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Capa Ed76_COMUNIDADE ATIVA 28/11/2013 11:48 Page 1

Sinal de Risco No Anchieta e no Sion, motoristas infratores ameaçam população

Ano 12 - número 76 - Belo Horizonte, novembro de 2013

15 mil exemplares. Distribuição gratuita no Anchieta, Carmo, Comiteco, Cruzeiro, Mangabeiras, e Sion

Av. Nossa Senhora do Carmo

De rua Reprodução

Carlos Alberto Rocha

Situação de moradores de rua divide opiniões pág. 5

Rua Montes Claro pág.8

RVP ampliada Carlos Alberto Rocha

Com a formação de novos núcleos e entrega de placas, Rede de Vizinhos reforça segurança na região pág. 10

Nos ares Óleo de cozinha usado e reciclado já abastece aviões no Brasil pág. 6

Free Image

Reprodução

Carlos Alberto Rocha

Veneno do bem

Novo blog: segurança pág. 10

Tratamento à base de picadas de abelhas na Amoran traz resultados positivos para várias doenças pág. 4

Mercado exige preço certo na hora de alugar pág. 5

pág. 11

Divulgação

Informe Publicitário do cabeleireiro Jader Gomez, o mestre do visagismo que atende no Anchieta

Um depoimento emocionante de um dependente de álcool, membro do Grupo RUA, que se reúne na Paróquia de São Mateus, revela a importância das salas de ajuda mútua na recuperação pág. 9


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O lugar onde vivemos

Comunicação na área de cobertura da 127ª Cia

Veículos da Amoran promovem união na busca por soluções nos bairros

Comunidade Ativa - Ano 12 - Número 76 Belo Horizonte, novembro de de 2013

Esforço de Fred Costa e associações trará 183 novas câmeras a BH

Informe publicitário

ALMG/Divulgação

vários problemas do Anchieta, que também são problemas de toda a região. “As situações que enfrentamos não conhecem divisas de bairros. O assaltante que atua no Anchieta também pode atuar no Mangabeiras ou no Carmo. O problema de trânsito no acesso ou na saída do Anchieta também é um problema do Cruzeiro e do Sion. O ônibus que serve ao Comiteco também serve ao Anchieta. Ou seja, compartilhamos dos mesmos problemas. Por isso, precisamos nos unir para encontrarmos as soluções”, diz o presidente, que acredita que a comunicação deve cumprir o papel de unir as pessoas. Paulo observa que a área de atuação da 127ª Cia. se tornou, naturamente, uma área que reúne interesses comuns. “Se temos muitos problemas em comum é natural buscarmos as soluções que contemplem a todos. Por isso, além do Comunidade Ativa, percebemos a necessidade de criação dos sites. Com estes veículos, queremos favorecer os interesses da população de

todos os bairros da região”, diz Paulo. Privilégio Para o jornalista Carlos Alberto Rocha, editor do Comunidade Ativa e administrador dos sites da Amoran, isso responde a uma pergunta que às vezes chega a ele. “Há quem pergunte por que o jornal é distribuído em outros bairros, além do Anchieta. Isso é natural. Desejamos que, cada vez mais, ele sirva à população de toda a região e que esta população use o jornal como meio para manifestar suas insatisfações ou satisfações. Ao mesmo tempo, pretendemos que este veículo, aliado aos sites, sirva também para divulgar os estabelecimentos comerciais e os prestadores de serviços que atuam por aqui”, diz Carlos Alberto. Para o jornalista, estas iniciativas de comunicação são inovadoras e podem ser bastante úteis. “Esse trabalho hiperlocalizado está se tornando cada vez mais útil para a população dos bairros atendidos. Somos privilegiados”.

Como resposta ao esforço no Orçamento Participativo Digital 2011, que uniu o deputado estadual Fred Costa à Amoran e a outras associações de bairros da capital, a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (PBH) afirmou que, em 2014, fará a instalação de 183 novas câmeras de monitoramento na cidade. “Acompanhei e apoiei a significativa e necessária mobilização das associações de moradores, entre elas a Amoran, em prol da votação pelas câme- Importantes para auxiliar o combate e ras de segurança no a prevenção à criminalidade em BH, Orçamento Partici- as câmeras de monitoramento fazem pativo”, diz Fred parte das demandas da Amoran e de outras associações de moradores Costa.

U N I S S E X

Rua Francisco Deslandes, 697 Anchieta www.salaopuraart.blogspot.com

(31) 3221-9686

(31) 8812-2659

Reprodução

A 127ª CIA., DO 22º BATAlhão da Polícia Militar de Minas Gerais é a responsável pelo policiamento de sete bairros da região Centro-Sul de Belo Horizonte: Anchieta, Carmo, Comiteco, Cruzeiro, Mangabeiras, Serra e Sion. A 127ª também responde pela segurança das vilas Cafezal e Acaba Mundo. À exceção do bairro Serra e das vilas, a área de abrangência da companhia coincide com a área de distribuição do Comunidade Ativa, o que não é por acaso. O jornal e os sites a ele incorporados - Portal Amoran, Amarelas.Amoran.net e Blog127 - cumprem a dupla função de informar as pessoas sobre temas locais e, ao mesmo tempo, mobilizá-las em torno de assuntos que exigem a atenção do poder público. “Com destaque para a grave situação da falta de segurança que vivemos atualmente”, diz Paulo Omar Pereira, presidente da Amoran. Problemas comuns De acordo com Paulo Omar, a Amoran se empenha na busca por soluções para

De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Urbana da PBH, a empresa vencedora da licitação, aberta no dia 20 de novembro, tem até 12 meses para concluir a implantação dos equipamentos. Ainda segundo a Secretaria, as câmeras serão instaladas nas regiões Centro-Sul, Nordeste e Leste, em locais previamente definidos pela Polícia Militar. A corporação não informou quais serão os bairros que terão esse reforço na segurança. “Até a instalação das câmeras, continuaremos cobrando da PBH. Entendo que toda a cidade deveria receber as câmeras. Segurança é prioridade”, concluiu o deputado estadual.


