McQueen, morto em fevereiro deste ano. Inconformista, McQueen representava a contestação de toda uma geração. Convidado em 96 por Bernard Arnault, presidente do conglomerado LVMH (Moët Hennessy Louis Vuitton S.A), para assumir a direção criativa da Maison Givenchy, rompeu contrato em 2001 alegando que a empresa “constrangia sua criatividade”. Autobiográfico, McQueen era um grande criador de imagens. Conhecido por sua maestria técnica, o estilista evocava constantemente a relação arte/moda em seus audaciosos desfiles-conceito. Sua última coleção para o Outono/ Inverno 2009, é a mostra da sua natureza contemporânea. Intitulada “The Horn of Plenty”, McQueen transformou objetos comuns em acessórios prodigiosos, numa poesia à reciclagem e a reutilização. O gênio da contestação criticava os padrões de beleza preestabelecidas pela indústria da moda. Um belo exemplo disso são as imagens criadas por ele na performance de “Plato´s Atlantis – desfile da coleção verão 2010. Plato´s foi uma sucessão de imagens surreais sobre a evolução humana vista através dos olhos de McQueen. Com maquiagem pesada, as modelos apresentaram a coleção com próteses no rosto numa alusão as brânquias dos peixes. Com pele de cobra e cabelos trançados até formarem chifres, as beldades carregavam vestidos subaquáticos e sapatos com saltos altíssimos em forma de garra.

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the horn of plenty 2009/2010 fotos wwd/condé nast/corbis

// a subversão de chalayan

Em seus desfiles performáticos, Chalayan subverte a ordem apresentando coleções onde o resultado final é menos importante do que o conceito inicial que o gerou. Os questionamentos do designer são o ponto de partida para pensar suas criações.

Nesta performance, McQueen utilizou o poder transformador da moda para lembrar a necessidade da adaptação humana as novas condições ambientais.


50 jum nakao // divulgação

// a poesia de jum Neste time de peso onde o conceito da moda vai muito além do simples ato do vestir, está o brasileiro Jum Nakao que é um desses estilistas que pouco diferenciam a moda da arte. Para ele segmentar arte e moda é coisa do passado. “Vivemos um momento de profundas transformações e incertezas. A ciência e a tecnologia aceleraram o rompimento de fronteiras e liquidificaram velhos paradigmas. Tudo se tornou possível e acessível”, declarou Jum numa entrevista que gentilmente cedeu à Revista Trig. Talvez o termo estilista seja restrito para qualificá-lo. Em sua dimensão interdisciplinar, Nakao extravasa os domínios da moda. A singularidade de seu trabalho lhe permite expressar questionamentos em busca de um espaço próprio. “As coisa não são feitas apenas de contorno”, disse certa vez. Em sua busca incessante para acrescentar conteúdo à forma, Jum se despediu das passarelas com um desfile que ficou eternizado na memória de quem viu. Delicadas roupas feitas de papel vegetal cortadas a laser e inspiradas na estética renascentista do século XIX foram rasgadas ao final do desfile intitulado “A Costura do Invisível”.

Para Jum só é possível preencher de conteúdo e intencionalidade o que as mãos são capazes de produzir, lapidando a alma de quem faz. Tornando o pensar crítico uma constante, Jum partiu em busca de uma produção mais “humana”. Nesta trajetória vem ensinando técnicas e formas de criação em comunidades carentes Brasil a fora. Com a preocupação de promover a inserção destas comunidades no mercado e valorizar a cultura local, o designer concebeu a luminária Cocar feita de resíduos descartados por indústrias moveleiras e desenvolvida por cooperativas de artesãos do Norte e Nordeste. Este trabalho que pôde ser visto na mostra paralela ao 48º Salão Internacional de Milão na Zona Tortona no ano passado, é apenas uma das vertentes criativas de Jum.

