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Dezembro 2013 Da 0937 para o Mundo


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Passados três meses da estreia, apresentamos este novo número da MOGazine. Algumas rubricas continuam: como a “Há mais de 5 anos a 0937…” que desta vez descreve as viagens da mascote da Comunidade 0937, o Manel; a “20 Perguntas 20 peças” que neste número entrevista um Tecnicista; por fim também a rúbrica “Os bons velhos sets” onde o Alex escreve sobre um mítico conjunto do tema Piratas! Há também lugar para novos artigos. Neste número temos direito a um relato sobre a participação de uma comitiva da Comunidade 0937 no evento da Hispalug em Granada bem como um artigo sobre uma estreia deste ano no Arte em Peças, o CineBrick! Por fim destaca­se um extenso tutorial do Biczzz para melhorar a apresentação de construções realizadas no LEGO Digital Designer (vulgo LDD). Boas festas e feliz ano novo a todos os nossos leitores! ps. Participem ou acompanhem o Concurso de Natal no Fórum 0937!!!

LBaixinho

Edição gratuita, proibido copiar ou redistribuir para fins lucrativos.

LEGO® é uma marca registada da LEGO Company, que não patrocina nem apoia esta revista. O site LEGO® poderá ser visitado em www.lego.com


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4 Mechs e robôs Creator 8 Melhorar a apresentação de MOCs 16 Há mais de 5 anos a 0937... 20 Cine Brick 22 Trófeus 0937 24 20 perguntas 20 peças 27 Os bons velhos Sets 30 BrickSur 36 Só para rir 38 Passatempos 40 Sem comentários 41 Informações


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MECHS E ROBÔS CREATOR Além das casas, um dos temas recorrentes nos primeiros anos da linha Creator em 2001 são os Robôs e os seus companheiros gigantes Mechs. Ignorando os polybags e promocionais, os robôs fizeram a sua estreia no tema Creator em 2003 logo com três conjuntos diferentes. O primeiro foi o 4048 Mechs, um conjunto com mais de quinhentas peças que trazia uma grande variedade de robôs. Apesar de cada um ter uma cor predominante (azul, vermelho, amarelo e verde), não era possível construir todos os robôs ao mesmo tempo. O robô principal era relativamente grande e os restantes tinham cerca de 10

A

bricks de altura. O segundo e terceiro conjuntos eram bem mais pequenos mas apresentavam imensas possibilidades de construções (32 e 49 respectivamente!!). No entanto essa variedade pode ser questionada no que concerne à qualidade dos modelos propostos. Os três conjuntos deste ano utilizavam e abusavam das click­ hinges, peças introduzidas uns


5 anos antes) para os pontos de articulações. No ano seguinte, 2004, o grande conjunto Creator com robôs foi o 4508 Titan XP. O conjunto era enorme para os padrões da altura tendo 784 peças e utilizava peças technic de rotação para os pontos de articulação. Essas peças foram introduzidas nesse ano para as figuras gigantes do famigerado tema Knights’ Kingdom II. Como curiosidade temos a utilização rara de pernas de minifig fora do seu contexto, neste caso a servirem de dedos para o robô. Também em 2004 apareceu uma nova linha dentro do tema Creator, os X­ Pods. Esta linha era composta por pequenos conjuntos que possuíam uma pequena caixa cilindrica que também poderia servir de peça. Dos cinco X­pods lançados nesse ano, 2 eram robôs. Um preto (o 4335 Black Robot Pod) e um verde (4346 Robo Pod) que basicamente eram o mesmo modelo com cores diferentes. Este modelo recorria para as articulações às habituais click­hinges, a hinge bricks (3937c01) e hinge plate swivel

(2429c01). Em 2005 apesar de ter havido sets da linha X­Pod, apenas houve um set de robô no tema Creator, o 4881 Robo Platoon. A escala dos robôs era próxima da utilizada no ano anterior para os robôs X­pod e, exceptuando na ausência de

hinge­bricks, as articulações eram bem semelhantes. Os robôs principais tinham como cores predominantes o vermelho, tan e azul. Os dois primeiros com uma aparência bem bélica.Como curiosidade, a imagem principal deste conjunto sugeria algumas poses que não eram possíveis de realizar com as peças utilizadas. Os robôs apenas estiveram representados através de um X­ Pod no tema Creator em 2006. O conjunto (com o nome “original” de 4416 Robo Pod) tinha como


6 mesmo para os padrões da LEGO, é a primeira vez que é utilizada em robôs e a partir deste ano começou a ser utilizada massivamente em conjuntos LEGO como forma de dobradiças. Os robôs apenas voltaram ao tema Creator em 2011 com o 5764 modelo principal um robô branco com um formato, no mínimo, inovador. Além da utilização das hinge plate swivel para os braços temos como novidade a utilização de um technic pin long para articular as pernas. Em 2007 os robôs novamente são representados apenas por um set no tema Creator. Desta vez pelo 4917 Mini Robots numa linha de pequenas caixas de plástico que vem substituir os X­Pods. O robô é pequeno e praticamente do mesmo tamanho dos seus irmãos X­Pods dos anos anteriores. A grande novidade neste robô está na utilização do conjunto de peças com clips e peças com barras para criar os pontos de articulação. Apesar desta técnica ser antiga,

Rescue Robot. Este conjunto possui apenas 149 peças para montar três modelos diferentes (como passou a ser hábito na linha Creator há uns anos atrás). O robô do modelo principal é de tons


