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Nº 335 - de 1 a 7 de junho de 2010

O Jor nal da Comunidade Brasileira

Três brasileiros são presos em conexão com família desaparecida

Free/Grátis

Imigração

pag. 31

Arizona cria nova polêmica com professores imigrantes

A polícia da cidade de Ohama, que investiga o misterioso desaparecimento de uma família brasileira, mantém sob custódia quatro pessoas que podem estar envolvidos no caso, entre eles estão três brasileiros. Página 28

A professora Cristina Parsons está tendo a sua capacidade de ensinar questionada devido ao sotaque.

Justiça

pag. 29

Esporte

pag. 29

Justiça condena homem que violentou brasileira

Elias Lourenço, José Coutinho e Valdeir Gonçalves teriam sacado dinheiro com um cartão ATM de Vanderlei, que juntamente com a esposa e o filho, desapareceram sem deixar pistas em dezembro de 2009.

Cruzeiro vem a New Jersey enfrentar o time do Red Bull


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Edição 335|de 1 a 7 de junho de 2010|Página 5

Festival de filmes da Human Rights Watch em Nova Iorque

De 11 a 24 de junho acontece em Nova Iorque o Human Rights Watch Film Festival, com 30 filmes de 25 países. A abertura oficial acontece no dia 11 com “12th & Delaware”, retratando as opiniões divididas sobre o aborto, um dos temas mais controversos nos Estados Unidos. No drama de 111 minutos “The Balibo Conspiracy”, o

cineasta australiano Robert Connolly retrata a história real dos crimes ocorridos no Timor Leste por mais de 30 anos, inclusive o desaparecimento de cinco jornalistas australianos. O Human Rights Watch Film acontece no Walter Reade Theater do The Film Society of Lincoln Center, 65 Saint Transverse, telefone (212) 875-5600.

Festa de verão no estado de Nova York

Acontece no domingo (6), a partir das 5pm, o “After Beach Event”. Dançarinas de samba e os DJs Kunjan, DiDi e Roger Vibe comandam a festa, que não tem hora para acabar. A entrada é livre. O local do “After Beach Event” é o Pier Restaurante, 1 Playland Parkway, Rye, New York, telefone (914) 967-1020.

Jazz e samba no Greenwich Village em Nova Iorque

Tempo

O Quinteto Duduka da Fonseca faz show no Zinc Bar em Nova Iorque nos dias 8, 9 e 10 de junho. Com Duduka da Fonseca (bateria), Anat Cohen (instrumentos de sopro), Vic Juris (violão), Hélio Alves (piano) e Leonardo Cioglia (baixo), o grupo anima o público com muito jazz. A bateria de Duduka chega para deixar o samba ainda mais autêntico. O Zinc Bar fica no 82 West Third Street (entre as ruas Thompson e Sullivan), no Greenwich Village, telefone (212) 477-9462.

Terça Quarta Quinta

Sexta

60° - 80°

60° - 86° 65° - 84° 58° - 78°

Sábado Domingo Segunda

Fonte:

57° - 80° 58° - 83° 57° - 79°

Dólar

* Cotação para venda do dia 24 de Maio de 2010

US$ Paralelo.............. R$ 2,050 US$ Turismo............... R$ 1,930 US$ Comercial ......... R$ 1,821

Música no Green em Danbury

O Summer Series do City Center de Danbury (CT) apresenta, no dia 12 de junho, a Orquestra Sinfônica de Danbury. A apresentação será no Green, local que anualmente reúne o melhor da música, durante o verão. O show é grátis.

Consulado Itinerante em Danbury

* Temperatura ºFahrenheight

em

O Consulado Itinerante estará em Danbury (CT) no dia 10 de junho, atendendo mais uma vez à comunidade brasileira. Os formulários podem ser adquiridos antecipadamente nos seguintes locais: BACC Travel, 266 Main Street, telefone (203) 778-4223; Seneca Business Services, 1 Padanaram Road, Peacock Alley, #102, telefone (203) 730-8520 e Conexão Brasil, 155 Main Street, Sala 203, telefone (203) 205-0492. A Conexão Brasil também atua como voluntária no Consulado Itinerante, que será realizado no Centro da Comunidade Católica Brasileira, 61 Liberty Street, telefone (203) 730-9071. O ConsuladoGeral do Brasil em Nova Iorque avisa que a data e o horário do consulado itinerante de Danbury estão sujeitos a alterações.

Índice Local..............................05, 24, 27 Local............................28, 29 e 30 Brasil............................................ 8 Celebridades...................14 e 15 Social . .............................. 32, 33 Cultura . .......... 16, 18, 20 e 22 Imigração . .....................10 e 31 Classificados ....................... 36 Religião ................................... 12 Esporte .....................................35 horóscopo .............................34

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Página 6 |de 1 a 7 de junho de 2010| Edição 335

Editorial

CHARGE Não, nem pensar, de jeito nenhum, nunca, grrrrrrrrr!

Pseudo-honesto

N

estes tempos de crise em que os imigrantes vivem nos Estados Unidos, observa-se um momento ainda mais profundo quanto à honestidade e ética. Muitos, que querem a todo custo, voltar para o Brasil com o seu “pé de meia”, se lançam de toda sorte de artifícios para conseguir seu objetivo. Dificilmente passa uma semana sem que ouçamos histórias de fraudes contra bancos, cartões de crédito, mortgages, lojas, seguros etc. O jeitinho

que muitos encontram para faturar aquele dinheiro extra e enviar ao Brasil, encontra na conivência dos amigos o seu maior aliado. A pessoa que prima por viver uma vida honesta, no seu sentido mais puro, deveria reprimir o amigo que lhe conta como a sua esperteza o levou a ganhar dinheiro suficiente para viver bem no Brasil. Será que alguém para e diz: “e o outro lado, como fica nesta história?” Alguém tem a coragem de levantar e dizer “você está errado. Isso não se faz”. A imensa maioria diz, ou pensa NÃO É MINHA CULPA, NÃO É PROBLEMA MEU. Este pensamento, na verdade, é uma afirmação de que NÃO ME AFETA, NÃO É PROBLEMA MEU. Por esse raciocínio, se você

trabalha varrendo o chão para uma companhia que produz antibióticos e descobre por acaso que por um erro de administração um lote inteiro estragou, mas eles vão vendê-lo assim mesmo para não perder milhões, você pode perfeitamente pensar “eu não causei isso, eu não tenho nada a ver com isso, não é minha culpa, não é meu problema”. Ou você pode escolher fazer alguma coisa sobre o assunto. Não fazer nada certamente afeta o outro, especialmente quando você está numa posição privilegiada para mudar o curso dos eventos. Então sim, mesmo que não seja sua “culpa”, suas ações – ou omissões – continuam tendo consequências e significado. Escolher a ação mais cômoda de não fazer nada, ou

escutar o seu amigo relatar a esperteza, e não fazer nada, é em si um problema de implicações éticas. As mesmas pessoas que usam de subterfúgios para atingir seus objetivos, são as mesmas que bradam para todos os lados sobre a “podridão” que envolve os nossos políticos. A incoerência entre as palavras e as ações fica ainda mais evidente no dia a dia. A ética, que muitos cobram de nossos políticos, é qualidade cada dia mais rara entre as pessoas.

Um abraço, Breno da Mata Editor/Diretor

Tem algum vídeo interessante? Publique na TV-CN

Um retorno

Estou indo de onde nunca deveria ter saido”, diz um ex-presidiário. Nos anos 80s ele chegava aos Estados Unidos com a mala cheia de esperança, pois sabia que este país tinha com símbolo: a Estátua da liberdade. Ao desembarcar em Nova Iorque, ele ficou bestificado com a Capital do Mundo, e com a mutidão de gente que ía e vinha a todo momento. “Este é o lugar!”, dizia o brasileiro. Ao chegar à casa do seu primo, foi logo descobrindo que por ali todos eram muito ocupados. Mesmo sabendo de sua chegada, ninguém o esperava, apenas um recado

que dizia lsimplesmente: “Seja bem-vindo primo, tive que trabalhar hoje e vou chegar tarde. Fique à vontade, nos falamos mais tarde”. Leu o recado e obedeceu, ficando bem à vontade. Após banhar-se foi conhecer a vizinhança e, acostumado com a vida no Brasil, foi azarando as mulheres que apareciam à sua frente. Já na primeira cantada se deu bem, dizendo ser primo de um cara muito popular no bairro, as coisas foram ficando muito fáceis para o nosso turista. Depois de se divertir boa parte do dia, já era hora de esperar seu primo, decidiu então se deitar para descan-

sar um pouco. Depois de horas dormindo, acordou com alguém dando-lhe voz de prisão. - “Calma, vocês estão prendendo a pessoa errada! Eu não sou daqui”, dizia ele. O que ele não sabia era que a menina que ele teria dado uns amassos no corredor, era uma adolescente. Alguém viu e o denunciou à Polícia de NY. Resultado: pegou mais de trinta anos de prisão, para aprender que ao viajar a qualquer país, um turista não só precisa aprender a língua, mas também suas leis e costumes. Agora, em 2010, ele volta à sua terra falando um inglês de dar inveja, e sabendo de todas as leis dos Estados

Você, Repórter

A partir de agora, você poderá publicar os seu vídeo na TV do Comunidade News. Mande um e-mail para cntv@ comunidadenews.com e o seu vídeo poderá fazer parte da nossa TV. Unidos. Espero que ele não tenha esquecido as leis do seu país natal.

Lúcio Souza (China) Diretor

Mais informações, ligue para a redação (203) 449 - 8818 ou mande um e-mail para: sugestao@comunidadenews.com

Faça parte do jornal que já é parte de você

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Comunidade News é publicado semanalmente todas as terças-feiras pela Comunidade News LLC. Todos os direitos reservados. Nenhum material poderá ser reproduzido em parte ou na totalidade sem a autorização por escrito da direção do jornal.

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Edição 335|de 1 a 7 de junho de 2010|Página 7

Opinião

Cartas Endereço: 155 Main Street #202 Danbury, CT 06810

Telefone: (203) 748-0123 Fax: (203) 748-0143 E-mail: cartas@comunidadenews.com

Novo julgamento, Alaor e Reynaldo, falta pouco, tenham um pouquinho mais de paciência, logo vocês estarão conosco e terão todo o tempo do mundo para esquecer esse inferno que vocês viveram. Nós, seus familiares, estamos ansiosos pela sua volta. Até breve... Até lá se DEUS quiser, e nós sabemos que ele quer... Mara Regina Via comunidadenews.com Investigação da queda do Airbus, É inacreditável que, com toda a tecnologia disponível hoje em dia, como radares, sonares, submarinos, computadores, etc., não se consiga encontrar um Airbus, mesmo que em pedaços, no fundo do mar. As caixas pretas emitiam ondas para sua localização, havia a localização estimada e foram encontradas partes da aeronave... esse “sumiço”, é, no mínimo, muito suspeito, considerando-se que a França, - proprietária e responsável pela aeronave - é quem está fazendo as buscas e é a responsável pela investigação. Elimar Gomes Via comunidadenews.com

Fotos polêmicas de Adriano, Se as fotos foram tiradas na Itália, não sei, também não sei se é crime por lá, mas por aqui portar réplicas de armas de fogo é crime. Além do mais, fazer apologia a uma facção é considerado crime também. Geralde Via email Absurdo, Não dá pra entender como a Imigração gasta tanto tempo e dinheiro para deportar uma mãe e seu filho deficiente. Qual o prejuízo que estas pessoas estão dando ao país? Se eles gastassem o mesmo esforço trabalhando nos milhares de processos parados na Imigração, o país se beneficiaria mais. Maria Fernandes Via email Este caso da mãe e filho sendo perseguidos pela imigração por tantos anos, só mostra como este país as vezes é desumano com as pessoas menos favorecidas. Marcos Aurélio Via email

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Nº 334 - de 25 a 31 de maio de 2010

O Jornal da Comunidade Brasileira

Há 20 anos Imigração tenta deportar mãe e filho autista A brasileira Valquires luta há quase duas décadas contra uma ordem de deportação. A Imigração quer que ela e seu filho Wilson, portador de deficiência, deixem o país. Página 10

Free/Grátis

Imigração

pag. 31

Capital de New Jersey cria ID para indocumentados

Residentes da cidade, que não estão documentados, poderão solicitar o cartão de identidade.

Justiça

pag. 30

Brasileiros presos na Califórnia terão novo julgamento

Reynaldo e Alaor conseguiram obter um novo julgamento. Eles haviam sido condenados à prisão perpétua.

Cinema

Wilson e sua mãe, Valquires, travam uma batalha contra a imigração há quase 20 anos.

pag. 16

Festival de cinema de Nova Iorque começa no dia 5 de junho

“Temos muita confiança que a justiça se fará no caso do Alaor e Reynaldo.” Pedro Alcântara Via email

Leia todos os comentários no website www.comunidadenews.com Todas as cartas devem conter nome completo, endereço e telefone para fins de verificação. O Comunidade News reserva-se o direito de publicar as cartas na íntegra, ou em partes, de acordo com a disposição de espaço.