a costura do invisível Foto // Fernando Louza


luminária cocar // divulgação

// o universo lúdico de jum

Este trabalho, que pôde ser visto na mostra paralela ao 48º Salão Internacional de Milão na Zona Tortona no ano passado, é apenas uma das vertentes criativas de Jum. Anteriormente seu talento já havia rendido um convite para criar o figurino da minissérie Hoje é dia de Maria, exibida em 2005 pela TV Globo. Entre tantos e diversificados projetos nos quais está envolvido, a preocupação com o processo criativo é uma constante. “Sem novos processos não há inovação, ocorre simplesmente à reiteração de lógicas desgastadas e resultados conhecidos” disse à Trig. Para ele o processo criativo gera riscos, e sem assumi-los, não há aprendizado, não há evolução. Se apropriando dos meios de comunicação que dispões para questionar, Jum expressa seu descontentamento com a indústria da moda: “A moda ficou muito vazia, muito comercial.” Talvez tenha sido este o recado que Nakao quis nos deixar nas entrelinhas da sua “Costura do Invisível. Ao pasteurizar as imagens de suas modelos com collants pretos e cabeças de playmobil, o universo lúdico de Jum se revelava, como se quisesse nos dizer que neste universo volátil é necessário bem mais do que imagens plasticamente bonitas para existir. Belíssimos corsets, crinolinas, pelerines e golas vitorianas feitas de papel foram rasgadas num manifesto contra a efemeridade da moda. Na contramão da desconstrução de “A Costura do Invisível”, Jum retornou a São Paulo Fashion Week desta vez para construir. Um espaço cultural e interativo foi sendo “vestido” durante os seis dias de desfiles da semana de moda de verão deste ano. Em uma performance contínua, o botequim disposto entre duas arquibancadas, numa alusão a uma sala de desfiles, pouco a pouco foi sendo coberto por pequenos hexágonos de algodão branco, transformando o que antes era um botequim de cores vívidas e objetos dispostos indisciplinadamente, em um espaço que de tão branco se tornou asséptico. Quando perguntado se moda é arte, Jum dispara: “A experiência artística pressupõe diálogo e troca entre as partes - obra e observador. Sem que ocorra este fluxo e alteração de estados, a arte não existe.” E alguém ainda duvida, de que o que faz Jum Nakao é pura arte? hoje é dia de maria // divulgação

vestígios vestíveis // divulgação

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// VISUAL

merchandising

interview

O mercado nacional de Visual Merchandising é uma área com alto potencial criativo, de forte rentabilidade e carente em organização e planejamento. // por Mônica Zanetti

Entrevistamos a profissional Camila Salec, sócia-proprietária da Vimer Experience Merchandising, referência diferenciada e contemporânea, quando o assunto é Programação Visual para marcas de moda.

T:

É possível desenvolver esta técnica em um profissional?

CS: Sim. Qualquer pessoa pode se tornar um profissional de VM desde que tenha muita vontade de trabalhar com isso, noções de moda e bom gosto para coordenar peças.

T: O que é Visual Merchandising? CS: Visual merchandising é um conjunto de técnicas que

T:

visam destacar a exposição do produto no ponto de venda. Considero o VM como a evolução do trabalho de “vitrinismo” atuando em todos os pontos de contato do cliente com o produto: mesas, araras, displays, comunicação visual, sonorização de lojas etc.

CS: Acredito que a criatividade é um “músculo” que deve ser exercitado para que os resultados apareçam. Quanto mais você exercita sua criatividade, mais ela vai aparecer. No dia-a-dia precisamos sempre encontrar soluções criativas para desafios e problemas!

T: Como foi esta evolução do “vitrinismo”? CS: Por muitos anos, os profissionais responsáveis por

T : Como prática?

tornar a loja mais atrativa eram conhecidos por vitrinistas. Estes profissionais, com pouco dinheiro e muita criatividade eram responsáveis por encantar os clientes através da vitrine. Na década de 80, possivelmente por motivo da recessão mundial, muitas lojas começaram a questionar o papel dos vitrinistas, já que na maior parte das vezes o resultado de suas ações dificilmente era mensurado em números. Assim, muitos vitrinistas migraram sua criatividade para o interior das lojas promovendo produtos, marcas e lançamentos, como faziam com as vitrines. Na minha opinião, foi neste momento que nasceu o visual merchandising.

fotos // divulgação

Quer dizer que todo mundo pode ser criativo?