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Da redação

Comunidade Ativa - Ano 12 - Número 76 Belo Horizonte, novembro de 2013

Editorial

Jornalismo hiperlocal: aqui como em Nova Iorque

EXPEDIENTE

Uma conversa que sempre volta à tona, dentro e fora do meio jornalístico, é aquela que prevê o fim inevitável e bastante próximo do jornalismo impresso. Na opinião dos apocalípticos, com a internet definitivamente popularizada, não haveria mais espaço para o papel e para a tinta. Eles acreditam que estes recursos serão totalmente substituídos pelas telas dos tablets, dos computadores e dos smarts (phones e tvs). Como reforço incontestável para esta tese, existe uma lista que aumenta a cada dia de jornais e de revistas que deixaram de circular na versão impressa. Entre eles estão o tradicionalíssimo jornal brasileiro JB, a revista norte-americana Newsweek e até o jornal londrino Lloyd’s Lits, fundado em 1734 e considerado o mais antigo do mundo. É fato que a opinião dos apocalípticos, às vezes, se sustenta em argumentos consistentes como, por exemplo, o do “custo x audiência”. Afinal, ao mesmo tempo que a internet dispensa a impressão e a distribuição dos jornais, operações que exigem aparato logístico muito caro, ela permite que milhões de pessoas acessem o informativo no mundo inteiro. Assim, é natural que na rede o jornalismo fique mais barato e com audiência potencialmente muito maior do que teria na versão

que é impressa em tiragem sempre limitada, por maior que seja. Por outro lado, existem argumentos apocalípticos que não são verdades absolutas. Há quem diga que as novas gerações abandonaram o papel há tempos, o que pode ser desmentido logo ali, na primeira livraria. Uma prova de que a coisa não é bem assim está no trabalho desenvolvido pelo autor de literatura infantojuvenil Leo Cunha, que também é professor de jornalismo. Leo concorda que a leitura informativa, de fato, tenha migrado em boa parte para o meio digital. Porém, ele continua publicando livros impressos que são muito bem aceitos por um público bastante jovem. Leo percebe que, na praia dele, que é a literatura, o processo de migração do papel para as telas ainda é pouco visível e ele não acredita que este processo chegue ao mesmo patamar que chegou o texto informativo. Mesmo migrando em boa parte para a internet, na opinião de alguns notáveis, ainda há bastante espaço para a informação de papel. Neste sentido, em junho, o jornalista Alberto Dines, que é referência consistente para o jornalismo brasileiro, participando do programa Manhattan Connection, da Globo News, lembrou a entrevista que havia feito pouco antes com o milionário Warren Buffet, um entusiasta do jornal impresso, que já foi dono do Washingtonpost e hoje tem investido em pequenos jornais nos Estados Unidos. Na opinião de Buffet, haveria futuro promissor para jornalismo impresso e este futuro estaria nos jornais locais, comunitários. Em Nova Iorque, esta tendência já é explorada por pelo

Associação dos Moradores do Bairro Anchieta

Diretoria Executiva (2013-2015) Presidente: Paulo Omar do N. Pereira Vice-Presidente: Ronaldo Silva Kfuri 1º Secretário : Valdir Cardoso 2ª Secretária: Regina Lopes Ratton 1º Tesoureiro: Saulo Lages Jardim 2ª Tesoureira: Ieda Rodrigues

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Carlos Alberto Rocha

menos uma tradicional empresa jornalísticas, a do New York Times, que há dois anos vem investido no projeto Local, responsável pelo desenvolvimento do jornal The Nabe (A Vizinhança), que focaliza pautas específicas de comunidades novaiorquinas e de Nova Jersey. Próximo a você Por essas e por outras é que, mesmo conscientes de nossa modesta posição perante o exemplo novaiorquino citado do The Nobe, acreditamos com otimismo no Comunidade Ativa como um jornal de papel e tinta que, cada vez mais, se apresenta como necessário e promissor no contexto que ocupa. Este otimismo se pauta também na compreensão de que, além de cumprir o papel de tratar a informação de maneira hiperlocalizada, este jornal atua na indispensável vertente do jornalismo cívico, que permite ao cidadão se manter informado sobre os assuntos que são do interesse dele no cotidiano, permitindo também que a população se mobilize e participe dos processos políticos que definem estes assuntos. Entendemos que informações tão próximas às pessoas se tornam muito mais acessíveis quando entregues a elas materialmente, na forma impressa. A informação está ali, à mão, palpável. Porém, também estamos convictos de que, cada vez mais, as mídias digitais devem fazer parte de nossos esforços de comunicação. Por isso, sem abandonar o Comunidade Ativa, estamos investindo em nosnovos sites. Acreditamos que, aliando o impresso ao virtual, estaremos cada vez mais próximos a você e seremos cada vez mais úteis. Carlos Alberto é jornalista, editor do Comunidade Ativa

Publicação da Associação dos Moradores do Bairro Anchieta (Amoran) Rua Itapema, 162 - Anchieta - BH - MG - CEP 30310 490 - fone: (31) 2555-5399

Editor: Carlos Alberto Rocha Reportagens, redação e diagramação: Carlos Alberto Rocha E-mail: comunidadeativa@amoran.net Tiragem: 15 mil exemplares Para anunciar ligue: (31) 8591 8885 Email: comunidadeativa@amoran.net

Esta publicação é produzida pela Síntese Comunicação e Marketing. Fone: (31)9252 6196 site: www.sintese.biz

Esta edição é distribuída gratuitamente, de porta em porta, nos bairros Anchieta, Carmo, Comiteco, Cruzeiro, Sion e Mangabeiras. Artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, a opinião do jornal.