N

O melhor inimigo

este momento, tudo é Copa do Mundo. Passamos pelas vitrines do shopping e o verde-amarelo predomina, bolas de futebol abundam, cartazes trazem o logotipo da Copa Sulafricana – a primeira naquele continente. Criam-se produtos temáticos de cama, mesa e banho; também álbuns, canetas, cadernos, porta-retratos etc. TVs são oferecidas e vendidas a rodo. E, por falar em vendas, os comerciais de qualquer produto nos remetem ao futebol, seja para ofertar canos hidráulicos, computadores, alimentos... Mas, principalmente, cerveja. E foi assistindo as propagandas de cerveja que algo chamou minha atenção: os publicitários deixaram as mulheres gostosas um pouquinho no banco de reservas e escalaram um novo centro-avante. Seu nome, Argentina. Mais especificamente, a Seleção Argentina. Ou, quem sabe, a passional torcida do país vizinho. Em cima do lance me dou conta: ao escolhermos essa esquadra como nossa maior vítima (sim, os comerciais ridicularizam los hermanos), prestamos uma homenagem às avessas. Mais um dos tantos exemplos de uma relação de amor e ódio com a nação platina que, ainda agora – dia 25 de maio –, completou os duzentos anos de independência da Espanha. A Argentina é, historicamente, o melhor inimigo do Brasil. Nascido e criado no extremo sul, vivo tal realidade de forma mais próxima. As fronteiras rio-grandenses com os demais países do Prata estavam conflagradas até quase ontem. Lutas fratricidas deixavam em campos opostos os gaúchos e os gauchos, cada um zelando pelos interesses econômicos de sua nação. Diz que o Terceiro Exército, na hora de simular uma guerra, avança na grande área Argentina pedalando feito Robinho. Teorias conspiratórias associam a construção de Itaipu com sua localização militarmente estratégica na tríplice fronteira. Sei lá... Certo mesmo é que, durante muitos

anos, os brasileiros se ressentiram de um inegável predomínio argentino na América do Sul: economia forte, cultura, educação e qualidade de vida superior ao gigantesco vizinho lusófono. Quando um europeu se referia a Buenos Aires como sendo nossa capital, morríamos por dentro. Porém, os últimos cinquenta anos foram cruéis com a Argentina. Governos populistas, para não dizer outras coisas, foram concomitantes com o avanço verde e amarelo. O Brasil está muito longe de ser uma nação equilibrada em termos de distribuição de riquezas, mas, ainda que tarde, assumiu de vez a dianteira na política e na economia latino-americana. Hoje, o estado de São Paulo, sozinho, já é mais do que a maioria dos países com os quais o Brasil faz fronteira. Isto já é goleada. Voltando para o futebol, nada é mais saboroso para um brasileiro do que curtir uma vitória sobre a Argentina e, desconfio, vice-versa. E secar, então? Que delícia! Assim, uma criança já nasce com dois uniformes para idolatrar: um por amor, outro por aversão. Muito por aí, associar este prazer à cerveja nem chega a ser uma ideia brilhante. Mesmo assim, é como uma piada que não perde jamais a graça – seguimos tocando flauta e as cervejarias faturando. Parece Grenal, Flaflu, Bavi, Atletiba e os tantos embates clubísticos que inflamam nossos estádios. O que ninguém fala é da ironia do destino: a forma aguerrida e passional que o técnico Dunga dita aos canarinhos nada mais é do que uma leitura gaúcha de como jogar bola – sistema consagrado nos gramados uruguaios e argentinos. E, ao elevarem para um patamar de deus o craque Maradona, ao apostarem as fichas na genialidade do Messi, nossos irmãos curvam-se diante do futebol arte, tradição na pátria do Rei Pelé. De tanto andarem juntos (mesmo que aos empurrões), veja só, Brasil e Argentina, esses melhores inimigos, confundiram as próprias pernas. Será pênalti?


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Página 8 |de 1 a 7 de junho de 2010 | Edição 335

Brasil Marechal Cândido Rondon, PR

Mais de 300 caixas de cigarros são apreendidas no Paraná Polícia Federal apreendeu carregamento armazenado em galpão Caixas também foram encontradas em barco às margens do Rio Paraná

São José da Coroa Grande, PE

Polícia divulga retrato falado de ex-amante e comparsa de Delma A polícia divulgou nesta segunda-feira (31) o retrato falado de Ito, homem acusado de tentar matar a testemunha do Caso Jennifer Kloker, conhecido como Pink. Ito seria ex-amante de Delma Freire, presa sob acusação de ter participação no assassinato da turista alemã. O atentado aconteceu no dia 21 de maio. Duas pessoas dirigindo um gol cinza de quatro portas foram até São José da Coroa Grande, no litoral sul pernambucano. Ito, que estava no banco do carona, efetuou os disparos. A perícia do Instituto de Criminalística encontrou no local uma fotografia de Pink, jogada no carro. O jovem, que fazia parte do Programa de Proteção

a Testemunhas, da Secretaria de Direitos Humanos, pediu para ser desvinculado do programa sob a acusação de maus tratos e humilhação.

Vitória, ES Cerca de 300 caixas de cigarros foram apreendidas pela Polícia Federal, no domingo (30), em um depósito em Marechal Cândido Rondon (PR). Os agentes chegaram ao local após uma denúncia anônima. O dono da propriedade não foi identificado. Outras 40 caixas de cigarros foram encontradas em um barco às margens do Rio Paraná, em

Guaíra (PR). O homem responsável pela embarcação foi detido. Em outro barco, um rapaz transportava 23 pacotes com diversas mercadorias e ferramentas contrabandeadas. Os dois detidos foram encaminhados à delegacia da Polícia Federal em Guaíra. O material apreendido nas ocorrências foi levado à Receita Federal.

Flanelinha é preso e confessa morte de “concorrente de ponto” em Vitória

Salvador, BA

Protesto bloqueia estrada em Salvador Manifestantes fecharam BA-526 por cerca de três horas Segundo Polícia Rodoviária Estadual, trânsito foi normalizado no local

Um protesto bloqueou por cerca de três horas a BA-526 em Salvador, na manhã desta segunda-feira (31). Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, os moradores pediam melhorias na infraestrutura do

local, como obras de saneamento básico, acesso à água encanada e à energia elétrica. A manifestação ocorreu perto do Ceasa de Salvador. O trânsito no local já foi normalizado.

Um flanelinha foi preso acusado de matar um “concorrente de ponto” no bairro Santa Lúcia, em Vitória, no último dia 18. Leonardo Damaceno Barros, de 19 anos, foi encontrado na casa da mãe no morro São Benedito e confessou o crime. ‘Ele pegava o dinheiro todo para fumar droga. Toda vez que eu fazia dinheiro tinha que dar para ele comprar pedra”, justificou o acusado. O flanelinha vai responder por homicídio duplamente qualificado já que premeditou o assassinato. O crime foi flagrado pelas câmeras de um prédio do bairro. Segundo a polícia, as imagens foram fundamentais para solucionar o caso. “Através de filmagens de particulares pudemos identificar a autoria. Ele confessou e o crime está pratica-

mente esclarecido”, explicou o delegado Orly Fraga. Rogério Ventura, de 37 anos, foi cruelmente assassinado a pedradas e pauladas durante a madrugada. O corpo do flanelinha foi encontrado na varanda de um restaurante do bairro, frequentado por clientes de classe média de Vitória. Perto da vítima a polícia encontrou uma mochila com moedas e uma camisa suja de sangue. Moradores ficaram assustados com a barbaridade. O porteiro Ricardo Soares disse que ficou com medo da violência que aconteceu em um bairro aparentemente tranquilo. “Se estamos passando nessa hora pode até ser que a gente também seja vítima por queima de arquivo”, disse.


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Edição 335|de 1 a 7 de junho de 2010|Página 9

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Página 10 |de 1 a 7 de junho de 2010 | Edição 335

Imigração

MA aprova lei anti-imigrante e quebra tradição de estado amigo dos imigrantes

D

ezenas de manifestantes se reuniram no parque Boston Common em Boston (MA) na última sexta-feira. O objetivo foi protestar contra a lei aprovada pelo senado estadual no dia 27 último, que exclui os imigrantes indocumentados de alguns benefícios. A medida ainda precisa ser aprovada pelo governador. Líderes de diversas organizações imigrantes, entre elas o Centro do Imigrante Brasileiro (CIB), chamaram a lei ‘vergonhosa’ e ‘discriminadora’. Alguns tinham a bandeira americana pintada no rosto. Entre as cerca de 70 pessoas havia cartazes dizendo ‘Os peregrinos eram imigrantes indocumentados’. O slogan se referia aos primeiros habitantes de Massachusetts, imigrantes vindos da Europa. Em entrevista concedida para a mídia étnica há cerca de duas semanas, Deval Patrick criticou os apoiadores da lei, e enfatizou que vetaria uma lei semelhante à aprovada pelo Arizona. Batizada de SB 1070, a lei assinada por Jan Brewer criminaliza imigrantes indocumentados no país. Ainda na entrevista, Deval Patrick disse que a lei do Arizona não é o melhor caminho para as frustradas tentativas de conserto do quebrado sistema imigratório do país. A manifestação foi pacífica, exceto pelos gritos de alguém mandando os imigrantes de volta para casa. Para os apoiadores da lei, o resultado é o consenso

Medida ainda depende da assinatura do governador

público de que os benefícios devem ir somente para os residentes legais do estado. Milhares de pessoas protestaram em Fênix, capital do Arizona, no mesmo dia, contra a SB 1070. Aprovada por 28 votos a 10, a lei de Massachusetts proíbe que imigrantes indocumentados tenham benefícios como Medicaid ou abrigos públicos. As companhias que fizerem negócios com o esta-

do terão que verificar o status imigratório de seus trabalhadores. Caso empregarem imigrantes indocumentados, não poderão ter contratos públicos. Prejuízo à comunidade imigrante Pela lei, os residentes legais devem ter prioridade em abrigos, e o Departamento de Segurança Interna (DHS, em inglês) será obrigado a verificar o status imigratório

dos usuários do programa público de seguro saúde. As medidas para quem usar documento falso tornaram-se mais severas com a lei. Filhos de imigrantes indocumentados também não poderão obter o mesmo desconto nas faculdades, concedido a imigrantes documentados, além de não terem direito a verbas de educação arrecadadas com o dinheiro dos contribuintes. Entre as pessoas decepcionadas com a medida está o brasileiro João Arruda, da Câmara dos Dirigentes Lojistas dos Estados Unidos. Em nota à imprensa, ele disse que a lei atinge em cheio não só os brasileiros, mas todos trabalhadores e empreendedores imigrantes. “Ao aprovar restrições ao trabalhador e empreendedor imigrante, estes políticos fizeram com que o estado de Massachusetts desse vários passos atrás, principalmente na questão humanitária”, afirmou Arruda. Segundo o brasileiro, não há motivo para pânico, visto Deval Patrick ter prometido que vetaria leis que prejudicam os imigrantes. João enfatizou a necessidade de uma manifestação pacífica para mostrar a força do trabalho imigrante. “É um erro pensar que só os imigrantes é que serão atingidos. O que será atingida será a sociedade como um todo, pois no instante em que isto acontece, todos perdem”.


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Edição 335|de 1 a 7 de junho de 2010|Página 11


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Página 12 |de 1 a 7 de junho de 2010 | Edição 335

Reflexão

U

Acreditar e agir

m viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino. Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro. O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras. Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro, agir. Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos. O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força. O barco, então, começou a dar voltas, sem sair do lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor. Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante. Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem. Então, o barqueiro disse ao viajante: Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir. Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos, ao mesmo tempo, e com a mesma intensidade: agir e acreditar. Não basta apenas acreditar, senão o barco ficará rodando em círculos. É preciso também agir, para movimentá-lo na direção que nos levará a alcançar a nossa meta. Agir e acreditar. Impulsionar os remos

com força e com vontade, superando as ondas e os vendavais e não esquecer que, por vezes, é preciso remar contra a maré. Gandhi tinha uma meta: libertar seu povo do jugo inglês. Tinha também uma estratégia: a não-violência. Sua autoconfiança foi tanta que atingiu a sua meta sem derramamento de sangue. Ele não só acreditou que era possível, mas também agiu com segurança. Madre Teresa também tinha uma meta: socorrer os pobres abandonados de Calcutá. Acreditou e agiu, superando a meta inicial, socorrendo pobres do mundo inteiro. Albert Schweitzer traçou sua meta e chegou lá. Deixou o conforto da cidade grande e se embrenhou na selva da África francesa para atender aos nativos, no mais completo anonimato. Como estes, teríamos outros tantos exemplos de homens e mulheres que não só acreditaram, mas que tornaram realidade seus planos de felicidade e redenção particular. E você? Está remando com firmeza para atingir a meta a que se propôs? Se o barco da sua autoconfiança está parado no meio do caminho ou andando em círculos, é hora de tomar uma decisão e impulsioná-lo com força e com vontade. Lembre que só você poderá acioná-lo utilizando-se dos dois remos: agir e acreditar. * * * Caso você ainda não tenha uma meta traçada ou deseje refazer a sua, considere alguns pontos: verifique se os caminhos que irá percorrer não estarão invadindo a propriedade de terceiros; se as águas que deseja navegar estão protegidas dos calhaus da inveja, do orgulho, do ódio; e, antes de movimentar o barco, verifique se os remos não estão corroídos pelo ácido do egoísmo. Depois de tomar todas estas precauções, siga em frente e boa viagem. Redação do Momento Espírita, com base em texto veiculado pela Internet, atribuído a Aurélio Nicoladeli.