isso

pode

ser

colocado

em

CS: O Visual merchandising é uma ocupação criativa. O que pessoas criativas fazem é abrir suas mentes à geração de idéias. Quanto mais frequente for este processo, mais fácil será encontrar soluções para problemas. Aqui na Vimer, por exemplo, estamos sempre abertos ao NOVO e destinamos boa parte do nosso tempo para visitas de pesquisa nas principais capitais da moda: Paris, Londres, Milão, Nova Iorque e Tóquio. Nestes locais, além de visitar lojas e buscar referências, procuramos vivenciar um pouco do comportamento local, fotografando e interagindo com pessoas em ruas, bares e restaurantes. Sempre voltamos destas viagens com centenas de idéias!


T: Quais dicas você daria para auxiliar as lojas na troca de coleção?

CS : Antes de mais nada, é importante lembrar que muitas vezes ainda temos peças em liquidação dentro da loja no momento em que a troca ocorre. Para lojas com duas vitrines separe sempre os produtos destacando a liquidação em uma vitrine e os produtos da nova coleção em outra. Um adesivo escrito “Pré-coleção” na vitrine com os novos produtos e um adesivo com “Liquidação” na vitrine com os produtos remarcados ajuda a explicar para o cliente que este é um período intermediário onde produtos novos e antigos ainda podem ser encontrados.

T: E o interior da loja como fica? CS: Dentro da loja, é importante separar bem os grupos de produtos novos e antigos. A melhor localização para os produtos novos é a porta da loja. Assim, araras, mesas e displays da entrada devem conter produtos da nova coleção. Os produtos em liquidação devem ser levados para o fundo da loja, buscando gerar fluxo para esta área.

T:

E como está a tendência em Visual Merchandising para a Primavera/Verão?

CS: As duas maiores tendências para cenografias nesta estação são os florais e o navy. Pequenas intervenções como adesivos listrados ou florais colocados em locais estratégicos da loja fazem toda diferença. Na loja Wanama de Buenos Aires, o fundo da cremalheira era adesivado com uma estampa floral. Um lindo efeito. Outra dica muito legal é explorar a cartela de cores do produto na vitrine e interior de loja. Manequins com peças em degradê de cores geram um efeito visual muito bonito e atraente, como na foto exemplo da Ralph Lauren.

T:

As cenografias de vitrine geralmente custam caro?

CS: É possível criar vitrines com as mais diferentes verbas. Usando um pouco de criatividade por exemplo, malas antigas podem ser reutilizadas como cenário. A dica é simples: escolha as principais cores dos produtos que existem na loja e pinte as malas para compor o cenário da vitrine. Estas malas podem servir de displays para confecção e acessórios, por exemplo. Inspire-se na foto que tirei desta vitrine de calçados em Paris. T:

Como trabalhar todos estes elementos juntos na vitrine? Não é muito complicado juntar cenário, adesivos, manequins, imagens de campanha etc?

CS: Esta é uma tarefa que exige cuidado e paciência. Escrevo um “passo-a-passo” simples para montagem da vitrine para facilitar: 1. conte uma história (e apenas uma) – não misture propostas de moda diferentes em uma mesma vitrine, pois esta atitude confunde o cliente. 2. ocupe espaços – procure colocar manequins em alturas diferentes (em cima de cubos, por exemplo) para ocupar bem o espaço da vitrine sem poluir. 3. crie ritmo – a sensação de movimento é muito importante em uma vitrine, você pode conseguir este efeito com imagens ou com alturas diferentes nos manequins. 4. destaque a produção de moda – o mais importante em uma vitrine é o produto, portanto invista seu tempo em produzir bem os seus manequins. Blog Vimer

www.vimer.com.br

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54 modelo de negócio

// Play

SIZE

Um novo modelo de negócio para franquias de roupas onde a margem pode chegar a 3,0 de mark up. // por Gerson Marcch

Em entrevista exclusiva para a TRIG, Junior Paixão, presidente do GRUPO PLAY SIZE, respondeu perguntas e apresentou de forma descontraída o novo modelo de negócios para franquias de roupas , que seu grupo começa a introduzir no mercado.

T: Qual é o modelo de negócio da Play Size? JP: Para ficar fácil de entender costumo brincar chamando nosso formato de negócio de modelo “McDonald’s”.