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4 Agenda

Apiterapia

História da Arte

Comunidade Ativa - Ano 12 - Número 76 Belo Horizonte, novembro de 2013

Às terças, na Amoran, o veneno do bem Arte no Século XXI

A apitoxina Segundo o médico toxicologista Ricardo Turba dos Santos, a apitoxina, o veneno das abelhas, é uma substância complexa, formada por água, aminoácidos, açúcares e outros componentes. “Há na apitoxina uma proteína denominada melitina que eleva os níveis de cortisol no plasma sanguíneo, podendo traduzirse, assim, em última análise, em um tratamento médico padrão com corticoides”, diz Turba. Segundo o toxicologista, há também uma enzima, denominada fosfolipase A2 que, junto com a melitina, promove a dilatação dos vasos, diminuindo os processos inflamatórios. Curas De duas em duas semanas, sempre às terças-feiras, entre 10h e 17h, Tim atende na sede da Amoran. Lá, com brincadeiras e conversas descontraídas, ele recebe pacientes de vários bairros de Belo Horizonte e também de outras cidades, que o procuram em busca das picadas das abelhas. Pelas expressões de quem recebe o tratamento, não há dúvida de que a dor da picada é sentida intensamente. Porém, como os resultados sobre doenças diversas são bastante positivos, todos veem compensação no tratamento. Há relatos de curas de quadros extremos de escle-

O ativismo político de Ai Weiwei será um dos temas

NA PROGRAMAÇÃO DE palestras sobre a Arte no Século XXI, às terças-feiras, de 19h às 21h, na Amoran, duas abordagens ainda poderão ser acompanhadas. No dia 3 de dezembro, o painel Mudanças de percurso: a ‘invasão’ da

arte chinesa no ocidente fará a análise sobre artistas chineses contemporâneos, com destaque sobre Ai Weiwei, Cai Guo-Qiang, Zhang Huan, Zhang Xiaogang, Wang Guangyi, Zhang Dali e Yue Minjun. No dia 10 será visto o painel Arte no campo ampliado do agora: diversidade, intensidade e multiplicidade, que fará uma análise sobre esculturas, instalações, pinturas, fotografias, novos media e outras abordagens contemporâneas. As palestras são ministradas pelo mestre em Artes Visuais, Luiz Flávio Silva. O custo por palestra é de R$70, com desconto para associados da Amoran. Informações e reservas pelo e-mail rduarte@ terra.com.br.

Impressionismo

ÀS QUARTAS-FEIRAS, de 19h às 21h, o mestre em História da Arte Marco Elizio de Paiva ministra as palestras sobre A História Completa do Impressionismo, ainda com oportunidades para o acompanhamento de dois painéis. No dia 4 de dezembro o painel A Escola Impressionista fará uma análise sobre a realidade e a poesia do naturalismo moderno, observando Monet, Degas, Sisley, Renoir, Berthe Morisot, Pissarro e Cézanne. No dia 11, com o tema, Claude Monet: a emoção da luz fugidia, haverá uma análise detida sobre o artista.

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O CABO DO EXÉRCITO Luiz Pereira da Silva é praticamente uma celebridade. Ele já foi motivo de muitas reportagens, inclusive do Comunidade Ativa. Porém a razão de tanta curiosidade sobre Luiz não está em seus feitos nas Forças Armadas, que deixou nos anos 1970, em função de um acidente que, aos 25 anos, o colocou em uma cadeira de rodas. Mais conhecido como Tim, o exmilitar é procurado por muita gente, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, por causa das abelhas que ele cria e que utiliza na aplicação da apiterapia. Fazendo uso do mel, da própolis, da geléia real e do pólen, Tim auxilia as pessoas com tratamentos alternativos para males diversos. Porém, são as aplicações das picadas das abelhas que fazem mais sucesso. O apiterapeuta conta que o acidente que sofreu no Exército, quando caiu ao pular de um helicóptero em pouso, o deixou com três vértebras fraturadas e as pernas paralisadas em função das fraturas. “Os médicos não achavam solução para o meu problema, até que um deles, o patologista Wellerson Vaz, me sugeriu recorrer às picadas das abelhas”, conta. Após se recuperar, Tim passou a estudar a apiterapia, que desenvolve há 30 anos.

Reprodução

Carlos Alberto Rocha

Picadas de abelhas, mel, própolis, pólen e muito bom humor: assim seguem os tratamentos com o apiterapeuta Tim

rose múltipla, artrites, hérnias na coluna e outros doenças que chegam a comprometer a mobilidade dos pacientes. A dona de casa Maria da Conceição Remido, portadora de diabetes, conta que os resultados foram bastante positivos, com apenas três seções. “Minha glicose estava em 400 (mg/dl) antes do tratamento. No último exame que fiz deu 120”, ela comemora. Tratando de um artrite, Ana Maria Soldatelli também comemora os resultados. “Tenho notado uma grande melhora”, diz. Tratamento De acordo com Tim, o número de picadas por seção e a duração do tratamento variam conforme cada caso e é preciso cuidado com as aplicações, uma vez que a apitoxina pode provocar reações alérgicas. “A pessoa deve passar por uma avaliação, antes de se submeter ao tratamento”, explica o apiterapeuta. Ele diz que a quantidade de aplicações no princípio é pequena, podendo crescer gradativamente, até chegar a algumas dezenas. “O tempo de permanência dos ferrões no corpo também poderá variar de 15 segundos, nas primeiras picadas, a 5 minutos, para quem já tem maior tempo de tratamento”, diz Tim. Para mais informações e saber sobre as próximas datas de atendimento da apiterapia na Amoran, acesse o Portal Amoran, em www.amoran.net.

Claude Monet: a emoção da luz fugidia

O custo por palestra é de R$70, com desconto para associados da Amoran. Informações e reservas pelo e-mail rduarte@ terra.com.br.


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Mercado imobiliĂĄrio

Comunidade Ativa - Ano 12 - NĂşmero 76 Belo Horizonte, novembro de 2013

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Quem estĂĄ visitando seu imĂłvel quando vocĂŞ estĂĄ vendendo ou alugando?

diferença entre uma oferta e outra? Segundo o corretor de imóveis Rui Vieira, uma sÊrie de atributos determinam a liquidez de um imóvel, tanto para venda quanto para locação. Alguns deles são fixos. Outros podem ser trabalhados pelo proprietårio, para favore-

cer a oferta do imĂłvel no mercado. A localização, por exemplo, ĂŠ um atributo que nĂŁo pode ser modificado. Em caso de salas ou apartamentos, a posição no prĂŠdio, de frente ou de fundos, o nĂşmero de vagas de garagem e o andar tambĂŠm sĂŁo atributos fixos. “Outros fatores jĂĄ podem ser trabalhados, especialmente no que tange ao estado de conservação e a reformas, com substituição de materiais construtivos mais antigos por outros atuaisâ€?, explica o corretor, ressaltando que, neste caso, hĂĄ a possibilidade de melhorar a qualidade de oferta do imĂłvel. Rui salienta ainda que a correta avaliação, realizada por profissional capacitado, permite que o imĂłvel tenha o valor de oferta enquadrado de acordo com o mercado, evitando demoras excessivas.