7 avermelhados e possui ball­joints nos pontos de articulação principais e hinge plate swivel para os “cotovelos” e click hinges para os tornozelos. O mais recente conjunto desta linha dentro do tema Creator é o 31007 Power Mech deste ano de 2013. Este conjunto verde­lima possui 223 peças e curiosamente tem dois modelos alternativos que nada têm a haver com robôs (o que não acontecia com os sets

anteriores): um helicóptero e uma pick­up. As articulações são conseguidas de várias maneiras diferentes, clip+bar, ball­joints, hinge plate swivel e technic joint ball. Apesar de no início da linha Creator a temática robótica ter sido muito explorada, actualmente isso não acontece. Não creio que a LEGO tenha deixado de “gostar” de robôs, mas sim dirigiu­os para play­themes como os NinjaGo e Legends of Chima. Os robôs lançados no tema Creator podem à primeira vista parecer simples e sem importância, no entanto revelam uma enorme variedade de formas de articular as nossas construções e, como qualquer conjunto Creator, são bons pontos de partida para outras construções.O formato genérico que a maior parte deles possuíam, faziam também com que facilmente pudessem ser adaptados a cenários futuristas. Por fim saliento a jogabilidade inerente as estas construções com capacidade de se equilibrarem em várias poses diferentes. Lbaixinho LBaixinho


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MELHORAR A APRESENTAÇÃO DE MOCs Um guia rápido para melhorar a qualidade das imagens dos MOCs criados no LEGO Digital Designer

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O LEGO Digital Designer (LDD) é a ferramenta oficial da LEGO para construção de MOCs em formato digital. Com um desenvolvimento constante desde 2004, tem­se vindo a tornar uma peça de software cada vez mais completa e fácil de utilizar. O grande aumento na quantidade de peças disponíveis e forma natural de colocação das peças tornaram possível a criação e planeamento de MOCs complexos sem ser necessário a

utilização de peças físicas. No entanto, o LDD falha num pormenor muito importante. O utilizador cria o seu MOC e agora está na hora de o apresentar à comunidade. Interagir com o modelo no programa é fácil, mas a publicação nos vários sites de partilha de imagens exige... imagens! E as imagens geradas pelo LDD são más. A forma de rendering privilegia a velocidade e a usabilidade em detrimento da qualidade de imagem, pois estas são as características de que o utilizador necessita num editor. Maior qualidade significa menor

Figura 1 ­ O LEGO Digital Designer. As imagens produzidas pelo programa destinam­se a facilitar a edição e não a gerar uma boa apresentação.


9 velocidade e menos fluidez. É aqui que entra o POV­Ray. A partir de um ficheiro com a descrição textual de um modelo, o POV­Ray faz um rendering com ray­tracing, o que melhora significativamente o realismo da imagem obtida. Este guia pretende levar o utilizador à obtenção de imagens de qualidade a partir destes programas, de forma simples e rápida. Requisitos utilizar:

do

computador

a

Sistema operativo Microsoft Windows XP SP2 ou superior; Boa quantidade de memória RAM. 2 a 4GB é suficiente; Bom processador. Ter em atenção que o rendering requer processamento intensivo, por isso o processador deve ser rápido e ter arrefecimento adequado. Uma boa placa gráfica ajuda na edição com o LDD, tornando o programa mais rápido. No entanto, o POV­Ray não utiliza as capacidades da mesma no seu processamento. 1.º Passo: Instalação do POV­Ray A versão do POV­Ray a utilizar é a 3.7. Esta versão foi publicada a 8 de Novembro e pode ser obtida em http://www.povray.org/download. Nesta página, procurar e transferir a versão mais recente. Instalar,

O que é o rendering e o ray­tracing?

Rendering é um termo em inglês que designa o processo usado para gerar imagens que são mostradas ao utilizador, a partir de de dados que contêm a descrição do modelo ou cena a representar. Estes dados podem estar armazenados num ficheiro e/ou memória do computador. O LDD utiliza um processo de rendering em tempo real, o que significa que a interação que o utilizador faz com o modelo provoca uma alteração quase instantânea da imagem mostrada no ecrã. Esta resposta quase instantânea é conseguida à custa da qualidade de imagem, mais reduzida de modo a evitar tempos de processamento elevados. Para obter a imagem final de alta qualidade, utiliza­se o POV­Ray. Tal como o LDD, é também um programa que faz rendering, mas com ray­tracing. Este termo, também em inglês, designa o processo de cálculo de toda a iluminação de um modelo ou cena. São cálculos consideravelmente mais complexos e demorados que, hoje em dia, ainda não podem ser feitos em tempo real. O POV­Ray é um programa bastante avançado que com estes cálculos adicionais consegue obter imagens impressionantes, mas só consegue gerar uma imagem de cada vez e, em modelos muito complexos, pode demorar horas ou mesmo dias até concluir a sua tarefa.


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Figura 2 ­

Um MOC com o ângulo de câmara desejado. A imagem final também terá este ângulo.

Figura 3 ­

Interface inicial do LDD to POV­Ray Converter. O ficheiro LXF está aberto em "Input file".


11 seguindo as informações apresentadas nas caixas de diálogo. Abrir o programa pelo menos uma vez, de modo a garantir que as pastas e ficheiros necessários são criados. Deve ser fechado de seguida. 2.º Passo: Instalação do LDD to POV­Ray Converter

ficheiro LXF. Caso não se tenham feito mais alterações ao modelo, deve­se escolher a opção do menu File­>Save As..., gerando assim uma cópia do ficheiro com a nova orientação guardada. É possível definir a orientação durante a conversão mas esta forma é muito mais simples. 5.º Passo: Conversão

Este é o programa encarregue da conversão dos ficheiros do formato LXF do LDD para o formato POV do POV­Ray. Deverá sempre ser usada a versão mais recente, obtida a partir de: http://ldd2povray.lddtools.com/ Após a instalação, o computador deverá ser reiniciado. 3.º Passo: Configuração adicional Após a instalação, deverá existir em “Os Meus Documentos” uma pasta chamada “POV­Ray”. Dentro dessa pasta, abrir “v3.7”, seguido de “ini”. Abrir o ficheiro povray.ini com o Bloco de Notas e no final desse ficheiro acrescentar a seguinte linha: Library_Path="\\.\LDDIncludes" 4.º Passo: Preparação do modelo Este passo consiste em orientar o modelo no ângulo que se deseja para a imagem final. Apenas se deve notar o facto de esta orientação ficar guardada no