T: E como funciona? JP: “A idéia não é ganhar dinheiro na compra da batata frita e sim quando ela for vendida”. Brincadeiras à parte, temos um negócio que leva o conceito de franquias ao pé da letra. Em um sistema de franquias você não ganha dinheiro quando entrega um produto e sim recebe “royalties” pela venda final. A maioria das franquias de vestuário são revendedores exclusivos, onde o fornecedor detém a MARCA e fornece o produto já embutindo o seu lucro, ou seja, jogando toda a responsabilidade de venda para o lojista, pois ele já teve o seu ganho garantido.

T: Qual é o diferencial do modelo Play Size em relação ao mercado atual?

JP: Nosso grande diferencial está na criação dos produtos, mas principalmente na margem de lucro que o nosso negócio propicia ao lojista. Enquanto o varejo tradicional trabalha com “mark-ups” entre 2,1 e 2,3 no máximo, nosso conceito propicia em média 3,0.


T: Como você visualiza a expansão do negócio e quais os pontos fortes de seu planejamento?

JP: Através de uma rede de franquias nas principais capitais e grandes cidades do interior e através de “corners” em lojas de multimarcas para cidades menores. Acredito que, para uma marca nascer e marcar sua identidade no mercado, este projeto deve estar alicerçado em um conceito de vida bem definido, em um grande designer no comando do desenvolvimento de seu produto, e em uma malha de distribuição forte, pois sem isto você não chega às lojas. Também é nescessário uma excelente direção de marketing entre outras ações. Hoje vestimos vários personagens da novela “Passione”, da Rede Globo, tomando cuidado com o estilo e características de cada um dentro da trama.

T: Qual perfil do homem Play Size? JP: Um homem com perfil explorador, que divide sua vida entre

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o lado urbano de uma grande cidade como Londres, e viagens de exploração pelo mundo a fora para a prática de seu esporte preferido, o “pólo elefante”, sempre curtindo um bom “rock’n’roll”. Nosso Show Room exprime este conceito ao pé da letra. Tudo foi pensado e programado visualmente para que o lojista, interessado em ser nosso parceiro de negócios, possa facilmente visualizar como será sua futura loja no varejo.


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RI ZZATTO

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60 Vestido // Cleo Aidar Sandรกlia // Santa Lolla Bracelete // Cristovรฃo Hammes


O Sentido dos Impérios Estilo e sofisticação nos transportam a uma viagem de perfumes e texturas ao redor do mundo. Liberte-se! Brinque com tecidos nobres e inspirações de lugares remotos da história! fotos // Jorge Lepesteur stylist // Carol Tarsitano


Pulseiras // CristovĂŁo Hammes e Monica Sanches Corsellet // Forum Lingerie Saia // Walerio AraĂşjo Bota // Santa Lolla


Vestido // Mabel Magalh達es Blazer // Lady Rock Sapatos // Santa Lolla Brinco // Carol Gregori


Colete // Carla Gaspar Vestido // Carla Gaspar Bracelete // Monica Sanches


Blusa // TEX Casual Woman Bolero // Mabel Magalhães Saia // Acervo Brincos // Lázara Design Bracelete // Monica Sanches Sapatos Santa Lolla

Produção: Andressa Ressam e Sabrina Horieth Beleza: Clovis Passos Modelo: Ronedi Engroff (Ello Models)


68 trig dicas

S O C

NI o a Ô R rã

T e fa 011. E 2 L u

E s q em S ico ch O T trôn h te N E ele hig

M os ão A Ç inh ç

d ra in a // s b r ç a d ão O a b e edaç c da r N ue ge A L q //

Entre um smartphone e um notebook, o IPAD promete ser a nova sensação entre os aficcionados por tecnologia e imagem

Os novos fones de ouvido QSLAP lançados pela Sony são um tanto quanto diferentes. Chamam a atenção por serem fixos na orelha através de um clip que fica preso ao lóbulo e também pela sua variedade de cores vibrantes.