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Edição 335|de 1 a 7 de junho de 2010|Página 13


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Página 14 |de 1 a 7 de junho de 2010 | Edição 335

Frases

Adoro a música nordestina, amo xiboquinha. É uma cachaça muito gostosa, com mel, canela... Quando dançava forró, tomava muito e nunca fiquei bêbada, porque você vai dançando e gastando energia.

Adriana Birolli, atriz, contando na revista “Contigo!” que é fã da cultura nordestina, em uma ida à Feira de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

O quê? “Ainda bem que eu, normalmente, vejo os jogos da seleção com a galera. Bêbado.” Bruno Mazzeo, ator, quando questionado na revista “Quem” sobre sua opinião a respeito da escalação da seleção brasileira pelo técnico Dunga para a Copa do Mundo.

Fiquei parecendo uma truta após aumentar a boca.

“Estão dizendo que Lakmé estava na casa daquela procuradora que maltratava criança.” Miguel Falabella, autor e ator, falando em seu Twitter sobre a cadela que adotou, que foi jogada para fora do carro por uma mulher.

Até faxina eu fiz. E olha que sou boa em tudo isso, viu?

Sharon Stone, atriz de 52 anos, em entrevista à revista “More”.

Paloma Bernardi, atriz, lembrando na revista “Isto É Gente” a época em que trabalhou em um espaço cultural vendendo salgados, contratando funcionários e até cuidando da limpeza do local.

Sharon Stone, atriz de 52 anos, em entrevista à revista “More”.


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Gente Atriz de “Sex and the City 2” diz que ficou bêbada na maior parte do filme

Kim Cattrall, Kristin Davis, Sarah Jessica e Cynthia Nixon no deserto, em cena da sequência. Em um setor de sapatos da luxuosa loja de departamento Bergdorf Goodman, na Quinta Avenida, as quatro atrizes de “Sex and the City 2” estão vestidas como suas personagens, saltos altíssimos e roupas de grife, para uma entrevista coletiva. Acompanhadas do diretor e roteirista, Michael Patrick King, e da principal figura masculina do filme, Chris Noth (o Mr. Big), elas agem como se Carrie, Miranda, Charlotte e Samantha estivessem lá. Sarah Jessica Parker, a Carrie, explica que “a melhor parte da experiência foram os quase dois meses no Marrocos, em uma atmosfera exótica, estimulante e cinematográfica, onde pude morar com esse elenco, o que nunca tinha tido a oportunidade de fazer”. “Foi possivelmente a melhor experiência profissional da minha vida”, diz Sarah, sob os olhares comovidos das colegas.

O Marrocos, no filme, virou Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), para onde Samantha (Kim Cattrall), solteira, leva as amigas para longe dos maridos e bebês. “Era quente, empoeirado, e eu estava bêbada a maior parte do tempo”, emenda Kim, para o choque de Kristin Davis, que interpreta a comportada Charlotte. Incorporando sua personagem, Kristin se apressa em corrigir a amiga. “Tenho que dizer que ela está brincando. Fazia muito calor, mas ela não estava nem um pouco bêbada, nunca!” Sobre o retrato das mulheres muçulmanas, cujos costumes são “estudados” pelas amigas, enquanto Samantha choca Abu Dhabi com sua pouca roupa, Sarah Jessica afirma que “foi um privilégio estar lá, no meio de todo tipo de mulheres, e acho que é assim que Carrie se sente”.

Apresentadora flagrada com Latino nega romance com o cantor Depois de ter sido flagrada em clima de intimidade com Latino na madrugada desta quinta-feira (27/5), a apresentadora Lucilene Caetano foi ao Fashion Rio, na zona portuária carioca, negou um possível romance com o cantor. “A gente estava conversando em uma boate e começaram a fotografar. Somos amigos e não aconteceu nada entre nós”, avisou a moça, que assistiu ao desfile da “Acquastudio” na primeira fila. Lucilene contou que acordou por volta das 10h e levou um susto ao abrir o computador. “Meu MSN estava lotado de mensagens dos meus amigos com os links das reportagens”, disse. À tarde, ela recebeu uma ligação de Latino que, segundo ela, está muito chateado com toda essa história. “Ele estava gravando uma participação no ‘Domingão do Faustão’ e me chamou no rádio durante um intervalo. Não sei se a Mirella já sabe. Ele só me disse que está triste”, revelou. Latino e Lucilene Caetano se conhecem

desde o ano passado. Ela participou do concurso Musa do Brasileirão 2009, promovido pelo “Caldeirão do Huck”, em que o cantor era um dos jurados. Representante de Goiás, Lucilene recebeu o voto de Latino, mas foi eliminada na final do concurso.

Daniel Craig é flagrado aos beijos com outro homem, diz jornal Por essa ninguém esperava. O ator Daniel Craig foi visto aos beijos com outro homem no estacionamento de um bar gay na Califórnia. Segundo notícia publicada no National Enquirer, o bonitão, que interpreta o personagem principal do filme 007, protagonizou um beijo quente com um rapaz, na última semana. “Definitivamente era Daniel Craig e certamente estava beijando um cara. Daniel beijou o homem na boca e era um apaixonado beijo francês. Na verdade, Daniel segurou a cabeça do cara em suas mãos e o puxou para o beijo!”, contou uma fonte à publicação. Após revelar a notícia ao tabloide, a fonte ainda precisou ser submetida a um teste de polígrafo feito pelo jornal para provar que

toda a história contada era verdadeira. A fonte ainda comentou que quando o galã percebeu que estava sendo observado, interrompeu a cena. “Se eu não tivesse visto com meus próprios olhos, não teria acreditado”, resumiu a fonte. Um outro frequentador do bar admitiu: “Quando Daniel e seu amigo entraram, pareciam como qualquer outro casal gay de luxo verificando a cena. Daniel esfregou a perna e o ombro enquanto conversavam. Daniel não parecia se importar. No começo, pensei que ele tivesse vindo com o seu amigo gay para curtir a música ao vivo. Mas quando eles começaram a dançar juntos, eu pensei: ‘Isto é mais do que apenas dois amigos que vieram para beber’”, concluiu.

Membro fundador da

ABI-Inter Lucilene Caetano assistiu ao desfile da grife “Acquastudio” na primeira fila


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Música

Criações de músico americano são inspiradas no nordeste brasileiro Depois de gravar “Matuto”, Clay Ross decidiu criar uma banda de mesmo nome

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nspirado no nordeste do Brasil, o som de um americano mistura muita percussão e música folk. A música alternativa de Clay Ross vem da auto-inserção do músico na nossa cultura. O resultado chegou em forma do CD intitulado “Matuto”. Das 11 faixas, sete são de autoria de Ross. “Recife”, “Banks of the Ohio” e “What a Day” tem samba, música instrumental e blues. Folk e pandeiro compõem “Home Sweet Home”, enquanto que “Church Street Blues” traz ritmos afro-brasileiros. O músico afirmou que não fala português bem o suficiente. Por isso, preferiu fazer a entrevista em inglês. Segundo ele, a mistura começou há quase oito anos, quando foi para Nova Iorque e conheceu o chorinho através de um acordeonista espanhol. A partir daí, Clay procurou por colaboradores brasileiros na Big Apple. Uma das conexões brasileiras de Ross é o músico Cyro Baptista, com quem já tocou na banda “Beat the Donkey”. “Foi um dos primeiros músicos com quem toquei”, disse Ross. Com Cyro, aprendeu muito sobre a música brasileira. “Ser seu aprendiz me ajudou a conhecer todos os outros músicos da cena musical brasileira

Foto: Chico Farias

O norte-americano Clay Ross encontrou na música nordestina sua maior inspiração. em Nova Iorque”. realizou workshops nas favelas, mostranClay já esteve quatro vezes em Recife do a música americana. (PE), trocando experiências com músicos brasileiros e fazendo apresentações. No Laços musicais com o Brasil ano passado, tocou em um grande festiNatural da Carolina do Sul, Clay Ross val durante o carnaval. Com o patrocínio é cantor, compositor e produtor. Já reado Departamento de Estado Americano, lizou quatro turnês internacionais como

embaixador do jazz. Atualmente acompanha a cantora folk April Verch em festivais. Na capital pernambucana, disse que teve uma das melhores experiências da vida. Desde o ano passado intensificou o aprendizado de português através de um famoso programa de línguas via computador. Para o músico, é muito importante saber nossa língua. “Quero colaborar com músicos brasileiros, voltar ao Brasil e fortalecer as relações com músicos de lá”. O sucesso de “Matuto” foi tão grande que acabou virando uma banda. Entre os músicos está o acordeonista Rob Curdo, um americano que mora atualmente em Recife e que conhece profundamente o trabalho do Rei do Baião Luiz Gonzaga. A banda, movida a rabeca, violão e percussão, já prepara o novo CD. A Matuto está planejando tocar em Danbury (CT). “Queremos ir a todos os lugares que pudermos”. Tanto para Clay quanto para os músicos, o importante é mostrar o som diversificado do grupo. O músico americano também diversifica em termos de instrumentos: sabe tocar violão, guitarra, cavaquinho, viola caipira e percussão.

Ana Paula Pavão é formada em Letras, com especialização em português e inglês pela Universidade Estadual de Ponta Grossa. Cinéfila, Ana Paula mora em NY, onde leciona ESL.

Cine News By: AnaPaula Pavão email: cnewscine@hotmail.com ONDINE Entre as principais estréias do próximo mês, destaco os sci-fi ONDINE, com Colin Farrell e Alicja Bachleda. Do diretor Neil Jordan, Ondine mistura drama e ficção na história do pescador Syracuse, um ex-alcoólatra morador do sul da Irlanda, visto pelos vizinhos ainda como um bêbado fracassado que perdeu a mulher para outro e ainda enfrenta a barra ao lado da pequena filha que sofre de disfunção renal. Um dia Syracuse encontra em sua rede de pesca uma misteriosa mulher e a partir de então passa a ter muita sorte e abundância. Um típico conto de sereias que há tempos não se via nos cinemas. Ondine foi seleção oficial no Festival de Toronto no ano passado e estréia dia 4 de junho.

KARATE KID

Um esperado remake que estréia em 11 de junho é o novo KARATE KID, com Jaden Smith (filho do ator Will Smith, conhecido por sua atuação ao lado do pai em Pursuit of Happiness). Jaden é Dre Parker, um garoto de 12 anos de Detroit que se muda para a China e lá conhece Mr. Han, um mestre de Kung Fu interpretado pelo veterano das artes marciais nos cinemas Jackie Chan, que o ensina os segredos de autodefesa. A história se repete mais modernizada e acredito que será muito bem recebida pela nova geração! Outra estréia que não se pode esquecer, já comentada aqui na coluna é PRINCE OF PERSIA, que estréia na sexta-feira dia 28 de maio. Aventura das boas nas telonas!