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nifestando a preocupação que tem com as pessoas que visitam os imĂłveis que sĂŁo colocados Ă  venda ou para locação nas imobiliĂĄrias. “Nem sem-

pre a empresa tem um controle rigoroso sobre as pessoas que visitam os imóveis. Hå casos, inclusive, do proprietårio do imóvel deixar as chaves em um apartamento vizinho ao que estå alugando ou vendendo, a fim de facilitar as visitas. Creio que estas pråticas sejam bastante perigosas, uma vez que, sem qualquer controle, indivíduos mal intencionados podem ter acesso às dependências de um prÊdio, a fim de planejar ou mesmo de executar crimes�, ele diz. De acordo com Paulo, Ê fundamental que haja um acompanhamento rigoroso sobre quem acessa as dependências de um edifício,

A identiďŹ cação pelas digitais de candidatos Ă  compra ou ou Ă  locação de um imĂłvel pode ser uma solução para diminuir riscos Ă  segurança NAS ĂšLTIMAS REUNIĂľes sobre segurança que a Amoran tem promovido, o presidente da Associação, Paulo Omar Pereira, vem ma-

Mercado de imóveis exige preço certo Carlos Alberto Rocha

EM UM PASSEIO Rà PIdo pelas ruas do Anchieta e demais bairros da região Ê possível localizar com facilidade uma sÊrie de imóveis em oferta para locação. Alguns jå estão para alugar hå algum tempo. Outros, mal são colocados no mercado e logo são alugados. Então, qual serå a

para evitar surpresas desagradĂĄveis. A PolĂ­cia Militar de Minas Gerais (PMMG) recomenda que o acesso de estranhos Ă s dependĂŞncias de um condomĂ­nio seja sempre restrito e em horĂĄrios prefixados. As visitas devem ser precedidas das cautelas disponĂ­veis, como, por exemplo, da identificação dos visitantes. De acordo com o corretor de imĂłveis Rui Vieira, a contratação de empresas idĂ´neas e bem estruturadas para a venda ou para a locação de um imĂłvel ĂŠ uma maneira eficaz de dificultar a ação de criminosos. “Certificar-se de que a empresa contratada tem

experiência e competência comprovadas na prestação desse serviço seria a primeira providência. TambÊm Ê preciso avaliar quais as pråticas adotadas no emprÊstimo de chaves e na prestação de informaçþes sobre o prÊdio e sobre os vizinhos. Informaçþes como documentação, endereço, fotos do interessado, identificação biomÊtrica por meio da aquisição de impressþes digitais, acompanhamento da devolução das chaves com sistema informatizado e utilização de lacres nas cópias das chaves fazem com que os riscos inerentes a essa atividade possam ser bastante reduzidos�, diz Rui.





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6 Meio Ambiente

Importância da caixa de gordura

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Ao mesmo tempo, a Lei Municipal 10.434/2012, que dispõe sobre a limpeza urbana e o manejo de resíduos em Belo Horizonte, define que derramar óleo e gordura, entre outras substâncias, em logradouro público ou em redes de drenagem ou pluviais constitui ato lesivo à conservação da limpeza urbana. A obrigatoriedade tem razões bastante simples. Segundo Robert Atademo, coordenador de marketing da empresa Tera Ambiental, especializada no tratamento de efluentes, a caixa de gordura é essencial para a manutenção da rede de esgotos. “Ela evita que dejetos e resíduos oleosos sejam despejados diretamente na superfície do solo e evita a

Óleo de cozinha usado: da frigideira para as turbinas

Divulgação

Boeing 737 da Gol voou com biocombustível que contém óleo residual de cozinha na composição

No esquema de uma caixa de gordura de alvenaria acima, há uma divisória que cria um compartimento denominado “septo” que bloqueia toda substância gordurosa no lado 1, que recebe a água da pia. Como tem densidade menor que a água, a gordura fica na superfície e não atinge o septo. Isso evita que esta substância chegue à rede de esgotos, onde poderia provocar entupimentos e contribuir para a proliferação de pragas.

PERIODICAMENTE A DOna de casa se vê às voltas com uma tarefa que não é das mais agradáveis para quem a executa: a limpeza da caixa de gordura, o que traz algumas dúvidas sobre a real utilidade da instalação. Responsável pela retenção dos resíduos gordurosos provenientes da pia da cozinha, ela é obrigatória por lei. Por exemplo, o Decreto Estadual nº 44.884/2008, que regulamenta os serviços prestados pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), determina que a rede de esgotos da empresa não receberá a água servida de pias sem que esta passe por uma caixa de gordura, o que torna a instalação obrigatória.

Comunidade Ativa - Ano 12 - Número 76 Belo Horizonte, novembro de 2013

proliferação de vetores como baratas, ratos, insetos e a contaminação de galerias de águas pluviais. Esse efluente possui uma carga orgânica alta que, quando disposta de forma incorreta, pode causar sérios impactos ao meio ambiente”, diz Atademo. De acordo com a Copasa, esse tipo de instalação também impede que a gordura se acomule nas tubulações dos esgotos, desfavorecendo os entupimentos e impedindo contaminações do solo e da água. A empresa informa que as caixa de gordura seguem a NBR 8160, da ABNT, e devem ter dimensões compatíveis com o número de pias que atende e com o volume de efluentes que coleta.