Televisor LED 3D 60” Um verdadeiro show de imagens, a tecnologia LED permite uma incrível gama de cores e som de altíssima qualidade

Bolsa Noon Solar O lançamento traz uma linha de bolsas com placas solares externas, as quais carregam uma bateria interna, capaz de recarregar gadgets, tais como celular, mp3 e Ipods.

Desktop HP PRO All-in-one Com monitor integrado à CPU de design limpo e funcional, a ausência de cabos deixará o ambiente de seu escritório muito mais clean.


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por // Lilian Catharino

Reichstag Potsdammer Platz fotos // Lilian Catharino É possível perceber que desde a queda do muro em 1989, um processo de renovação em todas as áreas vem acontecendo. Comece seu passeio pelo Potsdamer Platz e poderá entender o que encontrará em todos os cantos da cidade: Construções modernas e tecnologicamente avançadas, aço e vidro, junto a construções antigas propositalmente preservadas.

fotos // Lilian Catharino

Para quem aprecia uma boa arquitetura, vale a pena uma visita ao REICHSTAG - prédio do parlamento alemão. Show de arquitetura e lição de integração entre a velha e nova Berlim.

b erlim

pé na estrada

“Show de arquitetura e lição de integração entre a velha e a nova Berlim”.

Enormes tapumes, placas e operários podem ser vistos em diferentes áreas da cidade. Em POTSDAMER PLATZ , localizado no centro, entre as excidades oriental e ocidental, investidores como Sony, Chrysler e Deutsche Bank, construíram um novo bairro onde antes havia uma praça totalmente devastada durante a Segunda Guerra Mundial (os alemães fazem questão de mostrar o quanto sofreram com os bombardeios da guerra).

Rodeo Club fotos // Lilian Catharino Rodeo Club fotos // Lilian Catharino A vida noturna é intensa e dividida entre exposições, shows, espetáculos, eventos e arte moderna. Para quem curte uma balada eletrônica mas não quer ir a um lugar cheio de turistas, deve conferir o RODEO CLUB . Arquitetura com ar decadente, um restaurante luxuoso, bar, boate e eletrônico pop de alta qualidade. Se a noite estiver fria, aproveite para se deliciar com a famosa sopa Gulasch!

Para conhecer um pouco mais da memória do povo alemão, confira o JÜDISCHES MUSEUM . Uma bela construção toda em concreto e com uma fenda no topo para entrar a luz. Este prédio foi projetado pelo arquiteto judeu Daniel Libeskind, filho de sobreviventes do holocausto. Judisches Museum

fotos // Lilian Catharino


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// Cinema no BRASIL

onde está a nossa indústria?

trig culture

De volta ao Brasil com um grande desafio: Cinema com pouco investimento! // por Raul Netto

Depois de doze anos nos Estados Unidos, decidi encarar o desafio de fazer cinema no Brasil. A diferença é que vim com a proposta de fazer filmes “Hollywoodianos” com histórias e cenários brasileiros. Fiz o percurso ao contrário, ao invés de sair, voltei ao país. A situação do cinema nacional melhorou muito nos últimos anos, mas está longe ainda de ser a ideal. Em minha opinião já está mais do que na hora de termos uma história de cinema de qualidade. Para isso é nescessário paciência e também aprender com os americanos. Não estou defendendo ninguém, mas podemos nos inspirar, admirar e aplicar seus métodos utilizando nossas próprias histórias, com a criatividade e capacidade que só o brasileiro tem. Somos um povo que tem calor, paixão, prazer e alegria em tudo o que faz. Por que não unir isto à frieza profissional “deles”? Tenho certeza que nos tornaríamos a nova referência mundial do cinema. Estamos nos aprimorando, é verdade, mas precisamos de continuidade por parte dos novos e antigos cineastas. Cenários não nos faltam! Nossa “Nova York” é São Paulo e nossa “Los Angeles”é o Rio de Janeiro. Por que não investir mais em filmes de pura ficção? Por que insistir em filmes de desgraça e pobreza? Nós temos que utilizar o cinema como uma ferramenta tão forte quanto a novela.