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Cultura

Organização realiza intercâmbio entre Brasil e Estados Unidos O trabalho da Levantamos é voltado para afro-descendentes dos dois países

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ma organização se dedica a mostrar a cultura afro-brasileira e realizar um intercâmbio com os brasileiros. A Levantamos (www.levantamos.org), organização sem fins lucrativos que ajuda comunidades de afro-descendentes no Brasil e nos Estados Unidos. A organização provê fundos para outras ONGs realizarem projetos. No ano de 2007, a Levantamos arrecadou mais de $20,000 em doações para projetos como “Sonhos do Amanhã”. As comunidades que receberam a quantia são compostas de afro-brasileiros. Por telefone, a americana Simone Manigo-Truell dos Santos concedeu entrevista. Falando em português, a diretora executiva contou que foi inspirada por trabalhos de ONGs sem recursos em São Paulo, no ano de 2003. No ano seguinte nasceria a Levantamos. Uma das funções da organização é promover um intercâmbio entre brasileiros e americanos. “Os afro-americanos podem aprender muito com os afro- brasileiros”, disse ela. Com escritórios no Rio de Janeiro e Salvador, a Levantamos tem como foco principal desenvolver a economia nas comunidades onde a maioria são afro-descendentes. Como exemplo, Simone citou o apoio financeiro recebido por um grupo de mulheres da periferia de Salvador. Os recursos serviram para aulas de corte e costura. A maioria dos projetos da ONG nos Estados Unidos diz respeito à cultura. No encontro anual realizado em Washington D.C., onde está a sede da organização, o Brasil é divulgado através da culinária e da capoeira, entre outras áreas culturais. O

evento sempre é realizado em novembro, mês da morte de Zumbi dos Palmares, um dos maiores símbolos da cultura afro-brasileira. Mudando vidas No ano passado, a Levantamos trouxe 30 jovens empresários brasileiros para os Estados Unidos. Em três semanas, eles tiveram contato com outros empresários e desenvolveram projetos. O intercâmbio levou quatro americanos ao Brasil, os quais tinham a função de mentores. Segundo Simone, a organização está se expandindo, com parcerias já estabelecidas em São Francisco (CA). Na opinião dela, a Levantamos divulga muito mais do que samba e capoeira. “Acho que estamos mostrando a realidade do Brasil”. A Levantamos quer mostrar a essência da cultura africana, presente em nosso país. Ainda de acordo com a diretora executiva, a existência de afro-brasileiros ainda impressiona muitos americanos. “Ficam interessados no fato de ter negros no Brasil”.A equipe da Levantamos conta com duas pessoas no Rio de Janeiro e duas em Salvador. Neste mês de junho, três universitários chegam da Bahia para um estágio de um mês. Segundo Simone, uma das grandes dificuldades em trazer pessoas do Brasil é o domínio da língua inglesa. Os frutos colhidos pela organização vão muito além de recursos financeiros. “Nos sentimos bem porque não somos só nós mudando a vida deles. Eles também estão mudando as nossas vidas”. O Brasil tem servido como um verdadeiro exemplo. “Os brasileiros abrem caminhos novos, ensinam novas maneiras de viver”.

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Comunidade Católica Brasileira de Danbury

FESTA JULINA Dia 19 de julho

Igreja de São Pedro 104 Main Street Centro Pastoral Pastor Fr. Gregg Mecca Assistente para brasileiros Padre Pedro Diniz 61 Liberty Street Danbury, CT Tel.: (203) 730-9071 Tel/Fax: (203) 791- 9910 Missas aos sábados e domingos às 7:30pm

Nossa festa Julina será realizada no dia 19 de julho no salão paroquial. A rua não será fechada e os eventos serão realizados nos salões do Centro Comunitário. Pedimos colaboração nos seguintes materiais: Farinha de trigo, óleo, leite, milho verde, açucar, amendoim, salsichas, aceitonas, coco ralado, creme de leite, leite condensado, canjica, canjiquinha.


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Arte e literatura

Fotógrafo prepara livro sobre a Amazônia Índios e populações ribeirinhas serão clicados por Adriano Fagundes

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ncerrou no dia 1° de junho a exposição fotográfica que celebra 20 anos de carreira de Adriano Fagundes. Em “20 Years of Photographs”, o brasileiro mostrou o quanto é apaixonado por clicar pessoas. A renda da exibição vai financiar um ousado projeto de um livro sobre a Amazônia. A partir de agosto, Adriano percorre o Rio Amazonas, desde o Peru até a Ilha de Marajó (PA), clicando índios e moradores da zona ribeirinha. O livro, que deve ser lançado em maio do ano que vem, vai render grandes exposições no Brasil e no exterior. Por telefone, o fotógrafo falou ao Comunidade News sobre este projeto e também sobre a carreira. No dia 9 de junho, Adriano embarca para o

Brasil a fim de iniciar os preparativos do livro. As imagens da obra tem dois principais objetivos. “Mostrar como o rio mistura estas pessoas”, disse ele, complementando que a viagem terá duração de dois a três meses. Ele planeja mostrar as imagens em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e no Nordeste. Depois, leva o livro pra exibições em Lisboa e Nova Iorque. O gosto pelo tema da obra é justificado por ele. “Faço fotos da Amazônia há mais de 10 anos”. As origens também ajudam, pois a família da mãe é paraense. Há cerca de 15 anos, Adriano começava a registrar a Amazônia. Captando a essência humana O tema preferido do fotógrafo são as pessoas. Fotógrafo de moda e publicidade, chegou

Fotografia de Adriano Fagundes que faz parte da exibição “20 years of Phographs”. a ficar três meses no Marrocos, se aventurando em busca de novos rostos. Na opinião dele, fotografar moda tem a ver com registrar uma história, mas as

imagens da Amazônia são muito mais intensas. “Vão durar mais que fotos de moda”. Natural de Brasília, Adriano foi primeiro para o Rio de Ja-

neiro. Optou por Nova Iorque em 1990 para estudar fotografia na School of Visual Arts. As boas perspectivas da nova morada trouxeram junto o trabalho de assistente de Arthur Elgort, fotógrafo da Vogue. No final de 1998, partiu para a carreira solo. Publicações como People, British Cosmopolitan, Rolling Stone e SPIN trazem o trabalho de Adriano. Entre os clientes de Adriano estão HBO, American Express, Sephora e Eddie Bauer. Apaixonado pelo que faz, Adriano disse que não coloca exatamente um diferencial brasileiro no trabalho. “É mais o que sinto na hora em que estou fotografando”. Para ele, tudo é uma questão de feeling, o qual acontece quando conhece mais a pessoa fotografada e portanto capta a essência delas.


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Música

Marcos Valle e Emílio Santiago cantam no BossaBrasil Festival O

Evento em Nova Iorque traz grandes nomes da música brasileira

Birdland em Nova Iorque traz dois grandes nomes da música brasileira para o BossaBrasil Festival, que acontece de 8 a 12 de junho. Numa rara experiência musical, Marcos Valle e Emílio Santiago dividem o palco e cantam muita bossa nova e ritmos suingados. Os músicos estarão acompanhados de Sérgio Brandão (baixo e direção musical), Klaus Mueller (piano), Ernesto Simpson (bateria) e Café (percussão). Criado em 2007 para celebrar diversos ritmos da música brasileira, o BossaBrasil Festival terá muito samba, jazz e sensibilidade. A apertada agenda de 12 shows de Marcos Valle no Japão teve uma brecha para uma entrevista via email. Com Emílio Santiago, do qual é convidado, o músico interpreta “Samba de Verão”, hit que alcançou o segundo lugar na Billboard em

1966, “Preciso Aprender a Ser Só” e “Disfarça e Vem”, esta última de autoria de Valle e gravada por Emílio Santiago. Durante a apresentação inteira, Marcos toca o teclado. Várias músicas de Emílio Santiago fazem parte do novo CD, recém lançado no Brasil. Para Marcos, tanto faz se o ritmo é bossa nova ou suingue. O que importa é mostrar o trabalho ao público. Por isso, incluiu os animados “Os Grilos” e “Batucada” e o ritmo lento e melódico de “Preciso Aprender a Ser Só”. Valle está feliz por voltar aos Estados Unidos, depois de muito tempo ausente. A carreira do carioca Marcos Valle começou na década de 60, com criações de bossa nova, deu espaço também para canções como “Terra de Ninguém” e “Viola Enluarada”, as quais mostravam o engajamento po-

lítico do músico. Boa parte do repertório é assinada em parceria com o irmão, Paulo Sérgio Valle. Nos anos 80, o público jovem da Europa e do Japão descobriu a música de Marcos. “Eu não investi nisso, foi iniciativa deles”, explicou. Foi o pontapé para lançar todos os discos antigos nestes locais. “Passei a gravar novos CDs e a fazer turnês anuais nesses países, e também na Austrália e Singapura”. O público internacional de Marcos Valle não compreende os brasileiros que moram no exterior. Neste mês de junho lança o CD “Esphera” primeiro no Japão e depois na Europa. As dez músicas novas tem melodia do músico e letras de Marcelo Camelo, Ronaldo Bastos, Joyce e Paulo Sérgio Valle. Entre as obras estão “Vamos Sambar” e “Eu Vou”, cujas letras são de Marcelo Camelo.

Marcos Valle se apresentará em Nova Iorque.


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Música

Trio Esperança lança álbum nos Estados Unidos

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Trio Esperança, mais conhecido no Brasil por conta da Jovem Guarda, lançou no dia 18 de maio nos Estados Unidos o CD “De Bach a Jobim”. O álbum, com arranjos de Gérard Gambus, será lançado ainda este ano no Brasil. Na obra, as vozes de Eva “Evinha” Correa, Mariza Correa e Regina Correa são acompanhadas pela Orquestra Sinfônica de Budapeste, Márcio Faraco (voz/violão), Silvano Michelino e Inor Sotolongo (percussão) e Marc Berthoumieux (acordeão). O CD contém grandes sucessos como “Desafinado”, “Upa Neguinho” e “Samba do Avião”. Segundo Mariza, o Trio Esperança não pôde estar no lançamento do CD, mas pretende em breve cantar nos Estados Unidos. Foi Gambus, diretor musical do grupo, que teve a idéia de incluir clássicos no álbum, de acordo com ela. “Achamos a idéia ótima. Como um desafio”, disse ela, complementando que então nasceu a vontade de passear entre Bach e grandes compositores brasileiros, tais como Ernesto Nazaré, Chico Buarque

e Tom Jobim. Segundo Mariza, a escolha do repertório aconteceu naturalmente. “Com músicas que nos tocam o coração por representarem momentos importantes, felizes ou marcantes em nossas vidas”. Depois que casou, Evinha foi morar em Paris e convidou as irmãs para “brincar de cantar”, dito pela própria Mariza. A cantoria num pequeno palco da capital francesa resultou em “Capela do Brasil”, primeiro CD gravado na França. O álbum teve convidados muito especiais como os Golden Boys (irmãos das cantoras), Milton Nascimento, Djavan, Gilberto Gil, João Bosco, Caetano Veloso e Ivan Lins. Canção em família Formado em 1958, o Trio Esperança contava com Mário no lugar de Mariza. Os irmãos ainda eram crianças e fizeram muito sucesso na época da Jovem Guarda. O auge foi atingido com o lançamento de “Filme Triste”. Curiosamente, os LPs e compactos gravados de 1968 a 1975 tinham o mesmo nome do grupo. A numerosa família, composta por se-

Divulgação

“De Bach a Jobim” é uma boa oportunidade para ouvir as vozes que fizeram sucesso na época da Jovem Guarda

O Trio Esperança.

te irmãos cantores, viveu a felicidade de ocupar o mesmo palco pela primeira vez no ano de 2008. “Acho que o público sentiu a mesma emoção em nos ver relembrar os tempos da Jovem Guarda. Foi muita alegria e uma choradeira só!!!”, declarou Mariza. As músicas cantadas pelo Trio Esperança, na época da Jovem Guarda, eram de acordo com a faixa etária: “A Festa do Bolinha”, “A Feiticeirinha”, “Gasparzinho”. “Como vocês podem ver tudo era em ‘inho’”. A maturidade chegou e atingiu também o repertório. “Esperamos que o que cantamos hoje possa também proporcionar alegrias e boas lembranças de ontem”. A oportunidade de gravar um CD na França, segundo Mariza, surgiu no momento certo de mostrar a diversidade da música brasileira, com ritmos como o xote e o baião, não esquecendo das toadas e belas harmonias. “Acho uma pena que fora do Brasil todas essas belezas não sejam mais divulgadas, e desta maneira não sejam mais conhecidas do público internacional”.


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Local

ESPN transmite Copa do Mundo em português nos EUA

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Um time de narradores e comentaristas brasileiros fará a cobertura trazida pela ESPN Deportes

m ano de Copa do Mundo, todos querem estar à frente. Por esse motivo, a ESPN Deportes terá uma equipe de narradores e comentaristas na transmissão da festa mundial do futebol. É o primeiro ano em que a ESPN Deportes transmite ao vivo e em português o evento esportivo para os Estados Unidos. A cobertura com informação terá a presença de dois grandes nomes do futebol. Atual técnico do Miami, Crizam César de Oliveira Filho, o Zinho, chega trazendo uma perspectiva contextual e prática. Também nos Estados Unidos, onde comanda o Chicago Stockers, Nilton Pinheiro “Batata” da Silva dará aos telespectadores visão técnica e experiente em cada lance. A equipe de narração contará com José Inácio Werneck, Marco Alfaro e Flávio Pereira, trio experiente tanto no esporte quanto no jornalismo. O telespectador dos Estados Unidos poderá acompanhar pela ESPN Deportes cinquenta e seis dos sessenta e quatro jogos da copa. A partida do Brasil contra a Coréia

Foto: Joe Faraoni

Equipe que irá narrar e comentar os jogos da Copa do Mundo para a ESPN Deportes nos Estados Unidos. do Norte, que acontece no dia 15 de junho, terá a cobertura de Zinho e Werneck. Dez

dias depois é a vez de escutar a narrativa de Flávio Pereira, durante o jogo Brasil x Portu-

gal. Nesta mesma partida, a palavra fica por conta de Zinho, que falará da performance dos times com uma análise bem crítica. Programação extra Não são só as partidas em português que chegarão até os telespectadores residentes na América. A programação da ESPN Deportes terá muita notícia e informação. Quem é fã de esporte terá uma cobertura completa com o SportsCenter e Futbol Picante, transmitidos em espanhol durante todo o período da Copa do Mundo 2010. A cobertura do maior evento mundial do futebol pela ESPN Deportes terá ainda, todas as noites, segmentos do SportsCenter, além de uma programação extra diretamente de Joanesburgo e programas antes e depois das partidas. Uma equipe de até 10 repórteres levará o conteúdo da ESPN Deportes até as casas, confirmando assim a importância da presença do canal de esportes na África do Sul.