A conversão do formato LXF para o formato do POV­Ray é feita com o LDD to POV­Ray Converter. Antes de começar, deve­se ter em atenção que os nomes dos ficheiros a gerar e as pastas onde vão ficar guardados devem ter apenas caracteres simples. Os caracteres A­Z, a­z e 0­9 são aceitáveis, sendo que quaisquer outros poderão não ser reconhecidos pelo POV­Ray. Como exemplo, o ficheiro de saída poderá ficar em R:\MCT\MCT.pov. Ao abrir o LDD to POV­Ray Converter, será mostrada a interface da Figura 3. São apresentados dois campos na parte superior: “Input file” e “Output file”. Em “Input file” começa­se por escolher o ficheiro LXF para converter. Depois disso, o “Output file” fica automaticamente preenchido com um caminho para um ficheiro POV na mesma pasta. O utilizador pode mudar a localização do ficheiro de


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Figura 4 ­

Figura 5

Separador "Rendering" com exemplo de configuração.

­ Editor do POV­Ray. O ficheiro .ini está aberto e a última linha foi acrescentada para permitir interromper e continuar o processamento.


13 saída, se assim o entender. Os separadores na parte inferior contêm as opções de conversão. Como este guia pretende ser simples e rápido, apenas serão mostradas as opções mais importantes. Separador “Model”: Neste separador, a opção “Level of detail” permite controlar o nível de detalhe do modelo 3D a usar na imagem. Deslocar o cursor para a esquerda define uma imagem com menor qualidade, ideal para testes. Deslocar para a direita aumenta a qualidade e o tempo de processamento. Para este guia será escolhido um nível abaixo da qualidade máxima, que deverá ser

Figura 6

suficiente imagem.

para

gerar

uma

boa

Separador “Rendering”: Aqui definem­se as opções de processamento de imagem. Em “Output image size in pixels” definem­se as dimensões da imagem de saída. O cursor “Quality” deve ser movido para esquerda para imagens de baixa qualidade e rápidas de obter e para a direita para produzir imagens com boa qualidade final mas mais demoradas. As restantes opções podem ser deixadas com os seus valores por omissão. Clicar em “Convert” para converter o modelo. Surgirão duas mensagens: a primeira confirma o

­ Imagem final. O aspeto assemelha­se a uma fotografia, com uma qualidade bastante superior às imagens geradas pelo LDD.


14 sucesso da operação e a segunda pergunta ao utilizador se deve iniciar o rendering com o POV­Ray. Responder “Não”, pois é necessário um passo adicional antes de começar. 6.º Passo: Rendering no POV­Ray Antes de iniciar o POV­Ray, é muito importante que o LDD to POV­Ray Converter esteja aberto, mesmo que não se estejam a converter modelos. Se isto não se verificar, o POV­Ray não consegue ler o ficheiro. Abrir o POV­Ray. Aparecerá a janela principal que é também um editor. Na pasta onde foi guardado o ficheiro convertido estarão três ficheiros com o mesmo nome: o ficheiro LXF original, um ficheiro .pov e um ficheiro .ini. Arrastar o ficheiro .ini para o POV­Ray e acrescentar a seguinte linha no final: Continue_Trace=on Guardar o ficheiro. Isto permite que o processamento seja interrompido e retomado posteriormente. Neste momento está tudo pronto para começar. Clicar no botão “Run” para iniciar e em “Stop” para parar. O POV­Ray iniciará o processamento do modelo e pouco depois aparecerá uma janela onde a imagem final é gerada. Quando

aparece esta janela, o LDD to POV­ Ray Converter pode ser fechado. O processamento pode demorar minutos ou horas, dependendo da complexidade do modelo e das opções escolhidas. Na Figura 6 mostra­se o resultado com MOC usado como exemplo para este guia. Contém apenas 100 peças e demorou 2 horas a completar. O ficheiro com a imagem surgirá junto aos três ficheiros anteriores. Notas finais

Existem mais opções no programa de conversão que permitem definir parâmetros relacionados com as cores, cenários, câmara e materiais, entre outros. O objetivo deste guia é ser fácil e rápido de seguir e por isso essas opções não estão aqui descritas. No entanto, para quem as quiser explorar, encontram­se documentadas na secção de ajuda na página do LDD to POV­ Ray Converter. O processamento pode ser interrompido e continuado mais tarde. Para continuar, basta voltar a abrir o LDD to POV­Ray Converter, abrir o ficheiro .ini no POV­Ray e carregar novamente em “Run” para continuar o processo. Biczzz


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HÁ MAIS DE 5 ANOS A 0937... O MANEL FOI DE FÉRIAS ! Magro", cuja especialidade são excursões "low cost" a Fátima e à Terra Santa, lhe arranjaram um programa à maneira em que apenas vai gastar o preço de um selo... O seu amigo disse­lhe assim: Ó Manel, se queres umas férias de aventura sem gastar um tostão?... fazes o seguinte, viajas à boleia e dormes em casa de amigos! E vai daí, encaminha o Manel aqui para o Fórum."

arto de trabalhar durante o ano inteiro, o Manel decidiu que precisava de tirar umas férias, mas umas férias sozinho sem a Maria, o Toninho e muito menos a sogra, para lhe moerem o júizo. Só que há um problema, o Manel não tem guito, o dinheiro da CE já acabou à muito, a plantação de palmeiras e o negócio da criação de coelhos estão um bocado por baixo, enfim são os efeitos da crise... Face a esta situação, o Manel recorreu a uma agência de viagens lá da terra, onde trabalha um amigo seu de longa data. Não ia com grandes expectativas, mas não é que na agência de viagens "El