Onde estão as nossas frases de cinema do tipo “I’ll be back” ou “Hasta la vista, baby”? E que tal “Houston, we have a problem”? Ah, sim, me lembrei de uma, “Dadinho o caralho, meu nome é Zé Pequeno, porra”. Não podemos nos esquecer dos diálogos de Tropa de Elite, sempre bem colocados. E o que mais? Onde está nosso FBI? E a nossa CIA? E os policiais de terno Armani? Poderia ser “Ricardo Almeida”, e tantos outros nomes da moda que também podem emprestar elegância e requinte aos filmes nacionais. Ficção, comédia, ação! Precisamos criar nossos heróis nacionais! Onde está o nosso “Batman”, nosso “Triple-X”? Fico feliz quando vejo filmes recentes que acreditaram neste conceito e inovaram radicalmente, tais como: “Meu Nome não é Johnny”, “Mulher Invisível” e “Besouro”. Os jovens cineastas não devem temer fazer filmes que não sejam “cults”, “alternativos” ou “comerciais”. É preciso investimento! Temos a Globo Filmes, mas ainda é pouco! E é aqui que entram as dificuldades! Onde está a nossa “indústria cinematográfica” ? Precisamos de estúdios como Paramount, Universal e Warner Bros! Com tanto talento no Brasil, por que não investir mais? Pode ser pelo idioma, falamos português que não é uma língua globalizada. Vamos pensar grande, pensar na frente. Acreditar no futuro do cinema como acreditamos no Brasil! fotos // divulgação


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design

“O Design transforma as idéias sobre o mundo na forma de objetos, a Moda, como precursora das tendências que estão por vir, transforma os objetos do Design e a Arquitetura”.

por // Cristina Rouco

Do New Look de Dior às formas orgânicas da poltrona Egg de Arne Jacobsen, dos volumes inimagináveis de Balenciaga à linha de cadeiras Bertoia assinadas por Harry Bertoia, tudo é reflexo do tempo. “A moda é um reflexo de como somos e dos tempos em que vivemos”, dito isso, James Laver – importante historiador de moda inglês nascido em 1899 -, talvez visse a moda sob a ótica da expressão da dinâmica sócio-cultural de uma época. O que talvez Laver não soubesse é como esta expressão transforma o cenário e a maneira não só de se vestir, mas a forma dos objetos de design.

Cintura marcada - The Ant - Arne Jacobsen

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// O MUNDO DAS FORMAS


Com silhueta bem marcada, Dior comprimiu a cintura, aumentou os quadris realçando o busto no que viria a ser conhecida como silhueta ampulheta O estereótipo Frilly de Dior representava exatamente aquilo que os designers da época buscavam: liberdade plástica na criação de formas orgânicas. divulgação

Ima g em e xt ra íd a d o L i v r o F a s h i o n - U n e h i s t o i r e d e l a m o d e d u X V I I I a u XX siècle

Com o fim da II Guerra Mundial, quando todos previam simplicidade e conforto, Christian Dior apresentava ao mundo o seu New Look.

New look // 1947

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New look reeditado - Galliano bebendo na fonte


d i vu l g a çã o

Em 1952, Arne Jacobsen, um dos grandes nomes da arquitetura dinamarquesa, lança a cadeira “The Ant” com formas que evocavam o New Look de Dior. “The Ant” se tornou a primeira de uma série de cadeiras que renderiam ao arquiteto renome mundial como designer de móveis. Pela primeira vez, assento e encosto eram feitos em uma única peça de laminado. Em 1955, lança a cadeira “Série 7” - muitas vezes chamada simplesmente de “The Number Seven Chair” - que viria a ser a cadeira de maior sucesso comercial no mundo. A forma das cadeiras Série 7, no traço atemporal de Jacobsen, tinha um “quê” de feminilidade e volúpia.

Série 7 - nas formas do new look

Os avanços tecnológicos foram absorvidos pelos designers e arquitetos da época para a criação de produtos mais eficientes e ergonômicos. Saarinen, Charles e Ray Eames e Harry Bertoia foram inovadores no uso de materiais como o plástico, resinas, fibra de vidro, arames e compensados moldados. Durante os anos 50, a alta-costura vivia o seu apogeu. Nomes importantes como o espanhol Cristobal Balenciaga - considerado o grande mestre da alta-costura, viveram o auge de sua fama. As formas e volumes imortais, e a perfeição nas proporções conseguidas por Balenciaga aproximavam a sua arte da arquitetura. Aclamado como “Arquiteto da Moda”, Balenciaga criou o vestido “saco” em 1950, que muito se assemelhava à forma pentagonal da poltrona Diamond do italiano Harry Bertoia, produzida em tela metálica entrelaçada sobre estrutura de aço curvado, que passou a ser comercializada também em 50.