Literatura

Encontro literário nos EUA divulga talentos brasileiros O “Write the World” divulga antigos e novos autores

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e 11 a 13 de junho, Atlanta (GA) sedia o “Write the World”, evento que reúne autores e editoras do Brasil e de outras partes do mundo. Organizado pelo brasileiro James McSill e por Mardeene Mitchell, o “Write the World” apresenta autores já conhecidos e ajuda novos escritores a se lançarem no concorrido mercado das letras. A troca de experiências inclui profissionais de Nova Iorque, Los Angeles, São Francisco, Atlanta e Boston, e inclui ainda a Europa. No evento os escritores e aspirantes a escritor aprenderão a ganhar o mercado e até mesmo a escrever um livro para que ele se torne um filme. Da Inglaterra, onde vive, James concedeu entrevista ao Comunidade News. Por telefone, contou que a idéia de trazer o “Write the World” para os Estados Unidos nasceu no Brasil. No evento “Write in Brazil”, realizado no Rio de Janeiro em 2009, percebeu que autores brasileiros queriam participar do mercado americano. Com o patrocínio da prefeitura de Atlanta, tenta agora dar esta força para quem já escreve ou pretende escrever. “É para escritores verem pessoas e serem vistos”, disse ele. Trabalhando como coach para autores e futuros escritores, James é uma espécie de ‘doutor de livros’. Em outras palavras, torna um texto atrativo para que as editoras o publiquem. Segundo James, a melhora econômica do Brasil também contou para trazer o evento até os EUA. “O número de brasileiros interessados é impressionante. A vontade e o sonho sempre existiram”. Ainda conforme o brasileiro, o Brasil ostenta atualmente livrarias tão bo-

as ou até melhores do que muitas dos Estados Unidos e Europa. Até os quatro anos de idade, James viveu no Brasil. De família portuguesa, foi criado nos arredores de uma colônia inglesa. Formado em Letras pela Universidade Católica de Pelotas (RS), sempre esteve envolvido na área de ensino e pesquisa de idiomas, seja em redação comercial ou publicitária. Reside em Yorkshire, ao norte da Inglaterra. Talentos promissores Entre os participantes do “Write the World” está Mark Victor Hansen. Junto com Jack Canfield, escreveu o famoso “Chicken Soup for the Soul”, traduzido para o português como “Canja de Galinha para a Alma”. O evento também conta com o Atlanta Writers Club e tem o apoio da palestrante motivacional Eliana Barbosa e da organização Northeast Georgia Writers. O encontro em Atlanta está motivando James a organizar novos eventos. Em aproximadamente um ano e meio, ele pretende realizar o “Write in Boston”. No mês de outubro próximo será a vez de “Write in Brasilia”. Gramado, cidade da serra gaúcha, ganha o “Write in Gramado” no primeiro trimestre de 2011. Uma das maiores motivações de James é ver autores que trabalham com ele conquistando um espaço. É o caso de Cristina Agostinho e de um rapaz de somente 19 anos. Segundo James, o jovem escreve tão bem quanto autores reconhecidos mundialmente. O “Write the World” é aberto ao público. Informações adicionais pelo site www.write-the-world.com.

O brasileiro James McSill foi o organizador do evento “Write the World”.


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Eleições

Vereador amigo dos imigrantes quer concorrer ao Senado Estadual O

O foco do democrata Paul Rotello é a economia do estado

vereador democrata por Danbury (CT), Paul Rotello, anunciou que pretende concorrer a Senador Estadual pelo 24° Distrito, o qual abrange Danbury, New Fairfield, Sherman e Bethel. O político se tornou conhecido entre os imigrantes da cidade quando votou contra a lei que determina uma parceria entre a polícia local e a imigração. Membro do governo municipal desde o ano de 1997, Rotello ganhou 30% dos votos para ser nominado candidato, durante convenção realizada no dia 24 de maio. Os votos são suficientes para as primárias que acontecem em agosto. Por telefone ao Comunidade News, o vereador explicou que ainda não decidiu se vai concorrer nas primárias. Caso isto aconteça e venha a ocupar uma cadeira no senado estadual, Rotello pretende agir imediatamente nas áreas da economia e dos empregos. Segundo ele, a situação financeira do estado de Connecticut é precária. Rotello disse que antes de assuntos importantes como imigração ou sistema de transporte, é preciso solucionar questões no governo estadual. “Neste momento não há planos para fazer algo, mesmo que eu decida concorrer e seja eleito”, disse. Se-

Acidente

gundo ele, podem levar de dois a três anos para ‘arrumar a casa’. “Há milhões de coisas que adoraria fazer, mas é preciso pôr o governo em ordem primeiro”. Segundo Rotello, os gastos do estado tem sido maiores do que o recolhimento de impostos. A recessão também afetou o estado com o fechamento de comércios. “Connecticut precisa pedir dinheiro emprestado para gastar”. No ano de 2001, Connecticut figurava em 22° lugar no país inteiro em termos de produto interno bruto. Segundo dados do censo 2000, era o estado número um em renda per capita. Há cerca de duas semanas, a governadora Jodi Rell vetou a lei que aumentaria o uso de energia renovável e diminuiria as taxas de eletricidade. Apesar de admitir que alguns pontos da lei significariam benefício econômico, Rell ressaltou que não era o momento de fazer um investimento de $1.4 bilhão. Tornando Connecticut melhor Com a criação de empregos, segundo Rotello, o estado se tornaria um melhor lugar para viver. “Uma economia forte atrai pessoas de todos os Estados Unidos, isto melhoraria a vida de todas as pessoas que residem em Connecticut.

Paul Rotello ganhou a simpatia dos imigrantes ao votar contra a polêmica lei 287g. Otimista sobre o futuro do estado, o político ressalta, porém, que podem acontecer declínios, caso não seja dada a devida atenção aos problemas. “Mas como alguém que

já passou por recessões maiores, vejo sinais iniciais de uma verdadeira melhora”. Para Rotello, os serviços do governo que beneficiam grupos menos privilegiados como os aposentados e deficientes não devem ser cortados. “Não é hora de abandonar os desamparados”. Segundo um estudo feito pelo Connecticut Center of Economic Analysis, a economia do estado caminha a passos mais lentos do que os esperados. A falta de aumento da renda e o fraco mercado imobiliário estão entre as principais razões. Ainda de acordo com a pesquisa, o número de permissões para moradia diminuiu consideravelmente, o que pode significar um alerta para a área da construção. Perguntado sobre a possibilidade de Connecticut adotar uma lei anti-imigrante semelhante à do Arizona, que criminaliza os indocumentados, Rotello não acredita que o governo tenha esta intenção. Assinada por Jan Brewer, a SB 1070 está causando estragos na já quebrada economia do Arizona. Em 2008, Rotello apoiou Duane Perkins para a vaga no senado estadual. Os dois foram os únicos vereadores de Danbury que votaram contra a 287g, parceria entre a polícia local e a imigração.

Acidente em Bridgeport deixa brasileira em estado grave Recuperada do coma, Luciana Faria precisa reaprender a falar

A

brasileira Luciana Faria, 27 está internada no Hospital Saint Vincent em Bridgeport (CT). Ela sofreu um grave acidente automobilístico na terça-feira (11), por volta das 6h30pm em Bridgeport. O veículo que ela dirigia, um Volkswagen Jetta, foi atingido por uma camioneta tipo pickup, conduzida por um americano. Luciana saiu do coma e apresenta sinais de melhora diários. De acordo com a assistente social Cece Rubin, o acidente aconteceu quando Luciana seguia pela Benhal Street. Ela obedeceu à placa de “Stop”, mas o condutor que vinha pela Iranastan não fez a parada obrigatória. O homem estaria em alta velocidade e atingiu o carro da brasileira. Segundo o advogado Kieran Costello, da Costello and McCormack, Luciana teve graves ferimentos na cabeça e foi levada ao hospital. A brasileira esteve em coma até o meio da semana passada. A passageira do carro, Simone Schmidt, chegou a ser levada para o Bridgeport

Hospital mas já foi liberada, ainda conforme o advogado. Luciana mora nos Estados Unidos há sete anos. Segundo Costello, ela trabalha como cosmetologista e deixaria o país por volta do dia 17 de maio. A mãe dela mora em Rio Branco, Acre, e autorizou Cece Rubin a representá-la nos EUA, de acordo com Costello. O motorista do outro veículo, cujo nome não foi revelado, esteve no hospital em companhia da esposa, segundo o advogado. Pediu desculpas para a brasileira, beijou a face dela e levou um balão. Segundo Costello, ele admitiu a culpa. No dia seguinte ao acidente, o advogado entrou com uma açõa legal na corte, com esperanças de que Luciana consiga todo o dinheiro de que precisa. “Estou muito confiante de que ela receberá o que merece”, disse ele. No processo, Costello sustenta que o condutor da pickup foi negligente, dirigia em alta velocidade e causou ferimentos graves. Segundo o profissional,

a ação legal pode demorar 6 meses ou de 3 a 5 anos. “Vai depender muito da cura de Luciana”. Kieran pediu um visto humanitário para a mãe, o irmão e o tio de Luciana, e está em contato com a Embaixada Brasileira nos EUA e com o Consulado-Geral do Brasil em Nova Iorque. Quadro da brasileira evolui Segundo o advogado, a polícia de Bridgeport está investigando o caso mas não divulgou o boletim de ocorrência. A Igreja do Avivamento da Fé de Bridgeport, comandada pelo Pastor Wagner, está prestando apoio à brasileira. De acordo com Cece Rubin, Luciana foi transferida da UTI para o setor de neurologia na terça-feira (25) e ainda tem algumas limitações: não mexe o braço esquerdo, não fala e se alimenta através de um tubo ligado diretamente ao estômago. Ela agora precisa reaprender a falar e a engolir. Os médicos pediram que Cece e outras pessoas contem a ela o que aconteceu. Quando ouve sobre o

acidente, Luciana arregala os olhos, segundo Cece. Luciana também se comunica com o pé para dizer sim e não, e segundo Cece, reagiu bem quando soube que a mãe está vindo para os EUA. De acordo com a assistente social, a brasileira tem sessões de fisioterapia e fonoaudiologia e é constantemente virada na cama para não criar escaras – feridas provocadas por pressão local permanente e que causam a morte dos tecidos. Ainda segundo Cece, a única medicação que Luciana está recebendo são antibióticos. Uma das enfermeiras teria dito que vê uma melhora a cada dia. Segundo os médicos, levará pelo menos um ano até que a paciente fique completamente curada, mas eles não garantiram que Luciana não terá sequelas. A rotina diária de Cece é ir ao hospital e ligar para a mãe de Luciana. Segundo ela, o visto humanitário foi aprovado. A mãe e o tio de Luciana devem chegar ao país em 15 dias.