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O ÓLEO DE COZINHA Usado que a Amoran coleta pode atuar como um poderoso poluente, se for enviado como lixo para o aterro sanitário, jogado sobre o solo ou diretamente nas redes pluviais e de esgotos. Na caixa de gordura (veja matéria ao lado) ele diminui o tempo entre as limpezas. Por outro lado, se destinado corretamente, pode ser tranformado em matéria prima nobre, com destaque internacional. Por exemplo, no último dia 16 de novembro, a revista britânica Breaking Travel News, especializada na indústria internacional de viagens, chamou a atenção para o acordo de colaboração entre a Gol Linhas Aéreas e a Boeing, visando a utilização de biocombustível em vôos domésticos no Brasil. O acordo foi anunciado na sequência do primeiro vôo comercial brasileiro utilizando o combustível alternativo, realizado pela Gol entre São Paulo e Brasília em 23 de outubro, com um Boeing 737800. De acordo com o chefe executivo da empresa, Paulo Sergio Kakinoff, a partir de 2014, a Gol pretende intensificar o uso de biocombustível nas linhas domésticas, sobretudo durante a Copa do Mundo, o que deve reduzir o impacto da aviação na emissão de gases de efeito estufa. “Isso servirá como um exemplo para o mundo sobre o que é possível fazer hoje e o que podemos fazer nos anos que

virão”, declarou Kakinoff à Breaking Travel News. Sustentável De acordo com o pesquisador de biocombustíveis da Faculdade de Engenharia Química da Unicamp, Rubens Maciel Filho, a utilização do bioquerosene apresenta potencial promissor em função das inúmeras vantagens que oferece. Além de emitir menos poluentes que o combustível convencional e de ser biodegradável, a produção ocorre a partir de fonte renovável. “O bioquerosene tem composição similar à do querosene fóssil. Pode ser utilizado puro ou misturado no combustível fóssil”, diz o pesquisador. No caso do vôo da Gol, o querosene convencional recebeu a adição de 25% de bioquerosene, produzido a partir de bagaço de cana e de óleo de cozinha usado. Doméstico Atualmente, a maior parte do óleo residual de cozinha gerado nas indústrias alimentícias, hotéis, hospitais, bares e restaurantes já é destinado para a reciclagem. A destinação incorreta acaba ocorrendo a partir dos pequenos geradores domésticos que, muitas vezes, optam por eliminar o resíduo no lixo ou diretamente nos ralos das pias. Neste caso, a destinação adequada pode ser feita a partir dos pontos de entregas voluntárias, como o da Amoran.


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Cidadania

Comunidade Ativa - Ano 12 - Número 76 Belo Horizonte, novembro de 2013

Situação vivida por moradores de rua divide opiniões

Secretaria de Políticas Sociais do município e PMMG apresentam posicionamentos diante do problema João Varella

região”, completa o educador ambiental Homero. PBH Com a reclamação sobre o mau comportamento de algumas destas pessoas que vivem nas ruas, moradores e trabalhadores da região têm buscado a Amoran na esperança de encontrar uma solução qualquer para o problema, desde que esta seja imediata. “Em muitas POR MOTIVOS VÁRIOS, OS MORADORES DE RUA ESTÃO MIGRANDO DA REGIÃO CENTRAL PARA OS BAIRROS situações, residenciais da capital. No Carmo e no Anchieta, por exemplo, eles são vistos vivendo ao relento ou sob marcumprimos quises, em péssimas condições sanitárias e expostos a vários riscos. Um quadro que, além de representar um o papel de grave problema social e sofrimento para quem o vive na pele, também provoca reações divergentes nas pessoas. encaminhar Por um lado estão os que sentem compaixão e procuram ajudar. Por outro, há quem se sinta incomodado ou ao poder inseguro e deseja uma solução qualquer, que retire estas pessoas da rua ou que pelo menos as afaste da vista. público as Mas, afinal, o que pode ser feito, de fato, para que haja um desfecho minimamente positivo para esse drama? demandas da Na matéria que segue, buscamos algumas respostas. Nela, por tratar de assunto controverso, moradores de população, rua e outros cidadãos que manifestaram a própria posição sobre o assunto foram identificados por nomes ficsempre bustícios. cando uma solução que seja adequada pra diz. Com a mesma posição, a discreto. Com o dinheiro que receartista plástica Bia doou todo mundo. Nesse caso esbem com a lavação de carros Em outro ponto, sobrevive cobertores no inverno. “Prepecífico, temos conversado ou por esmola e com os aliAristeu, também às custas da cisamos ajudar estas pescom a Secretaria Municipal lavação de carro e de bicos mentos e roupas que ganham, soas”, exorta, fazendo coro de Políticas Socias (SMPS) da que faz na vizinhança. Ele Orfeu e Eurídice sobrevivem Prefeitura Municipal de Belo conta que tem família, com com Íris. na ruas. Morando há pelo Por outro lado, há aqueles Horizonte (PBH), que é o filhas bonitas, já crescidas, menos seis meses em um pasórgão responsável por esta que alegam mau comportaque moram em um apartaseio diante de uma casa demento por parte de alguns questão em nossa cidade”, socupada, onde cozinham, mento em outro bairro de moradores de rua. “Por duas explica Paulo Omar Pereira, Belo Horizonte. “É chato. Elas tomam banho e dormem ao presidente da Amoran. Sevezes consecutivas eu vi um não sabem que eu moro na rua. relento, chova ou faça sol, sujeito urinando em um muro gundo Paulo, a SMPS tem Pensam que vivo na empresa eles contam a quem se disdemonstrado interesse para próximo à minha casa, às onde eu falo que trabalho”, ele diz. puser ouvir a razão de não onze da manhã! Essa mesma resolver a situação. estarem em um abrigo públiOs três, Aristeu, Eurídice e pessoa fica tentando vender as De acordo com a assessora Orfeu sintetizam uma situco. “Lá não podemos ficar de gabinete da SMPS, Soraya coisas que ganha e, quando ação que provoca reações juntos”, diz Orfeu. Eurídice Romina, a PBH age em convariadas nas pessoas que não consegue, agride quem se diz que quer sair das ruas para sonância com a legislação recusa a comprar com palavivem na região onde eles soir para uma casa que seja dela. federal e municipal que trata vrões e ameaças”, conta o enbrevivem. Há quem pense A maior parte do tempo eles genheiro Péricles. “É um das pessoas em situação de passam ouvindo música, concomo a estudante Íris, que às absurdo a imundície que eles rua e conta com o Serviço Esvezes leva mantimentos para versando ou lendo revistas pecial de Abordagem Social o casal. “Coitados. Eles não fazem nas ruas. Além disso, que ganham. Porém, há as (SEAS). “O SEAS tem uma têm nada. O mínimo que alguns estão ameaçando pesocasições de bebedeiras e de equipe de profissionais com soas e procurando drogas na podemos fazer é ajudar”, ela comportamento muito menos