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Assim começou uma brincadeira de colocar um minifig a viajar por correio postal. Logo nesse ano de 2007 a viagem do Manel tornou­se numa verdadeira epopeia que durou três anos e passou por vários países


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da Europa e da América. A ideia inicial partiu dos membros Pedro Silva (aka El Gordo) e Luís Baixinho. Eu tinha começado a colocar a personagem do Manel numa série de pequenas construções que ia fazendo na altura com as poucas peças que tinha. As peças eram poucas mas a vontade e o entusiasmo era grande, como é próprio dos (re)iniciantes neste mundo fascinante do Lego, depois de uma longa passagem pela "dark age". O Pedro achou que o Manel era a personagem indicada para este projecto e eu pus a ideia em prática. O certo é que rapidamente a fama do boneco se espalhou por todo o mundo de fãs de LEGO e desde os primeiros tempos que logo choveram convites para receber o

minifig em casa. Foi também graças às suas viagens que o Manel acabou por se tornar a mascote da comunidade 0937. A viagem do Manel começou em

Viana do Castelo no dia 28 de Junho de 2007 e daí partiu para a longa caminhada, aventura da qual nunca mais regressou. Há registo das paragens do Manel original até abril de 2009, data em que o minifig se extraviou, estando neste momento


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ami Torna go d ‐te o Face Manel n boo k! o

em parte incerta… De vez em quando há quem o aviste e chegam mesmo a aparecer fotos fugidias dele pela internet, nos mais variados locais do mundo… Uma coisa é certa, onde quer que haja um AFOL, há fortes probabilidades de que o Manel esteja por perto também. Itinerário conhecido: Junho/07 ­ Viana do castelo; Julho/07 ­ Póvoa de Varzim; Agosto/07 ­ Itália, Veneza; Setembro/07 ­ vários locais, EUA; Setembro/07­ vários locais, Polónia, Outubro/07 ­ Lego World, Holanda; Novembro/07 ­ Lisboa; Dezembro/07 ­ Hispabrick ,Barcelona; Dezembro/07 ­ Nine; Janeiro/08 ­ Aveiro; Fevereiro/08 ­ Óbidos; Fevereiro/08 ­ Lancut, Polónia; Abril/08 ­ Holanda; Maio/08 a Julho/08 ­ vário locais, Polónia; Agosto/08 a Dezembro/08 ­ Portugal; Fevereiro/09 a Março/09 ­ Brasil; Abril/ 09 ­ Portugal;…

Breve biografia do Manel: O Manel nasceu na Dinamarca em 1985 e era mecânico de profissão (set 6656). Radicou­se em Portugal ainda nos anos 80 e logo adquiriu a nacionalidade portuguesa. Já no sec. XXI, em 2007, comprou o característico chapéu, modelo "Johnny Thunder", do qual nunca mais se separou. É casado com a Maria, tem um filho, o Toninho, e uma sogra cujo nome nunca soube, mas que trata carinhosamente como "a velhota". Nota importante: A característica que permite reconhecer o Manel, mesmo entre milhares de minifigs com a mesma cara, é a pala levantada na frente. Nunca, mas mesmo nunca, o Manel foi visto sem chapéu, ou com a pala noutra posição. Rupi


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Cine Brick

graças a uma grande paixão e dedicação por parte dos autores. Ao longo dos anos, pela quantidade e qualidade dos filmes produzidos, este tipo de cinema foi ganhando uma maior relevância. O culminar desse percurso até ao momento será a estreia prevista para Fevereiro de 2014 da primeira longa metragem feita inteiramente com peças LEGO® ­ The Lego Movie. Um filme produzido por um dos grandes estúdios de Hollywood, a Warner Brothers.

Cine Brick é um festival internacional de cinema feito com peças LEGO®. Estes filmes são um subgénero do cinema de animação, que tem a particularidade de utilizar peças LEGO® para a criação dos cenários e das personagens. São filmes normalmente de pequena duração, criados por fãs LEGO® e recriando sequências retiradas de filmes famosos ou de vídeos musicais, embora existam também os que são criados a partir de argumentos originais. São na sua quase totalidade feitos com recurso à técnica conhecida como “stop­ motion”. São trabalhos que exigem grande perícia e longas horas de trabalho, que só são possíveis

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O Cine Brick começou a ser planeado durante o ano 2012, como resultado da aliança entre a paixão pelo Cinema e a paixão pelo LEGO®, com uma pequena equipa que junta pessoas vindas destes dois meios. E concretizou­se em Junho de 2013 com o arranque da primeira edição do festival. Essa primeira etapa aconteceu em Paredes de Coura, durante o Arte em Peças. Todo o trabalho de organização do festival até ao momento foi feito de forma voluntária, e o orçamento do festival é muito próximo do zero. Nos dias 9 e 10 de Novembro de 2013 realizou­se a segunda etapa da edição 2013, em São Paulo, no Brasil. Esta etapa também integrou um evento local de fãs LEGO®, a Expo LUG Brasil.