Poltrona Diamond 1950 - um belo exemplo do traço atualíssimo de Harry Bertoia

d i vu l ga çã o

Assim como na moda, o design rompia com a austeridade dos tempos de guerra. Com o término do racionamento generalizado a ordem era produzir e consumir!

divulgação

// arquitetos da moda

Vestido saco - Balenciaga // 1950


d i vu l g a çã o

Em 1958, o arquiteto Arne Jacobsen apresenta as cadeiras “Swan” e “The Egg”, que haviam sido concebidas para o lobby do SAS Royal Hotel, em Companhag, um dos mais importantes projetos arquitetônicos de sua autoria. De formas orgânicas e voluptuosas, Jacobsen imprime seu traço modernista e as transforma em ícones do design mundial. Em um clima de euforia consumista gerada nos anos de pós-guerra, a nova década que começava já prometia grandes mudanças. Num prenúncio de liberdade que o “The Sixties” pregava, surgem os objetos produzidos em larga escala e o ready to wear. A Dinamarca era então o centro da cena do design contemporâneo. Com suas formas simples e funcionais, a escola escandinava modificou definitivamente a forma de ver e pensar o design.tpia.

divulgação

divulgação

Mangas vaporosas de Balenciaga

divulgação

// o pós-guerra e o design orgânico

Linha “S” de Christian Dior // 1955

Cadeira Panton - unificada tanto na forma como no material

Com a introdução de novas matérias primas, que permitiam maior liberdade na criação de formas orgânicas, surge Verner Panton. Conhecido como o “enfant terrible”, o dinamarquês Panton inicia a revolução pop no mobiliário, utilizando plástico, poliuretano e espuma em suas criações. Em 1960 lança aquela que seria sua mais famosa criação: a cadeira Panton, um dos ícones do Pop Art. Em forma de “S”, a cadeira, que serviu para cobrir a nudez da modelo Kate Moss, na capa da Vogue inglesa de 1995, só passou a ser produzida em 1960.

Assim como no design, a moda nunca mais seria a mesma.

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A democratização da moda com o advento do ready to wear transformou sua lógica industrial. Em uma sociedade cada vez mais voltada para o presente e para o consumo, a alta costura perde seu status de vanguarda e o ready to wear, produzindo industrialmente a preços acessíveis a todos, pôs a moda para andar nas ruas.


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// SUMMER b e a u t y

de SP FW e Fa shi on Rio , ma s ada por tem a um is ma fim ao u Ch ego a as nov ida des e apo sta s do que tac des g Tri A a! for de ue fiq não nas sem ana s de mo da. rol ou de me lho r sob re ma qui age ns

trig make up

// por And ress a Res sam

O verão pede cor, não só os neons, mas sim cor na pele! Assim o bronze iluminado faz a cabeça de muitas mulheres há muito tempo e ainda há fôlego para mais uma temporada, Para quem passa longe de um make nude, pode se jogar no iluminador nesse verão, pois nessa temporada tudo é válido, mas claro, sem exageros.

BR ON ZE BO CAS COL OR IDA S Foi o maior destaque, muitas marcas abusaram das cartelas de cores e trouxeram tons exuberantes como o azul, preto, laranja, roxo, rosa, todos com cor opaca totalmente sem brilho, mas sempre com os olhos naturais, apenas os cílios destacados, para não carregar muito o rosto.

SOM BRA S EXU BER ANT ES

Se você já guardou as sombras flúor da temporada passada, já pode voltar a usá-las, pois elas voltam com tudo e mais um pouco nessa estação. Cheias de atitude, bem coloridas e formando desenhos para sair da monotonia do inverno. As cores que mais se destacaram foram: o amarelo, que é a maior aposta da temporada, laranja, azul e o rosa, além dos traços finos e brilhantes.