Comunidade News

Página 28 |de 1 a 7 de junho de 2010 | Edição 335

Prisão

Polícia prende três brasileiros no caso de família desaparecida T

Os homens são acusados de usar indevidamente os cartões bancários da família sem autorização

rês brasileiros considerados pessoas de interesse no caso da família desaparecida em Omaha (NE) foram presos na segunda-feira (24). José C. Oliveira Coutinho, 35, Elias Lourenço Batista, 29 e Valdeir Gonçalves Santos, 30, trabalhavam para Vanderlei Szczepanik e usaram cartões bancários dele sem a devida autorização. O paradeiro da família ainda é desconhecido. Vanderlei, Jaqueline e Christopher desapareceram no dia 17 de dezembro último. Dois veículos dos Szczepanik foram localizados dias depois. A filha de Jaqueline, Tatiane Klein, veio do Brasil para acompanhar de perto as investigações. Segundo o porta-voz da polícia de Omaha, Jacob Bettin, os três brasileiros compareceram à corte na quarta-feira (26). Acusados de delito grave, os brasileiros podem pegar de um a vinte anos de prisão, se considerados culpados. A investigação foi feita em conjunto com o Promotor Don Kleine’s do Condado de Douglas. A polícia agora está preocupada com o bem-estar da família desaparecida. José, Elias e Valdeir estavam sob a custódia do ICE (imigração) desde o dia 1° de fevereiro por estarem indocumentados no país. Segundo a polícia, os cartões bancários de Vanderlei foram usados exatamente no dia em que ele e a família desapareceram. De acordo com Kleine, há fotos e vídeos mostrando os brasileiros em caixas eletrônicos e lojas. O total dos gastos com os cartões de Vanderlei é de $4,347. Os acusados teriam usados os cartões para sacar dinheiro e comprar comida e roupas. De acordo com o chefe de polícia de Omaha, Alex Hayes, os brasileiros tornaram-se alvo das investigações logo depois do desaparecimento dos Szczepanik. Segundo a polícia, a movimentação bancária através dos cartões cessou depois que os três homens foram presos. Evolução das investigações Pouco antes de ser preso pela imigração, José declarou em uma entrevista que é conhecido pelos colegas de trabalho como Carlos. O homem morava no mesmo prédio da família desaparecida, e ficou com as chaves depois que os Szczepanik sumiram. Segundo Carlos, ele viu Vanderlei pela última vez no dia 17 de dezembro de 2009.

Os três brasileiros foram detidos em conexão com o desaparecimento da família em Omaha. O juiz estipulou uma fiança de $200,000 para cada um dos brasileiros. Com a ajuda de intérpretes de português e espanhol, os três suspeitos solicitaram um advogado da defensoria pública. De acordo com a polícia, dois deles admitiram o uso do cartão de crédito dos Szczepanik. Por telefone ao Comunidade News, Tatiane Klein disse que já sabe da prisão dos brasileiros, e que a polícia ainda não tem pistas da família dela. Tatiane disse que a mãe não tinha desconfianças, e que só estava desconfortável com a presença deles. Mesmo com esperanças remotas, ela quer encontrar a família com vida. “Eu quero justiça. Não me conformo fazerem isto com minha mãe, meu irmãozinho e meu padrasto. São pessoas corretas, de bem. Em primeiro lugar, justiça”. Para sair da prisão, Carlos, Elias e Valdeir teriam que pagar $20,000 cada um. Mesmo se tivessem o dinheiro eles não poderiam fazêlo, por estarem sob a custódia da imigração. Eles voltam à corte no mês de junho. De acordo com o promotor Kleine, não se pode ainda dizer que os suspeitos têm participação no desaparecimento. “Não podemos tirar conclusões. Tudo o que podemos fazer é continuar e progredir nas investigações”, disse

Leia no seu computador www.comunidadenews.com Acesse o website do Comunidade News Matérias, vídeos, colunistas, Álbum de fotos e muito mais www.comunidadenews.com

ele. Quando veio para os EUA acompanhar o caso, Tatiane Klein foi prevenida pela polícia para esperar o pior. Com a prisão dos brasileiros, agora sobe para quatro o número de pessoas conside-

radas de interesse pela polícia no misterioso desaparecimento da família brasileira. Ricardo Gonzalez-Mendez também trabalhava para Vanderlei Szczepanik, e foi preso por dar um nome falso quando questionado pela polícia.

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Edição 335|de 1 a 7 de junho de 2010|Página 29

Local

Homem que violentou brasileira na Pensilvânia pode pegar pena de morte N

a quinta-feira (27) um júri em Doylestown (PA) considerou um homem culpado por ter matado o hispânico Edgar Rosas-Gutierrez, 32, e estuprado uma brasileira de 43 anos. Omar Sharif Cash, 28, foi acusado de assassinato em primeiro grau e pode pegar pena de morte. O crime aconteceu há pouco mais de dois anos na Filadélfia. A notícia foi publicada em vários veículos americanos. Quando o Juiz C. Theodore Fritsch Jr., do Condado de Bucks, anunciou o veredito, a vítima chorou. O réu não reagiu. Um dia antes da sentença, o acusado chegou a se defender do crime. Aproximadamente às 3am do dia 11 de maio de 2008, as vítimas saíram do clube noturno Jalapeño Joe’s e foram abordadas por Cash no carro. Com uma arma apontada para a cabeça, Edgar foi forçado a dirigir até o Roosevelt Boulevard, e a brasileira ordenada a ir para o banco de trás. Segundo o Promotor Marc Furber, a mulher foi forçada a fazer sexo oral no acusado e depois foi violentada. Em uma rampa em Bensalem, Cash pediu para Rosas sair do carro e desferiu um único tiro. Estuprou novamente a mulher em um estacionamento e depois no Comfort Inn em Lawrenceville (NJ). Ela gritou pela polícia quando fugiu. Segundo o promotor, o exame de DNA confirmou evidências contra Cash. Vítima recorda momentos de horror Cash se defendeu, dizendo que a brasileira era uma prostituta que fugiu após levar o dinheiro dele, e que foi levada

Crime aconteceu há cerca de dois anos. O namorado da mulher foi morto ao hotel por Elbert Smalls. Segundo ele, Smalls teria permitido o uso da identidade para alugar um quarto. Capturado em Nova Iorque um mês depois do crime, Cash afirmou que o sexo entre ele e a vítima foi consensual. “Não sei nada a respeito do estupro e do assassinato”, disse ele. Morador de Delaware, Smalls disse no depoimento que havia perdido a identidade há alguns meses, que não conhecia Cash e que nunca havia estado em bares na Filadélfia. O réu tentou emocionar o júri. Contou que foi abandonado pelo pai e foi criado por traficantes. Segundo a irmã, Ieshaa Adams, 33, a mãe deles, Darlene Cash, era alcoólatra e viciada em crack. Em depoimento, o psicólogo Jonathan Roberds disse que Cash descreveu a relação com outros afro-descendentes como ‘caranguejos num barril’. “Brigam uns com os outros. Ferem-se.... Sair do barril não existe”, disse Roberds. O promotor pediu a pena de morte. Edgar, 9, filho da vítima fatal, escreveu. “Penso que o que este homem fez é como alguém que não rega uma rosa. Não sinto meu coração completamente feliz”. O julgamento foi acompanhado pela mãe de Rosas, Karina Jeronimo. O advogado de defesa de Cash, Charles Jonas, alertou os jurados que a brasileira está ilegalmente no país, e que não há evidências físicas contra seu cliente. Através de um intérprete, a mulher disse que esperava o pior. “Não tinha dúvida de que ele me mataria”, declarou ela, chorando baixinho. Segundo ela, Cash roubou dinheiro de Rosas, pouco antes de matá-lo. “Lembro de ter ouvido um tiro”.

Omar Sharif Cash estuprou uma brasileira e matou o namorado dela. De acordo com a brasileira, o réu cantava e dançava enquanto dirigia até o estacionamento onde a violentou. No hotel ela foi forçada a tomar banho antes de sofrer outra sessão de violência sexual. “Não queria passar por isso na minha vida. Nunca. Esta pessoa não é um ser humano”.

NOVO ENDEREÇO

Jogo

Cruzeiro joga em Newark contra o Red Bull

The Immigration Law Office of Brian E. Cotter mudou do endereço 70 West St. - Danbury, CT

O Cruzeiro de Belo Horizonte enfrenta o New York Red Bulls em NJ

N

o dia 18 de junho, os torcedores do Cruzeiro de Belo Horizonte que moram nos Estados Unidos terão a chance de ver o time do coração. A “Raposa”, como é chamado o clube, enfrenta o New York Red Bulls na Red Bull Arena em Harrison (NJ). O amistoso foi anunciado por Erik Stover, diretor do clube americano. Animado, Stover disse que o Cruzeiro faz parte da elite do futebol brasileiro. “Incluir o Cruzeiro na nossa programação de verão enfatiza nosso comprometimento em trazer qualidade para a Arena Red Bull”, disse ele. Depois da vitória de 3 x 1 sobre o Juventus da Itália, no dia 23 de maio, o Red Bulls do técnico Hans Backe deve trazer muita garra e vibração para o jo-

go contra o time mineiro. Em cinco jogos válidos pela Major League Soccer (MLS), o New York Red Bulls começou a temporada com quatro vitórias, amargando em seguida três derrotas. Nomes como Kléber, Fábio, Roger e Thiago Ribeiro vão encantar a torcida cruzeirense. No jogo contra o Botafogo do Rio de Janeiro, válido pelo Brasileirão, Thiago Ribeiro marcou o gol da vitória, conquistada no Mineirão. Aguardando a grande torcida Assistir ao Cruzeiro será, com certeza, momento de dupla emoção nos Estados Unidos, já que o amistoso acontece durante a Copa do Mundo 2010. Significa ver o azul da Raposa misturado ao verde-amarelo. Será com certe-

O acusado aguarda outro julgamento. Cash teria assassinado um jovem de 19 anos em abril de 2008, também na Filadélfia. A família e os amigos dele choraram ao ouvir a sentença de assassinato em primeiro grau. Por ter violentado a brasileira e matado o namorado dela, pode ser condenado à pena de morte.

O novo endereço é: 34 Mill Plain Rd. Danbury, CT (em frente ao 7 Eleven) Aberto às quintas-feiras de 3h30 pm às 6 pm Fone: (203) 730-0361 Fax: (203) 348-9276

za um grande momento para a torcida brasileira. Fundado em 1921 com o nome de Sociedade Esportiva Palestra Itália, o Cruzeiro Esporte Clube é reconhecido pelo futebol até mesmo fora do Brasil. É bicampeão da Taça Libertadores da América e tetracampeão da Copa do

Brasil. Segundo pesquisa da Datafolha, realizada no ano passado, o clube tem a maior torcida de Minas Gerais. No Brasil inteiro, a sexta maior torcida é da Raposa, ainda segundo a pesquisa. Informações sobre a partida entre Cruzeiro e New York Red Bulls pelo telefone 1-877-RBSOCCER.


Comunidade News

Página 30 |de 1 a 7 de junho de 2010 | Edição 335

Caso Alaor e Reynaldo

Audiência de apelação reacende esperanças de liberdade Reynaldo e Alaor saberão da sentença dentro de 90 dias

A

audiência de apelação de Reynaldo Eid Júnior e Alaor do Carmo Oliveira, ocorrida na terça-feira (25), trouxe ainda mais esperança para os brasileiros. Os dois são acusados de tráfico humano e pedido de resgate. O Cônsul Geral Adjunto do Consulado-Geral do Brasil em Los Angeles, Júlio Victor do Espírito Santo, esteve presente à sessão. Os brasileiros foram presos em 2005 sob a acusação de manter mãe e filho em cativeiro, pedindo $14,000 de resgate. Condenados à prisão perpétua, Reynaldo e Alaor apelaram da decisão. Há aproximadamente dois anos, Alaor chegou a pedir a anulação do julgamento, alegando irregularidades por parte da Juíza Carla Singer. Por telefone, Júlio Victor esteve com os advogados dos réus. “Vi que eles são competentes e muito interessados”, disse ele. De acordo com o cônsul, dois dos três juízes deixaram a promotora numa situação delicada. Segundo ele, ela não soube responder a perguntas que falavam da concordância da suposta vítima do crime pelo qual os brasileiros estão sendo julgados. No questionamento, ainda segundo Júlio Victor, o juiz levantou a hipótese de ter havido uma extorsão e não um sequestro com pedido de resgate. Segundo Júlio Victor, este fato pode ser uma ligeira indi-

Dream Act

E

Alaor e Reynaldo estão próximos de terem um novo julgamento. cação de que as afirmações da promotoria estão sendo questionadas. Cerca de uma semana antes da audiência, o filho de Alaor disse ao Comunidade

News que uma filmagem do hotel mostrava as duas mulheres tendo livre acesso ao hotel, além de dormirem em quartos separados dos homens.

Resultado se aproxima Tanto o cônsul quanto os advogados dos acusados estão mais esperançosos. A decisão será revelada dentro de 90 dias. Os familiares de Reynaldo e Alaor já sabem do resultado, ainda segundo o cônsul. A prisão dos brasileiros foi também publicada na mídia brasileira. As famílias deles não acreditam na acusação e aguardam um resultado positivo. Reynaldo e Alaor estavam na Califórnia para encaminhar Ana Paula Morgado Ribeiro e Yago Ribeiro até a Flórida, onde os dois se encontrariam com Jeferson Ribeiro. Mãe e filho chegaram aos Estados Unidos através da fronteira com o México. Alaor chegou a morar em Danbury (CT). Segundo Jorge Bastani, amigo do brasileiro, ele trabalhava com transporte para aeroportos e para compras em shopping centers. Surpreendido com a prisão do amigo, Bastani chegou a dizer para o Comunidade News que não acredita na culpa dele. Em 2008, Reynaldo e Alaor receberam duas acusações cada um por sequestro e cativeiro em troca de resgate, durante audiência na Corte de Santa Ana (CA). A condenação à prisão perpétua ocorreu no mesmo ano.