21 O Cine Brick 2013 apresentou 66 filmes, numa selecção que inclui filmes oficiais LEGO® e filmes feitos pelos fãs. Divide­se em várias secções, destacando­se as seguintes: Filmes com argumento original, Homenagens ao cinema e Vídeos musicais. Os filmes chegaram de 11 países diferentes, e de 34 autores. E incluíram, entre os produzidos pela própria LEGO®, filmes das séries Star Wars, Legends of Chima, Atlantis e Hero Factory. Foi também apresentada uma secção especial com os filmes da competição Rebrick, uma competição relacionada com o já referido “The Lego Movie” que estreará em 2014. Apesar da expressão já atingida por este género de cinema, os eventos que lhe são dedicados, e que trazem estes filmes dos ecrãs de computador para os ecrãs de cinema, são ainda muito raros em todo o mundo, sendo uma área com um grande potencial de crescimento. Existem dois pequenos festivais nos Estados Unidos da América – Brick Flix (Carolina do Norte) e Brickworld Film Festival (Chicago) – e um festival na Alemanha, o Steinerei, que será o mais antigo. Todos eles ainda com uma vida curta e de reduzida dimensão. O Cine Brick, logo desde a primeira edição, apresentou­se como um evento de

maior duração, com maior número e diversidade de filmes, e utilizando um auditório de maior dimensão. O Cine Brick pretende expandir­se para outras cidades e outros países, e tornar­se uma referência no mundo do cinema LEGO®. Ou, utilizando o termo inglês mais utilizado entre os fãs, no mundo do “brickfilming”. O nosso principal objectivo é divulgar este cinema feito com peças Lego um pouco por todo o mundo, em auditórios e ecrãs de cinema, proporcionando aos autores uma plataforma de divulgação e reconhecimento, e proporcionando aos espectadores de cinema e aos fãs LEGO® alguns bons momentos de entretenimento e aprendizagem. Para a edição 2014 uma das novidades já confirmadas é o arranque de uma competição de curtas metragens, a Short Bricks. O período de recepção de filmes, que poderão chegar de qualquer ponto do mundo, iniciou­se a 1 de Novembro.

Mais informações em:

http://cinebrickfestival.com https://www.facebook.com/pages /Cine­Brick/585470131473541 ?fref=ts Carlos Rui Ribeiro


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TROFÉUS 0937 a quarta edição do Arte em Peças a Comunidade 0937 promoveu, pela primeira vez, a entrega dos Troféus 0937. Esta foi uma das atividades aberta apenas aos expositores e convidados que teve lugar no auditório do Centro Cultural de Paredes de Coura após as horas de abertura ao público. Para este ano as categorias foram “O + Simpático 0937!”, “O MOC + Divertido!”, “A LegOficina +0937!”, “O 0937 + MOCador!”, “A promessa 0937” e por fim o “O + 0937!”. Os membros da 0937 poderiam nomear e votar em qualquer um dos outros membros, exceptuando eles mesmos e os apresentadores de serviço. A cerimónia foi apresentada por um dos fundadores da 0937, Luís Baixinho, e pelo atual LEGO Ambassador da Comunidade 0937, Miguel Reizinho e os troféus entregues por outros membros da 0937. A cerimónia decorreu de uma forma divertida onde os pontos altos foram os vários discursos de improviso feitos pelos vencedores de cada uma das categorias.

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Cada um dos vencedores recebeu um pequeno troféu e o respeito dos seus colegas :) Lbaixinho


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Ricky17 Alexis Pedro Pinto DCanotilho ! rtido id ve Drunk, Superman is drunk! 0937 ‐ Superfan Taming a Lion... Cat ‐ Alex Bunnyman! ‐ Noro


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20 PERGUNTAS 20 PEÇAS ‐ TITO

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entrevistado desta edição é Tito Nobre, gestor e moderador do forum da Comunidade 0937, que gentilmente aceitou o desafio de 20 peças 20 perguntas.

Com que idade começaste a brincar com LEGO? Não me recordo ao certo mas deverá ter sido entre os 5 e os 8 anos, com o set 530 ­ Basic Building Set. Ainda tenho algumas peças desse set.

Passaste por uma "dark age"? Sim, entre os 18 e os 24 anos. Nos últimos anos da adolescência já era mais difícil convencer os meus pais a comprar LEGO para brincar.

Há quanto tempo regressaste ao hobby e o que o motivou? Foi em 2008 depois de comprar, deliberadamente, um pacote de bolachas que trazia um 4914 ­ Fire Chief's Car. Isto levou­me a fazer umas pesquisas na Internet, onde acabei por descobrir que haviam outros adultos interessados em LEGO.

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Quanto tempo por semana despendes com Lego?

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Costumas construir sozinho/a ou acompanhado/a?

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Ultimamente o tempo com as peças ronda o zero devido a outras prioridades mas todos os dias estou em contacto com o hobbie através do fórum da Comunidade 0937 e de outras fontes.

Normalmente sozinho mas por vezes em conjunto com outros AFOLs.

Onde costumas construir? Normalmente na secretária da LEGOficina se forem MOCs. Na mesa da sala ou da cozinha se forem sets!

Tens uma legoficina permanente? Sim. Consiste numa secretária, alguns armários de gavetas com divisões e uma estante com caixas de cartão e plástico. Neste momento está tudo desarrumado.

Coleccionas algum tema? Não. As coisas que compro são conforme as necessidades de peças para construções. Esporadicamente compro sets só porque gosto do aspecto.

Ainda tens material anterior à "dark age"?

Qual ou quais são os teus temas preferidos?

Sim, alguns sets Technic completos, alguns sets City com peças em falta e até alguns MOCs. Também sobreviveram algumas peças soltas mas em muito mau estado.

Technic e Mindstorms.

Qual foi o último set que compraste/recebeste? A última compra foi o 42006 ­ Excavator.

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Qual foi para ti o melhor set de sempre? Embora nunca o tenha possuído, a minha escolha recai no 8880 ­ Super Car, por causa da complexidade da construção. Em criança passei muitas horas a olhar para os catálogos e folhetos onde ele aparecia!

Qual é aquele que achas que foi o teu melhor MOC? Acho que a minha melhor construção foi o Cilindro de 2009.Tinham passado 5 meses desde o fim da dark­age e tinha pouquíssimas peças, o que se revelou um enorme desafio!