MO LH AD O A pele molhada esteve presente principalmente nos desfiles da Adriana Degreas, Animale e Água de Coco, dando um aspecto de uma pele bem cuidada, hidratada e bonita.

NA TUR AL O make nude também não ficou de fora nessa temporada. Para quem não é fã de sombras coloridas, pode se jogar numa maquiagem mais clean, com destaque apenas para o gloss aplicado na lateral das maçãs do rosto.


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// HOTSPOT

Salão Casa Moda, o maior evento de negócios da América Latina, lança coleções de 40 dos principais designers e marcas de moda do Brasil.

Tudo o que rola no mundo da moda, cinema, teatro, exposições e design.

Emi di Ka comemora 1 ano em São Paulo e prepara expansão da marca.

eventos

// da redação

Espaço Fernando Piva é destaque no Casa Pronta Alexandre Herchcovitch no SPFW

Fernando Piva Casa Pronta Dudu Bertolini SPFW - Amapô

Oskar Metsavaht SPFW - New Order

Fernando Torquato SPFW - André Lima

Constanza Pascolato e Regina Guerreiro SPFW - Wilson Ranieri

Camila Pitanga SPFW - André Lima

Samuel Cirnansck e Equipe Trig no backstage SPFW


Acquastudio no Casa Moda

Karin Matheus, da Emi di Ka, recebe o ator Henri Castelli no atelier da marca em Sรฃo Paulo

Celso Kamura SPFW

FOTOS // FOTOSITE

CasaCor 2010

Backstage Samuel Cirnansck Daiana Itein Casa Moda

Joseph Seade e esposa, proprietรกrios da Tribo Carioca, inaugurando a primeira loja de varejo em SP

Gina Casa Moda

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Paola de Orleans SPFW - Glรณria Coelho

Fernando Ribeiro SPFW


ONDE ENCONTRAR

Adidas // 2161-2961 www.adidas.com.br Afforest www.afforest.com.br Anna Maria Parisi www.annamariaparisi.com.br Apple // 0800 761 0867 store.apple.com/br Calvin Klein // 11 2928 1700 www.calvinkleinjeans.com.br Carla Gaspar // 11 3791 6197 www.carlagaspar.com.br Carol Gregori www.carolgregori.com.br Cleo Aidar // 3845 4819 www.cleoaidar.com.br Cristovão Hammes cristovaohammes.blogspot.com Diesel // 11 3065 0707 www.dieselbrasil.com Emi di Ka // 11 3567 0116 Fernando Pires // 11 3068 8177 www.fernandopires.com.br Fórum // 11 3061 1662 www.forum.com.br Gola // 11 3030 0017 www.golasouth.com HP // 11 4197 8000 www.hp.com.br La Cofradia // 54 11 4897 2090 www.lacofradiaweb.com.ar Lady Rock // 11 2886 6484 www.ladyrock.com.br Lázara Design // 31 3488 6889 Mabel Magalhães // 31 3281 0646 www.mabelmagalhaes.com.br Maria Parisi // 54 11 4804 1873 www.mariaparisi.com.ar

Min Agostini www.minagostini.com.ar Mondaine // 31 3516 7699 www.mondaine.com Monica Sanchez // 11 2886 6387 www.monoicasanchez.com.br Mormaii // 0800 644 7711 www.mormaii.com.br Mya Haas www.myahaas.com.br Nike www.nike.com.br Nine Jeans // 11 2081 9089 www.ninejeans.com.br Noon Style www.noonstyle.com/ Pilón www.pilonweb.com.ar/es Play Size Outlet Premium// 11 3881 5244 www.playsize.com.br Puma www.puma.com.br Santa Lolla // 11 5536 3474 www.santalolla.com.br Sony // 0800 880 7669 www.sonystyle.com.br Sol Rojo www.solrojoweb.com Steed // 11 3567 0116 www.steed.com.br Stock Car // 11 3567 0172 www.stockcarclothing.com.br Swatch www.swatch.com.br Viviane Uchitel www.vivianauchitel.com.br Walerio Araújo // 11 3214 2468 Zara // www.zara.com.br


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Revista Trigger ED 01