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formação superior na área de Ciências Humanas, que abordam os sujeitos em situação de rua, nos turnos da manhã, tarde e noite, procurando constituir um vínculo com eles e, a partir de então, construir um caminho de saída das ruas. Cada sujeito abordado reage de uma determinada forma e dentro de um tempo próprio. É um trabalho complexo e delicado, que exige habilidade e resiliência”, explica Soraya. Segundo a assessora, a PBH não pode realizar retiradas, recolhimentos e/ou internações compulsórias de pessoas em situação de rua. “Essa última medida só pode ser tomada mediante definição judicial, precedida de diagnóstico médico que justifique e explique a necessidade da mesma, conforme determina a Lei Federal de Psiquiatria Nº 10.216/2001”, diz a assessora, ressaltando que a retirada do cidadão da situação de rua só pode acontecer a partir do convencimento dele. Com relação a eventuais infrações da lei, como atentado ao pudor, ameaças e uso de violência, Soraya destaca que estas atitudes fogem do âmbito da SMPS. “Tais situações são caracterizadas como crime no Código Penal Brasileiro, cabendo, nesse caso, a atuação da polícia", ela diz. Concordando com a assessora da SMPS, o comandante do 22º Batalhao da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), tenente-coronel Alfredo Veloso, salienta que, a situação dos moradores de rua pede soluções que passam pelas políticas sociais e não configuram um problema de polícia, desde que estes moradores não se envolvam em crimes. “Caso isso aconteça, a ação não só da PMMG, como também da Justiça, deve seguir os trâmites normais, apropriados para qualquer cidadão, esteja ele em situação de rua ou não”, diz o comandante.


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Trânsito

Risco iminente na Montes Claros

Carlos Alberto Rocha

Comunidade Ativa - Ano 12 - Número 76 Belo Horizonte, novembro de 2013

Carreta livre na N.S. do Carmo indica possibilidade de acidentes Carlos Alberto Rocha

Motorista de carreta desatento à sinalização e fiscalização nem sempre presente no trevo do Belvedere chamam a atenção para a possibilidade de novas tragédias na Nossa Senhora do Carmo

UMA SITUAÇÃO BAStante conhecida por quem utiliza a Rua Montes Claros, no quarteirão compreendido entre ruas Grajaú e Bambuí, no Anchieta, continua afligindo a população. Em função do acentuado declive que ali existe, naquele trecho é proibido o tráfego de caminhões, o que é constantemente desrespeitado por muitos motoristas. Além disso, como a via é estreita e de mão dupla, mesmo os veículos leves encontram dificuldades para transitar pelo local de alto risco. O fato vem sendo denunciado por moradores e empresários da região e foi testemunhado pela reportagem do Comunidade Ativa, que chegou a flagrar um caminhão de coleta de lixo que descia a rua. Segundo Lorice Bitar, diretora de uma escola infantil que funciona no final da descida naquele quarteirão, o quadro é de bastante risco. “Com a chegada das chuvas a situação agrava-se, uma vez

que a pista molhada gera muitas derrapagens e fica escorregadia. Houve ainda derramamento de óleo na pista, o que também gera grande risco a todos”, diz Lorice. . Intervenção Na opinão da diretora da escola, aquele trecho a Montes Claros exige intervenção imediata da BHTrans. Vale lembrar que ali aconteceram dois acidentes no passado, um deles causando a morte de uma pessoa. Como alerta para a situação de risco iminente, por intermédio da Amoran, Lorice encaminhou à empresa um pedido para que aquele trecho passe a ser mão única no sentido Grajaú/Bambuí. Segundo o presidente da Amoran, Paulo Omar Pereira, esta é uma possibilidade que deve ser considerada. “Aquele quarteirão é de alto risco e cabe à BHTrans apresentar uma alternativa para o trânsito que impeça que a população fique exposta da maneira como está”, ele diz. Paulo

Omar salientas que o assunto será tratado com à própria BHTrans e com outras autoridades que possam auxiliar na busca por soluções. De acordo com a assessoria de comunicação da BHTrans, como o pedido pretende a mudança no sentido de direção da via, o que pode infuenciar o trânsito em toda a região, a empresa só poderá se manifestar sobre o assunto após o mesmo ser analisado tecnicamente.

Prince que, em seu e-mail, lembrou as tragédias envolvendo carretas desgovernadas naquela avenida, a última delas fazendo três vítimas fatais em 6 de junho de 2012. Por meio da assessoria de comunicação, a BHTrans diz que, desde o dia 11 de dezembro do ano passado, funciona um sistema de fiscalização eletrônica na avenida, que verifica se as dimensões de carretas estão em desacordo com a as regras de circulação naquele trecho. A empresa também afirma que foi ampliado o monitoramento sobre a via por meio da Guarda Municipal e Polícia Militar e instalado nova sinalização e reposicionada sinalização já existente, com o objetivo de melhorar a visibilidade. A empresa afirma também que foi implantado um posto de controle integrado na BR 356, com operação pela Polícia Militar e Guarda Municipal.

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No quarteirão da Rua Montes Claros, entre Grajaú e Bambuí, vários fatores se somam, fazendo com que o trânsito ali seja difícil e arriscado. Mesmo com a rua estreita, em um trecho bastante íngreme, a via é de mão dupla, com asfalto que se torna escorradio em tempos de chuva. Como se não bastasse, o estacionamento de veículos em situação irregular é constante e motoristas de caminhões de grande porte insistem em descer a rua, mesmo com a proibição sinalizada na Bambuí. A população vem pedindo a atenção da BHTrans para aquela situação de risco iminente.