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Consideras que investes muito de ti neste hobby? Sim, embora não seja directamente com as peças, já passei muitas noites em claro a fazer coisas para a Comunidade 0937, onde utilizo conhecimentos da minha área profissional.

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Planeias em papel ou informaticamente o que vais construir?

Como costumas partilhar os teus MOCs com a comunidade AFOL? Essencialmente através do fórum da Comunidade 0937..

Qual é a peça que tu achas indispensável? Sendo que as minhas construções são quase sempre no tema Technic a peça mais indispensável é mesmo o Pin Technic (2780). Tenho imensos mas estão constantemente a acabar.

Que nova peça gostarias que fosse criada?

O que vês de mais positivo neste hobby? Acho que o mais positivo é o facto de poder dar largas à criatividade e, com um mesmo conjunto de peças, ser possível construir imensas coisas. Há duas coisas que são infinitas: o universo e as combinações possíveis com peças LEGO mas eu não tenho a certeza sobre o universo.

Por fim aqui fica a resposta ao desafio de fazer um MOC com 20 peças.

Qual o tempo de vida dos teus MOCs? Não posso dizer que exista uma regra pois já tive alguns montados apenas durante algumas semanas e tenho outros montados há cerca de 3 anos.

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Talvez um Micro Motor Power Functions. Já me deparei com imensos desafios onde um motor com dimensões reduzidas era a solução perfeita.

Não mas faço vários protótipos de cada módulo com as peças para perceber qual a melhor solução.

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Monforte

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OS BONS VELHOS SETs ‐ 6276

m dos primeiros e melhores conjuntos do tema “Piratas”, este conjunto fez parte da primeira vaga de sets deste tema lançados em 1989. Com um PVP de 8.295$00 (aproximadamente 40 €), era o segundo maior conjunto deste tema neste ano, apenas destronado pelo mítico 6285 – Black Seas Barracuda. Continha 506 peças, e 8 minifigs: 2 piratas (sendo um deles o Captain

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Red Beard), 4 soldados imperiais, um oficial e um governador. Todos eles apareceram noutros conjuntos, mas o mais raro era mesmo o Governador, que apenas apareceu em um outro conjunto, o 6274 ­ Caribbean Clipper (o barco dos soldados imperiais), ainda que apresentando uma pena no chapéu de outra cor.

Ainda nos minifigs, foi o primeiro tema onde as minifig heads apresentavam outra decoração, neste caso barbas e bigodes. Continuavam com o “sorriso” tradicional da minifig head, mas escondido por debaixo de bigodes farfalhudos e/ou outros acessórios, como a pala do Captain Red Beard. Destaque também para o gancho que esta figura apresentava a substituir uma das mãos. Relativamente às peças, muitos não sabem, mas este tema foi muito importante pois trouxe muitas peças que ainda hoje são usadas, como por exemplo as moedas, as palmeiras, as bandeiras “lisas” (em vez das tradicionais onduladas) e os barcos a remos (e os próprios remos). Realço as seguintes: 70501, 2555, 2527, 2551, 2542, 2518, x110c01, 2566, 2536, 2561, 2562, 2530, 2345pb02, 4444pb01, 4444p06, 2525px2, 2335p30, 2552px3

Relativamente ao edifício, o mesmo representa uma fortaleza da época. Construída numa raised baseplate característica desta década

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(também usada em sets castelo, como o 6081 ­ King's Mountain Fortress – ainda que noutras cores), tem uma construção bastante simples, sem técnicas avançadas, como era normal neste período. Começamos por construir um pequeno cais, passando para a zona de armazém e para as paredes/muralhas. De seguida temos uma pequena prisão, recorrendo à peça Panel 2 x 5 x 6 Wall ( muito comuns nesta altura, mas apareceram pela primeira vez neste conjunto em amarelo e branco – e em amarelo, apenas aparecem neste set). Continuando, começamos a construir uma pequena torre (que servirá para colocar a grua), e a

entrada da fortaleza. Finalizamos com o primeiro piso da entrada (e aposentos do governador), e com uma pequena grua que fica na torre anteriormente referida. De salientar a construção da grua, e a porta na diagonal (técnica não habitual neste período) nos aposentos do Governador. Destaque ainda para os canhões rotativos e para os mosquetes com altura personalizável. Resumidamente, este é um excelente conjunto com muita jogabilidade, com as duas “facções" (piratas e soldados) e com uma grua que permite efectuar cargas e


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descargas. Imagino as horas que as crianças brincaram com este set, planeando 1001 maneiras de ataques de piratas à fortaleza. Para um Afol colecionador, este é um set

de ter sido nomeado pelos membros do fórum 0937 para a nomeação do melhor set dos anos 80.

indispensável a ter na sua colecção, e para quem não coleciona, este conjunto traz também bastante peças úteis, uma excelente quantidade de minifigs, e bastantes acessórios e armas. Um dos melhores conjuntos lançados neste ano, como comprovado pelo facto

(Este artigo é meramente pessoal e não reflete a opinião/posição da comunidade 0937, sendo exclusivamente da responsabilidade do autor).