Manifestação de estudantes de Massachusetts pede aprovação do Dream Act

studantes em busca de legalização se reuniram à frente do Palácio do Governo em Boston (MA), na terça-feira (25). O objetivo era falar com o Senador Scott Brown. Entre os jovens estava Carlos Sávio Oliveira, 22. Como todos os imigrantes indocumentados, o brasileiro sonha em ter os papéis para viver o verdadeiro Sonho Americano. De acordo com o The Boston Globe, os estudantes são membros do Student Immigrant Movement que buscavam o apoio de Brown para o Dream Act. De acordo com a lei, estudantes que chegaram nos Estados Unidos antes de completarem 16 anos e que moram no país há cinco anos ou mais, poderiam se tornar residentes permanentes. Entre os requisitos está completar dois anos de faculdade ou de serviço militar. Ex-jogador de futebol americano na high school em Cape Cod, Carlos Sávio desejava entrar para a marinha americana, mas é impedido por falta de documentos. Por isso, discursou com os outros estudantes. “Queremos a oportunidade. Só isso. Não queremos esmola, apenas provar que somos capazes”, disse o brasileiro.

Jovens queriam ser recebidos pelo republicano Scott Brown Filho de um brasileiro casado com uma cidadã americana, Carlos foi informado por advogados que não pode se legalizar através do próprio pai. O jovem é o único na família que ainda não tem documentos legais. “Acredito nos valores deste país. Acredito neste país e acredito que possa protegê-lo”. Há cerca de nove anos, estudantes do país inteiro se mobilizam para a aprovação do Dream Act. Eles tentam convencer presidentes de universidades como Harvard, Tufts e Brown. Estima-se que cerca de 400 estudantes indocumentados completam o segundo grau todos os anos em Massachusetts. Não será fácil convencer Scott Brown a apoiar o Dream Act. Republicano conservador, ele ocupou a cadeira deixada pelo democrata Ted Kennedy, considerado um verdadeiro pai para os imigrantes indocumentados. Diferencial de imigrante O movimento em Boston contou com estudantes de Lynn, Lawrence, Chelsea, Boston, Everett e Revere, carregando a bandeira americana e cartazes escritos à mão. Todos querendo fazer uma diferença no país, como

a mexicana Maria, 19, que sonha em ganhar uma bolsa para poder frequentar uma faculdade privada e de quebra se tornar uma diplomata americana. Do outro lado, oponentes pediam a Brown para não apoiar o Dream Act. “Não achamos uma boa idéia. Isto só encorajaria a imigração ilegal”, disse Joseph Ureneck, membro da Massachusetts Citizens for Immigration Reform. Afirmações como esta não desanimaram Carlos e Renata Teodoro, 22. Com caixas em punho contendo cerca de 1.500 cartas de apoio ao Dream Act, os dois se dirigiram ao escritório de Brown. Recebidos pelos assessores Lydia Goldblatt e Jack Richard, pediram para falar com o senador. Carlos e Renata foram então informados por Jack que o político estava em Washington D.C. e que ele já havia ouvido todos os lados da história. Segundo a porta-voz Gail Gitcho, o senador disse que revisaria a lei, mas que ainda não se posicionou. Os estudantes acabaram se reunindo a portas fechadas com os assessores. A breve reunião durou aproximadamente meia hora e não trouxe promessa de encontro com Brown.

Só restou presentear os assessores com uma camiseta do Student Immigrant Movement, alimentando a esperança de dar as cartas para Brown.


Comunidade News

Edição 335|de 1 a 7 de junho de 2010|Página 31

Imigração

Dept. de educação do Arizona questiona competência de professora brasileira O ADE está focalizado na pronúncia de professores que ensinam inglês para estrangeiros

O

estado do Arizona vem colecionando polêmicas nos últimos meses. Depois da lei anti-imigrante que movimentou todo o país, agora são os professores imigrantes das escolas públicas que estão na mira do estado. Uma auditoria nas escolas do Distrito Educacional de Tucson (TUSD), conduzida pelo Departamento de Educação do Arizona (ADE), vem colocando em xeque a competência de alguns professores de English Language Learners (ELL). A professora brasileira Cristina Parsons foi uma das educadoras que recebeu a visita de uma supervisora na Pueblo Magnet High School, onde leciona. Em entrevista ao Comunidade News, ela disse que se sente ofendida com a medida. A açào foi tomada pelo Superintendente das Escolas Estaduais, Tom Horne, como parte do programa No Child Left Behind (NCLB). Segundo ele, professores de ELL tem sido monitorados nos últimos oito anos por questões da gramática e pronúncia de palavras na língua inglesa. Profissional com 20 de experiência, Cristina está confiante que não precisará deixar a sala de aula. Detentora de um diploma pela PUC/RJ e com dois mestrados pela Universidade do Arizona, Cristina questionou. “Me sinto um pouco ofendida. Não posso ter sucesso nos Estados Unidos porque tenho sotaque? Sou prova do contrário disso. Você pode ter sucesso com sotaque. O que também me ofende é que sotaque todos nós temos”, disse ela, que é natural da capital carioca. Alvo de uma reportagem da CNN, a professora disse que nesta hora estava representando não só a Pueblo Magnet High School, onde leciona, mas também o TUSD e todos os professores do Arizona que ensinam ELL e tem sotaque, como ela. Muitos do estudantes de Cristina nasceram nos EUA mas tiveram espanhol como primeira língua. Outros são da Somália, Peru e México. Na mesma reportagem, Tom Horne declarou que o alvo não são os sotaques, incluído o hispânico, mas sim a pronúncia. Segundo ele, quem não se faz entendido deve procurar outra profissão. Roseann Gonzalez, professora da Universidade do Arizona, discorda. “Dependemos do contexto para entender o significado das palavras”. Segundo ela, estudos comprovam que estrangeiros se tornam melhores professores de inglês. A Pueblo Magnet foi uma das escolas auditadas, e a entrada da supervisora do ADE na sala de Cristina não foi problema.

Cristina Parsons recebeu a visita de um monitor para determinar a sua habilidade em lecionar. “Minha porta está sempre aberta”. Apesar de saber do que se tratava, Cristina questionou a presença da mulher. “Tive que perguntar para ela ‘quem é você’”. Segundo ela, a supervisora não disse nada ao entrar, e ficou observando a aula durante cerca de 40 minutos. Vergonha de morar no Arizona Cristina confirmou que a auditoria diz respeito à NCLB. A lei, aprovada na administração Bush em 2001, visa a melhoria do desenvolvimento educacional dos estudantes. Segundo ela, o ADE quer saber se os professores estão falando somente inglês nas classes. “Isto eu sempre fiz, até quando eu dava aula no Brasil. Outra coisa é ver se tínhamos os objetivos no quadro, se estávamos dando aula de gramática, se

os alunos é que estão fazendo a maior parte do trabalho, em vez do professor. Isto eu não tenho problema, minha sala de aula é assim”. De acordo com Cristina, os alunos acham que ela é americana, e ficam admirados ao saber que ela é natural do Rio de Janeiro. Para divulgar as belezas da Cidade Maravilhosa, colocou pôsteres na sala de aula. Tranquila, a professora afirmou que não estaria na escola há quase 15 anos, caso não gostassem da forma como ela leciona. Segundo a professora, não houve reclamação do sotaque dos professores do TUSD. “No ano passado reclamaram”. A Pueblo Magnet não foi auditada em 2009. Conforme a professora, a controvérsia deste ano veio em seguida à aprovação da SB 1070. Tida como uma das mais duras

leis de imigração dos EUA, a SB 1070 autoriza os policiais a questionar o status imigratório de quem suspeitarem estar indocumentado no país. Questionada sobre a SB 1070, Cristina disse que ela e até mesmo americanos sentem vergonha de dizer que moram no Arizona. A professora chega a tomar as dores dos alunos imigrantes. Confiante, Cristina não acredita que será transferida para outro lugar. “Me valorizam muito aqui na escola”. Na Pueblo Magnet desde 1994, a brasileira disse que adora ensinar inglês. Cidadã americana, mora nos Estados Unidos desde 1981. Nem ela nem amigos entendem a atitude do ADE. “O fator principal da língua é a comunicação. Não entendo qual a diferença de você ter um sotaque ou outro”.


Comunidade News

Página 32|de 1 a 7 de junho de 2010| Edição 335

Tempo Real

By: Arilda Costa

europeanart33@hotmail.com

N

Bridgeport e Fairfield

Quem quer namorar?

ós, brasileiros, comemoramos o Dia dos Namorados no dia 12 de junho. Com a proximidade da data, aconteceu uma interessante manifestação no último domingo, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. “O Movimento dos Sem-Namorados” deveria ser uma ideia para a nossa comunidade. Longe do Brasil e da família, ninguém gosta de ficar sozinho. Vale algumas dicas da especialista em relacionamentos Renata Rode. 1. Tenha vida social: não adianta viver reclamando que não conhece ninguém se você vai de casa para o trabalho e do trabalho para a casa. Ele ou ela dificilmente vão bater na porta de sua casa. Portanto, ânimo! Saia para paquerar e divertir-se (e claro para ver e ser visto). 2. Cadastre-se em sites de relacionamento: hoje, são muitas as opções de sites bacanas e idôneos. E (experiência própria) você acaba conhecendo gente bacana, sim. Basta seguir algumas regrinhas: procure perfis do pretendente em outros sites sociais, ative o MSN e peça para ele ou ela ligar a câmera e converse bastante. Ah, claro, os primeiros encontros devem ser em locais públicos. Fazer uma busca na internet sobre a empresa que ele ou ela diz trabalhar é bacana (para que você saiba com quem está lidando, já que

internet aceita tudo e, por isso, você deve tomar muito cuidado). 3. Procure fazer uma atividade social: escolha cursos de grupos, como dança de salão ou teatro. Essa é uma ótima maneira de fazer novos amigos e desenvolver sua inibição, seja por atividade física ou intelectual. Divirta-se e ocupe-se! 4. Policie-se: no primeiro encontro não escancare sua vida e seus problemas. Ninguém gosta de ouvir lamentações, por mais sinceras que elas sejam. 5. Seja você mesmo: nada de comer só salada se você não é vegetariano, nada de vestir-se de outra forma ou tentar parecer ser o que não é. As máscaras caem rapidamente e quem perde é você. O outro vai gostar de você como você é; se não gostar, é porque não tinha de ser e pronto. 6. Não mostre desespero: pessoas ansiosas por encontrar um parceiro ou parceira parecem desesperadas por isso e demonstram muito claramente essa vontade, assustando pretendentes que poderiam até ser bem interessantes. Cuidado! 7. Esteja bem consigo: nós só estamos prontos para encontrar alguém quando sentimos que nos bastamos, ou seja, não faça do outro seu universo, e sim um planeta complementar. Ele deve fazer parte de sua vida e vir para somar; nada de ser a sua vida e fazer com que você a anule.

João Luis, 5 meses de fofura.

Abriana, pequena linda princesa.

Patrick, visitando amigos em Bridgeport.

Barbara e Karina, curtindo o final da tarde em Manhattan.


Comunidade News

Edição 335|de 1 a 7 de junho de 2010|Página 33

Social

Rita Ferrari no dia da sua formatura na Academia de Polícia de Danbury. Na foto recebendo o diploma do chefe de polícia.

A simpática Viviane, sempre sorrindo.

Bill “Paparazzi” é um dos melhores fotógrafos brasileiro da Flórida.

Barbara, muito feliz no dia da sua festa de formatura. Parabéns!


Comunidade News

Página 34 |de 1 a 7 de junho de 2010 | Edição 335

Esotérico

D

^

ia para demarcar diferenças, entre projetos e sua realização. Boa surpresa será acatar a decisão de uma pessoa que se mostra amiga no trabalho. Enfim, suas aspirações terão eco. Boa articulação mental e realismo ajudam a convencer.

M

_

ercúrio em seu signo recebe vibrações da Lua, sinal de acolhimento e sintonia com o ritmo do dia. Se você busca a renovação e a abertura mental, terá um ótimo dia. Contatos com pessoas fora de seu círculo habitual serão estimulantes.

U

`

I

d

ntrospecção e necessidade de se esconder dos olhares alheios pode ser impedimento pra você se lançar num projeto novo. Mas é bom ter cuidado, assuntar e pesquisar antes. Muitas ideias, e poucas certezas. Amparo familiar é um fator importante hoje.

F

e

alta de confiança no futuro contribui para escolhas pessoais mais temerosas hoje. Grande parte é por conta de seus preconceitos. Vale a pena checar se você está pensando objetivamente. Assuntos familiares merecem um tratamento especial.