EM E-MAIL ENVIADO ao Comunidade Ativa, o coordenador do Movimento de Representantes de Moradores do Entorno da Avenida Nossa Senhora do Carmo, Aloísio de Araújo Prince, conta que na noite de quinta-feira, 22 de novembro, uma carreta baú de grandes dimensões desceu aquela avenida até o cruzamento com a Uruguai, no bairro Sion, onde foi interceptada pela fiscalização e obrigada a retornar para a BR356. “Esta é uma prova eloquente de que apenas a melhoria na sinalização não é suficiente. É preciso que a fiscalização seja mais efetiva, com a implantação de um sensor automático de carga conjugado a um posto de fiscalização no trecho da BR 356 que antecede à forte descida da Nossa Senhora do Carmo, após o viaduto da Av. Raja”, salienta


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Projeto RUA

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sariamente um caminho solitário. Há maneiras de se buscar apoio durante o trajeto e, para mim, não há outra referência senão o AA (Projeto RUA). É meu refúgio, minha fortaleza, onde encontro amigos, nunca cúmplices, onde a verdade é fundamental e o que não é espiritual fica na porta. Sem espiritualidade não há como permanecer. Na minha caminhada passei por momentos de solidão e de abandono, de tristeza e de desânimo, sempre por opção. Os grupos sempre estiveram lá, por mim, e sempre estarão para cada um dos dependentes e de seus familiares. Entretanto, a ajuda não vem como pedimos. Vem

A recuperação é um caminho longo, permanente, sem fim, no qual cada indivíduo é, em primeira e última instância, o único responsável pelo caminhar. Mas, não é neces-

como necessitamos. E é difícil aceitar aquilo que não gosto. O que me torna vulnerável e humano, que me mostra meu fracasso, minha impotência, perante o outro, perante as drogas e o álcool. Os grupos são para quem busca recuperação sadia e repleta de descobertas, como é uma biblioteca para um homem que busca conhecimen-to. A cada dia, mais é revelado e, mesmo que se leia o mesmo livro, que se escute a mesma pessoa, o que se compreende é diferente. Pois cada dia dentro de um grupo é um dia diferente. Cada história é uma inspiração e só quem vive essa mudança verdadeiramente sabe como essa experiência é gratificante. Eu convido você a experimentar essa mudança, essa prática de uma vida nova junto a pessoas que buscam

não apenas a recuperação, mas também uma completa mudança de vida. Para nós são Doze Passos. Mas, sempre começamos pelo primeiro. Eu descobri, dentro de uma sala, que o importante não é o destino e sim a caminhada. Depoimento de um membro do Projeto RUA sobre a prática na busca pela própria recuperação. Professor, pai de família, ele entrou para o grupo há sete anos e conseguiu resgatar o respeito da família e dos amigos. As reuniões do RUA, para dependentes de álcool, dependentes químicos e familiares, acontecem às sextas-feiras, de 19h às 22h, no Salão Dom João, da Paróquia de São Mateus (Rua Joaquim Linhares, 11). Mais informações pelo site projetoruabh.com.br ou pelo telefone (31)3225 5399.

de sc ob rir , , r e v aprender i v n co toda a vida. ȩ%HU©£ULR ȩ(GXFD©¥R,QIDQWLO ȩ|DQRGR(QVLQR)XQGDPHQWDO

Matrículas abertas (31) 3287-7884

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prefácio

Depoimento de um dependente anônimo

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Na internet, uma nova arma para a sua segurança Parceria entre a Amoran e a PMMG lança o Blog127

A Amoran vai até você com as reuniões se segurança

Carlos Alberto Rocha

Aurísia Pereira

Reprodução

trabalho colaborativo”, diz Paulo. que estamos Para o comandante do 22º desenvolvenBatalhão da PMMG, ao qual perdo para protence a 127ª Cia., o Blog127 será porcionar à de extrema utilidade para os população propósitos do policiamento coacesso rápido munitário. “Agregar um serviço às informacomo esse potencializa a presença ções sobre seda PMMG, que estará na casa das gurança que pessoas, por meio de um comsão produziputador ou celular. É uma forma das pela 127ª de divulgar e de valorizar os traCia.. Ao mesNa linha do policiamento comunitário, um link balhos que são desenvolvidos mo tempo, o direto com as informações sobre segurança na pelos policias. A partir do mocidadão enárea de atuação da 127ª Cia. mento em que a pessoa toma cocontrará a posA FILOSOFIA DO POLInhecimento sobre este trabalho, sibilidade de encaminhar dúviciamento comunitário baseiaque reconhece o policial que está das, sugestões e reclamações se no princípio do trabalho no blog escrevendo a notícia, isso diretamente para os policiais conjunto entre a polícia e a acaba estreitando o relacionaque são encarregados da segucomunidade na identificação mento entre a polícia e a popurança em nossa região”, diz e na priorização de ações que lação. Tenho a certeza de que esta Paulo Omar Pereira, presipossam solucionar os diversos será uma iniciativa vitoriosa”, diz dente da Amoran. problemas de segurança que o comandante. Paulo esclarece que a equiafligem a população. Neste pe do Portal Amosentido, é necessário que ran se encarregará sejam estabelecidos canais de da supervisão do comunicação simples e efiblog e da procientes, que permitam a dução de conaproximação entre os policiteúdo geral, enais e os cidadãos. Com este quanto os policipropósito, no contexto da ais da 127ª Cia. parceria existente entre a Políserão responcia Militar de Minas Gerais sáveis pelo relato (PMMG) e a Amoran, com o das ações de sesuporte da equipe do jornal gurança que emprendem na reComunidade Ativa e Portal Amoran, está sendo lançado o gião e pelo acoBlog127 (http://blog127. lhimento das de- De acordo com o tenente-coronel Alfredo amoran.net). mandas da popu- Veloso, o Blog127 será útil para difundir as “O nosso objetivo é utilizar lação. “Estamos ações da PMMG na região e as orientações a estrutura de comunicação falando de um de segurança para a população

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COMO MAIS UMA AÇÃO DE SEGURANÇA PROMOVIDA pela Amoran em parceria com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), reuniões itinerantes estão sendo realizadas em condomínios na área de cobertura da 127ª Cia.. Os encontros com os condôminos são rápidos e objetivos e servem para esclarecer sobre as formas como cada um pode atuar para melhorar a situação de segurança na região. Na ocasião, um representante da Amoran esclarece como a Associação atua neste sentido e um representante da PMMG passa informações úteis para minimizar situações de risco. Os interessados podem enviar solicitação para o e-mail eventos@amoran.net, incluindo nome e endereço do condomínio, telefone para contato e o número de unidades que serão atendidas, que deverá ser de no mínimo 20. Os encontros serão agendados de acordo com a disponibilidade de datas.

Novos núcleos da RVP

Aurísia Pereira

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Segurança

A REDE DE VIZINHOS PROTEGIDOS (RVP) CONTINUA SE EXpandindo. No último dia 11, foram entregues as placas para cinco novos núcleos. O quarteirão onde você mora ou trabalha já faz parte da RVP?