Algumas imagens da caixa:

Mais informações em:

http://www.bricklink.com/catalogI temInv.asp?S=6276­1 http://www.brickset.com/detail/?S et=6276­1 http://lego.wikia.com/wiki/6276_ Eldorado_Fortress Alex


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BRICKSUR Bricksur é um evento organizado pela HispaLUG em Granada, sul de Espanha. Este evento, que teve a sua quarta edição neste ano de 2013, é realizado num centro comercial nos subúrbios desta cidade milenar. Ao participar neste evento, a Comunidade 0937 está assim novamente presente numa atividade espanhola (já esteve representada em 2007 em Barcelona, em 2009 e 2011 em Madrid e ainda no presente ano em Leon) e retribui a amabilidade já regular da presença de um grupo de espanhóis no Arte em Peças.

os vários pormenores da nossa estadia em terras andaluzas. Depois de um normal dia de trabalho, foi a altura de rumar em direção a Pedrógão Grande, local de encontro para a partida da comitiva (ou pelo menos da maior parte dela), mais propriamente na casa do Filipe Alves. O NaNeto já lá estava, e não faltou muito para o Alexis, a Drix, o PedroPinto e a Andreia chegarem. O jantar foi muito divertido, onde não faltaram as grandes risotas no meio de boa comida e companhia. Apesar da vontade de continuar o jantar e o

Quinta­Feira (31­10­2013) Apesar deste meu relato começar na quinta­feira, muito trabalho foi feito anteriormente. Não só a parte de montar as construções LEGO, mas também embalar tudo e enviar para Granada, planear a viagem e acertar

convívio associado, lá tivemos que fazer as despedidas e rumar a Granada na já conhecida carrinha do Alves. No início deste trajeto de quase nove horas, a alegria era reinante. Claro que, com o tempo e os kms a


31 avançarem, o pessoal foi caindo um a um num sono que não se poderia chamar de sossegado. Lá fora a paisagem ia mudando e o frio aumentando. Parámos três vezes nas áreas de serviço espanholas para desentorpecer as pernas, beber uns cafés e dar umas escapelas ao quarto­de­banho. Sexta­feira O dia já estava a clarear quando chegámos ao nosso destino, o centro comercial Alhsur. O meu primeiro pensamento foi logo para a serra Nevada que não estava nada “nevada” :). Também tentei localizar Alhambra, mas não era visível da zona onde estava. Como ainda faltavam uma horas para podermos entrar no centro comercial, e como não consigo descansar numa viatura parada, desafiei o NaNeto e o Alexis para um pequeno passeio ao frio e assim fazer umas geocaches. Depois

de uma volta que rendeu apenas um terço das caches procuradas, bastou esperar mais um pouco para o Centro Comercial abrir. Entretanto foram chegando alguns AFOLs espanhóis e os cumprimentos e pequenas conversas foram o mote até a

abertura das portas. Abertas as portas, transportámos para a nossa área as poucas caixas que vieram connosco (a maior parte delas já tinham ido por transportadora) e verificámos que apesar do Américo Verde e do MGuerreiro terem dado um bom avanço, ainda faltava imenso trabalho para terminar de montar a nossa


32 parte da exposição. É sempre estranho montar construções criadas por outras pessoas, principalmente porque muitas vezes as fotos não chegam e temos que “adivinhar” como as coisas foram feitas. Logo a seguir o Américo Verde e o

equipas passaram a uma final. Após o jantar foi a final do concurso que para grande surpresa de todos, as duas equipas foram misturadas para tornar a competição mais interessante. Como as equipas que tinham passado à final tinha sido uma portuguesa e

MGuerreiro chegaram do hotel (tinham vindo um dia mais cedo) e rapidamente a tarefa de construir os nossos displays estava concluída. Pessoalmente achei interessante o facto de estarmos rodeados de visitantes enquanto construíamos.

uma espanhola, a final passou­se entre duas equipas mistas. Os vencedores (no qual me incluo) levaram para casa cada um, um 31004 Fierce Flyer, conjunto com peças bem úteis que vai ficar para a minha filha montar (já tenho um).. Depois do jantar e do concurso e apesar da vontade de ficar para mais umas conversas ser muita, a maior parte da comitiva da C0937 abalou para o hotel. Após um grande dia há

O resto do dia correu muito devagar para tanto sono que andava no ar, mas sempre com conversas soltas, muitas delas sobre o hobby LEGO. Dar um saltinho ao hotel para um banho restaurador pôs as rodas nos eixos para uma noite em grande. O jantar foi numa pizzaria no centro comercial. O pessoal foi dividido em grandes mesas e apesar de se fazer grupos naturalmente, os portugueses nunca ficaram de parte. Antes da avalanche de pizzas (literal) tivemos direito a um pequeno concurso. Dividimo­nos em grupos de quatro e tivemos que construir um pequeno set Creator, as duas primeiras


33 que descansar, principalmente quando o dia de amanhã ainda vai ser um outro grande dia.

que ser anulada, porque as entradas estavam esgotadas devido ao fim­de­ semana prolongado em Espanha.

Sábado O acordar foi tardio e juntar o pessoal todo levou o seu tempo, mas a curiosidade quanto ao programa do dia era muita. O programa era fazer uma visita guiada a Granada. Infelizmente a visita a Alhambra teve

No entanto, no final da visita, Alhambra ficou esquecida. Andámos pelo meio de grande ruas, pequenas vielas. Entrámos numa judiaria, num mercado bem árabe e em restaurantes apenas para ver as vistas. Andámos pelo meio de


34 grandes “Cármens”, cheirámos chás e especiarias, vimos vários artistas de rua e até entrámos numa igreja para ver os interiores apesar de estar pejada de convidados de um casamento. Também tivemos direito às tapas e respectivas bebidas (ou será ao contrário?) num pequeno mas concorrido bar, e por fim chás (no meu caso um granizado) e cachimbadas numa casa de chás. A boa disposição dos nossos guias JoseMi e Natividad foi completamente contagiante e já estávamos perto da hora de jantar quando rumámos para o centro comercial em que decorria a exposição. O centro comercial estava cheio, toda a gente dava a volta à exposição com bastante atenção. Era engraçado ver os visitantes descobrirem com prazer e de dedo em riste os pormenores mais escondidos dos modelos em exposição. A mesa com as participações das crianças também estava bem recheada, as construções, como seria de esperar, é que eram bem diferentes das dos mais graúdos.