E

f

m dia para sintetizar o fundamental e deixar de lado o acessório, fincando pé na realidade tal qual ela se apresenta. Poderia ser diferente, melhor, mas não é e ainda bem que hoje você está com todo o pique de encarar os problemas. Irá resolvê-los.

ntre na semana cuidando bem de suas finanças; certa demora é esperada, porém. Mas informações certas serão decisivas para escolher uma boa aplicação, o melhor preço, negociar bem um serviço. Seu conhecimento acumulado é seu patrimônio.

a

g

E

nvolvido com as pessoas queridas, você estará aberto também para ouvir o que elas têm a lhe dizer. São conselhos, criticas e dicas importantes, não as rejeite. Deixe de lado a timidez, busque ser mais estável, objetivo e direto que tudo irá bem melhor.

M

b

ais uma semana que começa sob o ritmo rápido das cobranças do cotidiano. A saúde pode reclamar, porém. Evite o frio, os pensamentos melancólicos e o ceticismo, que fazem muito mal ao seu espírito. É sua alegria e sua coragem que contam muito mais!

A

c

melhor alternativa para começar a semana que fecha maio é apostar mais no seu potencial, acreditar em si mesmo. Expressar-se. Comunicar suas dúvidas e certezas. Você vai fazer tudo isso esbanjando sensatez. O que contará muitos outros pontos a seu favor.

A missão de cada um é descobrir o que precisamos “consertar”

V

ocê vai fechar o mês com a Lua ainda em seu signo, boa dica pra ir devagar com muitos compromissos! Reserve bastante tempo para cuidar de si mesmo. Este é o dia certo para fazer isso e entrar em junho com muito pique. Oscilação emocional possível.

R

h

espeite o ritmo do seu organismo! Se você não resolveu um monte de pendências até hoje não será hoje, um dia em que está desconcentrado e propenso a ser enganado e fazer escolhas erradas. Endividamento pode ser motivo de preocupação.

C

i

ompromisso assumido com amigos ou entidades fica em suspensão devido a parceiros, sócios e clientes. Essa questão domina hoje e à noite é possível acertar tudo. Seja prudente e prático. Acerte cada assunto por vez e fuja da generalização. Responsabilidades.

T

endo em vista que o carma é o arquivo das dificuldades herdadas de uma vida anterior, no trânsito da evolução humana, podemos tomá-lo de forma negativa, como um castigo que responde a atitudes incorretas, ou pouco resolvidas, numa vida passada; ou de forma positiva, quando ele é entendido como uma nova oportunidade que nos é dada para melhorar as circunstâncias pendentes, aquelas que foram incorretas, desagregadas dos comportamentos esperados ou, ainda, as incompletas, perdidas em algum lugar do passado e que carecem de um acerto final. O carma, entendido como o “conserto” de algo que se interpõe entre a pessoa e a resolução de seu próprio futuro, não é nem bom, nem mau, pois a ele não se aplica propriamente um julgamento: ele é a colheita de uma semeadura anterior, que floresce a cada nova circunstância vivenciada pelo ser humano, em que é levado em conta seu merecimento. Essa é a Lei da Vida, ou seja, mesmo que o indivíduo não tenha nenhuma crença religiosa, ou curiosidade mística, mesmo que ele só acredite e aceite a realidade material, ainda assim, ele está sujeito à referida Lei, que determina e nivela a experiência de todos os seres que vivem no planeta Terra, exatamente para corrigir a rota de seus destinos, e assim, evo-

luir mais rapidamente. O espírito precisa vencer os carmas para garantir a continuidade de sua caminhada astral, rumo a um plano mais elevado, e isso só acontece quando a pessoa se encontra na sua expressão humana e, por isso mesmo, totalmente esquecida dos fatos que se passaram em suas vidas anteriores. Nessa circunstância ela pode, ao fazer suas escolhas, encaminhar naturalmente seu livre-arbítrio para o “conserto” das causas ainda sem resolução, aproveitando assim a nova oportunidade que, segundo alguns, Deus lhes ofereceu ou, para os mais céticos, que a natureza concedeu. De uma forma ou de outra, todos estamos aqui, neste planeta, para algo maior do que supomos: para descobrirmos qual é o “conserto” que precisamos fazer, qual é o melhor caminho a seguir a fim de resolver de forma mais rápida nossas dificuldades, que sempre tem origem carmática nesse ponto da nossa evolução e, principalmente, absorver a lição que cada situação de vida nos apresenta, a fim de fazermos semeaduras cada vez melhores e de acordo com o que queremos alcançar. Concentrar-se, meditar, procurar definir quem se é e o que, na verdade, se veio fazer aqui, é a melhor forma para achar a libertação das atitudes em resgate e evoluir para um plano mais elevado.


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Edição 335|de 1 a 7 de junho de 2010|Página 35

Esporte Atletismo

Bolt comemora os 2 anos de seu primeiro recorde mundial dos 100m

A chuva na noite de Nova York já dava o sinal. Haveria raios na pista do estádio Icahn. Direto da Jamaica, um novo nome surgia para deixar sua sombra à frente do dono da casa, Tyson Gay. Há exatos dois anos, Usain Bolt quebrou o recorde mundial dos 100m e não saiu mais do topo do ranking. Na sequência, vieram os títulos olímpico e mundial, e o velocista das caretas e brincadeiras com a câmera apareceu para o mundo como a “lenda” do atletismo. Em entrevista ao GLOBOESPORTE. COM, Bolt contou como se sentiu minutos antes de olhar o cronômetro com a marca de 9s72, 0s14 a mais que sua evolução um ano depois, em Berlim (9s58). - Meu técnico me disse que eu poderia correr bem rápido em Nova York, logo após eu ter conseguido um tempo muito bom em Kingston algumas semanas antes (9s76). Lembro que choveu muito naquela noite e a prova foi até mesmo adiada, mas, felizmente, parou e pude correr. Não me dei conta de que iria quebrar o recorde até dar minha última passada. Foi uma sensação incrível me tornar o homem mais rápido do mundo – disse Bolt.

F1 RBR diz que não permitirá briga entre Webber e Vettel após o GP da Turquia A RBR avisou a Mark Webber e Sebastian Vettel que não permitirá nenhum tipo de briga entre eles por conta da batida no GP da Turquia, no domingo. Nenhum dos dois assumiu responsabilidade pelo acidente. Pelo contrário. Eles trocaram acusações, e os chefes da equipe discordam sobre quem culpar. Os carros da RBR e da McLaren andavam muito próximos. Na freada para a curva 12, na 40ª volta, Vettel, que vinha em segundo, tentou a ultrapassagem. Webber defendeu corretamente, mas o alemão voltou com o carro para cima do australiano, e os dois bateram. Com a confusão, a vitória caiu no colo do inglês Lewis Hamilton, da McLaren. O alemão negou que tenha culpa no acidente e disse que não ficou feliz com a situação no circuito de Istambul. - O mais importante agora é que as questões se tornem abertas entre eles, e é isso que faremos aqui. Não há nenhuma animosidade entre eles. Ambos são competitivos, são “animais famintos”, e cabe a nós garantir que aprendam com isso e que isso não aconteça novamente. Acho que ambos vão olhar para isso e refletir, e é importante que aprendam - disse o chefe da RBR, Christian Horner, em entrevista à “Autosport”.

Derrota em clássico não afetará trabalho santista, afirma Dorival O elenco santista deixou o Pacaembu visivelmente abalado pela derrota para o Corinthians por 4 a 2, na tarde deste domingo. Até então invicto na competição, o Peixe caiu diante daquele que é considerado pela torcida o maior rival. Apesar do abatimento, o técnico Dorival Júnior afirmou que o revés não é motivo para o elenco desacreditar no bom trabalho que pode ser feito nesta edição do Campeonato Brasileiro. - Nós temos de reconhecer o momento em que fomos derrotados. Não há motivos para uma postura diferente do que vinha sendo executado. As coisas prosseguem, pois não é uma derrota que vai mandar o trabalho por água abaixo. Vamos lutar pelas primeiras posições. Tudo é questão de tempo, trabalho e concentração em busca de uma campanha melhor no Brasileiro - disse Dorival. O treinador santista ainda comentou

“Vamos lutar pelas primeiras posições”, diz Dorival, técnico do Santos.

sobre a tarde apagada de seus principais jogadores. Neymar e Ganso, diferentemente dos clássicos anteriores com o Timão, não se destacaram tanto. O camisa 11 chegou a ser substituído na segunda etapa. Mas Dorival procurou levar o assunto com naturalidade, argumentando que os atletas ainda são jovens. - O Paulo Ganso não teve grande tarde, o Neymar não foi agudo como sempre tivemos. É um fato natural, jogador não está bem em certos momentos e em outros não. O Neymar é garoto e vai aprender muita coisa, a carreira vai ser brilhante, mas tudo é questão de tempo - disse. O Santos volta a treinar na tarde desta segunda-feira, no CT Rei Pelé. Na quarta, a equipe enfrenta o Cruzeiro, em Belo Horizonte. O time encerra a sua participação no Brasileiro antes da parada para a Copa do Mundo em partida contra o Vasco, na Vila Belmiro.

Após acusações de Marquinhos, Mano revida: ‘Cuidem de suas vidas’ O técnico Mano Menezes saiu em defesa do Corinthians após as reclamações dos jogadores do Santos pela atuação do árbitro Salvio Spinola Fagundes Filho no clássico de domingo, no Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro. O zagueiro Edu Dracena e o meia Marquinhos insinuaram que o Timão estaria sendo ajudado para vencer o Campeonato Brasileiro, sobretudo depois da eliminação na Taça Libertadores. - Todo mundo reclama do Corinthians. Deixem o Corinthians em paz,

Jogadores discordam em relação aos motivos da derrota do Cruzeiro

Após a derrota de 1 a 0 para o Ceará, nesse domingo, alguns jogadores do Cruzeiro discordaram dos motivos pelos quais a equipe mineira não conquistou os três pontos. O discurso completamente diferente demonstra que o grupo não está no mesmo ritmo e, talvez por isso, não esteja conseguindo apresentar um futebol de alto nível. O volante Henrique, por exemplo, entendeu que a equipe mineira foi muito mal na partida. O jogador disse que o Ceará mereceu a vitória, já que o Cruzeiro não se impôs no gramado e apresentou um futebol de baixa qualidade técnica. - Nós fomos irreconhecíveis. Não atacamos e não marcamos. A gente não foi bem na partida. Por isso, veio a derrota. O zagueiro Gil, no entanto, disse que a equipe lutou muito e que, por detalhes, deixou escapar um resultado melhor. Para o defensor, o resultado não foi um desastre, já que é muito difícil jogar em Fortaleza.

cuidem de suas vidas. Erros vão acontecer contra o Corinthians e contra os outros. Não ganhamos por causa da arbitragem. Deixem o Corinthians fazer o seu trabalho – esbravejou o comandante. A bronca dos santistas aconteceu por causa de um gol de Marquinhos, anulado pelo juiz, ainda no primeiro tempo. No lance, Chicão tentou afastar uma bola da área, mas acertou Jorge Henrique, o que descaracteriza o impedimento do meio-campista.

Mano responde a reclamações de santistas.

Zico: ‘Quero dar a minha contribuição ao Flamengo’

Em evento sobre educação, novo diretor-executivo de futebol rubro-negro admite desafio na carreira, mas evita falar antes de ser apresentado Depois de aceitar, no último domingo, o convite para ser o novo diretor-executivo de futebol do Flamengo, Zico esteve, na manhã desta segunda-feira, no Maracanã, para o lançamento do projeto “1 Gol – Educação para todos”. Durante o evento, ele evitou falar sobre o seu novo cargo, uma vez que sua apresentação oficial só acontecerá na terça-feira. Por isso, seu discurso foi mais voltado para outra situação. - O mais importante para o nosso país é a educação. É através dela que formamos cidadãos e foi por causa dela que hoje eu estou aqui – disse Zico, para ser pergunZico faz sinal durante o evento “1 tado sobre a responsabilidade de “educar” Gol”. o Flamengo. - Essa é a minha área. Será um grande esquerdo. Quando eu era novo, não tinha desafio. Mas conversei muito com a Patrícia disso. Ainda bem que não entro mais em Amorim e falamos sobre a transformação campo – afirmou o Galinho, que tem apoio que precisamos fazer no clube. Quero dar geral no Flamengo para começar na nova a minha contribuição ao Flamengo. Mas função com o pé direito. só vou falar mais sobre o assunto amanhã O novo diretor-executivo de fute(terça-feira) – disse o novo diretor-execu- bol assinará contrato até dezembro de tivo, antes do evento começar. 2012, quando termina a gestão de PatríZico chegou mancando ao Maracanã e cia Amorim. Os patrocinadores do clube com relativo bom humor. Perguntado sobre (Olympikus e BMG) serão os responsáveis o motivo de mancar, ele explicou que é pelo pagamento dos seus salários. A apreproblema da idade (está com 57 anos). sentação oficial de Zico deve ser realizada - Estou com umas dores na sola do pé às 11h de terça-feira, na Gávea.


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Página 36|de 1 a 7 de junho de 2010| Edição 335

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