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Amoran

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da 127ª Cia. envolvidos com o policiamento dos bairros. Com estas iniciativas, estamos criando todas as condições não só para dar visibilidade às ações da Amoran, como também estamos estabelecendo as vias de mão dupla que são indispensáveis à participação do cidadão nos processos que definem a qualidade de vida no lugar onde ele vive ou trabalha. Portanto, se você deseja atuar em benefício da sua própria segurança, da segurança de sua família e de seus negócios, ou se pretende agir para que soluções para os problemas locais sejam encontradas junto à administração municipal, como sempre, você pode contar com a Amoran. Agora, com muita mais facilidade, por meio de todas as ferramentas que estão à sua disposição. Paulo é presidente da Amoran

Reconhecimento da PMMG

No último dia 5 de novembro, em cerimônia realizada na sede do 22º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), no bairro Santa Lúcia, o presidente da Amoran, Paulo Omar Pereira, recebeu do comandante daquele batalhão, tenente-coronel Alfredo Veloso, um certificado como agradecimento especial pelo destacado trabalho que vem desempenhando à frente da Amoran, em benefício da segurança na região onde a Associação atua. “Fiquei extremamente honrado com esta homenagem, que compartilho com toda a diretoria da Amoran, com a comunidade que nos apoia e com os demais parceiros que estão empenhados conosco nesta empreitada. Este é um sinal de que estamos trilhando um bom caminho”, disse Paulo na ocasião.

Nos cabelos a autoestima

Uma pesquisa de 2000 da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, continua bastante atual e confirma o que muita gente acaba concluindo diante do espelho: um cabelo desalinhado, com um corte mal feito, causa efeito negativo imediato sobre a autoestima das pessoas. A pesquisa verificou a alteração de humor de 60 homens e de 60 mulheres de várias etnias que passaram por transformações no visual. Resumindo o resultado: quanto mais bem cuidado o cabelo, melhor se apresentava a autoestima da pessoa. De acordo com o o cabeleireiro Jader Gomez, especialista em visagismo, isso é fácil de entender. “O cabelo é mais que uma moldura para o rosto. É um cartão de visita que apresenta o indivíduo pra sociedade”, diz Jader, que fez cursos com profissionais com nível internacional, como John Santos, guardião dos cabelos de Tom Cruise e de outras celebridades. “Por isso, sempre busco cortes que expressem a personalidade da pessoa e que estejam de acordo com a forma como ela encara a vida”, conclui.

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Com a parceria da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), estamos inaugurando mais um canal de comunicação com as pessoas que vivem na área de cobertura da 127ª Cia., do 22º Batalhão da PMMG. Um mês após lançarmos o Portal Amoran (www.amoran .net) e o site Amarelas.Amoran.net (http://amarelas.amoran.net), quem mora, trabalha ou tem negócios na região também passa a contar com o Blog 127 (http:// blog127. amoran.net), que foi idealizado para promover a aproximação da população

com os policiais da PMMG que atuam nos bairros Anchieta, Carmo, Comiteco, Cruzeiro, Mangabeiras, Serra e Sion (veja a área de atuação da 127ª Cia. na página 2). Somados ao jornal Comunidade Ativa, cada um dos três novos veículos cumpre uma finalidade específica, que aumenta a capacidade de comunicação da Amoran. O Portal Amoran se apresenta como o site de representação institucional da Associação, ao mesmo tempo em que dá acesso a informações diversas de interesse do cidadão. O site Amarelas. Amoran.net oferece comodidade para quem deseja localizar com rapidez as empresas e os profissionais que prestam serviços ou comercializam produtos na região, dando visibilidade aos estabelecimentos locais. E agora, o Blog 127 passa a ofertar informações sobre segurança, com a participação direta dos policiais

Paulo Omar Pereira

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Divulgação

Com o Blog 127, mais um canal de comunicação

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Jader Gomez atende de terça a sábado, no Salão Beleza Azul, na Rua Montes Claros, 1175. Agendamentos pelo telefone (31)3223 7209.

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Página Animal

Como definir quais vacinas o seu cão deve receber

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Local onde vive, ambientes que frequenta e a personalidade do animal são características que definem a vacinação

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consumo de água, tem menor possibilidade de contrair determinadas doenças do que outros que escapam frequentemente ou que passeiam em sítios, por exemplo”, diz Savassi. Segundo o veterinário, além destes fatores, a idade e o fato do animal ser castrado ou não também influenciam Cães que saem às ruas, que convivem com outros animais e que têm contato com áreas rurais exigem maior atenção com a vacinação. nesta definição. “Os cães com mais tempo O SEU CÃO É MAIS CAmédico veterinário Guilherme de vida e em condições de reseiro ou costuma passear Savassi, estas são algumas das produção também têm mais pelas ruas? Vai a sítios ou características da vida de um oportunidade de contato com fazendas? Tem contato com animal que devem ser consioutros animais”, ele diz. outros cães ou animais de ouderadas no momento de presDe um modo geral, Savassi tras espécies? Tem a oportucrever as vacinas que ele deve explica que as vacinas podem nidade de beber e se alimentar tomar. “Naturalmente, um cão ser classificadas como “realem fontes desconhecidas, ou que tem todas as suas ativimente necessárias” e “opdades bem controladas, incluele leva uma vida totalmente cionais”. “As do primeiro controlada? De acordo com o sive as de alimentação e de grupo são aquelas indispen-

sáveis, que protegem o cão contra as doenças mais frequentes, as altamente contagiosas e as muito graves. As do segundo tipo são prescritas após uma avaliação do médico veterinário sobre o estilo de vida que o animal leva e os ambientes que ele frequenta, o que definirá os riscos patológicos”, diz. Segundo Savassi, as vacinas contra raiva, leptospirose variante icterohaemorrhagiae (transmitida pelo rato em área

urbana), leptospirose variante canícola (transmitida pelo cão em áreas urbanas), cinomose, hepatite infecciosa canina, parvovirose, leishmaniose e coronavirose são realmente necessárisa, enquanto as contra a leptospirose variante pomona (trasnmitida por suínos e bovinos em área rural), a leptospirose variante grippotyphosa (transmitida por roedores em área rural) e a contra tosse dos canis são consideradas opcionais.


Comunidade Ativa Edição 76