Depois chegou a hora de jantar onde houve um concurso de construção

semelhante ao da noite anterior, no entanto as expectativas estavam nas atividades seguintes, Wacky Race, Leilão e Bingo. Há anos que gostaria de participar num concurso Wacky Race e esta foi

a minha primeira experiência. O concurso baseia­se na descida de veículos por uma rampa onde vence o que chegar mais longe. A diversão, os veículos que se espatifam, a competição, o público a vibrar, etc, fizeram com que o ambiente fosse


35 espetacular. No fim a vitória pertenceu­me trazendo assim um troféu para casa. Além do troféu, havia um conjunto Technic de prémio que ofereci à organização para leiloar. Esta competição também tinha um prémio para o veículo mais bonito que foi merecidamente dado ao espanhol Parda. Antes do ponto alto que é o leilão, houve lugar para anunciar o vencedor de uma competição de vignettes inspiradas no tema Halloween, no meio de tanta animação já me esqueci de quem venceu :) A atividade seguinte foi o leilão de vários conjuntos LEGO. Por estranho que pareça a animação neste momento é única e talvez indescritível. Vou tentar explicar apenas com duas características: companheirismo e boa disposição. Depois seguiu­se o bingo, jogo que já não jogava há uns valentes anos. Como sempre a boa disposição reinou e os gémeos do Carlichi cilindraram a concorrrência toda quando um fez linha e o outro bingo. Depois destas atividades e animação toda, tiveram lugar várias conversas soltas que foram entrando pela madrugada dentro. Se calhar demasiado :). Trocaram­se experiências tanto na construção de MOCs como na organização de eventos e atividades. Comentaram­se as últimas tendências da LEGO. Instalaram­se desafios para o nosso Arte em Peças e galhofou­se imenso...

Domingo A primeira parte deste dia correu rápido. A exposição ainda teve muitos visitantes apesar da maior parte das lojas do centro comercial estarem fechadas. Tivemos um almoço rápido e esperámos pela hora de fecho da exposição. Mal chegou a hora a azáfama foi enorme. Era preciso desmontar tudo, embalar e depois montar a palette para ser enviada para Portugal com a maior parte das nossas construções. A prática aqui foi decisiva para a velocidade da tarefa, essencial para encarar a longa viagem até casa. As despedidas foram feitas, sempre com a certeza que nos iremos reencontrar mais tarde num outro evento. Sempre com a certeza que estes bons momentos irão ser repetidos. A longa viagem de regresso de mais de mil quilómetros, agora na companhia do Américo Verde e do MGuerreiro, levou mais de 12 horas. Muito asfalto, muita oliveira na paisagem e muito frio e chuva no fim da viagem (o fim­de­semana em Granada tinha sido frio mas bem solarengo). De certeza que ficaram coisas por contar com um fim­de­semana tão intenso. Fica a certeza de voltar e um grande agradecimento ao espanhóis da HispaLUG por nos terem recebido tão bem, em especial ao Carlichi e ao Eduardo. Lbaixinho


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SÓ PARA RIR


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PASSATEMPOS Diferenças

Encontra as 7 diferenças

SteamBot Willie ­ Evildead 22 de Julho de 2010 Apresentação original: "Este moc surgiu de acordo com o tema proposto pelo Trivia ­ 2.ª Prova de MOCs Pequena; Tema: Mechs e como eu sempre quis construir algo dentro do Steampunk, optei por fazer um mistura de temas. Este é o SteamBot Willie. É a minha primeira criação steampunk e adorei fazê­la pois nunca me farto deste esquema de cores. Esta máquina chama­se SteamBot e o seu controlador é o Three Eyed Willie. quando eles se juntam, tornam­se o SteamBot Willie (em honra ao Steamboat Willie da Walt Disney). Além de ser uma poderosa máquina de guerra, este mech também é muito útil nas tarefas domésticas, não acham?"


Sopa de letra

39 Procura e encontra todas as palavras listadas a direita da sopa de letra AFOL ARTE AXLE BRICKSUR CINEBRICK LDD MANEL MECHS MINDSTORM PECAS PIRATES POVRAY RAYTRACING

Palavras cruzadas VERTICAL

1­ "Keep It Simple, Stupid!" | 2­ base de construção com relevo. | 3­ Ligeira modificação de um set. | 4­ Técnica normalmente utilizada para construções com tamanhos ímpares. | 5­ Elemento criado por um autor para uso em futuras construções. | 6­ Base de construção. | 7­ Folhas de autocolantes. | 8­ Elemento de um vagão que congrega dois ou mais eixos e é articulado no topo. | 9­ "Seriously Huge Investment in Parts"

HORIZONTAL

1­ Polybag ainda fechado em perfeito estado. | 2­ Antiga expressão com o mesmo significado que KFOL | 3­ Matéria­prima da esmagadora maioria dos elementos LEGO. | 4­ Conjunto de elementos LEGO que pretendem detalhar o exterior de naves espaciais. | 5­ Preço Por Peça. | 6­ Designação dada à tonalidade cinzenta inserida pela LEGO nas suas peças em 2004. (sigla) | 7­ Beige | 8­ Slope Brick 33 1 x 1 x 2 3


S E M C O M E NT Á R I O S


INFORMAÇÕES Se tens ideias, sugestões ou pretendes mesmo colaborar, contacta­ nos neste tópico do Fórum 0937:

http://comunidade0937.com/forum/index.php/topic,13155.0.html

Soluções

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Redação

Alexis LBaixinho Monforte Alex Rupi Biczzz Carlos Rui Ribeiro

Revisão de Textos Andreia Biczzz Hugosantos LFaria ePombo

Edição Alexis

Publicação Tito LBaixinho

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MOGazine #2  

This is the MOGazine. The LEGO themed magazine published by some AFOLS from Comunidade 0937.

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